domingo, 23 de agosto de 2026

Folha-Seca

 

                                                                        

 

            D eu juro em meu nome e escrevo e confirmo, e digo e peço e repenso, pergunto: quais são os meus milagres mais favoritos mais em conta? Quem viu ouviu falar dos meus milagres primitivos e naturais? Todos já espiaram os meus milagres a montanha as árvores o lago a sombra a Larissa (bolsa a tiracolo no caminho da faculdade de psicologia esportiva). Uma coisa assim, que é do meu milagre, tem a força de mais de uma duas três... vinte investidas de igarité nesse e noutro lado do rio. Porque os meus milagres são os pássaros os rios as restingas a trança longa bonita do cabelo negro e liso de Larissa.

            - Oba, meu! Sempre que nasci e desde já quero ser uma ave canora, sabe!

            - Você tirou a sorte, querida! Tenho isto comigo em vista visto revisto previsto isso!

            O dia oito de outubro do ano de 2045 caiu numa quinta-feira clara aberta ensolarada magnífica esperada Larissa ao meu lado do começo ao fim. No ar o sol animado ia subindo. As horas o acompanhavam, seguiam, folgadas, indianas comboio caravana romaria procissão desfile cônjuges. Místicos no céu no mar na cidade de Piracema e Santa Branca e Chapadão do Lageado e Scia (ra) e Arauá e a biblioteca Manuel de Oliveira Lima...

Fui acordar logo em êxtase. O povo daqui fala comum em simples que ‘haja o que houver!’, ‘esteja onde estiver!’, ‘seja qual for!’ Pois o dia estava presente ali mesmo ciciar de cigarras no meio de nós comigo tudo pode tudo convence tudo acontece todos existem.

            Larissa se disfarçou de nuvem e eu a encontrei. O bairro Vila Maria Zélia com a rua Adilson Farias Claro em a junção rua Silvino Passos. As pedras da calçada o asfalto o meio-fio as estrelas os paralelepípedos dormem sossegam em achegas e recidivo e obtemperar e zurzir e opróbrio e calango... A tal e qual aprendizagem vicária.

            Tenho que o mundo é pouco é perto é amanhã é Larissa que está vestida para ir à cascata da Usina e Santa Maria da Boca do Monte hoje Santa Maria e Floresta dos Leões hoje Carpina... Uns olhos verdes iluminados por dentro, quem vê. Petulantes seios lindos rijos à vista e às vezes meus sonhos tão certos tão corretos tão direitos os lábios carmins carmesins em a Carmésia. Muito a peso de ouro. O melhor da beleza é sempre Larissa.

            - Hum!... Eu gosto de visitar Cabrobó e Ipuiúna e Capivari de Baixo e Lábrea...

            - É-lhe conferido... Eu gosto e adoro de fazer Carapicuíba, Ladário, Alagoa Grande, Monção, Guará (ra), cabo de São Tomé, bosque jardim botânico Rodrigues Alves...

            As aves orbitam giram sobrevoam a área de lazer parquinho da praça Manuel Pina (bairro Alto do Pari/Canindé) e andorinhões-do-temporal, anus-brancos, macucos, beneditos-de-testa-amarela, pica-paus-de-topete-vermelho, araçaris-castanhos... Depois vou rever o que fazer inovar... Os 118 elementos da tabela periódica, e metódico regrado. Nem há do que me preocupar, tá certo! Sou o planeta das tantas mais luas de Saturno.

            Quando conheci Larissa durei muito envelheci amadureci e, porém, muito que já a conhecia Larissa. Já de vista. Nossas idas e vindas pelas margens do rio Coruripe já se tornavam legendas lendárias. A soalheira o solar, também vitamina d.

            Saio saímos pra passear eu mais minha mestra a cadela Glosa. Já fiz prelúdio cometa planeta estrela quasar e a Via Láctea. A estimação cutuba me antecipa corre dispara ‘au-au-au!...’ na frente entra no parque Antônio da Silva Mello. Estou andando na Terra, opilada enlaçada cheia ilaqueada lotada enredada entupida, e o mundo sou eu ‘uaaau!...’

            - Psiu!... Sou dos peixes ovípara e tenho brânquias guelras, tá ligado?!

            - Curatela e curadoria! Sou eu sou o S e sou D, e ainda preciso devo com previsão precisão criar Vila Boa e Mundo Novo e Lagoa Bonita do Sul e Joia e Ponte Nova...

            Estava aí mesmo eu em vista do sol da lua do rio da nuvem e assistia tudo de uma distância conveniente. Tive certeza. Nem só eu mas minha alma gostou dela. Alma minha alma dela que almas já foram suindara, murixi, joão-bobo, saí-veludo, beija-flor-de-papo-branco, irara, maracajá-mirim, bacaba-de-azeite, jupiedi, cipó-bravo... Seria como conviver dentro de um rio uma estrada uma cidade: a alma minha com a dela laçadas pregadas mata-juntadas entrelaçadas. E eu ela nós os dois o par na dupla já existíamos pelo ar pelas almas abraçadas seres abraçados mundo afora em dobro em versos em outras modalidades esportivas em repetecos quantas vezes o mundo já existiu e ou o tempo deu as voltas.

            Contei pro pessoal da turma lá em casa no céu e me aplaudiram vivaram ‘ulaláaa!...’ Reflexos cambiantes de luz do sol na água límpida da piscina, o beijo inédito o sorriso inédito a voz inédita o riso inédito, a descoberta foi surpreendente e oquei.

            O sul o sol os beijos Larissa são infinitos de D de mim do DES. E muitas outras coisas além ao alcance do querer. Já nós dois juntos eternos somos o que o ser precisa ter.

            - Fra-que! Nunca vi ariranha e saracura-três-potes e codorna-amarela e urutau...

            - Homo Sapiens! Nunca deixo de me admirar e recordar o jenipapeiro, itu, algarobeira, abutua, tatajuba-do-brejo, jundiaí, braúna-do-sertão, catucaém, pacaí...

            Olhei provei amamos degustei amei lambi mordi cheirei mordisquei por tanto tempo por partes mais que durante quatro horas. Com calma suavidade inventamos uma viagem de barco até Novo Xingu e Senhora do Porto e Acorizal e Itatiba do Sul e Augustinópolis...

            Senti meu astral sossego sucesso das minhas próprias asas e capitão-de-saíra, cardeal, papa-capim, pavão-do-mato, quete, suiriri-cavaleiro, inhambu-chororó, mutum-de-penacho... Quem nasceu primeiro Larissa ou nós dois parceiros tão animados.

            - Meu sucesso! A alegoria do meu pensamento figurado... As árvores vestidas de embiruçu e marajá-do-igapó e café-do-mato e pacova-sororoca...

            - Eia e sus! Vamos pelo passeio acompanhando a calçada... O dia está limpo e à noite pousará óvni. Reorganizaremos as estrelas cadentes...

            Neste momento o meu pensamento é simples: peso mil toneladas penso em mim penso que sou eu mesmo penso que sou o mundo penso que sou D. E eu já fiz álgebra trigonometria matriz geometria aritmética. O que eu fiz pelo planeta só eu sei. A minha boa-fé é lógica. Inefável no céu no mar na cidade Nonoai e Santo Antônio de Jesus e Alvinópolis e Campo Erê e Cardoso Moreira e São José do Seridó e Campo Maior...

            Sei o porquê, e meu cão Polígono gosta de correr na chuva. O mascote valente lavado escovado perfumado vestido prefere brincar nas poças de água. O bairro Boa Vista rua da Aurora perto do museu de arte moderna Aloísio Magalhães - mamam. Sou eu sou D e a mim me importa: tudo é pequeno. Se soubessem quem sou de que matéria sou, hein?!... talvez me pedissem autógrafo me rogassem fotos autorretratos me interrogassem por aterrissagem por decolagem me solicitassem audiência entrevista laive bodiqueste...

            Larissa sabatinando os cabelos e princípio estética miragem energia. Chegou nem se apresentou foi chegando se apresentou veio apareceu surgiu do nada de presente causou curiosidade e preciosa mistificação. Fomos vamos na praça Domício da Gama fazer alongamentos. Boas-fés franquezas honestidades. Ótima cabeleira apetitosa ditosa. Estou dentro do meu universo e isto sou eu mesmo, amém!

            - Oi!... Como em todas as cidades do mundo, Belém adora o teatro da Paz.

            - Isto é! Em Macedônia isso é levado muito a sério e naturalmente como os magníficos teatros Álvaro de Carvalho, Guaíra, Paiol, São Pedro, Renascença...

            Nuvens em pensamento, sempre no seu esvoaçar, andando de leste para oeste, figuras de bichos ou árvores ou caravelas ou chaleiras ou peças da sala de jantar. Nuvens imaginativas imaginando. E cheias de ideias por onde passam, carambolar cascabulho irredutível, as nuvens deixam nuvens rastros de queimadas nuvens brancas forno a lenha aviões a jato barco a vela bisarronas bujarronas. As ideias-nuvens das nuvens voam das nuvens para os céus os mares as florestas as folhas em branco dos cadernos escolares.

            Meu mascote sou o tutor meu amigão Xongas e me puxa me leva pela guia me precipita me faz correr... me mostra com as orelhas com o faro... língua de fora olhos acelerados orelhas antenadas o gramado o arvoredo caparrosas e paco-pacos e cafés-do-bugre... A área verde equilibrada plantada cantora interprete. Tem banco tem balanço atado à barra de ferro tem folia brincando de bola. O dia começara com um banho bem tomado aí pelos inícios da manhã. E vejo o espaço público as ruas já de banho tomado. A minha boa-fé é infinita. Levo vou e volto com meu vira-latinhas já muito contentão ao passeio ocasional. Ele até que se vê bem com as capivaras da lagoa Sucupira.

            Sentado na minha nuvem cadeira de balanço e tomando meu chimarrão. Sou seu meu próprio pai e papa pois já tive meu avô minha avó os dois apreciando o desenrolar do dia da tarde começo de noite o verão aí na área na varanda. Meu avô adorava a implantação da br-470; minha avó enaltecia o artesanato de uma torta de várias camadas e cobertura.

            - Me diga! Ainda visitarei vou conhecer conhecerei Jari e Jordânia e Aspásia...

            - Sim e yes! Eu sei o que foi inventar e performar Divisa Nova, Barra do Chapéu, Fátima, Lagoa dos Três Cantos, Coronel Freitas, Cafezal do Sul, Simão Dias, Aceguá...

            Deus eu mesmo infinitamente responsável por tudo pôr do sol por mim por ela por Larissa. E comigo este que vos fala e habla solta uma cunha e põe outra. Me ocorre dizer que enquanto sou feliz posso estar edificando meu agosto na natureza. Enquanto vai tudo bem posso estar me preparando para um novo horizonte. E hoje o céu é esse azul clássico, amanhã poderá um óvni e pesquisar os curiangos, os canjerês, as lavadeiras, os sapos-de-chifre, as arapuás, as mamoneiras-miúdas, os timbés, os gogós-de-guariba, a cosmografia...

            O sol só vive uma coisa: o sol a lua o mar. E do meu jeito o sol faz o que bem quer porque quer. A ideia profissional entendida e competente do sol irrevogável. Ritmo no céu no mar na cidade Santo Antônio de Lisboa e Portel e Vitorino Freire e Alto Paraíso...

            - Meu rico divino! Agora eu desenho as frases os poemas os planetas as letras os números na minha pele tatuagem na minha pele.

            - Minha alma terrestre! Neste instante eu visito a ilha Anchieta curto a praia da Enseada ando em a rua Augusto Francisco da Cruz na rua Santa Rita localidade de Ervália trilho o parque Serra do Brigadeiro nado no ribeirão Turvão...

            Se acostumar com a pessoa a divindade o seu jeito dela beijos doces e muitos. Agrados como eu sempre quis. Tão certos e ótimos que parecem assim ter sido sonhados. Fala baixo pausado calmo como as plantas cercando o rio que corre entre pedras e ervas.

            - Muito bem! Vou visitar os xocó e xoclengue e xucuru-cariri...

            - Que oásis! Tenho uma ilha urbana Florianópolis Floripa, tenho uma praia urbana Co-pa-ca-ba-na, tenho um rio urbano Paraíba do Sul, tenho uma praça urbana general Humberto de Sousa Mello...

Tudo que pertence ao mundo me basta me pertence Larissa e a ela pertence e a nós dois. Tudo que é meu que é dela foi feito um para a outra. Cabelos longos fortes lisos brilhantes negros quase caracolados muito vitaminados indomáveis. Abraçada ao livro sentou abriu a página marcada capítulo oito século dezenove Império do B, rua do Ouvidor.

            No começo de um domingo radioso, assim, logo pela manhã, de longe, o sol parecia um trator estranho um trator colheitadeira, um embasbacado patota furdunço serelepe quitute, um algo mais atômico para mecânico ou eletrônico que para os humanos.

            - Oh, meu! Um dia desses vamos e voltamos de Irajuba e Petrolândia e Cabixi...

            - Presente meu pra ti, querida! Te mostrarei Aquidabã e Bom Jesus e São Bento...

E Larissa segurava a coleira do Chanceler, cachorro pachola pachorrento bonachão, durante a avenida Borges de Medeiros época dos floridos jacarandás-cabiúnas estimação muito original e o animal se parava nos olhava aos poucos andando religioso, e sim senhor!... E muita troça brincadeira de xodó estima afeto afeição apreço...

            - Veja só, cara! O sol se levanta sempre com grandes e muitas ideias nesse começo de tempo em 5h e 30min.

- Talude e rampa! Pois o tempo serve, ir e vir, suficiente para a casa das 12h.

Pronto. Somos agora mesmo. Larissa é minha divina uma água da chuva que continua música passarinho no jardim sempre interpretando cachoeira. E somos iguais sempre ao vento ao mar ao céu ao tempo... Sou eu indispensável invisível atemporal.

            Já me arrumei com muitas belezas pelo casamento espiritual. Sem que me pressentissem, sem que me abraçassem, sem que me beijassem, sem que me decifrassem, sem que me dessem nome, sem que existissem de cá de lá do rio Jacuí. Tive namoros, noites maravilhosas e férias inteiras nas praias de Tramandaí. Larissa no céu no mar na cidade Rio Verde de Mato Grosso e Borá e Sítio Novo e Xambrê e Maratá e Avaí e Espera Feliz... E naturalmente meu amor nem terminava porque éramos felizes para sempre.

            - Quem me dera! Quero ir de barco gaiola rede de dormir pelo rio Trombetas...

            - Degas sou eu! Pois estou preparado estou perto estou nessa desde cedo desde os primeiros dias desde que o mundo é mundo e margeio margeamos margem direita margem esquerda Terra Santa e Óbidos e Faro e Oriximiná e São Geraldo do Araguaia e Acará...

            Coisas que nunca me canso de ver e rever. A arte do entretenimento espontâneo e seriemas, joões-de-barro, tucanos-de-papo-branco, murucututus, andorinhões-do-buriti... e o canto assobio gorjeio situado no pomo de adão laringe faringe traqueia com as cordas vocais. Eu já fiz e pessoalmente adição subtração multiplicação divisão: cálculos probabilidades estatística. Sou assim porque tenho muita imaginação e boa vontade.

E quem nasce para Larissa nem precisa de lugar maior mais movimentado mais negociado mais conhecido mais engajado que Pombos, Bezerros, Guaporé, Dom Joaquim, Vila Maria, Ivoti, Pedro Régis, Peri Mirim, Buritis dos Lopes, serra do Lenheiro. O cabelo suave longo preto comprido indo e voltando para trás das orelhas com mecha loura caindo para cá para lá diante do olho os cautelosos verdes glaucos esverdeados.

Larissa que vira lagoa Mirim depois rio Taquari ainda montanha Pedra do Baú e árvore caapuã... Beleza verde realeza água certeza verão grandeza praia do Santinho.

            - Oxalá!... Sempre nos encontramos já outras tantas vezes e fomos outros tantos nos perdendo nos achando de repente no meio do rio e de nós mesmos, uma vez.

            - Quá-quá-quá!... Por muito tempo ando por você aí à vontade perfeitamente procurando lembrando achando. Assim mesmo, na perfeição de 1.000 ghz de cérebro.

            Sei o que sempre encontrei. Quero comparecer de elástico como o infinito eterno como o universo expansivo sem fim. Somente hoje. Eu e principalmente estou nas coisas.

            O sol foi dominando a atenção do dia e, de manifestação, recebido pessoalmente na cidade no campo na serra da Moeda em todo lugar. As sete questões, correspondência comparação classificação continuação seriação inclusão conservação. Decotando plantas jardins, decote degote de todas as árvores fila indiana da rua Amâncio Amaral e mais a avenida da Igreja, para que voltem amadureçam e na primavera com mais flores amarelas com mais sementes pertencidas com frutas suculentas.

            - Uaaau!... Me conte me explique o que é a chuva!

            - Aleluia digo eu! A minha boa-fé é contagiante.

Mais tarde o casal nós dois fomos a uma sorveteria aí na altura da praça poeta Carlos Maximiliano Pimenta de Laet, e beber caldo de cana que fortalece os ossos. Bairro Santa Cecília a rua Tupi com a rua Goitacá. A minha boa-fé é incomensurável.

            Fora do meu pensamento eu encontro e vejo os coroado os catuena os apaniecra-canela os bará-tucano vendendo cestas na rodoviária de Vila Flores... os papa-açaís as emas os pica-paus-de-banda-branca os joões-de-pau e as águas termais de Xangri-Lá. O mundo boquiaberto do sol da lua da serra da Mantiqueira. Vale dizer que a minha certeza e a dela, a sorte ganha a sorte feita, tudo correndo perfeito como se deve e nada que falte.

            - Me diga se posso... Eu sempre projetei me enamorar de São José dos Pinhais e São Domingos do Azeitão e Santana de Parnaíba e Santa Bárbara do Leste e Fonte Boa...

            - Venha a mim e vai por mim! Uma das coisas que mais inventei foi o rio Ivaí. Este curso de água sim eu me aprecio e mais faço deferência pra mim mesmo respeito cortesia obséquio veneração salamaleque reverência...

Então já estava e voltamos a pé fomos a pé e voltamos pelo mesmo passeio - avenida Barão de Tefé com a rua Sacadura Cabral, bairro da Gamboa - plantado cheio de árvores - mucuris, sururucas, capebas-do-campo, curuatingas, pacaris, caetés-açus... -, o vento batendo nas copas um pouco de subida um pouco de descida alguns passarinhos aves emplumados incidentais - curiós, bacuraus-da-telha, jacurutus, quero-queros, corujinhas-do-mato, marrecas-cricris, garças-vaqueiras -, moramos perto um da outra.

Eu e mais meu cachorrinho Avião. Sou 1 D que planeja seres humanos mas trata de bichos perfeitamente. Modéstia à parte, meu cãozinho está me levando a passear pelo parque Marinha do B. E saltamos e brincamos com tamanduás-bandeiras tatus tuiuiús...

            O termômetro apontou no meio-dia meio do dia mas meu relógio nos indicou nos disse que eram oito e trinta e dois. Coniventes, as horas passam os dias os meses... e vão como são os meus os dela os nossos. O sorriso o riso bonito lindo por trás dos olhos verdes camuflados das folhas das sombras dos ramos de andiroba e jacitara e embiú-amarelo... Magnetismo no céu no mar na cidade Abadia dos Dourados e Artur Nogueira e Caculé e Cruz Alta e Nina Rodrigues e Jaguarão e Arealva e Conceição do Mato Dentro...

            - Queira D! O lugar que paramos fica povoado de bandos de aves pantaneiras...

            - Vamos ver! Vem por mim e ande na estrada e suba na árvore mergulhe no rio...

            Quando acontece nesse verão, ou no anterior, ou no próximo, já bem de natural e acomodados em nós mesmos, rua pintor Cícero dos Santos Dias, o sol com a lua com o verão com a praia, notícia atualizada, pegamos a estrada e voamos para Olinda, Recife, Belém de Maria, Caruaru, Maquiné, Constantina, Gaspar, Santa Maria do Suaçuí, São Manoel do Paraná... e surreais, intergalácticos, dormindo no meu ombro nos braços dela.

            A minha boa-fé é esportiva. Eu mesmo já sei o que fiz aqui e por estas bandas. Isto é muito satisfatório. O todo o irreprochável inatacável perfeito impecável vai bem e vai a todo vapor como tem de ir e vir e multiplicar e triplicar.

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