domingo, 8 de setembro de 2019

A Moça e a Linda


            

            A guria poemas tão bela bonita bicho-grilo, e histórica e literal e absolutamente, que o povo conhecedor dos versos que lhe desejaram dedicados chama somou o chafariz ao seu nome. Bem no meio da paróquia comarca cidade municipalidade de Ouro Preto e do largo da praça Tiradentes barroca e rococó e neoclássica e cartão-postal. Todos sabem dos livros na escola da dona da bica do tanque e tanto que passa já como caso muito comum e corriqueiro. A poesia feliz e terna e suave e aconchegante que a criou está colada identificada ao nome do monumento baliza, para todos os momentos enamorados idílicos íntimos. Por exemplo!
            - Que bom que todos precisam do sol, que bom. Que sol que todos carecem do bom, que sol. Que todos precisam de todos, que lua que bom.
            Mas o menino vem beber água da fonte largando a bicicleta no chão, perguntando: “Quem ficou a dona desta fonte límpida risonha como na pedra-sabão? Alguém desceu pousou nivelou precisamente e utilizando frutífera espontânea da bússola da âncora?” E a menina, hiperinteressada em sorvete de açaí e longa trança largada nas costas, acrescenta, mãos em concha, suspira: “Era tão espetacular legitimadora assim a dona desta fonte transparentemente refrescante murmurante. Habitava cascata atrapalhada com os vestidos saias córrego na montanha alta distante e gravitacional.” E como todos sabem a história da dona lindíssima vestidíssima riquíssima, ficam inspirados felizes acariciados raros, um querendo em namorada e outra se comparar se medir, dar changui, deste modo conforme. Fantástico mesmo!
            Tal qual o lugar, segundo os poemas deixados para recontar a história, do conflito principal entre o sol e a lua, a água e o riacho, a pedra e os diamantes. A morena ficava na janela, coque periquito na cabeça, a partir da tardezinha solar de janeiro e fevereiro. E representante representada e tão representativa. O aguadeiro caminhava na frente puxando o animal de carga baixas pegadas de carbono e de casa até a sanga e do poço pra casa passando no meio da Vila Rica e pelas ruas e pontes feitas em arco de pedra lascada pé de moleque. O sol bumerangue ameno puxava muares resignados e a lua dominó aparecia entre as cortinas de renda e crivo e seda importadas da Corte da Pérsia da China da Índia. O que passa!
            - Significa apreciar o dilema das águas quando as águas ululantes. A lua calibrada moderada contida valorosa. De modo geral e quer respostas prontas formas fixas preços fixos. Faz parte do amadurecimento sazonal e envolvida atenciosa utópica progressista.
            O Brasil, o carnaval o comício a manifestação a apresentação mambembe tudo vai marcado diante do chafariz. O nome da dona fica constante e alegre e florida e querida. Os sinos tocando como uns relógios exponencial para todas as coisas e idades e até latejando sobre as costas das montanhas. A alegria, a bebedeira, as brigas, o entrudo, os repentes, os namoros beijados nascem em torno da fonte da dona que lhe deu nome e sobrenome e renome e legenda. De Vila Rica de Nossa Senhora do Pilar de Ouro Preto capital colonial provincial para mais além aquém governo grande. Ouvir os carros de bois estalando nas pedras da calça Lavras Novas rodas altas Glaura lentos desfiles Santo Antônio do Salto de hora em hora Cachoeira do Campo dias após dias procissões novenas. É isso!
            - O rio é água o mar o lago a glória e a água a chuva o guaraná em pó. Água livre aberta corrente que mente escapa aberta aceita. Agrada sobremaneira àqueles cheios de sede e banho e nadar. Depois emboralá! o rio continua e nem lembrará disso daquilo nem ligará pra isso aquilo pouco se importa ou se lhe dará.
            O voo da ave muito suave confortável planejado silencioso adivinho sobrevoo. A estrada de casa até o topo da colina escalaminhada aclive o ápice. Agora a porta as janelas estão de par em par sempre pintadas de azul-claro. Por aqui por ali o pasto o campo as ervas presuntos-com-ovos as árvores quinas-de-cuiabá... O astro compro um auto engano fora de série última linha elétrico politicamente correto ecologicamente correto. A satélite e a boa-fé da maré que trás que leva e vaivém energia limpa. A área revitalizada da praça da guria da poesia com rima sofisticada campestre arcadista pastoril silvestre. E, por puro paradoxo, longe da terra desterrada oriente médio crescente e ex-vice-reinado. Nem é?!
            - Que pode despertar pensamentos positivos afirmativos. Há traduções tradições literais contextuais livres e embora desculpáveis elogiosas comentadas, recomendadas. E gostariam de lhe seguir mas isso nem é tudo ou mesmo dura para sempre. Como quanto quando sabemos.
            Senhorita longos cabelos pretos como a noite sobre os ombros tiara que gostava de comer sobremesa salgada na mesa da sala de estar no verão horas relaxantes. Personalidade adiantada de amplo conhecimento lateral. Ela ainda precisava ir até lá um hoje ou um amanhã. Seu irmão era bacharel e funcionário público no museu da Inconfidência. Lista de coisas para fazer em amanhã. Sempre na beca mulher-objeto maciez na pele efeito prolongado e sem sal entre feminista e feminina e delicadeza de maneiras com chapéu de pano e leque e sombrinha babada para os apoios. Tal o quê!
            O Brasil, nos dias de sol vêm turistas com suas máquinas de fotografar colorido e selfies o repuxo branco e preto de antigamente colônia com imagem esculpida em mármore tridimensional. É o sol pujante. Marcam a data da construção, 300 anos para trás e mais. Há pujança nisto. Que horas abrem a loja de lembranças recordação de? Bebem a água da dona e, carregam em garrafinhas plásticas portáteis cômodas biodegradáveis, se benzem de crença em bênçãos e até como se santa fosse. Que horas abre o restaurante típico comida mineira caipira vaca atolada torresminho caninha de alambique? É claro!
            E ela estudou muito este papel principal protagonista desafiador vigente e adiante no seu tempo. Declamou o seu bel-prazer com voz clara e braço estendido abraçando o porvir com todo o seu confiante regozijo por vir. O mundo começou às 7h e meia. Os animais iam para o pasto subindo os morros ao redor do povoado pedregal. Depois reiniciaria às 8h em ponto com café da manhã já tomado com docinho de quindim e xícara pintada paisagem porcelana de Macau. O sol metrossexual a lua holograma irmã já pegavam o jeito da coisa toda a escalada pedregulho do dia. O pastor sentado na pedra panorâmica responsabilidade de algo olhando a paisagem pedreira o belo horizonte de natureza muito cândida e rebanho e passaredo andorinhas trissando perdizinhas-do-campo nidificando. Tudo no lugar o mundo lajedo andando redondo douradinha-verdadeira taturana-gatinho e sem nada saber por quê. Porque sim!
            - Mas são rios de sonhos aos mil multiplicados centos. Isso sim passa repassa como assim e nem passa despercebido responsabilidades por gestores analistas comentaristas sociólogos sexólogos redes sociais, panaceia, ambientalistas e ativistas, uaaau!...
            O Brasil, e a nascente sempre esteve assim aí musicando, e como o poeta apaixonado escuta atende, com a voz divina da amada presa na mente no ouvido, a inspiração ao ar livre possível. Um sussurro de entidade iara rainha das águas murmúrios se desprendem e que vêm do alto da montanha rolando, das nuvens, dos céus, dos serros, das cavernas de ferro e ouro em pepitas. Inundando todos os enamorados as fantasias as imaginações as construções o casario e a Inconfidência Mineira. Estacionam os autos estimas e novos em folha oriundos de lugares remotos imaginosos Cacimbinhas, Aguiar, Rosário do Catete, Figueirópolis... Avião cisterna, tuins, xexéus-de-bananeira, sabiás-cavalos, tesoureiras, cantos-de-macaco... Com frequência maior também no verão do festival carnaval das ladeiras com motivos locais nacionais indígenas panati e até metropolitanos. Nem falei?!
            - Como todos dizem e eu digo também: “Querem gostar de todos, querem beijar a todos, querem sonhar muito juntinhos, querem fantasiar a todos, precisam necessitam subir e descer as intermináveis escadarias de lajes paralelepípedos ladrilhos em granito basalto irmandades pedras nuas e cruas. Num todo harmonioso artesanal resolvido artístico consagrado.” Como no dia que foram feitos pelos pedreiros artistas. Como nem poderia deixar de ser.
            Tão bela deslumbrante e romântica tolerante estruturas fisiológicas que musa inspiração vibração nem tinha preço nem tem tempo. Ela estudou no liceu e para ser advogada dos escravos quilombolas fugidos com ouro em pó nos cabelos. Os passarinhos vêm de longe, dos campanários, do alto do céu voando para ali beber e tomar banho e se refestelar de montão. E falava árabe com o caixeiro viajante espanhol com o ferreiro latim com o pároco italiano com o marceneiro tupi-guarani com os xerente. Que sempre trabalhou às sextas-feiras até o período da tarde no expediente do pomar do quintal dos jardins da casa abastada com eira beira tribeira patrimônio da humanidade desde antanho do clã da família. Sobre que pensava e agia, ela mesma! Barcos a vela caravelas ou nuvem passaram singrando sua face de ar de rio e mar e sorriso celestial. Passear a cavalo até a sanga e sentar na grama quase deitar na sombra mastigando uma haste de tenra graminha-de-campinas. Muito bem!
            - É possível sim é possível controlar o sol a lua o tempo a terra. Andando caminhando correndo e para cima e para baixo. As nuvens e suas benesses principalmente de maio a setembro. E assim mês após mês, semana após semana, dia após dia... as estações e as festas séquitos de santo santa na igreja de São Francisco de Paula na capela de Bom Jesus da Pedra Fria.
            O Brasil, um dia na sala no quarto na varanda alpendre ela lendo a carta o troféu e com 3 estrofes e uns versos cada muito bem alinhadas rimas precisas perfeitas na moda. Era o grande intervalo da tarde entre o lanche com café bolinhos enfeitados de confeitos suco de abacaxi e o sarau cantado declamado com violão à noite. Cheiro doce de cana cortada na hora o gado descansando na sombra do ipê-amarelo o ruído novo em folha das cigarras suicidando o sol de rachar de ralhar de malhar e monjolo. O mascote da casa vinha pedir arrego aproximava pedir pão e água atenção vinha de balançar a cauda brincar no pátio. E quando ela se viu no espelho já estava pensativa cogitando estava carregada de emoção sensações estava ficando rodeada de sons cores pretextos oníricos e outras reflexões. Muito perto com tudo. E vestida para sair emblemática investigada persuasiva visitar amigas sobrinhas tias avós fazer compras metáforas. Olhar para o futuro. Qual seja!
            - E tudo caiu do céu pelo espírito santo espírito santo espírito santo (3 vezes!) e pronto. Ainda bem por ainda vem por ainda veem. Uma canção contada composição na escola nas noites de conto nas conversas com cadeiras na calçada. Malabarista que atira coisas ao ar perguntas sem respostas. Saudação em algazarras celeuma de papagaios-serranos e caminhos entre as montanhas que se parecem com ondas do oceano onde o mar é uma imaginação um reconto uma projeção de férias de praia de veranear. E logo!
            - Você deve e pode cerrar a janela, por favor!