D (cachopo de quartzito, recife,
abrolho, escolho, istmo, colchete ou parênteses retos, tempo siluriano, cristal
de feldspato, silhar, diáclase, metamorfismo) já é um ser entidade
impressionante estupendo portentoso coberto de flora e fauna. E um grande vasto
vastíssimo campo estirado adstrito ligado sujeito ao largo ao longe ao longo
das gerações. Sem pressa, D é rechã altiplano platô e dédalo emaranhado
labirinto. Assim, sobranceiro dominante superior acima sobrepujante assoberbado.
D é denudação desnudação desnudamento. Especial.
A família o casal os 2 filhos os 2 cachorros
mascotes, estão aí apegados aos lugares visitados e milhas de milhares imbuídos
impregnados embebidos. Estes os viajantes contumazes e alienígenas. Gostam de
conhecer o B cheio de rincões e sertões. E saíram de Manaus numa tarde
sexta-feira do mês de maio. Vararam o país em procura de uma cidade... ‘aconchegante’,
segundo o dizer deles mesmos. E pediram aqui e ali onde nasce o sol, onde se
punha o sol, onde estava o sol naquela hora mesma e exata:
- O sol tá em Mariana-mg - informou
um funcionário da agência de turismo.
- Ora, quem diria! - falou a mãe
Gaipara. - Pois é pra lá imediatamente que iremos. Sem demora que vamos e são
horas, gente! Simboralá, família!!
D (Pará de Minas, Quirinópolis,
Igaratinga, São Luiz do Norte, Goianésia, Jaraguá em o vale do São Patrício,
Votorantim, Itaúna ou ‘pedra negra’ e formando o que na gramática do tupi - da
fonte ‘topônimos tupi-guarani’ - é conhecido como uma composição atributiva e
‘ita’ é pedra e ‘un’ é preto ou negro e sendo que o ‘a’ é o sufixo
substantivador). D (desenterrando cômoros combros outeiros elevações de terreno
montanhas de ferro bauxita manganês prata diamante) nem surpreende de nada e
foi assim no princípio dos tempos e das eras e dos séculos. D e Ele mesmo se
balançou atravessou correndo pela rua torta Cacho-de-Mosquitos, e sem escarificar
sem alterar nunca sem exsolver dissolver exalar nada, centralizou seu mistério seu
humor no vácuo vasto vazio voragem do universo. Normal.
E pegaram as estradas br-101 e 116 e
470 e 230... Chegaram em Mariana e nem entraram em a cidade porque o sol já
estava longe no horizonte belo e atrás da montanha e serra do Cipó. Parecia que
o fenômeno ia se dirigindo para Ouro Preto, o sol amarelo ouro altos quilates
das minas. Acompanhando o rio Margarida. E rumaram pra lá assim que acharam a br-153.
E quando apontaram na curva do município, o sol tinha desaparecido de Ouro
Preto. Então, já viu, né! Assim, nem entraram em Ouro Preto (cidade
surpreendente e autêntica), uma antiga e rica vila de ouro e garimpo mineiro de
antigamente e patrimônio da humanidade desde 1982. Facultativos tunantes que
andam à tuna, denegando negando e desbragados desregrados e caborteiros
velhacos.
- Que vamos fazer à frente, mãe? - perguntou
o pai Tácito Macuxi.
- Ora, meu bem! Vamos seguir nosso
plano turístico à risca. Nosso destino agora só pode ser o Maranhão, os Lençóis
Maranhenses.
- É pra já! É na prática do agora
mesmo!
- Sem mais delongas e pegar a br-010
ou Belém-Brasília, uai! Tchau, gente de minas e estudantes! Tchau e quem espera
sempre esperança!
- Outras cidades ficam para a
próxima, Itambé do Mato Dentro e Jaboticatubas e Nova União e Bom Jesus do
Amparo e João Monlevade e Santa Maria de Itabira...
- Voltaremos no verão que vem e com
mais tempo com outras ganas. E voltaremos! Sem esquecer o relevo ondulado da
serra dos Alves e o distrito de Ipoema em Itabira, São Gonçalo do Rio Abaixo,
Bela Vista de Minas, Nova Era, Itanhaém.
- Passaremos o rio Passaqual, em o
limite linde de Uauá e Rianápolis.
- E só de um longe ponto de vista
avistaremos Rialma e Nova Glória e Itiúba.
Certa manhã hora algum dia.
Precedido dos raios ultravioletas o mormaço era suportável fornalha combustão,
a areia soltando com o vento rasteiro, as pessoas se sentindo desconfortáveis.
Vento bom caro obediente e às vezes bardoso. Informal.
Esta minha lei é mala bocó bolsa sacola
embornal. Esta minha manhã é relvado fantoche escumadeira tirador labrete
adorno labial de osso panela de ferro-gusa. Propelidas pelo bafão lufadas de
vento, nuvens tufadas em cúmulos figuram seres tipos animais da fauna local in
situ in loco capivara anta cutia graxaim bugio jabuti quati.
Dessa vez pegaram o trem em Belo
Horizonte e chegaram ali em São Luís na manhã de sábado para domingo. Em
família povoada. Amanhecendo entrando na cidade e, ‘guelém! guelém!...’ os
ferros todos da locomotiva de passageiros e carga uma porção de vagões uns 55
ou 56 um longo comboio. E foram mesmo tantas pontes quilômetros rodeando morros
furando montanhas pelos túneis e precipícios vales. Parecia que a história nunca
ia chegar. Demorou? Outras vilas no meio do caminho e Ibiaçá, Sertão, Itariri,
Coxilha (antes dos imigrantes europeus chegarem, ali nesta localidade, passavam
os tropeiros vindos da Argentina e região das missões que transportavam gado
bovino para SP), Ipiranga do Sul, Estação, Calumbi, Tapejara (em guarani quer
dizer “senhor dos caminhos”). Foi um pouco demorado e agora chegavam em cima da
hora, praticamente. O sol ainda beneficiava o ambiente, entre os rasgos das
nuvens fiéis.
- Que passatempo tivemos ou estamos!
- disse a mãe. - Que sorte sortida!
- Uma sorte grande faz verão. Temos
muita sorte e em família com cada qual a sua própria - arriscou falar o pai. - Temos
muito tempo para visitar tudo isto aqui. O Maranhão com o Pará, olha!, quase
quase já foi outra nação e outro B2.
- Opa!... No geral e no conjunto da
obra é uma sorte gigantesca e Sorte maiúscula, entende o que quero dizer?!
- Uma viagem e com aventura
deleitosíssima!
- Muito é muito bom mesmo!
Libertação liberação da alma e catarse.
- Pouco é o gostinho de “quero mais”!
Família andando junta e sem brigas é
isso. E consciência reta, espírito alto, inteligência aguda. E estas mais doces
e ou salgadas palavras ditas ao longo das horas, no deslanchar dos minutos, na
insensatez dos segundos:
- Hem! Vamos de imediato ao deserto
de Barreirinhas...
- Quero passear de búgui! - lembrou
o Tácito, gestor de negócios administrador.
- Nem sabia que meu país tinha um
deserto tão hospitaleiro sucesso tão ótimo para passar as férias tão cheio de
atrações, tobogãs bugres camelos ou dromedários esqui-bunda - juntou a Gaipara
ou Gaita, tranquila quieta séria extremamente atenta.
- Quê! Um deserto paradisíaco pra
chamar de nosso de meu e andar descalço.
- Oi!... Sensacional! Um deserto pra
andar descalço e à deriva.
- Areal de areia fina branca que nem
se sabe como chegou até aqui, mas chegou. Chegou e ficou e deu no que deu:
misturadas as dunas com as lagoas de água da chuva.
Chegando na cidade turística e
procurada, eles se hospedaram numa casa-pousada conhecida como cafofo da Dona
Guropé. Tinha piscina e jardim e o solo todo de areia branca uma delícia para
caminhar à vontade simples. Algumas árvores endêmicas pequenas finas com ou sem
frutinhas da estação e carqueja-amargosa jurubeba-de-espinho sambaibinha
camboatã-da-capoeira, tapiá-mirim, poejo. As plantas tinham futuro (sujeito
simples, um núcleo). Revoavam os cardeais-do-pantanal e sempre de mil sons e
ruídos aos bandos aos casais, cardeais-amarelos cardeais-do-sul
cardeais-do-nordeste cardeais-do-banhado cardeais-da-amazônia
cardeais-de-topete-vermelho. Que importava ou importa que o convívio com
humanos seres espertos resultasse inútil ou precário ou periclitante? As aves e
as plantas tinham fé (sujeito composto).
- Te vejo mais tarde! Ainda hoje!
A mãe Gaipara pegou e foi dar uma
volta pela pequena vila de pescadores (que viviam basicamente e ou maiormente
do turismo) povoado bairro Hidrófilo e olhar conferir os quiosques e tendas e
lojinhas que vendiam rendas de bilros feitas por senhoras de terceira idade moradoras
íncolas de a localidade da região. E andou pelos meandros e labirintos de
casinhas bem cuidadas pintadas de agora. Muitas moradias de gente que abandonou
São Paulo e veio pra essas bandas. Aventurar uma transplantação, metamorfose? Nem
somente da terra de a garoa mas outros rincões e glebas longínquas mais ou
menos equidistantes e Niterói, Santarém, Castelo dos Sonhos distrito de
Altamira, Queluz, Lavrinhas, Nova Bassano, Silveiras, Coqueiros do Sul,
Piracaia.
“Os jacarandás-cabiúnas florescem
agora mesmo em novembro” - vendo reparando pensando lembrou Gaipara (oração com
sujeito e predicado verbo-nominal).
E dona Gaipara, atado na cabeça o
lenço de seda florido verde com riscos amarelos, parou numa pequena casa com um
jardim pequeno e uma porta que abria para a freguesia uma loja de ourives.
Passou pelo portãozinho já aberto e mais uns passos e estava no ateliê/oficina.
Do lado de cá, no mesmo pequeno espaço de jardim, um cômodo adequado uma
casinha pequenina singular para a família de corujas mochos-carijós (um cuidado
dos donos da propriedade). Tilintou a porta dando recado que o futuro cliente
chegava. Uma sala organizada em seções (seção: divisão, repartição; cessão: ato
de ceder; sessão: tempo de uma reunião ou espetáculo - palavras homófonas
heterográficas) para expor comodamente e melhor os diferentes tipos de objetos
artísticos. A visitante esperou uns segundos e já aparecia apareceu um senhor
de idade avançada aposentado (ecologista ambientalista; mesologia, biologia)
óculos cabelos brancos ralos e vestido coberto indumentado trajado à paisana.
- Bom dia! Este é seu criado Ínclito!
- cumprimentou o vendedor proprietário dono do acanhado estabelecimento. - Pois
sim, madame! Quer conhecer minha coleção de pendentes e etc, né?!
- Bom dia! Gaipara, e um prazer
conhecê-lo. Passava ali na ruazinha e vi sua loja e pensei entrar... peguei e
entrei. São bonitas essas bijuterias, meu nobre senhor...
- A gente vive disso e faz um
esforço para agradar servir aos fregueses, é.
D (prelúdio preliminar prenúncio)
segue tão só as vagas conjecturas. D (aneroide sílica aerólito faúlha fagulha
centelha) abrange de um pronto de um lance a paisagem o conjunto da obra. D (confusão pasmosa e repleto de frinchas
fendas arregoado fendido) é uma sugestão que empolga, uma luz que rebrilha
ofusca irradia e mais e fortemente. D (fisionomia viso aspecto aparência) é um
horizonte invariável raro que se recolhe e tolhe e estorva ao mesmo tempo que
se agiganta agro campo alastra. Bizarrice.
O homem lojista foi apontando os mostradores
balcão e as gavetas envidraçadas transparentes, puxou algumas para pegar umas
peças e coisa e tal. Parecia com paciência e acostumado com clientes
perguntadores e que nem levam nada. Seu olhar sua calma denunciavam longe
distante do mau humor rabugice rabugem dos comuns vendedores(as) sedentos por
vendas e lucros. O que mais ele disse e falou e se ouviu dizer, uma boa e suave
voz empostada de locutor de rádio de anúncios comerciais. Palavras bem
articuladas bem pronunciadas e sem equívocos ou mimimis:
- São peças feitas por mim mesmo e
artesanalmente e aqui na loja-atelier.
- Ora, seu Ìnclito! E parecem muito
trabalhadas e devem ter dado muito trabalho em confeccioná-las, sim?! Isto é
delicado. Requer muita paciência e relaxamento?
- Depende da peça. Esta mesma aqui
levei um mês trabalhando nela 7 horas por dia. É assim mesmo. Eu gosto.
- Nossa! Então deve custar uma grana
pra recompensar tanto esforço, né?!
- Sim, nem me custaram mais ou menos...
ahahahah!... - falou se rindo o Ínclito (frase exclamativa afirmativa).
- Que bons lucros e tempo e saúde o
favoreçam, senhor! - aplaudiu a Gaipara (frase optativa). - Eu acho que vai dar
certo. Eu até acho que já está dando certo.
O senhor Ínclito, comerciante notável
e celebrado também nas butiques de Cuiabá e Porto Velho e Campo Grande (banhada
pelo rio Iguatemi) e Charrua, pegou outra joia ou bijuteria e mostrou bem para
os olhos da possível cliente Gaipara. Havia quadros nas paredes (oração sem
sujeito e verbo impessoal na 3ª pessoa do singular). E mais estas palavras
doces requintadas e amigáveis de quem quer agradar e vender uma obra de arte
uma obra-prima uma obra memorável uma criação legado de coleção:
- Estes pendentes ou brincos, que
andam e devem andar sempre juntos e um em cada orelha, eu faria por R$70.000
mil reais. Acho que paga mais ou menos o trabalho o tempo de serviço os dias em
horas de dedicada atenção queima de pestanas a desidratação o meu tempo e
passatempo longe dos netos. E o material comprado adquirido importado de São
José do Jacuri, junto ao açude Cocorobó.
- E é uma obra digna dos melhores
joalheiros do reino ou império, seu Ínclito! E para figurar nas melhores e mais
badaladas joalherias do planeta, tipo em Belém e Aracati e Inhambupe e Porto
Alegre e Jeremoabo e Ibiúna...
Seu Ínclito, sujeito bonachão e
egrégio ilustre famigerado, aceitou o bom conceito que a dona Gaipara lhe passava
de bom coração e coração verdadeiro. Nem podia haver pessoas seres mais
distintos. E se ouviu mais estas palavras relacionadas com o comércio em
questão e na ocasião, elegantemente:
- Tenho mandado alguns exemplares
para butiques chiques ricas de Brasília e Fortaleza e Vitória e Caxias do Sul e
Pontão e Recreio. Tenho planos de colocá-las no mercado europeu, também. O
asiático é muito promissor. As ambições que me movem no dia a dia e os sonhos
de ver minhas obras no exterior são a energia e alegria e felicidade totais. É
o que me move e me fascina, espetacularmente! Já pensou eu embarcado num
possante 4 x 4 e pelo ruço! - desafiou o Ínclito (esta frase declarativa).
- Antes de ir embora vou passar aqui
e levar uma lembrança sua, pode crê!
- Estarei esperando. Os turistas
estão aumentando neste momento do ano e é já um alívio e esperança de bons
negócios. Eu agradeço a preferência e a confiança.
- Preciso de um colar bonito
impactante rico para festas, é. Nem só para festas, mas no dia a dia. Em
conferências simpósios manifestações. Uma fonte de brilho cores intensas prisma
irradiante desmedido e intáctil intangível impalpável.
- A joia é um símbolo de solidez! -
encurtou Ínclito (predicado do sujeito: estabelece um atributo um estado um
modo de ser do sujeito). - Princípio do sol atômico, ponto de vista prisma que
alarga a luz em direções e refrange refrata.
- Sólido como a própria terra onde se
pisa.
- Um conjunto com colar brincos
pulseira causará sen-sa-ção, sensacional!
E havia e há outras coisas também e
ainda mais e bem interessantes pra fazer em o mundo. E a visitante saiu da loja
prometendo mais uma vez voltar e comprar e foi visitando aí comércios e lojas
de todo tipo. Diversos quiosques vendendo comida típica pamonha pé de moleque pastel
de queijo com caldo de cana e assim por diante mocotó cuscuz tropeiro barreado
vaca-atolada feijoada. Tinham muitas almas na fila à indiana. Famílias numerosas
de autóctones silvícolas índios panhame e iranxe, vendendo (preços com desconto
e promoção e liquidação e ofertas de ponta de estoque) seus artesanatos de
palha e barro cozido (desenhados pintados riscados com motivos típicos
tradicionais inspirações ancestrais das tribos nas aldeias) feitos pelas
próprias comunidades o povo nas localidades a 8km e 18km de distância do evento
(segundo os informes os anúncios nas paredes cartazes telas vídeos dentro em
roda fora das ocas). As esculturas de aves na madeira eram encantadoras (oração
com sujeito e predicado nominal). Gente natural artistas espalhafatosos
faceiros brincalhões alegres em indumentária típica simples.
“Eu te bendigo! Nem só queria
comprar tudo que vejo como abraçar todas essas pessoas que encontro conheço
passo a conhecer e admirar, é”, sempre ela a mãe.
D (vegetação virente que verdeja
viridente arbustiva arbúsculos) à mercê da nossa humana proverbial frase teoria
crença e que ao mesmo tempo nos achata: ‘Ele está em tudo, terramarear!’ E é
lícito prever prognosticar. Impressionante impressionadoramente esta a tiragem,
sempre movimentos de ar quente e frio subindo descendo ascendentes descendentes
- se é que entendemos! D (deste ponto em diante) inflete inclina encurva como o
rio São João (leito de acuruís) e ribeirão Bagaço e ribeirão Calambau, águas
acachoadas cachoadas borbulhantes, ‘blu-blo-bleeee!...’
Na volta a Gaita foi pensando o que
teriam para o jantar ali mesmo na pensão. Seria de jantar fora? Pedir uma pizza
à moda local e maranhense? Muitas coisas pela ideia. Umas ideais outras nem
tanto esdrúxulas. As lagartixas corriam (predicação verbal completa com verbo
correr, intransitivo). E no dia imediato seguinte primeiras horas iriam ao
deserto dos Lençóis Maranhenses, propriamente dito e confirmado e programado
acertado acordado. Era no mês de fevereiro, leve suave macio.
“Olha só, gente! Que linda bonita
está a flor-de-babado!” Valorizou a pesquisadora mãe Gaipara (predicativo
precede o sujeito e o verbo).
Tanta coisa digna de registro e nota e
lembrete. Inédito e digno de foto, uma ave pernalta e ali mesmo pelo chão
começou a seguir a Gaipara. Aí mesmo pelas areias. E seguir seus passos suas
pegadas cheirando o terrão o solo onde a mulher pisava. E isso do nada,
surgindo ali do nada. Terreno empedrado gretado recrestado árido estival.
- Ah!, sim, já ia esquecendo. Oi! A
canícula esteriliza meu raciocínio indutivo, é.
E Gaipara olhou melhor e parou tirou uma
foto. Meio delicadamente mansamente sem espantar a ave o bicho emplumado. Veio
outra ave e era um casal de saracuras-lisas. E a ave fêmea exclamava para o
macho:
- Choveu torrencialmente -
constatação da companheira emplumada.
- Chovi rapidamente durante a noite
- foi a resposta do companheiro alado.
Gaipara trazia as mãos sempre
nervosas (predicação verbal com verbo trazer, transitivo direto). Ansiava pela
tardinha que vinha pintando pincelando (predicação verbal com verbo ansiar,
transitivo indireto). Acarretando ocasionando consequências.
“Nem só de humanos e cachorros vive
esta região, hum!...”
As
ruas sensacionais sempre permanentemente eram e são de areia branca e pura
fina. O mundo todo. E quase tudo é essa areia de ampulheta e o vento de vez em
quando jogando na cara. E casas rodeadas de cerquinhas baixas de ripas em ponta
ou em tela de arame. Árvores baixas floridas acomodadas ao clima à temperatura
e candeia-de-caju brinco-de-princesa marmelada-de-cachorro
vassoura-das-feiticeiras chapéu-de-couro e plantas ornamentais folhagens
endêmicas ou adaptadas e pé-de-galinha ou capim-branco dama-da-noite ou
cardo-ananá e ervas-santas perfumosas medicinais e mão-de-branco mão-de-gato
mão-de-onça, perto e à beira dos tanques as aveludadas briófitas.
“Quando quer parar, que venha morar
aqui!” Motivo que Gaipara exclama é porque nem a ouvem nem a escutam (é = exclama:
verbos vicários - fonte, ngb).
Uma moradia que outra, nem importa, expondo
seus pequenos nichos edículas com seu santo(a) de devoção e as oferendas flores
decoração. Praticamente um altar em cada casa. Apicultura caixinhas com aviso
escrito e proteção cercada para evitar animais domésticos contra as abelhas
mandaçaias-do-chão e estas inocentes nem serem perturbadas maltratadas. Numa
altura a ruazinha se bifurcava bífida bipartida e aquela rua Manufatora, rumo da
praia de Caburé, e esta rua do Puri continua para os lados da pensão. O tiziu
ave é um grande interprete (frase de período simples e oração absoluta). Artérias
veias carreiros estradinhas correntes de circulação. E o grasnar de aves
marinhas piscívoras competindo na praia. A natureza oferecia o quadro a nossa a
sua amiga passeadora (oração com sujeito e predicado verbal). Raios de luz irisados
urentes e fustigados e procedentes vindos provindos promanados do sol.
“Agora mesmo eu deixo de ser uma pessoa
comum para ser... uma alma leve levitando levitada. Bem, pelo menos nem estou
vendo!”
Sentimento da Gaipara diante da beleza
do mundo. Que se trata de um acaso que a ciência nem sabe explicar. As batalhas
(sujeito) consagraram-na (verbo e objeto) empoderada (predicativo do objeto). E
seus arquivos e ou memórias.
Passam os dias e semanas o clima é
do tipo tropical e quente e úmido. O verão longo com aromas de flores vermelhas
amarelas brancas. A temperatura máxima que chega aos 40ºC à sombra. Assim a
manhã a tarde e pouca coisa muda na noite. Aves marinhas de um lado e de outro
os pássaros do continente se exercitando pelas capoeiras entre a ramada molho
de ramos esgalhos os galhos retorcidos radículas, azulão bicudo sibite
tico-tico-rei-vermelho corrupião trinca-ferro bigodinho galo-de-campina. O sol
forte ubíquo onipresente cautério universal e todo dia. Nuvens em atropelo
bagunça e tombos trombadas. Vai que de repente e por pura sorte chove meia
hora, né?!
Agora que se instalou o verão,
atiram areia na cara na pessoa nos cães. Passeia o nambu e sua comitiva nhambu
inambu inhambu inamu. Nem pode haver bola amarela quicando que nem queiram os
cães ir buscar abocanhar (conjunção subordinativa com circunstância
consecutiva). O sol caindo decaindo se aquerenciando. Nuvens convergentes e
abroqueladas broqueladas broqueis escudos de deuses em guerra os elementos. Uma
uarirama saltou para a calçada e se aproximou (sujeito oculto ou elíptico).
Disputa renhida por espaço as nuvens. O que nem mata, engorda.
E pedras demarcando ambientes corredores
entradinhas diante do portão e a porta da casa, dividindo canteiros marcando a
areia da terra boa com flores plantas hortaliças eufórbias ervas arbustos
céreos, uns retalhos de terra e quadrados retângulos triângulos trevos. Vozes
entreouvidas que saíam das casas e chegavam na ruazinha e aos poucos
transeuntes, “boa tarde!” “oi, como está?!” “eu já sabia!” “o sol é nosso
divino salvador!” “uma bênção, senhora!” Uma mãe instando insistindo com uma
criança menino, esta no “bué!...” rebelde sem causa. Ruas para pedestres e
bicicletas onde nem deve circular carros e motos. Animais vadios burros cães
gatos desocupados sem dono ou com vários donos(as). Heras subindo trepando
estacas pré-determinadas ou cercas de pedras muros paredes, samambaias,
capins-gordos, amoreiras-do-brasil, jalapas-do-campo, ipecacuanhas. Um sol
alaranjado caindo de maduro provando provocando deiscências, já comendo sua
melancia vermelha tenra coração saborosa, tentava se esquivar descendo entre os
babaçus icozeiros mututis (árvores ablaqueadas desprendidas desenlaçadas de
folhas decíduas) lá pros lados de o Estado do Amapá e arquipélago de Marajó e
Astolfo Dutra, Cataguases, Guidoval, Itamarati de Minas, Rodeiro, Dona Euzébia,
Guiricema, Jarinu, Santo Antônio de Pádua, gruta de Patamuté, Barbacena na
serra do Tugúrio onde nasce o rio Pomba. Sol abrangente adurente adustivo
abrasante lua funda desafogada estrelas remotas fulgurantes. E quem sabe! Quem
imagina! Quem liberta!
“Quando o sol vai embora... eu penso.
Comprarei um tesouro, desde que seja autenticado certificado”, pensativa a
Gaita. (Conjunção subordinativa condicional, ex: desde que, se, caso, contanto
que, a menos que, dado que, sem que).
Esta minha alimária cavalo é de atar
manear amarrar com maneia correia de couro ou corda. Histórias discrepantes que
se passam se passaram na beira do rio, caminhando na cidade ruas praças à noite
com chuva forte ou céu de amostra. Exibir atributos na praia. Anotar endereço
na rua das Guavirovas e bairro Bela Vista.
“Me lembro. Quem nem se lembraria.”
D (estróbilo cisalha fácula e filamento
luminoso fisiógrafo fisiognomonista) demora a poucos km daqui. D (resumo
sumário feixe) é lei natural imanente que ignoramos ignota inabordável ou nem
recordamos. D (fastígio cume pico píncaro) bate no teto em dezembro, este
Senhor! D (ruína destruição assolação excídio) solicita em lugares desertos e
ou que vão e vêm áridos estéreis amolentados amolecidos riçados encrespados
esgarçados entre lajes e areias chão poento e pardacento inóspitos. D (serra do
Acari, serra Anastácio) se desvenda ou se deixa adivinhar.
No dia seguinte a mãe o pai os
filhos os inseparáveis xerimbabos da família o grupo familiar todo no rumo das dunas
mais esperadas aguardadas do planeta e Lençóis Maranhenses, estes propriamente
ditos confirmados fotocopiados. Que dizem e segundo a lenda toda a areia veio
desde a foz do rio Parnaíba (ou Velho Monge) e seus também perenes influentes
afluentes (rio Correntes, rio Pirapemas, riacho de Gameleira, rio Peritoró, rio
Codozinho, riacho dos Cocos, rio Duas Antas, riacho Mocambo, rio Preguiça). E
isso durante milênios (notícia alvissareira) e a areia carregada pelo vento
pelos tornados pelas tempestades extratropicais os furacões os tufões ventanias.
Ou favor ou obra ou prepotência ou exagero de um deus deusa antigo.
E quem estuda e vê no mapa também pode
comprovar que o trajeto da poeira areia da foz da esquina do rio Parnaíba até a
localidade dos Lençóis Maranhenses vai sim e continua alguns km e muito
incrivelmente quase surreal e extraordinário. Igual a um fenômeno que nem se
pode crer e como a natureza fez isso até hoje polvilha empoeira vem fazendo. E
Maranhão teve sim a dita fortuna ventura sorte favorável.
Chegou a família chegaram bem cedo
na agência de turismo que os levaria guiaria conduziria ao parque dos LM.
Primeiro percurso de miniônibus micro-ônibus até as dunas, até o povoado a vila
cerca das dunas. E o deslumbre diante do deserto mais conhecido mais
espetacular mais fantástico do país foi de abrir os olhos cair o queixo:
- Oh!... Que outro mundo, hein, meus
amados?! - expressão da dona Gaipara.
- Ah!... E que deserto! Deixa eu
pegar esta areia escaldante, deixa! - entusiasmado o pai Tácito Macuxi,
enternecido.
- Ei!... Gigantesco e avassalador! Uh!...
Uma potência, um milagre!
- Ué!... Lugar para ser comparado
aos mais espetaculares do planeta, sem dúvidas! Quem me dera! E obrigado!
- Hã-hã!... (interjeição de
assentimento, concordância) E com a licença devida, oi!, família - um dos guias
e bugreiro ou bugueiro (um grupo um consórcio uma união uma companhia cooperativa
associação de moradores locais), se aproximou da família e foi convidando interferindo
se apresentando se imiscuindo.
- Bom dia! Pois o quê?! - indagou o
pai, esclarecido correto universal.
- Olha, gente boa do sul do meu país
varonil! Podemos ir todos no meu veículo, que acham? Cabem todos, pessoas e cães.
O melhor condutor com a melhor família!
- Quanto você faz e cobra como
quando onde por quê? - inquiriu a mãe e aberta receptiva, crédula, esperançosa.
- Troca de serviço com lazer, mutuar permutar cambiar.
- Temos uma promoção para a família
que é de R$500,00 reais, com direito a uma hora e meia de passeio e muita
adrenalina e emoções sensação de perigo. O trajeto prevê parada em três
piscinas naturais com direito a banho mergulho e esqui-bunda.
- Mas nem sei... é muito caro, nem?
Quinhentos contos, por uma hora!
- Olha, gente boa do sudeste do nosso
país extenso e imenso! O preço é justo e meio que padrão, ou seja, nem vão
encontrar por menos. Eu garanto! É de amigão!
- Bem, se nem tem tu vai tu mesmo!
Se correr o bicho pega! - relaxou o pai.
- E estamos a passeio - disse a mãe.
- Nada de regatear. Se ficar o bicho come!
E subiram no búgui se acomodaram
riram muito de felicidade e abandono e aventura e risco da sorte. Muitas
interjeições de animação saudação agradecimento advertência alegria apelo. E
assim durante o trajeto e pelo caminho e na sequência exclamações e “oxalá!”
“fiau!” “cruzes!” “atenção!” “alerta!” “francamente!” “tomara!” “bravo!”
“obrigado!” “perdão, perdão!” “ai de mim!” “pacoootes!” “masmoooorra!...” Que o
sol (deve de ser um deus novo) prometia um calor muito intenso forte direto a
pino zênite. Fogo entre as dobras das dunas colinas morros barrancos de areia
fina.
A mãe levava um chapéu de palha comprado
agora mesmo, a única coberta protegida na cabeça. Os demais seguiram a
recomendação do agente, protetor solar fator 70+ mais e que cuida e hidrata a
pele sob a luz solar ou artificial. Vestidos revestidos indúvia envoltório com
as bermudas e camisas leves roupa feita com tt tecnologia têxtil nem amassa nem
amarrota nem esquenta nem desbota com o tempo nem transpira antissuor e antiodor.
Joias ou bijuterias acessórios aí ficava escolha do cliente.
- Meu nome é Róni Beinhã, mas todos
me conhecem me chamam Muxiba. E meu búgui... que na verdade é uma moça muito
elegante e simpática e aventureira, se chama Gracíssima. Todos apresentados.
- Pode deixar que nem olvidaremos,
moço Muxiba - disse e falou o Tácito.
- Então. Se segurem na barra de ferro
que lá vai o galope o solavanco o pinote. Simboralá sem delongas e demoras, hu-huuuu!!...
Toda a família gostou e aplaudiu bateu
palmas no compasso, ‘pla-que!...’ E as gentes dão bastantes mais apelidos a ele
Róni, se ele quiser prestar atenção e ouvidos: muxiba magro magérrimo franzino
varapau sem carnes transparente fantasma papel.
De pronto soltaram pelo declive de
areia e já estavam nas dunas propriamente ditas e sem estrada e sem trilho e
sem trilhas ao deus-dará. Cada bugreiro(a) fazia mais ou menos um trajeto
definido e programado porém com desvios aleatórios, tendo ou nem emoção
adrenalina. O veículo o carrinho dos tantos cavalos acelerava os corações
(frase com sujeito agente). Sempre conforme o acordo com o cliente e freguês, é
claro.
- Segurem em a mão de D!...
ahahahah!... e vai!... Segurem!... e nem olhem para trás!... ahahahah!... Mas
seguuuura... peão!... - o motora endoidecido já botando incêndio incendiando na
aventura.
Já subiam a lomba correndo forte
acelerando e todos gritando fazendo zoeira. Na rampa íngreme, o motor do bicho
parava podia parar... e aí?! O motor do carrinho, contrariado e inconformado e
sobrecarregado, parou sem forças na subida do barranco e... em ponto-morto sucumbiu
de ré refluir e apagou apagado desligado entregando os pontos (com espasmos
soluços trancos acessos convulsões tosses gaguejos, ‘ofe! ofe!...’), os
clientes em pânico atônitos incomodados inconformados se entreolhando, ‘qual
que é, meu irmão!...’ ‘hei-ei-ei!...’ ‘paaaare eeeesta poooorra, seu safado!...’
‘me sooooltem!...’ ‘seu pereeeeba!...’ ‘cruz-creeeedo!...’ ‘alôoooo!...’ ‘vêeee
beeeem!...’ ‘qual o quêeee!...’ ‘Jeeeesuuuus!...’ e riam com medinho nervoso e
ataques de ódio e ira raiva e desaforos, já sabendo que pagando mais caro era
tudo emoção adrenalina.
- Minha alma está solu-çan-do!...
- Meu coração quer saltar... pela
boca!
- Me vem à mente a palavra,
socooorrooo!...
- Me vem à cachola a palavra,
acuuudaaa!...
A família se abraçava e solidária.
Vamos falar a verdade. Altos anos já avelhentados e longevos, embora nem
pensando nisso exatamente (embora: esta uma conjunção subordinativa de
circunstância concessiva). Vamos calcular a seriedade do momento. Quem tinha
cabelo já estava despenteado despenado. E gritos e impropérios e urros para
desopilar a mente. O quadriciclo (veículo com roda sem calota) avançava e
corria como (conjunção subordinativa de circunstância comparativa) torpedo
traste pelo areal do parque. O motorista/guia, muito convicto e a fim de
convencer prestar grande serviço de primeira e inolvidável, já incutia
inspirava infundia suscitava a sensação do perigo medo pavor.
E durante o percurso muitos sussurros
e uivos, ‘hu-iiii!...’ muitos suspiros e imprecações, ‘uaaaau!...’ tantos
palavrões de baixo calão como tem o vocabulário o dicionário das ruas e
linguajar rude e vulgar e comum, etc. Cada monte de areia cada duna mais ou
menos inclinada, lá vinha a emoção com muito nervoso e adrenalina (a mãe com
uma mão segurava na barra fixa da grade e a outra, mas com as pontas das unhas
pintadas, prendia a aba do chapéu de palha e que ameaçava ficar pelo caminho)
com muito horror terror, ‘noooossa!...’ ‘valeeeeu, motora!...’ ‘passa de
noooovo!...’ ‘t’esconjuro!...’ ‘oba!...’ ‘bis!...’ ‘caramba, meu!’ ‘queeeem
meeee deeeera!...’ ‘mãaaae!...’ Assim já tão interessante como uma roda-gigante
uma montanha-russa um trem-fantasma um carro de corrida nas curvas pistas em
esse do autódromo de Brasília/Nelson Piquet de Tarumã de Interlagos de
Jacarepaguá de Santa Cruz do Sul de Chapecó de Guaporé de Mugi das Cruzes de
Nova Santa Rita. Um entra e sai de búguis (seres máquinas filados afilados aproados
ao vento quente) e uns mais de vaivens nas passagens de dunas deixando rastros
de rodagens marcas de pneus pneumáticos ranhuras barras sulcos. Levantando
poeira e comendo pó temperatura alta vento seco ressecado ressequido exsicante.
Explodindo o barulho da descarga do motor alterado.
- Só mais uma palavra, e em caixa
alta... IN-CRÍIII-VEL!...
- Só mais um berro, e em manchete...
SO-BEEEER-BO!...
E os cães se apegavam ferrenhamente
aos donos(as) salvadores. Os filhos se abraçando um com mãe e outra com pai. A
mãe segurando os filhos. O pai segurando a mãe. E a sorte se trancou na mão
divina (frase com sujeito agente e paciente).
E pararam uns 15 minutinhos para
fotos e um mergulho, tipo de batismo ou algo assim. Eis a primeira piscina
natural da história: bem azulzinha em contraste com as dunas, água da chuva
limpinha e transparente, piscina enorme entre dunas, o sol firme escaldante por
testemunha, o paraíso recomendado, um lugar lunar exótico, o lado mais bonito
da terra feito de areia e água precipitada. E as pessoas de boca aberta em, ‘aaaaaaaah!...’
‘que que é isso, caaaara!...’ ‘Uuuuta!...’ ‘céeeeus!...’ ‘arreda!...’ ‘ave!...’
‘valha-me D!...’ ‘ora eeeessa!...’ ‘oi, gente boa, lá em Santa Teresinha de
Goiás nem tem disso!...’ ‘e nem Guarinos, ainda!...’ Um sucesso maranhense e
nacional e mundial. Pessoas que conhecem pessoalmente se emocionam até as
lágrimas, daqui dali e de fora exterior do Vietnã da Índia da Turquia da
Tunísia do Laos da Malásia da Indonésia.
- Por que toda esta beleza veio até
aqui? Nem tem explicação, nem tem!
- Quem?! Como nem tem?! É e deve ser
um deus(a) pertencido!
Todos os que estavam ali chegaram assim
e nem acreditaram. Pararam na beira da piscina e se extasiaram sufocados de
paixão. Era lindo e bonito e maravilhoso demais demais, ‘hulalaaaau!...’ E
tiravam as fotos e vídeos sem pedir licença. E tiravam o chapéu, elegantemente.
E se ajoelhavam para sentir o instante surreal impagável inimaginável. E
rolavam para pegar apalpar tocar na areia muito limpa branca farinha de trigo. E
agradeciam diretamente a D, olhando falando com o céu. Maravilhoso espetacular
fantástico encantador. Pegavam com a mão e faziam assim as vezes de ampulheta segurando
apertado a areia, é. Umas crianças brincando de rolar duna abaixo, e senhores e
senhoras adultos. Todos eufóricos e voltando à infância. Sem igual.
- Eu viajo ao céu do além! - dizia uma
séria senhora de São Martinho da Serra, e mãos no peito sobre o coração (oração
com sujeito expresso explícito enunciado).
- Quero morar aqui! - preferiu proferiu
o pai Tácito.
- Amanhecer anoitecer durante os meus
dias! - concordou a mãe Gaipara.
- Cenário deslumbrante - concluiu um nova-crixaense,
Nova Crixás.
Se formaram umas tantas bacias
gamelas açudes. Zilhões mil undeciliões de dunas de areia corcoveando como o
mar em formato de onda e uma piscina mesmo de água boa do lado do lado,
entremeando. Nadava-se agradavelmente bem nos reservatórios (sujeito
indeterminado). Aparentemente se chamam “Lençóis...” por isso mesmo, roupas
brancas estendidas ao vento, peças branquíssimas de roupa pegando sol. Mesmo
cardume de pequenos peixinhos minipeixes, vinham brincar com os pés dos
banhistas. Um parque de atrações para crianças de todas as idades. Devia de ser
de um deus ou deusa parecida. Um gênio criador e seu estro poético.
Insuperável.
- Quero contar os grãos de areia
fina pó de pedra ou de concha!
- Quanto tempo pra D fazer isto! E
por que acumular aqui mesmo, gente?!
- Isto já era assim aqui antes dos
dinossauros... - sentenciou a mãe Gaipara.
- Me lembro, kkkkkkk!... - disse uma
boa senhora origem em Uirapuru.
- Respeitem a paz do deserto, meus
amigos amigas! - pedia e mandava um homem já entrado nos oitenta, senhor
responsável e recompensado com netos e netas de montão natural do Rio de
Janeiro na estrada do Sumaré (frase imperativa).
- Tenho que rezar e orar - se
comoveu a moça natural de Campinas do Sul, e já iniciando recortando um rápido
sinal da cruz católica na frente.
Construíram-se piscinas (sujeito
paciente). E formas importantes foram aparecendo. Por quê? Nem se sabe a razão
do mundo. Nem podemos desvendar os enigmas que existem. Para que tudo isso? Aonde
vamos chegar?! A água toda quieta e reservada e anônima, morando aí entre dunas
brancas de areia fina, barragens ou canais ou vasos ou bacias, entrâncias e
reentrâncias, e as pessoas em volta em mergulhos pra cima pra baixo. Paraíso
lunar na terra e feito mão de obra pelos extraterrestres com planejamento
ciência alienígena e para usufruto dos interestelares. Paraíso.
Os tantos e mais empolgados andavam
descalços como no começo em criança e rolando dando cambalhotas estrelinhas
piruetas saltos-mortais. Fazendo das suas e correndo adoidado pulando na
descida dos barrancos plantando bananeiras. Girando o corpo regirando
giragirando quase tonteando. Apostavam corrida carreira duna abaixo e ‘tchibuuum!...’
na água sempre morna 25ºC, em média em média. Relíquia.
- Deixa eu te levantar um pouco,
deixa! - insistiu o pai e abraçando a mãe.
- Te peço que me deixe descansar em
paz, me deixa! - suspirou a mãe diante de um pai empolgado escandaloso
profundamente ridículo excitado.
Se acocoravam admirando olhando a
areia bem de perto, como os cientistas como os admiradores como os
colecionadores como quem nunca tinha visto. Tateavam o chão deserto e
procurando nem sabiam o quê. Investigando na mente uns adjetivos qualificativos
apreciativos decorativos e um sentido pra tudo aquilo ali assim à disposição.
Elevavam os olhos, estes deslumbrados quentes brancos cegos de intensa luz aos
céus a D ao sol dos brilhos incandescentes ultravioletas e etc. Parabenizavam
os guias os maranhenses os brasileiros os terráqueos, e os que acreditavam pois
tinham fé. E vento abafado exausto bochorno magrém estação seca calor sufocante
sem umidade sem nebulosidade. Vento solto amontoando os montes as curiosas
dunas.
- Ora!... Tanto futuro que há de
vir, venturo! - uma turista de Pirapetinga.
- Grato!... Fato futuro de fato! -
dizia um turista de Bom Jesus dos Perdões.
-
Apoiado!... Acontecerá vindouro! Por aqueles dias! - já dizia a mãe Gaipara.
- Psiu!... O futuro a ciência que
estudará o passado deste lugar lunar, então!
Algumas pessoas de outras partes do
globo hemisférios vinham até aí conhecer por conhecer. Outras por prazer de
desfrutar do belo da beleza da magia do antípoda. Ainda alguns atravessavam os
territórios, por terramarear, para realizar um desejo um sonho sonhado um sonho
idealizado quiçá uma quimera. E estes todos multidão mais de um milhão choravam
na emoção da entrada e olhos marejados cheios d’água fungando pestanejando
fazendo o pelo sinal juntando as mãos em zen e depois abrindo os braços medindo
abraçando os céus, ao chegar e ao partir. Procuravam registrar o momento com a
família o bem mais amado mais querido os filhos os animais prediletos,
autorretratos.
- Acontece de eu estranhar o mundo.
Me sinto alheio ao mundo. Tão bonito!
- Quando se realiza um sonho desde a
infância... parece que tudo já se resumiu, hein?! E ficamos cheios de
esperança! - recordava o pai Tácito.
Deitavam de comprido e mexiam os
braços as pernas tipo robôs ou bonecos de posto de combustível, desengonçados
malucos amalucados. Rindo às gargalhadas, ‘kjákjákjákjá!...’ ‘hiaaaaa!...’ ‘ahahahah!...’
‘ri-qui-quiiiii!...’ ‘so-iiiih!...’ ‘q-re-q-q!...’
- Nem quero nem posso nem devo dizer
nada nem nunca a ninguém. Fico aqui mesmo e me esqueço nesta areia
reverberante, é. Aleluia, meu amigos!...
- Os paraísos pagam pelos grotões e
cafundós. Os paraísos são divinos e de D.
- Os jardins paradisíacos terrestres
são iguais os celestes.
- Já os nacionais nem devem nada aos
internacionais ou celestiais.
Ali nem é o turista que procura o
que fazer, mas o lugar que clama cosigo próprio e chama a atenção para si mesmo
e para seu modo motivo de aparição epífano epifania. É também um ponto um posto
um porto que imita a origem a criação a passagem do mundo pelo tempo vindo
milagrosamente no verbo no sopro da divindade.
- Tenho uma dúvida - pondera avalia
examina aprecia o pai Tácito. - Por que este deserto aqui e nesta hora?
Interrogação marcante, é. Acho também que alguém, todo-poderoso, consolidou um
sonho sonhado. Então, temos uma dádiva!
- Tenho uma oscilação - afiliada à
teoria psicológica da gestáltica gestaltista, mãe Gaipara. - Por que um deserto
com tipo banheiras de água doce da chuva?
- De maneira que, sins e nens, vou
levar embora um punhado de areia.
- Vou esconder no bolso na bolsa na
mala e carregar para onde eu for, é.
- Coisa certa e eleita: D esteve
aqui! - arrematou moradora de Pilar de Goiás.
D o Solipsista deixou nos Lençóis Maranhenses
toda a sua fortuna toda a sua multiplicação de múltipla munição artilharia
conjunto de artefatos. Totalmente e a partir daqui foi que usou a sua descarga
de criação, particular exclusiva solipsismo. E inventando e multiplicando e
verbalizando, sufragando elegendo votando. E assim compondo preenchendo os dias
os céus a terra os mares. Daqui erguendo materializando tornando real a ficção
das suas imaginações, espórtula cesta de donativos esmolas pendendo do braço.
Aqui neste rincão, cabeça coberta e solidéu, jogou xadrez e moveu as peças brinquedos
baseado na sua força mental espiritual psicológica ou emocional. D em nome de
D, o mais justo o mais criativo o mais perfeito o mais de tudo. D de um milagre
ou acontecimento que humilha irrita os outros nós os mortais. D o nome Dele.
- D começou ou terminou? - Tácito
tinha essa pretensão de saber ou perguntar.
- Quando se gosta de alguém,
pronto!, se fica - foi a resposta da mãe, Gaita.
- D a cada dia diário. Ele mesmo o tópico
o assunto o tema o ponto principal.
- Oquei! E seu estado de Estrela. No
lugar certo origem da concepção...
- Nem foi aqui ou daqui pra lá, que
viveu Iracema a virgem dos lábios de mel...
- Orameu!... Acho também que
Caramuru (moreia, na língua dos tupinambá) e Moema e Paraguaçu... Porque antes
se escreviam poemas épicos na areia.
- Porque antes do mundo... fazer
algo assim era gênio! - poetizou a moça de verde bermuda verde-clara camisa
verde-escura olhos glaucos esverdeados ou azulados sandálias na mão celular na
mão e registrando amiga das aves natural de Mozarlândia.
Vai por mim, e quando D quis
parar... e já parando... olhou pro lado e se viu no meio dos desertos do
inaudito e Ele mesmo nem entendeu o que de fato estabeleceu. Moveu-se de um
lado pro outro e justamente pensativo, inambulação deambulação, quando Lhe
ocorreu constituir estabelecer o paraíso na terra. Um ponto final e máximo. Uma
saída triunfante. Um lugar de consolo. Um lugar que sobra e assombra. Marca
sinal traço ranhura pincelada final de mestre, os Lençóis Maranhenses. E
abafou!
- Elezão Ele mesmo se espatifou! Vai
nessa, meu! - comadre de Nova América.
- D fez do deserto uma resposta útil
e plausível, se é que me entendem?
- Acho mesmo também que D morou aqui
por volta de... uns cem mil anos, 100.000 - declarou convicta, a mãe Gaipara. -
Pelo menos ao menos, hem!...
- Oi!... Sobrevoando revoando alto
dando rasantes flutuando pousando andado descalço voando alçando voo como nuvem
como pássaro gigante como ave pernalta, guará-vermelho guarapiranga - entendeu
o Tácito, pai honesto honrado correto bom.
- E se D pode é porque Ele quer - falou
Gaipara, bela forte extraordinária serena. - E se D fez é porque tem direito e
plenos poderes sobre. Se D tem fé, quem duvida.
- Viva! Acho que o impossível é
possível, então.
Claro que o lugar é esquisito. Remoinhos
guiados agitados pelo vento um vento quatro listas cantos costados. Uns
neófitos homiziados esquipáticos inconhos esses notórios lendários os sacis-pererês,
peraltas serelepes soltos saltando pulando de alegria bagunçando. E de repente
na beira da água num plano de mergulho, já desacelerados mais ou menos de vagar
vagarosos vagareza e voando baixo aterrissando. Vento leste imitando ventos do oceano
e potencial eólico moinhos de vento e rosa dos ventos.
- E isso é o quê, pessoal? -
pergunta da nativa de Itamarati de Minas.
- Já estamos falando de D, ou de
tudo - alguém turista de Franco da Rocha.
- Quando eu olho este lugar... eu
penso em milagres originais divinos.
- De repente eu vejo... o jardim de
Alá! Apoteose!
- Do nada eu invento um sol e uma
praia gigante com dunas e águas doces...
Com as unhas as garras e os dentes
presos cravados aos dias do calendário, pois arrancando as horas quentes
preguiçosas do final da tarde tardezinha, lá ia o sol caindo singrando de duna
em duna no horizonte e descabelado e diário aberto registrando. Alguns perceberam
quando o sol já era se ia e se foi. Nem mais ria brincava implicava com
ninguém. Surpreso arrasado desmontado destruído. Cevando um mate. A Terra mesmo
ela já dentro de uma bolha de ar puro e renovado oxigênio para os seres vivos.
Enquanto isso tudo acontece e já
aconteceu diversas vezes, é bom é justo é honesto que se comemore os
aniversários de diversas entidades de distintas procedências. A certeza toda
total definitiva categórica absolutamente:
a) Aqui
ninguém tem assombração ou superstição.
b) Os
mapas aprendendo geografia brasileira e topônimos indígenas.
c) A
onça-pintada investigando varrendo passando pente fino na beira do rio.
d) Na
grande feira de mascates se vende de um tudo.
e) O
interprete do mais rico do mundo, bem-te-vi-de-coroa.
f)
Homenagem de 15 de novembro na praça
Tiradentes.
g) No carnaval da avenida Nações Unidas,
Bauru, passa boi e passa boiada, desfilam rei rainha princesa príncipe nobres
lacaios e animais domésticos socializados.
h) A feira de hortifrutigranjeiros
na rua Dom Pedro II do bairro Cagoã, e todos os dias da semana - menos domingos
-, vende bananas laranjas melancias abóboras alfaces agriões repolhos chuchus e
principalmente garapa com pastel de queijo (esta fazendo fila de quase uma 1
hora).
i) A casa-grande da família de
posses ricaça poderosa, virou embaixada da Tunísia durante 30 anos e depois
templo maçônico e a seguir câmara municipal e hoje em dia centro cultural e
museu do audiovisual padre Roberto Landell de Moura.
j) Fecharam de vez o reservatório da
barragem. A água veio chegando e ficando para encher. O tempo passou uma semana
e realmente encheu até a tampa. As turbinas foram ligadas e a energia começou a
ser gerada. Semearam peixes da Amazônia, notadamente os tambaquis pirarucus
tucunarés camboatás.
l) Como vai e como fica a avenida
Flores da Cunha, Nova Prata, com a floração dos ipês-roxos e ipês-amarelos - e
ambos os lados, candura candidez cândida.
m) Criaram com cerimônia mostruário
inauguração missa campal convenção banquete solenidade - por iniciativa da
secretaria municipal de cultura -, a semana do folclore no mês de julho, a
semana do livro com a feira do livro poeta Mário Quintana na praça da Bandeira
em o mês de aniversário do município 11 de agosto, o dia de sexta-feira
(sextou) de tardezinha como a hora e vez da serenata seresteiros pelas ruas
estreitas do centro e revitalizando o casario repintado de cores chamativas
diferentes destacadas com portas e janelas de madeira trabalhada a mão
artesanais.
n) Revolução Federalista no sul do
país. Guerra civil de 1893 a 1895. Entre os republicanos ximangos legalistas
pica-paus lenços brancos (distintivos) a mando de Júlio Prates de Castilhos;
federalistas maragatos papagaios lenços vermelhos a mando de Gaspar da Silveira
Martins.
D (extra-humano ultra-humano
ultranatural ultrazodiacal ultrassônico ultrassecreto ultraterritorial) saindo
do nada com as correntes aéreas desequilibradas variadas. D (cesalpínias
heliotrópios ciperáceas lecídeas magônias eritrinas tilândsias quipás
espartos-pequenos carrapichos-da-praia e cactos epífitas) avivantado em
vegetais plantas da beira do rio que retêm a terra que esta podia desmoronar
desagregar assorear. D (de acordo consoante o dizer expressivo dos mortais
finitos) se multiplica em canudos-de-pito, catingueiras, umaris, macambiras,
bromélias das folhas modificadas espatas brácteas.
Truques da mente. Esquecer as
derrotas faltas perdas e danos. Esquecer as desculpas escondidas nas
superstições ou amuletos ou figas. Olhar pra frente como cavalo de hipódromo,
isso sim. Falquejar aplainar a madeira.
Esta minha façanha é fulgurar
relampear relampejar luzir. Esta minha dieta balanceada é mosteiro ou convento,
trator pé de carneiro, joana-guenza ou jacundá-açu, ervadura ou curare, abnegação
ou afoiteza. Esta minha ferramenta é torquês tenaz talhadeira enxada foice
machado. Avião a jato giza risca rabisca o céu azul-ferrete.
A primeira vez é descuido, a segunda
é coincidência, a terceira já é burrice. Chanfrar biselar cortar em ângulo nos
cantos. Organização apresto preparativo. E dar uma límpida risada e com gosto, ‘kjá-kjá-kjá!...’
#
A
família de pai e mãe casal (unidade dividida unida e ambivalência) duas partes
de filhos e mascotes gênios os animais de criação, procuraram pelos lugares
mais badalados e mais tradicionais e sensacionais do nosso turismo território nacional.
Era pegar ou largar! E andaram mesmo por diferentes localidades, referências
históricas religiosas naturais e festivas culturais econômicas. E assim foi que
foram por passagens rápidas em Barão do Monte Alto e ainda Ervália e mais Miraí
seguindo Eugenópolis escala em Laranjal e Vieiras. Cidade de Franca, bairro
Jardim Veneza, avenida Alonso y Alonso. Parque Dom Osório. Desviando ou
derivando o rumo abundante aqui e ali.
- Onde foi que você achou isso?!
- O que foi, foi, e se foi... já
era!
D (folhas ensiformes, cladódios
caules túmidos com funções de folhas, vilosidades vilosas cerdosas cabeludas
folhas cobertas de pelos) liga reúne aduna todas as características em um
somente ramo da botânica. D (tronco caule estonado sem tono descascado,
plantinhas com raízes adligantes, brotos centrais estípites estipes) ostenta
estadeia anuncia vangloria-se bravateia gaba-se de suas digitais aos vegetais. D
(vestuário inconsútil sarja sem emendas única peça de lã algodão seda) sobrevoa
navega flutua ao sabor do balsedo plantas aquáticas ilha flutuante em o rio
Crixás-Açu. D (capoeira restolho sobra resíduo de roça extinta tiguera, capins
e ervas e gramíneas que andam de rasto reptantes rasteiras, trilha estreita
arrastador caminho do gado) reflorescente reflorestador refloresta com
baraúnas, caraíbas, umburanas, alecrins-do-mato, caavuranas, marizeiras, cajueiros
fazendo cajus, quixabeiras que tiram quixabas.
A menina Inajá se encantava por
demais demais se paralisava mesmo hipnotizada por coisas e certas diversidades
nuances que via entrevia que ouvia. Curiosa curiosidade à flor da pele e sem
escalas. Amava montanhas as matas as rochas, adorava árvores de todos os
tamanhos e abraçá-las, queria muito ser uma ave e voar pela paisagem cantar quando
se sentisse bem e inumbu-relógio inambuxintã inambuxororó inumbuquiá
inumbu-sujo inumbupixuna inambuaçu. Alma agora mesmo sem peso sem pena uma
pluma e de medida desmedida elástica. Ela Inajá nem sabia o que queria ser, nem
sabia o que passou o que foi. Jovenzinha tremenda ideal disposta destemida.
- As aves iluminam o ar! Algumas olharam
viram quando o sol chegou!
Porém o que a deixava muito feliz e
contente e alegre eram as praias de mar de rio. E antes de chegarem e no
caminho para a praia da Galheta em Florianópolis, passaram por oito ou nove
incríveis paradas obrigatórias em um circuito turístico mineiro quê: “Mire e
aprecie!” e Miradouro, Palma, Patrocínio do Muriaé, Rosário da Limeira, Santana
de Cataguases, Poxoréu, São Sebastião da Vargem Alegre. Um pouco pra cima daí,
pararam numa ponte (distinção donaire galhardia garbo) do rio Glória e sacar
tirar umas fotos. Pela vez primeira riu o riso da alegria gargalhada, ‘kjá-kjá-kjá!...’
Diante a baia da Guanabara ao fundo na linha de visão e a ladeira do Livramento
o bairro da Gamboa. Aqui mesmo na sombra e presente a montanha em corcova já
tinha nome a serra do Corvo Branco. E uma porção estrambótica de outras coisas.
O sol já acende com tudo causticante
calor insolação e reflete refrata reverbera ilumina rebrilha ofusca cintila fulgura
irradia dardeja esbraseia e incendeia aquece acalenta fere fulmina abate
atomiza. O vento inventa refrega com ele mesmo ou o mar e luta confronta mais
opugna ataca combate. O meio ambiente poliedro entre os elementos escarifica cava
algares concavidades furnas grutas luras tocas covis túneis cânions. Assim
mesmo e por sorte nuvens sombreiam embruscam assombram e colidem entre elas
tumultuosamente tumultuariamente se entrechocam umas nas outras desencadeando
rapidamente chicotes de raios e depois logo em seguida bátegas pancadas de
chuva aguaceiros.
Mas as nuvens estavam cheias
pendentes do céu e rotundas redondas esféricas bolas de sabão. Será? Muito
cheias refertas plenas volumosas. Então? Significativas convincentes frisantes.
Ao quê? Pras bandas de Rondonópolis, Juscimeira, Pedra Preta, São José do Povo,
Itiquira e correndo com o rio Vermelho o rio dos Bois. Conforme.
- Chegaremos à praia ainda hoje, meu
pai minha mãe ou vice-versa?! - lembrou a menina Inajá, oito anos e pedalando
contando empilhando datas na sua agenda.
- Já entramos na mesma estamos na br-101
e é pra já, minha bela minha fera felina gatinha! - reconheceu o pai Tácito,
com mimos e brincadeiras de ‘bilu-bilu!...’
- E com direito ao café da manhã no
hotel, hum!... Maripá Grande Hotel, tá certo?! - completou a mãe Gaipara,
sorriso terno cálido emocionante.
- Um hotel com solários terraços e
sacadas envidraçadas? Tô vendo! Que legal!
- O bom de acampar na praia, o bom
do hotel, o bom da casa doce lar...
Daí em diante desandaram pela
estrada e as horas iam passando debaixo das rodas do carro tipo família e os km
contadinhos no bolso na bolsa nos dedos das mãos na memória. O automóvel comia
o asfalto e a paisagem trocava com panoramas de beira de mangues morros túneis
vilas distritos bairros moitas e touceiras condomínios de luxo fábricas de
cadeiras empresas de abastecimento de água caminhões pesados tratores de colher
soja ceifadeiras metalúrgicas torcendo ferros e aços e alumínios loja de
plantas ornamentais mudas raízes sementes cercas tronqueiras palanques palancas
estacas compáscuos cancha reta cavalariças. Devagarzinhamente nas proximidades
dos pardais de imposto de multa de pedágio (cardápio de preços e cartel de
eixos e menu de veículos) reduzindo controlando a velocidade este ímpeto. E
meio-dia o sol enlouquecido de vez. Linha equinocial inclinação da eclíptica
sugerindo eclipses.
- Oi! Preciso ver meu cabelo em verde,
hem!, mãe?
- Uatchê?!... Cabelo verde quando
você for de-maior ou mais idade, tá limpo?!
A menina Inajá se olhou no celular
(termo integrante da oração, objeto direto: se). Depois pensou na teoria
proposta pela mãe e a aquiescência anuência do pai. Olhou o irmão que nem
estava aí com o caso. Olhou pra fora pelo vidro as árvores a paisagem passando
velozmente e sem parar sem necessidade... Plantas cravadas ao longe ao longo da
paisagem subindo e descendo coxilhas morros cerros serra da Mantiqueira. Estava
um céu sem dono. As árvores foram umedecidas pela garoa (agente da passiva:
pela chuva). Do sopé às cumeadas, as plantas mostram patenteiam o mesmo verde
cenário.
- A coisa de que mais gosto é
viajar... - mina dócil obediente confiável segura.
O sol (famoso senhor estimulador
catalisador divulgador das artes e ofícios) levantou pulou se levanta da cama
encilhou a potra agateada de nome Tiburciana, e montou boleou a perna no dia
claríssimo como clara de ovo. Galos cantando hinos, ‘cocoricóooo!...’ Astro
atencioso para com todos (complemento nominal: para com todos). As árvores que
plantaram floresceram e braços-de-mono, sabugueiros, pitumbas, sucupiras,
canjeranas. Cães vagabundando mosqueando latiam, ‘cau-cau-cau!...’ numa
frustração evidente à toa e manifesta. A harmonia a beleza o equilíbrio.
Recordação do passado; recordar o passado. Vibrar gritar cantar incentivar.
Fazia um dia que ria a luz.
- A mim o que me deu foi sorte! -
insistia o pai Tácito (objeto indireto pleonástico: a mim, me).
Parada estratégica planejada. De um lado
da estrada a pousada em o hotel Epígrafe (beira da rodovia federal br-163), do
outro o morro subindo suavemente plantado de árvores cultivado de frutíferas
bacabal coajinguvas onde amanhecem territoriais os sabiás-laranjas
bem-te-vis-arapongas (nos conhecidos praticados gêneros de discurso,
deliberativo e judicial e epidíctico ou demonstrativo)
beija-flores-de-garganta-verde quero-queros tuimaitacas ou cuiú-cuiús ou
periquitos-reais marias-cavaleiras suiriris-cinzentos arirambas-de-cauda-ruiva
jacupembas cuitelões. E todos muitos muito cantando sem controle sem trela sem
chances.
O pai conhecendo o ambiente do pouso
do hotel. Um caramanchão com a devida trepadeira florindo, umas flores
vermelhas. Aqui concreto ali madeira no verniz. Ascensor elevador para se acaso
e escadas, na escolha. Assinou o canal e ligou a tevê e procurou o menu
(período composto com orações coordenadas). Contar-nos-iam.
- Isso nem lhe convém!
- O que pai? - filha, humilde quieta
encabulada.
- Trocar a cor do cabelo, fia! -
Tácito, calmo bom-senso sereno desajeitado.
D (gnóstico místico montanista
heresiarca herege êxodo geral) em que pese aos grandes verões nem se
incompatibiliza com a aventura ao ar livre. D (hereditariedade atavismo) corre
no rio Tadarimã rio Guiratinga caminha na sericoia planta no guibá viceja no capim-rabo-de-raposa
bichana sussurra nas favelas, estes arbustos flexuosos entressachados de
bromélias. D (amaritude amargura amargo amargar amaro) repele desune dispersa e
coíbe impede tolhe o nervoso o nervosismo da caterva malta súcia hoste chusma
quadrilha matilha leva legião chorrilho assembleia horda corja.
Outro dia nascido e esperado. Faltavam
quantos dias para chegar na praia prometida ou desejada ou querida? Procuraram
no mapa no gps atrás de cada serra depois de cada curva ou baixada. Serra do Japi.
Muita coisa por curtir e acelerando, câmbio automático. Rodovia Dom Gabriel
Paulino Bueno Couto e o parque Comendador Antônio Carbonari. As pontes do
continente à ilha da magia. Coisa incrível, o interior de uma ilha. Ilha dos
Valadares, ilha do Curral, ilha da Cotinga. Processos isotérmicos assinalando assinalados
por modificações de volume ou pressão sob a temperatura. Ilhas sempre esperam
curtição. Praias insulares lindas, bem-vindas!
- Todo mundo quer morar nesta ilha
de Floripa, é - dizia o Tácito, olhando com calma dirigindo com calma o
trânsito lento zebras semáforos lombadas quebra-molas.
- Eu mesma demorei pra achar uma
casa pra nós todos e confortável e à beira-mar e dentro do orçamento e etc -
completou a Gaipara, mãe formosa amada abençoada.
- É um lugar cheio de areia e por
todos os lados. Isso é legal! - interveio declarou exigente a Inajá, olhos
pensamento mente procurando tesouros milagres achados sortes.
- Há dias que prefiro e quero viajar
de trem. Outras vezes de avião, mais cômodo. Mas eu ainda mais gosto de barco
ou navio que demora mais e é mais seguro. Pela Baía Norte, nossa!, seria a
glória. Embora de avião sobrevoando se vê tudo e num só panorama, é - dizia a
Gaipara, portando uns óculos escuros e enormes.
A cidade de Florianópolis é boa e
tem razão quem diz. Na estação de verão enche de veranistas turistas e se
diverte muito comemora carnavaliza. A cidade sim é conhecida e já fez alguns
craques de futebol e em outros esportes. De mais a mais e de hoje nem passa,
ondas os surfistas conseguem-nas pelo seu próprio labutar (objeto direto
pleonástico enfático redundante: ondas, nas). O panorama empolga empolgante.
Cedo de manhã como nunca e feliz
como costuma ser, a menina 8 idades Inajá rumou cheia de felicidade para a
areia da praia da Galheta. Logo do outro lado da estrada sc-406 de a ilha da
magia. E ouvia já o balbucio do mar o Atlântico (conteúdo discriminado
declarado silencioso e quase sigiloso), resvalando ali o charco. Junto acompanhada
do pai e este sua atenção redobrada pajeando vigiando, que a menina parecia
mais ou menos meio atirada e felicíssima. E fustigados pela curiosidade.
- Já vi e admirei as
baleias-jubartes baleias-cantoras mais além dos arrecifes, é!
- Oi!... Esta praia tem conchas e
caranguejos e siris, meu pai?! Quem te viu!
- Toda praia tem seus bichinhos de
praia, né, bem! Só prestar atenção onde pisa!
- Olha mira admira!... Olha repara
que tem e há uns siris correndo muito acelerado de lado de costas fazendo
mágicas - quase surtava a Inajá, ela estava disposta.
Realmente os siris ou caranguejos
estavam aí e aclarando o dia. O bando aclamava o dia (voz ativa). O dia era
aclamado pelo bando (voz passiva). Magnitude de natureza natural. Astro sol
adurente abrasador condutor de trator.
E a praia era comum e com os
parênteses de pedra fazendo a enseada. E areia com conchinhas para colecionar
que a menina adorava e ficou enfeitiçada obsecada. Tinha com ela trazido uns
brinquedos trebelhos apetrechos de lidar lúdicos, etc. Em volta os montes das
rochas delimitando o tamanho pequeno da enseada os tantos 3 a 4 km. Morros ou
dunas brancas pegadas de plantas rasteiras rastejando sobre a areia e árvores
verdes capoeiral e balançando ao vento sem parar sem parada dia e noite. De
tudo o som magnífico o azul temperamental do mar até onde a vista alcançava e
fazia uma curva na terra no planeta caindo no abismo no horizonte belo cenário.
Algumas aqui e ali nuvens como se fossem lençóis brancos esgarçados apostando
carreira com outras almofadas de algodão. E um sol, ‘que minha, gente!’ Um sol
tipo meio-dia dilatando disparando o gráfico diagrama esquema e subindo se
elevando esquentando já em antes das 10h. Nuvenzinhas nuvens desiguais porém
justas almofadas fofas bem localizadas bem recortadas bem despachadas. E
nuvens-peixes nuvens-automóveis nuvens-polvos nuvens-aviões nuvens-barcos
nuvens-gaivotas.
- Sabe nadar, menina bonita tão
galante? - pediu o homem da guarita o guarda-vidas. - Se nem souber use boias
nos braços, tá legal?!
- Só preciso melhorar e me
aperfeiçoar. Já sei, já sei! - respondeu Inajá.
- Então você fica no raso, tá limpo?!
Eu fico de olho em usted, valeu?! - aconselhou o nadador profissional, rapaz
justo positivo bom prestativo autodidata.
- Eu sei nadar, moço. Só preciso
ganhar confiança. Já-já eu aprendo, vai nessa!
- Aposto que sim e digo mais,
pequena! - definiu o moço, de fiança e crença.
Pronto que a menina Inajá estava
ajustada ao ambiente da praia e com a atenção voltada redobrada para o que
fazer e de graça graciosa. Olhou o chão de areia e captou a mensagem. Beijou as
mãos à conchinha (objeto indireto: à conchinha). Ia mesmo procurar algo para
cavar um buraco e ver se vertia água do mar e salgada com ou sem peixes
marinhos cavalos-marinhos estrelas-do-mar baleias-corcundas e tubarões-lixas e
peixes-espadas e peixes-palhaços meros águas-vivas tesouros de piratas navios
encalhados naufragados caravelas de velas e mastro da gávea jangadas com vela verde
vermelha amarela bandeira nacional. Um sucesso lindo efêmero transitório
explosão.
O sol flutuante e percorrendo seu
caminho de ouro e polinizando os ares e atmosfera de sua predileção: ‘Rogue a D
por nós!’ Outras crianças brincando de bilosca bolinha de gude bolita de vidro,
brincando as modalidades de pique-salve ou pique-cola, brincando de queimado
que era acertar com a bola eliminar o brincante adversário. Ora!, que as horas
desciam ladeira subiam aclives contornavam cercavam rodeavam as rótulas na
direção no sentido horário e com afago carícia blandícia carinho ternura
blandimento. Os ponteiros com atraso de alguns tique-taques. Os números
digitais com iluminuras. Surpresa impactante. A gênese e origem e início dos
seres as espécies.
- Opa! Tudo bem, mina? - o pai se
aproximou da filha Inajá e para ver e dar a presença. - Quer um sorvete um
picolé um pé de moleque um milho verde, moleca?
- Tudo azul, chefe! - resposta da
guria. - Manda vê um sorvete de pequi. Legal!
De repente e lá no céu, uma nuvem
carregada uma nuvem mais grossa que as outras e demais uma nuvem muito negra
fuliginosa e inchada afofada gorda de chuva. De súbito de supetão um trovão
acompanhado de raio no meio do mar das águas. E se armou uma tempestade
estratosférica incomensurável. O tempo se agitou agitação em tribuzana
trabuzana. E escureceu de repente (de repente: adjunto adverbial com
circunstância de modo). Tudo levava a crer os prognósticos horrendos e
inclusive já incutia perigo terror. E um conflito alvoroço zunga zungu entre
ventos e nuvens parecendo que o céu ia reinar digladiar-se e vir abaixo. Uns
riscos estropiados de fogo chicote chicoteando fogo fuligem picumã faíscas. Os
raios eram tão rápidos que fascinavam encantavam a menina, paralisada travada
na beleza. Contagem regressiva.
Banhistas examinaram as nuvens (oração
coordenada) e comprovaram (oração coordenada principal) que nas suas bochechas
fofas havia muita água (oração subordinada - período misto). O céu reinava por
si mesmo e por si. De cima pra baixo e imperativo convicto insistente
prepotente. Céu firmamento e demônios brigando acelerado urgente e dúbios
ambíguos imprecisos indefinidos vagos vacilantes.
- Me encanta! - exclamou a mãe
Gaita, leve equilibrada segura.
- Vai chover lá longe, é - relatou
aludiu ao fato o velho pai Tácito.
- E quando chega até aqui, gente?! -
reclamou a Inajá, corpo airoso e olhos vivos radiantes cálidos ansiosos. -
Preciso registrar e com som ao vivo de súbito.
- Tomara que nem cheguem... Acho que
nem chegarão, é - rezava o pai, assistindo ao jogo das nuvens pesadas e ou
demônios em valente atrito.
- Por que os raios estouram assim? E
logo instantâneos saem em zigue-zagues, impressionante! - a Inajá olhava para o
céu com olhos de nunca ter visto nem ter experiência de algo parecido.
- Tão próximos de nós o céu o mar a
terra, aterradores.
O país do B cuja história reconheço
do quinto ano ao último capítulo. Dom Pedro II, imperador do B durante 40 anos,
foi um monarca sábio conhecedor inteligente astuto. Alguns Estados da
federação, isto é, mt e ms e go e ro, nem são banhados pelo oceano. ‘No fundo
do mato virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente’ (ma). A grande rodovia
longa br-101 corre bem paralelamente ao litoral. Colheita de trigo, farinha de
trigo; plantio de árvores, beleza das matas; empréstimo de dinheiro, empréstimo
de banco; sentimentalismo extremo, pieguice piegas.
D (heterogênio desuniforme díspar
heteróclito inomogêneo) está hoje somente apenas em paz delineado de uma maneira
geral mas completíssima. D (‘a gênese adstrita às influências que mutuam’, ec;
a origem ligada às vicissitudes que trocam mutuamente) lei ou regra ou fórmula
abstrata e irredutível do preto branco ameríndio que jogam fundem entrelaçam
misturam, mulato mameluco curiboca pardo cafuzo. D (espécie de mamífero
deciduado, coração com 4 câmaras, e decídua decíduo) lembra sim o começo no
planeta dos macacos quando tudo era mato e a matéria-prima o barro. D (urdidura
trama entrecho enredo urdume) existe para acreditar esperar almejar sem limites
e surpreende nos aspectos peculiares mágicos endêmicos carnavalescos.
Um dia novo fixo datado outro dia,
Inajá aguça os ouvidos solicitando tudo ao redor. Deitada na cama de solteiro
do hotel e solteira, menina, esperançosa, crente, deslumbrada, sonhadora,
científica, investigadora, inspetora. Os olhos se abrem maravilhosos
maravilhados, o quarto as paredes brancas as cortinas pesadas cinzentas um
quadro em cada parede um deles ornamento chamou a atenção as figuras pintadas
frutas natureza morta uma talha de melancia laranja pera cestinha de alça cheia
com o açaí cru tirado na hora. A janela de abrir ver pegar sair. Subindo a
temperatura.
- Segunda-feira e o corpo nem
sabe...
Um barulho ou arrulho vindo de fora?
Seria o som do sol arrastando seu carro de ouro em fogo... O sol aviando a
chama e apresta fornece providencia a festa começar amanhecer matinada.
Assovios melodiosos. O dia afora se expandindo em horas em manhã em homens e
mulheres (com ou sem seus mascotes na guia) correndo se exercitando na areia da
praia da Galheta. Ondas golpes de mar nas pedras nas rochas. A vila vizinha do
mar das montanhas a comunidade encaroçada de prédios casas protuberâncias
protuberante escamosa cheia de escamas.
- Vou saltar da cama... três dois um
e... já!! - nem só pensou como falou e fez.
Inajá foi até a porta de correr abriu
o trinco e a escancarou. Saiu na pequena sacada e tipo plataforma trampolim vista
para a rua Raimundo Nina Rodrigues. Olhando agora mesmo a orla e tudo mais que
rodeava a praia. Pessoas e seus animais de criação correndo em maratona, o
normal o comum o de sempre. O sol convidava a sair... ‘Saia pra fora e nem
fique na toca encafurnado encafuado, meu!’ Marmanjos batendo bola pelada na
quadra cercada fechada de tela cancha de areia. Meninos e meninas de esqueite e
patinete e bicicleta e carrinho de rolimã na calçada no asfalto.
- Que coisas boas aprecio de fazer! -
falou pra si mesma Inajá. - E hoje mesmo!
A guriazinha pegou vontade de
percorrer e correr toda a extensão de areia, de uma ponta a outra, das pedras
de uma ponta até as pedras da outra e que marcam o tamanho formato de meia lua
da praia da Galheta. O mar aberto agitado em bandeira vermelha ondas escorregando
se atirando de peixinho na areia. Mais pra lá perto do cais de pedra ou madeira
píer, os golpes saltos pechadas assaltos das ondas batendo nas pedras na mureta
tipo baluarte espargindo salpicando borrifando aspergindo. Já se posicionam os
pescadores ambulantes artesanais incidentais e buscando um almoço.
As aves marinhas, leves tontas
bailarinas cheias de asas endinheiradas, seguiam as correntes de ar esvoaçando
medindo o céu em palmos metro a metro. Pois que a guria se colocava no lugar
dessas aves. E vendo os surfistas pegar ondas marotas. Água do mar (do mar,
adjunto adnominal), ter receio do mar (complemento nominal), gostar do mar
(objeto indireto), sair do mar (adjunto adverbial). De tubarões de baleias de
barcos a motor, de tudo a menina tinha atenção (de tudo: aposto - fontes: ngb, glp¨dpc).
O som se declara, a onda se torna enrolada cambalhota irresistível potente
rápida legítima. Vamos convir conviremos que a hora do céu puríssimo limpíssimo
imaculadíssimo.
- Sim que é um vento salgado como já
diziam, hum!... - a jovenzinha Inajá agarrada sem saída ali na grade da sacada,
fitando olhando admirando cheirando escutando. - E vou sair agora mesmo. Tenho
dito e tchau!...
De volta e precisando se recompor,
já Inajá ela tinha essa mania de perfeição no tocante ao cabelo o penteado. E
ficou ali diante do espelho uns minutos antes de descer para tomar café. Os
longos cabelos que ainda nem havia cortado uma vez sequer na toda sua
existência de menina vaidosa. E toda noite um cuidado longo e atento e
paciente, pentear lavar acariciar recolher esfregar bater enxaguar espremer
torcer quarar estender secar passar mostrar cuidar para que as pessoas e os xerimbabos
nem puxem ou mastiguem ou amarrotem ou estraguem ou comparem ou desfiem e ou
enxovalhem manchem sujem. Seus modos de comportamento e ou existenciais eram sem
dúvidas com a trança uma única ou duas; raras opções para o coque o cupim (ou
murundu) o solto bem soltinho escorrido. Este último impressionava mais a
galera, e dava mais trabalho controlar os fãs. O que ela mais gostava e era seu
habitual, então e definitivo, era a trança única longa longuíssima com três
laços intercalados e apertados atados amarrados (que usava no colégio
frequentemente e a maioria das vezes). Gostava de se embelezar enfeitar e tinha
os porquês de tanto carinho. E era seu prazer da idade do sexo do gênero se
embonecar emperiquitar empetecar. Qualidade atualidade zen.
- Tenha compaixão de nós, ó guria do
cabelo escorrido! - gritavam ovacionavam admiravam os seus fãs em todo lugar em
todo mundo deletreavam soletravam nas redes sociais iutube blogues (ó guria do
cabelo escorrido: vocativo com interjeição de apelo).
- Detesto que puxem meu cabelo, ora!
- ela Inajá sempre dizia escrevia com ênfase, olhos grandes bonitos negros
doces lindos mansos agradáveis pacientes. - Sempre a maioria os meninos e vai
que uma ou outra menina, ora!
- Mas o que você quer, Inajá?! Você
quer seu cabelo somente para si? É demais e em demasia, querida! -
contra-argumentavam os fãs e opinavam do mundo ao redor.
- Nem estou preparada para este
tanto de assédio, hum!... Tenho o direito de ser eu mesma sem que me molestem e
amolem!
A família já a esperava para sair à
praia. O dia prometia maravilhas. O clima estava muito a gosto e janeiro. Todos
confirmados. E era pra já! ‘Serenai, verdes mares’, alguém lembrou a frase de ja
(verdes mares, vocativo: expressão à parte e nem pertencente à estrutura da
oração). Novos na paisagem os tons. Fôssemos guiados.
- Meu cabelo é rebelde, sim! E eu
nem sei mais o que faço ou desfaço ou arrumo ou desarrumo, uma vez! Nem sei
mais o que ele mais ou menos gosta, é! - pensava discutia com sua própria juba
crina penteando a Inajá.
- O ônus e o bônus de uma princesa,
minha fia! - ponderou a mãe, ponderada.
Depois destas explicações da própria
Inajá, o grupo todo família, os cães excitados como sempre como nunca na frente.
Eles esperaram que o carro passasse (que o carro passasse: oração subordinada
em o período composto). Desceram a pé da avenida Antônio Frederico Ozanan e foram
pela areia em procura de lugar melhor e apropriado para estacarem baixarem o
acampamento. Paisagem estava encantadora, e era sempre encantadora. O sol
começava tudo de novo. Vento viração bafagem lufadas.
- Ãrram!... Aqui está bom? Espero
que sim! - Perguntou e decidiu uma mãe Gaipara a Gaita, turismóloga (atuando em
várias áreas do turismo e entretenimento) com alvará de publicitária compondo
assim um conjunto de muita comprovada competência e uma mão na roda para a
família viajante.
- Mar oceano praticamente calmo
imoto imóvel pacífico Atlântico - conferia o pai Tácito, corógrafo geógrafo
especialista em topografia, apto e inapto e ainda altivo desempenado tirocínio
capacidade de discernimento.
A tropa, então de acordo, concordou
e estacionou num ponto da praia. O grupo todo bem queimado peles queimadas de
muito sol e sal. A poucos metros do mar e menos ainda das ondas que vinham
sorrateiras deslizar e lamber os pés. As gaivotas amanheciam sempre ruidosas, o
que nem as impediam de encantar os praieiros (aposto, pronome substantivo: o). Aves
rapineiras buscando apoio alimentício.
- Bichos adotados fazem fuzuê, hein,
gente?! - menina Inajá afirmando ou indagando se referindo aos mascotes. - Se
divertem de montão. E correm um atrás da outra e vice-versa. Que diversão! Que
divertido!
- Pois sim! E cabimento cabido que
cabe admissível válido - segundo a mãe.
Nuvens passando bem alto, óbvio.
Nuvens chegando se esfumando e esfumarando esfumaradas já no horizonte em curva
descendente. Então, nuvens partindo para a África e alto-mar. Nuvens
desnorteadas fora de si cutucadas chuchadas pelo vento sudoeste ou seu similar
parecido. A brisa estava agradabilíssima, e era sempre agradabilíssima. Bandeira
verde significando mar apropriado para banho, ‘bom banho!’ Aviso do diretor,
casa de instrução, aulas de educação banhista (adjuntos adnominais que exprimem
respectivamente: agente, fim, especialidade - termos acessórios da oração).
Crustáceos braquiuros conquistavam de chofre o chão de areia. Vendedores
ambulantes em máximas aforismos sentenças ditados de improviso em ofencivas
‘cocada branca ou preta!’, ‘milho verde assado passado na manteiga!’, ‘suco de
açaí puro e original do Pará!’, ‘cadeira preguiça a 10 reais’, ‘vai um chapéu
de palha aí?!...’, ‘sorvete picolé vários sabores pagos no cartão no pix no
querecódji!...’ Sendo que os horizontes e se dilatam. Nuvens desenhadas
desenhos debuxos figuras rascunhos de bichos ou coisas ou objetos cavalo cacho
de uva foguete palmeira serpentina...
- Por que nem tá mais aqui quem
falou, pessoal?! - pedia explicação e na hora, a guria Inajá. - Eu quase sempre
ouço ou escuto isso!
- Olha a guria! Ela me fala bem,
fala corretamente, hum!... - elogiou o pai.
- E tem nome termo título e apelido!
- aumentou a mãe.
- Sempre vestida de branco e azul -
reparou o Realejo, dócil dinâmico esperto.
Vozes constantes esganiçadas ou
cantos ou pios ou chamados das aves marinhas sempre ali e famintas. Pareciam
pertencer a um ataque sistemático e aéreo na guerra da Cisplatina e
cinematográfica. Sobrevoos rápidos rapto ou roubo e fuga imediata. Umas
pousavam outras nem precisavam fazer isso, pairando batendo as asas se
sustentando no ar. Bichinhas por demais traquinas arrelientas covardes
pusilânimes, de muitos tamanhos e formas e voos e nas cores ou falta de cor
sempre em branco e preto, provocando aborrecimento e precaução temor perrengues.
Aladas nem se entendiam nem se correspondiam (orações coordenadas independentes
sindéticas aditivas, adição). Os cachorros detestavam essa vida de caçar ou
serem caçados pelas naves e aeronaves emplumadas. As tais chegavam pelo alto e
bicavam na testa do incauto da distraída. Aeronaves à toa espúrias ilegítimas
caindo artefatos objetos restos orgânicos dejetos.
- Quem é mais do que é, por favor?!
- Inajá, provocando o pensamento alheio.
- Acho que vi um drone aí, hem?! -
observou o Realejo, musculatura regular.
Agora a menina se fixou num grupo de
adolescentes uns oitenta metros de distância e ainda na calçada perto da
estrada da praia. Estavam ali aprontando alguma coisa e boa coisa, por certo.
Foi perto conferir e puxando o irmão arrastando os cachorros. O mar regurgitava
banhistas mergulhadores alegres e eufóricos e felizes. As ondas enrolavam
banhistas surfistas e atraindo seduzindo aliciando aliciação.
- Vamos lá ver que boa coisa deve de
ser, gente! - era mesmo Inajá, olhar agudo olhos penetrantes compridos
intrometidos lúcidos lúdicos.
- Prefiro andar de jetesqui, né?!
Muito muita mais velocidades!
O grupo de 5 meninos e 2 meninas,
pandorgueiros do condomínio em frente, estavam construindo fabricando alguns
papagaios de papel. E eram muitas vozes e gestos e movimentos ao mesmo tempo.
Várias montagens ao mesmo tempo, fabricando. Então, voariam em breve uma dúzia
deles pelos ares. Os apetrechos selecionados escolhidos, varetas finas de
madeira cola tesoura carretéis de linha nylon. O corpo quadrado do bicho
papagaio ou mesmo triangular arredondado figuras geométricas retângulo
pentágono losango hexágono. Para dar um leme um peso uma margem de manobras a
rabiola rabilinha rabo de papagaio de papel. Uns chamam papagaio outros
pandorga pipa raia arraia cafifa alabamba e que empinado depois de empinado
flutua no ar como coisa impressionante e bonita e agradável de brincar manobrar
equilibrar. Festa alegria charadas piadas brincadeiras artes e artimanhas.
Conforme o golpes de vento.
O mar é obeso estoico firme rígido,
porém às vezes se torna elástico (orações coordenadas sindética adversativa,
oposição, ressalva). Nem parece o mesmo personagem inventado criando no começo
do mundo, uma segunda para terça-feira.
Esta minha viajem é parque Edmundo
Zanoni, Itaboraí (tupi: ‘rio das pedras brilhantes’), Nazaré Paulista,
Sananduva, rio Baquirivu-Guaçu, Tupinambá um distrito de Lagoa Vermelha, Tejupá,
Santo Antônio de Laverger. Tribo issé, rio Jundiaí, serra da Pedra Vermelha. Esta
minha fala é intervir, interver, entrever. Lembrássemos-nos.
D (combalido truncado exaurido
enfezado raquítico catalisador dinamizador) reata as linhas o sentido a direção
os caminhos esparsos improvisados do mundo e do nosso paladar onírico. D
(separado cindido dividido e vindo indo contravindo) comete infração na
transferência de poderes das cortes sortes desditas loterias artes e ofícios.
A fé e ou a superstição agem como
atiçadores de consciência. Agem no psicológico como solicitadores de milagres.
Quando nem conseguimos o que queremos o que esperamos almejamos a frustração é
ainda maior. Como uma derrota dos deuses.
#
O sol estava cansado fraco
entorpecido, pois suava demasiado. A lua surgiu, contou até dez (oração
coordenada assindética). Nem aparece no zodíaco, mas o sol e a lua são
interdependentes e inter-relacionados. Habitualmente o sol amanhece anoitece
(direitos adquiridos pelo costume hábito consuetudinário usual e pagando arras).
D (rio Pequeri, rio Ventura Luiz,
rio Bananeiras) viaja viagem de longa distância longa duração périplo desde
longe desde a serra de Ibiapaba. D (cabido, conjunto de clérigos) ama e entende
de pontes viadutos elevados passarelas acessibilidades para pedestres e
ciclistas. D ( transforma muda as sílabas tônicas em sístoles diástoles)
caldeia fortalece revigora as experiências em caráter características. D (colma
cobre tapa tolda o teto telhado de colmos fibras vegetais) ama adora desfazer
delir dissolver demolir montanhas rochosas em aviões trens em a estação Joaquim
Murtinho ônibus caminhões carros motores casas prédios megaconstruções civis e
militares.
O menino Realejo, filho de quem era
e só podia ser do pai Tácito da mãe Gaipara a Gaita (simbiose consortismo) e
tendo uma irmã da mesma idade 8 Inajá e ainda que ajudar a cuidar de dois
cãezinhos os mascotes casalzinho de estimação afilhados o Totó e a Trempe.
Assim explicados e ditos, vamos à razão de tudo. Que o menino já sonhava com
ser jogador de futebol e triunfar nos gramados do imenso B, série A. Topo da
tabela e milionário. Que isso sim era sério!
- Confesso e digo mais. O meu drible
predileto perfeito preferido é a pedalada. Me vejo pedalando pelos campos e
gramados, estádios. Fico imaginando tudo direitinho e durmo com a bola do lado
do travesseiro, dia e noite. Pronto, falei e confessei!
Realejo o menino da família desde
tenra idade sempre teve também muita predileção por aventuras e viagens. Assim
mesmo era e é toda a família e nada se podia fazer ou desfazer. Ponto final.
Ponto de acordo. Ponto de apoio. Ponto pacífico.
- Oi! Imaginou? Gosto tanto muito e
acho graça. Tantos rios para navegar...
E os seus gostos se dividiam também em
preferir jogar vídeo game os jogos eletrônicos, etc., batalhas navais interestelares
galácticas combates disputas duelos rixas guerras nucleares tóxicas epidemias
pandemias. Mas também nem parava sossegado quando estava diante de bichos de
zoológico num parque de diversões com brinquedos gigantes colossais ou mesmo
num desfile de modelos antigos de carro ou caminhão ou avião ou navio. Pirado
parado na fusologia e tecnologia de foguetes mísseis ogivas. Preferia também
viajar de barco no rio Arinos e rio Taquari e rio Sepotuba e rio das Mortes e
rio Jangada e rio Aguapeí. E ponto, Ijuí (tupi: “rio das águas claras”) e
cascata da Usina Velha. E pronto, fazer turismo no trem maria-fumaça abraçando
o circuito completo e Cachoeiro de Itapemirim, Vargem Alta, Presidente Kennedy,
Atílio Vivácqua, Marataízes, Piúma, Rio Novo do Sul, Gália, Caseiros. E sonhava
em ser caminhoneiro e conhecer todas as br deste país, cruzar recruzar o B e
morar 15 dias em cada cidade que são agora mesmo mais de cinco mil. E assim já
mesmo adiantado de antemão dizia e agora nesta hora diz e sentencia, também
sorrindo de si para si:
- Então, gente! Houve existiram
muitas pessoas no meu batismo ou alvorecer?
Sendo assim, a família andou
procurando motivos de sobra para fazer férias e turismo. Andou experimentando
as pousadas e pensões e hotéis de Miracema, São José de Ubá, Ibiaçá, Cambuci e
também a gastronomia as praças as ruas de Aperibé, Itaocara, Cantagalo, com os
aeroportos aeródromos cascatas estações hidrominerais festas do milho cupuaçu
da uva do vinho da cachaça do pinhão em Recreio, Augusto Pestana, Pirapitinga e
o comércio da feira livre em a avenida do Cursino de Vila Saúde ou comparando o
monumento a Estácio de Sá e cerca (bem localizado, a propósito) já na avenida
Infante Dom Henrique e do shopping central Onomástica.
- Até aí! Sempre tem uma aventura a
mais pelo imenso rio Amazonas, né?!
E o menino Realejo tinha sim seu
instinto de sobrevivência já bem desenvolvido aguçado, senão vejamos, dando
ensejo dando linha:
- Oxalá! O que é isto e isso e
aquilo, minha família de gente boa?!
O Tácito respondia na lata. Todos
queriam responder e os mumbavos ficavam olhando muito cauda vibrando língua pra
fora respirando sofregamente. O pai no sermão na prédica no discurso e bons
argumentos alvitres propostas conselhos. O pensamento dele se arriscando se
arriscou aqui fora, se se pode dar assim igual nome ou cor ou tratamento ou
apelido a uma onda sopro vindo do interior da cachola da cabeça:
- Em minhas peregrinas peregrinações
inteligentes, meu filho filhote filhinho, eu andei por essas terras e aldeias e
vilas e comunidades e localidades. Um dia te conto o resto restante das
anedotas causos ditos boatos e mesmo os diz que diz. O que sucede é que são as
pororocas do grande rio Amazonas contra se batendo lutando debatendo e ombro a
ombro com o oceano o mar Atlântico; de repente pedaço do rio fica salgado ou
fração do mar fica doce. E ninguém pode negar. E todo mundo quer compartilhar.
- Vem gente do mundo inteiro de
outros países e até do exterior - brincou de dizer desdizendo tuteando tutear
expressões idiomáticas a mãe Gaipara, a Gaita. - Surfistas gostam dessas ondas
longas e duradouras, é. São curtidas muito.
- E é para sempre todos os dias do
ano? Ou só no inverno no verão no fim do ano véspera de ano novo? - questionou
a menina Inajá, cabelo longo liso escorrido.
- Pois aí você me pegou no contrapé.
Nem sei, deveras - respondeu pensativo o pai Tácito. - Mas a época das chuvas
nem vão de maio a outubro, no norte? Hoje, hein?!
- Assim sendo e... Eu quero ser
surfista e então preciso de uma prancha de surfista, tá legal?! - reinou e
abafou o menino mano Realejo, desperto e comunicativo.
- Então tá decidido! - grita o pai
Tácito, batendo o martelo muito empolgado. - Vamos pra Garopaba, Imbituba,
Paulo Lopes, Balneário Camboriú! Que mais?!
- Minha vez! As praias mais fáceis
do sul do sol do sal, assim - acrescentou a mãe, intuspecção com introspecção
no exame de consciência. - E olhe a praia do Vigia a praia do Siriú, que estas eu
gostei imensamente muito e sempre renovo os convites. Temos amigos por lá. Praia
do Rosa praia da Ferrugem e suas casas modelo de luxo sofisticação aconchego
fáceis de alugar na baixa temporada. Temos conhecidos por lá.
- E é uma escolha pra descansar e
curtir a paz. - emendou o Tácito, expressões do rosto radiantes interrogativas
explicativas fisionomia e braços ombros pernas.
Sim e mais e já estendendo. Casas bem
formadas planejadas com requintes de varanda alpendre (embora separadas da rua
por muro de hera ornamental e som gravado de cão bravo) e metais reluzentes
pedras basálticas bem polidas uns mármores jardins cheios dos esquemas e
caminhos e voltas e labirintos preparados para passeio dia e noite flores na
estação árvores de sombra e frutíferas (araçás-congonhas, araticuns-cortiça,
arabutãs, araçaís-do-campo, araticuns-folhas-de-salgueiro, araçás-de-comer,
araticuns-do-morro) espaços determinados reservados para a terceira idade para
festas salão de baile casamentos aniversários e jogos músicas musicais
festivais jantares garagem para autos e iates e aviões de pequeno porte
hidroaviões. Brisa mansa e quente todo ano.
- Que também tenho coisas boas tenho
pra contar e seguir dizendo - lembra o pai. - Dunas grandes largas esticadas
preservadas felizes elevadas na subida e na descida escorregadias deslizando em
tobogã e pinguelas passadiços e uma natureza se rindo risonha. Primavera, dias
bonitos radiantes de sol. Verão, noites cálidas quentes intensas.
- Oi! Recomendo e pedindo peço uma
tábua prancha com os dizeres mais malucos que eu conheço... deixa eu pensar e
já te digo, hum!... - respirava fundo o menino sonhador o Realejo. - Ora, tenho
que ter ideias ideais em cada crista de onda!
- Oleolá!... Quem vai buscar ondas
já volta surfando, uma vez!
Este rio Ribeirão do Pavão se
consola com árvores mata ciliar capões. Dentro dele navegando junto os peixes
de rio e água doce. Sobre a pele lisa a embarcação e lotada de turistas do
mundo inteiro e de arredores. Uma sérvia de Belgrado se emociona com o rio a
curva do rio tipo de vegetação pássaros e tudo estudado na adolescência. O rio
desfilando como modelo para as plantas as aves. É natureza forte, portanto deve
viver muito (oração coordenada sindética conclusiva, dedução, consequência).
- Olhe só! A flora mais favorecida
embebida na felicidade vivaz!
O sol (estado febril febre pirexia) derramando
tempo de sol e luz e brilhos e calor o dia todo. Sem cansar as cores movimentos
climas formas animais aves catando bicho no meio do banhado do alagado
saracura-do-banhado saracura-do-mangue saracura-matraca sanã-carijó
saracura-sanã saracura-do-mato saracura-três-potes. A natureza e seus
bastidores profundezas comércio. O mundo sistemático pragmático formal do maior
para o menor dos tipos das espécies.
- Puxa e opa!... Eu nunca tinha
pensado nisso. As aves a música as melodias as harmonias acordes os cantos os
zumbidos. Vendo como se nem visse.
- Bando de periquitos-tapuias os
tiribas já insurretos insurgentes amotinados.
As árvores descansam no parque na
praça no mato. É assim. A correria dos madrugadores ávidos por exercícios. As
aves ainda no banho matinal. As capivaras e antas e pacas no lago artificial. Olhando
os maratonistas. Em volta a cidade envolvida no seu labirinto de ruas e
calculando negócios economias finanças porcentagens. A estrela do norte está
cansada, pois boceja com gosto (orações coordenadas sindéticas explicativas,
motivo, razão). E flertar já fazia parte.
D (impérvio intransitável) um ser
alienígena com uma casca caparazão carapaça para dissimular os instintos
variados uma mente mentalidade que conhece reconhece mas sem propostas
definidas definitivas concretas oportunas. D (auspício augúrio vaticínio
presságio) variação definitiva de coisas que vicissitudes acontecem. D
(panfleto peça de propaganda panfletagem) idêntico o sol o rio a montanha, ou
seja, revive renasce ressurge recria reinventa todas as vezes quantas forem
necessárias.
Rumo certo, e no dia aprazado se
foram se largaram a família pras montanhas à serra do Lagarto, rio Caceribu,
rio Bonito (rios que usam caparas e curvas), Ortigueira, Atibaia (tupi, ‘morro
dependurado’), Faxinal, Tamarana, Mauá da Serra e os mauaenses da serra. No
mesmo instante a um tempo e mesmo momento movimento distância de nada um da
outra sol e manhã se cruzaram após os morros os picos os cumes enevoados coisa
e tal. E sem prever antever outra coisa outro modo nada ou coisa alguma coisa
com coisa somente o presente esplendoroso. O carro ora acelerava, ora reduzia;
o motor ora gritava, ora escutava (orações coordenadas sindéticas alternativas,
exclusão).
- Aqui! O sol se levanta cedo pra
apagar as sombras da noite. Oi!...
- Parque de Itapetinga e arredores,
Mairiporã e Francisco Morato e Esmeralda.
- Se houver tempestade tropical, me
chame me telefone me comunique...
No caminho deram com a passagem para
a usina nuclear Almirante Álvaro Alberto, em Angra dos Reis. Região montanhosa
(altimetrias hipsometrias e as medições das altitudes) que concentra um dos
melhores pib per capita do B. Atraindo capitais e investimentos em infra e
hotéis aeroporto internacional e moradias e serviços. Povoado em demasia
superpopular superpovoados. Porém todos (pronome indefinido vago genérico
impreciso) correndo atrás do que antes tinham sonhado desejado esperado. Aves
brabas mansas tranquilas afobadas intérpretes, consumidoras de banana.
- Esta região é atraente,
convenhamos! - falava a Gaipara, senhora cheia de vivacidade graciosidade
flexibilidade comunicabilidade. - Comparando cotejando com outras áreas do
país, é claro. E o nome da cidade é nobre e ajuda.
- Pra morar é um lugar aprazível e
confortável e aconchegante, sem dúvidas - respondia Tácito, que já fora interessado
aplicado estudante otorrinolaringologista.
Chegaram fim de tarde e se hospedaram no hotel/fazenda A
Botoeira. Saíram da estrada asfaltada (na distância percorrida com o auto,
hodômetro) e pegaram uma estradinha cascalhada britada costelas de vaca catabi
terreno bem irregular entre boa vegetação de mata. Plantas folhas verdes
folhagens exercitando com a luz os exercícios da fotossíntese. Numa curva
qualquer, cocurutos buracos valas, deram de cara com uma casa-grande e outras
construções barracões puxadinhos e o campo o potreiro morros barrancos árvores
espalhadas e garaúnas ou braúnas, jomirins, ipês-perobas, juncos-de-cobra,
plantações verdes de canas-de-açúcar. Perfume de chá e gosto e sabor.
- Eta! Mas que dia!, principalmente
- a menina, séria murcha cansada fingida.
- Vamos ser fazendeiros por alguns
dias, né, gente?! - satisfeita a mãe Gaipara, ela a vaporosa cabelos soltos
soltinhos desta vez. - Fé que é programa de família.
- Hum!... Teremos fazenda e cavalos,
gente?! - ansiosamente o Realejo.
- Quando tiver meu próprio avião a
jato...
Foram
recebidos na porteira pelo encarregado e mais uma matilha de cães de todo tipo
tamanho e brabeza, cachorros e cadelas cheios de rancor perjúrio inveja ou
admiração. O empregado servidor colaborador do haras advertia repreendia os
bichos e informava os visitantes. Palavras de acolhimento aconchego e
aproximação.
- Sejam por demais bem-vindos, gente
boa! De agora até o dia que estiverem preferirem. Podem contar comigo,
Matambre, um seu criado! - realmente um senhor pilchado no costume na tradição
e um pelo-duro chapéu de palha de trigo trançada e barbicacho peliça xadrez
branca e preta forrada de peles de carneiro bombachas lenço no pescoço botas
sanfonadas esporas de prata relho feito de tiras de couro cru trançadas em cabo
de ramo da corticeira-do-campo. Sempre no sorriso franco e maduro.
Mais uns metros de carro e já
estavam na porta do hotel barra fazenda A Botoeira, propriedade propriamente
dita. Foram recebidos pela empresária dona Ana Brasa-Viva. Os hóspedes
escolheram o bangalô 16, e foram alojados. Um pouco rústico simples, mas porém
todavia entretanto nem faltava nada o básico o necessário. Um espaço coberto de
zinco onde no interior cabia um fogo de chão com a chaleira no tripé de ferro
fundido e caixa de erva-mate cuia bomba de prata com bocal de ouro.
- Ora! Chegamos e aqui estamos -
dona Gaipara, satisfeita com as acomodações. - Mais algumas coisinhas e
horinhas e estaremos no berço, minha gente! Alôooo!...
-
Pra começo de conversa... galera, vamos descansar no berço. Oquei?!...
- Upa! O último a deitar come salada
no almoço. Fui clara, hem?!...
Já ou ainda o descambar do sol, e
estugando o passo nas horas vetustas antigas velhas cansadas, raiando um olhar
de esguelha nada e nada sobre os peraus e picos caindo escorregando pelos
esporões contrafortes flancos das montanhas. Já cerrando as cortinas, e suas
safenas e bambolins. Já encurtando seus raios de ouro suas garras úngulas unhas
cascos. Se escusando tolerando perdoando se desculpando com os altos os
elevados alcandorados alcândaras da serra da Copaoba. Deixando o mato os bichos
tudo e o rio coleando colear serpejar rumorejante murmurar no escuro. Um
contrassenso porque no outro dia estará de volta e no mesmo local e começando
do mesmo modo, etc., no mesmo tom. Um paradoxo porque dia seguinte e raios
pelos eriçados, meio que resmoneando resmungão e cabeceando sono cochilando
toscanejando, estará de retorno e parecendo completo pleno decisivo peremptório
definitivo divino inalcançável. Sol projetando ouro entre as nuvens, e buscava taça
pira para os derradeiros minutos.
A lua toda prosa bela como uma rua a sua
a tua. E cheia de curiosidades, saltou sobre os morros e árvores. Vinha de
dentro do mar escamoteando surrupiando e já sorrateira. Vinha embrulhada em
névoa ou cerração pegada de nuvens rasgadas. Grandona tumultuada exagerada e
num princípio até de certo modo acelerado. Com início aí pelas às 19h e 30min. Preparada
para estacionar em algum ponto e vender renda de bilros obras estupendas
artesanais e outras roupas em metro amostras grátis peças de morim seda
cambraia. E subindo como globo esférico balão de ensaio balão de gás balão de
oxigênio balão-sonda. Esfera de prata e vender platina braceletes pulseiras
anéis brincos argolas de pingentes. Insurgente que se rebela se revolta. Euforia
lunar.
- “Vejo a lua no céu!” Tem um livro
com este nome, bonito - suspirou Gaipara.
- Uma lua prateada, eu confirmo - o
pai Tácito, circunspecto honestíssimo. - E ela mesma, eu firmo embaixo,
vendendo seus trapos e panos em azinhavrados enferrujados níqueis vinténs
óbolos centavos cobres tostões.
- Eu já vi a lua também de dia,
gente! Ela estava pálida e transparente - apareceu o jovenzinho Realejo. - Parecendo
um fantasma uma aparição meia desgastada pela luz do sol e etc. Se notava e se
via muito bem as profundas crateras e tal e qual.
- Por que a lua é redonda? -
despertou a Inajá, indicando o satélite com um dedo.
- A lua é redonda porque nem é
quadrada!
- E se fosse quadrada enquadraria na
parede da sala de estar!
- Uma mãe e avultando maior mais que
o imenso mais que uma superprodução.
Deixando a lua para outros dias
outras oportunidades, foram ao jantar e recomendado escolhido pela proprietária
a mesma dona Ana. Esta senhora assim madura nos anos e idade experiências recolhida
em si pessoa um ar cauteloso cordata um sorriso brando leve adequado uma fala
boa baixa ocasional umas expressões aprovadoras meticulosas bonachonas. Uma
senhora sorteada em filhos e netos(as).
- Recomendo nossa pizza Mineirinha.
Esta assada no forno a lenha e com sabores cheiros condimentos da região -
completou a senhora toda prontidão e acolhimento. - Nacionalidades com
destaques aos sotaques regionais, compreendem?!
Quando a lua se perdeu entre nuvens densas
e madrugada, logo relampeou. Choveu com o céu riscando chicotes incendiados. A
mata pegou banho na madrugada. A fazenda a mata o campo pegaram banho quase até
de manhã. Choveu mesmo durante a noite. E hipóteses maquinações estratégias. A
mata se banhou orgulhosamente e ipês-mandiocas, bracuís, ubás-de-facho,
pindaíbas-vermelhas, campsiandras, milhãs-de-pendão, rabos-de-raposa, catauaris.
Tudo denso profundo completo compacto complexo ortodoxo. Tudo quanto variado
variedade variantes os aspectos impressionadores.
A tempestade que surgiu (aqui mesmo
já abramos já abrindo e mostrando um parêntese parentização parentesiar), e
poucos ouviram ou viram, surgiu gigante gigantesca estupenda quebrando tudo
invertida num remoinho ensurdecedor acalorado resfriando com igual desigualdade
de um ciclone extratropical. Que durou o cataclismo no máximo 20 minutos. Convulsão
achamboada imperfeita grosseira e desastrada.
D (acaroação acercamento aproximação
acaroamento) surge surgiu surgirá sempre sol inclemente bem definido completo
sem complexos. D (araxá planalto chapadão ilha do Aracapá rio Aldeia rio dos
Duques rio Tanguá) cultiva destemido estrênuo corajoso seu arroz orizicultura
orizicultor alimentando amenizando a fome de meio mundo. D (Marilândia do Sul,
Orocó dos orocoenses, Santa Fé do Sul com a praça Salles Filho, Macururé, Belém
de São Francisco, Curaçá) proteiforme pouco a pouco segue as predileções
tradições cominações costumes supertições vícios virtudes qualidades preferências
e outras abundantes tantas características morais. D (adicto dependente devotado
escravizado dedicado submisso e perene perpétuo perenal) deixa esta
originalidade bela díspar demonstrada em os verdes das matas subtropicais do B.
No primeiro dia de manhã e
acontecendo. Escutando auscultando investigando. O sol admirou gostou bocejou e
decidiu levantar desfraldar a bandeira. Jogou a indumentária a capa noturna esvurmou
as cobertas cobertores e surgiu apareceu. O verde mais verde e renovado lavado.
E dia claro vai o que fazer outro dia. Já enriquecendo depressa e eufórico. E
horas iguais comparadas medidas pesadas contadas calculadas. Sem escrúpulos. Um
divino representante e astro-rei onipotente deus onipresente ou ubíquo. Nervoso
ansioso irrequieto. Decampar levantar acampamento e pôr o bloco na rua. Um
solar universal patriarcal, claramente. Euforia solar.
Os amigos hóspedes a família
despertou e foi para a estrebaria ou curral ver os cavalos e coisa e tal. Muito
na expectativa da coisa nova diferente inédita.
- Primeiro aprender a andar a cavalo
- pedia o pai Tácito.
- Plausível - disse a mãe, bonita
encantadora irresistível aromatizada.
- Tem cavalo manso mansinho mesmo,
seu moço - Realejo preocupado se dirigindo ao encarregado dos animais. - Sou
amigo dos animais, é.
- Você escolhe, meu chapa -
respondeu o senhor empregado Paulo Regeira Glissando. - Temos cavalos baguais e
já treinados e de corrida e mansos e pangarés e potros e potrancas e petiços e
pôneis. Pode você mesmo embarcar como ser alçado embarcado. Já encilhado no
cabresto freio de boca buçal sentar na sela com pelego.
- Deixem que seu Paulo explique
tudo, filhos - recomendou a mãe.
Os cavalos foram apresentados. O
cavalo rincha porque é nervoso (porque é nervoso: oração subordinada). As
pessoas possíveis cavaleiros amazonas aos cavalos e éguas. Todos os dois lados
de olhos arregalados presos à novidade, esperando o que ia dar como ia sair.
Nem se escondeu nada nem se inventou nada diferente. E avante.
E o mesmo Realejo ouvia e escutava
atento ansioso com muita atenção, ponto por ponto. Já resmungou perguntando
coisas importantes:
- Moço! Você acha que o cavalo vai
me obedecer? Eu adoro animais.
- Escolhe um e vamos ver, hein?! -
disse o tratador/colaborador da fazenda.
Eram uns sete cavalos e sete éguas.
Algumas raças e diferentes pelos. Se Podia dizer que cada um uma era melhor no
desempenho dessa ou daquela função ou trabalho ou lazer, etc. O empregado/servidor
do negócio foi traduzindo mais ou menos conforme a sua escolha aleatória diante
dele e apontando rebulindo rebobinando e tocando o disco outra vez explicando e
colocando os pontos nos is:
- Pois temos diversos, e se for o
caso podemos ver e vejamos. Um pouco de origem e raça são os pampas temos os
campeiros ainda os mangalargas os marajoaras os pantaneiros, sendo os pôneis os
piquiras e os purucas. Ainda aí nas estrebarias cocheiras nos pastos recolhemos
alguns aposentados cansados fatigados os muares burros mulas jegues. Por acaso
esses exemplares e distintos cavalos e éguas. Procuramos formar sempre um casal,
que assim juntos vivem melhor. Equinos são criaturas potenciais.
- Você já ouviu falar no cavalo de
Dom Pedro I? Na potranca Açuruá?
A indumentária carrega as rédeas
baixeiros caronas badanas selas e estribos barrigueiras peitorais rabichos
pelegos cinchas... e o que mais. As manobras levam em conta o trote passo galope
girote pirueta salto. Umas escaramuças seriam o empinar assoprar corcovear
arrancar travar refunfar. O cavalo aprende em troca de comida.
- O que um cavalo equino gosta de
comer, preferencialmente?
A família andava de baia em baia os
cubículos observando faceira e tomando coragem para interagir com os animais.
Estes bichos espiando por sobre a meia-porta e olhos arregalados relinchando
uma que outra vez batendo os cascos cabeceando esperando cenouras espiga de
milho carinho entre as orelhas, etc., espinha dorsal curvada carcaça acostumada
com o peso da carga. Os quadrúpedes se curvarão se lhes derem alimento (oração
subordinada desenvolvida sindética - conectivo: se). Todo cavalo é igual mas
cada um tem sua personalidade e preferências e gostos e sonhos.
- Eles os cavalos nem vão se
importar se a gente anda com eles, seu moço? - o Realejo pedindo informação
tomando coragem tomando nota diante das alimárias. - Eu mesmo acho que é uma
negociação, e que negociação!
- Estão muito acostumados com gente.
E muito a fim de passear, pode crer - declarou o empregado/encarregado do
curral, um deles dos tantos colaboradores.
- Qual a gente escolhe? Ou é o
cavalo quem decide? - outra dúvida interessante do nosso Realejo. - Eles têm
seus nomes e como são chamados, pessoalmente?
- Isto mesmo e te digo. Cada um com
seu pelo e apelido. Vamos ver e conferir?
- A história registrou muitos
cavalos famosos de famílias ilustres nobres, família imperial brasileira. Se
ouviu dizer se reconhece a badalada parelha, o garanhão Charão e a égua Mocoa. A
princesa Isabel e o conde d’Eu passeavam assim por Petrópolis.
- Pessoas famosas cavalos famosos em
passeios muito falados e legendados.
E o instrutor/trabalhador dos
estábulos da fazenda foi apontando e nomeando de porta em porta os cavalos e
potrancas. O encarregado ia reconhecendo e os visitantes clientes iam
conhecendo um por uma e parelha por parelha casal e par. E pedia que confiassem
(que confiassem: oração subordinada substantiva objetiva direta):
- Ótimo! Peço a confiança. Pois aqui
estamos e partindo. Baia número um, os bragados (com as manchas brancas na
barriga ou virilha) que nomeamos Soberbo e sua dama de companhia, Soberba.
Cocheira dois 2, estes gateados brasinos (sujeitos baios e cabos negros ou
pernas pretas e corpos claros) e demos o nome de Gatarrão ele e ela a Catioa. Vamos
treinar e aprender com esses dois pares este casal, por hoje - decidiu o amigo
administrador/guia/cocheiro.
- Parecem prontos e bons de passeio
- reparou destrinchou remediou o Realejo.
- São sujeitos e conjuntos de boa
índole e até uma índole empoderada, oquei?!
Todos os cavaleiros amazonas
vestiram umas botas ou botinas apropriadas. Muita concentração nessa hora. Nem
embaraço empacho obstáculo. Os bichos grandões são animais irracionais e
imprevisíveis irrequietos. São acostumados com gente mas vai quê. Montar com pé
no estribo, ‘upa!’, como se sobe no ônibus. Põe o pé predileto e se lança a
outra perna boleia a perna sobre as ancas do bicho, e num... ‘uuupa!...’
artístico.
- Abram bem os olhos, pessoal
aprendiz - sempre falando recomendando o velho senhor dos cavalos e ali
presente. - Nem deixem que o cavalinho sinta que está com medo ou incerteza.
Agora o bicho é você, assim tipo tu e ele ou tu e ela; centauro. Vista pegue as
esporas a tala o chicote açoite rabo de tatu que o bicho respeita e presta
atenção. Respeite e trate de se fazer respeitar. Agrade e trate de ser
obedecido.
- Pois espere, nem se apure ou me
apure...
Ficaram e fizeram pelo pátio os
exercícios práticos para ir pegando o jeito dos animais e vice-versa. Até se
sentirem bem uns com os outros. Depois se tornariam amigos e com tapinhas no
pescoço na tábua do pescoção, uma vez. Confiança mútua.
- Eu posso falar com ele, moço? -
pedia o Realejo permissão ao cocheiro para hablar com o cavalo. - Posso dar o bom-dia
ao cavalo? Posso dar o tchau ao cavalo?
- Se a Soberba assim quiser,
hahahahaaa!... ouvir e responder - disse meio debochado mais outro dos tantos
tratadores, de pseudônimo Ajuruetê (nas horas vagas exímio tocador
percursionista de xilofone, peça e instrumento quase quase diferente).
- Pois é mesmo... ela? Que falta
grave, meu! - conferiu o Realejo.
- Oi! Cavalos nem são só para andar,
mas para trocar experiências. Relaxou?
Mais alguns exercícios e andadas pra
cá pra lá. O chão de areia trazida do riacho pisava macio para os animais. Os
cães da casa os mascotes dos hóspedes brincavam correndo ao redor de cá pra lá
e muito empolgados. Parecia tudo bem. Uma mesmo família de gatos felídeos
sempre passeando entre todos os outros embora atentos ligados espertos. Nem
brigas nem dúvidas nem reproches. Os cavalos pareciam concordar com as idas e
vindas, arreamento arreio encilhados buçal (cabeçada focinheira fiador cedeira)
freios nos dentes mandíbula focinho focinhudos nariz resfolegando como de
costume crina bem escovada lisa corrida e cauda cola tocando espantando uma ou
outra mosca-varejeira ocasional inoportuna. Era esta a verdade que ninguém
duvidava (que ninguém duvidava: oração subordinada substantiva adjetiva). Ir
fores fordes fôramos fôreis.
- Sim, à tarde teremos mais umas
instruções particulares, tá legal?! - sentenciou o empregado do curral e
cuidador de cavalos. - Estejam aqui aí já pelas 15h. Inté!
D (charola andor padiola maca) está
e continuará bem. D (banido exilado ablegado desterrado isolado) começa o dia
pontualmente pontual os dias com o sol mas daí em diante e logo pela manhã
raios fortes tudo é com Ele o Degas o Cara o Quera. D (ilha de Santo Aleixo,
Abaré, Rodelas, Cumbe, Santa Maria da Boa Vista, Cabrobó) tece com as
tapuiranas as mesmas redes de descanso em a aldeia dos procá. D (rua João
Ribeiro de Andrade Fernandes esquina com a rua Cacique Zorobaté) desenvolve pro
mundo afora seu desejo intenso anelo anelação anélito aspiração inspiração. D
(maninho estéril nada prolífico nem fecundo) desce um rio Passaúna salteando
cometendo um diagrama no caminho índole varonil arrojado pra despejar no mar ou
seu próprio bolso.
Outros hóspedes andavam aí com os
cavalos passeando fazendo as trilhas guiados pelos tratadores e conversando os
assuntos pertinentes impertinentes, pra cima pra baixo e etc. Saíram quando
amanhecia (quando amanhecia: oração subordinada substantiva adverbial). Palmilharam
picadas carreiros entre o arvoredo. Retornavam agora já para o almoço. E como
vários iam aparecendo sendo vistos e revistos também foram apresentados os
cavalos e éguas. Quem eram de onde e por quê, quando como talvez, comprados
adquiridos achados trocados. Conferidos nos dentes, principalmente.
- Se for o caso de procriarem,
nossa! - vibrava e torcia o veterinário/tratador, entusiasmado com a
possibilidade de nascimentos de potrinhos(as) nos seus estábulos. - Uma
ma-ra-vi-lha!! Esta a ideia por trás da esperança! Sonho desejo e trabalho
labuta! Gosto tanto de animais que acho que em outra encarnação fui um deles,
no mínimo.
- Ora! Um potrinho é tudo - já dizia
dona Gaipara. - Parece tão brincalhão!
- Pois sim! Ficam tentando tropeçando
trambecando como tontos.
Então, indo e voltando do campo da
cavalgada, vinham os outros cavalos sendo cavalgados montados pelos hóspedes
retardatários. Um alazão (tipo alaranjado) de olhos grandes e atentos, o nome
Painel que por acaso sua namorada alazã se chamava Alcova. O colorado-pinhão
(com um vermelho mais forte) e porte alto vigor saúde e nomeado Almanaque com a
consorte idêntica, dividindo a baia como é costume na fazenda a esposa Joia. O casal libuno ou lobuno (cor predominante
coloração de cinza-escura) e uns belos comilões de ração suplementos
complementos legumes frutas milho tubérculos raízes abóboras melancias abacates
maçãs, chamados quando atendiam pelos nomes respectivamente de Cartão e Carta.
Todos animais muito garbosos imperiais imponentes destacados. Altos preços nos
mercados de leilões. Seus ossos almejam que durmam e que relaxem (que durmam,
que relaxem: orações subordinadas coordenadas objetivas diretas).
- Onde vocês compram esses ótimos
supimpas exemplares, gente?! - pergunta do pai Tácito. - Parecem a mim muito
caros. Me parecem muito alienígenas.
- Basicamente e tranquilamente cada
par vem de um lugar localidade diferente específica e longe. Então me
acompanhem - foi narrando o empregado/zelador já com o estigmônimo de Cem-Virtudes.
- Estes malacaras (manchas na cabeça e corpo vermelho) foram adquiridos
negociados em Campo Belo do Sul, sendo ele o Mérito e ela a Chácara. Já o casal
de oveiros (grandes manchas vermelhas brancas pretas) vieram de Capão Alto e
atendem quando chamamos ele Barão e ela Baronesa. Nós os acondicionamos muito
bem e eles gostam da gente gostam daqui se acostumam.
- Sendo o que mais me comove... olha
só gente!... - externava a mãe Gaipara. - O que mais me atrai nesses animais é
a do-mes-ti-ci-da-de. Logo eles interagem e aceitam o ser humano por perto. Tão
fortes e tão dóceis! Zero pinotes saltos pulos!
- E todo dia troca o hóspede ou
montador. Impressionante - declarou o pai Tácito. - Parece que se adaptam muito
bem se acostumam de pronto rápido com os diferentes cavaleiros cavalgantes
amazonas.
-
Sim, é isso e está correto! - continuou o cavalariço. - Assim vai a cavalhada a
manada a tropilha. E estes dois o casal de zainos (marrons escuros escuros), o
potro Ambaló e a égua Oveva, foram negociados a um cavalariano de Vacaria e lá
pelos idos de março de 2040 porém já descontando o possível engano que nem sou
muito bom de datas. Temos os modelos Tino e Tina, ruanos (vermelhos com crinas
e colas brancas), diretamente transladados desde os pagos de Bom Jesus. Sem
mencionar e já destacando da localidade de Muitos Capões os rosilhos (prateados
com pintas vermelhas) ele como Fogacho e ela Labareda. E olhem só, gente! Mais
uma e mais essa! Esta égua Labareda é descendente direta filha do famoso alazão
e corredor de carreiras no hipódromo da Gávea, o famigerado Alibambar. Já
ouviram falar, hum?!... Marcou época muita.
- Deus! Verdade seja dita e anotada,
são verdadeiros monstros de animais - pai Tácito declaradamente empolgado com
os bichos amestrados as cavalgaduras as bestas de montar montarias. - E de
perto são espetaculares e quase quase surreais. Fazem tanto sucesso como um
jogador de futebol. Zero coices mordidas patadas, né?!
- Parecem mesmo uns heróis, é! -
sintonizou a Gaipara. - Animal nobre, heroico.
- Viva! Se fosse por mim, já queria
andar antes de hoje - lembrou o Realejo.
- Ah!... Estão aí por nós alojados
prestadores de serviço criadagem e ainda nos esperando na cavalariça por algum
motivo - pensou alto o Tácito. - Como se fossem escravos dóceis submissos, eu
diria. Será que precisam do ser humano pra algo e alguma coisa? Zero
falcatrueiros(as) falcatruas fraudes embustes, óbvio.
Todos ali presentes e os humanos e
os cavalos equinos. Uns e outros sempre se olhando se cheirando. Às vezes se
amoitando se calando se ausentando. Exemplos: o pingo Garranchento, bem aperado
ajaezado alinhado e bonito ligeiro brioso; o recém-domado redomão poldro
Capoeira e por isso ainda estigmatizado cheio de sustos e assombros. A potra
Embaraçada, que foi laçada desde o potreiro tresmalhada desgarrada espalhada e
muito temperamental instável.
Ele o encarregado/tratador tinha um
roteiro. Pediu que tivessem pressa (oração principal e subordinada: pediu, oração
principal que nem depende sintaticamente da oração complementar - que tivessem
pressa). Recomeçou a explicação explanação e nem queria perder o tema impulso
elã motivação:
- Com a devida e preciosa licença
vênia, continuamos a apresentação. Os tobianos (comumentemente pelos brancos e
vermelhos), naturais originais ele Basilicão do rincão de Monte Alegre dos
Campos e ela Báscula do município de Campo Limpo Paulista. Temos ainda o casal
tordilho (brancos com patas escuras) ele chama Vislumbre e ela nomeada Jaci,
recentemente acabaram de ser domados e um mês atrás ainda baguais, e
procedentes de Campestre da Serra. Um luxo, uns luxuosos!
- Perfeitos, obras-primas da mãe
natureza - muito admirado o Tácito. - Esculturas pinturas de arte, pinacoteca.
Olhando-os como animais, claro!
- E belos lindos raros como que
joias raras e caras - ampliou a Gaipara. - Olhando-os como seres como animais,
claro! Nem podemos esquecer disso.
- Eu mesmo nem troco um cavalo por
um auto. Exuberantes e umas lendas de músculos e robustos bonitos lisos. Com
personalidade. Sem problemas sem carapatos-de-cavalo sem cicatrizes sem
anomalias sem defeitos sem mazelas. E lustros brilhantes rebrilhantes
rutilantes aos raios dourados do sol - empolgou o zelador/guardador de cavalos
e atendendo pelo criptônimo de Topitá (sujeito compadre incrédulo dubitativo
opinião dúbia cético e sempre com os olhos na paisagem pensativo fumante
inveterado remoendo grandes e abundantes lembranças de sua terra natal muito
apegado saudoso a localidade de Jaguapitã, e dizem do tupi significar ‘onça-vermelha’).
- E manter esses animais peças espetaculares!
- exagerava o pai Tácito. - Se gasta uma pequena fortuna. Os cuidados que se
deve de ter. E abraços beijos sonhos.
- São tratados e respeitados como
gente, hem! - declara o Topitá. - Bem calçados com ferraduras e guiados na
rédea no cabresto, porém nada nada de extremos tipo relhos açoites chicotes
esporas pontapés. Mais atenção e carinho possível e menos estresse. Um cavalo é
um mito, deus de mitologia. E afagos carinhos comemorações.
- Pois se deve esquecer aqueles
procedimentos retrógrados marcas de ferro a ferro e fogo os relhos e açoites as
esporas rosetas acicates e mais todo um acervo uma acumulação horrível -
comemorou a mãe Gaita, comiseração compaixão miseração.
- Estamos de acordo e em dia com o
tratamento adequado e feliz e correto - disse e confirmou o
servidor/tratador/orientador, seu Topitá.
- Então é bacana demais da conta,
seu! - empolgou o Tácito.
D (ser encourado e único e eminente
é obeso atufado cheio atulhado entulhado dilatado gordote corpulento anafado
nédio) que descansa as pernas sobre espendas da sela escanchado joelhos
encolhidos mãos segurando a brida pés firmes nos estribos de ouro raiado
irisado e seguro relaxado aconchegado treinado sobre o lombilho retovo
retovado, em tal caso a nuvem novelo assento selim selote cadeira de balanço -
peça útil com encosto para as costas e braços para apoiar os antebraços. D
(palavra remorada adiada delongada retardada) faz as contas das estações e
prefere mais e melhor o verão em ilha Coroa do Avião museu de história
brasileira Teodoro Fernandes Sampaio cidade de Chorrochó, dos chorrochoenses,
‘rio que jorra correntoso ruidoso’ em tupi. D (canto dolente para guiar o gado
aboio aboiar e toar toada entoação entonação) junta no logrador matemático mmc
e mdc e considera mancornar questionar calcular o mínimo múltiplo comum e o
máximo divisor comum.
Foi o dia e voltou outro novo em
folha, dorso luzidio. Atrelar e desatrelar. Isso acontece. A aurora espiava, o
sol descambava atrás do morro. Respeitando o tempo o clima os acontecimentos.
Máquina vulcânica extrusora extrusão expulsão. Tanto e mais municípios 5.569 do
país. Nuvens rudimentares, de desenho esquisito, e proporções.
Sol divino estrela e até pra lá de
mais 5 milhões de anos. Teremos os terráqueos heliocêntricos heliodinâmicos
heliófilos. Astro severo valente destemido ousado. Pouco ou nada de solavancos
tranqueiras tronqueiradas gado mumbica tambeiro abombado ofegante indomável.
Obrigado, sol! Parabéns!
Esta minha razão é entumecida
intumescida inchada engrossada e de encher. Esta minha ideia é severa indignada
sarcástica patética. Esta minha faculdade é escamotear encobrir agir
sorrateiramente.
O sol, famoso e esperado e preciso e
necessário, vinha chegando. Bolinha de fogo nuclear. Se via e se admirava o
soberbo horizonte em círculo. Abóboda infinita. Apontavam os primeiros raios
para a geologia da terra do local. Começo pelas pontas altas fragas fraguedo
penhascos penedias. O sol arriscando a vida entre as escarpadas pontas de
montanhas. E a luz vinha mesmo se alastrando e querendo mostrar tudo e nem
somente o alcantil promontório, mas o vale descendo as fraldas das colinas até
o rio. Parecia que a coisa melhorava (oração subordinada substantiva subjetiva
- fonte: ngb). Dentro da canhada um hotel/fazenda A Botoeira, cuja sede as
construções todas cercavam um paralelogramo geométrico perfeito. Quanto ao coração,
sobe e acelera.
Eu sei por que o sol já veio e
assim. Já pensei que fosse tão bom assim. Veja que horas são (o. s. s. objetiva
direta). Se ignora desde onde como quando se deu o fato. Quando inaugurou este
sistema. Um escudo de bronze ou ouro pegando fogo no céu azul. Mantendo um bom
controle aceitável da jornada. Era tudo que queria.
Esta manhã outro dia segunda-feira,
acordar cedo cedinho!, então, o dia e hora do passeio efetivo fazendo a trilha
pelas terras da propriedade. De madruga tinha chovido uma quantidade
significativa o tempo embruscado fechado, região pluvial maiormente nessa época
final de verão início de outono. Temperatura e pressão introvertidas fechadas
esquisitas. Corruptelas e atos efeitos processos de corromper corrupções dos
ventos com as nuvens ou etc. Quando falta a luz é bucha!
Parou de cair água ali quase quase no
raiar com anúncios de aves em profusão e arapaçus-de-bico-preto, araquãs,
almas-de-caçador, curicacas, supis, gavião-caburé, apitãs, corruiruçus,
araçaris-castanhos, limpa-folhas-ocráceos, pica-paus-brancos,
tricolinos-de-chifre (aves penipotentes estas paludícolas da família dos
tiranídeos). O dia começou lento sonâmbulo convencional lobrigando entrevendo a
custo e depois com falações adágios ditos rifões. E sempre foi reagindo se
agitando e inclusive já sublimando. Sons opacos abafados rijos amortecidos
distantes distanciados. Razoável ponderado intuitivo sensato condescendente. E
festa festividade fervilhar alvoroço.
O sol saiu esbaforido e arremessou
seu escudo de ouro magnífico, e limpo de nuvens no azul celeste, aí em diante
boas horas das 7 e 20. Todo um caminho a percorrer e pela frente fluente. A
tendência comum natural era esquentar a chapa flamar flambar queimar. E
abraçando as plantas favoritas e favorecidas e arrudas-do-mato, mentruzes ou
mastruços, cagaiteiras, bacuparis, guajaraís, cravos-do-campo. Astro dos astros
e girando abrindo olhando vendo duvidando conferindo retirando arando leivas no
último andar do celeste parque. Pequena bola de ouro caramelado amassado. Todo
beija-flor-do-mato procura flores e veloz velocíssimo e diserto eloquente
facundo.
A família eleita desceu aos
estábulos cocheiras estrebaria curral para enfim fazer o esperado aguardado e
treinado passeio a cavalo. Cavalgar ou cavalear os grandes animais de estimação
da fazenda/estância A Botoeira. Foram recebidos por um dos homens tratadores/zeladores
capataz/peão excelente personagem, o Cem-Virtudes:
- Olá, pessoal do cedo! Tudo em
riba?! Depois de uma noite bem dormida!...
- Oi! Ansiosa para andar passear com
os cavalos - respondeu Gaipara a Gaita.
- Ah!, oh!... Audacioso para trotar
galopar de parceria com os cavalos - disse Tácito, isento isenção distinto
conceituado e ou às vezes em certas ocasiões situações um fulano malicioso
azevieiro ladino (substantivos, o quê?!... abstratos).
- Espero que meu cavalo me reconheça
de ontem pra hoje, hem! - explicava suplicando no íntimo os suplicamentos em
sua baita expectativa o Realejo.
- Primeiro que montar quero abraçar
- comentou a Inajá, terna fofa querida.
Saíram de uma vez por todas e
montados escanchados. O guia/instrutor (que aproveitou pra lembrar de fazer o
sinal da cruz católico se persignar com os dedos polegar positivo e indicador e
pai de todos já levá-los aos lábios, supersticioso que ele só) e a família toda
menos os afilhados cães que acompanhavam a pé apezinho no mas e contentes de
aventuras ansiosos de acontecimentos. A cavalaria no trote de passagem e
passaram passando umas passagens azinhagas sebes taipas entre casinhas do hotel/fazenda
áreas cercadas redutos reduções plantios hortas e foram embora pra fora.
- O calor o sol o mormaço aumenta
com o passar rápido das horas, ora!
- Um primeiro dia inaugural parece
mais que um bem-estar, né?!
- A distinta distinguida presente
natureza e à disposição, estadeando ostentando exibindo orgulhosamente - já
discorria abertamente comemorativo o Cem-Virtudes.
Pararam no caminho e esperaram um
pouco para ver o panorama. Procuraram guardar e fotografar. Olhando a paisagem
que se descortinava. Os cavalões o conjunto cavalar se preocupou com algum
capim por se acaso ali perto ao alcance de um bocado ou caso nem isso um olhar
à toa um olhar animal olhar de boi olhar de peixe.
- Entre esse mato fechado corre o
pequeno rio Forquilha. Nem podemos ver que porque está tapado de vegetação
plantas ciliares - orientava o explicativo guia/tratador.
- Digo. Já merece o nome de parque e
reserva de preservação, hem?!
- Tomara. E flora e fauna de amostra
pra sempre, tesouros.
E de longe nem se podia identificar
(uns 800 metros), mas tínhamos diversas espécies e tipos e formas tamanhos de
plantas se destacando na região e até endêmicas tipo o alho-silvestre,
timbó-manso, erva-chumbo, canoé, siriúba (siriubal ou árvores dos siris),
sereibatinga, flor-do-campo, estrela-do-norte, mangue-branco, mangue-amarelo.
Assim mesmo os capões localizados descontínuos pedaços de mato esparsos e
conforme os espaços preferidos para o capim dos animais o pasto o potreiro render
mais ou na beira do rio os cafundós grotões. Uma colcha de retalhos que nem
desmerecia a paisagem. Panorama aberto estonteante paisagem esplendida. Naquele
dia de sol...
- Opa! Quem manda nisso tudo, gente!
- nem era uma pergunta da dona Gaipara.
- É aquele alto Ele que troveja e
relampeia e faz chover quando quer, certo?!
- D me acuda! Valha-me D! Vivo viva
e deixe viver! Quem me dera!
D atento. Gaipara tinha consigo
intimamente a sensação que estava sendo vigiada. Tinha a sensação de que alguém
a observava (o. s. s. completiva nominal). Havia ali junto perto, unidos
ligados ajoujados próximos envolvidos, mil e tantos mais de mil seres
procurando dando conta do seu dia a dia diário. E D por todos.
Com aves belas deslumbrantes festivas
sempre cantando e mantendo em ordem o próprio território se acautelando contra
predadores invasores espiões, anambés-de-cauda-branca e alegrinhos-do-leste e
tuins e ajurucatingas e agamis e abre-asas-de-capoeira e acauãs e carrapateiros.
Existindo ali passageiros pássaros alados piando galhofando gracejando rindo
debochando e enfim na risota predileta e nata e aprendida adquirida desde
sempre familiar típica. Umas aves sabiam imitar outros ruídos ou vários
cantares de outros pássaros ou outros bichos e os petrins os nei-neis as
araras-canindés as guaracavas-de-barriga-amarela os maracanãs-pequenos os
graveiros as aracuãs.
- Embora. Isto visto de cima e de
longe ou de perto tem cor e som e imagem de paraíso - declarou o guia/pesquisador
local, Cem-Virtudes (que estudava virtualmente a ciência da micropaleontologia,
especialidade que trata dos fósseis microscópicos. Trabalho precioso meticuloso
caprichado cuidadoso valorizado).
- Nem só endosso como comprovo e
aprovo o que você disse, seu moço - concluiu e declarou a Gaipara. - É como no
jardim que sonhamos e esperamos.
- Oquei! Eu acho que faltam os
dinossauros - era a vez do Realejo.
- Agora eu vi vantagem nesse
carinha, gente! - foi o Cem-Virtudes. - E temos alguns animais silvestres já
vistos e fotografados aí como o tatu-bola, gambá, cuíca-lanosa ou também
conhecida como mucuraxixica e o porco-espinho, cobras e lagartos.
- Vocês da fazenda também trabalham
com abelhas enxames apicultura, hem?! - lembrou o Tácito. - Vi umas casinhas ou
caixas de abelhas aí em alguma parte, então.
- Sim, temos umas colmeias irapuás
mamangabas abelhamirins abelhas-mulatas para o uso da casa dos hóspedes/visitantes
- esclareceu o guia, afável astuto sereno.
A cavalgada prosseguiu, evidentemente,
cavalgação cavalgamento e calma e apreciando o que D tinha a oferecer tinha
plantado e já incluído. Área de mata ciliar e de provável alagamento na várzea
a vazante. Os hóspedes iam aprendendo e sintonizando com os animais. Já e já
seriam boas amazonas e espertos cavaleiros cavaleirosos. Aprendendo o passo do
animal e corpo tronco ereto teso.
- Enhonhém!, enhonhém!... Sim, mas
tem outra coisa!
- Pois sim! E exato. A grandeza
nobreza magnitude magnanimidade.
- A meu ver, um antropismo antropia e
ações modificações do h na natureza. Pronto, falei! - fala desenxabida variante
autocrata transvoada do Tácito (‘a meu ver...’, nem se usa artigo em expressões
com pronomes possessivos - fonte: dh).
Certa altura mesmo encontraram uma
mata mais apegada à trilha, formando uma espécie de dossel cobertura, e
resolveram desmontar descansar alongar as pernas. Procuraram uma sombra de
árvore e sentaram ali para trocar umas ideias, porque sim! Os cavalos largados
à vontade embora acostumados com as rédeas. O banal o trivial o comum dos
insetos bichos voando assim e assado pelo entorno, vespas enxuís e besouros e
aranhas e mosquitos-borrachudos e centopeias e lacraias. No encalço destes
chegavam algumas aves rasteiras e pássaros do alto caçando, os macucos as
perdizes e perdigões os inhambus as seriemas e arengando de repente os arapapás
os socós-de-bico-largo os papa-moscas-cinza os beija-flores-safira os
pica-paus-de-banda-branca. Ali mesmo no meio ambiente sombroso e ou ensolarado
diversificado escuro/claro um tanto úmido da mata das árvores tudo perto
cerrado junto aos exemplares que aparecem com a condição restringida reduzida
do acaso eventual fortuito algumas poucas raras marcescentes murchas secas
cheias de luz em demasia sofrendo a pletora hemeralopia cegueira diurna, muirapixunas
muirapuamas muirajubas muirajuçaras-verdadeiras muiracatiaras muirapaxiúbas
muirapinimas-verdadeiras.
- Por que os cavalos são assim? - se
ouviu o fulano Realejo. - Eu pergunto por que nem sei, sabe?! Eles temem sair
sozinhos na rua e estrada? Sempre acompanhando.
A indagação do guri assim súbita intempestiva
e imprevista, principalmente. E quem o responderia? Ficaram pensando porque a
pergunta era boa e honesta e difícil. Pergunta banal trivial comum vulgar porém
completa cabal inteira plena, vamos convir, hein?! E agora mesmo faltava
retorquir contrapor retrucar contra, etc. Até acabar. Pensa e pesa na balança
da cachola e pondera, meu! Nem nunca vai achar. Se tu tiveres!
- Acho que nem entendo como os
cavalos funcionam, é - encarou o pai Tácito. - São de tropa tropilha e às vezes
se juntam se abandam se amatulam, o coletivo.
- Upa! O cavalo cavalar e cavaleiro
amazona cavalariano cavalhada cavalear.
Enquanto isso os próprios cavalos
preocupados com o pasto ou nem, ficavam aí batendo patas pateando sapateando, ‘po-to-có!,
po-to-có!...’ Um que outra e uma que outro às vezes relinchava uma resposta
intraduzível, ‘ih-éeeee!...’, sacudia as crinas, chicoteava com a cauda,
contorcendo o pescoço a tábua do pescoço. Quiçá pedindo comando ir andando ir
embora dali e bufando, ‘tofe! tofe!...’ Tropeçando chutando torrões leivas
sulcos cupins pedras aparas cavacos secos acendalhas das folhas caídas.
- Nem sei se eles têm queixas ou se
realmente podem se queixar - dizia o compadre/guia. De mim sei que nem tem o
que reclamar. Eu os trato muito a pão de ló e tudo na hora indicada sem látego
azorrague sem pancadas ou gritos berros clamores brados. E por favor, nada
incruento cruel sanguinolento assustador. Longe uma enormidade de agrilhoar
grilhões algemas correntes amarras sogas cordas laços armadilhas. Nem colocamos
cunhamos marcas anacrônicas arcaicas, tão entendendo?!
- Acho que são enigmáticos, estes
enormes exemplares - decidiu abrir seu pensar a menina Inajá. - Acho estranho
eles todos ter estas quatro pernas e patas e cascos.
- Oi!... Parecem do desenho animado
ou efeito especial - disse Realejo.
- Ah, bom e bem dia! O método como
vêm sendo tratados cuidados vigiados acompanhados - prosseguiu o guia/tratador
beltrano apelidado Gamenho - é de como se fossem gente doméstico colaboradores/prestadores
de serviço do hotel. E empregados servidores com direito a fim de semana
feriado férias. Recebem promoções bônus por comportamento e aposentadoria
depois de 10 anos de serviço batente labuta. O macho e a fêmea casados podem e
devem ter família filhotes potrinhos potrinhas e ficar aí pajeando curtindo
adulando os rebentos. E choupana cabana choça ou estrebaria limpa e arrumada
todo dia e na mesma hora da manhã. Temos alvará certificado diploma e o que
mais os poderes públicos querem e exigem e solicitam. E mais armário
envidraçado acondicionado refrigerado com remédios e suplementos alimentares,
quer saber tudo?!
- Olha, extraordinariamente! - a mãe
Gaipara, até um certo ponto já emotiva. - Sim, alguma coisa inteligente dentro
deles. Adoram muito abóbora jerimum moranga.
- Um filhote nasce igual ao pai à
mãe e se parecendo no pelo no jeito. Iguais e idênticos aos pais corujas e já
tentando imitar. Seguindo a mãe, preferencialmente e sem falta assiduamente,
por onde andar e aonde ela for. Imitam o que os adultos comem.
- Nem tenho certeza ou sim ou nada,
porém se querem que diga alguma coisa digo que altamente me surpreende estes
animais estes e outros cavalos - diz o pai Tácito. - Sensacional, ora ora! O
ser humano já se parece com seus bichos de estimação.
- Sim, senhor e senhora os nossos
hóspedes - prosseguia o tratador. - Nem são de sair de casa da fazenda e da
baia raramente. Muito muito menos ir a uma festa. São mesmo retraídos anônimos,
praticamente. Avessos distantes das farras travessuras carnavais brigas duelos
forrobodós. Por isso são raros ou nem têm os remorsos devaneios depressões. Preferem
grande número de vezes preferencialmente ficar na tenda no curral e comer
tranquilamente a ração posta diária necessária predileta. E dormir o dia
inteiro ou dia sim e outro nem, passear com as pessoas cavalgar.
- Eles devem conversar assim assado
entre eles, né, meu?! - dúvida do Realejo.
- Às vezes se consegue traduzir,
outras meio dificultoso - o narrador Gamenho. - Quando moços e potros e
potrancas eles elas podem até namorar e a fazenda faz muito gosto e até
incentiva. Ficam aí e ali por perto se conhecendo melhor. Fazem par parelha volúpias
luxúrias e se casam acasalam. É assim pra todo mundo, nem é?! Os galanteios
delicadezas galanterias galantarias poesias e mesmo elegias poemas líricos
idílios.
- Ora essa! Sabem pouco? Se
contentam - apareceu o pai Tácito.
- Ah! São as criações criaturas
formas de D - completava Gamenho. - E de boas maneiras cordatos e volúveis.
Pouco tiram para os arrufos amuos zangas. Nem acusam censuram imputam. São
acanhados e nem fumam viciam. Gostam de água corrente e comem o prato nutritivo
do dia sinceros compenetrados benevolentes. De repente se metem pensativos e em
si mesmos. É o jeito de ser sossegado manso volta-caras.
- Puxa!... O mais alto padrão
estereótipo preconcebido modelo do cavalo é de um deus deusa andando à flor da
terra, me contaram - externou Gaipara a Gaita.
- Sim, e tudo isso conta ao final
das contas - contava o senhor zelador e guia de hóspedes na fazenda A Botoeira.
- A maioria tem medo ou receio de sapo e batráquios em geral. É por nem
conhecer esses bichinhos tão pequenos e saltadores e disformes. Dificilmente
conseguem percebê-los e onde ou como coaxam.
- Claro! Talvez para os quadrúpedes
os coaxos os saltos aludem fazem alusão vagamente ao choro e ou seres enterrados
submersos, é uma! - sugeriu Tácito.
- Credo!... Um cavalo é como um
touro, um touro é como um macaco, um macaco é como uma anta, uma anta é como
uma harpia - desentocou esta o piá Realejo.
Céu liso bonito azul-ferrete. Cantos
trinos ditados pela criatividade das aves. Paz serenidade beatitude paciência
benevolência. Guamirins guajarás-brancos guaviroveiras periquiteiras
branquilhos camboatãs-de-folha-grande gervões-cheirosos macegas inço capoeira.
Pululavam formicídeos pelos troncos as itaocas formigas-correição.
D (destacado folgazão destalado
famanaz bala e onça especado escorado) completa o dia junto com a tardinha para
pegar uma onda na praia do Leme. D (abusão superstição esconjuro feitiço
pajelança) cria animismo crença primitiva em todas as coisas que vê e toca e
inventa. D (estancieiro/fazendeiro de rancho/choupana) festeja comemora o fim
de ano com fogos de artifício e sem xabu chabu jebu. D (estípete estipe tronco
caule de ouricuri ouricurizeiro e bulbo mangará de bromélia) estuda a
viabilidade de ajudar colaborar adiantar colocar o h em Marte, ainda este
século.
E segue seguinte seguimos
sobresseguindo o vento e que é para lá que vamos igual que estamos indo. Segue
o tempo cronômetro a pressão atmosférica barômetro com o vento na popa. Pegar o
veículo andando pongar e em movimento.
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