segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

Pássaro Torom-torom

 

           

 

            Logo cedo já nasceu idêntico um bicho um ser um ente e foi correndo correndo se esconder em o tijupar abrigo na mata palhal precavido e tacape borduna clava... Ali no meio do sertão zona da mata no deserto no ermo na loca no esconderijo na caatinga no semiárido e conheceu todos os 4 elementos e os comparou comprou igual à criação de D e aos feitos alienígenas às obras dos homens e mulheres: Pedra do Macuco e cachoeira da Saudade e ribeirão Zumbi e rio Formoso e praça Mauro Roquete Pinto em Santana do Deserto e Santa Rita de Ibitipoca e Amontada e museu Vicente de Paula Rios e avenida Cataguéo... E fazia sua própria refeição cozinhava a própria comida num fogão improvisado feito de adobe ou pedra lenha encontrada na capoeira aprendendo com os próprios erros: logogrifos e tropos e palíndromos e bordalengos e jaculatórias e cabotinos e tijucupauas e faluas e currículo e refrãos e bordões...

            No fim de semana início de mês festas de ano novo carnaval, pegava tudo ou quase tudo enchia o surrão e ia à praia de Almofala ia ver a areia branca o mar laguna lago lagoa dos Patos aldeia guaxi. O que lhe vinha de vez em quando e cordial (focinho úmido olhos largos cabeça pequena...) e sai-nem-sai ou vai-nem-vai ou sainte ou sobressai e que sai... Quando havia sol quando havia vento quando havia chuva quando havia meninas Minas Gerais... Passava a figura finura de uma ave um peixe uma nuvem e declinações casos flexões... No curso dos acontecimentos um pouco era perto do mar, muito era terra firme, principalmente na montanha, nas corcovas das serras, a ilha de Guajirú em Itarema... De noite de repente sem luz elétrica e sem pra onde e com quem e por quê, aprendeu a esperar e dormir e amanhecer descansadão e rio Bracinho e cachoeira do Cascão e cascatinha do Tatinho e praça dos Sagrados Corações em Bias Fortes e praia de Torrões...

            Tanto tempo tão longe de casa da terra onde nascera e de seu pessoal, ele mesmo adquiriu caráter e características de fantasma ou mágico - prestidigitador xamã ilusionista... E sem-segundo e sem igual e sem par e único. Começou a ver coisas extraordinárias e a interpretar os ventos as aves os astros e estrelas. De súbito mesmo às vezes adivinhar tipo arcano secreto misterioso enigmático. Gênio presumido ator rústico ambulante circense (guedelha e grenha e madeixa e cabeleira...), produzindo sons estrídulos estrilando tartamudeando esbravejando blaterando vociferando ornejando...

            Nem foi muito ao sul nem mesmo ao norte. Aprendeu a falar as vogais e consoantes, parlendas e falatórios e palavreados e rixentas... E nem sabia nem entendeu que por acaso podia se curar. Aprendeu tudo e muito mais e além e do verão do clima dos matagais da língua do nhenhenhém e de si mesmo e dele sim.

            Em o dia 10 de outubro do ano bom à beça, conheceu sua imperatriz favorita superego supereu e pronto. Ela foi a lagoa que lhe faltava e foi a árvore a ave, cantarolar e cantorinhar e trautear e cucuricar e grulhar... e os pássaros da fauna da flora e xexéus e jaçanãs e biguatingas e bicos-de-brasa e suiriris e tachãs e iraúnas-de-bico-branco e pariris... Podia ser o dia claro alvaiade luz do dia brilho claro e melhor máximo ideal perfeito excelente superno soberano...

            Se naturalizou no verão e foi pesquisar os dias os criptogramas ideogramas pictogramas anagramas... As férias acompanharam o curso dos rios as plantas e as árvores e angicos-vermelhos e jerivás e orelhas-de-onça e meruás e cabiúnas e cipós-cruzes...

            D foi Deus nesse caso e dedo indicativo de D. O bicho o tipo o cara (corpo e olhos e orelhas e boca... criado guenzo ou guacho) perdeu a mãe com 6 meses e o pai com 2 anos. Teve nada deles que nem formou imagem e semelhança e parecença. Foi jogado ao acaso igual aos trastes às traças ou pleonasmos redundâncias tautologias... Uma tia Jaci o levou para cuidar e assim mesmo. Mas ali entre os primos as primas nem se adaptou, brigavam tanto, era preterido em tudo e o intruso o tatu-mulita o cachalote o saipé o sagui-de-coleira o jacupemba o tivi... Cresceu naturalmente desconfiado e arisco esquivo arredio nervoso mal-educado cachimanha e armadilhado.

Na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Pojixá do bairro Brás de Pina foi um sufoco aprender o necessário básico as capitais dos Estados o abcd as 4 operações as quatro estações do ano os rios principais do país. Então ele mesmo (orelhas grandes e enorme nariz e olhos esbugalhados... a forma dos músculos do distraído a voz do timbre e contralto) cresceu forte firme e até demais e cresceu como os ancestrais. Tipo exatamente assim entre os 18 para os 19 anos, resolveu se casar com uma jovem sua vizinha.

No princípio essa jovem de nome Jacarina (catacrese, dentes de serrote, nariz de pato, pescoço de jabuti, olhos de cebola cortada...) lhe pareceu uma tábua de salvação e uma mão na roda. Todavia e com o passar dos meses nem sim nem nada e pouco mais ou menos bela e esperança de gestos e carinhos e prazeres naquela pessoa. Já se cansou se esgotou se enfadou rompeu o contrato... Se olhando no espelho já saiu fora fugir e cindiu separou sulcou dividiu...

Daí por diante e depois de uns dias e noites, numa noite de chuva com raios e trovões de assustar o mundo inteiro, que pensou tentar a carreira e a sorte nos estudos superiores e ou profissionalizantes. Foi para a capital estadual dum Estado do sul e onde o inverno estava rigoroso. Batendo os queixos e batendo cabeça dois ou três meses resolveu entrar para um seminário de monges budistas - em voga moda mania naquela época. Procurou assim meditar e trabalhar na horta e dormir cedo e acordar cedo e comer vegetais cuidar de plantas medicinais: araticuns-do-mato, poejos, alfavacas, poaias, ervas-cidreiras-do-mato, beldroegas, alecrins-de-são-josé, losnas-do-mato... Nem pôde se distrair se convencer o tempo todo e todo o tempo e por último. À noite corria para as ruas livres (animal que sempre pasta e bebe e repousa e pronuncia e pressente...) e zonas bordéis das companhias mulheres faceiras mulheres alegres e simpáticas.

Conheceu numa festa de aniversário uma tal e qual Ana Tatuíra, ex-casada, três filhos pequenos em escadinha, rica de sorrisos, rica de desejos, rica de histórias, rica de busto farto lauto opíparo suntuoso luxuoso favorável fausto... Decidiram morar para o centro oeste e foram, emboralá!, e os códigos partituras signos que voaram ao espaço sideral das leis e normas. Nem demorou nada os dois apaixonados foram presos por crime de adultério negligência e abandono de lar. Ficaram trancafiados encarcerados duas semanas e meia. Até por acaso morrer o abandonado e tal ex-marido ex-esposo de Ana T. Assim liberados libertados se casaram no papel e com o aplauso da família dela e os amigos(as) de ambos. A sorte nesse ponto pareceu se acalmar moderar para nosso herói ou anti-herói - suplente reserva substituto. Engano ledo engano que durou mais alguns meses ou 1 ano e meio, vá lá!

É uma sina. Os problemas econômicos constantes uniformes nem desaparecem nem o deixam em paz e muito antes pelo contrário. E cada dia está cansado mais maluco estonteado desnorteado e nervoso... Cada hora está mais desanimado, perturbado, desgarrado descabeçado desajuizado... Daqui a pouco quer mesmo planeja se suicidar tomar uma resolução drástica se acaso nem acerte na loteria. Vivem (casal de passarinhos) de pequenas tarefas encomendadas, de bicos, de fretes, de pequenos consertos aqui e ali, etc., levam no bico, ajuda auxílio do governo e mais ou menos.

 

segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

O Contar Imêmore

 

           

 

            Agora mesmo é que eu nem durmo e muito cuidado com o visível invisível... Conjunto de ideias iluminadas previstas imprevistas entrevistas, essências almas dimensões memórias... Morando onde D quiser que eu more, e sem família apêndice dna, só eu sei quantas estrelas por lá incontáveis e distantes umas das outras planetas multiplicados corpos celestes e Japeri e Paracambi e lago Javary e rio Santana e serra Tiguá e cachoeira de Santa Branca em Miguel Pereira...

- De onde você é?

- Você é de onde?

            - O que você faz hoje?

            - O que você fez ontem?

            Me aproximo me acerco, dia claro sol manhã de verão encanto substâncias, e devagar crente perto da igreja de Ouro Branco e Senador Modestino Gonçalves e Dores do Campo e Itaverava e Baldim... Porque tenho este meu sentido de turista deslumbrado que já vinha tendo de antes que já havia passado aqui perguntas na ponta da língua mapa na mão roteiro estudado centro cultural maestro José Figueira em Paty do Alferes. O canto original da matéria da luz... Nem imagino quantas e tantas maravilhas ainda por vir. São de séculos passados e do barroco do Aleijadinho de pedra-sabão rococó e lavadas pela chuva vento e o sol. Enquanto outros tiram fotos com sorrisos de férias despojados e de verões veraneios, eu me cubro de silêncio e ladeiras e morros mar de Minas. Tenho a ilusão que alguém me compare perfil me confunda com algum santo estatuário ou desenho desenhado por mestre Ataíde. Eu uma figura de propósito. Biografia local nem faz milagres, hein?!

            De repente por mágica no presente e ao rés-do-chão o sonho no material se solta se concretiza. E faz sentido. Significante e significado ulha agulha tulha borbulha debulha cambulha fagulha grulha... A animação a sorte a linguagem das cores e cachoeira Serra Morena e imburanas-vaqueiras e falsas-quinas e cedroranas e praça George Jacob Abdue e uiraçus e coró-corós e curiangos-comuns e juruvas...

            Olha o que tenho pra sugerir. Vamos contando as capelas as esquinas os balcões os dias de santos santas escadarias bicas chafarizes os becos onde nem entram carros a Marília de Dirceu... Me habituei a morar a salvar a aparecer em Santana do Riacho e Santana de Pirapama e Itambé do Mato Dentro e Conceição do Mato Dentro... Os tempos incontáveis as horas abertas os outros momentos as regalias de translado indicam o apoio suporte respaldo sustentação aval proteção auxílio endosso patrocínio assistência...

            Me sinto espiritual calor nuvem e algo transparente transcendente fantasma... Aos poucos me acabo mesmo acima do bem e do mal. Já esta casa de D é que os anjos dizem, “amém!”. E sua portada fachada magnífica trabalhada talhada está saindo ainda nos catálogos e destinos de viagem. Seus vitrais tirados do Livro sempre mais representativos e deixando o sol através, eu ao contrário me ofusco e sendo camuflado pela terrena proximidade. O que fui nunca mais. O que sou mais além. A idade que me compete que me alcança me blinda dos fenômenos temporais ordinários... O que passo e repasso nem me dá majestade nem riqueza mas um poderoso ar da graça. Eu durmo sabendo do amanhã - e vamos dizendo de algum modo.

            Pássaro araponga que vira tracajá e gente que vira quássia-do-pará e capivara que vira escorpião e iara que vira peripetinga e beija-flor-dourado que beija orquídea bromélia... Caminho me exercito pela calçada da rua Poeta Cassiano Ricardo Leite e paredes desenhadas vasos floridos dependentes dos muros janelas inexistentes estátuas segurando símbolos humanos mosaico nacional bandeiras estaduais municipal federal barracas de comida gastronomia e tendas de artesanato e variedade leque gama escala série margem espectro amplitude cadeia sortimento âmbito variação sortido escopo miríade miríada... Caminho socialmente outra vez e o nome da praça Visconde de Sousa Fontes e os números das habitações casario casas acolheradas e o museu Visconde de Inhaúma...

            Atravesso esta parede e entro no templo que é meu ambiente aclimatado e o lugar público de todos a casa do domingo os altares a cúpula as relíquias... Agora sou um mucuri e já fui guirá. De parte da águia-pescadora voei e voltei e aterrissei lume fulgor fogo brilho clarão luzimento claridade e candeeiro vela tocha candeia lustre lanterna... Parcelas que vão e vêm parceladas primaveras pintando o sete. Irara era uma vez e vira retornei um poraquê, e soma sumo sema suma.

            Agora mesmo o meu ser tomba aos poucos gota a gota inexoravelmente e isto somente favorece os milagres para toda a gente crente aqui ao redor ao pé do altar em frente dos ex-votos sacristia pia batismal, etc. A igreja de duas torres se agiganta sempre e acende aureolada. Cada vez mais no interior desta nave, D se conecta deveras com seu rebanho e limpo simples claro liso puro franco modesto normal sóbrio comum singelo... Os anjos se falam se escutam se exercitam todos ao mesmo tempo e cada vez mais para o alto. Nem precisam de padres sacerdotisas pastores bispos acólitos sacristãos intermediários beatas teólogos ministros vigários-gerais...

            De que campeonato vou me orgulhar se cada vez me eternizo mais e mais e de tudo ter nascido de tudo ter pertencido de tudo ter colaborado? Sou estou e vou e volto pela avenida do ar estratosfera autossuficiente perfeito rico fantástico supergalático extra-humano suprapartidário pentacampeão ultrarrápido ex-primeiro-ministro... Uns nem me olham nem menos nem mais e nem me veem - por este acaso sublime dádiva -, o que me deixa exageradamente atemporal intemporal acrônico e pronto breve célere expedito urgente diligente ágil imediato rápido...

            Minha última aposta cartada, enquanto olho este documento monumento erguido em pedras e praça Manoel Congo, é chegar sem demora e se for o caso quando for se D estiver se D quiser se D escrever certo por linhas tortas... Nem espero mais que milagres iguais ou superiores aos que a igreja o templo continua já vem pregando divulgando propagando.

Continuarei pagando quantas minhas contas créditos com débitos e tudo em dia e muito bem pago resolvido.

             

sábado, 11 de dezembro de 2021

Águas Minerais

 

           

 

            Há em todo lugar e chegando de muitos rincões regiões celestes nuvens nimbo e aqui ali já brotando umas fontes cristalinas e rumorejantes e quentes e geladas e frias que fazem rolar corredeiras que caem em cachoeiras pra sempre e lá mais pra baixo fazer fazem um lago um estuário um encontro das águas reunião de águas.

            - De súbito, e olho o tempo consulto, saio para um passeio ao som do meu batuque.

            - Todavia sempre perene oxigenado e de a fonte até a foz no litoral capixaba.

            Porque a ideia o plano a solução (3 x, até agora) é de D fazer e refazer disto tudo um caminho pro mar um destino do mar. Na verdade uma amostra aquática do lógico ou concreto e abstrato ou quimérico.

            Esta praia da Barra do Camacho começa inicia cedo com parabéns e bate palmas e manhã de claridade azulada e alvorada alba albor alva alvor alvorecer alvoro até o magnífico amanhecer anteaurora ar-do-dia antemanhã arraiada arrebol aurora barras crepúsculo dilúculo madrugada ruiva sol-das-almas sol-fora titônia... D e as deusas (estas elas pacholas farsolas gracejadoras...) têm a cara das plantas e pacapeuás, dedaleiras-amarelas, cajás-mangas, madressilvas-verdadeiras... Um avião a jato é como tal e qual um navio transatlântico uma caravela antiga um submarino um hidroavião assustando os peixes e de olhares arregalados bocas abertas atônitos de asas e nadadeiras e barbatanas e lemes...

            - Pra quem você trabalha e efetivamente, minha precipitação de monção e de adoção e de adoração e de emoção?

            - Muito boa conversa e ótima discussão, meu topônimo topetudo e corrente!

De lua e lago (xodó paixão namoro idílio...) se transformam em lençol de prata em aterro prateado em prado argentino em medalha olímpica. Ao dia de dia o mar e ou céu azul se confundem. Água transparente que deixa que abriga aos peixes - seres aquáticos e vertebrados - voarem passear andarem sem receio sem leis à vontade, os seixos soltos rolados ou perdidos na areia branca e fina e as plantas aquáticas quase líquidas dançam ao ritmo da hora das marés das correntes das ondas... As nuvens caras e redondas algodões almofadas fofas se formam mais no período da tarde de tardinha lusco-fusco. Assim mesmo se pode prever até decentemente os tesouros esquecidos dos antigos bandeirantes garimpeiros emboabas faiscadores cascalhos aluviões...

- Eu nem te digo, eu nem te disse, eu nem te direi!

- Olha, meus lindos olhos!... E que tu vais pro mar ao oceano...

Aqui todos se conhecem tomam banho com estima apreço afeição e rio Picão e rio Verde Grande e rio Cágado e ribeirão Sabará... Os nossos banhos diários balneários preservados de Lamarão e Biritinga e Tiros e Quartel Geral e Mar de Espanha... e o fogo a luz a terra firme a rua Cícero dos Santos Dias o ar o jardim o horto florestal a alma o vídeo a guria Camila (Micala, Lamica, Calima...) de bicicleta na ciclovia a folia do bloco ‘Sapos Ensaboados’ a tribo uari a praça prefeito José Flora o museu Francisco Coelho o parque doutor José Francisco Schettino...

- Eu mesmo vou andando conforme a música e a modinha e a serenata e a canção popular. Enquanto os seres vivos navegam velejam zarpam...

- Eu mesma caio e rolo e corro deitada. E mais de 3 mil pessoas na praça Senador Antero Dutra procuram as marquises os guarda-chuvas as sombrinhas os abrigos dos ônibus dos táxis...

Vinte horas antes... O sol o rio Carinhanha o rio Itacaiúnas... a estrada sinalizada vertical horizontal e seus afluentes ruas automóveis todos nos trinques. Se aproximam algumas cidades e velocidades tendas barracas de pequenos negócios. Entre as duas largas correntes avenidas Maria de Lourdes Teixeira e Lêdo Ivo construíram a trincheira do Turião. E o trânsito, que antes funcionava às turras nas horas de pico, agora flui desdenhando mangando caçoando debochando troçando mofando... Praça do Úbi no centro da metrópole e muitos passeios arborizados aves animais e maniçobas-do-ceará e espinhos-de-cristo e carás-açus e guaçuetês e cuxiús-comuns e mauaris e japiras e topetinhos-vermelhos e beija-flores-brilho-de-fogo... e cachorros livres e vira-latas que rezam procuram cheiram por seus futuros donos e comida e casa e mais os cães e cadelas janotas estimados acompanhados farejadores e que arrastam seus donos e donas até os postes de luz até o coreto até o chafariz - que projeta jorra lança rebenta água e cria junto de si um lago para os peixes e traíras e cascudos e jundiás e charutinhos e lambaris e tucunarés-putangas e tracajás e sururus-de-alagoas e uapés...

- Eu alongamento gosto das localidades do interior mágicas e Rio do Campo e Abaíra e Porto Walter e Abel Figueiredo e Acaraú...

- Eu enxurrada prefiro cair verticalmente no molhado mais povoado e advertir alertar avisar informar chamar prevenir declarar aconselhar admoestar acautelar clamar...

O Rio, ser corrente e horizontal e ensopado e banhado, passeia marca presença pelo seu reino como sempre íntegro. Vive da navegação e da pesca nestes arredores e separando cidades com pontes e ou Estados. A Chuva, sua irmã líquida e vertical e intempérie e  temporal, cai e rola pelo mundo da floresta e das matas e dos bosques e dos montes e das planícies e da emblemática praça Barão de Ayuruoca. Seu arco-íris cria lagoas e lagos e açudes até onde os passarinhos vêm buscá-la e recebê-la e acolhê-la.

            Assim está quieto e criado o mundo todo como D, o Cara o Menino-Prodígio o Benquerença o Bomba-D’água..., festejou no sétimo. Reino animal e vegetal cada mundo com seu sacerdote ou sacerdotisa. E irmãos sujeito sujeita que por acaso convivem e compartilham do mesmo espaço do mesmo ecossistema do mesmo fenômeno e gigantesco.

            - Todos concordam com você e comigo também!

            - Este trabalho e favor tarefa estão além de nós e do que somos!

            Até mesmo quem sabe o futuro para preencher pra virar eternidade areia minuto deserto memória mármore granito tucuri... E contatos imediatos igreja viaduto estátua praça da Bíblia em Marabá, praça Doutor Potsch em Pequeri, biblioteca Orlando Lima Lobo...

            - Vou trabalhar hoje o dia todo, é, meu senhor predileto e proprietário pessoal!

            - É algo que me acalenta me sustenta me posiciona me engrandece, em, minha deusa linda da última geração?!

            - Como está o tempo ou o clima pelo espaço em geral e eu sei.

            - O vale as encostas os paredões a mata ciliar e cachoeira da Paciência e tucuribás e potós e buçus e cangatis e tucuxis e peixes-agulhas-d’água-doce e pirapetingas...

            De repente o rio Madeira cita e canta algumas modinhas dobrados canções e letras de músicas hinos concertos ritmos harmonias. O endereço mais longe porém distante é a praia a laguna a quantidade de paisagem possível a cidade e Sítio Novo do Tocantins e Praia do Norte e Itaguatins e aldeia nação xucuru-cariri... De verão os meses de janeiro a março a chuva oblíqua tamborila as notas os acordes no teclado nas superfícies do ambiente carregado de eletricidade elétrico e cada macaco no seu galho e vezeiros que têm vezo avezados vezados habituados...

            - Vamos fazer testes provas de aptidão junto aos materiais e dúcteis flexíveis moldáveis elásticos maleáveis...

            - Vou pintar uma aquarela e jangada com vela vermelha e baleia-lisa e céu de mar no momento do mesmo quadrante.

            Agora nem só a calçada da rua Bucumbumba que já vem molhada e ainda hoje choverá por demais demasiado e mais tarde. Sempre chove no fim do dia começo da noite e aproveitando o mormaço o calor e outras razões atmosféricas e mandingas, feitiços, canjerês, bruxarias... As cidades estão adaptadas e lavadas e Galileia e São Mateus e Amaral Ferrador e Minaçu e Taquaritinga do Norte e Senador Cortes... a montanha a estátua do imperador Dom Pedro I os autos os jogadores de pelada no campinho em terreno baldio de terra batida terra de ninguém o semáforo as barraquinhas de os vendedores ambulantes o espaço daqui até lá os bichos e aves e capoeiros e guaçupitás e sururinas e pica-paus-de-manga e guaxes e ipecuparás e peiticas e tuitiricas... os personagens das lendas urbanas o espelho da lagoa as sombras dos prédios altos e baixos os eternos comedores de paçoca na bodega do Uruá os jogadores de dominó na praça Joaquim Antônio Rabelo sob os guarda-sóis com a palha de carnaúba...

            - Eu nem devo cair muito, meu favorito rio Tibiriçá!

            - Devo muito ao teu esforço constância pluviométrica, minha árvore canjerana-do-brejo sempre verde-esperança!

            Chegando ao mar chegando à beira-mar tem o delta a paisagem e sua natureza e urucubas e pupunhas-marajás e cardos-melões e paricás-brancos... Quando beira uma nação e mais além inicia outro país e ou continente e indício pista dica ideia sinal sugestão deixa indicação alerta aviso...

            - Meus pensamentos vêm e vão de avião de plano de voo andando no ar alados...

            - O mar agita a mente de além-mar além-mundo alembrar alentar...

            - Tua boa vontade, meu capítulo de história, foi sempre ir disposto exatamente precisamente definidamente explicitamente pontualmente rigorosamente detalhadamente meticulosamente...

            - O teu haver, minha fábula e lenda e biografia, nunca foi politicamente desigualmente diferentemente distintamente diversamente dessemelhantemente dissimuladamente disparmente...

            Hoje mesmo eles veem e admiram a praça Caboclo Teixeira em Descoberto e compondo a paisagem uma tem a estátua do escritor Joaquim Serra Sobrinho e árvores e sururucujás e xixás-bravos e iricuranas e araribás-amarelos e embiras-vermelhas e bicuíbas-brancas... e pássaros e chocas-barradas e guaracavas-barrigas-amarelas e inhambuxororós e guarubas e tiribas-de-testa-vermelha... quiosques e bancas e bancos para sentar patrocinados pelas casas Suruuarrá e pelo magazine Cuxitineri e cachorros valentões e cadelas performáticas e cavalos cutubas esperando o dono morubixaba e servidores públicos funcionários procurando sempre fazer uma nova diferente estação em estação uma nova personalidade mudar a imagem o paisagismo dar uma nova personalização aos jardins aos hortos aos capões...

            - Meu poder de cura tão transparente como puro!

            - Também vem bem! Também convém!

            Porque a ideia conveniente aleatória de D é confirmar isto tudo com origem em o mar. E a água cristalina sem técnica se origina em divisão em dois momentos limpos e de manhã e de tarde e de noite se procuram encontrar se juntar em par em casal parceria enchente estuário e chuá! chuá!... A partir daí e daqui muita gente alguém todas as pessoas e animais nadar com o próprio corpo no mundo líquido e certo. Já o pesque e solte vai consolidado no hábito do típico tradicional pescador de fim de semana. Esta energia nem foge do mundo e ou da eternidade paternidade divindade...

            - Qual a cor preferida, meu caminho da roça e meu carinho de mão?!

            - É bem melhor já dizer quais e tais as que mais me pertencem por contato tato, minha herança inefável e indizível!

            - Outra hora estava andando perto dos gaviões-puvas dos aviões e entre nuvens, minha cara de cristal reluzente!

            - Sou empreendedor moderno, minha cara metade e noiva neblina transfigurada!

            A cheia de outubro provocou e foi o primeiro (1º) encontro deles: Rio e Chuva. E olha que rio e que chuva, meu! E seguiram juntos relacionados como casal de araras-azuis-grandes, araras-azuis-e-amarelas, araras-macaus, araras-vermelhas-grandes... Com os dias de tempestade e motim e revolta e rebelião... Como nos dias de muito vento ventania tempestade tropical e fuzuê rolo sororó sururu...

            - A ideia que tenho é chover sem parar, tá ligado meu cacique e meu craque!

            - Como eu destino o rio deve invadir destinar a rua e a rua se transformar em via fluvial e navegável, uma vez!

            - Chego do éter e voo à terra dos países tropicais florestais e com minha sorte minha vontade de fazer o melhor fazer tudo chover canivete. Me chamam por mililitros (ml) e me conformam em cisternas de pedra e cal, quando muito.

            - A mim me dão nomes próprios toponímicos, já disse. E vou rolando o meu próprio peso em riso cascatas solavancos corredeiras... Meu espírito é jovial e concordo com todos os lestes e oestes...

            Aqui está. Então o sonho do Rio é viajar até a laguna crescer praias aportar. O sonho de consumo da Chuva é promover enaltecer a cidade e Araguatins e Altos e Palestina do Pará e Buriti do Tocantins e Coivaras... Sempre se ilude um sonho e mais ou menos 1 por dia diário. Temos praia célebre e no quintal da cidade célebre a praia muito celebrada. As pessoas constroem as cidades do BR ao longo do rio Tocantins e esperam e aguardam o fim de semana pra ir curtir a orla, é.

            - Os óvnis saem de dentro das águas termais pingando conta-gotas.

            - Os desenhos animados saem na chuva sem capa impermeável e para se molhar.

            Quando ocorrem nuvens de formas nebulosas e cheias e estufadas e acolchoadas, pois assim bate-não-quara, eu toco a buzina o sino o apito do trem o apito da lancha o berro da boiada o troar do avião supersônico... Agora, quem entra no bazar do Tucurão vê e negocia coisas mirabolantes e apaiaris e ubaris e piraíbas e camboatás e matrinxãs... Quem frequenta a praça São Félix de Valois descarrega coisas extraordinárias e ioles e canoas e ubás e voadeiras e batelões e pirogas...

            - As pessoas gostam de se ver no espelho de água na água do poço de passar o tempo em volta da piscina...

            - Muitas já começam muito novinhas e já nadam como os peixes de água doce.

            É um jogo de palavras que pode dar certo, e reto e direto!