Era bem no tempo utópico do papai e
da mamãe, deste que vos fala. Aliás, tinha tudo pra ser no tempo dos meus avós
por parte de mãe e de pai. E bons tempos e ótimo clima e temperatura e pressão.
Historicamente. Impostergabilidade. Inadiabilidade.
Mas nem é que senão quando...
repentinamente. Nem estava possível na moda o principado o reino o império. Um
domingo soberano avisada manhã e sol pachola bonachão, mais as horas temperando
já perambulando a marca medida das 10. Aves locais endêmicas migrantes
comemoravam o sol e sanhaçus-cinzentos, sebinhos-olho-de-ouro,
barbudos-rajados, estaladores, pica-paus-de-cabeça-amarela, jacupembas...
Digo dizia disse. Vamos voltar no
tempo mais demais favores percalços lucros charlas apetrechos e ganhos. As
nuvens em revoltas rodopios retornos, subindo e descendo, revides ou nem isso,
descompassos volutas reboldosas... anunciavam ou queriam dizer da chuva que se
entonava e seu entono altivez orgulho vaidade júbilo.
O capitel, recinto em honra a São
Cristóvão - rua Antônio Cândido de Mello e Souza, lugar de promessas novenas procissões
ex-votos festas batismos de caminhões... Pois o momento e as circunstâncias
pediam um reencontro com a fé o jogo a cartomante a benzedeira a pajelança o pajé
o xamã o curandeiro a loteria a loteca a bete...
Meu pai se benzeu fez o sinal da
cruz para dirimir obstruir extinguir proscrever a nefária o nefando o
abominável em o acaso do caminho. Meu antecessor estava viajando em cavalo
pingo o Reboco ‘po-co-co-tó!...’ de sela encilha encilhado de arreios de prata
prateados e também bem acompanhado pelo cão guaipeca suri o Avião. Aliás, meu
velho montava o baio aguateiro o Tupi ‘to-co-co-pó!...’ e este animal retovado
fingido falso sonso falsificado ou mais que tudo acima de todos alarife velhaco
espertalhão pateta hilário trapalhão. Prazerosamente.
E o velho ia vestido na fatiota camisa
branca com gravata calças de riscado bem vincadas sapatos-tênis boné do Inter
armado de celular de uns 6 mil reais... Aliás, nas pilchas bufantes calças
folgadas bombachas infladas largas pretas riscadas camisa social azul
riscadinha um lenço verde riscado de pescoço bota cano longo com espora roseta
chapéu de feltro preto dos grandões com tira ou faixa de couro decorativa na copa
adornada de fivela dourada.
Pra onde se bandeava pra onde ia o
tipo do meu genitor? Justo hoje. Pegou ia trotava para rumo da casa da minha
mãe solteira morada da minha futura avó. Um longo caminho de estrada rios rio
Bubu capões potreiros campo montanha vales plantações... De vez em quando uma
nuvem sobe a montanha e se encaminha para o mar; depois o verso. E como voltar
às boas. Estilisticamente.
“Tatatáaa!... Ainda hoje chego lá,
chego lá ainda com tempo bom...” – reunia em solilóquio pensando remoendo
repensando o pai líder mentor deste aqui eu mesmo.
Meu pai olhava a estrada... que era
o seu caminho fora de si e ao ar livre... Nem calculava nem debatia, porém
olhava a essência de si íntimo imo dentro de si... E andarilho itinerante e queria
viajar e pretendia ser viageiro turista profissional.
Esse meu parente próximo demais olhou
o céu o céu... e contou 2 nuvens brancas pequenas... Uma com cara de livro
aberto Bíblia na página 20; outra nuvem com cara de rede ou tarrafa de pesca
pescaria de mar chicharros-pintados pescaria de rio cangatis: o milagre da
multiplicação dos peixes. E tímidas pequenas, nenhuma delas nuvens anunciavam
chuva imediatamente para hoje em aquele dia. Profilaticamente.
O viajante andarejo andejo molhou o dedo
indicador, ergueu no ar... e mediu a velocidade do vento. Podia pode ser uma
corrente mais ou menos forte vinda do sul da Antártida Antártica Polo Sul, e
que em 3 ou 4 dias chegaria poderia chegar com chuva chuvinhar e demais desvarios
delírios pandemônios de relâmpagos zigue-zagues fleches ‘pleees!...’ e
trovoadas ‘bru-bru-bruuuu!...’ Pesca pesqueiro piscatório.
“Quando tem pousar de curicaca-real
no pinheiro-do-paraná... ‘craé-craé-craéeee!...’ vai chover e uma chuva na
certa em o mesmo dia. A tal e qual ciência empírica” - pensou recordou meu papai,
sujeito oriundo migrante de Rolim de Moura e tecnicamente de sangue aborígene da
tribo ou etnia dos tupinambá.
“Meus amigos vizinhos conviventes
simpáticos colegas conhecidos foram fazer faculdade em universidades de São
José dos Campos joseenses ‘generosos são os ares de minha terra’” – sopesou
papai, lojista de camisaria venda de camisas camisetas.
Mas vamos à história os dados
jogados os causos canções poemas versos da verdade e diferenças e igualdades e
ramificações... Porém vamos tocando a guitarra com luterias musicais porque as
portas porteiras portões cancelas se abriram de par em par.
E alguém poderia perguntar e pode me
perguntar: O que meu genitor estava fazendo ali e naquele local dia e hora? Os
motivos do viajante meu pai o cavalo o cachorrinho diametralmente opostos nos
planos ou desígnios de D. Por exemplo, encetar começar principiar estrear a rua
Teodoro da Silva do bairro Vila Isabel ou a praça Alfredo Issa do bairro da
República? Será que assim assado e monofisismo nominalismo e isto isso aquilo
nem vem ao caso? E assim e daí nascem os motivos as perguntas. E mais, quem nem
percebe as entrelinhas do circunstancial episódico incidental flagrante? Estudiosos
que estudam. Paternidade. Identidade.
Em sendo assim meu super-herói viandante
seguia nesse passeio nesse trote trotar nesse caminho de namoro quando se
deparou com um jaboti. E daí a tal conversa incidental hermética hidrogenada interiorana
campeira provinciana... Muito a ver com galpão galponeio bravatas patacoadas
proezas gabolices veleidades vaidades gauchadas e coisa e tal. Tanto a ver com
insólito raro irrisório pitoresco mágico. Comprimentos continências mesuras
rapapés salamaleques recomendações e:
- Olá, índio velho! Que tal?!
Tururi-tororó!...
- Bom dia! Boa hora! Bom lugar! Boa
pecúnia!
- Eu creio e tu crês! Estou de
passagem e procurando os horizontes...
- Uaaaau!... Então está indo de ida
pra chegar sem demora, nem é mesmo?!
- Sim, o dia vai bem. E o passo
compasso repasso compassado passatempo...
- Oh!... Perfeito e nem com talvez.
Pode ser como também quem sabe...
- Obrigado e legal! E ressarcimentos
do justo ajustado ajudado reajuste...
- Upa!... Sendo quê! Altos médios e
práticos momentos circunstanciais mirabolantes coreográficos furta-cores efervescentes
ornamentais...
De repente um encontro extra sem
sentido virou uma ampla aberta sorridente satisfação satisfeita satisfatória. Temas
válidos interessantes mais ou menos... E ainda sempre é, ainda continua sempre,
sempre ainda vai ser, foi ainda sempre. Que tenha partido com ida, se tivesse
partido pontualmente, quando tiver partido em resposta.
Sem apear, apenas atirando o chapéu
largo para trás às costas, meu pai continuou o assunto aleatório e conversando
de igual pra igual com o amigo incidental e de última hora. Se cumprimentaram
com mímicas e deferências e prosas e versos e tiques:
- Te digo, e anote aí. A cidade
matemática esquemática pragmática e de cálculo geométrico... é um 1 diagrama
traçado trançado e ou apenas evidente vidente.
- Ulaláaa!... Se tratando de
experiências reflexões divertimentos sonhos imaginações fantasias divagações e
parques de diversões e temáticos com montanha-russa roda-gigante túnel do tempo
caverna do horror...
O homem doutor em empreendedorismo o
jabuti profissional do agro o cavalo trocando pernas pateando ‘po-to-co-pó!...
o cão farejando qualquer coisa as pedras as sombras os rastos... E a conversa
descontraída já assinalando ainda por sinal:
- Oie!... A represa concedida a
barragem vantajosa mais o apanagiar dos apanagistas e demais apanagiados
regalados privilegiados condecorados...
- Outrossim!... Em nome e apelido da
pendenga prédica cantilena mais pra lá que pra cá o chirriar da
coruja-buraqueira o chilrear do capitão-de-saíra...
- Céus e caramba, ora! Em cada reta
em cada curva em cada morro eu paro pra molhar os olhos o olhar na paisagem...
edificante...
- Ahahahah!... Eu rio porque você
passará à beira do rio Bambu emendado ao rio Anta Atirada influente afluente do
rio Machado...
- Sim, pudera! Acresce a
circunstância que o portento dos portentos vai em busca do erário público o
tesouro a fazenda os recursos os bens os dinheiros do Estado.
- Ho-no-rá-rios! E é isso mesmo, se
sentar à mesa amesendar-se para um lauto almoço ou jantar. E assim a
gastronomia de cada país.
Dito isso... As florestas aluviais
ficam permanecem se estendem ao longo pelas beiras beiradas de rios córregos
canhadas e várzeas. Vacas mugem bezerros ‘bé-réeee!...’ cavalos ‘ih-éeee!...
relincham burros orneiam orneando ornear. E perfumes sabores eflúvios fluidos
que exalam flores vermelhas amarelas azuis e frufru rumores roçares de folhas e
sumaré-das-pedras e alfavacas-de-cobra e cujumariranas e jequitibás e
abricós-de-macaco e bracatingas e quaresmeiras e caraguatás... E estrada taipas
morros coxilhas peraus vales encostas serros banhadais pântanos... A mata o
bosque se agita e canta ‘tsi-tsi-tsiiii!...’ e voa iraúna-grande
aracuã-escamoso udu-de-coroa-azul maracanã-pequena gavião-caramujeiro pararu arara-canindé
corruíra surucuá-variado...
O meu velho tinha um objetivo,
continuar antes que chegasse o meio-dia. Era comum chegar bem na hora da
escolha do bife bem passado. E lá em casa de minha mãe e meus avós por parte de
mãe. O que ocasionava uns últimos retoques no bate-papo:
- Assim e assado... E que gosto de
perguntar, sabe?! – resumiu o jabuti de nome Patusco, gosta de folia folga animação
farra carnaval festa baile jogo de futebol.
- Mas bah, tchê, guri! Se eu sei eu
mesmo respondo e demais a mais me pergunte até o que for – animou meu pai e
futuro marido/esposo de minha mãe.
- Ora, meu! E é isso e mais o que
você quiser, né?! Te garanto que o homem de bem nem falha nunca, nem é mesmo? –
completou o Patusco, de faina falquejador falqueador desbastador aplainador
aplanador desembaraçador lixador pintor.
- Então tá! Algo assim, sim senhor!
Coisas das pessoas das vindas e dos rumos e dos sentidos e dos acontecimentos e
dos destinos, nem é mesmo?! – comentou meu papa, sujeito macanudo e pessoa
admirável andador canturião apostador de pencas.
- Al-pen-dre! É justo que D saiba
sabe sabedoria mais que junto nós todos mais que todo mundo, né?! – acreditou compensou
o jabuti (cônjuge da jabota), crente que acredita e duvida aposta reaposta e desconfia
incentiva incentivador.
- Que capricho! É uma mania de
caminhar e ver e rever novos ares fotografar as coisas e conferir topônimos –
relacionou meu prógono, um andador andarilho pé na estrada e de rua Conselheiro
Carrão mais rua Conselheiro Ramalho em o bairro Bela Vista; navegante embarcado
navegador nos cursos-d’água fluxos de água e o ribeirão Vermelho mais o
ribeirão Ema ainda os afluentes do rio Bandeirantes do Norte; já esteve e fez
cursos técnicos em diferentes instituições de Camanducaia e Joanópolis: tentou
a sorte no exército cavalaria peneira de clube de futsal cantor sertanejo de
raiz...
Agora assinale a alternativa que apresenta
o dito pelo redito a frase pontuada corretamente e de maneira bem elegante
clara efetiva majoritária pujante poderosa:
E assim se iniciaram os preparativos
as primeiras providências. Sendo ele Quaraci e ela Jaci... ele o sol (apelido o
Glabro) buscando a prometida dos seus sonhos; ela a lua (alcunha a Teteia)
esperando o comprometido dos seus sonhos - e solenemente epifenomenalisticamente
pensativamente judiciosamente sabidamente rapidamente congratulatoriamente
monumentalmente esplendidamente absolutamente.
A estrada era de chão batido e um
trilho para conduções veículos rodantes. Aliás, a estrada já estava asfaltada e
lisa e bem cuidada bem traçada bem sinalizada com pardais eletrônicos e câmaras
de monitoramento 24h e iluminada noturnamente com lâmpadas de led (diodo
emissor de luz ou semicondutor que transforma eletricidade em luz). O rumo,
despretensioso ou previsível, dependia da direção orientação do sentido e pro
norte se podia chegar em São Luiz Gonzaga são-luisense e Júlio de Castilhos
castilhense e Rolândia rolandense e Dezesseis de Novembro e Cosmorama e o sítio
arqueológico de São Lourenço Mártir e o córrego Prado tributário do rio Aguapeí
e a praia de Gameleiras; pro sul se deve e pretende chegar em Soledade
soledadense e Areado areadense e Balneário Arroio do Silva arroio-silvense e
Bossoroca bossoroquense ‘terra rasgada’ e Santa Rosa santa-rosense e Erebango
erebanguense ‘campo grande’ e Dracena dracenense e a biblioteca poeta Dimas
Nogues Costa e o ribeirão das Dívidas afluente ou comparsa do rio Cabo Verde e praia
de Itaparica e ilha do Aramaçá... Isso tudo com anotações criptografias
tributos herméticas biografias singularidades dia de pentecostes autarquias...
Em primeira mão, era o mês de
dezembro hora local no momento 10h e 40min e o verão comendo solto e já muito
contente. Esta essa a maneira do sol ser estar e agir e um sujeito solar que
tem conhecimentos científicos de botânica física nuclear e agricultura de alto
rendimento. Curtiam as flores estes e outros insetos serelepes alados beija-flores-de-costas-violeta
joaninhas besouros-amarelos borboletas-do-manacá vespas cabamirins enxuís
lichiguanas e abelhas axupés cabapuãs... E o sol naturalmente soldado de ouro e
bom ótimo excelente humilde engraçado global estrelado divino.
E tranquilo quase anônimo meu pai os
olhos fixos no horizonte o pensamento cabresteando umas ideias o modo de
antever o futuro. Uso e fruto, e lá principalmente ia a trote trotava o
cavalinho passarinheiro um tanto assustado assustadiço indócil indomável xucro
‘po-to-co-tó!...’ E aí se ia mais ainda nas 4 patas com 2 pés flutuantes aéreos
‘tro-tro-tro-tróooo!...’ Aliás, era o mês de fevereiro também verão escaldante
e o petiço na real era uma bicicleta 18 marchas com sininho de alerta
‘tri-tri-triiiim!...’ presa ao guidão de aspas ou guampas ou cornos.
Literalmente.
Do lado esquerdo da via um potreiro
com alguns pinheiros-do-paraná; pela zona da direita um matagal camarção mata
fechada densa espessa notando percebendo todo tipo típico fidalguia de
vegetação e timboúvas, lírios-verdes, picões, guaçatungas, carurus-de-espiga,
cavalinhos-d’água... o rio Mello o rio Tabuleiro... a beleza a sensatez a
realeza da cascata dos Degraus a cachoeira das Pedras Pretas em Val de Serra...
o conclamar clangor fragor da praia de Arembepe o bairro da Pavuna em a rua
Botumirim... voz canto retumbante possante estentóreo de Horizontina
horizontinense de Santanópolis santanopolinense ‘florescemos para o bem’ o rio
Buricá o lago do Virgílio... o jaez a espécie o tipo a qualidade do turismo
espeleológico da caverna da Samambaia a caverna Lapa do Boqueirão a caverna
Chico Pina...
O cavaleiro, que este era o meu pai
na época de moço e rapaz, passava diante de um bolicho/bodega/armarinho chamado
‘Favo e Alvéolo’ (rua Viera de Castro com avenida Venâncio Aires) do seu
compadre José Lacaio da Libré. E em vez de parar apear amarrar o cabresto/buçal
no galho do cambará-branco ali mesmo diante da lojinha... o que fez? Ora, nem
fez nada disso, foi em frente seguiu o instinto. Aliás, ele meu pai, parou aí
apenas e foi se abastecer cevar um mate e cadenciar uns apetrechos específicos
recomendados necessários e mesmo chimarrear com o velho amigo. E sempre pondo
em dia aquela prosa aquela conversa de tempos que nem se viam nem se visitavam
nem se ligavam nem se correspondiam nem se diziam ou desdiziam:
- Oigalê!... Você aqui hoje e pra
mim é uma baita e boa honra, gente correta!
- Então, amigão! Estou indo no trote
e vê se vejo se chego na casa da minha morocha a família dela o sogro a sogra e
os demais. E ali perigando o horário a hora do almoço. Nem cedo nem tarde, mas
em ponto pontual pontualmente.
- Oigalê!... Uma vez ou outra é bom
e barato e como D quer, nem é mesmo?!
- Sinceramente, chapa! Tenho o tempo
no trabalho mequetrefe da pedreira o dia a dia árduo um labor puxado um
despautério e sob o sol ou escondido da chuva.
- Oigalê!... A saudade é como uma
alma estendida igual pelego estaqueado. E secante seca secada ao sol mas com
que jeito/maneira, nem é mesmo?!
- Oxalá! Estou procurando campeando
algo pra ocupar meu ofício. Porém a profissão de arreador condutor de bestas de
carga selador arrieiro nem me contenta.
A floresta ombrófila ombrofilia
densa montanha de altitude e aceita chuvas intensas ou zonas bem úmidas com
jutas-paulistas, catingueiras, coquilhos, pequiás-marfins, copaíbas,
patas-de-vaca, sapucaias, chuvas-de-ouro, paineiras-rosas, sibipirunas... E
voando voar com as aves brejeiras brejeiramente brincalhonas como tinguaçus,
pica-paus-manchados, acauãs, tizius, juritis-azuis, arapaçus-do-campo...
Animais trotavam debandavam a 10 ou 15 ou 20km/h seguiam os jacurarus os
jacinas os ouriços-pretos os lobos-guarás, em direção da represa açude barragem
comporta... Nem tinham nenhum assessor ou acesso e as
guaricangas-de-folhaa-larga os gervões-cheirosos os buçus as perobas-bravas e
as amorosas lianas epífitas higrófilas, imponentes ingentes soberbas elevadas
desmedidas enormes... Mas temos poucas informações sobre elas e eles.
Costumeiramente.
Que meu pai patrão debatia... e
mostrava persuadia divertia amadurecia privilegiava. Que seu compadre
balconista tralalava... e polia frigia ouvia sortia ria...
- Bravo bravíssimo! Pra falar a
verdade... As crendices populares as superstições domésticas atrasam ou
adiantam as coisas... – comentou meu pai, ali sentado na banqueta da pulperia e
trançando comodamente um sovéu laço forte para peiar animal.
- Oigalê!... O couro bom de laço de
relho de açoiteira é aquele bem sovado couro sovado gasto puído... –
recomendava o bolicheiro, com a balda mania de enxugar copos taças canecos xícaras
talheres... na mão sempre um pano trapo bandalho velho...
- Su-ces-so comentado e comemorado!...
Das bem-vindas que tive a que mais gostei foi de guapo valentão ousado corajoso
tira-prosa nas fuzarcas e farras e folias e pândegas e troças da era juvenil e
jovem – gabava meu papai, aproveitando a vaza e a parada pra beber uma cerveja de
lúpulo e comer umas caseiras gajetas de milho gororoba bucha grude rango boia e
com isso preencher o bandulho a barriga a pança.
- Oigalê!... Nem tenho essa vontade
e carência de andorinhar... Sabe, mudar de lugar nem é comigo e mudar de
paradeiro e mudar constantemente... – confidenciou o seu Zé, morubixaba bom honesto
pachola e de família honesta e religiosa católica cristã.
E o pai, construído no caráter na
decência na ordem na perfeição. Olhando apreciando o horizonte feliz pôr do sol
com óculos escuros favoritos. Relicário pendente do pescoço medalha broche
firmal com relíquias da amada enamorada. E consueto habitual costumeiro ex-guarda-valas
espertíssimo muitíssimo interessantíssimo altíssimo perfeitíssimo seguríssimo
habitualíssimo santíssimo sensacionalíssimo curiosíssimo... E dizia ele de si
para si com seus botões: ‘Como do verbo comer em qualquer lugar e paradeiro ou
paliçada ou batel. Lenhar eu faço e lenhador eu sou’.
O caminho era curto e longo,
dependendo. E conforme o mundaréu alinhavado e vamos e venhamos ainda um
eficaz/eficiente o vaivém ou cara-volta mais o meia-volta volver... E para as
bandas do leste se pode chegar em Candiota candiotense, Aceguá, Santo Cristo, Giruá,
Campos Novos, Itacurubi, Piquerobi... passando ou nem o rio Puretê e o rio
Puruê... Por outro lado oeste sol se pondo cancha reta temos Barracão
barraconense e Zortéa e Cândido Godói e Estação e Erechim e Senador Salgado
Filho e Jaguapitã e Álvares Florense e nome pré-nome sobrenome apelido da avenida
Jorge João Saad seguindo jogando o alegre córrego Antonico e pegando seguindo o
álacre rio Pirajussara e fluindo ao animado rio Pinheiros... e que eu saiba e
ou dou fé creio.
Pela estradinha de terra batida, que
volta e meia é britada, seguiam os dois marchadores pedestres andarilhos e rumo
do destino. Se ouvia o tiquetaquear das horas o pateio do animal ‘pá-tô-tô-tó!...’
o canto dos pássaros ‘tchizuiiiim!, tchizuiiiim!...’ e tietingas juruvas
pia-cobras uirapurus-laranjas tangarazinhos araçaris-bananas peixes-fritos... Em
volta o pulso do mundo mundéu grande quantidade. Supostamente.
Meu pai, sujeito resoluto decidido
determinado ousado, mais seu cavalo zaino bagual bravo semisselvagem ainda o
cãozinho farejador intrépido já iam meio que fechados em copas caladões
silenciosos sucumbidos pelo calor abatidos pelo verão desanimados pelo longo
caminho descorçoados pelas altas temperaturas. O pensamento numa algaravia
linguagem confusa e etc. A favor disso, as palavras nem surgiam e nem se
explicavam nem eram necessárias nem eram empregadas nem eram lembradas.
Procure no dicionário físico ou
virtual o significado tradução explicação das palavras vocábulos expressões
deixas que você desconhece desconhecidas. Abaixo registre anote transcreva relacione
suas descobertas e achados, oquei?! E assim sim procure dar conta das
epistemologias e assaz bastantes profilaxias. Suficientemente.
Bem justo aí pelas 12h o meio-dia o
tempo o clima começou a mudar a ventar descabelando os viajantes crinudos.
Fazia jus ao que vinha aí. Num dia se pega se leva se detém todos os climas e
comportamentos ambientais meteorológicos. E do nada... o céu começou a
enlouquecer nuvens cresceram vento agitou revoltou revolucionou e o sol desapareceu
no mistério do nevoeiro cerração... As sinetinhas de aço ou bronze tocadas
‘ti-lim!, ti-lim-lim!...’ pelo vento mandachuva gunga-muxique... E senhores e
deuses e heroínas e chefes e mandões e mandonas do céu da terra do mar ficaram
bravos e ou queriam porque queriam pelejar pelear batalhar lutar disputar...
Os andarilhos da hora, capitaneados
pelo avô dos meus filhos, começaram a pensar num abrigo até passar a chuva. E
parecia que era sem demora e que o mundo viria abaixo. Neineis bem-te-vis-do-mato-virgem
trilando ‘gueteguêeee!...’ voando piando ‘fiiiu-fiiiu!...’ revoando rindo
‘tri-tri-triiii!...’ e já troçar casquinar ‘hi-hi-hi!...’ faceiros sobrevoando
o dia a hora o momento propício pra chuva chuvarada saraivada.
E nesta hora e momento começou tudo
a relampear e trovoar ‘tru-ru-ruuu!...’ e escurecer e esmerilhar e chamejar...
Os 4 elementos entraram em parafuso e conflito bochincho arruaça vinganças desordem
briga corcoveios corcovear desassossego balaio de gatos afagos e regalos despir
e vestir e mais requintes de confusão. Ventos valentes soprando fôlegos de
animais fortes... E nem faltava mais nada pra que tudo viesse abaixo mesmo e do
céu despencasse. O submundo negava paciência e neca de pitibiribas coisa alguma
bagatelas mixarias e de nada valia ou valeria nenhum valor. E de qualquer
maneira se ouviu os crocitares garrires nitrires bramires mugires... E bichos
correndo pedalar e aves arriando suspender e árvores destrambelhando tresloucar
e tempestade anunciando firmes contendas pugnar conflitos discórdias empenhar empenhos
desempenhos...
Aí o trio de três, liderado pelo meu
velho antecessor e contando com uma sorte do destino mais da conveniência
convenientemente, achou escolheu a dedo um abrigo um buraco uma caverna uma
lapa bem no sopé na subidinha da montanha. E entram aí mesmo entraram correndo
ligeiramente correndinho. Se ouvia já o gorgolar gorgolejar das águas caindo o
glosar criticar dos esdrúxulos para-raios fixados nas pontas de igrejas altos
prédios de apartamentos residenciais antenas de telefone... Antes que a
tempestade o granizo o teto celeste desabasse por completo de vez sobre suas
cabeças de cavaleiro e montaria e mascote. Contemporaneidade. Contemporaneamente.
A gruta era escura e meio que
iluminada de relance pelos flashes ‘pleees!...’ dos raios relâmpagos coriscos
que caíam ali fora vindos do céu do céu. Assim mesmo, um buraco cavado pelo
homem uma mina antiga bem no cerne no âmago da montanha. Aliás, uma caverna
feita pela natureza bem no meio no veio da pedra bruta. Aliás ainda, uma brecha
na montanha tipo assim corredor biriquete viela beco passagem estreita. Uma
fenda bem no pé da montanha biboca sovaco de serra encosta grota socavão...
Sabe aqueles portais que dão
passagem para outro mundo? Eu você gentes todos nós qualquer um já viu este
filme. E do outro lado um mundo novo ou velho. E da outra parte um mundo com
animais gigantes dinossauros bem preservados. Quem nem viu já pode adivinhar? E
seria o planeta dos alienígenas da quarta dimensão? E seria o escorço de império
plaga região país território no meio do caminho do passado com o futuro?
Porém os três visitantes viajantes incidentais
se depararam com um morador do local ou um hóspede ocasional ou uma zorra ou
graxaim f das bem brabas bravias. Os três mais uma se encararam e um ficou com
medo do outro, os três de cá e a tal de lá. E ainda uma situação tipo ‘se ficar
o bicho abocanha/engole e se correr o bicho esfola/tritura’. E ainda também um
caso tipo ‘se ficar o bicho chuchumeca/resmunga e se correr o bicho
murmura/boquiza’.
Ficaram se encarando, a raposinha
com olhos de fogo, e rolou um silêncio constrangedor ou um momento do tipo:
quem bate o olho primeiro quem fala primeiro quem risca com o pé. Se ouvia os
grilos cricrilando ‘pri-cri-triiii!...’ pelos cantos... Os relâmpagos ‘pleees!...’
com trovões ‘bru-bru-vruuu!...’ ao redor e lá fora, mal e mal iluminavam o
interior o recinto o cômodo empedrado. E também... por que começar? E ainda
mais... por que interpretar? Vai ver e ouvindo... por que diagnosticar? Os
prevalentes que predominam e prevalecem... Sou eu, sê tu e seja você!
- Bem, gente sã! Vou acender um fogo
pra aquecer o ambiente pra iluminar melhor o lugar... – achou por bem meu pai,
grande pealador laçador domador.
- Ótimo e aprovo. Com a chuva o
vento frio já se pode pegar uma constipação – alertou o cavalo pingo, um pouco
arrenegado meio que zangado ou contrariado.
- Hum... e alerta! Secar o pelo é
uma boa das muitas que soam – disse o cão.
- Sim e nem ou talvez. Por mim nem
precisa de fogo. Eu vivo sem esse tipo desde que nasci e nem nunca quero
intimidade – desabafou a sorra, o olhar perdido nas chamas da fogueira e meio
que de relancina de relance de soslaio rapidez pisca-pisca.
- Que situação, né, gente?! Isto me
faz lembrar e recordar e me vem à memória algumas histórias de cavernas e
pessoas presas em minas de ouro e tolhidas pelo tempo o temporal as
tempestades. É isto e mais isso que me vem à mente e impressionante –
emparelhou meu distinto preceitor, olhar pensativo preocupado um tanto
ressabiado.
- E então... Se for história de
assombração e diversão pode contar e pode assuntar assunteia – comemorou o
cavalo, este já bem caborteiro arisco velhaco.
- Bar-ba-ri-dade! Se tiver gente boa
e ou bicho valente... tá valendo! – acreditou o cão, sempre apoiando seu tutor
seja onde for e a que custo ou recurso ou percurso.
- Oie!... Que seja uma história
desde o começo com desenvolvimento e final mais ou menos pelo menos de
felicidade e de charada resolvida e enigma compreendido, tá oquei?! –
recomendou a graxaim, tremeluzente fremilúcila.
Que o homem falou e o cão latiu e o
cavalo relinchou e a zorra uivou. Do homem a adrenalina o cavalo o coice o cão
o faro a zorra a paciência. O homem veio do barro o cão veio da rua o cavalo
veio do campo a zorra veio da mata densa.
E daí mesmo meu pai começou a contar, já
acomodado sentado numa pedra e os braços as mãos estendidos para as chamas
aquecendo os nervos os músculos os ossos...
- Nesse entrementes... A coisa tava
pra chover... E exatamente igual que hoje, meus amigos e amiga minha. A
história aconteceu com o bisavô do avô e o pai do meu pai, todos parentes
íntegros e reconhecidos em cartório. E quem me contou foi a tia da minha avó
que ouviu e passou adiante por herança de família da minha bisavó: adema ademã
ademais ademão... Coisa de geração pra geração recalcitrantes cadastrados até de
antemão. Todos tantos antepassados com propriedades oficiais compradas
adquiridas assinadas carimbadas em diferentes locais e Sapucaí-Mirim e Jacareí
e Igaratá... por ex.
Explicando o que se vai ouvir e o
que se quer dizer, é melhor começar do começo e ir já pensando no
desenvolvimento no meio no entretanto e depois em o fim. Atos e fatos e feitos
e perfeitos de falar dizer chamar pedir assobiar correr corrigir. E de fato e
de maneira irrevogável com eficácia/eficiência.
Assim mesmo nestes termos desenrolava a
narrativa o meu antecessor, e me disse me relatou um dia lá pra frente no
futuro dele meu passado. E que aliás, as conversas foram nos dias da minha
adolescência que já vão uns tantos e muitos anos pra esquina de hoje. E que
depois da apresentação... continuou nestes termos narrados:
- Anteontem antigamente as coisas os
acontecimentos eram distintos dos dias de hoje em dia e diferentes e
desconformes em separado deste nosso tempo temporal. E eu nem tinha como ir pra
Ribeirão dos Índios ou Ouro Verde ou Pitangueiras ou Pimenta Bueno... Eu nem
sonhava em estar pros lados de Arapongas e Cambé e Presidente Venceslau e
Castanheiras... Eu muito menos já nem havia ouvido falar de Tabatinga
tabatinguense ‘barro branco’, Votuporanga votuporanguense ‘bons ventos, bons
ares, brisas suaves’, Benjamin Constant, Valentim Gentil, Floreal, Cacoal... Eu
pouco ou nada ouvira falar de equacionar problemas e descalabros e deletérios
insalubres... E achava que sonhar era conhecer Jambeiro e Monteiro Lobato e
Caçapava e Peruíbe...
“O caso é que o meu parente antigo de
antigamente, foi o que me contaram ou aliás foi o que eu entendi que me
contaram, precisava viajar urgentemente para o passado a sua pré-história pois
que lá esquecera um dinheiro enterrado num lugar secreto e que só ele podia
descobrir. E eu sei mais que ninguém, isso é até difícil de acreditar e soa
longínquo. Parece ou nem é coisa de mentiroso e patacoada.
“Porém, se nos dias atuais esse tal meu
parente distante fosse procurar o lugar secreto nem poderia achá-lo pois as
coisas mudam de configuração e o local se altera muito e jamais se acharia o
que se quereria encontrar. Portanto e urgente e agora, teria que viajar ao
passado chegar ao lugar preciso e reconhecer o ambiente e encontrar o tesouro
escondido secretamente no sítio que só ele sabia estar escondido e escondeu e
segredou. E antes, se por acaso, que alguém pudesse chegar primeiro. Antes
ainda, se por acaso, caísse uma tempestade uma enxurrada enchente uma avalanche
cataclismo uma revolução uma remoção uma ou duas sedições revoltas motins...
Devia chegar lá no tesouro antes que a vaca fosse pro brejo e antes que a porca
torcesse o rabo antes de ir ao ar e perder o lugar antes de ficar a ver navios...
“E aí vem à mente mentalidade a
pergunta que pode iluminar orientar o sujeito que quer chegar ao passado nem
tão distante... e recuperar o cofre perdido. Como chegar ao passado se nem
havia condução meio de transporte competente para ir e vir de lá? Como quando
por que retroceder no tempo e enganar a ordem normal das horas e dias? Como fazer
esta parada sem mexer com a rotação e translação dos mundos? Como enganar a
própria falência do tempo do espaço e de si mesmo?
“Nem seria o caso ou o milagre a
fórmula de se teleguiar ou se transformar em pássaro um avião uma ave arapaçu-beija-flor
sabiá-una quiriquiri gavião-rapina ou navio embarcação a vela a motor mesmo um
submarino torpedo foguete intercontinental... e ou qualquer outra coisa
supersônica superbélica? E existiria ordem contra este intento? E se conhecia dúvida
estorvo óbice embeleco barbilho balhestro? Isso tudo ia e vai contra as leis da
gravidade da religião da constituição?
“Assim, meu parente ultrapassado,
deu tratos à bola e começou a imaginar a pensar uma estratégia para realizar
seu intento. Como chegar ao passado e buscar seu rico riquíssimo tesouro
secreto escondido? E bem antes que outros o achassem antes que o futuro
promissor sucessor por vir chegasse viesse e modificasse tudo, hein?! Aliás,
bem antes que o tesouro apodrecesse ou virasse pó ou perdesse a validade. E
chegar antes ao passado e resgatar o futuro da família a sorte da prole e etc.”
E meu mentor vai contando pros
ouvintes o cavalo o cachorro a zorra ali presentes na gruta mais ou menos
iluminada pelas chamas da fogueira naquela mesma noite lá fora tenebrosa em que
as horas nem passavam nem se adiantavam. Pra falar sério, um tempo de abandono
um tempo sem tempo um passatempo um descontínuo um tempo extra um tempo fora de
qualquer noção de tempo e espaço. Hoje ontem amanhã ou fora das 4 linhas da
dimensão. E vamos continuar a ouvi-lo. Um grande abraço! E por ele mesmo seguro
e já se dispôs e mais foi seguindo ainda prosseguindo:
- Como ia dizendo... Meu parente
pensou um dois três quatro... mais e mais dias para tentar achar bolar uma
saída ou entrada para o mundo do passado. Gente, como fazê-lo? Pessoal, como
buscar bongar procurar? Tinha que chegar lá e primeiro dos outros e resgatar
antes do tempo de hoje o seu tesouro fabuloso. Voltar no tempo é sui generis
original singular peculiar. E a questão e a pergunta e o problema era este:
como chegar como viajar ao passado? Como realizar um feito se ninguém até então
tinha feito e voltado pra contar? Aliás, como dar marcha a ré sem que a ordem
dos fatores fatos nem altere o produto? Como viajar no tempo fazer chover pra
cima o rio correr pra montanha a folha cair no galho o filhote voltar ao ovo a
madeira virar planta a laranja de umbigo retornar uma bela e cheirosa flor de
laranjeira como dormir tarde e acordar cedo como comer banana-de-imbé e
mastigar goma de mascar sabor caju?
“Pensou em ir a pé... mas logo viu
que era muito longe. Pensou em contratar uma agência de turismo com um guia
poliglota... mas aí alguém ia ficar sabendo e isso seria dividir as riquezas.
Pensou em usar de um mapa o gps... porém o tesouro era secreto secretíssimo e
nem havia como estes instrumentos se colocarem à disposição. Pensou em ser
astronauta ou cosmonauta estações espaciais... mas aí levaria perderia um
tempão estudando cálculos matemáticos e ciências físicas. Pensou em adquirir
cobaias ratos-boiadeiros ratos-corós ratos-da-taquara ratos-de-espinho cururuás
sabujás imbucurus cururuxorés autorizados amestrados... mas aí correria outros
riscos riscados.
“E justamente este meu parente,
aparentemente futuro ricaço e possivelmente bilionário, tinha pouco tempo pra
achar uma saída ou uma entrada para o mundo do retrocesso. Corria altos prejuízos?
Sim, corria perigo de perder sua fortuna ou dividi-la.
“Pois o cara analisou muita coisa e
botou tudo sobre a mesa para ver e rever o que tinha o que nem tinha o que
faltava o que necessitava. Botou tudo na prancheta e na ponta do lápis com
régua e compasso. Ficou em silêncio e sem falar com ninguém nem mesmo em casa
com gente de sua família e isso durante dias e horas e meses... Pensou de novo
e novamente repensou mil vezes... Olhou e prestou atenção nos avisos nos
acontecimentos relatos informações... Procurou saber se outras pessoas já
tinham feito esse feito. E procurou aqui e no mundo inteiro em livros internete
nas coversas dos filósofos e até nas mesas-redondas com os comentaristas de
futebol.
“De tanto pensar e do dia pra noite,
virou um martelo cabo de madeira acertando um prego uma tacha, virou se achou
se sentiu um pneu careca de carro auto, virou se olhou no espelho e olhou uma
samambaia, virou um sapo pulador acrobata tipo cururuí anfíbio anuro
transplantado da Amazônia, virou se metamorfoseou em escova de dentre elétrica,
virou se condicionou um cão vira-latas da rua Placidina de Araújo, virou se
deixou virar em desenho animado que caiu das nuvens e saiu andando assoviando...
“E colheu conheceu pesquisou fatos fotos
narrativas causos verdades e mentiras. Aliás, foi além e aquém. Gastou miríades
grande número de indeterminados aparatos aparelhos e escórias e resíduos. Aliás
ainda, descascou cortou fatiou. Pensou dispensou máquinas inventos e objetos
espúrios falsificados adulterados. Aliás mais outra vez, fez trabalhos de ioga
meditação poses concentração relaxamento piruetas plantou bananeira.
“De repente... um belo dia de
dezembro ou janeiro do ano tal ou qual, ele chegou a uma boa ideia. E a uma
quase certeza corretíssima. E a uma fórmula ou forma ou fôrma de resolver seu
problema e volver ao passado. E qual que era? Talvez quem sabe algo raro
esporádico espaçado esparso disperso? Trolha ou pancadaria? E te digo!!
“Meu dileto antepassado e parente
distante, por falar nisso, nem tinha como saber ou reconhecer o prazer que seria
e é turistar por Junqueirópolis e Tupi Paulista e Sabáudia e vila Perus já a
rua Aurora Boreal com a outra rua Braz Baltazar da Silveira. Este dito e redito
nobre parente e meu distante familiar nem tinha idade suficiente para conhecer
pessoalmente lugares quentes úmidos florestados como São Filipe d’Oeste e Santa
Luzia d’Oeste e Alta Floresta d’Oeste e Novo Horizonte do Oeste... Porém isso
nem vinha ao centro deste acaso. Mas isso está longe de influir no caso do
tesouro. E isso de turistar era por vias e mundos nunca antes revistos ou
trilhados ou navegados.
“Sem enrolação tapeação embromação
sem as delongas... E o causo estava resolvido, pelo menos na ideia do meu
parente distante. E qual que era? E como seria? Seguinte: ele este meu parente
iria até o aeroporto mais próximo pegaria um avião e daria tantas voltas ao
mundo quando fosse necessário. Só que ao contrário anti-horário para que os
dias voltassem... Tá entendendo! Viajaria para o lado invertido de o fuso. Ideia
genial e que me pergunto ainda hoje por que ninguém pensou nisso antes ou
depois ou durante, né?! Ideia tão cobra e feliz que me pergunto sempre e ainda
agora por que ninguém o imitou ou o imita, hem?! Peremptoriamente. Solenidade.
“E assim o meu parente teve a ideia
e botou em prática. Pegou o avião da companhia transportadora de pessoas no
aeroporto de Vitória ou Eurico de Aguiar Salles da avenida Roza Helena Schorling
Albuquerque e subiu e voou... bem assim, olhe... ‘zuuuomm!...’ para o oriente ‘zoooáaaa!...’
E foi dando voltas ao mundo no sentido contrário contraditório ao normal,
fazendo o relógio andar pra trás perdendo horas perdendo tempo retrocedendo... perdendo
a noção do tempo do espaço ou do tempo/espaço... Até chegar no ponto exato do
ano do mês da semana do dia da hora... e principalmente do local ou xis da
localização e onde estava o baú tão cobiçado. Triunfantemente. Afirmativamente.
Bacanamente. Longevidade.
“Pois meu parente, este familiar
ausente, conseguiu o que queria. Chegou ao local do tesouro reconheceu onde
havia enterrado cavou desenterrou recuperou e ficou rico do dia pra noite.
Ficou feliz milionário e até bilionário e deu vida fácil aos seus descendentes
até quarta geração. Voltou com a mala cheia o baú lotado a sacola prenhe o
cartão de crédito estufado e etc. Podem conferir no banco público ou particular
com agências físicas ou online, minha gente!
“E está no fim, meus ouvintes nesta
caverna/toca, da história tão sem tempo sem noção que até a gente mesmo se
perde em contradição. Parabéns para os meus parentes passados que tiveram a
mordomia de usufruir dos rendimentos e juros e vantagens... Uns foram morar no
exterior outros no interior mais alguns na capital.
“Depois e após essa façanha do meu
parente longínquo... até que muitas pessoas e outros humanos tentaram imitar e
como se fez se faz. E o fazem? Que nada e quem me dera, só ficaram só ficamos
na tentativa. E realmente é difícil retroceder no tempo. O planeta Terra nosso
mundo funciona convenientemente como um relógio analógico e exatamente assim e
igual. Porém embora de uma maneira discreta estoica rígida firme silenciosa
lenta paciente, e sem meter o bedelho o nariz onde nem é chamado.
“Hoje isso é ilusório de viajar no tempo,
pra frente pra trás, e ainda nem está comum e corriqueiro. E para executar
esses procedimentos esses intentos essas aventuras somente com as devidas e
adquiridas vestes litúrgicas e os paramentos. Porém todavia entretanto sem
muito ou quase nada de fortuna riqueza tesouro. Aliás e por exemplo, tem muita
gente tentando voltar no tempo para resgatar outros tesouros e casos perdidos
de amores nem muito bem esquecidos. Ninguém quer deixar rastros e riscos e pedaços
e partes pendentes, nem é mesmo? Tá certo ou nem está, gente boa?!”
Como se diz e se ouve aí e se resolve,
nem todos os dias com suas noites são idênticos. Os rios fluem as lagoas
aconchegam; o rio Brumado a lagoa Alecrim, o rio de Contas a lagoa Jabuticaba,
o rio do Salto a lagoa Cambambosa. Os diletantes podem pensar e compensar a
tranquilidade capilaridade posteridade dissimilaridade habilidade autenticidade
loquacidade probabilidade universalidade intensidade... E por alguma razão,
esta ou aquela sorte... Durante algum tempo que ninguém contou direitinho...
Seriam atos dos fatos e pensamentos das elucubrações e palavras das vozes.
O mundo nosso mundo é feito de
caminhos que são destinos traçados dentro do mapa. O caminho é reto e direto,
com certeza e óbvio. E o caminho uma certa estrada ou rota leva pro sul sulista
e se chega até Hulha Negra e Quatro Irmãos e Tuparendi e Três de Maio e Lagoa
Vermelha e Machadinho e Santiago e Parisi... a serra da Jacutinga... Se o acaso
ou o jeito ou os negócios levaram iam levariam vão pro norte nortista assim
teríamos Caibaté ou São Miguel das Missões ou Tupanciretã ou Santa Maria ou
Pinhal Grande ou Ibirapuitã ou Victor Graeff ou Alterosa ou Alfenas ou
Balneário Gaivota ou Nhandeara... o rio Batalha... Sendo assim e justamente...
parece ou nem parece genial? Que nessa empreitada o céu sempre anilado e completo
modesto acomodado popular.
Jardim funcional com camadas,
estrato arbóreo e estrato arbustivo e estrato herbáceo: ipê-branco manacá-da-serra
mulungu jacarandá-mimoso embaúba iati guapuruvu cravo-do-campo... Debaixo sob
este dossel, colocamos um bebedouro para as aves silvestres e pavoninos,
tico-ticos-de-costas-cinza, negrinhos-do-mato, pula-pulas-ribeirinhos,
picapauzinhos-de-coleira, saís-andorinhas, trinca-ferros, tiês-de-topete... E
esta fonte artificial pode e deve oferecer ofertar: hidratação banho
termorregulação aos alados plumosos incidentais ocasionais endêmicos
territoriais.
D disse redisse desdisse repetiu
pediu e compensou. O tempo avança o vento balança. Nem tem essa de longe perto
distante logística. Quase nada de porciúncula porção menos porção pequena. E
cálculos finos de repecho aclive ladeira subida.
O velho e seu cavalo lobuno
cinza-escuro (parelheiro das pencas e o corincho quebrado domado) e seu cusco,
todos juntos uma família, no rumo da sorte seguindo a estrada em busca da casa
de minha mãe. Aliás, o cavalo era um alazão bagual redomão rampante (já o sedém
da cola sedenho pelo preto reluzente) muito alinhado e de ordem e de altivez...
Soma tudo isso junto acompanhando. E no mais... que isso que aquilo.
E já o trecho era e foi a partir do
bairro Três Mártires - rua general Espírito Santo Cardoso com a praça
comandante Xavier Brito, passando o bairro São Cristóvão - o ribeirão
Laranjeira, atingir alcançando pegando o bairro Retiro - o córrego da Onça,
mais ainda o bairro Vila Brasil - alameda doutor Amaral Carvalho e rua major
Marcelo Almeida Prado. Onde já se viu! Uma padaria, já famosa na época e muito
requisitada e de renome de marca registrada, edificou do lado da faixa br-470.
Ilustradíssimo.
“Tenho tudo quanto quero, tenho tudo
quanto almejo” – repensando meu pai.
Meu instrutor encostou a montaria
apeou e já foi entrando no recinto. O dia trocava informes informações
confirmações. Largou ali mesmo, sem maiores favores, o cavalo (tirando os
arreios e que se virasse sozinho) e o cão (que se cuidasse por si só). Papai,
com ou sem esporas nas botas, pegou e entrou na loja nomeada conhecida A
Tertúlia (e que abria às 7h e fechava às 19h, 6x1) e de um tal de Zé Manjuba Naipe
Cambona. Pouca gente na rua e uma travessa curta ou larga casas de cumeeiras e
até portas com postigo e a rua Sarmento Leite com a esquina na avenida Paulo
Gama. O velho pai e gaiteiro dos bons sacudiu a poeira e entrou no armazém de
secos e molhados. Confiantemente. Gramaticamente. Complementaridade.
- Opa! Pois quê! E o que vai para
satisfazer o freguês e futuro cliente? – cumprimentou modo de cumprimentar do
seu Zé, ex-fateiro e dois filhos estudantes um rapaz e uma moça respectivamente
estudando faculdade em Tucunduva e Ubiretama.
- É isso aí, índio velho e amigo!
Visualizei desde fora aquele ali seu pastel e mais um copo de sumo de cana,
pode ser?! – pediu meu pai velho, se descobrindo tirando largando para trás o chapéu
largo grande de palha e preso com tira de couro barbicacho e já soltando exibindo
uma melena a grenha caracolada longa castanha.
- E olhe só! Temos e mantemos e
mandamos vir abacaxi em calda desde Ibiassucê e Jaú e Pindaí, e compramos e
importamos queijos desde Lucínio de Almeida e Caetité – ofertou o compadre,
muito tanto exortando estimulando incentivando.
- Ué, e com muito gosto! Mais do que
nunca! E se for o caso vou também propagar grassar espalhar as novidades –
aprovou meu mestre, tipo padrão de servidor e pessoa pública que vê e ouve lei
religião moral carnaval e sem nunca desistir de nada.
E meu pai sentou aí mesmo numa banqueta
alta pra olhar lá fora e o movimento da estrada. A bem dizer... lances e
relances de gente ou bicho na rua ou pastando à beira do caminho. E nem era
daquele dia quê... Tratava tudo sem cerimônia.
- Oie!... Nem é de hoje que o timbre
da família pesa tem o peso dum fio de bigode, nem é mesmo, compadre?! – puxando
conversa o balconista seu Zé, comerciante desde que chegou de Pinheiro Machado e
a sua terra natal seu rincão.
- Sensacional! Nem duvido demais de
menos e de nada, irmão e compadre – costumou dizer meu pai, muito peremptório e
quiçá bizarro praquela hora e ocasião.
- Contudo! Tenho recebido apetrechos
de montaria e cavalo vindos de Caculé caculeense terra de a ‘fé ordem trabalho’
– pronunciou o bodegueiro, agitando célere os braços bem acima da cabeça igual
fazem os artistas de circo circenses.
- Aleluia! Que a preferência sempre
trago em primeiro lugar, amigão – comentou meu pai e mestre e preceptor,
bebericando um vinho tinto de garrafão engarrafado por vinícola Madrepérola em
Feira de Santana e ou em Condeúba.
Justamente porque meu pai gostava de
olhar os espaços verdes o panorama a paisagem desde uma perspectiva de pensar e
desde um ponto de vista visual. Meu velho nem mediu esforços para viajar.
Depois de casados, meu pai minha mãe nem mediram esforços para viajar conhecer lugares
os pagos e as glebas e as querências. E o gosto posto posposto de chispar
chispantes partir se deslocar rapidamente. Prosa prosaico.
- Hã, auquê!... Um tálamo conjugal
conúbio núpcias as cópulas coitos os nubentes prestes a casar, tudo isso leva
um tempo e uns sonhos bons, nem é mesmo, chapa?! E eu que o diga, compadre –
comentou o bodegueiro, tinha familiares em três Estados e cidades já conhecidas
do grande público a Tupanci do Sul a Capão do Cipó a Barros Cassal a Monte Belo
a Ivorá a São Nicolau a São Paulo de Olivença a Tarabai...
- Mas bah, tchê!... Essas coisas nem
divido com ninguém, se me entende. E isso desde piá e piazote. E digo de viva
voz acorde nota rima canção e hino – domesticou meu progenitor, sem escamotear
sem iludir sem encobrir e de modo acachapante indiscutível irrefutável
irrefreável incontrolável impermeável imperturbável.
O verbo conjugável - diante dos modos
indicativo imperativo subjuntivo -, em destaque na ótima oração referida, é
classificado dito redito estudado respondido como:
(
) Verbo de ligação
(
) Verbo transitivo direto e indireto
(
) Verbo transitivo indireto
(
) Verbo transitivo direto
As ideias pensamentos as razões por
que o evento escolhido e já referido escolheu escolhe este mundo este rumo para
correr... são de arrasar. A chuva vem de aspergir borrifar respingar os
incautos. Os trabalhadores trabalham seus estipêndios soldos salários... seja
aqui ali em Biritinga ou Santa Bárbara ou Crissiumal... e internacionalmente
destacadamente misteriosamente comparativamente recentemente subsequentemente
luxuriantemente inflamadamente brincalhonamente claramente... Mas, na verdade,
esta história nem é desta história... Esta história nem está real e
oficialmente confirmada confirmadíssima pelos órgãos entidades federais
competentes.
Onde nós estamos, amigos meus?! O
futuro do planeta Terra depende do sol da lua das estrelas em geral. Uma tirada
de rasgo de ímpeto poderia sugerir que o futuro vem do espaço sideral. E aí o
destino tanto faz como fez já podendo poderoso vir do leste oriente tipo Roque
Gonzales e Silveira Martins e Espumoso e Divisa Nova e Pinhal da Serra e Magda...
Mas o oposto equilibra com o oeste ocidente tipo Ipiranga do Sul a prestimosa
ou Bagé a perpendicular ou Esmeralda a referendada ou Fontoura Xavier a dengosa
ou Quevedos a garbosa ou Santo Antônio das Missões a pundonorosa ou
Sebastianópolis do Sul a melindrosa ou Santo Antônio do Içá a ditosa... E de cá
as pessoas as gentes vêm e pra lá os indivíduos os humanos e animais vão. É
também o feito refeito comprovado alastrado e sabido. Potencialidade.
Potencialmente.
Consciente e no rumo certo, meu pai
o peão, consumia a estrada o tempo e alguns pensamentos já almejando chegar até
minha mãe a prenda. As horas passavam sem demora e aí pelas 11h e 45min. O
cavalo tordilho malhava os km no estilo ‘po-to-po-tó!...’ O cavalo cavalgadura,
de alcunha Balada, de empírico conhecimento. O cão espiando cada moita cada
tronco cada raiz cada cipó-cruz-verdadeiro... Estavam próximos ao rio Retiro
próximos da ponte próximos da escola municipal Coelho Neto.
Dito isso... e nem me lembro, nem
estava lá ou aqui, como se fosse hoje. Os atavismos culturais os retornos aos
estilos da época do meu avô. E podemos dizer sem errar que havia entidades mula
sem cabeça saci-cererê pé de garrafa negrinho do pastoreio carro de bois
fandango cachorrinha-d’água... Aliás, e é bom registrar que ainda se colhia
marcela com o sereno a umidade da manhã e ir logo dizendo que nem se tinha
autos elétricos internete iutúbi celular gps... E digo assim casualmente, um apronto
aprestamento preparo, somente pra gente se situar. Demonstrativamente.
Então, seguindo as pegadas do meu papai
e seu cavalo e seu cão o cusco, chegamos, dobrando um cotovelo da estrada, bem
diante de um capitel em honra de Santo Antônio. Uma portinha de ferro com a parte
de cima envidraçada pra olhar espiar o santo. E a hora a coisa estava pra
chover e muito e o céu já se enchendo se carregando se fechando em nuvens pesadas
escuras bojudas... O teto celeste pesado carregado e bem constrangido
descoroçoado atabalhoado desorientado desmantelado... Assim mesmo, neste apuro,
prevendo se encharcar, meu genitor bateu à porta portinhola do capitel ‘tô-tóque!,
tô-tóque!...’ já pensando em pedir abrigo e proteção e cobertura e compreensão
e estribo... e quando já e já iniciava partia a conversa:
- Ô de casinha, tô-tóque!... Um
viajante querendo apoio e uma aba de auxílio e proteção contra a chuva guasca
guasqueante e até guasqueada – foi e já dizendo pedindo solicitando o meu pai,
cara de pedinte semblante de faminto esgurido esfaimado.
- Aleluia! Pode entrar e pode abrir
a portinha que está somente encostada e pode chegar e se aprochegue, passageiro
desconectado ou perdido e meio – já comentou adiantou o santo dos solteiros, um
olhar bom cordial suave útil santificado beatífico.
- Ufa! E meus parabéns! A chuva
mesmo nem falha nem tarda, é – avisou meu pai, acompanhado do cão e deixando lá
fora pastando ao relento o cavalo picaço.
- Quem me dera! Uma chuva vai bem
iria bem e quem sabe lá, né?! – canonizou o santo social, apoiado no cajado de
madeira e vestido paramentado na túnica marrom longa inteiriça com mangas
compridas debruadas nos punhos com estilo evangélico.
- Que digo lá em casa, sô! Este seu
caso de santo é bem legal e divino e imortal, etc e tal, nem é mesmo, seu
Tonico? – manifestou meu pai, diante da pose o perfil do milagreiro mais famoso
para assuntos de relacionamentos casamenteiros e afins.
- Escute, irmão em JC! Todos me
procuram um dia ou outro. E aqui mesmo me pedem me recomendam me cercam com
velas flores perfumes... – destacou o seu Antoninho, decorado com semblante
piedoso calmo terno fraterno religioso consagrado.
- Te digo, santo dos santos! O dia
vai chover e o ambiente nem está pra peixe, é – comentou meu mestre pai,
olhando lá pra fora o tempo o clima o vento o tento.
- Se D quer é porque será! A chuva
vem para beneficiar toda a natureza, então – comemorou o seu Antônio o
português, a cara serena lisa barbeada escanhoada modesta.
Aliás, bem que se diga, o sujeitinho sagrado
e humilde e bento aí num altar ou pedestal, parecia se vestia como um homem
comum do seu tempo. E com sapatos pretos meias cinzentas calças marrons cinto
de fivela ao estilo peão boiadeiro camisa branca riscada de azul e gola alta
gravata borboleta colete roxo casaco ou manta bege batina preta cobrindo tudo e
chapéu de palha trançada pastel ou boné do Inter ou capuz à la capuchinho ou
franciscano... E os distintivos identificações práticas ou da moda, na mão
esquerda um cajado rústico na mão direita uma cruz de prata resplandecente. Mais
ainda e tenho certeza, se parecia sem dúvida e cem por cento, que ficava estava
aí parado bonachão há um tempão à disposição de devotos penitentes romeiros
rezadores.
- Valeu, seu soldado de D! Eu peço
um abrigo pra fugir do tempo um conselho matrimonial uma certeza pro próximo
futuro, hein?!, santíssimo e santificado – falou jogou comunicou meu papai,
homônimos xarás tocaios o avô o pai e o filho.
- Pois sim, hum!... Me diga e até vejo
e reparo que nem lhe conheço... Você é crente tem fé ou tem superstições e
amuletos e tatuagens e faz uso de álcool e ou drogas farmacêuticas e
alucinógenos eufóricos... – recomendou pediu instruiu o padre santo, ainda bem
preso ao seu pequeno tamanho uns 40cm de estatura estátua de capitelzinho.
Um Santo Antônio é o santo conhecido
e respeitado muito solicitado por gentes que querem casar ou estão em véspera.
Isso aqui neste mundo e lugar e onde vivemos é muito comum e até mesmo mistura
fé crença com superstição e rezas e mandingas.
- Queira D! O que devo fazer pra
afastar esse tempo maluco que ameaça chover forte esbanjar tempestade e me
impedir de prosseguir, seu santo mártir – pediu solicitou solicita pede repede
o meu velho, mostrando uma fisionomia de solicitude e crença.
- Sim, e queremos bis! Te recomendo,
meu freguês aprendiz, que faça o seguinte e bem conforme. Vá assim mesmo ali na
loja de ferragens compre um machado pegue a ferramenta leva para o potreiro no
limpo do gramado. Olhe bem pro carão do teto celeste carão pesado cheio de
repreensão descompostura advertência... Então levante o machado o ferro e taca tcháaaa!...
com força na terra... que é pra rachar repartir cortar dividir o tempo/clima em
dois pesos e duas medidas. Dito e feito o céu se abrirá e o tempo bom virá
voltará reanimará o teu caminho. Pois faça isso sem dúvidas.
Meu distinto prógono foi e fez e
executou como o recomendado pelo santo casamenteiro. Comprou o instrumento a
ferramenta o machado afiado foi para o campo o campinho de futebol mais próximo
bem no meio da linha e o círculo divisório levantou a peça cortante e... baixou
de rapidez no chão fofo gramado ‘tcháaaa!...’ O céu viu o fio afiado cortante
do ferro subindo como uma ameaça ao alto atormentado por uma provável tormenta.
O céu o céu viu e anotou e ficou olhando o fio afiado espelhado reluzente do
pesado machado... E o que ia sair o que aconteceria em diante a seguir: o
machado se cravaria na terra e cortaria o céu o céu em 2 testemunhas dois
hemisférios.
E ainda contém. O homem cuera de fé
ou também de superstição, baixou efetivamente com força o machado no chão
‘tró-fe!...’ Sem demora imediatamente de repente o céu se repartiu em dois e
cada pedaço cada parte as duas parcelas caíram de lado e cada uma sumiu pro seu
devido horizonte. Como se o céu o céu fosse repartido em 2 abas divisoras de
água duas beiras beiradas. O tempo se abriu e voltou o azul a luz nacarada
rosada acarminada já ensaiando o arco-íris parábola de fonte a fonte de tesouro
em tesouro de cascata da Usina até a cascata do Caracol. Um céu azulzinho verde
esmeralda perto do sol solar polichinelo e reinante. Expressamente. Poliesportivamente.
Poliesportividade. Expressividade. Paraíso paradisíaco.
Assim como se disse, de pronto o céu
se reformou ficou bacana limpou de nuvens carregadas e voltou o sol os raios uv
irradiou o verão voltou e com o calor vieram retornaram os convivas com vivas
de alegria ‘gueteguêeee!...’ os pássaros ‘fiu-fiu-fiiiiuuuu!...’ e o azulão o
pichororé a araponga-da-amazônia o rexenxão a catirumbava o tucanuçu o uru o
gavião-belo o anu-coroca as caturritas tagarelando caturritando... Voltou a
natureza voltou o reino do rio Carreiro e de repente as traíras os cascudos os
charutinhos as piavas-verdadeiras os biribiris os candirus... As árvores
mexeram as folhas as flores os galhos e o bugre-branco as mil-folhas-da-água a
milhã-branca a sapucaia-pequena... Contando com as tocandiras baldosas as
abelhas irapuãs cheias de manias os borregos cordeiros anhos ovelhas carneiros o
alazão bragado o potro haragano o lobo-guará nas pilchas o guariba desguaribado
o touro brasino... Voltou todo mundo que tinha direito e dever de voltar retornar
voltando aparecendo.
Na realidade... naqueles tempos
ditosos... Sim, os sonhos variam de pessoa para pessoa. Em virtude do fato de
quê... É lógico normal comum que o vento supunha que o mundo nem tivesse esquinas
rotatórias trevos... Coisas acontecem e surpreendentemente transparentemente
infinitamente propiciamente mentalmente descontraidamente nacionalmente
essencialmente aditivamente... E passeadores acenam motivos bons e a toda prova
e canções euforias êxtases melodias harmonias vibrações cintilações convocações
júbilos evocações evoluções sinfonias... Na verdade... por outro lado e aliás
em parte... o que é de admirar... além disso... dentro ou fora dos conformes...
E como rezam e oram e dizem que D
disse, ‘o caminho a verdade a vida’. E os caminhos levam a algum lugar... ou
estamos enganados... ou nos enganam redondamente. Porém, até hoje temos a
estrada pavimentada que desloca nossos sonhos para o sudeste e Guajeru e Nova
Palma e Rolador e Arvorezinha e Araranguá e tribo nambiquara... rio Jurubatuba
ilha Diana praia do Fora... Se acaso, e isso acontece seguido, mudar de ideia
mudará de rota e atingirá o lado oposto da rosa dos ventos o nordeste e São
José do Ouro ou Itaara ou São Martinho da Serra ou Pedras Altas ou Getúlio
Vargas ou Tefé ou tribo cauaíbe... a praça Fausto Cardoso o museu Olímpio
Campos a ilha Maria Catoré... Esse trajeto essa trajetória esse itinerário é
muito massa e jovial. Esse tipo de traçado é muito maneiro juvenil e todo
viajante gosta ou aprecia. Esse tipo de rodagem é necessário e preciso, meus
chapas e meus faixas!
Floresta clímax ou matas primárias,
caracterizadas por biodiversidade biodiversa e equilibrada equilíbrio. A partir
de então as árvores e maçarandibas e ibiranhirás e fedegosos-do-mato e
canafístolas e pajaús e colas-de-sapateiro e aguaraquinhás e iniás e
inhames-cigarras... Simbionte: espécies vegetais que vivem com hospedeiro e
podem trocar benefícios e favores. E ainda os xilófagos, decompositores de vegetais.
Agregando os dispersores de sementes polinizadores e surucuás-dourados,
azulinhos, gibões-de-couro, cabeçudos, macuquinhos, limpa-folhas-de-testa-baia,
pichororés...
De um dia pro outro de uma hora pra
outra de momento em diante, meu pai o cavalo o cão já estavam indo no rumo da
casa do sogro do meu avô. De um feito a outro de uma hora ímpar pra uma hora
par de uma curva pra uma dobra do caminho, meu antecessor trotava o rumo da
casa de minha mãe. E já imaginando um acolhimento um bolo de chocolate uma broa
de milho um vinho doce uma polenta frita na chapa do fogão a lenha uma feijoada
um arroz parboilizado com guisado um caldo de galinha caipira uma massa de
espaguete com queijo ralado um ovo frito com pão caseiro...
Eu acho, acho ou nem tenho certeza,
que o tempo rola o vento passa. O tempo vaivém o vento enrola. Sendo que às
vezes o clima dá uma bugada. Assuntos assunteios e psicologias. Merendas
encomendas recomendações tendas emendas prebendas.
Era o dia do meu pai e seu percorrer
recorrer correria. Pois que o dia, 15min para as 12h, estava sorrisos inícios
por todos os lados e amém. E principalmente por todos quantos tantos e tudo. O
cavalo tordilho a montaria no trote garboso e altivo e gaiato e galhardo e
algariado ‘po-to-to-tó!...’ Aliás, e nem era um cavalo era uma bicicleta e
destrambelhada sem juízo transtornada e desgranida traquinas maliciosa...
rangendo nas emendas ou cartilagens ‘grê-cré-cré!...’ sem carona garupa estepe
para-lamas...
Olhando em derredor respirando fundo o
ar puro a paisagem... E arrulhos bater de asas das pombas-rolas e graúnas e
tiatãs e turucués e gainambés e peiticas-de-chapéu-preto e maguaris e
príncipes-negros e chorós-bois e sanhaços-frades e sabiás-laranjas e pintassilgos
e tororós... Cantar canto dança fandangos saracoteio gavionices peraltices...
Até mesmo despautérios estrupícios forrobodós pendengas discussões
bate-bicos... cochichos carrapichos bolichos... pajadores trovadores
repentistas...
O sol presença apareceu surgiu detrás da
nuvem e de forma maneira pessoal e muito brilhante. Até hoje em dia... e de
acordo com um historiador narrador local... O sol mina de ouro (que já disse
algumas vezes outras oportunidades gostar de gente e pessoas e humanos)
abrilhantava as localidades de Itabaiana itabaianense ‘onde mora gente’ e
Uarini e Fonte Boa e Jacaraci e Rio do Antônio e Maraã maraãense...
E aí foi que meu genitor se
encontrou com uma ave a maitaca-verde e bem diante de si empoleirada num palanque
de cerca beira da estrada. Este achado insólito intrigou meu preceptor. Sim,
por que um tipo desguaritado afastado do seu grupo do seu bando? Só perguntando
a ele ou ela emplumado. Somente aí na acareação confronto:
- Booom diiiia!... Um bom dia ou boa
tarde, quase conforme, né?!
- Téu-téu-téu! Bom dia e com certeza
e muita fé, nem é mesmo?!
- Uai!... O dia de hoje parece uma
passagem um corredor de ontem pra amanhã.
- Téu-téu-téu!... Sim e yes, o túnel
do tempo do passado pro futuro.
- Aditivos! O sol correspondente das
horas e espalha o calor o verão, conforme.
- Téu-téu-téu!... Sempre digo e
repito: exijo e protesto e reclamo explicações.
Meu pai patrão desembarcou ali
mesmo, até porque o animal de sela (uma égua piguancha potra crioula gateada) o
cão cachorro cusquinho já viram uma sombra e precisavam ancorar descansar
relaxar um pouco... e se refestelarem se deleitarem... O sol estava forte
àquela hora e já 12h e 20min. Aliás, meu pai ia de bíci como era comum naquele
tempo que outra condução pouco circulava era muito caro e dispendioso e raro
difícil quase improvável. Muita luz pouco vento quase nenhum movimento na rua.
O mesmo sol controlando as horas e o que fazer e como fazer. Um sol caloroso
moeda de ouro medalhão plenipotenciário sobrevoando o planeta o mundo o espaço
universal o sistema completo abrangente. Linearmente. Intermitentemente.
Legitimidade.
- Téu-téu-téu! E então! Onde pensa
que vai com este tempo, meu?! – pergunta a ave, do lado uma plaquinha
anunciando frete carreto changa e mascate estafeta.
- Oie!... Vou ver minha namorada/noiva
e os parentes dela irmãos achegados... – comentou meu pai, sujeito entroncado e
cinto de guaiaca com os ótimos patacões.
- Téu-téu-téu! Bem belém aquém
contém amém!... Acho bom criar ou inventar outra alegoria, entende?! – comentou
a maitaca-verde, remangando as mangas da blusa de penas verdinhas e já em
atitudes esquisitas bizarria excentricidade.
- Seguinte... Sim, posso pensar nos
encargos cargas desencargos dos entraves entretantos e contentos – destacou o
velho, taura já vacinado e perito em qualquer assunto e negócio e fuzarca e
mais reboldosa alvoroço tumulto rebordosa.
- Téu-téu-téu! Acontece nesta época
do ano que as catraias se enchem de beiupirás e etc – domesticou a ave, franzindo
os olhos e a cara arrepiando a testa.
- Apoiado! E digo mais e até um
aliás! D sempre atende aqui o seu servo devedor negligente desleixado –
comentou o papai, escorrendo pra longe uma baga ou duas do suor que porejava o
rosto escanhoado bronzeado e em chamas escaldado.
A bem da verdade verídica - e
expandindo as inteligências... e a morfologia configuração aparência forma da
matéria... como é de sempre e useiro mais vezeiro... o jogo do ludo e dados...
-, naqueles tempos, sim, tinha havia gelatina mosaico com creme de morango ou
limão mais bolinho de chuva mate doce com bolo de fubá doce de abóbora goiabada
de latinha com queijo da casa caseiro pão de ló... e outros rega-bofes.
- Credo, meu vizinho! Mas por que é viável
e recomendável rodar que eu dê meia-volta volver e retorne? – reorganiza meu
progenitor, encarangado de frio sem álibi e já uma ou duas estricções nos
músculos mais aperto na cabeça constrição compressão.
- Téu-téu-téu! Acho possível
repensar e retornar, compreende?! – recoloca a ave apelido Gaudéria, recém teve
colação de grau recebeu título de doutora em fisioterapia.
- Ué!... E como é isso?! Tu acha que
devo ir pra onde e quem e com quem?! – dobrou a aposta meu pai, que já havia
cruzado o rio Carapiranga a era cenozoica visto e revisto semióticas entrado em
contato com preguiças-terrícolas preguiças-arborícolas dançado a chimarrita e
escaneado qr-codes trocado de geladeira comprado celular 5g...
- Téu-téu-téu! Sempre digo aos meus
amigos e conhecidos o seguinte, recomendo: vão vá se desloquem por Registro
registrense e Sete Barras e Juquiá e Eldorado e Pariquera-Açu... – destapa a
asa, olhos fuzilantes faiscantes relampejantes.
Pra bem nem pular a verdade – já
ajustando os feitos honestos os fatos verídicos as façanhas memoráveis as
faceirices fantásticas os percalços habituais os pormenores complementares... -,
e de uns tempos para cá ou circunvizinhanças, mesmo as gentes as pessoas de
respeito procedência peso fundamento relevância, nem estão mais casando nem no
religioso nem no civil nem na delegacia nem em a praia. Comandantemente.
- Téu-téu-téu! Acho bom e ótimo...
Você sabe que Tupã existe e é Todo-Poderoso?! – conta ensina a percanta dona
Gaudéria, moradora de Iguape e nascida em Jacupiranga e adora chafurdar afundar
mergulhar num chafariz numa fonte de água cristalina ao alcance do lusco-fusco
se rebolcar se revolver se espojar espiralar.
- Oquei, minha ave! Já ouvi dizer
mas embora nunca tenha visto e comprovado com estes meus olhos – dedica explica
meu velho, andejo viajante e que mitiga mitigante torna mais suave vê com bons
olhos o sonho o desejo de voar e revoar.
- Téu-téu-téu! Mas como e por que
duvidar e duvida... duvidoso? – capricha a esvoaçante ave folgada insurgente
rebelde sublevada, bonita como estrela boieira.
- Ora e francamente! Mas assim mesmo
é muito e meio que confuso, sabe?! – descarta diz conclui meu pai, aplastado
fatigado esfalfado abalado cansado compungido.
- Téu-téu-téu! Mas enfim... o
caminho que tu caminhas que tu pisas que tu andas que tu palmilhas que tu... é
um caminho de Tupã – desafia entoa a ave de alcunha Gaudéria, de bom humor
bem-humorada bico aberto para rir e ou respirar melhor.
- Graças a D! Dito isso, os tais e
quais os campos os descampados com os cursos concursos recursos percursos –
determina termina meu vetusto antigo antecessor, tipo sujeito que pensa matuta
consulta decide determina surpreende empreende e proativo.
O andarilho cavaleiro papai a
montaria cavalo hípico equipado bem tratado o cão fiel destemido descendente
com parte nos canídeos cachorros-do-mato-vinagre. O mundo muito antigo e astros
siderais cabelos capilares capilaridade brejos palustres campos rurais
campestres espelhos especulares feras beluínos ferozes ferinos... sul sulistas
meridional austrais, norte nordestes setentrional boreais... E passo a passo às
claras às pressas às vezes... e de viva voz de vez em quando de quando em
quando... e por um triz o mais das vezes... O mundo prefere pessoas viageiras
viajantes de partida. E o planeta foi feito pra estes eles, e o planeta foi
feito pra isto eles.
Testeira branca de algodão para
deter o suor das ideias, meu pai se perguntava e ele mesmo respondia. Diante do
trevo de 4 cantos. Bem no meio da jornada decidiu decide emigrar senda para sudeste
e Moita Bonita e São Simão e Coari e Frei Paulo... e rio Xinguí ribeirão
Bebedouro... ou quem te vê e quem te viu sedição arrumar as malas e ir ao
noroeste ou Alvarães ou Campo do Brito ou Santa Rita do Passa Quatro ou Tambaú
ou Japurá... lecionar ou estudar no colégio estadual Nestor Carvalho Lima em a
rua general Siqueira... Mão no queixo e ponderar avaliar... Coçar a fronte e
escrutinar sondar... Pro norte o calo da estrada podia alcançar a cidade de
Doutor Maurício Cardoso e Lamarão lamarãoense e Água Fria e Três de Maio...
Descendo pro sul o buraco era mais embaixo e atingia o município de Serrinha ou
Vila Propício propiciano ou Irará ou Coração de Maria ou Tucunduva ou
Itaporanga d’Ajuda... E é bem verdade quê... de qualquer forma... embora haja
controvérsia entre bombordo e estibordo...
Depois de 20 dias e assim por
diante, aliás 20 minutos, meu mestre meu papai esticou os braços pro alto do
céu do céu, traje de roupa costumizada, reparou o sol o dia iluminado e bem
ilustrado e disse reinou de si para si ainda com seus botões de plástico:
“A razão por que nada existe ao
acaso. E nem obstante... naturalmente.”
O sol a pino comburente em o zênite.
Levando-se em conta os melhores eventos do verão deste verão. Na fímbria
horizontina dos morros... Aves incidentais fortuitas reincidentes itinerantes
territoriais e os crau-craus os chuãs os japiins as tiribas-de-testa-vermelha
os coleirinhas os urutaus as rendeiras os miudinhos... esgravateiam esquadrinhavam
as plantas paricás-de-esponjas, ingás-de-fogo, copudas, jenipapins,
trombeteiras-brancas, rabos-de-raposa, quiris... Os acontecimentos, aliás e
aliás, pareciam correr concorrer conforme de forma igual ou melhor a todos os
outros dias.
Os bons amerícolas ameríndios silvícolas
índios originários fazem continuam executando os idílios devaneios namoros. E
praticam o boia-cross em o rio Maranhão. E visitam nos fins de semana feriadões
o shopping Mocitaíba, em a localidade de Santa Isabel do Rio Negro e de limites
com Barcelos e Anhumas. Rapidez, cupidez, avidez...
Por via das dúvidas, meu genitor
desafiava o tempo o rumo o passo a passagem ia por um caminho que nem cabia
preencher formulários. Considerando isto e aquilo e tudo isso de terras de um
lado e outro da estrada. Trepadeiras cercas-vivas sebes taipas chousuras valas
que separavam as fazendas as propriedades as hortas as cabanhas.
Sem muita demora e por onde passava
a altura de uns km, o museu Homero Massena o estádio Gil Bernardes da Silveira
ou Toca do Índio o bairro de Itapoã, meu pai educador encontrou uma família de
capivaras. E sendo ainda o capincho a capivara e os capivarinhos. Desde o alto
da cavalgadura sem apear, o meu preceptor debateu:
- Uau!... Ainda hoje encontro uma
família atravessando o nosso caminho! Então, um bom dia! – destacou meu papai,
franzindo o sobrolho e alevantando a ponta do chapéu e assim abrindo a cara ao
sol ao vento à brisa ao ambiente em geral.
- Qui-bi-bi!... Eu e nós a família
estamos de passagem até o açude o rio Santo Anastácio e que fica aí do outro
lado da via, compreende – entendeu o seu capincho, senhor roedor pelo
marronzinho orelhas finas pequenas muito muito agitadas.
- Qui-ri-ri!... Estamos de leste a
oeste e tu cavaleiro e cavalo e cão de sul pro norte, é? – verificou a
capivara, mãe pelos enrolados ou penteado tipo chuca-chuca.
- Qui-ti-ti!... Vamos passar de
repente por um pomar de jabuticabas, oi! – ensinou um dos 6 pequenos
capivarinhos, este com ar olhar de viés típico da raça.
- Sensacional! Vi uns instantes
acima e vi uns km aí pra trás uma horta abarrotada de abóboras madurinhas. E
entendo que gostam tanto de abóboras melancias melões... – noticiou apontou
recomendou meu velho, esticando o braço dali até pra lá.
Até aqui até agora até aí e meu pai
andou e andou, e associado ao seu cavalo pingo alazão tordilho o Tião mais seu
cão vira-latinhas o Avião, como se nem houvesse amanhã o futuro o horizonte.
Paravam para comer para descansar para pernoitar para rezar para dormir para
bater um papo entabular uma conversa fiada. Prosseguiam coforme a vontade de
chegar. E tudo dependia da hora da honra da onda. Recentemente.
- Oie!... É e digo mais: nem nunca
fui a Ribeirópolis, mas pretendo. Estou no caminho e estou andando – distinguiu
meu mestre, o olhar suavizado no horizonte.
- Qui-bi-bi!... E tem mesmo muito
chão e é chão de areia quente, meu amigo – comentou o capincho de nome Bem
Quisto, roedor de espécie muito antiga e nacional.
As capivaras capinchos passeiam com
seus filhotes crianças capivarinhos. As árvores dão sombra flores frutos aromas
e freijó e córdia-preta e craveiro-do-maranhão e bacabaí e purga-de-gentio... As
capivaras e parentes gostam de comer grama flores frutos na sombra.
Francamente. Eventualmente. Disponibilidade.
- Nem qué?! Por assim dizer...
Então, depois devemos devo averiguar se se trata de vento sul sol estelar mar
oceano – tratou o meu antecessor mestre educador, ainda do alto da sua besta
alimária égua cavalgadura vermelho-azulada.
- Qui-bi-bi!... Pra falar a verdade
verdadeira... e imagino muito... o mundo deve de dever cumprido... ser muito
grande e enorme – desafiou Bem Quisto, que carregava um amuleto no pescoço
motivo de superstição talismã mocô.
- Qui-ri-ri!... Nem podemos ir até
tão longe. Nossas pernas curtas nem aguentam – comparou cadenciou a dona
capivara nome Mucica apelido Rabiça, sempre toda a vida todo o tempo de olho
olhando comparando seus peraltas filhotinhos.
- Qui-bi-bi!... Nós roedores temos
esta... precisamos comer e continuar comendo sem cessar sem descanso – falou
grunhiu o capincho, já meio derreado curvado.
- Qui-ri-ri!... Nem temos ocasião
tempo horário de parada pra parar de comer. Ou a gente come ou a gente anda, é
– dedicou destacou Rabiça, sacudindo o corpo tremendo se desequilibrando pra
afastar um calafrio um friozinho na barriga.
As revelações recordações os
assuntos corriqueiros... As pretensões reorganizações revoluções encontrões contradições
de um 1 caminho. As passagens de nível os dispositivos os aparelhos ruas pontes
viadutos... e pulular brotar... e conspurcar manchar... e punguistas
trombadinhas afanar furtar... e lalau larápio inocular transmitir surripiar
subtrair... e fuxico futrico paradigma padrão pinoia engano... Aliás, em o fim
das contas e débitos e créditos... vamos e viemos de algum lugar para outro
lugar...
Todos nós vamos... para um ou dois
lados desta história. O sol desemboca abre as portas as janelas ainda às 5h e
15min. Toda a sorte que acompanha o caminho a estrada... É um fenômeno bem
justo ajustado. E a saída ou entrada é pra cá em o rumo sul e Morro do Pilar e
Santana do Riacho e Areia Branca e Malhador e Descalvado e Passabém... Já de
outra forma pro outro lado o oposto o norte... um pouco indiferente ou sopitado
esquecido abafado afobado... temos os destinos saborosos de Itambé do Mato
Dentro itambeense ‘pedra afiada’ e São Domingos e Macambira e Santa Cruz das
Palmeiras e Itabira e Santa Maria de Itabira e Santa Rosa de Viterbo... Donde
se tira infere deduz que o mundo é redondo e tende a se repetir; donde se
depreende se calcula que o vento o ano o tempo são cadentes. Subordinadamente.
Nutritivamente.
E meu pai, ainda jovem e crinudo,
chegou onde queria encontrar. Um pátio uma praia uma enseada de água calma e
morna e limpa e formosa e calorosa e transparente... Apenas desembarcou e foi
muito bem recebido por minha mãe, ainda mocinha e natural, toda sorridente
contente faceira transfigurada linda positiva otimista...
Algumas nações de passarinhos
passando aí e voando pousando cantando ‘pri-cri-tiéeee!...’ e
papa-taocas-do-sul, taperuçus-velhos, ferreirinhos-relógios, joões-tenenens,
petrins, tiês-pretos, tangarás, martins-pescadores-pequenos, tico-ticos-reis,
chocas-da-mata... E se distraíam andavam pelo chão cantando ‘vri-vri-vriiii!...’
e saíras-ferrugens, encontros, beija-flores-de-banda-branca, gralhas-picaças...
Esvoaçavam e marcavam território de árvore em árvore. Como isso é importante e
faz toda a diferença.
E no mais um bom dia boa tarde boa
noite deixe seu laique toque o sininho compartilhe curta comente dê a tal ripada
ripar, que afinal ao cabo nem te custam nada.
O quê?, vocês!, acham?!