A guria
poemas tão bela bonita bicho-grilo, e histórica e literal e absolutamente, que
o povo conhecedor dos versos que lhe desejaram dedicados chama somou o chafariz
ao seu nome. Bem no meio da paróquia comarca cidade municipalidade de Ouro
Preto e do largo da praça Tiradentes barroca e rococó e neoclássica e
cartão-postal. Todos sabem dos livros na escola da dona da bica do tanque e
tanto que passa já como caso muito comum e corriqueiro. A poesia feliz e terna e
suave e aconchegante que a criou está colada identificada ao nome do monumento
baliza, para todos os momentos enamorados idílicos íntimos. Por exemplo!
- Que
bom que todos precisam do sol, que bom. Que sol que todos carecem do bom, que
sol. Que todos precisam de todos, que lua que bom.
Mas o
menino vem beber água da fonte largando a bicicleta no chão, perguntando: “Quem
ficou a dona desta fonte límpida risonha como na pedra-sabão? Alguém desceu
pousou nivelou precisamente e utilizando frutífera espontânea da bússola da
âncora?” E a menina, hiperinteressada em sorvete de açaí e longa trança largada
nas costas, acrescenta, mãos em concha, suspira: “Era tão espetacular legitimadora
assim a dona desta fonte transparentemente refrescante murmurante. Habitava cascata
atrapalhada com os vestidos saias córrego na montanha alta distante e
gravitacional.” E como todos sabem a história da dona lindíssima vestidíssima
riquíssima, ficam inspirados felizes acariciados raros, um querendo em namorada
e outra se comparar se medir, dar changui, deste modo conforme. Fantástico
mesmo!
Tal
qual o lugar, segundo os poemas deixados para recontar a história, do conflito
principal entre o sol e a lua, a água e o riacho, a pedra e os diamantes. A
morena ficava na janela, coque periquito na cabeça, a partir da tardezinha solar
de janeiro e fevereiro. E representante representada e tão representativa. O
aguadeiro caminhava na frente puxando o animal de carga baixas pegadas de
carbono e de casa até a sanga e do poço pra casa passando no meio da Vila Rica
e pelas ruas e pontes feitas em arco de pedra lascada pé de moleque. O sol bumerangue
ameno puxava muares resignados e a lua dominó aparecia entre as cortinas de
renda e crivo e seda importadas da Corte da Pérsia da China da Índia. O que
passa!
-
Significa apreciar o dilema das águas quando as águas ululantes. A lua
calibrada moderada contida valorosa. De modo geral e quer respostas prontas
formas fixas preços fixos. Faz parte do amadurecimento sazonal e envolvida
atenciosa utópica progressista.
O
Brasil, o carnaval o comício a manifestação a apresentação mambembe tudo vai
marcado diante do chafariz. O nome da dona fica constante e alegre e florida e
querida. Os sinos tocando como uns relógios exponencial para todas as coisas e
idades e até latejando sobre as costas das montanhas. A alegria, a bebedeira,
as brigas, o entrudo, os repentes, os namoros beijados nascem em torno da fonte
da dona que lhe deu nome e sobrenome e renome e legenda. De Vila Rica de Nossa
Senhora do Pilar de Ouro Preto capital colonial provincial para mais além aquém
governo grande. Ouvir os carros de bois estalando nas pedras da calça Lavras
Novas rodas altas Glaura lentos desfiles Santo Antônio do Salto de hora em hora
Cachoeira do Campo dias após dias procissões novenas. É isso!
- O
rio é água o mar o lago a glória e a água a chuva o guaraná em pó. Água livre
aberta corrente que mente escapa aberta aceita. Agrada sobremaneira àqueles
cheios de sede e banho e nadar. Depois emboralá! o rio continua e nem lembrará
disso daquilo nem ligará pra isso aquilo pouco se importa ou se lhe dará.
O voo
da ave muito suave confortável planejado silencioso adivinho sobrevoo. A
estrada de casa até o topo da colina escalaminhada aclive o ápice. Agora a
porta as janelas estão de par em par sempre pintadas de azul-claro. Por aqui
por ali o pasto o campo as ervas presuntos-com-ovos as árvores quinas-de-cuiabá...
O astro compro um auto engano fora de série última linha elétrico politicamente
correto ecologicamente correto. A satélite e a boa-fé da maré que trás que leva
e vaivém energia limpa. A área revitalizada da praça da guria da poesia com
rima sofisticada campestre arcadista pastoril silvestre. E, por puro paradoxo,
longe da terra desterrada oriente médio crescente e ex-vice-reinado. Nem é?!
- Que
pode despertar pensamentos positivos afirmativos. Há traduções tradições
literais contextuais livres e embora desculpáveis elogiosas comentadas,
recomendadas. E gostariam de lhe seguir mas isso nem é tudo ou mesmo dura para
sempre. Como quanto quando sabemos.
Senhorita
longos cabelos pretos como a noite sobre os ombros tiara que gostava de comer
sobremesa salgada na mesa da sala de estar no verão horas relaxantes.
Personalidade adiantada de amplo conhecimento lateral. Ela ainda precisava ir
até lá um hoje ou um amanhã. Seu irmão era bacharel e funcionário público no
museu da Inconfidência. Lista de coisas para fazer em amanhã. Sempre na beca mulher-objeto
maciez na pele efeito prolongado e sem sal entre feminista e feminina e
delicadeza de maneiras com chapéu de pano e leque e sombrinha babada para os apoios.
Tal o quê!
O
Brasil, nos dias de sol vêm turistas com suas máquinas de fotografar colorido e
selfies o repuxo branco e preto de antigamente colônia com imagem esculpida em
mármore tridimensional. É o sol pujante. Marcam a data da construção, 300 anos
para trás e mais. Há pujança nisto. Que horas abrem a loja de lembranças
recordação de? Bebem a água da dona e, carregam em garrafinhas plásticas
portáteis cômodas biodegradáveis, se benzem de crença em bênçãos e até como se santa
fosse. Que horas abre o restaurante típico comida mineira caipira vaca atolada torresminho
caninha de alambique? É claro!
E ela
estudou muito este papel principal protagonista desafiador vigente e adiante no
seu tempo. Declamou o seu bel-prazer com voz clara e braço estendido abraçando
o porvir com todo o seu confiante regozijo por vir. O mundo começou às 7h e
meia. Os animais iam para o pasto subindo os morros ao redor do povoado
pedregal. Depois reiniciaria às 8h em ponto com café da manhã já tomado com
docinho de quindim e xícara pintada paisagem porcelana de Macau. O sol metrossexual
a lua holograma irmã já pegavam o jeito da coisa toda a escalada pedregulho do
dia. O pastor sentado na pedra panorâmica responsabilidade de algo olhando a
paisagem pedreira o belo horizonte de natureza muito cândida e rebanho e passaredo
andorinhas trissando perdizinhas-do-campo nidificando. Tudo no lugar o mundo lajedo
andando redondo douradinha-verdadeira taturana-gatinho e sem nada saber por
quê. Porque sim!
- Mas
são rios de sonhos aos mil multiplicados centos. Isso sim passa repassa como
assim e nem passa despercebido responsabilidades por gestores analistas
comentaristas sociólogos sexólogos redes sociais, panaceia, ambientalistas e
ativistas, uaaau!...
O
Brasil, e a nascente sempre esteve assim aí musicando, e como o poeta
apaixonado escuta atende, com a voz divina da amada presa na mente no ouvido, a
inspiração ao ar livre possível. Um sussurro de entidade iara rainha das águas murmúrios
se desprendem e que vêm do alto da montanha rolando, das nuvens, dos céus, dos
serros, das cavernas de ferro e ouro em pepitas. Inundando todos os enamorados
as fantasias as imaginações as construções o casario e a Inconfidência Mineira.
Estacionam os autos estimas e novos em folha oriundos de lugares remotos
imaginosos Cacimbinhas, Aguiar, Rosário do Catete, Figueirópolis... Avião
cisterna, tuins, xexéus-de-bananeira, sabiás-cavalos, tesoureiras,
cantos-de-macaco... Com frequência maior também no verão do festival carnaval
das ladeiras com motivos locais nacionais indígenas panati e até metropolitanos.
Nem falei?!
-
Como todos dizem e eu digo também: “Querem gostar de todos, querem beijar a
todos, querem sonhar muito juntinhos, querem fantasiar a todos, precisam necessitam
subir e descer as intermináveis escadarias de lajes paralelepípedos ladrilhos em
granito basalto irmandades pedras nuas e cruas. Num todo harmonioso artesanal resolvido
artístico consagrado.” Como no dia que foram feitos pelos pedreiros artistas. Como
nem poderia deixar de ser.
Tão bela
deslumbrante e romântica tolerante estruturas fisiológicas que musa inspiração vibração
nem tinha preço nem tem tempo. Ela estudou no liceu e para ser advogada dos
escravos quilombolas fugidos com ouro em pó nos cabelos. Os passarinhos vêm de
longe, dos campanários, do alto do céu voando para ali beber e tomar banho e se
refestelar de montão. E falava árabe com o caixeiro viajante espanhol com o
ferreiro latim com o pároco italiano com o marceneiro tupi-guarani com os
xerente. Que sempre trabalhou às sextas-feiras até o período da tarde no
expediente do pomar do quintal dos jardins da casa abastada com eira beira
tribeira patrimônio da humanidade desde antanho do clã da família. Sobre que
pensava e agia, ela mesma! Barcos a vela caravelas ou nuvem passaram singrando
sua face de ar de rio e mar e sorriso celestial. Passear a cavalo até a sanga e
sentar na grama quase deitar na sombra mastigando uma haste de tenra
graminha-de-campinas. Muito bem!
- É
possível sim é possível controlar o sol a lua o tempo a terra. Andando
caminhando correndo e para cima e para baixo. As nuvens e suas benesses
principalmente de maio a setembro. E assim mês após mês, semana após semana,
dia após dia... as estações e as festas séquitos de santo santa na igreja de
São Francisco de Paula na capela de Bom Jesus da Pedra Fria.
O
Brasil, um dia na sala no quarto na varanda alpendre ela lendo a carta o troféu
e com 3 estrofes e uns versos cada muito bem alinhadas rimas precisas perfeitas
na moda. Era o grande intervalo da tarde entre o lanche com café bolinhos
enfeitados de confeitos suco de abacaxi e o sarau cantado declamado com violão à
noite. Cheiro doce de cana cortada na hora o gado descansando na sombra do
ipê-amarelo o ruído novo em folha das cigarras suicidando o sol de rachar de
ralhar de malhar e monjolo. O mascote da casa vinha pedir arrego aproximava pedir
pão e água atenção vinha de balançar a cauda brincar no pátio. E quando ela se
viu no espelho já estava pensativa cogitando estava carregada de emoção
sensações estava ficando rodeada de sons cores pretextos oníricos e outras
reflexões. Muito perto com tudo. E vestida para sair emblemática investigada
persuasiva visitar amigas sobrinhas tias avós fazer compras metáforas. Olhar
para o futuro. Qual seja!
- E
tudo caiu do céu pelo espírito santo espírito santo espírito santo (3 vezes!) e
pronto. Ainda bem por ainda vem por ainda veem. Uma canção contada composição na
escola nas noites de conto nas conversas com cadeiras na calçada. Malabarista
que atira coisas ao ar perguntas sem respostas. Saudação em algazarras celeuma de
papagaios-serranos e caminhos entre as montanhas que se parecem com ondas do oceano
onde o mar é uma imaginação um reconto uma projeção de férias de praia de veranear.
E logo!
-
Você deve e pode cerrar a janela, por favor!