sábado, 30 de novembro de 2024

Pise na grama

 

                                                          

           

            Domingo de descanso dia do Senhor e D saiu (barba feita rosto escanhoado) para o parque ecológico educativo dr Joaquim de Paula Ribeiro e pisar na grama e deitar na sombra das árvores trepadeiras lianas arbustos ervas ouvindo a canção melodiosa das aves canoras e fura-matos, barranqueiros-de-bico-fino, pipiras-pretas, estaladores-do-norte, tico-ticos-reis. D conta nem desconta tem de contar nota segredos e que nem podem mais esperar. Criou uma pedra grande gigante bonita visitada escultural e o homem a achou e foi arrumar de pintá-la, itaquatiara. O divino nem tem mais no mundo as carpideiras eremitas sendas senzalas quilhas pinimbas, estas rajadas manchadas listadas. Galgam galgar no ar na terra no mar os lépidos os cambões os broncos os bicéfalos as léguas medidas. D pisa na grama para fritar frigir cozer alimentos, cumbuca cabaça cuia cuiambuca. O Universal universo sem fim um pouco um tanto de ser ou nem ser txikão crejé panará crenacarore de alma milenar pintado de urucum e jenipapo.

            D é necessário inalcançável incausável sem causa nem causado. Poucas pessoas e bichos seres vivos privam de D e provém e provam dos milagres assim em celulares vídeo fotos imagens gravadas documentários ao vivo diretamente. Ele D pode fazer o que quiser o que fez e águia-serrana, macaco-prego, quati, gralha-cancã, gavião-de-rabo-branco, gargaúba, formiga-de-bode, cunanoi, limãozinho, aristoloquiáceas, catuá, lambe-olhos, jacuguaçu, bambu-trepador, saúvas-cabeça-de-vidro ou içás tanajuras escumanas caxiparás catiparás. D é sábio e tem muito que aprender. D existe, olhos bons suaves líquidos sem fagulhas, porém tem mais coisas pra aceitar.

            O sol alçou veemente hierático, cofiando barba cabelo e bigode, do anonimato do fundo do poço detrás do tabique do morro ou do mar verde manhã de verão aluzecer aí bem pelas 5h e 15min, ‘oi!...’ Luz fogo lanterna espiriteira lâmpada lampião fogo de chão e situação do que vem antes ter a precedência.

Poucos viventes (tiritando de frio chocalhando os dentes) estavam vendo e se enamorando, ‘bom dia!...’ o acontecimento ocorrido concorrendo bota-fogo - açodados precipitados apurados com pressa. Concorrendo correndo avenida Nove de Julho e túnel José Bonifácio de Andrada e Silva, lestos prestos ligeiros lépidos prestes expeditos. Procurando guiando se dirigindo ao distrito de União do Norte e à cachoeira do Travessão 11, tressuando transudando suando em bicas copiosamente.

E agora ele mesmo astro-rei sistema solar estrela de média grandeza já dando as curtidas ao novo dia, disse e para o mundo ouvir e pesquisar: ‘Sou Eu!...’ E animado motivado resoluto resolvido falante resplandecente tacheiro histriônico cômico.

De hora em hora ensolarado e subindo em arco descomplexado feérico mágico dono da fantasia. Sim, recomeçava tudo de novo num novo dia quente bronze verão uma manhã inaugural hílere contente, ‘perequeté prequeté...’ nas sandálias da humildade humildoso. Vamos dizer que na praia do Trapiche rio Bacajá serra do Sincorá e muita zoação piação olhação voação natação insolação preleção precessão.

            Por que D imprevisibilidade tem hileia taçuíras rio Culuene copaíba-vermelha rio Verdão jaminauá maciço do Urucum tambaqui baraúna rio Ferro carapanã candiru adamismo aruaná iaualapiti delírios de sons paisagens árvores rios aves gavião-bombachinha-grande tem-farinha-aí gavião-ripina joão-do-pantanal maracanã-de-colar.

            Por que D nem tem nem atocha frasco esprei de perfume aroma ‘dzim-dzim-dzim!...’ vaporiza pulveriza asperge borrifa cidades dos dramáticos arranha-céus e Mineiros e Doverlândia e Bom Jardim de Goiás e Itarumã e Caçu e Perolândia e Serranópolis e Caiapônia (caiaponienses) esbórnia prise de éter portaló cilada sacripanta patife retentivo cana-verde almofariz fontes dançantes untado besuntado deambular passear pela avenida Padre Cacique plantação plantas com chumaço de algodão.

            A alma é chama acesa intransferível. A alma veio do céu divina está vem e vai mesmo nunca partirá definitivamente. Alma espírito que move o gavião-de-cauda-curta o gavião-pato a juriti o fura-barreira a jangadeira o ibijaú o taperebazeiro a catuaba-do-mato a garroupinha. Alma que em sua natureza se apresta a voar logo longe distante acima das bolhas de sabão. Sempre na ideia fixa de chegar a algum lugar de verdade.

            O que o rio Doce leva lava inunda até o mar, um tanto ou quanto de expressões desusadas esquecidas, canear sacrilégio palerma lustre parrudo eucaristia bossa tonsura. Rio caminho desliza perene permanente, odre egrégio carrear traquinada molambo. As palavras brincariam a valer se se vissem envolvidas a 1 paraíso desses escolar, enfim.

Por que D possibilidade tem marupiara cachoeira da Samambaia retenção calapalo planta ipecacuanha candela unidade de luminosidade bombicultura criação de bicho-da-seda albergue para aves endêmicas da floresta úmida periquitos-de-cabeça-preta gaviões-brancos canários-do-mato caracoleiros caras-sujas-do-pantanal urubus-reis rapazinhos-do-charco tucum solícito rio Ronuró jatobá-capão caiçara ilha de Urucuri rio Triunfo meinaco cachoeira Mucura fura-banana nem diz nem faz nada.

O que é que é? Todo animal é temporal, todo fubica é animal, então todo fubica é temporal. A avenida Juá-Arrebenta-Cavalo transita para chaleirar adular bajular esmerilhar esmerilar polir bruxulear oscilar. Essas nuvens são todas a mesma coisa, fastígio cume pico píncaro. O sol pela manhã amanhecer, casquete e boné de pala sobre os olhos, que sem morrer nasce de novo. Todo recipiente é temporal, toda âmbula é recipiente, assim toda âmbula é temporal. O rio Xingu (prudência sensatez cordura) é um caudal zanzando e por muito menos se duvida que influencia influenciado pelos afluentes amigos a granel a rodo rio Iriri rio Batovi rio Tuatuari rio Manissauá-Miçu rio Arraias - descobertas casuais de ouro bamburros bambúrrios eldorados.

            Um dia um funcionário municipal chegou na praça Quina-do-Brasil e cravou a placa com estes dizeres protocolares edito: “Nem pise na grama!” Dito e feito por lei tal e qual municipal estadual e federal. Concluindo concluiu o trabalho um camareiro e saiu foi embora desapareceu se escafedeu e abençoou o dia e nem olhou para trás, amém!

            Já um nada de segundos na sequência apontou aí aportou Li de Lídia e enxergou o tal anúncio aviso a citação postura pelo edital. Uma placa emplacando o caminho. A bela mocinha ficou um tanto e quanto e como magoada intrigada casmurra sobrossa receosa intranquila. Achou sim maçante fastidioso enfadonho cacênfato. E notou na mesma hora sem demora que precisava ter uma conversa íntima pessoal particular:

            - Muitíssimo bem, que insólito!

            Às 7h em ponto, centro geográfico brasileiro (curva geodésica e desvio geodésico) latitude 10º20’ sul e longitude 53º12’ oeste, a garotinha Ni de Nicole se deparou com este o mesmo escrito painel obsceno obstruindo seu caminho caminhar à aula de geografia. Reparou que o jardim tinha ótimas palmeiras açaís-chumbos. Decorou que a grama-do-pará queria viver verdinha tenra e temia tremia ser trucidada esmagada destruída. Então, sem fita métrica trena ou côvado cúbito medida do antebraço, a estudantezinha pré-adolescente primária cancelou a ida pelo meio do canteiro e adotou uma saída contornando pela tangente. Sorrindo satisfeita comportamento exemplar sabido educado saliente, justificou:

            - Coisa boa e bonita, que chuchu-beleza!

            Dois minutos depois chegou Rô de Rosmari e olhou aquilo de soslaio. Olhou leu se comoveu se convenceu e seguiu para o instituto. Ia pensando se encaminhando se perguntando, quase deixou o celular cair, pisando a calçada no rumo do colégio. Seus 10 anos nem se antenavam com aquela proibição atrevida. Guria em fase de crescimento e franca cordial sincera afável. Sempre atravessara ali atravessava e cruzava costumeiramente constantemente por cima da grama e coisa e tal. Teve até que contornar o canteiro seu predileto de içarandubas floridas, vejam que transtorno grande!

            - Nossa Senhora Aparecida, que vexame!

            Três minutos empós apareceu de onde? Surgiu da via alameda do Apuava a esperta diligente guriazinha Vil de Vilma e olhou e cheirou, assim de meio longe uns dois metros. Foi ia indo pra escola e intrigada abnegada. Tão preocupada com o eclipse lunar naquela hora que por pouco quase esqueceu ou perdeu o celular no bolso detrás da calça jeans. Um passo e coçava a cabeça pensando a intimação anulação autuação coroação consumpção consumição transposição profanação delineação. Achou, nem ganhou de presente nem comprou à vista ou a prazo, desnecessária e até esquisita pérfida e mesmo paranormal paradoxal paranaboia paramilitar paramentado paraguaçu paralelística parataxe paratitlos paravane esta tal de alternativa de passeio de passo.

            - Pararaca, que desuso!

            No outro dia fazia sol, como no dia anterior, e exatamente umas 7h e 20min, a Ma de Marilva se deparou com a praça a publicação na placa. Assim mesmo, de chofre. Assim mesmo, de supetão. E nota atual, hem! E ela viu e travou ali, quase quase pisando delinquindo delito o gramado proibido. Chegou viu leu e nem acreditou nos seus olhos. Sentiu ouviu os sinos repicarem na igreja matriz. Se inibiu se adensou se entrincheirou se enojou. Ficou nauseada dormida enregelada. Curvou o corpo para realmente ter certeza da coisa rara diferente e sui generis (do latim). Olhou de muito perto o placar de madeira ali avisando sem conseguir redefinir nova trajetória, olá?!...

            - Carreta-plataforma, que trem!

            Uma hora depois, o Ri de Ricardo lá estava e diante do dilema: cruzar pela proibição e pisar na grama ou dar a volta? A notícia da interdição o pegou de surpresa. Ele gostava de surpresas? Algumas surpresas sim e outras nem tanto. Paciência, pensou. Sempre novidades as melhores possíveis e imagináveis. Resolveu acatar o dito pelo escrito e ir por outro caminho. Pela calçada de lajes e nem pela gramínea, chucra xucra bravia esquiva rústica. Estava com pressa e caminhou. Muito agitado exagitado e reflexivo reflexão e mesmo introspecção. Foi andando pela sombra das 8h em ponto. Deu dois passos e olhou para trás como exatamente alguém que queria entender tudo. Sempre blagues piadas pilhérias graças as melhores impossíveis e inimagináveis.

            - Oxalá, que zoeira!

            Dois minutos e na sequência, a Rê de Renata também passava passando se dirigindo à EEEB Viana Moog. Era caminho e sempre cortava pela praça Cipó-Escada pela grama pelo canteiro e do lado a lado com as flores orquídeas bromélias cacauranas icacorés-catingas sobreiros e sobros. E quando viu o interdito interditado nem achou que era com ela. Parou em cima da hora h. Quase quase pisa na parte proibida do jardim. E se perguntou, com razão, ‘por quê?’ O porquê das coisas mudarem sem consultá-la! Ficou mesmo cismarenta enjoada empedernida. Olhou pro chão e viu as saúvas (sauval) trabalhando normalmente atarefadas sabitus içabitus savitus bitus cabitus vitus como se nem houvesse amanhã. Que perrengue, meu! Vasculhou os arredores em ordem dos 360º, gradual gradualismo. Isto sim foi surpresa pra menina 10 primaveras. E ela precisava ter uma conversa dialogada dialogando as tratativas:

            - Seja quem for, que remédio!

            À tarde de tarde logo após o meio-dia, a Du de Eduarda esteve por pouco infringindo a lei. Que perigo! Que asco! E viu a mensagem e se perguntou, sestrosa e malandramente: ‘Quem foi o felizardo que deixou a mensagem para o povo?’ Era uma boa pergunta. E ela achou que era uma boa coisa saber antes de continuar e tomar uma decisão. Que aberração! Que descalabro! Ir pra escola sem saber? Que corja! Que perigo pisar na grama sabendo que está proibido e nem recomendado. Que bom cuidado nem pisar na grama tenra verde bonita do jardim predileto da comunidade neopratense.

            - Excepcionalmente, que honra!

            A Clô de Clotilde, fácil lábil instável débil núbil grácil, vinha assoviando ouvindo diretamente do celular. A dois metros da grama viu a placa e travou nas quatro rodas, ‘ri-iiiih!...’ Coçou a bochecha e olhando com os olhos arregalados esbugalhados bem atônita. Onde se viu?! Que proibição justo ou injusta e por quê? Estrilou com seus botões da blusinha de verão: ‘Quem está de acordo com isso? Quem está por trás disso todos tudo, meu?!’ E daí dali mesmo saiu vendo em altos legítimos raciocínios e sem parar de andar muito indignada: ‘Que isso! Que é isso! Que que é isto e mais um pouco, meu!’ E ainda por cima e mais em voz alta sonora estridor pra tudo todos ouvirem:

            - Foz do Iguaçu, que coração!

            Quatro 4 ou cinco 5 minutos empós a Li de Lilás vinha de lá e pedalando. Viu por onde sempre passava e quis passar repassar. Os dias chuvosos de chuva choviam sim ou nem esse mês de maio. De repente... visualizou a placa da praça Ingá-Mirim sobre a grama do canteiro... e travou a bíci, “ruuuuufeeee!...”, derrapando na calçada de lajes basálticas lisa lisinha coleante. Apeou da bíci esta máquina descarnada macilenta magra magrela sem largá-la sem soltar o guidão e olhando a placa de perto e pensando o escrito descrito transcrito. Pensando o preto da tinta no branco da placa sem largar de pensar imaginar fantasiar conjecturar. Estava um caso para se dizer e com razão:

            - Vossa Excelência (V. Exª.), que autoridade!

            Li de Lilás estava ali e diante. Se enchendo de dúvidas. Cheia de questões entrando e saindo de sua mente aos 10 primeiros anos de existência. Era tudo novo ou praticamente inédito pra ela. Teria que barganhar? Teria que fazer gracinhas? Teria de encruar? Interpretava tudo o que via pela frente: ‘É para efetivar e tornar estável, pois sim!’ Tinha um espelho em casa e se posicionava se admirava se penteava se arrumava durante horas. Nem cabia em si de tanta pose e modas e modelos e artes e artistas, ora!

            - Vossa Majestade Imperial (V. M. I.), que império!

            Naquela situação diante da rua Uva-do-Mato do jardim atapetado da placa placar painel de proibição ela Li de Lilás apelou para as perguntas de sempre e de praxe. Uma idade que questionava até o que nem existia ou existia invisível para além. Uma idade que a crivava a crivou crivaram-na de perguntas endurecidas enrijecidas e questões inquéritos. Uma pessoa voltada para todos os sentidos os 6 ao mesmo tempo. Fisionomia plácida contente súplice diluída muito mais convencida e um excelente zelo.

            - Por que alguém, em sã consciência, proibiria pisar na grama verde macia?

            - Por que os porquês de 4 costados e as alianças?

            - Por que de 1 a 10 e de A a Z e de N a S?

            - Por que essa exclusividade terminante definitiva maiúscula oficial?

            - Por que o sol nasce e o dia amanhece, a noite vem e a lua emerge?

            - Por que tantas qualidades ou espécies de sopa no jantar na ceia?

            - Por que se alternam os dias coas noites?

            - Por que os peixes só andam nadando aquáticos pra frente?

            - Por que o gato-maracajá é o gato-do-mato?

            - Por que a ave pula e voa e eu, eu mesma guria, pulo e caio?

            Perto das 16h e poucos minutos, o Zé de José por nada de nada e pouco mesmo nem tropeça na plaquinha escrita com letras desenhadas. Contou as palavras e depois as letras de cada palavra somando as palavras e as letras. Foi e subiu seus olhos aos céus olhou o firmamento e ficou contrafeito. Ao mesmo tempo bolou pensou, ‘Nem aqui nem no curso de medicina, meu!’ E falou e disse isso assim com aquela sua voz típica voz de som estridente entre dentes e lábios já na curva de um sorriso jovem e sarcástico irônico procurando alcançar o maior e melhor número de ouvintes ouvidos auditores:

            - Muito obrigado, que isso!

            Mais uns segundos talvez um minuto ou dois, a Ju de Júlia (diminutivo redução afetiva) se solidarizou com o jardim de uruás. Sim, achou justo e já vinha tarde esta boa e nobre e justa proibição interdição aglomeração preposição altercação. Pensou com os botões da blusa cor verde-esmeralda com bolsa de marsupial na frente para as mãos, ‘afinal das contas e dos preços, pisar na grama-de-jardim faz mal pra saúde física do capim-grama e pode até matá-lo e extingui-lo, uma vez!’ Dito isso se sentiu bem e desabafou. Desde já e completou em outro rasgo de ideias e comentários, ‘afinal das contas e dos preços, cruzar sobre por cima da planta cespitosa é preguiça de dar a volta’. E assim mesmo falou com clara satisfação peremptória decisiva definitiva universal:

            - Leio minha sorte, que loteria!

            O rio Urucuia já levou leva vem tratando navegando um tempão passando pano sobre as palavras ditos mais antigos passadas passados, lebréu estafermo empilecado pejada casuísta corso biruta. De poucos dias pra cá, nem lhe conto: jeito songamonga, ideia paraisada, amor cortês, uma súcia de capiaus, se manter à tona bubuiar sobrenadar flutuar boiar. Rio fluvial e piscoso traíras bagres pirararas garças-vaqueiras canoas ubás.

            Por que D tem contingência cioba a noite limpa traz inevitável a lua reluzente pro céu pro céu gavião-gato cachoeira Gorgulho do Santo Antônio rio Jarauçu cambucás saripocas ou araçaripocas uaurá caiabi matrinchã praia do Gravatá eminentíssimo superior distinto notável proeminente lagoa Ipavu tucano-toco gambá ciclópico truques da natureza vinhático-testa-de-boi comportamento clássico juruna cheio de feitos respeitáveis egretes plenipotenciário jacu bugio irara paricá-da-terra-firme trumai rio Tiquié performance e milagres constituem espetáculos à parte.

            Por que D nem tem ou apenas sugeriu Montividiu evolvível evolver evoluir reposteiro de tecido fosco que divide a sala de estar do quarto de dormir camueca tenacidade insídia tipiti grileiro Janiópolis (janiopolitanos) Farol celibato bagageiro moquear peixe no jirau talha para cereais huka-huka dos bacairi Balneário Piçarras nomadismo sustar processos administrativos mawutzinim vinheta pequeno ornamento tipográfico que ilustra comentário ou texto ou livro faz gestos largos com os braços e as mãos cruento avalia avaliador muita poesia pra absorver tenta fazer bom aquilo que pode fazer bem cocoré distúrbio rolo canjirão estola paramento Coroatá melopeia caxiri tuxaua morubixaba Jacuí (jacuiense) curte compartilhe comente Goioerê cama de vento ou campanha cremalheira Colíder cocção cozimento da digestão traição encrenqueiro ventilador portátil de mesa tomar um caldo de cana comer pastel de queijo na feira da rua Capitão Avelino Carneiro com a praça 8 de Setembro em Penha de França.

            Li de Lilás entrou na sala de aula e a senhorita Bel de Isabel sobrenome Embaiá, profe de artes e leituras, disse e gesticulou abrindo o bico erguendo os braços junto com as mãos sacudindo os cabelos em rabo de cavalo posicionando as pernas em compasso:

            - Oi!... Bom-diiiiia!!...

            - Boooom-diiiiiiaaaa, proooofe Bel de Isabel!

            - Se preparem que eu preciso de vocês um versinho de cada e bem bom e bem poético e bem agradável aos ouvidos nem por nada vasconço ininteligível e sim assim mesmo carregado tomado satisfeito de poesia poético estiloso estético. Um verso de cada aluna e aluno, juvenília. Oquei e entendido, correto?! Podem devem despachar expedir destinar remeter ao meu canal ao meu estóri. Missão dada, missão cumprida!

            E lá foram de lá vieram os estudantes exercitando exercitar um verso de poesia um poema de 1 linha ou uma frase ou 1 parágrafo uma estrofe, assim e vários exemplos:

            “O cânion Guartelá, parabéns!, feito que fosse um ponto um gol olímpico!” Versinho da La a Laura, menina tão galante e feliz sempre quis ter uma bicicleta e a presentearam no natal. Aprendeu a jogar vôlei aos 8 anos. Mora em o bairro Sumé da rua Coronel Antônio Pireneus de Souza associado apegado junto da praça Chá-da-Terra.

            Sabe o trem maria-fumaça que transita da localidade de Rio Verde até Aparecida do Rio Doce, duas cidades turísticas e etc? Eu sei bem e digo que o comboio vagões vão lotados de palavras difíceis, fulcro sustentáculo base ponto de apoio de ideias ou algo.

            “Tanto melhor que vago vagueio vaguear vagueando em pleno voo pelo ar e semiplano semidomesticado semi-integral semirreal semimilionário”, criava gerava engendrava o cantor compositor tradutor curumim dos caiapó-gorotire Ja o Japacani originário natural da aldeia Alto rio Anari em o município de Boa Esperança. Fora da aula, sua principal e primeira opção de lazer é brincar com seu mascote xerimbabo Tuí (um pássaro tuim domesticado desde tenra idade órfão desde a infância).

            A professora Bel de Isabel sobrenome Embaiá, corrige redações dos alunos e sempre encontra uma ou outra palavras rara dita e escrita: aluir sacudir desabar ruir.

            “Vamos lá e acontecendo como seria o verão esse lugar de veraneio que eu gostaria de ver em presença nos dias de janeiro!” Criação da Pri a Priscila, guriazinha muito na dela pra ela e um pouco tímida olhos grandes. Seu maior sonho atualmente no verão é conhecer a praia dos Castelhanos no distrito de Paranabi em Ilhabela. Sua primeira incumbência tarefa logo no café da manhã matina, muito manjado (em dois sentidos) na refeição desjejum, são os biscoitos as bolachinhas: sabor chocolate, recheio sabor uva, nova receita mais gostosa crocante, “huuuuum!...”, experimente experimentar o raro inédito indescritível incrível que derrete na boca, alto em açúcar adicionado e gordura saturada, ingredientes são a farinha de trigo enriquecida com ferro e ácido fólico mais gordura vegetal amido manteiga de cacau sal emulsificante tal qual lecitina de girassol, contém glúten, contém lactose, contém derivados de cevada.

            A lua de fases etapas, que tem a face iluminada e a face obscura, inventa retornar com palavras estranhas ao nosso dia a dia: caraíba ebriez ascese gafieira lombeira.

            “O sol apareceu de novo novidade e toda uma manhã nova renovada.” Poeminha, se pode dizer assim, da boníssima Fe de Fernanda. Toda uma menininha que vem se destacando nos últimos meses do ano letivo escolar colegial em sala de aula. Aprecia acha certo usar e mostrar, tá na moda!, uns cabelos esfiapados. Seu interesse e desempenho na área das exatas a matemática a ajudou a participar da olimpíada nacional da matemática realizada no último maio em a cidade de Cuiabá.

            Os cachos de banana vendem bananas em penca. Quer ver e contar e conferir e anotar? Tome aí e confira, moitar silenciar ficar na moita moiteira (extensa moita)!

            “E aí vem mais uma onda feita no mar e ‘assim!...’ mais outra que diz, ‘lá vou eu!...’ e ainda a seguinte, ‘deste moooodoooo!...’ e umas marolas menores ou pouco maiores que sempre estouram encaracoladas na superfície da praia... ‘beeeeléeeem!...” Todo um sentido um sentimento versinho de Lu a Luciana, toda uma menina ajuizada e sonhadora pensando em ser uma boa médica fazer medicina na grande ufsc. Que muitos acontecimentos aguardam ela no dia a dia os vindouros, atribuladas atitudes movimentos e assomos de impaciência e julgamentos incrédulos e comutação de pena.

            No carnaval a festa passam mil pessoas dançando em alas e cada uma das alas tem seu nome decorado, amainar jamaxim moganga mogiganga bálsamo panema.

            “Descamba o sol amarelo, descamba!..., silo de grãos de ouro trigo dourado.” notava dizia anotava poetava a novata Dé a Débora, guriazinha de cabelos caracolados preso por piranha (que tinha várias variadas na cor azul preta bicolores verde e amarela tricolores branca e preta e vermelha). Nunca foi ao rio Purus ao rio Moa mas gostaria de ver em loco os autóctones silvícolas pintados na linguagem corporal simbólica ou quem sabe criptogramas criptografados cifrados e labretes adornos nos lábios.

            Na volta do trem ferroviário o comboio saiu de Cachoeira Alta rumo de Alta Floresta e tão tanto carregado de sinônimos, customizar personalizar adaptar customise.

            “Tem balde de todos os tamanhos e tamanhos para os baldes”, declarou poetizando falando poesia o guri To o Tomás, sonhador principalmente em ser um craque de futebol e fazer muitos gols e ir pra galera fazer coreografias como se vê na tv. E nos sonhos as vozes risos roncos pedidos, ‘chuta pro gol!...’ ‘dribla meia dúzia de oponentes!’ ‘ele é o cara da pedalada!’ ‘que chute incrível!’ ‘foi lá na forquiiiiilha!...’

            Quando muito chove quando nada chove na horta do capturador de palavras significantes dicionário amansa burros, sorte destino fado fortuna moira mera moura.

            “Árvore verde caminho na mata pedras musguentas rio Lambari, assim o dia verde ensolarado de puro ouro verdadeiro.” Contava em verso solto a menininha Val a Valquíria, sempre desde tenra idade uns cabelos longos fartos e bem bonitos lustrosos. Justamente agora lenço de cabeça de palha de seda e camisetinha tropical verde-azul.

            Raças únicas perfeitas melhores entes seres divinos almas cósmicas mitos dos autóctones silvícolas, Poronominare Iuri Buopé Erem Ualri Agoera Jurupari Iara.

            “Sim, é lógico, gostaria demais demasiado de adivinhar o futuro promissor.” Aparecia notava contava a bela Gil a Gisela, sempre olhar doce aéreo desejando sonhando com o céu o alto do azul azul-ferrete azul-celeste azul-profundo. E ocultando do oculista o culto ocular ocultável ao ocultismo. Tanto sufocada de pensar e agir. Lenço na cabeça laço grande laçarrão pra prender a cabeleira, ‘jura!...’, quanto cabelo.

            Antigamente as famílias de gente de bichos de palavras eram imensas e cheias de nomes próprios, polígrafo panóplia panaceia pedilúvio sinapismo emético tártaro.

            “Pise na grama com naturalidade e descalça, sem alerta sem alarma!” Notava e cantava em verso notadamente Ge a Geovana, natural de Serra de São Bento, e que também adorava continua estudando violão e pretende compor fazer músicas interpretar virar uma cantora e viralizar nas redes sociais nos palcos teatros comícios estádios de futebol. Laboriosa esforçada comprometida pra interpretar as façanhas do seu tempo.

            O rio das Antas é parte de um sistema casado obrigado que vem do rio Retiro e que chega no rio Jacuí desaguando no estuário Guaíba, aliciar ou envolver e entomólogo ou entomologista e aerofotogrametrada ou aerofotogrametria e postular ou solicitar.

            “Passou passando o trem maria-fumaça, ‘guelém! guelém!...’ já acenamos de volta pras pessoas abanando comodamente das janelinhas.” Seu poema em verso a poetisa Vi a Viviane, apreciadora de açaí gelado e outros sabores de frutas doces. Um dia da semana para praticar natação no clube esportivo recreativo Água-com-Açúcar. Nasceu e ainda mora com os pais à rua Capitânia do bairro periférico Boticão do Redil.

            Olhe só o trabalhão lesco-lesco da faina de todos os dias contínuos corrigindo provas sabatinas textos signos, preparar macerar coar separar depurar espremer filtrar.

            “Aonde você vai, de onde você veio, por que você passa e nem estaciona?” E jogou semeou em verso a menina Ka a Cátia natural oriunda original de Araxá e araxaense do tupi ‘lugar elevado’. Cabelos trançados até a cintura. Há muitos lugares deste mundo que elazinha Ka a Cátia pretende conhecer e Mutupá e Terra Nova do Norte e Peixoto de Azevedo (peixotense) e Sobrália (sobraliense) as pedras rupestres de Amarolândia em Mara Rosa, gentílico mararrosense, lema ‘honestidade e respeito’.

            Penso pense em D ou Superalma lá no alto astral pleno cosmos e espairecendo infinito sem horizonte navegando vertical horizontal em cruz circular triangular...

            “Nem quisemos saber de bordar cozinhar queimar o pôr do sol, rareriroruuuu!...” Já dizia exclamava Sol a Solange no interior do seu verso de matéria-prima. Um de vez em quando aperreada aborrecida apoquentada com a física dos números contas cálculos. Mas sempre procura se erguer arribar levantar isso mesmo pra cima em riba com seus sonhos de máxima grandeza os quais são: confiar em si, agir sem interesses pecuniários e mais ou menos nem poder fazer tudo sozinha. Volta e meia outra vez recobra fé já no que faz. E muito menos por pouco ou nada pensa em sair daqui deste mundo encantado.

O dia amanhece e de longe em longe e de perto dá um longo assobio de várias incontáveis espécies, acerado mordaz severo cortante afiado direto seco grosseiro.

            “Pise na grama com a sensação de plantar e plante um exemplar de apojitaguara, faz favor!” Cantou seu canto cantado Vi a Viviane, guria do cacoete de soprar a franja do cabelo rebelde este que lhe caía cai constante sobre os olhos lindos pretos densos.

            Passeando navegando de barco gaiola pela bacia amazônica rio Tapajós, contando os dias e as cenas de viagem, prescritível sugerível prescritibilidade.

            “Os sucessos par combinado a vitamina e o suco de caju fico com os dois, sabores mais elegantes.” Escrevia declamava decantava a bela Ja a Januária, sempre procurando relacionar igualar aliviar palavras com seus desejos futuros sonhos delírios.

            Agora já se sabe que as falas vocabulários e demais expressões ditas e escritas já solucionaram os mais problemas, cefalalgia cefaleia rubicundo corado rubente.

            “Passeei e me diverti na praia de Itaquitanduva orla de São Vicente e mais pisar na grama bondinhos aéreos ponte pênsil chilreios simpáticos melodiosos relaxantes dos bem-te-vizinhos-do-brejo, crejuás, coleiros-do-brejo, bacuparis-do-campo, salta-caminhos, tapirangas.” Descreveu testemunhou e declarou declamou Fran a Franciane, leve de espírito suave de alma infusa meiga de caráter querida doce de tudo.

            Dia de eleições sufrágio universal secreto revelado no dia da apuração, bulir enrustir bulha trincar perscrutar rustir perquirir atroar indagar estrondear examinar.

            “Isso me encanta e juro que nem perco D de vista, hem!...”, disse escreveu legível letra junta a jovenzinha Cla a Clarinda, se formalizando ajeitando a gola do casaquinho as mangas da blusinha bege-esverdeada mãos manicuradas ouvidos moucos. Sim, por certo e já claro, podia chegar e chegaria aonde queria pretendia procurava almejava. Já ainda emaranhada atarantada crenças ligadas às mezinhas com o catimbó catimbozeira culto feiticeiro com macumba macumbeira abusão supersticiosa.

            Vem a hora da citação ou do ditado da profe Bel de Isabel sobrenome Embaiá e dita o dado pelo já dito, retumbar ribombar moxinifada mixórdia miscelânea capilé.

            Por que D eventualidade tem lugar conveniente mais ou menos aí uma meia centena de nuvens fofas e espirituosas gavião-bombachinha camaiurá cachorro-do-mato javari tambaqui pacu se nem quiser nem precisa Pedra Itaúba cuicuro jarina caititu lagoa Juará avenca-branca erva-cidreira-do-mato dormideira acácia-de-flores-vermelhas grotões do cafundó sertão autarcia caçarema a realidade presa em a terra enraizada arraigada solta no ar acaso possibilidade já monumental magnífica espetacular fantástica apologético em defesa persistente de doutrina teoria ideias fisionomia desanuviada.

            Ei, gente boa! Voltemos e nos preparemos para encontrar as nomeações as conversas os tipos de palavras assim e assado, fruto da palmeira tucumã (sucesso de vendas para fabricação de bolos e tortas e outros doces da culinária do cerrado goiano) tucumãzeiro o próprio tucum (tupi ‘fruto de planta espinhosa’, coquinho): epicarpo a casca, mesocarpo a polpa, endocarpo o caroço, endosperma a amêndoa.

            Por que D nem tem nem pretende nem sai com pesque-pague o largo discurso sustido Jucurutu imorigerado devasso tamborilando os dedos na própria face Candiba conformado teleguiado joga biriba Marcelândia avareza avenida Alberto Andaló cerâmica tambetá jeito amolado de conversar besteira pirraça álibi enxaqueca catrumano gastura de gente que os deuses se compadecem que se compadeçam Taiobeiras careta trejeito estuga o passo Icatu as gentes se arrumam emburrado pavio curto Nova Guarita aliado nem é aliado São José do Xingu pagode chato de galocha trevão Waldo Adalberto da Silveira olhar esgazeado inquieto agitado Novo Mundo dona Maria carregando cunhantaim no flanco nas ilhargas quadris Guarantã do Norte produtos eletrólitos eletrovalências condutores elétricos de natureza líquida energéticos.

            O vento soprando do mar varando atravessando transpassando as paragens as glebas os sertões leva consigo na mochila as palavras menos usadas hoje em dia e olhe lá aqui, rinha fedelho paparicar protetorado desvario picardia topete guimba xinguano.

            Por que D fortuitamente tem grilos frigindo vaga-lumes faiscando dentro do matinho entre o capim-rabo-de-gato capim-rei feijão-do-campo meteu a cara no trabalho e nem mais nem menos falou disse nada nunca com mais ninguém matipu tapaiúna olha as pessoas as gentes e demais com distância de longe mico-estrela alma-de-gato pula-pula cajati timbó-do-campo mutucas suiá txukarramãe já transcendente e imanente nuvens loquazes metidas em brios chapinhando pelo terreno banhado gólfãos-brancos arrogando adotando assumindo o tempo e espaço embira-branca fura-barriga.

            Luz luzes dos trópicos lagoa Rodrigo de Freitas amerissar hidroavião hidroplano esparzindo espargindo salpicando aspergindo borrifando lago calmo diplomático. É de se prever pensar quem sabe quem viu quem foi e voltou, que se entendem será que se topam invocação muito bem D e o homem? No céu vapores brancos bruma encolhida recolhida embrulhada já em nuvens névoa poucas esparsas perdidas anônimas aqui e ali diante do sol raios solares. Todos os rios um dia ou outro chegam a D aparecem concluem encontram o mar, navegando barcos de palavras nomes batizados: hemiopia esbanjar mentecapto biótipo genótipo prescindir dispensar diplopia hemianopsia.

            Para acreditar em D é necessário entender a narrativa a linguagem a canção a letra das nuvens. A rua dos 5 Tomos já estava chegando no verão e atapetada de flores dos jacarandás e ipês-amarelos e paineiras. As coisas invisíveis se tornaram tornam visíveis pelas coisas criadas. D presente onipresente e das causas das causas causadas.

            As nuvens irmãs juntas pouco se comunicando entre si vinham redondas encangadas engatadas sopradas determinadas, tirando fotos e vídeos e autorretratos, como se se agarrassem uma na saia da outra. Dentro do vento oceano em reproche exprobração repressão repreensão atroador dos trovões criador dos furacões tornados e derrubando casas e telhados e telheiros em São João do Oriente, Formoso, Tarumirim, Ribeirão Preto no parque Luís Carlos Raya. Atingindo toda a região litorânea e da serra com as autoridades em estado de estupefação as localidades de Alpercata, Fernandes Tourinho, Dom Cavati, Iapu, Engenheiro Caldas. Tempestade subtropicais ventos a mais de 120km/h e que nem se pode remitir já imperdoáveis muito irremissíveis. Muito chovendo e engrossando enxurrada nas cabeceiras do córrego das Pedras.

            A mãe pôs algo na gaveta do móvel e disse, encarando a plateia familiar e diante do pai da filhota Li de Lilás do mascote guaipeca Tu o Tupi e recomendou:

            - Ninguém precisa mexer aqui, oquei?!

            A dona de casa a mamãe patroa e senhora esposa botou o mistério secreto na gaveta da penteadeira do balcão da cozinha do criado-mudo da cômoda e empurrou o gavetão do mobiliário e o mesmo fechou, ‘plaaaam!...’ cerrou ou concluiu, sem passar a chave. Um teste para a curiosidade alheia. Virou as costas e saiu de fininho, brandindo o dedinho indicativo. E todos no momento também a acompanharam, saíram atrás e em as suas pegadas. E o móvel tisnado mobília mobiliário peco raquítico bem móbil (todo chateado intransigente alérgico envernizado carregado de gavetas com pegador encalistrado vexado encabulado e com buraco de chave ainda mais cheio de nós nas costas) ficou aí ficou por lá e com seu segredo obscuro posto pela mãe prestigiosa prestimosa idolatrada valorizada, ‘salve salve!’

            A cachoeira São Domingos estentórica estentora voz possante retumbante.

            Cinco minutos depois, pé ante pé, veio a Li de Lilás, uma Li crucial, e olhou todo o cômodo e a extensão do quarto e principalmente o móvel que guardava o segredo da família da mãe da casa. Que dúvida seria essa? Era o cúmulo, acúmulo! Olhou pouco pensou e saiu sem mais nada declarar, um muxoxo nos lábios juvenis. Ficou ali e olhando pensando a melhor maneira. Investigadora multifacetada capaz de várias versões. Olhou a gaveta do móvel e saiu artisticamente, dançando modo biruta posto de gasolina atirando as pernas os braços pra cima soltos.

            Jataí, município dos jataienses, com o palácio das Abelhas.

            Dois terços de tempo após (marcação de tempo metrônomo metronômico), chegou a Li de Lilás, uma Li presumida, e que bizolhou aí e em volta se cuidando para que ninguém a pilhasse no flagra. Olhando espiando e cuidadosa se policiando em silêncio e pé por pé. Assim mesmo ali mesmo no mesmo ambiente e remanchando atrás da cadeira de braços se esgueirando por trás do espaldar do encosto. Tocada catucada de curiosidade inúmeros desejos de bisbilhotar. Quem quase ganas de agarrar gadunhar garras afiadas de apresar.

            Nem devemos nem podemos nem queremos deslembrar os tempos descartar desprezar auxílio, de onde quer que venha.

            Antes das 11h (horário longos membros inferiores alto), lisa e sorrateiramente na tentação anunciação, apareceu a Li de Lilás, uma Li animada, e espionando espiã cupincha pra cá pra lá vê vendo querendo entender sentir se alguém estava presenciava para que ela quem sabe pudesse verificar a gaveta e. Sempre olhando pra cima pra baixo e se cuidando nos 360 graus. Já o acangatara acanguape cocar canitar enfeitando a cabecinha com plumas carnavalescas de fantasia. Olhar muito bem ao redor escutar bem escutado olhos grandes castanhos, bonitos líquidos. Comportamento e algo assim estrito discreto silencioso sem escrúpulos sem especulação. E é bem verdade verificável.

            A rua Inhame-Cigarra antiga antiquada elegante atribulada protegida cercada sitiada ladeada por imponentes gigantescos prédios de mais de 20 andares e com os dispositivos coas lojas departamentos funcionando ao rés do chão.

            Nada mais que 12 minutos empós, magra e elegante roupa folgada despojada, compareceu a Li de Lilás, uma Li eufórica, e cuidado atenção para nem ser capturada com a boca na botija no flagra no contrapé de antemão pelas costas no susto. Menina (vilã labrega camponesa) boa estudiosa de família amável agradável virtuosa ativa participativa, além do mais. Caminhando um pé depois o outro e com cuidado redobrado quieta silenciosa mansa paciente complacente harmoniosa. Olhando em volta e com ouvidos muito escutando atenta para qualquer ruído ou movimento. Esticou a mão cheia de dedos ávidos bonitos longos caprichados artelhos falanges proximais falangetas mediais falanginhas distais. Quem quase tentando um distrato familiar.

            Bando de marrecas-caboclas (teteias brejeiras) em preleção exposição aula lição, os trens de pouso baixados arriados, nas margens bordas restinga enseada do rio Claro.

            Dois poucos raros minutos na sequência, dois dedos de prosa em depois, surgiu a Li de Lilás, uma Li curiosa, e de olhos saltados esperançosa verdejante tateando por alto as paredes como alguém procurando se esgueirar sem se fazer notar. Se escondendo embutida nas sombras. Arredando recuando desviando. Um pouco escapista e fora da realidade. E pedia pra si mesma nem fazer ruído barulho estardalhaço que nem queria despertar as suspeitas de ninguém ali na casa no lar bom lar. Tateando delicadamente demoradamente pacientemente as paredes o umbral da porta de passagem entre seu quarto e a sala de estar, lugar do cômodo com a gaveta do sagrado consagrado segredo. Que mistério guardava aquela gaveta e que estava ali mesmo em a sua frente, meu?!

            A aromática lua, boiando por tempos bola elevada, encontrou a madrugada e disse: ‘Ahn!... Vou dormir, zípi-ziiiii!... que as estrelas querem ir em boa hora’.

            Alguns 5 minutos passados ainda latejantes no relógio digital, acontece a Li de Lilás, uma Li irrequieta, e meio que rastejando rastejante bem camuflada na penumbra do ambiente da sala de visitas. Nem queria ser descoberta nem seria nem pretendia nem possibilitaria nem presumia nem deveria. Lenta e quieta como uma gatinha procurado comida ou espiando comida e temendo ser descoberta identificada desmentida pega no flagra. Suave e tênue e delicada como uma felina bem treinada. Andando quieta como uma galinha atrás de descobrir o tesouro escondido secretário trancado a 7 chaves.

            Nem se esqueça, e por favor!, de dar o laique supor antecipar pré-imaginar tocar a campainha ou o sininho e deixar um comentário que muito ajudará o nosso canal.

            Já dois minutos depois, um domingo de manhã, assim do nada a Li de Lilás, uma Li investigadora, e se cuidado o máximo para nem ser percebida sequer ouvida cheirada pressentida. Absolutamente detetivesca uma detetive na sua atividade de agente investigativa investigando cheiriscando, ‘esfe! esfe!...’ Olhando e reparando para todos os lados e dando um passinho de cada vez, pé com pé. E pesquisadora de diversas horas e momentos assim como de identidade ou personalidade. Uma multiplicação de si mesma e mais. Se aproximando do cômodo a gaveta e seu grande segredo doméstico.

            Vamos andando vamos seguindo caminhada bola pra frente, matalotagem os haveres nas costas mochila, que veremos mais do resto no caminho do mundo no exercício da jornada estrada.

            Insistindo recalcitrante acostumada, a Li de Lilás adentrou entrou compenetrada na sala de estar, uma Li reincidente, para mais uma oportunidade tentar investigar espionar a gaveta predileta secreta do tesouro escondido. Foi ficou indo e vindo em círculos concêntricos em derredor da mesa da gaveta do cofre ultrassecreto bem chaveado. Parou no meio do cômodo se fazendo passar por estátua muito bem cinzelada. Bem quieta e de olhos abertos ouvidos atentos e assim mesmo um ser extemporâneo serôdio tardio fora do tempo. Tipo assim pessoa no meio do espaço da sala, sala estupefata no meio da casa, casa mesquinha no meio da rua, rua escandalosa no meio do bairro, bairro operário no meio da cidade, cidade turística no meio do país.

D ingerado incriado e que nem perece imperecível, criou tudo do nada, sobrevoa o mundo e absorve também absolve a todos.