domingo, 28 de junho de 2026

As Gurias

 

                                                            

 

A primeira vez que vi as duas gurias belezas minas estavam na sacada do apartamento o lado vizinho, ardis palpites. E admiravam olhando o céu o céu de nuvens esgarçadas o voo a passagem de curicacas patos-selvagens falcão-relógio andorinhões-do-buriti sabiás-barrancos chiritos tucaninhos-de-nariz-amarelo anus-corocas peiticas... sendo aves cosmopolitas meio que ostensivas prepotentes resolutas decididas ou já songamongas distraídas fingidas...

E a garota mais nova de short de cores floreado e camiseta verde com frase, pouco mais alta de pés descalços unhas pintadas nas mãos e nos pés mais piercings na orelha direita estes fixos pendentes dependentes pendurados. A segunda na linha do tempo falava qualquer coisa cheia de gestos e nem queria saber de muita coisa se sim se nem se talvez e mais adivinhava tudo. A primeira 1 estava pouco ou nada se lixando e ouvia perdida em outros pensamentos direções quadrantes hemisférios píncaros cumes. A segunda perguntava tudo e respondia o necessário o bacanérrimo o fidelíssimo o facílimo. O que ambas ciscavam ciscando as redes sociais, mensagens pendentes de leva e traz - astúcias agilidades engenhos lisuras sisos picardias e promessas mensagens recados manobras... e até mesmo as ousadas renderizações.

Mas era uma tarde de anil como ninguém como nenhum outro momento e sol calmo vista da praça Vera Cruz o pavilhão nacional hasteado estendido ao vento morno bandeira com brasão e listel; nuanças expectantes esperas expectativas. As árvores em fila indiana cobis-da-terra guacos-da-serra angicos-brancos jeriquitins cobis-da-pedra coqueiros-catulés... da avenida Francisco Otaviano de Almeida Rosa recebiam os ventos persistentes e ajeitavam seus cabelos copados imensos de aflorar germinar brotar florescer verdejar.

A cunhantaim menina número 1 do lado de lá, em questão:

- Quê!... Meu pensamento está conforme amaciado idolatrado e a praia da Concha.

A guria mocinha número 2 mais para cá, em questão:

- E eu ainda quero ser estar esta favinha-brava cada vez mais florida verde crescida.

Confabular trocar ideias e atitudes esquemáticas até aleatórias de falar com timbre tons soantes sonantes e normal natural próprio apropriado. E o que dizer se referia ao seguinte:

- Um nadar mandi-chorão de sol original porém modesto semelhante original e fonte.

- Opa!... Colocarei minha voz como um pássaro passarinho da manhã saíra-de-chapéu-preto em a mata adjacente e os tantos jerivás avencões alecrins-de-são-josé...

- Hum!... Até mesmo uma compensação natural mais ou menos compreensível.

- Sim, por isso vou comigo passear e a tarde panorâmica promete sorvete de pitangas.

- Gente! Eu diria de onde vem sempre a chuva e a época do frio minuano de usar touca luvas cachecol galochas guarda-chuva casaco térmico.

- Hã, hã!... Devo me acostumar que nem fosse um jogo interessante e decidido no intervalo nos acréscimos em os bastidores.

Queria lhes dizer adeus mas nem me deram atenção ação emoção e alcance. Segui minha caminhada minha sina meu rio minha calçada debaixo das árvores centenárias e cambarás-de-capoeira, quinas-do-mato, paus-d’alho carás-de-pedra, pixiricas, araçás-do-mato... e até mesmo mangues-vermelhos mangues-brancos mangues-bravos...

O tempo de verão dava para a humanidade inteira descansar sossegar e pana de Ubajara e praça Ana Néri e biblioteca João do Rio e logradouro do bairro Méier a rua Dias da Cruz estádio engenheiro Araripe... Já sobrava a lua. O relevo variado maciços rochosos elevações morros colinas montanhas planícies monte Mochuara reserva biológica de Duas Bocas...

Muito bonitas as irmãs, muito. As lindas duas moças eram vaidosas mas podiam desfilar tranquilamente e logo as 2 pelo buraco da agulha de mãos dadas ao mesmo tempo. Vamos pensar no infinito nos presentes nas dádivas nas oferendas. E se passaram bem observado um rápido voo de mês ou mês e meio. Então, o que foi? À primeira vista pareceu uma ideia fantasia leve breve e desgarrada pelo vento.

Longe ou perto delas, eu ainda as ouvia ouvia beldades me inspirando incutindo:

- Oi!... Só se for por isso – naturalizava a primeira.

- Meu!... Mas é preciso apreciar o céu a terra ao mesmo tempo – externava a segunda.

- Nossa!... Devo me retirar estrategicamente para a aldeia dos famosos caiapó-gorotire.

- Gente de boa!... Eu tenho dito cem vezes, cem vezes repeti e reeditado.

- Uaaaau!... Já se passaram e passam as horas e as pizzas... nem pintaram.

- Quem sabe, né?! Me explico mais ou menos e sigo e parto sem demora em seguida justo para São Benedito ou Cachoeira ou Porto Ferreira...

- Sim e yes!... Eu também viajaria, se fosse o caso.

- Então tá! O dia é repentino. Tudo é repentino. A sorte é repentina.

E há sempre existiram os bons e ótimos modernos pensamentos caso que as duas mais queriam viajar planejavam morar ou pelo menos conhecer. Um passeio de transatlântico luxuoso e pela costa do Maranhão e São Sebastião do Rio Preto e Jaboticatubas e Luiz Antônio... Mas nem somente o mar as atraía como também lugares continentais florestais serra do Mar, montanhosos. Tinham as ilhas a melhor parte de praias brancas ilha dos Lençóis, perdida. O navio saindo do atracadouro cruza a baía sacoleja em alto mar ‘eees-pláaa!...’ Escutar, olha só!, o ruído de ondas no casco o ruído das aves marinhas ‘frau-frau-frau!...’ o sol logo as nuvens poucas altas estratosféricas em formas moldes de bichos.

Decidiram decidem decidiam aproveitar a passagem por capixaba. E conhecer manguezais mangues-pretos caranguejo-uçá catanhão uçaúna... E passaram fim de semana de sol em Presidente Prudente e Narandiba o museu Afonso Cláudio de Freitas Rosa... depois 4 dias em Estrela do Norte a avenida padre Marcelino Pinto Ribeiro Duarte... e daí seguiram pra Álvares Machado e Sandovalina a praça Judith Leão Castello Ribeiro... Na beira de rios atrás de montanhas pousando pra foto em portais casarios da antiga capitania do Espírito Santo.

Porque duas gurias juntas sempre pensam o sucesso dos instintos mais suaves e a praia do Gravatá, deleite satisfação. Bonitos seus cabelos as pontas madeixas caracóis encachados supercílios muito grandes. Ilha linda bonita a praia aconchegante possíveis piratas corsários... butins despojos... prélio preliar luta combate... E as interlocutoras participando do diálogo:

- Oxalá! Soprava uma brisa nos meus olhos vento na cara olhando a ilha de Guajerutiua, Cururupu – repensava a soldadinha 1, alcunha epíteto Redoma.

- Sério?! Tudo isso foi obra e valor e poder de um rápido instante de canto original – destampava a mina 2, apelido nome Piegas.

- Uau!... Eu sempre quis fazer sempre esta mesma pergunta e faço agora.

- Miau!... Durante a noite a noite passada os meus pensamentos seguiram escalando e abrindo estrada fundando cidades até o dia chegar até o sol raiar.

- Bravo bravio! É a sorte do rio e corrente.

- Olá!... Vou deixar um e-mail feito de palavras e árvores e pássaros e lugares.

- Supimpa! Você sabe desconfia que a palavra impontar se dirige digerir se imponta se encaminha para o sul ou o norte?

- Olhe lá, hem! Em troca você saberia destrincharia saber que o vocábulo vinco vincado está associado com sulco sulcado e dobra dobrado?

Importante as duas pré-adolescentes se sentarem ali, que eu reparo ou antevejo. Elas abrangem o ambiente em derredor com os olhares rápidos brilhantes, otimamente. Sentadas juntas num banco de madeira itajuba em o quintal, conversando simplesmente. Uma contente olha a outra satisfeita, e bem bom. Às vezes mão no ombro e sorriso de companhia de companheiras, portanto. Sempre juntas como irmãs gêmeas, confirmadas. E que bom, trocando trocam figurinhas e intimidades e fidalguias e nostalgias e riquezas de detalhes:

- Francamente! É por força bem agradável o que vou te dizer e somando conjunto a1 mais conjunto b1 – destravou a boa menininha dita a número 1, aparando o cabelo caracol.

- Oquei!... A aurora traz a natureza do sabiá-laranjeira desde as tenras horas cedo demais 5h e 15min da manhã quase apontando o horário do sol Atlântico – comentou a linda mina dita a número 2, braços cruzados se abraçando com força de ombro a ombro.

- Co-me-zi-nha! Impressão duradoura madura e que me deixou recordações tatuagens.

- Hem!... Bem que te digo mas foi o que realmente aconteceu e dois pontos significativos, percebe?!

- Ulalá!... A mesma estima! O vento da matina e um pouco mais os meus finos cabelos castanhos a larga avenida Brasil ali em Passo Fundo em o sentido leste – adicionou a deste lado de cá.

- Anacoluto! Porque sinceramente nem comprei nada do que pretendia e isso procurando o dia todo escadas rolantes galerias e elevadores – topou a do outro lado de lá.

- Upa, meu! Sempre encontro os mesmos nos mesmos lugares e comendo os mesmos pastéis de queijo com caldo de cana e pitada de abacaxi – valorizou a 1a, com acinte e provocação e queixo alto.

- Trivial! Joguei sexta-feira no clube Borborema diante de 400 a 500 pessoas e todas me olhando como se nunca tivessem me visto mais desenvolta mais ágil mais empoderada mais explosiva mais opulenta mais famosa – demonstrou a 2a, de começo a fim.

- Oie!... Nem me lembro de ter visto a lua este mês e meio aqui no céu de Niterói.

- Tinindo! Minha sensação o que foi me ficar serena e prazerosa.

- Puxa, né?! Que continua no dia seguinte a remar com os bateleiros do batel pelo rio Jaguari na altura da reserva dos juberi.

- Curul! Cheguei agora do aéreo e espacial pensando no tema começo da conversa.

- Ah-ah-ah!... Leio as palmas das minhas mãos e entendo tudo adivinho o conjunto da obra, e sem modéstia.

- Berilo! Assim como digo e o sonho pouco a pouco foi me passando e um filme de ficção sobre a montanha dos Três Estados, fiu-fiiiuuu!... e altitude de quase três mil metros.

Outra feita eu passava por lá quando reparei que 1 a maior gargalhava ‘kjá-kjá-kjá!...’ largada e descontrolada e rosto iluminado. Era ainda tarde de outro sábado de sol calmo e vento comportado cheiro agreste de campo penacho-de-capim, cobió-do-pará, pindoba-do-sul, guariroba... Elas estavam vestidas de verde-claro de alto a baixo, nem-sei-quê. Riam voltavam a rir um riso triunfal ‘aheheheh!...’ e cheio de graça nem olhando nada em volta e nem me reparando. Enquanto eu passava quieto como um filósofo de mãos atrás das costas... quero-quero no banhado... pensando remoendo e nos pés sandálias franciscanas simples de couro cru o tipo simples pescador. E esse tempo também dava para a humanidade toda degustar de frutinhas da azedinha-da-baía... a via láctea brilhar por séculos e séculos... Muito queridas lindas as duas minas, muito. Garotinhas que qualquer tipo de roupa já lhes caía bem, ótimo.

Uma delas, descritível nova feliz em a simplicidade simplesmente:

- Uaaau!... Soltos soltinhos os meus cabelos madeixas... e os solto negligentemente.

A outra, transferível realeza majestade e singeleza singelamente:

- Que sorte, meu! Meus olhos de quebrantamento deslumbramento... no céu no céu.

Havia ali produtos de beleza e perfumes e flores frescas no jarro transparente meio cheio. Havia ali o guarda-roupas da primeira, duas portas; o da segunda, duas portas.

- Que tal?! Vou descrever umas palavras cruzadas com z na intersecção.

- Hum... eu digo! Certas coisas podem me fascinar e aí eu concordo comigo, é.

- Tão tá!... Por que sim! Quero representar um personagem de mentira e voar por mais aí como sobrevoar as torres as ilhas as grandes árvores batiputás-bravos.

- Ora! Daqui pra frente o rio Pardo vai ser com os peixes pirambebas sardinhas-de-gato jundiás dourados... E vou ser um trem e aportar em Osório em Artur Nogueira em Cosmópolis em Pirapozinho pirapozense ‘sigo o bem e consigo a paz’...

O lugar em que elas estavam o local onde nós estávamos, ilha fluviomarinha Vitória e na época da colônia ilha Santo Antônio e na era dos autóctones originários ilha Guanaani. Os goitacá, procedentes do sul e hoje Vila Velha, Guarapari; os aimoré, vindos do interior e agora Cariacica, Viana, Domingos Martins; os tupiniquim oriundos do norte e contemporaneamente Serra, Fundão, Santa Leopoldina. Que as duas tivessem calma poderiam percorrer a pé de carro em barco a ilha do Frade a ilha dos Pacotes a lagoa de Jabaeté o forte de São Francisco Xavier de Piratininga o carnaval de congo de máscaras de Roda d’Água...

A outra tarde que rodei girei ali, nem vi ninguém, surpreende?! A janela da casa delas estava cerrada e o apartamento posto à venda, tá bom?! Era por fim e referência a rua Guaporé e vista o morro Mestre Álvaro, aquela tarde de sol ideal e vento moderado, certo?! Eu senti saudades das duas irmãs ombro a ombro, tá legal?! Mas quem me consolava me chamava atenção, então?! Estes aqueles os mesmos meus os pensamentos os enleios.

Caminho andei pedestre como mais um dos tantos alienados anônimos títere e inutilmente pensando na atração gravitacional física da eternidade, compreende? O que vem no começo no princípio na origem exórdio o que se diz e desdiz no prefácio. As taras as manias do exótico, tá limpo?! Tinha que ouvi-las conferi-las e de novo mais vezes mil vezes montanhas de milhão de vezes zilhões, depreende?!

Em primeira a de cá e o plano dela, digamos:

- Zás-trás!... As curiosidades do futuro empolgam meu ânimo atual, é.

Havia a segunda na expectativa dela, convenhamos:

- Co-me-di-an-te, lalalilaláaaa!... Com plano objetivo a porém guardando b para qualquer coisa estepe sobressalente.

Seria o caso acaso dos reflexos condicionados condicionantes, diziam elas:

- Veja e note esta. Quase que com os mesmos olhos de ontem de hoje ou uma primata saimiri – contribuiu a número 2ª Piegas, retificando o que ela mesma dissera disse diz e rediz.

- Aleluia!... Geralmente demonstrando os movimentos e que nem são poucos, guardadas as exceções – determinou a número 1ª Redoma, afirmando o que já havia visto misto listo e revisto.

- É justíssimo. Eu passeio com gosto sabor de música na cabeça e dura horas a fio.

- Débito ou crédito?! Capaz que funcione conjuntamente e eu com os pássaros as aves pombas-do-ar, saurás, tovacuçus-corujinhas, tesourinhas-da-mata, coleiros-pretos...

Um dia de grenal, fazia aniversário de sete de setembro, este sol de ouro, e vento nordeste, me dirigi ao deserto ao silêncio ao místico ao descampado. Peguei o monotrilho 15-prata da estação tal São Lucas e desembarquei na estação qual Sapopemba. E já que eu as ouvia conversar papear rir ‘djá-djá-djá!...’ trocar ideias dicas conceitos brincadeiras.

E as duas irmãs inseparáveis lado a lado serenas, guarda-sóis para protegê-las da luz forte, cheiro de flores desterradas sedentas, passarinhos incidentais as tais e quais maitacas-pardas urubuzinhos mineirinhos araçaris-castanhos teque-teques gaturamos... E mais, mas ambas mocinhas beldades aguardando proseando como numa tarde inaugural do paraíso terrestre. Agora eu as entendia, parcialmente. Agora eu as adorava, totalmente.

A mais nova cintura delgada e braços cruzados de ombro a ombro, compenetrada:

- Oi!... Eu e meu gosto de canções juninas e doces de abóbora e sorvetes de açaí, tá!

A mais antiga sobrancelhas largas e a mão segurando o queixo, superconcentrada:

- Meu, e alucina! Olho que as abelhas duram uma quinzena duas quinzenas, quê! Uns que outros marimbondos-caçadores e cabas-caçadeiras... uma primavera, hem?!

Elas duas irmãs nem se afastavam muito da janela do claro da luz da janela aberta, monocotiledônea dicotiledônea. E permanentes o sol a lua bem todos astros redondos feitos na imensidade, imponderáveis. A cidade que começou no morro numa igreja de madeira e ainda morro Pão Doce e convento de NS da Penha o bairro da Prainha - santuário mariano: Virgem Maria, Santa Maria, Nossa Senhora.

- Um, dois, três... A história nem é uma fábula, suponho – contextualizou a 1.

- Su-ces-so! Vogais ã, continuantes efe, mudas bê; as letras latinas – encadernou a 2.

Iam e vinham os dias as noites os aviões comerciais o rio Paranapanema e afastados já passavam tranquilos e quase nulos e felizmente. A praça Joaquim José França Júnior, ao rés do chão nível do solo. Os vegetais as plantas o curuiri, fanerógamos criptógamos. As famosas saíras-negaças os famigerados cardeais-do-banhado os intrépidos teu-téus-da-savana o dissidente falcão-caburé... metabolismos anabolismos catabolismos. A lua modesta, porém presente sincera noturna honesta. O sol estupefato, ele estupefato, desde a manhã bem estupefato. Os primatas os macacos marimondas cuatás, charlatães em turras teimosias teimas. A rua Carmen Dolores (Emília Bandeira de Melo), mirífica maravilhosa magnífica extraordinária admirável perfeita e arborizada cicloviada civilizada calçada perimetral...

As gurias as mesmas e elas riam ‘kjá-kjá-kjá!...’ como rir agradavelmente e se olhando. Comiam bolo de aniversário de chocolate enfeitado de frutas vermelhas verdes amarelas... pratinhos de papel branco e garfinhos de plástico azul descartáveis. Muito ensolarado, muito.

E a sorte dos meus sentidos e as escolhas dos meus olhos das pupilas.

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Um quera valente

 

                                                           

 

            Era bem no tempo utópico do papai e da mamãe, deste que vos fala. Aliás, tinha tudo pra ser no tempo dos meus avós por parte de mãe e de pai. E bons tempos e ótimo clima e temperatura e pressão. Historicamente. Impostergabilidade. Inadiabilidade.

Mas nem é que senão quando... repentinamente. Nem estava possível na moda o principado o reino o império. Um domingo soberano avisada manhã e sol pachola bonachão, mais as horas temperando já perambulando a marca medida das 10. Aves locais endêmicas migrantes comemoravam o sol e sanhaçus-cinzentos, sebinhos-olho-de-ouro, barbudos-rajados, estaladores, pica-paus-de-cabeça-amarela, jacupembas...

            Digo dizia disse. Vamos voltar no tempo mais demais favores percalços lucros charlas apetrechos e ganhos. As nuvens em revoltas rodopios retornos, subindo e descendo, revides ou nem isso, descompassos volutas reboldosas... anunciavam ou queriam dizer da chuva que se entonava e seu entono altivez orgulho vaidade júbilo.

O capitel, recinto em honra a São Cristóvão - rua Antônio Cândido de Mello e Souza, lugar de promessas novenas procissões ex-votos festas batismos de caminhões... Pois o momento e as circunstâncias pediam um reencontro com a fé o jogo a cartomante a benzedeira a pajelança o pajé o xamã o curandeiro a loteria a loteca a bete...

            Meu pai se benzeu fez o sinal da cruz para dirimir obstruir extinguir proscrever a nefária o nefando o abominável em o acaso do caminho. Meu antecessor estava viajando em cavalo pingo o Reboco ‘po-co-co-tó!...’ de sela encilha encilhado de arreios de prata prateados e também bem acompanhado pelo cão guaipeca suri o Avião. Aliás, meu velho montava o baio aguateiro o Tupi ‘to-co-co-pó!...’ e este animal retovado fingido falso sonso falsificado ou mais que tudo acima de todos alarife velhaco espertalhão pateta hilário trapalhão. Prazerosamente.

E o velho ia vestido na fatiota camisa branca com gravata calças de riscado bem vincadas sapatos-tênis boné do Inter armado de celular de uns 6 mil reais... Aliás, nas pilchas bufantes calças folgadas bombachas infladas largas pretas riscadas camisa social azul riscadinha um lenço verde riscado de pescoço bota cano longo com espora roseta chapéu de feltro preto dos grandões com tira ou faixa de couro decorativa na copa adornada de fivela dourada.

            Pra onde se bandeava pra onde ia o tipo do meu genitor? Justo hoje. Pegou ia trotava para rumo da casa da minha mãe solteira morada da minha futura avó. Um longo caminho de estrada rios rio Bubu capões potreiros campo montanha vales plantações... De vez em quando uma nuvem sobe a montanha e se encaminha para o mar; depois o verso. E como voltar às boas. Estilisticamente.

            “Tatatáaa!... Ainda hoje chego lá, chego lá ainda com tempo bom...” – reunia em solilóquio pensando remoendo repensando o pai líder mentor deste aqui eu mesmo.

            Meu pai olhava a estrada... que era o seu caminho fora de si e ao ar livre... Nem calculava nem debatia, porém olhava a essência de si íntimo imo dentro de si... E andarilho itinerante e queria viajar e pretendia ser viageiro turista profissional.

            Esse meu parente próximo demais olhou o céu o céu... e contou 2 nuvens brancas pequenas... Uma com cara de livro aberto Bíblia na página 20; outra nuvem com cara de rede ou tarrafa de pesca pescaria de mar chicharros-pintados pescaria de rio cangatis: o milagre da multiplicação dos peixes. E tímidas pequenas, nenhuma delas nuvens anunciavam chuva imediatamente para hoje em aquele dia. Profilaticamente.

O viajante andarejo andejo molhou o dedo indicador, ergueu no ar... e mediu a velocidade do vento. Podia pode ser uma corrente mais ou menos forte vinda do sul da Antártida Antártica Polo Sul, e que em 3 ou 4 dias chegaria poderia chegar com chuva chuvinhar e demais desvarios delírios pandemônios de relâmpagos zigue-zagues fleches ‘pleees!...’ e trovoadas ‘bru-bru-bruuuu!...’ Pesca pesqueiro piscatório.

            “Quando tem pousar de curicaca-real no pinheiro-do-paraná... ‘craé-craé-craéeee!...’ vai chover e uma chuva na certa em o mesmo dia. A tal e qual ciência empírica” - pensou recordou meu papai, sujeito oriundo migrante de Rolim de Moura e tecnicamente de sangue aborígene da tribo ou etnia dos tupinambá.

            “Meus amigos vizinhos conviventes simpáticos colegas conhecidos foram fazer faculdade em universidades de São José dos Campos joseenses ‘generosos são os ares de minha terra’” – sopesou papai, lojista de camisaria venda de camisas camisetas.

            Mas vamos à história os dados jogados os causos canções poemas versos da verdade e diferenças e igualdades e ramificações... Porém vamos tocando a guitarra com luterias musicais porque as portas porteiras portões cancelas se abriram de par em par.

            E alguém poderia perguntar e pode me perguntar: O que meu genitor estava fazendo ali e naquele local dia e hora? Os motivos do viajante meu pai o cavalo o cachorrinho diametralmente opostos nos planos ou desígnios de D. Por exemplo, encetar começar principiar estrear a rua Teodoro da Silva do bairro Vila Isabel ou a praça Alfredo Issa do bairro da República? Será que assim assado e monofisismo nominalismo e isto isso aquilo nem vem ao caso? E assim e daí nascem os motivos as perguntas. E mais, quem nem percebe as entrelinhas do circunstancial episódico incidental flagrante? Estudiosos que estudam. Paternidade. Identidade.

            Em sendo assim meu super-herói viandante seguia nesse passeio nesse trote trotar nesse caminho de namoro quando se deparou com um jaboti. E daí a tal conversa incidental hermética hidrogenada interiorana campeira provinciana... Muito a ver com galpão galponeio bravatas patacoadas proezas gabolices veleidades vaidades gauchadas e coisa e tal. Tanto a ver com insólito raro irrisório pitoresco mágico. Comprimentos continências mesuras rapapés salamaleques recomendações e:

            - Olá, índio velho! Que tal?! Tururi-tororó!...

            - Bom dia! Boa hora! Bom lugar! Boa pecúnia!

            - Eu creio e tu crês! Estou de passagem e procurando os horizontes...

            - Uaaaau!... Então está indo de ida pra chegar sem demora, nem é mesmo?!

            - Sim, o dia vai bem. E o passo compasso repasso compassado passatempo...

            - Oh!... Perfeito e nem com talvez. Pode ser como também quem sabe...

            - Obrigado e legal! E ressarcimentos do justo ajustado ajudado reajuste...

            - Upa!... Sendo quê! Altos médios e práticos momentos circunstanciais mirabolantes coreográficos furta-cores efervescentes ornamentais...

            De repente um encontro extra sem sentido virou uma ampla aberta sorridente satisfação satisfeita satisfatória. Temas válidos interessantes mais ou menos... E ainda sempre é, ainda continua sempre, sempre ainda vai ser, foi ainda sempre. Que tenha partido com ida, se tivesse partido pontualmente, quando tiver partido em resposta.

Sem apear, apenas atirando o chapéu largo para trás às costas, meu pai continuou o assunto aleatório e conversando de igual pra igual com o amigo incidental e de última hora. Se cumprimentaram com mímicas e deferências e prosas e versos e tiques:

- Te digo, e anote aí. A cidade matemática esquemática pragmática e de cálculo geométrico... é um 1 diagrama traçado trançado e ou apenas evidente vidente.

- Ulaláaa!... Se tratando de experiências reflexões divertimentos sonhos imaginações fantasias divagações e parques de diversões e temáticos com montanha-russa roda-gigante túnel do tempo caverna do horror...

O homem doutor em empreendedorismo o jabuti profissional do agro o cavalo trocando pernas pateando ‘po-to-co-pó!... o cão farejando qualquer coisa as pedras as sombras os rastos... E a conversa descontraída já assinalando ainda por sinal:

            - Oie!... A represa concedida a barragem vantajosa mais o apanagiar dos apanagistas e demais apanagiados regalados privilegiados condecorados...

            - Outrossim!... Em nome e apelido da pendenga prédica cantilena mais pra lá que pra cá o chirriar da coruja-buraqueira o chilrear do capitão-de-saíra...

            - Céus e caramba, ora! Em cada reta em cada curva em cada morro eu paro pra molhar os olhos o olhar na paisagem... edificante...

            - Ahahahah!... Eu rio porque você passará à beira do rio Bambu emendado ao rio Anta Atirada influente afluente do rio Machado...

            - Sim, pudera! Acresce a circunstância que o portento dos portentos vai em busca do erário público o tesouro a fazenda os recursos os bens os dinheiros do Estado.

            - Ho-no-rá-rios! E é isso mesmo, se sentar à mesa amesendar-se para um lauto almoço ou jantar. E assim a gastronomia de cada país.

            Dito isso... As florestas aluviais ficam permanecem se estendem ao longo pelas beiras beiradas de rios córregos canhadas e várzeas. Vacas mugem bezerros ‘bé-réeee!...’ cavalos ‘ih-éeee!... relincham burros orneiam orneando ornear. E perfumes sabores eflúvios fluidos que exalam flores vermelhas amarelas azuis e frufru rumores roçares de folhas e sumaré-das-pedras e alfavacas-de-cobra e cujumariranas e jequitibás e abricós-de-macaco e bracatingas e quaresmeiras e caraguatás... E estrada taipas morros coxilhas peraus vales encostas serros banhadais pântanos... A mata o bosque se agita e canta ‘tsi-tsi-tsiiii!...’ e voa iraúna-grande aracuã-escamoso udu-de-coroa-azul maracanã-pequena gavião-caramujeiro pararu arara-canindé corruíra surucuá-variado...

            O meu velho tinha um objetivo, continuar antes que chegasse o meio-dia. Era comum chegar bem na hora da escolha do bife bem passado. E lá em casa de minha mãe e meus avós por parte de mãe. O que ocasionava uns últimos retoques no bate-papo:

            - Assim e assado... E que gosto de perguntar, sabe?! – resumiu o jabuti de nome Patusco, gosta de folia folga animação farra carnaval festa baile jogo de futebol.

            - Mas bah, tchê, guri! Se eu sei eu mesmo respondo e demais a mais me pergunte até o que for – animou meu pai e futuro marido/esposo de minha mãe.

            - Ora, meu! E é isso e mais o que você quiser, né?! Te garanto que o homem de bem nem falha nunca, nem é mesmo? – completou o Patusco, de faina falquejador falqueador desbastador aplainador aplanador desembaraçador lixador pintor.

            - Então tá! Algo assim, sim senhor! Coisas das pessoas das vindas e dos rumos e dos sentidos e dos acontecimentos e dos destinos, nem é mesmo?! – comentou meu papa, sujeito macanudo e pessoa admirável andador canturião apostador de pencas.

            - Al-pen-dre! É justo que D saiba sabe sabedoria mais que junto nós todos mais que todo mundo, né?! – acreditou compensou o jabuti (cônjuge da jabota), crente que acredita e duvida aposta reaposta e desconfia incentiva incentivador.

            - Que capricho! É uma mania de caminhar e ver e rever novos ares fotografar as coisas e conferir topônimos – relacionou meu prógono, um andador andarilho pé na estrada e de rua Conselheiro Carrão mais rua Conselheiro Ramalho em o bairro Bela Vista; navegante embarcado navegador nos cursos-d’água fluxos de água e o ribeirão Vermelho mais o ribeirão Ema ainda os afluentes do rio Bandeirantes do Norte; já esteve e fez cursos técnicos em diferentes instituições de Camanducaia e Joanópolis: tentou a sorte no exército cavalaria peneira de clube de futsal cantor sertanejo de raiz...

            Agora assinale a alternativa que apresenta o dito pelo redito a frase pontuada corretamente e de maneira bem elegante clara efetiva majoritária pujante poderosa:

            E assim se iniciaram os preparativos as primeiras providências. Sendo ele Quaraci e ela Jaci... ele o sol (apelido o Glabro) buscando a prometida dos seus sonhos; ela a lua (alcunha a Teteia) esperando o comprometido dos seus sonhos - e solenemente epifenomenalisticamente pensativamente judiciosamente sabidamente rapidamente congratulatoriamente monumentalmente esplendidamente absolutamente.

            A estrada era de chão batido e um trilho para conduções veículos rodantes. Aliás, a estrada já estava asfaltada e lisa e bem cuidada bem traçada bem sinalizada com pardais eletrônicos e câmaras de monitoramento 24h e iluminada noturnamente com lâmpadas de led (diodo emissor de luz ou semicondutor que transforma eletricidade em luz). O rumo, despretensioso ou previsível, dependia da direção orientação do sentido e pro norte se podia chegar em São Luiz Gonzaga são-luisense e Júlio de Castilhos castilhense e Rolândia rolandense e Dezesseis de Novembro e Cosmorama e o sítio arqueológico de São Lourenço Mártir e o córrego Prado tributário do rio Aguapeí e a praia de Gameleiras; pro sul se deve e pretende chegar em Soledade soledadense e Areado areadense e Balneário Arroio do Silva arroio-silvense e Bossoroca bossoroquense ‘terra rasgada’ e Santa Rosa santa-rosense e Erebango erebanguense ‘campo grande’ e Dracena dracenense e a biblioteca poeta Dimas Nogues Costa e o ribeirão das Dívidas afluente ou comparsa do rio Cabo Verde e praia de Itaparica e ilha do Aramaçá... Isso tudo com anotações criptografias tributos herméticas biografias singularidades dia de pentecostes autarquias...

            Em primeira mão, era o mês de dezembro hora local no momento 10h e 40min e o verão comendo solto e já muito contente. Esta essa a maneira do sol ser estar e agir e um sujeito solar que tem conhecimentos científicos de botânica física nuclear e agricultura de alto rendimento. Curtiam as flores estes e outros insetos serelepes alados beija-flores-de-costas-violeta joaninhas besouros-amarelos borboletas-do-manacá vespas cabamirins enxuís lichiguanas e abelhas axupés cabapuãs... E o sol naturalmente soldado de ouro e bom ótimo excelente humilde engraçado global estrelado divino.

E tranquilo quase anônimo meu pai os olhos fixos no horizonte o pensamento cabresteando umas ideias o modo de antever o futuro. Uso e fruto, e lá principalmente ia a trote trotava o cavalinho passarinheiro um tanto assustado assustadiço indócil indomável xucro ‘po-to-co-tó!...’ E aí se ia mais ainda nas 4 patas com 2 pés flutuantes aéreos ‘tro-tro-tro-tróooo!...’ Aliás, era o mês de fevereiro também verão escaldante e o petiço na real era uma bicicleta 18 marchas com sininho de alerta ‘tri-tri-triiiim!...’ presa ao guidão de aspas ou guampas ou cornos. Literalmente.

            Do lado esquerdo da via um potreiro com alguns pinheiros-do-paraná; pela zona da direita um matagal camarção mata fechada densa espessa notando percebendo todo tipo típico fidalguia de vegetação e timboúvas, lírios-verdes, picões, guaçatungas, carurus-de-espiga, cavalinhos-d’água... o rio Mello o rio Tabuleiro... a beleza a sensatez a realeza da cascata dos Degraus a cachoeira das Pedras Pretas em Val de Serra... o conclamar clangor fragor da praia de Arembepe o bairro da Pavuna em a rua Botumirim... voz canto retumbante possante estentóreo de Horizontina horizontinense de Santanópolis santanopolinense ‘florescemos para o bem’ o rio Buricá o lago do Virgílio... o jaez a espécie o tipo a qualidade do turismo espeleológico da caverna da Samambaia a caverna Lapa do Boqueirão a caverna Chico Pina...

            O cavaleiro, que este era o meu pai na época de moço e rapaz, passava diante de um bolicho/bodega/armarinho chamado ‘Favo e Alvéolo’ (rua Viera de Castro com avenida Venâncio Aires) do seu compadre José Lacaio da Libré. E em vez de parar apear amarrar o cabresto/buçal no galho do cambará-branco ali mesmo diante da lojinha... o que fez? Ora, nem fez nada disso, foi em frente seguiu o instinto. Aliás, ele meu pai, parou aí apenas e foi se abastecer cevar um mate e cadenciar uns apetrechos específicos recomendados necessários e mesmo chimarrear com o velho amigo. E sempre pondo em dia aquela prosa aquela conversa de tempos que nem se viam nem se visitavam nem se ligavam nem se correspondiam nem se diziam ou desdiziam:

            - Oigalê!... Você aqui hoje e pra mim é uma baita e boa honra, gente correta!

            - Então, amigão! Estou indo no trote e vê se vejo se chego na casa da minha morocha a família dela o sogro a sogra e os demais. E ali perigando o horário a hora do almoço. Nem cedo nem tarde, mas em ponto pontual pontualmente.

            - Oigalê!... Uma vez ou outra é bom e barato e como D quer, nem é mesmo?!

            - Sinceramente, chapa! Tenho o tempo no trabalho mequetrefe da pedreira o dia a dia árduo um labor puxado um despautério e sob o sol ou escondido da chuva.

            - Oigalê!... A saudade é como uma alma estendida igual pelego estaqueado. E secante seca secada ao sol mas com que jeito/maneira, nem é mesmo?!

            - Oxalá! Estou procurando campeando algo pra ocupar meu ofício. Porém a profissão de arreador condutor de bestas de carga selador arrieiro nem me contenta.

            A floresta ombrófila ombrofilia densa montanha de altitude e aceita chuvas intensas ou zonas bem úmidas com jutas-paulistas, catingueiras, coquilhos, pequiás-marfins, copaíbas, patas-de-vaca, sapucaias, chuvas-de-ouro, paineiras-rosas, sibipirunas... E voando voar com as aves brejeiras brejeiramente brincalhonas como tinguaçus, pica-paus-manchados, acauãs, tizius, juritis-azuis, arapaçus-do-campo... Animais trotavam debandavam a 10 ou 15 ou 20km/h seguiam os jacurarus os jacinas os ouriços-pretos os lobos-guarás, em direção da represa açude barragem comporta... Nem tinham nenhum assessor ou acesso e as guaricangas-de-folhaa-larga os gervões-cheirosos os buçus as perobas-bravas e as amorosas lianas epífitas higrófilas, imponentes ingentes soberbas elevadas desmedidas enormes... Mas temos poucas informações sobre elas e eles. Costumeiramente.

            Que meu pai patrão debatia... e mostrava persuadia divertia amadurecia privilegiava. Que seu compadre balconista tralalava... e polia frigia ouvia sortia ria...

            - Bravo bravíssimo! Pra falar a verdade... As crendices populares as superstições domésticas atrasam ou adiantam as coisas... – comentou meu pai, ali sentado na banqueta da pulperia e trançando comodamente um sovéu laço forte para peiar animal.

            - Oigalê!... O couro bom de laço de relho de açoiteira é aquele bem sovado couro sovado gasto puído... – recomendava o bolicheiro, com a balda mania de enxugar copos taças canecos xícaras talheres... na mão sempre um pano trapo bandalho velho...

            - Su-ces-so comentado e comemorado!... Das bem-vindas que tive a que mais gostei foi de guapo valentão ousado corajoso tira-prosa nas fuzarcas e farras e folias e pândegas e troças da era juvenil e jovem – gabava meu papai, aproveitando a vaza e a parada pra beber uma cerveja de lúpulo e comer umas caseiras gajetas de milho gororoba bucha grude rango boia e com isso preencher o bandulho a barriga a pança.

            - Oigalê!... Nem tenho essa vontade e carência de andorinhar... Sabe, mudar de lugar nem é comigo e mudar de paradeiro e mudar constantemente... – confidenciou o seu Zé, morubixaba bom honesto pachola e de família honesta e religiosa católica cristã.

            E o pai, construído no caráter na decência na ordem na perfeição. Olhando apreciando o horizonte feliz pôr do sol com óculos escuros favoritos. Relicário pendente do pescoço medalha broche firmal com relíquias da amada enamorada. E consueto habitual costumeiro ex-guarda-valas espertíssimo muitíssimo interessantíssimo altíssimo perfeitíssimo seguríssimo habitualíssimo santíssimo sensacionalíssimo curiosíssimo... E dizia ele de si para si com seus botões: ‘Como do verbo comer em qualquer lugar e paradeiro ou paliçada ou batel. Lenhar eu faço e lenhador eu sou’.

            O caminho era curto e longo, dependendo. E conforme o mundaréu alinhavado e vamos e venhamos ainda um eficaz/eficiente o vaivém ou cara-volta mais o meia-volta volver... E para as bandas do leste se pode chegar em Candiota candiotense, Aceguá, Santo Cristo, Giruá, Campos Novos, Itacurubi, Piquerobi... passando ou nem o rio Puretê e o rio Puruê... Por outro lado oeste sol se pondo cancha reta temos Barracão barraconense e Zortéa e Cândido Godói e Estação e Erechim e Senador Salgado Filho e Jaguapitã e Álvares Florense e nome pré-nome sobrenome apelido da avenida Jorge João Saad seguindo jogando o alegre córrego Antonico e pegando seguindo o álacre rio Pirajussara e fluindo ao animado rio Pinheiros... e que eu saiba e ou dou fé creio.

            Pela estradinha de terra batida, que volta e meia é britada, seguiam os dois marchadores pedestres andarilhos e rumo do destino. Se ouvia o tiquetaquear das horas o pateio do animal ‘pá-tô-tô-tó!...’ o canto dos pássaros ‘tchizuiiiim!, tchizuiiiim!...’ e tietingas juruvas pia-cobras uirapurus-laranjas tangarazinhos araçaris-bananas peixes-fritos... Em volta o pulso do mundo mundéu grande quantidade. Supostamente.

            Meu pai, sujeito resoluto decidido determinado ousado, mais seu cavalo zaino bagual bravo semisselvagem ainda o cãozinho farejador intrépido já iam meio que fechados em copas caladões silenciosos sucumbidos pelo calor abatidos pelo verão desanimados pelo longo caminho descorçoados pelas altas temperaturas. O pensamento numa algaravia linguagem confusa e etc. A favor disso, as palavras nem surgiam e nem se explicavam nem eram necessárias nem eram empregadas nem eram lembradas.

            Procure no dicionário físico ou virtual o significado tradução explicação das palavras vocábulos expressões deixas que você desconhece desconhecidas. Abaixo registre anote transcreva relacione suas descobertas e achados, oquei?! E assim sim procure dar conta das epistemologias e assaz bastantes profilaxias. Suficientemente.

            Bem justo aí pelas 12h o meio-dia o tempo o clima começou a mudar a ventar descabelando os viajantes crinudos. Fazia jus ao que vinha aí. Num dia se pega se leva se detém todos os climas e comportamentos ambientais meteorológicos. E do nada... o céu começou a enlouquecer nuvens cresceram vento agitou revoltou revolucionou e o sol desapareceu no mistério do nevoeiro cerração... As sinetinhas de aço ou bronze tocadas ‘ti-lim!, ti-lim-lim!...’ pelo vento mandachuva gunga-muxique... E senhores e deuses e heroínas e chefes e mandões e mandonas do céu da terra do mar ficaram bravos e ou queriam porque queriam pelejar pelear batalhar lutar disputar...

            Os andarilhos da hora, capitaneados pelo avô dos meus filhos, começaram a pensar num abrigo até passar a chuva. E parecia que era sem demora e que o mundo viria abaixo. Neineis bem-te-vis-do-mato-virgem trilando ‘gueteguêeee!...’ voando piando ‘fiiiu-fiiiu!...’ revoando rindo ‘tri-tri-triiii!...’ e já troçar casquinar ‘hi-hi-hi!...’ faceiros sobrevoando o dia a hora o momento propício pra chuva chuvarada saraivada.

            E nesta hora e momento começou tudo a relampear e trovoar ‘tru-ru-ruuu!...’ e escurecer e esmerilhar e chamejar... Os 4 elementos entraram em parafuso e conflito bochincho arruaça vinganças desordem briga corcoveios corcovear desassossego balaio de gatos afagos e regalos despir e vestir e mais requintes de confusão. Ventos valentes soprando fôlegos de animais fortes... E nem faltava mais nada pra que tudo viesse abaixo mesmo e do céu despencasse. O submundo negava paciência e neca de pitibiribas coisa alguma bagatelas mixarias e de nada valia ou valeria nenhum valor. E de qualquer maneira se ouviu os crocitares garrires nitrires bramires mugires... E bichos correndo pedalar e aves arriando suspender e árvores destrambelhando tresloucar e tempestade anunciando firmes contendas pugnar conflitos discórdias empenhar empenhos desempenhos...

            Aí o trio de três, liderado pelo meu velho antecessor e contando com uma sorte do destino mais da conveniência convenientemente, achou escolheu a dedo um abrigo um buraco uma caverna uma lapa bem no sopé na subidinha da montanha. E entram aí mesmo entraram correndo ligeiramente correndinho. Se ouvia já o gorgolar gorgolejar das águas caindo o glosar criticar dos esdrúxulos para-raios fixados nas pontas de igrejas altos prédios de apartamentos residenciais antenas de telefone... Antes que a tempestade o granizo o teto celeste desabasse por completo de vez sobre suas cabeças de cavaleiro e montaria e mascote. Contemporaneidade. Contemporaneamente.

            A gruta era escura e meio que iluminada de relance pelos flashes ‘pleees!...’ dos raios relâmpagos coriscos que caíam ali fora vindos do céu do céu. Assim mesmo, um buraco cavado pelo homem uma mina antiga bem no cerne no âmago da montanha. Aliás, uma caverna feita pela natureza bem no meio no veio da pedra bruta. Aliás ainda, uma brecha na montanha tipo assim corredor biriquete viela beco passagem estreita. Uma fenda bem no pé da montanha biboca sovaco de serra encosta grota socavão...

            Sabe aqueles portais que dão passagem para outro mundo? Eu você gentes todos nós qualquer um já viu este filme. E do outro lado um mundo novo ou velho. E da outra parte um mundo com animais gigantes dinossauros bem preservados. Quem nem viu já pode adivinhar? E seria o planeta dos alienígenas da quarta dimensão? E seria o escorço de império plaga região país território no meio do caminho do passado com o futuro?

            Porém os três visitantes viajantes incidentais se depararam com um morador do local ou um hóspede ocasional ou uma zorra ou graxaim f das bem brabas bravias. Os três mais uma se encararam e um ficou com medo do outro, os três de cá e a tal de lá. E ainda uma situação tipo ‘se ficar o bicho abocanha/engole e se correr o bicho esfola/tritura’. E ainda também um caso tipo ‘se ficar o bicho chuchumeca/resmunga e se correr o bicho murmura/boquiza’.

            Ficaram se encarando, a raposinha com olhos de fogo, e rolou um silêncio constrangedor ou um momento do tipo: quem bate o olho primeiro quem fala primeiro quem risca com o pé. Se ouvia os grilos cricrilando ‘pri-cri-triiii!...’ pelos cantos... Os relâmpagos ‘pleees!...’ com trovões ‘bru-bru-vruuu!...’ ao redor e lá fora, mal e mal iluminavam o interior o recinto o cômodo empedrado. E também... por que começar? E ainda mais... por que interpretar? Vai ver e ouvindo... por que diagnosticar? Os prevalentes que predominam e prevalecem... Sou eu, sê tu e seja você!

            - Bem, gente sã! Vou acender um fogo pra aquecer o ambiente pra iluminar melhor o lugar... – achou por bem meu pai, grande pealador laçador domador.

            - Ótimo e aprovo. Com a chuva o vento frio já se pode pegar uma constipação – alertou o cavalo pingo, um pouco arrenegado meio que zangado ou contrariado.

            - Hum... e alerta! Secar o pelo é uma boa das muitas que soam – disse o cão.

            - Sim e nem ou talvez. Por mim nem precisa de fogo. Eu vivo sem esse tipo desde que nasci e nem nunca quero intimidade – desabafou a sorra, o olhar perdido nas chamas da fogueira e meio que de relancina de relance de soslaio rapidez pisca-pisca.

            - Que situação, né, gente?! Isto me faz lembrar e recordar e me vem à memória algumas histórias de cavernas e pessoas presas em minas de ouro e tolhidas pelo tempo o temporal as tempestades. É isto e mais isso que me vem à mente e impressionante – emparelhou meu distinto preceitor, olhar pensativo preocupado um tanto ressabiado.

            - E então... Se for história de assombração e diversão pode contar e pode assuntar assunteia – comemorou o cavalo, este já bem caborteiro arisco velhaco.

            - Bar-ba-ri-dade! Se tiver gente boa e ou bicho valente... tá valendo! – acreditou o cão, sempre apoiando seu tutor seja onde for e a que custo ou recurso ou percurso.

            - Oie!... Que seja uma história desde o começo com desenvolvimento e final mais ou menos pelo menos de felicidade e de charada resolvida e enigma compreendido, tá oquei?! – recomendou a graxaim, tremeluzente fremilúcila.

            Que o homem falou e o cão latiu e o cavalo relinchou e a zorra uivou. Do homem a adrenalina o cavalo o coice o cão o faro a zorra a paciência. O homem veio do barro o cão veio da rua o cavalo veio do campo a zorra veio da mata densa.

E daí mesmo meu pai começou a contar, já acomodado sentado numa pedra e os braços as mãos estendidos para as chamas aquecendo os nervos os músculos os ossos...

            - Nesse entrementes... A coisa tava pra chover... E exatamente igual que hoje, meus amigos e amiga minha. A história aconteceu com o bisavô do avô e o pai do meu pai, todos parentes íntegros e reconhecidos em cartório. E quem me contou foi a tia da minha avó que ouviu e passou adiante por herança de família da minha bisavó: adema ademã ademais ademão... Coisa de geração pra geração recalcitrantes cadastrados até de antemão. Todos tantos antepassados com propriedades oficiais compradas adquiridas assinadas carimbadas em diferentes locais e Sapucaí-Mirim e Jacareí e Igaratá... por ex.

            Explicando o que se vai ouvir e o que se quer dizer, é melhor começar do começo e ir já pensando no desenvolvimento no meio no entretanto e depois em o fim. Atos e fatos e feitos e perfeitos de falar dizer chamar pedir assobiar correr corrigir. E de fato e de maneira irrevogável com eficácia/eficiência.

Assim mesmo nestes termos desenrolava a narrativa o meu antecessor, e me disse me relatou um dia lá pra frente no futuro dele meu passado. E que aliás, as conversas foram nos dias da minha adolescência que já vão uns tantos e muitos anos pra esquina de hoje. E que depois da apresentação... continuou nestes termos narrados:

            - Anteontem antigamente as coisas os acontecimentos eram distintos dos dias de hoje em dia e diferentes e desconformes em separado deste nosso tempo temporal. E eu nem tinha como ir pra Ribeirão dos Índios ou Ouro Verde ou Pitangueiras ou Pimenta Bueno... Eu nem sonhava em estar pros lados de Arapongas e Cambé e Presidente Venceslau e Castanheiras... Eu muito menos já nem havia ouvido falar de Tabatinga tabatinguense ‘barro branco’, Votuporanga votuporanguense ‘bons ventos, bons ares, brisas suaves’, Benjamin Constant, Valentim Gentil, Floreal, Cacoal... Eu pouco ou nada ouvira falar de equacionar problemas e descalabros e deletérios insalubres... E achava que sonhar era conhecer Jambeiro e Monteiro Lobato e Caçapava e Peruíbe...

            “O caso é que o meu parente antigo de antigamente, foi o que me contaram ou aliás foi o que eu entendi que me contaram, precisava viajar urgentemente para o passado a sua pré-história pois que lá esquecera um dinheiro enterrado num lugar secreto e que só ele podia descobrir. E eu sei mais que ninguém, isso é até difícil de acreditar e soa longínquo. Parece ou nem é coisa de mentiroso e patacoada.

“Porém, se nos dias atuais esse tal meu parente distante fosse procurar o lugar secreto nem poderia achá-lo pois as coisas mudam de configuração e o local se altera muito e jamais se acharia o que se quereria encontrar. Portanto e urgente e agora, teria que viajar ao passado chegar ao lugar preciso e reconhecer o ambiente e encontrar o tesouro escondido secretamente no sítio que só ele sabia estar escondido e escondeu e segredou. E antes, se por acaso, que alguém pudesse chegar primeiro. Antes ainda, se por acaso, caísse uma tempestade uma enxurrada enchente uma avalanche cataclismo uma revolução uma remoção uma ou duas sedições revoltas motins... Devia chegar lá no tesouro antes que a vaca fosse pro brejo e antes que a porca torcesse o rabo antes de ir ao ar e perder o lugar antes de ficar a ver navios...

            “E aí vem à mente mentalidade a pergunta que pode iluminar orientar o sujeito que quer chegar ao passado nem tão distante... e recuperar o cofre perdido. Como chegar ao passado se nem havia condução meio de transporte competente para ir e vir de lá? Como quando por que retroceder no tempo e enganar a ordem normal das horas e dias? Como fazer esta parada sem mexer com a rotação e translação dos mundos? Como enganar a própria falência do tempo do espaço e de si mesmo?

            “Nem seria o caso ou o milagre a fórmula de se teleguiar ou se transformar em pássaro um avião uma ave arapaçu-beija-flor sabiá-una quiriquiri gavião-rapina ou navio embarcação a vela a motor mesmo um submarino torpedo foguete intercontinental... e ou qualquer outra coisa supersônica superbélica? E existiria ordem contra este intento? E se conhecia dúvida estorvo óbice embeleco barbilho balhestro? Isso tudo ia e vai contra as leis da gravidade da religião da constituição?

            “Assim, meu parente ultrapassado, deu tratos à bola e começou a imaginar a pensar uma estratégia para realizar seu intento. Como chegar ao passado e buscar seu rico riquíssimo tesouro secreto escondido? E bem antes que outros o achassem antes que o futuro promissor sucessor por vir chegasse viesse e modificasse tudo, hein?! Aliás, bem antes que o tesouro apodrecesse ou virasse pó ou perdesse a validade. E chegar antes ao passado e resgatar o futuro da família a sorte da prole e etc.”

            E meu mentor vai contando pros ouvintes o cavalo o cachorro a zorra ali presentes na gruta mais ou menos iluminada pelas chamas da fogueira naquela mesma noite lá fora tenebrosa em que as horas nem passavam nem se adiantavam. Pra falar sério, um tempo de abandono um tempo sem tempo um passatempo um descontínuo um tempo extra um tempo fora de qualquer noção de tempo e espaço. Hoje ontem amanhã ou fora das 4 linhas da dimensão. E vamos continuar a ouvi-lo. Um grande abraço! E por ele mesmo seguro e já se dispôs e mais foi seguindo ainda prosseguindo:

            - Como ia dizendo... Meu parente pensou um dois três quatro... mais e mais dias para tentar achar bolar uma saída ou entrada para o mundo do passado. Gente, como fazê-lo? Pessoal, como buscar bongar procurar? Tinha que chegar lá e primeiro dos outros e resgatar antes do tempo de hoje o seu tesouro fabuloso. Voltar no tempo é sui generis original singular peculiar. E a questão e a pergunta e o problema era este: como chegar como viajar ao passado? Como realizar um feito se ninguém até então tinha feito e voltado pra contar? Aliás, como dar marcha a ré sem que a ordem dos fatores fatos nem altere o produto? Como viajar no tempo fazer chover pra cima o rio correr pra montanha a folha cair no galho o filhote voltar ao ovo a madeira virar planta a laranja de umbigo retornar uma bela e cheirosa flor de laranjeira como dormir tarde e acordar cedo como comer banana-de-imbé e mastigar goma de mascar sabor caju?

            “Pensou em ir a pé... mas logo viu que era muito longe. Pensou em contratar uma agência de turismo com um guia poliglota... mas aí alguém ia ficar sabendo e isso seria dividir as riquezas. Pensou em usar de um mapa o gps... porém o tesouro era secreto secretíssimo e nem havia como estes instrumentos se colocarem à disposição. Pensou em ser astronauta ou cosmonauta estações espaciais... mas aí levaria perderia um tempão estudando cálculos matemáticos e ciências físicas. Pensou em adquirir cobaias ratos-boiadeiros ratos-corós ratos-da-taquara ratos-de-espinho cururuás sabujás imbucurus cururuxorés autorizados amestrados... mas aí correria outros riscos riscados.

            “E justamente este meu parente, aparentemente futuro ricaço e possivelmente bilionário, tinha pouco tempo pra achar uma saída ou uma entrada para o mundo do retrocesso. Corria altos prejuízos? Sim, corria perigo de perder sua fortuna ou dividi-la.

            “Pois o cara analisou muita coisa e botou tudo sobre a mesa para ver e rever o que tinha o que nem tinha o que faltava o que necessitava. Botou tudo na prancheta e na ponta do lápis com régua e compasso. Ficou em silêncio e sem falar com ninguém nem mesmo em casa com gente de sua família e isso durante dias e horas e meses... Pensou de novo e novamente repensou mil vezes... Olhou e prestou atenção nos avisos nos acontecimentos relatos informações... Procurou saber se outras pessoas já tinham feito esse feito. E procurou aqui e no mundo inteiro em livros internete nas coversas dos filósofos e até nas mesas-redondas com os comentaristas de futebol.

“De tanto pensar e do dia pra noite, virou um martelo cabo de madeira acertando um prego uma tacha, virou se achou se sentiu um pneu careca de carro auto, virou se olhou no espelho e olhou uma samambaia, virou um sapo pulador acrobata tipo cururuí anfíbio anuro transplantado da Amazônia, virou se metamorfoseou em escova de dentre elétrica, virou se condicionou um cão vira-latas da rua Placidina de Araújo, virou se deixou virar em desenho animado que caiu das nuvens e saiu andando assoviando...

“E colheu conheceu pesquisou fatos fotos narrativas causos verdades e mentiras. Aliás, foi além e aquém. Gastou miríades grande número de indeterminados aparatos aparelhos e escórias e resíduos. Aliás ainda, descascou cortou fatiou. Pensou dispensou máquinas inventos e objetos espúrios falsificados adulterados. Aliás mais outra vez, fez trabalhos de ioga meditação poses concentração relaxamento piruetas plantou bananeira.

            “De repente... um belo dia de dezembro ou janeiro do ano tal ou qual, ele chegou a uma boa ideia. E a uma quase certeza corretíssima. E a uma fórmula ou forma ou fôrma de resolver seu problema e volver ao passado. E qual que era? Talvez quem sabe algo raro esporádico espaçado esparso disperso? Trolha ou pancadaria? E te digo!!

            “Meu dileto antepassado e parente distante, por falar nisso, nem tinha como saber ou reconhecer o prazer que seria e é turistar por Junqueirópolis e Tupi Paulista e Sabáudia e vila Perus já a rua Aurora Boreal com a outra rua Braz Baltazar da Silveira. Este dito e redito nobre parente e meu distante familiar nem tinha idade suficiente para conhecer pessoalmente lugares quentes úmidos florestados como São Filipe d’Oeste e Santa Luzia d’Oeste e Alta Floresta d’Oeste e Novo Horizonte do Oeste... Porém isso nem vinha ao centro deste acaso. Mas isso está longe de influir no caso do tesouro. E isso de turistar era por vias e mundos nunca antes revistos ou trilhados ou navegados.

            “Sem enrolação tapeação embromação sem as delongas... E o causo estava resolvido, pelo menos na ideia do meu parente distante. E qual que era? E como seria? Seguinte: ele este meu parente iria até o aeroporto mais próximo pegaria um avião e daria tantas voltas ao mundo quando fosse necessário. Só que ao contrário anti-horário para que os dias voltassem... Tá entendendo! Viajaria para o lado invertido de o fuso. Ideia genial e que me pergunto ainda hoje por que ninguém pensou nisso antes ou depois ou durante, né?! Ideia tão cobra e feliz que me pergunto sempre e ainda agora por que ninguém o imitou ou o imita, hem?! Peremptoriamente. Solenidade.

            “E assim o meu parente teve a ideia e botou em prática. Pegou o avião da companhia transportadora de pessoas no aeroporto de Vitória ou Eurico de Aguiar Salles da avenida Roza Helena Schorling Albuquerque e subiu e voou... bem assim, olhe... ‘zuuuomm!...’ para o oriente ‘zoooáaaa!...’ E foi dando voltas ao mundo no sentido contrário contraditório ao normal, fazendo o relógio andar pra trás perdendo horas perdendo tempo retrocedendo... perdendo a noção do tempo do espaço ou do tempo/espaço... Até chegar no ponto exato do ano do mês da semana do dia da hora... e principalmente do local ou xis da localização e onde estava o baú tão cobiçado. Triunfantemente. Afirmativamente. Bacanamente. Longevidade.

            “Pois meu parente, este familiar ausente, conseguiu o que queria. Chegou ao local do tesouro reconheceu onde havia enterrado cavou desenterrou recuperou e ficou rico do dia pra noite. Ficou feliz milionário e até bilionário e deu vida fácil aos seus descendentes até quarta geração. Voltou com a mala cheia o baú lotado a sacola prenhe o cartão de crédito estufado e etc. Podem conferir no banco público ou particular com agências físicas ou online, minha gente!

“E está no fim, meus ouvintes nesta caverna/toca, da história tão sem tempo sem noção que até a gente mesmo se perde em contradição. Parabéns para os meus parentes passados que tiveram a mordomia de usufruir dos rendimentos e juros e vantagens... Uns foram morar no exterior outros no interior mais alguns na capital.

            “Depois e após essa façanha do meu parente longínquo... até que muitas pessoas e outros humanos tentaram imitar e como se fez se faz. E o fazem? Que nada e quem me dera, só ficaram só ficamos na tentativa. E realmente é difícil retroceder no tempo. O planeta Terra nosso mundo funciona convenientemente como um relógio analógico e exatamente assim e igual. Porém embora de uma maneira discreta estoica rígida firme silenciosa lenta paciente, e sem meter o bedelho o nariz onde nem é chamado.

“Hoje isso é ilusório de viajar no tempo, pra frente pra trás, e ainda nem está comum e corriqueiro. E para executar esses procedimentos esses intentos essas aventuras somente com as devidas e adquiridas vestes litúrgicas e os paramentos. Porém todavia entretanto sem muito ou quase nada de fortuna riqueza tesouro. Aliás e por exemplo, tem muita gente tentando voltar no tempo para resgatar outros tesouros e casos perdidos de amores nem muito bem esquecidos. Ninguém quer deixar rastros e riscos e pedaços e partes pendentes, nem é mesmo? Tá certo ou nem está, gente boa?!”

Como se diz e se ouve aí e se resolve, nem todos os dias com suas noites são idênticos. Os rios fluem as lagoas aconchegam; o rio Brumado a lagoa Alecrim, o rio de Contas a lagoa Jabuticaba, o rio do Salto a lagoa Cambambosa. Os diletantes podem pensar e compensar a tranquilidade capilaridade posteridade dissimilaridade habilidade autenticidade loquacidade probabilidade universalidade intensidade... E por alguma razão, esta ou aquela sorte... Durante algum tempo que ninguém contou direitinho... Seriam atos dos fatos e pensamentos das elucubrações e palavras das vozes.

            O mundo nosso mundo é feito de caminhos que são destinos traçados dentro do mapa. O caminho é reto e direto, com certeza e óbvio. E o caminho uma certa estrada ou rota leva pro sul sulista e se chega até Hulha Negra e Quatro Irmãos e Tuparendi e Três de Maio e Lagoa Vermelha e Machadinho e Santiago e Parisi... a serra da Jacutinga... Se o acaso ou o jeito ou os negócios levaram iam levariam vão pro norte nortista assim teríamos Caibaté ou São Miguel das Missões ou Tupanciretã ou Santa Maria ou Pinhal Grande ou Ibirapuitã ou Victor Graeff ou Alterosa ou Alfenas ou Balneário Gaivota ou Nhandeara... o rio Batalha... Sendo assim e justamente... parece ou nem parece genial? Que nessa empreitada o céu sempre anilado e completo modesto acomodado popular.

            Jardim funcional com camadas, estrato arbóreo e estrato arbustivo e estrato herbáceo: ipê-branco manacá-da-serra mulungu jacarandá-mimoso embaúba iati guapuruvu cravo-do-campo... Debaixo sob este dossel, colocamos um bebedouro para as aves silvestres e pavoninos, tico-ticos-de-costas-cinza, negrinhos-do-mato, pula-pulas-ribeirinhos, picapauzinhos-de-coleira, saís-andorinhas, trinca-ferros, tiês-de-topete... E esta fonte artificial pode e deve oferecer ofertar: hidratação banho termorregulação aos alados plumosos incidentais ocasionais endêmicos territoriais.

            D disse redisse desdisse repetiu pediu e compensou. O tempo avança o vento balança. Nem tem essa de longe perto distante logística. Quase nada de porciúncula porção menos porção pequena. E cálculos finos de repecho aclive ladeira subida.

            O velho e seu cavalo lobuno cinza-escuro (parelheiro das pencas e o corincho quebrado domado) e seu cusco, todos juntos uma família, no rumo da sorte seguindo a estrada em busca da casa de minha mãe. Aliás, o cavalo era um alazão bagual redomão rampante (já o sedém da cola sedenho pelo preto reluzente) muito alinhado e de ordem e de altivez... Soma tudo isso junto acompanhando. E no mais... que isso que aquilo.

            E já o trecho era e foi a partir do bairro Três Mártires - rua general Espírito Santo Cardoso com a praça comandante Xavier Brito, passando o bairro São Cristóvão - o ribeirão Laranjeira, atingir alcançando pegando o bairro Retiro - o córrego da Onça, mais ainda o bairro Vila Brasil - alameda doutor Amaral Carvalho e rua major Marcelo Almeida Prado. Onde já se viu! Uma padaria, já famosa na época e muito requisitada e de renome de marca registrada, edificou do lado da faixa br-470. Ilustradíssimo.

            “Tenho tudo quanto quero, tenho tudo quanto almejo” – repensando meu pai.

            Meu instrutor encostou a montaria apeou e já foi entrando no recinto. O dia trocava informes informações confirmações. Largou ali mesmo, sem maiores favores, o cavalo (tirando os arreios e que se virasse sozinho) e o cão (que se cuidasse por si só). Papai, com ou sem esporas nas botas, pegou e entrou na loja nomeada conhecida A Tertúlia (e que abria às 7h e fechava às 19h, 6x1) e de um tal de Zé Manjuba Naipe Cambona. Pouca gente na rua e uma travessa curta ou larga casas de cumeeiras e até portas com postigo e a rua Sarmento Leite com a esquina na avenida Paulo Gama. O velho pai e gaiteiro dos bons sacudiu a poeira e entrou no armazém de secos e molhados. Confiantemente. Gramaticamente. Complementaridade.

            - Opa! Pois quê! E o que vai para satisfazer o freguês e futuro cliente? – cumprimentou modo de cumprimentar do seu Zé, ex-fateiro e dois filhos estudantes um rapaz e uma moça respectivamente estudando faculdade em Tucunduva e Ubiretama.

            - É isso aí, índio velho e amigo! Visualizei desde fora aquele ali seu pastel e mais um copo de sumo de cana, pode ser?! – pediu meu pai velho, se descobrindo tirando largando para trás o chapéu largo grande de palha e preso com tira de couro barbicacho e já soltando exibindo uma melena a grenha caracolada longa castanha.

            - E olhe só! Temos e mantemos e mandamos vir abacaxi em calda desde Ibiassucê e Jaú e Pindaí, e compramos e importamos queijos desde Lucínio de Almeida e Caetité – ofertou o compadre, muito tanto exortando estimulando incentivando.

            - Ué, e com muito gosto! Mais do que nunca! E se for o caso vou também propagar grassar espalhar as novidades – aprovou meu mestre, tipo padrão de servidor e pessoa pública que vê e ouve lei religião moral carnaval e sem nunca desistir de nada.

            E meu pai sentou aí mesmo numa banqueta alta pra olhar lá fora e o movimento da estrada. A bem dizer... lances e relances de gente ou bicho na rua ou pastando à beira do caminho. E nem era daquele dia quê... Tratava tudo sem cerimônia.

            - Oie!... Nem é de hoje que o timbre da família pesa tem o peso dum fio de bigode, nem é mesmo, compadre?! – puxando conversa o balconista seu Zé, comerciante desde que chegou de Pinheiro Machado e a sua terra natal seu rincão.

            - Sensacional! Nem duvido demais de menos e de nada, irmão e compadre – costumou dizer meu pai, muito peremptório e quiçá bizarro praquela hora e ocasião.

            - Contudo! Tenho recebido apetrechos de montaria e cavalo vindos de Caculé caculeense terra de a ‘fé ordem trabalho’ – pronunciou o bodegueiro, agitando célere os braços bem acima da cabeça igual fazem os artistas de circo circenses.

            - Aleluia! Que a preferência sempre trago em primeiro lugar, amigão – comentou meu pai e mestre e preceptor, bebericando um vinho tinto de garrafão engarrafado por vinícola Madrepérola em Feira de Santana e ou em Condeúba.

            Justamente porque meu pai gostava de olhar os espaços verdes o panorama a paisagem desde uma perspectiva de pensar e desde um ponto de vista visual. Meu velho nem mediu esforços para viajar. Depois de casados, meu pai minha mãe nem mediram esforços para viajar conhecer lugares os pagos e as glebas e as querências. E o gosto posto posposto de chispar chispantes partir se deslocar rapidamente. Prosa prosaico.

            - Hã, auquê!... Um tálamo conjugal conúbio núpcias as cópulas coitos os nubentes prestes a casar, tudo isso leva um tempo e uns sonhos bons, nem é mesmo, chapa?! E eu que o diga, compadre – comentou o bodegueiro, tinha familiares em três Estados e cidades já conhecidas do grande público a Tupanci do Sul a Capão do Cipó a Barros Cassal a Monte Belo a Ivorá a São Nicolau a São Paulo de Olivença a Tarabai...

            - Mas bah, tchê!... Essas coisas nem divido com ninguém, se me entende. E isso desde piá e piazote. E digo de viva voz acorde nota rima canção e hino – domesticou meu progenitor, sem escamotear sem iludir sem encobrir e de modo acachapante indiscutível irrefutável irrefreável incontrolável impermeável imperturbável.

            O verbo conjugável - diante dos modos indicativo imperativo subjuntivo -, em destaque na ótima oração referida, é classificado dito redito estudado respondido como:

            (  ) Verbo de ligação

            (  ) Verbo transitivo direto e indireto

            (  ) Verbo transitivo indireto

            (  ) Verbo transitivo direto

            As ideias pensamentos as razões por que o evento escolhido e já referido escolheu escolhe este mundo este rumo para correr... são de arrasar. A chuva vem de aspergir borrifar respingar os incautos. Os trabalhadores trabalham seus estipêndios soldos salários... seja aqui ali em Biritinga ou Santa Bárbara ou Crissiumal... e internacionalmente destacadamente misteriosamente comparativamente recentemente subsequentemente luxuriantemente inflamadamente brincalhonamente claramente... Mas, na verdade, esta história nem é desta história... Esta história nem está real e oficialmente confirmada confirmadíssima pelos órgãos entidades federais competentes.

            Onde nós estamos, amigos meus?! O futuro do planeta Terra depende do sol da lua das estrelas em geral. Uma tirada de rasgo de ímpeto poderia sugerir que o futuro vem do espaço sideral. E aí o destino tanto faz como fez já podendo poderoso vir do leste oriente tipo Roque Gonzales e Silveira Martins e Espumoso e Divisa Nova e Pinhal da Serra e Magda... Mas o oposto equilibra com o oeste ocidente tipo Ipiranga do Sul a prestimosa ou Bagé a perpendicular ou Esmeralda a referendada ou Fontoura Xavier a dengosa ou Quevedos a garbosa ou Santo Antônio das Missões a pundonorosa ou Sebastianópolis do Sul a melindrosa ou Santo Antônio do Içá a ditosa... E de cá as pessoas as gentes vêm e pra lá os indivíduos os humanos e animais vão. É também o feito refeito comprovado alastrado e sabido. Potencialidade. Potencialmente.

            Consciente e no rumo certo, meu pai o peão, consumia a estrada o tempo e alguns pensamentos já almejando chegar até minha mãe a prenda. As horas passavam sem demora e aí pelas 11h e 45min. O cavalo tordilho malhava os km no estilo ‘po-to-po-tó!...’ O cavalo cavalgadura, de alcunha Balada, de empírico conhecimento. O cão espiando cada moita cada tronco cada raiz cada cipó-cruz-verdadeiro... Estavam próximos ao rio Retiro próximos da ponte próximos da escola municipal Coelho Neto.

            Dito isso... e nem me lembro, nem estava lá ou aqui, como se fosse hoje. Os atavismos culturais os retornos aos estilos da época do meu avô. E podemos dizer sem errar que havia entidades mula sem cabeça saci-cererê pé de garrafa negrinho do pastoreio carro de bois fandango cachorrinha-d’água... Aliás, e é bom registrar que ainda se colhia marcela com o sereno a umidade da manhã e ir logo dizendo que nem se tinha autos elétricos internete iutúbi celular gps... E digo assim casualmente, um apronto aprestamento preparo, somente pra gente se situar. Demonstrativamente.

            Então, seguindo as pegadas do meu papai e seu cavalo e seu cão o cusco, chegamos, dobrando um cotovelo da estrada, bem diante de um capitel em honra de Santo Antônio. Uma portinha de ferro com a parte de cima envidraçada pra olhar espiar o santo. E a hora a coisa estava pra chover e muito e o céu já se enchendo se carregando se fechando em nuvens pesadas escuras bojudas... O teto celeste pesado carregado e bem constrangido descoroçoado atabalhoado desorientado desmantelado... Assim mesmo, neste apuro, prevendo se encharcar, meu genitor bateu à porta portinhola do capitel ‘tô-tóque!, tô-tóque!...’ já pensando em pedir abrigo e proteção e cobertura e compreensão e estribo... e quando já e já iniciava partia a conversa:

            - Ô de casinha, tô-tóque!... Um viajante querendo apoio e uma aba de auxílio e proteção contra a chuva guasca guasqueante e até guasqueada – foi e já dizendo pedindo solicitando o meu pai, cara de pedinte semblante de faminto esgurido esfaimado.

            - Aleluia! Pode entrar e pode abrir a portinha que está somente encostada e pode chegar e se aprochegue, passageiro desconectado ou perdido e meio – já comentou adiantou o santo dos solteiros, um olhar bom cordial suave útil santificado beatífico.

            - Ufa! E meus parabéns! A chuva mesmo nem falha nem tarda, é – avisou meu pai, acompanhado do cão e deixando lá fora pastando ao relento o cavalo picaço.

            - Quem me dera! Uma chuva vai bem iria bem e quem sabe lá, né?! – canonizou o santo social, apoiado no cajado de madeira e vestido paramentado na túnica marrom longa inteiriça com mangas compridas debruadas nos punhos com estilo evangélico.

            - Que digo lá em casa, sô! Este seu caso de santo é bem legal e divino e imortal, etc e tal, nem é mesmo, seu Tonico? – manifestou meu pai, diante da pose o perfil do milagreiro mais famoso para assuntos de relacionamentos casamenteiros e afins.

            - Escute, irmão em JC! Todos me procuram um dia ou outro. E aqui mesmo me pedem me recomendam me cercam com velas flores perfumes... – destacou o seu Antoninho, decorado com semblante piedoso calmo terno fraterno religioso consagrado.

            - Te digo, santo dos santos! O dia vai chover e o ambiente nem está pra peixe, é – comentou meu mestre pai, olhando lá pra fora o tempo o clima o vento o tento.

            - Se D quer é porque será! A chuva vem para beneficiar toda a natureza, então – comemorou o seu Antônio o português, a cara serena lisa barbeada escanhoada modesta.

Aliás, bem que se diga, o sujeitinho sagrado e humilde e bento aí num altar ou pedestal, parecia se vestia como um homem comum do seu tempo. E com sapatos pretos meias cinzentas calças marrons cinto de fivela ao estilo peão boiadeiro camisa branca riscada de azul e gola alta gravata borboleta colete roxo casaco ou manta bege batina preta cobrindo tudo e chapéu de palha trançada pastel ou boné do Inter ou capuz à la capuchinho ou franciscano... E os distintivos identificações práticas ou da moda, na mão esquerda um cajado rústico na mão direita uma cruz de prata resplandecente. Mais ainda e tenho certeza, se parecia sem dúvida e cem por cento, que ficava estava aí parado bonachão há um tempão à disposição de devotos penitentes romeiros rezadores.

            - Valeu, seu soldado de D! Eu peço um abrigo pra fugir do tempo um conselho matrimonial uma certeza pro próximo futuro, hein?!, santíssimo e santificado – falou jogou comunicou meu papai, homônimos xarás tocaios o avô o pai e o filho.

            - Pois sim, hum!... Me diga e até vejo e reparo que nem lhe conheço... Você é crente tem fé ou tem superstições e amuletos e tatuagens e faz uso de álcool e ou drogas farmacêuticas e alucinógenos eufóricos... – recomendou pediu instruiu o padre santo, ainda bem preso ao seu pequeno tamanho uns 40cm de estatura estátua de capitelzinho.

            Um Santo Antônio é o santo conhecido e respeitado muito solicitado por gentes que querem casar ou estão em véspera. Isso aqui neste mundo e lugar e onde vivemos é muito comum e até mesmo mistura fé crença com superstição e rezas e mandingas.

            - Queira D! O que devo fazer pra afastar esse tempo maluco que ameaça chover forte esbanjar tempestade e me impedir de prosseguir, seu santo mártir – pediu solicitou solicita pede repede o meu velho, mostrando uma fisionomia de solicitude e crença.

            - Sim, e queremos bis! Te recomendo, meu freguês aprendiz, que faça o seguinte e bem conforme. Vá assim mesmo ali na loja de ferragens compre um machado pegue a ferramenta leva para o potreiro no limpo do gramado. Olhe bem pro carão do teto celeste carão pesado cheio de repreensão descompostura advertência... Então levante o machado o ferro e taca tcháaaa!... com força na terra... que é pra rachar repartir cortar dividir o tempo/clima em dois pesos e duas medidas. Dito e feito o céu se abrirá e o tempo bom virá voltará reanimará o teu caminho. Pois faça isso sem dúvidas.

            Meu distinto prógono foi e fez e executou como o recomendado pelo santo casamenteiro. Comprou o instrumento a ferramenta o machado afiado foi para o campo o campinho de futebol mais próximo bem no meio da linha e o círculo divisório levantou a peça cortante e... baixou de rapidez no chão fofo gramado ‘tcháaaa!...’ O céu viu o fio afiado cortante do ferro subindo como uma ameaça ao alto atormentado por uma provável tormenta. O céu o céu viu e anotou e ficou olhando o fio afiado espelhado reluzente do pesado machado... E o que ia sair o que aconteceria em diante a seguir: o machado se cravaria na terra e cortaria o céu o céu em 2 testemunhas dois hemisférios.

            E ainda contém. O homem cuera de fé ou também de superstição, baixou efetivamente com força o machado no chão ‘tró-fe!...’ Sem demora imediatamente de repente o céu se repartiu em dois e cada pedaço cada parte as duas parcelas caíram de lado e cada uma sumiu pro seu devido horizonte. Como se o céu o céu fosse repartido em 2 abas divisoras de água duas beiras beiradas. O tempo se abriu e voltou o azul a luz nacarada rosada acarminada já ensaiando o arco-íris parábola de fonte a fonte de tesouro em tesouro de cascata da Usina até a cascata do Caracol. Um céu azulzinho verde esmeralda perto do sol solar polichinelo e reinante. Expressamente. Poliesportivamente. Poliesportividade. Expressividade. Paraíso paradisíaco.

            Assim como se disse, de pronto o céu se reformou ficou bacana limpou de nuvens carregadas e voltou o sol os raios uv irradiou o verão voltou e com o calor vieram retornaram os convivas com vivas de alegria ‘gueteguêeee!...’ os pássaros ‘fiu-fiu-fiiiiuuuu!...’ e o azulão o pichororé a araponga-da-amazônia o rexenxão a catirumbava o tucanuçu o uru o gavião-belo o anu-coroca as caturritas tagarelando caturritando... Voltou a natureza voltou o reino do rio Carreiro e de repente as traíras os cascudos os charutinhos as piavas-verdadeiras os biribiris os candirus... As árvores mexeram as folhas as flores os galhos e o bugre-branco as mil-folhas-da-água a milhã-branca a sapucaia-pequena... Contando com as tocandiras baldosas as abelhas irapuãs cheias de manias os borregos cordeiros anhos ovelhas carneiros o alazão bragado o potro haragano o lobo-guará nas pilchas o guariba desguaribado o touro brasino... Voltou todo mundo que tinha direito e dever de voltar retornar voltando aparecendo.

            Na realidade... naqueles tempos ditosos... Sim, os sonhos variam de pessoa para pessoa. Em virtude do fato de quê... É lógico normal comum que o vento supunha que o mundo nem tivesse esquinas rotatórias trevos... Coisas acontecem e surpreendentemente transparentemente infinitamente propiciamente mentalmente descontraidamente nacionalmente essencialmente aditivamente... E passeadores acenam motivos bons e a toda prova e canções euforias êxtases melodias harmonias vibrações cintilações convocações júbilos evocações evoluções sinfonias... Na verdade... por outro lado e aliás em parte... o que é de admirar... além disso... dentro ou fora dos conformes...

            E como rezam e oram e dizem que D disse, ‘o caminho a verdade a vida’. E os caminhos levam a algum lugar... ou estamos enganados... ou nos enganam redondamente. Porém, até hoje temos a estrada pavimentada que desloca nossos sonhos para o sudeste e Guajeru e Nova Palma e Rolador e Arvorezinha e Araranguá e tribo nambiquara... rio Jurubatuba ilha Diana praia do Fora... Se acaso, e isso acontece seguido, mudar de ideia mudará de rota e atingirá o lado oposto da rosa dos ventos o nordeste e São José do Ouro ou Itaara ou São Martinho da Serra ou Pedras Altas ou Getúlio Vargas ou Tefé ou tribo cauaíbe... a praça Fausto Cardoso o museu Olímpio Campos a ilha Maria Catoré... Esse trajeto essa trajetória esse itinerário é muito massa e jovial. Esse tipo de traçado é muito maneiro juvenil e todo viajante gosta ou aprecia. Esse tipo de rodagem é necessário e preciso, meus chapas e meus faixas!

            Floresta clímax ou matas primárias, caracterizadas por biodiversidade biodiversa e equilibrada equilíbrio. A partir de então as árvores e maçarandibas e ibiranhirás e fedegosos-do-mato e canafístolas e pajaús e colas-de-sapateiro e aguaraquinhás e iniás e inhames-cigarras... Simbionte: espécies vegetais que vivem com hospedeiro e podem trocar benefícios e favores. E ainda os xilófagos, decompositores de vegetais. Agregando os dispersores de sementes polinizadores e surucuás-dourados, azulinhos, gibões-de-couro, cabeçudos, macuquinhos, limpa-folhas-de-testa-baia, pichororés...

            De um dia pro outro de uma hora pra outra de momento em diante, meu pai o cavalo o cão já estavam indo no rumo da casa do sogro do meu avô. De um feito a outro de uma hora ímpar pra uma hora par de uma curva pra uma dobra do caminho, meu antecessor trotava o rumo da casa de minha mãe. E já imaginando um acolhimento um bolo de chocolate uma broa de milho um vinho doce uma polenta frita na chapa do fogão a lenha uma feijoada um arroz parboilizado com guisado um caldo de galinha caipira uma massa de espaguete com queijo ralado um ovo frito com pão caseiro...

            Eu acho, acho ou nem tenho certeza, que o tempo rola o vento passa. O tempo vaivém o vento enrola. Sendo que às vezes o clima dá uma bugada. Assuntos assunteios e psicologias. Merendas encomendas recomendações tendas emendas prebendas.

            Era o dia do meu pai e seu percorrer recorrer correria. Pois que o dia, 15min para as 12h, estava sorrisos inícios por todos os lados e amém. E principalmente por todos quantos tantos e tudo. O cavalo tordilho a montaria no trote garboso e altivo e gaiato e galhardo e algariado ‘po-to-to-tó!...’ Aliás, e nem era um cavalo era uma bicicleta e destrambelhada sem juízo transtornada e desgranida traquinas maliciosa... rangendo nas emendas ou cartilagens ‘grê-cré-cré!...’ sem carona garupa estepe para-lamas...

Olhando em derredor respirando fundo o ar puro a paisagem... E arrulhos bater de asas das pombas-rolas e graúnas e tiatãs e turucués e gainambés e peiticas-de-chapéu-preto e maguaris e príncipes-negros e chorós-bois e sanhaços-frades e sabiás-laranjas e pintassilgos e tororós... Cantar canto dança fandangos saracoteio gavionices peraltices... Até mesmo despautérios estrupícios forrobodós pendengas discussões bate-bicos... cochichos carrapichos bolichos... pajadores trovadores repentistas...

O sol presença apareceu surgiu detrás da nuvem e de forma maneira pessoal e muito brilhante. Até hoje em dia... e de acordo com um historiador narrador local... O sol mina de ouro (que já disse algumas vezes outras oportunidades gostar de gente e pessoas e humanos) abrilhantava as localidades de Itabaiana itabaianense ‘onde mora gente’ e Uarini e Fonte Boa e Jacaraci e Rio do Antônio e Maraã maraãense...

            E aí foi que meu genitor se encontrou com uma ave a maitaca-verde e bem diante de si empoleirada num palanque de cerca beira da estrada. Este achado insólito intrigou meu preceptor. Sim, por que um tipo desguaritado afastado do seu grupo do seu bando? Só perguntando a ele ou ela emplumado. Somente aí na acareação confronto:

            - Booom diiiia!... Um bom dia ou boa tarde, quase conforme, né?!

            - Téu-téu-téu! Bom dia e com certeza e muita fé, nem é mesmo?!

            - Uai!... O dia de hoje parece uma passagem um corredor de ontem pra amanhã.

            - Téu-téu-téu!... Sim e yes, o túnel do tempo do passado pro futuro.

            - Aditivos! O sol correspondente das horas e espalha o calor o verão, conforme.

            - Téu-téu-téu!... Sempre digo e repito: exijo e protesto e reclamo explicações.

            Meu pai patrão desembarcou ali mesmo, até porque o animal de sela (uma égua piguancha potra crioula gateada) o cão cachorro cusquinho já viram uma sombra e precisavam ancorar descansar relaxar um pouco... e se refestelarem se deleitarem... O sol estava forte àquela hora e já 12h e 20min. Aliás, meu pai ia de bíci como era comum naquele tempo que outra condução pouco circulava era muito caro e dispendioso e raro difícil quase improvável. Muita luz pouco vento quase nenhum movimento na rua. O mesmo sol controlando as horas e o que fazer e como fazer. Um sol caloroso moeda de ouro medalhão plenipotenciário sobrevoando o planeta o mundo o espaço universal o sistema completo abrangente. Linearmente. Intermitentemente. Legitimidade.

            - Téu-téu-téu! E então! Onde pensa que vai com este tempo, meu?! – pergunta a ave, do lado uma plaquinha anunciando frete carreto changa e mascate estafeta.

            - Oie!... Vou ver minha namorada/noiva e os parentes dela irmãos achegados... – comentou meu pai, sujeito entroncado e cinto de guaiaca com os ótimos patacões.

            - Téu-téu-téu! Bem belém aquém contém amém!... Acho bom criar ou inventar outra alegoria, entende?! – comentou a maitaca-verde, remangando as mangas da blusa de penas verdinhas e já em atitudes esquisitas bizarria excentricidade.

            - Seguinte... Sim, posso pensar nos encargos cargas desencargos dos entraves entretantos e contentos – destacou o velho, taura já vacinado e perito em qualquer assunto e negócio e fuzarca e mais reboldosa alvoroço tumulto rebordosa.

            - Téu-téu-téu! Acontece nesta época do ano que as catraias se enchem de beiupirás e etc – domesticou a ave, franzindo os olhos e a cara arrepiando a testa.

            - Apoiado! E digo mais e até um aliás! D sempre atende aqui o seu servo devedor negligente desleixado – comentou o papai, escorrendo pra longe uma baga ou duas do suor que porejava o rosto escanhoado bronzeado e em chamas escaldado.

            A bem da verdade verídica - e expandindo as inteligências... e a morfologia configuração aparência forma da matéria... como é de sempre e useiro mais vezeiro... o jogo do ludo e dados... -, naqueles tempos, sim, tinha havia gelatina mosaico com creme de morango ou limão mais bolinho de chuva mate doce com bolo de fubá doce de abóbora goiabada de latinha com queijo da casa caseiro pão de ló... e outros rega-bofes.

            - Credo, meu vizinho! Mas por que é viável e recomendável rodar que eu dê meia-volta volver e retorne? – reorganiza meu progenitor, encarangado de frio sem álibi e já uma ou duas estricções nos músculos mais aperto na cabeça constrição compressão.

            - Téu-téu-téu! Acho possível repensar e retornar, compreende?! – recoloca a ave apelido Gaudéria, recém teve colação de grau recebeu título de doutora em fisioterapia.

            - Ué!... E como é isso?! Tu acha que devo ir pra onde e quem e com quem?! – dobrou a aposta meu pai, que já havia cruzado o rio Carapiranga a era cenozoica visto e revisto semióticas entrado em contato com preguiças-terrícolas preguiças-arborícolas dançado a chimarrita e escaneado qr-codes trocado de geladeira comprado celular 5g...

            - Téu-téu-téu! Sempre digo aos meus amigos e conhecidos o seguinte, recomendo: vão vá se desloquem por Registro registrense e Sete Barras e Juquiá e Eldorado e Pariquera-Açu... – destapa a asa, olhos fuzilantes faiscantes relampejantes.

            Pra bem nem pular a verdade – já ajustando os feitos honestos os fatos verídicos as façanhas memoráveis as faceirices fantásticas os percalços habituais os pormenores complementares... -, e de uns tempos para cá ou circunvizinhanças, mesmo as gentes as pessoas de respeito procedência peso fundamento relevância, nem estão mais casando nem no religioso nem no civil nem na delegacia nem em a praia. Comandantemente.

            - Téu-téu-téu! Acho bom e ótimo... Você sabe que Tupã existe e é Todo-Poderoso?! – conta ensina a percanta dona Gaudéria, moradora de Iguape e nascida em Jacupiranga e adora chafurdar afundar mergulhar num chafariz numa fonte de água cristalina ao alcance do lusco-fusco se rebolcar se revolver se espojar espiralar.

            - Oquei, minha ave! Já ouvi dizer mas embora nunca tenha visto e comprovado com estes meus olhos – dedica explica meu velho, andejo viajante e que mitiga mitigante torna mais suave vê com bons olhos o sonho o desejo de voar e revoar.

            - Téu-téu-téu! Mas como e por que duvidar e duvida... duvidoso? – capricha a esvoaçante ave folgada insurgente rebelde sublevada, bonita como estrela boieira.

            - Ora e francamente! Mas assim mesmo é muito e meio que confuso, sabe?! – descarta diz conclui meu pai, aplastado fatigado esfalfado abalado cansado compungido.

            - Téu-téu-téu! Mas enfim... o caminho que tu caminhas que tu pisas que tu andas que tu palmilhas que tu... é um caminho de Tupã – desafia entoa a ave de alcunha Gaudéria, de bom humor bem-humorada bico aberto para rir e ou respirar melhor.

            - Graças a D! Dito isso, os tais e quais os campos os descampados com os cursos concursos recursos percursos – determina termina meu vetusto antigo antecessor, tipo sujeito que pensa matuta consulta decide determina surpreende empreende e proativo.

            O andarilho cavaleiro papai a montaria cavalo hípico equipado bem tratado o cão fiel destemido descendente com parte nos canídeos cachorros-do-mato-vinagre. O mundo muito antigo e astros siderais cabelos capilares capilaridade brejos palustres campos rurais campestres espelhos especulares feras beluínos ferozes ferinos... sul sulistas meridional austrais, norte nordestes setentrional boreais... E passo a passo às claras às pressas às vezes... e de viva voz de vez em quando de quando em quando... e por um triz o mais das vezes... O mundo prefere pessoas viageiras viajantes de partida. E o planeta foi feito pra estes eles, e o planeta foi feito pra isto eles.

            Testeira branca de algodão para deter o suor das ideias, meu pai se perguntava e ele mesmo respondia. Diante do trevo de 4 cantos. Bem no meio da jornada decidiu decide emigrar senda para sudeste e Moita Bonita e São Simão e Coari e Frei Paulo... e rio Xinguí ribeirão Bebedouro... ou quem te vê e quem te viu sedição arrumar as malas e ir ao noroeste ou Alvarães ou Campo do Brito ou Santa Rita do Passa Quatro ou Tambaú ou Japurá... lecionar ou estudar no colégio estadual Nestor Carvalho Lima em a rua general Siqueira... Mão no queixo e ponderar avaliar... Coçar a fronte e escrutinar sondar... Pro norte o calo da estrada podia alcançar a cidade de Doutor Maurício Cardoso e Lamarão lamarãoense e Água Fria e Três de Maio... Descendo pro sul o buraco era mais embaixo e atingia o município de Serrinha ou Vila Propício propiciano ou Irará ou Coração de Maria ou Tucunduva ou Itaporanga d’Ajuda... E é bem verdade quê... de qualquer forma... embora haja controvérsia entre bombordo e estibordo...

            Depois de 20 dias e assim por diante, aliás 20 minutos, meu mestre meu papai esticou os braços pro alto do céu do céu, traje de roupa costumizada, reparou o sol o dia iluminado e bem ilustrado e disse reinou de si para si ainda com seus botões de plástico:

            “A razão por que nada existe ao acaso. E nem obstante... naturalmente.”

            O sol a pino comburente em o zênite. Levando-se em conta os melhores eventos do verão deste verão. Na fímbria horizontina dos morros... Aves incidentais fortuitas reincidentes itinerantes territoriais e os crau-craus os chuãs os japiins as tiribas-de-testa-vermelha os coleirinhas os urutaus as rendeiras os miudinhos... esgravateiam esquadrinhavam as plantas paricás-de-esponjas, ingás-de-fogo, copudas, jenipapins, trombeteiras-brancas, rabos-de-raposa, quiris... Os acontecimentos, aliás e aliás, pareciam correr concorrer conforme de forma igual ou melhor a todos os outros dias.

Os bons amerícolas ameríndios silvícolas índios originários fazem continuam executando os idílios devaneios namoros. E praticam o boia-cross em o rio Maranhão. E visitam nos fins de semana feriadões o shopping Mocitaíba, em a localidade de Santa Isabel do Rio Negro e de limites com Barcelos e Anhumas. Rapidez, cupidez, avidez...

            Por via das dúvidas, meu genitor desafiava o tempo o rumo o passo a passagem ia por um caminho que nem cabia preencher formulários. Considerando isto e aquilo e tudo isso de terras de um lado e outro da estrada. Trepadeiras cercas-vivas sebes taipas chousuras valas que separavam as fazendas as propriedades as hortas as cabanhas.

            Sem muita demora e por onde passava a altura de uns km, o museu Homero Massena o estádio Gil Bernardes da Silveira ou Toca do Índio o bairro de Itapoã, meu pai educador encontrou uma família de capivaras. E sendo ainda o capincho a capivara e os capivarinhos. Desde o alto da cavalgadura sem apear, o meu preceptor debateu:

            - Uau!... Ainda hoje encontro uma família atravessando o nosso caminho! Então, um bom dia! – destacou meu papai, franzindo o sobrolho e alevantando a ponta do chapéu e assim abrindo a cara ao sol ao vento à brisa ao ambiente em geral.

            - Qui-bi-bi!... Eu e nós a família estamos de passagem até o açude o rio Santo Anastácio e que fica aí do outro lado da via, compreende – entendeu o seu capincho, senhor roedor pelo marronzinho orelhas finas pequenas muito muito agitadas.

            - Qui-ri-ri!... Estamos de leste a oeste e tu cavaleiro e cavalo e cão de sul pro norte, é? – verificou a capivara, mãe pelos enrolados ou penteado tipo chuca-chuca.

            - Qui-ti-ti!... Vamos passar de repente por um pomar de jabuticabas, oi! – ensinou um dos 6 pequenos capivarinhos, este com ar olhar de viés típico da raça.

            - Sensacional! Vi uns instantes acima e vi uns km aí pra trás uma horta abarrotada de abóboras madurinhas. E entendo que gostam tanto de abóboras melancias melões... – noticiou apontou recomendou meu velho, esticando o braço dali até pra lá.

            Até aqui até agora até aí e meu pai andou e andou, e associado ao seu cavalo pingo alazão tordilho o Tião mais seu cão vira-latinhas o Avião, como se nem houvesse amanhã o futuro o horizonte. Paravam para comer para descansar para pernoitar para rezar para dormir para bater um papo entabular uma conversa fiada. Prosseguiam coforme a vontade de chegar. E tudo dependia da hora da honra da onda. Recentemente.

            - Oie!... É e digo mais: nem nunca fui a Ribeirópolis, mas pretendo. Estou no caminho e estou andando – distinguiu meu mestre, o olhar suavizado no horizonte.

            - Qui-bi-bi!... E tem mesmo muito chão e é chão de areia quente, meu amigo – comentou o capincho de nome Bem Quisto, roedor de espécie muito antiga e nacional.

            As capivaras capinchos passeiam com seus filhotes crianças capivarinhos. As árvores dão sombra flores frutos aromas e freijó e córdia-preta e craveiro-do-maranhão e bacabaí e purga-de-gentio... As capivaras e parentes gostam de comer grama flores frutos na sombra. Francamente. Eventualmente. Disponibilidade.

            - Nem qué?! Por assim dizer... Então, depois devemos devo averiguar se se trata de vento sul sol estelar mar oceano – tratou o meu antecessor mestre educador, ainda do alto da sua besta alimária égua cavalgadura vermelho-azulada.

            - Qui-bi-bi!... Pra falar a verdade verdadeira... e imagino muito... o mundo deve de dever cumprido... ser muito grande e enorme – desafiou Bem Quisto, que carregava um amuleto no pescoço motivo de superstição talismã mocô.

            - Qui-ri-ri!... Nem podemos ir até tão longe. Nossas pernas curtas nem aguentam – comparou cadenciou a dona capivara nome Mucica apelido Rabiça, sempre toda a vida todo o tempo de olho olhando comparando seus peraltas filhotinhos.

            - Qui-bi-bi!... Nós roedores temos esta... precisamos comer e continuar comendo sem cessar sem descanso – falou grunhiu o capincho, já meio derreado curvado.

            - Qui-ri-ri!... Nem temos ocasião tempo horário de parada pra parar de comer. Ou a gente come ou a gente anda, é – dedicou destacou Rabiça, sacudindo o corpo tremendo se desequilibrando pra afastar um calafrio um friozinho na barriga.

            As revelações recordações os assuntos corriqueiros... As pretensões reorganizações revoluções encontrões contradições de um 1 caminho. As passagens de nível os dispositivos os aparelhos ruas pontes viadutos... e pulular brotar... e conspurcar manchar... e punguistas trombadinhas afanar furtar... e lalau larápio inocular transmitir surripiar subtrair... e fuxico futrico paradigma padrão pinoia engano... Aliás, em o fim das contas e débitos e créditos... vamos e viemos de algum lugar para outro lugar...

            Todos nós vamos... para um ou dois lados desta história. O sol desemboca abre as portas as janelas ainda às 5h e 15min. Toda a sorte que acompanha o caminho a estrada... É um fenômeno bem justo ajustado. E a saída ou entrada é pra cá em o rumo sul e Morro do Pilar e Santana do Riacho e Areia Branca e Malhador e Descalvado e Passabém... Já de outra forma pro outro lado o oposto o norte... um pouco indiferente ou sopitado esquecido abafado afobado... temos os destinos saborosos de Itambé do Mato Dentro itambeense ‘pedra afiada’ e São Domingos e Macambira e Santa Cruz das Palmeiras e Itabira e Santa Maria de Itabira e Santa Rosa de Viterbo... Donde se tira infere deduz que o mundo é redondo e tende a se repetir; donde se depreende se calcula que o vento o ano o tempo são cadentes. Subordinadamente. Nutritivamente.

            E meu pai, ainda jovem e crinudo, chegou onde queria encontrar. Um pátio uma praia uma enseada de água calma e morna e limpa e formosa e calorosa e transparente... Apenas desembarcou e foi muito bem recebido por minha mãe, ainda mocinha e natural, toda sorridente contente faceira transfigurada linda positiva otimista...

            Algumas nações de passarinhos passando aí e voando pousando cantando ‘pri-cri-tiéeee!...’ e papa-taocas-do-sul, taperuçus-velhos, ferreirinhos-relógios, joões-tenenens, petrins, tiês-pretos, tangarás, martins-pescadores-pequenos, tico-ticos-reis, chocas-da-mata... E se distraíam andavam pelo chão cantando ‘vri-vri-vriiii!...’ e saíras-ferrugens, encontros, beija-flores-de-banda-branca, gralhas-picaças... Esvoaçavam e marcavam território de árvore em árvore. Como isso é importante e faz toda a diferença.

            E no mais um bom dia boa tarde boa noite deixe seu laique toque o sininho compartilhe curta comente dê a tal ripada ripar, que afinal ao cabo nem te custam nada.

            O quê?, vocês!, acham?!