quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

Seres Pendentes de Nuvens - (1)

 


                                  

            Após e depois passando as dunas do futuro e além acima das nuvens transtornadas transbordantes que sobrevoam a manhã aguardando o amanhã, alguém prevê agenda o porvir o posterior calendário autoriza mandachuva os dias vindouros do ano novo novo ano. E virá o dia o acaso o outro século. Bruma peculiar, hem?!

            - Onde está o sol? Que lugar do sol? - perguntou Tácito Macuxi.

            - Pra lá, o oeste a caída saída declínio morada alaranjada - indicou apontou o vizinho senhor Solecar Solecismo, profissão motorista de coletivo urbano e dos bons, logo em a tarde merecida apetecida tardezinha empática parecida enternecedora.

            Ambos torcedores do Inter e amigos estavam se falando de quintal para quintal debaixo do sol e esperando afagando com os olhos as primeiras laranjas maduras cítricas das laranjeiras. Inclusive um indefectível casal de sabiás-laranjeiras, insetívoros granívoros frugívoros ou frutívoros, já ensaiavam as cantigas canções serestas serenatas diante do entardecer. Algazarras e zombarias. Os aberrantes conflitos e discursos com adágios e provérbios. Céu azul de sul a norte. Raras nuvens de leste a oeste.

            - Então, eu vou praquele lado e é já! Com família e mala e cuia, tá ligado?! - declarou ele o Tácito, convicto decidido convencido.

            - Boa sorte! D te acompanhe! Que vocês merecem nem tenho dúvidas - promulgou sentença proferiu pronunciou prolatou o senhor Solecar, a mão em pala para o sol que já ia caindo atrás do morro do Memorando.

            - O sol é meu complemento e divino! O sol é corregedor exato e sincero! O sol é bom barbaridade, cara! Onde tem sol onde reina o sol é lugar bom, convicção!

            - Eu compreendo e te entendo, uma vez. Nem deixem de mandar notícias cartões-postais correios eletrônicos imeios de como vão as coisas no caminho e por lá. Recomendações ao pôr do astro-rei. Façam bom proveito da causa do azo da oportunidade do motivo do objetivo. E se eu pudesse me ver livre da maratona insana do comum da mesmice da rotina do tédio, com certeza faria o mesmo. E sinceramente!

            - Direção rumo sentido e ritmo serão imprimidos impressos por ele - Tácito apontou pra cima e pro sol. - Até e tchau!

            Há dois dias ele o sol estava assim mesmo como agora. Durando há dois dias. Um mecanismo universal mundial que ele o sol liga e desliga quando quer. Deste modo de deslizar escorregar glissar resvalar. Olhe, hein?!, é bendição.

            Nem tudo é evidente nem real ou irreal surreal. Primeiro chega a primavera depois vai a primavera. Vai e volta. Figuraça! Enfim, universo reticente porém digno. Tudo muito bem planejado. Por isso mesmo impressionante.

            Falando mais nem de D (inédito solícito terno terral tríptico) e sim porém em nome do tempo. Como numa armadilha destinada. As gentes precisam precisamos esperar acreditar na existência na transparência, sem pensar que de repente o tempo vai e para a Terra. Avenida dos Andradas com viaduto Francisco Sales. Hoje faz enormes incontáveis dias meses que o rio Içana corre e deságua no mar.

            A nova notícia logo pronto e de novo se propalou propala propalar aos 4 condados e cantos. Uma efusão de anúncios mandamentos e derramamentos espalhamentos. Os pássaros nem sossegavam de cantar e indenes sãos e salvos. As estações se iam com o tempo e jeitosas ambiciosas arranjistas oportunistas arrivistas. Quem quando como onde e por quê. Parecendo uma comemoração de sesquicentenário (nome prenome sobrenome) e centésimo quinquagésimo aniversário, 150º. O rio Retiro anda conforme jusante desde montante e sem discrepar diferir ser diferente.

            - O nosso sol e senhor, que nos segue e nos acompanha, é o mesmo sol de sempre e por toda parte! O sol inventando o nascer nascente para crescer e se expandir ao poente - sentenciou o Tácito, vangloriando-se envaidecendo-se engalando-se.

            - Um lugar sob o sol e calculando! - seu Solecar, testa franzida e citando o tropo o ditado popular popularizado popularmente conhecido.

            - O mesmo deus que fabrica e nos manda nos envia as laranjas dos pés de laranjas laranjais - bem lembrou brandíloquo brando terno o Tácito, indicando com o fura-bolos os pomos maduros sazonados. - Qualquer coisa pode acontecer, hein?!

            Sol acendeu, sol apagou. Árvores e brisa meneios giros torcidas retorcidas e camboatãs, guajuviras-brancas, cedros-cheirosos, cabriúvas, arnicas-do-campo. Morro do Vigia, Piraquara (tupi: toca dos peixes) dos piraquarenses. Os pássaros animavam o ambiente com sons variados e serenidade autoconfiança soberba, galga fome.

            D anterior ao tempo. Aquém do dia da noite. D parte e matéria eterna. D mundé mundéu armadilha. Os humanos somos nós finito e nos encontramos no meio termo no meio do passo do caminho da rota e no túnel de passagem entre as três 3 fases marcas passado futuro presente. D asilado no exílio no exterior.

            Tácito e o astro dos astros marcaram um encontro para o dia seguinte e cedo. E bem cedinho aí 5h e pouquinho. O homem em sua própria casa e família, o sol no seu sistema solar rodeado de planetas cometas asteroides planetoides bólidos e outros penduricalhos espaciais - naturais ou artificiais e adendos anexos apensos aportes suplementos. Para o dia seguinte e ao cantar do aparvalhado morigerado morígero galo, “cocoricóooo!...” no cochicho dos pássaros urbanos, “friiiiteeee! friiiiteeee!...” o frege do trânsito, “biiiih! biiiih!...” em frente à poliorcética praça Rego Freitas descendo a rua do Almegue Trilobulado com esquina na travessa Cacumbu da Malga e que é da mesma São Paulo pauliceia desvairada rácica a supercapital herege dos paulistas e da garoa. Catedral da Sé e bendita abençoada benzer benzido bento(a).

            - Nem tem nem tinha?

            - O que nem tinha nem tem?

             Tácito Macuxi e Gaipara Cabamirim (esta de apelido Gaita) e mais os filhos um casal a Inajá e o Realejo e mascotes um casal de cachorros a cadela Trempe e o cão Totó, arrumaram as malas baús canastras embornais e as coisas utensílios parafernália apetrechos matalotagem. Juntaram tudo o possível transportável. Manhã pasmada preguiçosa lenta malemolente tranquila mansa e quase quase meio-dia, 12h. Manhã matinal transitando o processo tramitando pelos estados da lei. Uma morna uma aragem fina, ué!, e quem diria. Rio Tietê despertar despertado desperto. Convite da história seria uma sorte aleatória fortuita tantã contingente randômica acaso.

            - Que calor de Jesus e Maria e José! - reclamou a mãe a Gaipara, praticamente aniquilada e enfurnada dentro do veículo automotivo carro de aluguel de praça.

            - Um calor caprichado vigente em voga na moda - a menina promissora jovem inúbil casadoura Inajá, declarando depondo ao seu talante arbítrio desejo alvedrio.

            - Eu nem acredito - menino Realejo, tato olfato paladar visão audição.

            - Nem pode ser. E francamente - o pai, bom provedor e aquele que provê.

            Nuvens compondo se decompondo. Rio Sapucaizinho. Terrina bandeja de paçoca cuscuz tapioca e copo cálice taça caneco de aluá, aberém ebó efó amori ou latipá. Nuvens especialíssimas ilustradas de bichos terrestres passeando ou voando ordeiras acordadas sobrevoando ao natural. Então, as alvíssaras e vivas!

            Antes de chegar na rodoviária, rua Rodrigo Silva com a rua Barão da Torre, e rasurando pelo labirinto da cidade. Passa viaduto Obirici e já perpendicular à avenida Iracema, passa palácio Piratini (pórtico ou vestíbulo e botaréu e o átrio) já na imensa rua Panambi, passa o ginásio Gigantinho (mantido pela confraria irmandade congregação dos Suseranos Tantalizados) no centro de São Leopoldo, o hospital São Cristóvão (parecendo uma fortaleza cidadela ou baluarte feito de lajes de silha e com suas ameias cornijas a empena frontal do telhado a asna ou tesoura o próprio adro com aleias e pencas de avencas-de-espiga-de-filite). Temos e já se propaga grassa se espalha o reino dos automóveis e suas condutas desaires vexames desdouros. As horas os minutos andam e param nos semáforos sinais de trânsito prosseguem. Elevado Presidente João Goulart e nomeado anteriormente elevado Presidente Costa e Silva e popularmente tribalizado conhecido como Minhocão é uma via expressa elevada que liga a praça Roosevelt, centro da cidade, ao largo Padre Péricles, na Barra Funda (fonte: ebc e ibge), suspender suspendido suspenso (verbos estes de formas variadas abundantes).

            - Já tá aí o que você queria, benhe! - divulgou falou a mãe Gaipara, frase sucinta. (jataí, uma palmeira e um tipo de abelha - fonte: dh.)

            - Uma hora, duas horas... de aguardo e contando! - assinalou o hermeneuta ou jurista o pai Tácito, sapeando o ambiente movimentadíssimo o entra-e-sai de ruas avenidas logradouros. - Nem tenho dúvidas a respeito disso, hem!

            - Conta a história da cidade que aqui mesmo por volta década de 80 era tudo mato e brejo e pântano. Chovia chove muito em maio junho e tudo alagava alagados. Depois até secar enxugar... ia uma semana e com profusão os enxames de insetos.

            Em torno da metrópole, num raio de 50 km, surgiram mais de 15 vilas operárias de estrato social baixo assalariado proletário. Predominando preponderando telhado de duas águas. Falir (verbo defectivo ou homofônico): eu nada tu nada ele(a) nada nós falimos vós falis eles(as) nada - fonte: glp’dpc. E os grupos de nuvens insurretas entraram ali no espaço correspondente aos olhos. E estas cheias estufadas pernósticas presumidas pretensiosas. E as mesmas ainda copiosas profundas numerosas abundantes.

            - Prefere mais tarde?

            - Mais tarde nem será tarde demais?

Bastante gente ao longo da rua Joaquim Floriano e a multidão invadindo o terminal do Tietê. E dali embarcando embarcados já largaram eles para a região plagas de Manaus e tudo mais. Carregaram tudo na mudança junto com tudo e os ombros sobrecarregados, demasiado superabundante sobejo nímio. De ônibus mais barato pretendiam parar pelo caminho e diversas vezes os cachorros e assim por diante. E foram de uma vez só. Sem espinafrar, criticar, decifrar os monogramas siglas cifras. Observando ouvindo perambulando. Que é grave à beça, pacas! Boravê!

- Será que vai chover durante a viagem, gente! - especulou o Tácito, ficou nesta frase e sem desenvolver.

- Olha os coriscos riscando coriscando o céu lá no longe do horizonte, nego! - mãe e consorte apontando o dedo na vidraça vidro fumê. - Até parece que sim, então!

- Ao que se sabe... Enfim, certas nuvens vêm baixas e desde o sul compelidas impelidas pelos fortes ventos antárticos ou atlânticos.

- Oh!... Anrã!... - que Gaipara ficou pasma e sem ação, no fim das contas.

O mistério tem 6 olhos e cheio rico milionário de casas pra morar pra vender ou alugar, cesto samburá alforje sacola jacá bornal mala cofo patuá arca patrona balaio. Bastante, nem?, se vamos ver. Porque é o presente. Porque nem o ausente. Um terço do que se espera. Mas o espírito a alma se contenta com pouco ou quase nada.

Larga avenida Diagrama do Arquétipo e as pistas de mão dupla. Do lado de cá, a EEEFM Poeta Ascenso Carneiro Gonçalves Ferreira com seus alunos(as) exercitando todos os dias o abecedário e as vogais, a é ê i ó ô u!... as consoantes homorgânicas, p b... Que o que no panteão da ngb são notórias e famosas as divindades mais importantes: fonética ou fonologia, morfologia, sintaxe, semântica, estilística... E mais. No culto no ritual são prestigiados e muito ainda levados em conta as notações léxicas ou sinais diacríticos dos acentos agudo circunflexo grave ou crase e til e cedilha e apóstrofe e hífen... E o mestre(a) luta todos os dias com a memória pacata de seus pupilos e lhes preparando e lhes aplicando ditados que começam com os lembretes dicas dos característicos acústicos timbres abertos fechados reduzidos como assim:

“Ditado número 56 do dia 02 do 08 de 2041, tá certo?! Hum!... Serão as 15 palavras e eu vou repeti-las somente uma vez, tá correto?! Hum!... Hum!... Prístino... Acicatar... Flagelo... Bula... Vincar... Eufonia... Redil... Sarcófago... Semita... Refratário... Razia... Flébil... Etimologia... Epêntese... Hebdomadário... Faiança... Hum!... Agora me entreguem tudo e nem me escondam nada, tá entendido?! Quem acertar tudo leva uma estrela precípua principal de cinco pontas, tá legal?!”

- Vê se vês...

- Ele está bem.

- Ela está bem.

- Estão bem bons.

Como era a praça do Serpentário? Que pensava a praça a seu próprio respeito? Várias árvores no pedaço e sapucairanas, iatás, cajaranas, carurus-bravos, tauaris-do-campo. Muitas cidades começaram assim e ali mesmo e Amaralina, Estrela do Norte, Mutunópolis, Nova Santa Helena, Piancó (piancoense), Aguiar, Ilha de Itamaracá.

Terreiros praças planos eiras espaços. O que estão pensando. Praia do Costão, sp. E Peruíbe (rio de tubarões) peruibenses. Oceano oceanógrafos. O que pensar o que prever o que dizer o que saber. O que foi? Era esperar para ver e crer. Arremedando o poeta: aprender português brasileiro é necessário, porém nem é preciso. Tem aí o ameríndio africano europeu.

- Por que desapareceu?

- Por que devo aparecer?

Pelo caminho já lhes despertava e em toda família a vontade de admirar de nem perder os originais da paisagem do panorama. Alguns animais soltos no acostamento cavalos burros vacas bodes cabras ovelhas. O cavalo passarinheiro assustadiço (estabelecendo seu perímetro) dava pulos coices no ar arremessos puxões, e ensaiou um galope-ventania. Furos paranás igapós igarapés. Árvores dispersas isoladas servindo de poleiro aos alados e a estação de recreio ponto de apoio e gaturamos-verdes, foguinhos, anus-pretos, tesoureiras, tieteís, catingás, bem-te-vis-carijó, aracuãs-do-pantanal, rolinhas-roxas, gavião-caboclo. Ouça já! Luzes a titilar palpitar estremecer latejar.

- Oia!... Vendo a poucos instantes o colégio, me lembrei de quase tudo e principalmente das aulas de ditado. Me veio à mente a verve da nossa profe de português que fazia os ditados. Hoje acho que mudou o método, etc - lembrou a mãe Gaipara. - Conhecimentos hauridos colhidos extraídos em longos anos de tentativas, erros e acertos. E aí é o que importa ou vale a pena.

- Oquei! Eu também tenho recordações... Como separar em sílabas: cáustico e fruição e munificência e assaz e a palavra missa... Esta ‘missa’ acho que foi a primeira palavra que recebi como realmente testada e aprendida na escola, sem saber o significado. Como escandi-la e como escrevê-la? Com dois esses e um esse pra cá e outro pra lá? Me lembro que errei na hora e foi um trauma. Eu era de menor, meu! Tinha uma colega, na carteira da frente perto da mesa da profe, que acertava tudo e recebia altos elogios e os bem ótimos e audíveis, “Meus parabéns, Mai-na-ra!!”

- A menina mais bonita da turma, com certeza. E nome de princesa e flor.

            - Sim, você adivinhou, mor! A guria Mainara mais afortunada e linda e bonita igual uma herdeira - respondeu Tácito, sentindo na alma esta infinita linhagem.

            - É isso, ou a quilo! - a mãe, agnóstica.

            - Bonita bela linda ma-ra-vi-lho-sa! - o pai, confrade.

Homem de bicicleta freio contrapedal e pneus tipo balão e já cruzando pela passarela sobre a avenida Clóvis Bevilácqua, nuvens passando nas vidraças fumê dos prédios gigantes, momentaneamente a rua Silva Bueno no Ipiranga, o roçagar das folhas os galhos as árvores do passeio em a carroceria ou capota do coletivo condução ônibus, talvez mesmo o bairro Jardim Santa Helena, caminhões macerados opacos de três eixos quatro eixos carreando transportando um tudo de produtos, Diadema e Vila Elida diademenses, ponte recém-inaugurada sobre o rio Muriaé, praça Tiradentes (patrono da nb, e alferes do regimento de cavalaria regular de mg sediado em Vila Rica. Foi enforcado e esquartejado na manhã da data 21-04-1792. Na época o vice-rei no rj era Luís de Vasconcelos e Souza, a rainha de P e demais colônias era Dona Maria I), estádio e campo de futebol sitiado por enormes prédios pombais espigões. Rua Waldomiro Schapke perto da praça Leda Schneider. Agora sempre pegando finalmente a longa e boa e astuta pujante br-116, um frêmito arrepio de emoção agitação; avaliar medir pesar; pegar ou largar, se mancar e se mandar.

- Hei de viajar muito - lembrou Gaipara, dama flexuosa ondulosa oscilante.

- Este território este país que palmilhamos percorremos andamos tem um potencial fastigioso organizado e forte - Tácito, exigente criativo questionador.

- Sim, grandes extensões de terra cultivos e searas e florestas biomas.

- Terra mágica magia magismo e insólita.

- Já estou prelibando...

- E antegozando antefruindo...

            - O mundo nem é comum e é um dígrafo. E nem parece normal elementar. Quem poderia me falar diria dos mundos paralelos, entende?! - esclarecia a mãe Gaipara, círios arcados vacilantes. - Os templos, capitel capela igreja catedral basílica santuário.

            - Por onde passa o sol até chegar aqui e até chegar a nós? - o pai segurava o queixo para nem bater a testa no chão nem cair. - Tudo muito e mais ou menos inefável indescritível intraduzível indizível, meu bem!

            Nuvens estavam já distribuídas dispersas pelo alto e correndo com o vento. E fazendo sombras manchando o chão. Sempre alguma coisa em algum lugar, hem!

            - Será que viajamos pra algum lugar? - manifestou o pai, condescendente.

            - Vá entender, né?! - disse a mãe, flexível transigente indulgente complacente.

            A família tolerante saiu de mudança e com o que puderam carregar. E venderam o restante que tinham e sobrara. Procuraram um leiloeiro (sem peta fraude mentira esparrela fuá mexerico intriga) que se encarregou de tudo isso. Nem durou mais que sete dias cabalísticos uma semana. Fizeram figa bateram 3 vezes na madeira beijaram NS Aparecida no pé e pra livrar definitivamente da fuzarca ziquizira urucubaca azar. E lucraram em súmula com os pertences uns tantos caraminguás, e bateram o martelo, e se deram os parabéns, e se abraçaram pelas costelas, e se apertaram as mãos, e se beijaram nas faces 2 vezes, os mais fortes os maiores erguendo os menores, ‘uuuupa!...’

            - E se eu nem aceitar a oferta?

            - Que oferenda eu poderia aceitar?

            E quando decidiram fazer já estavam fazendo. Quando eu fazê-lo, tu fazere-lo, ele(a) fazê-lo, nós fazermo-lo, vós fazerde-lo, eles(as) fazerem-no - infinitivo pessoal, conjugação do verbo fazer com pronomes oblíquos (o, os; a, as) - fontes: dh, gpl’dpc.

            - Foi só isso?

            - O que que foi?

            O sol - e de que artista estamos falando e nos referindo! -, nem para um minuto de iluminar este local e de onde nos fala. Aqui e daqui mesmo, de onde estico os olhos do pensamento e para o longe mais o depois de amanhã. Enquanto existir o sol, aqui acontecerá o hoje e o amanhã. Astro-rei sol quanto ao número de sílabas, monossílabos dissílabos trissílabos polissílabos: te-sou-ro, di-nhei-ro, guai-ta-cá, quei-jo, te-a-tro.

            Pelo caminho os pontos se juntavam e era boa a estrada boas as montanhas interessantes os túneis aconchegantes as cidades habitadas plausíveis e Faxinal do Soturno e São João do Polêsine e Silveira Martins e Restinga Seca e Hidrolândia. Alguma coisa importante estava para acontecer e ninguém tinha que atrapalhar.

            - Andando na terra também temos mais 3 elementos, ou fenômenos vontades - comentou o Tácito, que gostava imenso de futebol bem jogado clássicos.

            - A Terra o planeta só é redondo porque é muito antigo e velho e usado, é - determinou a Gaipara e mãe, que ainda faria uma romaria peregrinaria até Aparecida.

            - Antes disso, meus filhos, o mar era até aqui dentro. O oceano era bem mais e maior. E estava por toda parte. E batia aqui, ó!, na cintura do freguês.

            - O universo, meus filhinhos, era logo bem mais largo que hoje em dia. E agora mesmo continuamente ainda está se expandindo. Só meio incerto se a contagem vai progressiva ou regressiva, hum!...

            - Atirou lançou a armada o laço e colheu espigas de milho maduro.

            - Se apetrechou de guaiaca pistola punhal adaga cuia e bomba de alpaca.

            D (matinando matutando matinar) fechando os olhos diante de tanta luz bravia que sai precipitada do seu peito propriedade do sol sistema solar. Nada consegue explicar, ninguém entende e todos acabam deixando de lado.

            As nuvens já os tinham envolvidos ou envoltos, porque foram envoltos ou envolvidos pelas nuvens. O perfume das plantas os tinha envolvidos ou envoltos, pois que foram já envoltos ou envolvidos pelo aroma eflúvio perfume das flores.

            - Bolear a perna ao montar, né?! - o pai, bem articulado.

            - Errar o pealo nem é ter sucesso numa tentativa - a mãe, abordagem holística.

            O planeta Terra em curva, os sonhos existem, os seios realizam o contato visual com a base do globo. Longos cabelos dela penteiam o sono com as mãos. E como acontece geralmente. Traços de genes genótipo composição genética genealogia genealógica de um dado indivíduo. De cá pra lá e de lá pra cá.

            - Será que estarei longe daqui... no dia que sairei e voarei? - que dúvida do pai.

            - Será que serei outra depois desse mundo antigo passado? Alguma coisa ficará em mim desse mundo primitivo despedido? - motivos para perguntar a mãe, voz lépida.

            Então pensavam o tudo e o nada. O que D dará! Olhares parados pendurados no tudo e nada. As almas na distância do tempo e inéditas. Nascer em outro lugar e volta-volver. Deve ser isso mesmo a vontade de outras terras outros rincões viajar diferentes ruas cidades futuras, Nova Palma e Júlio de Castilhos e Dona Francisca e Munhoz de Melo e Ivorá (a sede do município está localizada na serra de São Martinho, mesmo na transição entre a depressão central e o planalto - fonte: o ibge). Glosa como nota explicativa comentada, ora veja!, as almas na distância do tempo e sem razão inanes.

            - Tenho aceitado ou aceito a já citada cidade de Bauru - diz Gaipara, olhando o passaporte já carimbado. - A cidade do café dourado ou amarelo e da ginecologia grátis.

            - Tenho elegido ou eleito a cidade de Marília, vizinhas e limítrofes - responde Tácito. - A cidade dos dinossauros fósseis e da ortopedia mais holografia sem custos.

            Grupo familiar um dia de sexta-feira chegou e eles se instalaram se acomodaram se hospedaram no hotel Matinada Piara de a avenida Vasqueiro em o bairro Bojo da Bilha. Um bom hotel que aceitava mumbavos e mascotes e animais de estimação de acompanhamento, que claro tivessem relacionamento aceitável convivência sociável com humanos e outros animais. Podiam até dormir no mesmo quarto e serem guiados ao salão de refeições, por exemplo. Sim, um hotel acostumado ao luxo e escolhido a dedo. No caso tinha piscina e estacionamento e parque para longas caminhadas sob frondosas árvores, angicos-amarelos taiobas murtas paus-de-lacre abieiros ingazeiras goiabeiras-serranas assa-peixes perobas-cafés com as indefectíveis unhas-de-gato. Nem construíram ainda, em obras e homens trabalhando, as quadras de tênis e de futsal e piscinas olímpicas ou semiolímpicas. Compensava a varanda o balcão sentar na espreguiçadeira para admirar a paisagem da cidade o horizonte com o centro estendido aos pés ótimo do ponto de vista o nascer do sol. E era a capital do Amazonas altitude de 92m fuso horário em relação a Brasília (utc-3) e gentílico manauara manauense. Haviam chegado e ali estavam. Tipo um êxtase miração da revelação na seita do santo-daime. Falando e rindo a roldanas desavisadas:

            - Incrível!... Báh!... Ah-ah-ah!...

            - Sim, eu também nem tenho palavras ou expressões... kjá-kjá-kjá!...

            Então sim, o tempo nem recua nem avança. Temos um presente que é dos deuses do acaso, hoje o presente. Tão diluído sutil abstrato inútil, praticamente na prática. Dossel e sombra alastrada de flores ipês-perobas.

            - E já é algo alguma coisa interessante?

            - E quem qual nem se interessaria?

            A primeira noite a primeira impressão a primeira vez na cidade de Manaus (pano de fundo cenário retábulo a cidade cosmopolita), portal triunfal oficial da Amazônia Legal. A lua comediante filha prateada de prata do sol dourado de ouro. Tipo assim as figuras que combinam oposto oposição, oximoro. A lua que acorda tonta jururu lambrecada labreada ensonada rústica revirada atirada de sonhos boca grande evanescente efêmera querendo engolir o universo estômago platinado fígado destilando estilando gotejando pingando um longo sublime véu de luar. Estumando provocando uivos aulidos dos cães de rua, “uaaaá ua-ua-ua!...” E um desejo até humano de esbórnia farra pândega e percorrer distâncias lonjuras andeja viajante. Lua arredondada contorno de astro e ainda assim instigando presságios.

            - Somos a natureza e os ossos de D - comentava o Tácito. - E o resto complexo que sobra que falta seria assim uma espécie de... gás nada fluido invisível.

            - A Via Láctea universo-ilha galáxia é do tamanho do nariz bicanca bicancra de D - afirmou Gaipara. - Cara de um focinho de outros tempos, no caso.

            - Uma cara ¾ e o crachá ou fuça com sistema solar importante e até exclusivo.

            - Assim é no céu como na terra e no mar.

            - E vai como pode - olhou sorriu e disse o pai, aulista discípulo aluno de engenharia com seu inseparável caderno de papel milimetrado.

            - Nem há tempo para tanto ou quanto - a mãe, dialogista.

            A lua clara quase quase uma sacada balcão uma nave espacial apêndice e mesmo uma lua artificial antropofágica. Questão aérea e celeste celestial. Perfeitos lâmpada luminária um lustre de teto e abajur de cabeceira. Mais legal quê... sei lá!

            D assim em toda parte está igual que esteve e estará sempre eternamente já preparando preparado interessado por Jaguaribe, Icó, Orós (oroense), praia Forno da Cal, Campinorte, Alto Horizonte, Nova Iguaçu de Goiás. Primeiro quartel do século 21.

- Você lembra dela?

- Será que ela lembra de mim?

E de manhã, antes do camargo apojar amojar café matinal no hotel e com os outros hóspedes, Tácito saiu para um passeio uma caminhada uma corrida um exercício no parque Jacarerana. Pela rua Dr. Rafael de Barros no bairro Paraíso e junto ao complexo óptico das ópticas Alidada de Pínulas. Muita festa de aves e árvores frondosas e canjeranas, cipós-mil-homens, guaiacãs, cambuís, ervas-santas, olhos-de-pombo, carobas-brancas, janiparandibas. Ali muito próximo e muito concorrido uma hora bem cedo que os viventes da área em volta aproveitam para respirar fundo. Prazer camueca inebriante embriagador entorpecente. Sol decisivo curema valentão afoito prematuro que só sabe lembra de inaugurar destampar nova e importante manhã.

Se aproveita se aproveitou embevecido e sentou na grama verdinha recém-nascida recém-eleita, abraçado às pernas fletidas, e olhar as crianças brincar com seus cães irrequietos mequetrefes enxeridos ziguezigues e que vira-e-mexe buscavam a bolinha amarela de jogar tênis e ou entravam no lago artificial espelho d’água saindo afobados e se sacudindo alegres vibrantes peludos felpudos latindo ladrando ganindo, “rau-rau-rau!...” boquirrotos linguagem chula rude com ditos maliciosos troças chufas. O verde repartindo espaço com bichos ali incidentais e camapu, ginjeira-da-terra, rolinhas-caldo-de-feijão, cangambá, cancãs, pacas, antas, tico-ticos-do-mato, garças-mouras. O vento dava golpes nas pequenas nuvens e estas corriam nuvens bem-aventuradas, deixando dúvidas se cairia ou nem a água.

E Tácito levou 60 minutos ida e volta nesse importante passatempo. E sensação de bem-estar. Parado absorto sonhador. Olhar e sorriso ambíguos.

- Eu nem te disse?! Tão a fim e tão a fim quê...

            Na volta de retorno parou num quiosque Escrete do Pencinê, muito aconchegante procurado concorrido selecionado e identificado, para comer um pastel de queijo com caldo de cana. Mais por puro desejo gulodice gulosar gulosaria gulosice gulosina. Primeiro nem se permitiu, recusou; depois se desculpou, aceitou. E assim, como de praxe e como se diz, entabulou conversa com a vendedora ambulante autorizada pela prefeitura tudo certo e nos conformes e esta ali presente disposta pronta para um novo dia de labuta na esquina turística da rua Quecê com a avenida Caxirenguengue. Sendo até mesmo parada, olhe!, obrigatória ou necessária.

            - Sim, acho que sim. Promete e com o passe na mão... O demais é conversa.

            - É um bom ponto/posto, este teu aqui! Me parece, hein, dona?!... - foi perguntando perquirindo investigando indagando o detetive insuspeito Tácito.

            - Márcia Selha Batuta, pra servi-lo. E digo mais, meu senhor freguês. Pois é, nem posso me queixar. E nem me queixo. D me livre e guarde!

- Sob os predominantes coqueiros-iris e o canto dos petulantes insolentes impetuosos atrevidos os guiratãs. É comum normal e deve ser assim todo o dia todos os dias, hem?!... E a poética das gralhas-picaças, araçaris-castanhos, japus, juritis-pupus.

            - Tenho sempre visitas muitas de babás e as crianças quase adolescentes... O que atrapalha às vezes é o tempo o clima a chuva o vento friozinho.

            - Criança muita vez com a mania manha graça e pré-adolescentes com hábitos brincadeiras espertezas. O tempo e o vento com o sol por testemunha...

            - Sim, relativo relatividade...

            - Minha avó me fazia garapa... e com espuma espumante...

            - Sim e nem: caso lógico e honesto que o mundo mais ou menos se ajeita - disse a dona Márcia, nariz bem esculpido.

            Ele mastigava comia seu pastel com calma e delícia e profundo sentimento ou conhecimento a par do prazer. Sabor conhecido e maravilhoso. Sorvia engolia seu caldo de cana com calma e delícia e profundo entendimento de lazer. Ervas azedinhas-do-campo, abelhas besouros arrufando zangando amuando, floridas flores de cores amarelas firmes. O dia estava começando e o sol esquentando a chapa. Uma música que às vezes se ouvia. Os pássaros guaxes ou japins-da-mata-encarnados e pintos-do-mato e gaipapos cheios cheios uma quizumba de pilhérias piadas graças chistes gracejos poses e pipios arrulhos pipilares chilreares trilares trissares. Uma comédia, hem?!

            - Que campeonato mundial, né?!

            - São duelos disputas desafios e o tempo todo chuva ou faça sol... Pense nisso!

            - Me disseram e dizem que chove todo dia aqui em Manaus. Me contaram essa. A chuva nasce na floresta densa. As nuvens carregadas de hora em hora.

            - Nem se sabe de outra condição, meu caro freguês e futuro cliente.

            - Nuvens piscinas aéreas lagos suspensos... Algo borbotante borbotoante, cruzamento de brotar borbotar e borbulhar.

            - Um banho das 5h com ou sem guarda-chuva. Nuvens ondas inflando e desinflando, subindo e descendo, encolhendo e esticando.

É o que se articula sempre sempre constantemente. Tumulto, e sem reflexão. Uns ventos azoratados perturbados transtornados morrinhas estropícios e já carregando no seu centro íntimo fúria e velocidade voraz de mais de 100 km por hora.

- Estou imaginando que es-pe-tá-cu-lo!! Olhando do alto de longe e de cima, igual um drone um avião um gavião-azul um gavião-pega-macaco um gavião-pato.

            - Você imagina e nem negocia. Pontualmente na tardezinha e na hora do trânsito pesado. Sem delongas. E temos 2 estações: o verão que chove pouco, e esse pouco é o pouco tamanho amazônico; e o inverno quando chove mais e bota mais nisso, chuvas torrenciais tropicais amazônicas propriamente ditas e legendadas lendárias icônicas hiperbólicas demasia demasiadas.

            - É que tem e possui e daí a bacia de muitos rios afluentes tributários para abastecer, em?! Esse tempo e clima instável.

            - Me diga que tudo corre ligeirinho pro mar, é. Empurrando o mar oceano adentro. Que coisa, meu!

            - Enchem o rio Guaraú e rio Piaçaguera, que gostam de beber bíbulos passentos.

            - Assustam as cidades de Iguape e Pedro de Toledo e Quatro Barras e Guaratuba (ajuntamento de guarás) dos das guaratubanos-as, que clamam berram gritam.

            D (surrão de folhas de bananeira carregado de comida), austero rígido rigoroso severo e música silenciosa espírito concreto louco siso amaro doce triângulo arredondado agitada indolência. O livro tem mil frases cem parágrafos e 6 capítulos: brincos colares broches cordões de ouro com medalha de santo milagreiro.

            Ele o Tácito já saboreou o pastel e bebericou o suco de cana sorvendo até o último suspiro. Agora estava pensando se voltava logo ao hotel ou se demorava mais meia hora ali sentado apreciando o movimento dos transeuntes dos casais correndo e dos cães ciscando os canteiros atrás de ossos enterrados mocozeados. Mais um caldo de cana com pastel sabor catupiri? Ou apenas um caldo de cana com sabor gotas de limão?

            - Me vê aí mais um caldo, faz favor, dona Márcia! Umas pingadinhas gotas de abacaxi! Preciso disso, entende, dona?! É minha memória que vem da vovó materna.

            - Já está servido, moço! Com direito a chorinho.

            - Meus bigodes de espuma!

            - E uma memória a mais.

            Falaram mais conversaram muito ou pouco o que sabiam. Havia sim uma igreja católica ali perto e mais distante uns 500 metros outro ginásio de esportes poliesportivo. E ainda trocaram de dizer várias coisas pertinentes e ou aleatórias. A dona nem interrompia o que fazia com as mãos, indo atrás e voltando, recuando e chegando. Discutiram, no bom sentido, muitos temas assuntos coisas e até algo ou alguma coisa por acaso. Por que nem engano, por que nem verdade? E os pássaros ali por perto na paisagem paisagismo tocando viola violão um bando alto auto falante como uma vitrola alto-falante e jacamis, pararus-espelhos, pombas-amargosas, pintassilgos, cais-cais.

            - Certos tipos de aves gostam de viver em bando, é. Umas preferem mais frutas que insetos. Ainda as que são vegetarianas.

            - Nem faltam padecem carecem dúvidas.

            Daí uns 45 minutos, Tácito voltou para o hotel e foi tomar um banho demorado com água morna. A família ainda dormia a sono solto e roncando, “riririiii! riririiii!...” A esposa idem. No quarto contíguo e mais ainda os dois filhos, menino de 9 e menina de 7 num total de 16 anos. Entre as duas camas, no tapete florido com motivos florais de todas as cores primaveris, os dois cachorrinhos abriram os olhos devagar e acenderam as orelhas e calmos tranquilos ergueram bateram as caudas as orelhas bocejaram enfarados entediados enfadados. Porém mas ainda outra vez, esperavam os donos menores acordar definitivo. O pai foi para a ducha e fez todo o ritual matinal normal como se estivesse em casa na sua própria residência lar doce lar. E na dúvida um pensamento aqui e outro ali, assim:

            - Ao nível das ideias, nem vou salvar o mundo com minha opinião. Ao nível do discurso, nem salvarei meio planeta com minha filosofia. Ao nível do raciocínio, todavia se meu time ganhasse hoje ou amanhã... seria feliz e muito feliz pra sempre.

Quase meia hora e tudo arrumado e prontos e vestidos para o café no salão do hotel. Desceram desceu a família em a companhia. Desceram pelo elevador até o segundo piso. Amplo salão e decorado com vasos e plantas folhagens, disposição arranjo combinação. Encontraram outros hóspedes humanos e animais no meio do trajeto do percurso, trajes de sair domingueiros. E comentavam em família o pai e a mãe entre eles mesmos e podiam explicar deste modo:

            - Eu acordei cedo e... vestuário abrigo esportivo de esportista em fim de semana... Estava disposto disponível pra mim mesmo, então.

            - Eu percebi. Pode deixar. Me virei para o outro lado na cama - respondeu a esposa, olhando verificando ciscando o celular aleatoriamente.

            - Dei uma volta todinha no parque Jacarerana. Um parque que tem ali e com ciclovia e lago e arvoredo e muita gente acompanhando seus cachorros. Desopilavam no modo habitual. Precisa conhecer. Tem um lago artificial bem no meio no oco de um matinho. O hábito é velho antigo usado mas o dia é sempre renovado novo e inovador.

            - São todos iguais, aqui e alhures. Eu nem me importo com os dias dos outros. Quem gosta de mato nem é ovelha - colocou a mãe Gaipara, com certo tom hilário.

            - Acho que nem tou com muita fome. Comi um pastel com garapa, delícia! Quase quase da minha avó, me lembrei. Aliás, nunca esqueço. Por que esqueceria?

            - Nem me diga! Você é guloso, isso sim! Onde se viu e se vê, todavia! Adianta correr se hoje nem estamos na segunda-feira? Porém, nada a ver!

            - Espero que nem chova. Temos de percorrer vários pontos da cidade, é. Sabe aquele estádio da copa, como chama... preciso vê-lo.

            - Se chover a gente vai ao teatro Amazonas, se chover iremos nós vamos ao museu Palacete Provincial. E se chover, e sempre chove na tarde de Manaus, nós vamos ao porto na rua Taqueirinha ou ao mercado público Adolpho Lisboa. Tanta coisa pra ver, e mais muitas! O que é incerto é o certo correto.

            - Já disse alguém gabaritado: “Eu uma entidade ontológica em trânsito”.

            - Maçã é fruta, tomate é fruto. Abacaxi é boa e tem de descascá-la.

            D (atributos características coletivas) acrescentou horas dias comida rios montanha mais aves que peixes mais grama que sapos mais estrelas que grãos de areia na praia de Tambaba. Cerca viva de flores margaridas rosas folhagens do jardim da praça Escabeche. Grêmio de canto coral escola sociedade agremiação orfeão A Birosca.

            - Como é que é isso em gramas e quilos?

            - Isso ou aquilo nem tem começo nem fim?

            E entraram para o café da manhã exatamente às 9h e 30min, trinta minutos antes de fecharem fechamento do restaurante. E o salão cheio de hóspedes atrasados sossegados sonolentos pachorrentos pacienciosos embotados excessivamente calmos madornando amodorrando. Mesinha disponível a um canto e 6 lugares para 4 humanos e 2 dois um casal de mascotes total de consortes e de filhos e de xerimbabos, ocupantes.

            - Benhê!... Você imagina o que se passou durante a caminhada? Pelas trilhas sinuosas labirínticas enoveladas... Eu vejo a beleza da cidade como o melhor parque, tá entendendo?! O parque da cidade é como um brinco de orelha, tá ligada?!

            - Posso tentar raciocinar mais tarde. Agora muito me fadiga. Antes do café nem penso e nem pensar, meu! - respirou fundo suspirosa a mãe.

            - Então... Nem deixe de tentar, benhê querida do meu coração! As ruas e avenidas são as artérias, os prédios e edifícios e viadutos são os ossos, o parque é o pulmão e o enfeite mais precioso mais caro. Bem à mostra e praticamente!

            - Tem rio passando? Há cidades conurbadas?

            - Há um lago e um riacho e rolinhas-pés-de-anjo esvoaçando e rolando aí, meu!

            - Este bolo de fubá está é um arraso, minha mãezinha! - falou a mãe Gaipara.

            - Sem contar os doces e salgados, brevidades casadinhos sonhos brigadeiros línguas de sogra massas-folhadas quindins pudins. A moça que atende e cuida o bufê me disse que eles servem no quarto diversos tipos de sopas: sopa de lentilhas arroz legumes massas e um tipo chamado... goela de pato, etc.

            - Pois eu vou pedir uma hoje mesmo à noite. E pode ser de... sopa de arroz com legumes cenouras batatas brócolis couves-flores... - planejou a Gaipara.

            - Na verdade duas sopas disso tudo aí. E um suco de maracujá, hum!...

            - Maracujá?!, meu velho.

            - O dia todo de pernadas peripécias peripatético é longo e cheio, minha gata!

            E todas as ternuras ali presentes e dilatadas e salientes e sem preconceitos, conjugal filial maternal amical fraternal. Pelas janelas o dia claro e o som da cidade, o trânsito o emitir a emissão dos carros e motos. Já se via na média distância um prédio de 50 andares e a cobertura gigante de um estádio de futebol e suas duas cores bem distintas distinguidas. Entre os prédios no meio da floresta de pedra e concreto, uma antena de tevê de rádio acoitada espiando espiã espiar espiava.

            - Eles comem muito peixe de água doce aqui em Manaus, é. Os manauaras. Peixe fritado com açaí é geral, nem sabe?! Fique sabendo, bela!

            - Peixes e frutas da floresta, eu ouvi dizer. Deve ser bom e barato. O açaí puro ou com leite condensado é o prato do dia a dia, é o arroz com feijão. Que rico!

            - Iremos ao mercado comprovar tudo isso, isso sim!

            - Uma vez lá e saberemos, sem dúvidas! Que calor está fazendo, também!

            - Quer mais um bauru com suco de laranja? - sugeriu sugestionou o pai Tácito.

            - Nem mesmo! Já passei da conta da razão e da minha dieta! Sem juízo!

            A Gaipara teve na juventude um vizinho que lhe dava soluços e sonhos durante a noite. Porém sem soluções perfeitas. O Tácito teve namorada rara original e que tinha sarda até mesmo no nariz. Uma ocasião ela disse e lhe perguntou: “Você me ama?!”

            - Então, que achou da mina? - curiosidade de Gaipara.

            - Mas encontrei uma pessoa melhor, entende?! - concluiu o Tácito.

            Um carro verde de passeio emplacado em Gravataí. E imita a velocidade de um desenho animado. Que lembra um avião a jato com turbina atômica. Em plena rua Monteiro Lobato e tomando força e subindo o espaço espaçoso da metrópole. Como um foguete até Saturno. Tudo levava a crer e medrar prosperar melhorar criar inventar.

            Antes passou algum tempo. Depois chegou uma noite e limpa com o vento varrendo a terra e o céu. Surgiu uma lua com manchas de triângulos círculos linhas cicatrizes. Uma lua com enfeites de quadrados retângulos espirais labirintos. Uma lua de sílex com mapas do Brasil Egito República Dominicana Colômbia. Uma lua de eitos e glebas. Uma lua satélite natural de bacuraus e tambores cambariçus e tribo miranha e aldeia suruí-paíter. E lua nova de suindaras e assoviando cantando declamando.

            A jornada claramente bem bom concorrida. O calendário gregoriano fenômenos astronômicos em ano mês e dia. Um alfabeto romano latino com vogais consoantes total 26 letras. E o rio Negro estava ótimo em calma na dele vazando e sempre presente no diário metropolitano da metrópole. A prioridade o principal primado da economia no Estado, via fluvial via natural naval. A rua Corrião do Leira, com muita ação agitação altercação de ferros ferragens ferraduras ferramentas e motos e carros e caminhonetes e ônibus. Preso pesando na testa segurando a vasta cabeleira irrequieta um chapelão de palha trançada de carnaúba. Se percebe se percebia logicamente uma construção enorme e fora de moda chué cloaca macacoa que é o presídio municipal, prisão ergástulo cárcere calabouço masmorra. Esta joça! Mais aquelas outras árvores viçosas altas jacarandás-cabiúnas ou paus-de-malho ou sapuvuçus sapuruçus sapuvas, madeira branca nobre e casca notavelmente mais espessa e suberosa com folíolos pequeninos e flores roxas com frutos oblongos de vagens em forma de alfanje - esperam logo passar os meses do meio do ano para daí fazerem saltar as flores roxas ou lilases, imperdíveis imperdível. Um mesmo ambiente a rua Tauaçu e se vê recorda a padaria panifício vendendo desde cedo os daqui pães o pão francês e lá apelidados ditos os cacetinhos.

            - A nossa manhã de sol de sol! - vibrava de emoção o pai Tácito.

            - Vamos aproveitar o sol o sol! - na mesma pilha a mãe Gaipara.

            - Agilize! Agilize!...

            - Prudentemente e cordialmente!

            Foram fazer um giro o bando, sem o guia e ou o interprete, pela avenida Cosme Ferreira e dos bancos e lojas caras chiques de alto valor luxo monetárias. Butiques casas com nomes próprios logotipos nacionais internacionais e assinaturas estampas marcas ricas riquíssimas prestigiadíssimas. Corpos sarados silhuetas esbeltos firmes enxutos. Prédios com porteiros garagistas zeladores. Fachadas limpas arrumadas relaxantes. Calçadas areadas polidas esfregadas refinadas. Lojas de câmbio o dólar o euro em relação ao real e escancarado ralhado esculhambado avacalhado munhecado varejado.

            - O que você disse a ela?

            - Eu deveria dizer algo alguma coisa?

            Ribombou rígido firme profundo e de viva voz de repente (de repente: locução adverbial, fonte: ngb) e tremeu toda a terra e toda a cidade. Daqui dali e todos os prédios e ruas e logradouros e calçadas. Numa extensão de quilômetros ao derredor pegando Manaus até Parintins até Manacapuru até Rio Preto da Eva até Novo Airão até Iranduba. Sim, uns trovões vindo do céu do chão do ar junto com raios ziguezagueantes instantâneos e perfeitos elétricos. Depois a chuva abundante de chuá e em cascatas, incomensuráveis intermináveis. A chuva se anunciou e trovoou o céu se estufou inchou e o raio cortou tudo no chicote de fogo fogos e despencou mesmo. Tudo junto e ao mesmo tempo e estalo chiado ronco rumor rugido. Paisagem de chuva a toda brida cheia de manias baldosa balda e até longe em Estrela Dalva, Santo Antônio do Aventureiro, Recreio, Abaíba (“índios ferozes”) distrito de Leopoldina. Por hoje chega!

            - Eu nem falei que chove todo santo dia, hein?! - foi Tácito quem confirmou e reafirmou sua tese e tema de sua autoria. - Chuva grandiosa... pensa em nosotros!

            - Você falou mas quem choveu foi D - disse respondeu a mulher e esposa. - D põe e dispõe como Ele quiser querer querendo. E depois tanto faz!

            - D presta atenção repara observa assunta e manda chuva, com tambores de trovões com ribombos que fazem sacudir o planeta e com chicotes de raios com piparotes chulipas de raios. Faíscas incendiárias irritantes urentes urticantes e queimam.

            - E só somente pra dizer quem que manda, ora bolas!

            - D deve ser legal! - constatou a Inajá. - Deve de ser em vivo!

            - É legal legalíssimo ser D - confessou o Realejo. - Deve de ser pessoalmente!

            - Curandeiros e benzedeiras benzeduras superstições.

            - Está nos estatutos regulamentos regras na lei do céu celeste.

            D está perfeito. Tácito nem quis nem obteve de insistir no assunto. D estava completo. E olharam a chuva cair ocasional e juntos juntinhos compartilhando família sob uma marquise de um edifício novo em folha. Tudo isso de supetão e já. E compraram três guarda-chuvas do camelô, de súbito e de uma vez. O mês de junho estava no auge no meio e mais ou menos meio chato insosso. Calculadamente como outros anos e outras temporadas. Símile que se semelha análogo semelhante. E que seja!

            - Ainda mais precisarão de mim!

            - D sempre fala claro! - lembrou a mãe (claro: adjetivo com valor de advérbio).

            Relampeou o ar com os raios e mais o barulho dos trovões, ‘bru-tu-tu! tu-tu-bru!...’ Baques de fardos caindo no chão, ‘tóim! tóim! tóim! tóim!...’ De repente, num estalo de dedos, ‘pleque! pleque!...’ foram criados os 6 mundos agora descritos: arcabouço estrutura esboço madeirame carcaça esqueleto envergadura madeiramento.

Com o passar do tempinho. Assim, contando de dentro pra fora o que ninguém acredita, entre 17h e 17:30 minutos, a chuva veio caída e já se foi embora com força e pressa agilidade amazônica. Derreteu as calhas desceu transversal entupiu o esgoto encheu o esôfago da mãe-terra. E repentinamente alagou o que tinha pra inundar.

- Arreda esta coisa pra lá! - exclamou Inajá, esbaforida.

            - Vamos sair daqui e já agora mesmo, hem, gente?! - explicou a mãe Gaipara. - Talvez a enxurrada nos leve suspensos suspendidos até o rio e lá desaguar.

            - Podemos e poderemos ir comer peixe aqui perto num restaurante bom, assim até passar o temporal e a enchente. Que acham meus familiares famintos e ouvintes? Eu nem tenho razão e ótimas ideias?! Toquem o tímpano sininho e chamem o garção!

            - Pode ser e antes que me arrependa, estou bem? - era a Gaipara, toda eloquente e cheia de compostura estética polidez discrição gostos gestos diversões.

            - Vamos de mãos dadas e com fé - ironizou o Tácito, já então rilhando os dentes rangendo ringindo trincando de frio e na momentânea baixa temperatura.

            Atravessaram a rua das Laranjeiras em o bairro Ipiranga e chegaram debaixo de água valetas alagadas bueiros entupidos já na porta do restaurante Integral, que servia todo tipo de peixes da região. Mandaram preparar uma boa piapara, desta feita e vez. Total que dava para os 4 bípedes e mais 2 os cães se saciarem mesmo comendo com muita fome e sede ao pote desenvoltura. Dizem que peixe torrado ou frito com açaí e farofa ou farinha de mandioca. O que misturar açaí com outros produtos ingredientes é para os nativos uma verdadeira e inacreditável trapaça chicana tramoia manobra e capciosa. Intolerável e acima de tudo... equivocada! Açaí e a polpa da fruta misturando mexendo com a colher de sopa talher. Depois das primeiras colheres garfadas, olhar lá fora caindo a chuva no mundo todo e tudo escorrendo todos correndo do aguaceiro.

            - Muito importado, este produto sem igual - exaltava o Tácito.

            - Nem há produção que chegue e seja suficiente.

            Alguém veio contar cantar e pulou abrindo as asas. Alguém voou o dia inaugural em este lugar panorâmico ideal. Como um amanhecer pintado. Um tudo certo garantido caprichado. Alguém chegou em o livro mágico abriu na primeira página e leu: Santa Teresinha de Goiás, Iguatu, Quixelô, Costa Rica, Ponte Branca, Mineiros, Araguainha, Buritizal (buritinense) com o clima tropical de altitude - fonte: ibge. E fácil bem agradável saboroso. E bom bem, que sabe o quanto é feliz.

            - O que você disse?

            - Eu falei algo?

            Como veio a tromba-d’água e como passou (caiu de pé e correu deitada). Foi embora a chuvarada assim também e o céu ficou muito limpo e renovado e lavado lustrado anodizado. Nem demorou para estabilizar. E o povo todo depois do banho forçado, mais disposto mais otimista mais vitorioso mais sortudo. O povo todo mais remisso remissor remissão. Falavam alto e com convicção facécias faceciosos ou com as olímpicas chacotas e piadas gracejos. Matriculados em o instituto cívico-religioso deveras efetivamente (efetivamente: este é advérbio ou acessório de afirmação) batendo no peito, e andando andavam pensando falando alto e ou sorrindo. Sobre todos e tudo estendido solar o entendido de tudo o sol. Astro brilhante arredondado arrepolhado.

            - Nem devo esquecer e nem posso os lugares que visito.

            - Idas e vindas - testemunhou a mãe.

            - E depois da enchente, tudo recomeça retomam.

            - Como na Bíblia e a travessia do oceano as naus embarcações galeões. Eu nunca esqueço das caravelas, que estão aí desde o começo no início desenhadas com pena.

            - O que voltarão a pensar. O que irão pensar estarão pensando daqui um tempão.

            - Persuadiu? Persuadiu.

            Foram andando atrás dessa outra a rua da Glosa (g, velar sonora oclusiva oral) e o bairro Jorge Teixeira. Raras as avenidas sem nome de político e praças e escolas, rua do Achaque ou rua do Remoque ou travessa do Curiango-Comum ou rua Algaravia ou logradouro do Chapisco. Dia de aves soltas na praça do Relicário e pombas-trocais e pararus-azuis e sanhaços-cinzas e pintassilgos-da-mata. As pessoas levam nomes de santo ou santa e apelidos de bicho ou coisa ou legume ou fruta ou peixe. E ao longe longa que nem se via mais o fim curva ou esquina. E no meio da estrada nem como ir nem como voltar. Casas de comércio vendas e revendas lojas de coser bordar tecer cerzideiras. Agronegócio agroturismo, vinho mel conservas geleias sucos café colonial.

Solicitaram chamaram as crianças e assobiaram aos cachorros mascotes (que estes dificilmente se distraem distraíam). A hora estava em cima do laço.

            - Que bom que é o vento e um vento bom na boa de-boa!

            - Nem mesmo chega a ser vento, porém uma brisa úmida vinda da floresta.

            Vento norte que vinha empurrando adestrando domando aquelas lonjuras espaços. Bandeiras drapejando ondeando. Sol brilhante e valente passou entre aromas por entre as flores por sobre as copas diante dos cantos e cantares das aves sobre o rio Turvo e foi bafejar as insolentes crinas dos cavalos e éguas do hipódromo Freio de Aço.

            - Tudo isso vai bem e ótimo - aclarou a mãe, melíflua.

            - É a mesma impressão que tenho neste exato momento - o pai, sem pestanejar.

            A estrada de ferro andando em simetria analogia com o igarapé Tarumã-Açu. E por vários km. Na estação ferroviária pulverulenta nomeada Bangalafumenga, tudo aí um isso tudo de ir longe que vai longe abstraindo. O igarapé perene os trilhos certinhos de ferro rebrilhantes polidos esmerilhados esfregados esmerilados. E tudo leva a crer que chegaremos longe lá em Autazes lá em Itacoatiara lá Gurupi lá em Mucajaí lá em Boa Vista lá em Novo Aripuanã em lá Jaguapitã (onça-vermelha, em tupi) lá em bh do bairro Santa Amélia em a rua Alair Marques Rodrigues. Que se inventa muito bem.

            - Levantem as mãos, meu senhor minha senhora! E um por vez, de cada vez!

            - Este mundo tem onça-pintada? E solta selvagem? E brava indomável?

            A louvável praça da Efígie (o busto de D. Pedro II), no seu modo de ser e estátua, amena conversada voada atenta sobrevoada sem presunção ponderada modesta revoada (avoantes juritis-carregadeiras arribaçãs pararis pombas-do-meio ribaçãs guaçurobas-pequenas cardinheiras bairaris) explicada histórica preguiçosa mágica. E lavada todas as tardes ali pelas 5h e com água da chuva, acabrunhado clima amazônico. E os regos canteiros formais e plantados e cuidados voados replantados em estações de época de estilo. Tudo correto e simples, flores petaladas petaliformes. E um número considerável de gente e cachorros, trejeitos sestros cacoetes e gestos habituais animais, as ruas laterais limites limítrofes as casas plácidas com as janelas e portas olhando admirando em redor. Gente vai e vem alegre comunicativa abraçada emparelhada amigada. Nem se pode deixar de ir e vir. Por ventura de certo olha que talvez (talvez: advérbio de dúvida) que as folhas de todas estas árvores suam e formam nuvens carregadas, hora por hora. Mealha a mealha amealhar poupar economizar.

            - O que acha que devemos fazer?

            - Devemos algo alguma coisa a alguém?

            O sol, coração lá dele sobressaltado e fogueira de festa junina, cruzou a avenida das Torres e por cima chegando às 17h em ponto na praça da Boquiaberta. As gentes ficaram interessadas depois do sol aparecer, ficaram espertas ficaram vivas buliçosas solícitas. Bando de juritis-vermelhas e com mania de fofoqueiras fuinhas arrulhando em demasia precavidas já desde cedo, se embalando maciamente nos galhos hercúleos de uma imburana-de-cheiro. Tanto queriam aparecer que era já uma algazarra algaravia.

            - Caminhamos e vamos pra lá! É pra aprender as ruas e hábitos e melhor a cidade. Seus costumes e animação - dizia Tácito. - Sempre me interessa os detalhes meandros recônditos de cada lugar.

            - Podemos ir e iremos a 1 museu?

            - Visitar museus é doidice, minha querida! Museu é bicho abichornante!

            - Cada um tem seu ponto vulnerável ou fraco ou esquisito. Pra um é a orelha, pra outra a barriga, pra sicrano a segunda-feira, pra beltrana a sobrancelha postiça.

            - É, tem razão. Têm os que escondem, têm os que nem podem esconder, em?!

            - Talvez um passeio de rio ou igarapé - sugeria ela, Gaipara.

            - Estava pra lembrar e você disse certo. Isso mesmo. O encontro das águas pretas do rio Negro e barrentas ou turvas do rio Solimões. Dizem e noticiam que é incrível e inesquecível diferente inverosímel. No navio ou gaiola uma festa cheia de conversa em várias línguas e se toma cerveja artesanal alvoroço se dorme em rede se canta se dança como na tribo como num escândalo. É pagar caro pra ver, é!

            - E tirar fotos da beleza, e pesca e solte, e alimentar os botos-cinzas pirarucus...

            - Amazônia, Amazonas! Rio das amazonas guerreiras crinudas!

            - Se você me levar eu acredito! E eu topo!

            - Veremos e teremos fé em D. Já por demais antevejo, e ci-ne-ma-to-gra-fi-ca-men-te! É como pertencer a uma das 7 maravilhas de D e do mundo.

            - Um luxo e uma bênção aqui na nossa terra.

            D (grande ave principalmente de paciência) e dia diário em banho-maria café novo coar café quente forte. Quantas paineiras florindo floridas colocadas em fila indiana a par da rua do Moquém. Ninguém vai apurar o que aconteceu acontece e o que é que vai ser, forjar modelar fraguar.

            - Sei tanto quanto você, palavra.

            - Situação parada ou proceder entendimento já benfazejo.

            O sol reapareceu perto no meio do rio-mar e entrou no porto às 19h, em ponto mesmo. Atracou com ele o dia muito distendido destemido desfigurado e encharcado de rios. E o azul sumindo entre estrelas de todo tamanho mais as aves em associações livres e coleiros-do-brejo, coleiros-de-sapé, coleiros-de-garganta-branca, coleiros-baianos, coleiros-virados, coleiros-da-serra. Estes os bandos em comício chirriar assembleia conferência chalrar, conto e aumento um ponto, cucuritar falação estropeliar balanço geral. Entardecer anoitecer e alegria entusiasmo espontaneidade.

            - Terça-feira é um dia melhor, eu acho! - declarava o Tácito, de inopino.

            - Tá feito e aceito. Iremos navegar no rio mais famoso do mundo... talvez o segundo mais famoso do mundo, vá lá! O de maior volume sem dúvida.

            - Muitas as vezes que saímos pra ver Londrina e arredores, é!

            - Os filhos bem na tenra idade e tal e qual... - lembrava, sim, a Gaipara.

            - Pelos afluentes do estuário Guaíba, hem!...

            - Já na ilha e fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim, meu bem!

            - O parque Pico do Marumbi, peraus pirambeiras paredões.

            - Um rio Santo Cristo, agitado irrequieto inconformado desolado desacorçoado.

            Mais um pouco de tarde e o sol se pôs sem se opor. Sei se pudesse ficaria mais. Se fosse por conta dele, eu acho mas nem tenho certeza, ficaria mais tempo e reverberar. Começo da noite que sai mostrando os astros planetas dos deuses(as) gregos e dos latinos. Todos muito divinos e excelentes excelências honrados laboriosos astronômicos turunas. A própria lua, sucursal e namorada e afilhada satélite natural, sempre sorrisos e constante. Quase ninguém ao relento. Baguais equinos recém-domados mulas alçadas fujonas desgarradas pastando na praça Oswaldo Cruz. Vira-latas mocorongos (um ou outro cotó derrabado) olhos baços e já bisbilhotando fariscando farejando portas de restaurantes. Gatos e gatas bem-educados sentimentais sensíveis honestos subindo e descendo muros. Ratos ratazanas e camundongos assustadiços irrequietos sempre assuntando observando reparando o meio hostil intratável ignóbil urgente precário.

            - Eu invento muito bem!

            - Posso mandar rir, hem?!... kjá-kjá-kjá!...

            - Nem gosto de me gabar me exibir autoelogiar à toa, porém... ahahahah!...

            - Que mais pode ser? As aparências...

            - Você eu todo mundo devemos eu devo presumir e concluir, embora!

            - Nem ficamos no... ah é, é!

            - Haja tino e tutano para sair sempre vencedora, entende?! - dizia a mãe, cabelos cacheados e estão curtos encurtados.

            - Os truques e mazelas da gentalha, hein?! Fechou um olho e já está jantado!

            - Eis o mistério que envolve - juntou ajuntou a mãe (eis, ei-lo: palavras ou locução denotativa de designação ou indicação).

            Pássaros aterrissando nos fios de tensão nos galhos dos mulungus-crista-de-galo palmeirinhas-de-petrópolis e saltando dançando namorando se puxando um com outra. Coçavam as penas e secavam as asas. Comiam frutas e brigavam por espaço território preferências. Se perseguiam em pleno ar numas reviravoltas voos mirabolantes manobras perigosas rápidas destemidas desastrosas. Os casais estavam preocupados com o futuro a prole a casa o ninho nidificar depositar ovos e criar filhotes, carinhos afeições bondades maternidades paternidades familismo familiaridades. Os solteiros em procura, despinguelados apressados afobados pirralhos pirracentos, agradecem e cantam todas as horas do dia. Arrebol e sol sumindo, ruivo vermelho avermelhado vermelhão.

            - Como que você soube?

            - Como é que sei?

            O casal de coruíras foi fazer fé indissolúvel perene consagrada na igreja da NS da Consolação do bairro São José Operário. (Como o casal se encontrou ali assim dentro do mundo e no tempo e no espaço até ficarem juntos e inseparáveis convictos calorosos monogâmicos?). Escolheram um canto nicho do templo e prepararam o pequeno ambiente aconchegante. Dali eles viam os devotos os crentes as pessoas procurando os santos(as) as rezas, etc., se ajoelhando mãos postas pedindo pedidos rezando. (Como o acaso os ajudou e os juntou? Como conseguiram os chesmininés, ou seja, com que se aceitaram se adivinharam conseguiram adivinhar e se achar um na trilha a pista as pegadas os voos certos da outra?). Ali as pessoas nem percebiam que eles avoados moravam e eram faziam já uma família promissora próspera. A casa do Senhor toda igreja templo, inclusive decorada decoração carregada em barroco rococó e muito do neoclássico eclética. Alguns poucos meses e ocupariam as dependências indo e voltando trazendo palha seca gravetos, logo depois insetos pedaços de frutos legumes folhas tenras. Sempre e toda vida os pais tratando buscando comida de todo tipo onívoros (consomem absorvem devoram tudo) e cuidando da filharada, gente idônea capaz competente adequada e que convém perfeitamente. Trocavam pontos de vista entre eles dois o casal ali e de manhã cantavam marcando território paroquial. Encobertos meio desconfiados arredios na santa paisagem interior e escamoteados escondidos. Buscando trazendo consumindo durante as orações e a santa missa, amém!

            - Agora é sua vez.

            - Imanente ou aparente.

            D (vestindo obrigatoriamente o albornoz manto com capuz amarronzado) sentado na nuvem predileta e modorrando madornando amodorrando apático sonolento. A fantasia do universo criou um sem fundo um caos um vazio um espaço escuro com 6 olhos, repetição fastidiosa monotonia sucessiva salso salsugem ramerrão.

            - Nem é o que todo mundo quer?

            - Nem é o que todos procuram?

            O passeio humano nas águas nos encontros dos rios na formação do grande rio Amazonas, então e assim, foi de tirar o chapéu de palha palmeira-piaçaba. O barco cheio de turistas deslumbrados e os nossos familiares a família Macuxi, isso mesmo e sem dúvidas. O comandante até parou a embarcação na junção das 2 águas e ali quem quisesse poderia nadar e tirar mil fotos e autorretratos eternizar o momento, ‘giz!...’

            - A vida dos peixes é difícil. Sempre pendentes e visto a estonteante e complexa correnteza do rio Solimões, este principalmente - moeda de diálogo do comandante (visto: preposição acidental).

            Navegantes navegados navegadores ancorados pesquisadores turistas tirando suas fotos aí no meio do rio e em face (em face: locução prepositiva - fonte: ngb) de Manaus, a capital. E à instância do comandante, um número qualquer, ‘tchibum!...’ pulou na água mergulhou.

            - Isto tudo que eu gosto, uh-aaaaau!... - vibrou o turista capixaba, emergindo.

E sinceramente, todos voltaram felizes e satisfeitos. Os fatos as impressões as ideias, responsorial:

            - O dia ficou indescritível, meu D! Um sonho de turista já se cumpre na minha vida e existência, um sonho desde tenra idade. Faltam melhores palavras!

            - Lindo lindo como me parece! - concordou Gaipara. - Muita gente emocionada, já viu?! E a natureza nem para nem para... por nada!

            - Pelo sim e pelo também, eu me atirei ali nas águas milionárias e nadei. Me batizei, e vocês nada. Nada de nada, nem de nadar - disse Tácito, como quem e com cara que sabe tudo e sorrindo enorme. - Águas recolhidas da Amazônia toda e total, é!

            - Você eu nem sei ou imagino, mas pra mim é um lugar milhares de km de outros pontos turísticos deste país. Uma das melhores partes deste B. Na seleção tope das maravilhas do mundo natural. Imperdível pra todo e qualquer povo.

            - E você eu todo mundo vê, que desde sempre. Veja que sempre existiu ali e agora estamos aqui. Que parada, hem, minha fofa?!

            - Aqui estamos e desfrutando, e daqui partiremos e vamos!

            - Então já vimos algo mais maravilhoso sobre a terra, hum!...

- É a minha impressão incomparável e também, valeu?! - dissertou expôs um pouco a eloquente mãe a Gaipara.

Que o quê! Veja o desafio. Olhe a profecia. As pessoas os animais os reinados os bandos récuas enxames cardumes. Boa hora. Hoje, se possível, ou amanhã, no máximo mais tardar depois de amanhã. Desce o ribeirão Ponte Nova, caminho do oceano.

- Você mora longe?

- É bom morar perto?

A cidade toda almoça e se exercita e corre e janta dentro do seu perímetro urbano, em si mesma ensimesmada para si mesma enovelada envolvida. Se basta e nem manda ordena convite. Tudo que lhe interessa é pra si própria, particular e íntima e caseira doméstica. Seus planos urbanos citadinos desenvolve calcula em meio ao tumulto desordem barulho zanguizarra. E nas horas da tarde chove chove e se lava sem ajuda e com as duas mãos. Brumas vêm chegando vêm parindo nuvens, e como!, guardando as gigantescas devidas proporções Amazônicas. Com a sombra do grande rio sempre ali presente serpente permanente groseira corda de anzóis lendário imaginário.

- Vamos a uma bola de sorvete de açaí?

- Aceita um copo de suco de abacaxi?

Que multidão e povo e conjunto oportuno de aves e rolinhas-picuís, rolinhas-do-planalto, rolinhas-vaqueiras. Os pontos de atração na praça Poliedro e são já as plantas e árvores e juás-de-capote, ivirós, beberus, abioranas-gutas, dedaleiras-pretas. E a tropa ganhando cantando retinindo trilando chocalhando na freguesia fazendo demagogia. E a revoada sobrevoando perfilhando adotando abraçando o parque Suruí-Aiqueuara.

Tácito assinalou que sim concordava e com gesto e palavras, o mostrador do relógio de pulso pulsando os tais e quais dígitos em 12h e 45min:

- Grande capacidade a floresta a bacia hidrográfica! Sempre penso e nem nunca tenho a dimensão. Corre tanto rio em busca dos mares oceanos Atlântico, já!

- Nem vou discutir quem tem razão - recuperou a Gaipara.

- Nem me disseram nem adivinhei e ainda nem me importo nem o meu imposto.

- Da minha altura e largura, nem afirmo nem confirmo nem reafirmo que as coisas se passam exatamente assim e. Somente D sabe o que é e o que nem é deste mundo! D com seus 4 elementos preferidos e totalitários.

- Uma vária variedade uma série de livros filosóficos e olhe lá, em?! Com bons e boas leitores betas.

- Em todas as línguas e outras tantas muitas e muitos idiomas, uma vez!

- Gostaria de ter uma minha teoria certeira, sabe como é?, e assim mesmo como torço igual que me preocupo pelo meu time - confirmou Tácito.

- Já estamos vivos antes e depois das teorias e estudos e pesquisas...

O que eles família foram e nem deixaram de ser, cordatos e de acordo e que concordam concordavam judiciosos sensatos prudentes. Eram seis como no famoso romance, total. E queriam o mesmo objetivo, as viagens os passeios as visitas os turismos os pontos de vista as fotos de cartão-postal. Maravilhas do mundo, hoje!

- Estamos aqui e agora e temos precisamos viajar!

- Já o planejado e de novo. Renovamos renovaremos!

- Nem é de quê - falou faceiro, o Tácito, sujeito organizado metódico curioso.

- Nem qué?!

- Escolhemos um ponto turístico e o estudamos. Preparação psicológica cerebral espiritual emocional mental. Às vezes menos que isso, claro!

- Junto com a logística a monetária pecuniária jurídica orçamentária bancária.

- Ir embora e em boa hora!

- O tempo que for.

- Nem podemos ficar sempre aqui.

- E vamos partir junto com o dia de manhã e amanhã mesmo, ou à tarde à noite.

- As coisas mudam de ano pra ano - comentário de pai Tácito. - Já foi o ano e vem o ano novo, então. Juntos e justos e bons e santos santas.

- Os meus olhos verdes gostam e apreciam e pastam o verde do campo - mãe Gaipara, displicente contente e ajeitou com os dedos penteando os cabelos curtos finos fortes com um fio ou dois brancos.

- Falando nisso... sinto pena de nem ter vindo na aventura de Cabral, sabe?! Porque foi uma jornada de fé ouro e guerra. Tudo uma coisa e ao mesmo tempo. Com muita ação como o normal do cinema. Dias auspiciosos prometedores de bom agouro.

- D justifica os conhecimentos transcendentes. Que história pra começar, né?! Quanto mais alto navegamos voamos mais elástico o universo. E que universo, meu!

- E tudo transparente e ou transfigurado. Com força ânimo vigor.

- Nem me conformo também que D tenha pensado um futuro sem mim, é. Me conforta ser um grão de areia da praia Brava, ilha de Santa Catarina. Já surfei.

- Porque o sol está aí e em toda parte.

Já agora hoje e mais nada nadar na praia da ilha do Campeche. Ele está bem ela está ótima estão em boa forma e nadam crepitam estalam estralejam como peixes de mar, jacundás mariquitas camurupins albacoras-brancas saberês beijupirás sapurunas saramonetes cangulos acaraúnas caçonetes. Por hora por dia por quanto por metro quadrado por um triz ou quase. É tudo isso. Ondas marolas marés cristas com debrum branco e, ‘blu-ble-bloooo!...’ Tem tudo isso e sobra.

- Você nem pensa nem quer inaugurar uma academia?

- Uma academia para sócios acadêmicos?

Sempre fica um pouco do vício mania da cidade no bolso na mente cachimônia inteligência na saudade em cada um que a visita. Leva daqui e dali alguma mensagem uma diferença uma ponte um casario uma festa um patrimônio imaterial um carnaval um baile uma quermesse da cocada um calango popular um frevo uma tradição. E coisas de aprendizado paisagens costumes culinária avenidas e praças com jardins e árvores piriás palmeiras-jiçaras iuçaras tucanieis açaizeiros e aves, curiós gaturamos-verdadeiros sanhaços tiês-sangues marianinhas-da-cabeça-preta tico-ticos-rei-cinza papa-moscas-cinza maitacas-de-garganta-azul araçaris-castanhos iraúna-grande.

- Ahn?!... Estas minhas árvores e carinhos sorrisos trejeitos.

- Antes de te conhecer eu só pensava em ti - confissão de Tácito, o sincerão. - E quando conheci você era você que eu procurava. E eu via você todos os dias. Olhava olhei você lá do outro lado do oceano ou do tempo. Como que eu já sabia? A linha do tempo como um trem chegando na tua estação, Gaipara!

“A menina que estudava no colégio Euclides da Cunha e que passeava com os afilhados na coleira, já circulava e aguçava o meu interesse. A mesma guria que mexia com a alma das aves e das nuvens e das estrelas e das árvores.

“Mesma coisa que a luz do sol clarão que vira gente humana pessoa. E gente que vê a flor. A flor que atrai o luzido brilhante iridescente beija-flor-de-garganta-verde.

“O olhar bem magnetizado magnético magnetizando e igual igual e tal qual como o gorjeio a voz e imagem dos canários-da-terra, almas-de-gato, tizius, bem-te-vis-do-bico-largo, tesoureiras, periquitos-ricos, arapaçus-do-campo, salta-caminhos.”

A pessoa escolhe viajar e viaja por querer coisas diversas e até opostas ocasionais aleatórias diferenças. Depois nem perde oportunidade de dizer e com ênfase: ‘Eu deveria ter nascido aqui, olhe o sol e olhe a areia da praia da Joaquina!’

- O que tem feito aqui?

- Aqui se deixa de fazer?

            Ali uma tribo chegou primeiro, aqui um capitel em honra ao santo(a) do dia erguido pelos pioneiros e primeiros moradores da comarca, mais além e alto a serra do Mar e como que se fazendo as vezes de muralha. O nosso sol que nasce com seu corpo tamanho resplendor espírito responsabilidade.

- Viagem visitas nem temos algarismos de lucros e perdas, né?! - lembrou muito bem lembrado a Gaipara, dama de bom-senso. - Viajar é prioridade.

            - Temos que ver e rever datas e horários específicos ou nem.

            - Pra trás ficam as cobranças e fotos e vídeos e memórias.

            - E o que ganhamos com elas e tudo isso. Mesmo o sonho descontraído, é.

            - Gosto almoço de negócios jantar fora, que alegria de criança! Me encanta!

            - Sentar numa mesa com vista para a movimentada buliçosa rua Luzerna Ibiratinga. Um almoço típico servido com esmero. Está servido?!

            Nem se sabe onde o casal tirou essa vontade de viajar. Ou será uma coisa com que se nasce ou será uma coisa ou duas com que se aprende. Tem dna nisso? Esta palavra, ingênito, tem a ver? Parece ou nem parece que é tudo ver pra crer?!

            - O que ela falou?

            - Que mais poderia dizer?

            D (um raro e difícil e surreal aparelho que indica poeira, coniscópio) recomenda e incentiva os lugares mais cultivados deste lado do hemisfério sul e Olho d’Água, Ituverava, Santana dos Garrotes, Coremas, Igarapava, Pedregulho. Tão Senhor de Si que quase vira sol e quase vira rio e por nada vira montanha e por pouco nem vira lua. Quase uma lua, mais quase que lua. Quase uma cachoeira, mais catarata que quase.

            - Me desentendo sempre que me olho e nem me vejo vivendo 20 anos na ilha de Marajó. Nem sei mensurar quanta frustração crispação. E por que até hoje nem morei 20 dias em Parati? E ilha do Cumbu? E cachoeira Rio do Ouro? Será que sei? Vou saber.

            - Uma vez eu queria ser uma investigadora dos céus. Queria saber todos os nomes e sobrenomes e descobridores de estrelas. As profissões e distâncias e claridades dos planetas. O tamanho das nebulosas. Aonde foi e parar o som o eco sonoro do bigue-bangue. Céus noturnos eivados de claridades. Dando voltas. Contagem regressiva?

            - De onde veio para onde vai a estrela cadente no céu noturno... Umas caem em Teresina outras em Paverama e Guaraci e Prado Ferreira e Santa Fé. Umas se desprendem de outras e, sem mais aquela, voam esvoaçam passam surgem aparecem...

            - Por que inventar a roda com aro de ferro quando posso ter o pneu de borracha? Por que avião a jato e a turboélice? Por que barco a vela e a vapor e movido a motor?

            - Hoje e por hoje mesmo nem sei que profissão eu tenho ou se mereço ter uma.

            - Me surpreendo contando com tantos números de zero a nove.

            Era a quinta-feira, ou seja realista e puro, 8 de julho do mesmo ano e graça que aconteceu tudo isso. Ao mesmo tempo ou ao sabor do tempo, por causa dos protagonistas que acompanhamos, as intenções recônditas e manifestas a um tempo.

            - Já viu que nós sempre somos assim?! Sempre vamos embora daqui! Nos acostumamos a nem nos acostumar em algum lugar, então! Sempre pra frente!

            - E nem precisamos vender nada - declarou o Tácito. - Somos como os cavalos no hipódromo, viseira nos olhos e pra frente pra frente toda vida. Num forte galope.

            - Os arreios e tchau! Indumentárias e encilhar desencilhar.

            - Aparatos apetrechos e cincha barrigueiro sobrecincha e correia que segura manta mantilha caparazão xabraque que cobre recobre as ancas do cavalo.

            - Quando muito e quando nada! Sem o costume de se apegar e ou largar!

            - O visto e ou o até mesmo revisto, e concluído.

            - Aprecio a maneira por que os dias e seus fatos se expressam e se compõem.

            - Nem sei de nada e nem quero me ajoelhar me ajoelhar.

            - Também pode ser que me engano. Também pode ser que sei a verdade.

            - Viajar é ver com os próprios olhos, bem! E ver o falado o estudado o recomendado - justificava o pai. - Viajar é viver o que nem conheceria de outra maneira.

            - E se me disserem que viajar é o mesmo que sonhar, nada a ver nada mais sem graça! Nem me enganem, tá certo?! Nem me enganam mesmo!

            - Sabia que a praia da Galheta (mar aberto) é dos surfistas e foi a primeira que conheci. Isso faz já altos anos em a adolescência, meu!

            - Já sabia e fica sabendo que já fiz tope destopei na praia Mole, duas vezes?!

            - Pagaria pra ver e rever, hum!... E com vivas palmas aplausos e mais aqueles bate-bates batecos infláveis de torcida organizada excitada, hum!...

            - O rio Santa Rosa, macio. A serra do parque Jabuticaba, natural.

            - Sol brilhante mato exuberante rio Iguá correnteza comprido e antes as nuvens atropeladas ou atropelando remendando os ventos do sul e Argirita, Descoberto, São João Nepumuceno, Brochier, Balneário Barra do Sul, Laranjal, Emas, Maratá.

            D (hortelão hortaliceiro horteleiro) já incomoda pouca gente deu deixou uma lapada uma fortuna de tempo e concorda discorda com tudo que vem e vai. Um rio correndo rio do Peixe e nem se adivinha para onde e por quê. E sem pestanejar um plano bem bolado bem pensado, ‘blum-blam-bléeeeem!...’ O trem maria-fumaça, ‘hu-iiiii! hu-iiiii!...’ acompanhando o rio e coisa fútil frivolidade ninharia pouco valor condição característica estado modo frívolo. Tempo desperdiçado desmedido ou medido tempo certo imperfeito caindo pelas beiradas com requintes de certeza incerteza.

            - Recomeçou com as aulas de ginástica?

            - Que é a ginástica sem as aulas?

            Faz um ano que voltaram de Manaus. Faz um 1 ano que saíram de Manaus. Cidade sincera bonita elegante mesmo linda e gentil. Tem seu lado metrópole ajuntada em grande número enxameada apinhada aglomerada atulhada ajuntamento, sim senhora! Casas modernas casas antigas tombadas moquiços rústicos em ocra zarcão e uns prédios espigados tipo espigões e mesmo ampolas de vidro metal plástico madeira de lei. Nas suas tardes e esquinas mais menos barulhentas trompaços trompázios trombadaços, sua imperial realeza majestade o sabiá e igual como diz a canção megassucesso, sabiapoca tropeiro-da-serra japacanim sabiá-ferreiro trinca-ferro-da-amazônia sabiá-do-sertão tejo-do-campo sabiá-cara-de-gato sabiá-cavalo. Quadros quadrados talhões atoalhados pedaços de terreno cultivados cultivos com distintas espécie e cores de flores canteiros jardins. Costuma chegar com a chuva da tarde e sem demora um leste vento inzoneiro intrigante mexeriqueiro impertinente farsante mal-humorado ranheta intolerante, e que pernoita nos parques reservas da biosfera hortos áreas ou canchas esportivas abertas. Desse modo até soprava uma brisa módica parelha.

            - Esta minha fé é fanfarra toque conjunto de instrumentos de banda militar.

            - Arã!... A manhã está cedo o sol está cedo. Estão fazendo cedo.

            - Queria morar e viver aqui, por certo. É heroico. É gigantesco.

            - Hum!... Mas aqui é muito caro. É bonito e bonita. É elegante e pessoal.

            A capitania de mg estava unida à de sp, uma só. Quem já fez elogios à (crase, fusão ou mistura: resulta na contração da preposição a com o artigo feminino a - fonte, ngb) destemida Maria Quitéria de Jesus. Voaram voo a Paquetá durante o mandato de Momo em pleno carnaval. Eles (pronome pessoal de tratamento) o compadre e a comadre fizeram ótima excelente excursão à cidade de São Lourenço (município confiado calado reservado progressista). Visitaram a igreja NS da Conceição com missa padre nos paramentos litúrgicos opa mantilha casula alfaias cálice hóstias eucaristia vinho distribuído o pão repartido o peixe multiplicado.

            - Aonde você foi e andou?

            - Onde você ficou e esperou?

            D (doidivanas doidelo doidete doidarrão estouvado imprudente extravagante metediço intrometido) conformado com o padrão de vida e morte no mundo, este conhecido. Um dia D preocupado vinco na testa vincado vinco sulco prega no meio dos olhos iluminados. Emboralá, saudações parecidas. Que insânia. O siso voltou. Muito cismando. E deixa de ser modesto. E comparece se compadece lhe apetece e Igaracy, Piratuba, Marcelino Ramos, Capinzal, Aramina, Jeriquara, Maximiliano de Almeida.

            - Que houve com ela?

            - Ela sumiu com quem?

            Olharam a praia da Daniela: acharam bem feito. Olharam o mar verde: gostaram muito. Repararam nas ondas de embalar sonhos sonhar e vaivém ida e volta arrebentando: sentiram paz tranquilidade aconchego. Rasgaram umas risadas grandes, ‘ahahahah!...’ Um café com pão e queijo, o ritual da infusão vertendo o precioso líquido no recipiente xícara caneca. Entoaram cantos canções e hinos antigos, ‘láaaa ráaaa láaaa, ou ou ou!...’

            - Vai viajar?

            - Vai sair da toca?

            Então é só isso por hoje, meus caros! Cê cê cê, curta compartilhe comente! Como disse repetiu reiterou iterou o escritor e cronista e pensador Sérgio Jockymann, ‘Pensem nisso, enquanto lhes digo: até amanhã!’

                                                                       #

            Em casa, e quando tinham residência fixa mesmo própria e paga meses e meses economizando, a família de Tácito Macuxi e Gaipara Cabamirim Macuxi e o casal de filhos, largavam soltavam os mascotes comensais domésticos e pronto. Os bichos se viravam e se divertiam se distraiam sem urgência sem estresse. Logo de manhã e pela manhã e ao longo do dia todo. Eram dois cães, um casal um par muito ativo caninos afobados vigilantes curiosos. Soltavam os cachorros literalmente para ver no que ia dar. E os bichos sabiam o que queriam, investigavam vistoriavam rigorosamente e completamente e implacavelmente.

            - Por que os cães têm mania insânia de correr atrás de tudo que se move?

            - Eles obedecem às leis e aos acasos propostos por D. São umas figuras!      

            Soltavam os bichinhos pela casa a porta corrida envidraçada para o quintal aberta e ver o que acontecia. E aí é que era o ponto! Mesmo ali já se via quem tinha a índole assim assado diferente diversa e as tendências pra isso e aquilo. Pra ver e conferir até onde e no que resultaria.

            - Todo cão acha que seu tratador(a) ou dono(a) é também sua mãe.

            - Um cão sempre tem tanta fome e um pouco de sede. Seriam agnósticos?

            O cão este Totó (se fosse um inseto, estava mais pra cigarra-do-cafezal), assim mesmo mais festivo e brincalhão e divertido. Procurava os da casa pra brincar e queria todo instante. Por exemplo, de manhã antes do café da manhã, já queria sair para passear e correr na grama da praça atrás de bola de um graveto e etc. Antes de esconder o cocô na caixa de areia lá no canto do quintal, já queria se divertir de morder perseguir pular se esbaldar. Sempre sorrindo de orelha a orelha. Esganiçava rosnava, inútil.

            - Ele, o Totó, já se vê parece entregue a ótimas cogitações.

            - Sempre se lança ele a novas e boas ofensivas e aí pelo nosso quintal ou o pomar vizinho. Vigia preás selvagens ou cães e gatos vizinhos ou até borboletas.

            A cadela esta Trempe (era mais formiga-ruiva, se fosse um inseto), muito centrada focada no serviço na prática. Primeiro as obrigações indispensáveis necessárias: ir lá no fundo do quintal e depois o café da manhã. Sempre atenta com as ordens recebidas e estudava e aprendia rápido os ensinamentos dos donos. Especialmente aprendia rápido como abrir a porta como pedir água ou comida e isso antes de latir de esgravatar esgaravatar o chão. Era muito direta reta objetiva e acomodada e gentil. Peluda pelos à alpaca ou guanaco ou lhama. Enfática e singela.

            - Entre os dois eu prefiro o brincalhão cão Totó - preferência de Inajá.

            - Eu mesmo gosto mais de Trempe - declarou Realejo.

            Nesse ponto da história, e paradoxal, D olhou o universo e viu o que faltava o que carecia. Tinha numa mão os mundos e na outra os fundos, mundos e fundos. Tudo pra misturar e ver no que ia dar. Era sim o Criador Todo-Poderoso do céu da terra do mar. E resmungou doce salgado agridoce para Si mesmo, troando raios raios:

            - O que falta no mundo, meu ego Eu? Falta algo ou alguém? Falta alguma coisa por pequena ou grande que fosse e seja? Me digam, meus botões da blusa as nuvens de algodão! Eu que nem esqueço nada esqueci de alguma coisa? Me digam, meus botões do casaco de nuvens fofas redondas! Me digam, meus botões da capa de chuva com ou sem guarda-chuva ou dossel do céu do ceú!

            - Sempre se escolhe respeitar as nuvens já prenhes enormes pesadas mamães.

            - Dê atenção a nuvens insuspeitas suspeitas suspensas suspendidas altas.

            - Ergue levanta a pata da alimária pra ver se já brocaram a ferradura.

            - Anos e anos urdidos tecidos enredados maquinados ou maquiados.

            - Os tempos os momentos anódinos paliativos antálgicos banais formais.

            - Uma primavera uma eternidade e urdidor aquele que urde. Tecelão, aquele que tece. Faz crônicas novelas (maiores que contos menores que romances), relatos enredos.

            E os botões do sobretudo de lona catarinense sobrecasaca sintética de D, nem souberam o que dizer pois nem sabiam o que faltava no mundo ou lá o que fosse. Olharam tímidos para o mundo todo criado e uma ma-ra-vi-lha!... O que dizer numa hora dessas e pra quem? E nem encontraram vazio nada nada faltando, hum!...

            D (Ipira, Alto Bela Vista, Machadinho, Itaporanga) zoólogo zoologia zoologista que estuda moluscos malacologia. Graduado misturado envolvido com camarões auçás guaiamus mexilhões ostras conos conchas siris lagostins lagostas ostras sururus. 99 anos, quase é uma eternidade para os homens e um grão de areia da praia do Santinho para quem olha assentado em brancas nuvens sustentado bancado apoiado sobre os botões da blusa nuvens névoas de branco algodão em rama.

            Quem sabe o dia amanheça com uma lua pacífica transparente no céu de anil. Quem sabe o vento ainda nem mexeu mexe com o tempo. Quem sabe o que quer?

            - Fiz uma promessa a Santa Teresinha. E também estou sob a proteção da Virgem Maria - confessou dona Gaipara, cabelos longos e negros à iara ou mãe-d’água.

            - Nem dê importância àquilo. Vamos àquela festa e bom e ótimo, hum!...

            - Nem torço pra maragatos (papagaios-da-serra) nem chimangos (pica-paus).

            - Esta minha rua é respeitosa pacífica solícita.

            Compraram aí mesmo na esquina dois cones de papel com os amendoins torrados caramelados. Estavam a pouca distância das árvores enormes árvores, farfalhantes folhas, a cuja sombra relaxariam. Vegetais enormes belos fortes pujantes. Enjoos ou reclamações nem procediam.

            - Eu gosto de chuva e tenho chuva - respondeu a capa de chuva impermeável.

            - Eu adoro adoro o sol o calor as praias e tenho isso o verão inteiro - respondeu o maiô feminino de uma peça.

            - Esta minha chuvarada é jovem bonita simpática tranquila.

            - Vejo o sol músculos retesados retraídos esticados feitos de aço folhado a ouro.

            D ficou satisfeito, assim? Nem e nada mesmo. D olhou em volta de si e para todos os lados. Seus olhos sua consciência devassaram o universo inteiro e mais. Para dentro de si e o infinito e o de vir. E num escaninho pequeno, já pronto prontinho, atrás do joelho, só precisava pegar pegar e serem pegos, viu uns pequenos restos restinhos de massa de pão caseiro maçaroca sobras descartes. E se espantou com as quireras farelos deixadas pra trás esquecidas negligenciadas, falando alto tonitroando e trovoando:

            - Ué!!... Nem estão aqui uns restos de sobra de comida que Eu devo plantar?! Se Eu devo plantar Eu vou plantar, ora! O espaço tem tempo, minha gente! O vácuo o espaço sideral o escuro entre as galáxias, nem desmerecem esse item a menos ou a mais. Tudo que existe é um enorme quebra-cabeças e tem dono e Este que vos fala!

            E se D disse e pensou porque logo existiu. E D pensou dois segundos pegou as sobras as migalhas e fez dois rolinhos de massa cinzenta bolorenta e criou dois insetos uma cigarra e uma formiga. Gênio criador estro inspiração. Quem mais?! Quidemais!

            - E Eu digo sempre! Quando se tem e se possui o recurso sustentado e o verbo pelas palavras pelas expressões, tudo se pode e se faz existir e criar! Tudo se resolve!

            Tudo veio chegando e vem carrega consigo em si as mãos os apontamentos de D e aí está. Disseminados espalhados aos 4 cantos conhecidos os ventos cardinais. Com ou sem bagunça mixórdia baralhada barafunda. Vivendo em comunidades megalomaníacas macromaníacas e ou procurando casa pardieiro para acasalar.

            Tanto e tudo com distribuição equitativa e pra cá pra lá e Dom Viçoso, Marmelópolis, Cristina, Pedralva, Maria da Fé (este é um dos municípios mais frios de mg. No inverno as temperaturas mínimas despencam e podem cair abaixo de 0ºC - fonte: ibge, fgv, ufmg). Isto à distância de cem metros da fronteira ou do riachinho de nome que leva o apelido de rio Galocha.

            - Posso mandar subir?

            - Em fim, produzir despachar planejar decidir.

            - Um amontoado uma meda de roupa lavada limpa.

Foi assim quê. Exatamente no meio de um pequeno pasto, perto de casa, tem ali todo cem anos centenário um enorme pinheiro-do-paraná ou pinheiro-de-são-paulo. E tem história ali nos seus anos de pinhões pinhas debulhadas entrando e saindo as estações. Muitos invernos catamos pinhão que caiu lá de cima das suas altas grimpas, as alturas nas alturas elevadas. E referência para pouso de aves grandes e médias e pequenas. Nos dias de sol, os animais do potreiro vinham chegavam ali para descansar na sombra e esfregar as costas no tronco de grossa casca. Nos dias de chuva a árvore era um importante para-raios. Os ventos balançavam seus galhos com muita sorte que nem caíam. A chuva forte se anunciando chegando do noroeste e o pinheiro um totem colossal bem no meio entre nós e o céu. Coriscos rasurando riscando ziguezagueando riscados de qualquer jeito modo maneira encedilhados. Ao mesmo tempo que (locução conjuntiva) chovia, os relâmpagos riscavam no verso das nuvens. Contava-se e o número dizia dos quilômetros de distância que separavam o instantâneo de luz relâmpago e onde caiu o raio chicote de fogo do trovão ribombo que se ouvia.

- Hoje nem sei de nada, em todo caso opinarei - já falava adverso o Tácito (em todo caso: conjunção coordenativa adversativa).

- As árvores balançam, portanto sacudidas por fortes ventos - identificava se dando conta concluindo a mãe Gaipara (portanto: conjunção coordenativa conclusiva).

- Pode cair diretamente um raio e queimar incendiar a copa da araucária.

- Fazer churrasco das pinhas e chamuscar saberecar sapecar sabrecar os pinhões.

            No verão do ano que me refiro, uma cigarra se pendurou ali no grosso tronco do pinheiro. Veio de fora? Do céu ou de além-mar ou além-Atlântico? Recém-nascida ou bem-nascida ou bênção-de-deus ou sem-número? Veio de fato? Particular privado ou público? Escusa aceitável álibi justificação? Cigarra festiva e boêmia. Folgada e desatenta. Alada voadora e voarás sem que (que: conjunção modal) te vejam! Uma espécie de inseto hodierna atual moderna dos dias de hoje? Pitoresca e pinturesca (palavras de formas diversas variantes). Sujeita discreta silenciosa chata. Como num passe de mestre: prática conhecimento sabedoria. Servida em si ou em prato travessa pratarraz pratalhaz pratarrão pratázio. Foi feita a entrega da convidada indispensável.

E no mesmo dia uma formiga macho andou caminhando ali mesmo e pra cima pra baixo e de qualquer jeito. Era importado ou imigrante? Era de família ou de sorte? Bel-prazer ou conta-gotas? Greco-romano ou latino-americano (conjunção coordenativa alternativa) ou afro-luso-brasileiro? Livre-pensador ou lugar-comum? Orçamento premido apertado dinheiro contado? Formiga m precavido previdente. Racional e lúcido. Em caça procura de entretimento ou entretenimento. Livre de bactérias vírus germes vermes parasitas piolhos fungos em geral? Como num passe de mágica.

Quer dizer que poderiam ser irmãos gêmeos, uma vez?! A olhos vistos... A casca macia saborosa e grossa do tronco superlargo da árvore tinha um mundo de aficionados. E mais seres vivos que um país do hemisfério norte, já se sabe do ditado. Assim por esta razão criativa, resolveram nascer ali ou aparecer pro mundo ali mesmo naquele local e exato momento. E a partir dali direitinho como um destino uma sorte sorteada rifada premiada, avante!... adiante!... (adiante, interjeição eventual). Procedimento comportamento modo de fazer processo conduta. Local e hora convenientes adequados recomendáveis propícios. Hora boa.

Foi feita a entrega dos convidados. E eles 2 tomam hormônios no café da manhã almoço e lanche da tarde. Nem é crime de lesa-pátria quinta-coluna se interessar por estes insetos/espiões. Ainda conseguem temer seus predadores e 24h. Sempre nem fumam fumantes fumeiro fumadeira fumada fumacê fumacento ou bebem porres pifas pifões bebedeiras embriaguez carraspanas. Emojis neles e a escolha é à vontade!

D (anafrodisia priapismo bolinação malícia prepúcio arreto glande bálano michê seminal grelo lambisgoia semicúpio fornicação) já se disfarça de tucanuçu, iapunaqueuaupê, muçuã ou jurará, jacutinga-de-garganta-azul, gralha-do-pantanal, fogo-apagou. E conjuga em ar er ir e terra mar céu e norte/sul com leste/oeste e masculino mais feminino e tanto faz sim ou nem e diferença com indiferença: cordato ou turrão, sensato ou testudo, sábio ou renitente, judicioso ou opinioso, prudente ou porfiador.

            A cigarra fêmea já de 1 dia, adolescente, pensou em fazer alguma coisa em a vida. E que nem fosse modesta modéstia à parte. E levar sua existência na terra terráquea. Pensou alto, eu ouvi e sem interferir nem interferi, anotei o seguinte e literalmente (e, conjunção coordenativa aditiva, palavra invariável que liga orações ou palavras da mesma oração - fontes: ngb, glp¨dpc):

            - Sou eu e eu mesma! Do contrário! - falou de si para si a cigarra de nome Senão. - Olho o que eu sei fazer! Olho o que eu preciso fazer! Olho em volta à redonda!

            A formiga masculina estava no mesmo tronco e um pouco longe uns metros e nem ouviu nada do que a outra falou. Nem vinha ao caso. Porém, a formiga também tinha planos para si e eram para a vida toda durasse o que durasse. E falou consigo mesmo nestes termos e já traduzidos, popularmente ligeiramente livremente, como podem ser literalmente:

            - Sou eu, e eu mesmo! Sem quê! - disse e para a sua cinturinha fina finíssima, ele já batizado, a formiga m Se Não. - Reparo o que eu sei laborar! Reparo o que me custa!

            O comum entre eles insetos foi que nasceram no mesmo dia e hora e foram registradas na história no mesmo tronco de árvore, uma araucária ou pinheiro-nacional pinheiro-brasileiro pinheiro-do-brasil. Só isso? Sim, só isso. O normal desconcertante é que eram completamente diferentes no tipo na espécie e na filosofia de existência e de trabalho ou ofício ou plano de vida. Pelo sim ou nem ou até outrossim, vejamos!

            Saíram de casa da casca da árvore já no primeiro momento e amanhecer quando amanhecia. Que o sol ensina diverte enquanto dá exemplos (enquanto: conjunção subordinativa temporal, ligando orações dependentes). Astro que ilumina dispersa distribui alta dignidade estelar. História é começo meio e fim. História é política.

            - Posso mandar descer, hem?!

            - Hem!, posso autorizar subir?

            Mas o que uma cigarra f quer com ela mesma e ou com a aventura na terra, afinal? O que uma formiga m andando aí e solto espera realizar na superfície da existência, hein?! Que uma é o oposto do outro, pode ser. Que outra é diferente e muito do outro, sim. Que gostam de falar palraria palreação, palradeiros palreiros. Que ambos os dois redundantes contêm as parlendas, sim e também. Presente sem passado e futuro.

            - Posso mandar entrar, então?

            - Então, posso autorizar sair?

            A cigarra pensou que deveria buscar alguma coisa para fazer e fazer bem. Alguma coisa para se especializar; e se tornar celebre, por que nem?! E ela sonhava em ser uma excelente cantora voz de ouro voz clássica voz de passarinho, chora-chuva-de-cara-branca chorró-cocá tangará quem-te-vestiu vinte-e-um-pintado cardeal tié-guaçu-paroara salta-caminho calcinha-branca chifre-de-ouro. Foi o que sonhou repimpadamente e pensou e foi realmente fazer tentar realizar. Onde encontrar isso e fácil fácil? Na escola de impostação de voz ou instituto de canto e interpretação, é claro!

            - Devagarzinho nem sempre se vai longe, ora! - era o ditado a frase que lembrava a cigarra recitava todo dia para lhe dar sorte e força e motivação e energia.

A formiga m inseto queria prosperar na vida e ganhar o máximo de dinheiro para viver no conforto quando chegasse à velhice à aposentadoria. Ele também sonhou pensou e achou que deveria ser um excelente empreendedor de compras e vendas. Foi o que imaginou para si, vendedor de suplementos cosméticos perfumes pomadas comprimidos e pílulas óleos e unguentos elixires xaropes chás vitaminas energéticos. Onde encontraria buscaria realizar seu objetivo e prontamente? Na escola técnica pública ou privada e ou instituto comercial e industrial, é evidente!

- Devagar nem sempre se vai longe! - era da formiga macho seu mantra e mote e frase predileta repetida muitas vezes durante o dia e ao longo das semanas.

            Todo mundo sabe um básico da natureza. As coisas são, assim por alto, e segundo (segundo: conjunção subordinativa com circunstância de conformidade conformativa) aparecem no mundo. Normal padrão oficial universal. Bom dia boa tarde boa noite, bom dtn!

            Saímos que começa inicia e sai a cigarra fêmea Senão. Vamos por pessoa, gente por gente e uma de cada vez. Primeiro a cigarra que sai na frente, então. Ela tem antenas asas pernas mas prefere declarar declamar, ‘brrrriiiii!...’ interminavelmente ininterruptamente. Como se o dia fosse único e nem houvesse amanhã. Ninguém a vê e está invisível bem discreta, a magnífica!

Saiu do seu lugar na casca grossa do pinheiro-do-paraná e foi voando em procura de uma academia de arte e ofícios de canto. Meio sem muita noção ou direção ou informação, chegou na escola Acadêmicos da Falange. Ali mesmo que ensinavam como cantar preparar e preservar a voz e etc. Um grêmio orfeão, pra início de conversa.

            Pela frente uma porta com interfone e câmera e campainha na altura de uma pessoa normal. “Toque! toque!...” A cigarra bateu na porta. “Tilim! tilim!...” Tocou uma sutil campainha de sininhos metálicos bronzeados. Apertou o botão ‘aperte’.

            Alguém se mexeu lá dentro e sempre veio atender. Um senhor homem humano abriu a porta apareceu. Se encararam na portaria e o homem perguntou primeiro. Voz humana e inteligível, correta, língua correte vulgar comum dos mortais locais:

            - Oi!... Pois o que a cigarra quer, minha filha?

            - Eu quero aulas práticas de canto e voz, tá certo?! - vamos supor que falaram a mesma língua e assim ultrapassaremos este grande obstáculo linguístico e interespécies.

            O homem entendeu e já sabia o que dizer nessas horas e pra quem. Para ele tudo era mais simples de explicar e tinha noção do que dizer e pra quem. Trabalhava ali uns anos a fio e eram ossos do ofício. Atendia bem e já foi promovido por isso. Seguinte:

            - Olha, cigarra... O seu nome, nem sei se você me disse... Este seu criado se chama e foi batizado Jaguamimbaba Cardigã.

            - O meu nome é Senão, sua aprendiz! Sou cigarra solteira em procura!

            - Me chamo logicamente Jaguamimbaba, porém já também atendo pelo apelido de Jaguapeba... Nem sou maníaco-depressivo, oquei?!

            - Assim que me lembro do senhor como... Jaguapeba. Tá certo!

            - Pois bem, cigarra mocinha Senão. O caso é que temos realmente umas aulas para aprendizes de canto. Porém nem é assim. Muitas coisas vêm antes do canto e até mesmo durante e depois. Uma série de coisas e instrumentos, em bom número.

            - Como assim?! Posso me preparar pra isso?! Quero urgente!

            - Pra aprender canto você precisa aprender música e tocar instrumentos musicais. E se quer ser mais que interprete, deve aprender a tocar. E se quer ser boa mesmo e afinada com harmonia e ritmo, tem que saber fazer composições musicais. Tudo isso leva tempo e esforço e paciência e vontade e desgaste físico. Passo a passo e com o devido tempo dando tempo ao tempo, então. Sabe, sinceramente, nem sei se as cigarras têm esta paciência toda, hem?! Você me diz. Então, me diga!

            - Mas eu acho que nasci pra coisa e devo realmente aprender. Custe o que custar. Que me custe a aventura toda da vida toda. E é o que desejo. Tenho a primavera inteira e ao meu dispor. Sou jovem e minha voz vai longe estridula retine zine zizia zoa.

            - Oie!... Sim, isso mesmo. Parece bom. Então, vejamos!

            - Se tiver paciência pra ensinar eu terei vontade pra aprender e rápido.

- É isso mesmo que quero ouvir e queria ouvir de você. E digo mais: pra uma cigarra já começamos hoje, pois o tempo urge e é urgente. Você tem quantos dias?

            - Tenho 1 um dia de passagem pela vida e ainda hoje mesmo nem vivi 24h, oi!

            - Para uma cigarra é tempo de sombra e é como se fosse dezoito anos para uma pessoa. Começamos imediatamente. Pode entrar. Sala 42, quarto piso, e trate com a professora Complacente-Cortesia. Digo mais: uma boa sorte!

            - E já posso e devo pedir e receber um conselho, pois sim? Me dê um conselho.

            - Gostei de você mais ainda. Isso mesmo, a humildade de pedir e acatar ordens e ensinamentos e instruções. E o primeiro e único conselho de grátis é: número 1 e letra a) Repita e exercite, se derreta mil vezes em cada lição.

            Assim e em poucas palavras frase simples, o atendente Jaguapeba, foi dando noção sobre as coisas. O básico e essencial. E resumiu aí toda uma primeira lição:

- Repetir e exercitar muito. Este é o quadro sinótico sinóptico sinopse, o resumão a síntese o sumário do calouro e que uma aluna tem de levar em conta e sempre - ensinou orientou estabeleceu o homem do curso. - Cada lição vale o peso em ouro!

            A cigarra f subiu pelo elevador para ir totalmente rápido rápida. Nem precisava perder um minuto. Já estava com idade suficiente para saber o começo e o mais que o básico. E entrou na sala de aula já atrasada em relação a outras cigarras e insetos cantores interpretes instrumentistas artistas da voz e do canto, etc. Um zunido só!

            “Vou cantar e fazer o que gosto e amo!”, saiu e partiu pensando.

            Duas horas depois, a cigarra Senão saía do teatro onde ensaiara junto com a orquestra do instituto. Um concerto com músicas melodias peças de Villa-Lobos e outros compositores. Teve uma oportunidade e ia abraçá-la. Estava dando certo.

            Foi atravessou a avenida Voluntários da Pátria e entrou numa joalheria luxuosa. Era tudo caro e lindo e bonito bonita. Queria se dar um presente e foi escolher logo o melhor muito luxuoso. Apontou aquela mesma ali e perguntou à atendente:

            - Olá!... Quero comprar esta correntinha de ouro. Quanto me custaria?, se fosse.

            A moça da loja olhou no catálogo e disse o preço. Foi muito alto. Nas nuvens brancas da estratosfera. Coisa rara e rica e muito cara. Objeto valioso para adultos e que requer capital verba numerário liquidez crédito recurso. Nem dava certo aquele dia.

            - Bem, nem quero mais nadar em ouro! - foi a resposta da cigarra Senão, e saiu vazou se despediu. - Talvez volte amanhã ou o mais tardar na semana que vem!

A cigarra voou dali ela Senão pra casa pra casca grossa da árvore e nem perder nada um minuto de tempo. Descansar e ensaiar. Ansiosa ela mal podia chegar na velha casca de casa e praticar. Nem precisou de muita explicação nem de muita aula ali no instituto na escola, já tinha o dom dentro de si e mesmo a natureza a preparara estava já preparada para o canto solo. A bem-aventurada! E também uma garganta bem-dotada!

E de repente agora mesmo já pode estar em casa está nas brechas da casca em o tronco do pinheiro-do-paraná ou araucária-do-brasil. Ali, é claro, entoará entoa as canções e cantará até estourar de tanto estridular, ‘inhéeeeee!...’ E assim e então, praticará pratica seu canto para que toda a vizinhança possa apreciar ouvir reconhecer e comparar. E chamará muita atenção. E quem passa passar por perto ouvirá seu som característico estridente. Ouve ouvirá e saberá que é uma cigarra muito boa interprete.

“Como sei cantar saberei melhor e ainda bem melhor!”, assim ia rezando.

            Aí, então, porém, ela a Senão olhou o céu azul. Desse modo a cigarra viu o céu do paraíso. O céu azul visível côncavo brilhante feito de ar e éter atmosférico e outros componentes químicos invisíveis impalpáveis indizíveis. Designa um sentido claro próprio real, denotativo. O céu paradisíaco sugere evoca a felicidade glória salvação lazer prazer realização. E mais outras ideias associadas sentimentos emoções extraordinárias já essa grande carga semântica. Um sentido figurado, conotativo.

            “Faço isso também com o sol. Enquanto o sol estiver ali... eu estarei aqui.”

            O mundo enorme e tantas coisas e sortes que nem vale a pena ficar pensando muito. E o sol foi foi indo e caiu do cavalo, já ia a tarde de tardinha noite precoce. Muitos bichos se posicionando e em cada lugar de escolha, as árvores como o abrigo escolhido prioritário pinheiro-brasileiro ou pinheiro-nacional, o caxinguelê mico-leão-dourado casal de curicacas-comuns família de grimpeiros periquitos-de-asa-branca grupo de tucanos-de-bico-verde. Todos já acomodados pacientes esperando sonhar e dormir cedo para acordar cedo, cansados estafados bocas-de-siri apalermados encopados banzeiros estuporados aluados ensimesmados olhando para dentro. Assim que o sol se pôr, e por conta. Dá no mesmo. Palmas, ‘plaque! plaque!...’ para o sol se pondo na linha a risco de lápis grafite preto o horizonte chamejante.

            “Como o sol deixa a lua aparecer, hum!... Eu vou olhar a lua e cantar!”

            Depois de noite e na janta, a cigarra f parou tudo que estava fazendo parou o trânsito parou alertou o mundo ao seu redor e ficou pensativa relembrando o dia recordando das lições. Sossegou de cantar e ficou pensativa. Com os cálculos pro dia seguinte bem claros em sua mente orgânica. Ela mesma muito pendente da estação que chegou chegando carregada de flores a primavera. E estava radiante se rindo, ‘ahahah!...’ muito satisfeita e de coração pleno e cheio de risos. Na noite alta madrugada, descansou e passou as horas noturnas sem tocar instrumento. Quieta e quieta. Noite boa para todos. Porém velando pela própria segurança (velar, palavra polissêmica ou de vários significados: vigiar, cuidar; cobrir com véu; ocultar; relativo ao véu do palato). Uns olhos fechados e descansando e outros abertos atentos vigilantes.

“Boa noite para os que são do dia! Boa sorte para os que são da noite noturnos noctívagos! Bons sonos soltos para os que esperam o dia o sol o céu azul!”

            Até aprender bem e muito, a cigarra Senão vai ficar fica sem pensar em namoro prole ou outra coisa de lazer íntimo particular. E por uns dias e pronto. Quando aprender tudo e mais um pouco, aí sim estará apta e solteira e procurando para outras brincadeiras e festas e bailes e carnavais. Uma coisa de cada vez e da menor e menos importante para a mais importante maior principal e capital. Simétrico e ou assimétrico, pré-nupcial e ou pós-nupcial (antonímia dos antônimos). Depende dependendo em tudo do Senhor D.  D (abriga um amplo mercado de carnes verdes aos fins de semana na rua Augusto Gonçalves de Souza Moreira proximidades da badalada praia de Icaraí em Niterói) pecuarista de gado bovinos equinos bubalinos asininos muares suínos caprinos ovinos aves. Mais o 1º primeiro de maio dia comemorativo da orquídea cattleya walkeriana, símbolo bonito florido da comunidade.

            A formiga macho Se Não saiu de casa, e sem demora, olhando o tempo clima temperatura. No primeiro dia de sorte e existência e já contando urgente para nem perder tempo. Todo minuto contava e cronometrado calculando... ‘ti-que! ta-que!..’

            - Se conseguir cruzar a ponte sobre o rio Sete de Setembro e antes das 8h, já terei adiantado muito e competentemente a jornada a jornada - resmungava para si a formiga m Se Não, calmo generoso poderoso irradiante sereno austero iluminado.

            Desceu de o tronco do grande pinheiro-do-paraná ou curi ou curiúva e foi vendo e pensando outras coisas pertinentes ao horário. Andou bateu pernas acelerou e fez um tanto de estrada. Uma extensa br-153 ligando várias cidades e Mairinque, Santa Isabel, Juatuba, Carmo do Cajuru, Mateus Leme. Já pensava em arrumar um trabalho se instalar numa grande empresa e valorizar o seu tempo, estudando e trabalhando e labutando. Parou diante de um prédio em construção na esquina da mesma rua Bioco. Foi até o portão da obra e assobiou, bateu palmas, esticou as duas antenas, espiou lá dentro, ‘fififiuuu!...’ ‘pla-que!, pla-que!...’ Fazendo ruído pedindo e solicitando ou se apresentando se manifestando para ser atendido recebido admitido convidado.

            Surgiu um senhor humano homem pessoa de macacão de operário da obra com o logotipo sigla da construtora, engenharia especializada em construção e coisa e tal, que lhe perguntou:

            - Que manda, formiga m antenada?!

            - Bem! E me chamo Se Não e queria... assim... Estou procurando um trabalho e um emprego, é! - disse a formiga macho, com energia e olhando o entrevistador com aquela baita confiança.

            - Uacapu, e sou relações públicas da empresa. Então... Você sabe fazer alguma coisa na obra, tipo preparar argamassa ou alcançar tijolos ou uma intervenção elétrica encanamentos hidráulica ou pregar madeiras ou conectar canos e cabos ou outro sistema outra engenharia e expor esclarecer ajustar diagramas representar gráficos cálculos?

            - Pois é... seria o meu primeiro emprego e... Se tiverem paciência comigo eu sei que aprenderei. E aprendo rápido. E aprendo ainda hoje.

            - Olha, sem qualificação eu tenho os serviços gerais. Topas?! É serviço pesado e mal remunerado mal pago mal-afortunado. Só tenho esta vaga, por hoje. Serviço braçal. É pegar ou largar! Cai dentro ou cai fora! Fica ou se trumbica! Escolhe ou é escolhido!

            - É duro mas é queijo! Aceito, sim e obrigado - analisou e concluiu a formiga macho, sem esforço desnecessário para ser ouvido entendido e traduzido do formiguês ao português brasileiro.

            - Que esta luz do céu me apague se quero te enganar, formiguinha Se Não! - suficientemente declarado declarou o homem (numa frase imprecativa). - Vem comigo!

            A formiga nem pensou duas vezes e aceitou de coração pulsando. Seu primeiro e era mesmo seu original emprego e salário. Precisava trabalhar para ganhar dinheiro e precisava aprender a trabalhar para subir na vida e ganhar mais dinheiro. Assim é que se faz. Começar do começo. Ágil nas seis 6 perninhas finas. Mormente maiormente acima de tudo principalmente sobretudo se se trata de inseto que veio ao mundo para trabalhar de sol a sol. Que as formigas nem negam trabalho ou qualquer labuta.

            - Eu prefiro - aceitou a formiga Se Não. Eu quero e eu preciso como precisar.

            - Assiduidade tem recompensa. Generosidade tem recompensa. Companheirismo vestir a camisa da empresa tem recompensas. A empresa procura colaboradores que gostam de ser recompensados. Recompensas são as trocas de favores.

            - De acordo e acho justo - conversou o visitante pré-candidato a uma vaga.

            - Detestamos atraso no serviço ou perda de horário. Nada nada de corriolas farristas desonestidades arruaças trapaças. Muito menos despiques vinganças desforras.

            - Exato, de acordo. Jogo limpo. Lealdade. Fidelidade.

            - Assim queremos nossos empregados. E que fiquem nossos parceiros e sócios. E comprometidos até o pescoço. Como tal e qual uma família. Somos uma cooperativa.

            - Isto muito me favorece e me anima e me ensina. Prego firmeza.

            - A empresa fornece comida aos colaboradores - destacou por obséquio o funcionário Uacapu (Oração tem sujeito e predicado. Predicação verbal com o verbo fornecer, transitivo direto e indireto ou bitransitivo). - Almoço bem balanceado.

            E a formiga m entrou para a obra e ficou ali até o meio-dia, quando todos pararam com o que faziam e foram ao refeitório. Foi para o recinto junto com os operários menos qualificados e comeu o que (que: pronome relativo) tinha pra hoje. Olhou todo mundo e se sentiu privilegiada por ter um emprego e poder comer sem pedir licença e ou favor. Comeu tudo mastigou forte e limpou o prato de louça feito numa indústria oleira de Claraval-sp (como se fosse exemplos um frigorífico de Santa Cecília do Sul; igual na indústria de parafusos e rolamentos em Água Santa; em a malharia Mercúrio da localidade de Vila Lângaro). Se soubesse rezar orar teria feito um bom e sincero agradecimento aos deuses e deusas pagãos e aos três poderes católicos celestes.

            “O céu de uma simples e humilde formiga masculina é o trabalho trabalhar”, pensou para si mesmo ensimesmado Se Não, educado solteiro honesto sereno confiante.

            Durante a tarde, no trabalho duro e rasteiro, tudo ia bem mas a formiga continuou pensando com suas anteninhas parabólicas. O serviço era pesado porém dava para fazer e se virar. O serviço era mal remunerado porém dava para comer e se virar. Assim mesmo a formiga m continuava pensando um muito mais além. Tinha que pensar rápido porque as formigas têm existência no máximo de um ano (um ano ou doze meses no conceito humano de tempo, está claro, que é a vida toda para um inseto). E o pensamento buscava respostas das perguntas, ia e vinha e dava voltas repolhudas.

            “Onde me encaixo nesta história passageira?”, dúvida do insofrido Se Não.

            Uma hora duas horas três da tarde, a formiga parou e sentiu alguma coisa bem desconfortável no cálculo dos seus futuros presságios ou augúrios. Tinha chegado a uma conclusão básica e total: necessitava saltar de emprego e de qualidade e de salário. E agora antes bem cedo do que nunca. Tinha de ultrapassar transpassar traspassar trespassar e de categoria em a categoria de emprego. Só tinha uma coisa uma montanha pela frente: como? Como: obstáculo do tamanho da barreira muralha da serra do Mar.

            “Oie!... Quer saber?! Já chega de besteira e bestagem, sô! Vou é dar o pira e é agora já! Estou de bobeira, meu! Eu sou uma formiga m, tá ligado?! O tempo urge! Este salário é muito pouco e muito lento para minhas pretensões e ambições. Quem nem arrisca nem petisca, já dizia uma velha formiga empreendedora bem-sucedida!”

            A pequena formiga masculina, e grande gigante na determinação, pegou e travou ali mesmo. Os braços garras cambitos hastes caídos e a mente funcionando sem parar.

            “Muito bem!! É neste exato instante e nem passa de agora e já! Estou convicto!” Pensou assim forte o Se Não (muito bem!: locução interjetiva).

            Então ele fingiu ir até a latrina se esvaziar. E na curva da quebrada labirinto se desviou em meio de salas e galerias da obra e pra cá pra lá já pegando pisoteando a sinuosa rua da Indulgência-Perdão-Desculpa. E se mandou rapidinho, ‘teque-teque!...’ batendo as perninhas secas palitinhos. Precisava hoje mesmo ainda pra ontem mesmo arrumar outro emprego e mais vantajoso realizador bem mais em conta remunerador. Foi pela rua Panegírico-Elogio Solene e desceu rente à calçada dobrou a esquina. E sem olhar para trás (vai que um dia a sorte manda e precisa voltar, né!).

            “Isto tudo me parece novo novidade”, pensava o Se Não, desmilinguido.

Conhecia de repente as novas ruas e ia sempre pela sombra das árvores grandes na beira das calçadas e capebas-do-mato, chás-de-soldado, falsos-orós, flores-de-babado. Chegou quase correndo e por acaso parou diante de uma escola - cuidado olhando dos dois lados diante do gradil ou zebra pra atravessar a via - com cursos técnicos gratuitos promovidos pela sociedade beneficente recreativa da região do vale do rio Paraibuna (que compreendia e tomava conta das cidades turísticas de Posse, Simolândia, Alvorada do Norte, Iaciara, Guarani de Goiás, Correntina, Itatiaiuçu).

Pegou pelo portão ou portal e foi até o balcão de atendimento com intenção clara de se matricular se inscrever e frequentar. Entrou no saguão e o recinto era de escola e salas de aula. Roteiro informação placas esquemas painéis de navegação em o local. Aconchegante. Burburinho de muita gente muitos insetos ziziando, “zuiiiiim!...” e visual de profissionalização especialização em diversas áreas da ciência e do conhecimento. E muito ensurdecedor. E muitas salas de aula.

            - Um favor, moça! - se dirigindo a um guichê com uma moça dentro da vidraça.

            - Pois sim?! - disse a atendente, muito sorriso protocolar no rosto simpático de lábios pintados de viva cor escarlate brilhante sabor menta e acompanhado a par de um cabelo curto negro preto corte em degradé (corte de cabelo que diminui progressivamente a espessura do penteado, gradação gradatividade - fonte: dh).

            - Olá! Eu quero me inscrever para um curso qualquer e aprender a trabalhar de verdade, é. Preciso muito sair dessa condição miserável de trabalhador braçal proletário mão de obra mal paga, é. Quem nem cresce, nem aparece!

            - Pois sim! Você veio ao lugar certo e é só preencher esta ficha para cadastro. Senta aí e responda os quesitos e me devolva, tá certo?! E boa sorte!

            - Sabe se tem algum preconceito quanto a... insetos, formigas? - Se Não sempre saía com um pé atrás quando pedia solicitava as coisas (frase interrogativa).

            - De jeito maneira, nem pensar! - falou claramente a atendente - Aqui se valoriza todo mundo e nem importa a idade raça cor peso altura sotaque origem sexo time de futebol filiação partidária nível de educação escolar... Aqui é uma escola, acima de tudo. Sendo que às vezes e em muitos casos pode ganhar até uma bolsa de estudos tudo pago.

            - Oquei! Então, vou me sentir em casa! Já me sentindo!

            - Olhando o comportamento de seus colegas... futuros colegas e professores, você saberá como se colocar no esquema. E tirar bom proveito. Saber ouvir o que se pede e se exige. Anote tudo que puder e preste muita atenção.

            A formiga sentou na cadeira tipo universitária basculante de tampo de fórmica e pegou da caneta e foi se inscrevendo e se descrevendo por fora e por dentro, todo todo em pedaços repartidos detalhados e sem adornos floreios enfeites desataviado. Preencheu com os dados pessoais e algumas esperanças por vir. Ao fim e ao cabo olhou achou tudo bem descrito e explicado e entregou de volta à mocinha uniformizada com logo tipo do colégio (uma cabeça humana pensativa e saindo da mesma estas letras, sbrvp). Acrescentou no final uma conclusão ou opinião ou adendo anexo por conta e risco. Muitas ilusões vão de mão com a vontade de aprender.

A atendente olhou o papel entregue e sorriu e foi ao computador. Foi fácil e rápido. Logo deu a sentença, já com sorriso confiante passando confiança e com palavras bem pronunciadas - respeitando a urgência o tempo que corre e urge dos insetos:

            - Volte aqui amanhã e começará na aula de mecânica de automóveis com o professor diplomado catedrático senhor À Socapa. Tá certo?! Ele é dos melhores da região e quiçá do Estado, te afirmo e te garanto. Boa sorte!

            - Mas, moça! Eu nem posso perder tanto tempo. Eu preciso pra hoje e agora mesmo nesta mesma hora h. Eu nem tenho onde morar nem o que comer ou como comprar pra comer... Tá entendendo, dona?! Eu quero aprender ainda hoje e logo pra já neste mesmo minuto de 60 segundos!

            - Mas assim, assim de supetão?!

            - Claro que sim! Ou você nem sabe o que é um inseto?! - e a formiga Se Não ficou ali olhando e esperando a resposta afirmativa, na hora.

            A moça entendeu o drama da formiga m entendeu que um dia era uma faculdade e saiu da cabine envidraçada e pediu licença e foi pelo corredor até outra sala, uniformizada de abrigo marrom e calçado feminino salto alto, ‘to-que! to-que!...’ no piso de concreto, pedir mais informação e apoio assinado firmado carimbado. Teve dúvidas a respeito disso e esta ela nem sabia resolver sozinha. Voltou cinco 5 minutos depois e com um papel protocolado rubricado timbrado e já seguro segurando na mão.

            - Seguinte, formiga m Se Não! O meu chefe entendeu o teu caso e já arrumou uma vaga em aula agora mesmo e de aprendiz de padeiro padeiral, topas?!

            - Mas é pra já! - falou entusiasmado a formiga. Bom e demais, gente! E muito muito obrigado! D paga e com juros! E D é testemunha que eu nem esqueço favores.

            - Boa sooorteee! D ajuda quem sempre estuda!

            Prontamente a formiga já foi acionada e encaminhada a uma sala de aula para aprender como fazer pães biscoitos bolos tortas bolachas e outros produtos de padaria confeitaria doceria. Seria sua primeira profissão e ofício e trabalho e ocupação, padeiro, padeiral. Quem sabe naturalmente já dava pra ir experimentando e provando dos quitutes doces e salgados. Biscoito doce glaceado crocante e alto em açúcar adicionado. Talvez um emprego honesto promissor pro resto da vida e outros descendentes, proles filhos netos bisnetos gerações dinastia. Açúcar e formiga (for-mi-ga: substantivo epiceno de 1 só gênero).

            Na parede da sala de aula um tratado ou lema ou frase de apoio: “Se convencer e saber esquecer a emoção na pena de si mesmo na pena dos outros próximos ou nem e em a perda em a derrota: seja lá que tamanho for, mundo real ou virtual”.

            “O mundo é dos insetos e sorte passar perto conviver agradar, é.”

            D (higrômetro, geólogo, geognóstico, orógrafo, grés e arenito, socalco e plataforma, ipueira e cacimba e caldeirão), progredindo desde o século XVI com base nos calendários juliano e gregoriano. Golpe de vista abrangendo o panorama contornando envesgando pelo rio Vaza-Barris. Terras de astronomia astrologia topografia geologia estereografia morfogenia. E mais um pouco de tudo, gnaisse talvegue albardão xisto alumínio na cidade de Alumínio aluminenses.

            Eram 4h da tarde em 7 de setembro de 1822. A bandeira é o símbolo do país da pátria de nós mesmo onde quer que ela esteja e se apresente. Para o cargo de primeiro governador do B foi escolhido o fidalgo Tomé de Sousa (posposição do sujeito ao verbo nesta oração). O século XX familiarizou o ser humano com a máquina. A crisálida larva vira (virar, verbo de ligação) borboleta mariposa. Quanto mais cidades se estabeleçam mais jardins elas merecem e Vila Bela da Santíssima Trindade, Campos de Júlio, Sapezal, Vilhena, Juína, Colorado do Oeste, Cabixi, Comodoro (quanto à hidrografia, este município se localiza em 2 sub-bacias: sub-bacia do Guaporé e seus afluentes, rio Sararé, rio Capivari, rio Vermelho; sub-bacia do Juruena com os afluentes, rio Juína, rio Camararé, rio Mutum). E lidamos com forças gravitacionais eletromagnéticas nucleares fortes e fracas. O rio Itapicuru jusante corre da fonte à foz, montante oposto totalmente.

Esta minha escola é praia Parnapoã praia Caramborê praia do Brejatuba. O sol piscou pras causas psicossomáticas e já erguendo ergueu a mão afundando e já deslizando deslizou atrás do morro apagando apagou. Rara insólita situação. Rei dos ouros minas queimado adusto abrasado brasil tostado brasino.

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