D eu juro em meu nome e escrevo e
confirmo, e digo e peço e repenso, pergunto: quais são os meus milagres mais
favoritos mais em conta? Quem viu ouviu falar dos meus milagres primitivos e
naturais? Todos já espiaram os meus milagres a montanha as árvores o lago a
sombra a Larissa (bolsa a tiracolo no caminho da faculdade de psicologia
esportiva). Uma coisa assim, que é do meu milagre, tem a força de mais de uma
duas três... vinte investidas de igarité nesse e noutro lado do rio. Porque os meus
milagres são os pássaros os rios as restingas a trança longa bonita do cabelo negro
e liso de Larissa.
- Oba, meu! Sempre que nasci e desde
já quero ser uma ave canora, sabe!
- Você tirou a sorte, querida! Tenho
isto comigo em vista visto revisto previsto isso!
O dia oito de outubro do ano de 2045
caiu numa quinta-feira clara aberta ensolarada magnífica esperada Larissa ao meu
lado do começo ao fim. No ar o sol animado ia subindo. As horas o acompanhavam,
seguiam, folgadas, indianas comboio caravana romaria procissão desfile cônjuges.
Místicos no céu no mar na cidade de Piracema e Santa Branca e Chapadão do
Lageado e Scia (ra) e Arauá e a biblioteca Manuel de Oliveira Lima...
Fui acordar logo em êxtase. O povo daqui fala comum em
simples que ‘haja o que houver!’, ‘esteja onde estiver!’, ‘seja qual for!’ Pois
o dia estava presente ali mesmo ciciar de cigarras no meio de nós comigo tudo
pode tudo convence tudo acontece todos existem.
Larissa se disfarçou de nuvem e eu a
encontrei. O bairro Vila Maria Zélia com a rua Adilson Farias Claro em a junção
rua Silvino Passos. As pedras da calçada o asfalto o meio-fio as estrelas os
paralelepípedos dormem sossegam em achegas e recidivo e obtemperar e zurzir e
opróbrio e calango... A tal e qual aprendizagem vicária.
Tenho que o mundo é pouco é perto é amanhã
é Larissa que está vestida para ir à cascata da Usina e Santa Maria da Boca do
Monte hoje Santa Maria e Floresta dos Leões hoje Carpina... Uns olhos verdes
iluminados por dentro, quem vê. Petulantes seios lindos rijos à vista e às
vezes meus sonhos tão certos tão corretos tão direitos os lábios carmins
carmesins em a Carmésia. Muito a peso de ouro. O melhor da beleza é sempre Larissa.
- Hum!... Eu gosto de visitar
Cabrobó e Ipuiúna e Capivari de Baixo e Lábrea...
- É-lhe conferido... Eu gosto e adoro
de fazer Carapicuíba, Ladário, Alagoa Grande, Monção, Guará (ra), cabo de São
Tomé, bosque jardim botânico Rodrigues Alves...
As aves orbitam giram sobrevoam a
área de lazer parquinho da praça Manuel Pina (bairro Alto do Pari/Canindé) e
andorinhões-do-temporal, anus-brancos, macucos, beneditos-de-testa-amarela,
pica-paus-de-topete-vermelho, araçaris-castanhos... Depois vou rever o que
fazer inovar... Os 118 elementos da tabela periódica, e metódico regrado. Nem
há do que me preocupar, tá certo! Sou o planeta das tantas mais luas de
Saturno.
Quando conheci Larissa durei muito
envelheci amadureci e, porém, muito que já a conhecia Larissa. Já de vista. Nossas
idas e vindas pelas margens do rio Coruripe já se tornavam legendas lendárias. A
soalheira o solar, também vitamina d.
Saio saímos pra passear eu mais minha
mestra a cadela Glosa. Já fiz prelúdio cometa planeta estrela quasar e a Via
Láctea. A estimação cutuba me antecipa corre dispara ‘au-au-au!...’ na frente
entra no parque Antônio da Silva Mello. Estou andando na Terra, opilada enlaçada
cheia ilaqueada lotada enredada entupida, e o mundo sou eu ‘uaaau!...’
- Psiu!... Sou dos peixes ovípara e
tenho brânquias guelras, tá ligado?!
- Curatela e curadoria! Sou eu sou o
S e sou D, e ainda preciso devo com previsão precisão criar Vila Boa e Mundo
Novo e Lagoa Bonita do Sul e Joia e Ponte Nova...
Estava aí mesmo eu em vista do sol
da lua do rio da nuvem e assistia tudo de uma distância conveniente. Tive
certeza. Nem só eu mas minha alma gostou dela. Alma minha alma dela que almas
já foram suindara, murixi, joão-bobo, saí-veludo, beija-flor-de-papo-branco, irara,
maracajá-mirim, bacaba-de-azeite, jupiedi, cipó-bravo... Seria como conviver
dentro de um rio uma estrada uma cidade: a alma minha com a dela laçadas pregadas
mata-juntadas entrelaçadas. E eu ela nós os dois o par na dupla já existíamos
pelo ar pelas almas abraçadas seres abraçados mundo afora em dobro em versos em
outras modalidades esportivas em repetecos quantas vezes o mundo já existiu e
ou o tempo deu as voltas.
Contei pro pessoal da turma lá em
casa no céu e me aplaudiram vivaram ‘ulaláaa!...’ Reflexos cambiantes de luz do
sol na água límpida da piscina, o beijo inédito o sorriso inédito a voz inédita
o riso inédito, a descoberta foi surpreendente e oquei.
O sul o sol os beijos Larissa são infinitos
de D de mim do DES. E muitas outras coisas além ao alcance do querer. Já nós
dois juntos eternos somos o que o ser precisa ter.
- Fra-que! Nunca vi ariranha e
saracura-três-potes e codorna-amarela e urutau...
- Homo Sapiens! Nunca deixo de me
admirar e recordar o jenipapeiro, itu, algarobeira, abutua, tatajuba-do-brejo, jundiaí,
braúna-do-sertão, catucaém, pacaí...
Olhei provei amamos degustei amei
lambi mordi cheirei mordisquei por tanto tempo por partes mais que durante
quatro horas. Com calma suavidade inventamos uma viagem de barco até Novo Xingu
e Senhora do Porto e Acorizal e Itatiba do Sul e Augustinópolis...
Senti meu astral sossego sucesso das
minhas próprias asas e capitão-de-saíra, cardeal, papa-capim, pavão-do-mato,
quete, suiriri-cavaleiro, inhambu-chororó, mutum-de-penacho... Quem nasceu
primeiro Larissa ou nós dois parceiros tão animados.
- Meu sucesso! A alegoria do meu
pensamento figurado... As árvores vestidas de embiruçu e marajá-do-igapó e
café-do-mato e pacova-sororoca...
- Eia e sus! Vamos pelo passeio
acompanhando a calçada... O dia está limpo e à noite pousará óvni.
Reorganizaremos as estrelas cadentes...
Neste momento o meu pensamento é
simples: peso mil toneladas penso em mim penso que sou eu mesmo penso que sou o
mundo penso que sou D. E eu já fiz álgebra trigonometria matriz geometria
aritmética. O que eu fiz pelo planeta só eu sei. A minha boa-fé é lógica.
Inefável no céu no mar na cidade Nonoai e Santo Antônio de Jesus e Alvinópolis
e Campo Erê e Cardoso Moreira e São José do Seridó e Campo Maior...
Sei o porquê, e meu cão Polígono
gosta de correr na chuva. O mascote valente lavado escovado perfumado vestido
prefere brincar nas poças de água. O bairro Boa Vista rua da Aurora perto do
museu de arte moderna Aloísio Magalhães - mamam. Sou eu sou D e a mim me
importa: tudo é pequeno. Se soubessem quem sou de que matéria sou, hein?!...
talvez me pedissem autógrafo me rogassem fotos autorretratos me interrogassem
por aterrissagem por decolagem me solicitassem audiência entrevista laive
bodiqueste...
Larissa sabatinando os cabelos e
princípio estética miragem energia. Chegou nem se apresentou foi chegando se
apresentou veio apareceu surgiu do nada de presente causou curiosidade e
preciosa mistificação. Fomos vamos na praça Domício da Gama fazer alongamentos.
Boas-fés franquezas honestidades. Ótima cabeleira apetitosa ditosa. Estou
dentro do meu universo e isto sou eu mesmo, amém!
- Oi!... Como em todas as cidades do
mundo, Belém adora o teatro da Paz.
- Isto é! Em Macedônia isso é levado
muito a sério e naturalmente como os magníficos teatros Álvaro de Carvalho, Guaíra,
Paiol, São Pedro, Renascença...
Nuvens em pensamento, sempre no seu esvoaçar,
andando de leste para oeste, figuras de bichos ou árvores ou caravelas ou
chaleiras ou peças da sala de jantar. Nuvens imaginativas imaginando. E cheias
de ideias por onde passam, carambolar cascabulho irredutível, as nuvens deixam
nuvens rastros de queimadas nuvens brancas forno a lenha aviões a jato barco a
vela bisarronas bujarronas. As ideias-nuvens das nuvens voam das nuvens para os
céus os mares as florestas as folhas em branco dos cadernos escolares.
Meu mascote sou o tutor meu amigão
Xongas e me puxa me leva pela guia me precipita me faz correr... me mostra com
as orelhas com o faro... língua de fora olhos acelerados orelhas antenadas o
gramado o arvoredo caparrosas e paco-pacos e cafés-do-bugre... A área verde
equilibrada plantada cantora interprete. Tem banco tem balanço atado à barra de
ferro tem folia brincando de bola. O dia começara com um banho bem tomado aí
pelos inícios da manhã. E vejo o espaço público as ruas já de banho tomado. A
minha boa-fé é infinita. Levo vou e volto com meu vira-latinhas já muito
contentão ao passeio ocasional. Ele até que se vê bem com as capivaras da lagoa
Sucupira.
Sentado na minha nuvem cadeira de
balanço e tomando meu chimarrão. Sou seu meu próprio pai e papa pois já tive
meu avô minha avó os dois apreciando o desenrolar do dia da tarde começo de
noite o verão aí na área na varanda. Meu avô adorava a implantação da br-470;
minha avó enaltecia o artesanato de uma torta de várias camadas e cobertura.
- Me diga! Ainda visitarei vou
conhecer conhecerei Jari e Jordânia e Aspásia...
- Sim e yes! Eu sei o que foi
inventar e performar Divisa Nova, Barra do Chapéu, Fátima, Lagoa dos Três
Cantos, Coronel Freitas, Cafezal do Sul, Simão Dias, Aceguá...
Deus eu mesmo infinitamente responsável
por tudo pôr do sol por mim por ela por Larissa. E comigo este que vos fala e
habla solta uma cunha e põe outra. Me ocorre dizer que enquanto sou feliz posso
estar edificando meu agosto na natureza. Enquanto vai tudo bem posso estar me
preparando para um novo horizonte. E hoje o céu é esse azul clássico, amanhã
poderá um óvni e pesquisar os curiangos, os canjerês, as lavadeiras, os
sapos-de-chifre, as arapuás, as mamoneiras-miúdas, os timbés, os
gogós-de-guariba, a cosmografia...
O sol só vive uma coisa: o sol a lua
o mar. E do meu jeito o sol faz o que bem quer porque quer. A ideia
profissional entendida e competente do sol irrevogável. Ritmo no céu no mar na
cidade Santo Antônio de Lisboa e Portel e Vitorino Freire e Alto Paraíso...
- Meu rico divino! Agora eu desenho as
frases os poemas os planetas as letras os números na minha pele tatuagem na
minha pele.
- Minha alma terrestre! Neste
instante eu visito a ilha Anchieta curto a praia da Enseada ando em a rua
Augusto Francisco da Cruz na rua Santa Rita localidade de Ervália trilho o
parque Serra do Brigadeiro nado no ribeirão Turvão...
Se acostumar com a pessoa a
divindade o seu jeito dela beijos doces e muitos. Agrados como eu sempre quis.
Tão certos e ótimos que parecem assim ter sido sonhados. Fala baixo pausado calmo
como as plantas cercando o rio que corre entre pedras e ervas.
- Muito bem! Vou visitar os xocó e
xoclengue e xucuru-cariri...
- Que oásis! Tenho uma ilha urbana
Florianópolis Floripa, tenho uma praia urbana Co-pa-ca-ba-na, tenho um rio
urbano Paraíba do Sul, tenho uma praça urbana general Humberto de Sousa
Mello...
Tudo que pertence ao mundo me basta me pertence
Larissa e a ela pertence e a nós dois. Tudo que é meu que é dela foi feito um
para a outra. Cabelos longos fortes lisos brilhantes negros quase caracolados
muito vitaminados indomáveis. Abraçada ao livro sentou abriu a página marcada
capítulo oito século dezenove Império do B, rua do Ouvidor.
No começo de um domingo radioso, assim,
logo pela manhã, de longe, o sol parecia um trator estranho um trator
colheitadeira, um embasbacado patota furdunço serelepe quitute, um algo mais atômico
para mecânico ou eletrônico que para os humanos.
- Oh, meu! Um dia desses vamos e
voltamos de Irajuba e Petrolândia e Cabixi...
- Presente meu pra ti, querida! Te
mostrarei Aquidabã e Bom Jesus e São Bento...
E Larissa segurava a coleira do Chanceler, cachorro
pachola pachorrento bonachão, durante a avenida Borges de Medeiros época dos floridos
jacarandás-cabiúnas estimação muito original e o animal se parava nos olhava
aos poucos andando religioso, e sim senhor!... E muita troça brincadeira de
xodó estima afeto afeição apreço...
- Veja só, cara! O sol se levanta
sempre com grandes e muitas ideias nesse começo de tempo em 5h e 30min.
- Talude e rampa! Pois o tempo serve, ir e vir,
suficiente para a casa das 12h.
Pronto. Somos agora mesmo. Larissa é minha divina uma
água da chuva que continua música passarinho no jardim sempre interpretando
cachoeira. E somos iguais sempre ao vento ao mar ao céu ao tempo... Sou eu
indispensável invisível atemporal.
Já me arrumei com muitas belezas pelo
casamento espiritual. Sem que me pressentissem, sem que me abraçassem, sem que
me beijassem, sem que me decifrassem, sem que me dessem nome, sem que
existissem de cá de lá do rio Jacuí. Tive namoros, noites maravilhosas e férias
inteiras nas praias de Tramandaí. Larissa no céu no mar na cidade Rio Verde de
Mato Grosso e Borá e Sítio Novo e Xambrê e Maratá e Avaí e Espera Feliz... E naturalmente
meu amor nem terminava porque éramos felizes para sempre.
- Quem me dera! Quero ir de barco
gaiola rede de dormir pelo rio Trombetas...
- Degas sou eu! Pois estou preparado
estou perto estou nessa desde cedo desde os primeiros dias desde que o mundo é
mundo e margeio margeamos margem direita margem esquerda Terra Santa e Óbidos e
Faro e Oriximiná e São Geraldo do Araguaia e Acará...
Coisas que nunca me canso de ver e
rever. A arte do entretenimento espontâneo e seriemas, joões-de-barro,
tucanos-de-papo-branco, murucututus, andorinhões-do-buriti... e o canto assobio
gorjeio situado no pomo de adão laringe faringe traqueia com as cordas vocais.
Eu já fiz e pessoalmente adição subtração multiplicação divisão: cálculos
probabilidades estatística. Sou assim porque tenho muita imaginação e boa
vontade.
E quem nasce para Larissa nem precisa de lugar maior
mais movimentado mais negociado mais conhecido mais engajado que Pombos,
Bezerros, Guaporé, Dom Joaquim, Vila Maria, Ivoti, Pedro Régis, Peri Mirim,
Buritis dos Lopes, serra do Lenheiro. O cabelo suave longo preto comprido indo
e voltando para trás das orelhas com mecha loura caindo para cá para lá diante
do olho os cautelosos verdes glaucos esverdeados.
Larissa que vira lagoa Mirim depois rio Taquari ainda
montanha Pedra do Baú e árvore caapuã... Beleza verde realeza água certeza
verão grandeza praia do Santinho.
- Oxalá!... Sempre nos encontramos já
outras tantas vezes e fomos outros tantos nos perdendo nos achando de repente no
meio do rio e de nós mesmos, uma vez.
- Quá-quá-quá!... Por muito tempo
ando por você aí à vontade perfeitamente procurando lembrando achando. Assim
mesmo, na perfeição de 1.000 ghz de cérebro.
Sei o que sempre encontrei. Quero
comparecer de elástico como o infinito eterno como o universo expansivo sem fim.
Somente hoje. Eu e principalmente estou nas coisas.
O sol foi dominando a atenção do dia
e, de manifestação, recebido pessoalmente na cidade no campo na serra da Moeda
em todo lugar. As sete questões, correspondência comparação classificação
continuação seriação inclusão conservação. Decotando plantas jardins, decote
degote de todas as árvores fila indiana da rua Amâncio Amaral e mais a avenida
da Igreja, para que voltem amadureçam e na primavera com mais flores amarelas com
mais sementes pertencidas com frutas suculentas.
- Uaaau!... Me conte me explique o
que é a chuva!
- Aleluia digo eu! A minha boa-fé é
contagiante.
Mais tarde o casal nós dois fomos a uma sorveteria aí
na altura da praça poeta Carlos Maximiliano Pimenta de Laet, e beber caldo de
cana que fortalece os ossos. Bairro Santa Cecília a rua Tupi com a rua Goitacá.
A minha boa-fé é incomensurável.
Fora do meu pensamento eu encontro e
vejo os coroado os catuena os apaniecra-canela os bará-tucano vendendo cestas na
rodoviária de Vila Flores... os papa-açaís as emas os pica-paus-de-banda-branca
os joões-de-pau e as águas termais de Xangri-Lá. O mundo boquiaberto do sol da
lua da serra da Mantiqueira. Vale dizer que a minha certeza e a dela, a sorte
ganha a sorte feita, tudo correndo perfeito como se deve e nada que falte.
- Me diga se posso... Eu sempre
projetei me enamorar de São José dos Pinhais e São Domingos do Azeitão e
Santana de Parnaíba e Santa Bárbara do Leste e Fonte Boa...
- Venha a mim e vai por mim! Uma das
coisas que mais inventei foi o rio Ivaí. Este curso de água sim eu me aprecio e
mais faço deferência pra mim mesmo respeito cortesia obséquio veneração
salamaleque reverência...
Então já estava e voltamos a pé fomos a pé e voltamos pelo
mesmo passeio - avenida Barão de Tefé com a rua Sacadura Cabral, bairro da
Gamboa - plantado cheio de árvores - mucuris, sururucas, capebas-do-campo,
curuatingas, pacaris, caetés-açus... -, o vento batendo nas copas um pouco de
subida um pouco de descida alguns passarinhos aves emplumados incidentais -
curiós, bacuraus-da-telha, jacurutus, quero-queros, corujinhas-do-mato, marrecas-cricris,
garças-vaqueiras -, moramos perto um da outra.
Eu e mais meu cachorrinho Avião. Sou 1 D que planeja
seres humanos mas trata de bichos perfeitamente. Modéstia à parte, meu cãozinho
está me levando a passear pelo parque Marinha do B. E saltamos e brincamos com
tamanduás-bandeiras tatus tuiuiús...
O termômetro apontou no meio-dia meio
do dia mas meu relógio nos indicou nos disse que eram oito e trinta e dois. Coniventes,
as horas passam os dias os meses... e vão como são os meus os dela os nossos. O
sorriso o riso bonito lindo por trás dos olhos verdes camuflados das folhas das
sombras dos ramos de andiroba e jacitara e embiú-amarelo... Magnetismo no céu
no mar na cidade Abadia dos Dourados e Artur Nogueira e Caculé e Cruz Alta e
Nina Rodrigues e Jaguarão e Arealva e Conceição do Mato Dentro...
- Queira D! O lugar que paramos fica
povoado de bandos de aves pantaneiras...
- Vamos ver! Vem por mim e ande na
estrada e suba na árvore mergulhe no rio...
Quando acontece nesse verão, ou no
anterior, ou no próximo, já bem de natural e acomodados em nós mesmos, rua
pintor Cícero dos Santos Dias, o sol com a lua com o verão com a praia, notícia
atualizada, pegamos a estrada e voamos para Olinda, Recife, Belém de Maria,
Caruaru, Maquiné, Constantina, Gaspar, Santa Maria do Suaçuí, São Manoel do
Paraná... e surreais, intergalácticos, dormindo no meu ombro nos braços dela.
A minha boa-fé é esportiva. Eu mesmo
já sei o que fiz aqui e por estas bandas. Isto é muito satisfatório. O todo o
irreprochável inatacável perfeito impecável vai bem e vai a todo vapor como tem
de ir e vir e multiplicar e triplicar.
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