Os gatos mascotes nasceram apareceram
numa casa numa família humana de 2 um casal, estes e aqueles sem filhos filhotes
por ocasião neste meio tempo neste mesmo hiato e ínterim. As duplas os felinos
e os humanos. Os bichanos ‘mi-aaaau!...’ tinham o hábito costume o ânimo diário
de ficar na janela do apartamento olhando o abismo e as aves as nuvens os
aviões comerciais em o céu de o céu. Fenomenal!
E o dia luminoso estava sendo muito
luminoso. A geografia a topografia região praia montanha pântano enseada
canhada brejo várzea. O rio Gravataí e seus braços arroio Brigadeiro arroio
Passo Grande arroio Chico Lomã arroio Feijó arroio Alexandrina... Após depois
sempre a faina diária em 7/30. Com catacrese intermitente ou consentida e, se
sabe como é!, sentido abusivo às vezes até falso abusão. Com sinestesia
consequentemente e os sabores da glória e os sons das cores.
A pedida era pegar o trem logo pela
manhã, se possível na madrugada (5h e 15min), sob o nascer do sol ou o cair da
chuva, e a partir da estação Belford Roxo (belford-roxense, ‘segurança e
virtude e prosperidade’) e seguir prosseguir Coelho da Rocha e Agostinho Porto e
serra do Tinguá e Vila Rosali e rio Calogi e Pavuna e Barros Filho e Costa
Barros e rio das Pedras e Honório Gurgel e avenida Brasil (br-101) e Rocha
Miranda e rio Faleiro e Mercadão de Madureira e rio Sarapuí e Cavalcanti e
rodovia Presidente Dutra (br-116) e Tomás Coelho e Pilares e Del Castilho e rio
Faria-Timbó e Jacarezinho e Triagem e rio Acari e Maracanã e São Cristóvão e
Central do B.
Os dois gatos, um gato e uma gata, na
janela do segundo andar. Todos os dias agora é um par formam um casal. Um
carijó uma caramelo. O abismo os observa? Ficam horas aí assim hipnotizados.
Como? Por quê? Será que vão pular? Será que vão procriar? Foram mesmo
doutrinados ensinados reorientados. Par casal inseparável muito abraçados juntos
e cinco filhotes 17 netos 60 bisnetos 110 trinetos... e contando.
O fulano a fulana a dupla tinha aí este
casal cônjuges de matrimônio casados no civil e religioso o seu João Carolo de Sabugo,
o pai dos de Sabugo e a mãe dos Carolo; a dona Maria Clara Escanelado
Escanzelado de Sabugo, o pai dos Escanzelado e a mãe dos Escanelado e o marido
de Sabugo. E sem contar mais os avós os bisavós os tetravós e etc. Família
vasta e descendentes todos dos vira-latas gente de fazer boas changas bons
negócios e vantajosos e múnus público tarefas encargos obrigações empregos,
aiveca e relha ou eira beira tribeira ou baraço e cutelo.
- Eu comemoro estes penduricalhos,
sabe bem disto, mor! – assinalou o pai João, e foi e disse isso num zás-trás e
unhas compridas e dentes pontiagudos.
- É, eu gosto de assuntos civilizados
na hora precisa e oportuna – compõe a mãe Maria Clara, cabelos encachados e
óculos de grau bifocais com hastes dobráveis.
- Que sim, sim! Pois se pode podemos
poderosos ficar tranquilos e sossegados.
- Claro e apoio. Digo mais, te
repito as minhas grandes aventuras neste mundo.
- Eu e tu. Como por exemplo, a festa
de paróquia feira de quermesse e que vendem oferecem apresentam o quentão o
pinhão a cocada o cartucho de amendoim...
- Se tivermos, hein?! A praça Rejane
Terezinha Severgnini Ferreira com a igreja matriz NS da Conceição, mandada
construir pelo estancieiro Francisco Carvalho da Cunha em 1741.
- Capais!... Ver a mão cinco dedos
rios os campos de vi a mão, e rua Daltro Filho com a rua cel Mário Antunes da
Veiga.
- Pois pudera uma e duas ucronias!
Entre 1763 e 1773 a Viamão viamonense foi sede do governo da província de Rio
Grande de São Pedro do Sul, núcleo central o centro largo Adônis dos Santos e
avenida cel Marcos de Andrade.
Os gatos são pessoas tratáveis e
reservadas e sérias e boas e confiáveis. Su-bli-me! De um lado da rua Borges de
Medeiros a calçada lajeada e as casas de alvenaria, do outro a ciclovia e o
bosque e tarumaís e oiticorós e alfavacas e piris... E já povoadas de
tibirros-do-campo, risadinhas, garças-pardas, jacutingas, jacuapetis, jacuparás...
Quando ainda mais de multidão das guajus-guajus e mesmo das abelhas-do-chão...
A rua de pedras paralelepípedos e grama daninha vadia viciada teimosa
infiltrada nas frinchas...
Uma lesma lesmando mandriona um
molusco cumbé mandriando mandrião sonolento monótono e devagar quase parando se
arrastando calada anônimo. Deixando rastro por onde transita se arrasta. O
bichinho tintureiro-das-pedras aí passando ou nem passando se arriscando ainda
airoso elegante cioso zeloso inerme inofensivo desarmado displicente com um
semblante de descaso. Mais ou menos era o apetite dela ou dele, preguiçando
testavilhando cabeceando trambolhando e até espumando. Funcionário parecerista
formado normalista morador do retábulo ao fundo do altar-mor. Em outras
situações ao longo da curta travessia, ou em quase todas as oportunidades,
espargia borrifava salpicava as gotículas os perdigotos o rastro pegada de baba
babando.
- Escute uma coisa, mor! Minha mãe
ela de Chuvisca chuvisquense e trabalhou muito tempo na casa de cultura
Lufredina Araújo Gaya, rua Padre Felipe esquina rua Maurício Cardoso – relembra
a MC, sentada no sofá e admirando o foro do teto em as cores escarlate carmim
magenta violeta-púrpura.
- Hum e epa!... Falando em
biblioteca ou museu ou casa das artes, eu mesmo comecei a frequentar bem cedo a
biblioteca pública Euclides da Cunha. E pegava o trensurb desembarcava na
estação Sapucaia e seguia, então, rua Jorge Assum com rua Manoel Serafim e
mesmo a rua professor Francisco Brochado da Rocha. Que eu nunca mais me esqueço
e relembro e te digo, mais até, te recomendo. Coisas que venho te dizendo há
muitos anos luz da Terra – aperfeiçoa o J, sentado na poltrona a cadeira do
papai e os olhos vazando apinchados pra fora da janela até lá no alto céu
estrelado.
Gavião-carrapateiro arrivista gavião-pinhé
oportunista caracaraí desempenado ximango-branco esbelto papa-bicheira aprumado
gavionando gavionice zanzando ao léu rondando a ronda. Na altura volta e meia
siar siando descendo em rapina rapinagem predador inerrante infalível
inerrância que nem se engana. Empoleirado em a icacoré-catinga e pleno com
visão para os 360 graus e solene pleno sobre tudo até onde manda delimitar o
horizonte. O pleno céu celestial azul-azul o meio-dia das 12 horas mais quentes
calorentas sossegadas sonolentas morosas madornentas modorrentas.
- Eu preciso e procuraremos urgente,
meu bem também? – iniciou o pai João, depois da ablução da manhã e no começo de
um dia diferente inédito principal.
- Sim, acho que sim. Tem toda a
razão e por que nem? Eu e você também – respondeu a mãe Maria Clara, espanando
polindo com flanela a espiriteira guenza.
- Vou hoje ou amanhã te comprar um
presente... mas nem sei o que é ou o que vai ser – mastigou o pai João, um
latagão um matalote um manguarão um marmanjão.
- Pode ser qualquer coisa simples ou
composta e desde que nem seja pote de plástico potezinho de vidro potezão de
lata, ahahah!... – comemorou a mãe Maria Clara, à maneira sonsa se fazendo
sonsice à socapa à sorrelfa ou como assim se diz se rindo.
- Até logo mais e... volto com
surpreeeesa! Volto hoje com novidaaaades!
- E quando de pronto retornar já-já
reuniremos o útil ao agradável, oquei?!
Os gatos nem esperaram muito e o
casal João mais Maria Clara. Antes de pensar em adotar um jaboti ou cachorro ou
aquário. Vinte e poucos meses depois de casados apareceu a filharada uns
rebentos umas formas felinas fofas presentes do céu de o céu. E muito mais
‘mi-aaaau!...’ na beira da janela, cinco ao todo, para o fundão do quintal.
- Chegou a nossa vez de agradecer a
D, e muito muito! – comentou a mãe Maria Clara, os olhos perdidos nos pequenos
seres bebês dorminhocos de dias e horas e lambendo ‘es-leeeepe!...’ as crias sem
cessar e novidades novinhas em folha.
- Só posso dizer e prever que é para
sempre – comemorou o pai João, avistando bispando entrevendo vislumbrando
adivinhando a maré de sorte ocasião azada olada.
- Sim, e por fortuna, vamos dar estes
nomes para os nossos nenéns.
- Sim, e por sorte, já sabemos com
certeza que serão chirus e chiruas galantes.
- Uau!... Uns nomes bonitos para nossos
belos e belinhas. Para a nossa eternidade. Para a nossa prole. Para a nossa
continuidade. Para a nossa gurizada.
- Um e outro nome que tem tudo a ver
com ela a linda e ele o imponente. E que repercutirá até as nuvens. E
ultrapassará até os vastos continentes e subcontinentes.
- E a Guarita vai gostar de outros
bichos e cachorro e jabota e pássaro.
- Pois o Vigia vai nomear o nosso pato
o nosso cachorro e nosso pássaro.
- Meu! O Abrigo apreciará sorvete de
pitanga açaí caju pequi cupuaçu...
- E a Atalaia subirá em árvore e
andará de bicicleta e desenhará casa com chaminé fumegante decorada ornada como
confeito confeitada e igreja com 2 torres mais campanário e fará barquinho de
papel com bandeirinha nacional hasteada na popa.
- Oh!... Vou ver a Gurita e que aprenderá
a caminhar antes dos 8 minutos.
- Nossa! Quem dirá a primeira
palavra? E será silabada e esticada, pa-páaaa!...
Os gatos espiam cedo a madrugada, 5h
e 16min. Na cidade amanhecendo de tardezinha as pessoas optam por andar passear
a pé, ir ao trabalho ou voltar. Quando é aqui pertinho, em a rua Laudelino da
Silva Rosa a rua 30 de Setembro o museu Bruno Giorgi. Upa! E vão de carro ou
ônibus caso tenham carro ou nem tenham carro próprio. Quando atravessam através
da cidade, a praça Noel Nutels a avenida Augusto Severo já no bairro da Glória.
Tem o metrô o trem com baldeação nas estações de além do rio Inhaúma. Quando
passam os limites as linhas divisórias de Mesquita e Nova Iguaçu e Duque de
Caxias e São João do Meriti e Saicã (distrito de Cacequi) e Charqueadas e
Camaquã. Epa! Mais distante e já uma viagem pegam o barco a motor a remo a vela.
Quando se vai aos lagos lagoas barragens até atracadouros distantes, São José
da Laje lajense e Ewbank da Câmara e Chácara e Juiz de Fora e São Jerônimo
jeronimense e Arroio dos Ratos e Triunfo e Butiá e Severínia severinense
‘harmonia e paz e prosperidade’. Muito importante fundamental, cada veículo
próprio ou alugado fazendo jus ao pagamento os honorários. E todos temendo
tementes exigindo exigentes de D, com sua providencial providência divina
estratosférica. Palmilhando palmear a rua Condesa de São Joaquim contornando a
praça Fernando Costa. Já se diga de passagem mobilidade pórtico de cobrança
automática no pedágio free flow, outorgadas consentidas licitadas concedidas possibilitadas
licenciadas e tornadas viáveis.
Os gatos carregam desde sempre ou
instintivamente as tradições conhecimentos agrícolas terrícolas marítimos
arborícolas arquitetônicos arqueológicos religiosos/espirituais sociais. Chirus
chiruzada, os gatos curiosos com a curiosidade vão a quaisquer lugares. Opa! O
museu Abrilina Hofmeister, rua David Canabarro e rua Ernani Vasconcellos
fechando com a avenida Fernandes Bastos. Frequentam festas, sesquicentenários,
e entendem de lazer gastronomia artesanato de com para decoração.
- Eia, boi! Tenho que subir numa
árvore e pode ser esta mesma a guaximbé – destravou o Abrigo, já olhando e
esperando coragem pra subir de um pulo só.
- Oi!... Se eu saltar de uma aba a
outra da casa, hem?! Chegarei desmantelada lá do outro lado? Pergunto – indagou
a si mesmo e aos seus irmãos a Guarita.
- Eu, hem! Prefiro arriscar nadar na
piscina olímpica ou na represa de Jurumirim. Vai que me acostume – colocou sem
cerimônia o modesto Vigia.
- Apoiados, irmãos e irmãs! Vou até
a praça Padre Ernesto Odino. Dali mesmo saem os ônibus turísticos e que vão à
praia de Talhamar – lembrou a Gurita.
- Uau, gente! Vou tentar viajar de
balão ou dirigível ou aeróstato. E são estes os veículos mais leves que o ar –
desbravou Atalaia, se imaginando quase uma ave em voo.
Sendo que o sol saiu de onde estava
estacionado rechego lugar escondido recuo e bem todo pleno desabrido. E
engrolando pronunciando parlapatice parlapatão fanfarrão a pronúncia enrolada
já um ‘bom dia!...’ Assim alçando voo como ave esvoaçando voando ruflando esvoaçante
fazendo o rumor de asas ‘tlá-tlá-tlá!...’ E muito rico dourado ourudo
endinheirado moeda de ouro quilates. Já fazendo mostrando figa amuleto talismã
para um dia 12 horas de futuro e muitos mais muitos compromissos.
Os gatos semisselvagens semioficiais
superestimados intersetoriais supracitados suprassensíveis conversam entre si e
dialogam. O avô acordava sempre bem cedo, 5h e 10min, acendia o fogo no fogão a
lenha e já de pronto colocando a chaleira preta de ferro pesada pra ferver a
água fumegante do chimarrão. De modo contínuo rapidamente cevava a erva já
encilhando a cuia. A avó acordava veste talar mesma hora antes até tratava do
pato do cão ia ao cercadinho atendia às galinhas. Já entrava punha água na
chaleira de lata polida reluzente cabo de madeira trabalhada e por hábito
preparar um café com leite (este esperando na geladeira) o pão de ló ou o bolo
de fubá ou a torta de chocolate com recheio de chocolate e coco e leite
condensado. O vovô sentava na área olhar sem cansar o bairro Partenon a praça
Leda Schneider a rua Waldomiro Scharke o horizonte os morros azuis e mateando
na cadeira de balanço. A vovó na mesinha de canto perto da janela aberta no
verão fechada atrás da vidraça no inverno olhando o pátio o galpão a horta de
hortaliças circunvagando o olhar em busca de novidade ou nem isso. Pelas 8h e
20min (quando a empregada vinha e chegava) os dois velhos sentados esperando o
dia as horas passando o avô fazendo caretas olhando o céu, faça chuva ou faça
sol; a avó fazendo crochê ou olhando as formas formosas de nuvens (pouco
nublado - anuviador nubífero nubícogo nubígero), vento quente ou vento frio.
Tempo encantado preservado em foto enquadrado na parede, esta coberta com anódino
papel de parede os desenhos arabescos em preto o fundo azul-esmeralda.
- Outrossim. O João mais Maria Clara
a nora ainda a piazada, nossos netos e netas... E vão passear na praia de
Ibateguara e o parque da Lagoa do Peixe – comenta lentamente o vovô Cabide.
- Sim, e vão passar uns 15 dias em
Canhotinho no balneário do rio Canhoto perto da reserva ecológica Osvaldo
Timóteo – recomenda com vagar a vovó Cabina.
- Oitenta. Vinham se prometendo
tirar as boas folgas as boas férias de sombra e água fresca – relaxa demoradamente
o avô, óculos pesados de fundo de garrafa.
- Nunca cansam de viajar e já
viajaram um lote de localidades. E lembro algumas e Santa Bárbara do Monte
Verde e Lima Duarte e Barão do Triunfo e aldeia dos xambioá o bosque do Bairu o
museu Mariano Procópio – destaca faz em destacar a avó, ora tricotando ora
bordando ora chuleando o horizonte ora ouvindo um passarinho.
- Nem é?! Quando foi que nós íamos de
ônibus muito quase todo ano para Bia Fortes visitar nossos amigos o Conotado e
a Nota e comprar caixetas de marmelada.
- Eu sei e tenho saudades. Já na
volta rodando a rodovia Eduardo Saigh a sp-255 e passávamos em Santos Dumont mais
Matias Barbosa a pousada da dona Anotada magriz magricela e comprávamos
compotas de butiá e queijo típico mineiro.
- Então tá! Depois o governo
construiu esta estrada este equipamento pôs asfalto que mais tarde ainda veio a
se chamar br-470. Onde aqui mesmo estamos e era mato.
- O estrago que fez no nosso potreiro
no bairro e depois vira este trânsito pesado.
- Carpimento e carpins. Vem aqui vai
até a praça General Freitas, é.
- Merceeiros e mercearia. Chega pra
cá e sai pra lá até a rua Frei Orlando junto da biblioteca pública municipal João
Palma da Silva, hem?! Nem qué?!
Os gatos nunca se complicam e por
favor! De fato os gatos felinos nem gostam de uniforme colarinho branco vestes
formais ou mesmo informais ou oficiais. Caramba! Os peludos seguem um instinto
ou um faro tomam faro de algo ou alguém adquirem o afarado afaram. Calados ou
miando ‘mi-ri-aaaauuuu!...’ são donos do próprio nariz. Os felinos andam sobre
a água sobre o córrego Jatobá sobre o rio da Onça. Os felídeos domésticos são
rápidos e andam sobre rodas ou parece que flutuam sobre brasas.
E vamos damos um curto circuito e já
voltamos para a casa do casal que recém e de pronto ainda teve a filharada como
foi dito e já nomeados. Estamos de volta e numa casa com pátio traseiro pomar
do lado oeste jardim do lado leste com horta no meio com garagem paralela com
varanda na frente piso superior. Entre a casa e a rua Marinelo de Maninelo, um
murinho mureta dividia e divide. Desde que o mundo era mundo deslancha costura
constitui faz das suas aí o rio da Cachoeirinha, ou seja, covas sorocabuçus
sorocas peraus grunas grotas forjocos escavações buracos boçorocas barrocais
algares barranceiras barranqueiras.
Vai que dentro da casa convive o
casal e a chiruzada pré-adolescente. O casal João e Maria Clara quer mais pretende
uns herdeiros. A ninhada tem bíci bola patinete xadrez livrinho de completar e
quer porque quer mascotes 1 um cachorro um papagaio-verdadeiro um porquinho um
jaboti um aquário, um ou uma, que pode ser de raça ou vira-latas. Nem que pra
isso seja necessário buscar viajar até as localidades de Rafard e São José do
Norte e Cerqueira Cesar e Botucatu e Coronel Macedo e Avaré e Itaí itaiense
‘rio da pedra’ e Anhembi anhembiense ‘rio das anhumas’ lema ‘surgi do sonho das
bandeiras’ e Tavares tavarense ‘amizade e hospitalidade’ e Barrinha barrinhense.
- Para onde vai e nem chega o
infinito? – perguntou Atalaia, ainda com cabelo preso em coque ou rabo de
cavalo as orelhas apontando pro alto ao alto alçadas.
- Com certeza mais além da rua
Anésia Pinheiro Machado e riacho Guariba e riacho Lava Pés – domesticou a mãe
MC, com efeito de adorno requife enfeite.
- O infinito? O infinito... Bem, o
infinito é D menos um palmo e meio – calculou o pai J, também aproximando
apropinquando e tributo contributo atributo.
- Já imagino se nem tivéssemos um
infinito... uh-ruuuu!... – domesticou a
linda Gurita, imitando voz de coruja chirrio chirriar.
Cortamos para outro ambiente. E
procuramos e já encontramos um domingo de manhã, embora estejamos numa
terça-feira também pela matina. O bom é que continua o verão em pleno mês de
fevereiro. O carnaval batuca ‘torototóooo!, corococóooo!...’ no fundo do
ambiente. Uma era um tempo com internete redes sociais celular gps. As festas
de fantasia usam máscaras de gato-do-mato maracajá jaguatirica...
A cidade convive revive vive com
coletivos grupos conjuntos aos montes. E a caterva a récua a mole magote
triênio código caravana banca matilha fato atilho arboreto pente grei alcateia...
Que avenida! Que avenida de mão dupla! Que alas de coqueiros-catulés
palmitos-amargosos palmeiras-piaçabas!
- Oh, meus pais! O que é
biodiversidade? – indagou Guarita, brincos de argolas.
- Assim que eu gosto, fia! É que eu
gosto, querida! Que tenha perguntas – confirmou o pai João, com afinco conduta
firme aferro insistência perseverança.
- E olho e vejo a minha filhinha e
fico muito orgulhosa dela do seu perguntar sem cessar e também intermitente,
já-já! – cadastrou a mãe Maria Clara, se esbaldando.
- Hoje eu duvido, mas uma vez ou
outra queria ser um pássaro... – saiu pensando alto Abrigo, olhos que iam e vinham
de cima a baixo em o espaço/tempo.
- Oxalá! E mesmo um peixe do mar da
laguna do rio... – contou Vigia.
Quando saíam de carro geralmente iam
ao shopping Sorda/Açorda. A galerinha pede porção de batata frita pizza
cartucho de amendoim torrado rapadura pé de moleque e suco de abacaxi e batida
de caju e vitamina de abacate, além de proporcionar: espiolhar investigar
esquadrinhar examinar os cartazes dos filmes em cartaz nos cines salas de
exibição, estreias ou obras-primas. Depois pensam calculam e solicitam sorvete
de quatro sabores e cores. E convenhamos, a piazada ainda rapa rasca raspa os
jogos e joguinhos de videogames ao telefone, sentados em qualquer lugar em pé
andando...
- Oh!... Vou brincar com simulador
de carro de corrida – iniciou Vigia.
- Este shopping me lembra me recorda
uma minicidade planejada, bravo – comentou o papai, braços cruzados diante das
lojas diversas ofertas saldos descontos.
- Vejamos somente pra ver... um
vestido de 10 mil reais e tricolor – consentiu a mamãe, mão esquerda segurando
o cotovelo e a mão direita o queixo caído.
- Ah!... Vamos até a sala de
patinação no gelo, gente?! – convidou Atalaia.
- Meeeeu, D! E aí, quem tem pânico
de montanha russa?! – contratou Gurita.
Os agricultores da região dos
arredores de Pequeri e Santana do Deserto e Dom Feliciano e Arandu e General
Câmara e Alvorada e Cajobi e Olímpia e Santa Maria da Serra e Lindoia e
Sertãozinho... E sempre olhando olharam pesquisando o clima a época do ano já
com seus augúrios auguração agouros profecias vaticínios presságios. Bem cedo
pela manhã começo da semana segunda-feira. E amanhar a terra preparar o solo
para o plantio. Lavrar arar gradear tratorar semear colher. Preservar o
barranco a ravina o batoco a biboca a voçoroca. Depois esperar com o olho do
dono com esperança com olhar no horizonte engordar a meteorologia. E assim é
que as espigas de milho de trigo de soja de arroz sazonar sazonem a contento.
Débitos quitados.
E diante da prefeitura em frente
tremulavam muito cedo todos os dias do ano riam a bandeiras despregadas e se
rindo ‘tchá-tchá-tchá!...’ as 3 bandeiras do país do Estado do município. Na
praça da Bandeira pose da estátua impulsiva andando a cavalo. A mesma estátua
vestia farda de gala divisas galões e espadão. O cavalo empinado mostrava os
cascos os dentes relinchando relincho relinchava ‘ih-éeee!...’ Justamente na
imaginação nas ideias na linha do olhar da visão todos condecorados o soldado
cabo sargento tenente capitão major coronel general. Os demais comandantes oficiais.
- Vejo e veja, bem! Local comum
aberto para jogo de dominó e cartas... – recomenda o pai, churrasqueiro
lenhador carreteiro ex-estancieiro.
- Ambiente de folga. Recanto de
conversas e risos e voos e caminhadas... – destaca a mãe, benzedeira das águas
da lua das brasas das linhas da mão e do pé.
Passam pela praça (já citada e
editada e matriculada e nomeada) e aí mesmo tantos animais, e vejam, animais
endêmicos e coruja-do-mato e canário-do-campo e tico-tico-do-biri e
savacu-de-coroa e uiramiri e formiga-correição e abelha-mulata e
assobia-cachorro... E de outras partes outros lugares e mais os intergalácticos
ainda os que nunca existiram os lendários e os incríveis que existirão. Cada
bicho com seu ritmo seu jogo seus interesses e salazes lúbricos luxuriosos
lascivos. Uns ou outros, de agora de hoje, moram em grutas furnas cavernas
despenhadeiros abismos báratros voragens.
Os gatos, e de vez em quando, podem
pular no fundo do poço no abismo da janela... pois sobrevivem 7 vezes.
Finalmente com capacidade para mais. Os felinos podem recear a água, porém saltam
pra lá do rio dos Carrapatos o ribeirão do Caçador. Os espertos gostam de andar
pelos telhados e nem têm medo de altura.
- Ah!... Quero muito andar de trem e
olhar da janela... – alerta Atalaia.
- Oquei!... Estes dias atrás eu vi
no iutúbi a maria-fumaça que vai de Embu-Guaçu e passa por Mostardas e
Paranapanema chegando em Bofete – explora Vigia.
Parabéns! O povo (os gatos) gosta de
conversar degranar trocar diz que diz. Pronto, as feras falam à vontade e ao
mesmo tempo sem cessar tatibitate tátaro balbucio tatamba. Ué! Os assuntos são
pequenos médios grandes e generosos, sejam seguem apareçam em Herculândia
herculandense ou São Pedro ou Tejupá ou Queiroz ou Arco-Íris ou Dumont... Há indivíduos
sujeitos felinos como ingênuos arredios tímidos recatados egoístas afoitos
desconfiados encabulados pernósticos imaginativos atabalhoados apalermados...
Há e já houve sicranos beltranos que escapavam garfiavam fugiam e se safavam do
bom debate. Oxalá! E temos casos e coisas que se diz. Tipo o bate-papo que
procura destrinchar ou montar quebra-cabeça da colheita do calor da loucura do
tempo a chuva a seca futebol a chuva com tempestade de granizo. Aleluia! Argumentos
reentrâncias e todos os temas merecem pinga-fogo, ou seja, muita alaúza laúza
bagunça assuada barulho arruaça. E tudo foi visto e mais ouvido e comprovado.
- Tudo nos leva a ir até Barretos e
ver rever o rodeio dos brutos – analisa o pai papai João, outro nome para orago
oráculo santo padroeiro.
- Me acostumei a sonhar com
balneários estações de águas termais e Colina e Monte Azul Paulista e Nova
Erechim – destaca a mãe mamãe Maria Clara, outro nome para Espírito Santo
paracleto e defensora guia protetora mentora.
E o tempo começou contando... o quê?
A lua distraía distrai algumas estrelas e constelação ao redor. Absolutamente
ou porém, todos olham o céu noturno e que vem entardecendo tardinha. Olhar
mirando o céu todo olhando todo abrangente mag-ní-fi-co. Assim, muita estrela
cintilante estrela estacionada estrela cadente estrela distante estrela
brilhante estrela de cinco pontas estrela diamante Diamantina diamantinense e
Carbonita e Senador Modestino Gonçalves e Serro e Augusto de Lima e Conchas e
Olhos-d’Água e Datas e Itapeva... Pronto que a lua fantasmagórica rica
platinada bonita importante grande e a fantasmagoria. Lua e estrelas aí mesmo discutidas
premidas premer apertadas espremidas comprimidas fogueiras juninas.
Depois de 1 uma noite de cortinas
corridas, um fim de noite bruxuleante oscilante tremeluzente, o dia descortina
descortinado desde o mar chegando o sol. Que o astro-rei que de vezes já fez e
refez. E a fábrica de tempo que tem o efeito de se romper todo santo dia e
disruptivo disrupção ruptura e ascendendo subindo. Sendo que o espaço estava
mesmo muito enorme, até mesmo para este sol sazonado e maduro dourado.
Os gatos vêm de dentro do cômodo
acomodados aplicados e pulam ao peitoril da janela aberta. Escancarada ao amplo
mundo e Américo Brasiliense ameriliense e Jaboticabal e Pradópolis e Ribeirão
Preto... Outro dia como outro qualquer e olhar lá pra baixo lá pra longe... Sim
e yes, parece que querem navegar voar... Os felinos pensam... mas imaginam o
quê? Os voos e decolagens pousos aterrissagens arremetidas...
- Xi!... Por que os dinossauros
extintos? – interesse essencial da Gurita.
- É difícil saber, é difícil
reconhecer, é difícil recompor, mi-raaaau!... – se esforçava o João, ele
desenvolve projetos e pesquisas e estudos aprofundados pra preservar o
patrimônio cultural material imaterial; e assim começou a prosperar na área.
- Os bichos eram enormes as árvores
eram gigantes os insetos eram maiúsculos – demonstrou por a mais b a Maria
Clara, ela mesma coordena os trabalhos culturais e de História: organização
catalogação identificação: livros fotos afrescos jornais documentos e outros
objetos esparsos relíquias.
- Vai ver que tinha muita chuva
muito calor muito frio – imaginou Abrigo.
A insistente família de teiús-açus,
talvez do ponto de vista uns intrusos, morar no subsolo subterrâneo e arredores
da igreja. A saída preferida, caso ocorra, é pela rua General Câmara até a rua
Marcelino de Figueiredo. Podem pegar coletivo ônibus pra Porto Alegre ou
Buenópolis ou Quintana ou Piracicaba ou Piraju... porém ainda nem admitiram ou
cogitaram esta possível possibilidade. Se alimentam de oferendas de ofertas e frutos
da língua-de-tiú e da ucuuba-punã... Conversam comentam um pouco de tudo ali
pela volta e um pouco de narrativas um pouco de vitórias e mais outras
histórias. São de laços laçadas traços traçados entrelaçadas. Enfim e ao cabo,
gostam do local religioso honesto local específico de recolhimento retiro
meditação veneração.
O sol, este sim e este mesmo e este
ainda, abriu a porta da morada o mar, de dentro do oceano, e saiu e se
apresentou ‘oi, gente boa!’ Aí mesmo e sem demora, bateu na janela da vizinhança
e subiu escalou. E neste instante ou em outro momento, hoje agora ou ontem ou
amanhã, já está longe no alto. Recebeu ordens de alguém ou algo? Ouviu
contraordens ainda na parte da madrugada? Saberia o que tratar ou destratar?
Teria argumentos para debater e aonde ir ou onde ficar depois de tanta pressa?
Os gatos (resumindo) têm nome e
estilo, mas nunca deixam deixando sua fé se perder ou de lado. Rezam oram toda
noite antes de se acomodarem nas almofadas e pufes e colchonetes e
travesseiros. Todos os dias e horas, hoje sem faltar, lá estão eles a família
de irmãos e irmãs femininos masculinos olhando o mundo de cima. Acho que nem
sabem que os gatos vieram do Egito. Que os gatos começaram na China. Que foram
condecorados pela primeira vez na pré-história da Bíblia, época da Pérsia. Que
passaram o ribeirão Iacri, sem barquinho sem se encharcar sem precisar tomar
banho.
- O sol tem esse nome desde antes de
Pedro Alvarez Cabral, é mesmo? – inquiriu sempre inquirindo inquiridora a gatinha
Atalaia, rebento de João e Maria Clara.
- Acho mesmo e antes que houvesse
ouro na terra do planeta Terra, é – conferiu a mãe, colaboradora na livraria/papelaria
‘A Bico de Pena’, justamente o prédio na esquina juntando a estrada Buarque de
Macedo com a rua Cristo Rei.
- Sim e nem ou talvez. Penso muito
na terra de Pindorama, dos povos originários – determinou o pai, sujeito nobre
bom mas também obcecado obsedante que se molesta.
- Acho ou tenho quase certeza que D
criou o sol para fazer o dia e a lua para esclarecer a noite noturna –
descreveu a Guarita, e num ótimo átimo.
Vamos! A rua transversal Santa
Catarina passa em frente da biblioteca Luís Fernando Veríssimo. E temos aí umas
plantas admiráveis e chapéu-de-couro, espinho-de-santo-antônio,
talá-verdadeiro, unha-de-boi-do-campo, catinga-de-tamanduá... Mais adiante, ali
pela rua Itararé, transitam muitos mascotes e os patos escorraçam os cães, os canídeos
caninos maiores escorraçam os cachorros médios, os médios escorraçam os cuscos
pequenos e bem pequenos. Avante! Estes cães costumam falar o que pensam e acoam
ladram latem ganem uivam esganiçam rugem. Mesmo sem serem vistos ou
pressentidos ou fotografados pelas margens da rua Jaguari, estão aí outros tais
e quais que são os saurás os sapos-venenos-de-flecha as saracuras-do-brejo os
uirapurus-vermelhos e uma família grande milionária de sáurios (semiaquáticos
fossórios arborícolas terrícolas), com ou sem farnel provisões suficientes.
Por exemplo e a felina pequena
Guarita andava andou a pé segurando a bíci - com as mãos uma em cada aspa do
guidão, em pose de bípede - a magrela, e esta ainda sem nome nomeado próprio. E
a gatinha espreitando espiando os lances da rua da lua da tua. Justamente o
passeio que ia crescendo à medida que se afastava de casa em zigue-zagues mais
ou menos para o oeste. E sempre ouvindo os carros falando alto e em tons
diferentes conforme a espécie fonfonando ‘bru-vruuuu!...’ Já sem demora
desviando dos outros pedestres. E passo a passo do lado da rodante rente às
rodas da amiga. Um sorriso no rosto muito natural próprio dela chirua esperta e
sorridente séria sorriso doce riso ‘si-si-siiii!...’ e falando bufando rosnando
com quem ouvia e escutava:
- Sabe, gente! Hoje mesmo agora
nesta hora seria bom nadar na piscina de águas transparentes quase azuis e
limpas e mornas do clube recreativo Bará-Tucano. E olhe aí!
- Aleluia! Ou devemos ir até a praia
e olhar o mar azul até pra lá do infinito com o céu – apegou emendou o tal qual
Abrigo, fazendo corrida no trote estilo campeão.
- Nem me fale, pessoal! Os barcos com
motores a óleo diesel casco e quilha docas píeres molhes – destacou apegou
Vigia, pulando de laje em laje e com distinção.
- Puxa! Devemos espiar e espreitar
um navio cruzeiro um navio carregado de containers um navio embarcação no canal
do rio Itajaí-Açu. Me faça o favor! – contemplou arquitetou Atalaia,
exercitando uns exercícios em desenho tipo estrelinha.
É óbvio que este tempo hoje em dia
passa passava mas nem existia nem ia ou vinha nem muito menos de visita visitar
os parentes além ou aquém. O tempo é monótono e os acontecimentos são
exclusivos instantâneos precipitados rápidos fáceis. Dias de verão, as férias
escolares, passavam a ponte sobre o rio Alambari e visitavam parentes e ou
pontos de vista pontos turísticos em Taquarituba e Itaberá e Gouveia e Couto de
Magalhães de Minas e Tupã e Matos Costa e Bocaiuva e Monjolos...
- Olá!... Este dia de ontem... vai
saber!... e sonhei um avatar... – diz João.
- Sim e vai ver. Todos os felinos se
parecem, um dia – cola a Maria Clara.
Conformadas com a sorte que lhes
coube, as árvores fizeram por outros meios as lautas ceias os fartos jantares e
quinas-do-campo e pixunas e guajuviras-da-baía e favas-de-bolota e
pitombeiras... Quantas espécies incoercíveis que nem se pode coagir conter
comprimir encerrar como cipós-escadas, alfazemas-bravas, algarobeiras-pretas,
manjeronas-do-campo, embiris, carobas-de-flor-verde, braúnas, araçás-do-mato...
Os gatos na janela e os felinos
domésticos janeleiros tinham um jardim pequeno na varanda na sacada. Os pais e
os filhotes tinham acesso a esse porém. E então uma mínima plantação de algumas
plantinhas medicinais ou temperos ou florzinhas, que de repente podiam atrair
uma borboleta um besouro um beija-flor-safira. E nos dias de sol e céu limpo e
clássico e azul-azul, a turma toda podia se espreguiçar com estilo com direito
a dormitar e sonhar com dias de sorte e riqueza e fartura e formatura e
formaria.
De supetão de acordo de súbito, o
dia aclimatado climático, a gatinha Gurita viu um cavalo tordilho da polícia
montada de São Paulo e ali na janelinha do iutúbi. Se espichou toda e
apresentou registrou catalogou para toda a patota a família e etc:
- É 1 cavalo ou 1 égua?, esse animal
quadrúpede. Parece bem forte e robusto.
- Oi!... Já vi e revi cavalos
‘potocó-potocó!...’ trotando no haras... e puxando charrete ‘iupe-iupe!...’
correndo ‘tró-tró-tró!...’ no cinema audiovisual – contribuía o pai João,
supergraduação em filosofia da educação e psicologia e sociologia.
- Mas bah, tchê! Nos pampas esses
tipos andam com gente a tiracolo e se chamam ou os chamam de centauros, é –
comportava a mãe Maria Clara, professora ministrando matemática quântica à
distância as teleaulas (por tevê ou internet).
- Upa!, upa!... Quero muito aprender
a montar cavalo e andar a trote, hem! – confiava o Abrigo, já se posicionando
ou já se colocando como um cavaleiro.
- Sim e nem e talvez! Prefiro ver os
cavalos no pasto pastando e no campo acampando – domesticava a guriazinha
Atalaia, sempre pensando na honra dos bichos.
- Outra coisa e já saudável! Ver e
rever os cavalos livres e correndo no campo em cancha reta sem condutor sem
dono... é tudo de bom é tudo de limpeza – declarava descolava o Vigia, já
paragonar cotejar projetando um ideal animal natural.
O cavalo montado pelo soldado
mantinha seu porte nobre e bem instruído. De repente parou perto de uma árvore
tiborna-traiçoeira e começou, do nada, a esgaravatar escarafunchar o chão de
areia ‘estru-estru!...’ Tinha cauda e crinas bem toucadas. Todo um gingado um
esforço de corpo e instinto de alma que pareciam acolher relacionar registrar
organizar preservar pesquisar cavalgar pular obstáculos.
As aves falavam trocando ideias
diziam altas algaravias ‘bri-ri-ri-tiiii!...’ e bem cedo pela mesma manhã recém-inaugurada.
Revoar voar revolutear as saíras-de-papo-preto os besourões-da-mata os
caboclinhos-do-norte os jaós-do-sul os chocões-carijós os bem-te-vis-do-gado...
Com sol ou com chuva, uma vez. Diário um chiado estridente ‘cri-griiii!...’ de
cigarras dependuradas nas folhas pelos galhos e caules e troncos.
Com certeza, 1 vez a Gurita, com os
pais, andou de carro, auto da família. Uma vez o Vigia passeou de barco em
pleno rio ou represa. Uma vez a Atalaia andou de trem maria-fumaça aí por
Carlos Barbosa e Guaporé e Espumoso e Salto do Jacuí e Bom Princípio e Poço das
Antas... Por sua vez o Abrigo subiu num avião e viu o mundo como as aves. Sem
ficar pra trás nem deixar pra amanhã, a Guarita voou de asa-delta desde a Pedra
Bonita e até o pouso na praia do Pepino. Proverbial!
Quando saíram com o veículo 4x4
foram até o mercadão Capivara. A rua bem arborizada tarumãs azeitonas-do-mato feliz
ampla movimentada rua Osvaldo Aranha com a biblioteca pública Vianna Moog. E lá
visitaram o museu da Unção, com moedas e medalhas de ouro de prata de bronze. E
mais uma antiga fachada platibanda, um relógio carrilhão de sinos e tubos,
pequeno curral cortelho cortil para conter ovelhas tresmalhadas evadidas
espalhadas desgarradas fugidas, cadeiras de alto espaldar confeccionadas em
madeira de lei, selas e arreios, potes cuias cumbucas, mais outros rebotalhos
refugos pertences quinquilharias e velharias antigas anacrônicas obsoletas.
- A nossa conduta juntos, eu e tu,
transborda de métodos fórmulas princípios e como se diz – lembrou o pai João (cara
esculpida em pedra basalto ou pedra-sabão), falando diretamente com a mãe de
seus rebentos filhotinhos miadinhos.
- Pois é verdade, hem! A gente, eu e
tu, nem tomamos atitudes e decisões assim do nada pra tudo e de repente nem
mais que de repente – amplia a mãe Maria Clara (cultiva com muito amor uma
horta com espinhos-de-cristo e guaximas e guacos-do-quintal e
erva-cidreira-do-mato e alecrim-do-campo e canelas-de-ema e barbatimões e alamandas-cheirosas
e lírios-das-pedras...), respondendo para o papai dos seus felinos chiruzinhos
ronroninhos.
Os gatos são valentes, olhar dengoso,
e enfrentam qualquer coisa que se interpuser no caminho e com atitude como
escalavrar esfolar arranhar rastelar riscar morder arrancar despedaçar. Os
geniosos felinos são destemidos enxeridos e enfrentam coisas com paciência e
palavras ao léu murmurando ‘cró-cróooo!...’ Mas o caso é que as preocupações
são móveis e, dependendo do dia, são imóveis. Os bichanos gostam de assistir
passarinhos fora do ninho e maguaris cauauás mauaris tubaiaiás... Os sedosos
caseiros gostam de assistir peixinhos dentro da água nadando do nada e xaréus anchovas
saicangas piruás cangulos arraias-de-fogo cações-pintos piracatingas
patis-bastardos...
- E aí!... Já sei que os animais
saíram do mar e invadiram a terra – concordou a menina Gurita, abrindo os
braços para abraçar o mundo cheio de enigmas charadas.
- É que D começou apontando primeiro
as águas e depois o restante – contou o pai João, já se lembrando do tempo que
ele mesmo vivia na era diluviana.
- Xis e zê!... Primeiro os peixes de
todos os tamanhos e cores e modelos – determinou a mãe Maria Clara, segurando o
sorriso com uma unha/garra indicativa.
- Sei ou nem sei! Quando era criança
ainda nem sabia da beleza de D – recomendou Vigia, a 2 dois dias de completar 4
meses de contemporaneidade.
Os gatos são familiares e gostam de
humanos por perto. Apoiado! Os felinos sobem no parapeito da janela da
escotilha em a grade da sacada e olham a rua lá agitando rodando embaixo. Qual
o quê! Olham pra frente pra sempre. Opa! Assim mesmo, ao diretamente pegando
sol e calor curtindo na curtida do verão. Interrogativamente? Vai ver, vai
vendo, que o tempo nem implica pra nada.
Dito e feito. Aludir. Muitos
episódios nos esperam nos separam em os espeques escoras forções arrimos
tapumes. Grato. Sem rodeios sem delongas sem pestanejar sem titubear e contando...
Pois sim! E que ótimo!