quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

Seres Pendentes de Nuvens - (5)

 

                                               

 

            O sol espia a manhã estas espalhada por toda a cidade. Durante o dia a manhã a tarde a noite e o sol faz tudo um pouco um muito e espia observa nasce renasce esperneia se debate se orienta expira dorme entorpece adormece sopita. Ao amanhecer clareado o diário e já se esquecem os defeitos e temores, engrupir iludir embaçar ludibriar. O sol dourado nem mora aí. O astro hedonista estica o braço de leste a oeste, tem o norte a sua frente e depois o sul. A manhã estas é espiada pelo sol por conjunto com tudo e mesmo toda a sociedade. A estrela com cara dourada faz isso muito matinal e cedo (cedo, advérbio: nem deve ser confundido com cedo do verbo ceder - e são palavras homófonas homográficas) aí pelas 5h e 15min. E parece tudo indica que vai dar pé. Porém um fato de todo em todo extremista.

            Justo que o dia aparece e (e: conectivo ligando palavras) amanhece sem as memórias. Pede que verifique se (conjunção subordinativa com circunstância integrante) o céu é sólido. As abelhas nem só vivem bem, mas também prosperam se divertem produzem mel polinizam as flores; têm muito ouro guardado nos seus cofres favos alvéolos favaria hexágonos porque trabalham como animais de carga.

            Todas as cidades espiam o sol e já do seu ponto de vista. Todas as vilas se entrechocam (verbo reflexivo com ideia de reciprocidade) se entreolham se entrecruzam e Bocaiúva, Botumirim, Capelinha, Minas Novas, Carbonita, Veredinha, Turmalina (no município está localizada parte da estação ecológica estadual Acauã, uma unidade de conservação mantida pelo iefmg - fonte: ibge). E à medida que quanto mais (conjunção subordinativa com circunstância de proporção, proporcional) crescem, mais se acham mais desobedecem mais empinam o nariz mais poracá poranga poraquê poracé.

O que nem deixa de existir, compilar empilhar amontoar. E já caminha quem caminha e já observa a paisagem e já está bem e já ouve as sonoras das aves. Nem manda chover porque (conjunção coordenativa explicativa) pode alagar tudo. Tendência propensão inclinação para atreito habituado acostumado.

Quando o sol astro dos astros recomeça tudo começa e aparece. E ele próprio viaja de (preposição com relação de meio) charrete dourada carro com vidros fumê. Quando o deus acorda as cidades acordam, ‘oi!...’ Há planejamento nisso. Nem há improvisação. Ideia de dia a curto médio e longo prazos. Envolve o sol com ele mesmo a teia dos seus raios de calor e envolvendo as horas o dia as estações a primavera.

            O rio corre rápido visto que (conjunção subordinativa com circunstância de causa, causal) desce despenca da montanha. Sendo assim, que todos ficam satisfeitos. As coisas boas as coisas normais as coisas esperadas deixam todos sa-tis-fei-tos.

            D começou dizendo... praia do Caramujo, praia do Ranchinho, rio Itaúnas, Carolina (carolinenses), Estreito, Campos Lindos, Jaguaré, Pinheiros, cachoeira de Santa Bárbara, Pinhalzinho (pinhalenses), Arraias, lago Amanã, cânion Encantado, Aurora do Tocantins (aurorenses)... a fartura sou Eu, a água sou Eu, o mundo sou Eu.

            Inajá sai de manhã a passear com dois motorzinhos à proa, e rebocada. Causa surpresa?! Fita trena de seda azul atando e segurando e armando os cabelos, às vezes como agora. E a menina sai a passeio com os dois xerimbabos, o Totó e a Trempe. Os dois na coleira ajoujados porque são muito ativos e ansiosos e cheios de energia e ligados na tomada 120 e bagunceiros por onde passavam, de repente andavam, de repente já disparavam. Anhangá é ente do mato que protege os animais.

            - Opa! Olhem que dia, gente! E o dia pode ser maravilhoso, enquanto pode - externava a menina e os cães desde a coleira, sinceramente, já aquiesciam aquiescendo.

            E vai ensinando a eles como se comportar, o que nem tem nada a ver pois eles obedecem mas logo logo esquecem divergem se desinteressam. Como uma educadora uma mãezona, apontando coisas da terra do céu das nuvens e quando e se houver. Mesmo porque ela sorri para o presente atual atualidade agora realidade hoje aquele mesmo dia aí. Agradecendo ela igualmente o prêmio do presente, sem imaginar que já tem um passado e terá muito futuro pela frente. Excelente opimo e de grande valor, é.

            - Por que o céu é azul? Por que o céu é de vidro uniforme transparente?

            Ela espera os cachorrinhos parar olhar e responder. Eles param porque ela parou. Eles olham pra ela e querem ir em frente. Aparece um impasse? Seria um dilema um esquema um problema, que questão? E ela mesma responde pra ela mesma e na lata:

            - O céu é azul porque está sublimado, ora, então! Um céu su-bli-nha-do!...

            - E nem acho que deveria ser verde ou caramelo ou bicolor... Pensando bem, por que nem? É uma dúvida que eu tenho, e vocês? Nós temos esta dúvida dúvidas duvida dívida divina, é. Onde já se viu? Que dúzias de dúvidas, meu! Haja sorte!

            Ela usa o tempo fora das aulas disponível para apreciar sorvetes. Comer frutas maduras. Beber sucos batidas doces. Passear virtualmente. Passear presencialmente no zoológico no horto na praça Saipé no parque Cipó-Suma. Fala pouco e diz o que pode o que quer, vai direta reta tranquila ao assunto. Sempre anda de bíci, nada na piscina do clube recreativo Enocarpo, vai deitar antes das 10h e 15... minuuuutos.

            Continuaram o caminho e os cães já agradecendo a liberdade de andar e ou correr, correr tentando, puxando empuxados pela guria. Algumas voltas no quarteirão ou passando um e outro quarteirão do bairro Autofilia uma rua general Cláudio do Amaral Savaget. Cruzaram na entrada de uma garagem que tinha uma casa e umas árvores arvoradas no quintal e catulé, jatobá-do-cerrado, papo-de-peru, cabelo-de-negro, galo-branco, congonha-caixeta. Pararam por que pararam? Pararam porque o casal de mascotes viu um outro cão deitado na porta fechada trancada da garagem. Entre os curiosos e o cão dorminhoco um gradil forte e alto e de ferro trabalhado retorcido e pintado de branco. Pararam ali e ficaram, hipnotizados?, olhando.

            Assim pouco o tempo, já a menina foi falando mais ou menos baixo que era pra nem acordar a fera adormecida. Um baita dum canzarrão e banzo. Um peludo de cor amarela amarelada ou pardo baio com algo parecido. Desses guaipecas prescritos e ordenados para acossar caçar perseguir ir no encalço farejar a presa (por se acaso).

            - E é o guarda da propriedade. Está descansando de nem fazer nada - achou de dizer a menina, mais para dizer alguma coisa que mesmo para alertar os seus criados.

            - Oie!... Vamos pensar no futuro desta estrada deste passeio, né, gente boa?!

            Os afilhados Totó e Trempe ouviram, nem disseram nada, e acho que nem entenderam e ficaram só olhando mesmo. Esperando aguardando uma decisão qualquer da dona. Também podiam latir e seriam traduzidos automaticamente no celular da guria. Podiam mesmo ter respeito pelo grandalhão e um certo receio de ter que sair correndo, caso ele acordasse. Mesmo funambulesco extravagante excêntrico. Vejamos!

            - Quem vê! É um cão de guarda, sim. Trabalha mesmo dia e noite sem hora pra dormir. Tem trabalho e isso é bom. Em a faina que enobrece o cão de guarda.

            - Au-au-au!... E nós vamos aonde, amiga guia e protetora? - perguntou a Trempe, ansiosa já pra sair daí (tradução pelo aplicativo, dentro do esquema, óbvio).

            - Au-au-au!... Oi!... Vamos de uma vez que estou com minha pressa favorita - colocou o Totó, mais grunhindo que latindo.

            - Se é assim que vocês querem e desejam, que posso dizer ou fazer?! - suspirou a modesta acompanhante de animais estimados. - Seguimos prosseguindo prossigamos.

            Desceram por uma rua, chamada na placa em azul escrita em letras pretas, rua Caldeireta-Chinite. Na outra placa mesmo postezinho esquina da rua Sinalefa, e esta ia no sentido do centro da cidade para noroeste. E logo adiante, num terreno baldio com uma ruína de casa paredes caducas paredões pendentes de cair escorados e menos que a metade em pé erodidos pelo sol e a chuva e mais contando com umas poucas árvores podadas mondadas cortadas nos galhos e ramos secos e paineira-do-campo e andaiá e moleque-duro e ganha-saia ou apanha-saia, encontraram duas aves grandes e gargalhonas gargalhentas bicudas. Os passeadores pararam para admirar as peças diferentes que a natureza oferecia. As aves de pernas-longas estavam entretidas com uma coisa, comida?, e bicavam o chão a valer urgentemente sem parar.

            - Oquei! Ela tá comendo vermes ou minhocas, acho - declarou a guria.

            - Será que podemos nos aproximar mais e mais? - latiu perguntando a Trempe.

            - Oito ou oitenta! Eu já vou lá e é agora, dá licença, dona Inajá?! - acoou ladrou o cusquinho Totó, já olhando perguntando autorização para da Inajá.

            - Calma, gente! Esperem mais um pouco que quero pensar... se for o caso.

            Nesse meio tempo de um minuto ou dois, apareceu uma senhora e já foi dizendo dando a letra. Usava uma roupa adequada de praticar esporte esportiva abrigo.

            - Oi! É sim um par casal parelha de curicacas. Eles vêm aqui todos os dias, praticamente. Ela chama Coivara e ele Adê, e fui eu que os apelidei. Eles adoram polenta e bolo de fubá. Chegam de manhã e comem comem e depois vão passear pelo parque. São aves que anunciam chuva e gostam disso. Nem há lugar no B que nem existem moram as curicacas. Eu mesma adoro estas aves escandalosas e de bicão torto.

            Ficaram prestando atenção ora na mulher, que ali apareceu do nada, ora as aves grandonas bicos longos e curvados tipo parábola para baixo e que imitiam um som de estridente de algazarra de grasnar de grulhar taquara rachada atacar os ouvidos.

            - Na verdade a palavra curicaca é onomatopeia do próprio ruído ou canto da ave, tão percebendo? Dá pra perceber que elas falam e gritam por onomatopeia, nem é?! - a mulher continuou falando sobre aquele assunto das aves tipo galinhas, no tamanho.

            - Assim mesmo? E andam em bando e andam em pares, é? - dúvida da guria.

- Olhem!... Eu mesma, por que nem?, as alimento todos os dias ultimamente.

Essas tais curicacas são aves símbolo de diversas cidades aí pelo B. E notadamente podemos citar e recomendar para visitas turísticas, Andaraí e Varzedo e Conceição do Almeida e São Desidério e Riachão e Goiatins e São Felipe (esta cidade tem na sua agricultura uma grande produção de amendoim, limão, laranja, tangerina, lima. Na pesca artesanal é o pescado de peixes de água doce, cascudos traíras piabas ou lambaris. Na pecuária conta com criadores de bovinos e muares. No setor dos minerais é produtor de areia e argila - fontes: fgv e ibge e ufba e ufrb). Tanta gente sabe disso.

            - A senhora dona é daqui do pedaço da área das imediações... - falava a menina.

            - Sou sim, sou mesmo. Moro ali, ó!... - e apontou um prédio mais pra lá - Passo e repasso aqui todos os dias, antes e depois de dar aula ali adiante no colégio Tupinambá.

            - Uaaaaau!... É mesmo, é?! Puxa, que legal e acompanhando. Valeu!

            - Então. Conhece e já ouviu dizer da Escola Municipal de Ensino Fundamental Tupinambá? Sou a professora Jururá Andaimar Endurada, dou aulas de biologia bióloga e gosto muito de pessoas e animais, pássaros. Passarinho muito por estes pagos. Vocês moram no quarteirão? Gostou das curicacas? São aves muito engraçadas, nem?! São aves que casam cedo e ficam junto o par até a morte ou mesmo nem se casam mais se um parceiro desaparecer, é. Onde uma vez fizeram o ninho, voltam ali sempre. Usam o ninho pra criar os filhotes, nem sempre pra morar e residir e pernoitar.

            - Sim, sim! Se o meu nome é Inajá... olha, nem sabia o nome delas. São mesmo curicacas... Eu mesmo por sinal gosto muito de papagaios-verdadeiros papagaios-campeiros papagaios-da-serra papagaios-do-mangue. Bichos alados falantes.

            - Ou seja. Na verdade o nome delas a espécie vem das pessoas acharem que elas interpretam assim o ruído, entende? Parecem falar cu-ri-caaaa-ca!...

            - Acho muito estranho e engraçado o que elas dizem. Se é que concluem algo.

            - Devem dizer coisas... lá com elas... na língua das curicacas. São também nomeadas curucaca e carucaca. É uma discussão para se chegar a uma ideia só.

            - Engraçado. Eu gostaria de saber pintá-las, tá certo, dona?! Gosto de pintar mas nem sei direito. Tô aprendendo e tomando lição. Gosto de colorir e desenhar.

            - Enfim! Você mora aqui na região, é? Estuda aqui perto? Nunca te vi antes.

            - Eu sou do bairro Autofilia. Temos uma escola pequena no condomínio e só frequentam têm meninas e meninos miúdos, tá?! Parece que vão fazer uma maior e...

            - Desenhar e pintar são duas coisas muito legais. Sou muito fã. Eu igual também e às vezes pinto meus desenhos os animais plantas paisagens. Também tô aprendendo por correspondência e pela internet, virtualmente. Minha meta é um dia chegar lá em um bom nível e ser muito boa no desenho. É difícil e ao mesmo tempo desafiador, né?!

            - Vale, vale mesmo! Este dia chegará e em breve, dona profe, hum!...

            - Oquei! Neste dia breve eu serei muito mas muito feliz e realizada, uaaaaau!...

            De repente foram interrompidas por um abalo sísmico, um tremor de terras mais ou menos, um trovão anunciando chuva e vento. A região toda já parecia transtornada. E criando forjando fabricando inventando um furacão tropical, e dos brabos dos bons.

            - Vamos simbora e correr que vai chover e logo, gente! - declarou a professora.

            - Credo! Espero chegar lá em casa sem me molhar, é - torceu a menina.

            Saíram pela mesma calçada da rua e desceram rumo de casa. Estavam indo na mesma direção, por acaso. E apressadas com os cães e sentindo já a chuva nos calcanhares apupando vaiando zombando. O céu o alto nublado pesado nuvens grossas firmamento entroviscado turvo e corrupto corromper corrupções corruptelas. Nuvens aparecidas de longe, mães, asas, harpias e garras agarrar garrear em bando agrupadas ímpias umas sobre as outras. Nimbos derrocados desmoronados nuvens espessas e cinzentas nuvens de chuva. Nuvens pesadas chibatas de fogo tremores de terras.

            - Hem!... Chuva é com ch ou x, dona profe? - a menina ficou nessa dúvida, antes da chuva. - Suponho que seja com x, é melhor. Eu prefiro palavras com x que com ch.

            - Simboralá!... Parece ser mesmo cê agá, é. Com xis é enxuta enxugar e também por que nem enxurrada enxurdar enxurreiro... É o contrário e diferente de chover com ch, confere - explicou com gestos, e sempre andando que atrás podia chegar chegando a chuva de chover, esta uma professora Jururá. - E com borogodó afeto e carinho, né?!

            - Agora, gente!... Que o x é da questão, xiiiiis!... lá isso é, hein?! Temos quê! - desabafou a Inajá, docilzinha ou mirim ou no máxima pré-adolescente com seus acompanhantes mascotes de pelo liso e bem tratados isentos de vermes e carrapatos.

            - Sim! Com a resalva que o x é legal e muito me afeiçoo, igualzinha a você.

            - Salve e salve! Que o que chove vem com chuva e chuva com ch!

            - Outra coisa de mais a mais! Se tem dificuldade tem conteúdo, tá?!

            - Que massa, meu! Dou e ponho o selo de ‘ve-ri-fi-ca-do!’ Original, também!

            E a chuva molhada ensopada vinha vindo com o tempo complicado complicando, a chuva chegou e já caindo em cima. E era tão bom correr da chuva com ótimo se molhar andar na chuva pisar na calçada molhada com poças-d’água bomba-d’água tromba-d’água tudo alagando outro sistema outro fenômeno chuva na cara gotas-d’água na testa árvores gotejando e uma alegria de quem vem de fora chega da rua pra dentro de casa chega molhado(a) e intempestivo borraceiro chuvisco borriceiro.

            - Nossa! Chove lá fora e com vontade, meu! - menina entrando em casa e se abanando toda igualmente os afilhados se sacudindo arrepiados, ‘ta-tra-tra-traaaa!...’

            Chuva a chuva tem com dois estilos. Pode que seja legal de festa e boa e rega e purifica e dá de beber a quem tem sede; outra chuva chuvarada pode ser de rapto assalto roubo corrupção fraude suruba nepotismo extorsão apropriação. Dependendo de qual e quanto e como e onde. Gente já viu aí alertou chuva mesmo com exprobração e crítica.

            Nuvens atochadas de carros do ano. Muito cheias atulhadas de veículos automotores esportivos de passeio. Nuvens depositárias de opíparos opulentos magníficos esplendorosos suntuosos esplêndidos e magníficos. Nuvens engajadas.

            Depois de uns dias sem chover, enfim e ao cabo, começou uma queda livre pluviométrica pluvial pluviosidade e que durou praticamente até de noite ou madrugada. E a cidade se lavou se derramou, assim perdida no meio de luzes confusas dos postes de luz dos automóveis nas ruas. A avenida Aurélio de Lira Tavares foi interditada (para se dar um ex) tanto para automóveis (automóvel, palavra híbrida com elementos de diversas línguas: auto do grego mais móvel do latim) como pedestres viandantes transeuntes, e por vários dias. E depois por duas semanas.

D atendeu a súplica de suas nuvens. Tudo estava sossegado calmo o sol o céu o destino e de repente... tudo mudou a rua João Francisco Lisboa as torres de energia os carros os pássaros. Cidade como o ninhal das pessoas em suas casas carapaças esconderijos capas. Foi uma chuvarada correntes termais quase borrasca chuva providencial, que muito tempo uns meses escasseava rareava e se fazia tímida ou indiferente. Raios em descargas traiçoeiras proditórias desleais aleivosas vingativas. Trovões trons ribombos aflitivos excruciantes lancinantes. Chuva que D mandava e que nem se pode prescindir pôr de lado dispensar. E incorrer incorrido incurso.

É mesmo. O chão muito tal e qual. A terra ficou restou corroída revoltada agitada perfurada perguntando atrapalhada pisada mimada detonada desmoralizada. Do sul ou do leste soprou uníssono o mar. O mesmo oceano e em vagas revoltas ondas ruidosas estrepitosas misturadas já arrebentando espraiando acachoando desencadeando ressacas investindo atormentando escorjando subjugando dominando. Desafiando tudo.

D depositário de acometimentos acometidas tentativas empreendimentos. D depositário de atrativos e rio Farinha, rio Cotaxé, praia de Taquaras, Taguatinga, Luís Eduardo Magalhães, Modelo, Saudades, cachoeira da Pedra Caída. D muita honra gratidão responsabilidade já depositário de congérie série monte montão coleção.

A sorte o dia o tempo o acaso criava raízes mais ainda a onça-pintada apareceu. Sentada no asfalto da br-101 sentido de quem ia para São Pedro dos Crentes fronteira com Lavandeira ou altura da ponte sobre o rio  Luís Alves, mais ou menos. No meio da pista pelas 11h e 08min. Um sol que era uma lua, e uma lua pra cada um. Uma terça-feira véspera de feriado dia nacional do pão de queijo ou também conhecido como 16 de março. Alguns carros pararam e tiraram foto ainda telefonaram aos amigos. Alguém motorista viajando com família, morador de Darcinópolis (um senhor de meia idade forte produtor/proprietário/comerciante especialista em laranjas produtos cítricos) se deslocando para Barra do Ouro, chamou alertou as autoridades autorizadas competentes oficiais. Veio chegou chegando os rodoviários o corpo de bombeiros as ongs defensoras dos animais nativos e demais iutúbis os curiosos incidentais. A felina fêmea tomou um tiro levou no dorso e disparado a média distância. Um tiro certeiro único de remédio de antídoto de soro substância relaxante tranquilizante e ‘gre-reeee-gréeeee!...’ desmaiou.

O que vai ser. O que devo esperar se nem sei o que vai ser? Eu prefiro rever como um cavalo: viseira nos olhos e olhar sempre para a frente. Nem me pertence! Nem vem ao caso! E repito: nem me pertence! E afirmo: porque sim!

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            Às nove horas da manhã, dia novo em folha e recém-saído do banho, uma terça-feira 18 e plena cerimonial comum comprometida natural... e a estação em final de primavera, apertando já a ansiedade pelo verão, perto o verão total e irrestrito... A temperatura já boa mesmo para a região sul, que o dia parecia amanhecer num domingo. Tanta coisa e notícia e dia que usava fazia ouvia recuava avançava. Acontecimentos aguardando a hora e a vez e visitas hóspedes convidados colaboradores parentes. A aurora antecede o dia, a aurora antecedendo ao dia. Com forte primazia.

            O sol sabe o que faz. Pouco fala pouco diz o que pode o que quer. Vem e vai direto reto tranquilo ao que deve dever. Tudo indica que indica que vai dar pé!

            D está este agora hoje mesmo neste exato instante olhando a tábua da lei observando lá de cima e para todos os lados e assistindo de camarote revendo os alfarrábios pensando o caminho a verdade a vida e mesmo ordenando o progresso das coisas, fisicamente abatido valetudinário esgotado um e outro recesso esconso retiro recanto. Porém a situação nem mudou devido ao temperamento inquieto nervoso impulsivo implacável, obstruído opilado bloqueado entupido. O verbo, ‘Ah, rãaaa!...’ as palavras no contexto textual: compilar, copilar; copiar; plantar; pilhar.

            A estrela Estela foi no rio Azuis e o riacho a engoliu. A Estela estrela chegou em o céu e disse que o trabalhador a havia capturado. A lua ouviu isso e contestou a opinião da estrela dizendo como foi sequestrada se você está aqui, hem?! No que a Estela estrelinha brilhante respondeu que eu peguei um passeio de cometa e fugi a tempos, é.

            Um cão vê as coisas com cheiro, uma pessoa vê as coisas com as mãos, um gato vê as coisas com orelhas altas, outra pessoa vê as coisas com o olho maior que a barriga, um porquinho vê as coisas com comida, ainda a pessoa vê as coisas com um prisma.

            Para Inajá como se fosse um feriado. E ela, então e assim e nada, nada mais o que pensar que seguir em frente. Seguir o curso da corrente que nos leva. O mesmo que vai lá fora, aqui fora. Tudo mesmo simplesmente sem que ou que seja de sobreaviso. Viajar durante (durante: preposição com relação de tempo) as férias de verão no fim do ano. Uma coisa é dizer e outra escrever ou desenhar ou coreografar ou representar.

            O sol subindo subia e ainda mais ou menos querendo imputar atribuir algo algo mais ou menos a este aquele a alguém. E bem que resplandecia. Tudo parecia funcionar igual às boas e novas e certas e comuns atrações do dia de todos os dias. O comprometido astro o vento a temperatura o clima, ué!... tudo que faz parte, as árvores as casas a rua o semáforo a sinaleira na esquina a ciclovia as ruas cheias de autos.

            Lá vai ela a Inajá e seus dois casal de mascotes, estes dentes à mostra e contentes iguais a cachorros balançando a cauda, em rumo e sentido que ao nariz só importava. Para onde é que iam e que somente ela sabia pretendia? Devemos aceitar sem restrições o que a mocinha nos oferece oferecia já oferecendo. Grupo atento zeloso ativo... ação!

            - Bom dia, gente boa! Bom dia, rua Manuel Bandeira! Bom de dia, esta planta a tucum-mirim e esta gravatá-das-rãs e esta folha-dourada-da-praia. Bonde de dia, né?!

            Os beija-flores-brilho-de-fogo nem só vivem nem só vivem, mas também prosperam se divertem consomem néctar polinizam as flores. E eles e elas quanto mais proliferam quanto mais proliferam, mais se acham. Se encontram e se exibem nas flores.

            Já o condomínio Curruiruçu nem era dos mais sensacionais, porém tinha comportava um parque logo em frente e bem sortido de (de: preposição, ou palavra vazia de sentido) atrações ao ar livre. E era pra lá que ia e sempre iam os nossos artistas de renome local. Uma menina dos, olhe lá e olhe lá!, dos seus dois dígitos uns 11 aninhos com e acompanhada do casal de crias serelepes sempre dinâmicos dispostos atentos. Um conjunto completo ou integral e capacidade sagacidade sagaz destreza boas ideias e ideais curiosidade à flor da pele e do pelo mais uma grande boa vontade de querer. Olha que coisa! São coisas diversas, meus patrícios contemporâneos!

            - Olá! Nem me lembrei de que é feriadão! - falou para os que a acompanhavam.

            As horas boas iniciais matinais querendo prometer, e já prometendo, um belo dia recompensador várias recompensas. E o sol general generalíssimo empreendedor comandante imperador amigo dos madrugadores(as). E colorindo o dia com eventos coisas personagens viventes. O sol é rico, nem precisa trabalhar tanto por nada.

            - Bom dia, autos e condutores! Bom dia, este o periquito-de-encontro-amarelo e esta jandaia-de-testa-vermelha e este cisqueiro-do-rio e este joão-grilo. Assim, é fácil perdoar automóveis. Assim é tranquilo olhar ao redor. Assim é uma hora legal.

            Todo rio Sobrado tem um caminho um trajeto e isso desde a infância lá no mato lá longe descendo o primeiro monte. E lembramos os rios que vêm correntes em nossa direção, o rio Caí (manso caparoeiro domado) o rio Andirá (trepidante vacilante titubeante) o rio Retiro (ternura formosura saudade afeto estima ambição afeição) o rio Doce (ardiloso velhaco treso) rio Grande (piscoso e povoado de bagres muçuns tambiús piaus-da-lagoa jacarés-de-papo-amarelo) o rio Santo Antônio (que nasce um curso d’água em Piatã na Chapada Diamantina). Todos os santos dias correm os rios perenes. Todo rio tem seu percurso determinado no destino nas linhas da mão nas penas da asa na sombra do olhar no nervoso das folhas verdes. E o rio nasce cresce adolescente cai e corre contorna moço alaga conduz e concede envelhecido volta está de retorno pro mar. Os rios que puxam tudo; e arteiros confiados cofiam os bigodes em pontas.

            - Bom dia, dona casa! Bom dia, dom prédio! Bom dia, seu colégio! Como te vai, viçoso capim-santo! Bom dia, ave canora choca-barrado! Gosto que vivam alegres!

            E os cãezinhos de Inajá, ou que estavam historicamente destinados pelo destino, tinham muita pressa e euforia. Queriam ir e queriam andar e correr e ir em frente. Sabiam aonde? Mais ou menos, de menos a mais. Todavia ainda assim, com afinidade por causa da dona ou guia ou condutora. Estes afilhados andavam as quatro patinhas e a todo momento instante, olha só que detalhe imprescindível e comovente e fofo!, olhavam pra ela a Inajá. Dois três metros e olhavam pra ela. Como se quisessem conferir a própria presença em pessoa a constância da chefa da dona da alimentadora da tratadora. E olha... que olhavam contentes sem dúvidas. Um olho no caminho caminhar e outro na dona na mãe na protetora incondicional. Latindo um isto, ‘au-au-au!...’

            - Su-ces-so, gente! Tenho sorte de que minha sorte me sorteia! - e Inajá falava pra quem quisesse ouvir e ou trocar uma ideia um lero ou ainda compartilhar uma foto.

E cruzando a rua do Tecelão para a calçada da rua Marquês de Maricá. Olhos ansiosos de novas ruas casario eclético. Contente com, de, em, por. Renrém discussão incessante do tráfego. Dois três passos e os cãezinhos olhavam a menina. Mas como sabê-lo se ninguém fala ninguém responde ninguém range ninguém late uiva resmunga regurgita... Qual é a dúvida destes transeuntes, destes automóveis vermelho azul amarelo, hem?!, pelo menos. Vavavá algazarra gritaria. A trinca parou na calçada diante da zebra e a móvel movediça rua Uiriri. Com a menina parada os três como se a rua andando ficasse o mundo ora passando ora parado esperando aguardando o trânsito da rua e os três posicionados contando os minutos o sinal verde. Até então nada de errado.

            - Oie!... Cuidado com atravessar as ruas, meus bebês! - advertia a guria (sendo esta palavra “bebês” tinha ouvido em algum lugar, nem lembrava bem onde, talvez em casa mesmo ou entre as amigas as profes de escola primária).

            - Au-au-au!... Pode deixar, minimãe titia-mirim... - completavam os bichinhos e já muito contentes, já de fala traduzida ao pé da letra (embora no original sincopada síncope vocábulos podados cortados truncados engasgados).

            Atravessaram a rua Jacarezinho, vindos da rua Tapajós, e entraram no parque Barigui de tantas capivaras cutias teiús figueiras-de-folha-branca sebinhos-de-olho-de-ouro (o hífen a hifenização é considerada de outro planeta Netuno - composição atmosférica com hidrogênio hélio metano etano deuterídio de hidrogênio; argumento do periastro em 265, 654 852º; longitude do nó ascendente em 241, 765 299º; número de satélites em 14: fonte, isbn - e pelos especialistas um intruso de origem espúria bastarda suposta e mais um rufião proxeneta cáften gigolô como se pode ver ainda mais pelos ex acima e a seguir e via-sacra, cebolas-cecém, olho-santo, bel-prazer, far-se-lhe-á, estrada Porto Alegre-Osório, feijão-verde, bênção-de-deus) e pessoas relaxadas sentadas de pernas abertas sobre a grama verde verdinha. Trilhas e passeios amadores conduzindo para todos os cantos. Peregrina beleza. Parecida lindeza. Pacífica suavidade.

            - Alto ali e alto aqui! O amanhecer o anoitecer parece me deixarem sossegada! - menina que diz e desdiz e perdiz giz diretriz concriz bissetriz imperatriz rediz matriz.

Chegaram perto de uma grande enorme araucária. O gramado verde ficava à disposição e o dia também convidativo. A árvore balançava seus galhos ao vento, e o vento passava aí em todo o lugar em toda a área o espaço aéreo. Os galhos e grimpas espinhentas se agitavam com as crinas cabelos do vento e mas moderadamente. E alguns pássaros cantores ali pousados e arapaçus-do-cerrado ferreirinhos-relógios irrés risadinhas caçulas cara-sujas, e de passagem voando sempre articulando retorquindo objetando contrapondo e mas sempre com justiça harmonia graça respeito. Pousavam aterrissavam voavam bem marcados nas 11 horas nas 11h. Na acepção da palavra consignar em sentido literal registrar por escrito. Sem dissonâncias de pormenor.

            - Ora essa e francamente! Dizem que é um pinheiro-do-paraná, mas nem tem nada escrito na Bíblia - a guria falando da árvore colossal e de sombra gigante. - Aspiro o aroma da planta, aspiro ao estrelato. Eu nem fui ela foi e ele já vai.

            A menina Inajá olhando pra árvore em volta pelo céu em geral. A mão em pala sobre os olhos por causa somente da luz iridescente forte do sol. Fazendo sombra aos olhos para que estes chegassem sem afetação até o alto na copa do pinheiro. E o conjunto da obra era o vento caprichoso desvairado o descampado do lugar o sol de chapa quente a árvore quão tão fenomenal. Tudo pronto como um cartão-postal carta cartilha cartolina. Foi então que a hora e o clima se enamoraram, pois então os dois se enamoraram. Simpatia a, para com, por. Empatia camaradagem amizade adoração.

            - Digo o que digo, oi!... Vamos sair daqui pra lá, meus cães! - falava a menina pra ela mesma pros xerimbabos para o dia para o parque horto em geral.

            - Deveras!... Pra lá fica o oeste e Epitaciolândia, Capixaba, Brasileia - indicava ela apontando sacudindo o nariz empinado pequeno indicativo autoritário esnobe.

            O parque tinha pretensões de ser e ter. Um lago a partir de um riacho represado. Descampado campestre (clareira de poucas raras árvores e possibilidades de caminhada andar na grama sentar fazer um lanche) e inclui mata ciliar ripária (ribeirinha, ripícola) mata de galeria paludosa, etc. Plantas reintroduzidas ou nem, arvoredo tipo local endêmico espécies exemplares, assim como: claraíbas, ipês-roxos, braúnas, emburanas, muricis-do-cerrado, palmitos-juçaras, barbatimões, guapuruvus, sibipirunas, ipês-amarelos - que estes nem podem faltar em nenhum lugar deste país e por várias razões conhecidas e ou deixadas de lado, que você aceite ou nem. Sendo também o ar os ramos entre os galhos e folhas e flores ou no chão gramado na água, sempre se acostumou ver circular as aves os pássaros incidentais próprios do ambiente da zona identificados pelos ornitólogos ornitologia como os jaós as marias-faceiras curicacas-reais ou coró-corós ou tapicurus ou caraúnas ou trombeteiros os catataus as seriemas (em tupi, “crista erguida”) e os indefectíveis polêmicos presentes quero-queros - aves caradriiformes de plumagem cinzenta com uma faixa negra da testa ao peito, ventre branco, topete nucal, esporão vermelho no encontro das asas, íris e pernas avermelhadas, voz forte (segundo se lê e recomendamos em o ibge ou unespar ou uenp ou uepg ou ah - este o amansa burro ou hechor ou burro-choro). Quando faz sol é parte do paraíso. Quando faz chuva e chove mesmo, parece um lugar exótico além do horizonte e entre a floresta e o pantanal e o pampa e uma ilha totalmente abandonada. Já tu sabes! Assim te conto!

            - Tão bom, tão bom! Eu esqueci de trazer a pandorga, gente! - insistia a menina com a pandorga papagaio de papel e soltá-lo ao vento no ar de outubro pra novembro.

            Às vezes elazinha pensava em correr e afoita. Os cachorros corriam pelo gramado por qualquer coisa, por dá aqui aquela palha, por veja lá que coisa... e voltavam aos pés da dona. Corriam buscavam pelo prazer de ser e ter a bola de borracha o graveto entre os dentes. Era tudo ver falar ou gritar correr latir rir e escolher assuntos para debater. E assim ela se misturava aos cães ou ficava de fora só observando. Olha só (só: palavra expletiva, que serve para completar) o que aconteceu! Pois bem, nem sempre conseguia. Pois sim, era verão e tudo em forma preparados(as).

            - Atenção!... É um, é 2, é três e... jáaaaa!... - determinava a Inajá, lançando o quanto podia longe a bolinha amarela de jogar tênis devidamente prevenida adrede trazida de casa tirada do bolso da bermuda do interior da mochila.

            - Au-au-au!... A menina custou a apinchar, né, kjá-kjá-kjá!...

            Outras vezes corriam todos e corriam mesmo morrinho abaixo que todo santo ajuda. Tomada de espanto, tomados de espanto espantados de tudo de nada de qualquer movimento. As capivaras os seres humanos fazendo corrida nas trilhas ou simplesmente perfilando se exercitando se coçando. Academias ao ar livre pintadas de amarelo azul vermelho, feitas de ferro plástico madeira. Aqui e ali ainda uma cutia, das de noite e das de dia diuturnas ou noctívagas, e inhambucuás udus-de-coroa-azul joões-pintos codornas-amarelas tachãs sabiás-laranjeiras chocas-de-asa-vermelha corucões cauré. Muitos nem se dignavam olhar ou responder ou se esquivar ou pular fora e voar.

            - Que é?! Aviem-se para outras terras e rincões! - a menina espantava estimulava os circunstantes circunjacentes circunvizinhos pássaros. - Oi!... Vão curtir outras áreas do parque, gente! Sobrevoem, sim, asas abertas em as ondas do vento!...

            Pai e filho batiam bola ali no campinho e perto do lago. O voo as asas as aves iam e vinham, flanar. Asas soltas flutuantes ambulantes. Passavam o tempo. Umas no gramado bicando o pasto, poviléu ralé. Outras nas árvores galhos dos puruís-grandes-da-mata, bicando as penas plumas. Conversas comentários delas entre elas e delas estripulias com o vento. Elas aspiram a altos voos e altas viagens e altos veraneios. Nuvens em forma plataforma trampolim chapadão e nuvens igual escadaria túnel avião.

            - Segura aí!... Vai nessa, meu!... Segue adiante!... - brincava a guria com os cães.

            - Au-au-au!... Parece o sol, nem parece?! É o sol! - os cães em uníssono, e em linguagem coloquial informal falada latida ansiada resfolego resfolegando, ‘ofe! ofe!...’

            E os três tipinhos já despertados de alegria jogando juntos como irmãos no recreio. Novamente atirava um graveto e os dois cachorros (ligados na guia, atrelados em parelha) iam lá buscar seja onde for longe mais longe entre as árvores perto do lago dentro da água no meio das baronesas ou aguapés. Que já sabiam nadar, nem se sabe como e ninguém os ensinara. E saíam se sacudindo e um ou outra com o troféu na boca já entregar para a patroa dona e proprietária. Que era óbvio, a menina se achava e se ria e se importava muito. Seus afilhados eram mágicos e seus cachorros eram dela mesma e que ela cuidava. Rivais competiam êmulos invejosos um com a outra, Totó e Trempe. Praticamente um destino cotidiano quotidiano diário e aceito manifesto natural. Um olhar que abarca amplo panorama semisselvagem semiurbano.

            - Saltem, seus moleques!... Quem voltar com o prêmio ganha um regalo da tia!...

            Tamanho entusiasmo dos mascotes, o casal o par, que já enchiam eles de carinho e interesse os outros humanos que andavam aí e nem tinham xerimbabos. Pensavam em adotar? Todos queriam adotar mas havia outros prós e contras postos na mesa de discussão de negociação. Assim, corriam e eram admirados por seres humanos e olhados com reserva pelos outros cães mascotes e mesmo pelos habitantes selvagens locais. As cobras e lagartos pouco se criavam nesse ambiente. Mas daí as capivaras os ratões-do-banhado os preás as pacas as antas... estes roedores e outras espécies meio que do alto das árvores as preguiças-de-três-dedos ou brádipos os caxinguelês os saguis-caratingas os macacos-pregos viam com olhos grandes e até sumindo na camuflagem com incômodo aos cães domésticos bichos impertinentes prestimosos bagunceiros invasores desenvoltos intrusos que vinham tomavam conta e se iam como se nada como se os autóctones nem merecessem respeito. As aves, principalmente as do chão como exemplo pinto-d’água-carijó juriti-vermelha codorna-carapé aracuã-do-pantanal maxalalagá bico-chato-de-orelha-preta araçari-castanho, tinham muito terror destes mascotes corredores perseguidores de acessórios bolas gravetos ossos plásticos. Porque assim escrito e na teoria os cachorros são carnívoros predadores e vai saber se estão só brincando quais as intenções ou mais que isso, né?! Há razões para tal e qual!

            - E é mesmo um planeta Terra muito dividido em tipos e espécies e raças - concluía e chegava a esta conclusão a menina Inajá. - Repertório parâmetros de D!

            Quede o céu que nem tem interesse? Que nem tem sentido. Que nem tem forma nem tem fim nem começo nem meio. Que nem apoia as estrelas a lua o sol. O salto no infinito custa caro custa quanto tem desconto sai por menos que se imagina?

            - Hum! Vi dizer... ouvi visto aí... que os bichos... as aves os passarinhos casam cedo. Casam se enamoram na primavera e nidificam procriam no verão. Aproveitam o verão para se dedicar aos filhotes. Aproveitam o calor para estreitar os laços de família.

            Nem se pode explicar por que Saturno, um planeta e doutor chefe capitão do espaço que lhe compete lhe pertence lhe capricharam, se enamorou da lua que é uma satélite funcionária retrógrada modesta de modestos salários e regional. Já te digo!

- As pessoas de várias idades e alturas... agora se nota isso, têm outras coisas que fazer na vida. Meu pai trabalha minha mãe é bancária e eu e meu irmão vamos à escola.

Os humanoides nem são que nem. Minha avó e meu avô por parte de mãe, eles têm alguns peixinhos de aquário, talvez uns seis ou sete se nem me engano, um é vermelho completo, dois listados de branco e preto, um tem asas enormes parecendo bandeiras desfraldadas, outro tem a boca dura e pontiaguda que nem se fecha nunca...

- Nem falei?! Meu pai trabalha de oferecer bônus cupons carnes títulos ações e minha mãe é bancária e eu mais meu irmão vamos à escola. Dia do lado do outro dia.

À diferença do peixe, a ave pode ter os pés no chão e palmilhar. E os peixes aquarianos andam mergulhados em sopa de cenário subaquático criado e de brinquedo nadando entre as gretas interstícios esconderijos pirateando. Os alados por sua vez trocam de cenário a toda hora e buscam nidificar em um lugar e manjares em outro.

            As aves são do céu... ou quase, algumas dos ramos das árvores, casacas-de-couro-de-crista-cinza gralhas-do-pantanal joões-de-barro tchintchorrintchos... Os guaipecas vira-latinhas os galos e galinhas os porcos os cavalos são do dia a dia.

            - Eu! Esperem. Aguardem dois segundos... - a guria segurava o próprio coração.

            Chegaram a uma rótula rotatória ou praça circular e a menina cogitou contorná-la pelo lado de cá e assim girar e andar voltar pela banda oposta (contrário ao andar dos ponteiros de um relógio), sem atravessar a zebra da rua Padre Manoel de Nóbrega. E foi mesmo assim, contornou e voltou estavam voltando de retorno. Contra (preposição com relação de oposição - fonte: ngb) ou a favor, dependendo do lado que se queira atingir. Dali pra frente abriam uns caminhos trifurcação e rua do Escrutínio, logradouro do Batente, avenida do Rebu. E cada qual para uma paisagem própria e ou específica.

            - Me custa este ambiente com automóveis que buscam aí o diário hoje das horas.

            - Pra cá se vai rumo de Ibititá, sim senhor! Pra lá já nos dirigimos em a rota de Palmeiras, sim senhora! Pra baixo estaremos nos dirigindo para Gentio do Ouro, hum!...

            Os animaizinhos ressoantes talvez quisessem colo? Pode ser e quem sabe. Eles olhavam muito insistentemente para a menina, mas seus latidos entravam por um ouvido da garotinha e saíam pelo outro. Sem cócegas e sem dó nem piedade. Nem ia acostumá-los preguiçosos. Estavam para fazer exercícios, e tomar decisões.

            - Quem vem lá? Será que é cedo voltar agora? O sol está bom o calor tá bom, mas temos a sombra das árvores, hem!... meus amigos chapas cãezinhos!

            O coro das aves piou canta uníssono à vontade e sem aparente sentido. Uma orquestra orquestrando orquestrada interessante. Vale a pena o chilrear chilreio interessadíssimo e topetinho-verde, freirinha, cabeça-seca, narcejão, galo-da-serra.

            E de fato andavam num local muito agradável aprazível intacto sossegado e meio que encoberto pelas abas das árvores grandes e carobas-de-flor-verde estoraques-do-campo claras-d’ovo juquiris-grandes andás-açus curuiris pitombas-de-macaco. Aves sempre pousavam aterrissavam... asas recolhidas em pose e posição de sentido... outras já decolavam subiam com ímpeto pesadas para o alto sempre para cima argueirar investigar tomar ar espaço consciência. Distinguido arvoredo. Já vejo! Olhe o poejo!

            - Venha! Adoraria contar as folhas e uma por uma da castanheira-do-pará, é.

            - Gosto de todas. Gostei de todas. Gosto de gostar pra sempre. Gostei pra dedéu.

            De noite e de dia, tanto faz, somente as pessoas humanas e os automóveis. As pessoas nos automóveis, os automóveis levando trazendo transportando. Interessante pelo menos especialmente os caminhões-baús que abrem suas portas enormes traseiras e carregam tutelas tutorias mundiças volições e descarregam todo tipo e tamanho de caixas engradados de emular arraigar assentar. Banquetes suntuosos. Que a maioria é daqui mesmo, porém já disseram que podem vir de Barreira e Acarape e Chorozinho e São Mateus e Governador Lindenberg e Pancas e Linhares. Que esses lugares são ótimos para turistar. Engraçados e impressionantes os tais ônibus. Eles carregam muita gente e de uma vez só, latões latas de sardinha. Coletivos e urbanos urbanísticos.

A menina queria muito aos ônibus. Vão recolhendo pessoas em pontos e paradas já confirmados. Depois chegam a se reunir em bando nos terminais. E daí pra casa, se recolhem são recolhidos às garagens. A índole o caráter o temperamento desses coletivos é sempre objeto de estudos. Fazem um serviço social, necessário interminável.

- Já e já!... Vou lhes ensinar a tabuada, vou lhes reter a decorar a tabuada!

            As flores abertas a flora e outras esperando a hora certa. Interessante desabrochar despertar desabotoar cativar as cambaxirras carriças corruíras-de-casa garrichas curupuruís camaxilras e pegar pegam e apreciam as horas de sol necessárias. Aves que nem ou pouco se dignavam abrir as asas. Saltam sobressaltam, perguntam interrogam, pensam e sonham. Já te ensino! Já me preocupo com você aí!

            - Gente boa! Bater na porta. Bater a porta. Bater à porta. Uma coisa e outra.

            Se a guria era de conversa? Tinha seu ponto de vista. Queria conversar muito que tinha assunto sempre desde diálogos longos com os brabinhos até as árvores e as pessoas estranhas ou pouco conhecidas. Queria sempre conversar. Parava de repente e abraçava se abraçava com uma árvore um pinheiro-araucária um jerivá um mulungu uma aroeira-bugre. Os cães também paravam e achavam bonito cheiravam olhavam vê se nem vinha ninguém e interagiam também abraçavam a árvore, sendo nem raro que o Totó depois esguichava mijava, “tchaaaate!...” Que ainda ninguém tomava em conta.

            - Escutem o motor de a moto em a rua da Bocanha, e passando como um risco!

            Para ir de São Paulo ao Rio de Janeiro se leva 6 horas, voo rápido. Porque a questão estava melindrosa, nem aludiram a ela. Tenha amor diferenciado aos seus santos e santas. Pássaros caminhantes voajantes viajantes alados andantes voos passarinhos ambulantes voadores andando de voo em voar e planando na planície alta aberta perto acerca das janelas nuvens. De noite se entretinha a ouvir estrelas. E isso tudo me lembra uma antiga história, que o nome título dela se me esqueceu.

            O milionário chegou em casa do trabalho. E explicou tudo, enquanto tirava a gravata o boné o celular a roupa tudo a camisa as calças os tênis o relógio de pulso: “Nem tive tempo de ir ao banheiro de ir almoçar de lanchar de telefonar de cochilar”.

Dom Pedro I abdicou em 1831 (abdicar renunciar desistir). Filipinas é um arquipélago-Estado. A língua portuguesa-brasileira procede do latim. A República sucedeu à Monarquia que sucedeu à Colônia. Outro alagoano, o briosíssimo Marechal Floriano Peixoto, sucedeu a Deodoro da Fonseca - fonte: Ledo Ivo. Se pode dizer que o negro precedeu ao índio no trabalho agrícola organizado pelo branco - fonte: Oliveira Viana. A ovelha o carneiro é um animal veloso. Empresas finanças negócios, os dados giro de capital flexibilidade no planejamento investimentos estimativas de lucro, a custo de curto e médio e longo prazos. Esqueça esta vírgula, esqueça-a. E ponto.

No frio e no calor, com febre ou resfriado, destilado ou até conservado em barris de freijó, o importante é bebericar bebível beber com moderação moderadamente.

D marcou uma reunião no alto astral do firmamento: época era século ano mês dia hora. Chegou no minuto indicado e se sentou na cabeceira da ampla mesa do universo. Sem pestanejar e sem mais nada, abriu os trabalhos: o primeiro mistério.

O dia comum/incomum e o andar do tempo percebeu a onça-pintada sentada na pista no meio do asfalto igual um cão tipicamente os cães. Eram, o quê?!... seis horas da manhã de uma quinta-feira e chuviscava. O território desta fera de pelo camuflado media ao redor dos 3 mil metros quadrados dentro já das comarcas de Tiradentes do Sul (tiradentenses) e Crissiumal (crissiumalenses, do tupi ‘taquara pequena’) e Criciúma (criciumenses, já o nome desta cidade vem do tupi e foi inspirado na erva no capim cresciuma que pode ser visto abundante na praça do Congresso). Claro que o tráfego foi logo interrompido e alguns motoristas (uns acompanhados de familiares outros nem) já telefonaram aos órgãos públicos de resgate e competentes e oficiais. Compareceram chegaram uivando viaturas de urgência e respondendo o chamado inclusive somando desde Morro da Fumaça e Três Passos e Esperança do Sul. Os bombeiros trouxeram e cercaram a vítima o bicho o animal com pás enxadas redes de pesca escudos de plástico duro lanternas potentes repelentes contra mosquitos botas de cano alto chapéus de aço espingarda com dardo tranquilizante sabor pimenta e ou sabor limão. A onça felina bonitona olhos amarelos orelhas em alerta recebeu o tiro no peito e desmaiou.

Quando nem falta mais nada, eis que nem carece nada mais. E quando ninguém tem nada com isso, eis que o que você tem a ver com alguém. Se ninguém duvida da palavra de alguém, eis que alguém nem reclama da falação de ninguém.

Verifico os merecimentos o justo o justíssimo e o tudo a favor, segundo meu ponto de vista. Mas e aí? Nada me pertence. E se o destino os astros os deuses me negarem, hein?! Pra onde eu corro? Sob que capa me escondo? Desde sempre, nada me pertence. Eu quero pensar no pior para que a vitória, caso venha, me abençoe me salve.

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            Hoje o céu vem amanhecendo identificado e junto com o ótimo dia, ‘bom dia!...’ O interessante dia está vendo as vias a rua Soares Cabral coa rua das Laranjeiras, antes do sol. O astro dourado que vinha de se despedir recém tanto cedo da lua, enamorados. Que a lua já havia chegado em casa antes do ultimato das estrelas, espalhadas esparramadas. As estrelas de giz azul-ferrete que pintam o céu celeste abobadado.

            O mar pega o atalho e porta mundo registro fantasia criação. A terra pega outro atalho e aprecia interage promove estimula possibilita identifica desenvolve. O céu engata um atalho pra cá e com esta muita balda mania ronhoso esperto trapaceiro.

            Quando o rio Carreiro passou por Nova Prata, a cidade nem existia como comunidade. Quando o rio Retiro cruzou pela primeira vez por NP, o município já se enchia de esperanças e tudo mais. Quando o rio da Prata chegou em NP, a comarca se emancipava politicamente economicamente fisicamente de Veranópolis. Quando o rio Sabia apostou por NP, a vila ainda assim estava aliás começando e ‘que venham!...’

            A sessão foi presidida comandada por mãe Gaipara, a Gaita. Aberta a sessão pela chefa, a secretária Inajá procedeu à leitura da ata. Na prova, a menina respondeu a todas as questões. O inquérito a que se submeteu ou foi processada e se procedeu, nada demais foi apurado se apurou e efetivamente. A autoridade competente visou o passaporte. A capitã passou a tropa em revista e diante do prédio peristilo do qg, etc.

            Mamãe Gaipara espia pela janela da cozinha e lá fora o dia se doando à manhã de sol e muito mais. Leves torvelinhos de poeira rodando rotação em espiral remoinhos. Pai Tácito no quarto ou na sala ou no banheiro se aprontando para ir ao trabalho. Seu jeito de acordar cantando (canta: tema e vogal temática). O próprio Realejo sempre atrasado para a escola. Torce desesperadamente (está em a idade) para o Sport Club Internacional (inter, o prefixo; nacion, o radical; al, o sufixo - os afixos anexos e ou derivações parassintéticas, parassíntese) de Porto Alegre, o ‘campeãodetudo!...’ Eu me contento em bater palmas de longe. O que se sabe o que se pode. O que o quê!

Quem leva os  cachorrinhos a Trempe o Totó para passear neste dia esplendido e luminoso e brilhante e ensolarado sazão aconchegante? Diante da euforia excitação correria gritaiada (seria um neologismo?) dos adotados afilhados mascotes. A menina Inajá, é claro. E agora mesmo, quando ela se prepara se apressar se apressa.

            - Opa!... Come mais esta fatia de abacaxi e já pode sair para o passeio, filha - incentivava a mãezinha Gaipara. - São necessárias as preliminares inícios de conversas.

            - É mesmo e demais... Já me dá água na boca, e de primeira - confessava a menina Inajá, muito muito mesmo ligeira buliçosa gárrula tagarela cintilante ativa.

            - Outrossim! É porque tem junto na fruta o doce e o acre, sabor agridoce, acre-doce, acidulce, agro-doce. Entende?! O abacaxi é isso, e faz bem para tudo, para a pele para os nervos para o coração para quem levanta cedo de manhã, para quem pratica exercícios de correr e corrida e carreira. O abacaxi é fruto da moda, é.

            - Abacaxi é um fruto sem semente e nem tem caroço. Deve ser por quê?, hem!

            - Oi! Deve ter sido uma escolha dela mesma, quando nasceu. Nasceu espinhosa e no meio de outras plantas. Assim ela se defende. Nem é fácil descascar um abacaxi, é.

            - Parabéns ao abacaxi!... Eu gosto de abacaxi. Todo mundo gosta de abacaxi?

            - Mais! Abacaxi vem do abacaxizeiro e quem colhe cuida e planta é o agricultor abacaxicultor abacaxicultura no seu terreno extenso abacaxizal. Tem muita gente que planta e vende abacaxi e desde os santo-antonienses em Santo Antônio de Jesus e São Miguel das Matas e Aratuípe e Pires Ferreira e Ipirá e Ruy Barbosa na serra do Orobó.

            - Quase todo mundo e uma unanimidade mais ou menos. Por que cachorro nem come nem prova abacaxi, e fica de água na boca quando vê a gente comer? Oquei?!...

            - É um produto. Há espécies de abacaxi parecidos com abacaxi, abacaxis-brancos e aberas e ananás-selvagens e pitas. O que nem falta no mundo é abacaxi para comprar e descascar. Descascar abacaxi é uma arte que dá água na boca. Pronto, falei!

            - Quê! Eu acho que abacaxi é um milagre. Um milagre de santa ou santo.

            - Já o abacaxi tem muito a ver com a vitamina c e kiwi caju lima limão laranja bergamota tangerina. Tudo que é vitamina c tem a ver com líquido, praticamente.

            - Vou aprender a debuxar rascunhar esboçar um belo tipo de abacaxi, entende?!

            - Uaaaaau!... E o abacaxi é uma fruta típica dos trópicos, e cheia da bizarria fidalguia nobreza bazófia. Eu mesma, note bem a diferença, gostaria de ser um abacaxi.

            - Já calculando e contando, né, mâmi!... Abacaxi no sul e no norte...

            - Oie!... E comemoraria comendo como comeria na bandeja no prato e ao vivo!

            - Sim, todos te parabenizariam já que tu serias parabenizada por todos - declarou entusiasmada ela a mesma a mãe Gaipara (frase com a conversão do verbo da voz ativa na passiva - fonte: glp¨dpc). - Que só discutimos coisas muito importantes.

            Talvez cheguem a cem mil reais R$100.000 as despesas da família. Que mais se pode dizer? Que mais eles querem? Nem bastam nem chegam os bens que possuem?

            - Veja! Nem precisa vocês voltarem tão tarde - recomendava alertava a mãe.

            Ora, o quê! Raríssimas nuvens cobriam ou passeavam pelo céu. Por que céu azul se quem sabe quem viu podia ser verde ou uma cor neutra. O sol corria o carro atômico pelo caminho habitual e de sempre e justamente o mesmo dos dias. Poucas nuvens era melhor que muitas. Umas de passagem e iam embora já em uma hora. Alguns certos dias às vezes ficavam mais, ou por que sim ou por que nem. E por magia mágica, encobriam ou descobriam. Que o sol está ali no caminho certo pro que der e vier. A maioria das pessoas gosta de dias sem nuvens, o que leva a crer que realmente sejam esses dias os tais bons e aprazíveis. Um ‘bom dia!...’ a todos é o que se deseja.

            - Você viu, vocês viram! Um avião riscando o céu com vapor de nuvem. Vai pra lá no rumo do sol, é - a menina Inajá falando diretamente com os cachorros da família. -Deve de ser com cem ou duzentos passageiros. Já andamos de avião, tão lembrados. Quando fomos pra Jaguaré e Colatina e Aracoiaba e Arvorezinha... Que assim o avião nem cabe mais nada nem ninguém ainda mais abarrotado como convém.

            - Ora e ora!... O avião permite ao homem devassar outras províncias com altura.

É o bom do começo início. Para onde ir esta manhã tão plácida e recomendável e legal e mágica... O lugar que fosse. Mais longe melhor e mais curtido. Quanto mais demorado melhor, o passeio. Moravam a pouca distância do parque. Já vereeeemos!

            - Olhe que já ouvi a palavra... languida lan-gui-dez. Que joia que é esta palavra. Parece com língua, lin-gua-ru-da. A rua é linguaruda e languida? - debatia a Inajá com Totó com Trempe, menina dengosa e patuá bentinho no cordão em volta do pescoço.

            Trazia uns reais para depois comprar lá no parque em pleno parque um algodão-doce. Tinha de várias cores. Ela adorava e os afilhados idem. O ambulante também vendia pipoca caramelada, o que já era outra boa opção. Foram subindo e descendo a rua Catauixi. Dia de sol e existências. Dia ensolarado e pássaros endêmicos.

            - Por minha vez! Se tivesse pé de moleque eu também compraria, né, gente! - a menina e os guaipecas já se acercando do parque (junto à cancela do carreador que distanciava pouco e nada da orla do capão ou ilha de mato).

            - Digo o que penso! Do que nós nos devemos convencer, hein?!...

            Os dois cães seguiam ajoujados na guia e ambos parelhos que ninguém queria perdê-los de vista. Eles se preveniram contra o calor. E eram muito ativos agitados e nem queriam saber de ouvir ordens e avisos. Disparavam na frente e iam embora. Casal galhardo elegante brejeiro. O povo simpatizou com os 3 desde o princípio. Que hão de permanecer defesos à curiosidade local nacional internacional universal.

            - Oie!... O que é impressionante? - e a mesma Inajá respondeu pra ela mesma. - Tua mão segurar na força dois mascotes eufóricos agitados indomáveis pretensiosos.

            Caminhavam por um rechã altiplano platô logo dentro do parque Barigui, e pararam os três no primeiro ambulante que viram e encontraram. O parque firmava residência ali avenida Aníbal Machado. A menina nem se aguentou com a gula de algodão-doce cor rosa. E onde comia uma comiam mais dois criados. Se lambuzando que delícia! Era meio confuso, ficaram confusos, mas no fim deu tudo certo. E tinham remorsos de comer tão rápido. Um tanto ou quando estouvados imprudentes levianos. Pareciam também zangados arrufados ou chasquentos. Estavam no centro do mundo? Nunca se sabe realmente o que um rio do Cedro é no fundo.

            - Sim, opa!... O dia é este. Temos que entrar pegando pesado, né, galerinha?!

            - Au-au-au!... “Vamos comer pipocas, né?!”, reclamavam os dois peludos.

            Dia aberto feito dia bom e acontecendo um calor e muita luz as cores e as coisas ao redor. As horas contadas no tempo que ia passando efêmero instantâneo bruxuleante. Como as horas são contadas lidas calculadas somadas interpretadas multiplicadas. Divididas em 2 etapas, de manhã até a noite. Com intervalo para almoço. Dentro da redoma cúpula campânula de vidro de céu azul. Ambiente côncavo onde cabe tudo.

            - Que devoção! É o bom! Veja só que a santa me olha! - descobriu a menina em plena caminhada e puxada pelo cães. - Com toda certeza... E ela me olha pra sempre... Me olha e me vê com um olhar de carinho ternura meiguice.

            Uma estátua de santa dentro de uma capelinha ali no barranco no alto do morrinho e tudo combinando com jardim e árvores e pátio com uma cruz de madeira pintada de azul-turquesa. Que nome tinha a santa dos olhos profundos misteriosos enlevados? As pessoas passavam iam e vinham com o sinal da cruz no peito, gente habituada ao local habitues. Faziam o sinal de alto a baixo, de ombro a ombro e beijavam a ponta dos dedos. Parecia tudo necessário urgente preciso obrigatório.

            - Mesmo quê! É uma santa sozinha rodeada de vasos com flores - anotou a guria. - Seria bom ser amiga da santa e receber um milagre. Qual milagre? Vamos pensar...

            Inajá aportou ali para uma rápida pausa. Algumas pessoas também paravam para ver a santa de perto. A menina resolveu ir mais perto. Os cães nem precisavam de rezar e podiam esperar um pouco ali fora. A santa parecia paciente e esperar todo mundo.

            - Salve! Por que esta santa resolveu ficar aqui neste lugar e no parque mesmo?

            - Alô, como vai?!... Será que a santa é D ou mãe de D ou parente de D?

            A Inajá entrou no recinto e para ver em loco e conhecer melhor a imagem. Queria conhecer a santa e ver sua fisionomia de bonita. Uma santa de porcelana da altura de um metro e setenta. Como uma boneca grande e bem esculpida. Lado a lado ladeada de alfombras feitas de flores coloridas perfumadas e mais as pétalas de rosas e cravos e margaridas e vasos com plantas e chapéu-de-couro e forno-d’água e erva-preá e rubim e rabo-de-tatu e cordão-de-são-francisco e alhos-silvestres e azedinhas-grandes.

            Notou que as pessoas que entravam também se ajoelhavam e rezavam bem baixinho ou mesmo sem mexer com os lábios. Baixavam a cabeça e oravam baixinho. Que será que diziam? Uma chegou e cantava baixinho, balançava o corpo devagarzinho, olhava um livrinho que carregava na mão, entoava orações louvores elogios loas à santa. Mais uma forma de rezar. Ou uma forma de dançar. Uma forma de ajoelhar.

            Acreditavam que, se tocassem os pés da estátua da santa, ficariam curados e salvos e honestos e felizes. Importa muito dizer isso: todos os seus atos, completamente todos e todos, visavam um interesse de proteção. Cada alma anseia voltar ao alto. Necessitam atender ao apelo ao chamado aos conselhos ao interesse às exigências às reivindicações da lei, e da natureza também. Sempre sendo ser alma universal. O imóvel céu celebra lembra confere ao legítimo dono. O mais digno era inclinar-se curvar-se.

            Inajá se sentiu constrangida por nem saber o que fazer e saiu. Esperou que chegasse mais alguém, alguém entrou e ela saiu. Baixou a cabeça com os olhos no chão, passo a passo, saiu. Teve pelo menos uma pessoa que saiu de costas. A menina observando tudo e saiu se sentindo estranha. Como se entra quando se sai, e aí?!

            Saiu fora da capela para ver... para nem mais ver seus dois xerimbabos... Que eles deviam estar lhe esperando, isso sim! Olhou todo ao redor e nada...

            - Ué!... Quede? A Trempe o Totó, gente! Cadê? - atônita e a menina se perguntava indagava pra tudo pra todos, pra quem, o quê?! - Vai saber, meu!

            E começou a correr em volta da grutinha da capela da santa e igual uma tonta. E a cada pouco nada de encontrar os bichos. Alongou o olhar pra frente pra trás... E até fez escândalo escandalizando, gritou com força e sem receio de escandalizar:

            - Treeeeempeee!... Toooootóoo!... - se esforçou a Inajá. - Socoooorroooo!...

            Caso estivessem perto eles viriam correndo, pensava a menina. E novamente chamou gritou chamou se esgoelou chamando aos afilhados pelo nome próprio. E nada. Quando nada vezes nada. Estariam escondidos para zombar dela? Estariam de remoques burlas caçoadas? Em que sítio se escondiam? Foram raptados para solicitar resgate?

            - Arre!... Que dia longo, minha nossa! - a menina já cansada de pensar no pior.

            - Oi e olá!... Que foi, queridinha? - uma senhora se aproximou curiosa preocupada querendo ajudar se apresentando para colaborar, se fosse possível.

            - Uta! Meus cães sumiram, dona! Entrei aí na gruta e quando saí... nada vezes nada. Eram pra tá aqui fora me esperando e me aguardando... Ora!... Eu, hem!...

            - Vê e veja! E eles estavam na guia na coleira... e estavam amarrados na trave no poste de iluminação? - logo a senhora compreendeu o caso e ficou mais preocupada e curiosa e atenta. - Eles são de trapaça de tramoia contigo? Eles costumam ser serelepes?

            - D me acode! Acho que nem os prendi, dona. Nem precisava, eles tinham que me esperar... aqui fora. Nem entendo por que nem me esperaram. Será que foram pra casa? Será que telefono ao corpo de bombeiros, hein?! Preciso parar pra pensar...

            - Olha, pode ser. Se eu pudesse ajudar... E eles são de pirraça birra teimosia?

            Por que os cachorros escaparam ou deixaram de esperar ali? Foi fuga foi desaparecimento foi esquecimento de esperá-la? E pra que lado eles foram, se é que já nem estavam chegando em casa? Mas sem a companhia da menina? Por favor!

            - Esse é o enredo?! Que momento ridículo, nossa! - descontou a guria, um pouco ofuscada encandeada turvada pela emo. - Estou muito assustada. Estou muito sem saber.

            - Uma coisa é uma coisa, outra coisa é... Vai ver já chegaram em casa...

            - Alguém precisa me dizer algo bom... - a menina tremia de duvida e incerteza.

            Decidiu ir procurá-los aí pelas ruas em volta do parque. Que os matinhos eram muitos e mais enormes quando precisavam ser menores. Ou de repente no meio do bosque fechado atravancado. Ou andando de pedalinho no lago, que eles adoram. Alguém levou eles para passear por lugares que ela nem conhece. Vai ver que se escondem, aqueles dois um par de traquinas. Vão ficar com fome e sede (sede ou vontade de beber; cede, do verbo ceder - são palavras parônimas, parecidas na escrita e na pronúncia) sedentos, nem são acostumados a passar apertos necessidades e igual caseiros domésticos mimados comida certa e na hora combinada chamada ‘tim-tim!...’

            - Hem?!... Mas vou encontrá-los. E deve ser agora já. E tem que ser logo logo.

            O parque aumentava de tamanho a cada 5 minutos, e de pronto logo que os cães desapareceram. E tinha o mato gigante e chacronas e biribás-verdadeiros e chás-da-terra e favinhas-bravas e cacaus-brancos e cascas-de-anta-brava e o capim-navalha. E a cidade em volta mais gigante agigantada ainda. Cidade do vidro fumê das notícias e comentários da galanteria do luxo das ruas transitáveis do sofisticado, e cada vez mais luxuosa divulgada conhecida reconhecida badalada babada. Cidade brotada de prédios.

            - Que fadiga! Eles nem implicam com outros dogues, está claro! Eu mereço?

            - Neném! Eles foram e se foram por que o destino deles é ir? Oi!...

            Algumas famílias alguns garis, de longe, na calçada, nas janelas, assistiam ao espetáculo dos automóveis. As sombras nem são nada e ninguém. Os mascotes eram tímidos bons ingênuos (sintaxe de colocação na ordem direta: sujeito mais verbo mais complementos). Eram dois felizes inocentes cachorrinhos. Sempre rindo e se alegrando.

            - Meus amigos mascotes... Oh, queridos! Deixem pra lá de me sonegar!

            Os cães longe, fora do seu radar, se sabe lá onde e com quem. Em que rua, em que praça, em que área da floresta? Mina de visitação Octávio Fontana. Desaparecidos. Museu Augusto Casagrande. E as notícias de última hora urgentes: ‘Cães desaparecidos’; ‘Por favor, encontrem eles por mim!’ Ela Inajá nem pensava em outra coisa, nem poderia. ‘Tratam pelos nomes de Trempe e Totó!’, ‘Se recompensará muito bem quem os encontrar sãos e salvos!’, ‘Vejam as fotos e encontre-os, por favor!’, ‘A Trempe prefere sorvete de pitangas e amendoins torrados, o Totó prefere sorvete de chocolate e castanhas de caju.’ ‘Eles dois são muito manso tranquila, tá!’

            - Vê!... Eu prometo que vou rezar pra santinha do parque, prometo! - prometia a menina, e já muito assustada com o afastamento dos seus batizados. - Já rezo!

            A Inajá se dera ao trabalho de contar. No céu azulado já aparecia a estrela Vésper, mão aberta de 5 pontas. Já aparecia a estrela Vésper no céu azulado, mão aberta de 5 destinos. Mão aberta de 5 áreas, já aparecia a estrela Vésper no céu azulado. Já aparecia, mão aberta de 5 irmãos, a estrela Vésper no céu azulado.  A estrela Vésper, mão aberta de 5 olhos, já aparecia no céu azulado. Tão estrela tão 5 qualidades.

            D responde aos interessados que o projeto do governo sofre com emendas. Se atente para as seguintes construções: em que pese a, ainda que custe a, apesar de, nem obstante (expressões concessivas). D planejou a Terra. A Terra foi planejada por D.

            No fim de 45 minutos a Inajá os encontrou, Trempe e Totó ajoujados embastados atados acordelados, em plena travessa da Bujarca (um atalho uma azinhaga funesta) e na porta de um restaurante vegetariano Casa Tulha e Carepa. De relance de sorte de repente. Eles estavam ali olhando pra dentro, quem sabe esperando algo alguma coisa alguém com algo comida presente regalo chelpa dinheiro vivo dinheiro em espécie. E os dois de língua de fora cauda batendo no ar, esperançosos ou famintos sedentos. Anônimos e perdidos. Focinhos altos empinados babosos. Os encontrou e os surpreendeu saudou com um sonoro tom de espanto e admoestação reprimenda:

            - Ei!!... Qual que é, seus afilhados da fuzarca?! - a Inajá estava mesmo furiosa com a trairagem e se sentindo traída pelos batizados. - E quem me socorre?!

            - E esse desfrute, hem?!... Que mumunha artimanha mutreta, partes do meu coração! - a menina já com a paixão aflorada falada solta no ar sonora.

            - Au-au-au!... “Já passou, já passou!” - anunciaram os dois a uma só voz, e contritos orelhas baixas saudosos e olhar olhares típico de cachorrinhos amarrados.

            Se sentia passada para trás e com razão, a guria. Nunca tinham aprontado esta, os xerimbabos. E os dois, sim senhor e sim senhora!, ali na porta pedindo e pacientemente um prato de comida uma sobra um ‘por favor!’. Vê se pode, meu! Vai dizer isso lá em casa, pra vê se acreditam! É ou nem é gente mofina rebelde turbulenta?!

            - Que lhes parece?! E já pra casa, seus pedintes! - que a menina nem perdoava nem achava graça brincadeira nesta história nada coisa nenhuma engraçada.

            - E se comportem, tá legal! Na próxima eu esqueço do sorvete ou a cocada - a menina tinha que tirar dali uma lição que serviria para os três. - Que susto, gente!

            - Au-au-au!... “Nem sei o em que devo pensar” - Trempe resumiu, de crista baixa, em nome dos dois ou mesmo os três. “Vai ficar na história.”

            O que mais poderia acontecer hoje e ou aquele mesmo dia. O que mais poderia vir do céu, ali e hoje? Só aguardar. O que poderia cair de surpresa lá do alto prócero, e de bom de limpo de saudável. Poderiam vir raios uv poderiam óvnis e nuvens bacanas suaves esgarçadas neutras lisas claras estiradas como lençóis ao vento da tarde. Seria possível também uma chuva de verão bem rápida e que deixasse todo o ambiente refrescado revigorado apreciável. Um sopro de vento trocando os ares mexendo o ar.

            Este foi o objetivo a que D se propôs. E choveu antes durante e depois do acontecido. Fez sol antes durante e depois do fato ocorrido. O que é impressionante? No mesmo dia já choveu já fez sol e hoje mesmo. O que é imaterial? Que chuva sem dó da chuva e choveu de novo, gente! Alguém na escola ameaçou beijar a Inajá, ao que ela calmamente respondeu que era cedo para amar:

            - Mas que calor, meu! É cedo para amar, meu amigo de primeira olhada! Por enquanto por hoje, você é outra pessoa, tá entendendo?! E tenho de pensar nisso?!

            O sol pagou a conta e sumiu. Tocou-lhe, de herança gigantesca, um sistema solar e arredores. Muitos assistiram ao pôr do sol sem pagar. Os pinheiros-do-paraná ainda são senhores a que os sulistas obedecem veneram cultuam cultivam pintam e bordam. Araucárias são eventos do sul e sulistas. Pinheiros dos periquitos-de-santo-antônio.

            É mesmo e verdade. Sim, porque tem pessoas que acham esquisito o cara conversar comer beber dançar gostar rir jantar nadar na piscina na praia na lagoa.

            No meio de D no meio de tudo meio-dia no meio do sol tinha um lago artificial e sobre a água uma canoa ou bote com dois remos e sobre o barquinho de madeira honrado de azul uma onça-pintada sentada igual fazem os cães e já olhando pra cá pra nós (o que muito nos surpreendeu: ‘olhe, olhe!...’) fixamente e fotogênica. A barragem da hidroelétrica (represada do rio Pardinho) fazia faz a divisa entre as localidades de Cocal do Sul e Nova Veneza e Santa Cruz do Sul (santa-cruzenses). Logo seguinte alguém passando aí e com presença de espírito telegrafou fotografou e filmou rapidamente e mais rápido ainda telefonou às autoridades competentes e mais que profissionais interessadas no caso. Sem demora, coisa de 15 minutos, imediatamente chegaram as polícias locais o corpo de bombeiros de Siderópolis o ministério público de Içara a ongue Albores/Alvores (dos protestos em favor da liberdade dos animais autóctones) diretamente de Araranguá o departamento de tráfego aéreo com base em Passo do Sobrado. A intrépida onça-pintada (raposeira, astuta ardilosa manhosa ágil empoderada feminina) levou um tiro na altura da cabeça entre as orelhas entre os olhos rebrilhantes fosforescentes incandescentes brilhantes faiscantes... e desmaiou.

            D marcou um encontro com Ele mesmo e num lugar espacial dentro do seu próprio universo: período fase milênio ano mês dia hora. Chegou na hora combinada e se sentou na ponta principal da mesa na única cadeira disponível. Colocou os óculos de grau abriu a pasta os trabalhos arrumou a garganta, ‘ãh-raaaam!...’ e leu em alta voz, com eco tipo canto gregoriano música sacra ou algo que tal: ‘O segundo mistério!’

                                                                       #

            Por que exportar soja milho ferro e depois replantá-los buscá-los na geografia? Por que catalogar os peixes do rio Pelotas para daí alguns meses pescá-los? Por que deixar as belas e viçosas árvores (imburanas-de-cambão, muricis-pinimas, sapucaias-brancas, iauácanos) do parque Marinha do Brasil para as aves migratórias chegarem de longe longos percursos e relaxar e se alimentar? Por que batizar o parque da Gruta de parque da Aventura, uma paleotoca abrigo subterrâneo pré-histórico? Por que enriquecer louvar promover enlouquecer dimensionar paisagens para depois convidar turistas do mundo inteiro inclusive de Sinimbu, Rio Pardo, Maracajá, Forquilhinha?

            A galinha-do-mato fêmea abriu o livro na página 70 e viu o tema matemático da matemática moderna. Viu com 2 pernas duas asas e um bico amarelo cor natural. 12 horas meio-dia em ponto ela retornou pra casa familiar pedalando a bíci pneus balão. Porém, e aí, parou no quiosque preferido e comprou e se deliciou com um megassorvete (3 conchinhas) de açaí pequi pitanga genial. O atendente o moço da vendinha do toldo pegou a grana e devolveu o que restou de troco. A ave penosa chegou no ninho em casa com a matemática andante pedalante sentindo ainda o gostinho de guariroba nos lábios.

            D tem e teve ideias que já vamos mostrar e pesar e demonstrar. O mar o oceano navega na marinha embarcado. A praia de Jurerê com areia e ondas de água combinando. Outra praia Joaquina que já surgiu e apareceu explosiva exportada excessiva exclusiva extensiva experimentada. A beleza da praia Mole e a logística arquitetura paisagismo ecologia gastronomia, e moças tal e qual aterrissaram no paraíso.

            A casa própria da família se comportava típica como outras quaisquer, e que respeitava os horários já convencionados padrões elementares. E o horário de cada um compatível com sua função familiar dentro do grupo. O pai Tácito Macuxi e a mãe Gaipara Cabamirim se casaram num 8 de setembro mais ou menos atrás há 15 anos. Ele natural desta cidade e ela de Itaguaçu-es. Logo vieram os filhos, Inajá, agora com 11 anos e em seguidinha, Realejo, este com 10. Fazendo parte essencial da família, o casal de cães desde tenra idade comprados faz há cinco anos e por completar daqui um mês em maio. Assim toda manhã, dia de semana ou fim de semana, era um movimento movimentado e de um agito intenso uma azáfama (no bom sentido da palavra). Porquanto visto que punha todo mundo da casa já desde cedo cedinho muito esperto desperto esperançoso convicto e da porta pra fora ao ar livre de saída ativo atividades.

            - Oi! Reza a lenda que vosso avô fazia cavalgada todo dia, dia bom e sem chuva, e ver seus hectares e jeiras; que vossa avó ia ver no jardim se alguma tinha novidade na hora uma flor ou planta e imbés, arrudas-de-são-paulo, canas-de-passarinho, cardos-bostas, barbatimões - lembrava contava a mãe Gaipara a Gaita. - E já aproveitava o nervoso natural da hora minha mãe e ver ouvir os alados e tinguaçus e rendeiras e canários-da-horta e batuíras-bicudas e gurundis e curicas-cuiús e taperás. Ambos meus pais seus avós já davam alas e início e passagem as suas atividades matinais cedinho.

            Inajá pegou os destemidos intensos cachorros e saíram para o giro passeio de rotina. E assim que amanheceu tomou o café da manhã na cozinha, as crias comeram da ração balanceada da água a guia no pescoço de cada um os dois ligados como numa parelha e para nem se separarem se distanciarem entre si e também da condutora bípede.

            - Oie! Sei que estão ansiosos esperançosos e prevendo coisas sensacionais...

            - Au-au-au!... “Uau!... Este o destino sorte acaso me deparou alguém ou alguma coisa” - declarou suspiroso o Totó, unguentos pelo corpo e essências utilizadas para perfumar hidratar o corpo.

            - Au-au-au!... “Simplesmentemente vejo!” - completou e disse a Trempe.

            O prédio tinha elevador, moravam no terceiro piso e andar, mas preferiam sempre descer pelas escadas escadaria. E já ali os bichinhos se empolgavam festivos línguas de fora e sonhando alto, ululando regougando eructando arrotando cainhando rosnando ganindo, ‘gru-ooooh-peeee!...’ Gestos de cauda de orelhas de patas de pescoço sacudidelas tremores arrepios de pelo, que o conjunto da obra era vasto, tudo já traduzido para a língua humana coloquial comuns dos brasileiros(as):

            - Au-au-au!... “Vamos logo que eu quero ir depressa, gente!” - falava latia afobado o Totó e com certa erudição e sequência no raciocínio.

            - Au-au-au!... “Já agora mesmo já podíamos estar já no parque e já-já, pessoal!” - dizia uivava afobada a cadela Trempe e com certa ocasião.

            O sol nem ladrava nem falava mas subia festivo e fervia fervendo se espalhava pela imensidão do firmamento redoma de vidro pela Terra pelos oceanos além-mar pélago e com toda certeza abrilhantando a pele o pelo de todas as coisas existentes e ao ar livre. Todo o planeta recebia o seu astro preferido simpaticão simpatizão. Batendo amigavelmente naturalmente na cara dos fregueses(as). Pau pra toda obra e diário. Resplandecendo nos cristais nas chapas de aço no concreto na pedra no mármore e natural naturalmente naturalissimamente naturalíssimo. Puro sol solar.

            Céu grande, grande céu

            Certas estrelas, estrelas certas

            Tua sorte, sorte tua.

            Dia aurífero sol de ouro céu de ouro montanhas douradas eldorado horizonte de ouro ar em pó de ouro igrejas estátuas em pão de ouro. Tomar tenência de, examinar prudentemente. Pois era isto que era e existia existe. Calor basto encorpado cerrado.

            - Opa!... Para mais nem para menos! Inda bem que me lembrei nem esqueci dos meus cobres dinheiros patacas... que o lanche nem espera, né, gente boa?! - falava Inajá por falar explicava por explicar aos cães e amigos participantes da hora.

            Ela se dava ao luxo o luxo de ter 2 celulares. Os mascotes sabiam muito bem com o que poderiam contar. O dia é o sol e vice-versa, o sol a dança a rua as asas dos bem-te-vis-de-coroa-vermelha. Conceder algo a, deferir. É batata!

            As figuras iam para a escola iam ao armazém iam aonde nesta hora sempre pela manhã? Quem sabe quem viu quem palpita. Levavam muita bagagem muita coisa na bagagem levavam mochila nas costas? Iam ao parque Barigui (este com o identificado lago existente ali e despoluído purificado) e apressados interessadíssimos.

            “Dois sequer se falam e nem se um nem quer!” Este um provérbio adaptado de Inajá. Que ela ia pensando enquanto. Ora os cães a puxavam com força.

            O sol contando as horas as construções sob o calor e o dia a dia pessoais. Veio o sol vem o sol e transforma a jornada em céu azul e céu em avião e avião em casas casario e casario em ruas avenidas e avenidas em autos e autos e pessoas empreendedoras. Nem há nem havia nem haveria problema algum. Abster-nos-emos.

            - O que é impressionante, hem?! - Inajá se perguntava inquiria aos mascotes e ela mesma respondia nem esperava respostas. - Que teu namorado te dê um sorriso.

            A governadora Inajá ria para si de si com os xerimbabos. Os cães que a acompanhavam, riam para eles mesmos para a menina para tudo. Todos os três rindo e de maneira tranquila dosada comportada comum. E cruzaram a sortuda rua Manuel Antônio de Almeida, e sempre de preferência educadamente na faixa do pedestre na zebra na grade gradil. O cordão de carros o cortejo desfile préstito engarrafamento e que seguia para o centro da metrópole, lanternas traseiras piscando pisca-pisca. Dia espetacular e andando, visão fusão conclusão confissão difusão profusão confusão e transfiguração. Os trabalhadores ao seu destino, os autos motos caminhonetes furgões frigoríficos, os gêneros humanos seres de relevo relevos altos e baixos. Acrisolados no crisol das horas e outras coisas mais ou menos. Sol perpendicular. Trânsito atucanado.

            - Uma vez! Adágio de por quê? - se perguntava a menina, e andando no meio do caminho para o campinho do parque. - Adágio popular comum respeitado lembrando.

            Dentro do céu côncavo cavado domo longe alto azul... a eternidade quieta. Sol alto honesto elemento cheio de si elementar. Subindo mapeando nas castas copas das árvores pupunhas-de-porco batiputás jutaipebas torres antenas faróis igrejas góticas.

            Havia alguma coisa que se pudesse ver desde longe ali no capão de mato do parque? Adivinhar um monte de coisas: socalco de penhasco, gruta algar caverna da santinha, restinga marachão do rio que abastecia o lago, abelhas ipus fazendo ninho nidificando no chão, nimbuias ou rãs-pimentas, aglomeração de imbus imbuzal. O nascimento de mais árvores, ou de animais semisselvagens, ou a construção de uma nova passarela com indicações e avisos aos frequentadores incautos. Seria o que sempre foi e é mais normal o surgimento de um bando de periquitos-ricos ou periquitos-verdadeiros (rabilongos com penas plumas plumagens verdes mais rêmiges e retrizes centrais azuladas - fonte: ibge e ufpr e fgv) sobre tudo esbanjando gritaria revoadas sobrevoando as araucárias. E depois os metalúrgicos marceneiros ferreiros porteiros.

            “Por ela, o melhor da festa é esperá-la!” E emprestou mais um ditado, a guria.

            Aceleraram o passo os passinhos os pés as patas e já estavam no território do parque propriamente dito. Primavera primeira e verdadeira prima das estações e dá a certeza a vontade da primeira vez, veramente. Nem somente todos mas por completo a graça animada deslumbrante deslumbrada agradecida contentíssima graciosa doce esplêndida popular radiosa. Os animais domésticos (canitos canichos cãozitos) latiam longamente festivamente em dose dupla redescobrindo redescobriam. Foi percebido.

            O sol dorme com a lua, a lua nova renovada sai e deixa o sol, o sol passa o dia na praia, a praia vem lamber o mar, o mar espera a maré da lua cheia, a lua que pede do sol do sol. Aqui dali ali. Vende-se biquínis toalhas chapéus protetores repelentes.

            - Graça!... Me alegra saber e comprovar que sua alma vai de vento em popa - comenda a menina, pensando nela mesma e perfeitamente. Até logo!

            Inajá os levava a toda parte e queria demais que ficassem muito perto dela, gostava imenso. Notava-se um prédio um casarão bastante sobejo ali já entrando para o mato o bosque. Parte de um casario antigo, hoje tombado para servir um órgão público uma instituição legal federal estadual municipal local. A teoria do acaso nem deparou a solução do problema. Hoje é 16 de janeiro e dia de santo santa e mais o quê.

            - Gente do céu! Por que as pessoas são xaropes? - se questionava de supetão a Inajá, trunfa erriçada em coque. - Se xarope é chá... então, deve ser bom e fazer bem. E a pessoa é boa e pratica o bem. Tal hora que me acuda, né, cara pálida?!

            Os dias são fatias de pão fatias de melancia gomos de vitamina c cítrica laranja. O mês é a fruta o ano a árvore. Com as devidas estações e previsíveis previsibilidades.

            - Oitenta!... Estamos chegando ao lago artificial, cambada! - declarou a menina, falava assim na proverbial pachorra de dona miúda e mirim. - Saúde raça alegria!

            Os olhos dela dos cães tinham finalmente achado e admiravam o local. O lago no meio em volta o plantio de árvores frondosas os caminhos e trilhas e guarantãs, tinteiras-dos-mangais, urucuranas-pardas, caraiperanas, azeitonas-do-mato, guriris ou gururis. E diziam que o lago tinha sido represado do riacho de mesmo nome conhecido do parque. Uma construção logo se vê humana porém muito apropriada bonita incrível necessária. Quem nem queria gostaria morar no parque? Território de capivaras.

            - Au-au-au!... “Podemos nadar no lago, né, gente boa?!” - preocupação da Trempe, cheia e lotada da chibança fanfarrice e uma fugaz enfloração.

            - Au-au-au!... “Eu vou primeiro, se for possível!” - se escalou de pronto o Totó, mandu e ao mesmo tempo ar de espertalhão capadócio cabotino.

            - Digo blablablás!... Nem vi aviso e placa desautorizando... Sabe que acho que pode! - declarou sim a guria de uma índole e um caráter e um temperamento inato.

            Antes de encher o lago, o vale era campo de pesquisar da universidade local e nacional e até internacional. Os paleontólogos do mundo inteiro (sinceros ambiciosos dinâmicos estudiosos esnobes) vinham recolher fósseis de animais pré-históricos. Cavavam ali no lodo na borra no sedimento no resíduo ancestral, com um apuro milimétrico meticuloso e pretensioso. Suas escovinhas escovando. Eles insistiam buscar verificar pesquisar analisar dentro dos períodos geológicos passados. E em meio dos barrancos e profundezas, umas formas de vida já extintas já nem mais existentes. E os exemplares mais inusitados e estranhos e desconhecidos jamais vistos pelo homem nestes tempos modernos saltavam à vista. Bichos pesados (tiranos, déspotas) e do tamanho de caminhões-pipas da altura de viadutos. Levavam dias para desenterrar um osso de árvore petrificada parecido com um fêmur de gigante mamute ou anta.

            - Passa! Eu também tenho coisas a descobrir e a dizer, ora, meus dogues! - a menina no seu jeito às vezes insolente ou agastada amuada ou de carinhoso motejo troça gracejo. - Por que os homens e mulheres nem sabem mais sobre os dinossauros? Os dinossauros foram antigos no passado, mas são ainda sensação e cinematográficos.

Neste lugar e a história do lugar, dizem e eu recoro aos cientistas. Visão até certo ponto privilegiada de drone. E sempre escavaram e recolheram os exemplares uma vez a preguiça-gigante (cinco metros de altura e 6 de comprimento) e tigre-dentes-de-sabre (pesando cerca de 350 kg) e mastodonte (parente quase perto do elefante e do mamute) e xenorinotério (atrás há 4 quatro mil anos, para se ter uma ideia) e prionosuchus (eram anfíbios e de 5 metros bem medidos e verificados) e cloudina (este sim incrível porque um tipo de animal marinho de 3 três centímetros e revestido de exoesqueleto - que quer dizer um esqueleto externo igual dos escorpiões baratas centopeias lagostas - e que viveu tinha existido onde hoje é o cerrado e centro-oeste do país; o mar que era virou sertão que é) e gliptodonte ou tatu-gigante (me passaram que anotaram a placa e desde 2 milhões de anos atrás, passados faz tempo, porém retornando para os nossos museus). Que me contaram, nem recordo quem ou quero crer quê: fonte - ibge e fgv e ufpr e ufsc. Que eu mesmo nem ponho minha mão na idade e era do fogo e sobre este tema, amém!

Assim os cientistas especializados pesquisadores, lentos tranquilos leves serenos sérios, já faziam suas conjecturas e tal. Pesquisavam almoçavam no local conversavam:

- Olhe isto! Com que roupa, D meu?! Sou cientista, nem sou D!

            - Sim, me lembro! E teve um tempo que a gente colecionava miniaturas, é.

- Oba!... Um deles tinha muito corpo muito pescoço e pesava 88 toneladas. Mas assim mesmo só encontraram um osso do crânio ou da mandíbula. Valeu mesmo!

            - Luxo, né?! Uma vez eu vi um livro com dinossauros e... absolutamente! E eles eram muito maiores grandões imensos gigantescos que as próprias árvores mais altas.

- Eles alguns deles comiam as árvores pelas copas e nas alturas. Identifique!

- Os alados tipo do tamanho de uma asa-delta. Assim com ninhos na montanha.

            - Uns nobres e herbívoros. Outros nobres e carnívoros. Estes carnívoros sempre nervosos inconstantes brabos valentes brigadores nobres briguentos nervosos.

E os animais pré-históricos já faziam estrepolias e traquinagens travessuras gaiatices grandes balbúrdias. Uns já andavam em bando e brigavam muito. Outros eram solitários e levavam uma existência de nômades, ora morando na floresta ora perto do mar ora na caatinga. Foram pilhados encontrados descobertos ossos fossilizados na ilha dos Moisés em o rio Utinga em a cidade de Sobradinho e Itaberaba (tupi, “pedra brilhante”) e Remanso e Dom Inocêncio e Ibitiara (a história da localidade teve início em fins do século XVIII, justamente quando os descobridores portugueses chegaram pela primeira vez em busca do ouro e das pedras preciosas - fonte: ibge e pnud e diário oficial da ba). Bichos pré-históricos de todos os tamanhos e cascas e pelos e garras. Outros valdos valdevinos vadios vagabundos. Ancestrais dos jacarés e com caráter nebuloso abrumador. Os insetos mixurucas e cheios das intrigas fuás mexericos, zunzuns zunidos chios trilos. Dos proboscídeos à classe dos artrópodes, fossilizados.

Que as aulas na universidade eram concorridas e os professores e estudantes, todos pesquisadores de campo, sonhavam e vibravam com o mundo perdido descoberto:

- Hem! Passavam por cima de todo mundo e asonas abertas. Assustando fazendo sombra assustadora. Como uma nuvem. E mais que tudo, berrando feito... bicho.

            - Se eu tivesse vivido num mundo assim... seria com sorte ou sem sorte... uma presa fácil. E viraria carne de espetinho na primeira oportunidade e na esquina de casa.

            - O dito já diz tudo, o digo confere o que quero, o redito aumenta. Veja pra vê!

            E para hoje agora neste tempo de laives e virtual virtualidade remotos redes sociais, os normais as pessoas úteis e comuns, tiram do lago alguns vocábulos verbo palavras expressões já extintos extinguidos e nem mais ou menos usuais usados perdidos no tempo e no espaço como soam soar tocar bater (e a pedidos) os tais e quais: sólio, solais, tipógrafo, hebdomadário, ateneu, periódico, arcádia, protocolo, crisálida, capuava, viático. Umas expressões foram e nem voltam nem voltaram voltarão e baiadeira, negro-aça ou preto-aça, plumitivo. E aí fevereiro, antes de março!

            - O que é impressionante? - pergunta da Inajá aos 4 ventos e já respondendo por completo e ela mesma. - Impressiona que as palavras acham as coisas aí ali acolá, é.

As palavras são as que estão aí, no mercado. Recordando quem já dizia e ecoava a ênfase a emoção a clareza a eufonia o ritmo e o equilíbrio da frase para que a frase continue dando frutos dando relevo. As palavras criam nomeiam imortalizam. Ninguém as pode eliminar deletar. Os vocábulos são os respiros. As palavras são os achados, os achados com as palavras são. Por que o perene rio Aquidauana passa repassa compassa parça banha Vera Cruz e Venâncio Aires e Feliz e Alto Feliz e Protásio Alves.

- Seguuuure, peão! Vamos buscar fósseis e palavras no fundo do lago, vamos!

Quando expressões nem muito soltando as tiras cheirando perdendo o vinco pedindo reparos: pitoresco, idílio, esmero, coligir, rocegar, alcatifa, fuste, abjurar. Alguns termos poucos tirados com correntes aneladas e puxados desde o alto por guindaste ou guincho e helicóptero do corpo de bombeiros: canopi, sopitar, homeopatia, olopatia, xáquima, falripas ou farripas, palangana ou malga. Uns tipos tirados no muque no anzol desde a beira, outros(as) precisando de uma canoa e remos e com aquela resalva, ‘me devolvam o que me roubaram!’ e com estes exemplos: xendengue, desazo, interdito, procela, calabrote, capelina, feital. Ora, é tão legal! Mais alguns tons com aquela dose de, ‘vamos conversar?!’ e que rescendiam ao muito antigo e obsoleto: fouveiro, granjear, alvitre, debicar, pungir, reproche, lia (borra ou sedimento ou resíduo), pleito, nemoroso, precinta, recacho. Então fica parecendo uma mania ou idiotia. Pescaria boa sopa de letrinhas e que tem a ver com as medidas e peso e tamanho e espécie endêmica de peixes: jaú, cascudo, traíra, pintado, bagre, piranha-mapará, dourado, pacu, matrinxã, pirapiranga. Pesca artesanal ou recreativa, pesque-pague ou pesque-devolva; pescar e autorretratar, pesque e se autorretrate. Pescar vocábulos é... eloquente. É também elegante. E se passa o dia pescando com muito lazer, entende?!

            - Viva!... Acho melhor ir pra lá, e agora já! - a menina também nem tinha muito sossego, vamos combinar?! - Que decoração! Que verão, né?!

            Aquele dia, esse dia claro e enxuto, Inajá levava ainda na consciência que tinha sim um trocado um dinheirinho para o quindim a pamonha o pinhão cozido ou o milho verde a pipoca salgada ou doce o cubinho de abóbora ou de butiá o amendoim torrado ou pé de moleque a rapadura o algodão-doce o cachorro-quente o churro recheado com geleia de jabuticaba e sabor canela. E qual que seria? Ali decidido na hora h e impulso.

            - Glória a D, que é Ele por tudo e sem dúvidas o gigante por dentro e por fora, no sol e na sombra, na terra no céu no mar! - que a garotinha decorara de algum lugar.

            O parque vale a pena mais nos dias de semana e pela manhã. Fins de semana aumenta muito muita a demanda a procura a povoação. A multidão vem até desde o outro lado da cidade e ou de cidades vizinhas tais e quais como, Ocara e Redenção e Marilândia e São Roque do Canaã e João Neiva e São Domingos do Norte e Gurjão. É uma situação à parte os ciclistas (ou seriam os bicicletistas?), que também têm sua procura suas ciclovias e bicicletários e que é uma baita forma de lazer. Levando sempre em conta que o gramado que podia ser das capivaras e dos quero-queros e chororós-do-pantanal e andorinhas-do-campo gavião-de-penacho pombas-rolas tuiuiús, tinham que esperar a vez e quem sabe o dia todinho. Ah, o tempo das cigarras, ‘ih-réeeee!...’

            - Aleluia, irmão! Que D é gigante como uma árvore de baunilha! Que D voa como uma ave juriti! Que D corre como o rio Piracicaba, e na cheia!

            E uma trilha ou estradinha calçada ou nem, de súbito umas casas estilo alemão ou italiano ou polonês para nem perder o hábito, alguns quiosques com artesanato e comida típica ou licores ou remédios caseiros tisanas beberagens obtidas por maceração ou infusão ou decocção. E as árvores aqui ali exemplares locais e endêmicos como trazidas de outros solos, poaia-do-campo e prateadinha e peroba-tabuada e pepino-do-mato e pente-de-macaco e oricuri e chá-da-campanha e pau-de-cinzas e iaupês-jaçanãs.

            - Tenho dias que acordo cedo... e outros bem cedo cedinho... Ainda outros dias que desperto me apresento... nem tão raros assim, nem acordo muito cedo, nem.

            Os filhos devem tudo aos pais. E isso nem é de hoje em dia. Os pais nascem primeiro que os filhos. E eles projetam planejam ou nem a vinda dos filhos, prematura em tempo fora de tempo raspa de tacho. Em compensação os filhos devem muito aos pais, devem tudo ou quase tudo. Os filhos estão aí mas a ideia é um de cada vez e na escolha do sexo. Há controvérsias e algo a propor discutir emendar concordar concluir voltar ao ponto inicial de partida. Dizem os sábios vividos: “Ter filhos, tê-los ou nem tê-los? Porém, como sabê-lo se nem tê-los?”

            - Os melhores dias, e pra mim, são os domingos de manhã - colocava a menina pra ela mesma ouvir ou quem sabe os doguinhos ali presentes e sempre empolgados.

            Sempre junto de uma escola vem do lado de cá ou de lá uma igreja um templo um pagode. No caso uma igreja com crucifixo bem mais no alto e à vista de todos apontando os quatro pontos do mundo. Dentro os frequentadores do parque ou peregrinos, geralmente descendentes da etnia, vêm interagir rezar com os santos. Santificados os santos(as) meritórios meritosos e mérito e merecimento pelo sacrifício que fizeram em vida. Uns santos bem comuns naquela religião ou região ou povo. Um recinto acolhedor quieto sério fechado e eco que as pessoas devotas ecoam aos céus. O altar oratório um crucifixo com terço escapulários fitas abençoadas genuflexório bancos para reza oração (instar pedir solicitar insistir insistentemente) olhos ao alto os vitrais coloridos contando as passagens mais dramáticas olhos no chão humildade remorso e os próprios passos demorados sem chamar a atenção em nada acender uma vela e a vela acesa esmola pro santo na caixa correspondente um donativo à paróquia para a reforma da casa de D. Quando muito quanto o santo(a) desconfia.

            - Um dia desses eu vou ver um milagre. E como vai ser? O que vai cair na prova? - lembrava a Inajá. - Como chega e vem, milagre? Oquei!...

            E olhe que é sempre típico deste povo, do lado da casa de D, ladeando todo uma parte e até nos fundos do templo, um jardim e seus canteiros caprichados. Alguém cuida disso e voluntariamente, mudas de flores de plantas medicinais ou apenas folhagens ornamentais. As escolhas são aleatórias muitas vezes porém bonitas e que levam em conta o clima a terra a preocupação com a saúde, raízes-de-cobra lobeiras perpétuas-brancas caninanas (estas trepadeiras de flores violáceas) caapongas avencas-da-terra. O floricultor(a) de mãos verdes e espírito engenhoso franco expansivo generoso.

            - Oi!... Por que D fez o mundo em poucos 7 dias? Têm outras coisinhas que nem deram certo e estão aí, hem!... - a Inajá duvidava pensativa com o dedo nos lábios.

            E olhe de novo que é sempre um jardim novo e renovado bem vigiado. Na primavera que o diga! Bem arranjado engordurado na terra boa canteiros contidos nos seus devidos lugares tudo explicado acomodado cômodo ajardinado responsável repousante. Podemos acrescentar que seria algo como, acomodar emparelhar o ser com o parecer? Pois chegavam chegando e canoros e asados os príncipes, mariquitas, arapaçus-beija-flores, joões-do-pantanal, guiratingas, trinca-ferros-gongás, capitães-de-saíra, sabiás-de-óculos, curiavos, bilreiras. E estes alados sempre ou quase sempre com uns olhares ou voos à sorrelfa uns ares à socapa mais ou menos parvos indiferentes vagais amanhados descompostos embotados refratários sorrateiros. O ledo a alegria o risonho a ledice dos passarinhos e marrecas-do-pará, corujinhas-do-campo, curruiruçus, saixês, verdelinhos, caras-sujas, coleiros-brejais, sabiás-unas, estrelinhas-ametistas.

            - Puxa vida! O que é impressionante? - indagava a bela garotinha e já respondendo a ela mesma e na lata. - Nem me enganar me perder no mundo aqui fora.

A praia os chamou, eles a família a Inajá a menina os afilhados, solicitou a sua a nossa presença. Que praias e que cidades me refiro e Soledade, Linha Nova, Juazeirinho, São João do Cariri, Boa Vista, Croatá (é um município do ce e se localiza na microrregião da Ibiapaba, mesorregião do nordeste cearense). Bem sei e me falta uma viagem à cidade de Vale Real, para um bótimo currículo.

            Chamaram-na aviadora.

            Chamaram-lhe aviadora.

            Chamaram-na de aviadora.

            Chamaram-lhe de aviadora.

            Doces de confeito confeitaria e regalos e viu o regalar-se regalou-se, eis senão quando, a onça-pintada (acanguçu canguçu jaguar jaguarapinima jaguaretê jaguaruçu - f: dh) surgiu identificada acomodada assentada - como fazem os cães - sentada em meio de interjeições multimilionárias, ‘diz de novo e outra vez, faz favor!’, ‘por fé e por princípio!’, ‘oh, quase nada!’, ‘prepare!’, ‘como fazem os grandes animais?!’, ‘que que me agrada!’, ‘sei lá, então!’, ‘aqui e agora!’, ‘quanto te devo?!’, ‘com-pa-re-ci-men-to!’, ‘é café pq!’, ‘que evolução!’, ‘viaja, viaje!’. As vozes o vozerio as aclamações declarações falas falações eram muitas e ouvidas coaxos barridos bramidos urros cuinchos ladrados palrados e que  vinham às vezes de todos os lados das várzeas mananciais encostas banhados matinhos periferia. Um casal humano incidental por acaso aí passando passeando tirando fotos e originário de São José do Hortêncio, cheio de razão emo e superioridades, telefonou aos órgãos competentes públicos e de resgate e atendimento e acolhimento e salvamento. Chegaram desde fora e cidades como Nova Lima, Itabirito, Bonfim, Rio Manso, São Joaquim de Bicas, Sarzedo e vizinhas limítrofes conurbadas o corpo de bombeiros (tempo lugar circunstância) a força aérea brasileira (bloco rancho pagode) o instituto de estatística da ufsc (minaz intimidante ameaçador) dirigentes do esporte clube bardo bárdico (perempto caduco extinto ultrapassado) a sociedade sem fins lucrativos do bairro corbelha do talismã rua dos iauanauá (desvairado diverso desigual) os mercenários contratados pela sociedade protetora dos animais de grande porte (sovertendo subverter soterrando fazendo desaparecer). A feroz fera feminina sensitiva de pelo camuflado manchas amarelas e pretas levou um tiro, ‘que tiro foi esse?!’, bem na barriga ou abdome baixo-ventre bucho panturra pança búzera e cerca pertinho dos mamilos das oito tetas... e desmaiou.

            Do que os países nem podem prescindir desanimar arrefecer desalentar é de ouro. O sol, em chamas, investiu contra ou com a praia o balneário a piscina. A se apresentar desfocada prefere nem ir. Sempre com opinião de imagens ecoando. Precisa-se de bons silêncios (sujeito indeterminado). Todas estas aves - todas de nível intelectual alado - se deram ao trabalho de vir de Parari e de Santa Quitéria, migrando.

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