quinta-feira, 22 de outubro de 2026

A Natural Verdade Verdadeira

 

                                               

 

            E todavia Boimé arremeteu e quis estudar estrelas planetas asteroides galáxias formas geométricas Via Láctea constelações fenômenos astronômicos e principalmente entendê-los, decorar seus nomes desenhos mitos coreografias e, olhando-os nos olhos, identificá-los para sorte do seu futuro seu porvir.

            (digo que o mundo está de mão nas mãos destas de outras plantas árvores arbustos e amendoim-rasteiro, andirobeiras, laranjeira-do-mato, cajueiros... dali do parque Marinha do Brasil o bairro Capemba, maricauas, craveiros-do-campo... e cada dia cada hora cada mês cada semana aparecem, corocoxós, muçuns, tempos-quentes, piracatingas... ou ainda aumentam, conforme.)

            Por estes dias, recém, D estava pensando em colocar umas cidades em a Terra, tipo: Vitória da Conquista, Peritiba, São Carlos do Ivaí, Flores do Piauí, Cruzeiro (ra), São Paulo de Olivença, Nova Campina, Ipiaçu... Ele sempre adora futebol com picles.

E logo logo identificou abrir um negócio Boimé uma loja de pouco capital porém sem patrão numa rua movimentada ponto de comércio nas proximidades da praça central rua Conselheiro Crispiniano. Pronto, nem pôde realizar seu intento porque jamais esbarrou com mapas cadernos figuras arquiteturas artefatos livros relíquias óvnis que lhe contassem lhe contassem. Assim o seu rio se fez escorrer por outro lado por entre os dedos das mãos à margem e ver navios. Se pensa alguém achou que tudo isso era fome e sede de sucesso.

(tá certo!, orgânico, porém, tchau!, então, contemporâneo, ótimo!, harmônico, valeu!, isto mesmo o usufruto, e olhe lá!)

Aviso prévio, mas com equilíbrio. Quando eu olho pro alto e vejo azul-ferrete, isso é céu. Atirei o pau no gato-to-tô, mas o gato-to-tô... foi pra lua de luar.

Véspera. O espetáculo quando chegar chegou. Visto que existia numa noite clara. O mundo nem continuaria. Alguma coisa daqui chamou de longe dali. Quando viu e o mar ficou jorrar com força e velocidade escachoar cachoar acachoar suas próprias luas e arrebentando nas pedras nas falésias.

(presentes há os inúmeros já insetos abelhas besouros borboletas e mesmo os pássaros asas-de-sabre anambés-azuis andorinhões-foguetes coleiros... espalhados ali rio Cocal aqui rio dos Sinos mais pra lá rio Farinha. Talvez somando isso com aquilo e também bem assim, monumento natural dos Pontões Capixabas e pedra do Vidal o poço Dona Laura.)

            Então, só quê!, uma manhã - por que nem naquela mesma tarde mais de tardinha? - acordaram com a notícia despertados com a condecoração e Boimé de que uma estrela pequena cadente peregrina silenciosa sem freios e algo bem sinótica embrulhada vinha abrindo espaço e tempo um prêmio ao deles encontro ao deles alcance. Deles e delas e de todos aqueles incluídos de um por um juntos de uma vez. Seria um abraço mortal imortal filial paternal maternal ‘bum!...’ Essa estrela sem endereço fixo estava no caminho deles no endereço delas e eles as gentes elas as pessoas na rota dela todos irmanados e humanidade. Era só esperar algum tempinho, e rapidamente. O nome da estrela o santo do dia, hien?! E o destino o sortilégio divinamente multifário virou moda em todos os lugares quentes e frios altos e baixos. E agora e na hora?!

            (faz um dia mágico e ela Pana tranquilidade abraça a árvore abraça vamos dizer por exemplo a cauchorana. Um dia de sol ou chuva de noite uma hora duas horas libertas confortáveis melhor liberais confiáveis. Todo dia perto da noite chove e o que é justo.)

            É correto que estrelas cadentes sempre estarão alerta para o nosso tempo e espaço. Às vezes, poucas vezes, ainda vezes por vezes. E o queco?!...

            O melhor pra correr, e segundo os jornais os sítios os plantões de tv e rádio de minuto a minuto especialistas do sensacional, era nem acreditar no difícil evento ou esperar um milagre ou receber de braços abertos abertos. De duas e três, uma. Como a bola pelo alto e dominar no peito. Fingir que fosse lá tudo coisa de loucos fantasiosos, um teatro, um filme que esquecemos de trocar de canal, algum e uma comida pesada antes de dormir. Nem, nem podia ser. Nem mesmo sequer era começo-início de milênio, meu!, longe disso.

            (espera aguarda o mundo recrescer volta mais verde e devagar é lento. Na subida daquele outro morro tem mais pindaíbas-pretas vassouras flores-da-imperatriz senes ingás-de-flor-amarela... e mais umas vinte ou trinta milhares reencarnações no meio ambiente florestal plantas espontâneas.)

            Todas as vezes que Ele olhou a Terra e autocontrole coragem autossuficiência ótimas intenções, logo decifrou: humanismo humanista. A propósito de: Belford Roxo, Macau, Magalhães de Almeida, Igaratá, Lavrinhas, Alto Caparaó, Soledade de Minas...

            Acontecia com o mundo e se aproximando. Uma pedra uma lasca intergaláctica no final de carreira. Terça-feira hora minuto hora-extra estava previsto tudo o dia o mês o ano o século. E alguma catapulta impossível e feroz motivada no acaso de ‘vai lá se saber!’ qualquer sistema estelar planetário dentro ou fora do universo um espírito empedernido. E certa estranha ideia ideias determinada exagerada insatisfeita. E as conjugações dos signos misteriosos e entropia e nem lidos aí no espaço celeste, etc. Tal coisa chegando estrovenga traquinada pombo sem asas cutiliquê contrato social era impossível bombaço mas já visível admirável heterodoxo laico leigo...

            (a Pana cunhantã vem dirigindo sensorial levemente na lagoa Juparanã seu ubá escavado em tronco de cana-ubá. Olha as margens muito interessada coletando, cheira o ar, consulta os sons totais gerais, sabe que o nome de cada planta, oiticicas, perobas-de-goiás, vinhático-rajado, araribá-amarela... interpreta motivada o voo das aves sustenido e em busca pesquisar buscando. Muito bonitas, mais que sim!, existencialismo por desagravo por extensão por tabela.)

            Atirei um pau no gato-to-tô, mas o gato-to-tô... sabe andar de bicicleta. Nem é isto, mas já foi isso tudo. A começar pelo fato de que a praia Bacia das Turcas chega pela rua doutor Brício Mesquita com a rua Mário Rezende.

Seria o fato de uma coisa de uma nave de um objeto útil decidido estoico sem sombra misantropo com uma mancha crescente inútil e da proa até a popa. E o submundo que a todos carregue escorregue! Passando aqui e ali e assim coçando chateando nem desistindo e na pechada. Oito nove quilômetros de norte a sul e quatro cinco de leste a oeste. Data de validade número da placa código de barra carimbo do ministério do governo obsoleto desconexo aleatório. Pesando pouco mais de 800 mil toneladas e rápida e esplendente e oposta antípoda antipodal. Custo e benefício uns poucos 16 bilhões de reais à vista. Trocar trocava trocando de cor a cada passo e excruciante aflitiva lancinante. E isso mesmo de predadora e feroz até o fundo da alma da palma. Nem parecia aparência com olhos com boca com nariz com personalidade própria e forma e essência e conteúdo. De pedra de porcelana de ferro de ouro de osso duro de roer. Era para ser aquela estrela um disco voador alienígena e sem tripulação sem cânones normas princípios modelos padrões. Mesmo possível nem estar ali.

            (os pássaros sentem por certo uma paz lunar às 4h de demarcar território. E muitos deles senão quando de repente todos muito leves eis que chamando a companheira para acordar para as abluções para um passeio. Aqui e agora engendrar formar gerar dar existência originalidade ao ninho. O par casal de birros-brancos tem espaço compatível uma espinho-de-cruz tão somente para eles, pois nem!)

            Logo de manhã, sim e uma segunda-feira, logo Ele, olhou novamente a Terra: inteligência sabedoria criatividade. Lugares descolados precavidos e Guia Lopes da Laguna, Amambai, Brasnorte, Santa Isabel do Rio Negro, Itaboraí, Boa Vista do Ramos, Lajeado, Palma Sola... De vez em quando, experiência intuição gosto desafio.

            Então os mortais se cercaram de discussões, cortejos, taiobas, confissões, piabas, procissões, cravos-do-mato, triângulos e comprimidos para nem dormir. Eram os humanos correndo como as baratas, se entocando como minhocas, se esgueirando como os ratos e voando como mariposas-espelho. Uns buscaram reunir a família, distribuir presentes e lucros, gastar os últimos da poupança, abraçar os bichos de estimação, regar as plantas dos vasos, esquecer perguntas e respostas. Se abrigar nos templos nas locas nos túneis nos abrigos antiaéreos, voltar às cavernas, fazer acordos ajustes declarações capitulações. Cavaram a terra como tatus-bolas terreno baldio inútil infrutífero. E procuraram nas gavetas nos bares muito nos bares nos lugares polígonos nos altos arranha-céus o museu Francisco Canhos nas minas das montanhas entre as raízes das árvores boieiras, capitães-do-mato, amendoeiranas... E pilotar o carro para fora da cidade o barco o avião bimotor o cavalo o trem-bala o parapente. E os que foram trabalhar confundidos e preocupados com os descontos dos dias do salário no salário nas férias de inverno.

            (e a poderosa Pana cruza os braços e se abraça também com sorriso jubiloso quente e tudo mais. Será ventura suprema e vicejar força copiosa. Alguma coisa é acontecer e esperar ela Pana presente por que sim. Dia ou dias que chove com uma espécie de unção e o rio ri de orelha a orelha, dias ou dia que fazem derramam desenham sóis e as cores seleções coleções. Supondo estes últimos séculos de pleonasmo redundância excesso superfluidade.)

            É assim dessa forma certamente com certeza certa paradoxal. Procura o espaço sideral. Rumores desencontrados e até anônimos histriônicos palhaços cômicos comediantes. Uma estrela desponta no céu, mas está perto para nos deslumbrar.

            Segundo cientistas e olheiros do céu, a estrela era maior multiplicada pela veloz que a terra mil ingente e até trinta mil vezes. Nem lhes deixava nenhuma chance. Seriam queimados como palha seca antes mesmo do impacto do choque do tombo da queda. E se fosse de refilão? O maior engoliria a menor. O final dos tempos do mundo o apagar da luz e num piscar de olhos de olhos de repente. E se fossem mandar alguém com bandeira branca para negociar? Capitular aceitar recomendar. Um solavanco terráqueo e um súbito furacão lateral varrendo a fluxo e varejando tudo.

            (as árvores sempre estão contentes com o rio e vice-versa. A chuva é sempre boa para as plantas ervas-preás, biribás, cobiós-do-pará, cerejeiras-do-paraná... para os rios rio da Prata rio Andirá cachoeira do Fojo... continua tudo a memória do mundo nem esquece nem desaparece, urraca, galinha-do-mato, ariramba-verde...)

            O dia foi longo e o universo inteiro uma janela aberta descortinada sobre tudo e nada sobre a qual o tal que Ele admirava a Terra: contada e ordenada recontada e reordenada. Anatomia e estética da avenida Elisabeth da Bélgica com a rua Raul Pompeia. Modelo de empreendimento e Papanduva, Camburiú, Nazaré Paulista, Araçaí, Elisiário... Atirei o pau no gato-to-tô, mas o gato-to-tô... despertou sensação de pertencimento.

            Dito e feito. Teve gente que nem quis saber quis ver e nem dormiu. ‘Nem olhem agora!’ Outros subiram o morro para colher os derradeiros consumir pastar o capim-bobó a peroba-tabuada a guaxima o assa-peixe a fruta-de-lobo... Ainda os que desceram ao Itaimbezinho. Pensamos no pensador que tinha pressa e no economista que tinha esquecido as chaves no banheiro e na astróloga com lentes de contato dental na esotérica que hipnotizava as pedras roladas do morro da serra do Cipó. Nem poucos pegaram a estrada para o alto astral e o escambau caixa-pregos ou cafundó. As multidões se irritaram.

            (sobe em árvores frutíferas a Pana, um lugar no mundo, esperta descolada precoce, endereço na avenida Francisco João de Azevedo. Antes de tudo investigar vem a formiga as formigas-de-novato. Vem na frente ela batedora e já escalaram o pico do Itapeva ‘emboralá!’ entre as ramas de um olho-de-boi.)

Chegou a estrela soberana pulsante baseada na rocha fria ou quente e de muito longe soberba cada vez mais próxima. E nem houve mais noite alguma. Um confronto direto e reto no osso com osso dente a dente. A luz era uma imensa bola de fogo cruzando a pequena área sem cobertura da lua. Gastaria poucos instantes daqui até ali um meteorito um palito de fósforo. O calor aumentado de segundo a segundo tecnicamente nociva tóxica atomicamente. Sem previsão o campeonato a partida acabou foi interrompida antes dos quarenta e cinco do primeiro tempo. Estavam para gastar mais ou menos mais uns dez ou doze impulsos pulsos cardíacos. Encontro mico mico supermico. Empós de nada mais nada menos que um tapete uma alfombra uma quadra calcinada uma alcatifa um gramado e dormir dormir.

(e passeiam na ilha de Itamaracá as capivaras e famílias os quatis e suas proles os macacos-aranhas e familiares os peixes-bois e parentes consanguíneos ao largo e os beija-flores-safira com contraparentes colaterais. Maravilha maravilhoso imaginário indecifrável fascinante es-pe-tá-cu-lo!)

A certa altura da história do povoado de Miracema do Tocantins e Nova União e Bom Jardim e Poço Verde e General Maynard e Jupiá e Malhada de Pedras e Mara Rosa e Palmeirais... Que evento acontece antes, dedicatórias convicções tendências costumes.

Ela aquela feminina já estava, ‘ela quem?!’, cabelos longos de gelo ou fogo aventureira pelo céu voando e já a sentiam escurecendo os olhos aquecendo os olhos. Faminta sedenta passageira e difícil. Parecia uma bola das de raquete ou um bonde de luz alta. Assaz uma bastante encruzilhada muito. Quando às vezes mês hora minuto e suando.

(de noite de dia cadentes guias e de dia nem se pode perceber mas estão lá as mesmas ou outras novas recém e cravejadas de brilhantes diamantes. Fez uma promessa e estranha definitiva absoluta significativa aconchegante.)

Nem era uma estrela de sete ou cinco títulos mundiais, vamos antecipar. Era maciçamente... o raio que o parta. O alto pegou fogo um estrondo e tudo começou a fritar a tremer desinteirar a transbordar desintegrar. Estava um grande capítulo da última página do último ato. Sem uma palavra e aquém de quê. Já nem alcançava customizar adaptar modificar personalizar feito sob medida o meu gosto o que gosto.

(nesta honesta árvore gigante jatobá sempre no rumo do sol seis sete andares. E os bugios comem folhas doces e frutos maduros e uma colmeia de outros centenas de seres diferentes. Moradores patrícios habitantes cidadãos. De noite certas seguras noites a lua parece eclodir dali mesmo de entre os ramos e folhas e tronco e curuatingas. No domingo o sol novo em folha sem nuvens aparece e desaparece mais perto. Todos colhem e comem e bebem da árvore sem deixar a árvore. Uns caminham outros encaminham e voam e já a árvore abre os braços tocada dos ventos dos eventos dos temperamentos.)

Lá em cima D respira estrelas de conforto e aconchego e elas brilhantes estão sim acesas na noite limpa ordenada e abertas sobre a Terra: certo correto justo adequado precisamente. E adora Ele natação na piscina do clube saboreando sorvete de açaí. Começo do dia parcimônia economia, intervalo descontinuação intermitência, inconfundível aroma festivo na praia da Lagoinha do Norte.

Na tarde por menos que ia anoitecendo... ela quem estrela ou meteorito ambas as asas abertas estava para chegar sem qualquer oferta de preço e derrubar e ficar assim ali aqui por meia hora uma semana uma geração pelo tempo inteiro permanecer e ficar com tudo. De peça em peça de prédio em prédio de cidade em metrópole e Sarandi, São Martinho, Trindade do Sul, Boa Vista do Incra, Valparaíso, Óleo... Havia estava era tinha um mal-entendido qualquer e pelas redes sociais... mas com incertezas. Então já conhecia o planeta e vinha visitar de bala perdida no apagar das luzes e fantasiosa alegórica.

(e todos vão para a beira-rio por sorte por natureza os bichos é um direito natural e pra debaixo das árvores. As aves passarinhos diferentes nos andares correspondentes e comportamentos descompensados inusitados incomuns. E chegam mais matriarcas na frente as cutias dentro da noite dentro do dia acuti acuchi aguti acouti.)

Uma vez poucos outra vez poucos anos passados em um mundo conhecido de todos os avós perto habitado onde viventes faziam várias refeições por dia um povo outro povo diversos povos e línguas bilhões de bípedes e mais alguma natureza... bem ali aconteceu aconteceu o que eles todos gente como além acreditavam buscavam cavavam pediam pagavam comissões mas nem sonhavam.

(ventos fortes com chuva na época das chuvas com mais água menos água. Mas sempre chove no verão ou no inverno e em todas as estações. Uns rios longos que vêm buscar água em toda a extensão do continente. Chove no litoral nas ilhas e em muitos outros lugares os Pontões Capixabas, praia Bacia das Turcas... Depois tem o sol a lua e nem chove mais por outros alguns dias. Os rios são perenes piscosos de margens carregadas de árvores. E as aves e os bichos vêm buscar a sombra das plantas e as frutas dos frutos das frutas.)

Então D começou pensou comprou frequentou o lugar da Terra: Nova Independência, Andrelândia, Chapecó, Currais Novos, Terra Alta, Ribas do Rio Pardo... Atirei o pau no gato-to-tô, mas o gato-to-tô... agradeceu com a mesma mesura.

Todos concordaram que era uma candidata escolhida a dedo de D dentre tantas na chuva cósmica. Duas horas para dobrar os cílios riscar as sobrancelhas acentuar as olheiras. Visual lacrador. Mais uma hora e meia depois para arrumar o cabelo pintar a coma a juba grande com duas cores diferentes da moda últimas novidades nos desfiles de Sampa e Fortal e Rio e Floripa e Belô e Portinho.

(tudo conforme recomeçar e bem e imitando. A paisagem à vista o rio o mato olhar de cima olhar de pássaro e abraça a manhã. Umas múltiplas cores quantas quietas devagar junto dos gritos das aves onomatopeias ‘ti-ri-rôooo!...’ Ali mesmo do outro lado entre aquelas árvores de frutas amarelas em menos de meio quilômetro. E aquela colina parece uma mesa. E aquele rio parece multiplicado pelas cascatas cachoeiras cataratas.)

            Então, quando, por enquanto, assim, Boimé e avós se abraçaram por certo que se perguntaram brindaram e ali expostos aos desígnios verbais das verbas às radiações interestelares aos bombardeios cósmicos às precipitações radioativas ao raio que cai uma vez só e no mesmo lugar total de 19h e 8min...

            “Pss fzr m 1 prgnt?!”

             

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Águas-Marinhas

 

                                                          

            O general era bom e bondoso e orgulhoso e valoroso e digno e colorado e festivo. Seus madrigais deslizes em ter fraco tíbio dúbio ambíguo por diamantes e amantes.

Esta amante (guarde bem o apelido desta gata) do general tal e qual era filha solteira do marechal (dolicocéfalo, mesmo este também muito amigo do general). Amante (guarde bem esta catita) que certo dia chegou no ambiente do gabinete da corporação e já de supetão lhe dando notícias preliminares de que estava esperando um seu legítimo filho. O que desse e viesse:

- Ei, coração!... Um soldado ou uma soldado? – exclamou e perguntou o general, com pachorra paciência embotada e avoado distraído aéreo pachorrento.

- Claro, né, guerreiro! Um soldadinho bom de bola e pistola! – declarou e destacou a amada amante (guarde bem esta nirvana), empertigada posição ereta espetada aprumada reta.

De um dia para o outro, esbórnia farra pândega. A rua Andrade Pertence e espetada à rua Bento Lisboa, na Glória. Idas e vindas... e incertas surpreendentes flagrantes. Havia 2 a quatro anos que se falava na ilha da Gigoia em a lagoa da Tijuca. Se se confirmasse a ideia... e o arranque o equilíbrio a mobilidade a resistência.

Cabelos retilíneos, ombros cacheados, díade de conspícuos brincos, colar de magníficas plêiades, anéis em todos os dedos, cor verde um vestido debruado procurando os joelhos (rótulas varo/valgo) de pernas grossas, olhos estudantes de altos mares absolutos, seios afoitos, olhos cintilando, seios aliciantes sedutores envolventes, o relógio de pulso 16h e cinco, seios pedindo a D, oitenta graus de calor, seios nubentes, no máximo talvez uns 65kg e na sombra, seios gaiatos, turista excursionista turistando em Serranópolis de Minas e Capão Alto e Nova Londrina e Edeia e Ceilândia (ra) e Monte Santo do Tocantins e Wall Ferraz e Bodó e Carneiros, pouco apreciava programas de auditório mais novelas bíblicas, seios orgulhosos de si, força motriz e ou fluidos vitais ou princípios vitais, deslumbradíssima vedete de contorno e relevo, seios tributos feudos obrigatórios... aliás.

- Pois sim! E um acontecimento, minha caríssima! – comentou o general, na cabeça casquete ou boné ou bibico ou barrete, e muito safo esperto vivo hábil virador.

- Fiu-fiiiu!... Todos os esportes conduzem à praia da Joatinga – assobiou e destravou a bela amante (guarde muito bem esta miss), típica de biquíni e monoquíni, e muita bossa posse empatia ginga talento virtude empática.

            Ele o militar general, assuntando observando reparando, se sentou na cadeira ao contrário os braços cruzados apoiados no encosto. Evidentemente que isto isso aquilo valorizam os landuás boatos mentiras. Meio quase inteiro se desculpou se uivou se macerou se retorceu se asnou se contracenou se mazelou se atazanou se maculou se deferiu se concedeu se arrefeceu se esfriou se desanimou... Seus ideais efervescentes se efervesceram em surpreendidos em hedonistas em tabacudos/obtusos/broncos em siderados em esdrúxulos em escornados em esbodegados/escangalhados em periclitantes em provectos...

            A metafísica da consciência, oquei?!, e tintim por tintim nos pormenores.

            E a sorte tenra e macia, evanescente, até.

            Entre o certo direto o correto original natural... vai esta uma enciclopédia. Os xucuru, curumins colomis curuminzada curuquis caieiras alpercatas. A serra do Ororubá, hileia diáspora dispersão quiproquós confusões ferrabrases valentões. O rio Imbariê, cabeça de porco habitação coletiva cortiço. A praça Juliano Moreira, os virarus os curuquerês-do-capim os anus-brancos as taanhés os papagaios-do-peito-roxo as guajus os cururuís... A fonte Adriano Ramos Pinto entre a avenida Carlos Peixoto e a avenida Lauro Sodré, curatelas curadorias (pó de pemba) homologações aprovações ratificações confirmações borderôs cartéis anúncios avisos cartazes politeamas metrônomos címbalos chimbais coxias crisálidas enxeridos curiosos conflitos rififis...

            O impávido general, apesar de amar a amante (guarde esta ave) honestamente e euforicamente, nem podia observar absorver entreter o escândalo que esse filho amado porém extraconjugal inesperado nem planeado com certeza lhe traria ‘bilu-bilu!...’

            - Uaaau!... Isto pode desencadear uma terceira guerra intramuros, é – alertou o general (adora futebol bem jogado e picles), generoso renitente obstinado teimoso pertinaz.

            - Entenda! Se se perguntasse a qualquer um... – conversou a tenra amante (guarde e bem esta doce figura), lampeira apressada lesta generosa solidária altruísta.

Durante dias esse destemido general de farda oliva ficou pensativo procurando uma nobre saída. Pensar, quem havia de?! Então lhe surgiu na cachola a ideia resplandecente original leguminosa redentora ilustrada e a seguir:

“O degas aqui está o máximo, confere?!”

Pensou repensou com seu espelho e durante as abluções da manhã uma segunda-feira ventoinha exposta ao vento tiritar tremer ventilada e temperamental:

“Sim, e quem sabe! E se eu fosse D, em pessoa?!”

            O sol abriu os braços musculosos, deslizando no liso teto azul da cor, por diante das garoas das neblinas do nevoeiro da cerração. A serra da Barriga o rio Ipanema, bizarrices desarvorados desorientados desnorteados encadeados. As árvores jângal apaixonadamente escandalosamente verdes e viçosas e sumaúma, cipós-cravos, caiatés, douradinhas, baririçôs-amarelos, caranambus... Havia modelos e moldes de sururu fuzuê rolo sororó ou calado jururu.

            Precisava o pássaro piririguá ‘tri-ró-riii!...’ em o dia limpo ciscar o sol brilhante das onze e meia a manhã precisa preciosa. A praça do Lido o museu biriba caipira folclórico Edison Carneiro a interseção dos bairros Leme e Co-pa-ca-ba-na, bandeirinhas de papel de seda colorido festa junina ou carnaval e balõezinhos de soprar de todas as cores.

            As coisas que o mundo... eram leves cor coisa cumplicidade e perfumadas. Monumento à princesa Isabel, a redentora, em a avenida Princesa Isabel. As vezes sem conta e sensacionais...

O superior e terno general expôs à amante (guarde esta senhorita) a sua ousadia e logo que ambos debateram com prós e contras e talvezes. Sempre na camuflagem de táticas chaves esquemas estratégias faculdades, contando com agruras obstáculos dificuldades. Se deram as mãos e ele beijou as mãos dela em conchas. Assim tão poéticos beneméritos contemplativos, o bosque Suiriri debaixo do viaduto Santa Ifigênia. Então, a amante (guarde este autorretrato) entrou no acordo que isso aí assim mesmo era a única saída moderna para o caso. Medido pensado auscultado. Aplausos ovações aclamações.

- Olhe bem, meu bem! De súbito é algo que foi muito surpreendente, vamos e viemos! – detalhou o general, tácito implícito recôndito subentendido tranquilo.

- Então, meu amado! Mas porém todavia eu acredito no que está perfeito, e com certeza! – levanta a amante (guarde esta lei), jovial alegre contente folgazã jovialidade.

Com aqueles dias... No espaço de cúmulos-nimbos se formando e entre o céu e a terra. A rua Miguel Lemos com a rua Aires Saldanha, balbúrdia algazarra vozearia grosa contendo 12 dúzias 144 unidades barafunda tumulto pandemônio. Porém mas e dali pra frente foi sensacional, o escrete selecionado jogou vestiu chancas chuteiras e fizeram o gol; e azucrinaram importunaram assestaram apontaram chisparam e disparando correndo velozes com a bola redonda nos pés; a torcida exultou exprimiu grande júbilo ‘oléeee!...’

[A amante (guarde bem esta fulniô/iatê) passou em revista a tropa (praça Demétrio Ribeiro) e cheirou mediu calculou pensou sopesou olhou muito bem seu enamorado tenente-coronel futuro por vir um coronel e na sequência general. A boca entreaberta. As narinas acesas pesquisando os cheiros. Perfil figura de mulher efígie. Uma saia branca plissada, blusinha amarelinha leve cheirosa, os sapatos azuis agulha, bochechas fofas de sabor limão bonitas rosadas óculos de sol estilo gatinha. Ela procurava (durante o ‘virundu’, hino) os belos olhos claros e abre-alas zagueiro na sobra ou artilheiro e este cara que era tenente-coronel e seria brevemente coronel mais general - e que nem se distanciasse do que já era seu pai o marechal (paredro mentor mandachuva prócer chefe líder potentado magnata) -, e noventa e dois quilos ainda na fortuna da virilidade força física e quântica. Arregimentação reunião recrutamento agrupamento, um famoso fabuloso es-pe-tá-cu-lo emplumado ‘marcha soldado, cabeça de papel...’ Seios apontando trampolinagens ardis astúcias sagacidades ardilezas até alcançar os mistérios as fantásticas fantasias. Naquela data escolhera o tenente-coronel boa-praça que por motivos alheios a sua vontade ainda nem havia casado e gostava de bichos de estimação apreciava mafuás e feiras de diversão curtia pescar nos bariris com jererés e esperas de anzol os bagres-de-água-doce piaparas traíras charutinhos cascudos piraquês... viajar pelo país acampar na montanha passar férias prolongadas na praia do Pontal praia da Cigana escalar a pedra da Gávea pela parte leste.]

- Caraquaquá!... e me diga! Em que estás pensando, querida requerida?! – riu e inquiriu o general, caviloso fingido cheio de sutilezas malicioso.

- Pois bem, amém! Estou aqui e ali puxando pelo sonho e nós dois, sabe?! – emprestou a amante (guarde bem, sim senhores e senhoras, esta imperatriz), jogando um repto desafio emprazamento incitamento.

De um dia pro outro, gato-mestre sabe-tudo, e contando: a biblioteca escritora Eneida, cores primárias vermelho azul amarelo; a praça professora Camisão, amandoeiranas espinhos-de-agulha sucupiras-brancas cambucás jambuaçus marmeladas-de-cavalo; a rua general Severiano prolongando com a rua Arnaldo Quintela, tiriricas e quirurus guamixingas e tiribas mamonas e formigas-correições mangues-brancos e guácharos alecrins-do-mato e juruebas...

            O general (tratamentos eminência proeminência excelência, e escolhido a dedo naquele passado evento ainda como tenente-coronel por ela mesma em pessoa) se apresentou seriamente sinceramente no escritório do comando geral. E lá também já se encontrava ela por acaso a sua amante (guarde bem esta exemplar) e filha do marechal (este sorumbático macambúzio soturno taciturno grave sóbrio sombrio escabreado zangado).

Aos olhos dele diante dele general e para seu destino, desprevenido e enfeitiçado admirado estonteado, brilhou ela a amante (guarde bem esta potranca) os cabelos lindos os olhos bem de águas profundas pele de papel novo em folha pernas e braços sarados olhos bem nítidos boca procurando um beijo os seios de aconchegos de transformações de deslocamentos de ‘uau!...’ de sonos de clarezas de nuvens de anjos barrocos parecidos. A janela do gabinete estava aberta para a rua Leopoldo Miguez a praça Nina Rodrigues o bairro da Liberdade e com trânsito interrompido coagulado estabacado estatelado na esquina na curva. Foi uma conversa franca otimista de tarde inteira e regada a café ou suco de abacaxi com bolachinhas de mel ou sorvete de açaí. Os olhos dela amante (guarde bem esta princesa) águas-marinhas os seios se puncionando em tela o tecido da blusinha punção punçar o perfume de olor e fragrância que chegava a vibrar ‘oi!...’ o vestidinho franzido enrugado folho pregueado vincado a boca conspirando cabalando intrigando com um tique nervoso afetivo. A grande caraná-branca atravessava a alameda com seus braços hercúleos hectolitros e inesperados tirados alongados exumados do esquecimento. Cidadãos cidadãs rateio divisão de despesas ao trabalho de volta do batente e terno fato costume paletó cor cáqui roxo verde tipo ‘peço-a-palavra’. Os cabelos dela amante (guarde bem e lealmente esta pérola) jogados atrás com leveza seios esportivos badulaques berloques ornamentos penduricalhos nos lóbulos olhos quedas-d’água catadupas fragrância perfeita única... ‘tá entendendo?!’ seios pontiagudos ancas quadris rebolando saracoteando saçaricando. Os automóveis se acumulavam estrilavam vociferavam buzinavam ‘bró-bróooo!...’ chulos grosseiros rudes chulice no cruzamento no trevo, depois reagiram.

            O destino, ou navegação de cabotagem, que convém a cada um é problema de cada um. As curvas do rio são propriedades do próprio rio Soberbo. O distrito de Vila Inhomirim o bairro Fragoso o bairro Piabetá, em Magé, são escolhas que alguém fez e faz e ponto.

            - Opa, nossa, uaaai!... Nem bastasse isso... – colocava recolocava o general, atento esperto afetuoso versado em versos poéticos épicos sagas e histórias.

            - Tique-taque, né, meu?! Maravilha é a palavra exata nata pauta – colava recolava a amante (guarde bem esta conterrânea), deliciosa sagaz informal útil utilíssima deleitável.

            A dupla de interessados, abraços beijos ‘tséeeee!...’ mútuos recíprocos, marcou um jantar para breve no final de semana, rua Figueira de Melo gêmea de a rua Sousa Valente em o bairro Imperial São Cristóvão, um setembro contemporâneo e clássico do sempre e cobiçado despertar dos ipês-amarelos, cumarus-verdadeiros, capitiçobas, pitaicas-pretas, embiruçus, guaxixins, parajus, maçarandubas, caamis, barbatimões, gloxínias, begônias-sempre-floridas, petúnias, carandás-guaçus, buganvílias, jarinas, jatobás-de-anta... e outras plantas magníficas que vi e agora estou esquecendo. Experiência humana fofa prosaica de momentos aleatórios divertidos convívios gentis megagentis acariciantes esnobes.

E a amante (guarde esse nome remissivo que remete faz alusão remissório a outros parágrafos e ou capítulos e edições) ficou feliz pois teria um futuro pai honesto amoroso dedicado ausente/presente carinhoso para seu futuro filho. E o recém-eleito, e promovido de tenente-coronel pra coronel e já o general, ficou feliz muito à vontade pois teria uma amante (guarde bem e muito a esta relíquia) contente bonita sobressalente imediata afoita sensual tranquila sossegada serena e ainda com garantias de discrição e quase quase exclusividade.

Que o sol acordara debaixo do céu anil translúcido azul megaprofundo. Meninos e meninas faziam ainda embaixadinhas exercícios com bola na praça José Alves de Azevedo. Zanzavam aí pelo ar altos espaços os voos caraúnas tapicurus maitacas-de-cabeça-roxa saís-araras chincoãs-pequenos tonas suiriris-do-campo...

A lua refletia reflete rechaça repele rebate a luz do sol solar. A rua escamoteia guimba ponta de cigarro bagana bigu pucho beata. A tua economiza de rivalizar definir imprimir e com enganar caronear preterir.

            A oficialização do extraoficial namoro foi às claras como convém à tradição dos secretos segredos. E com pompa e circunstância e olhos nos olhos. Ano fiscal total de 12 meses. Com música gravada num quarto camuflado pelo anônimo local e endereço.

            - Oxalá! Vai continuar... Eu sei e você sabe, benhe! As coisas parecem o que são, e pronto pra nós dois – dosou alertou o intenso general ex-tenente-coronel e coronel, baluarte alicerce fortaleza inexpugnável.

            - Nossa Senhora do céu do céu! A dias e horas do voo... Eu sei e você também, querido! Assim é o que temos pra hoje, repare – dedicou deixou a amante (guarde bem esta avezinha pica-flor, arrula rufla trissa), rica famosa melindrosa bonita.

Ele general olhou para ela amante (guarde este nome perfeito e futuro do presente) e viu olhos de cristal. A festa de arromba a dança do cururu em torno da piscina no clube XV de Novembro em Bocaina de Minas. Ela olhou para ele e viu rio Estrela rio Suruí rio Saracuruna correntes doces entre as pedras roladas pedras basalto rochas ígneas águas povoadas de cascudos-comuns acaris bodós pirás-tatus piabas... O convite foi aceito pelo general e pela amante (guarde bem esta iemanjá). Obviamente todos ausentes amigos nem presentes olharam e poderiam murmurar e cochichar e rir ‘kjá-kjá-kjá!...’ sem filtro.

            Como se estivessem viajando pegando uma nuvem bem alta enlevados sem ninguém por perto sem precisar dar explicações sem dúvidas sem pestanejar. Comportados mãos dadas rua Thomaz Garrigue Mazarick, bairro da Freguesia ou Jacarepaguá. Um azul institucional celeste religioso tirado e pintado do próprio azul, irrefutável acachapante indiscutível indispensável imperdível.

            Andar de trem para alargar os enigmas.

            Depois da sobremesa e do café, general e amante (guarde bem esta simpatia), viajaram viajando em climas de diferentes latitudes longitudes altitudes e recém breve e muito sorridentes falantes expansivos e aconchegados enamorados para tudo que se passava ao redor. E passou Acaiaca, visitaram Santa Rita de Ibitipoca e São Sebastião do Oeste e Álvares Machado, conheceram a cidade de Macatuba, seguiram para Araci, Poções, o vento de outubro soprou os cabelos dela a pele nariz rosto os olhos de cristal os seios do tamanho da mão. Teclado sorriso e videntes evidentemente de dentes. Já um calor com igual perfume e uma alma com aroma feito de flor de jasmim-do-mato, na sequência Barra do Quaraí e Não-Me-Toque e Cerro Negro, em novembro já estavam em Foz do Jordão, Presidente Castelo Branco, Rio das Ostras, de avião para Viana e São Roque do Canaã, subindo o rio Gurupi até a aldeia dos tapirapé, uma semana depois passaram em Maragogi, e assim por diante e Senador Rui Palmeira, Baraúna, Vicência, Coronel Ezequiel, Arneiroz, Caldeirão Grande do Piauí, Balsas, Paranoá (ra), General Carneiro, Doverlândia... e assim, sim, fica claro que se amararam três dias e três noites em São Bernardino e São José do Divino e Dona Euzébia. Consultaram armarinhos lojas de miudezas para vestuário magazines lojas de variedades e Flor da Serra do Sul, Messias Targino, Matinha, Carmo do Rio Verde, Altamira do Maranhão, Xique-Xique...

            Ao fim do mundo inteiro. E a curva olímpica no todo completo do arco-íris.

            Reza a lenda que foram superiores abrangentes irrecorríveis poderosos bem-sucedidos bem-amados. Andaram de carro calhambeque caranguejola bugre quadriciclo. Reza o folclore que montaram em quadrúpede cavalo manga-larga de porte sério e grave. Se misturaram na multidão turba turbilhão turbamulta. Reza a fábula que plantaram árvores e biribás, pindaíbas-vermelhas, jamacarus, quinas-da-serra, maracujás-pintados, birus-mansos, juquirizinhos, ervas-cidreiras-do-mato...

            Extraíram coisas do tempo assim em fantasias reais, manhãs de sol, invenções de lagos, contando igrejas, árvores parecidas com bichos, insólitos pássaros e azulonas e inhambus-pebas, casas geminadas e uma de cada cor, acarajés, rua Anna Nery arborizada, igreja neoclássica, calçada de paralelepípedos, casas antigas da velha cidade portuária de Nova Esperança do Sudoeste, angaturama dos mura, rua 25 de Março, metrô na estação da praça engenheiro Bernardo Saião, chuva repentina e quente e doce na praia da Galheta e naturismo opcional, 15 dias são 360h, bairro Cocotá em a ilha do Governador... Nem nunca nada se sabia onde começava um e terminava outra. Daí porque era raro e novo e for-mi-dá-vel.

            Uns três meses depois, apoteose ápice, e os amantes (como no começo do mundo) saberiam que qual tanto futuro lhes premiaria. Coisas que só o destino sabe explicar e bem explicado e bem isso.

           

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Tais Quais Propostas

 


 

            - Iandê vai pro Centro da cidade?!

Existem coisas esquecidas que ficarão perdidas demais até o jamais. Triatlo, natação bicicleta corrida a pé. Trifásico, gerar transmitir distribuir ao mesmo tempo. Inspire fundo pelo nariz e sopre de vagar pela boca, respire.

Ma-dré-po-ra. O sol, que deve ser admirável amigo da lua, caminha com as abelhas os pixorés as safiras-de-garganta-azul as saíras-de-chapéu-preto os sacis-do-brejo as juritis-grandes os saixês... magote amontoado ajuntamento população multidão conjunto de pessoas o instituto de cultura Manoelito Ornellas em a rua Gustavo Adolfo L.G.D. da Cunha Barroso... e de inopino inopinadamente sem parar nem para sem cessar.

- Iandê está retornando de a ilha Montão de Trigo?!

A minha primeira de prima primor Caratinga, por exemplo. Ela e epifania são a mesma pessoa, superação resiliência recuperação. Tinha e sei que tem, olhos de árvore olhos de nuvem olhos de dia chuvoso olhos de paruru olhos de manjuba olhos de inúbia olhos de coisa com coisa qualquer coisa... e a minha revelia. Todavia, com ela nem tive a essência de nada e desde o começo desde as areias monazíticas o aranzel a lenga-lenga e quiçá impulso arroubo êxtase enlevo... E o guabijuzeiro guabijueiro de guabijus madurando visionário idealista bem alto e as corruíras-de-casa cantando alvíssaras estridentes ‘viii-éeeh!...’ na manhã de sol forte e o casal de sofrês procurando ninho se locupletando e os sanhaços-cinzentos esnobes comendo frutas furtadas na vizinhança e as andorinhas-de-bando (formandas de com beca e capelo) a debochar zombar escarnecer e revoar sobre nossas cabeças nossas sentenças nossa persistências.

- Oie!... Como vai e como vem do Desterro de Entre Rios?

- Quá-quá-quá!... Assim como em construção comezinha simples, diariamente.

Pro-so-po-pei-a. O sol transforma peixes em estrelas e vai. O sol completa a lua a rodovia sp-270 bandeirante Antônio Raposo Tavares, 490km durante 7h à velocidade de 70km/h. O sol, olimpicamente, é a medalha de ouro no céu e fotografado filmado cultuado tietado desenhado endeusado copiado imitado. Incontinente e imediatamente.

            Conseguimos chegar com tempo de pegar salvar olhar o sol pular e saltar a janela do dia (pular e saltar seriam a mesma coisa). As capivaras se acomodam à sombra do lago.

            - Iandê sabe o que estão festejando em São José do Calçado?!

            Consubstanciação. Os contemporâneos do fim da rua Padre Chagas organizaram um time de futebol e ficou E. C. Aratama (terra dos papagaios). Mais bonito e transparente com a pracinha Felipe D. A. d’Oliveira, idêntica com a comunidade de São Domingos do Araguaia ou São Jorge do Patrocínio ou São Pedro do Turvo ou Santa Rita do Sapucaí ou São Félix de Minas ou São Gabriel do Oeste ou Santa Rita do Novo Destino ou São José do Brejo da Cruz ou Santa Maria (ra) ou São Valério do Sul... E imagética minuciosa projeção diurna e noturna. A ordem severa de classificação suasória biológica persuasiva dos seres vivos persuadidos, taxonomia: ave psitacídea auriverde ararajuba ou guaruba tem o seguinte exemplo: domínio e reino e filo e subfilo e classe e ordem e família e gênero e espécie (da mais geral ao particular específico). Tanto bonita elevada imponente original.

            Nem quero dar respostas a mim mesmo. O bairro Botafogo rua Dona Mariana o parque Yitzhak Rabin (morro do Pasmado). Quantas sílabas a palavra: idiossincrasia. A boa tarde de tardezinha esta mesma tarde já passou o que pensar fazer amanhã de manhã.

            - Ei, querida! Me lembro de Chupinguaia e Núcleo Bandeirante (ra) e Urucará.

            - Uaaau!... Nem digo nem sei o que dizer de Nova Pádua, Serrania, Buerarema.

            Havia algum tempo. Amanhã 2 anos décadas séculos milênios que aguardávamos sob aquela marquise da avenida Conselheiro Nébias. Já de madrugada, bem pela manhã e ainda, o ar o vento o éter se confundem com nuvens de chuva chuvosas. Rezingar resmungar de ventos desde a praça Padre Champagnat. E houve se ouve se vê os raios e estrondos. Pai ou mãe de família conduzindo cão mascote pra passear, conversando com poste monumento chafariz e como quem diz ‘chuchu beleza!’ ‘brotinhos!’ ‘coroa enxuto!’ ‘supimpa!’ ‘bicho-grilo!’ ‘dar o bolo!’ ‘uma brasa, mora!’ De quem quer que fosse o farrancho e arrufos amuos arrupios arrepios. Tão bons tão naturais e fragores ruídos barulhos estampidos estrépitos... Caem saem de onde caíam relâmpagos trovões palavras, trapizonga confusão enredo. E tiramos o guarda-chuva do armário da despensa saímos de carro andando na chuva a rua Xavier Pinheiro e ensopados e equânimes moderados comedidos... Numa estação chuvosa como esta nasce o dia aparece a lua cheia germinam melhor o mar floresce a montanha. Um pouco é bom de sortilégio feitiço ou sedução encanto. A nuvem veio foi voltou vaivém com léxico, bonifrate fantoche títere. Acho que D está intimando ‘intime-se!’ e já pousa em a canela-da-baía nas árvores sacudindo o tempo o espaço... e decifrando os porquês. Novamente outra vez renovado renova o vento veloz volitante volitar volita esvoaçante e foragido.

            - Iandê palavra é locução é acepção é expressão?!

            A-e-ro-gra-ma. O sol, arquiteto protervo petulante atrevido, respira música solene. Solenemente e andando. Rápido e lento. Sacode a floresta as vilas e Trabiju, Campo Belo do Sul, Doutor Severiano, Americano do Brasil, São Sebastião (ra), Rorainópolis... O sol, oblíquo inclinado paralelo com perpendicular, se reparte em 2 partes e ao mesmo tempo tranquilo. Quitanda da megarrodovia Eurico Gaspar Dutra, quituteiro quitandar quitutes (quitungo). O sol desperta pastoreia apascenta voa, alçam aves gavião-carijó curicas marias-faceiras seriemas jaçanãs..., ronda visita vigia inspeciona no limite do céu horizonte.

            - Colega tão galante! Sempre acreditei acertei com o teu talento!

            - Isso é moda, figura! É que surpreende surpreendente positivamente, entende?!

            Caratinga, minha querida minha amiga minha musa minha praia em Conceição de Macabu. Ela escuta o som de piano na janela do instituto Guilherme de Andrade de Almeida. Ela esquece passa batido todas as palavras de sentido, filtrou. Eu quisera ser...

            - Iandê viu aí apareceu uma moça de 1,78m?!

Sem embargo, a praça Bertioga (recanto dos macacos), pequena triangular, de plantas aromáticas e aroeira bucha-dos-paulistas cabaceira canjerana-do-brejo... amparada pelas ruas principais do comércio bancos prédios de apartamentos logradouro José de Alcântara Machado de Oliveira viaduto Paulo Alfeu Junqueira Duarte. A casa de festas que me lembra carnaval e um teatro que promovemos a partir do colégio NSAparecida e nem compareceu público algum, talvez por causa do frio e da chuva, a cara de bobo dos atores vindos diretamente especialmente de Astolfo Dutra e Sorocaba e Catanduvas e Matões, e a frustração das nossas lindas gurias naturais de Terezópolis de Goiás e Nova Monte Verde.

Mas isso foi depois empós posterior. O mar de encontros encontrando a praia a ressaca a onda o mergulho. Mais ou menos isso foi probo honrado honesto. O mar bastante batendo na pedra e impertérrito destemido impávido, tantas vezes que se repita.

Num movimento tão brusco quanto espontâneo - Caratinga e epifania são a mesma máquina de amor -, pois ela inflectiu e purgou depurou purificou limpou descobriu:

- Hum!... Dia pacífico e fácil, bela! Engraçado, então, nem é?!

- Sindética! Qual a diferença? Qual a girândola? Qual a Santa Maria das Barreiras?

- Porém! E estou decidido. Achado tenho achado prêmio achádego.

- A quê, jaci? De quê, talismã?

- Opa! Vou fazer amana chuva. Serei manômetro e barômetro e termômetro...

- Convicta! E pertinaz tenaz persistente perspicaz.

- Se eu te disser que amaná aruaná carapaná nem tarda nem estarei exagerando...

- Confere aí! Anacã se parece com capeba-do-campo e ou gongó-do-campo.

Da EEEFM 11 de Agosto (bairro Jardim Paulistano rua Polônia esquina rua Augusto Ruschi e próximo ao anexo de o Museu da Imagem e do Som - mis) onde comecei a sair da toca e gavião-telha, anta, mocó, comigo-ninguém-pode, mororozinho... E a Caratinga mina mais linda daquele mundo que nem tinha namorado e nem queria saber de nenhum de nós. Uma princesa bem vestida de estola boá diadema na cabeleira um tipo busca-pé lírica caraná begônia-sempre-florida garriça araúna filha dos galapalo...  Entendê-la nem foi tarefa sabatina fácil ou difícil. Em dupla ombro a ombro ou em grupo, na biblioteca pública municipal poeta Paulo Menotti del Picchia, em Piraúba (servidão Cereja, no bairro Pantanal), que pesquisávamos sobre coisas absurdas como o rio Amazonas ou Santa Maria de la Mar Dulce, a floresta da Tijuca, os índios assurini e galibi e aquáua e aquém e acurió e charrua e minuano e coroado... muitos bichos vivos ou pré-históricos e ossadas de dinossauros em Candelária, sítio arqueológico Santa Elina em Jangada, caminhão basculante, a caravela no mar alto (boreste e estibordo ou bombordo), as aves da estação ecológica do Taim, a Pedra Grande do Gomeral, filmes matinê de cine nervosos de galeios requebros de espritado valentão de quizília antipatia de escroques trapaceiros de acalantos cantigas de causticar calcinar de puericultura, a praia de Boa Viagem a praia de Amaralina a praia de Ondina, a História seleta de Santa Cruz de Salinas...

Aonde você vai?!, eu sempre me perguntava e depois de passar por soldado raso cabo sargento. Praquê deferir condescender concordar outorgar?!, eu recapitulava recapitulava já após subir de postos subtenente tenente capitão. Nem qué distribuir exportar importar?!, eu que recebia renda prebenda canonicato conezia veniaga sinecura cabide.

Me conservava humilde boa gente, às vezes me recondicionava humilde quieto silencioso pensativo, sempre colocado no meu quadradinho riscado a giz branco, e caminhava daqui pra lá de lá pra cá, bairro República a rua Sete de Abril ainda a rua coronel Xavier de Toledo, discreto magricelo baixinho tapado, a surtida o ataque a investida, carregando com as duas mãos a minha mobília móvel relíquia - um jabuti uma jabota o casal noivos de moldura velha de quadro vetusto de parede antiga.

- Iandê sabe o que progride está progredindo em loco?!

Somente para se ter uma ideia e em 1 semana de folias. Os piratas marrueiros plumitivos assaltaram assombraram as comarcas de Fortuna de Minas e Cesário Lange e Contendas do Sincorá e Boqueirão do Leão e Sobradinho (ra) e Nova América e Girau do Ponciano e Bernardo Sayão... E estes charlatães mistificadores niilistas cúmplices fizeram desfizeram com estrondo e caução garantia fiança penhor. Pegaram panejaram todo o rico ouro a prata e moringa moringue hulha récua cambulhada chambão pixixica. Os tais corsários heréticos estrangeiros passaram pela rua Ibrahim de Almeida Nobre muito encruados anódinos banais inóspitos cambados acalcanhados crassos toscos rudimentares grosseiros clássicos. Pareciam como fogos-fátuos alcoviteiros prepostos institores, é isso?!, com papo-furado atitude oblonga anamorfose alongada prolata siderada perplexa atônita. Com uma pegada, vamos dizer!, de comunheiros condôminos e ou almocreves arrocheiros recoveiros. Tanto subtraíram, esses gurupis intrometidos, que nem puderam com tudo e nada, embarcaram na galera navio a velas. Também tudo planejado manejado tartamudeado gaguejado tartareado. No caminho entre a terra e o mar e o céu, uma das tantas noites e labirinto bródio farra aluvião enxurrada, derrubaram chuçaram esboroaram desfizeram desmontaram desmoronaram casas comércios lojas supermercados mansões quiosques... Numa taverna bar bodega A Tasca, em a jornada itinerário rota de fuga, e à deriva transidos frívolos moribundos, todos se olharam verificaram admiraram bisbilhotaram e riram riem:

- kjá-kjá-kjá!... E saca esta, bicho!

- Tchá-rá-rá!... Que estresse, hein?, cara!

- Kau-kau-kau!... Se liga nesta, cafona!

- Tseu-tseu-tseu!... Compare chão com pinhão, careta!

- Ahahahah!... Barra limpa, meu chapa!

- Mi-mi-mi!... Que caixa-pregos mixa, compadre!

- Eheheheh!... Bem brega, né?, marinheiro!

- Lêh-lêh-lêh!... Segura a barra, mané!

- Gêm-gêm-gêm!... Deixe de grilo, parça!

Subiram na embarcação nave flutuante e sumiram no mar revolto encapelado ao mesmo tempo enfáticos teatrais contemporizando transigentes flexíveis marujos. E estes flibusteiros bufarinheiros mascates buscaram o alto-mar a ilha do Cedro e pra lá encetaram principiaram começaram a navegar velejar. Falando alto histriônicos cômicos rabugentos ranhetas intolerantes queixosos resmungões pechosos. Enterraram amoitaram o motim na areia da praia da ilha no meio do mar e milhas mais milhas nós e nós da costa no litoral brasileiro. Assim mesmo conceberam suscitaram causaram criaram idealizaram inventaram um tesouro perdido lendário. Mesmo assim aumentaram recrudesceram exacerbaram a sorte sorteada. Entre eles sem hierarquia comando e tanta soberba porfia altercação contenda discussão disputa e relincho ulular balir ladrar cascalhar ‘brá-trá-tráaaa!...’ Uns tipos tuxauas morubixabas mandachuvas na lida de comutar permutar trocar negociar. Acolitados auxiliados acompanhados e paixão compaixão comiseração indulgência perdão da estrela Altair ‘aquela que voa’, constelação da Águia - 16,7 anos-luz. Superanuência aprovação consentimento aura do clima tropical ameno inzoneiro manhoso enredado.

Hoje, 400 anos passados infligidos impostos aplicados, o sol nasceu com um medalhão no osso do peito. E todo imponente augusto sagrado sacro santo e ‘faça-se luz’. Ouro puro e quantos tantos quilates. E brilhante eldourado e filaucioso presumido vaidoso e já comungado sacramentado no sistema ele mesmo. Aves do mato voos indizíveis inefáveis encantadoras entre o céu a terra o mar e rabos-de-espinhos trinca-ferros beija-flores-roxos gurundis-azuis batuqueiros pica-paus-de-banda-branca... e tantas todos muito lambiscando debicando pastinhando e cabulando gazeteando. Tudo manejado planejado com amigação contubérnio coabitação. O ouro que dia a dia ilumina hidrata coliga une liga fecunda prolifera gera Porto Murtinho e Porto dos Gaúchos e Fercal (ra) e Porto Velho e Porto Alegre do Tocantins e retifica endireita alinha Augusto Corrêa e Apicum-Açu e Pavussu e Dom Inocêncio e reverência respeita difere defere e Bom Jesus da Lapa e São José da Tapera e Porto Rico do Maranhão e ancila subsidia auxilia suplementa Coreaú e Olho-d’Água do Borges e Felipe Guerra e Querência do Norte e Andradas e doura bronzeia a paisagem da longanimidade magnanimidade generosidade insaciabilidade.

- Iandê foi comprar buscar quindim na confeitaria?!

Penso no que agora estou propondo e dizendo e remedando. O dia voltava abria as asas estava reiniciando voava em cruzeiro. Pensamos uns minutos e nada mudou. Viaduto Dom Pedro I, no sentido sul, e bairro Cascadura. Faltam de 5 a 10 milhões de anos para o sol esfriar. O número atômico é a quantidade de prótons no núcleo do átomo. Os rodízios eufemismos de mundos e fundos as pizzas churrascos massas magistrados de fóruns... e em paralelo uns emaranhados calhamaços de cláusulas artigos parágrafos apartes adendos.

Assim é que sentamos ao ar livre sob o ingazeiro na sombra e olhar as árvores passar com árvores verdes vermelhas destemperadas falantes sobressalentes panegíricas peregrinas... sorrisos de buquês. As árvores diferentes dos bichos e saracura-do-banhado, sapo-veneno-de-fecha, fogo-apagou, surucuá-grande-de-barriga-amarela, beija-flor-de-topete... Estes alados nem falar que ficam na água do rio Kuluene, que atravessam a rua General Flores da Cunha, em Cachoeirinha, e nos dois sentidos. Turistas turistando matracas faladores tagarelas palradores descem do setentrional sobem do austral e São Pedro do Ivaí e Passo de Torres e São João do Polêsine... e surdir emergir brotar jorrar e Duque Bacelar e Magalhães Barata e Buriti do Tocantins e Planaltina (ra) e Cumari...

- Linda cunhantã! Olhe que o sol levanta e molha a água da chuva, vai vendo!

- Meu primor prioritário primores! Reparo repare que o solar move vidraças óculos escuros praia dos Ingleses e o litoral e as comunidades de Antonina e Arapoema.

E a guria e epifania e manequim são a mesma moeda de circulação, léguas e léguas. Para que logo as árvores vegetais se inventaram inverteram e araticum-cortiça, mamoeira-miúda, cardo-ananá, itapicuru-amarelo, arruda-do-campo, capim-gomoso, caapomonga... Cruzamento da rua da República com a General Lima e Silva em o bairro Cidade Baixa, cogitar meditando cismou. Por um segundo por uma Caratinga, em setembro quinta-feira 19h e 09min, os planetas em perfeito sentido equilíbrio (e na ordem de arremesso Mercúrio Vênus T Marte Júpiter e desde sempre Saturno Urano Netuno e mesmo o anão diminuto Plutão); gravuras estampas ilustrações.

- Iandê sabe o que está pensando convenientemente?!

Propugnar. Os sócios do ECAratama se mudaram para a beira da rua Visconde de Guarapuava e ali fizeram o campinho com plateia no barranco gramado sob alguns jerivás. Do lado a lado em fila linear goiabeiras-bravas e pentes-de-macaco e catuabas-do-mato...

- Minha internacional! Como vai e como vem Eldorado do Sul?

- Meu colorado! Assim como em construir e remir e salvar, ininterruptamente.

Bando de pássaros canários-do-brejo ‘mêee-rêee-uuuh-iiir!...’ procurou a folhuda axuá para pernoitar augurar prognosticar. O casal de arapongas ensaiou ‘ih-qué-quéeee!...’ entre os galhos e ramos da ararandeua. Saltitava sorrindo ágil sutil a corruíra ao arbusto caiuiaçu pros braços da árvore mucujê e subindo ao frondoso breu-sucuruba ‘eu-réu-réeeu... êee-miiii!...’ Houve um breve momento de silêncio, este todo insólito raro incomum, após o tal e qual... Pronto, o assobio rasgado ‘viiiu-ruiii!...’ de uma ave gravatazeiro e fez a tardezinha a tarde despencar especiosa enganosa ilusória. E urutau ficou escondido no galho seco camuflado ambíguo beatífico bem-aventurado econômico.

Ela e epifania são a mesma pessoa e o mesmo fetiche, suprema intuitiva. Almoço um futuro em o mundo... Parecia um lugar comum e porém nem era, e enorme ingente eclesiástico litúrgico hierático pastoral... Reaparecia um local natural e porém esdrúxulo esquisito excêntrico povoado de 4 elementos, muçambé-catinga e pitomba-de-leite e cordão-de-frade e cipó-cruz-verdadeiro... O sol proveio destaca visual a emblemática cidade de Flor do Sertão e Anajás e Campo Verde e Varjão (ra) e Dois Irmãos do Buriti...

Mas embalde e debalde, olhei mais para mim mesmo e nem me vi nem me reconheci. Eu que já era general vindo de coronel tenente-coronel major. E daí?, e pra quê?, minhas 2 perguntas desarmantes ou estapafúrdias bizarras singulares.

Mas isso foi antes.

Bom dia! Todos os dias o sol aparece e planta cidades a mais de oitenta por hora e Alvarães, Espigão d’Oeste, Socorro, Wenceslau Guimarães, Palhoça... Cinco e meia 5h e 30min aqui em Vista Alegre do Prata e arredores, e lá em Parnarama oito e meia 8h e 30min mais as vizinhas Urandi e Bom Despacho e Guatambu e Ielmo Marinho e Vale do Anari... O sol, sempre o sol, podia ser a lua, a boa lua, uma estrela que liga o dia a dia e comunidades e busílis empreitadas dossiês munguzás e fazendo merecendo jus. Hoje tal dia e mês, uma semana de 168h, as árvores começam a falar e mamicas-de-cadela e morototós e açairanas e cambarás-brancos... E o sol, o oceano as aves a serra de São José ou Campo das Vertentes, que reúne sob seu colar dezenas de vilas Estrela do Indaiá e Estrela do Sul e Estrela Dalva e Torre de Pedra... O rio Tibaji nadando em meio à charneca pântano gândara banhado e calão... O sol, sacramento eucaristia exegese conglomerado, atos solenes a que acenderia ascenderia a partir de então. A rua doutor Donald Alexandre Kealman a escola Francisco Martins dos Santos o ginásio poliesportivo doutor Luiz Gonzaga de Oliveira Gomes em o bairro Jardim Rio Branco da polêmica comarca de São Vicente. O sol caminha andando com as próprias mãos e desde o mar, em ondas sonoras feéricas mágicas deslumbrantes e de corrente elétrica voltaica. Se se considerasse quê...

- Iandê admirou aí chegou uma mulher de 1,80m?!

Conspícuo. Os dignos aratamenses do Esporte Clube Aratama (avenida Presidente Antônio Carlos junto à praça Virgílio de Melo Franco), se reúnem sábado de noite na bodega Marruá do bodegueiro Riba Garajau bebendo pajuari comendo petisco de salame picado na chapa quando decidem onde jogar domingo de manhã, e faça sol e faça verão e faça bom tempo e faça governança e faça aprovação sanção confirmação afirmação.

- Iandê sabe o que está determinando a migração da batuíra-de-coleira-dupla?!

Curioso e interessado, revejo muitas praias ensolaradas e ao fundo em primeiro sonho uma deusa de ouro e olhos verdes com um gato amarelo felpudo acariciando debaixo do braço. Num piscar de olhos o delta do rio Xingu a cachoeira Von Martius o aeroporto Marechal Hugo da Cunha Machado a biblioteca poeta Odylo Costa Filho a praça Canoinhas a avenida infante Dom Henrique as árvores ciliares os coqueiros-catulés os bicos-de-veludo... Num piscar de aves endêmicas as nuvens vão e vem de sanga a capão.

Caratinga nem almoça para manter sempre o mesmo peso baixo, remoque, um olhar pesado metálico plano azulejo impenetrável, e vai porque quer conhecer o Pão de Açúcar, a rua São Clemente em o bairro Botafogo a enseada de Botafogo. Qual o quê!

Endógeno. Caratinga uma incipiente inicial iniciante principiante. O ECAratama sai no carnaval em bloco dos macacos bugios às turras para garantir a origem a tradição e a folia e estrilar vociferar esbravejar sacudir os quadris balançar os esqueletos. Caratinga, intuindo percebendo deduzindo, já foi escolhida a madrinha do bloco Os Acarás-Discos-Azuis e coroada de faixa no peito e estandarte na frente da galera puxando a euforia.

- Iandê quando é quanto é 20% de 200?!

Seria isso a Caratinga? A Caratinga seria a verdade? A Caratinga tem brevê de piloto diploma certificado alvará para aeronave? A Caratinga revelada pródiga generosa magnânima ubíqua onipresente... Sei lá, né, meu! A Caratinga uma pessoa antes de ler a poetisa Rosalina Coelho Lisboa e outra com Bertha Maria Júlia Lutz e mais ainda de Adalgisa Nery. Enfim, cabal completa pétrea total plena astral e bar-ban-te!

Caratinga do meu passado futuro e presente. O rio da Prata rola o rio Mariana corre o rio Boturoca escorre, em alguns meses, andam muito. Ela, nossa Caratinga, nem imagino outra epifania. Garota de 4 costados, elegante harmônica requintada distinta.

- Favinha mimosoídea! Como vai e como vem Caicó e Esperança Nova?

- Oh, meu confidente! Assim almejando construindo e legitimando homologando confirmando, sistematicamente.

Pois é que nem parei mais. Já faz tanto daquele tempo! Ela e epifania são, sem tirar nem pôr, o mesmo universo paralelo. Hoje, 18 de setembro de 2022, 200º da independência do B. E tudo leva a crer que álgebra aritmética geometria estatística.

- Iandê o que mais que se te diga, diga?!

A Caratinga das pernas bonitas douradas perdulárias esbanjadas gastadoras rua da Arrozeira cruzando com a alameda Dante Milano e das brincadeiras de caçador queimada sapata bolita balanço muito dependurado no galho do capitari. A primeira com arquinho de metal prendendo o penteado, plenitude visibilidade presença. Nós ficamos, bendizendo bendizer, simpáticos translúcidos diáfanos soberbos. Minha alma aventa atira arremessa ventila de que alguma coisa possibilidade aconteça sim ou nem ou talvez, um novo dia.

            Quem diria que o sol, praia dos Milionários e frevo-de-rua, fritando esquentando fervendo frigindo três bilhões antes de nós dois, hem?!

           

 

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

A Moça e a Linda

 

                                                           

            A moça poemas tão bela bonita bicho-grilo, e histórica e literal e absolutamente, que o povo conhecedor dos versos que lhe desejaram dedicados chama somou o chafariz ao seu nome. Bem no meio da paróquia comarca cidade municipalidade de Ouro Preto de Ouro Fino de Ouro Branco de Ouro Verde de Minas e do largo da praça Tiradentes barroca e rococó e neoclássica e cartão-postal. Todos sabem dos livros na escola da dona da bica do tanque e tanto que passa já como caso muito comum e corriqueiro. A poesia feliz e terna e suave e aconchegante que a criou está colada identificada ao nome do monumento baliza, para todos os momentos enamorados idílicos íntimos corações.

O místico disse, por exemplo, e espiritual religioso sobrenatural (loja rua Olegário Dias Maciel), acostumado à filosofia música meditação concentração análises, discorrer:

            - Oxalá!... Que bom que todos precisam do sol, que bom. Que lua que todos carecem na boa, que bem. Que todos precisam de todos, que bem bom.

            Mas o piá de boné vem beber água da fonte largando a bicicleta no chão, declamando cosmopolita perguntando a si mesmo pensativo e urbano civil cortês afável:

- Uma vez aqui mesmo! Quem ficou esculpiu a dona desta fonte límpida risonha como na pedra-sabão? Alguém desceu pousou nivelou precisamente e utilizando frutífera espontânea da bússola da âncora? Se inspirou e gostava enamorado a mesma Marília?

E a guria tão galante arrebol, hiperinteressada em sorvete de açaí e longa trança largada nas costas, acrescenta, mãos em concha, suspira e divide e cotiza e reparte:

- Eu, hem?! Era tão espetacular legitimadora assim a moça desta fonte transparentemente refrescante murmurante blu-blo-blooo!... Habitava cascata e atrapalhada com o vestido a saia córrego na montanha alta distante e gravitacional.

E como todos sabem a história da moça lindíssima vestidíssima riquíssima, ficam inspirados felizes acariciados raros, um querendo em namorada e outra se comparar se medir, favorecer changui, deste modo conforme. Visual perfil performance desfile passarela no microscópio binóculo telescópio. Fantástico, nem é mesmo?!

Sendo os repiques dos sinos uníssonos torres de igrejas capelas capitéis grutas, localizados no bairro Santa Teresa rua Constante Jardim com a rua Monte Alegre, sons sonoros neoclássicos nos falam alarmam rebatem repetir propalam ‘bim-bê-lém!...’ ecoam:

- Oie!... Nós vamos morigerados divulgamos bons costumes bem educados!

D pertence a estas igrejas e templos e terrenos sagrados, sendo que outras virão. D nasceu aqui, praticamente. D é tudo isso e esculturas e pinturas e jazidas de ouro. D conhecido falante eterno visível tio-avô barbudo cara de nuvem do alto do teto o céu. Olhe, pra você vê!

            Tal qual o lugar, segundo os poemas deixados para recontar a história, do conflito principal entre o sol e a lua, o pasto e o riacho, o ouro e a esmeralda. A bela ficava na janela, coque periquito na cabeça, a partir da tardezinha solar de dezembro e janeiro e fevereiro. E representante representada e tão representativa. O aguadeiro caminhava na frente puxando o animal de carga baixas pegadas de carbono e de casa até a sanga e do poço pra casa passando no meio da antiga Vila Rica e a praça filólogo Manuel Said Ali Ida e ponte poetisa Ana Amélia de Queiroz Carneiro de Mendonça (rio Lava-Tudo) feita em arcos de pedra-sabão (esteatita) pedra lascada pé de moleque paralelepípedo rua Pirapitingui e avenida da Liberdade. O sol bumerangue ameno puxava muares resignados e a lua dominó aparecia entre as cortinas de renda e crivo e seda importadas dos paulistas dos emboabas de Abaré e Itapetininga e São Sebastião do Rio Preto e Abelardo Luz e Mampituba e Adolfo e Cerro Corá e Alto Piquiri e Turuçu e Alto Alegre dos Parecis e Alfredo Marcondes e Alto Rio Doce... O que passa passou passará, faça chuva faça sol!

            Dentre os visitantes viajantes fotógrafos iutubers turistas turistando oriundos de Bariri e Barretos e Barbosa e Barrinha e Bastos e Batatais e Bananal e Balbinos, se destacou uma paulista de Bebedouro e que exortou estimulou pedir encorajou fascinou:

            - Opa e oba!... Significa apreciar o dilema das águas quando as águas ululantes  fazem ulular lu-lu-luuu!... A lua calibrada moderada contida valorosa dogmática. De modo geral e quer respostas prontas formas fixas preços fixos nomologia fenomenismo liturgia. Faz parte do amadurecimento sazonal e envolvida atenciosa cartomante progressiva.

            O Brasil, o carnaval o comício a manifestação a apresentação mambembe tudo, vai marcado diante do chafariz. O nome da dona moça fica constante e alegre e florida e querida. Os sinos tocando como uns relógios exponenciais para todas as coisas e idades e até latejando sobre as costas das montanhas. A alegria, a bebedeira, as brigas, o trôpego, o entrudo, os repentes, os namoros beijados... farras bródios pândega patuscadas... nascem em torno da fonte da bela que lhe deu nome e sobrenome e renome e legenda. De Vila Rica de Nossa Senhora do Pilar de Ouro Preto capital colonial provincial para mais além aquém governo grande. A sorte grande no garimpo na lavra no veio bambúrrio acaso favorável chiripa e divertimento ludo jogo jogado. Um instituto homenageia o revolucionário Domingos José Martins com galeria pintor Pedro Américo de Figueiredo e Melo sítio da pinacoteca João Batista da Costa com escola estadual de ensino integral caricaturista Henrique Campos Cavalleiro. Um sem número inumerável e opulências disparidade alumiadas propícia efêmeras eloquente. Ouvir os carros de bois estalando subúrbio nas pedras da calça Lavras Novas rodas altas Glaura lentos desfiles Santo Antônio do Salto de hora em hora Cachoeira do Campo dias após dias romaria procissões novenas. É isso, tá!

            O furriel, tocador de bombardino, talabartes de cartuchos cruzados no peito metido em gibão de couro pele de carneiro chapéu de anta enfeitado com pena de uiraçu-falso, se esforçou envidou aplicou esticou compilar destapou destampou configurou preferindo:

            - Ads-trin-gen-te! O rio é água o mar o lago a glória e a água a chuva o guaraná em pó. Água livre aberta corrente que mente escapa aberta aceita. Agrada sobremaneira àqueles cheios de sede e banho e nadar. Depois, emboralá!... o rio continua e nem lembrará disso daquilo nem ligará pra isso aquilo pouco se importa ou se lhe dá dará.

            O voo da ave muito suave confortável planejado silencioso adivinho sobrevoo. A estrada de casa a ladeira até o topo da colina escalaminhada aclive o ápice. A praça Mário Lago a rua Rodrigo Silva o museu almirante João Cândido Felisberto, criar produzir fornecer, os cavalos bebem as vacas vêm beber as donas de casa vêm encher os baldes os casais recém-casados se simpatizam bênçãos. Agora a porta pantográfica as janelas estão de par em par sempre pintadas de azul-claro. E aí e aqui e ali o lavrado o campo as ervas presuntos-com-ovos as árvores quinas-de-cuiabá... O astro compra um autorretrato fora de série última linha elétrico politicamente correto ecologicamente correto. O satélite e a boa-fé da maré que trás que leva e vaivém energia limpa. A área revitalizada da calçada pública da camponesa da poesia rima sofisticada campestre arcadismo pastoril silvestre. E, por puro paradoxo, longe da terra desterrada oriente ocidente atlântico e ex-vice-reino. Nem é?!

            O servente valente intimorato destemido passageiro líquido rio Pajeú, que convida Rio das Antas e Rio do Campo e Rio Rufino e Rio do Sul e Rio dos Cedros e Rio Fortuna e Rio do Oeste e Rio Negrinho, sempre avaliza afiança garante abona confia desafiante:

            - Muito obrigado, gente! Que posso despertar pensamentos positivos afirmativos. Há traduções tradições literais contextuais livres e embora desculpáveis elogiosas comentadas, recomendadas. Também elegias e apanágio privilégio regalia, nem é mesmo?! E gostaria de lhe seguir mas isso nem é tudo ou mesmo dura para sempre. Como quanto quando sei e sabemos.

            Senhorita longos cabelos pretos como a noite sobre os ombros tiara que gostava de comer sobremesa salgada na mesa da sala de estar no verão horas relaxantes. Personalidade adiantada de amplo conhecimento lateral diagonal transversal paralelo. Ela ainda precisava ir até lá um hoje ou um amanhã. Seu noivo era bacharel e funcionário público no museu da Inconfidência, largo Barão de Ladário. Lista de coisas para fazer em amanhã. Sempre na beca mulher-objeto maciez na pele efeito prolongado e sem sal entre feminista e feminina e delicadeza de maneiras com chapéu de pano e leque e sombrinha babada para os apoios. E fonte bela bonita linda e inerente faz parte da paisagem ligada ao patrimônio. Tal o quê!

            Um pinheiral, dos pinheiros-do-paraná, foi morar em Araucária. A família fina das euforbiáceas foi endereçar em Taquari. As apetitosas jabuticabas foram veranear em Jaboticabal. O grupo das pitangas foi pernoitar em Pitangueiras-sp-pr. As árvores de lei fizeram cidade em Jequitibá. Frutas de sabores silvestres fizeram sucesso em Jaboticaba.

            A utopia, gaforina topete guedelha caindo sobre os olhos, respirou fundo olhou em torno admirou todo o arraial. A utopia açambarcou assenhoreou tomou conta da quadra toda rua Figueiredo Magalhães rua Siqueira Campos cruzadas pela rua Domingos Ferreira. E aí a utopia, muito cordata cordura judiciosa sensata prudentemente, conversa convence:

            - Aleluia, comadres compadres! Tenho que a sorte foi tentada 5 cinco vezes no fado dito da derrama. Tenho comigo três verdades e uma fantasia: capaz hábil perito e batuta.

            O Brasil, nos dias de sol vêm turistas com suas máquinas de fotografar colorido e selfies o repuxo branco e preto de antigamente colônia com imagens esculpidas em mármore tridimensional trilegal. É o sol pujante açodado apressado marca presença desde a pedra Ana Chata. Marcam a data da construção, 300 anos para trás e mais. Há pujança nisto e rematada pronta acabada perfeita completa brasilidade brasileirismo. Que horas abrem a loja de lembranças recordação de? Bebem a água da moça e, carregam em garrafinhas plásticas portáteis cômodas biodegradáveis, se benzem de crença pelo sinal em bênçãos orações e até como se santa fosse. Que horas do dia abre o restaurante típico comida mineira caipira vaca atolada torresminho caninha de alambique? Este esta isto, é claro!

            A freira Azul, descalça concentrada religiosa conterrânea contemporânea - orfanato creche escola convento subindo a avenida Maria Luiza Americano irmandade fraternidade comunidade com a rua Povoaçu, distrito de Cidade Líder -, olha admira a atração turística mais visitada da lendária histórica recomendada cidade colonial mineira, e murmura como a fonte e borbulha como a água límpida e acaricia como o chuvisco refrescante:

            - Que flor você escuta... Voa o azulinho-do-sul o tom demasiado intenso azul-ferrete azular tingir de azul-celeste o céu azulear azulecer azulejar...

            Na beira do arroio Cerquinha (bairro Campina), temos cipós-cravos baririçós arrebenta-bois arraticuns-mirins maçarandubaranas... que duram compensam o dia todo noite inteira fotossíntese gás carbônico... E cabuloso, este no sentido significado orientação de complicado obscuro. E povoam as jovens farristas protofonia aves saíras-preciosas e sanhaços-de-fogo e andorinhas-pequenas-de-casa e japus e marias-faceiras e mutuns-de-penacho... Com enduape açoiaba inúbia no bico e gorja garganta goela parequema cantam repetem e jacamins, pia-pouco, garças-vaqueiras, saís-azuis, pitiguaris, neineis... Com igara descendo a correnteza amarrados a cordas muçuranas, descendentes de Tupã e de Sumé, vemos os tais cauaíbe e parintintim e crenaque e craó e xoclengue e aueti e tenharim...

            A estátua princesa, a bela a solene a original, se olha no espelho de água refletida e brilha pensa que pensa e se pergunta e indaga ao céu abóboda aos raios de sol à lua luar:

            - Meus amigos, minhas queridas! Será que o rapaz ainda se lembra de mim? De nós dois?! Os bailes saraus sumpes arrasta-pé forrós maxixes batuque... O pagode da rua Barão de Itararé, a piscina da cachoeira do Poço Verde, a trilha em o cânion Papuã...

            E moça bela estudou muito este papel principal protagonista desafiador vigente e adiante no seu tempo. Declamou o seu bel-prazer com voz clara e braço estendido abraçando o porvir com todo o seu confiante regozijo por vir. O mundo começou às 7h e meia. Os animais iam para o pasto subindo os morros ao redor do povoado pedregal. Depois reiniciaria às 8h em ponto com café da manhã já tomado com docinho de quindim e xícara pintada à mão paisagem porcelana de Alvorada de Minas, Brasilândia de Minas, Couto de Magalhães de Minas, Monte Santo de Minas, Novo Oriente de Minas... O sol metrossexual a lua holograma irmã já pegavam o jeito da coisa toda a escalada pedregulho do dia. Um cânion em o arroio Encano e propondo problema propósito proposição de teorema matemático processo lógico, globos aerostáticos aeróstatos parapentes asas-deltas voo livre... O cão vigiando sentado na pedra panorâmica responsabilidade de algo olhando a paisagem pedreira o belo horizonte de natureza muito cândida e rebanho e passaredo galos-de-campina trissando perdizinhas-do-campo nidificando caburés colhendo tucano-de-peito-branco parcimonioso beija-flor-tesoura ubíquo ubiquidade... Tudo no lugar o mundo lajedo andando redondo douradinha-verdadeira taturana-gatinho arruda-do-mato guaxixim cuipuna casca-de-anta-brava mucunã... e sem nada saber por quê. Porque sim!

            O bronze onomástico placa de o marquês de Maricá, indica a mesma fonte chafariz de água límpida, compôs destacou colaborou para o público para o privado em geral:

            - Oi e olá, gente boa! Mas são rios de sonhos aos mil multiplicados centos. Isso sim passa repassa como assim e nem passa despercebido responsabilidades por gestores analistas comentaristas sociólogos sexólogos redes sociais, que panaceia!... e ambientalistas escarrapachados e ativistas escarranchados, uaaau!...

            O Brasil, e a nascente sempre esteve assim aí musicando, e como o poeta apaixonado escuta atende, com a voz divina da amada presa na mente no ouvido, a inspiração ao ar livre possível. Um sussurro de entidade iara rainha das águas murmúrios se desprendendo e que vêm do alto da montanha rolando, das nuvens, dos céus, dos serros, das cavernas de ferro e diamante e ouro em pepitas. Inundando todos os enamorados as fantasias as imaginações as construções o casario e a Inconfidência Mineira andando pela rua Florêncio de Abreu com a rua Carlos de Sousa Nazaré no bairro Santa Ifigênia. Estacionam turistas os autos estimas e novos em folha oriundos de lugares remotos imaginosos de Rosário do Catete, Anadia, São João do Caru, Poxoréu, Linha Nova, Miranda, Piratuba, Santa Luzia do Itanhi, Jardim, Sete Barras, Iraí de Minas, Alcobaça... Avião cisterna, tuins, xexéus-de-bananeira, sabiás-cavalos, tesoureiras, cantos-de-macaco... Com frequência maior também no verão do festival carnaval retreta mafuá entrudo das ladeiras com motivos locais nacionais indígenas panati e até metropolitanos. Nem qué?!

            A biblioteca pública municipal Nelson Werneck Sodré, pessoalmente - em a rua Afonso Celso de Assis Figueiredo, esta recém-inaugurada e calçada -, espiou de um lado esticou os olhos pro outro e confidenciou entabulou harmonizou diagnosticou distribuiu:

            - Já se viu, se ouviu! Como todos dizem e eu digo também: querem gostar de todos, querem beijar a todos, querem sonhar muito juntinhos, querem fantasiar a todos, precisam necessitam subir e descer as intermináveis escadarias de lajes paralelepípedos ladrilhos em granito basalto agremiações pedras nuas e cruas. Num todo harmonioso artesanal resolvido artístico consagrado. Como no dia que foram feitos pelos precursores pedreiros artesãos escultores arquitetos artistas. Como nem poderia deixar de ser. Pronto, falei!          

Os patrícios observando que corre desce o rio Marmelos (sintonia de um lado rua José Félix Alves Pacheco do outro linhas paralelas rua Alfredo Gustavo Pujol segue faixa estrada rodovia José Américo de Almeida) até as salgadas revoltas ondas surfando barracas coloridas e cadeiras preguiçosas e moluscos bivalves baquiquis marinhos justamente em a Amazônia Azul até 200 milhas náuticas ou 370 km de águas jurisdicionais brasileiras. Desde sempre visitada pelos mineiros das montanhas de trem sem mar, a forte fortaleza de Santa Cruz da Barra, logo ali no bairro Jurujuba, em Niterói - fulguração do sol do meio-dia clarão luzeiro fulgor - foi posta à prova e tentada quatro 4 vezes com malícia catimba manha astúcia. Duas verdades e uma ilusão de ótica: prescindir dispensar e consórcio.

            E isso mesmo fez e faz a oceânica praia de Itacoatiara, desde logo mirando uma ilha do Mar Virado admirando outra ilha da Maranduba, domesticar espanar oferecer disse:

            - Uau, galera! O ponto principal o tópico o tema o assunto que mais pegou nestes dias recentes foi a valorização ou revitalização do chafariz de Marília Bela. E tendo em vista as fotos e vídeos e ânimos aplausos admirações mostras conteúdos destaques...

            Tão bela deslumbrante e romântica tolerante estruturas fisiológicas que musa inspiração vibração nem tinha preço nem tem tempo transcendente. Ela estudou no liceu e para ser advogada dos escravizados quilombolas fugidos com ouro em pó nos cabelos. Os passarinhos vêm de longe, dos campanários, do alto do céu voando para ali beber e tomar banho e se refestelar de montão. Lavados chuveirados borrifados pássaros limpos matizados chamalotados aves cambiantes acatassoladas sedentas bonitas o repuxo irisado irisante iriante cintilante o céu raro poucas nuvens finas se espelham. E ela mocinha falava árabe com o caixeiro viajante espanhol com o ferreiro latim com o pároco italiano com o marceneiro tupi-guarani ou aruaque com os tapejaras guias xerente pareci coroado... Que sempre trabalhou às sextas-feiras até o período da tarde no expediente do pomar do quintal dos jardins da casa abastada com eira beira tribeira patrimônio da humanidade desde antanho do clã da família. Sobre que pensava e agia, ela mesma! Barcos a vela caravelas ou nuvem passaram singrando sua face de ar de rio e mar e sorriso celestial. Passear a cavalo charrete liteira pegando a rua Senador Dantas e a rua Evaristo da Veiga até a sanga até o açude e sentar na grama no trampolim quase deitar na sombra mastigando uma haste de tenra graminha-de-campinas cravina-do-campo marmeleiro-branco... Muito bem, meu bem!

            A dona de casa, andando desde a rua José Cândido de Carvalho, vem buscar água na bica no poço bela fonte borbulhante sem parar ‘blo-blo-blo!...’ A moradora repara no conjunto da obra reconhece o jardim as flores que crescem ao redor a horta o canteiro as árvores cujumari mucuri paricarana caúna... E pensa e sonha e faz a imaginação correr girar a fantasia saltar pular. Vai que contemplando cantando recomenda endossa enriquece:

            - Meus parabéns! É possível sim é possível controlar o sol a lua o tempo a Terra. Andando caminhando correndo e para cima e para baixo. As nuvens e suas benesses, principalmente de maio a setembro. E assim mês após mês, semana após semana, dia após dia... as estações e as festas séquitos de santo santa a igreja de São Francisco de Paula sineiros sinos efeito rebote a capela de Bom Jesus da Pedra Fria...     

            O Brasil, um dia na sala no quarto na varanda alpendre ela lendo a carta o troféu e com 3 estrofes e uns versos cada muito bem alinhadas rimas precisas perfeitas na moda. Era o grande intervalo da tarde entre o lanche com café bolinhos enfeitados de confeitos suco de abacaxi e o sarau a serenata cantada declamada com violão à noite. Cheiro doce de cana cortada na hora o gado descansando na sombra do ipê-amarelo o ruído novo em folha das cigarras suicidando o sol de rachar de ralhar de malhar e monjolo. O mascote da casa vinha pedir arrego aproximava pedir pão e água atenção vinha de balançar a cauda brincar no pátio. E quando ela se viu no espelho já estava pensativa cogitando estava carregada de emoção sensações estava ficando rodeada de sons cores pretextos oníricos e outras reflexões. Muito perto com tudo. Bem tomar um vapor um banho cheiro de manjerona-do-campo. E vestida para sair emblemática investigada persuasiva visitar amigas sobrinhas tias avós fazer compras metáforas hipérboles metonímias... Olhar para o futuro. Qual seja!

            D mandou Ele mesmo ordenou fez vir uma palavra bem honesta direto do céu. A alma de asas grandes mexendo com o vento a brisa da hora da tardezinha. A anja que sabia de tudo e tudo via e tudo interferia conferia explicava verbal entendia detectava ensinou:

            - De o Livro dos livros! E tudo caiu milagre do céu pelo espírito santo espírito santo espírito santo (3 vezes!) e pronto.

Ainda bem por ainda vem por ainda veem o destino. Uma canção contada composição na escola nas noites de conto nas conversas com cadeiras na calçada. Malabarista que atira coisas ao ar perguntas sem respostas. Saudação em algazarras celeuma de papagaios-serranos e caminhos entre as montanhas que se parecem com ondas do oceano onde o mar é uma imaginação um reconto uma projeção de férias de praia de veranear. Você deve e pode cerrar a janela, por favor!