terça-feira, 24 de março de 2026

5h e 15min em 1 terça-feira

 

                                                          

                                                                      

            Os gatos mascotes nasceram apareceram numa casa numa família humana de 2 um casal, estes e aqueles sem filhos filhotes por ocasião neste meio tempo neste mesmo hiato e ínterim. As duplas os felinos e os humanos. Os bichanos ‘mi-aaaau!...’ tinham o hábito costume o ânimo diário de ficar na janela do apartamento olhando o abismo e as aves as nuvens os aviões comerciais em o céu de o céu. Fenomenal!

            E o dia luminoso estava sendo muito luminoso. A geografia a topografia região praia montanha pântano enseada canhada brejo várzea. O rio Gravataí e seus braços arroio Brigadeiro arroio Passo Grande arroio Chico Lomã arroio Feijó arroio Alexandrina... Após depois sempre a faina diária em 7/30. Com catacrese intermitente ou consentida e, se sabe como é!, sentido abusivo às vezes até falso abusão. Com sinestesia consequentemente e os sabores da glória e os sons das cores.

            A pedida era pegar o trem logo pela manhã, se possível na madrugada (5h e 15min), sob o nascer do sol ou o cair da chuva, e a partir da estação Belford Roxo (belford-roxense, ‘segurança e virtude e prosperidade’) e seguir prosseguir Coelho da Rocha e Agostinho Porto e serra do Tinguá e Vila Rosali e rio Calogi e Pavuna e Barros Filho e Costa Barros e rio das Pedras e Honório Gurgel e avenida Brasil (br-101) e Rocha Miranda e rio Faleiro e Mercadão de Madureira e rio Sarapuí e Cavalcanti e rodovia Presidente Dutra (br-116) e Tomás Coelho e Pilares e Del Castilho e rio Faria-Timbó e Jacarezinho e Triagem e rio Acari e Maracanã e São Cristóvão e Central do B.

            Os dois gatos, um gato e uma gata, na janela do segundo andar. Todos os dias agora é um par formam um casal. Um carijó uma caramelo. O abismo os observa? Ficam horas aí assim hipnotizados. Como? Por quê? Será que vão pular? Será que vão procriar? Foram mesmo doutrinados ensinados reorientados. Par casal inseparável muito abraçados juntos e cinco filhotes 17 netos 60 bisnetos 110 trinetos... e contando.

            O fulano a fulana a dupla tinha aí este casal cônjuges de matrimônio casados no civil e religioso o seu João Carolo de Sabugo, o pai dos de Sabugo e a mãe dos Carolo; a dona Maria Clara Escanelado Escanzelado de Sabugo, o pai dos Escanzelado e a mãe dos Escanelado e o marido de Sabugo. E sem contar mais os avós os bisavós os tetravós e etc. Família vasta e descendentes todos dos vira-latas gente de fazer boas changas bons negócios e vantajosos e múnus público tarefas encargos obrigações empregos, aiveca e relha ou eira beira tribeira ou baraço e cutelo.

            - Eu comemoro estes penduricalhos, sabe bem disto, mor! – assinalou o pai João, e foi e disse isso num zás-trás e unhas compridas e dentes pontiagudos.

            - É, eu gosto de assuntos civilizados na hora precisa e oportuna – compõe a mãe Maria Clara, cabelos encachados e óculos de grau bifocais com hastes dobráveis.

            - Que sim, sim! Pois se pode podemos poderosos ficar tranquilos e sossegados.

            - Claro e apoio. Digo mais, te repito as minhas grandes aventuras neste mundo.

            - Eu e tu. Como por exemplo, a festa de paróquia feira de quermesse e que vendem oferecem apresentam o quentão o pinhão a cocada o cartucho de amendoim...

            - Se tivermos, hein?! A praça Rejane Terezinha Severgnini Ferreira com a igreja matriz NS da Conceição, mandada construir pelo estancieiro Francisco Carvalho da Cunha em 1741.

            - Capais!... Ver a mão cinco dedos rios os campos de vi a mão, e rua Daltro Filho com a rua cel Mário Antunes da Veiga.

            - Pois pudera uma e duas ucronias! Entre 1763 e 1773 a Viamão viamonense foi sede do governo da província de Rio Grande de São Pedro do Sul, núcleo central o centro largo Adônis dos Santos e avenida cel Marcos de Andrade.

            Os gatos são pessoas tratáveis e reservadas e sérias e boas e confiáveis. Su-bli-me! De um lado da rua Borges de Medeiros a calçada lajeada e as casas de alvenaria, do outro a ciclovia e o bosque e tarumaís e oiticorós e alfavacas e piris... E já povoadas de tibirros-do-campo, risadinhas, garças-pardas, jacutingas, jacuapetis, jacuparás... Quando ainda mais de multidão das guajus-guajus e mesmo das abelhas-do-chão... A rua de pedras paralelepípedos e grama daninha vadia viciada teimosa infiltrada nas frinchas...

            Uma lesma lesmando mandriona um molusco cumbé mandriando mandrião sonolento monótono e devagar quase parando se arrastando calada anônimo. Deixando rastro por onde transita se arrasta. O bichinho tintureiro-das-pedras aí passando ou nem passando se arriscando ainda airoso elegante cioso zeloso inerme inofensivo desarmado displicente com um semblante de descaso. Mais ou menos era o apetite dela ou dele, preguiçando testavilhando cabeceando trambolhando e até espumando. Funcionário parecerista formado normalista morador do retábulo ao fundo do altar-mor. Em outras situações ao longo da curta travessia, ou em quase todas as oportunidades, espargia borrifava salpicava as gotículas os perdigotos o rastro pegada de baba babando.

            - Escute uma coisa, mor! Minha mãe ela de Chuvisca chuvisquense e trabalhou muito tempo na casa de cultura Lufredina Araújo Gaya, rua Padre Felipe esquina rua Maurício Cardoso – relembra a MC, sentada no sofá e admirando o foro do teto em as cores escarlate carmim magenta violeta-púrpura.

            - Hum e epa!... Falando em biblioteca ou museu ou casa das artes, eu mesmo comecei a frequentar bem cedo a biblioteca pública Euclides da Cunha. E pegava o trensurb desembarcava na estação Sapucaia e seguia, então, rua Jorge Assum com rua Manoel Serafim e mesmo a rua professor Francisco Brochado da Rocha. Que eu nunca mais me esqueço e relembro e te digo, mais até, te recomendo. Coisas que venho te dizendo há muitos anos luz da Terra – aperfeiçoa o J, sentado na poltrona a cadeira do papai e os olhos vazando apinchados pra fora da janela até lá no alto céu estrelado.

            Gavião-carrapateiro arrivista gavião-pinhé oportunista caracaraí desempenado ximango-branco esbelto papa-bicheira aprumado gavionando gavionice zanzando ao léu rondando a ronda. Na altura volta e meia siar siando descendo em rapina rapinagem predador inerrante infalível inerrância que nem se engana. Empoleirado em a icacoré-catinga e pleno com visão para os 360 graus e solene pleno sobre tudo até onde manda delimitar o horizonte. O pleno céu celestial azul-azul o meio-dia das 12 horas mais quentes calorentas sossegadas sonolentas morosas madornentas modorrentas.

            - Eu preciso e procuraremos urgente, meu bem também? – iniciou o pai João, depois da ablução da manhã e no começo de um dia diferente inédito principal.

            - Sim, acho que sim. Tem toda a razão e por que nem? Eu e você também – respondeu a mãe Maria Clara, espanando polindo com flanela a espiriteira guenza.

            - Vou hoje ou amanhã te comprar um presente... mas nem sei o que é ou o que vai ser – mastigou o pai João, um latagão um matalote um manguarão um marmanjão.

            - Pode ser qualquer coisa simples ou composta e desde que nem seja pote de plástico potezinho de vidro potezão de lata, ahahah!... – comemorou a mãe Maria Clara, à maneira sonsa se fazendo sonsice à socapa à sorrelfa ou como assim se diz se rindo.

            - Até logo mais e... volto com surpreeeesa! Volto hoje com novidaaaades!

            - E quando de pronto retornar já-já reuniremos o útil ao agradável, oquei?!

            Os gatos nem esperaram muito e o casal João mais Maria Clara. Antes de pensar em adotar um jaboti ou cachorro ou aquário. Vinte e poucos meses depois de casados apareceu a filharada uns rebentos umas formas felinas fofas presentes do céu de o céu. E muito mais ‘mi-aaaau!...’ na beira da janela, cinco ao todo, para o fundão do quintal.

            - Chegou a nossa vez de agradecer a D, e muito muito! – comentou a mãe Maria Clara, os olhos perdidos nos pequenos seres bebês dorminhocos de dias e horas e lambendo ‘es-leeeepe!...’ as crias sem cessar e novidades novinhas em folha.

            - Só posso dizer e prever que é para sempre – comemorou o pai João, avistando bispando entrevendo vislumbrando adivinhando a maré de sorte ocasião azada olada.

            - Sim, e por fortuna, vamos dar estes nomes para os nossos nenéns.

            - Sim, e por sorte, já sabemos com certeza que serão chirus e chiruas galantes.

            - Uau!... Uns nomes bonitos para nossos belos e belinhas. Para a nossa eternidade. Para a nossa prole. Para a nossa continuidade. Para a nossa gurizada.

            - Um e outro nome que tem tudo a ver com ela a linda e ele o imponente. E que repercutirá até as nuvens. E ultrapassará até os vastos continentes e subcontinentes.

            - E a Guarita vai gostar de outros bichos e cachorro e jabota e pássaro.

            - Pois o Vigia vai nomear o nosso pato o nosso cachorro e nosso pássaro.

            - Meu! O Abrigo apreciará sorvete de pitanga açaí caju pequi cupuaçu...

            - E a Atalaia subirá em árvore e andará de bicicleta e desenhará casa com chaminé fumegante decorada ornada como confeito confeitada e igreja com 2 torres mais campanário e fará barquinho de papel com bandeirinha nacional hasteada na popa.

            - Oh!... Vou ver a Gurita e que aprenderá a caminhar antes dos 8 minutos.

            - Nossa! Quem dirá a primeira palavra? E será silabada e esticada, pa-páaaa!...

            Os gatos espiam cedo a madrugada, 5h e 16min. Na cidade amanhecendo de tardezinha as pessoas optam por andar passear a pé, ir ao trabalho ou voltar. Quando é aqui pertinho, em a rua Laudelino da Silva Rosa a rua 30 de Setembro o museu Bruno Giorgi. Upa! E vão de carro ou ônibus caso tenham carro ou nem tenham carro próprio. Quando atravessam através da cidade, a praça Noel Nutels a avenida Augusto Severo já no bairro da Glória. Tem o metrô o trem com baldeação nas estações de além do rio Inhaúma. Quando passam os limites as linhas divisórias de Mesquita e Nova Iguaçu e Duque de Caxias e São João do Meriti e Saicã (distrito de Cacequi) e Charqueadas e Camaquã. Epa! Mais distante e já uma viagem pegam o barco a motor a remo a vela. Quando se vai aos lagos lagoas barragens até atracadouros distantes, São José da Laje lajense e Ewbank da Câmara e Chácara e Juiz de Fora e São Jerônimo jeronimense e Arroio dos Ratos e Triunfo e Butiá e Severínia severinense ‘harmonia e paz e prosperidade’. Muito importante fundamental, cada veículo próprio ou alugado fazendo jus ao pagamento os honorários. E todos temendo tementes exigindo exigentes de D, com sua providencial providência divina estratosférica. Palmilhando palmear a rua Condesa de São Joaquim contornando a praça Fernando Costa. Já se diga de passagem mobilidade pórtico de cobrança automática no pedágio free flow, outorgadas consentidas licitadas concedidas possibilitadas licenciadas e tornadas viáveis.

            Os gatos carregam desde sempre ou instintivamente as tradições conhecimentos agrícolas terrícolas marítimos arborícolas arquitetônicos arqueológicos religiosos/espirituais sociais. Chirus chiruzada, os gatos curiosos com a curiosidade vão a quaisquer lugares. Opa! O museu Abrilina Hofmeister, rua David Canabarro e rua Ernani Vasconcellos fechando com a avenida Fernandes Bastos. Frequentam festas, sesquicentenários, e entendem de lazer gastronomia artesanato de com para decoração.

            - Eia, boi! Tenho que subir numa árvore e pode ser esta mesma a guaximbé – destravou o Abrigo, já olhando e esperando coragem pra subir de um pulo só.

            - Oi!... Se eu saltar de uma aba a outra da casa, hem?! Chegarei desmantelada lá do outro lado? Pergunto – indagou a si mesmo e aos seus irmãos a Guarita.

            - Eu, hem! Prefiro arriscar nadar na piscina olímpica ou na represa de Jurumirim. Vai que me acostume – colocou sem cerimônia o modesto Vigia.

            - Apoiados, irmãos e irmãs! Vou até a praça Padre Ernesto Odino. Dali mesmo saem os ônibus turísticos e que vão à praia de Talhamar – lembrou a Gurita.

            - Uau, gente! Vou tentar viajar de balão ou dirigível ou aeróstato. E são estes os veículos mais leves que o ar – desbravou Atalaia, se imaginando quase uma ave em voo.

            Sendo que o sol saiu de onde estava estacionado rechego lugar escondido recuo e bem todo pleno desabrido. E engrolando pronunciando parlapatice parlapatão fanfarrão a pronúncia enrolada já um ‘bom dia!...’ Assim alçando voo como ave esvoaçando voando ruflando esvoaçante fazendo o rumor de asas ‘tlá-tlá-tlá!...’ E muito rico dourado ourudo endinheirado moeda de ouro quilates. Já fazendo mostrando figa amuleto talismã para um dia 12 horas de futuro e muitos mais muitos compromissos.

            Os gatos semisselvagens semioficiais superestimados intersetoriais supracitados suprassensíveis conversam entre si e dialogam. O avô acordava sempre bem cedo, 5h e 10min, acendia o fogo no fogão a lenha e já de pronto colocando a chaleira preta de ferro pesada pra ferver a água fumegante do chimarrão. De modo contínuo rapidamente cevava a erva já encilhando a cuia. A avó acordava veste talar mesma hora antes até tratava do pato do cão ia ao cercadinho atendia às galinhas. Já entrava punha água na chaleira de lata polida reluzente cabo de madeira trabalhada e por hábito preparar um café com leite (este esperando na geladeira) o pão de ló ou o bolo de fubá ou a torta de chocolate com recheio de chocolate e coco e leite condensado. O vovô sentava na área olhar sem cansar o bairro Partenon a praça Leda Schneider a rua Waldomiro Scharke o horizonte os morros azuis e mateando na cadeira de balanço. A vovó na mesinha de canto perto da janela aberta no verão fechada atrás da vidraça no inverno olhando o pátio o galpão a horta de hortaliças circunvagando o olhar em busca de novidade ou nem isso. Pelas 8h e 20min (quando a empregada vinha e chegava) os dois velhos sentados esperando o dia as horas passando o avô fazendo caretas olhando o céu, faça chuva ou faça sol; a avó fazendo crochê ou olhando as formas formosas de nuvens (pouco nublado - anuviador nubífero nubícogo nubígero), vento quente ou vento frio. Tempo encantado preservado em foto enquadrado na parede, esta coberta com anódino papel de parede os desenhos arabescos em preto o fundo azul-esmeralda.

            - Outrossim. O João mais Maria Clara a nora ainda a piazada, nossos netos e netas... E vão passear na praia de Ibateguara e o parque da Lagoa do Peixe – comenta lentamente o vovô Cabide.

            - Sim, e vão passar uns 15 dias em Canhotinho no balneário do rio Canhoto perto da reserva ecológica Osvaldo Timóteo – recomenda com vagar a vovó Cabina.

            - Oitenta. Vinham se prometendo tirar as boas folgas as boas férias de sombra e água fresca – relaxa demoradamente o avô, óculos pesados de fundo de garrafa.

            - Nunca cansam de viajar e já viajaram um lote de localidades. E lembro algumas e Santa Bárbara do Monte Verde e Lima Duarte e Barão do Triunfo e aldeia dos xambioá o bosque do Bairu o museu Mariano Procópio – destaca faz em destacar a avó, ora tricotando ora bordando ora chuleando o horizonte ora ouvindo um passarinho.

            - Nem é?! Quando foi que nós íamos de ônibus muito quase todo ano para Bia Fortes visitar nossos amigos o Conotado e a Nota e comprar caixetas de marmelada.

            - Eu sei e tenho saudades. Já na volta rodando a rodovia Eduardo Saigh a sp-255 e passávamos em Santos Dumont mais Matias Barbosa a pousada da dona Anotada magriz magricela e comprávamos compotas de butiá e queijo típico mineiro.

            - Então tá! Depois o governo construiu esta estrada este equipamento pôs asfalto que mais tarde ainda veio a se chamar br-470. Onde aqui mesmo estamos e era mato.

            - O estrago que fez no nosso potreiro no bairro e depois vira este trânsito pesado.

            - Carpimento e carpins. Vem aqui vai até a praça General Freitas, é.

            - Merceeiros e mercearia. Chega pra cá e sai pra lá até a rua Frei Orlando junto da biblioteca pública municipal João Palma da Silva, hem?! Nem qué?!

            Os gatos nunca se complicam e por favor! De fato os gatos felinos nem gostam de uniforme colarinho branco vestes formais ou mesmo informais ou oficiais. Caramba! Os peludos seguem um instinto ou um faro tomam faro de algo ou alguém adquirem o afarado afaram. Calados ou miando ‘mi-ri-aaaauuuu!...’ são donos do próprio nariz. Os felinos andam sobre a água sobre o córrego Jatobá sobre o rio da Onça. Os felídeos domésticos são rápidos e andam sobre rodas ou parece que flutuam sobre brasas.

            E vamos damos um curto circuito e já voltamos para a casa do casal que recém e de pronto ainda teve a filharada como foi dito e já nomeados. Estamos de volta e numa casa com pátio traseiro pomar do lado oeste jardim do lado leste com horta no meio com garagem paralela com varanda na frente piso superior. Entre a casa e a rua Marinelo de Maninelo, um murinho mureta dividia e divide. Desde que o mundo era mundo deslancha costura constitui faz das suas aí o rio da Cachoeirinha, ou seja, covas sorocabuçus sorocas peraus grunas grotas forjocos escavações buracos boçorocas barrocais algares barranceiras barranqueiras.

            Vai que dentro da casa convive o casal e a chiruzada pré-adolescente. O casal João e Maria Clara quer mais pretende uns herdeiros. A ninhada tem bíci bola patinete xadrez livrinho de completar e quer porque quer mascotes 1 um cachorro um papagaio-verdadeiro um porquinho um jaboti um aquário, um ou uma, que pode ser de raça ou vira-latas. Nem que pra isso seja necessário buscar viajar até as localidades de Rafard e São José do Norte e Cerqueira Cesar e Botucatu e Coronel Macedo e Avaré e Itaí itaiense ‘rio da pedra’ e Anhembi anhembiense ‘rio das anhumas’ lema ‘surgi do sonho das bandeiras’ e Tavares tavarense ‘amizade e hospitalidade’ e Barrinha barrinhense.

            - Para onde vai e nem chega o infinito? – perguntou Atalaia, ainda com cabelo preso em coque ou rabo de cavalo as orelhas apontando pro alto ao alto alçadas.

            - Com certeza mais além da rua Anésia Pinheiro Machado e riacho Guariba e riacho Lava Pés – domesticou a mãe MC, com efeito de adorno requife enfeite.

            - O infinito? O infinito... Bem, o infinito é D menos um palmo e meio – calculou o pai J, também aproximando apropinquando e tributo contributo atributo.

            - Já imagino se nem tivéssemos um infinito... uh-ruuuu!...  – domesticou a linda Gurita, imitando voz de coruja chirrio chirriar.

            Cortamos para outro ambiente. E procuramos e já encontramos um domingo de manhã, embora estejamos numa terça-feira também pela matina. O bom é que continua o verão em pleno mês de fevereiro. O carnaval batuca ‘torototóooo!, corococóooo!...’ no fundo do ambiente. Uma era um tempo com internete redes sociais celular gps. As festas de fantasia usam máscaras de gato-do-mato maracajá jaguatirica...

            A cidade convive revive vive com coletivos grupos conjuntos aos montes. E a caterva a récua a mole magote triênio código caravana banca matilha fato atilho arboreto pente grei alcateia... Que avenida! Que avenida de mão dupla! Que alas de coqueiros-catulés palmitos-amargosos palmeiras-piaçabas!

            - Oh, meus pais! O que é biodiversidade? – indagou Guarita, brincos de argolas.

            - Assim que eu gosto, fia! É que eu gosto, querida! Que tenha perguntas – confirmou o pai João, com afinco conduta firme aferro insistência perseverança.

            - E olho e vejo a minha filhinha e fico muito orgulhosa dela do seu perguntar sem cessar e também intermitente, já-já! – cadastrou a mãe Maria Clara, se esbaldando.

            - Hoje eu duvido, mas uma vez ou outra queria ser um pássaro... – saiu pensando alto Abrigo, olhos que iam e vinham de cima a baixo em o espaço/tempo.

            - Oxalá! E mesmo um peixe do mar da laguna do rio... – contou Vigia.

            Quando saíam de carro geralmente iam ao shopping Sorda/Açorda. A galerinha pede porção de batata frita pizza cartucho de amendoim torrado rapadura pé de moleque e suco de abacaxi e batida de caju e vitamina de abacate, além de proporcionar: espiolhar investigar esquadrinhar examinar os cartazes dos filmes em cartaz nos cines salas de exibição, estreias ou obras-primas. Depois pensam calculam e solicitam sorvete de quatro sabores e cores. E convenhamos, a piazada ainda rapa rasca raspa os jogos e joguinhos de videogames ao telefone, sentados em qualquer lugar em pé andando...

            - Oh!... Vou brincar com simulador de carro de corrida – iniciou Vigia.

            - Este shopping me lembra me recorda uma minicidade planejada, bravo – comentou o papai, braços cruzados diante das lojas diversas ofertas saldos descontos.

            - Vejamos somente pra ver... um vestido de 10 mil reais e tricolor – consentiu a mamãe, mão esquerda segurando o cotovelo e a mão direita o queixo caído.

            - Ah!... Vamos até a sala de patinação no gelo, gente?! – convidou Atalaia.

            - Meeeeu, D! E aí, quem tem pânico de montanha russa?! – contratou Gurita.

            Os agricultores da região dos arredores de Pequeri e Santana do Deserto e Dom Feliciano e Arandu e General Câmara e Alvorada e Cajobi e Olímpia e Santa Maria da Serra e Lindoia e Sertãozinho... E sempre olhando olharam pesquisando o clima a época do ano já com seus augúrios auguração agouros profecias vaticínios presságios. Bem cedo pela manhã começo da semana segunda-feira. E amanhar a terra preparar o solo para o plantio. Lavrar arar gradear tratorar semear colher. Preservar o barranco a ravina o batoco a biboca a voçoroca. Depois esperar com o olho do dono com esperança com olhar no horizonte engordar a meteorologia. E assim é que as espigas de milho de trigo de soja de arroz sazonar sazonem a contento. Débitos quitados.

            E diante da prefeitura em frente tremulavam muito cedo todos os dias do ano riam a bandeiras despregadas e se rindo ‘tchá-tchá-tchá!...’ as 3 bandeiras do país do Estado do município. Na praça da Bandeira pose da estátua impulsiva andando a cavalo. A mesma estátua vestia farda de gala divisas galões e espadão. O cavalo empinado mostrava os cascos os dentes relinchando relincho relinchava ‘ih-éeee!...’ Justamente na imaginação nas ideias na linha do olhar da visão todos condecorados o soldado cabo sargento tenente capitão major coronel general. Os demais comandantes oficiais.

            - Vejo e veja, bem! Local comum aberto para jogo de dominó e cartas... – recomenda o pai, churrasqueiro lenhador carreteiro ex-estancieiro.

            - Ambiente de folga. Recanto de conversas e risos e voos e caminhadas... – destaca a mãe, benzedeira das águas da lua das brasas das linhas da mão e do pé.

            Passam pela praça (já citada e editada e matriculada e nomeada) e aí mesmo tantos animais, e vejam, animais endêmicos e coruja-do-mato e canário-do-campo e tico-tico-do-biri e savacu-de-coroa e uiramiri e formiga-correição e abelha-mulata e assobia-cachorro... E de outras partes outros lugares e mais os intergalácticos ainda os que nunca existiram os lendários e os incríveis que existirão. Cada bicho com seu ritmo seu jogo seus interesses e salazes lúbricos luxuriosos lascivos. Uns ou outros, de agora de hoje, moram em grutas furnas cavernas despenhadeiros abismos báratros voragens.

            Os gatos, e de vez em quando, podem pular no fundo do poço no abismo da janela... pois sobrevivem 7 vezes. Finalmente com capacidade para mais. Os felinos podem recear a água, porém saltam pra lá do rio dos Carrapatos o ribeirão do Caçador. Os espertos gostam de andar pelos telhados e nem têm medo de altura.

            - Ah!... Quero muito andar de trem e olhar da janela... – alerta Atalaia.

            - Oquei!... Estes dias atrás eu vi no iutúbi a maria-fumaça que vai de Embu-Guaçu e passa por Mostardas e Paranapanema chegando em Bofete – explora Vigia.

            Parabéns! O povo (os gatos) gosta de conversar degranar trocar diz que diz. Pronto, as feras falam à vontade e ao mesmo tempo sem cessar tatibitate tátaro balbucio tatamba. Ué! Os assuntos são pequenos médios grandes e generosos, sejam seguem apareçam em Herculândia herculandense ou São Pedro ou Tejupá ou Queiroz ou Arco-Íris ou Dumont... Há indivíduos sujeitos felinos como ingênuos arredios tímidos recatados egoístas afoitos desconfiados encabulados pernósticos imaginativos atabalhoados apalermados... Há e já houve sicranos beltranos que escapavam garfiavam fugiam e se safavam do bom debate. Oxalá! E temos casos e coisas que se diz. Tipo o bate-papo que procura destrinchar ou montar quebra-cabeça da colheita do calor da loucura do tempo a chuva a seca futebol a chuva com tempestade de granizo. Aleluia! Argumentos reentrâncias e todos os temas merecem pinga-fogo, ou seja, muita alaúza laúza bagunça assuada barulho arruaça. E tudo foi visto e mais ouvido e comprovado.

            - Tudo nos leva a ir até Barretos e ver rever o rodeio dos brutos – analisa o pai papai João, outro nome para orago oráculo santo padroeiro.

            - Me acostumei a sonhar com balneários estações de águas termais e Colina e Monte Azul Paulista e Nova Erechim – destaca a mãe mamãe Maria Clara, outro nome para Espírito Santo paracleto e defensora guia protetora mentora.

            E o tempo começou contando... o quê? A lua distraía distrai algumas estrelas e constelação ao redor. Absolutamente ou porém, todos olham o céu noturno e que vem entardecendo tardinha. Olhar mirando o céu todo olhando todo abrangente mag-ní-fi-co. Assim, muita estrela cintilante estrela estacionada estrela cadente estrela distante estrela brilhante estrela de cinco pontas estrela diamante Diamantina diamantinense e Carbonita e Senador Modestino Gonçalves e Serro e Augusto de Lima e Conchas e Olhos-d’Água e Datas e Itapeva... Pronto que a lua fantasmagórica rica platinada bonita importante grande e a fantasmagoria. Lua e estrelas aí mesmo discutidas premidas premer apertadas espremidas comprimidas fogueiras juninas.

            Depois de 1 uma noite de cortinas corridas, um fim de noite bruxuleante oscilante tremeluzente, o dia descortina descortinado desde o mar chegando o sol. Que o astro-rei que de vezes já fez e refez. E a fábrica de tempo que tem o efeito de se romper todo santo dia e disruptivo disrupção ruptura e ascendendo subindo. Sendo que o espaço estava mesmo muito enorme, até mesmo para este sol sazonado e maduro dourado.

            Os gatos vêm de dentro do cômodo acomodados aplicados e pulam ao peitoril da janela aberta. Escancarada ao amplo mundo e Américo Brasiliense ameriliense e Jaboticabal e Pradópolis e Ribeirão Preto... Outro dia como outro qualquer e olhar lá pra baixo lá pra longe... Sim e yes, parece que querem navegar voar... Os felinos pensam... mas imaginam o quê? Os voos e decolagens pousos aterrissagens arremetidas...

            - Xi!... Por que os dinossauros extintos? – interesse essencial da Gurita.

            - É difícil saber, é difícil reconhecer, é difícil recompor, mi-raaaau!... – se esforçava o João, ele desenvolve projetos e pesquisas e estudos aprofundados pra preservar o patrimônio cultural material imaterial; e assim começou a prosperar na área.

            - Os bichos eram enormes as árvores eram gigantes os insetos eram maiúsculos – demonstrou por a mais b a Maria Clara, ela mesma coordena os trabalhos culturais e de História: organização catalogação identificação: livros fotos afrescos jornais documentos e outros objetos esparsos relíquias.

            - Vai ver que tinha muita chuva muito calor muito frio – imaginou Abrigo.

            A insistente família de teiús-açus, talvez do ponto de vista uns intrusos, morar no subsolo subterrâneo e arredores da igreja. A saída preferida, caso ocorra, é pela rua General Câmara até a rua Marcelino de Figueiredo. Podem pegar coletivo ônibus pra Porto Alegre ou Buenópolis ou Quintana ou Piracicaba ou Piraju... porém ainda nem admitiram ou cogitaram esta possível possibilidade. Se alimentam de oferendas de ofertas e frutos da língua-de-tiú e da ucuuba-punã... Conversam comentam um pouco de tudo ali pela volta e um pouco de narrativas um pouco de vitórias e mais outras histórias. São de laços laçadas traços traçados entrelaçadas. Enfim e ao cabo, gostam do local religioso honesto local específico de recolhimento retiro meditação veneração.

            O sol, este sim e este mesmo e este ainda, abriu a porta da morada o mar, de dentro do oceano, e saiu e se apresentou ‘oi, gente boa!’ Aí mesmo e sem demora, bateu na janela da vizinhança e subiu escalou. E neste instante ou em outro momento, hoje agora ou ontem ou amanhã, já está longe no alto. Recebeu ordens de alguém ou algo? Ouviu contraordens ainda na parte da madrugada? Saberia o que tratar ou destratar? Teria argumentos para debater e aonde ir ou onde ficar depois de tanta pressa?

            Os gatos (resumindo) têm nome e estilo, mas nunca deixam deixando sua fé se perder ou de lado. Rezam oram toda noite antes de se acomodarem nas almofadas e pufes e colchonetes e travesseiros. Todos os dias e horas, hoje sem faltar, lá estão eles a família de irmãos e irmãs femininos masculinos olhando o mundo de cima. Acho que nem sabem que os gatos vieram do Egito. Que os gatos começaram na China. Que foram condecorados pela primeira vez na pré-história da Bíblia, época da Pérsia. Que passaram o ribeirão Iacri, sem barquinho sem se encharcar sem precisar tomar banho.

            - O sol tem esse nome desde antes de Pedro Alvarez Cabral, é mesmo? – inquiriu sempre inquirindo inquiridora a gatinha Atalaia, rebento de João e Maria Clara.

            - Acho mesmo e antes que houvesse ouro na terra do planeta Terra, é – conferiu a mãe, colaboradora na livraria/papelaria ‘A Bico de Pena’, justamente o prédio na esquina juntando a estrada Buarque de Macedo com a rua Cristo Rei.

            - Sim e nem ou talvez. Penso muito na terra de Pindorama, dos povos originários – determinou o pai, sujeito nobre bom mas também obcecado obsedante que se molesta.

            - Acho ou tenho quase certeza que D criou o sol para fazer o dia e a lua para esclarecer a noite noturna – descreveu a Guarita, e num ótimo átimo.

            Vamos! A rua transversal Santa Catarina passa em frente da biblioteca Luís Fernando Veríssimo. E temos aí umas plantas admiráveis e chapéu-de-couro, espinho-de-santo-antônio, talá-verdadeiro, unha-de-boi-do-campo, catinga-de-tamanduá... Mais adiante, ali pela rua Itararé, transitam muitos mascotes e os patos escorraçam os cães, os canídeos caninos maiores escorraçam os cachorros médios, os médios escorraçam os cuscos pequenos e bem pequenos. Avante! Estes cães costumam falar o que pensam e acoam ladram latem ganem uivam esganiçam rugem. Mesmo sem serem vistos ou pressentidos ou fotografados pelas margens da rua Jaguari, estão aí outros tais e quais que são os saurás os sapos-venenos-de-flecha as saracuras-do-brejo os uirapurus-vermelhos e uma família grande milionária de sáurios (semiaquáticos fossórios arborícolas terrícolas), com ou sem farnel provisões suficientes.

            Por exemplo e a felina pequena Guarita andava andou a pé segurando a bíci - com as mãos uma em cada aspa do guidão, em pose de bípede - a magrela, e esta ainda sem nome nomeado próprio. E a gatinha espreitando espiando os lances da rua da lua da tua. Justamente o passeio que ia crescendo à medida que se afastava de casa em zigue-zagues mais ou menos para o oeste. E sempre ouvindo os carros falando alto e em tons diferentes conforme a espécie fonfonando ‘bru-vruuuu!...’ Já sem demora desviando dos outros pedestres. E passo a passo do lado da rodante rente às rodas da amiga. Um sorriso no rosto muito natural próprio dela chirua esperta e sorridente séria sorriso doce riso ‘si-si-siiii!...’ e falando bufando rosnando com quem ouvia e escutava:

            - Sabe, gente! Hoje mesmo agora nesta hora seria bom nadar na piscina de águas transparentes quase azuis e limpas e mornas do clube recreativo Bará-Tucano. E olhe aí!

            - Aleluia! Ou devemos ir até a praia e olhar o mar azul até pra lá do infinito com o céu – apegou emendou o tal qual Abrigo, fazendo corrida no trote estilo campeão.

- Nem me fale, pessoal! Os barcos com motores a óleo diesel casco e quilha docas píeres molhes – destacou apegou Vigia, pulando de laje em laje e com distinção.

            - Puxa! Devemos espiar e espreitar um navio cruzeiro um navio carregado de containers um navio embarcação no canal do rio Itajaí-Açu. Me faça o favor! – contemplou arquitetou Atalaia, exercitando uns exercícios em desenho tipo estrelinha.

            É óbvio que este tempo hoje em dia passa passava mas nem existia nem ia ou vinha nem muito menos de visita visitar os parentes além ou aquém. O tempo é monótono e os acontecimentos são exclusivos instantâneos precipitados rápidos fáceis. Dias de verão, as férias escolares, passavam a ponte sobre o rio Alambari e visitavam parentes e ou pontos de vista pontos turísticos em Taquarituba e Itaberá e Gouveia e Couto de Magalhães de Minas e Tupã e Matos Costa e Bocaiuva e Monjolos...

            - Olá!... Este dia de ontem... vai saber!... e sonhei um avatar... – diz João.

            - Sim e vai ver. Todos os felinos se parecem, um dia – cola a Maria Clara.

            Conformadas com a sorte que lhes coube, as árvores fizeram por outros meios as lautas ceias os fartos jantares e quinas-do-campo e pixunas e guajuviras-da-baía e favas-de-bolota e pitombeiras... Quantas espécies incoercíveis que nem se pode coagir conter comprimir encerrar como cipós-escadas, alfazemas-bravas, algarobeiras-pretas, manjeronas-do-campo, embiris, carobas-de-flor-verde, braúnas, araçás-do-mato...

            Os gatos na janela e os felinos domésticos janeleiros tinham um jardim pequeno na varanda na sacada. Os pais e os filhotes tinham acesso a esse porém. E então uma mínima plantação de algumas plantinhas medicinais ou temperos ou florzinhas, que de repente podiam atrair uma borboleta um besouro um beija-flor-safira. E nos dias de sol e céu limpo e clássico e azul-azul, a turma toda podia se espreguiçar com estilo com direito a dormitar e sonhar com dias de sorte e riqueza e fartura e formatura e formaria.

            De supetão de acordo de súbito, o dia aclimatado climático, a gatinha Gurita viu um cavalo tordilho da polícia montada de São Paulo e ali na janelinha do iutúbi. Se espichou toda e apresentou registrou catalogou para toda a patota a família e etc:

            - É 1 cavalo ou 1 égua?, esse animal quadrúpede. Parece bem forte e robusto.

            - Oi!... Já vi e revi cavalos ‘potocó-potocó!...’ trotando no haras... e puxando charrete ‘iupe-iupe!...’ correndo ‘tró-tró-tró!...’ no cinema audiovisual – contribuía o pai João, supergraduação em filosofia da educação e psicologia e sociologia.

            - Mas bah, tchê! Nos pampas esses tipos andam com gente a tiracolo e se chamam ou os chamam de centauros, é – comportava a mãe Maria Clara, professora ministrando matemática quântica à distância as teleaulas (por tevê ou internet).

            - Upa!, upa!... Quero muito aprender a montar cavalo e andar a trote, hem! – confiava o Abrigo, já se posicionando ou já se colocando como um cavaleiro.

            - Sim e nem e talvez! Prefiro ver os cavalos no pasto pastando e no campo acampando – domesticava a guriazinha Atalaia, sempre pensando na honra dos bichos.

            - Outra coisa e já saudável! Ver e rever os cavalos livres e correndo no campo em cancha reta sem condutor sem dono... é tudo de bom é tudo de limpeza – declarava descolava o Vigia, já paragonar cotejar projetando um ideal animal natural.

            O cavalo montado pelo soldado mantinha seu porte nobre e bem instruído. De repente parou perto de uma árvore tiborna-traiçoeira e começou, do nada, a esgaravatar escarafunchar o chão de areia ‘estru-estru!...’ Tinha cauda e crinas bem toucadas. Todo um gingado um esforço de corpo e instinto de alma que pareciam acolher relacionar registrar organizar preservar pesquisar cavalgar pular obstáculos.

            As aves falavam trocando ideias diziam altas algaravias ‘bri-ri-ri-tiiii!...’ e bem cedo pela mesma manhã recém-inaugurada. Revoar voar revolutear as saíras-de-papo-preto os besourões-da-mata os caboclinhos-do-norte os jaós-do-sul os chocões-carijós os bem-te-vis-do-gado... Com sol ou com chuva, uma vez. Diário um chiado estridente ‘cri-griiii!...’ de cigarras dependuradas nas folhas pelos galhos e caules e troncos.

            Com certeza, 1 vez a Gurita, com os pais, andou de carro, auto da família. Uma vez o Vigia passeou de barco em pleno rio ou represa. Uma vez a Atalaia andou de trem maria-fumaça aí por Carlos Barbosa e Guaporé e Espumoso e Salto do Jacuí e Bom Princípio e Poço das Antas... Por sua vez o Abrigo subiu num avião e viu o mundo como as aves. Sem ficar pra trás nem deixar pra amanhã, a Guarita voou de asa-delta desde a Pedra Bonita e até o pouso na praia do Pepino. Proverbial!

            Quando saíram com o veículo 4x4 foram até o mercadão Capivara. A rua bem arborizada tarumãs azeitonas-do-mato feliz ampla movimentada rua Osvaldo Aranha com a biblioteca pública Vianna Moog. E lá visitaram o museu da Unção, com moedas e medalhas de ouro de prata de bronze. E mais uma antiga fachada platibanda, um relógio carrilhão de sinos e tubos, pequeno curral cortelho cortil para conter ovelhas tresmalhadas evadidas espalhadas desgarradas fugidas, cadeiras de alto espaldar confeccionadas em madeira de lei, selas e arreios, potes cuias cumbucas, mais outros rebotalhos refugos pertences quinquilharias e velharias antigas anacrônicas obsoletas.

            - A nossa conduta juntos, eu e tu, transborda de métodos fórmulas princípios e como se diz – lembrou o pai João (cara esculpida em pedra basalto ou pedra-sabão), falando diretamente com a mãe de seus rebentos filhotinhos miadinhos.

            - Pois é verdade, hem! A gente, eu e tu, nem tomamos atitudes e decisões assim do nada pra tudo e de repente nem mais que de repente – amplia a mãe Maria Clara (cultiva com muito amor uma horta com espinhos-de-cristo e guaximas e guacos-do-quintal e erva-cidreira-do-mato e alecrim-do-campo e canelas-de-ema e barbatimões e alamandas-cheirosas e lírios-das-pedras...), respondendo para o papai dos seus felinos chiruzinhos ronroninhos.

            Os gatos são valentes, olhar dengoso, e enfrentam qualquer coisa que se interpuser no caminho e com atitude como escalavrar esfolar arranhar rastelar riscar morder arrancar despedaçar. Os geniosos felinos são destemidos enxeridos e enfrentam coisas com paciência e palavras ao léu murmurando ‘cró-cróooo!...’ Mas o caso é que as preocupações são móveis e, dependendo do dia, são imóveis. Os bichanos gostam de assistir passarinhos fora do ninho e maguaris cauauás mauaris tubaiaiás... Os sedosos caseiros gostam de assistir peixinhos dentro da água nadando do nada e xaréus anchovas saicangas piruás cangulos arraias-de-fogo cações-pintos piracatingas patis-bastardos...

            - E aí!... Já sei que os animais saíram do mar e invadiram a terra – concordou a menina Gurita, abrindo os braços para abraçar o mundo cheio de enigmas charadas.

            - É que D começou apontando primeiro as águas e depois o restante – contou o pai João, já se lembrando do tempo que ele mesmo vivia na era diluviana.

            - Xis e zê!... Primeiro os peixes de todos os tamanhos e cores e modelos – determinou a mãe Maria Clara, segurando o sorriso com uma unha/garra indicativa.

            - Sei ou nem sei! Quando era criança ainda nem sabia da beleza de D – recomendou Vigia, a 2 dois dias de completar 4 meses de contemporaneidade.

            Os gatos são familiares e gostam de humanos por perto. Apoiado! Os felinos sobem no parapeito da janela da escotilha em a grade da sacada e olham a rua lá agitando rodando embaixo. Qual o quê! Olham pra frente pra sempre. Opa! Assim mesmo, ao diretamente pegando sol e calor curtindo na curtida do verão. Interrogativamente? Vai ver, vai vendo, que o tempo nem implica pra nada.

            Dito e feito. Aludir. Muitos episódios nos esperam nos separam em os espeques escoras forções arrimos tapumes. Grato. Sem rodeios sem delongas sem pestanejar sem titubear e contando... Pois sim! E que ótimo!