Então, bem almoçados e ainda uma tarde
despojada pela frente bem lavada. Chegaram às famosas 14h e de barriga cheia, sobremesa
saboreada e cafezinho tomado. Uma quinta-feira nem feriado dia santo
facultativo normal dia de semana com expediente. Partiriam daí para o parque do
Mundéu e ver filmar das atrações que o lugar turístico prometia promovia e
oferecia e compartilhava. E foi para isso que tinham sido contatados
contratados, na verdade. Você gosta do chá de poejo?
O navio sólido máquina megaprédio
flutuante varava ondas vagas singrava os mares e os oceanos. Uma vez em pleno mar
os sete mares Atlântico, Pacífico, Índico. O transatlântico quebrava em pedaços
espargia os enormes apocalípticos paredões vagalhões em a cabotagem águas
marinhas marítimas. A maresia salimancia salgava o vento salinava o furacão
salificava a tempestade extratropical na costa em o litoral.
Milagre é difícil de fazer. O que é
milagre? Milagre é de perguntar? Milagre é de responder e tricologista,
barbante atilho que liga feixe molho, tira de couro cincha peça de arreio, corar
quarar clarear roupas ao sol, cupinzeiro tacuru tucuruzal. Milagre é mistério e
onze-horas, curupiá, Guaraci, Altair, Orindiúva, Fronteira, guajuvira-branca.
Que o parque Mundéu se localiza na vasta
região conhecida como Chapada das Mesas. Um lugar muito lindo único imperdível
e já no momento ainda pouco explorado aguardando turistas nacionais e
internacionais. Porque potencial tem e muito e deve ser explorado com respeito
sem desmatar degradar o ambiente respeitando os habitantes nativos endêmicos da
gema e legítimos. Tirar fotos imagens e boas lembranças.
A tonalidade a elegância a estratégia o
sentimentalismo são os maiores destaques do dia. No trajeto para o parque e por
dentro da floresta pontes aterros e áreas de preservação. Talhões de terra
cultivada jardins hortas granjas estufas prenhes de frutas legumes hortaliças.
Uma região pouco habitada mas que tinha e tem dono(a).
O casal de iutúbis mais a cicerone pegaram
a estrada federal já fora do perímetro urbano e desta vez sentido oeste. Mais 5
km e entrariam na reserva já nomeada e propriamente dita. A região vem se
desenvolvendo turisticamente muito bem nos últimos poucos anos. E as cidades
vizinhas da Chapada das Mesas descobriram este potencial e desde então vêm se
articulando e já investindo em melhorias para atrair veranistas e praticantes
de esportes ao ar livre. O que sempre é o caso de inúmeros municípios como
Carolina, Riachão, Estreito, Feira Nova do Maranhão, Filadélfia, São Pedro dos
Crentes, Darcinópolis, Barra do Ouro (que também colhe e extrai os frutos das
plantas: pequis, bacuris, buritis, bacabas, cajus, açaís, cajás), Goiatins,
Campos Lindos (o clima deste município é o tropical com 2 estações bem
definidas nítidas distintas marcadas e segundo diz o ibge e a fgv e a ufba: a
chuvosa, de outubro até maio; e a seca, de junho a setembro). E sempre tem um
sol solar para cada estação.
- Oie!... O dia está joia de maduro,
é. Eu previno com os vícios de linguagem tipo ambiguidade ou anfibologia,
barbarismo, cacofonia ou cacófato, estrangeirismo, prolixidade - lembrava o Tácito,
falando e pensando lento demoradamente.
- Paisagens. Eu mesma resalto as
boas qualidades da linguagem tipo o ritmo, harmonia, originalidade - destacava
a Gaipara, arrepanhando a saia nas ancas largas.
- Bem, já estamos chegando - alertou
o guia turística Cléo - Observem com atenção redobrada e tudo ao redor. Vejam
mais muito e podem filmar à vontade e como queiram vocês, que o empreendimento
promete. Temos muita imensa área verde e nativa que compreende a serra Dois
Irmãos, o vale do rio Paraíba do Meio, contando com inúmeras cachoeiras
cascatas quedas-d’água de diversos tamanhos, trilhas e caminhos, teleférico da
pousada até o morro Lusco-Fusco e de onde se pode apreciar tanto o nascer do
astro-rei com o entardecer do mesmo o pôr do sol. Estamos dentro do parque
Mundéu, senhor e senhora! Aproveitem bem! Bom proveito! Bom gosto!
- Se usa! E isto tudo custa caro,
hein?!, gente - pergunta da Gaipara e para atender os seguidores do canal - É
sempre uma boa primeira pergunta. A que me refiro.
- Olha, pessoal! Temos alguns
pacotes. Por exemplo, para uma semana e com direito a todas as atrações e
comodidades do parque, mais refeições tudo incluído, vai por R$2.000,00. Mas
temos opções de um dia ou dois dias e quem quer se estender para um mês. Podem
entrar no site do parque Mundéu, ou da prefeitura, e conferir tudo e aí é só
agendar. Tudo muito fácil e prático. Pode até regatear e pechinchar optar por
fazer reserva antecipadamente, que daí sempre se consegue um desconto.
Antepondo.
- Chamamento. Pode vir com a família
com os mascotes... mala e cuia...
- Sem dúvidas. Pode ser sozinho
acompanhado da família grupo familiar ou empresarial. Temos tudo e garantimos o
bem-estar dos hóspedes. Inclusive com atendimento de saúde e pronto-socorro
emergências. Nada deixa a desejar. É um lazer imperdível, minha gente! É um
lazer muito ao alcance de quaisquer orçamentos. O receptivo conta com bangalôs
restaurante piscina climatizada sala de massagem...
Estacionaram
o motorhome diante da entrada da pousada no coração do parque. E foram
apresentados ao proprietário ou administrador. Visitaram as dependências de
algumas choupanas ocas cabanas palhoças para ver e fotografar filmar as
comodidades mobiliário o conforto o rústico. Tinha casinha pra todos os gostos e
procuras e bolsos. Algumas com internet e tevê, outras nem uma coisa nem outra.
Comodidade para quem quer ou precariedade para quem admite sair do
convencional. E muito mais foi dito e prometido e recomendado e mostrado. E o
ruído ambiente da natureza, natural.
- E bonita inteligente. Eu moraria
aqui por muito tempo. Isto como pessoa ou como bicho selvagem - acertou dizer a
Gaipara, declinando ou reclinando inclinando o olhar para tudo que a cercava e ou
decorava a morada. Evidentemente sem palavras.
- Ou-ou-ou! Agora mesmo. Longe da
bagunça da cidade grande e tudo de natureza o som o cheiro o sossego... -
olhava e tocava e interagia no ambiente o Tácito.
Tudo o que vai no explícito cabe no
implícito e vice-versa, estilo capricho bom gosto. Pássaros que iam e voltavam.
E depois saíam e retornavam. Sempre buscando e trazendo coisas. Uns incríveis
espécimes e chifres-de-ouro, surucuás-de-barriga-vermelha, torom-torons,
gavião-pinhé, jacaçus, tuís, pintassilgos, tico-ticos. E encontravam parceiro(a),
disputavam às bicadas aos beijos, confabulavam, aglutinar combinar juntar,
cantavam cada qual seu hino (elementos mórficos estruturais morfemas),
construíam nidificavam em parelha casal e par parceiros. O joão-de-barro e
maria-de-barro casal cônjuges esposos consortes empenhados em construir logo o
casebre de adobe no alto do galho de jatobá-do-cerrado. Sabe aquela situação?!
Muitos casais de alados dançavam o
namoro inteiro, que podia durar de umas 2 horas até 4 dias. E cantavam ciscavam
faziam onda e bossa e moda e coreografias. Ora saindo e logo voltando chegando
de retorno, agitados acanhados temperamentais insistentes. Pulando juntos no
mesmo galho na mesma plataforma, trapezistas trapézios. Se arriscavam num voo
rápido furioso por entre o arvoredo os ramos. Trocavam interesses comuns ou
novidades. Se ofereciam bichinhos insetos pedaços de frutas silvestres sementes
grãos brotos. Se encontravam já sabidos e se conhecendo melhor, ou por acaso
sem querer predestinados. Entravam juntos numa copa ou fronte de árvore e
brincando se prometendo mil e uma regalias. Se encantavam com uma ou outra
árvore da floresta e cajueiros, juás-amarelos, raízes-do-sol, gavarrécias,
caapiás-miúdos, carás-de-caboclo, congonhas-do-gentio, ubucabas, pitangueiras,
jarinaranas.
- Vamos abrir o dia e aproveitar
para mandar os abraços aos amigos seguidores de Santa Rosa do Purus e Campo
Novo de Rondônia e Monte Negro e Montenegro...
- Oi! Mais alôs e salves e vivas e
abraços aos seguidores seguidoras de Vicentina e Laguna Carapã e Caaparó, esta
palavra vem do guarani, ‘raiz de erva-mate’.
- Muito bem. Temos muitas coisas
novas pra olhar e mostrar! Olá!...
- Em se tratando de. Vamos filmando
e transmitindo aos poucos e em parcelas e pílulas comprimidos e ou drágeas de
guloseimas confeitos, uma vez.
- Ufa!... Eu sei que devo e posso
evitar certos vícios modas cacoetes de linguagem e hiatos colisões ecos
obscuridades solecismos preciosismos ou rebuscamentos plebeísmos - já contava e
arrolava o Tácito, barba por fazer.
- Eu por minha parte recordo e
recomendo o que podemos e devemos fazer com as palavras os termos bem
empregados e precisão naturalidade clareza concisão correção - completava a
lista a Gaipara (numa dependência das fontes: ngb, glp¨dpc).
- Viva! Nem devemos garrotear
amarrar abafar a espontaneidade da fala...
- Bravo! O estilo o bom estilo deve
ser elegante e com imaginação fértil.
- O farto horizonte. Como os
passarinhos cantores alados em geral, hem!
- Hum!... Igual de como o vento nas
folhas nas nuvens no espaço aberto.
O que foi? E uma outra das boas
atrações da estação de lazer era o teleférico. O transporte aéreo saía da sede
da pousada e ia até o morro do Lusco-Fusco ou do Fogo-Fátuo. Os iutúbis
aproveitaram a dica e já queriam experimentar a novidade excitante. E da altura
que for. Assim, subiram até o morro cruzando pelo alto das copas das árvores.
Cada cabine aberta e com dois acentos de plástico duros. E viajantes aéreos com
direito aos leves e periclitantes solavancos trancos vaciladas da engrenagem.
- Sim, olha que estamos mais altos
que esta canela-de-papagaio - a Gaibara toda excitada pra falar já desabafando
o medo de altura e apontando a árvore lá embaixo - As copas das araucárias
parecem se parecem com candelabros, oquei?!
- Oh, gente! E ainda estamos mais
altos que ipê-amarelo-do-brejo - o Tácito um pouco preocupado mas cuidando de
nem perder a voz firme e dura e natural, passando assustado arrepiado sobre a
copa das árvores mais altas e imponentes.
- De-boa! Que aventura seria ter
asas e pular para um voo circular, hein?
- Ordem na casa! Tenho dó de mim
quando olho assim do alto e lá para baixo.
Chegando no ponto e já tinham à
disposição pelo menos um funcionário que devia orientá-los. A vista era
deslumbrante e se podia curtir um maravilhoso horizonte de mato e rio e montes
montanhas e formas e contornos encantadores. Uma flora e fauna riquíssimas. Uma,
se pode dizer, promiscuidade de bichos plantas insetos e pura selva. Sempre bem
acompanhados naquelas horas pelo sol idêntico cavalo voador esquipador
esquipando pela tarde serena. O sol tem método. O sol tem solenidade.
- Os tempos derivados. Quem
acostumou o sol a tudo isto? Tenho que sorrir.
- Então. Como alguém vem de lá longe
para iluminar aqui perto, porém!...
- Pronto. Agora eu quero tirar uma
foto um vídeo e mandar aos nossos seguidores amigos e parentes - arrematava a
Gaipara, alegre solta desenvolta.
- Me deixe ver. Tenho que te dizer que
esperava fachos de sol e estrelas e astros, meu benhe! - compunha o Tácito,
envolvendo e sobraçando a consorte pela cintura.
Os nubentes agarrados espreitando
ali a natureza a mata o horizonte. Júbilo alegria extrema pasmo regozijo
exultação. Aí pelas quebradas e brenhas e cavernas, um número de sorros os
maracajás ervas-de-sete-sangrias e jacamins-de-costas-brancas
tuiparas-estrelinhas trom-trons e salsaparrilhas-do-rio escorrega-macacos
ibabirabas.
- Salve! Creio firmemente que tem
onça-pintada neste mato - decidiu o Tácito, sujeito que estuda planeja e
negocia - Feras com os roncos, gru-gru!... rastros e lendas.
- A ventania precede a chuva e mais
temporal. Tô vendo uma guerra de formigas bitus carregando um gigantesco
saraiú, isso também - Gaipara olhando o chão infestado de insetos elétricos que
buscavam buscando cortando carregando pedaços do escorpião artrópode arácnido.
- Nem quero pastel de carne prefiro pastel de queijo e garapa!
- Que a paisagem é uma pintura
surreal, eu já concordo e assino embaixo, oi!
- Uma vez. Se eu já fosse um gênio
eu nem saberia o que mais acrescentar, tá certo?! - declarou a mulher,
retocando os lábios grossos e sorrisos muxoxos.
Depois de apreciar se deliciar se
comover, por que nem?, depois de bater o pique no alto do morro, tudo isso e o
visual, os visitantes voltaram para a sede do parque. Com boa e declarada
deferência atenção reverência respeito ao pôr do sol. Era natural que tudo isso
acontecesse. E que as árvores e poaias-brancas e cambucás e sucupiraçus e
papos-de-peru-do-miúdo já colhessem abrigassem aves e inhapupês,
socôs-de-bico-largo, suindaras, arapongas. Seria uma tramoia, no bom sentido do
termo, com o fito somente de sabotar (em tom de brincadeira) as aspirações e
entrada e subida da lua. O ambiente se toldava já se obumbrava se sombreava e
escuro sombrio obumbrado.
- Ao nível de... - começou o Tácito,
esquecendo as palavras - Nem tenho palavras nessas horas e pouco entendo de
símbolos siglas abreviaturas, hem!
- Surpresa e espanto. Os grandes
autores nos seus ótimos livros... começam com epígrafe - comentando a Gaipara, recapitulando
umas imagens livrescas titulares.
- Concerto e harmonia. A última hora
do dia quem canta é o sabiá-laranjeira.
- Ali no capão quem canta primeiro
aparecendo à noitinha é a coruja-do-mato.
E aceitaram o convite do dono, o seu
José Banguê, para pernoitar num dos aposentos do bangalô vip suíte de janelas
envidraçadas com vistas para a mata. E tudo por conta da divulgação aos
amigos(as) seguidores do canal. Até porque no dia seguinte tinham como fazer
uma trilha pela floresta e conhecer de perto algumas das melhores cachoeiras da
região e do Estado do país e do mundo. Que nem nunca faltem ideias!
- Opa!... Durmam bem que amanhã bem
cedo faremos uma bela caminhada - o seu Zé recomendou e prometeu e bem enfático
afervorado expressivo, por que nem?!
- Tem onça-parda das brabas aqui por
perto? Pergunta - curiosidade de Tácito.
- Olhem, meus hóspedes preferidos!
Tenho visto rasto de jaguatirica, tá certo! - resposta sincera do proprietário
seu José - Mas isso muito lá pro meio da mata. Aqui na sede jamais. Esses
bichos soltos nem gostam da proximidade de gente. E convenhamos!
- Ué! Assim eu nem viro caça. O caçador
caçado - suspirou de alívio o Tácito.
- O essencial. As trapaças
armadilhas truques espertezas ficam subentendidos na lenda que reza - contou o
proprietário seu Zé, e com riso fino e debochado por sutileza.
- Dancei, nem danço. Macacos bugios
micos saguis se agrupam se recolhem e ficam olhando as estrelas, quando há
estrelas. Ou a chuva, quando há a chuva.
- Sim, e hoje temos as Três Marias
mais o Cruzeiro do Sul. E muito estrelados.
Tácito e Gaipara aceitaram o convite
até porque gostaram muito da hospedagem do ambiente do lugar da forma como
foram acolhidos e bem tratados. Nem tinham compromisso com nada e a agenda era
feita e desfeita conforme o acaso. Convites como o do seu Zé nem podiam ser
recusados. Nem seria justo estragar gorar desperdiçar a chance de conhecer a fundo
um lugar tão chamativo e bonito tal e qual como aquele. O terreno vasto do
profissional familiar amoroso aleatório enche o balaio na alquimia do
aventurar. Todos os dias são dias de índio, na boa e sem ironia ou gozação.
Virdes.
- Vamos abraçar este paraíso - disse
o Tácito, se acomodando num tamborete.
- Nem nada nos impede de ir agora,
porém a oportunidade é ímpar - declarou a Gaita, seus longos cabelos negros
bonitos e... viçosos. - Depois da hora dos mosquitos.
Em silêncio e nem em segredo, a lua
surgiu no alto e majestade noturna. Vinha vigilante assediar sitiar obsidiar
molestar o céu imenso o mato denso. Seus arautos passavantes proclamando
anúncios aos 4 ventos e bacuraus-tesoura-gigantes, corujas-católicas,
morcegos-pescadores. Eram estavam como os substitutos sucedâneos patéticos do
trabalho já em a arte da rapinagem e ou da malandragem transgressão. Então, a
noite distribuía também e à vontade, os anônimos vaga-lumes as mariposas e
outros tipos assim furtivos arruaceiros sacripantas velhacos patifes indignos.
Grande tempo cronometrado inerte tempo. A lua existe fielmente. Um satélite
igual àquele balão de festa subindo na sala batendo no teto. Você gosta de
erva-de-santa-luzia?
Depois um casal asselvajado de
mães-da-lua (aves caprimulgiformes da família dos nictibiídeos) vieram pousar
ali no pátio da sede no galho escolhido do pé de olhos-do-diabo. Acontecimentos.
Pousaram e repassaram todo o ambiente com seus óculos rubros escabreados
agastados zangados afogueados. Olhos luminosos. Sujeitos um par de casados
espertos vivos viradores. Ambiente noturno e outro ambiente. Adequais.
- Ru-ruuu!... Chegamos tarde ou
chegamos cedo? Que horas são, ué?! - perguntou o macho de nome Zorro, ave
astuta e capadócio espertalhão cabotino (e num bom vernáculo já traduzido para
o português brasileiro, fala contemporânea).
- Ru-ruuu!... No meu cebolão são
exatamente... oito pras nove noturnas. E o céu estrelado como é de se esperar,
ui! - comunicou a fêmea de nome Tuta-e-Meia, com a patrona ou patuá debaixo da
asa sempre carregada de bentinhos figas rosários para poder despachar seus
esconjuros bênçãos e quebrantos. - Toda hora é hora, né?!
- Sus! Tá vendo a choupana 19,
também conhecida com o nome de Xirianá?
- Tô ligada. Qual que é, meu?! Diga
lá, diga lá!... e por obséquio.
- Olá! É hóspede novo e casalzinho
em lua de mel, hu-uuu!...
- Eu, hem?!... Então, isso me cheira
a cópula coito cio concúbito visgo, plefe!...
- Ah, é mesmo! Será que estão muito
cansados da viagem? Periga, oie!...
- Panteísmo. A gente podia dar um
susto nos nubentes. Que acha? Que tal?
- Ru-ruuu!... Uns assobios uns pios
e uivos... a desoras. Sim, eles podem ouvir e pensar em presságios vaticínios
profecias... essas coisas de suspense - soprou o Zorro, finório ladino sagaz e
valentão. - Temos que esperar e contar bem meeeia-nooooite!...
- Ru-ruuu!... Bem junto da janela e
quem sabe fazendo risos e gargalhadas, kjá-kjá-kjá!... para atrapalhar o
vuco-vuco!... - considerou a Tuta-e-Meia, que sempre torce por um bochicho
muvuca confusão e um ‘bla-bla-blá!...’ - Consideramos, então!
- Nem leve a mal. Você sabe que eu
gosto de presepada ou emendada... - era o Zorro, que ele já distinguia uma
diferença considerável entre provido e próvido.
- Alô e oba! Assim também aprendi
enxovalhar enodoar manchar melar... - era a TeM, que tinha noção adulta da
distância entre valido e válido.
- Ru-ruuu!... Vou bicar e arranhar a
vidraça e você assobiará, tá valendo?!
- Ru-ruuu!... Eu assobio pio trilo e
bato as asas, ploque! ploque!...
Onde havia erro e errado, onde havia
o acerto e acertado; o copo meio cheio e o copo meio vazio. Ideias cabalísticas
esotéricas falaciosas. Sonhos são arquipélagos ou pontos de luz soltos isolados
individuais perdidos no espaço? As obras na rua e fundações drenagens
estruturas contenções edificações iluminação pública pavimentações esquadrias.
O instante dos primeiros raios o sol começou nascendo a vida inteira em
Prudentópolis, Inácio Martins, Candói, Turvo, Ravena distrito de Sabará,
Campinas de Pirajá bairro de Salvador, Guarapuava (guarapuavano) - tupi: ‘lugar
do barulho dos lobos-guarás’. As ruas a cidade e sempre o mundo ordeiro total
inteiraço; as ruas têm que estar muito atentas; rolando um rio Coutinho um rio
Girassol erguendo uma cidade agitada uma montanha corcunda esperando esperar
esperanças.
Milagre com história enciclopédia
vários tomos com início revelação meio e fim. Quanto se caminha se anda para
atender um milagre e plano inclinado elevado abaixado. Milagre é resposta e maracujá-de-cobra,
angico-vermelho, couve-cravinho, japuís ou japiins, caboclinhos,
maracanãs-nobres. Milagre é mistério e São João do Manhuaçu, Orizânia, Santa
Margarida. Milagre é a palavra que vem no ar. Do tempo antigo. Do mundo a ser
descoberto no fundo final das caravelas e naus. Que chove no verão na ilha da
magia em Florianópolis a Floripa. Milagre que convence a todos.
Lá longe raiou o dia novo e
inconsútil, digamos assim. Um astro cheio de personalidade efervescência total
carregado de trabalho laborioso e bastante flexível, para todos. Dia cômodo
acomodado no colo da manhã. E o resto da jornada aconteceria. E depois se
veria. Vento pronunciado desde, quem sabe?!, o mar verde ou azul.
D e sua justiça direta na lei da ordem
natural, transfigurações metamorfoses transformações. Que as gentes dispusessem
do verão como lhes aprouvesse. Para gáudio de os sanhaços-reis bicos-de-veludo
marrecas-tururus guaranicingas tesoureiras sanhaços-frades perdizinhas-do-campo.
Você também gosta de erva-de-saracura? Sol que nasce aqui surge em Goioxim,
Jussara, Boca do Acre, Araruna-pr (‘arara preta’).
O sol tem estilo. O estilo é um
projeto de atitude. É o que projeta a sua fala ou escrita. É o aspecto pessoal
psíquico mental subjetivo (tendências externas internas do autor). Além do
estilo próprio apropriado propriamente dito há os estilos de época das eras as
modas, o clássico barroco rococó romântico moderno contemporâneo
contemporaníssimo. A lua existe finalmente. A lua prato de prata. Lua ou
queijo.
Os que aconteceram cedo os primeiros
a chegar foram a manhã a ave o sol, juntos ao mesmo tempo num determinado lugar.
Que também é Divino, Luisburgo, Manhuaçu, Matipó. As plantas com os cabelos no
chão, as flores fechadas dormidas pensamentos em si, as árvores copadas com os
braços cruzados no peito nas costas segurando os cabelos. Recordamos umas e
outras, maçarandubas, louros-tamancões, flores-de-babado, cabos-de-lança,
aroeiras-do-rio-grande. As pessoas usam pijama ainda calção bermuda. Outras
feras animais esperam espreitam aguardam atrás da moita da pedra dentro do oco
da toca da gruta do buraco no fundo da cova no interior do ovo. E umas da terra
outras do ar ou ao mesmo tempo, iraúnas, cardeais-do-banhado, arirambas-verdes,
japuaçus, iraxins ou iratins. Quem daria a largada?! Com certeza esperariam
espertamente por D. O mundo este é assim, já vem no formato redondo. Outras coisas acompanham
pai e mãe e os filhotes. Verdadeiro absurdo! O rio desce pro mar
vertiginosamente e o mar sobe a montanha dentro da barca da nuvem. As horas são
infalíveis e só funcionam depois que se anuncie que anunciem a partida. Que estouro,
hem?! E a ideia, se temos ideia, é ir aonde? Partida para donde? Tudo animado
se animando pegando formas e cores aos poucos. Sim, o que é acordar e dar uma
risadinha, ‘ahahah!...’ pra início de conversa. As coisas são e funcionam
realmente começam quando todos partem, sãos e salvos!, ao mesmo tempo em todas
as direções.
- Bom-dia que eu saiba e vi um
bem-te-vi-de-gamela! - despertava o Tácito.
- Bom-dia que eu fiquei sabendo e ouvi
uma arara-hiacinta, craaaa-á! craaaa-á!... - abria os olhos a Gaipara ou Gaita,
cabelos longos soltos em desalinho charmosos.
- Oie!... O que D nos reservou para
hoje e vamos ver. Espero e aguardo.
- Ir agora. Um café da manhã com
suco de caju, hum!... ninguém precisa! - desabafou ela, falou num tom suave
brando bom os lábios gretados de verão.
- Ora! Qual o estilo de D, minha
santa! - copiou Tácito, já o humor de pacotilha.
- Olha!... Fazer todo mundo
acreditar no porvir e por vir, e sem regras. Sem regras réguas e compassos -
dizia a dama, prendia com grampos e bom gosto os cabelos crespos densos justos
padrão. - Acordar e ir em frente é uma ordem de quem, hem?!
Nesta hora agradável, depois de uma
noite boa bem dormida e suave e sem pensamentos, o casal acordou para cumprir a
agenda programada. E deixaram a cama confortável e se dirigiram, olhos piscos
diante de tamanha luz e claridade e luminosidade, ao refeitório salão de pasto para
o tão sonhado desjejum repasto. Quem notava o contrário? Ouvindo os cantos
sempre insistentes e persistentes e presentes já por todos os lados dos
pássaros incidentais pernósticos grandiloquentes, chicoãs e tietingas e
peruinhos-do-campo e lavadeiras e pica-paus-de-topete-vermelho e ajuruetês. E
todos eles e mais sempre do alto das carnaúbas, imbuias, mututis-brancos, caixetas,
juazeiros, jureminhas. E um dia antes de amanhã, uma quinta-feira, nada comum.
- Vossa Excelência! Essas nuvens são
poucas e boas, é. Outro sim!
- Engole-as a claridade. Uma aqui e
outra... lá e acolá! Ora e ora!
- Frutas doces. Que dia de sol e calculando
o que nos espera - vibrava o Tácito - Um café da manhã com fruta e mel, olha e olhe,
gente! É pedir pouco ou muito, mor?!
- Devido. Estou pressentindo que
este sorvete de pitangas com pequi vai ser o melhor que já tenho provado. E de
toda minha vida e existência. Que preciosismo!
- Os que lá. Que gorjeios e chilreios e
zumbidos!... Vejo aí uns prebixins e pica-paus-do-parnaíba e papa-lagartas e
caminheiros e beija-flores-tesoura-verdes que me enchem de encanto e esperança
e honestidade e confiança e certeza e responsabilidade.
- A boa o bom. Pedindo instando por
sementes frutas... Vou lhes alcançar um melão com mel. Devem adorar, esses
gaiatos. E eu fico feliz e mais feliz quem me diz.
- Assisto ao jogo. Existe todo um
sistema, minha dama de agrado - o Tácito pegando da cafeteira (cafe-t-eira: t,
consoante de ligação infixo; eira, terminação - sempre preferindo buscando uma
boa e ótima eufonia) para se servir. - Me servo, é.
- Como se sabe e se reconhece, vai fazer
o quê?!, o mais forte se sobressai - concluía a Gaipara, pegando uma água
gaseificada (gase-i-ficada: i, vogal de ligação).
- E a gente e os amigos. Nem vamos
falar de política divina ou universal.
- Seus cavalos e potrancas. Nem
sempre quem vence é o maior maioral, tá?!
- Oquei, peneira! Mais de 1 milhão e
meio de argentinos nas praias do sul...
- Porém, pederneira! A maioria maior
parte em Floripa, que é janeiro...
D e sua gangue. E por tudo nas
árvores nas flores no pátio da habitação uma fauna aérea empolgada também com o
começo do dia. Dia insuspeito. Cantando banalidades ou erudições na manhã e
prometendo se comprometendo com a namorada marcando território, os pássaros se
apresentavam ao dia que esplendia. E se buscavam se tentavam se digladiavam,
empurrões muxicões safanões. E por entre a folhagem os ramos de planta em
planta, macaúba e catingueira e cardo e favela e bucho-de-boi e ainda mais
desancavam espancavam descadeiravam. E os vasos com plantas ornamentais e as
latadas ou caniçados exibindo trepadeiras florindo na época recomendada e
ideal, chá-da-terra cipó-cravo cipó-timbó macambira marmeleiro-do-campo
taiuiá-grande e com suas flores imarcescíveis. E esses alados usurpadores
periquitos-de-asa-amarela fazendo fuzuê trapaça fraude e articulando
trampolinagens e até digamos uma homofonia legal e consistente. Dia suspiroso
com fôlego de felino matreiro. O Pai ensinará os filhos e netas a respeitá-lo.
D e sua vontade ainda hoje.
- Olha só! Vamos escolher uma
espécie e morar nesta árvore aí, de lambuja e vantagem e lucro - escolhia a
Gaipara, alfazemada perfumada com a alfazema-brava.
- Ave! Pássaros do verão e migrantes
no inverno ou época de chuvas. Organizando bandos conluios combinando alianças
e estratégias - consentia Tácito, e o olhar já longe no tempo no espaço das
regiões rincões. - Tudo por fazer, meu doce!
- O que seria viver aqui? Morar num
lugar assim e pra sempre, já pensou, hein, mor?! Isso é mais do que eu esperava
pra mim pra mim! Claro que com você, meu garoto varonil de propaganda de camisa
de dentifrício de chinelo e tênis! - desabafou a Gaipara (garot-o: o,
desinência nominal de gênero masculino e número singular).
- Sempre! Esta é minha opinião. Ter
sede e poder beber. Eu próprio reconheço.
- Honestamente. Estendo o braço para
pegar os raios de sol... - comentava Gaita, ajeitou a cabeça no espaldar da
cadeira azul-marinho com braços de madeira polida.
- Logo hoje. Vamos gravar tudo isso
e compartilhar com nossos seguidores. Eles precisam saber de tudo que passamos.
Vamos apontando e dizendo e mostrando: e isto é bom e ótimo! E que os queremos muito
muitíssimo de montão! - interpretava o Tácito, mão no queixo e pensativo
projetando sucesso {quere-mos: mos, desinência verbal em número (plural) pessoa
(nós) modo (indicativo) e tempo (presente)}.
- Sim. Se vamos nos comunicar com
nossos seguidores, temos que falar e dizer e cumprir distinguir certos
requisitos. Nos preparar. Tais como os de língua geral e comum do português
brasileiro. Que todo mundo entende e entenda compreenderá.
- Amável amabilíssimo. O que nem nos
impede de inserirmos aqui e ali a língua popular ou culta ou literária como se
faz como se fosse quando se fala e ou se escreve.
- Na língua geral tenho como falar o
dialeto regional fluminense, pode ser?
- Que acontecem diferenças de léxico
ou vocabulário e fonéticas ou sotaques.
- Fácil frágil. Nós falamos como
sulistas. Inda mais... inda mesmo...
- Acredito que um falar linguajar
vulgar com gírias língua popular espontânea.
- Pode crer, som do meu violão! Eu
pouco distingo sensação de impressão.
- Pode acreditar, som do meu
tamborim! Eu nada sei de estilo ou talento. Upa!
- Repare, meu todo doce de quindim!
Onde mora janeiro e fevereiro, hem?!
- Recoloco, meu todo de doce de
abóbora! Onde tem praia tem sucesso, né?!
Lá fora e pela janela se via as mil
abelhas que buscavam mel nas flores das flores da trepadeira dragão-fedorento
ou imbé-furado. Vinham as borboletas buscar néctar para poder sobreviver até
semana que vem. As joaninhas cantavam prosa e os gêneros oratórios: acadêmicos
ou discursos, sagrados ou sermões, forenses ou políticos. As
formigas-corredeiras, são muitas e em colônias gigantescas, narravam romances
de fantasia e contos novelas históricas e histórias fábulas ou mesmo apólogos
crônicas memórias lendas. Vinham todos e do dia novo em folha. Chegavam tantos
para caçar.
- Opa!... O terráqueo aceita morar
aqui em liberdade patrimônio da humanidade.
- Tomara. O trem passa e carregado
de mercadorias aos centros consumidores.
Guiados pelo colaborador e empregado
servidor do parque Mundéu, seu Léo Caraminhola (um apodo apodado, talvez
descabido, tufava o pescoço quando falava), já com mais uns três casais de
hóspedes, rumaram e andando para conhecer a trilha do mato. E a ideia era aproveitar
logo as primeiras horas sem muito calor. Contentes. Abaixo acima os decibéis
entre 80 ou 100. Parque contemplativo sobre uma pequena mata preservada.
Trilhas organizadas e de fácil acesso ingresso entrada/saída.
- Olhem. Vamos tranquilos e abrindo
bem os poros os ouvidos os olhos para a natureza em torno. Pretendemos chegar,
depois de uma hora ou hora e quinze, na cascata da Melindrosa. Conhecida assim
porque na época de pouca chuva ela meio que desaparece ou esquece, e só volta a
bombar resurge assume o protagonismo no inverno. Aqui inverno é tempo de muita
chuva, oquei?! Para frente e andando... toda vida!
E com certeza a trilha seguia
tortuosa, subidas e descidas, se torcendo e sumindo na curva. Alguns bichinhos
do mato e assustados, lagartixas ratões-do-banhado preás saracuras jacus
tejuaçus quatis... se embrenhavam ao ouvi-los passar pezunhar calcorrear.
Corriam daqui pra lá acuados e se encafuavam se encafurnavam. Se mostravam
demonstravam irascíveis iráveis iracundos irritáveis estressados indigestos.
- Veja e repare, que natureza
intocada! Bem preservada, praticamente.
- Joia. Chegamos esta semana. Somos
de Campina do Simão, perto de Cantagalo e Pinhão. Conhece o salto Curucaca? Uma
beleza imperdível imperdível.
- Ascensão. Vamos! Os anos vão
passando e são escalados degraus lances...
O vento original vinha já soprando de
leste para oeste destrinçando desenredando as folhas ramos ramagens balançando
desestabilizando levemente ou suavemente as copas e caxicaém, pindaíba,
barbasco, abricó-do-pará. As muirapixunas, adelgaçadas e de grenhas guedelhas
emaranhadas, se abanando folgadas já nas poucas horas da manhã. O sol fazia bem
e logo no começo. Boas flores do ipê-amarelo.
- Bem, vocês já vieram prevenidos
para um banho de cascata! Acertei?! - alertava e lembrava o guia Léo - Nem
vamos perder essa, tá certo?! Segure aí!
- Ora! Prefiro ver um gato-do-mato! -
destacou a hóspede Rita Cantaria, o rosto flamengo pegando fogo em chamas e
tresandando sonhos desejos imaginações.
- Oi!... Me ensina, moço Léo, a
subir em árvore? - quem pedia era a hóspede dona Laca, professora de música e
timbaleira grande tocadora de timbal timbale.
- Contudo. Eu admiro as pessoas que
nascem e ficam sempre no mesmo lugar. Conheço várias assim lá onde moram meus
pais e a maior parte da parentada, entende?!
- Quem vê! Muita pessoa nem sabe
nadar ou nunca andou de trem avião.
Ladeiras morrinhos íngremes e folhas
gravetos secos espalhados pelo chão mais as árvores tombadas aluídas desabadas
claudicantes. As trilhas bem demarcadas e com nomes próprios, passarelas ou
pequenas pontezinhas de madeira inclusive placas com dizeres e recomendações
palavras de incentivo. Estrupícios balbúrdia estridor de grilos e cigarras
tocando quaisquer instrumentos em pleno calor de estontear. Nem faltava nada.
- Estejam atentos. Uns cinco minutos
para respirar tomar uma água, gente! - determinou e achou por bem o guia, isto
depois de 45 minutos - Vocês já conhecem já viram os calangros? Reparem ali, ó!
Eles nos iludem com camuflagem as cores.
O seu Léo apontou para um pedacinho
de mato logo ali pertinho. Os hóspedes pedestres caminhantes pararam
extasiados. Muito curiosos e interessados. Uns mesmo emocionados e com a mão
segurando o queixo. E fotografando até o último instante.
- Oh!... Pois é um lagarto selvagem,
né?! - pergunta e dúvida do hóspede do bangalô 44, seu Pupilo Curro (natural de
Itaquaquecetuba, em tupi é ‘lugar abundante das taquaras de folhas cortantes
como facas’). - Repare como olha com seus olhões!
- Claro! São uns lagartos da família
dos teiídeos e acordam muito amuados enfadados agastados carrancudos -
completou o Léo Caraminhola - Ficam ao sol e dali uns minutos já estão folgados
e azougues inquietos vivazes. Bons caçadores de insetos.
- Principalmente isso, hem! Vindos
de uma linhagem de bambalhões bambos frouxos preguiçosos - era a sentença do
hóspede senhor apelidado Barbaça, com barba longa e basta encardida abaixo do
nariz mucoso. - O que D quer com isso, gente?!...
- Pais e filhotes. Calma que ele é
rabeador e pode te rabear, hein!
- Integral. Será que ele conjuga o
verbo sortir? Até hoje... e quem sabe.
- Seria sensato. Deve ou deveria
praticar o drama e a comédia. Tanto a expressão na forma de a prosa como em
versos - praticou colocou a moça e hóspede Pracata Bralha, hennas nos dorsos
das mãos dos pés e panturrilhas e pálpebras e sobrancelhas.
- Me digam! Lá em Porto Acre este
mistério seria um caso isolado - testemunhou a moça Marina Cotão, portoacrense.
- Mas outros seriam comuns, é.
- Sim e nem. Meu time continua
perdendo... É, então preciso ver outras coisas...
- Revejam. Ele nem perde a graça.
Ora é Saci ou Porco ou Raposa ou Peixe...
Que bacana! Pois assim mesmo, o
bicho pardavasco estava ali e muito pegando sol e calor. Agradecido da hora do
dia morno chamando pro quente quentíssimo. E todo largado esquecido lânguido
zonzo cochilando sonâmbulo. Embora bocejando sonolento sossegado isolado. Uma
pele ou casca variável de espessura suturas comissuras saliências cavidades.
Como um ser feito para usar a sorte com D, dádiva e deu sorte.
- Contentes? Vamos seguir e vamos em
boa hora. Mais dois passos e poderemos já ouvir a cascata. O que temos pela
frente - animava o Caraminhola (epíteto do guia Léo, quase sempre de trocista mangando
hilário o quanto podia até onde devia).
- Eu preciso fotografar borboletas -
era outra vez a dona Laca, intimando o guia.
Caminho que seguiam e nomeado
nomearam e de nome Gatimônia. Trilha estreita às vezes enroscada atrapalhada em
pedregulhos. Mais ou menos argilosa erodível erosão. Quando chovia e no inverno
podia ser escorregadia. Por um triz por nada nada uma minimidade ou és-não-és
nem caía pelo perau lá embaixo.
- Hein! Como naqueles episódios que
se passa de um tempo a outro, sabe?! Um portal com diferentes idades eras e
civilizações. Tô esperando! - esperava a dona Gaita.
Chegaram à cachoeira da Melindrosa e
era realmente um ponto do paraíso na terra. Se viu umas manifestações
empolgadas ansiedade no afã de chegar mais rápido ao jorro à queda d’água. Do
meio do mato, de uma espécie de plataforma ou trampolim ou rampa de pedra, caía
o tanto de água que fazia um véu de noiva idêntico autêntico. E muito
maravilhoso. E se criou ali uma imantação uma atração que anestesiava e
aproximava os visitantes daquele recanto da natureza, como um amor à primeira
vista como uma narrativa de fábula como uma história que começa ‘era uma vez em
o...’
- Uaaaau!... Coisa estupenda e
magnífica! Me fale e me diga me alegra!
- D meu, que riqueza de ambiente! D
meu, que riqueza de detalhes! Oi!...
- Ó vida minha! No gênero lírico é
poema, são versos! Queria fazê-los, queria.
- Valeu a pena! Parabéns pra nós
todos! Eu me aaaamo!
- Meia-hora para o banho, minha
gente! - gritou o guia Léo, de alcunha ou chalaça Caraminhola - Podem
aproveitar e se regalar com a potente ducha, oquei!
- Quero ser assim isso mesmo, né?!...
É possível pular lá do tope de cima o alto? - seu Pupilo, este querendo impressionar
específica e evidentemente.
- Então já faz primeiro o testamento
e por desencargo de consciência, ahjá-ahjá-ahjá!... - alertou dona Laca, em
nome do grupo de hóspedes - Sem demoraráaaa!...
- Já... oquei! Já devem ter filmado
um filme aqui... e nem é possível, meu!
- Oh!, gente boa e privilegiada
específica assinalada... Aqui quem vos fala podia estar roubando ou fazendo aí
assim mais coisa ruim errada, mas nem, minha dona e ou senhor!, eu estou porém
pedindo ajuda humilde em a humanidade humilhada, todavia!
Parecia um ninho muito encantado.
Qualquer coisa que D criou e colocou num lugar sagrado e distinto. Com muito
prazer de viver desfastio desenfado jovialidade. A grama-rasteira
capim-de-burro graminha-de-campinas soldanelas-d’água e pedras rochas
pedregulho seixos redondos e um pouco mesmo que um naco de areia areal. Tudo
jungido ligado honestamente à piçarra terreno arriado de aluvião desbarrancado
barroca. Com árvores riquíssimas e perfeitas, babosas-brancas e jatobás e
lofanteras e manacás-da-serra e quaresmeiras e mangabeiras e covas-de-onça. E
pássaros incidentais podiam ser vistos e filmados em as passarinhadas e cada um
na sua camada ou estrato do mato altura das plantas frutos favoritos,
bigodinhos e coleiros (passarinhos comuns e muito distribuídos pelas regiões do
país e que portanto têm diferentes sotaques, discursos direto indireto e
indireto livre) e sombrios e bicudos e pica-paus-do-campo.
- Gente! Concordo que aqui D é olhou
com cuidado e carinho - já dizia Gaipara.
- Chove ou faz sol, hem?! Vamos
dizer a joia da coroa e opíparo magnífico opulento suntuoso. O portal de
entrada para o país das delícias - lembrou dona Laca, manietada amarrada
algemada pela riqueza de contrastes do lugar.
- O quê!... Um romance de ficção e imaginar
modelar criar inventar! Pronto.
- Osso e ouço! Viajando de norte a
sul e isto ainda me assombra me maravilha me anima - declarava o senhor Adão
Mandinho Atascadeiro, natural de Passa e Fica.
- Junto esta! Um dia foi já tirei
foto ao pé da cascata do Caracol, já ouviram?!
Uma ilha de verdes predominando e som
música chilrada pipiada arrulhada e por acaso por sorte encontrada neste
infinito e específico meio ambiente em que se encontravam. Personagens quase
quase fictícios invisíveis besouros borboletas tanajuras. Borboletas e besouros
pintados coloridos escolhiam voar de vez em quando ou necessariamente. Estas as
formigas-de-ferrão insetos justos e correndo o chão gramando na labuta do dia a
dia carregando padecendo compenetrados cheios de serviço carregados de certezas.
Caterva de lacraias fisgando lancinando picando nocivas (nocivo: noc, raiz e
radical) e um submundo lotado de lesmas caracóis minhocas.
- Opa! Minhas fotos são sensacionais e
ma-ra-vi-lhosas! - dizia dramaticamente a dona Laca (dizer: verbo de elocução e
ex, exclamar suspirar segredar explicar atalhar.
- Ué!... Minha sorte me trouxe aqui e
vou compartilhar com meus amigos do iutúbi - valorizou a Gaipara, apontando a
câmara e buscando ângulos e registrando tudo.
- Assim se forma. Minha memória já criou
um lugar para isto tudo, gente! - seu Pupilo, olhos parados diante das árvores
verdes remoçadas contentes e diversas.
Daí, do mundo bonito e perdido e
encantado da cascata Melindrosa, pegaram novamente a trilha e foram investigar
outros pontos de vista outras atrações dignas de nota. Logo em seguida e na
sequência de importância, subindo mais um pouco o morro pela trilha denominada
Espartilho, visualizaram a cascatinha da Tatuquira. Um lugar de beleza (palavra
simples) rara e raro paradisíaco passatempo (palavra composta).
- Ah!... Por que do nome da queda d’água?
Nem me pergunte. Ou deve ser pelos mosquitos típicos da região, nem tenho
certeza - respondeu orientou o guia, maxilares zigomas destacados, já olhando
os hóspedes circunstantes com uma cara de ironia.
- Congratulações. O inimigo nem nos
poupa. Onde há mato há mosquitos. Isso nem tem como negar - parecia com razão a
dona Rita - E eles são um povo muito mas muito licencioso, com o perdão da
referência. E diria também um povo muito libertino devasso depravado dissoluto
chalaça. Pronto, falei e tenho dito! Uma multidão!
- Psiu!... Oito dias depois. Já e já
nem saem mais as epopeias os épicos e sagas.
Quase de difícil acesso ingresso
acessar, no topo do morrinho, dito e feito, encontraram um homem idoso alheado
e sentado pacífico diante de uma lapa. O homem e um mundo de pedras. E parecia
aguardar visitas esperá-los. Sentado numa pedra e olhando os caminhantes chegar
chegando, um senhor de cabelos brancos bigodes barbas longas esfiapadas. Era um
funcionário do empreendimento do projeto turístico? Era um das cavernas? Era um
ermitão? Era um monge penitente? Era um lunático tranquilo?
- Peço atenção! Uma agradável
surpresa para vocês - explicava o Léo - Este é morador/inquilino da gruta aí e
mora no parque antes do parque Mundéu existir. Eu lhes apresento seu Curió,
apelido que ele mesmo adora. Oi, seu Curió!...
O pessoal ia chegando e
cumprimentando dando a mão sorrindo interagindo com o homem eremita. Ele olhava
aceitava o aperto de mão olhava com cuidado. Todos chegavam apertavam a mão
diziam o nome sorriam estranhavam. Os bons humanos.
- Sério. Atende pelo apelido de
Curió, como o passarinho. Ele é muito de imitar os bichos, então é isso - completava
o guia do parque - Falei bem, seu Curió?
- Na verdade eu nem os imito ou
arremedo, são eles que me copiam, ahahaha!... Sejam bem-vindos e bem-vindas! -
disse o velhinho que lembrava um profeta bíblico.
- Isso. Seu Curió é visto por certas
pessoas como um ente da capoeira, um protetor das árvores dos bichos e amante
das aves. É tratado por alguns como um santo ou mártir. É respeitado muito como
um pajé puro honesto e em extinção.
- Olhe e olhando bem... Sim, se parece
com meu avô paterno, é. Que legal!
Os hóspedes da pousada chegavam já
estavam e perto do eremita ermitão e o cumprimentavam com sorrisos e respeito
acenos de mão. Uma curiosidade recíproca. Os que chegavam nem podiam crer que
alguém pudesse morar tão precariamente e isoladamente assim e por conta própria
por livre e espontânea vontade em estes nossos dias. Tiravam fotos. Solicitaram
e pediram para tirar fotos e filmar e foram autorizados e registraram. E o
solitário nem podia acreditar que gente da cidade viria de longe só para ver
alguém acocorado na boca de uma lapa esperando o tempo passar. E ele se ergueu
e foi abraçar quem queria ser abraçado fazer um retrato sorrir com giz e xis.
- Ora, meu! Mas a sua família, seu
Curió, deixa o senhor morar aqui e sozinho? - indagou Gaipara - O senhor tem
amigos e parentes na cidade? Nem é muito perrengue?
- Oh! A minha filha Lana, e isto no
princípio lá pra trás faz um tempão, nem quis entender. E era rabugem dela...
mas... - o homem se dignou responder algumas perguntas - É que eu sou teimoso e
ela teve que aceitar na marra, sim ou sim! Além e depois pra frente, isto nem é
tanto drama tragédia ou comédia. Vamos e venhamos!
- Mas é polêmico de polêmica - acrescenta
o hóspede Pupilo. - Nem passa fome?
- Ah, nem! Eu vivo bem e com o
básico me chega, me chega! Tenho tudo para um romance iniciar um romance, tema
assunto personagens protagonista narrador onisciente onipresente. E na primeira
ou terceira pessoa. Ou bicho. Ou extraterrestre.
- Nem tem medo de onça-parda, seu
Curió? - indagava outra hóspede, a Laca - Eu nem conseguiria dormir aí sobre
uma esteira em cima de uma pedra, nossa senhora!
- Isso mesmo, né! Deve aparecer aí
na noite muito bichinho rastejante insetos...
- Que nada, que nada. A onça-pintada
vem aqui e a gente conversa cara a cara tete-à-tete. É raro ela passar por
estas bandas, mas quando passa me visita me visita. Nada fatal funesta mortal
carnívora felina fera. Que nada. Nem confusão rebu. Nem chega pra mim querendo me
chupar o sangue. Sabe que nem sou de dar caça caçar perseguir acossar os bichos
quaisquer. Nem concordo nem deixo. Me cheira e compreende que eu sou
vegetariano. Sou discípulo de D e criado nos sete dias ou mais.
- Ora! Eu nem confiaria, seu Curió.
Quer dizer, eu nem conseguiria acreditar.
- Sim. Os bichos do mato se entendem se
associam quando querem se respeitam e convivem. É isso gente boa, de-boa! Apesar
do pelo hirsuto hirto áspero e o bafo tradicional e conhecido, né?,
arká-arká-arká-arká!... (tipo de gargalhada desenvolvida por Curió). Me dou bem
com os habitantes do mato e com eles e elas todos em geral.
- Xi, meu! Eu até acho que aprenderia a
falar com as árvores as pedras e...
Seu Curió andava com uma sandália um
pouco rota de sola de pneu de auto. As roupas em tiras ou muito surradas, calça
jeans desbotada rasgada desfiada e uma camisa muito antiga e prejudicada de um
time de futebol de mg, Tombense Futebol Clube, Tombos. Um pequeno chapéu de
couro cru tentava tentando ocultar a cabeleira as crinas grisalhas e revoltas
eriçadas arrepiadas, o pouco que havia atrás das orelhas. A caverna recendia um
hálito a picumã fuligem devido o uso de fogueira archote ou lamparinas de sebo
e velas de cera. Nem era santo nem misógino nem celibatário, embora nem rasto
de esposa mulher ou fêmea. Rezava mantras todos os dias durante uma hora e
meia, é.
- Nem faz frio de noite? O senhor
nem sente medo das trovoadas relâmpagos em dias de chuva? - consulta do hóspede
Pupilo - As noites longas e sem interlocutores.
- O amanhecer o anoitecer. Eu rezo e
oro e me apego aos dizeres e orações do meu flos-santório, entende?! Com D na
mente e no coração nem nada me pegará desprevenido. D está me vendo o tempo
todo. E eu cuido e zelo pela sua criação. A gente se entende, tá certo?! O que
é também uma troca de favores, percebe?!
- Me ocorre. D já te ensinou muitas
coisas nestes passatempos, né, seu Curió?!
- O fogo a água. Então eu suponho
que o senhor, seu Curió, é feliz e conformado com sua vida seu lugar no mundo
sua existência à flor da pedra? - a hóspede dona Laca.
- Oh! Nunca pedi nada a ninguém.
Tenho minha aposentadoria e vou à cidade quando preciso comprar café ou
querosene pro lampião. É isso. O resto é só paciência. Uma oração aqui e outra
ali, contente. Pensamentos epigramas sátiras, e vez em quando.
- Mas me importo. O senhor precisa
dos outros, seu Curió - convite de seu Adão.
- Vamos. Um dia desses, seu Curió, o
senhor vai à cidade e ela já é muito outra.
Barbas de molho e cabelos de meses,
olhos queimados de sol e duros e de repente avermelhados, acompanhando uma fala
para com as visitas a voz grossa fanhosa encatarroada áspera adstringente. Os
braços para o alto. Articulando assim assado e conforme a exigência das
palavras e das frases pontuadas, com uma tosse e gorgolejos som pesado rouco. E
às vezes num transe de olhos olhar impertinente.
- Serve serviço. De dia o senhor,
seu Curió, parece ser muito ativo ativado agitado, hein?! - curiosidade de dona
Laca. - Tem algo pra fazer ainda hoje?
- Tenho um longa história na minha
cabeça. Quer ver? E com enredo ou trama ou urdidura. Com os acontecimentos bem
inesperados. Sequências narrativas e inter-relacionadas relacionamentos os mais
inusitados. E com carinho ternura suavidade e ótimas declarações - dizia o
Curió, certa impertinência de garganta rouco, ‘rã-aaaah!...’
- O que o senhor... O que você fazia
antes de vir pra cá? - interrogatório prosseguia, embora inocente e apenas
curioso, do hóspede Tácito.
- Ah, eu fui astrólogo e astrônomo
durante muito tempo, arká-arká-arká-arká!... Nem, nada, mentira. Eu fui e
exerci minha profissão de engenheiro hidráulico. Como já disse, me aposentei e
decidi morar na paisagem. Ficar na paisagem é bom e justo.
- Oquei! Se livrar do estresse de
cidade grande agitada, urbanização, poluição, hora pra tudo, tudo com preço e
valor, cidadãos e cidadãs, trânsito e tráfego?
- Olha, gente! É um meu período
sabático, digo. Um autoexílio. E ostracismo por ostracismo... prefiro o meu.
Comunicado comunico ao diretor.
O pessoal ali presente a assistência
os hóspedes enxeridos do hotel até aplaudiram a fala do Curió. Era uma piada e
ninguém tinha nada com isso, que é a pura realidade verdadeira. Mas o caso era
tão acachapante tão bizarro tão extraordinário, que ninguém ali podia se
conformar com a renúncia do ancião. A aurora chega antes do dia.
- Então tá! O seu Curió é mesmo está
mesmo virando as costas pra civilização.
Já e já o falado o dito é vivo
dinâmico presente e utiliza a sonoridade o ambiente o ritmo o jogo fisionômico
a mímica o vento o clima o dia a noite. A evidente abertura de assuntos
prolixidade. A evidente e curta efêmera evanescente cultura da existência.
Língua falada e toda essa questão conforme os signos vocais ou expressões
orais.
- Oie! Então, seu Curió, nem precisa
de nada mesmo? Tá tudo legal?! - desta vez era o guia que já para se despedir e
continuar o passeio com os hóspedes.
- Mirem. Nem fiquem apreensivos
aperreados nem se aperreiem por mim, gente solidária. Sei que me consideram um
troglodita ou quase, porém com bons dentes, arká-arká-arká-arká!... E bem longe
de mim pessoalmente um ferrabrás fanfarrão completo cheio de bazófias. Afastado
de mim esse que impõe receio ao pessoal das gentes e que levam lá longe suas
vidas urbanas domésticas, arká-arká-arká-arká!... Para me comunicar também uso
cartas sou um epistolar e ou telefone, arká-arká-arká-arká!...
- Então. O ideal é fazer o que se
gosta e que nos deixa feliz, hein?! - hóspede senhora Rita, já conformada com a
sorte do ermitão voluntário e santo da pedra lascada.
- Digo isso, seu Curió cantador
solitário... Abrace estas pedras por mim, tá?!
Tinha dias que Curió caminhava, mãos
às costas, mais aí pela mata (palavra primitiva). E procurando o quê? Talvez
soubesse talvez nem soubesse. Quem sabe buscava assunto, buscava talvez D. Uma
hora caminhava apressado estabanado outra hora lento lentamente (palavra
derivada) preguiçoso ronceiro indolente. Algo fez que aconteceu e ele nem
gostou, uma arrelia uma birra um pensamento atravessado. E se se referissem a
um velho lívido, nem ofendiam tanto. Se apresenta em trajes resgatados.
- Pois sim. Somente vou me arredar
me afastar da minha lapa quando Ele quiser me levar - e Curió disse apontando
para o alto firmamento - E amém, nossa Trindade!
- Que graça, hem?! São dias longos
mas caprichados, seu Curió!
- Salvador e salvação. De dia eu
conto as folhas das árvores. De noite eu conto o assobio das suindaras. Isso
quando tenho paciência, arká-arká-arká-arká!...
- Meu sonho seria este. Escreve um
diário um livro uma biografia, seu Curió - dava ideia a dona Laca, fã da língua
escrita documento que utiliza sinais gráficos convencionais e representa a fala
de modo mais sóbrio duradouro.
- É, é uma! - acrescentou o Curió,
olhando o vazio do céu - Já sei por onde começar e continuar e terminar. Uma
obra literária com conteúdo fundo ideias forma expressão linguística modo de
dizer e o preto no branco. Então, tá! Então muito leve!
- Todavia. Pegue um gravador e fale
comente... Depois mande alguém copiar.
O comunicado comunicante a
comunicação, já se sabe. Os diferentes níveis de diálogos, o formal informal. E
culto ou coloquial. Como se quer apressado corrente e o científico. Conversa
entre nós familiar familiares ou cerimoniosa, adulta e juvenil. Conforme os
meios de divulgação e que se modificam se ampliam exponencialmente.
- Bravo. O senhor, seu Curió,
permite sair nos jornais do mundo e aí, São Jorge do Ivaí, Cuité, Monte das
Gameleiras, Dona Inês, Solânea? - lembrou a dona Rita.
- Ora! Meus avós eram de Cacimba de
Dentro, quem sabe! - completou Curió.
- Me veio agora. E se eu soubesse
teria trazido uns presentes uns regalos...
A excursão pegou o caminho de volta,
e como sempre usa, voltou e veio embora. Desceram e já rumavam para a pousada
que estavam passados de fome e mais passado do meio-dia. Que o sol soberbo e
forte algoz assustou a maioria dos pássaros amorteceu as folhas das árvores
entocou as megeras cascavéis jararacas ciofílicos ciófitos (por se acaso sim
que as há). Tudo moderadamente. As cigarras talvez mais intensas chiavam
estridulavam, sempre gotejando ressumando ressudando vertendo esse som
penetrante e com energia e com vontade insolência até o fim. A par de plantas
que resistem estão aí e insistem (desde a origem engendradas que foram e
sistemáticas focadas metódicas aguerridas) no terreno ao solo nem tão rico de
nutrientes, jitós e velames-do-mato e muçambés e flores-de-caboclo e
aroeiras-salsas e pindavunas e paco-pacos.
Toda história tem a apresentação.
Então, vamos lá. Vale válido valendo a crítica ensaio tratado. Pensa num título
antes de nada? Eu penso, embora nem me comprometo. Já vem uma complicação ou
conflito de interesses. Interesse de quem com quem para quem. Gosto da palavra
clímax, em boa hora o desenlace ou epílogo. Demorei quase o primário inteiro
para achar a palavra... epílogo. Mas que quando encontrada é e vira um achado
uma arca de ouro um tesouro com chave de ouro. Quando te encontrei, hem!
Por que o vento vem do mar e sempre
intermitentemente. Por que o mar cresce e decresce sob as ondas. Por que o azul
do mar com o azul do céu o verde da mata.
Rios navegáveis rio Andirá rio
Curuçá. Lua e sol inesgotáveis. A pedra da Boca de Araruna. O corpanzil do Pão
de Açúcar, parado firme sono milenar firmíssimo elevado magnífico
cartão-postal. Ditosos filhos exemplares filhas de São Tomé, Riachão, Cianorte,
Tacima, Terra Boa. Os filhos habitaram os pais e estes os netos.
O sol já estava na tardezinha voando
baixo ironizando pouco a pouco tentando aterrissar por trás do morro e por que
nem, explodindo detonou, ‘plaaaafe!...’ De imediato depois quase nada desceram
as andorinhas-coleiras; que já se enfiavam por baixo das telhas entre o forro
nas abas das casas senhoriais. Subiu, e do outro lado do muro, uma lua por
demais já conhecida e cheia de prata pintando a mata; e também decorada das
cicatrizes crateras pontes viadutos monotrilhos... E, era só o que carecia e
nem voltaria mais a faltar, o casal de corujas-de-igreja ‘ru-ru-uh-uuuuh!...’
justamente no poleiro parapeito corrimão do galho predileto ali perto em o pé
de angico-rajado.
#
Na quinta-feira de tarde, um dia
como o de hoje, pararam num posto de abastecimento de combustíveis para
pernoitar. De novo e muito comum. No caminho pela br-153 e sempre indo em
frente para onde o nariz apontava. Sem necessidade de planejamento. Visitar as
cidades que achavam legais. Sem roteiro pré-estabelecido pré-determinado. Sem
pressa e sem estresse. Que o viver (sentido lato largo extenso amplo) nem
olvida nem esquece os mínimos detalhes olhares sonidos gostos sossegos.
Milagre exige promessa. Que importância
tem este ou aquele milagre? Milagre é resposta e canaflechas,
imburranas-de-cheiro, curuaís, louros-amarelos, dó-re-mis, sargentos,
iratauás-do-sul. Milagre é mistério e espeque escora descanso espera apoio
amparo forção arrimo. Milagre vem da pedra e jorra água pura. Vem da árvore e
dá frutas frescas o ano inteiro ou mesmo dinheiro cacau legume milho capim erva
amendoim. Milagres antes agora e sempre. Plantação de soja. Viaduto Otávio
Rocha. Praça da Bandeira com exposição exibição de patrolinha antiga relíquia
enfeite. Milagre uma vez ao ano e mesmo quem sabe somente no aniversário de São
Paulo, 25 de janeiro com 471 aninhos de verões chuvosos. Um jogo de bola no
campinho arranca toco terreno baldio. Um lance de matemática fração. Milagre caro
insólito e de repente.
É muito esperto o cachorrinho que
corre atrás da bola de plástico colorida verde-amarela-azul. Quem nem é
esperto? As aves são espertas despertadas pelo sol e cantam e conversam basta a
pequena manhã aparecer renascer milagrosamente do nada da noite vazia. Quem é
esperto nem fica na poeira. A menina esperta sabe na ponta da língua. Nem diga
nada a ninguém, mas o todo esperto mais esperto é que tem sorte na loteria.
- Falaê! Olha, gente, que estamos
diante no pátio de estacionamento do posto Sapiranga, de propriedade do seu Til
Rábula Solapar! - anunciava a Gaipara para seus seguidores do canal do iutúbi -
Alegria estar com vocês meus amigos seguidores! Compartilhem nosso conteúdo
passem adiante que o iutúbi saiba que somos relevantes e deem o laique se
inscrevam cliquem no sininho curtam, e o muito obrigaaaadaaaa!
- Sim senhores!... Bom dia e mais
alguma coisa, gente do bem gente boa gente que nos acompanha por este mundo do
nosso Bezão! - alegria de Tácito em abrir o canal e apontando um dedo positivo
- Nem se esqueçam de nos apoiar, hem!, pessoal gente fina. Filmamos gravamos
fazemos tudo isso de coração pulsando, oquei?!
- Sim, e vamos aproveitar a estada
aqui neste posto de gasolina tão querido e aconchegante para dar continuidade
aos nossos vídeos. Estamos soltos no muuuundo!...
- Isso mesmo e isso aí, pessoal!
Temos uns vídeos atrasados que vocês vão gostar. Vamos aproveitar o pernoite
para editá-los. A noite promeeeete, gente!
- No mais... tudo de bom e d+. Cumpriremos
nosso dever cívico.
- Pois sim! No modo sagrado
sacratíssimo e personalíssimo! Tudo bem?!
E as imagens das gravações feitas no
dia e em dias anteriores realmente mostravam muitas visitas e rodagens aí pelo
sertão. Andaram por estradas sinuosas subindo e descendo serras chegando
chegaram em diversas cidades muito hospitaleiras mágicas e Bujari e Japi e Novo
Hamburgo e Cotiporã. Nenhum ponto turístico era esquecido preterido rejeitado
menosprezado. E assim haviam passado aí em Chã Preta e Pindoba e Paulo Jacinto
e Capela e Colares (o município tem cerca de 11 mil habitantes e 600 km² e foi
criado em 1962 - fonte: ibge). Um longo percurso posposto de roteiro aleatório
cruzando pontes chegando por rodovias investigando a malha urbana dirigindo a
casa-móvel rua por rua em Cajueiro e Mar Vermelho e São José do Vale do Rio
Preto e Viçosa-al e Vigia de Nazaré. Na praça do Rezingar (esta em triângulo de
três lados iguais) que resolveram parar estacionar, justamente a rua José do
Patrocínio com a rua Lobo da Costa. E debaixo da frondosa frondejante copada
pitombeira-de-marajó.
- A clareza da hora h. Agora mesmo
vamos fazer um café, né, mor?! - sugeria a Gaipara (ou Gaita), desde aí uma
polissemia: café lanche comida.
- Sim, até decidirmos pra onde mais
vamos andar e visitar - emendava o Tácito.
- Quer comer algo, alguma coisa
rápida? Eu faço. Eu agilizo. Eu me importo.
- Boa. Você teria aquela tapioca? Me
apaixonei pela delícia. E emo de emoções.
- Olhe só. Sem falta faltar aquele
arroz tranquilo, um suco batida de tomate...
- Sou suspeito, minha divina!
Estendo o braço e pego com a mão, meu til!
Trataram de ficar aí. E utilizando o
banheiro da praça, se precisassem se fosse o caso e por uma ocasião ou duas. No
centro um chafariz em reformas. Gente cruzando todo o tempo pela calçada. O
ipê-preto de flores suaves. Um monumento com a Bíblia de página aberta na
passagem versículo escolhido com as palavras de censura objurgatória
repreensão, pedindo oração condenando a poligamia para nos livrarmos do pecado
nos eximirmos. Árvores imitando figuras de bichos, canteiros com flores
amarelas e vermelhas e bicolores e tricolores. Passarinhos curiosos cantores
irrequietos conversando entre eles divagando sobre tudo e nada pipiando coisas
sem nexo assacando imputando calúnias aos concorrentes, notadamente os
tiés-galos azulões sanhaços-cinzentos bicos-de-veludo pombas-galegas, as
digressões naturais da espécie desvariando por desvariar. E uma balbúrdia de
cantos fanfarra de cantares e bater de asas voos rasantes e vais e vens.
Vozearia e discursos em falsete de indivíduos homens pedindo emprego
solicitando uma colocação e armadores, pescadores, estivadores, feitores,
ex-delegados de polícia majorengos oferecendo préstimos e serviços dando um
cartel de títulos ou premiações obtidas durante os empregos anteriores vasto
currículo e balizeiros, latoeiros, tanoeiros, baleiros, boticários ou
farmacêuticos(as), médicos-legistas. Precavemos, precaveis - defectivos nas
outras pessoas (fonte: gramática).
- Hum!... Então, e acho que vou
praticar ioga e relaxar... A tarde me acompanha.
- Justo, guria! Se eu pudesse já
plantaria uma bananeira em plena praça, é.
O ambiente o espaço físico o lugar
dos acontecimentos o meio social. Grupos de pessoas se reúnem para bater uma
bolinha. O tempo a duração dos fatos a sucessão dos eventos. Bando concentração
de pombas-de-arribação se reúnem num lavrado para comer sementes desperdiçadas.
Discurso palestra transmissão da fala. Nuvens abandonadas no espaço entre o céu
e a terra, paragonar paragonal, nuvem pato nuvem automóvel nuvem barco a vela
nuvem cascata nuvem varal nuvem camisa de vênus.
Ia o casal do motorhome passar a noite
nesse mesmo lugar. Do outro lado e já na rua Utuapoca, por exemplo, as casas de
janelas envidraçadas vigiavam tudo a praça os transeuntes e sem se abalarem
opacas sem fazer mossa plenas lógicas emparelhadas edificadas firmes
determinadas indeterminadas. Sempre nessa hora céu limpo a estrela-d’alva
(apóstrofo) já bem sinal cintilante. Entardecer das curruíras cantar canções
sonetos hinos odes elegias baladas bucólicas. Dia seguinte e manhã, sem
obliterar esquecer ou suprimir, os viajantes viajeiros pensavam procurar a
prefeitura. E acordos.
- Vivas! Esta cidade foi planejada no
seu plano diretor com vias e praças, tudo - conclusão que chegou Tácito - No
meio de cada avenida há um jardim e plantinhas.
- Ora! O parque Mário do Canto, este sim
parece muito apropriado para uma caminhada matinal e coisa e tal. Tem até
ciclovia. Bem boa de vegetação arborizada.
- O B precisa saber desses recantos tipo
este daqui - Tácito sendo o próprio Tácito (modificação fonética elisão ‘de
aqui’) -, dessas cidades aconchegantes emblemáticas, desses locais que
priorizam a qualidade de vida de viver. Oquei!...
- Uma sorte. Qualidade de vida e
segurança e um dia a dia menos agitado, né?!
- A Terra é um planeta e este mesmo. Seu
núcleo é o tempo. Seu Senhor é Ele.
- Sim. Os jovens gostam de aventuras. Os
mais velhos também. Os jacarandás-cabiúnas florescem em outubro e vão até
novembro, calculo. Um alento.
- Já te conto tudo. Quando fui menino em
NP, eu tinha coragem de subir em pinheiro araucária. Sim e acredite porque te
digo sem ocultar nada, meu doce de leite.
- Uma aventura sonhada. Eu sonhei
durante 10 anos ganhar uma bicicleta...
Assim foi pensado e feito. A doce manhã
despertada foram até a prefeitura ver se conseguiam um patrocínio ou um apoio
no combustível ou uma parceria. Seguiram pela avenida já indicada por algum
informante. Cidade pequena dos seus 55 mil habitantes aproximadamente em torno
disso. Agora a avenida principal, Júlio de Castilhos e lojas de néon vendendo
ilusões (com o pagamento por aproximação ou sem contato) e logo aí a praça XV
de Novembro e o palácio do governo municipal, rodeado de coqueiros-brejaúbas e
cocos-de-airi. No pátio estacionaram na diagonal bem em frente ao portão
principal, as três bandeiras em escala de importância tremulando ao vento
brando. Com entrada pedestre pelo jardim. Soldados fazendo a guarda do casarão
e oficiais graduados condecorados devido suas façanhas que ostentavam
orgulhosos suas insígnias e dragonas e alamares e galardões. O dia quando tanto
vivia por si.
- Su-ces-so!... Esta cidade é linda
e próspera - declarou o Tácito para a secretária de esporte lazer educação e
cultura em geral, dona Carlota Caruru Tardoz.
- Gente boa e gente nova. Precisamos
sim divulgar nossa cidade. Hoje o turismo é um prato cheio para o desenvolvimento
da comunidade. Gera emprego e renda - secretária Carlota, olhos de jabuticabas
verdes depois da chuva.
- Nossa amiga. Nada abala esta
cidade no rumo do bem-estar e do bem-querer - declarou Gaipara, e apreciando o
cafezinho chazinho protocolar.
- Tirou daqui! Temos e vamos sim
vender nosso produto mais caro, nossas maravilhas naturais. Sim senhor e
senhora Macuxi, esta cidade vai decolar e voar alto.
- Oi! Sobem ao céu as energias
sensacionais e místicas... e cremos nisso.
- Tem mesmo, é. Nem deixaremos de
convidar para visitar e conhecer e saber...
- Olhe só. Já fazemos parte do
roteiro das águas da rota o sol da romaria sacra...
- Puxa! Eu sabia que a cidade era
rica em minério de ferro basalto cerâmica...
Dali saíram com a moça Percalina
Soba, a esperta guia autorizada local, e se espalharam pela cidade. Junto na
cabine do carro com o casal de iutúbis, ela ia apontando as coisas que queria
marcar que achava que pudessem ser interessantes aos seguidores do canal. E num
momento de súbito e a propósito, descendo a rua Joaquim Manuel de Macedo, ela
mandou ou solicitou parar encostar estacionar:
- Oi! E parem aqui, por favor! Tenho
realmente que mostrar isto! É gênio!
Estacionaram o carro motorhome e foi
mesmo diante de uma pracinha Sabatina. Uma grande árvore fazia sombra aí. A
mocinha Percalina convidou para que o casal do virtual se aproximasse e
fotografasse filmasse registrasse gravasse eternizasse:
- Assim! Podem dizer aos seus
seguidores que este é um patrimônio da cidade. Reparem só, gente! Este
jequitibá-vermelho tem mais de cento e dez anos. E tenho registros que
comprovam isto que estou dizendo. Afirmo e comprovo. Digo mais!
- Ora e ora! Que ma-ra-vi-lha! Um
espetáaaaculo! - exaltou a Gaipara.
- Forte. É o maior ser vivo que já
vi, gente! E pra lá de centenário... e contando...
A cicerone pegou do celular e foi
mostrando umas fotos antigas e que lá estava a famosa e velha árvore como pano
de fundo. E em vários momentos da vida da cidade. Crescendo com a cidade. Ali
parada e a cidade se movimentando em volta. Espécime alongada agigantada e com
pretensões consideradas, visualmente como exorbitante exagerada. Dando
referência e ponto de chegada ou partida para esta uma minirregião
(mini-r-região: ex de geminação do r), o bairro Bimbar as ruas escolas as
residências.
- Aqui eu tenho alguns dados - dizia
e relatava a Percalina - Árvore de grande porte, pode atingir uns 50 a 55
metros, dá umas flores amareladas, seus frutos são apreciados pelos macacos e
daí o outro nome: cachimbo-de-macaco. E assim apelidos outros e distintos como,
pau-caixão coatinga estopa cachimbeiro pau-de-cachimbo.
- Ótimo! E é muito imponente e
antiga como um dinossauro - conferiu Tácito - Tem até umas marcas que o pessoal
foi deixando, a canivete ou espátula ou adaga...
- Nem te digo. Registros de
namorados e sei lá... palavras que cada um escolhe... - dizia e conferia lendo
na casca da árvore a Gaipara - Aqui tem: ‘Dino e Dina!’, ‘bafejados pela
glória!’, ‘D sabe o que faz!’, ‘Juma, tou esperando por ti por ti!’, ‘D me
ajude e + 1 pouco!’, ‘Quero ver vc na festa, querida!’, ‘Coisinha + linda!’,
‘abole abolimos abolem!’, ‘zás-trás’, ‘ai de mim, bem!’, ‘kjá-kjá-kjá!...’,
‘sim, é beleza!’
- Esclarecendo. Recordações
lembranças fiapos de história que as pessoas acharam melhor dizer aí... para a
árvore, né?! - interpretava o Tácito, muito atento.
- De que jeito? É o ser vivo mais
longevo mais famoso mais carismático mais emblemático mais simpático da cidade,
meus amigos! - completou o guia turística.
- Olá!... Tenho que estar...
estupefato! Tenho de estar... atônito!
- Dizendo como diz o outro, 110 e
aumentando! Imagine! - colocou Gaipara.
- Ah, sim! Uma jovem uma senhora ou
avô, esta planta? Hein, gente boa?!
Sob a árvore na sua sombra debaixo
desse monumento, muitos políticos começam e ou terminam ainda hoje seus
discursos na campanha eleitoral e fizeram fazem promessa sem nenhum escrúpulo
de jamais descurar descuidar dela e do seu trato e do seu entorno. É como se
fosse o sagrado totem da cidade dos cidadãos. E prometem por ela e por seus
fãs. Os formandos diplomados graduados (soltando as amarras, impudicos
impudentes) também vêm aqui para tirar a foto oficial ou a segunda oficial
extraoficial, digamos assim. Os carentes e os emissários enviados que lutam
pelos pobres se juntam à sombra da árvore e solicitam obstinados a toda gente
pedem auxílio evocam invocam colaborações urgentes, etc. Lugar de encontro, de
festa de aniversário, ponto de referência da comunidade em geral. E a árvore
jequitibá-vermelho como uma cidadã cidadão povo igual às próprias pessoas que a
amam e a têm como parte da história. A cidade as pessoas contam com a árvore
para o que der e vier, também!
- Há cidades que têm rochas morros
cânios, outras têm rios enseadas praias baías, ainda as que apostam e possuem
museus... Esta nossa tem uma grande árvore. E que nos olha e nos acompanha do
seu alto ponto de vista no seu jeito solene esgalhado cabelos ao vento, é. - se
vê que a bela guia Percalina, com toda a cidade município, já dedica um amor
sem limites sincero ao enorme exemplar da família lecitidácea.
- Tenho fé. Vamos recomendá-la para
a família brasileira. Eu garanto que vai fazer sucesso. E vai chover contratos
de publicidade ao pé da mesma. Entendo assim.
Embarcaram e seguiram para outro
destino já pré-determinado pré-fixado. Sempre pelo labirinto perímetro urbano
tráfego sinaleiras carros de alerta ligado intermitente pisca-piscas. E sem
deixar a cidade, a avenida Coelho Neto, uma das mais ricas e movimentadas do
município ornada com renque de coqueiros-jataís. Esta rua ainda apresenta o rol
dos bancos agências órgãos instituições e arrolando as repartições sucursais e
farmácias drogarias com ofertas de ácidos fênicos desinfetantes cosméticos
esmaltes arrebiques rebiques e lojas de departamento oferecendo trajes capotes
japonas alpercatas cós de calças fatos fraques jalecos mantas capuzes
indumentárias vestuários em geral para todo uso e moda e estilo e comportamento
e profissão. A casa postal as encomendas os envios estafetas carteiros
mensageiros. O fórum e o jurídico, na praça Padre João Álvares, com seus
departamentos salas de atendimento magistrados mentores salamaleques escrivães
carimbos e assinaturas libelos cantilenas bacharéis juízes de direito advogados
de anel e certificado e carta e canudo. E tomar 1 cafezinho.
Quase no fim da rua e já pararam num
bosque com duas edificações de realmente chamar a atenção. A estonteante guia moça
Percalina ansiosa ansiava para contar mais estas novidades aos visitantes barra
viajantes barra iutúbis:
- Que bom! E temos nesta rua João
Batista da Costa o grande teatro Dilúculo Romanceiro, com fachada neoclássica,
e muito e bem suntuoso engenhoso engendrado. Foi recentemente repaginado
revitalizado reformado e só ficou mesmo remanescente a fachada. Custou mais que
fazer um novo, porém a fachada aí está. Nem vale uma menção honrosa nos seus
vídeos?! Claro que vale, né gente! - declamou a cidadã guia, mocinha exuberante
no falar elogiar e também de bons modos elegante físico privilegiado
barriguinha tábua de tanquinho cabelos repartidos na testa proeminente.
- Digo assim. Está ótimo o aspecto e
realmente vale a pena. Eu acho muito bom! - francamente pensou e falou o Tácito
- É o que se pode fazer, né?! Perfeito!
- Há casos. Antes de teatro já tinha
passado de palácio propriedade da família Baqueta-Vareta. Uma enorme
descendência de barões do café e etc. Depois foi adquirida pelo poder público
que fez um colégio profissionalizante e daí o teatro, este isto agora uns anos
pra cá. Eu mesma estudei aí as minhas aulas de línguas, é.
“Deste outro lado da calçada, temos
o museu do Aió. Me perguntam que palavra é essa e por que do nome. Eu digo que se
pesquisou sindicância investigação e detetives até federais da capital do
país... Nem nada, que isso, mentira, estou zoando. O caso é que aqui na região
antigamente se caçava muito e era um esporte, daí aió tem o sentido de sacola
ou bolsa de caça. Mas hoje é um museu que mostra mais de 50 mil itens. Podemos
entrar e ver com nossos olhos, mostrar com nossas lentes e fotos. Por acá,
aí... isso mesmo... assim!... O sucesso é de todos nós e o lazer também.”
- Um museu é o mínimo que esperamos
encontrar em cada cidade. Sempre cabe mais um. É necessário e interessante -
destacou Gaipara - As saudades da cidade...
- Quem? Sendo muito simples e mesmo
pouco exigente, eu acho que museu hoje em dia nem precisa cheirar a mofo poeira
e esconder ou guardar bugigangas quinquilharias... Pode ser muito bonito e
virtual, por que nem?! Igual que este, hem?!
- Sempre. Nosso museu Aió tem umas
relíquias e que gostamos de começar mostrando e já as exibir de cara de pronto.
São os nossos veículos de tração animal. Já vamos olhar. Isso muito nos
orgulha. Isto muito nos envaidece. Muito relevante.
E chegaram num amplo salão e
chegaram a ver os hipomóveis, carruagens coches seges caleças diligências,
veículos para diferentes números de passageiros diferentes números de animais
na tração com ou sem cobertura boleia boleeiro cocheiro caleceiro, serviço
militar ou civil paisano. Bem limpas e preparadas como mesmo devem ser
apresentadas ao público. Diferentes cores pretas vermelhas beges e enceradas
envernizadas decoradas com brasões de família ou empresas ou instituições.
- Naquele tempo que eram táxi, hem?!
- suspiro e olhar sonhador da Gaipara - Eu morava no Rio de Janeiro. Sabe
aqueles passeios com narrativas de José de Alencar? Sabe as tardes subindo as
ladeiras da Tijuca com narrativas de Machado de Assis? Pois ainda estou aí
mesmo. Pois isso me carrega para dentro da H com agá maiúsculo.
- Veja e repare. O Rio antigo e uma
noite no teatro Municipal... As notas os contos de réis... Os homens de chapéu
palinha, as mulheres de chapéu esvoaçante e mãos enluvadas de pelica. Oi!...
Ai, como eu perdi o que foi o que era é bom!
- Muito admiro. Para descer ou subir
no táxi entregavam a mão vestida... Os cavalheiros com bengala e gastão, as
mulheres com vastos vestidos de sede e púrpura...
- Hem, benzinho! Vamos viajar ao
passado nem muito distante? Que me diz?!
- Ora, minha linda! Temos o presente
o passado o futuro e mais além, oquei?!
Quando muito ficaram aí admirando e
observando uma atrás da outra e por uma hora. Registraram muito e os visitantes
parabenizaram a cidade o povo na presença do guia turística jovem Percalina.
Novidades antiguidades que iam correr o mundo. A sorte e a delícia de milhares
de colecionadores espalhados pelo mundo vasto universo.
- Ou-ou-ou!... A passagem na rua
dessa gente nobre e barões baronesas...
- Com toda certeza, zen! E o povo
parava na esquina pra ver o sinhô passar...
E daí embora pegaram novamente os rumos
das ruas da cidade e com muito que ver e falar e ouvir. Em frente pela rua
Sarmento Leite e já a avenida Setembrina. Insólitas flores dos ipês-roxos e
jipoubas e macaúbas e carobaguaçus. A ligada plugada cicerone que diga tudo e
nem esconda nada, solte a taramela destrave a língua:
- Viviam aqui, e antigamente antes
dos colonos chegar, os autóctones índios puri e mais os coroado com os suiá.
Olhem, hein! Esses tais e quais eram antropófagos, e D me livre e guarde com
amém e pelo sinal. Se fosse hoje seria uma lástima ou algo engrolador. Gente do
céu! - ia contando a condutora turística ciceroneando, homologada ratificada
confirmada pelas autoridades locais e com diploma formada formal.
- Conto. Há anedotas sobre esses e
outros índios brabos, né?! Comiam gente gorda e engordavam. Comiam gente
valente e dividiam as postas por importância na tribo. Primeiro comiam até se
fartarem os guerreiros, depois os mais velhos anciãos, mais após e por último as
cunhantãs e os curumins junto com os mascotes xerimbabos.
- Jesus Cristo! Quem come gente vira
lenda. Quem come gente vira tabu, né?!
- Um sacerdote é obrigado a virar
santo, logo come carne humana. Tem relação. Para virar santo de verdade tem que
comer carne humana. Beber sangue do inimigo.
Bem o seguinte. A localidade a vila passou
lá por muito no começo de aldeia ou curato (vem da palavra cura ou padre) e prosseguiu
se desenvolvendo e aparecer um pouco avante e virou freguesia mais um tempo que
já era distrito para seguir aí então município. Começou e veio vem vindo. As
primeiras ocas e daí os casebres choupanas tugúrios choças, para hoje em dia
prédios e mansões. E nesse tempo de tantas façanhas e acontecimentos nem vamos
tapar o sol com um dedo. Ocorreram de tudo e um pouco foi de histórias
escabrosas e intrigas, perseguições, sequestros, torturas, homicídios, confiscos
e outros desvarios. Nem apenas de se se abalançar ao vento e de um lado pro
outro passaram esses tempos. Os tempos acontecem. Assim grandemente
aconteceram.
Os limites físicos, é bom se diga e
se localize, são as cidades de Três Rios e Areal e Sapucaia. Nessa região ou
zona, está o parque de preservação ambiental da serra do Taquaruçu e da serra
da Maravilha e mais o da serra do Capim. E cortado banhado pelo rio Preto.
Onomástica e etimologia dos pontos geográficos a geonímia. Um belo mundo
selvagem que garante a sobrevivência de inúmeras espécies de flora e fauna. E
nem somente os cidadãos dessas cidades podem usufruir desfrutar, mas curiosos e
estudiosos do mundo inteiro. Ordem e convite aos seguidores do iutúbi.
Bom que se lembre e se diga também.
As cores do município e que estão na bandeira; azul (simboliza a seriedade),
verde (abundância e prosperidade), ouro (força) e prata (dignidade). Para
escolha desse pavilhão foi feito uma eleição sufrágio que todo o povo de então
participou, isso no da graça de 1919, mesma data da emancipação.
Dado histórico e curioso. Numa das
muitas estradas que riscavam o solo da região, costumava passar e passou
deveras, o alferes e mártir da inconfidência mineira Joaquim José da Silva
Xavier ou de apodo Tiradentes. Sim senhores e senhoras, nas idas e vindas para
o rj. Este mesmo condenado pela política despótica arbitrária absolutista da
Corte portuguesa na época. Este mesmo dentista revolucionário e desditoso
infausto azarento aziago que foi esquartejado e espalhado aos 4 cantos.
O eldorado o município conta com uma
população de 20 mil habitantes. Que são eles e elas o ótimo tesouro real. Os
coevos contemporâneos coetâneos. Sendo 51,66 por cento de mulheres. Tudo
incluído num clima tropical de altitude (cwa, e segundo as fontes do ibge e
unifesp e fgv). Se vê se reconhece que é muito bom mesmo.
- É mesmo, né?! Viajando vamos aí e
sempre carregando nossa cidade natal, ué!
- Oquei! Eu mesmo carrego
mate-chimarrão até por tudo - dizia o Tácito.
- Digo de mim. Nas festas juninas eu
prefiro pinhão e quentão - dona Gaita.
Pela em a rua Paranaúna (que em tupi
designa ‘rio de pedras escuras’), um pouco afastada do centro tumultuado tumultuoso,
a saliente guia moça Percalina pediu para pararem ali mesmo num atelier de uma
amiga empreendedora. Quem sabe comprar umas delicadezas lembrancinhas
recordações itens de amostra enfeites de mesa.
- Oba!... E vamos entrar que a casa
é nossa, hem?, gente!
A residência comum padrão de as cidades
de o país e de tijolos à vista alvenaria pedra e cal com janelas e portas
pintadas de verde. Pendente da aba ou beiral um ninho um balão cortiço de
abelhas, ‘zuzuzum!...’ Para se chegar na loja se optava por uma entrada lateral
e na sombra de uma grande paineira-barriguda. Uma espécie de oficina bem colocada
e acolhedora pequena aconchegante e que tinha muitos produtos para melhorar
renovar o ar o ambiente das moradias dos escritórios oficinas gabinetes e
lugares de trabalho repartições estúdios e ou de convivência em geral.
- Sim! A casa é nossa e nem oferece
cerimônia, gente boa! - repetia a Percalina.
Os visitantes cruzaram um modesto e bem
cuidado jardim e olho-de-cabra-verde, capim-trapoeraba, juciri, tucum-do-brejo
(sendo o hífen um ser um item que parece de outro planeta anão Plutão - albedo
ou coeficiente de reflexão entre 0,49 e 0,66, varia em 35%; fonte do isbn - e
extremamente complexo na sua função de separar intercalar e ex: tio-avô, ei-lo,
sem-par, socó-mirim, sota-piloto, meia-tigela). Alguns pássaros ali fazendo
farra pândega patuscada vozes sintéticas ou metálicas e canários-da-terra,
tipiós, cambaxirras, corruiraçus, sanhaços-frades, arapongas, tizius.
- Ora! A casa é da família da moça e que
é professora na universidade local, é.
Enfim entraram logo depois de lerem na
porta um convite de boas vistas, ‘seja bem-vindo(a)!’. Foram anunciados por um
tilintar de metais pendentes no alto da porta (aliás, uma guizeira muito
maneira arrematada licitada num pregão preconizado propalado proclamado
divulgado na feira livre de antiguidades - todos os sábados - da rua Comendador
Coruja, no bairro Floresta). Olho olhamos todos nós o que é nosso.
- Sejam bem-vindo e bem-vindas! A
casa está à disposição! - foram recebidos pela dona da loja, nomeada Ribaçã
Bivaque (evidentemente um nome adotado apelido, nome de guerra, nome de marca,
nome midiático, nome artístico, nome popular).
- Legal!... Estamos chegando e com a
licença devida e respeitada - foi entrando dizendo a imaculada guia turística
Percalina, praticamente amiga amigona e da casa.
- Sinceridade. Me parece que estou
numa história em quadrinhos - a Gaita.
- E completo. Me chegou à cabeça me
veio ideia de um quadro budista budismo com mirra e incenso e ouro tudo
dourado, que acham? - comediou dizer o Tácito.
A moça Ribaçã e carismática simpática de
uns 26 anos medindo 1,78 de altura e por volta de 66 kg acompanhando sempre o
sorriso bem agradável de dentes bem formados bem cuidados e limpos e apetitosos.
O cabelo castanho escorrido para trás e sobre os ombros espáduas. Vestia ali um
saiote típico de monja hindu ou budista ou tibetana uma cor esverdeada peça
única cobrindo da cabeça aos pés mangas compridas e largas com pantufas fofas
nos pés. Enrolada como num gigantesco guardanapo ou cortina inteiriça ou toalha
peça inconsútil. Sobre os olhos castanho-claros os óculos de fundo de garrafa (usados
na leitura desses livros páginas folhas de papel de seda e letra minúscula
miúda igual exemplo como da Bíblia ou Alcorão ou Torá). Nem tem que é bom os
beijos fofos? Sempre nas bochechas e 2 de praxe, ‘pete! pete!...’
- Olá! Olha mocinha Ribaçã que eu trouxe
uns iutúbis para conhecerem e divulgarem sua loja. Tá legal?! - introduziu a
boníssima guia turística, que já foi abraçar trocaram dois beijos nas faces e
grandes amigas de longa data e da faculdade.
- Oquei! Muito prazer! Podem ficar à
vontade. Obrigadinha pela mocinha, ahahahah!... - fazendo as honras da casa a bela
e boa moça Ribaçã, estendendo a mão e apertando já recebendo as visitas o casal
de iutúbis divulgadores de conteúdo virtual.
- O portão está aberto e entrando entramos
- avisou Percalina, rosto afogueado.
- Fizeram bem, isso sim! - retribuiu a
Ribaçã, sorrindo satisfeita.
A loja ou sala de estar sala da
frente sala de visitas transformada em butique. Sim, estava plena cheia inchada
lotada de produtos para festejar os bons fluidos os perfumes olores odores as
chacrinhas velas coloridas e incensos. Utilidades de reza budista e hinduísta e
lamaico ou budismo maaiana fazia muita figura. Reinavam os objetos de decoração
as miniaturas e tais e quais senhores e senhoras sagradas entidades do
hinduísmo confucionismo estatuetas em suas tradicionais posições, para dar
sorte bom ar bom astral boas vibrações boas correntes de ar renovado. Várias e
de diferentes formas e intenções e posições das estátuas de buda e shiva e
confúcio e dalai-lama, sorte prosperidade paz pureza renascimento atrair boas
coisas bons olhares mente e corpo saudáveis. Além da própria decoração em si,
que os objetos eram muito limpos bonitos agradáveis aos olhos ao toque ao contato
com o corpo, por exemplo numa sauna numa massagem num ritual de relaxamento ou fisioterapia.
Se podia escolher música clássica sagrada religiosa nepalesa e ou budista
tibetana e os mantras e versos recitados pelos monges indianos. Uma
loja/armazém de versos impressos em flâmulas cartazes folhinhas/calendários
fitinhas de amarrar no pulso pendurar em fios galhos ao vento. As palavras
sagradas santas benditas levadas pelo vento até o infinito até o todo universo.
- Ara! Você tem produto indicado
para cada pessoa? Como se reconhece ou saberíamos do meu caso, por ex? -
perguntou interessada e a fim de comprar a Gaita.
- Facílimo. Pois cada cliente cada
pessoa tem as suas chacrinhas exclusivas. Foi o que aprendi. Então é mesmo
alguma coisa como amor à primeira vista. O que te agrada aos olhos agrada ao
coração à mente ao corpo. E vai bem vai otimamente no trabalho em casa no
quarto de dormir e assim por diante - palestrou a prendada Ribaçã, e sempre
numa voz suave pausada paciente pacienciosa sorriso alerta.
- Bem assim. Vejo que você tem uma
pequena estante com livros de autoajuda ou filosofia oriental - comprovou a
curiosidade de Gaipara curiosa Gaita.
- Opa!... São minhas leituras
preferidas. E que ajudam a me manter longe dos desafios duros reptações reptamentos
acirrados das provocações do diário as contendas quer queira ou nem que se nos
apresentam sem cessar. E vendo passo adiante recomendo o que eu mesmo utilizo e
aprovo. Mente sã para um corpo são.
- Esperta. Uma poesia suave e que
fala da natureza - confessou a intrépida guia.
- Oie! Lendas da floresta dos lagos
das montanhas - também disse a Gaipara.
- Sim. Procuro passar pras pessoas
tudo que me faz bem. Os consagrados versos delicados deliciosos puros modestos
piedosos tênues perpétuos sábios sonoros metálicos. Temos muito que aprender
com a calma budista - destacava a vendedora.
E os 2 clientes/visitantes do iutúbi
saíram satisfeitos. Vieram buscar delicadas ferramentas, se pode dizer assim,
para conviver no dia a dia e melhorar os ambientes em que trabalham e labutam.
Objetos coisas estátuas imagens com propriedades místicas.
- Confere. Tenho meu blogue na
internet e vocês podem me pedir outras coisas. Se nem tiver na minha loja
indicarei outras que são muitas espalhadas pelaí. Tá bom, gente! - disse no
final a moça das chacrinhas ditosas, e por tabela aderente e mesmo apaniguada
favorita protegida dos santos e santas iogas.
-
Eia! O essencial é pacificar a alma. Mesmo assim. E rio ris ri rimos rides
riem. - Já digo. Vamos usar as fotos os vídeos para espalhar a palavra e a voz.
- Vote!... As curiosidades me
comovem e vou mais além, venho vens vem vimos vindes vêm. Por tudo isso que
estamos aqui e muito mais. O que vale a pena.
- Queira D! E hilaridade jocosidade
risibilidade comicidade. Tudo hoje.
É simples assim. Os passarinhos vão
com o horizonte e as árvores ficam com as raízes. Parece assim simples. As
árvores esperam frutificam e os passarinhos viajantes retornam. Sim, é simples
e se parece. Árvores carregadas de ninhos nidificando.
O parque do Caracol no município de
Canela. Ampla e verde área de conservação ambiental. Existem até as
jaguatiricas aí no meio da mata e peraus. Um parque contemplativo e oferece
caminhadas trilhas passeios pesquisas piqueniques restaurantes quiosques
capelinha de NS Aparecida. Em caso de preservação prefere evitar o transtorno
de pedalinhos no açude esqueites patins bícis bolas patinetes hoverboards
elétricos nadar no lago tomar banho de cachoeira. Recomenda mãe de santo pai de
santo benzedeira vidente ocultista adivinho(a) divino prestidigitadora.
O observatório astronômico Domingos
Forlin fica no bairro Clâmide em Videira. Esta cidade e município, pela
topografia acidentada, característica peculiar da região, possui muitos
atrativos naturais como rios cascatas áreas verdes nativas - fonte: ibge. Sonetistas
do mundo inteiro, oblíquos e dissimulados valentes bons, vão aí para passar um
verão e fazer sonetos clássicos típicos à quatorze versos dois quartetos e dois
tercetos, sem esquecer a de ouro chave brilhante e cara. Uma enorme e variada
fauna plumosa endêmica versifica versificação aí em metro ritmo rima (sem
malbaratar desperdiçar nada nada) e suiriris, bicudos-encarnados, arrebitados,
corrupiões ou sofrês. E vamos aos versos heptassílabos eneassílabos hendecassílabos
com estribilhos refrãos e neineis, bem-te-vis-riscados, coleiros-baianos,
tiã-tiãs, grimpeiros. Vamos aos versos de redondilha menor ou cinco sílabas
rondós e uirapianas, ipecuatis, pica-paus-amarelos, sanhaços-reis,
azulões-do-campo. E vamos aos versos brancos e soltos sem rima e periquitos-de-asa-branca
ou marianinhas, sebinhos, capitães-de-bigode, quem-te-vestiu,
tropeiros-da-serra. E qual o melhor os melhores, este ou aqueles?
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