quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

Seres Pendentes de Nuvens - (9)

 


 

Então, bem almoçados e ainda uma tarde despojada pela frente bem lavada. Chegaram às famosas 14h e de barriga cheia, sobremesa saboreada e cafezinho tomado. Uma quinta-feira nem feriado dia santo facultativo normal dia de semana com expediente. Partiriam daí para o parque do Mundéu e ver filmar das atrações que o lugar turístico prometia promovia e oferecia e compartilhava. E foi para isso que tinham sido contatados contratados, na verdade. Você gosta do chá de poejo?

O navio sólido máquina megaprédio flutuante varava ondas vagas singrava os mares e os oceanos. Uma vez em pleno mar os sete mares Atlântico, Pacífico, Índico. O transatlântico quebrava em pedaços espargia os enormes apocalípticos paredões vagalhões em a cabotagem águas marinhas marítimas. A maresia salimancia salgava o vento salinava o furacão salificava a tempestade extratropical na costa em o litoral.

Milagre é difícil de fazer. O que é milagre? Milagre é de perguntar? Milagre é de responder e tricologista, barbante atilho que liga feixe molho, tira de couro cincha peça de arreio, corar quarar clarear roupas ao sol, cupinzeiro tacuru tucuruzal. Milagre é mistério e onze-horas, curupiá, Guaraci, Altair, Orindiúva, Fronteira, guajuvira-branca.

Que o parque Mundéu se localiza na vasta região conhecida como Chapada das Mesas. Um lugar muito lindo único imperdível e já no momento ainda pouco explorado aguardando turistas nacionais e internacionais. Porque potencial tem e muito e deve ser explorado com respeito sem desmatar degradar o ambiente respeitando os habitantes nativos endêmicos da gema e legítimos. Tirar fotos imagens e boas lembranças.

A tonalidade a elegância a estratégia o sentimentalismo são os maiores destaques do dia. No trajeto para o parque e por dentro da floresta pontes aterros e áreas de preservação. Talhões de terra cultivada jardins hortas granjas estufas prenhes de frutas legumes hortaliças. Uma região pouco habitada mas que tinha e tem dono(a).

            O casal de iutúbis mais a cicerone pegaram a estrada federal já fora do perímetro urbano e desta vez sentido oeste. Mais 5 km e entrariam na reserva já nomeada e propriamente dita. A região vem se desenvolvendo turisticamente muito bem nos últimos poucos anos. E as cidades vizinhas da Chapada das Mesas descobriram este potencial e desde então vêm se articulando e já investindo em melhorias para atrair veranistas e praticantes de esportes ao ar livre. O que sempre é o caso de inúmeros municípios como Carolina, Riachão, Estreito, Feira Nova do Maranhão, Filadélfia, São Pedro dos Crentes, Darcinópolis, Barra do Ouro (que também colhe e extrai os frutos das plantas: pequis, bacuris, buritis, bacabas, cajus, açaís, cajás), Goiatins, Campos Lindos (o clima deste município é o tropical com 2 estações bem definidas nítidas distintas marcadas e segundo diz o ibge e a fgv e a ufba: a chuvosa, de outubro até maio; e a seca, de junho a setembro). E sempre tem um sol solar para cada estação.

            - Oie!... O dia está joia de maduro, é. Eu previno com os vícios de linguagem tipo ambiguidade ou anfibologia, barbarismo, cacofonia ou cacófato, estrangeirismo, prolixidade - lembrava o Tácito, falando e pensando lento demoradamente.

            - Paisagens. Eu mesma resalto as boas qualidades da linguagem tipo o ritmo, harmonia, originalidade - destacava a Gaipara, arrepanhando a saia nas ancas largas.

            - Bem, já estamos chegando - alertou o guia turística Cléo - Observem com atenção redobrada e tudo ao redor. Vejam mais muito e podem filmar à vontade e como queiram vocês, que o empreendimento promete. Temos muita imensa área verde e nativa que compreende a serra Dois Irmãos, o vale do rio Paraíba do Meio, contando com inúmeras cachoeiras cascatas quedas-d’água de diversos tamanhos, trilhas e caminhos, teleférico da pousada até o morro Lusco-Fusco e de onde se pode apreciar tanto o nascer do astro-rei com o entardecer do mesmo o pôr do sol. Estamos dentro do parque Mundéu, senhor e senhora! Aproveitem bem! Bom proveito! Bom gosto!

            - Se usa! E isto tudo custa caro, hein?!, gente - pergunta da Gaipara e para atender os seguidores do canal - É sempre uma boa primeira pergunta. A que me refiro.

            - Olha, pessoal! Temos alguns pacotes. Por exemplo, para uma semana e com direito a todas as atrações e comodidades do parque, mais refeições tudo incluído, vai por R$2.000,00. Mas temos opções de um dia ou dois dias e quem quer se estender para um mês. Podem entrar no site do parque Mundéu, ou da prefeitura, e conferir tudo e aí é só agendar. Tudo muito fácil e prático. Pode até regatear e pechinchar optar por fazer reserva antecipadamente, que daí sempre se consegue um desconto. Antepondo.

            - Chamamento. Pode vir com a família com os mascotes... mala e cuia...

            - Sem dúvidas. Pode ser sozinho acompanhado da família grupo familiar ou empresarial. Temos tudo e garantimos o bem-estar dos hóspedes. Inclusive com atendimento de saúde e pronto-socorro emergências. Nada deixa a desejar. É um lazer imperdível, minha gente! É um lazer muito ao alcance de quaisquer orçamentos. O receptivo conta com bangalôs restaurante piscina climatizada sala de massagem...

            Estacionaram o motorhome diante da entrada da pousada no coração do parque. E foram apresentados ao proprietário ou administrador. Visitaram as dependências de algumas choupanas ocas cabanas palhoças para ver e fotografar filmar as comodidades mobiliário o conforto o rústico. Tinha casinha pra todos os gostos e procuras e bolsos. Algumas com internet e tevê, outras nem uma coisa nem outra. Comodidade para quem quer ou precariedade para quem admite sair do convencional. E muito mais foi dito e prometido e recomendado e mostrado. E o ruído ambiente da natureza, natural.

            - E bonita inteligente. Eu moraria aqui por muito tempo. Isto como pessoa ou como bicho selvagem - acertou dizer a Gaipara, declinando ou reclinando inclinando o olhar para tudo que a cercava e ou decorava a morada. Evidentemente sem palavras.

            - Ou-ou-ou! Agora mesmo. Longe da bagunça da cidade grande e tudo de natureza o som o cheiro o sossego... - olhava e tocava e interagia no ambiente o Tácito.

            Tudo o que vai no explícito cabe no implícito e vice-versa, estilo capricho bom gosto. Pássaros que iam e voltavam. E depois saíam e retornavam. Sempre buscando e trazendo coisas. Uns incríveis espécimes e chifres-de-ouro, surucuás-de-barriga-vermelha, torom-torons, gavião-pinhé, jacaçus, tuís, pintassilgos, tico-ticos. E encontravam parceiro(a), disputavam às bicadas aos beijos, confabulavam, aglutinar combinar juntar, cantavam cada qual seu hino (elementos mórficos estruturais morfemas), construíam nidificavam em parelha casal e par parceiros. O joão-de-barro e maria-de-barro casal cônjuges esposos consortes empenhados em construir logo o casebre de adobe no alto do galho de jatobá-do-cerrado. Sabe aquela situação?!

            Muitos casais de alados dançavam o namoro inteiro, que podia durar de umas 2 horas até 4 dias. E cantavam ciscavam faziam onda e bossa e moda e coreografias. Ora saindo e logo voltando chegando de retorno, agitados acanhados temperamentais insistentes. Pulando juntos no mesmo galho na mesma plataforma, trapezistas trapézios. Se arriscavam num voo rápido furioso por entre o arvoredo os ramos. Trocavam interesses comuns ou novidades. Se ofereciam bichinhos insetos pedaços de frutas silvestres sementes grãos brotos. Se encontravam já sabidos e se conhecendo melhor, ou por acaso sem querer predestinados. Entravam juntos numa copa ou fronte de árvore e brincando se prometendo mil e uma regalias. Se encantavam com uma ou outra árvore da floresta e cajueiros, juás-amarelos, raízes-do-sol, gavarrécias, caapiás-miúdos, carás-de-caboclo, congonhas-do-gentio, ubucabas, pitangueiras, jarinaranas.

            - Vamos abrir o dia e aproveitar para mandar os abraços aos amigos seguidores de Santa Rosa do Purus e Campo Novo de Rondônia e Monte Negro e Montenegro...

            - Oi! Mais alôs e salves e vivas e abraços aos seguidores seguidoras de Vicentina e Laguna Carapã e Caaparó, esta palavra vem do guarani, ‘raiz de erva-mate’.

            - Muito bem. Temos muitas coisas novas pra olhar e mostrar! Olá!...

            - Em se tratando de. Vamos filmando e transmitindo aos poucos e em parcelas e pílulas comprimidos e ou drágeas de guloseimas confeitos, uma vez.

            - Ufa!... Eu sei que devo e posso evitar certos vícios modas cacoetes de linguagem e hiatos colisões ecos obscuridades solecismos preciosismos ou rebuscamentos plebeísmos - já contava e arrolava o Tácito, barba por fazer.

            - Eu por minha parte recordo e recomendo o que podemos e devemos fazer com as palavras os termos bem empregados e precisão naturalidade clareza concisão correção - completava a lista a Gaipara (numa dependência das fontes: ngb, glp¨dpc).

            - Viva! Nem devemos garrotear amarrar abafar a espontaneidade da fala...

            - Bravo! O estilo o bom estilo deve ser elegante e com imaginação fértil.

            - O farto horizonte. Como os passarinhos cantores alados em geral, hem!

            - Hum!... Igual de como o vento nas folhas nas nuvens no espaço aberto.

            O que foi? E uma outra das boas atrações da estação de lazer era o teleférico. O transporte aéreo saía da sede da pousada e ia até o morro do Lusco-Fusco ou do Fogo-Fátuo. Os iutúbis aproveitaram a dica e já queriam experimentar a novidade excitante. E da altura que for. Assim, subiram até o morro cruzando pelo alto das copas das árvores. Cada cabine aberta e com dois acentos de plástico duros. E viajantes aéreos com direito aos leves e periclitantes solavancos trancos vaciladas da engrenagem.

            - Sim, olha que estamos mais altos que esta canela-de-papagaio - a Gaibara toda excitada pra falar já desabafando o medo de altura e apontando a árvore lá embaixo - As copas das araucárias parecem se parecem com candelabros, oquei?!

            - Oh, gente! E ainda estamos mais altos que ipê-amarelo-do-brejo - o Tácito um pouco preocupado mas cuidando de nem perder a voz firme e dura e natural, passando assustado arrepiado sobre a copa das árvores mais altas e imponentes.

            - De-boa! Que aventura seria ter asas e pular para um voo circular, hein?

            - Ordem na casa! Tenho dó de mim quando olho assim do alto e lá para baixo.

            Chegando no ponto e já tinham à disposição pelo menos um funcionário que devia orientá-los. A vista era deslumbrante e se podia curtir um maravilhoso horizonte de mato e rio e montes montanhas e formas e contornos encantadores. Uma flora e fauna riquíssimas. Uma, se pode dizer, promiscuidade de bichos plantas insetos e pura selva. Sempre bem acompanhados naquelas horas pelo sol idêntico cavalo voador esquipador esquipando pela tarde serena. O sol tem método. O sol tem solenidade.

            - Os tempos derivados. Quem acostumou o sol a tudo isto? Tenho que sorrir.

            - Então. Como alguém vem de lá longe para iluminar aqui perto, porém!...

            - Pronto. Agora eu quero tirar uma foto um vídeo e mandar aos nossos seguidores amigos e parentes - arrematava a Gaipara, alegre solta desenvolta.

            - Me deixe ver. Tenho que te dizer que esperava fachos de sol e estrelas e astros, meu benhe! - compunha o Tácito, envolvendo e sobraçando a consorte pela cintura.

            Os nubentes agarrados espreitando ali a natureza a mata o horizonte. Júbilo alegria extrema pasmo regozijo exultação. Aí pelas quebradas e brenhas e cavernas, um número de sorros os maracajás ervas-de-sete-sangrias e jacamins-de-costas-brancas tuiparas-estrelinhas trom-trons e salsaparrilhas-do-rio escorrega-macacos ibabirabas.

            - Salve! Creio firmemente que tem onça-pintada neste mato - decidiu o Tácito, sujeito que estuda planeja e negocia - Feras com os roncos, gru-gru!... rastros e lendas.

            - A ventania precede a chuva e mais temporal. Tô vendo uma guerra de formigas bitus carregando um gigantesco saraiú, isso também - Gaipara olhando o chão infestado de insetos elétricos que buscavam buscando cortando carregando pedaços do escorpião artrópode arácnido. - Nem quero pastel de carne prefiro pastel de queijo e garapa!

            - Que a paisagem é uma pintura surreal, eu já concordo e assino embaixo, oi!

            - Uma vez. Se eu já fosse um gênio eu nem saberia o que mais acrescentar, tá certo?! - declarou a mulher, retocando os lábios grossos e sorrisos muxoxos.

            Depois de apreciar se deliciar se comover, por que nem?, depois de bater o pique no alto do morro, tudo isso e o visual, os visitantes voltaram para a sede do parque. Com boa e declarada deferência atenção reverência respeito ao pôr do sol. Era natural que tudo isso acontecesse. E que as árvores e poaias-brancas e cambucás e sucupiraçus e papos-de-peru-do-miúdo já colhessem abrigassem aves e inhapupês, socôs-de-bico-largo, suindaras, arapongas. Seria uma tramoia, no bom sentido do termo, com o fito somente de sabotar (em tom de brincadeira) as aspirações e entrada e subida da lua. O ambiente se toldava já se obumbrava se sombreava e escuro sombrio obumbrado.

            - Ao nível de... - começou o Tácito, esquecendo as palavras - Nem tenho palavras nessas horas e pouco entendo de símbolos siglas abreviaturas, hem!

            - Surpresa e espanto. Os grandes autores nos seus ótimos livros... começam com epígrafe - comentando a Gaipara, recapitulando umas imagens livrescas titulares.

            - Concerto e harmonia. A última hora do dia quem canta é o sabiá-laranjeira.

            - Ali no capão quem canta primeiro aparecendo à noitinha é a coruja-do-mato.

            E aceitaram o convite do dono, o seu José Banguê, para pernoitar num dos aposentos do bangalô vip suíte de janelas envidraçadas com vistas para a mata. E tudo por conta da divulgação aos amigos(as) seguidores do canal. Até porque no dia seguinte tinham como fazer uma trilha pela floresta e conhecer de perto algumas das melhores cachoeiras da região e do Estado do país e do mundo. Que nem nunca faltem ideias!

            - Opa!... Durmam bem que amanhã bem cedo faremos uma bela caminhada - o seu Zé recomendou e prometeu e bem enfático afervorado expressivo, por que nem?!

            - Tem onça-parda das brabas aqui por perto? Pergunta - curiosidade de Tácito.

            - Olhem, meus hóspedes preferidos! Tenho visto rasto de jaguatirica, tá certo! - resposta sincera do proprietário seu José - Mas isso muito lá pro meio da mata. Aqui na sede jamais. Esses bichos soltos nem gostam da proximidade de gente. E convenhamos!

- Ué! Assim eu nem viro caça. O caçador caçado - suspirou de alívio o Tácito.

            - O essencial. As trapaças armadilhas truques espertezas ficam subentendidos na lenda que reza - contou o proprietário seu Zé, e com riso fino e debochado por sutileza.

            - Dancei, nem danço. Macacos bugios micos saguis se agrupam se recolhem e ficam olhando as estrelas, quando há estrelas. Ou a chuva, quando há a chuva.

            - Sim, e hoje temos as Três Marias mais o Cruzeiro do Sul. E muito estrelados.

            Tácito e Gaipara aceitaram o convite até porque gostaram muito da hospedagem do ambiente do lugar da forma como foram acolhidos e bem tratados. Nem tinham compromisso com nada e a agenda era feita e desfeita conforme o acaso. Convites como o do seu Zé nem podiam ser recusados. Nem seria justo estragar gorar desperdiçar a chance de conhecer a fundo um lugar tão chamativo e bonito tal e qual como aquele. O terreno vasto do profissional familiar amoroso aleatório enche o balaio na alquimia do aventurar. Todos os dias são dias de índio, na boa e sem ironia ou gozação. Virdes.

            - Vamos abraçar este paraíso - disse o Tácito, se acomodando num tamborete.

            - Nem nada nos impede de ir agora, porém a oportunidade é ímpar - declarou a Gaita, seus longos cabelos negros bonitos e... viçosos. - Depois da hora dos mosquitos.

            Em silêncio e nem em segredo, a lua surgiu no alto e majestade noturna. Vinha vigilante assediar sitiar obsidiar molestar o céu imenso o mato denso. Seus arautos passavantes proclamando anúncios aos 4 ventos e bacuraus-tesoura-gigantes, corujas-católicas, morcegos-pescadores. Eram estavam como os substitutos sucedâneos patéticos do trabalho já em a arte da rapinagem e ou da malandragem transgressão. Então, a noite distribuía também e à vontade, os anônimos vaga-lumes as mariposas e outros tipos assim furtivos arruaceiros sacripantas velhacos patifes indignos. Grande tempo cronometrado inerte tempo. A lua existe fielmente. Um satélite igual àquele balão de festa subindo na sala batendo no teto. Você gosta de erva-de-santa-luzia?

            Depois um casal asselvajado de mães-da-lua (aves caprimulgiformes da família dos nictibiídeos) vieram pousar ali no pátio da sede no galho escolhido do pé de olhos-do-diabo. Acontecimentos. Pousaram e repassaram todo o ambiente com seus óculos rubros escabreados agastados zangados afogueados. Olhos luminosos. Sujeitos um par de casados espertos vivos viradores. Ambiente noturno e outro ambiente. Adequais.

            - Ru-ruuu!... Chegamos tarde ou chegamos cedo? Que horas são, ué?! - perguntou o macho de nome Zorro, ave astuta e capadócio espertalhão cabotino (e num bom vernáculo já traduzido para o português brasileiro, fala contemporânea).

            - Ru-ruuu!... No meu cebolão são exatamente... oito pras nove noturnas. E o céu estrelado como é de se esperar, ui! - comunicou a fêmea de nome Tuta-e-Meia, com a patrona ou patuá debaixo da asa sempre carregada de bentinhos figas rosários para poder despachar seus esconjuros bênçãos e quebrantos. - Toda hora é hora, né?!

            - Sus! Tá vendo a choupana 19, também conhecida com o nome de Xirianá?

            - Tô ligada. Qual que é, meu?! Diga lá, diga lá!... e por obséquio.

            - Olá! É hóspede novo e casalzinho em lua de mel, hu-uuu!...

            - Eu, hem?!... Então, isso me cheira a cópula coito cio concúbito visgo, plefe!...

            - Ah, é mesmo! Será que estão muito cansados da viagem? Periga, oie!...

            - Panteísmo. A gente podia dar um susto nos nubentes. Que acha? Que tal?

            - Ru-ruuu!... Uns assobios uns pios e uivos... a desoras. Sim, eles podem ouvir e pensar em presságios vaticínios profecias... essas coisas de suspense - soprou o Zorro, finório ladino sagaz e valentão. - Temos que esperar e contar bem meeeia-nooooite!...

            - Ru-ruuu!... Bem junto da janela e quem sabe fazendo risos e gargalhadas, kjá-kjá-kjá!... para atrapalhar o vuco-vuco!... - considerou a Tuta-e-Meia, que sempre torce por um bochicho muvuca confusão e um ‘bla-bla-blá!...’ - Consideramos, então!

            - Nem leve a mal. Você sabe que eu gosto de presepada ou emendada... - era o Zorro, que ele já distinguia uma diferença considerável entre provido e próvido.

            - Alô e oba! Assim também aprendi enxovalhar enodoar manchar melar... - era a TeM, que tinha noção adulta da distância entre valido e válido.

            - Ru-ruuu!... Vou bicar e arranhar a vidraça e você assobiará, tá valendo?!

            - Ru-ruuu!... Eu assobio pio trilo e bato as asas, ploque! ploque!...

            Onde havia erro e errado, onde havia o acerto e acertado; o copo meio cheio e o copo meio vazio. Ideias cabalísticas esotéricas falaciosas. Sonhos são arquipélagos ou pontos de luz soltos isolados individuais perdidos no espaço? As obras na rua e fundações drenagens estruturas contenções edificações iluminação pública pavimentações esquadrias. O instante dos primeiros raios o sol começou nascendo a vida inteira em Prudentópolis, Inácio Martins, Candói, Turvo, Ravena distrito de Sabará, Campinas de Pirajá bairro de Salvador, Guarapuava (guarapuavano) - tupi: ‘lugar do barulho dos lobos-guarás’. As ruas a cidade e sempre o mundo ordeiro total inteiraço; as ruas têm que estar muito atentas; rolando um rio Coutinho um rio Girassol erguendo uma cidade agitada uma montanha corcunda esperando esperar esperanças.           

            Milagre com história enciclopédia vários tomos com início revelação meio e fim. Quanto se caminha se anda para atender um milagre e plano inclinado elevado abaixado. Milagre é resposta e maracujá-de-cobra, angico-vermelho, couve-cravinho, japuís ou japiins, caboclinhos, maracanãs-nobres. Milagre é mistério e São João do Manhuaçu, Orizânia, Santa Margarida. Milagre é a palavra que vem no ar. Do tempo antigo. Do mundo a ser descoberto no fundo final das caravelas e naus. Que chove no verão na ilha da magia em Florianópolis a Floripa. Milagre que convence a todos.

            Lá longe raiou o dia novo e inconsútil, digamos assim. Um astro cheio de personalidade efervescência total carregado de trabalho laborioso e bastante flexível, para todos. Dia cômodo acomodado no colo da manhã. E o resto da jornada aconteceria. E depois se veria. Vento pronunciado desde, quem sabe?!, o mar verde ou azul.

D e sua justiça direta na lei da ordem natural, transfigurações metamorfoses transformações. Que as gentes dispusessem do verão como lhes aprouvesse. Para gáudio de os sanhaços-reis bicos-de-veludo marrecas-tururus guaranicingas tesoureiras sanhaços-frades perdizinhas-do-campo. Você também gosta de erva-de-saracura? Sol que nasce aqui surge em Goioxim, Jussara, Boca do Acre, Araruna-pr (‘arara preta’).

            O sol tem estilo. O estilo é um projeto de atitude. É o que projeta a sua fala ou escrita. É o aspecto pessoal psíquico mental subjetivo (tendências externas internas do autor). Além do estilo próprio apropriado propriamente dito há os estilos de época das eras as modas, o clássico barroco rococó romântico moderno contemporâneo contemporaníssimo. A lua existe finalmente. A lua prato de prata. Lua ou queijo.

            Os que aconteceram cedo os primeiros a chegar foram a manhã a ave o sol, juntos ao mesmo tempo num determinado lugar. Que também é Divino, Luisburgo, Manhuaçu, Matipó. As plantas com os cabelos no chão, as flores fechadas dormidas pensamentos em si, as árvores copadas com os braços cruzados no peito nas costas segurando os cabelos. Recordamos umas e outras, maçarandubas, louros-tamancões, flores-de-babado, cabos-de-lança, aroeiras-do-rio-grande. As pessoas usam pijama ainda calção bermuda. Outras feras animais esperam espreitam aguardam atrás da moita da pedra dentro do oco da toca da gruta do buraco no fundo da cova no interior do ovo. E umas da terra outras do ar ou ao mesmo tempo, iraúnas, cardeais-do-banhado, arirambas-verdes, japuaçus, iraxins ou iratins. Quem daria a largada?! Com certeza esperariam espertamente por D. O mundo este é assim, já vem  no formato redondo. Outras coisas acompanham pai e mãe e os filhotes. Verdadeiro absurdo! O rio desce pro mar vertiginosamente e o mar sobe a montanha dentro da barca da nuvem. As horas são infalíveis e só funcionam depois que se anuncie que anunciem a partida. Que estouro, hem?! E a ideia, se temos ideia, é ir aonde? Partida para donde? Tudo animado se animando pegando formas e cores aos poucos. Sim, o que é acordar e dar uma risadinha, ‘ahahah!...’ pra início de conversa. As coisas são e funcionam realmente começam quando todos partem, sãos e salvos!, ao mesmo tempo em todas as direções.

- Bom-dia que eu saiba e vi um bem-te-vi-de-gamela! - despertava o Tácito.

            - Bom-dia que eu fiquei sabendo e ouvi uma arara-hiacinta, craaaa-á! craaaa-á!... - abria os olhos a Gaipara ou Gaita, cabelos longos soltos em desalinho charmosos.

            - Oie!... O que D nos reservou para hoje e vamos ver. Espero e aguardo.

            - Ir agora. Um café da manhã com suco de caju, hum!... ninguém precisa! - desabafou ela, falou num tom suave brando bom os lábios gretados de verão.

            - Ora! Qual o estilo de D, minha santa! - copiou Tácito, já o humor de pacotilha.

            - Olha!... Fazer todo mundo acreditar no porvir e por vir, e sem regras. Sem regras réguas e compassos - dizia a dama, prendia com grampos e bom gosto os cabelos crespos densos justos padrão. - Acordar e ir em frente é uma ordem de quem, hem?!

            Nesta hora agradável, depois de uma noite boa bem dormida e suave e sem pensamentos, o casal acordou para cumprir a agenda programada. E deixaram a cama confortável e se dirigiram, olhos piscos diante de tamanha luz e claridade e luminosidade, ao refeitório salão de pasto para o tão sonhado desjejum repasto. Quem notava o contrário? Ouvindo os cantos sempre insistentes e persistentes e presentes já por todos os lados dos pássaros incidentais pernósticos grandiloquentes, chicoãs e tietingas e peruinhos-do-campo e lavadeiras e pica-paus-de-topete-vermelho e ajuruetês. E todos eles e mais sempre do alto das carnaúbas, imbuias, mututis-brancos, caixetas, juazeiros, jureminhas. E um dia antes de amanhã, uma quinta-feira, nada comum.

            - Vossa Excelência! Essas nuvens são poucas e boas, é. Outro sim!

            - Engole-as a claridade. Uma aqui e outra... lá e acolá! Ora e ora!

            - Frutas doces. Que dia de sol e calculando o que nos espera - vibrava o Tácito - Um café da manhã com fruta e mel, olha e olhe, gente! É pedir pouco ou muito, mor?!

            - Devido. Estou pressentindo que este sorvete de pitangas com pequi vai ser o melhor que já tenho provado. E de toda minha vida e existência. Que preciosismo!

- Os que lá. Que gorjeios e chilreios e zumbidos!... Vejo aí uns prebixins e pica-paus-do-parnaíba e papa-lagartas e caminheiros e beija-flores-tesoura-verdes que me enchem de encanto e esperança e honestidade e confiança e certeza e responsabilidade.

- A boa o bom. Pedindo instando por sementes frutas... Vou lhes alcançar um melão com mel. Devem adorar, esses gaiatos. E eu fico feliz e mais feliz quem me diz.

- Assisto ao jogo. Existe todo um sistema, minha dama de agrado - o Tácito pegando da cafeteira (cafe-t-eira: t, consoante de ligação infixo; eira, terminação - sempre preferindo buscando uma boa e ótima eufonia) para se servir. - Me servo, é.

- Como se sabe e se reconhece, vai fazer o quê?!, o mais forte se sobressai - concluía a Gaipara, pegando uma água gaseificada (gase-i-ficada: i, vogal de ligação).

            - E a gente e os amigos. Nem vamos falar de política divina ou universal.

            - Seus cavalos e potrancas. Nem sempre quem vence é o maior maioral, tá?!

            - Oquei, peneira! Mais de 1 milhão e meio de argentinos nas praias do sul...

            - Porém, pederneira! A maioria maior parte em Floripa, que é janeiro...

            D e sua gangue. E por tudo nas árvores nas flores no pátio da habitação uma fauna aérea empolgada também com o começo do dia. Dia insuspeito. Cantando banalidades ou erudições na manhã e prometendo se comprometendo com a namorada marcando território, os pássaros se apresentavam ao dia que esplendia. E se buscavam se tentavam se digladiavam, empurrões muxicões safanões. E por entre a folhagem os ramos de planta em planta, macaúba e catingueira e cardo e favela e bucho-de-boi e ainda mais desancavam espancavam descadeiravam. E os vasos com plantas ornamentais e as latadas ou caniçados exibindo trepadeiras florindo na época recomendada e ideal, chá-da-terra cipó-cravo cipó-timbó macambira marmeleiro-do-campo taiuiá-grande e com suas flores imarcescíveis. E esses alados usurpadores periquitos-de-asa-amarela fazendo fuzuê trapaça fraude e articulando trampolinagens e até digamos uma homofonia legal e consistente. Dia suspiroso com fôlego de felino matreiro. O Pai ensinará os filhos e netas a respeitá-lo. D e sua vontade ainda hoje.

            - Olha só! Vamos escolher uma espécie e morar nesta árvore aí, de lambuja e vantagem e lucro - escolhia a Gaipara, alfazemada perfumada com a alfazema-brava.

            - Ave! Pássaros do verão e migrantes no inverno ou época de chuvas. Organizando bandos conluios combinando alianças e estratégias - consentia Tácito, e o olhar já longe no tempo no espaço das regiões rincões. - Tudo por fazer, meu doce!

            - O que seria viver aqui? Morar num lugar assim e pra sempre, já pensou, hein, mor?! Isso é mais do que eu esperava pra mim pra mim! Claro que com você, meu garoto varonil de propaganda de camisa de dentifrício de chinelo e tênis! - desabafou a Gaipara (garot-o: o, desinência nominal de gênero masculino e número singular).

            - Sempre! Esta é minha opinião. Ter sede e poder beber. Eu próprio reconheço.

            - Honestamente. Estendo o braço para pegar os raios de sol... - comentava Gaita, ajeitou a cabeça no espaldar da cadeira azul-marinho com braços de madeira polida.

            - Logo hoje. Vamos gravar tudo isso e compartilhar com nossos seguidores. Eles precisam saber de tudo que passamos. Vamos apontando e dizendo e mostrando: e isto é bom e ótimo! E que os queremos muito muitíssimo de montão! - interpretava o Tácito, mão no queixo e pensativo projetando sucesso {quere-mos: mos, desinência verbal em número (plural) pessoa (nós) modo (indicativo) e tempo (presente)}.

            - Sim. Se vamos nos comunicar com nossos seguidores, temos que falar e dizer e cumprir distinguir certos requisitos. Nos preparar. Tais como os de língua geral e comum do português brasileiro. Que todo mundo entende e entenda compreenderá.

            - Amável amabilíssimo. O que nem nos impede de inserirmos aqui e ali a língua popular ou culta ou literária como se faz como se fosse quando se fala e ou se escreve.

            - Na língua geral tenho como falar o dialeto regional fluminense, pode ser?

            - Que acontecem diferenças de léxico ou vocabulário e fonéticas ou sotaques.

            - Fácil frágil. Nós falamos como sulistas. Inda mais... inda mesmo...

            - Acredito que um falar linguajar vulgar com gírias língua popular espontânea.

            - Pode crer, som do meu violão! Eu pouco distingo sensação de impressão.

            - Pode acreditar, som do meu tamborim! Eu nada sei de estilo ou talento. Upa!

            - Repare, meu todo doce de quindim! Onde mora janeiro e fevereiro, hem?!

            - Recoloco, meu todo de doce de abóbora! Onde tem praia tem sucesso, né?!

            Lá fora e pela janela se via as mil abelhas que buscavam mel nas flores das flores da trepadeira dragão-fedorento ou imbé-furado. Vinham as borboletas buscar néctar para poder sobreviver até semana que vem. As joaninhas cantavam prosa e os gêneros oratórios: acadêmicos ou discursos, sagrados ou sermões, forenses ou políticos. As formigas-corredeiras, são muitas e em colônias gigantescas, narravam romances de fantasia e contos novelas históricas e histórias fábulas ou mesmo apólogos crônicas memórias lendas. Vinham todos e do dia novo em folha. Chegavam tantos para caçar.

            - Opa!... O terráqueo aceita morar aqui em liberdade patrimônio da humanidade.

            - Tomara. O trem passa e carregado de mercadorias aos centros consumidores.

            Guiados pelo colaborador e empregado servidor do parque Mundéu, seu Léo Caraminhola (um apodo apodado, talvez descabido, tufava o pescoço quando falava), já com mais uns três casais de hóspedes, rumaram e andando para conhecer a trilha do mato. E a ideia era aproveitar logo as primeiras horas sem muito calor. Contentes. Abaixo acima os decibéis entre 80 ou 100. Parque contemplativo sobre uma pequena mata preservada. Trilhas organizadas e de fácil acesso ingresso entrada/saída.

            - Olhem. Vamos tranquilos e abrindo bem os poros os ouvidos os olhos para a natureza em torno. Pretendemos chegar, depois de uma hora ou hora e quinze, na cascata da Melindrosa. Conhecida assim porque na época de pouca chuva ela meio que desaparece ou esquece, e só volta a bombar resurge assume o protagonismo no inverno. Aqui inverno é tempo de muita chuva, oquei?! Para frente e andando... toda vida!

            E com certeza a trilha seguia tortuosa, subidas e descidas, se torcendo e sumindo na curva. Alguns bichinhos do mato e assustados, lagartixas ratões-do-banhado preás saracuras jacus tejuaçus quatis... se embrenhavam ao ouvi-los passar pezunhar calcorrear. Corriam daqui pra lá acuados e se encafuavam se encafurnavam. Se mostravam demonstravam irascíveis iráveis iracundos irritáveis estressados indigestos.

            - Veja e repare, que natureza intocada! Bem preservada, praticamente.

            - Joia. Chegamos esta semana. Somos de Campina do Simão, perto de Cantagalo e Pinhão. Conhece o salto Curucaca? Uma beleza imperdível imperdível.

            - Ascensão. Vamos! Os anos vão passando e são escalados degraus lances...

O vento original vinha já soprando de leste para oeste destrinçando desenredando as folhas ramos ramagens balançando desestabilizando levemente ou suavemente as copas e caxicaém, pindaíba, barbasco, abricó-do-pará. As muirapixunas, adelgaçadas e de grenhas guedelhas emaranhadas, se abanando folgadas já nas poucas horas da manhã. O sol fazia bem e logo no começo. Boas flores do ipê-amarelo.

            - Bem, vocês já vieram prevenidos para um banho de cascata! Acertei?! - alertava e lembrava o guia Léo - Nem vamos perder essa, tá certo?! Segure aí!

            - Ora! Prefiro ver um gato-do-mato! - destacou a hóspede Rita Cantaria, o rosto flamengo pegando fogo em chamas e tresandando sonhos desejos imaginações.

            - Oi!... Me ensina, moço Léo, a subir em árvore? - quem pedia era a hóspede dona Laca, professora de música e timbaleira grande tocadora de timbal timbale.

            - Contudo. Eu admiro as pessoas que nascem e ficam sempre no mesmo lugar. Conheço várias assim lá onde moram meus pais e a maior parte da parentada, entende?!

            - Quem vê! Muita pessoa nem sabe nadar ou nunca andou de trem avião.

            Ladeiras morrinhos íngremes e folhas gravetos secos espalhados pelo chão mais as árvores tombadas aluídas desabadas claudicantes. As trilhas bem demarcadas e com nomes próprios, passarelas ou pequenas pontezinhas de madeira inclusive placas com dizeres e recomendações palavras de incentivo. Estrupícios balbúrdia estridor de grilos e cigarras tocando quaisquer instrumentos em pleno calor de estontear. Nem faltava nada.

            - Estejam atentos. Uns cinco minutos para respirar tomar uma água, gente! - determinou e achou por bem o guia, isto depois de 45 minutos - Vocês já conhecem já viram os calangros? Reparem ali, ó! Eles nos iludem com camuflagem as cores.

            O seu Léo apontou para um pedacinho de mato logo ali pertinho. Os hóspedes pedestres caminhantes pararam extasiados. Muito curiosos e interessados. Uns mesmo emocionados e com a mão segurando o queixo. E fotografando até o último instante.

            - Oh!... Pois é um lagarto selvagem, né?! - pergunta e dúvida do hóspede do bangalô 44, seu Pupilo Curro (natural de Itaquaquecetuba, em tupi é ‘lugar abundante das taquaras de folhas cortantes como facas’). - Repare como olha com seus olhões!

            - Claro! São uns lagartos da família dos teiídeos e acordam muito amuados enfadados agastados carrancudos - completou o Léo Caraminhola - Ficam ao sol e dali uns minutos já estão folgados e azougues inquietos vivazes. Bons caçadores de insetos.

            - Principalmente isso, hem! Vindos de uma linhagem de bambalhões bambos frouxos preguiçosos - era a sentença do hóspede senhor apelidado Barbaça, com barba longa e basta encardida abaixo do nariz mucoso. - O que D quer com isso, gente?!...

            - Pais e filhotes. Calma que ele é rabeador e pode te rabear, hein!

            - Integral. Será que ele conjuga o verbo sortir? Até hoje... e quem sabe.

            - Seria sensato. Deve ou deveria praticar o drama e a comédia. Tanto a expressão na forma de a prosa como em versos - praticou colocou a moça e hóspede Pracata Bralha, hennas nos dorsos das mãos dos pés e panturrilhas e pálpebras e sobrancelhas.

            - Me digam! Lá em Porto Acre este mistério seria um caso isolado - testemunhou a moça Marina Cotão, portoacrense. - Mas outros seriam comuns, é.

            - Sim e nem. Meu time continua perdendo... É, então preciso ver outras coisas...

            - Revejam. Ele nem perde a graça. Ora é Saci ou Porco ou Raposa ou Peixe...

            Que bacana! Pois assim mesmo, o bicho pardavasco estava ali e muito pegando sol e calor. Agradecido da hora do dia morno chamando pro quente quentíssimo. E todo largado esquecido lânguido zonzo cochilando sonâmbulo. Embora bocejando sonolento sossegado isolado. Uma pele ou casca variável de espessura suturas comissuras saliências cavidades. Como um ser feito para usar a sorte com D, dádiva e deu sorte.

            - Contentes? Vamos seguir e vamos em boa hora. Mais dois passos e poderemos já ouvir a cascata. O que temos pela frente - animava o Caraminhola (epíteto do guia Léo, quase sempre de trocista mangando hilário o quanto podia até onde devia).

            - Eu preciso fotografar borboletas - era outra vez a dona Laca, intimando o guia.

            Caminho que seguiam e nomeado nomearam e de nome Gatimônia. Trilha estreita às vezes enroscada atrapalhada em pedregulhos. Mais ou menos argilosa erodível erosão. Quando chovia e no inverno podia ser escorregadia. Por um triz por nada nada uma minimidade ou és-não-és nem caía pelo perau lá embaixo.

            - Hein! Como naqueles episódios que se passa de um tempo a outro, sabe?! Um portal com diferentes idades eras e civilizações. Tô esperando! - esperava a dona Gaita.

            Chegaram à cachoeira da Melindrosa e era realmente um ponto do paraíso na terra. Se viu umas manifestações empolgadas ansiedade no afã de chegar mais rápido ao jorro à queda d’água. Do meio do mato, de uma espécie de plataforma ou trampolim ou rampa de pedra, caía o tanto de água que fazia um véu de noiva idêntico autêntico. E muito maravilhoso. E se criou ali uma imantação uma atração que anestesiava e aproximava os visitantes daquele recanto da natureza, como um amor à primeira vista como uma narrativa de fábula como uma história que começa ‘era uma vez em o...’

            - Uaaaau!... Coisa estupenda e magnífica! Me fale e me diga me alegra!

            - D meu, que riqueza de ambiente! D meu, que riqueza de detalhes! Oi!...

            - Ó vida minha! No gênero lírico é poema, são versos! Queria fazê-los, queria.

            - Valeu a pena! Parabéns pra nós todos! Eu me aaaamo!

            - Meia-hora para o banho, minha gente! - gritou o guia Léo, de alcunha ou chalaça Caraminhola - Podem aproveitar e se regalar com a potente ducha, oquei!

            - Quero ser assim isso mesmo, né?!... É possível pular lá do tope de cima o alto? - seu Pupilo, este querendo impressionar específica e evidentemente.

            - Então já faz primeiro o testamento e por desencargo de consciência, ahjá-ahjá-ahjá!... - alertou dona Laca, em nome do grupo de hóspedes - Sem demoraráaaa!...

            - Já... oquei! Já devem ter filmado um filme aqui... e nem é possível, meu!

            - Oh!, gente boa e privilegiada específica assinalada... Aqui quem vos fala podia estar roubando ou fazendo aí assim mais coisa ruim errada, mas nem, minha dona e ou senhor!, eu estou porém pedindo ajuda humilde em a humanidade humilhada, todavia!

            Parecia um ninho muito encantado. Qualquer coisa que D criou e colocou num lugar sagrado e distinto. Com muito prazer de viver desfastio desenfado jovialidade. A grama-rasteira capim-de-burro graminha-de-campinas soldanelas-d’água e pedras rochas pedregulho seixos redondos e um pouco mesmo que um naco de areia areal. Tudo jungido ligado honestamente à piçarra terreno arriado de aluvião desbarrancado barroca. Com árvores riquíssimas e perfeitas, babosas-brancas e jatobás e lofanteras e manacás-da-serra e quaresmeiras e mangabeiras e covas-de-onça. E pássaros incidentais podiam ser vistos e filmados em as passarinhadas e cada um na sua camada ou estrato do mato altura das plantas frutos favoritos, bigodinhos e coleiros (passarinhos comuns e muito distribuídos pelas regiões do país e que portanto têm diferentes sotaques, discursos direto indireto e indireto livre) e sombrios e bicudos e pica-paus-do-campo.

            - Gente! Concordo que aqui D é olhou com cuidado e carinho - já dizia Gaipara.

            - Chove ou faz sol, hem?! Vamos dizer a joia da coroa e opíparo magnífico opulento suntuoso. O portal de entrada para o país das delícias - lembrou dona Laca, manietada amarrada algemada pela riqueza de contrastes do lugar.

            - O quê!... Um romance de ficção e imaginar modelar criar inventar! Pronto.

            - Osso e ouço! Viajando de norte a sul e isto ainda me assombra me maravilha me anima - declarava o senhor Adão Mandinho Atascadeiro, natural de Passa e Fica.

            - Junto esta! Um dia foi já tirei foto ao pé da cascata do Caracol, já ouviram?!

Uma ilha de verdes predominando e som música chilrada pipiada arrulhada e por acaso por sorte encontrada neste infinito e específico meio ambiente em que se encontravam. Personagens quase quase fictícios invisíveis besouros borboletas tanajuras. Borboletas e besouros pintados coloridos escolhiam voar de vez em quando ou necessariamente. Estas as formigas-de-ferrão insetos justos e correndo o chão gramando na labuta do dia a dia carregando padecendo compenetrados cheios de serviço carregados de certezas. Caterva de lacraias fisgando lancinando picando nocivas (nocivo: noc, raiz e radical) e um submundo lotado de lesmas caracóis minhocas.

- Opa! Minhas fotos são sensacionais e ma-ra-vi-lhosas! - dizia dramaticamente a dona Laca (dizer: verbo de elocução e ex, exclamar suspirar segredar explicar atalhar.

- Ué!... Minha sorte me trouxe aqui e vou compartilhar com meus amigos do iutúbi - valorizou a Gaipara, apontando a câmara e buscando ângulos e registrando tudo.

- Assim se forma. Minha memória já criou um lugar para isto tudo, gente! - seu Pupilo, olhos parados diante das árvores verdes remoçadas contentes e diversas.

            Daí, do mundo bonito e perdido e encantado da cascata Melindrosa, pegaram novamente a trilha e foram investigar outros pontos de vista outras atrações dignas de nota. Logo em seguida e na sequência de importância, subindo mais um pouco o morro pela trilha denominada Espartilho, visualizaram a cascatinha da Tatuquira. Um lugar de beleza (palavra simples) rara e raro paradisíaco passatempo (palavra composta).

            - Ah!... Por que do nome da queda d’água? Nem me pergunte. Ou deve ser pelos mosquitos típicos da região, nem tenho certeza - respondeu orientou o guia, maxilares zigomas destacados, já olhando os hóspedes circunstantes com uma cara de ironia.

            - Congratulações. O inimigo nem nos poupa. Onde há mato há mosquitos. Isso nem tem como negar - parecia com razão a dona Rita - E eles são um povo muito mas muito licencioso, com o perdão da referência. E diria também um povo muito libertino devasso depravado dissoluto chalaça. Pronto, falei e tenho dito! Uma multidão!

            - Psiu!... Oito dias depois. Já e já nem saem mais as epopeias os épicos e sagas.

            Quase de difícil acesso ingresso acessar, no topo do morrinho, dito e feito, encontraram um homem idoso alheado e sentado pacífico diante de uma lapa. O homem e um mundo de pedras. E parecia aguardar visitas esperá-los. Sentado numa pedra e olhando os caminhantes chegar chegando, um senhor de cabelos brancos bigodes barbas longas esfiapadas. Era um funcionário do empreendimento do projeto turístico? Era um das cavernas? Era um ermitão? Era um monge penitente? Era um lunático tranquilo?

            - Peço atenção! Uma agradável surpresa para vocês - explicava o Léo - Este é morador/inquilino da gruta aí e mora no parque antes do parque Mundéu existir. Eu lhes apresento seu Curió, apelido que ele mesmo adora. Oi, seu Curió!...

            O pessoal ia chegando e cumprimentando dando a mão sorrindo interagindo com o homem eremita. Ele olhava aceitava o aperto de mão olhava com cuidado. Todos chegavam apertavam a mão diziam o nome sorriam estranhavam. Os bons humanos.

            - Sério. Atende pelo apelido de Curió, como o passarinho. Ele é muito de imitar os bichos, então é isso - completava o guia do parque - Falei bem, seu Curió?

            - Na verdade eu nem os imito ou arremedo, são eles que me copiam, ahahaha!... Sejam bem-vindos e bem-vindas! - disse o velhinho que lembrava um profeta bíblico.

- Isso. Seu Curió é visto por certas pessoas como um ente da capoeira, um protetor das árvores dos bichos e amante das aves. É tratado por alguns como um santo ou mártir. É respeitado muito como um pajé puro honesto e em extinção.

- Olhe e olhando bem... Sim, se parece com meu avô paterno, é. Que legal!

            Os hóspedes da pousada chegavam já estavam e perto do eremita ermitão e o cumprimentavam com sorrisos e respeito acenos de mão. Uma curiosidade recíproca. Os que chegavam nem podiam crer que alguém pudesse morar tão precariamente e isoladamente assim e por conta própria por livre e espontânea vontade em estes nossos dias. Tiravam fotos. Solicitaram e pediram para tirar fotos e filmar e foram autorizados e registraram. E o solitário nem podia acreditar que gente da cidade viria de longe só para ver alguém acocorado na boca de uma lapa esperando o tempo passar. E ele se ergueu e foi abraçar quem queria ser abraçado fazer um retrato sorrir com giz e xis.

            - Ora, meu! Mas a sua família, seu Curió, deixa o senhor morar aqui e sozinho? - indagou Gaipara - O senhor tem amigos e parentes na cidade? Nem é muito perrengue?

            - Oh! A minha filha Lana, e isto no princípio lá pra trás faz um tempão, nem quis entender. E era rabugem dela... mas... - o homem se dignou responder algumas perguntas - É que eu sou teimoso e ela teve que aceitar na marra, sim ou sim! Além e depois pra frente, isto nem é tanto drama tragédia ou comédia. Vamos e venhamos!

            - Mas é polêmico de polêmica - acrescenta o hóspede Pupilo. - Nem passa fome?

            - Ah, nem! Eu vivo bem e com o básico me chega, me chega! Tenho tudo para um romance iniciar um romance, tema assunto personagens protagonista narrador onisciente onipresente. E na primeira ou terceira pessoa. Ou bicho. Ou extraterrestre.

            - Nem tem medo de onça-parda, seu Curió? - indagava outra hóspede, a Laca - Eu nem conseguiria dormir aí sobre uma esteira em cima de uma pedra, nossa senhora!

            - Isso mesmo, né! Deve aparecer aí na noite muito bichinho rastejante insetos...

            - Que nada, que nada. A onça-pintada vem aqui e a gente conversa cara a cara tete-à-tete. É raro ela passar por estas bandas, mas quando passa me visita me visita. Nada fatal funesta mortal carnívora felina fera. Que nada. Nem confusão rebu. Nem chega pra mim querendo me chupar o sangue. Sabe que nem sou de dar caça caçar perseguir acossar os bichos quaisquer. Nem concordo nem deixo. Me cheira e compreende que eu sou vegetariano. Sou discípulo de D e criado nos sete dias ou mais.

            - Ora! Eu nem confiaria, seu Curió. Quer dizer, eu nem conseguiria acreditar.

- Sim. Os bichos do mato se entendem se associam quando querem se respeitam e convivem. É isso gente boa, de-boa! Apesar do pelo hirsuto hirto áspero e o bafo tradicional e conhecido, né?, arká-arká-arká-arká!... (tipo de gargalhada desenvolvida por Curió). Me dou bem com os habitantes do mato e com eles e elas todos em geral.

- Xi, meu! Eu até acho que aprenderia a falar com as árvores as pedras e...

            Seu Curió andava com uma sandália um pouco rota de sola de pneu de auto. As roupas em tiras ou muito surradas, calça jeans desbotada rasgada desfiada e uma camisa muito antiga e prejudicada de um time de futebol de mg, Tombense Futebol Clube, Tombos. Um pequeno chapéu de couro cru tentava tentando ocultar a cabeleira as crinas grisalhas e revoltas eriçadas arrepiadas, o pouco que havia atrás das orelhas. A caverna recendia um hálito a picumã fuligem devido o uso de fogueira archote ou lamparinas de sebo e velas de cera. Nem era santo nem misógino nem celibatário, embora nem rasto de esposa mulher ou fêmea. Rezava mantras todos os dias durante uma hora e meia, é.

            - Nem faz frio de noite? O senhor nem sente medo das trovoadas relâmpagos em dias de chuva? - consulta do hóspede Pupilo - As noites longas e sem interlocutores.

            - O amanhecer o anoitecer. Eu rezo e oro e me apego aos dizeres e orações do meu flos-santório, entende?! Com D na mente e no coração nem nada me pegará desprevenido. D está me vendo o tempo todo. E eu cuido e zelo pela sua criação. A gente se entende, tá certo?! O que é também uma troca de favores, percebe?!

            - Me ocorre. D já te ensinou muitas coisas nestes passatempos, né, seu Curió?!

            - O fogo a água. Então eu suponho que o senhor, seu Curió, é feliz e conformado com sua vida seu lugar no mundo sua existência à flor da pedra? - a hóspede dona Laca.

            - Oh! Nunca pedi nada a ninguém. Tenho minha aposentadoria e vou à cidade quando preciso comprar café ou querosene pro lampião. É isso. O resto é só paciência. Uma oração aqui e outra ali, contente. Pensamentos epigramas sátiras, e vez em quando.

            - Mas me importo. O senhor precisa dos outros, seu Curió - convite de seu Adão.

            - Vamos. Um dia desses, seu Curió, o senhor vai à cidade e ela já é muito outra.

            Barbas de molho e cabelos de meses, olhos queimados de sol e duros e de repente avermelhados, acompanhando uma fala para com as visitas a voz grossa fanhosa encatarroada áspera adstringente. Os braços para o alto. Articulando assim assado e conforme a exigência das palavras e das frases pontuadas, com uma tosse e gorgolejos som pesado rouco. E às vezes num transe de olhos olhar impertinente.

            - Serve serviço. De dia o senhor, seu Curió, parece ser muito ativo ativado agitado, hein?! - curiosidade de dona Laca. - Tem algo pra fazer ainda hoje?

            - Tenho um longa história na minha cabeça. Quer ver? E com enredo ou trama ou urdidura. Com os acontecimentos bem inesperados. Sequências narrativas e inter-relacionadas relacionamentos os mais inusitados. E com carinho ternura suavidade e ótimas declarações - dizia o Curió, certa impertinência de garganta rouco, ‘rã-aaaah!...’

            - O que o senhor... O que você fazia antes de vir pra cá? - interrogatório prosseguia, embora inocente e apenas curioso, do hóspede Tácito.

            - Ah, eu fui astrólogo e astrônomo durante muito tempo, arká-arká-arká-arká!... Nem, nada, mentira. Eu fui e exerci minha profissão de engenheiro hidráulico. Como já disse, me aposentei e decidi morar na paisagem. Ficar na paisagem é bom e justo.

            - Oquei! Se livrar do estresse de cidade grande agitada, urbanização, poluição, hora pra tudo, tudo com preço e valor, cidadãos e cidadãs, trânsito e tráfego?

            - Olha, gente! É um meu período sabático, digo. Um autoexílio. E ostracismo por ostracismo... prefiro o meu. Comunicado comunico ao diretor.      

            O pessoal ali presente a assistência os hóspedes enxeridos do hotel até aplaudiram a fala do Curió. Era uma piada e ninguém tinha nada com isso, que é a pura realidade verdadeira. Mas o caso era tão acachapante tão bizarro tão extraordinário, que ninguém ali podia se conformar com a renúncia do ancião. A aurora chega antes do dia.

            - Então tá! O seu Curió é mesmo está mesmo virando as costas pra civilização.

            Já e já o falado o dito é vivo dinâmico presente e utiliza a sonoridade o ambiente o ritmo o jogo fisionômico a mímica o vento o clima o dia a noite. A evidente abertura de assuntos prolixidade. A evidente e curta efêmera evanescente cultura da existência. Língua falada e toda essa questão conforme os signos vocais ou expressões orais.

            - Oie! Então, seu Curió, nem precisa de nada mesmo? Tá tudo legal?! - desta vez era o guia que já para se despedir e continuar o passeio com os hóspedes.

            - Mirem. Nem fiquem apreensivos aperreados nem se aperreiem por mim, gente solidária. Sei que me consideram um troglodita ou quase, porém com bons dentes, arká-arká-arká-arká!... E bem longe de mim pessoalmente um ferrabrás fanfarrão completo cheio de bazófias. Afastado de mim esse que impõe receio ao pessoal das gentes e que levam lá longe suas vidas urbanas domésticas, arká-arká-arká-arká!... Para me comunicar também uso cartas sou um epistolar e ou telefone, arká-arká-arká-arká!...

            - Então. O ideal é fazer o que se gosta e que nos deixa feliz, hein?! - hóspede senhora Rita, já conformada com a sorte do ermitão voluntário e santo da pedra lascada.

            - Digo isso, seu Curió cantador solitário... Abrace estas pedras por mim, tá?!

            Tinha dias que Curió caminhava, mãos às costas, mais aí pela mata (palavra primitiva). E procurando o quê? Talvez soubesse talvez nem soubesse. Quem sabe buscava assunto, buscava talvez D. Uma hora caminhava apressado estabanado outra hora lento lentamente (palavra derivada) preguiçoso ronceiro indolente. Algo fez que aconteceu e ele nem gostou, uma arrelia uma birra um pensamento atravessado. E se se referissem a um velho lívido, nem ofendiam tanto. Se apresenta em trajes resgatados.

            - Pois sim. Somente vou me arredar me afastar da minha lapa quando Ele quiser me levar - e Curió disse apontando para o alto firmamento - E amém, nossa Trindade!

            - Que graça, hem?! São dias longos mas caprichados, seu Curió!

            - Salvador e salvação. De dia eu conto as folhas das árvores. De noite eu conto o assobio das suindaras. Isso quando tenho paciência, arká-arká-arká-arká!...

            - Meu sonho seria este. Escreve um diário um livro uma biografia, seu Curió - dava ideia a dona Laca, fã da língua escrita documento que utiliza sinais gráficos convencionais e representa a fala de modo mais sóbrio duradouro.

            - É, é uma! - acrescentou o Curió, olhando o vazio do céu - Já sei por onde começar e continuar e terminar. Uma obra literária com conteúdo fundo ideias forma expressão linguística modo de dizer e o preto no branco. Então, tá! Então muito leve!

            - Todavia. Pegue um gravador e fale comente... Depois mande alguém copiar.

            O comunicado comunicante a comunicação, já se sabe. Os diferentes níveis de diálogos, o formal informal. E culto ou coloquial. Como se quer apressado corrente e o científico. Conversa entre nós familiar familiares ou cerimoniosa, adulta e juvenil. Conforme os meios de divulgação e que se modificam se ampliam exponencialmente.

            - Bravo. O senhor, seu Curió, permite sair nos jornais do mundo e aí, São Jorge do Ivaí, Cuité, Monte das Gameleiras, Dona Inês, Solânea? - lembrou a dona Rita.

            - Ora! Meus avós eram de Cacimba de Dentro, quem sabe! - completou Curió.

            - Me veio agora. E se eu soubesse teria trazido uns presentes uns regalos...

            A excursão pegou o caminho de volta, e como sempre usa, voltou e veio embora. Desceram e já rumavam para a pousada que estavam passados de fome e mais passado do meio-dia. Que o sol soberbo e forte algoz assustou a maioria dos pássaros amorteceu as folhas das árvores entocou as megeras cascavéis jararacas ciofílicos ciófitos (por se acaso sim que as há). Tudo moderadamente. As cigarras talvez mais intensas chiavam estridulavam, sempre gotejando ressumando ressudando vertendo esse som penetrante e com energia e com vontade insolência até o fim. A par de plantas que resistem estão aí e insistem (desde a origem engendradas que foram e sistemáticas focadas metódicas aguerridas) no terreno ao solo nem tão rico de nutrientes, jitós e velames-do-mato e muçambés e flores-de-caboclo e aroeiras-salsas e pindavunas e paco-pacos.

            Toda história tem a apresentação. Então, vamos lá. Vale válido valendo a crítica ensaio tratado. Pensa num título antes de nada? Eu penso, embora nem me comprometo. Já vem uma complicação ou conflito de interesses. Interesse de quem com quem para quem. Gosto da palavra clímax, em boa hora o desenlace ou epílogo. Demorei quase o primário inteiro para achar a palavra... epílogo. Mas que quando encontrada é e vira um achado uma arca de ouro um tesouro com chave de ouro. Quando te encontrei, hem!

            Por que o vento vem do mar e sempre intermitentemente. Por que o mar cresce e decresce sob as ondas. Por que o azul do mar com o azul do céu o verde da mata.

            Rios navegáveis rio Andirá rio Curuçá. Lua e sol inesgotáveis. A pedra da Boca de Araruna. O corpanzil do Pão de Açúcar, parado firme sono milenar firmíssimo elevado magnífico cartão-postal. Ditosos filhos exemplares filhas de São Tomé, Riachão, Cianorte, Tacima, Terra Boa. Os filhos habitaram os pais e estes os netos.

            O sol já estava na tardezinha voando baixo ironizando pouco a pouco tentando aterrissar por trás do morro e por que nem, explodindo detonou, ‘plaaaafe!...’ De imediato depois quase nada desceram as andorinhas-coleiras; que já se enfiavam por baixo das telhas entre o forro nas abas das casas senhoriais. Subiu, e do outro lado do muro, uma lua por demais já conhecida e cheia de prata pintando a mata; e também decorada das cicatrizes crateras pontes viadutos monotrilhos... E, era só o que carecia e nem voltaria mais a faltar, o casal de corujas-de-igreja ‘ru-ru-uh-uuuuh!...’ justamente no poleiro parapeito corrimão do galho predileto ali perto em o pé de angico-rajado.

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            Na quinta-feira de tarde, um dia como o de hoje, pararam num posto de abastecimento de combustíveis para pernoitar. De novo e muito comum. No caminho pela br-153 e sempre indo em frente para onde o nariz apontava. Sem necessidade de planejamento. Visitar as cidades que achavam legais. Sem roteiro pré-estabelecido pré-determinado. Sem pressa e sem estresse. Que o viver (sentido lato largo extenso amplo) nem olvida nem esquece os mínimos detalhes olhares sonidos gostos sossegos.

            Milagre exige promessa. Que importância tem este ou aquele milagre? Milagre é resposta e canaflechas, imburranas-de-cheiro, curuaís, louros-amarelos, dó-re-mis, sargentos, iratauás-do-sul. Milagre é mistério e espeque escora descanso espera apoio amparo forção arrimo. Milagre vem da pedra e jorra água pura. Vem da árvore e dá frutas frescas o ano inteiro ou mesmo dinheiro cacau legume milho capim erva amendoim. Milagres antes agora e sempre. Plantação de soja. Viaduto Otávio Rocha. Praça da Bandeira com exposição exibição de patrolinha antiga relíquia enfeite. Milagre uma vez ao ano e mesmo quem sabe somente no aniversário de São Paulo, 25 de janeiro com 471 aninhos de verões chuvosos. Um jogo de bola no campinho arranca toco terreno baldio. Um lance de matemática fração. Milagre caro insólito e de repente.

            É muito esperto o cachorrinho que corre atrás da bola de plástico colorida verde-amarela-azul. Quem nem é esperto? As aves são espertas despertadas pelo sol e cantam e conversam basta a pequena manhã aparecer renascer milagrosamente do nada da noite vazia. Quem é esperto nem fica na poeira. A menina esperta sabe na ponta da língua. Nem diga nada a ninguém, mas o todo esperto mais esperto é que tem sorte na loteria.

            - Falaê! Olha, gente, que estamos diante no pátio de estacionamento do posto Sapiranga, de propriedade do seu Til Rábula Solapar! - anunciava a Gaipara para seus seguidores do canal do iutúbi - Alegria estar com vocês meus amigos seguidores! Compartilhem nosso conteúdo passem adiante que o iutúbi saiba que somos relevantes e deem o laique se inscrevam cliquem no sininho curtam, e o muito obrigaaaadaaaa!        

            - Sim senhores!... Bom dia e mais alguma coisa, gente do bem gente boa gente que nos acompanha por este mundo do nosso Bezão! - alegria de Tácito em abrir o canal e apontando um dedo positivo - Nem se esqueçam de nos apoiar, hem!, pessoal gente fina. Filmamos gravamos fazemos tudo isso de coração pulsando, oquei?!

            - Sim, e vamos aproveitar a estada aqui neste posto de gasolina tão querido e aconchegante para dar continuidade aos nossos vídeos. Estamos soltos no muuuundo!...

            - Isso mesmo e isso aí, pessoal! Temos uns vídeos atrasados que vocês vão gostar. Vamos aproveitar o pernoite para editá-los. A noite promeeeete, gente!

            - No mais... tudo de bom e d+. Cumpriremos nosso dever cívico.

            - Pois sim! No modo sagrado sacratíssimo e personalíssimo! Tudo bem?!

            E as imagens das gravações feitas no dia e em dias anteriores realmente mostravam muitas visitas e rodagens aí pelo sertão. Andaram por estradas sinuosas subindo e descendo serras chegando chegaram em diversas cidades muito hospitaleiras mágicas e Bujari e Japi e Novo Hamburgo e Cotiporã. Nenhum ponto turístico era esquecido preterido rejeitado menosprezado. E assim haviam passado aí em Chã Preta e Pindoba e Paulo Jacinto e Capela e Colares (o município tem cerca de 11 mil habitantes e 600 km² e foi criado em 1962 - fonte: ibge). Um longo percurso posposto de roteiro aleatório cruzando pontes chegando por rodovias investigando a malha urbana dirigindo a casa-móvel rua por rua em Cajueiro e Mar Vermelho e São José do Vale do Rio Preto e Viçosa-al e Vigia de Nazaré. Na praça do Rezingar (esta em triângulo de três lados iguais) que resolveram parar estacionar, justamente a rua José do Patrocínio com a rua Lobo da Costa. E debaixo da frondosa frondejante copada pitombeira-de-marajó.

            - A clareza da hora h. Agora mesmo vamos fazer um café, né, mor?! - sugeria a Gaipara (ou Gaita), desde aí uma polissemia: café lanche comida.

            - Sim, até decidirmos pra onde mais vamos andar e visitar - emendava o Tácito.

            - Quer comer algo, alguma coisa rápida? Eu faço. Eu agilizo. Eu me importo.

            - Boa. Você teria aquela tapioca? Me apaixonei pela delícia. E emo de emoções.

            - Olhe só. Sem falta faltar aquele arroz tranquilo, um suco batida de tomate...

            - Sou suspeito, minha divina! Estendo o braço e pego com a mão, meu til!

            Trataram de ficar aí. E utilizando o banheiro da praça, se precisassem se fosse o caso e por uma ocasião ou duas. No centro um chafariz em reformas. Gente cruzando todo o tempo pela calçada. O ipê-preto de flores suaves. Um monumento com a Bíblia de página aberta na passagem versículo escolhido com as palavras de censura objurgatória repreensão, pedindo oração condenando a poligamia para nos livrarmos do pecado nos eximirmos. Árvores imitando figuras de bichos, canteiros com flores amarelas e vermelhas e bicolores e tricolores. Passarinhos curiosos cantores irrequietos conversando entre eles divagando sobre tudo e nada pipiando coisas sem nexo assacando imputando calúnias aos concorrentes, notadamente os tiés-galos azulões sanhaços-cinzentos bicos-de-veludo pombas-galegas, as digressões naturais da espécie desvariando por desvariar. E uma balbúrdia de cantos fanfarra de cantares e bater de asas voos rasantes e vais e vens. Vozearia e discursos em falsete de indivíduos homens pedindo emprego solicitando uma colocação e armadores, pescadores, estivadores, feitores, ex-delegados de polícia majorengos oferecendo préstimos e serviços dando um cartel de títulos ou premiações obtidas durante os empregos anteriores vasto currículo e balizeiros, latoeiros, tanoeiros, baleiros, boticários ou farmacêuticos(as), médicos-legistas. Precavemos, precaveis - defectivos nas outras pessoas (fonte: gramática).

            - Hum!... Então, e acho que vou praticar ioga e relaxar... A tarde me acompanha.

            - Justo, guria! Se eu pudesse já plantaria uma bananeira em plena praça, é.

            O ambiente o espaço físico o lugar dos acontecimentos o meio social. Grupos de pessoas se reúnem para bater uma bolinha. O tempo a duração dos fatos a sucessão dos eventos. Bando concentração de pombas-de-arribação se reúnem num lavrado para comer sementes desperdiçadas. Discurso palestra transmissão da fala. Nuvens abandonadas no espaço entre o céu e a terra, paragonar paragonal, nuvem pato nuvem automóvel nuvem barco a vela nuvem cascata nuvem varal nuvem camisa de vênus.

Ia o casal do motorhome passar a noite nesse mesmo lugar. Do outro lado e já na rua Utuapoca, por exemplo, as casas de janelas envidraçadas vigiavam tudo a praça os transeuntes e sem se abalarem opacas sem fazer mossa plenas lógicas emparelhadas edificadas firmes determinadas indeterminadas. Sempre nessa hora céu limpo a estrela-d’alva (apóstrofo) já bem sinal cintilante. Entardecer das curruíras cantar canções sonetos hinos odes elegias baladas bucólicas. Dia seguinte e manhã, sem obliterar esquecer ou suprimir, os viajantes viajeiros pensavam procurar a prefeitura. E acordos.

- Vivas! Esta cidade foi planejada no seu plano diretor com vias e praças, tudo - conclusão que chegou Tácito - No meio de cada avenida há um jardim e plantinhas.

- Ora! O parque Mário do Canto, este sim parece muito apropriado para uma caminhada matinal e coisa e tal. Tem até ciclovia. Bem boa de vegetação arborizada.

- O B precisa saber desses recantos tipo este daqui - Tácito sendo o próprio Tácito (modificação fonética elisão ‘de aqui’) -, dessas cidades aconchegantes emblemáticas, desses locais que priorizam a qualidade de vida de viver. Oquei!...

- Uma sorte. Qualidade de vida e segurança e um dia a dia menos agitado, né?!

- A Terra é um planeta e este mesmo. Seu núcleo é o tempo. Seu Senhor é Ele.

- Sim. Os jovens gostam de aventuras. Os mais velhos também. Os jacarandás-cabiúnas florescem em outubro e vão até novembro, calculo. Um alento.

- Já te conto tudo. Quando fui menino em NP, eu tinha coragem de subir em pinheiro araucária. Sim e acredite porque te digo sem ocultar nada, meu doce de leite.

- Uma aventura sonhada. Eu sonhei durante 10 anos ganhar uma bicicleta...

            Assim foi pensado e feito. A doce manhã despertada foram até a prefeitura ver se conseguiam um patrocínio ou um apoio no combustível ou uma parceria. Seguiram pela avenida já indicada por algum informante. Cidade pequena dos seus 55 mil habitantes aproximadamente em torno disso. Agora a avenida principal, Júlio de Castilhos e lojas de néon vendendo ilusões (com o pagamento por aproximação ou sem contato) e logo aí a praça XV de Novembro e o palácio do governo municipal, rodeado de coqueiros-brejaúbas e cocos-de-airi. No pátio estacionaram na diagonal bem em frente ao portão principal, as três bandeiras em escala de importância tremulando ao vento brando. Com entrada pedestre pelo jardim. Soldados fazendo a guarda do casarão e oficiais graduados condecorados devido suas façanhas que ostentavam orgulhosos suas insígnias e dragonas e alamares e galardões. O dia quando tanto vivia por si.

            - Su-ces-so!... Esta cidade é linda e próspera - declarou o Tácito para a secretária de esporte lazer educação e cultura em geral, dona Carlota Caruru Tardoz.

            - Gente boa e gente nova. Precisamos sim divulgar nossa cidade. Hoje o turismo é um prato cheio para o desenvolvimento da comunidade. Gera emprego e renda - secretária Carlota, olhos de jabuticabas verdes depois da chuva.

            - Nossa amiga. Nada abala esta cidade no rumo do bem-estar e do bem-querer - declarou Gaipara, e apreciando o cafezinho chazinho protocolar.

            - Tirou daqui! Temos e vamos sim vender nosso produto mais caro, nossas maravilhas naturais. Sim senhor e senhora Macuxi, esta cidade vai decolar e voar alto.

            - Oi! Sobem ao céu as energias sensacionais e místicas... e cremos nisso.

            - Tem mesmo, é. Nem deixaremos de convidar para visitar e conhecer e saber...

            - Olhe só. Já fazemos parte do roteiro das águas da rota o sol da romaria sacra...

            - Puxa! Eu sabia que a cidade era rica em minério de ferro basalto cerâmica...

            Dali saíram com a moça Percalina Soba, a esperta guia autorizada local, e se espalharam pela cidade. Junto na cabine do carro com o casal de iutúbis, ela ia apontando as coisas que queria marcar que achava que pudessem ser interessantes aos seguidores do canal. E num momento de súbito e a propósito, descendo a rua Joaquim Manuel de Macedo, ela mandou ou solicitou parar encostar estacionar:

            - Oi! E parem aqui, por favor! Tenho realmente que mostrar isto! É gênio!

            Estacionaram o carro motorhome e foi mesmo diante de uma pracinha Sabatina. Uma grande árvore fazia sombra aí. A mocinha Percalina convidou para que o casal do virtual se aproximasse e fotografasse filmasse registrasse gravasse eternizasse:

            - Assim! Podem dizer aos seus seguidores que este é um patrimônio da cidade. Reparem só, gente! Este jequitibá-vermelho tem mais de cento e dez anos. E tenho registros que comprovam isto que estou dizendo. Afirmo e comprovo. Digo mais!

            - Ora e ora! Que ma-ra-vi-lha! Um espetáaaaculo! - exaltou a Gaipara.

            - Forte. É o maior ser vivo que já vi, gente! E pra lá de centenário... e contando...

            A cicerone pegou do celular e foi mostrando umas fotos antigas e que lá estava a famosa e velha árvore como pano de fundo. E em vários momentos da vida da cidade. Crescendo com a cidade. Ali parada e a cidade se movimentando em volta. Espécime alongada agigantada e com pretensões consideradas, visualmente como exorbitante exagerada. Dando referência e ponto de chegada ou partida para esta uma minirregião (mini-r-região: ex de geminação do r), o bairro Bimbar as ruas escolas as residências.

            - Aqui eu tenho alguns dados - dizia e relatava a Percalina - Árvore de grande porte, pode atingir uns 50 a 55 metros, dá umas flores amareladas, seus frutos são apreciados pelos macacos e daí o outro nome: cachimbo-de-macaco. E assim apelidos outros e distintos como, pau-caixão coatinga estopa cachimbeiro pau-de-cachimbo.

            - Ótimo! E é muito imponente e antiga como um dinossauro - conferiu Tácito - Tem até umas marcas que o pessoal foi deixando, a canivete ou espátula ou adaga...

            - Nem te digo. Registros de namorados e sei lá... palavras que cada um escolhe... - dizia e conferia lendo na casca da árvore a Gaipara - Aqui tem: ‘Dino e Dina!’, ‘bafejados pela glória!’, ‘D sabe o que faz!’, ‘Juma, tou esperando por ti por ti!’, ‘D me ajude e + 1 pouco!’, ‘Quero ver vc na festa, querida!’, ‘Coisinha + linda!’, ‘abole abolimos abolem!’, ‘zás-trás’, ‘ai de mim, bem!’, ‘kjá-kjá-kjá!...’, ‘sim, é beleza!’

            - Esclarecendo. Recordações lembranças fiapos de história que as pessoas acharam melhor dizer aí... para a árvore, né?! - interpretava o Tácito, muito atento.

            - De que jeito? É o ser vivo mais longevo mais famoso mais carismático mais emblemático mais simpático da cidade, meus amigos! - completou o guia turística.

            - Olá!... Tenho que estar... estupefato! Tenho de estar... atônito!

            - Dizendo como diz o outro, 110 e aumentando! Imagine! - colocou Gaipara.

            - Ah, sim! Uma jovem uma senhora ou avô, esta planta? Hein, gente boa?!

            Sob a árvore na sua sombra debaixo desse monumento, muitos políticos começam e ou terminam ainda hoje seus discursos na campanha eleitoral e fizeram fazem promessa sem nenhum escrúpulo de jamais descurar descuidar dela e do seu trato e do seu entorno. É como se fosse o sagrado totem da cidade dos cidadãos. E prometem por ela e por seus fãs. Os formandos diplomados graduados (soltando as amarras, impudicos impudentes) também vêm aqui para tirar a foto oficial ou a segunda oficial extraoficial, digamos assim. Os carentes e os emissários enviados que lutam pelos pobres se juntam à sombra da árvore e solicitam obstinados a toda gente pedem auxílio evocam invocam colaborações urgentes, etc. Lugar de encontro, de festa de aniversário, ponto de referência da comunidade em geral. E a árvore jequitibá-vermelho como uma cidadã cidadão povo igual às próprias pessoas que a amam e a têm como parte da história. A cidade as pessoas contam com a árvore para o que der e vier, também!

            - Há cidades que têm rochas morros cânios, outras têm rios enseadas praias baías, ainda as que apostam e possuem museus... Esta nossa tem uma grande árvore. E que nos olha e nos acompanha do seu alto ponto de vista no seu jeito solene esgalhado cabelos ao vento, é. - se vê que a bela guia Percalina, com toda a cidade município, já dedica um amor sem limites sincero ao enorme exemplar da família lecitidácea.

            - Tenho fé. Vamos recomendá-la para a família brasileira. Eu garanto que vai fazer sucesso. E vai chover contratos de publicidade ao pé da mesma. Entendo assim.

            Embarcaram e seguiram para outro destino já pré-determinado pré-fixado. Sempre pelo labirinto perímetro urbano tráfego sinaleiras carros de alerta ligado intermitente pisca-piscas. E sem deixar a cidade, a avenida Coelho Neto, uma das mais ricas e movimentadas do município ornada com renque de coqueiros-jataís. Esta rua ainda apresenta o rol dos bancos agências órgãos instituições e arrolando as repartições sucursais e farmácias drogarias com ofertas de ácidos fênicos desinfetantes cosméticos esmaltes arrebiques rebiques e lojas de departamento oferecendo trajes capotes japonas alpercatas cós de calças fatos fraques jalecos mantas capuzes indumentárias vestuários em geral para todo uso e moda e estilo e comportamento e profissão. A casa postal as encomendas os envios estafetas carteiros mensageiros. O fórum e o jurídico, na praça Padre João Álvares, com seus departamentos salas de atendimento magistrados mentores salamaleques escrivães carimbos e assinaturas libelos cantilenas bacharéis juízes de direito advogados de anel e certificado e carta e canudo. E tomar 1 cafezinho.

            Quase no fim da rua e já pararam num bosque com duas edificações de realmente chamar a atenção. A estonteante guia moça Percalina ansiosa ansiava para contar mais estas novidades aos visitantes barra viajantes barra iutúbis:

            - Que bom! E temos nesta rua João Batista da Costa o grande teatro Dilúculo Romanceiro, com fachada neoclássica, e muito e bem suntuoso engenhoso engendrado. Foi recentemente repaginado revitalizado reformado e só ficou mesmo remanescente a fachada. Custou mais que fazer um novo, porém a fachada aí está. Nem vale uma menção honrosa nos seus vídeos?! Claro que vale, né gente! - declamou a cidadã guia, mocinha exuberante no falar elogiar e também de bons modos elegante físico privilegiado barriguinha tábua de tanquinho cabelos repartidos na testa proeminente.

            - Digo assim. Está ótimo o aspecto e realmente vale a pena. Eu acho muito bom! - francamente pensou e falou o Tácito - É o que se pode fazer, né?! Perfeito!

            - Há casos. Antes de teatro já tinha passado de palácio propriedade da família Baqueta-Vareta. Uma enorme descendência de barões do café e etc. Depois foi adquirida pelo poder público que fez um colégio profissionalizante e daí o teatro, este isto agora uns anos pra cá. Eu mesma estudei aí as minhas aulas de línguas, é.

            “Deste outro lado da calçada, temos o museu do Aió. Me perguntam que palavra é essa e por que do nome. Eu digo que se pesquisou sindicância investigação e detetives até federais da capital do país... Nem nada, que isso, mentira, estou zoando. O caso é que aqui na região antigamente se caçava muito e era um esporte, daí aió tem o sentido de sacola ou bolsa de caça. Mas hoje é um museu que mostra mais de 50 mil itens. Podemos entrar e ver com nossos olhos, mostrar com nossas lentes e fotos. Por acá, aí... isso mesmo... assim!... O sucesso é de todos nós e o lazer também.”

            - Um museu é o mínimo que esperamos encontrar em cada cidade. Sempre cabe mais um. É necessário e interessante - destacou Gaipara - As saudades da cidade...

            - Quem? Sendo muito simples e mesmo pouco exigente, eu acho que museu hoje em dia nem precisa cheirar a mofo poeira e esconder ou guardar bugigangas quinquilharias... Pode ser muito bonito e virtual, por que nem?! Igual que este, hem?!

            - Sempre. Nosso museu Aió tem umas relíquias e que gostamos de começar mostrando e já as exibir de cara de pronto. São os nossos veículos de tração animal. Já vamos olhar. Isso muito nos orgulha. Isto muito nos envaidece. Muito relevante.

            E chegaram num amplo salão e chegaram a ver os hipomóveis, carruagens coches seges caleças diligências, veículos para diferentes números de passageiros diferentes números de animais na tração com ou sem cobertura boleia boleeiro cocheiro caleceiro, serviço militar ou civil paisano. Bem limpas e preparadas como mesmo devem ser apresentadas ao público. Diferentes cores pretas vermelhas beges e enceradas envernizadas decoradas com brasões de família ou empresas ou instituições.

            - Naquele tempo que eram táxi, hem?! - suspiro e olhar sonhador da Gaipara - Eu morava no Rio de Janeiro. Sabe aqueles passeios com narrativas de José de Alencar? Sabe as tardes subindo as ladeiras da Tijuca com narrativas de Machado de Assis? Pois ainda estou aí mesmo. Pois isso me carrega para dentro da H com agá maiúsculo.

            - Veja e repare. O Rio antigo e uma noite no teatro Municipal... As notas os contos de réis... Os homens de chapéu palinha, as mulheres de chapéu esvoaçante e mãos enluvadas de pelica. Oi!... Ai, como eu perdi o que foi o que era é bom!

            - Muito admiro. Para descer ou subir no táxi entregavam a mão vestida... Os cavalheiros com bengala e gastão, as mulheres com vastos vestidos de sede e púrpura...

            - Hem, benzinho! Vamos viajar ao passado nem muito distante? Que me diz?!

            - Ora, minha linda! Temos o presente o passado o futuro e mais além, oquei?!

            Quando muito ficaram aí admirando e observando uma atrás da outra e por uma hora. Registraram muito e os visitantes parabenizaram a cidade o povo na presença do guia turística jovem Percalina. Novidades antiguidades que iam correr o mundo. A sorte e a delícia de milhares de colecionadores espalhados pelo mundo vasto universo.

            - Ou-ou-ou!... A passagem na rua dessa gente nobre e barões baronesas...

            - Com toda certeza, zen! E o povo parava na esquina pra ver o sinhô passar...

E daí embora pegaram novamente os rumos das ruas da cidade e com muito que ver e falar e ouvir. Em frente pela rua Sarmento Leite e já a avenida Setembrina. Insólitas flores dos ipês-roxos e jipoubas e macaúbas e carobaguaçus. A ligada plugada cicerone que diga tudo e nem esconda nada, solte a taramela destrave a língua:

            - Viviam aqui, e antigamente antes dos colonos chegar, os autóctones índios puri e mais os coroado com os suiá. Olhem, hein! Esses tais e quais eram antropófagos, e D me livre e guarde com amém e pelo sinal. Se fosse hoje seria uma lástima ou algo engrolador. Gente do céu! - ia contando a condutora turística ciceroneando, homologada ratificada confirmada pelas autoridades locais e com diploma formada formal.

            - Conto. Há anedotas sobre esses e outros índios brabos, né?! Comiam gente gorda e engordavam. Comiam gente valente e dividiam as postas por importância na tribo. Primeiro comiam até se fartarem os guerreiros, depois os mais velhos anciãos, mais após e por último as cunhantãs e os curumins junto com os mascotes xerimbabos.

            - Jesus Cristo! Quem come gente vira lenda. Quem come gente vira tabu, né?!

            - Um sacerdote é obrigado a virar santo, logo come carne humana. Tem relação. Para virar santo de verdade tem que comer carne humana. Beber sangue do inimigo.

            Bem o seguinte. A localidade a vila passou lá por muito no começo de aldeia ou curato (vem da palavra cura ou padre) e prosseguiu se desenvolvendo e aparecer um pouco avante e virou freguesia mais um tempo que já era distrito para seguir aí então município. Começou e veio vem vindo. As primeiras ocas e daí os casebres choupanas tugúrios choças, para hoje em dia prédios e mansões. E nesse tempo de tantas façanhas e acontecimentos nem vamos tapar o sol com um dedo. Ocorreram de tudo e um pouco foi de histórias escabrosas e intrigas, perseguições, sequestros, torturas, homicídios, confiscos e outros desvarios. Nem apenas de se se abalançar ao vento e de um lado pro outro passaram esses tempos. Os tempos acontecem. Assim grandemente aconteceram.

            Os limites físicos, é bom se diga e se localize, são as cidades de Três Rios e Areal e Sapucaia. Nessa região ou zona, está o parque de preservação ambiental da serra do Taquaruçu e da serra da Maravilha e mais o da serra do Capim. E cortado banhado pelo rio Preto. Onomástica e etimologia dos pontos geográficos a geonímia. Um belo mundo selvagem que garante a sobrevivência de inúmeras espécies de flora e fauna. E nem somente os cidadãos dessas cidades podem usufruir desfrutar, mas curiosos e estudiosos do mundo inteiro. Ordem e convite aos seguidores do iutúbi.

            Bom que se lembre e se diga também. As cores do município e que estão na bandeira; azul (simboliza a seriedade), verde (abundância e prosperidade), ouro (força) e prata (dignidade). Para escolha desse pavilhão foi feito uma eleição sufrágio que todo o povo de então participou, isso no da graça de 1919, mesma data da emancipação.

            Dado histórico e curioso. Numa das muitas estradas que riscavam o solo da região, costumava passar e passou deveras, o alferes e mártir da inconfidência mineira Joaquim José da Silva Xavier ou de apodo Tiradentes. Sim senhores e senhoras, nas idas e vindas para o rj. Este mesmo condenado pela política despótica arbitrária absolutista da Corte portuguesa na época. Este mesmo dentista revolucionário e desditoso infausto azarento aziago que foi esquartejado e espalhado aos 4 cantos.

            O eldorado o município conta com uma população de 20 mil habitantes. Que são eles e elas o ótimo tesouro real. Os coevos contemporâneos coetâneos. Sendo 51,66 por cento de mulheres. Tudo incluído num clima tropical de altitude (cwa, e segundo as fontes do ibge e unifesp e fgv). Se vê se reconhece que é muito bom mesmo.

            - É mesmo, né?! Viajando vamos aí e sempre carregando nossa cidade natal, ué!

            - Oquei! Eu mesmo carrego mate-chimarrão até por tudo - dizia o Tácito.

            - Digo de mim. Nas festas juninas eu prefiro pinhão e quentão - dona Gaita.

            Pela em a rua Paranaúna (que em tupi designa ‘rio de pedras escuras’), um pouco afastada do centro tumultuado tumultuoso, a saliente guia moça Percalina pediu para pararem ali mesmo num atelier de uma amiga empreendedora. Quem sabe comprar umas delicadezas lembrancinhas recordações itens de amostra enfeites de mesa.

            - Oba!... E vamos entrar que a casa é nossa, hem?, gente!

A residência comum padrão de as cidades de o país e de tijolos à vista alvenaria pedra e cal com janelas e portas pintadas de verde. Pendente da aba ou beiral um ninho um balão cortiço de abelhas, ‘zuzuzum!...’ Para se chegar na loja se optava por uma entrada lateral e na sombra de uma grande paineira-barriguda. Uma espécie de oficina bem colocada e acolhedora pequena aconchegante e que tinha muitos produtos para melhorar renovar o ar o ambiente das moradias dos escritórios oficinas gabinetes e lugares de trabalho repartições estúdios e ou de convivência em geral.

- Sim! A casa é nossa e nem oferece cerimônia, gente boa! - repetia a Percalina.

Os visitantes cruzaram um modesto e bem cuidado jardim e olho-de-cabra-verde, capim-trapoeraba, juciri, tucum-do-brejo (sendo o hífen um ser um item que parece de outro planeta anão Plutão - albedo ou coeficiente de reflexão entre 0,49 e 0,66, varia em 35%; fonte do isbn - e extremamente complexo na sua função de separar intercalar e ex: tio-avô, ei-lo, sem-par, socó-mirim, sota-piloto, meia-tigela). Alguns pássaros ali fazendo farra pândega patuscada vozes sintéticas ou metálicas e canários-da-terra, tipiós, cambaxirras, corruiraçus, sanhaços-frades, arapongas, tizius.

- Ora! A casa é da família da moça e que é professora na universidade local, é.

Enfim entraram logo depois de lerem na porta um convite de boas vistas, ‘seja bem-vindo(a)!’. Foram anunciados por um tilintar de metais pendentes no alto da porta (aliás, uma guizeira muito maneira arrematada licitada num pregão preconizado propalado proclamado divulgado na feira livre de antiguidades - todos os sábados - da rua Comendador Coruja, no bairro Floresta). Olho olhamos todos nós o que é nosso.

            - Sejam bem-vindo e bem-vindas! A casa está à disposição! - foram recebidos pela dona da loja, nomeada Ribaçã Bivaque (evidentemente um nome adotado apelido, nome de guerra, nome de marca, nome midiático, nome artístico, nome popular).

            - Legal!... Estamos chegando e com a licença devida e respeitada - foi entrando dizendo a imaculada guia turística Percalina, praticamente amiga amigona e da casa.

            - Sinceridade. Me parece que estou numa história em quadrinhos - a Gaita.

            - E completo. Me chegou à cabeça me veio ideia de um quadro budista budismo com mirra e incenso e ouro tudo dourado, que acham? - comediou dizer o Tácito.

A moça Ribaçã e carismática simpática de uns 26 anos medindo 1,78 de altura e por volta de 66 kg acompanhando sempre o sorriso bem agradável de dentes bem formados bem cuidados e limpos e apetitosos. O cabelo castanho escorrido para trás e sobre os ombros espáduas. Vestia ali um saiote típico de monja hindu ou budista ou tibetana uma cor esverdeada peça única cobrindo da cabeça aos pés mangas compridas e largas com pantufas fofas nos pés. Enrolada como num gigantesco guardanapo ou cortina inteiriça ou toalha peça inconsútil. Sobre os olhos castanho-claros os óculos de fundo de garrafa (usados na leitura desses livros páginas folhas de papel de seda e letra minúscula miúda igual exemplo como da Bíblia ou Alcorão ou Torá). Nem tem que é bom os beijos fofos? Sempre nas bochechas e 2 de praxe, ‘pete! pete!...’

- Olá! Olha mocinha Ribaçã que eu trouxe uns iutúbis para conhecerem e divulgarem sua loja. Tá legal?! - introduziu a boníssima guia turística, que já foi abraçar trocaram dois beijos nas faces e grandes amigas de longa data e da faculdade.

- Oquei! Muito prazer! Podem ficar à vontade. Obrigadinha pela mocinha, ahahahah!... - fazendo as honras da casa a bela e boa moça Ribaçã, estendendo a mão e apertando já recebendo as visitas o casal de iutúbis divulgadores de conteúdo virtual.

- O portão está aberto e entrando entramos - avisou Percalina, rosto afogueado.

- Fizeram bem, isso sim! - retribuiu a Ribaçã, sorrindo satisfeita.

            A loja ou sala de estar sala da frente sala de visitas transformada em butique. Sim, estava plena cheia inchada lotada de produtos para festejar os bons fluidos os perfumes olores odores as chacrinhas velas coloridas e incensos. Utilidades de reza budista e hinduísta e lamaico ou budismo maaiana fazia muita figura. Reinavam os objetos de decoração as miniaturas e tais e quais senhores e senhoras sagradas entidades do hinduísmo confucionismo estatuetas em suas tradicionais posições, para dar sorte bom ar bom astral boas vibrações boas correntes de ar renovado. Várias e de diferentes formas e intenções e posições das estátuas de buda e shiva e confúcio e dalai-lama, sorte prosperidade paz pureza renascimento atrair boas coisas bons olhares mente e corpo saudáveis. Além da própria decoração em si, que os objetos eram muito limpos bonitos agradáveis aos olhos ao toque ao contato com o corpo, por exemplo numa sauna numa massagem num ritual de relaxamento ou fisioterapia. Se podia escolher música clássica sagrada religiosa nepalesa e ou budista tibetana e os mantras e versos recitados pelos monges indianos. Uma loja/armazém de versos impressos em flâmulas cartazes folhinhas/calendários fitinhas de amarrar no pulso pendurar em fios galhos ao vento. As palavras sagradas santas benditas levadas pelo vento até o infinito até o todo universo.

            - Ara! Você tem produto indicado para cada pessoa? Como se reconhece ou saberíamos do meu caso, por ex? - perguntou interessada e a fim de comprar a Gaita.

            - Facílimo. Pois cada cliente cada pessoa tem as suas chacrinhas exclusivas. Foi o que aprendi. Então é mesmo alguma coisa como amor à primeira vista. O que te agrada aos olhos agrada ao coração à mente ao corpo. E vai bem vai otimamente no trabalho em casa no quarto de dormir e assim por diante - palestrou a prendada Ribaçã, e sempre numa voz suave pausada paciente pacienciosa sorriso alerta.

            - Bem assim. Vejo que você tem uma pequena estante com livros de autoajuda ou filosofia oriental - comprovou a curiosidade de Gaipara curiosa Gaita.

            - Opa!... São minhas leituras preferidas. E que ajudam a me manter longe dos desafios duros reptações reptamentos acirrados das provocações do diário as contendas quer queira ou nem que se nos apresentam sem cessar. E vendo passo adiante recomendo o que eu mesmo utilizo e aprovo. Mente sã para um corpo são.

            - Esperta. Uma poesia suave e que fala da natureza - confessou a intrépida guia.

            - Oie! Lendas da floresta dos lagos das montanhas - também disse a Gaipara.

            - Sim. Procuro passar pras pessoas tudo que me faz bem. Os consagrados versos delicados deliciosos puros modestos piedosos tênues perpétuos sábios sonoros metálicos. Temos muito que aprender com a calma budista - destacava a vendedora.

            E os 2 clientes/visitantes do iutúbi saíram satisfeitos. Vieram buscar delicadas ferramentas, se pode dizer assim, para conviver no dia a dia e melhorar os ambientes em que trabalham e labutam. Objetos coisas estátuas imagens com propriedades místicas.

            - Confere. Tenho meu blogue na internet e vocês podem me pedir outras coisas. Se nem tiver na minha loja indicarei outras que são muitas espalhadas pelaí. Tá bom, gente! - disse no final a moça das chacrinhas ditosas, e por tabela aderente e mesmo apaniguada favorita protegida dos santos e santas iogas.

- Eia! O essencial é pacificar a alma. Mesmo assim. E rio ris ri rimos rides riem. - Já digo. Vamos usar as fotos os vídeos para espalhar a palavra e a voz.

            - Vote!... As curiosidades me comovem e vou mais além, venho vens vem vimos vindes vêm. Por tudo isso que estamos aqui e muito mais. O que vale a pena.

            - Queira D! E hilaridade jocosidade risibilidade comicidade. Tudo hoje.

            É simples assim. Os passarinhos vão com o horizonte e as árvores ficam com as raízes. Parece assim simples. As árvores esperam frutificam e os passarinhos viajantes retornam. Sim, é simples e se parece. Árvores carregadas de ninhos nidificando.

            O parque do Caracol no município de Canela. Ampla e verde área de conservação ambiental. Existem até as jaguatiricas aí no meio da mata e peraus. Um parque contemplativo e oferece caminhadas trilhas passeios pesquisas piqueniques restaurantes quiosques capelinha de NS Aparecida. Em caso de preservação prefere evitar o transtorno de pedalinhos no açude esqueites patins bícis bolas patinetes hoverboards elétricos nadar no lago tomar banho de cachoeira. Recomenda mãe de santo pai de santo benzedeira vidente ocultista adivinho(a) divino prestidigitadora.

            O observatório astronômico Domingos Forlin fica no bairro Clâmide em Videira. Esta cidade e município, pela topografia acidentada, característica peculiar da região, possui muitos atrativos naturais como rios cascatas áreas verdes nativas - fonte: ibge. Sonetistas do mundo inteiro, oblíquos e dissimulados valentes bons, vão aí para passar um verão e fazer sonetos clássicos típicos à quatorze versos dois quartetos e dois tercetos, sem esquecer a de ouro chave brilhante e cara. Uma enorme e variada fauna plumosa endêmica versifica versificação aí em metro ritmo rima (sem malbaratar desperdiçar nada nada) e suiriris, bicudos-encarnados, arrebitados, corrupiões ou sofrês. E vamos aos versos heptassílabos eneassílabos hendecassílabos com estribilhos refrãos e neineis, bem-te-vis-riscados, coleiros-baianos, tiã-tiãs, grimpeiros. Vamos aos versos de redondilha menor ou cinco sílabas rondós e uirapianas, ipecuatis, pica-paus-amarelos, sanhaços-reis, azulões-do-campo. E vamos aos versos brancos e soltos sem rima e periquitos-de-asa-branca ou marianinhas, sebinhos, capitães-de-bigode, quem-te-vestiu, tropeiros-da-serra. E qual o melhor os melhores, este ou aqueles?

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