sexta-feira, 4 de setembro de 2026

A Moça e a Linda

 

                                                           

            A moça poemas tão bela bonita bicho-grilo, e histórica e literal e absolutamente, que o povo conhecedor dos versos que lhe desejaram dedicados chama somou o chafariz ao seu nome. Bem no meio da paróquia comarca cidade municipalidade de Ouro Preto de Ouro Fino de Ouro Branco de Ouro Verde de Minas e do largo da praça Tiradentes barroca e rococó e neoclássica e cartão-postal. Todos sabem dos livros na escola da dona da bica do tanque e tanto que passa já como caso muito comum e corriqueiro. A poesia feliz e terna e suave e aconchegante que a criou está colada identificada ao nome do monumento baliza, para todos os momentos enamorados idílicos íntimos corações.

O místico disse, por exemplo, e espiritual religioso sobrenatural (loja rua Olegário Dias Maciel), acostumado à filosofia música meditação concentração análises, discorrer:

            - Oxalá!... Que bom que todos precisam do sol, que bom. Que lua que todos carecem na boa, que bem. Que todos precisam de todos, que bem bom.

            Mas o piá de boné vem beber água da fonte largando a bicicleta no chão, declamando cosmopolita perguntando a si mesmo pensativo e urbano civil cortês afável:

- Uma vez aqui mesmo! Quem ficou esculpiu a dona desta fonte límpida risonha como na pedra-sabão? Alguém desceu pousou nivelou precisamente e utilizando frutífera espontânea da bússola da âncora? Se inspirou e gostava enamorado a mesma Marília?

E a guria tão galante arrebol, hiperinteressada em sorvete de açaí e longa trança largada nas costas, acrescenta, mãos em concha, suspira e divide e cotiza e reparte:

- Eu, hem?! Era tão espetacular legitimadora assim a moça desta fonte transparentemente refrescante murmurante blu-blo-blooo!... Habitava cascata e atrapalhada com o vestido a saia córrego na montanha alta distante e gravitacional.

E como todos sabem a história da moça lindíssima vestidíssima riquíssima, ficam inspirados felizes acariciados raros, um querendo em namorada e outra se comparar se medir, favorecer changui, deste modo conforme. Visual perfil performance desfile passarela no microscópio binóculo telescópio. Fantástico, nem é mesmo?!

Sendo os repiques dos sinos uníssonos torres de igrejas capelas capitéis grutas, localizados no bairro Santa Teresa rua Constante Jardim com a rua Monte Alegre, sons sonoros neoclássicos nos falam alarmam rebatem repetir propalam ‘bim-bê-lém!...’ ecoam:

- Oie!... Nós vamos morigerados divulgamos bons costumes bem educados!

D pertence a estas igrejas e templos e terrenos sagrados, sendo que outras virão. D nasceu aqui, praticamente. D é tudo isso e esculturas e pinturas e jazidas de ouro. D conhecido falante eterno visível tio-avô barbudo cara de nuvem do alto do teto o céu. Olhe, pra você vê!

            Tal qual o lugar, segundo os poemas deixados para recontar a história, do conflito principal entre o sol e a lua, o pasto e o riacho, o ouro e a esmeralda. A bela ficava na janela, coque periquito na cabeça, a partir da tardezinha solar de dezembro e janeiro e fevereiro. E representante representada e tão representativa. O aguadeiro caminhava na frente puxando o animal de carga baixas pegadas de carbono e de casa até a sanga e do poço pra casa passando no meio da antiga Vila Rica e a praça filólogo Manuel Said Ali Ida e ponte poetisa Ana Amélia de Queiroz Carneiro de Mendonça (rio Lava-Tudo) feita em arcos de pedra-sabão (esteatita) pedra lascada pé de moleque paralelepípedo rua Pirapitingui e avenida da Liberdade. O sol bumerangue ameno puxava muares resignados e a lua dominó aparecia entre as cortinas de renda e crivo e seda importadas dos paulistas dos emboabas de Abaré e Itapetininga e São Sebastião do Rio Preto e Abelardo Luz e Mampituba e Adolfo e Cerro Corá e Alto Piquiri e Turuçu e Alto Alegre dos Parecis e Alfredo Marcondes e Alto Rio Doce... O que passa passou passará, faça chuva faça sol!

            Dentre os visitantes viajantes fotógrafos iutubers turistas turistando oriundos de Bariri e Barretos e Barbosa e Barrinha e Bastos e Batatais e Bananal e Balbinos, se destacou uma paulista de Bebedouro e que exortou estimulou pedir encorajou fascinou:

            - Opa e oba!... Significa apreciar o dilema das águas quando as águas ululantes  fazem ulular lu-lu-luuu!... A lua calibrada moderada contida valorosa dogmática. De modo geral e quer respostas prontas formas fixas preços fixos nomologia fenomenismo liturgia. Faz parte do amadurecimento sazonal e envolvida atenciosa cartomante progressiva.

            O Brasil, o carnaval o comício a manifestação a apresentação mambembe tudo, vai marcado diante do chafariz. O nome da dona moça fica constante e alegre e florida e querida. Os sinos tocando como uns relógios exponenciais para todas as coisas e idades e até latejando sobre as costas das montanhas. A alegria, a bebedeira, as brigas, o trôpego, o entrudo, os repentes, os namoros beijados... farras bródios pândega patuscadas... nascem em torno da fonte da bela que lhe deu nome e sobrenome e renome e legenda. De Vila Rica de Nossa Senhora do Pilar de Ouro Preto capital colonial provincial para mais além aquém governo grande. A sorte grande no garimpo na lavra no veio bambúrrio acaso favorável chiripa e divertimento ludo jogo jogado. Um instituto homenageia o revolucionário Domingos José Martins com galeria pintor Pedro Américo de Figueiredo e Melo sítio da pinacoteca João Batista da Costa com escola estadual de ensino integral caricaturista Henrique Campos Cavalleiro. Um sem número inumerável e opulências disparidade alumiadas propícia efêmeras eloquente. Ouvir os carros de bois estalando subúrbio nas pedras da calça Lavras Novas rodas altas Glaura lentos desfiles Santo Antônio do Salto de hora em hora Cachoeira do Campo dias após dias romaria procissões novenas. É isso, tá!

            O furriel, tocador de bombardino, talabartes de cartuchos cruzados no peito metido em gibão de couro pele de carneiro chapéu de anta enfeitado com pena de uiraçu-falso, se esforçou envidou aplicou esticou compilar destapou destampou configurou preferindo:

            - Ads-trin-gen-te! O rio é água o mar o lago a glória e a água a chuva o guaraná em pó. Água livre aberta corrente que mente escapa aberta aceita. Agrada sobremaneira àqueles cheios de sede e banho e nadar. Depois, emboralá!... o rio continua e nem lembrará disso daquilo nem ligará pra isso aquilo pouco se importa ou se lhe dá dará.

            O voo da ave muito suave confortável planejado silencioso adivinho sobrevoo. A estrada de casa a ladeira até o topo da colina escalaminhada aclive o ápice. A praça Mário Lago a rua Rodrigo Silva o museu almirante João Cândido Felisberto, criar produzir fornecer, os cavalos bebem as vacas vêm beber as donas de casa vêm encher os baldes os casais recém-casados se simpatizam bênçãos. Agora a porta pantográfica as janelas estão de par em par sempre pintadas de azul-claro. E aí e aqui e ali o lavrado o campo as ervas presuntos-com-ovos as árvores quinas-de-cuiabá... O astro compra um autorretrato fora de série última linha elétrico politicamente correto ecologicamente correto. O satélite e a boa-fé da maré que trás que leva e vaivém energia limpa. A área revitalizada da calçada pública da camponesa da poesia rima sofisticada campestre arcadismo pastoril silvestre. E, por puro paradoxo, longe da terra desterrada oriente ocidente atlântico e ex-vice-reino. Nem é?!

            O servente valente intimorato destemido passageiro líquido rio Pajeú, que convida Rio das Antas e Rio do Campo e Rio Rufino e Rio do Sul e Rio dos Cedros e Rio Fortuna e Rio do Oeste e Rio Negrinho, sempre avaliza afiança garante abona confia desafiante:

            - Muito obrigado, gente! Que posso despertar pensamentos positivos afirmativos. Há traduções tradições literais contextuais livres e embora desculpáveis elogiosas comentadas, recomendadas. Também elegias e apanágio privilégio regalia, nem é mesmo?! E gostaria de lhe seguir mas isso nem é tudo ou mesmo dura para sempre. Como quanto quando sei e sabemos.

            Senhorita longos cabelos pretos como a noite sobre os ombros tiara que gostava de comer sobremesa salgada na mesa da sala de estar no verão horas relaxantes. Personalidade adiantada de amplo conhecimento lateral diagonal transversal paralelo. Ela ainda precisava ir até lá um hoje ou um amanhã. Seu noivo era bacharel e funcionário público no museu da Inconfidência, largo Barão de Ladário. Lista de coisas para fazer em amanhã. Sempre na beca mulher-objeto maciez na pele efeito prolongado e sem sal entre feminista e feminina e delicadeza de maneiras com chapéu de pano e leque e sombrinha babada para os apoios. E fonte bela bonita linda e inerente faz parte da paisagem ligada ao patrimônio. Tal o quê!

            Um pinheiral, dos pinheiros-do-paraná, foi morar em Araucária. A família fina das euforbiáceas foi endereçar em Taquari. As apetitosas jabuticabas foram veranear em Jaboticabal. O grupo das pitangas foi pernoitar em Pitangueiras-sp-pr. As árvores de lei fizeram cidade em Jequitibá. Frutas de sabores silvestres fizeram sucesso em Jaboticaba.

            A utopia, gaforina topete guedelha caindo sobre os olhos, respirou fundo olhou em torno admirou todo o arraial. A utopia açambarcou assenhoreou tomou conta da quadra toda rua Figueiredo Magalhães rua Siqueira Campos cruzadas pela rua Domingos Ferreira. E aí a utopia, muito cordata cordura judiciosa sensata prudentemente, conversa convence:

            - Aleluia, comadres compadres! Tenho que a sorte foi tentada 5 cinco vezes no fado dito da derrama. Tenho comigo três verdades e uma fantasia: capaz hábil perito e batuta.

            O Brasil, nos dias de sol vêm turistas com suas máquinas de fotografar colorido e selfies o repuxo branco e preto de antigamente colônia com imagens esculpidas em mármore tridimensional trilegal. É o sol pujante açodado apressado marca presença desde a pedra Ana Chata. Marcam a data da construção, 300 anos para trás e mais. Há pujança nisto e rematada pronta acabada perfeita completa brasilidade brasileirismo. Que horas abrem a loja de lembranças recordação de? Bebem a água da moça e, carregam em garrafinhas plásticas portáteis cômodas biodegradáveis, se benzem de crença pelo sinal em bênçãos orações e até como se santa fosse. Que horas do dia abre o restaurante típico comida mineira caipira vaca atolada torresminho caninha de alambique? Este esta isto, é claro!

            A freira Azul, descalça concentrada religiosa conterrânea contemporânea - orfanato creche escola convento subindo a avenida Maria Luiza Americano irmandade fraternidade comunidade com a rua Povoaçu, distrito de Cidade Líder -, olha admira a atração turística mais visitada da lendária histórica recomendada cidade colonial mineira, e murmura como a fonte e borbulha como a água límpida e acaricia como o chuvisco refrescante:

            - Que flor você escuta... Voa o azulinho-do-sul o tom demasiado intenso azul-ferrete azular tingir de azul-celeste o céu azulear azulecer azulejar...

            Na beira do arroio Cerquinha (bairro Campina), temos cipós-cravos baririçós arrebenta-bois arraticuns-mirins maçarandubaranas... que duram compensam o dia todo noite inteira fotossíntese gás carbônico... E cabuloso, este no sentido significado orientação de complicado obscuro. E povoam as jovens farristas protofonia aves saíras-preciosas e sanhaços-de-fogo e andorinhas-pequenas-de-casa e japus e marias-faceiras e mutuns-de-penacho... Com enduape açoiaba inúbia no bico e gorja garganta goela parequema cantam repetem e jacamins, pia-pouco, garças-vaqueiras, saís-azuis, pitiguaris, neineis... Com igara descendo a correnteza amarrados a cordas muçuranas, descendentes de Tupã e de Sumé, vemos os tais cauaíbe e parintintim e crenaque e craó e xoclengue e aueti e tenharim...

            A estátua princesa, a bela a solene a original, se olha no espelho de água refletida e brilha pensa que pensa e se pergunta e indaga ao céu abóboda aos raios de sol à lua luar:

            - Meus amigos, minhas queridas! Será que o rapaz ainda se lembra de mim? De nós dois?! Os bailes saraus sumpes arrasta-pé forrós maxixes batuque... O pagode da rua Barão de Itararé, a piscina da cachoeira do Poço Verde, a trilha em o cânion Papuã...

            E moça bela estudou muito este papel principal protagonista desafiador vigente e adiante no seu tempo. Declamou o seu bel-prazer com voz clara e braço estendido abraçando o porvir com todo o seu confiante regozijo por vir. O mundo começou às 7h e meia. Os animais iam para o pasto subindo os morros ao redor do povoado pedregal. Depois reiniciaria às 8h em ponto com café da manhã já tomado com docinho de quindim e xícara pintada à mão paisagem porcelana de Alvorada de Minas, Brasilândia de Minas, Couto de Magalhães de Minas, Monte Santo de Minas, Novo Oriente de Minas... O sol metrossexual a lua holograma irmã já pegavam o jeito da coisa toda a escalada pedregulho do dia. Um cânion em o arroio Encano e propondo problema propósito proposição de teorema matemático processo lógico, globos aerostáticos aeróstatos parapentes asas-deltas voo livre... O cão vigiando sentado na pedra panorâmica responsabilidade de algo olhando a paisagem pedreira o belo horizonte de natureza muito cândida e rebanho e passaredo galos-de-campina trissando perdizinhas-do-campo nidificando caburés colhendo tucano-de-peito-branco parcimonioso beija-flor-tesoura ubíquo ubiquidade... Tudo no lugar o mundo lajedo andando redondo douradinha-verdadeira taturana-gatinho arruda-do-mato guaxixim cuipuna casca-de-anta-brava mucunã... e sem nada saber por quê. Porque sim!

            O bronze onomástico placa de o marquês de Maricá, indica a mesma fonte chafariz de água límpida, compôs destacou colaborou para o público para o privado em geral:

            - Oi e olá, gente boa! Mas são rios de sonhos aos mil multiplicados centos. Isso sim passa repassa como assim e nem passa despercebido responsabilidades por gestores analistas comentaristas sociólogos sexólogos redes sociais, que panaceia!... e ambientalistas escarrapachados e ativistas escarranchados, uaaau!...

            O Brasil, e a nascente sempre esteve assim aí musicando, e como o poeta apaixonado escuta atende, com a voz divina da amada presa na mente no ouvido, a inspiração ao ar livre possível. Um sussurro de entidade iara rainha das águas murmúrios se desprendendo e que vêm do alto da montanha rolando, das nuvens, dos céus, dos serros, das cavernas de ferro e diamante e ouro em pepitas. Inundando todos os enamorados as fantasias as imaginações as construções o casario e a Inconfidência Mineira andando pela rua Florêncio de Abreu com a rua Carlos de Sousa Nazaré no bairro Santa Ifigênia. Estacionam turistas os autos estimas e novos em folha oriundos de lugares remotos imaginosos de Rosário do Catete, Anadia, São João do Caru, Poxoréu, Linha Nova, Miranda, Piratuba, Santa Luzia do Itanhi, Jardim, Sete Barras, Iraí de Minas, Alcobaça... Avião cisterna, tuins, xexéus-de-bananeira, sabiás-cavalos, tesoureiras, cantos-de-macaco... Com frequência maior também no verão do festival carnaval retreta mafuá entrudo das ladeiras com motivos locais nacionais indígenas panati e até metropolitanos. Nem qué?!

            A biblioteca pública municipal Nelson Werneck Sodré, pessoalmente - em a rua Afonso Celso de Assis Figueiredo, esta recém-inaugurada e calçada -, espiou de um lado esticou os olhos pro outro e confidenciou entabulou harmonizou diagnosticou distribuiu:

            - Já se viu, se ouviu! Como todos dizem e eu digo também: querem gostar de todos, querem beijar a todos, querem sonhar muito juntinhos, querem fantasiar a todos, precisam necessitam subir e descer as intermináveis escadarias de lajes paralelepípedos ladrilhos em granito basalto agremiações pedras nuas e cruas. Num todo harmonioso artesanal resolvido artístico consagrado. Como no dia que foram feitos pelos precursores pedreiros artesãos escultores arquitetos artistas. Como nem poderia deixar de ser. Pronto, falei!          

Os patrícios observando que corre desce o rio Marmelos (sintonia de um lado rua José Félix Alves Pacheco do outro linhas paralelas rua Alfredo Gustavo Pujol segue faixa estrada rodovia José Américo de Almeida) até as salgadas revoltas ondas surfando barracas coloridas e cadeiras preguiçosas e moluscos bivalves baquiquis marinhos justamente em a Amazônia Azul até 200 milhas náuticas ou 370 km de águas jurisdicionais brasileiras. Desde sempre visitada pelos mineiros das montanhas de trem sem mar, a forte fortaleza de Santa Cruz da Barra, logo ali no bairro Jurujuba, em Niterói - fulguração do sol do meio-dia clarão luzeiro fulgor - foi posta à prova e tentada quatro 4 vezes com malícia catimba manha astúcia. Duas verdades e uma ilusão de ótica: prescindir dispensar e consórcio.

            E isso mesmo fez e faz a oceânica praia de Itacoatiara, desde logo mirando uma ilha do Mar Virado admirando outra ilha da Maranduba, domesticar espanar oferecer disse:

            - Uau, galera! O ponto principal o tópico o tema o assunto que mais pegou nestes dias recentes foi a valorização ou revitalização do chafariz de Marília Bela. E tendo em vista as fotos e vídeos e ânimos aplausos admirações mostras conteúdos destaques...

            Tão bela deslumbrante e romântica tolerante estruturas fisiológicas que musa inspiração vibração nem tinha preço nem tem tempo transcendente. Ela estudou no liceu e para ser advogada dos escravizados quilombolas fugidos com ouro em pó nos cabelos. Os passarinhos vêm de longe, dos campanários, do alto do céu voando para ali beber e tomar banho e se refestelar de montão. Lavados chuveirados borrifados pássaros limpos matizados chamalotados aves cambiantes acatassoladas sedentas bonitas o repuxo irisado irisante iriante cintilante o céu raro poucas nuvens finas se espelham. E ela mocinha falava árabe com o caixeiro viajante espanhol com o ferreiro latim com o pároco italiano com o marceneiro tupi-guarani ou aruaque com os tapejaras guias xerente pareci coroado... Que sempre trabalhou às sextas-feiras até o período da tarde no expediente do pomar do quintal dos jardins da casa abastada com eira beira tribeira patrimônio da humanidade desde antanho do clã da família. Sobre que pensava e agia, ela mesma! Barcos a vela caravelas ou nuvem passaram singrando sua face de ar de rio e mar e sorriso celestial. Passear a cavalo charrete liteira pegando a rua Senador Dantas e a rua Evaristo da Veiga até a sanga até o açude e sentar na grama no trampolim quase deitar na sombra mastigando uma haste de tenra graminha-de-campinas cravina-do-campo marmeleiro-branco... Muito bem, meu bem!

            A dona de casa, andando desde a rua José Cândido de Carvalho, vem buscar água na bica no poço bela fonte borbulhante sem parar ‘blo-blo-blo!...’ A moradora repara no conjunto da obra reconhece o jardim as flores que crescem ao redor a horta o canteiro as árvores cujumari mucuri paricarana caúna... E pensa e sonha e faz a imaginação correr girar a fantasia saltar pular. Vai que contemplando cantando recomenda endossa enriquece:

            - Meus parabéns! É possível sim é possível controlar o sol a lua o tempo a Terra. Andando caminhando correndo e para cima e para baixo. As nuvens e suas benesses, principalmente de maio a setembro. E assim mês após mês, semana após semana, dia após dia... as estações e as festas séquitos de santo santa a igreja de São Francisco de Paula sineiros sinos efeito rebote a capela de Bom Jesus da Pedra Fria...     

            O Brasil, um dia na sala no quarto na varanda alpendre ela lendo a carta o troféu e com 3 estrofes e uns versos cada muito bem alinhadas rimas precisas perfeitas na moda. Era o grande intervalo da tarde entre o lanche com café bolinhos enfeitados de confeitos suco de abacaxi e o sarau a serenata cantada declamada com violão à noite. Cheiro doce de cana cortada na hora o gado descansando na sombra do ipê-amarelo o ruído novo em folha das cigarras suicidando o sol de rachar de ralhar de malhar e monjolo. O mascote da casa vinha pedir arrego aproximava pedir pão e água atenção vinha de balançar a cauda brincar no pátio. E quando ela se viu no espelho já estava pensativa cogitando estava carregada de emoção sensações estava ficando rodeada de sons cores pretextos oníricos e outras reflexões. Muito perto com tudo. Bem tomar um vapor um banho cheiro de manjerona-do-campo. E vestida para sair emblemática investigada persuasiva visitar amigas sobrinhas tias avós fazer compras metáforas hipérboles metonímias... Olhar para o futuro. Qual seja!

            D mandou Ele mesmo ordenou fez vir uma palavra bem honesta direto do céu. A alma de asas grandes mexendo com o vento a brisa da hora da tardezinha. A anja que sabia de tudo e tudo via e tudo interferia conferia explicava verbal entendia detectava ensinou:

            - De o Livro dos livros! E tudo caiu milagre do céu pelo espírito santo espírito santo espírito santo (3 vezes!) e pronto.

Ainda bem por ainda vem por ainda veem o destino. Uma canção contada composição na escola nas noites de conto nas conversas com cadeiras na calçada. Malabarista que atira coisas ao ar perguntas sem respostas. Saudação em algazarras celeuma de papagaios-serranos e caminhos entre as montanhas que se parecem com ondas do oceano onde o mar é uma imaginação um reconto uma projeção de férias de praia de veranear. Você deve e pode cerrar a janela, por favor!

             

Nenhum comentário:

Postar um comentário