sábado, 11 de dezembro de 2021

Águas Minerais

 

           

 

            Há em todo lugar e chegando de muitos rincões regiões celestes nuvens nimbo e aqui ali já brotando umas fontes cristalinas e rumorejantes e quentes e geladas e frias que fazem rolar corredeiras que caem em cachoeiras pra sempre e lá mais pra baixo fazer fazem um lago um estuário um encontro das águas reunião de águas.

            - De súbito, e olho o tempo consulto, saio para um passeio ao som do meu batuque.

            - Todavia sempre perene oxigenado e de a fonte até a foz no litoral capixaba.

            Porque a ideia o plano a solução (3 x, até agora) é de D fazer e refazer disto tudo um caminho pro mar um destino do mar. Na verdade uma amostra aquática do lógico ou concreto e abstrato ou quimérico.

            Esta praia da Barra do Camacho começa inicia cedo com parabéns e bate palmas e manhã de claridade azulada e alvorada alba albor alva alvor alvorecer alvoro até o magnífico amanhecer anteaurora ar-do-dia antemanhã arraiada arrebol aurora barras crepúsculo dilúculo madrugada ruiva sol-das-almas sol-fora titônia... D e as deusas (estas elas pacholas farsolas gracejadoras...) têm a cara das plantas e pacapeuás, dedaleiras-amarelas, cajás-mangas, madressilvas-verdadeiras... Um avião a jato é como tal e qual um navio transatlântico uma caravela antiga um submarino um hidroavião assustando os peixes e de olhares arregalados bocas abertas atônitos de asas e nadadeiras e barbatanas e lemes...

            - Pra quem você trabalha e efetivamente, minha precipitação de monção e de adoção e de adoração e de emoção?

            - Muito boa conversa e ótima discussão, meu topônimo topetudo e corrente!

De lua e lago (xodó paixão namoro idílio...) se transformam em lençol de prata em aterro prateado em prado argentino em medalha olímpica. Ao dia de dia o mar e ou céu azul se confundem. Água transparente que deixa que abriga aos peixes - seres aquáticos e vertebrados - voarem passear andarem sem receio sem leis à vontade, os seixos soltos rolados ou perdidos na areia branca e fina e as plantas aquáticas quase líquidas dançam ao ritmo da hora das marés das correntes das ondas... As nuvens caras e redondas algodões almofadas fofas se formam mais no período da tarde de tardinha lusco-fusco. Assim mesmo se pode prever até decentemente os tesouros esquecidos dos antigos bandeirantes garimpeiros emboabas faiscadores cascalhos aluviões...

- Eu nem te digo, eu nem te disse, eu nem te direi!

- Olha, meus lindos olhos!... E que tu vais pro mar ao oceano...

Aqui todos se conhecem tomam banho com estima apreço afeição e rio Picão e rio Verde Grande e rio Cágado e ribeirão Sabará... Os nossos banhos diários balneários preservados de Lamarão e Biritinga e Tiros e Quartel Geral e Mar de Espanha... e o fogo a luz a terra firme a rua Cícero dos Santos Dias o ar o jardim o horto florestal a alma o vídeo a guria Camila (Micala, Lamica, Calima...) de bicicleta na ciclovia a folia do bloco ‘Sapos Ensaboados’ a tribo uari a praça prefeito José Flora o museu Francisco Coelho o parque doutor José Francisco Schettino...

- Eu mesmo vou andando conforme a música e a modinha e a serenata e a canção popular. Enquanto os seres vivos navegam velejam zarpam...

- Eu mesma caio e rolo e corro deitada. E mais de 3 mil pessoas na praça Senador Antero Dutra procuram as marquises os guarda-chuvas as sombrinhas os abrigos dos ônibus dos táxis...

Vinte horas antes... O sol o rio Carinhanha o rio Itacaiúnas... a estrada sinalizada vertical horizontal e seus afluentes ruas automóveis todos nos trinques. Se aproximam algumas cidades e velocidades tendas barracas de pequenos negócios. Entre as duas largas correntes avenidas Maria de Lourdes Teixeira e Lêdo Ivo construíram a trincheira do Turião. E o trânsito, que antes funcionava às turras nas horas de pico, agora flui desdenhando mangando caçoando debochando troçando mofando... Praça do Úbi no centro da metrópole e muitos passeios arborizados aves animais e maniçobas-do-ceará e espinhos-de-cristo e carás-açus e guaçuetês e cuxiús-comuns e mauaris e japiras e topetinhos-vermelhos e beija-flores-brilho-de-fogo... e cachorros livres e vira-latas que rezam procuram cheiram por seus futuros donos e comida e casa e mais os cães e cadelas janotas estimados acompanhados farejadores e que arrastam seus donos e donas até os postes de luz até o coreto até o chafariz - que projeta jorra lança rebenta água e cria junto de si um lago para os peixes e traíras e cascudos e jundiás e charutinhos e lambaris e tucunarés-putangas e tracajás e sururus-de-alagoas e uapés...

- Eu alongamento gosto das localidades do interior mágicas e Rio do Campo e Abaíra e Porto Walter e Abel Figueiredo e Acaraú...

- Eu enxurrada prefiro cair verticalmente no molhado mais povoado e advertir alertar avisar informar chamar prevenir declarar aconselhar admoestar acautelar clamar...

O Rio, ser corrente e horizontal e ensopado e banhado, passeia marca presença pelo seu reino como sempre íntegro. Vive da navegação e da pesca nestes arredores e separando cidades com pontes e ou Estados. A Chuva, sua irmã líquida e vertical e intempérie e  temporal, cai e rola pelo mundo da floresta e das matas e dos bosques e dos montes e das planícies e da emblemática praça Barão de Ayuruoca. Seu arco-íris cria lagoas e lagos e açudes até onde os passarinhos vêm buscá-la e recebê-la e acolhê-la.

            Assim está quieto e criado o mundo todo como D, o Cara o Menino-Prodígio o Benquerença o Bomba-D’água..., festejou no sétimo. Reino animal e vegetal cada mundo com seu sacerdote ou sacerdotisa. E irmãos sujeito sujeita que por acaso convivem e compartilham do mesmo espaço do mesmo ecossistema do mesmo fenômeno e gigantesco.

            - Todos concordam com você e comigo também!

            - Este trabalho e favor tarefa estão além de nós e do que somos!

            Até mesmo quem sabe o futuro para preencher pra virar eternidade areia minuto deserto memória mármore granito tucuri... E contatos imediatos igreja viaduto estátua praça da Bíblia em Marabá, praça Doutor Potsch em Pequeri, biblioteca Orlando Lima Lobo...

            - Vou trabalhar hoje o dia todo, é, meu senhor predileto e proprietário pessoal!

            - É algo que me acalenta me sustenta me posiciona me engrandece, em, minha deusa linda da última geração?!

            - Como está o tempo ou o clima pelo espaço em geral e eu sei.

            - O vale as encostas os paredões a mata ciliar e cachoeira da Paciência e tucuribás e potós e buçus e cangatis e tucuxis e peixes-agulhas-d’água-doce e pirapetingas...

            De repente o rio Madeira cita e canta algumas modinhas dobrados canções e letras de músicas hinos concertos ritmos harmonias. O endereço mais longe porém distante é a praia a laguna a quantidade de paisagem possível a cidade e Sítio Novo do Tocantins e Praia do Norte e Itaguatins e aldeia nação xucuru-cariri... De verão os meses de janeiro a março a chuva oblíqua tamborila as notas os acordes no teclado nas superfícies do ambiente carregado de eletricidade elétrico e cada macaco no seu galho e vezeiros que têm vezo avezados vezados habituados...

            - Vamos fazer testes provas de aptidão junto aos materiais e dúcteis flexíveis moldáveis elásticos maleáveis...

            - Vou pintar uma aquarela e jangada com vela vermelha e baleia-lisa e céu de mar no momento do mesmo quadrante.

            Agora nem só a calçada da rua Bucumbumba que já vem molhada e ainda hoje choverá por demais demasiado e mais tarde. Sempre chove no fim do dia começo da noite e aproveitando o mormaço o calor e outras razões atmosféricas e mandingas, feitiços, canjerês, bruxarias... As cidades estão adaptadas e lavadas e Galileia e São Mateus e Amaral Ferrador e Minaçu e Taquaritinga do Norte e Senador Cortes... a montanha a estátua do imperador Dom Pedro I os autos os jogadores de pelada no campinho em terreno baldio de terra batida terra de ninguém o semáforo as barraquinhas de os vendedores ambulantes o espaço daqui até lá os bichos e aves e capoeiros e guaçupitás e sururinas e pica-paus-de-manga e guaxes e ipecuparás e peiticas e tuitiricas... os personagens das lendas urbanas o espelho da lagoa as sombras dos prédios altos e baixos os eternos comedores de paçoca na bodega do Uruá os jogadores de dominó na praça Joaquim Antônio Rabelo sob os guarda-sóis com a palha de carnaúba...

            - Eu nem devo cair muito, meu favorito rio Tibiriçá!

            - Devo muito ao teu esforço constância pluviométrica, minha árvore canjerana-do-brejo sempre verde-esperança!

            Chegando ao mar chegando à beira-mar tem o delta a paisagem e sua natureza e urucubas e pupunhas-marajás e cardos-melões e paricás-brancos... Quando beira uma nação e mais além inicia outro país e ou continente e indício pista dica ideia sinal sugestão deixa indicação alerta aviso...

            - Meus pensamentos vêm e vão de avião de plano de voo andando no ar alados...

            - O mar agita a mente de além-mar além-mundo alembrar alentar...

            - Tua boa vontade, meu capítulo de história, foi sempre ir disposto exatamente precisamente definidamente explicitamente pontualmente rigorosamente detalhadamente meticulosamente...

            - O teu haver, minha fábula e lenda e biografia, nunca foi politicamente desigualmente diferentemente distintamente diversamente dessemelhantemente dissimuladamente disparmente...

            Hoje mesmo eles veem e admiram a praça Caboclo Teixeira em Descoberto e compondo a paisagem uma tem a estátua do escritor Joaquim Serra Sobrinho e árvores e sururucujás e xixás-bravos e iricuranas e araribás-amarelos e embiras-vermelhas e bicuíbas-brancas... e pássaros e chocas-barradas e guaracavas-barrigas-amarelas e inhambuxororós e guarubas e tiribas-de-testa-vermelha... quiosques e bancas e bancos para sentar patrocinados pelas casas Suruuarrá e pelo magazine Cuxitineri e cachorros valentões e cadelas performáticas e cavalos cutubas esperando o dono morubixaba e servidores públicos funcionários procurando sempre fazer uma nova diferente estação em estação uma nova personalidade mudar a imagem o paisagismo dar uma nova personalização aos jardins aos hortos aos capões...

            - Meu poder de cura tão transparente como puro!

            - Também vem bem! Também convém!

            Porque a ideia conveniente aleatória de D é confirmar isto tudo com origem em o mar. E a água cristalina sem técnica se origina em divisão em dois momentos limpos e de manhã e de tarde e de noite se procuram encontrar se juntar em par em casal parceria enchente estuário e chuá! chuá!... A partir daí e daqui muita gente alguém todas as pessoas e animais nadar com o próprio corpo no mundo líquido e certo. Já o pesque e solte vai consolidado no hábito do típico tradicional pescador de fim de semana. Esta energia nem foge do mundo e ou da eternidade paternidade divindade...

            - Qual a cor preferida, meu caminho da roça e meu carinho de mão?!

            - É bem melhor já dizer quais e tais as que mais me pertencem por contato tato, minha herança inefável e indizível!

            - Outra hora estava andando perto dos gaviões-puvas dos aviões e entre nuvens, minha cara de cristal reluzente!

            - Sou empreendedor moderno, minha cara metade e noiva neblina transfigurada!

            A cheia de outubro provocou e foi o primeiro (1º) encontro deles: Rio e Chuva. E olha que rio e que chuva, meu! E seguiram juntos relacionados como casal de araras-azuis-grandes, araras-azuis-e-amarelas, araras-macaus, araras-vermelhas-grandes... Com os dias de tempestade e motim e revolta e rebelião... Como nos dias de muito vento ventania tempestade tropical e fuzuê rolo sororó sururu...

            - A ideia que tenho é chover sem parar, tá ligado meu cacique e meu craque!

            - Como eu destino o rio deve invadir destinar a rua e a rua se transformar em via fluvial e navegável, uma vez!

            - Chego do éter e voo à terra dos países tropicais florestais e com minha sorte minha vontade de fazer o melhor fazer tudo chover canivete. Me chamam por mililitros (ml) e me conformam em cisternas de pedra e cal, quando muito.

            - A mim me dão nomes próprios toponímicos, já disse. E vou rolando o meu próprio peso em riso cascatas solavancos corredeiras... Meu espírito é jovial e concordo com todos os lestes e oestes...

            Aqui está. Então o sonho do Rio é viajar até a laguna crescer praias aportar. O sonho de consumo da Chuva é promover enaltecer a cidade e Araguatins e Altos e Palestina do Pará e Buriti do Tocantins e Coivaras... Sempre se ilude um sonho e mais ou menos 1 por dia diário. Temos praia célebre e no quintal da cidade célebre a praia muito celebrada. As pessoas constroem as cidades do BR ao longo do rio Tocantins e esperam e aguardam o fim de semana pra ir curtir a orla, é.

            - Os óvnis saem de dentro das águas termais pingando conta-gotas.

            - Os desenhos animados saem na chuva sem capa impermeável e para se molhar.

            Quando ocorrem nuvens de formas nebulosas e cheias e estufadas e acolchoadas, pois assim bate-não-quara, eu toco a buzina o sino o apito do trem o apito da lancha o berro da boiada o troar do avião supersônico... Agora, quem entra no bazar do Tucurão vê e negocia coisas mirabolantes e apaiaris e ubaris e piraíbas e camboatás e matrinxãs... Quem frequenta a praça São Félix de Valois descarrega coisas extraordinárias e ioles e canoas e ubás e voadeiras e batelões e pirogas...

            - As pessoas gostam de se ver no espelho de água na água do poço de passar o tempo em volta da piscina...

            - Muitas já começam muito novinhas e já nadam como os peixes de água doce.

            É um jogo de palavras que pode dar certo, e reto e direto!

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