“Abri o dicionário
Muitas
palavras fugiram,
Que
panapaná!”
Antônio
E. L. Navarro Lins
Um dia desses e de sorte de otimismo
de paisagem de sol solar, o legendário poeta Manoel Bandeira estava andando e
mesmo chutando bicando uma e duas pedrinhas do caminho já sempre pisoteando pisando
a rua Zulmira Marquesi da Silva que depois cruzou cruza cruzando com a rua
Rocha Pombo... Parou cinco minutos admirado pensando idealizando admirando os
monumentos no espaço no logradouro Dezenove 19 de Dezembro.
E aí continuou mais e já passava estava
passando andando passeando ‘ple-que!, ple-que!...’ pela rua doutor Cláudio dos
Santos e cerca se acercando próximo da praça Oito 8 de Janeiro. Que foi tanto e
quando se deu de cara frente a frente cara a cara com esta tabuleta uma placa na
fachada na frente no rosto neoclássico da biblioteca Sharffenberg de Quadros, e
que assim escrita escritura se lia dizia registrava recomendava os dizeres
letra a letra: ‘Vende-se Euforias’.
- Por que este senado esta senatoria
senadoria este metal metálica e nem outro ou vários demais outros? – se perguntou
o grande bardo e entendido inspirado idealista.
Estava aí o compositor e se acercou
de um punhado de senhoras e senhores aposentados coetâneos coevos que ali jogavam
na pracinha ao ar livre em mangas de camisa. E assim os mesmos juntos a uma
mesa com tabuleiro de xadrez e a desperdiçar um tempo precioso jogando passando
o tempo lascado lascando ‘tique-taque!...’ Já claramente e de vez em quando de
repente mecanicamente, foi o vate se acercando decidido mais e ouvindo ouviu conferiu
conferindo prestigiando.
- E convém repetir e convém dançar
acenar abanar saltar falar rir orquestrar – expressou eloquente elocução boa elocutiva
um senhor bancário e de sobrecasaca vestido agasalhado dentro de um rodaque de
fibra riscada, e mesmo em pé ali do lado todo atento ao jogo disputado bem
jogado bem pensado os lances as apostas.
- Aqui estão as laranjas-de-umbigo
ou laranjas-da-baía em o samburá e sem desbaratar arruinar destruir estragar
desencantar descascar o laranjal – arriscou se expondo ao risco uma senhora
modista já sentada ali jogadora compenetrada vestida de japona de baeta (esta
vestimenta tecida de lã ou algodão) fazendo sua fezinha arquitetando altas
jogadas engenhosas uma jogada ousada e mexendo a peça do peão.
- Mas então o que há lá de tão
bonito saltitante e saltados e salpicados e repinicados? – perguntou
interpretou decidiu fazer o lance mexer com os pausinhos um homem de manga
curta e calças de ganga açougueiro/carniceiro e com o vezo costume hábito vício
de mastigar um palito de dentes (levando este pequeno esgaravatador de madeira
sempre no canto desolado da boca).
- Nem é nada novo, meus cunhados
meus compadres comadres – comentou analisou jogou destrinchou executou a
untanha sapo-intanha - anfíbio gordo e de oligarquia política bem distinta na
região do bairro Portão e o parque Passaúna e o rio Congonhas, estafermo
estorvo apalermado olhudo beiçudo e esbugalhado desbeiçado.
- Minha Nova Prata fica perto de Irupi
e Alto Caparaó e Tijucas do Sul e Rio Azul e Araucária e Colombo, sempre pela
estrada rodovia da Uva ou pr-417 – emendou enumerou alongou concluiu
acrescentou justificou um tiriba, comedor de jacubas e apreciador contumaz de
cosmoramas e pinacotecas e discotecas.
- Hoje cada peça é uma luta e cada
jogada a batalha e cada partida uma guerra, em o xadrez – comentou destinava
deslizava combateu uma tamanduá-mirim moradora com a família no bosque Manoel
Júlio de Almeida, e de certo modo falível infalível (vai se saber e com que
máxima precisão certeza?) já derrogava abolia alterava a constituição ou as
características dos comedores de formigas e térmites ou cupins.
- Aqui a estas horas? É novidade de
novo e sem demora – e assim jogou sua peça uma jogada espetacular o
participante do jogo jogador proprietário de vários alqueires o
hortifrutigranjeiro, sítio situado em a localidade de Rebouças reboucense na
rua Carlos Cavalcanti e na sombra da praça Barão de Guaraúna.
- Opa!... Oba!... Sim e quase quase
estou encima da hora. Já-já pego o ônibus terminal Passeio Público a linha
Campo Raso-Santa Cândida – lembrou a si mesmo falando alto olhar pensativo
cauda agitada orelhas pequenas despeladas o roedor toró ou sabujá ou curuá e de
pronto jogando e abrindo mão da torre.
- Que este sol que nos alumia e nos
ilumina e brilha desde milhões de anos e de lá em riba – trocou aceitou jogou a
peça do peão um jovem ateu e nada nada nem de perto nem de longe melquetrefe
mequetrefe enxerido, ainda morador mesmo uns 2km do estádio major Antônio Couto
Pereira ao alcance do terminal Cabral e que já fica se situa e segue pela
avenida Paraná.
- Tziú-tziú-tziú!... E que faz parte
inerente, nem é mesmo?! – comentou comemorou chiou chichiou assoviou de modo
repetitivo ora emitindo ruídos ou cantos um distinto nobre beija-flor
rabo-de-espinho, enfeitado de fiapos pluminhas atiçadas eriçadas arriçadas
ouriçadas arrepiadas ao redor das orelhinhas e um tanto e quanto lisonjeiro até
envaidecido ou já se achando.
O sol nunca perde o caminho. Dá pra
intuir o desenlace. O sol nunca apaga a luz. E que coisa boa bonita é esta e aí
está, olhe! E que coisa a praia da Joaquina, repare!
Se há tantas pessoas que o sol
acreditam nele. E têm suas razões. Arrufos de quiri-quiris, tauatós-miúdos,
cigarrinhas-do-sul, jacurutus, pintassilgos... As amabilíssimas curuatingas e
tipuanas e ginjeiras-da-terra e guarirobas... Cabeça e testa e mente de domingo
de manhã primavera ou verão e a comarca de Cornélio Procópio o rio Itaqui e rua
Mariano Torres e o memorial NS da Luz dos Pinhais.
O tempo o destino a mesma coisa tem
andado e caminhado e corrigido e muito estafado bufando tem sim cansado e
‘oufo!, oufo!...’ suado em bicas. O tempo o acaso a mesma noção tem pisoteado a
terra o asfalto o paralelepípedo o betume. A sorte a dúvida ou ainda a mesma
coisa tem um corpo de ampulheta de relógio de areia.
Um dia perguntaram ao famigerado
famígero afamado insigne Guimarães Rosa qual a palavra mais bonita da língua
brasileira e ele respondeu um nome indígena do tupi-guarani e que também
corresponde a uma cidade: Ibitirama ‘montanha promissora’.
- Acho assim absolutamente, e quero
ver! – comentou consigo o mérito autor.
E foi o escritor e desceu a rua
Inácio Lustosa, sem pressa, dobrou a esquina até a avenida João Gualberto e
olhando admirado os altos prédios de vidro fumê. Dali um pouco e subindo sem
cessar a movimentada avenida Cândido de Abreu ao Centro Cívico. Por uma calçada
lateral acompanhou o corgo corguinho córrego Acaba Mundo e já sem cerimônia
passou adentrando o parque Mata das Borboletas. Na linha distante no horizonte
as montanhas verdes e corcovas corcundas gibas gebas bossas convexidades.
Aí mesmo o ficcionista passou pela travessa
Rui Leão e alcançou pegou a praça Didi Caillet, parando e parou frente a umas
mesas de dominó rodeadas de jogadores e perus. Talvez até mesmo meio que
envergonhado enfiado encabulado e espichou a atenção para os participantes. E participou
os ouvidos antenados e tomando parte participando se repartiu se repartindo aos
rodeios circunlocuções circunlóquios excessivos. E em meio das palavras mais que
denotavam denotou espertou observação observando já observados os jogadores as
jogadas as partidas as apostas os lances.
- Eu creio mesmo que vai chover e
teremos chuva na certa, hum!... – discorria concordava discordava um senhor
ex-mecânico de automóveis, e vestido de sapato-tênis e calça de brim e colete
estofado mais casaca imitando couro azuis-marinhos.
- Tenho e mantenho a satisfação;
tenho e continuo mantendo a precisão – comentava um iunense natural de Iúna o
padeiro e chefe gastronômico, um pouco ou tanto caviloso sofista ardiloso
astuto escarninho, e já colaborando com a peça de dominó número seis 6 ou meia
dúzia.
- Meu rol de compras inclui legumes
e hortaliças e frutas de montão com repolho, batatas-doces, tomates, abóbora,
bananas, melancia, alfaces, rúculas, cebolinhas, alho, chuchus... – enumerou
comentando lembrando uma senhora ex-professora de mecanografia, aí apreciando peruando
as jogadas espiando a sorte dos jogadores (daí a pouco se dirigindo se
dirigiria à feira livre na avenida Sete 7 de Setembro descendo no final da rua
Matheus Leme).
- É que o caso ou acaso muda mudará de figura,
e brevemente – titubeou tremeu o jogador de dominó o enciclopedista e já
mexendo a peça número 4 quatro ‘pláaaa!...’, batendo com força na mesa de
concreto, e morador endereço aqui por cerca por perto a rua Zacarias de Paula
Xavier número 89098-gd em sua cidade natal (inclusive incluindo atualizando,
dono de um cercado espécie de curro ou curral arena de touros e dos velhos
tempos - hoje em desuso obsoleto e até proibido ou esquecido patrimônio tombado).
- Ora e ora!... Andam tão e tanto
diligentes, os meus adversários! – diagnosticou o viajante/comerciante de
remédios representante de farmacêuticas das progressistas e imediatas e
populosas cidades do norte do Estado as tais e quais Ibatiba e Martins Soares e
São João do Triunfo e Sananduva e São Mateus do Sul e Vacaria e Lajes...
- Kjá-kjá-kjáaaa!... Uns têm sorte
sorteada com algarismos pares outros mais ou menos com ímpares – riu ri se
divertindo e irônico festivo alegre jovial o copidesque (dono e proprietário de
falua embarcação a vela no porto de Rio Grande, coisa estúrdia incomum
esquisita), já pateando os pés e a pata ‘pláaaa!...’ com a peça número 5 cinco
sobre o jogo jogado o dominó que tanto o empolga e aos seus pares.
- Ah, está bom! E se eu houver, e se
eu tiver, e se eu estiver, e se eu for! – achou por bem a dona mulher proprietária
de pousada hoteleira e dos longos cabelos arrumados em trança. E já batendo
firme a pecinha número 2 dois no carreiro do jogo, ‘pláaaa!...’ Pois que ela é
natural original nascida em Muniz Freire e que terminou seus estudos no Alto
Jequitibá em a Eeef Martins Pena localizado ainda hoje na rua Conselheiro
Laurindo (aproximadamente cerca do terminal de ônibus urbano Roça Grande ali na
periferia borda limites com o município de Colombo).
- Então e já nem sairemos deste
labirinto um pouquinho de infâmia desonra vergonha logro e mais girândolas? –
perguntou inquiriu amparou o senhor grisalho mais seus traços e jaezes as características
de setentão o engenheiro-residente natural nascido em Engenheiro Paulo de
Frontin (e nem quis resposta nem esperou pela resposta e já batendo o
‘pláaaa!...’ do número 7 sete na mesa de pedra), aposentado no setor da
construção civil e trabalhando labutou boa parte do seu tempo ativo pela região
do norte do país especialmente localidades como Novo Airão, Rorainópolis,
Presidente Figueiredo, Itapiranga, Urucará, São Sebastião do Uatumã, Rio Preto
da Eva...
Conto aqui que cada estrela é um
sistema pingue abundante farto de planejar e plantar e planificar e testemunhar
planetas e luas satélites. Cada árvore é um sistema de pertinácia tenacidade
obstinação e sapiranguis, gritadeiras-de-são-paulo, guaraçaís-pardos,
mandiocaçus, guaricangas-de-folha-miúda, malvas-rosas, murtinhas, rabos-de-lagarto...
E já de pronto imediatamente respondendo objetivamente primaveris prontamente e,
sazonadas sazonáveis, com sementes e com flores e com frutas.
Para onde estão indo estas pessoas
que pisam ‘plate!, plate!...’ a tampa de ferro da companhia hidráulica em a rua
professor Alfredo Parodi? Na calçada velha ‘pleque!, pleque!...’ da antiga rua
Barão do Serro Azul de o velho bairro dos Potiguara.
O bairro Bacacheri o parque general
Iberê de Matos a rua Paulo Naldony as capivaras pastando à beira à volta dos
laguinhos e biguás e jacurutus ‘u-ah!, u-ah, u-ah!...’ e bicos-de-pimenta
‘rou-rou-tchiiii!...’ A ciclovia os pedalinhos as pessoas correndo voltas as
cutias (de noite e de dia) os sanhaços-frades ‘vi-fri-fri-siiii!...’ os
sanhaços-cinzentos ‘vê-i!, vêeee-i!...’ os trinca-ferros ‘piiiim!, piiiim!...’
os azulões ‘crêeee!, crêeee!...’ os bem-te-vis-do-bico-chato ou neineis
‘gueteguê!, gueteguêeee!...’
Uma e outra vez o grande inédito
exclusivo poeta João da Cruz e Sousa passava de passagem por Curitiba, do tupi
‘pinhal’, (na altura da estrada da Ribeira ou br-476) quando lhe ocorreu
imaginar e verbalizar e compor e lembrar de uma palavra mágica um vocábulo
bonito misterioso inspiração caída do céu do céu para um seu novo e surreal
suprassumo transparente poema poesia começando assim, dizendo: ‘Responso’.
- Madames e cavalheiros, lhes
denuncio um comércio de dirigidas rezas e preces e orações confessáveis –
comemorou consigo mesmo o simbolista poeta, dedo indicador segurando o queixo
os olhos no espaço longínquo o pensamento inovador mais além.
Descia o literato e subia aí andando
a pé e curtindo a cidade pela rua Joaquim Caetano da Silva e emendando com a
avenida presidente Arthur da Silva Bernardes para logo prosseguir pela rua
Marechal Deodoro e até alcançar a solicitada acolhedora ótima praça dos
Alveitares. Estratégias à parte a partir de.
Ali o mágico poeta ancorou e onde muitos
aposentados das forças permanentes os soldados inativos da Guarda Nacional
passavam o dia o diário jogando se distraindo com o carteado a víspora ou loto
ou tômbola preenchendo as cartelinhas. Chegando perto o motejar os gracejos o
chasquear do grupo selecionado. Ali meirinhos funcionários da justiça e
periodiqueiros periodistas, todos já decididamente jubilados.
- Tenho horário tempo contadinho em
minutos horas... calendário – comentou o major, jogador de tômbola e já
preenchendo o número 44 quaraquaquá do seu cartão, um morador da cidade na rua
Francisco Camargo mas oriundo originário de Matinhos e mais precisamente cerca
do balneário Junara.
- Gosto muito de Curitiba mas sou de
Guaiúba, e muito grato e orgulhoso – lembrou recomendou apartou um coronel,
esperto e honrado e probo, ainda muito e bastante tagarela palrador trovador
conversador animador de auditório.
- Saí de Maranguape maranguapense
somente com o bolso furado bagatelas bugigangas cacarecos ninharia e cá estou
nesta cidade que muito me fez e fiz – lembrou relembrou recordou distribuiu o
fulano brigadeiro, dono de alguns hectares à beiradinha da rodovia do Café e
banhados pelo riozinho Cará-Cará.
- Ora, por que e para que teimam
comigo? – jogava jogando jogou o sargento e ex-funcionário da biblioteca
professor Bruno Enei (este prédio ainda localizado em a rua dos Operários com a
Jacob Holzmann).
- Já eu mesmo saí de Durandé
durandeense junto do rio José Pedro e podem contar comigo, oquei?! – alinhou
aplicou decidiu o primeiro-tenente, e jardineiro de mão cheia o tipo muito
legal e alegre e também atento ágil lé com lé e cré com crê.
- A minha situação agorinha é bem
extraordinária – falou um brigadiano capitão-general morador na orgulhosa rua
Miguel Bertolino Pizato, e nas primeiras horas da matina leva e trás seus cães
e cadelas a passear (tutor dono pai do cão Grogue e a cadela Esparrela).
- Os autos ou carros os automóveis
nem andam por si mesmo, confere? – indagou arrumou colocou a tenente-coronel-aviador,
vestida revestida embrulhada em vestido touca e xale (puxando um sonoro 20
vinte, logo ela que tirava os números no escondido do saquinho), mais ainda com
um incansável e preparado e arejado e sortido ateliê de costura à rua Evaristo
da Veiga frente à praça Cardeal Câmara.
- Todos os dias e as novas demandas
– comentou o aposentado como segundo-sargento, e ainda por cima também ex-bancário
do banco Galheteiro (agência da avenida Visconde de Taunay), sujeito sempre
compenetrado permanente eviterno arreigado imutável incessante sempiterno (torcedor
do Coxa-Branca e frequentador do bar-café-churrascaria O Dardo).
- A vossa reverendíssima e dir-lhe-ei
e far-lhe-ei e acostumar-me-ei – apitou assobiou assoviou um comandante-chefe
lambari-piquira, entre um número de tômbola e uma subida à tona do aquário de
cristal (peixe originário natural saído de curso-d’água bem correntio fluente
de fácil fluidez o rio da Várzea (este caminho líquido serpenteando pela margem
da rua Paralela Oeste Perimetral, Marau).
- Em o ótimo resultado está
naturalmente o mérito – compôs dispôs o fulano capitão-de-longo-curso e casado
2 filhos meninas endereço nesta cidade em a rua João Negrão o prédio nomeado
Estamento apartamento tal e qual.
- O que ainda por dose e muito
atentamente e também já bem nacional – discursou palestrou o
capitão-de-cabotagem ex-marinheiro de alto-mar pélagos pegos abismo
profundidades, quando nem porém assim e assado de escolhos arrecifes recifes
abrolhos.
- A distância de Manhumirim para
Caucaia pela rodovia Zeferino Vaz mais a avenida Eduardo Pereira de Almeida
requer asserção assertiva asserto afirmação categórica e categoria – disparou
alertou estendeu prolixa copiosa profusa longa extensa e ainda assim com
vontade perseverança pertinácia a fulana sargento-chefe (filha de sicrano
tenente-general com beltrana major-brigadeiro), unhas postiças longas pintadas
de cores diversas e com enfeites motivos dispersos tipo fruta peixe primata
palavra flor legume número brinquedo árvore ave.
- O que faço e refaço repaço
compasso fabrico muito bem feito perfeito satisfeito confeito – distraiu
comentou aniversariou o sargento-ajudante e ex-padeiro oitentão, grande jogador
assíduo frequentador das rodas de tômbola aí com os amigos, saudoso da sua
terrinha Lajinha, patrocinador apoiador do time de futsal Sociedade Recreativa
Energúmenos (com sede própria na rua Aristides Teixeira - onde e o que e como foram
contratados e jogam os principais craques da modalidade no Estado, nomeadamente
os futsalistas titulares o Biltre e Pulha e Canalha e Infame e Vil e mais os
suplentes que entram para jogar uma vez ou outra substitutos eventuais os da
regra 3 o Rateio e Ratear e Rateação e Rateamento.
Como realmente e a fundo são estas
pessoas que aqui agora passam e pisam ‘ble-ble-que!...’ a rua Isaac Guelmann? Ou
mesmo passam desfilam pela calçada de ladrilhos bem postos recentemente da transversal
rua Carlos Dietzsch? São velhas rotas trilhas hoje velhas ruas velhos passeios
rua antiga dos Curupis. E ainda no caminho para o parque Aníbal Khury e a mata
Santa Genebra, esta em a cidade de Campinas.
Contente com seus limites de
gravidade, o sol viaja pelo B de leste a oeste e desta vez hoje principalmente
mormente aclarando as horas de Irati e Fernandes Pinheiro e pico Pedra da Mina
(2.798m) e Caridade e Palmácia e rua Lysimaco Ferreira da Costa. Verão veraneio
periastro praia do Canto Grande (em Bombinhas) e a trilha na Pedra da Rajada. À
porta à parte a partir da rua deputado Mário de Barros até a praça Capistrano
de Abreu, esta bela amostra de espaço florido coberta de pindaíbas-pretas,
perobas-tabuadas, mororozinhos, patis-amargosos, groçaís-pardos... e contando
com o canto despertador sonoro sons dos pula-pulas-assoviadores ‘veroqui!,
veroqui!, veroquiiii!...’ das cigarrinhas-do-sul ‘fi-chi!, fi-chiiii!...’ dos
batuqueiros ‘blá-bló-blóooo!...’ dos tauatós-passarinhos ‘foi-foi-fooooiiii!...’
dos curiós ‘bri-bri-briiiióooo!...’
Um belo e supimpa e azul novo
moderno dia novo, Cecília Meireles se deparou frente a frente com uma doceria
confeitaria e lá estava a tabuleta marcando nomeando a palavra da semana do mês
e quiçá do ano inicial inaugural: ‘Manauê!’
- Eu que gosto de doces os quitutes...
E eu sei os ingredientes: açúcar, glicose, amendoim, farinha de trigo, albumina
(clara de ovo), sal, gordura vegetal, aroma de baunilha idêntico ao natural,
emulsificante ins 322, bicarbonato de sódio e bicarbonato de amônia – arrolou
narrou descarrilou a dona poetisa fonte de altas artes literárias pátrias
poesia na veia, intelectual inteligência que sempre fala com argúcia.
Caminhava ao longo da rua Luciola
Carvalho ao largo da avenida comandante aviador Childerico Mota, sempre às
vezes pela sombra das 10h. E desinteressada filantrópica filantropa filarmônica
e propondo para si mesma vários temas assim de cabeça saltando imediatamente da
sua cachola esclarecida: procurando alguém ou algo para abraçar elogiar com
transporte; esperando chuva para a tarde; aguardando o trem para Maracanaú; uma
chalana até Pacatuba ou Pentecoste; bolando peça teatral cenas de palco em
grande auto alegórico ou satírico, em quatro atos; palestra na emef 12 de Maio,
biblioteca Anna Nery (rua Armando Criveletto, Vila Flores); publicar estrelas
sublimes habilidosas contentezinhas crepitantes crepitando no universo
infinito.
E sendo assim, pulquérrima pulcra
bonita, foi e se achegou à praça Fricandó e buscando se aproximando dos
jogadores de cartas baralho jogo do pontinho. E observá-los avaliá-los
incomodá-los espiá-los contemplá-los descrevê-los. Algazarra de vozes sapateios
pancadas ruídos. E a mesinha de pedra onde se fazia o jogo jogado e o lambari
pescado de as cartas baralho embaralhado cortado distribuído carteado pontuado.
- Ver-se-á! Os dias vêm caros, mas
passam na oferta e procura – analisou distribuiu comentou um lojista com uma
loja na rua Guilhermino Cesar, magazine de fazendas vestidos novos de pregas
enviesadas, coletes azuis e beges, chapéus femininos, mantas, abrigos para
corridas e mais avios linhas carretéis colchetes cadarços retroses...
- Ser-me-ia! E sim isso mesmo
somente se vê hortaliças – expõe contrapõe decide uma senhora cozinheira que é
parente de fulano que é contraparente de sicrana que é amiga do casal cônjuge
beltrano com beltrana estes vizinhos do vereador que é amigo e compadre e
correligionário do atual prefeito.
- Trar-lhe-ei! É quanto eu mesmo
pretendia e aliás pretendo saber por conhecer – repicou fez réplica repique
tocou festivo os sinos o pulpeiro dono de pulperia recém-convertido catecúmeno
neófito iniciante aprendiz principiante do budismo teravada.
- Justificar-me-ei! Também vendo
comercializo sorvete de açaí e caju e pitanga e jabuticaba... entre outros
caros sabores tropicais – lembrava distribuía recordava a distinta chefe
gourmet e de altas culinárias, sempre explicando enfática deste modo como
quando por que em que lugar com o sem açúcar sem glúten.
- Comprazer-me-ei! Se vós fordes! As
horas de D vão pingando no lago do ir e vir, hem?! – comentava discorria
alertava a professora de História (com agá maiúsculo) do B, exercendo a nobre
missão e profissão na emef Felipe dos Santos (entre a rua São Francisco de
Assis e a avenida Osvaldo Aranha).
O sol estava está pronto. Há muito
tempo pronto e fisicamente pacificado paz. E de vida trajetória caminho fácil
superficial compreensível corriqueiro elementar.
As estrelas incontáveis raras
distantes necessárias distribuídas na lona azul ou rarefeita do além ou aquém.
Estrelas nascendo e vivendo e brilhando em áreas permitidas permissíveis
proibidas; todas as áreas e zonas a olho descoberto.
A lua como um prato um queijo um
disco voador prateado cheia de marés e estações. Lua satélite luar lunática
subentendida hermética. Critérios crateras características criteriosas.
Um começo sem fim o céu acho assim nem sei
como ou por quê. Algazarra de cantos chilros e cocoricares retinires arrulhares
grasnares... Deve preencher de riqueza ardil inteligência e de pássaros o
corrupião ‘pio-pio-pio-viiii!...’, joão-pinto ‘fri-qui-riiii!...’, curicaca
‘glau-glau-glaaaau!...’, flautista-do-tepui ‘béu-téu-réeeeu!...’, uirapuru
‘viu-tio-tio-tio-miriiii!...’, acauã ‘vau-blaaaau!...’, suindara ‘rau-rôooo!,
rau-rôooo!...’
Nuvens intransigentes e raios
radicais e trovões temperamentais esturrando para já acontecendo as bordoadas
espadeiradas e rusgas absurdas os disparates os estrondos ‘bru-tu-cum!, bru-to-tum!...’.
Meias-verdades meios-dias meias-noites meias-mentiras logros logrados mamados
enganos enganados fraudes fraudadas. Efetivamente.
Que máquina admirável este o sol! De
muito interesse. Um sol guarda-fatos ou guarda-roupas. Sem aranzel e lenga-lenga.
Dependendo do dia do mês da estação e mesmo já duplicando força quadruplicando
temperatura quintuplicando calor... e centuplicando praias de areia branca. Com
balda mania veneta de pé de boi pé de bode pé de anjo pé de macaco pé de pato
pé de galinha pé de cachorro pata-de-vaca.
Desde o dia os sete 7 dias que D
nasceu invisível e veio ao mundo por Ele mesmo. O estribilho o refrão o bordão
repetido repeteco de coisas desnecessárias ou necessárias precisas e imprecisas.
Uma miscelânea salsada salada de fatos e fotos e paisagens pindorama. Arriscada
cilada destemida arriosca pretendida ocasião.
Uma manhã de um dia iluminado e
esperto e comum, o contista sul-rio-grandense João Simões Lopes Neto estava
viajando de Pelotas até Novo Hamburgo. Aí quando resolveu parar no meio do
caminho para o sossegado merecido pernoite. E desmontou do seu baio aí mesmo em
o distrito de Rio da Ilha pertencente a Taquara taquarenses ‘um lugar para
ficar’. E procurando uma pousada um pouso no centro da cidade se deparou com um
boliche/bodega e seu nome sugestivo criativo apropriado desconcertante
aconchegante: ‘Taberna da Rabeca’.
- O estilo tem o que dizer a isto? – se
perguntou o imaginoso tradicionalista insigne ilustre famoso destacado notável
contista sulista rio-grandense-do-sul.
Na mesma noitinha saiu a caminhar as
ruas do centro antigo conhecendo pesquisando procurando entrando na rua Marquês
de Olinda o viaduto San Tiago Dantas e aí mais além. Passou o estádio de
futebol Jorge Banuth e caminhou pé ante pé a rua Ananias Costa a transversal
rua Antônio de Moura Bueno e assim mais além. Perto das dunas do Juruvaúva já
pela calçada da travessa do Paio encontrou o que lhe agradou e muito lhe
satisfez e muito lhe comprouve, a praça general Alcio Souto.
Uns jogadores de truco ali jogando
gritando desperdiçando o tempo passando o tempo envolvidos entretidos nas
paradas. O céu noturno se ajeitando para estrelar mostrar estrelas cadentes e
estrelas amigas constituídas. Uns discos voadores estranhos extraterrestres
tipo pacóvios parvos toleirões perdidões ou até remissos indolentes.
A maioria dos truqueiros blefadores
senhores e senhoras ali presentes jogando já de certa idade avançada e muito
tempo de experiência e arrelias e rolos e refregas e confusões, no bom sentido.
Querelas logomaquias e palavreado palanfrório. Tudo do possível impossível
possibilíssimo. E os surpreendidos por repentina jogatina.
- Assim como lhes digo e confirmo:
quando poderei voltar pro meu rincão minha saudosa terra natal a São Francisco
de Paula, hein, hein?! – indagava a si mesmo perguntava ao ar inquiria os
comparsas de jogo o motorista de entregas rápidas e muito já batendo com fúria
o carteado ‘pafes!...’, ele mesmo que já passou e repassou dirigiu guiou e
morou em outras paragens conheceu meio-mundo e Três Coroas e Parobé e Laguna e Ribeirão do Pinhal e Pinhalão e
Congonhinhas...
- Já fui longe e retornei o retorno
sempre e rápido de volta a minha querência, isto é – comentava rifava
alternadamente um cavaleiro cavalariano guia de tropeadas tropeiro de mão cheia
e que conhecia de montão o interior dos Estados do sul e etc. E viajava feliz
sempre montado no seu cavalo tordilho de estimação. E varando cercas
propriedades caminhos por este mundão sem limites. E adentrando por serra da
Seringa varando o rio Itacaiúnas pulando o rio Laranjinha navegando o rio
Ribeira de Iguape e contornando o parque da Mina Velha tomando como referência
a montanha do pico Agudo, e indo assim no mas.
- Eu já vi cidades e comarcas tais
como Sapiranga e Araricá e Figueira e Jundiaí do Sul e Sapopema mas porém ainda
mais nem me canso da minha gleba – comemorava seus caminhos caminhadas andanças
o vendedor de gado bovino e conhecido de norte a sul dos Estados sulinos, filho
de Ibaiti ibaitiense ‘água da pedra’ (segundo os tupi).
- Que quer que te diga?! Eu mesmo
sou da minha cidade desta localidade a mesma cidade a mesma esquina, ou seja, a
rua Tristão José Monteiro com a rua Henrique Vidal Kohlrausch perto da mesma
praça Chaim Weizmann o mesmo emprego público no museu Mário Yamanouye, até
agora que me aposento aposentar. E nunca saí para nada deste círculo fechado
restrito pequeno aconchegante imaginoso. E tchau e bênção! – compilou e bem
contente jogador assíduo da roda de truco o museólogo museologista museotécnico,
embora sujeito inclusivo sempre atento a tudo e mais a se arrepelar a se
lamentar se lamentando se arrepelando por dá cá aquela palha seca.
- Já peguei trem ‘vum-viiii!,
vum-viiii!...’ para Igrejinha e passei por Rolante. Já peguei comboio de tropa
tropeirada para Japira e passando por Curiúva, e minha esposa é de Santo
Antônio da Patrulha – comemorava dizia e contava cantava o vendedor de tecidos,
sempre com malas cheias e carregadas sacolões balaios patronas bornais patuás.
- Digo dito e parolando o quanto sou
digno do meu lugar as paragens cercanias terras raras de Gravataí – relacionava
distribuía enquanto jogava o fazendeiro de altas e grandes propriedades, porém
ainda assim e também fulano simplório prudente honesto já esquivo distante de
estrepolias e traquinadas e assuadas e desordens e balbúrdias.
- Cheguei chegando e parando parei
em muitas cidades mas nem troco pela minha esta em que aqui estamos – falando
sério e sem delongas o mascate de comércio geral, talvez um pouco pelo ofício
que adotou e um dois certos ares de petulância e manhosa ardilosa sabedoria.
- Sou nômade e fico um tanto um
pedaço de tempo em cada reino e em cada canto e em cada sítio, deixando
saudades e levando lembranças de Xanxerê xanxerense ‘campina de cascavel’, Glorinha
e Arapoti... – arrolava descarrilava computava a senhora vendedora de remédios
caseiros as poções garrafadas, olhos e gestos e caras e bocas já um pouco ou
tanto inquietos turbados alterados alternados perturbados.
- Su-ces-so!... E lhes digo assim.
Pé de moleque perdeu o hífen lá em 1990 o último acordo ortográfico oficial,
cana-de-açúcar nem por isso – licenciou declarou mostrou compilou demonstrou a
professora de linguística aplicada, ela a mesma nascida no bairro Medianeira
(rua Domingos José Farina com a estrada Ipiranga, junto à pracinha irmão
Herbert Wildner).
A lua oblonga e quem sabe outras
coisas, já pairava no céu preto competindo com as estrelas constelações figuras
estelares planetas e outras outros estilhaços estilhas chispas de fogo e luz.
Já dizia o poeta Olavo Bilac,
ouvir-te-ei estrelas ouvir-te-á. O destino o fadário como no acaso. O poeta das
ruas Mário Quintana, casar-me-ia avenidas dir-te-ei. O pensamento agindo
cismando parafusando imaginando. A poetisa/psicóloga Clarice Lispector,
entender-se-á labirintos abster-me-ia. Estrelas de engorda estrelas de muquirão
estrelas de multidão estrelas de mutirão mobilização. Enteamento.