domingo, 28 de junho de 2026

As Gurias

 

                                                            

 

A primeira vez que vi as duas gurias belezas minas estavam na sacada do apartamento o lado vizinho, ardis palpites. E admiravam olhando o céu o céu de nuvens esgarçadas o voo a passagem de curicacas patos-selvagens falcão-relógio andorinhões-do-buriti sabiás-barrancos chiritos tucaninhos-de-nariz-amarelo anus-corocas peiticas... sendo aves cosmopolitas meio que ostensivas prepotentes resolutas decididas ou já songamongas distraídas fingidas...

E a garota mais nova de short de cores floreado e camiseta verde com frase, pouco mais alta de pés descalços unhas pintadas nas mãos e nos pés mais piercings na orelha direita estes fixos pendentes dependentes pendurados. A segunda na linha do tempo falava qualquer coisa cheia de gestos e nem queria saber de muita coisa se sim se nem se talvez e mais adivinhava tudo. A primeira 1 estava pouco ou nada se lixando e ouvia perdida em outros pensamentos direções quadrantes hemisférios píncaros cumes. A segunda perguntava tudo e respondia o necessário o bacanérrimo o fidelíssimo o facílimo. O que ambas ciscavam ciscando as redes sociais, mensagens pendentes de leva e traz - astúcias agilidades engenhos lisuras sisos picardias e promessas mensagens recados manobras... e até mesmo as ousadas renderizações.

Mas era uma tarde de anil como ninguém como nenhum outro momento e sol calmo vista da praça Vera Cruz o pavilhão nacional hasteado estendido ao vento morno bandeira com brasão e listel; nuanças expectantes esperas expectativas. As árvores em fila indiana cobis-da-terra guacos-da-serra angicos-brancos jeriquitins cobis-da-pedra coqueiros-catulés... da avenida Francisco Otaviano de Almeida Rosa recebiam os ventos persistentes e ajeitavam seus cabelos copados imensos de aflorar germinar brotar florescer verdejar.

A cunhantaim menina número 1 do lado de lá, em questão:

- Quê!... Meu pensamento está conforme amaciado idolatrado e a praia da Concha.

A guria mocinha número 2 mais para cá, em questão:

- E eu ainda quero ser estar esta favinha-brava cada vez mais florida verde crescida.

Confabular trocar ideias e atitudes esquemáticas até aleatórias de falar com timbre tons soantes sonantes e normal natural próprio apropriado. E o que dizer se referia ao seguinte:

- Um nadar mandi-chorão de sol original porém modesto semelhante original e fonte.

- Opa!... Colocarei minha voz como um pássaro passarinho da manhã saíra-de-chapéu-preto em a mata adjacente e os tantos jerivás avencões alecrins-de-são-josé...

- Hum!... Até mesmo uma compensação natural mais ou menos compreensível.

- Sim, por isso vou comigo passear e a tarde panorâmica promete sorvete de pitangas.

- Gente! Eu diria de onde vem sempre a chuva e a época do frio minuano de usar touca luvas cachecol galochas guarda-chuva casaco térmico.

- Hã, hã!... Devo me acostumar que nem fosse um jogo interessante e decidido no intervalo nos acréscimos em os bastidores.

Queria lhes dizer adeus mas nem me deram atenção ação emoção e alcance. Segui minha caminhada minha sina meu rio minha calçada debaixo das árvores centenárias e cambarás-de-capoeira, quinas-do-mato, paus-d’alho carás-de-pedra, pixiricas, araçás-do-mato... e até mesmo mangues-vermelhos mangues-brancos mangues-bravos...

O tempo de verão dava para a humanidade inteira descansar sossegar e pana de Ubajara e praça Ana Néri e biblioteca João do Rio e logradouro do bairro Méier a rua Dias da Cruz estádio engenheiro Araripe... Já sobrava a lua. O relevo variado maciços rochosos elevações morros colinas montanhas planícies monte Mochuara reserva biológica de Duas Bocas...

Muito bonitas as irmãs, muito. As lindas duas moças eram vaidosas mas podiam desfilar tranquilamente e logo as 2 pelo buraco da agulha de mãos dadas ao mesmo tempo. Vamos pensar no infinito nos presentes nas dádivas nas oferendas. E se passaram bem observado um rápido voo de mês ou mês e meio. Então, o que foi? À primeira vista pareceu uma ideia fantasia leve breve e desgarrada pelo vento.

Longe ou perto delas, eu ainda as ouvia ouvia beldades me inspirando incutindo:

- Oi!... Só se for por isso – naturalizava a primeira.

- Meu!... Mas é preciso apreciar o céu a terra ao mesmo tempo – externava a segunda.

- Nossa!... Devo me retirar estrategicamente para a aldeia dos famosos caiapó-gorotire.

- Gente de boa!... Eu tenho dito cem vezes, cem vezes repeti e reeditado.

- Uaaaau!... Já se passaram e passam as horas e as pizzas... nem pintaram.

- Quem sabe, né?! Me explico mais ou menos e sigo e parto sem demora em seguida justo para São Benedito ou Cachoeira ou Porto Ferreira...

- Sim e yes!... Eu também viajaria, se fosse o caso.

- Então tá! O dia é repentino. Tudo é repentino. A sorte é repentina.

E há sempre existiram os bons e ótimos modernos pensamentos caso que as duas mais queriam viajar planejavam morar ou pelo menos conhecer. Um passeio de transatlântico luxuoso e pela costa do Maranhão e São Sebastião do Rio Preto e Jaboticatubas e Luiz Antônio... Mas nem somente o mar as atraía como também lugares continentais florestais serra do Mar, montanhosos. Tinham as ilhas a melhor parte de praias brancas ilha dos Lençóis, perdida. O navio saindo do atracadouro cruza a baía sacoleja em alto mar ‘eees-pláaa!...’ Escutar, olha só!, o ruído de ondas no casco o ruído das aves marinhas ‘frau-frau-frau!...’ o sol logo as nuvens poucas altas estratosféricas em formas moldes de bichos.

Decidiram decidem decidiam aproveitar a passagem por capixaba. E conhecer manguezais mangues-pretos caranguejo-uçá catanhão uçaúna... E passaram fim de semana de sol em Presidente Prudente e Narandiba o museu Afonso Cláudio de Freitas Rosa... depois 4 dias em Estrela do Norte a avenida padre Marcelino Pinto Ribeiro Duarte... e daí seguiram pra Álvares Machado e Sandovalina a praça Judith Leão Castello Ribeiro... Na beira de rios atrás de montanhas pousando pra foto em portais casarios da antiga capitania do Espírito Santo.

Porque duas gurias juntas sempre pensam o sucesso dos instintos mais suaves e a praia do Gravatá, deleite satisfação. Bonitos seus cabelos as pontas madeixas caracóis encachados supercílios muito grandes. Ilha linda bonita a praia aconchegante possíveis piratas corsários... butins despojos... prélio preliar luta combate... E as interlocutoras participando do diálogo:

- Oxalá! Soprava uma brisa nos meus olhos vento na cara olhando a ilha de Guajerutiua, Cururupu – repensava a soldadinha 1, alcunha epíteto Redoma.

- Sério?! Tudo isso foi obra e valor e poder de um rápido instante de canto original – destampava a mina 2, apelido nome Piegas.

- Uau!... Eu sempre quis fazer sempre esta mesma pergunta e faço agora.

- Miau!... Durante a noite a noite passada os meus pensamentos seguiram escalando e abrindo estrada fundando cidades até o dia chegar até o sol raiar.

- Bravo bravio! É a sorte do rio e corrente.

- Olá!... Vou deixar um e-mail feito de palavras e árvores e pássaros e lugares.

- Supimpa! Você sabe desconfia que a palavra impontar se dirige digerir se imponta se encaminha para o sul ou o norte?

- Olhe lá, hem! Em troca você saberia destrincharia saber que o vocábulo vinco vincado está associado com sulco sulcado e dobra dobrado?

Importante as duas pré-adolescentes se sentarem ali, que eu reparo ou antevejo. Elas abrangem o ambiente em derredor com os olhares rápidos brilhantes, otimamente. Sentadas juntas num banco de madeira itajuba em o quintal, conversando simplesmente. Uma contente olha a outra satisfeita, e bem bom. Às vezes mão no ombro e sorriso de companhia de companheiras, portanto. Sempre juntas como irmãs gêmeas, confirmadas. E que bom, trocando trocam figurinhas e intimidades e fidalguias e nostalgias e riquezas de detalhes:

- Francamente! É por força bem agradável o que vou te dizer e somando conjunto a1 mais conjunto b1 – destravou a boa menininha dita a número 1, aparando o cabelo caracol.

- Oquei!... A aurora traz a natureza do sabiá-laranjeira desde as tenras horas cedo demais 5h e 15min da manhã quase apontando o horário do sol Atlântico – comentou a linda mina dita a número 2, braços cruzados se abraçando com força de ombro a ombro.

- Co-me-zi-nha! Impressão duradoura madura e que me deixou recordações tatuagens.

- Hem!... Bem que te digo mas foi o que realmente aconteceu e dois pontos significativos, percebe?!

- Ulalá!... A mesma estima! O vento da matina e um pouco mais os meus finos cabelos castanhos a larga avenida Brasil ali em Passo Fundo em o sentido leste – adicionou a deste lado de cá.

- Anacoluto! Porque sinceramente nem comprei nada do que pretendia e isso procurando o dia todo escadas rolantes galerias e elevadores – topou a do outro lado de lá.

- Upa, meu! Sempre encontro os mesmos nos mesmos lugares e comendo os mesmos pastéis de queijo com caldo de cana e pitada de abacaxi – valorizou a 1a, com acinte e provocação e queixo alto.

- Trivial! Joguei sexta-feira no clube Borborema diante de 400 a 500 pessoas e todas me olhando como se nunca tivessem me visto mais desenvolta mais ágil mais empoderada mais explosiva mais opulenta mais famosa – demonstrou a 2a, de começo a fim.

- Oie!... Nem me lembro de ter visto a lua este mês e meio aqui no céu de Niterói.

- Tinindo! Minha sensação o que foi me ficar serena e prazerosa.

- Puxa, né?! Que continua no dia seguinte a remar com os bateleiros do batel pelo rio Jaguari na altura da reserva dos juberi.

- Curul! Cheguei agora do aéreo e espacial pensando no tema começo da conversa.

- Ah-ah-ah!... Leio as palmas das minhas mãos e entendo tudo adivinho o conjunto da obra, e sem modéstia.

- Berilo! Assim como digo e o sonho pouco a pouco foi me passando e um filme de ficção sobre a montanha dos Três Estados, fiu-fiiiuuu!... e altitude de quase três mil metros.

Outra feita eu passava por lá quando reparei que 1 a maior gargalhava ‘kjá-kjá-kjá!...’ largada e descontrolada e rosto iluminado. Era ainda tarde de outro sábado de sol calmo e vento comportado cheiro agreste de campo penacho-de-capim, cobió-do-pará, pindoba-do-sul, guariroba... Elas estavam vestidas de verde-claro de alto a baixo, nem-sei-quê. Riam voltavam a rir um riso triunfal ‘aheheheh!...’ e cheio de graça nem olhando nada em volta e nem me reparando. Enquanto eu passava quieto como um filósofo de mãos atrás das costas... quero-quero no banhado... pensando remoendo e nos pés sandálias franciscanas simples de couro cru o tipo simples pescador. E esse tempo também dava para a humanidade toda degustar de frutinhas da azedinha-da-baía... a via láctea brilhar por séculos e séculos... Muito queridas lindas as duas minas, muito. Garotinhas que qualquer tipo de roupa já lhes caía bem, ótimo.

Uma delas, descritível nova feliz em a simplicidade simplesmente:

- Uaaau!... Soltos soltinhos os meus cabelos madeixas... e os solto negligentemente.

A outra, transferível realeza majestade e singeleza singelamente:

- Que sorte, meu! Meus olhos de quebrantamento deslumbramento... no céu no céu.

Havia ali produtos de beleza e perfumes e flores frescas no jarro transparente meio cheio. Havia ali o guarda-roupas da primeira, duas portas; o da segunda, duas portas.

- Que tal?! Vou descrever umas palavras cruzadas com z na intersecção.

- Hum... eu digo! Certas coisas podem me fascinar e aí eu concordo comigo, é.

- Tão tá!... Por que sim! Quero representar um personagem de mentira e voar por mais aí como sobrevoar as torres as ilhas as grandes árvores batiputás-bravos.

- Ora! Daqui pra frente o rio Pardo vai ser com os peixes pirambebas sardinhas-de-gato jundiás dourados... E vou ser um trem e aportar em Osório em Artur Nogueira em Cosmópolis em Pirapozinho pirapozense ‘sigo o bem e consigo a paz’...

O lugar em que elas estavam o local onde nós estávamos, ilha fluviomarinha Vitória e na época da colônia ilha Santo Antônio e na era dos autóctones originários ilha Guanaani. Os goitacá, procedentes do sul e hoje Vila Velha, Guarapari; os aimoré, vindos do interior e agora Cariacica, Viana, Domingos Martins; os tupiniquim oriundos do norte e contemporaneamente Serra, Fundão, Santa Leopoldina. Que as duas tivessem calma poderiam percorrer a pé de carro em barco a ilha do Frade a ilha dos Pacotes a lagoa de Jabaeté o forte de São Francisco Xavier de Piratininga o carnaval de congo de máscaras de Roda d’Água...

A outra tarde que rodei girei ali, nem vi ninguém, surpreende?! A janela da casa delas estava cerrada e o apartamento posto à venda, tá bom?! Era por fim e referência a rua Guaporé e vista o morro Mestre Álvaro, aquela tarde de sol ideal e vento moderado, certo?! Eu senti saudades das duas irmãs ombro a ombro, tá legal?! Mas quem me consolava me chamava atenção, então?! Estes aqueles os mesmos meus os pensamentos os enleios.

Caminho andei pedestre como mais um dos tantos alienados anônimos títere e inutilmente pensando na atração gravitacional física da eternidade, compreende? O que vem no começo no princípio na origem exórdio o que se diz e desdiz no prefácio. As taras as manias do exótico, tá limpo?! Tinha que ouvi-las conferi-las e de novo mais vezes mil vezes montanhas de milhão de vezes zilhões, depreende?!

Em primeira a de cá e o plano dela, digamos:

- Zás-trás!... As curiosidades do futuro empolgam meu ânimo atual, é.

Havia a segunda na expectativa dela, convenhamos:

- Co-me-di-an-te, lalalilaláaaa!... Com plano objetivo a porém guardando b para qualquer coisa estepe sobressalente.

Seria o caso acaso dos reflexos condicionados condicionantes, diziam elas:

- Veja e note esta. Quase que com os mesmos olhos de ontem de hoje ou uma primata saimiri – contribuiu a número 2ª Piegas, retificando o que ela mesma dissera disse diz e rediz.

- Aleluia!... Geralmente demonstrando os movimentos e que nem são poucos, guardadas as exceções – determinou a número 1ª Redoma, afirmando o que já havia visto misto listo e revisto.

- É justíssimo. Eu passeio com gosto sabor de música na cabeça e dura horas a fio.

- Débito ou crédito?! Capaz que funcione conjuntamente e eu com os pássaros as aves pombas-do-ar, saurás, tovacuçus-corujinhas, tesourinhas-da-mata, coleiros-pretos...

Um dia de grenal, fazia aniversário de sete de setembro, este sol de ouro, e vento nordeste, me dirigi ao deserto ao silêncio ao místico ao descampado. Peguei o monotrilho 15-prata da estação tal São Lucas e desembarquei na estação qual Sapopemba. E já que eu as ouvia conversar papear rir ‘djá-djá-djá!...’ trocar ideias dicas conceitos brincadeiras.

E as duas irmãs inseparáveis lado a lado serenas, guarda-sóis para protegê-las da luz forte, cheiro de flores desterradas sedentas, passarinhos incidentais as tais e quais maitacas-pardas urubuzinhos mineirinhos araçaris-castanhos teque-teques gaturamos... E mais, mas ambas mocinhas beldades aguardando proseando como numa tarde inaugural do paraíso terrestre. Agora eu as entendia, parcialmente. Agora eu as adorava, totalmente.

A mais nova cintura delgada e braços cruzados de ombro a ombro, compenetrada:

- Oi!... Eu e meu gosto de canções juninas e doces de abóbora e sorvetes de açaí, tá!

A mais antiga sobrancelhas largas e a mão segurando o queixo, superconcentrada:

- Meu, e alucina! Olho que as abelhas duram uma quinzena duas quinzenas, quê! Uns que outros marimbondos-caçadores e cabas-caçadeiras... uma primavera, hem?!

Elas duas irmãs nem se afastavam muito da janela do claro da luz da janela aberta, monocotiledônea dicotiledônea. E permanentes o sol a lua bem todos astros redondos feitos na imensidade, imponderáveis. A cidade que começou no morro numa igreja de madeira e ainda morro Pão Doce e convento de NS da Penha o bairro da Prainha - santuário mariano: Virgem Maria, Santa Maria, Nossa Senhora.

- Um, dois, três... A história nem é uma fábula, suponho – contextualizou a 1.

- Su-ces-so! Vogais ã, continuantes efe, mudas bê; as letras latinas – encadernou a 2.

Iam e vinham os dias as noites os aviões comerciais o rio Paranapanema e afastados já passavam tranquilos e quase nulos e felizmente. A praça Joaquim José França Júnior, ao rés do chão nível do solo. Os vegetais as plantas o curuiri, fanerógamos criptógamos. As famosas saíras-negaças os famigerados cardeais-do-banhado os intrépidos teu-téus-da-savana o dissidente falcão-caburé... metabolismos anabolismos catabolismos. A lua modesta, porém presente sincera noturna honesta. O sol estupefato, ele estupefato, desde a manhã bem estupefato. Os primatas os macacos marimondas cuatás, charlatães em turras teimosias teimas. A rua Carmen Dolores (Emília Bandeira de Melo), mirífica maravilhosa magnífica extraordinária admirável perfeita e arborizada cicloviada civilizada calçada perimetral...

As gurias as mesmas e elas riam ‘kjá-kjá-kjá!...’ como rir agradavelmente e se olhando. Comiam bolo de aniversário de chocolate enfeitado de frutas vermelhas verdes amarelas... pratinhos de papel branco e garfinhos de plástico azul descartáveis. Muito ensolarado, muito.

E a sorte dos meus sentidos e as escolhas dos meus olhos das pupilas.

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