sexta-feira, 11 de outubro de 2024

Lilás e os Simpáticos Dez Ipês-Mirins

 

          

           

            - Pois é isto isso e aquilo. O que vamos fazer hoje é bom e é por nossa conta.

            - Note bem. O que vamos fazer amanhã, é que é a jogada. Entende?!

            - Hoje é sexta-feira e amanhã de manhã começa o sábado. O sábado é bom. Sábado já é o começo do domingo. Domingo de sol, então...

            - Oie!... Vou levar o Tupi pra passeá em a praça Tijupá. Ele só adora. É sempre assim. Quando muito quando menos se espera, na volta retornando tipo 8h, estaremos ficaremos saboreando um belo sorvete na sorveteria A Apetitosa. Está esteja convidada!

            - Que dia é hoje? Vamos ver a previsão do tempo... para amanhã. Oi!...

            - Deve sair o sol e pleno pleno e com sorriso deste tamanho, de orelha a orelha.

            - Era uma vez, ih! ih! ih!... Boa noite!

            - O céu é alto altíssimo, eh! eh! eh!... Bom dia!

            - Ô de casa!... Que invenção você acha mais importante no mundo, que já aconteceu que já inventaram? Pode ser invenção antiga, claro. Ou que inventarão.

            - Ocê tá falando sério? Vale invenção feita por uma mulher?

            - Sim, sim! Então diga uma coisa muito boa inventada aí no mundo todo. E que sirva pro mundo todo em geral. Uma invenção inventada e fabricada feita em série.

            - Ué!... Eu acho as pirâmides, obviamente.

            - Mas aí a gente nunca que foi lá, ainda. São no Egito e também no México...

            - Minha irmã! Quem sabe um dia visitaremos. Você pretende? Eu vou tentar.

            - Vê bem. Eu acho que é o trem-bala, zzuuuuummmm!... Faz o vento na hora.

            - Amanhã ou depois pode ser o avião a jato ou supersônico a estação espacial.

            - Nobre amiga e vizinha e colega de aula! Temos que pensar em algo muito bom e que seja muito melhor que tudo. Quem sabe o chocolate... Sei lá, digo eu, o chocolate é natural e é da natureza de D. É uma criação, nada a ver com invenção.

            - Olá!... Um transatlântico um submarino um automóvel, já são totalmente legais.

            - Minha mãe é uma ótima criação e meu pai, nem posso esquecê-los no churrasco.

            - Povo, meu povo! Talvez caibam aqui... Quem sabe todas as coisas e juntas incluídas... Tem gente que gosta de cidades, outros da montanha.

            - Mamãe nasceu em Ivolândia, ivolandense (capital do pequi) e diz que aquela cidade é mesmo sem dúvidas uma coisa muito boa e muito ótima. Pode ser, né?! Cidade que nasceu no início de a praça da Matriz.

            - É, é uma! Ninguém nega que é uma! Ninguém teima em dizer duas de uma, djá-é! djá-é! djá-é!...

            - As árvores marinheiros-de-folha-larga distribuem flores que dão frutos, as aves vêm beliscá-las. Mas aí eu acho que D deve ficar fora desta nossa escolha, ah-ah-ah!...

- Graças a Ele! Que D é onipresente nesta história. D é onipotente desta conversa.

            Depois do uatezápi duração de uns 45 minutos, as meninas Lilás e Rê (coas 10 estrelas cintilantes, ambas recém-feitas), cansaram titubearam. Já cansavam e tinham que dormir, era tarde e umas 23h e pouco. Praquele dia, já de noite, dito e feito. Talvez tivessem o hábito costume de rezar antes de pegar no sono. Orar para convocar telepaticamente os fantasmas leves bons e que são os anjos anjas.

            A formiga e o fruto do araticum-de-santa-catarina, de polpa doce. A bacaba, recomendada para os atletas. O beribá, adocicado suave. O cacau, tem ferro e fósforo.

No dia seguinte, e como chegavam os dias subsequentes!, a mesma coisa e assim por diante. Pura fixação. Pura curtição. Pura lógica do passeio. O passeio aleatório.

Aprendia muito e esquecia praticamente tudo. Entre tudo isso, longe e fora pra lá disso tudo, através disso, apesar disso, e que nem tinha tem nada com isso.

A menina ela a Lilás, em volta das suas 10 piscinas rasas ou as dez floradas do ipê-rosa (dias perinatais perinatalidade), se arrumou toda esplendendo na beleza e surgiu aí por fora de casa em o mundo na rua Chocão-Carijó e aproveitando o mapa da cidade utópica. Tinha uns afazeres pela rua Miguel Lemos e a rua Santa Clara de Co-pa-ca-ba-na. A calçada em ondas de pedrinhas pequenas. Turistas de longes terras e muito sensacional e Nilópolis, Amorinópolis, Arenópolis, Florianópolis, Petrópolis, Nova Petrópolis.

Pode ser uma cidade dessas extensas e longínquas Pompéu, dos pompeanos (que ocorre a extração da ardósia) sobre o outro lado da serra do Mar e latitude longitude altitude clima população e o caudaloso rio Paraopeba. Passeios diários de pessoas com seus bichos prediletos andando pelas calçadas carros nas ruas praças superlotadas janelas espiando tevê pedestres esperando nas esquinas o sinal de trânsito semáforo abrir. As ondas da calçada pretas e brancas as ondas azuis do mar verde com renda branca em a areia bronzeada.

Se todo mundo tem alma então a alma é universal. A alma, assim, nem é pequena é mundial e abrange até mesmo o metaverso. Alma igual água e serve sorvete pra tudo pra todos. O rio Itacaiúnas já muito alma banha Marabá.

As lojas vendiam no atacado no varejo a crédito em o débito, os camelôs à vista na calçada no meio da rua e outros outras compravam a prazo em parcelas de até 10x. Torres esqueléticas de energia ou auditoria audiência apontando suas antenas unânimes erguendo para a luz o sol seus nortes verticais. Confeitarias enfeitadas de confeitos doces salgados de sabores vitrines de poesia. Proprietários de lojas sortidas antiquários, rua Fernando Mendes, o comércio fazendo faxina inventariando torrando os estoques liquidando a moda inverno.

Passarinhos passando no ar passeando no chão catando sementes procurando atentos ou pulando de galho em galho de tal em tal árvore. Umas quantas tantas aves veementes.

A cidade estava em brinquedo um brinco e arrumada uma uva para o carnaval. O desfile ia passar na concorrida avenida Maria-Farinha até a praça do marechal Marimbá.

Tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo.

Lilás sustinha cor de que olhos? Que altura e distância caíam desciam pelas costas seus cabelos lisos brilhantes viçosos? Que altura envergadura tinha aos exatos 10 aniversários, em torno dos 10 testamentos? Preferia e gostava mais de português ou matemática? Das suas melhores amigas, Rê e Esmeralda e Pérola, qual mais perto morava de sua casa? Conversava mais com o celular ou com a bicicleta? Por que e todavia nem tinha um mascote? Lilás nem aí e sua amiga Rê podia ter e tinha peixinhos de aquário?

- Quer ver a foto, eu mostro... Taqui, olhe! Visualize e viralize.

- Tal e qual igual idêntica à do filme com aquele ator... aquela atriz...

- Sim, eu sei e confirmo. Conforme iam aparecendo os bichos ou demônios...

- Justo! Me lembro que minha avó materna gostava de contar causos do tempo da sua avó e avô, né?! Eram aventuras com um cachorro chamado Avião.

- Regalias, gente! É verdade e assino embaixo e dou minha opinião: eram histórias com bichos do mato, confrontos com espíritos marinhos e com vendavais que derrubavam enormes árvores pinheiros-do-paraná.

- Minha avó materna contava que meu avô tinha muitas terras. Eles a família tinham muitas glebas. Quando precisava de um dinheiro pra comprar um cavalo, meu avô vendia uns hectares tipo seis ou sete campos de futebol. E ainda com mata nativa e toca ou caverna de silvícola coroado.

- Opa, surpresa! Estes dias a gente foi na feira da rua Raia-Jamanta, e compramos um quilo de jabuticabas e mais uns araticuns-cortiças e ainda umas amoras-do-mato.

- Eu acho jabuticabas as frutas selvagens mais engraçadas, bastantes.

- Xis opa! Prefiro comer pastel de queijo com garapa, é. Caldo de cana, hein?!

- Isto mesmo. E me mande vídeo com áudio ou fotos. Quero pôr na web.

            Depois de um bafão de vento seco quente verão, desapareceu sumiu todo mundo. Ficou ainda assim a cidade abandonada em ruínas como monumento grandioso e prédios ruas e ginásio e aeroporto. E o fenômeno por acaso ninguém ou nada sabia explicar. Algumas fábricas de calçados fecharam as portas. Alguns viadutos foram demolidos. A velha ponte de madeira sobre o rio Carreiro foi destruída e uma outra moderna está sendo feita pelo exército. Vários navios no porto de Santos ficaram a ver navios. O museu dos frutos do mar Maria-Luísa foi desmantelado e nem se sabe quando voltará a funcionar.

            O tempo aí foi despertou andou longe. Até que apareceu um pássaro que virou árvore a árvore em cavalo o cavalo em pássaro o pássaro em guria alada divina.

            Então a menina, umas 10 modalidades de ginástica e contando, resolveu se divertir muito e voar até cansar até a noite até onde quisesse até que estivesse o dia iluminado luminoso. Um dia inteiro e foi pouco. Um dia sem ver as horas passando passar tiquetaquear, “tique-taque! ti-que-ta-que!...” Lugares identificados nomeados sobre o rio Caiapó e Caxias do Sul e Diorama e Israelândia e Jaupaci e Moiporá. Repito, passou quase o dia voando ela em asas de ave alada tipo andorinha-coleira.

            Quando se cansou esgotada mesmo parou sentou num banco de madeira na praça do Lido, se ajeitou se espreguiçou, “nhe-nhe-nhê!...” se acomodou e dormiu. Nem pensou duas vezes, adormeceu. Adormeceu mentalmente cheia lotada de chove-nem-molha.

            Choveu e choveu intempestivamente. Os animais ficaram calados ressabiados olhando em silêncio. Parou de chover e subiu ou veio um nevoeiro esbranquiçado e etc. As árvores toucadas de flores. As aves reinterpretando o ambiente ciciando cantando solenes solenemente solenidades.

            A joaninha-vermelha e o fruto do cajá, suculento de polpa apetitosa. O cupuaçu, vitaminas b1, b2, b3. O ingá, rico em sais minerais. A mangaba, excelente pra compotas.

            A Lilás menininha, à roda dos 10 lagos plácidos, sonhou e acordou bem na hora que ia fazer um gol antológico: “Ah-aaaaa... goooool... kjá-kjá-kjá!...” Dormiu e acordou numa sorveteria com sabores a sua inteira escolha bolas de pitanga de açaí de abacaxi de uva. Dormiu e despertou voando alto mesmo sobre uma ilha com cidadezinha lá dentro e foi logo procurando o aeroporto iluminado pois era noite. Pousou e foi logo pra lancheria comer degustar que já estava faminta e ressabiada de fome. Escolheu pagou se sentou e pegou a massa-folhada com as duas ambas as mãos trêmulas de dedos esfomeados.

            As estrelas funcionando ao relento e na altura de uns 500 metros, mais ou menos. A lua se levanta, quase tarde e em pleno expediente, sobe aos céus como se tivesse um horário combinado um esquema previamente pré-estabelecido batendo ponto no trabalho.

            Ao mesmo tempo tanta coisa acontecendo.

            Por que a menina Lilás pediria lá em casa uma casinha de cachorro? Quando pela manhã a que horas desde o seu cômodo a menina se vê se apronta se inaugura em face ao espelho? Que mania os rios têm? Que difere diferença do estático ao extático? O sorvete é melhor degustar de manhã ou à tarde, passeando como quem nem quer nada pela orla? O sol o dia as horas sempre começam onde terminam?

            - Sideral! Bem que mereço um sorvete derretendo no calor.

            - Claro e claríssimo, Lilás! Merecemos como se merece qualquer coisa boa.

            - Vou mandar uma foto, quer? Oi!...

            - Assim também. Acolhida pelo paraíso e perto de D, sabe?!

            - Uma bola de açaí uma bola de morango uma bola de caju uma bola de manga.

            - Qual o quê! Com aqueles caramelos e enfeites de bolo caindo por cima, hum!... Nem tenho dúvidas que você conseguirá, neném! E justiça seja feita.

            - Ai de mim! Mas eu vou você vai e vamos nós. Convenceremos Pe e Es.

            - Qua-qua-quá!... Podemos pedalar no parque Marinha do Brasil.

            - Oxalá! Também fazer compras no camelódromo da praça do Avião ou Santos Dumont. Aí muitos produtos importados diretamente das redondezas conurbado de SP e Criciúma e Cascavel e Santa Tereza do Oeste e Tupãssi.

            - Vamos mandar fotos pras irmãs Pe e Es. Elas vêm com a gente, e certeza.

            - Eh!... Elas adoram passear de bíci. Sem limites.

            - Nós todas adoramos pedalar e degustar sorvete. De modo geral.

            Quando Lilás acordou quando abriu os olhos sonhadores foi para o café da manhã e olhou a árvore timbaúba balançar os braços lá fora, depois da janela envidraçada. E foi visto o sol neste outro dia. E logo o dia estalando de cores claridades se assoalhando trescalante de sons exalante em cheiros perfumes de flores em toda paisagem panorama. E o sol e tudo mais. Tomou café com gosto em êxtase até se saturar de doce de abacaxi em calda de açúcar. Podia acompanhar o sol se esparramando desde o leste até o azul do céu.

            Pelaí a guriazinha se lembrou do rio das Antas, que corria na beira da cidade das cidades de Colombo e Telêmaco Borba e Paiçandu e Astorga e Contenda. Foi ver o rio correr corrente as duzentas corredeiras. E buscou o caminho a rua Rodolfo Dantas, caminhando com tênis azul e verde com manchas aqui e ali de terra roxa. E prazer, praz, prazia, prazerá, prazeria, praza...

            Tinha dias que dormia mais que outros e alguns menos. Os dias que dormia mais sonhava menos, os dias que dormia menos nem tinha tempo de dormir agitada com tantos sonhos topes por idealizar. E alguns mundanos para comprar e vender mundanidades.

            Na noite seguinte, uma das noites seguintes e foram tantas, noite após noite as mesmas estrelas e quando nem havia estrelas escutava a chuva repentina tamborilar na cobertura de telhas pintadas de verniz isolante. Vento murmurando falando discreto discreteando de passagem pelas pontas das abas da casa. O vento lembra o mar o mar lembra o horizonte o horizonte lembra o vento o vento lembra a corujinha-do-mato.

            Mil vezes a garotinha, sabendo das 10 festas famosas, começou a se antenar e perceber que podia fazer algumas coisas além dela mesma e extravagantes ou ortodoxas. Pensou logo o que comer e aonde ir durante as horas de folga de pausa. Ou se possível nadar numa piscina semiolímpica. Ou se possível conhecer novos Estados outras localidades turísticas viajar com dia semana e mês. Reservar antecipar mais em conta os hotéis pela internet e especular o melhor menor preço com desconto nas determinadas temporadas e pacotes promocionais. Aceitar convite de turistar por Papagaios e Martinho Campos e Abaeté e Morada Nova de Minas. Parque de diversão promovendo ótimos escorregadores aquáticos toboáguas e rodas-gigantes e nadar fazer esnórquel esnorquear com peixes no rio Sucuri.

            Mas até que enfim, quanto tempo e espaço decorridos, ela realizou com muita espera e foi mesmo andar a cavalo picaço. Andou na companhia do cavalo picaço bragado. Curtiu a tarde toda no trote no galope no, “upa! upa!...” Terra dos bem-te-vis e bem-te-vis-rajados, bem-te-vis-barulhentos, bem-te-vis-do-bico-largo, bem-te-vis-do-brejo, bem-te-vizinhos. O mundo natural ao ar livre e funcionando impressionante igual um relógio, como quando antes da invenção do relógio analógico digital. Abstenho-me absténs-te abstém-se abstínhamo-nos abster-te-ás abster-se-ia se se abstivesse se se abstiver...

Depois na noite em plena noite, dentro da amizade na sossegada andadura cavalgada exemplar da alimária, foram ver uma quermesse tradicional onde passava uma procissão de santo casamenteiro e em que comunidade de pescadores. O cavalo de pelo manchas brancas fez cinco exigências, cinco pedidos, 5 relinchos doutos doutamente, cinco coices no ar, cinco “po-to-cós!...” cinco rabeadas de cauda rabo de cavalo e sacudindo as crinas longas e bem tratadas pela quinta vez:

Acontecendo ao tempo mesmo tanta coisa.

Como iam como vão as coisas na vida na existência simples da menina Lilás? Onde estava esta rua da Corta-Jaca quando ainda nem havia a praça Lebré do Silhão? Por que o rio Novo é do ES e nem do MS ou TO? Se premiada fosse com um amigo amiga mascote, que bicho Lilás preferiria: gato cachorro peixe papagaio tracajá escaravelho louva-a-deus?

- Vou te sugerir um nome, amigo. E com registro na secretaria do Estado, hein?!

- Oie!... Se é pro nosso bem, vá e lá. Manda e lá, po-to-có! po-to-có!...

- Um nome simples e bom que ninguém esquece. Convenhamos.

- Pois deixa eu ver... e ouvir. Ergo minhas orelhonas. Um nome racional.

- Caveira, caverna, caveto.

- Nem sei... Estes apelidos me dão um certo ressaibo amargo ranço sem sabor.

- Mão-de-onça, mão-de-faca, mão-de-cáiser.

- Posso optar por outra remessa? Me soam um tanto oponentes infensos oposição. Lembram mão-de-vaca mão-de-mono mão-de-cabelo... Com certeza pega meio esquisito.

- Pé de moleque, pé-de-meia, pé-de-parede.

- Exemplos. Outros tantos que abdico abro mão me abstenho. E digo mais: nem gostei. E digo outra vez: nem sou bicho do mato, po-to-có! po-to-có!...

- Tildado, tilito, tilhado.

- Hum!, hum!... duas vezes. Nem vamos nos apressar açodar acelerar, porém...

- Garrido, garrano, garrão.

- Isto está certo! Olha, até que achou e achei e achamos! É... Garoto!

- Como nem havia pensado este de prima, meu?! Legal e es-pe-ta-cu-larrrrr!...

- Fechou, menina Lilás! E nada mais me interessa.

- Ei!... Você já ouviu reviu falar já leu sabe o centauro? Deve de ser seu parente distante aparentado meio cavalo e meio homem, uma evolução ou devolução. É certo.

- É uma lenda criada no pampa, é. Eu acho.

- Pudera, Garoto! Nem mais nem menos? Quer trocar de assunto? Trocamos.

- Modesto, modesta. Ouço e escuto cada uma, meu!, com estas minhas orelhas altas e grandes e giroscópicas e parabólicas antenadas! Embora eu nem queira ser notado.

- Um cavalo sempre tem razão onde bate as patas. Um cavalo relincha bem.

- Eu? Um cavalo fala pra cavalo, iiii-éeeeh! iiii-éeee!.... Fala e diz pelos cascos. Fala pra chuchu. Parla speak habla e fala pelos cotovelos e ou garrões. Eu, hem?!

- Você é mais novo 5 anos e já me ultrapassou em tamanho. Isso nem vale, meu!

- Na carreira, menina! E mais, vamos passear juntos. Tenho dó de mim trotando aí solito no mas. Nem sei relinchar com meus botões. Já ouviu dizer, po-to-có! po-to-có?!...

- Demasiado, Garoto. E vamos nessa! Que a peça é boa!

- Que é bom à beça, iiii-éeeeh! iiii-éeeeh!...

Na véspera do aniversário - os 10 passos pra frente ou em torno à praça da Alfândega - a menina Lilás recebeu um pacotão de presentes do tio-padrinho o Rádio Relógio, parente dela e morador lá de Londrina (capital do café). Abriu o embrulho, com ansiedade própria da idade e da curiosidade, e descobriu 5 produtos odoríferos odorantes perfumes aromas frascos de odores selecionados muito bem cheirosos essências finas fragrâncias icônicas. Abriu a pacotama, olhou tudo com sorriso e risos de estontear, e já-já no uatezápi agradeceu filmou fotografou registrou e compartilhou. De imediato imediatamente logo-logo comunicou telefonou se apresentou ao vivo para as melhores amigas Rê, Pérola, Esmeralda. E no bate-papo gostoso urgente com a Rê, aí está sem papas na língua, de bate-pronto ou voleio volear voleando:

- Uaaaau!... Tenho perfume pra todas as ocasiões. E frascos de todo tipo, uns até artesanais, para ornamentar meus móveis cômoda cristaleira mesa de centro criado-mudo.

- Sinceramente, filha única!... Vamos provar esses sabores e olores suaves agradáveis, nem é certo?!

- Hábito, habituada. Em muitas ocasiões que estão por vir.

- Ulalá!... Nas festas de aniversário e de fim de ano e em todas as comemorações.

- Minha alma infinita, hem! Uns perfumes de plantas da Amazônia Legal...

- Como as amazonas guerreiras... Como as índias xavante... E recomendamos!

- Escute e ouça esta. Que Plutão disse pra Vênus?

- Deixe ver... hum!... Talvez tenha dito: “Quer bailar comigo, benhe?!”

- Relaxa. Nem nada, meu! Apenas falou latindo, “au-au-au!...” Kjá-kjá-kjá!...

- Oração da manhã. Sabe o que Saturno falou com Marte?

- Falou e disse, adivinho: “Somente nós na distância deste sistema solar!”

- Nem nunca. Falou o que disse: “Quer casar comigo?” Compreende?!

- Kjá-kjá-kjá!... Ãh-rãaaaa!... Mas quer saber mesmo, acho que nem é uma piada nova. Hum!... E você sabe ouviu dizer o que o relógio disse pra hora? E pontualmente!

- Ué, agora?! Relógio de parede ou de pulso ou de bolso, ora essa!...

- Ele disse e explicou: “Tique-taque e tique-taque!” Nem é engraçado? Klá-klá-klá!... Mas foi o relógio gigante da catedral metropolitana, tá ligada?!

- Entretanto. Esta acho que é nova e inédita e exclusiva. Você sabe já lhe vieram dizer o que o jacaré-açu grunhiu com a capivara? Esta piada é silvestre, tá enturmada?!

- Gente. Ele disse e com a bocara aberta: “Você é bonita pacas!”

- Reconhecimento. E o que o pneu hablou pro carro esportivo, sabe já?

- Talvez tenha dito: “Oh, meu! Se correr, nem dirija; se dirigir, nem corra!”

- Nem nada. Ele nem disse nada, só sabe rodar, kjá-kjá-kjá!... G de genial, né?!

            Daí uns 8 dias uma segunda-feira de maio a menina, as 10 voltas ao monumento predileto ou à roda dos dez jacarandás-do-pará, foi almoçar na casa da tia Náti e mesmo moradora da rua Edmundo Lins perto da praça Serzedelo Correia. E ali conviveu com primas e primos e vizinhos e vizinhas dos primos, a mesma facha de idade decálogo com 10 preceitos. A tia faz comercializa quitutes suspiros bolachas biscoitos geleias pastéis de abóbora e, como ninguém no mundo inteiro, um bolo de chocolate marta-rocha acompanhado de suco de abacaxi ou café com leite. E também sem esquecer cucas sonhos sandubas cachorros-quentes marmeladas chimias e, como nunca imitado neste planeta competitivo, pudim caramelado apetitoso no pires de porcelana decorado com motivos cariocas da gema. E com receita exclusiva secreta, que ninguém descobriu até hoje, de um quindim de derreter na boca conforme direção e competência vinda desde a tataravó. Uma quituteira de mão cheia. Uma doceira de mão cheia. Uma chefa de mão cheia. Uma confeiteira de mão cheia. E uma tia Náti que pega pelo estômago pela gulodice.

            E para se ver livre de todas essas tentações e guloseimas, que a pequena menina nem era boba nem nada, pulou a janela aterrissou na bicicleta pneus-balão e disparou pedalou. Tinha a vaga ideia de chegar em casa com o pão de ló e as rapaduras, intatos.

            - Você conhece eu sei a minha tia Náti. Ela faz altas iguarias e vende pra fora.

            - Ocê já me falou dela, é. Alta cepa linhagem, segundo dizem e já me disseram.

            - Sabe, você precisa conhecer os seus sabores es-pe-ta-cu-la-res! Fecha tudo!

            - Os dias bons. São muito bons? Ela faz pudim caramelado nadando no pires?!

            - Oquei! Faz o que existe pra fazer. Faz o que você quiser. O que você quer.

            - Eu queria muito muito os quindins, nesta hora. E que delícia, meu! Os quindins podem salvar minha vida e minha existência e meu dia, podem! Uns 10 quindins.

            - Aurora do dia! A Marissa e o Pedro estão no paraíso das tentações e vivem bem. E eles têm bolo de chocolate todos os dias, no café da manhã no café da tarde, etc.

            - Por outro lado. Quem são estes tais Pedro e Marissa? Uns sortudos...

            - Ah, já nem falei?! São os meus primos filhos da tia Náti. São privilegiados, é.

            - Então tem tudo a ver, né?! Então eles estão em casa, hem?! É, eu sei.

            - Justiça seja feita. Acredite com veemência e por favor! Eles me perguntaram se eu gosto de torta de chocolate, pode?! E sabe o que eu respondi? Sabe o que eu lhes disse?

            - Que adora, a-do-ra! Que prefere ser torturada pela balança!

            - Adivinhou. Isso mesmo. Isso tá certo. Acertou de primeira. Porque é meu doce predileto e favorito. Vou te mandar a foto. A tia Náti aceita pedidos e encomendas para bolo de casamento. Aqueles mesmos de 4 ou 5 andares com estátuas dos casados no alto.

            - Assim, das tortas mais individuais às coletivas e festivas.

            - E faz a festa e faz toda a diferença. A gente pode até aproveitar vários doces e fazer um misto engenharia combinações. Assim tipo, sagu e creme de chocolate com bolacha maria mais um sorvete de açaí ou pitanga. Vários sabores e delícias num pratinho só e a poucos centímetros do paladar. Que sorte, né?!

            - Olha, abençoada! Vou te dizer o seguinte... Anote aí: são crenças e propriedades místicas de cada qual e cada uma.

            - O quê? Fala e me diga quanta religião! Me engana que eu gosto!

            - Custe o que custar. Um pouco antes e horas antes, meu!, choveu pra chuchu. Choveu canivetes. Choveu pra vida inteira. De repente depois parou, parou. Mas parou assim, ó: as valetas limpas desentupidas. Uma enxurrada de fazer cachoeiras. Mando vídeo.

            - É, eu vi. Ouvi os trovões e vi os raios relâmpagos coriscos. E ainda uma cachoeira da Várzea Bonita, os as cecilienses de Santa Cecília do Sul.

            - Sus!... Meu pai pensou em comprar um barco, é. Um helicóptero militar.

            - Barco a vela ou a motor? Com dois motores ou oito velas grandes.

            - Um bote inflável. E dois remos de plástico nome Leme, marca registrada.

            - Este um transporte nada comum, convenhamos, mia filha do coração!

            - Sem cerimônia. Domingo de manhã vamos jogar bola? Já convidei a Pe e a Es.

            - Queridas. Assim vamos todas, mas falta a goleira, é. Quem vai no gol?

            - Ninguém quer ir no gol, nem sei por quê. Eu nem vou porque é muito sem graça.

            - Pois é, se é tão fácil agarrar é difícil alcançar a bola chutada. Estas coisas do esporte mais amado e seguido do planeta, esporte pedestre jogado de pé em pé, hem?!

            Por outro lado por enquanto, a guria (dez veraneios no rio Telha) resolveu assistir tevê durante três dias e três entradas começos de noite. E sem ir ao colégio sem ir ao banheiro sem dormir sem fazer pipocas. Dormir nem dormia, cochilar já cochilava ali mesmo no sofá perdida enredada entre as desalinhadas almofadas de linho bordadas com motivos silvestres e capivaras e antas e lago e campo e plantas pomíferas inhabentos oitis-do-mato muiraúnas e aves pássaros voando e noivinhas-brancas inhambus-relógios lavadeiras praia da Sacristia o rio Croa a cidade de Água Santa. Quem mora em Rondônia já está rondoniense ou rondoniano, São Domingos do Sul gentílico são-dominguense, Sergipe é sergipano(a) ou sergipense, Brasília igual a brasiliense ou candango(a), Boa Vista já um uma boa-vistense, paricatubense em Paricatuba distrito de Iranduba.

            A borboleta-da-restinga e o fruto do maracujá, contém vitamina A. O pequi, muito bom para os músculos. A pera, potência em potássio e cálcio. A melancia, muita água doce.

            O sol estava alto e livre a manhã e a tarde aceleradas altas com a brisa o vento inflado oscilante cheio túmido honesto passageiro cantante, “zuuuu-mêeee!...” As palmeiras marias-rosas que recebiam os passarinhos dentro da praça do Ferreirinha a rua Domício da Gama bairro Chácaras de Inoã, Maricá dos maricaenses. A correria banal dos autos e os ataques surtidas investidas das pompas-asas-brancas buscando grãos perdidos no chão e o parreiral parreira empado apoiado sustentado por estacas de madeira, um dia conveniente. Digo dizes diz dizemos dissemos dissera diríeis...

            Tempo acontecendo ao mesmo tanta coisa.

            Quando Lilás chegou à praia de Jaconé, ela mesma olhou o azul maneiro os dois lados divididos entre a deusa do mar e o deus do céu? Que importava ir à escola colégio Barasana e todos os dias e mesmo nos fins de semana e os feriados? Pensa andar de bíci amanhã de manhã na ilha Cotunduba? Que tanto pensativo está D? Ir à escola em bicicleta de carona no carro da amiga/vizinha Rê de ônibus escolar ou a pé? Quem vê primeiro e à vista olho descoberto, o sol a Terra ou a Terra o sol? Que bicho é este ‘báratro’ investigado até pelos tomos e calhamaços do amansa-burro? Quem veio primeiro na ordem e preferência da criação, a flor da pitinga ou o beija-flor-safira?

            - Te mando uma foto. Eu mesma vi e revi uma flor de rosa roseira no jardim.

            - Oie!... Na sua casa ou da vizinha vizinhança?

            - Talvez fosse mesmo. Ela veio ainda raiz e foi replantada aqui no canteiro do nosso quintal e dentro de um vaso de cerâmica fabricado em São João do Meriti. Tardô pra pegar.

            - O amanhecer e anoitecer. Demorou muito um tempo pra crescer? É muito difícil.

            - É, as plantas são meio insensatas. Mas a roseira esta foi é raiz de elite.

            - Bom dia! Ela a flor acordou cedo, então. Você foi a primeira pessoa em vê-la?

            - Viva! Notei que a rosa estava feliz. Uma rosa na roseira. Filha única como eu mesma. Sem mascotes como estou agora. Assim, no mas. Despontando desde um botão.

            - Concluída e contente. E é uma maneira de ser, né?

            - Especial. Sim, legal. A rosa estava realmente feliz como a perdiz. E quase ouvi sua voz sonora se expressar dizendo: “Eu nasci há 5 minutos e estou contente feliz, bem giz!”

            - Óbvio. A natureza joga muito bem. As flores começam no campo.

            - Como quem estuda, né?! As cidades necessitam das flores. Tenho uma prima bonita e linda de Ibirapuitã chamada Rosa.

            Um dia qualquer da semana de setembro e a Lilás, as 10 matérias de aula aprovadas, foi pela casa dentro de casa e investigando lugares e coisas e objetos e esconderijos e particularidades escaninhos. Os pais estavam aí e nem foram acionados consultados ou incomodados. Mamãe escriturária de autarquia estadual; papai empregado de incorporadora empresa construtora construtiva. E a menina foi na sua de ir como detetive e muito pé ante pé, as cortinas das janelas semitransparentes deixavam ver pouco. Também estava em casa sem gato ou pato ou cachorro. Investiga daqui e espia dali e em tantos lugares que já descobria descobrindo. Descobria a roda, o carro de bois, os bois as vacas, a rua a avenida, a praça Mauá o rio Ituim. Viu se reconheceu emoldurada em uma pequena moldura o retrato de si mesma cara inteira sobre móvel, do lado de estatueta de coruja olhuda olhos redondos, ela mesma olhando olhos sorrindo um riso pomposo e abraçada a uma bola gigante de plástico vermelha com estrelinhas pequenas na praia de Itaipu. De repente era o lago Pôr do Sol, Iporá dos iporaenses, carnaval de 2040. E a rua Paritá, quando ia pela calçada no passeio as árvores em fila indiana os mulungus as ingazeiras as iatás as dedaleiras-pretas as utuapocas povoadas de maritacas estas aves chocarreando chalaceando truaneando zombando. Vez em quando via pessoas ouvia automóveis carros verdes, sempre andando, e contando os autos verdes como mania, carros de todas as espécies e verdes de todos os tons. Achou a noite e suas estrelas de brilho raiado, a praia do Recanto, vaga-lumes que mudavam de lugar rapidamente, cavalo de nome Tempestade, o rio Ubatiba, uma família de tamanduás-bandeiras o pai e a mãe o filhote agarrado nas costas. Mudando de cômodo, o corredor a rua Galinha-Morta, uma árvore caraipé-verdadeiro ereta ornada para o natal feliz bem vestida de verde e à vontade. No canto da sala de estar virou a esquina da rua Gonçalves Dias com a avenida NS de Co-pa-ca-ba-na e o rio Mombuca e se achou diante de um imenso espelho corpo inteiro. Telefonou imediatamente para a Rê e as irmãs Pérola e Esmeralda - que as duas manas tinham ainda os deveres de escola por fazer. Ela Lilás revelou interesse e solicitude:

            - Dona Rê! Estou aqui e olhando o nada, acredita?! Este segredo eu nem guardo mais. Isto tudo me puxa e me puxa! Às vezes puxa como elástico esticando.

            - Me mostra, sim, por favor! Me diz o que existe. Fala sério, meu!

            - Os tempos em separado são fragmentados. E sabe da última?

            - Nem sei, conta. Diga o que você pretende. Diga o que quiser.

            - Estou em dúvida se gosto mais de geografia ou história, esta como fatos e eventos da humanidade.

            - Devagar. Concordo com tua dúvida. Eu também tenho dúvidas aos montes.

            - Duvidas de quê? Me ajude a me explicar, guria!

            - A quem interessar possa. Minha mãe quer que eu almoce salada e monte de coisas.

            - Eu gosto somente de agrião e olhe lá. Mas é difícil a vida do agrião, quase nem tem agrião pra dar e vender. Nem existe agrião nos mercados desta cidade.

            - Ei!... Você acredita que outro dia... Um dia como igual outro qualquer...

            - Olhe! Tirou tira tire uma foto e me mande, seu!

            Coisa acontecendo tanta ao mesmo tempo.

            Por que o mundo é dos insetos? São Paulo capital vem antes de Rio de Janeiro capital? A lua é um espelho um prato uma moeda? Qual a melhor cidade pra conviver? Gato gata xadrez, quer que te conte outra vez? Você sabe dos presentes que ganhei recebi da tia-madrinha Glória, e mora em Caseiros? Qual o melhor país para nascer?

            Pela manhã - que sempre temos uma manhã de sol de verão de sorte grande -, no rumo do colégio NS Aparecida, encontrou o piá o colega Jô. Este tipo guri mochila nas costas e esperando no portão na sombra de um araçá-de-são-paulo. A árvore carregada de frutos e cheirosa espalhando perfumes e povoada de tico-ticos tevis bate-bicos garrinchas pintassilgos os bons pássaros álacres animados empolgados dançantes esvoaçantes agitados elétricos pedintes. O coleguinha chapinha figurinha menino de destino oquei, interveio:

            - E daí, menina Lilás?! Vamos jogar bola hoje, hem?!

            - Olá, Jô! Você aqui honestamente nesta hora mesmo?! Vai pra aula de biologia?

            - Sempre passo pelaí e vamos lá! Vamos ter aula de educação física, entende?!

            - Então, tá! E tá aqui quem apareceu! Simboralá! Que dia de sol e tanto, é.

- Quem diria, meu! Antes nunca vi você sem a bíci.

            - A cutia, de noite e de dia! A abelha e o abacaxi, fruta com vitamina C!

            - Uma bela guria lilás! Nem me leva a mal nem nada por este estilo, tá?!

            - Oie!... Tinha macaco numa ilha. Macacos prisioneiros na ilha, quer dizer...

            - No zoológico? Macacos seviciados torturados... Presos em a ilha...

            - Macacos-aranhas cercados de água por todos os lados, é. Eles pulavam lá entre eles mesmos. Às vezes falavam na língua deles entre eles. Gritavam com as pessoas que iam lá pra vê-los bisbilhotá-los. Se balançavam se penduravam gingavam fazendo das cordas as vezes de cipó. Pareciam muito sem ter o que fazer, já viu?!

            - Dias bonitos. Eu prefiro ver elefante e girafa e rinoceronte, estavam lá?

            - Tinha e tinha mesmo. Tem um moinho antigo com enorme roda d’água de madeira. A água passa vem de uma calha canaleta cai dentro de uns tipos de gavetas e o peso disso move a rodona. Antigamente anteriormente moía trigo fazia farinha de trigo. Agora nem mói mais nada e serve de maquete. Tenho as fotos e tudo.

            Já uma mesma grande e madura quinta-feira, seguiram para os lados do colégio e abraçando cada árvore encontrada no caminho, etc., e foram muitas. Parando para notar reconhecer as espécies de pássaros. Trocando informações sobre outros detalhes. Conferindo o uatezápi a cada dois passos. Falando ao telefone com as colegas as amigas mais próximas as coisas mais urgentes e que nem podiam esperar chegar na sala de aula.

            - Oi!... Aqui é dia, e nas Filipinas? E no Estado de Brunei Darussalam?

            - Repare! No Irã já se vão lá mais de 8h. No Cazaquistão são já mais 11 horas.

            Quando foi no fim de semana a guriazinha, as 10 primeiras páginas do livro ditoso, subiu num pé de sete-capote para comer sete-capotes maduros. Subir em árvore já era um ganho e de muito valor. A árvore parecia uma pessoa cheia de braços por abraçar. Tanta relação! Tanta presença de árvore! Tanta troca de favores! Tanta gravidade por descobrir!

Ao olhar para o chão a menina Lilás, as 10 ilhas arquipélago do coração, viu passar uma senhora e já no passo manso cuidadoso. Pulou lepidamente da árvore e correu alcançar a velhinha de cabelos brancos. Tudo tão oportuno oportunidade e por si só.

A avó Amélia assobiava uma música carnavalesca, que também lhe causava muita lembrança e muito riso e alegria e gingado. E as duas amigas contatando contatadas, sentaram assim numa laje ali disposta ao acaso do passeio perto de arbustos estes marmeleiros-do-campo aiapanas caracás emotos petequeiras. Sentaram ali assim na sombra de um caramanchão já recoberto. Ainda umas mesas expostas dispostas ao ar livre e uma padaria ou confeitaria. Gostaram do momento e sentaram fazendo um pedido de lanche de doce com suco de abacaxi, e a avó disse, falando de tu a tu com a neta:

            - Quer ouvir uma história ou uma canção ou uma charada?

            - Quero muito. Quero mesmo ouvir e estarei prestando muita atenção. Ah, é?!

            A dona Amélia avó octogenária, bem contente com a menina Lilás - esta já nas 10 voltas ao mundo sem sair da casa de casa -, ergueu as mãos ergueu a cabeça ergueu os olhos sursunverção supraversão os olhos para cima movimento binocular. E olhou lá longe fundo para dentro dela mesma sintonizou e partiu e começou. Iniciou no começo do mundo e foi e continuou e comecinho com o princípio um fio fiozinho de água. As primeiras primícias palavras num crescendo até o final. E que é a outra ponta do relho do chicote do martelo do babado, inaugurando inaugurado nestes termos e falas:

            - Uma nuvem gigantesca chegou e escureceu o céu universal. Assim mesmo, do nada e ao D dará. Se visualizou se viu um flash ocasional. E um barulho surdo um ruído encalacrado cheio de dívidas e no centro das coisas. Um raio seguido de som oco que se juntaram saindo do centro das fábricas das ruas dos monumentos dos estádios de futebol e ginásios e das construções das estações de metrô. Era uma detonação selecionada, em primeiro lugar. Em primeiro lugar, era um selecionado rataplã. Em segundo lugar, um reboar selecionado era. Tinha raio tinha cor azul tinha chocalhar tinha ribombar de tempestade. Eia!...

“Depois um estardalhaço como se um gigante de 50 metros de altura envergadura sujeito empírico estivesse treinando chibatadas movimentando um chicote um relho de mil e oitocentos metros feito de couro cru trançado. Estaria chicoteando o ar ou alguma coisa?, dúvida. Estaria chicoteando o universo inteiro ou alguma criação criada?, dúvida.

“Aí, como se nem bastasse mais nada, todos da cidade desmaiaram. Foi meio a contragosto. E homens e mulheres e animais e peixes e aves e insetos rolaram no chão perdendo os sentidos. Pois quando se desmaia, e que o mundo saiba, tudo passa a ter solução em branco e preto caindo no algodão fofo aéreo esbarrando no vazio do nada...”