O sol espia a manhã estas espalhada por
toda a cidade. Durante o dia a manhã a tarde a noite e o sol faz tudo um pouco
um muito e espia observa nasce renasce esperneia se debate se orienta expira
dorme entorpece adormece sopita. Ao amanhecer clareado o diário e já se
esquecem os defeitos e temores, engrupir iludir embaçar ludibriar. O sol
dourado nem mora aí. O astro hedonista estica o braço de leste a oeste, tem o
norte a sua frente e depois o sul. A manhã estas é espiada pelo sol por
conjunto com tudo e mesmo toda a sociedade. A estrela com cara dourada faz isso
muito matinal e cedo (cedo, advérbio: nem deve ser confundido com cedo do verbo
ceder - e são palavras homófonas homográficas) aí pelas 5h e 15min. E parece
tudo indica que vai dar pé. Porém um fato de todo em todo extremista.
Justo que o dia aparece e (e:
conectivo ligando palavras) amanhece sem as memórias. Pede que verifique se
(conjunção subordinativa com circunstância integrante) o céu é sólido. As
abelhas nem só vivem bem, mas também prosperam se divertem produzem mel polinizam
as flores; têm muito ouro guardado nos seus cofres favos alvéolos favaria hexágonos
porque trabalham como animais de carga.
Todas as cidades espiam o sol e já
do seu ponto de vista. Todas as vilas se entrechocam (verbo reflexivo com ideia
de reciprocidade) se entreolham se entrecruzam e Bocaiúva, Botumirim,
Capelinha, Minas Novas, Carbonita, Veredinha, Turmalina (no município está
localizada parte da estação ecológica estadual Acauã, uma unidade de
conservação mantida pelo iefmg - fonte: ibge). E à medida que quanto mais
(conjunção subordinativa com circunstância de proporção, proporcional) crescem,
mais se acham mais desobedecem mais empinam o nariz mais poracá poranga poraquê
poracé.
O que nem deixa de existir, compilar
empilhar amontoar. E já caminha quem caminha e já observa a paisagem e já está
bem e já ouve as sonoras das aves. Nem manda chover porque (conjunção
coordenativa explicativa) pode alagar tudo. Tendência propensão inclinação para
atreito habituado acostumado.
Quando o sol astro dos astros recomeça
tudo começa e aparece. E ele próprio viaja de (preposição com relação de meio)
charrete dourada carro com vidros fumê. Quando o deus acorda as cidades acordam,
‘oi!...’ Há planejamento nisso. Nem há improvisação. Ideia de dia a curto médio
e longo prazos. Envolve o sol com ele mesmo a teia dos seus raios de calor e envolvendo
as horas o dia as estações a primavera.
O rio corre rápido visto que
(conjunção subordinativa com circunstância de causa, causal) desce despenca da
montanha. Sendo assim, que todos ficam satisfeitos. As coisas boas as coisas
normais as coisas esperadas deixam todos sa-tis-fei-tos.
D começou dizendo... praia do
Caramujo, praia do Ranchinho, rio Itaúnas, Carolina (carolinenses), Estreito,
Campos Lindos, Jaguaré, Pinheiros, cachoeira de Santa Bárbara, Pinhalzinho
(pinhalenses), Arraias, lago Amanã, cânion Encantado, Aurora do Tocantins
(aurorenses)... a fartura sou Eu, a água sou Eu, o mundo sou Eu.
Inajá sai de manhã a passear com
dois motorzinhos à proa, e rebocada. Causa surpresa?! Fita trena de seda azul
atando e segurando e armando os cabelos, às vezes como agora. E a menina sai a
passeio com os dois xerimbabos, o Totó e a Trempe. Os dois na coleira ajoujados
porque são muito ativos e ansiosos e cheios de energia e ligados na tomada 120
e bagunceiros por onde passavam, de repente andavam, de repente já disparavam.
Anhangá é ente do mato que protege os animais.
- Opa! Olhem que dia, gente! E o dia
pode ser maravilhoso, enquanto pode - externava a menina e os cães desde a
coleira, sinceramente, já aquiesciam aquiescendo.
E vai ensinando a eles como se
comportar, o que nem tem nada a ver pois eles obedecem mas logo logo esquecem
divergem se desinteressam. Como uma educadora uma mãezona, apontando coisas da
terra do céu das nuvens e quando e se houver. Mesmo porque ela sorri para o
presente atual atualidade agora realidade hoje aquele mesmo dia aí. Agradecendo
ela igualmente o prêmio do presente, sem imaginar que já tem um passado e terá muito
futuro pela frente. Excelente opimo e de grande valor, é.
- Por que o céu é azul? Por que o
céu é de vidro uniforme transparente?
Ela espera os cachorrinhos parar olhar
e responder. Eles param porque ela parou. Eles olham pra ela e querem ir em frente.
Aparece um impasse? Seria um dilema um esquema um problema, que questão? E ela
mesma responde pra ela mesma e na lata:
- O céu é azul porque está sublimado,
ora, então! Um céu su-bli-nha-do!...
- E nem acho que deveria ser verde
ou caramelo ou bicolor... Pensando bem, por que nem? É uma dúvida que eu tenho,
e vocês? Nós temos esta dúvida dúvidas duvida dívida divina, é. Onde já se viu?
Que dúzias de dúvidas, meu! Haja sorte!
Ela usa o tempo fora das aulas
disponível para apreciar sorvetes. Comer frutas maduras. Beber sucos batidas
doces. Passear virtualmente. Passear presencialmente no zoológico no horto na
praça Saipé no parque Cipó-Suma. Fala pouco e diz o que pode o que quer, vai
direta reta tranquila ao assunto. Sempre anda de bíci, nada na piscina do clube
recreativo Enocarpo, vai deitar antes das 10h e 15... minuuuutos.
Continuaram o caminho e os cães já
agradecendo a liberdade de andar e ou correr, correr tentando, puxando empuxados
pela guria. Algumas voltas no quarteirão ou passando um e outro quarteirão do
bairro Autofilia uma rua general Cláudio do Amaral Savaget. Cruzaram na entrada
de uma garagem que tinha uma casa e umas árvores arvoradas no quintal e catulé,
jatobá-do-cerrado, papo-de-peru, cabelo-de-negro, galo-branco, congonha-caixeta.
Pararam por que pararam? Pararam porque o casal de mascotes viu um outro cão
deitado na porta fechada trancada da garagem. Entre os curiosos e o cão
dorminhoco um gradil forte e alto e de ferro trabalhado retorcido e pintado de
branco. Pararam ali e ficaram, hipnotizados?, olhando.
Assim pouco o tempo, já a menina foi
falando mais ou menos baixo que era pra nem acordar a fera adormecida. Um baita
dum canzarrão e banzo. Um peludo de cor amarela amarelada ou pardo baio com
algo parecido. Desses guaipecas prescritos e ordenados para acossar caçar
perseguir ir no encalço farejar a presa (por se acaso).
- E é o guarda da propriedade. Está
descansando de nem fazer nada - achou de dizer a menina, mais para dizer alguma
coisa que mesmo para alertar os seus criados.
- Oie!... Vamos pensar no futuro
desta estrada deste passeio, né, gente boa?!
Os afilhados Totó e Trempe ouviram,
nem disseram nada, e acho que nem entenderam e ficaram só olhando mesmo.
Esperando aguardando uma decisão qualquer da dona. Também podiam latir e seriam
traduzidos automaticamente no celular da guria. Podiam mesmo ter respeito pelo
grandalhão e um certo receio de ter que sair correndo, caso ele acordasse. Mesmo
funambulesco extravagante excêntrico. Vejamos!
- Quem vê! É um cão de guarda, sim.
Trabalha mesmo dia e noite sem hora pra dormir. Tem trabalho e isso é bom. Em a
faina que enobrece o cão de guarda.
- Au-au-au!... E nós vamos aonde,
amiga guia e protetora? - perguntou a Trempe, ansiosa já pra sair daí (tradução
pelo aplicativo, dentro do esquema, óbvio).
- Au-au-au!... Oi!... Vamos de uma
vez que estou com minha pressa favorita - colocou o Totó, mais grunhindo que
latindo.
- Se é assim que vocês querem e desejam,
que posso dizer ou fazer?! - suspirou a modesta acompanhante de animais estimados.
- Seguimos prosseguindo prossigamos.
Desceram por uma rua, chamada na
placa em azul escrita em letras pretas, rua Caldeireta-Chinite. Na outra placa
mesmo postezinho esquina da rua Sinalefa, e esta ia no sentido do centro da
cidade para noroeste. E logo adiante, num terreno baldio com uma ruína de casa
paredes caducas paredões pendentes de cair escorados e menos que a metade em pé
erodidos pelo sol e a chuva e mais contando com umas poucas árvores podadas
mondadas cortadas nos galhos e ramos secos e paineira-do-campo e andaiá e
moleque-duro e ganha-saia ou apanha-saia, encontraram duas aves grandes e
gargalhonas gargalhentas bicudas. Os passeadores pararam para admirar as peças
diferentes que a natureza oferecia. As aves de pernas-longas estavam entretidas
com uma coisa, comida?, e bicavam o chão a valer urgentemente sem parar.
- Oquei! Ela tá comendo vermes ou
minhocas, acho - declarou a guria.
- Será que podemos nos aproximar
mais e mais? - latiu perguntando a Trempe.
- Oito ou oitenta! Eu já vou lá e é
agora, dá licença, dona Inajá?! - acoou ladrou o cusquinho Totó, já olhando
perguntando autorização para da Inajá.
- Calma, gente! Esperem mais um
pouco que quero pensar... se for o caso.
Nesse meio tempo de um minuto ou
dois, apareceu uma senhora e já foi dizendo dando a letra. Usava uma roupa
adequada de praticar esporte esportiva abrigo.
- Oi! É sim um par casal parelha de
curicacas. Eles vêm aqui todos os dias, praticamente. Ela chama Coivara e ele
Adê, e fui eu que os apelidei. Eles adoram polenta e bolo de fubá. Chegam de
manhã e comem comem e depois vão passear pelo parque. São aves que anunciam
chuva e gostam disso. Nem há lugar no B que nem existem moram as curicacas. Eu
mesma adoro estas aves escandalosas e de bicão torto.
Ficaram prestando atenção ora na
mulher, que ali apareceu do nada, ora as aves grandonas bicos longos e curvados
tipo parábola para baixo e que imitiam um som de estridente de algazarra de
grasnar de grulhar taquara rachada atacar os ouvidos.
- Na verdade a palavra curicaca é
onomatopeia do próprio ruído ou canto da ave, tão percebendo? Dá pra perceber
que elas falam e gritam por onomatopeia, nem é?! - a mulher continuou falando
sobre aquele assunto das aves tipo galinhas, no tamanho.
- Assim mesmo? E andam em bando e
andam em pares, é? - dúvida da guria.
- Olhem!... Eu mesma, por que nem?, as
alimento todos os dias ultimamente.
Essas tais curicacas são aves símbolo de
diversas cidades aí pelo B. E notadamente podemos citar e recomendar para
visitas turísticas, Andaraí e Varzedo e Conceição do Almeida e São Desidério e
Riachão e Goiatins e São Felipe (esta cidade tem na sua agricultura uma grande produção
de amendoim, limão, laranja, tangerina, lima. Na pesca artesanal é o pescado de
peixes de água doce, cascudos traíras piabas ou lambaris. Na pecuária conta com
criadores de bovinos e muares. No setor dos minerais é produtor de areia e
argila - fontes: fgv e ibge e ufba e ufrb). Tanta gente sabe disso.
- A senhora dona é daqui do pedaço
da área das imediações... - falava a menina.
- Sou sim, sou mesmo. Moro ali,
ó!... - e apontou um prédio mais pra lá - Passo e repasso aqui todos os dias,
antes e depois de dar aula ali adiante no colégio Tupinambá.
- Uaaaaau!... É mesmo, é?! Puxa, que
legal e acompanhando. Valeu!
- Então. Conhece e já ouviu dizer da
Escola Municipal de Ensino Fundamental Tupinambá? Sou a professora Jururá
Andaimar Endurada, dou aulas de biologia bióloga e gosto muito de pessoas e
animais, pássaros. Passarinho muito por estes pagos. Vocês moram no quarteirão?
Gostou das curicacas? São aves muito engraçadas, nem?! São aves que casam cedo
e ficam junto o par até a morte ou mesmo nem se casam mais se um parceiro
desaparecer, é. Onde uma vez fizeram o ninho, voltam ali sempre. Usam o ninho
pra criar os filhotes, nem sempre pra morar e residir e pernoitar.
- Sim, sim! Se o meu nome é Inajá...
olha, nem sabia o nome delas. São mesmo curicacas... Eu mesmo por sinal gosto
muito de papagaios-verdadeiros papagaios-campeiros papagaios-da-serra
papagaios-do-mangue. Bichos alados falantes.
- Ou seja. Na verdade o nome delas a
espécie vem das pessoas acharem que elas interpretam assim o ruído, entende?
Parecem falar cu-ri-caaaa-ca!...
- Acho muito estranho e engraçado o
que elas dizem. Se é que concluem algo.
- Devem dizer coisas... lá com
elas... na língua das curicacas. São também nomeadas curucaca e carucaca. É uma
discussão para se chegar a uma ideia só.
- Engraçado. Eu gostaria de saber
pintá-las, tá certo, dona?! Gosto de pintar mas nem sei direito. Tô aprendendo
e tomando lição. Gosto de colorir e desenhar.
- Enfim! Você mora aqui na região,
é? Estuda aqui perto? Nunca te vi antes.
- Eu sou do bairro Autofilia. Temos
uma escola pequena no condomínio e só frequentam têm meninas e meninos miúdos,
tá?! Parece que vão fazer uma maior e...
- Desenhar e pintar são duas coisas
muito legais. Sou muito fã. Eu igual também e às vezes pinto meus desenhos os animais
plantas paisagens. Também tô aprendendo por correspondência e pela internet,
virtualmente. Minha meta é um dia chegar lá em um bom nível e ser muito boa no
desenho. É difícil e ao mesmo tempo desafiador, né?!
- Vale, vale mesmo! Este dia chegará
e em breve, dona profe, hum!...
- Oquei! Neste dia breve eu serei muito
mas muito feliz e realizada, uaaaaau!...
De repente foram interrompidas por
um abalo sísmico, um tremor de terras mais ou menos, um trovão anunciando chuva
e vento. A região toda já parecia transtornada. E criando forjando fabricando
inventando um furacão tropical, e dos brabos dos bons.
- Vamos simbora e correr que vai
chover e logo, gente! - declarou a professora.
-
Credo! Espero chegar lá em casa sem me molhar, é - torceu a menina.
Saíram pela mesma calçada da rua e
desceram rumo de casa. Estavam indo na mesma direção, por acaso. E apressadas
com os cães e sentindo já a chuva nos calcanhares apupando vaiando zombando. O
céu o alto nublado pesado nuvens grossas firmamento entroviscado turvo e corrupto
corromper corrupções corruptelas. Nuvens aparecidas de longe, mães, asas,
harpias e garras agarrar garrear em bando agrupadas ímpias umas sobre as
outras. Nimbos derrocados desmoronados nuvens espessas e cinzentas nuvens de
chuva. Nuvens pesadas chibatas de fogo tremores de terras.
- Hem!... Chuva é com ch ou x, dona
profe? - a menina ficou nessa dúvida, antes da chuva. - Suponho que seja com x,
é melhor. Eu prefiro palavras com x que com ch.
- Simboralá!... Parece ser mesmo cê
agá, é. Com xis é enxuta enxugar e também por que nem enxurrada enxurdar
enxurreiro... É o contrário e diferente de chover com ch, confere - explicou
com gestos, e sempre andando que atrás podia chegar chegando a chuva de chover,
esta uma professora Jururá. - E com borogodó afeto e carinho, né?!
- Agora, gente!... Que o x é da
questão, xiiiiis!... lá isso é, hein?! Temos quê! - desabafou a Inajá,
docilzinha ou mirim ou no máxima pré-adolescente com seus acompanhantes
mascotes de pelo liso e bem tratados isentos de vermes e carrapatos.
- Sim! Com a resalva que o x é legal
e muito me afeiçoo, igualzinha a você.
- Salve e salve! Que o que chove vem
com chuva e chuva com ch!
- Outra coisa de mais a mais! Se tem
dificuldade tem conteúdo, tá?!
- Que massa, meu! Dou e ponho o selo
de ‘ve-ri-fi-ca-do!’ Original, também!
E a chuva molhada ensopada vinha
vindo com o tempo complicado complicando, a chuva chegou e já caindo em cima. E
era tão bom correr da chuva com ótimo se molhar andar na chuva pisar na calçada
molhada com poças-d’água bomba-d’água tromba-d’água tudo alagando outro sistema
outro fenômeno chuva na cara gotas-d’água na testa árvores gotejando e uma
alegria de quem vem de fora chega da rua pra dentro de casa chega molhado(a) e
intempestivo borraceiro chuvisco borriceiro.
- Nossa! Chove lá fora e com
vontade, meu! - menina entrando em casa e se abanando toda igualmente os afilhados
se sacudindo arrepiados, ‘ta-tra-tra-traaaa!...’
Chuva a chuva tem com dois estilos.
Pode que seja legal de festa e boa e rega e purifica e dá de beber a quem tem
sede; outra chuva chuvarada pode ser de rapto assalto roubo corrupção fraude
suruba nepotismo extorsão apropriação. Dependendo de qual e quanto e como e
onde. Gente já viu aí alertou chuva mesmo com exprobração e crítica.
Nuvens atochadas de carros do ano.
Muito cheias atulhadas de veículos automotores esportivos de passeio. Nuvens
depositárias de opíparos opulentos magníficos esplendorosos suntuosos
esplêndidos e magníficos. Nuvens engajadas.
Depois de uns dias sem chover, enfim
e ao cabo, começou uma queda livre pluviométrica pluvial pluviosidade e que
durou praticamente até de noite ou madrugada. E a cidade se lavou se derramou,
assim perdida no meio de luzes confusas dos postes de luz dos automóveis nas
ruas. A avenida Aurélio de Lira Tavares foi interditada (para se dar um ex)
tanto para automóveis (automóvel, palavra híbrida com elementos de diversas
línguas: auto do grego mais móvel do latim) como pedestres viandantes
transeuntes, e por vários dias. E depois por duas semanas.
D atendeu a súplica de suas nuvens. Tudo
estava sossegado calmo o sol o céu o destino e de repente... tudo mudou a rua
João Francisco Lisboa as torres de energia os carros os pássaros. Cidade como o
ninhal das pessoas em suas casas carapaças esconderijos capas. Foi uma
chuvarada correntes termais quase borrasca chuva providencial, que muito tempo uns
meses escasseava rareava e se fazia tímida ou indiferente. Raios em descargas traiçoeiras
proditórias desleais aleivosas vingativas. Trovões trons ribombos aflitivos
excruciantes lancinantes. Chuva que D mandava e que nem se pode prescindir pôr
de lado dispensar. E incorrer incorrido incurso.
É mesmo. O chão muito tal e qual. A
terra ficou restou corroída revoltada agitada perfurada perguntando atrapalhada
pisada mimada detonada desmoralizada. Do sul ou do leste soprou uníssono o mar.
O mesmo oceano e em vagas revoltas ondas ruidosas estrepitosas misturadas já arrebentando
espraiando acachoando desencadeando ressacas investindo atormentando escorjando
subjugando dominando. Desafiando tudo.
D depositário de acometimentos
acometidas tentativas empreendimentos. D depositário de atrativos e rio Farinha,
rio Cotaxé, praia de Taquaras, Taguatinga, Luís Eduardo Magalhães, Modelo,
Saudades, cachoeira da Pedra Caída. D muita honra gratidão responsabilidade já depositário
de congérie série monte montão coleção.
A sorte o dia o tempo o acaso criava
raízes mais ainda a onça-pintada apareceu. Sentada no asfalto da br-101 sentido
de quem ia para São Pedro dos Crentes fronteira com Lavandeira ou altura da
ponte sobre o rio Luís Alves, mais ou
menos. No meio da pista pelas 11h e 08min. Um sol que era uma lua, e uma lua
pra cada um. Uma terça-feira véspera de feriado dia nacional do pão de queijo
ou também conhecido como 16 de março. Alguns carros pararam e tiraram foto ainda
telefonaram aos amigos. Alguém motorista viajando com família, morador de Darcinópolis
(um senhor de meia idade forte produtor/proprietário/comerciante especialista
em laranjas produtos cítricos) se deslocando para Barra do Ouro, chamou alertou
as autoridades autorizadas competentes oficiais. Veio chegou chegando os
rodoviários o corpo de bombeiros as ongs defensoras dos animais nativos e
demais iutúbis os curiosos incidentais. A felina fêmea tomou um tiro levou no
dorso e disparado a média distância. Um tiro certeiro único de remédio de antídoto
de soro substância relaxante tranquilizante e ‘gre-reeee-gréeeee!...’ desmaiou.
O que vai ser. O que devo esperar se nem
sei o que vai ser? Eu prefiro rever como um cavalo: viseira nos olhos e olhar
sempre para a frente. Nem me pertence! Nem vem ao caso! E repito: nem me pertence!
E afirmo: porque sim!
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Às nove horas da manhã, dia novo em
folha e recém-saído do banho, uma terça-feira 18 e plena cerimonial comum
comprometida natural... e a estação em final de primavera, apertando já a
ansiedade pelo verão, perto o verão total e irrestrito... A temperatura já boa
mesmo para a região sul, que o dia parecia amanhecer num domingo. Tanta coisa e
notícia e dia que usava fazia ouvia recuava avançava. Acontecimentos aguardando
a hora e a vez e visitas hóspedes convidados colaboradores parentes. A aurora
antecede o dia, a aurora antecedendo ao dia. Com forte primazia.
O sol sabe o que faz. Pouco fala
pouco diz o que pode o que quer. Vem e vai direto reto tranquilo ao que deve
dever. Tudo indica que indica que vai dar pé!
D está este agora hoje mesmo neste
exato instante olhando a tábua da lei observando lá de cima e para todos os
lados e assistindo de camarote revendo os alfarrábios pensando o caminho a
verdade a vida e mesmo ordenando o progresso das coisas, fisicamente abatido
valetudinário esgotado um e outro recesso esconso retiro recanto. Porém a
situação nem mudou devido ao temperamento inquieto nervoso impulsivo
implacável, obstruído opilado bloqueado entupido. O verbo, ‘Ah, rãaaa!...’ as
palavras no contexto textual: compilar, copilar; copiar; plantar; pilhar.
A estrela Estela foi no rio Azuis e
o riacho a engoliu. A Estela estrela chegou em o céu e disse que o trabalhador
a havia capturado. A lua ouviu isso e contestou a opinião da estrela dizendo
como foi sequestrada se você está aqui, hem?! No que a Estela estrelinha
brilhante respondeu que eu peguei um passeio de cometa e fugi a tempos, é.
Um cão vê as coisas com cheiro, uma
pessoa vê as coisas com as mãos, um gato vê as coisas com orelhas altas, outra
pessoa vê as coisas com o olho maior que a barriga, um porquinho vê as coisas
com comida, ainda a pessoa vê as coisas com um prisma.
Para Inajá como se fosse um feriado.
E ela, então e assim e nada, nada mais o que pensar que seguir em frente.
Seguir o curso da corrente que nos leva. O mesmo que vai lá fora, aqui fora.
Tudo mesmo simplesmente sem que ou que seja de sobreaviso. Viajar durante (durante:
preposição com relação de tempo) as férias de verão no fim do ano. Uma coisa é
dizer e outra escrever ou desenhar ou coreografar ou representar.
O sol subindo subia e ainda mais ou
menos querendo imputar atribuir algo algo mais ou menos a este aquele a alguém.
E bem que resplandecia. Tudo parecia funcionar igual às boas e novas e certas e
comuns atrações do dia de todos os dias. O comprometido astro o vento a
temperatura o clima, ué!... tudo que faz parte, as árvores as casas a rua o
semáforo a sinaleira na esquina a ciclovia as ruas cheias de autos.
Lá vai ela a Inajá e seus dois casal
de mascotes, estes dentes à mostra e contentes iguais a cachorros balançando a
cauda, em rumo e sentido que ao nariz só importava. Para onde é que iam e que
somente ela sabia pretendia? Devemos aceitar sem restrições o que a mocinha nos
oferece oferecia já oferecendo. Grupo atento zeloso ativo... ação!
- Bom dia, gente boa! Bom dia, rua
Manuel Bandeira! Bom de dia, esta planta a tucum-mirim e esta gravatá-das-rãs e
esta folha-dourada-da-praia. Bonde de dia, né?!
Os beija-flores-brilho-de-fogo nem
só vivem nem só vivem, mas também prosperam se divertem consomem néctar
polinizam as flores. E eles e elas quanto mais proliferam quanto mais
proliferam, mais se acham. Se encontram e se exibem nas flores.
Já o condomínio Curruiruçu nem era
dos mais sensacionais, porém tinha comportava um parque logo em frente e bem
sortido de (de: preposição, ou palavra vazia de sentido) atrações ao ar livre.
E era pra lá que ia e sempre iam os nossos artistas de renome local. Uma menina
dos, olhe lá e olhe lá!, dos seus dois dígitos uns 11 aninhos com e acompanhada
do casal de crias serelepes sempre dinâmicos dispostos atentos. Um conjunto
completo ou integral e capacidade sagacidade sagaz destreza boas ideias e
ideais curiosidade à flor da pele e do pelo mais uma grande boa vontade de
querer. Olha que coisa! São coisas diversas, meus patrícios contemporâneos!
- Olá! Nem me lembrei de que é
feriadão! - falou para os que a acompanhavam.
As horas boas iniciais matinais
querendo prometer, e já prometendo, um belo dia recompensador várias
recompensas. E o sol general generalíssimo empreendedor comandante imperador
amigo dos madrugadores(as). E colorindo o dia com eventos coisas personagens
viventes. O sol é rico, nem precisa trabalhar tanto por nada.
- Bom dia, autos e condutores! Bom dia,
este o periquito-de-encontro-amarelo e esta jandaia-de-testa-vermelha e este
cisqueiro-do-rio e este joão-grilo. Assim, é fácil perdoar automóveis. Assim é
tranquilo olhar ao redor. Assim é uma hora legal.
Todo
rio Sobrado tem um caminho um trajeto e isso desde a infância lá no mato lá longe
descendo o primeiro monte. E lembramos os rios que vêm correntes em nossa direção,
o rio Caí (manso caparoeiro domado) o rio Andirá (trepidante vacilante
titubeante) o rio Retiro (ternura formosura saudade afeto estima ambição
afeição) o rio Doce (ardiloso velhaco treso) rio Grande (piscoso e povoado de
bagres muçuns tambiús piaus-da-lagoa jacarés-de-papo-amarelo) o rio Santo
Antônio (que nasce um curso d’água em Piatã na Chapada Diamantina). Todos os
santos dias correm os rios perenes. Todo rio tem seu percurso determinado no
destino nas linhas da mão nas penas da asa na sombra do olhar no nervoso das
folhas verdes. E o rio nasce cresce adolescente cai e corre contorna moço alaga
conduz e concede envelhecido volta está de retorno pro mar. Os rios que puxam
tudo; e arteiros confiados cofiam os bigodes em pontas.
- Bom dia, dona casa! Bom dia, dom
prédio! Bom dia, seu colégio! Como te vai, viçoso capim-santo! Bom dia, ave
canora choca-barrado! Gosto que vivam alegres!
E os cãezinhos de Inajá, ou que
estavam historicamente destinados pelo destino, tinham muita pressa e euforia.
Queriam ir e queriam andar e correr e ir em frente. Sabiam aonde? Mais ou
menos, de menos a mais. Todavia ainda assim, com afinidade por causa da dona ou
guia ou condutora. Estes afilhados andavam as quatro patinhas e a todo momento
instante, olha só que detalhe imprescindível e comovente e fofo!, olhavam pra
ela a Inajá. Dois três metros e olhavam pra ela. Como se quisessem conferir a
própria presença em pessoa a constância da chefa da dona da alimentadora da
tratadora. E olha... que olhavam contentes sem dúvidas. Um olho no caminho
caminhar e outro na dona na mãe na protetora incondicional. Latindo um isto,
‘au-au-au!...’
- Su-ces-so, gente! Tenho sorte de
que minha sorte me sorteia! - e Inajá falava pra quem quisesse ouvir e ou
trocar uma ideia um lero ou ainda compartilhar uma foto.
E cruzando a rua do Tecelão para a
calçada da rua Marquês de Maricá. Olhos ansiosos de novas ruas casario eclético.
Contente com, de, em, por. Renrém discussão incessante do tráfego. Dois três
passos e os cãezinhos olhavam a menina. Mas como sabê-lo se ninguém fala
ninguém responde ninguém range ninguém late uiva resmunga regurgita... Qual é a
dúvida destes transeuntes, destes automóveis vermelho azul amarelo, hem?!, pelo
menos. Vavavá algazarra gritaria. A trinca parou na calçada diante da zebra e a
móvel movediça rua Uiriri. Com a menina parada os três como se a rua andando
ficasse o mundo ora passando ora parado esperando aguardando o trânsito da rua
e os três posicionados contando os minutos o sinal verde. Até então nada de
errado.
- Oie!... Cuidado com atravessar as
ruas, meus bebês! - advertia a guria (sendo esta palavra “bebês” tinha ouvido
em algum lugar, nem lembrava bem onde, talvez em casa mesmo ou entre as amigas as
profes de escola primária).
- Au-au-au!... Pode deixar, minimãe
titia-mirim... - completavam os bichinhos e já muito contentes, já de fala
traduzida ao pé da letra (embora no original sincopada síncope vocábulos
podados cortados truncados engasgados).
Atravessaram a rua Jacarezinho,
vindos da rua Tapajós, e entraram no parque Barigui de tantas capivaras cutias
teiús figueiras-de-folha-branca sebinhos-de-olho-de-ouro (o hífen a hifenização
é considerada de outro planeta Netuno - composição atmosférica com hidrogênio
hélio metano etano deuterídio de hidrogênio; argumento do periastro em 265, 654
852º; longitude do nó ascendente em 241, 765 299º; número de satélites em 14:
fonte, isbn - e pelos especialistas um intruso de origem espúria bastarda
suposta e mais um rufião proxeneta cáften gigolô como se pode ver ainda mais pelos
ex acima e a seguir e via-sacra, cebolas-cecém, olho-santo, bel-prazer,
far-se-lhe-á, estrada Porto Alegre-Osório, feijão-verde, bênção-de-deus) e pessoas
relaxadas sentadas de pernas abertas sobre a grama verde verdinha. Trilhas e
passeios amadores conduzindo para todos os cantos. Peregrina beleza. Parecida
lindeza. Pacífica suavidade.
- Alto ali e alto aqui! O amanhecer
o anoitecer parece me deixarem sossegada! - menina que diz e desdiz e perdiz
giz diretriz concriz bissetriz imperatriz rediz matriz.
Chegaram perto de uma grande enorme
araucária. O gramado verde ficava à disposição e o dia também convidativo. A
árvore balançava seus galhos ao vento, e o vento passava aí em todo o lugar em
toda a área o espaço aéreo. Os galhos e grimpas espinhentas se agitavam com as
crinas cabelos do vento e mas moderadamente. E alguns pássaros cantores ali
pousados e arapaçus-do-cerrado ferreirinhos-relógios irrés risadinhas caçulas
cara-sujas, e de passagem voando sempre articulando retorquindo objetando
contrapondo e mas sempre com justiça harmonia graça respeito. Pousavam
aterrissavam voavam bem marcados nas 11 horas nas 11h. Na acepção da palavra
consignar em sentido literal registrar por escrito. Sem dissonâncias de
pormenor.
- Ora essa e francamente! Dizem que
é um pinheiro-do-paraná, mas nem tem nada escrito na Bíblia - a guria falando
da árvore colossal e de sombra gigante. - Aspiro o aroma da planta, aspiro ao
estrelato. Eu nem fui ela foi e ele já vai.
A menina Inajá olhando pra árvore em
volta pelo céu em geral. A mão em pala sobre os olhos por causa somente da luz
iridescente forte do sol. Fazendo sombra aos olhos para que estes chegassem sem
afetação até o alto na copa do pinheiro. E o conjunto da obra era o vento
caprichoso desvairado o descampado do lugar o sol de chapa quente a árvore quão
tão fenomenal. Tudo pronto como um cartão-postal carta cartilha cartolina. Foi
então que a hora e o clima se enamoraram, pois então os dois se enamoraram.
Simpatia a, para com, por. Empatia camaradagem amizade adoração.
- Digo o que digo, oi!... Vamos sair
daqui pra lá, meus cães! - falava a menina pra ela mesma pros xerimbabos para o
dia para o parque horto em geral.
- Deveras!... Pra lá fica o oeste e
Epitaciolândia, Capixaba, Brasileia - indicava ela apontando sacudindo o nariz empinado
pequeno indicativo autoritário esnobe.
O parque tinha pretensões de ser e
ter. Um lago a partir de um riacho represado. Descampado campestre (clareira de
poucas raras árvores e possibilidades de caminhada andar na grama sentar fazer
um lanche) e inclui mata ciliar ripária (ribeirinha, ripícola) mata de galeria
paludosa, etc. Plantas reintroduzidas ou nem, arvoredo tipo local endêmico
espécies exemplares, assim como: claraíbas, ipês-roxos, braúnas, emburanas,
muricis-do-cerrado, palmitos-juçaras, barbatimões, guapuruvus, sibipirunas,
ipês-amarelos - que estes nem podem faltar em nenhum lugar deste país e por
várias razões conhecidas e ou deixadas de lado, que você aceite ou nem. Sendo
também o ar os ramos entre os galhos e folhas e flores ou no chão gramado na
água, sempre se acostumou ver circular as aves os pássaros incidentais próprios
do ambiente da zona identificados pelos ornitólogos ornitologia como os jaós as
marias-faceiras curicacas-reais ou coró-corós ou tapicurus ou caraúnas ou
trombeteiros os catataus as seriemas (em tupi, “crista erguida”) e os
indefectíveis polêmicos presentes quero-queros - aves caradriiformes de
plumagem cinzenta com uma faixa negra da testa ao peito, ventre branco, topete
nucal, esporão vermelho no encontro das asas, íris e pernas avermelhadas, voz
forte (segundo se lê e recomendamos em o ibge ou unespar ou uenp ou uepg ou ah
- este o amansa burro ou hechor ou burro-choro). Quando faz sol é parte do
paraíso. Quando faz chuva e chove mesmo, parece um lugar exótico além do
horizonte e entre a floresta e o pantanal e o pampa e uma ilha totalmente
abandonada. Já tu sabes! Assim te conto!
- Tão bom, tão bom! Eu esqueci de
trazer a pandorga, gente! - insistia a menina com a pandorga papagaio de papel
e soltá-lo ao vento no ar de outubro pra novembro.
Às vezes elazinha pensava em correr
e afoita. Os cachorros corriam pelo gramado por qualquer coisa, por dá aqui
aquela palha, por veja lá que coisa... e voltavam aos pés da dona. Corriam
buscavam pelo prazer de ser e ter a bola de borracha o graveto entre os dentes.
Era tudo ver falar ou gritar correr latir rir e escolher assuntos para debater.
E assim ela se misturava aos cães ou ficava de fora só observando. Olha só (só:
palavra expletiva, que serve para completar) o que aconteceu! Pois bem, nem
sempre conseguia. Pois sim, era verão e tudo em forma preparados(as).
- Atenção!... É um, é 2, é três e...
jáaaaa!... - determinava a Inajá, lançando o quanto podia longe a bolinha
amarela de jogar tênis devidamente prevenida adrede trazida de casa tirada do
bolso da bermuda do interior da mochila.
- Au-au-au!... A menina custou a
apinchar, né, kjá-kjá-kjá!...
Outras vezes corriam todos e corriam
mesmo morrinho abaixo que todo santo ajuda. Tomada de espanto, tomados de
espanto espantados de tudo de nada de qualquer movimento. As capivaras os seres
humanos fazendo corrida nas trilhas ou simplesmente perfilando se exercitando
se coçando. Academias ao ar livre pintadas de amarelo azul vermelho, feitas de
ferro plástico madeira. Aqui e ali ainda uma cutia, das de noite e das de dia
diuturnas ou noctívagas, e inhambucuás udus-de-coroa-azul joões-pintos codornas-amarelas
tachãs sabiás-laranjeiras chocas-de-asa-vermelha corucões cauré. Muitos nem se
dignavam olhar ou responder ou se esquivar ou pular fora e voar.
- Que é?! Aviem-se para outras
terras e rincões! - a menina espantava estimulava os circunstantes
circunjacentes circunvizinhos pássaros. - Oi!... Vão curtir outras áreas do
parque, gente! Sobrevoem, sim, asas abertas em as ondas do vento!...
Pai e filho batiam bola ali no
campinho e perto do lago. O voo as asas as aves iam e vinham, flanar. Asas
soltas flutuantes ambulantes. Passavam o tempo. Umas no gramado bicando o pasto,
poviléu ralé. Outras nas árvores galhos dos puruís-grandes-da-mata, bicando as
penas plumas. Conversas comentários delas entre elas e delas estripulias com o
vento. Elas aspiram a altos voos e altas viagens e altos veraneios. Nuvens em
forma plataforma trampolim chapadão e nuvens igual escadaria túnel avião.
- Segura aí!... Vai nessa, meu!...
Segue adiante!... - brincava a guria com os cães.
- Au-au-au!... Parece o sol, nem
parece?! É o sol! - os cães em uníssono, e em linguagem coloquial informal
falada latida ansiada resfolego resfolegando, ‘ofe! ofe!...’
E os três tipinhos já despertados de
alegria jogando juntos como irmãos no recreio. Novamente atirava um graveto e
os dois cachorros (ligados na guia, atrelados em parelha) iam lá buscar seja
onde for longe mais longe entre as árvores perto do lago dentro da água no meio
das baronesas ou aguapés. Que já sabiam nadar, nem se sabe como e ninguém os
ensinara. E saíam se sacudindo e um ou outra com o troféu na boca já entregar
para a patroa dona e proprietária. Que era óbvio, a menina se achava e se ria e
se importava muito. Seus afilhados eram mágicos e seus cachorros eram dela
mesma e que ela cuidava. Rivais competiam êmulos invejosos um com a outra, Totó
e Trempe. Praticamente um destino cotidiano quotidiano diário e aceito
manifesto natural. Um olhar que abarca amplo panorama semisselvagem semiurbano.
- Saltem, seus moleques!... Quem
voltar com o prêmio ganha um regalo da tia!...
Tamanho entusiasmo dos mascotes, o
casal o par, que já enchiam eles de carinho e interesse os outros humanos que
andavam aí e nem tinham xerimbabos. Pensavam em adotar? Todos queriam adotar
mas havia outros prós e contras postos na mesa de discussão de negociação.
Assim, corriam e eram admirados por seres humanos e olhados com reserva pelos
outros cães mascotes e mesmo pelos habitantes selvagens locais. As cobras e
lagartos pouco se criavam nesse ambiente. Mas daí as capivaras os
ratões-do-banhado os preás as pacas as antas... estes roedores e outras
espécies meio que do alto das árvores as preguiças-de-três-dedos ou brádipos os
caxinguelês os saguis-caratingas os macacos-pregos viam com olhos grandes e até
sumindo na camuflagem com incômodo aos cães domésticos bichos impertinentes
prestimosos bagunceiros invasores desenvoltos intrusos que vinham tomavam conta
e se iam como se nada como se os autóctones nem merecessem respeito. As aves,
principalmente as do chão como exemplo pinto-d’água-carijó juriti-vermelha
codorna-carapé aracuã-do-pantanal maxalalagá bico-chato-de-orelha-preta
araçari-castanho, tinham muito terror destes mascotes corredores perseguidores
de acessórios bolas gravetos ossos plásticos. Porque assim escrito e na teoria
os cachorros são carnívoros predadores e vai saber se estão só brincando quais
as intenções ou mais que isso, né?! Há razões para tal e qual!
- E é mesmo um planeta Terra muito
dividido em tipos e espécies e raças - concluía e chegava a esta conclusão a
menina Inajá. - Repertório parâmetros de D!
Quede o céu que nem tem interesse?
Que nem tem sentido. Que nem tem forma nem tem fim nem começo nem meio. Que nem
apoia as estrelas a lua o sol. O salto no infinito custa caro custa quanto tem
desconto sai por menos que se imagina?
- Hum! Vi dizer... ouvi visto aí...
que os bichos... as aves os passarinhos casam cedo. Casam se enamoram na
primavera e nidificam procriam no verão. Aproveitam o verão para se dedicar aos
filhotes. Aproveitam o calor para estreitar os laços de família.
Nem se pode explicar por que
Saturno, um planeta e doutor chefe capitão do espaço que lhe compete lhe
pertence lhe capricharam, se enamorou da lua que é uma satélite funcionária retrógrada
modesta de modestos salários e regional. Já te digo!
- As pessoas de várias idades e alturas...
agora se nota isso, têm outras coisas que fazer na vida. Meu pai trabalha minha
mãe é bancária e eu e meu irmão vamos à escola.
Os humanoides nem são que nem. Minha avó
e meu avô por parte de mãe, eles têm alguns peixinhos de aquário, talvez uns
seis ou sete se nem me engano, um é vermelho completo, dois listados de branco
e preto, um tem asas enormes parecendo bandeiras desfraldadas, outro tem a boca
dura e pontiaguda que nem se fecha nunca...
- Nem falei?! Meu pai trabalha de
oferecer bônus cupons carnes títulos ações e minha mãe é bancária e eu mais meu
irmão vamos à escola. Dia do lado do outro dia.
À diferença do peixe, a ave pode ter os
pés no chão e palmilhar. E os peixes aquarianos andam mergulhados em sopa de
cenário subaquático criado e de brinquedo nadando entre as gretas interstícios
esconderijos pirateando. Os alados por sua vez trocam de cenário a toda hora e
buscam nidificar em um lugar e manjares em outro.
As aves são do céu... ou quase,
algumas dos ramos das árvores, casacas-de-couro-de-crista-cinza
gralhas-do-pantanal joões-de-barro tchintchorrintchos... Os guaipecas
vira-latinhas os galos e galinhas os porcos os cavalos são do dia a dia.
- Eu! Esperem. Aguardem dois
segundos... - a guria segurava o próprio coração.
Chegaram a uma rótula rotatória ou
praça circular e a menina cogitou contorná-la pelo lado de cá e assim girar e
andar voltar pela banda oposta (contrário ao andar dos ponteiros de um
relógio), sem atravessar a zebra da rua Padre Manoel de Nóbrega. E foi mesmo
assim, contornou e voltou estavam voltando de retorno. Contra (preposição com
relação de oposição - fonte: ngb) ou a favor, dependendo do lado que se queira
atingir. Dali pra frente abriam uns caminhos trifurcação e rua do Escrutínio,
logradouro do Batente, avenida do Rebu. E cada qual para uma paisagem própria e
ou específica.
- Me custa este ambiente com
automóveis que buscam aí o diário hoje das horas.
- Pra cá se vai rumo de Ibititá, sim
senhor! Pra lá já nos dirigimos em a rota de Palmeiras, sim senhora! Pra baixo
estaremos nos dirigindo para Gentio do Ouro, hum!...
Os animaizinhos ressoantes talvez
quisessem colo? Pode ser e quem sabe. Eles olhavam muito insistentemente para a
menina, mas seus latidos entravam por um ouvido da garotinha e saíam pelo
outro. Sem cócegas e sem dó nem piedade. Nem ia acostumá-los preguiçosos.
Estavam para fazer exercícios, e tomar decisões.
- Quem vem lá? Será que é cedo
voltar agora? O sol está bom o calor tá bom, mas temos a sombra das árvores,
hem!... meus amigos chapas cãezinhos!
O coro das aves piou canta uníssono
à vontade e sem aparente sentido. Uma orquestra orquestrando orquestrada
interessante. Vale a pena o chilrear chilreio interessadíssimo e
topetinho-verde, freirinha, cabeça-seca, narcejão, galo-da-serra.
E de fato andavam num local muito
agradável aprazível intacto sossegado e meio que encoberto pelas abas das
árvores grandes e carobas-de-flor-verde estoraques-do-campo claras-d’ovo
juquiris-grandes andás-açus curuiris pitombas-de-macaco. Aves sempre pousavam
aterrissavam... asas recolhidas em pose e posição de sentido... outras já
decolavam subiam com ímpeto pesadas para o alto sempre para cima argueirar
investigar tomar ar espaço consciência. Distinguido arvoredo. Já vejo! Olhe o
poejo!
- Venha! Adoraria contar as folhas e
uma por uma da castanheira-do-pará, é.
- Gosto de todas. Gostei de todas.
Gosto de gostar pra sempre. Gostei pra dedéu.
De noite e de dia, tanto faz,
somente as pessoas humanas e os automóveis. As pessoas nos automóveis, os
automóveis levando trazendo transportando. Interessante pelo menos
especialmente os caminhões-baús que abrem suas portas enormes traseiras e
carregam tutelas tutorias mundiças volições e descarregam todo tipo e tamanho
de caixas engradados de emular arraigar assentar. Banquetes suntuosos. Que a
maioria é daqui mesmo, porém já disseram que podem vir de Barreira e Acarape e
Chorozinho e São Mateus e Governador Lindenberg e Pancas e Linhares. Que esses
lugares são ótimos para turistar. Engraçados e impressionantes os tais ônibus.
Eles carregam muita gente e de uma vez só, latões latas de sardinha. Coletivos
e urbanos urbanísticos.
A menina queria muito aos ônibus. Vão
recolhendo pessoas em pontos e paradas já confirmados. Depois chegam a se
reunir em bando nos terminais. E daí pra casa, se recolhem são recolhidos às
garagens. A índole o caráter o temperamento desses coletivos é sempre objeto de
estudos. Fazem um serviço social, necessário interminável.
- Já e já!... Vou lhes ensinar a
tabuada, vou lhes reter a decorar a tabuada!
As flores abertas a flora e outras
esperando a hora certa. Interessante desabrochar despertar desabotoar cativar
as cambaxirras carriças corruíras-de-casa garrichas curupuruís camaxilras e
pegar pegam e apreciam as horas de sol necessárias. Aves que nem ou pouco se
dignavam abrir as asas. Saltam sobressaltam, perguntam interrogam, pensam e
sonham. Já te ensino! Já me preocupo com você aí!
- Gente boa! Bater na porta. Bater a
porta. Bater à porta. Uma coisa e outra.
Se a guria era de conversa? Tinha
seu ponto de vista. Queria conversar muito que tinha assunto sempre desde
diálogos longos com os brabinhos até as árvores e as pessoas estranhas ou pouco
conhecidas. Queria sempre conversar. Parava de repente e abraçava se abraçava
com uma árvore um pinheiro-araucária um jerivá um mulungu uma aroeira-bugre. Os
cães também paravam e achavam bonito cheiravam olhavam vê se nem vinha ninguém e
interagiam também abraçavam a árvore, sendo nem raro que o Totó depois
esguichava mijava, “tchaaaate!...” Que ainda ninguém tomava em conta.
- Escutem o motor de a moto em a rua
da Bocanha, e passando como um risco!
Para ir de São Paulo ao Rio de
Janeiro se leva 6 horas, voo rápido. Porque a questão estava melindrosa, nem
aludiram a ela. Tenha amor diferenciado aos seus santos e santas. Pássaros
caminhantes voajantes viajantes alados andantes voos passarinhos ambulantes
voadores andando de voo em voar e planando na planície alta aberta perto acerca
das janelas nuvens. De noite se entretinha a ouvir estrelas. E isso tudo me
lembra uma antiga história, que o nome título dela se me esqueceu.
O milionário chegou em casa do
trabalho. E explicou tudo, enquanto tirava a gravata o boné o celular a roupa
tudo a camisa as calças os tênis o relógio de pulso: “Nem tive tempo de ir ao
banheiro de ir almoçar de lanchar de telefonar de cochilar”.
Dom Pedro I abdicou em 1831 (abdicar
renunciar desistir). Filipinas é um arquipélago-Estado. A língua portuguesa-brasileira
procede do latim. A República sucedeu à Monarquia que sucedeu à Colônia. Outro
alagoano, o briosíssimo Marechal Floriano Peixoto, sucedeu a Deodoro da Fonseca
- fonte: Ledo Ivo. Se pode dizer que o negro precedeu ao índio no trabalho
agrícola organizado pelo branco - fonte: Oliveira Viana. A ovelha o carneiro é
um animal veloso. Empresas finanças negócios, os dados giro de capital
flexibilidade no planejamento investimentos estimativas de lucro, a custo de
curto e médio e longo prazos. Esqueça esta vírgula, esqueça-a. E ponto.
No frio e no calor, com febre ou
resfriado, destilado ou até conservado em barris de freijó, o importante é
bebericar bebível beber com moderação moderadamente.
D marcou uma reunião no alto astral do
firmamento: época era século ano mês dia hora. Chegou no minuto indicado e se
sentou na cabeceira da ampla mesa do universo. Sem pestanejar e sem mais nada,
abriu os trabalhos: o primeiro mistério.
O dia comum/incomum e o andar do tempo
percebeu a onça-pintada sentada na pista no meio do asfalto igual um cão
tipicamente os cães. Eram, o quê?!... seis horas da manhã de uma quinta-feira e
chuviscava. O território desta fera de pelo camuflado media ao redor dos 3 mil
metros quadrados dentro já das comarcas de Tiradentes do Sul (tiradentenses) e
Crissiumal (crissiumalenses, do tupi ‘taquara pequena’) e Criciúma (criciumenses,
já o nome desta cidade vem do tupi e foi inspirado na erva no capim cresciuma
que pode ser visto abundante na praça do Congresso). Claro que o tráfego foi
logo interrompido e alguns motoristas (uns acompanhados de familiares outros
nem) já telefonaram aos órgãos públicos de resgate e competentes e oficiais. Compareceram
chegaram uivando viaturas de urgência e respondendo o chamado inclusive somando
desde Morro da Fumaça e Três Passos e Esperança do Sul. Os bombeiros trouxeram
e cercaram a vítima o bicho o animal com pás enxadas redes de pesca escudos de
plástico duro lanternas potentes repelentes contra mosquitos botas de cano alto
chapéus de aço espingarda com dardo tranquilizante sabor pimenta e ou sabor
limão. A onça felina bonitona olhos amarelos orelhas em alerta recebeu o tiro
no peito e desmaiou.
Quando nem falta mais nada, eis que nem
carece nada mais. E quando ninguém tem nada com isso, eis que o que você tem a
ver com alguém. Se ninguém duvida da palavra de alguém, eis que alguém nem
reclama da falação de ninguém.
Verifico os merecimentos o justo o
justíssimo e o tudo a favor, segundo meu ponto de vista. Mas e aí? Nada me
pertence. E se o destino os astros os deuses me negarem, hein?! Pra onde eu
corro? Sob que capa me escondo? Desde sempre, nada me pertence. Eu quero pensar
no pior para que a vitória, caso venha, me abençoe me salve.
#
Hoje o céu vem amanhecendo identificado
e junto com o ótimo dia, ‘bom dia!...’ O interessante dia está vendo as vias a
rua Soares Cabral coa rua das Laranjeiras, antes do sol. O astro dourado que
vinha de se despedir recém tanto cedo da lua, enamorados. Que a lua já havia
chegado em casa antes do ultimato das estrelas, espalhadas esparramadas. As estrelas
de giz azul-ferrete que pintam o céu celeste abobadado.
O mar pega o atalho e porta mundo
registro fantasia criação. A terra pega outro atalho e aprecia interage promove
estimula possibilita identifica desenvolve. O céu engata um atalho pra cá e com
esta muita balda mania ronhoso esperto trapaceiro.
Quando o rio Carreiro passou por
Nova Prata, a cidade nem existia como comunidade. Quando o rio Retiro cruzou
pela primeira vez por NP, o município já se enchia de esperanças e tudo mais.
Quando o rio da Prata chegou em NP, a comarca se emancipava politicamente
economicamente fisicamente de Veranópolis. Quando o rio Sabia apostou por NP, a
vila ainda assim estava aliás começando e ‘que venham!...’
A sessão foi presidida comandada por
mãe Gaipara, a Gaita. Aberta a sessão pela chefa, a secretária Inajá procedeu à
leitura da ata. Na prova, a menina respondeu a todas as questões. O inquérito a
que se submeteu ou foi processada e se procedeu, nada demais foi apurado se
apurou e efetivamente. A autoridade competente visou o passaporte. A capitã
passou a tropa em revista e diante do prédio peristilo do qg, etc.
Mamãe Gaipara espia pela janela da
cozinha e lá fora o dia se doando à manhã de sol e muito mais. Leves
torvelinhos de poeira rodando rotação em espiral remoinhos. Pai Tácito no quarto
ou na sala ou no banheiro se aprontando para ir ao trabalho. Seu jeito de
acordar cantando (canta: tema e vogal temática). O próprio Realejo sempre
atrasado para a escola. Torce desesperadamente (está em a idade) para o Sport
Club Internacional (inter, o prefixo; nacion, o radical; al, o sufixo - os afixos
anexos e ou derivações parassintéticas, parassíntese) de Porto Alegre, o ‘campeãodetudo!...’
Eu me contento em bater palmas de longe. O que se sabe o que se pode. O que o
quê!
Quem leva os cachorrinhos a Trempe o Totó para passear
neste dia esplendido e luminoso e brilhante e ensolarado sazão aconchegante? Diante
da euforia excitação correria gritaiada (seria um neologismo?) dos adotados
afilhados mascotes. A menina Inajá, é claro. E agora mesmo, quando ela se
prepara se apressar se apressa.
- Opa!... Come mais esta fatia de
abacaxi e já pode sair para o passeio, filha - incentivava a mãezinha Gaipara.
- São necessárias as preliminares inícios de conversas.
- É mesmo e demais... Já me dá água
na boca, e de primeira - confessava a menina Inajá, muito muito mesmo ligeira
buliçosa gárrula tagarela cintilante ativa.
- Outrossim! É porque tem junto na
fruta o doce e o acre, sabor agridoce, acre-doce, acidulce, agro-doce.
Entende?! O abacaxi é isso, e faz bem para tudo, para a pele para os nervos
para o coração para quem levanta cedo de manhã, para quem pratica exercícios de
correr e corrida e carreira. O abacaxi é fruto da moda, é.
- Abacaxi é um fruto sem semente e nem
tem caroço. Deve ser por quê?, hem!
- Oi! Deve ter sido uma escolha dela
mesma, quando nasceu. Nasceu espinhosa e no meio de outras plantas. Assim ela
se defende. Nem é fácil descascar um abacaxi, é.
- Parabéns ao abacaxi!... Eu gosto
de abacaxi. Todo mundo gosta de abacaxi?
- Mais! Abacaxi vem do abacaxizeiro
e quem colhe cuida e planta é o agricultor abacaxicultor abacaxicultura no seu
terreno extenso abacaxizal. Tem muita gente que planta e vende abacaxi e desde
os santo-antonienses em Santo Antônio de Jesus e São Miguel das Matas e
Aratuípe e Pires Ferreira e Ipirá e Ruy Barbosa na serra do Orobó.
- Quase todo mundo e uma unanimidade
mais ou menos. Por que cachorro nem come nem prova abacaxi, e fica de água na
boca quando vê a gente comer? Oquei?!...
- É um produto. Há espécies de
abacaxi parecidos com abacaxi, abacaxis-brancos e aberas e ananás-selvagens e pitas.
O que nem falta no mundo é abacaxi para comprar e descascar. Descascar abacaxi
é uma arte que dá água na boca. Pronto, falei!
- Quê! Eu acho que abacaxi é um milagre.
Um milagre de santa ou santo.
- Já o abacaxi tem muito a ver com a
vitamina c e kiwi caju lima limão laranja bergamota tangerina. Tudo que é
vitamina c tem a ver com líquido, praticamente.
- Vou aprender a debuxar rascunhar
esboçar um belo tipo de abacaxi, entende?!
- Uaaaaau!... E o abacaxi é uma
fruta típica dos trópicos, e cheia da bizarria fidalguia nobreza bazófia. Eu
mesma, note bem a diferença, gostaria de ser um abacaxi.
- Já calculando e contando, né,
mâmi!... Abacaxi no sul e no norte...
- Oie!... E comemoraria comendo como
comeria na bandeja no prato e ao vivo!
- Sim, todos te parabenizariam já
que tu serias parabenizada por todos - declarou entusiasmada ela a mesma a mãe
Gaipara (frase com a conversão do verbo da voz ativa na passiva - fonte: glp¨dpc).
- Que só discutimos coisas muito importantes.
Talvez cheguem a cem mil reais
R$100.000 as despesas da família. Que mais se pode dizer? Que mais eles querem?
Nem bastam nem chegam os bens que possuem?
- Veja! Nem precisa vocês voltarem
tão tarde - recomendava alertava a mãe.
Ora, o quê! Raríssimas nuvens
cobriam ou passeavam pelo céu. Por que céu azul se quem sabe quem viu podia ser
verde ou uma cor neutra. O sol corria o carro atômico pelo caminho habitual e
de sempre e justamente o mesmo dos dias. Poucas nuvens era melhor que muitas.
Umas de passagem e iam embora já em uma hora. Alguns certos dias às vezes
ficavam mais, ou por que sim ou por que nem. E por magia mágica, encobriam ou
descobriam. Que o sol está ali no caminho certo pro que der e vier. A maioria
das pessoas gosta de dias sem nuvens, o que leva a crer que realmente sejam
esses dias os tais bons e aprazíveis. Um ‘bom dia!...’ a todos é o que se
deseja.
- Você viu, vocês viram! Um avião
riscando o céu com vapor de nuvem. Vai pra lá no rumo do sol, é - a menina
Inajá falando diretamente com os cachorros da família. -Deve de ser com cem ou
duzentos passageiros. Já andamos de avião, tão lembrados. Quando fomos pra Jaguaré
e Colatina e Aracoiaba e Arvorezinha... Que assim o avião nem cabe mais nada
nem ninguém ainda mais abarrotado como convém.
- Ora e ora!... O avião permite ao
homem devassar outras províncias com altura.
É o bom do começo início. Para onde ir
esta manhã tão plácida e recomendável e legal e mágica... O lugar que fosse.
Mais longe melhor e mais curtido. Quanto mais demorado melhor, o passeio.
Moravam a pouca distância do parque. Já vereeeemos!
- Olhe que já ouvi a palavra...
languida lan-gui-dez. Que joia que é esta palavra. Parece com língua, lin-gua-ru-da.
A rua é linguaruda e languida? - debatia a Inajá com Totó com Trempe, menina
dengosa e patuá bentinho no cordão em volta do pescoço.
Trazia uns reais para depois comprar
lá no parque em pleno parque um algodão-doce. Tinha de várias cores. Ela
adorava e os afilhados idem. O ambulante também vendia pipoca caramelada, o que
já era outra boa opção. Foram subindo e descendo a rua Catauixi. Dia de sol e
existências. Dia ensolarado e pássaros endêmicos.
- Por minha vez! Se tivesse pé de
moleque eu também compraria, né, gente! - a menina e os guaipecas já se
acercando do parque (junto à cancela do carreador que distanciava pouco e nada
da orla do capão ou ilha de mato).
- Digo o que penso! Do que nós nos
devemos convencer, hein?!...
Os dois cães seguiam ajoujados na
guia e ambos parelhos que ninguém queria perdê-los de vista. Eles se preveniram
contra o calor. E eram muito ativos agitados e nem queriam saber de ouvir
ordens e avisos. Disparavam na frente e iam embora. Casal galhardo elegante
brejeiro. O povo simpatizou com os 3 desde o princípio. Que hão de permanecer
defesos à curiosidade local nacional internacional universal.
- Oie!... O que é impressionante? -
e a mesma Inajá respondeu pra ela mesma. - Tua mão segurar na força dois
mascotes eufóricos agitados indomáveis pretensiosos.
Caminhavam por um rechã altiplano
platô logo dentro do parque Barigui, e pararam os três no primeiro ambulante
que viram e encontraram. O parque firmava residência ali avenida Aníbal
Machado. A menina nem se aguentou com a gula de algodão-doce cor rosa. E onde
comia uma comiam mais dois criados. Se lambuzando que delícia! Era meio
confuso, ficaram confusos, mas no fim deu tudo certo. E tinham remorsos de
comer tão rápido. Um tanto ou quando estouvados imprudentes levianos. Pareciam
também zangados arrufados ou chasquentos. Estavam no centro do mundo? Nunca se
sabe realmente o que um rio do Cedro é no fundo.
- Sim, opa!... O dia é este. Temos que
entrar pegando pesado, né, galerinha?!
- Au-au-au!... “Vamos comer pipocas,
né?!”, reclamavam os dois peludos.
Dia aberto feito dia bom e
acontecendo um calor e muita luz as cores e as coisas ao redor. As horas
contadas no tempo que ia passando efêmero instantâneo bruxuleante. Como as
horas são contadas lidas calculadas somadas interpretadas multiplicadas.
Divididas em 2 etapas, de manhã até a noite. Com intervalo para almoço. Dentro
da redoma cúpula campânula de vidro de céu azul. Ambiente côncavo onde cabe
tudo.
- Que devoção! É o bom! Veja só que
a santa me olha! - descobriu a menina em plena caminhada e puxada pelo cães. - Com
toda certeza... E ela me olha pra sempre... Me olha e me vê com um olhar de
carinho ternura meiguice.
Uma estátua de santa dentro de uma
capelinha ali no barranco no alto do morrinho e tudo combinando com jardim e
árvores e pátio com uma cruz de madeira pintada de azul-turquesa. Que nome
tinha a santa dos olhos profundos misteriosos enlevados? As pessoas passavam
iam e vinham com o sinal da cruz no peito, gente habituada ao local habitues.
Faziam o sinal de alto a baixo, de ombro a ombro e beijavam a ponta dos dedos.
Parecia tudo necessário urgente preciso obrigatório.
- Mesmo quê! É uma santa sozinha
rodeada de vasos com flores - anotou a guria. - Seria bom ser amiga da santa e
receber um milagre. Qual milagre? Vamos pensar...
Inajá aportou ali para uma rápida
pausa. Algumas pessoas também paravam para ver a santa de perto. A menina
resolveu ir mais perto. Os cães nem precisavam de rezar e podiam esperar um
pouco ali fora. A santa parecia paciente e esperar todo mundo.
- Salve! Por que esta santa resolveu
ficar aqui neste lugar e no parque mesmo?
- Alô, como vai?!... Será que a santa
é D ou mãe de D ou parente de D?
A Inajá entrou no recinto e para ver
em loco e conhecer melhor a imagem. Queria conhecer a santa e ver sua
fisionomia de bonita. Uma santa de porcelana da altura de um metro e setenta.
Como uma boneca grande e bem esculpida. Lado a lado ladeada de alfombras feitas
de flores coloridas perfumadas e mais as pétalas de rosas e cravos e margaridas
e vasos com plantas e chapéu-de-couro e forno-d’água e erva-preá e rubim e
rabo-de-tatu e cordão-de-são-francisco e alhos-silvestres e azedinhas-grandes.
Notou que as pessoas que entravam
também se ajoelhavam e rezavam bem baixinho ou mesmo sem mexer com os lábios.
Baixavam a cabeça e oravam baixinho. Que será que diziam? Uma chegou e cantava
baixinho, balançava o corpo devagarzinho, olhava um livrinho que carregava na
mão, entoava orações louvores elogios loas à santa. Mais uma forma de rezar. Ou
uma forma de dançar. Uma forma de ajoelhar.
Acreditavam que, se tocassem os pés
da estátua da santa, ficariam curados e salvos e honestos e felizes. Importa
muito dizer isso: todos os seus atos, completamente todos e todos, visavam um
interesse de proteção. Cada alma anseia voltar ao alto. Necessitam atender ao
apelo ao chamado aos conselhos ao interesse às exigências às reivindicações da
lei, e da natureza também. Sempre sendo ser alma universal. O imóvel céu
celebra lembra confere ao legítimo dono. O mais digno era inclinar-se curvar-se.
Inajá se sentiu constrangida por nem
saber o que fazer e saiu. Esperou que chegasse mais alguém, alguém entrou e ela
saiu. Baixou a cabeça com os olhos no chão, passo a passo, saiu. Teve pelo
menos uma pessoa que saiu de costas. A menina observando tudo e saiu se
sentindo estranha. Como se entra quando se sai, e aí?!
Saiu fora da capela para ver... para
nem mais ver seus dois xerimbabos... Que eles deviam estar lhe esperando, isso
sim! Olhou todo ao redor e nada...
- Ué!... Quede? A Trempe o Totó,
gente! Cadê? - atônita e a menina se perguntava indagava pra tudo pra todos,
pra quem, o quê?! - Vai saber, meu!
E começou a correr em volta da
grutinha da capela da santa e igual uma tonta. E a cada pouco nada de encontrar
os bichos. Alongou o olhar pra frente pra trás... E até fez escândalo
escandalizando, gritou com força e sem receio de escandalizar:
- Treeeeempeee!... Toooootóoo!... -
se esforçou a Inajá. - Socoooorroooo!...
Caso estivessem perto eles viriam
correndo, pensava a menina. E novamente chamou gritou chamou se esgoelou
chamando aos afilhados pelo nome próprio. E nada. Quando nada vezes nada.
Estariam escondidos para zombar dela? Estariam de remoques burlas caçoadas? Em
que sítio se escondiam? Foram raptados para solicitar resgate?
- Arre!... Que dia longo, minha
nossa! - a menina já cansada de pensar no pior.
- Oi e olá!... Que foi, queridinha? -
uma senhora se aproximou curiosa preocupada querendo ajudar se apresentando
para colaborar, se fosse possível.
- Uta! Meus cães sumiram, dona! Entrei
aí na gruta e quando saí... nada vezes nada. Eram pra tá aqui fora me esperando
e me aguardando... Ora!... Eu, hem!...
- Vê e veja! E eles estavam na guia
na coleira... e estavam amarrados na trave no poste de iluminação? - logo a
senhora compreendeu o caso e ficou mais preocupada e curiosa e atenta. - Eles
são de trapaça de tramoia contigo? Eles costumam ser serelepes?
- D me acode! Acho que nem os
prendi, dona. Nem precisava, eles tinham que me esperar... aqui fora. Nem
entendo por que nem me esperaram. Será que foram pra casa? Será que telefono ao
corpo de bombeiros, hein?! Preciso parar pra pensar...
- Olha, pode ser. Se eu pudesse
ajudar... E eles são de pirraça birra teimosia?
Por que os cachorros escaparam ou
deixaram de esperar ali? Foi fuga foi desaparecimento foi esquecimento de
esperá-la? E pra que lado eles foram, se é que já nem estavam chegando em casa?
Mas sem a companhia da menina? Por favor!
- Esse é o enredo?! Que momento
ridículo, nossa! - descontou a guria, um pouco ofuscada encandeada turvada pela
emo. - Estou muito assustada. Estou muito sem saber.
- Uma coisa é uma coisa, outra coisa
é... Vai ver já chegaram em casa...
- Alguém precisa me dizer algo
bom... - a menina tremia de duvida e incerteza.
Decidiu ir procurá-los aí pelas ruas
em volta do parque. Que os matinhos eram muitos e mais enormes quando precisavam
ser menores. Ou de repente no meio do bosque fechado atravancado. Ou andando de
pedalinho no lago, que eles adoram. Alguém levou eles para passear por lugares
que ela nem conhece. Vai ver que se escondem, aqueles dois um par de traquinas.
Vão ficar com fome e sede (sede ou vontade de beber; cede, do verbo ceder - são
palavras parônimas, parecidas na escrita e na pronúncia) sedentos, nem são
acostumados a passar apertos necessidades e igual caseiros domésticos mimados
comida certa e na hora combinada chamada ‘tim-tim!...’
- Hem?!... Mas vou encontrá-los. E
deve ser agora já. E tem que ser logo logo.
O parque aumentava de tamanho a cada
5 minutos, e de pronto logo que os cães desapareceram. E tinha o mato gigante e
chacronas e biribás-verdadeiros e chás-da-terra e favinhas-bravas e
cacaus-brancos e cascas-de-anta-brava e o capim-navalha. E a cidade em volta
mais gigante agigantada ainda. Cidade do vidro fumê das notícias e comentários
da galanteria do luxo das ruas transitáveis do sofisticado, e cada vez mais
luxuosa divulgada conhecida reconhecida badalada babada. Cidade brotada de
prédios.
- Que fadiga! Eles nem implicam com
outros dogues, está claro! Eu mereço?
- Neném! Eles foram e se foram por
que o destino deles é ir? Oi!...
Algumas famílias alguns garis, de
longe, na calçada, nas janelas, assistiam ao espetáculo dos automóveis. As sombras
nem são nada e ninguém. Os mascotes eram tímidos bons ingênuos (sintaxe de
colocação na ordem direta: sujeito mais verbo mais complementos). Eram dois
felizes inocentes cachorrinhos. Sempre rindo e se alegrando.
- Meus amigos mascotes... Oh, queridos!
Deixem pra lá de me sonegar!
Os cães longe, fora do seu radar, se
sabe lá onde e com quem. Em que rua, em que praça, em que área da floresta?
Mina de visitação Octávio Fontana. Desaparecidos. Museu Augusto Casagrande. E
as notícias de última hora urgentes: ‘Cães desaparecidos’; ‘Por favor,
encontrem eles por mim!’ Ela Inajá nem pensava em outra coisa, nem poderia. ‘Tratam
pelos nomes de Trempe e Totó!’, ‘Se recompensará muito bem quem os encontrar
sãos e salvos!’, ‘Vejam as fotos e encontre-os, por favor!’, ‘A Trempe prefere
sorvete de pitangas e amendoins torrados, o Totó prefere sorvete de chocolate e
castanhas de caju.’ ‘Eles dois são muito manso tranquila, tá!’
- Vê!... Eu prometo que vou rezar
pra santinha do parque, prometo! - prometia a menina, e já muito assustada com
o afastamento dos seus batizados. - Já rezo!
A Inajá se dera ao trabalho de
contar. No céu azulado já aparecia a estrela Vésper, mão aberta de 5 pontas. Já
aparecia a estrela Vésper no céu azulado, mão aberta de 5 destinos. Mão aberta
de 5 áreas, já aparecia a estrela Vésper no céu azulado. Já aparecia, mão
aberta de 5 irmãos, a estrela Vésper no céu azulado. A estrela Vésper, mão aberta de 5 olhos, já
aparecia no céu azulado. Tão estrela tão 5 qualidades.
D responde aos interessados que o
projeto do governo sofre com emendas. Se atente para as seguintes construções:
em que pese a, ainda que custe a, apesar de, nem obstante (expressões
concessivas). D planejou a Terra. A Terra foi planejada por D.
No fim de 45 minutos a Inajá os
encontrou, Trempe e Totó ajoujados embastados atados acordelados, em plena
travessa da Bujarca (um atalho uma azinhaga funesta) e na porta de um
restaurante vegetariano Casa Tulha e Carepa. De relance de sorte de repente. Eles
estavam ali olhando pra dentro, quem sabe esperando algo alguma coisa alguém
com algo comida presente regalo chelpa dinheiro vivo dinheiro em espécie. E os
dois de língua de fora cauda batendo no ar, esperançosos ou famintos sedentos. Anônimos
e perdidos. Focinhos altos empinados babosos. Os encontrou e os surpreendeu saudou
com um sonoro tom de espanto e admoestação reprimenda:
- Ei!!... Qual que é, seus afilhados
da fuzarca?! - a Inajá estava mesmo furiosa com a trairagem e se sentindo
traída pelos batizados. - E quem me socorre?!
- E esse desfrute, hem?!... Que
mumunha artimanha mutreta, partes do meu coração! - a menina já com a paixão
aflorada falada solta no ar sonora.
- Au-au-au!... “Já passou, já
passou!” - anunciaram os dois a uma só voz, e contritos orelhas baixas saudosos
e olhar olhares típico de cachorrinhos amarrados.
Se sentia passada para trás e com
razão, a guria. Nunca tinham aprontado esta, os xerimbabos. E os dois, sim
senhor e sim senhora!, ali na porta pedindo e pacientemente um prato de comida
uma sobra um ‘por favor!’. Vê se pode, meu! Vai dizer isso lá em casa, pra vê
se acreditam! É ou nem é gente mofina rebelde turbulenta?!
- Que lhes parece?! E já pra casa,
seus pedintes! - que a menina nem perdoava nem achava graça brincadeira nesta
história nada coisa nenhuma engraçada.
- E se comportem, tá legal! Na
próxima eu esqueço do sorvete ou a cocada - a menina tinha que tirar dali uma
lição que serviria para os três. - Que susto, gente!
- Au-au-au!... “Nem sei o em que
devo pensar” - Trempe resumiu, de crista baixa, em nome dos dois ou mesmo os três.
“Vai ficar na história.”
O que mais poderia acontecer hoje e
ou aquele mesmo dia. O que mais poderia vir do céu, ali e hoje? Só aguardar. O
que poderia cair de surpresa lá do alto prócero, e de bom de limpo de saudável.
Poderiam vir raios uv poderiam óvnis e nuvens bacanas suaves esgarçadas neutras
lisas claras estiradas como lençóis ao vento da tarde. Seria possível também
uma chuva de verão bem rápida e que deixasse todo o ambiente refrescado
revigorado apreciável. Um sopro de vento trocando os ares mexendo o ar.
Este foi o objetivo a que D se
propôs. E choveu antes durante e depois do acontecido. Fez sol antes durante e
depois do fato ocorrido. O que é impressionante? No mesmo dia já choveu já fez
sol e hoje mesmo. O que é imaterial? Que chuva sem dó da chuva e choveu de
novo, gente! Alguém na escola ameaçou beijar a Inajá, ao que ela calmamente
respondeu que era cedo para amar:
- Mas que calor, meu! É cedo para
amar, meu amigo de primeira olhada! Por enquanto por hoje, você é outra pessoa,
tá entendendo?! E tenho de pensar nisso?!
O sol pagou a conta e sumiu.
Tocou-lhe, de herança gigantesca, um sistema solar e arredores. Muitos
assistiram ao pôr do sol sem pagar. Os pinheiros-do-paraná ainda são senhores a
que os sulistas obedecem veneram cultuam cultivam pintam e bordam. Araucárias
são eventos do sul e sulistas. Pinheiros dos periquitos-de-santo-antônio.
É mesmo e verdade. Sim, porque tem pessoas
que acham esquisito o cara conversar comer beber dançar gostar rir jantar nadar
na piscina na praia na lagoa.
No meio de D no meio de tudo
meio-dia no meio do sol tinha um lago artificial e sobre a água uma canoa ou
bote com dois remos e sobre o barquinho de madeira honrado de azul uma
onça-pintada sentada igual fazem os cães e já olhando pra cá pra nós (o que
muito nos surpreendeu: ‘olhe, olhe!...’) fixamente e fotogênica. A barragem da
hidroelétrica (represada do rio Pardinho) fazia faz a divisa entre as
localidades de Cocal do Sul e Nova Veneza e Santa Cruz do Sul (santa-cruzenses).
Logo seguinte alguém passando aí e com presença de espírito telegrafou fotografou
e filmou rapidamente e mais rápido ainda telefonou às autoridades competentes e
mais que profissionais interessadas no caso. Sem demora, coisa de 15 minutos,
imediatamente chegaram as polícias locais o corpo de bombeiros de Siderópolis o
ministério público de Içara a ongue Albores/Alvores (dos protestos em favor da
liberdade dos animais autóctones) diretamente de Araranguá o departamento de
tráfego aéreo com base em Passo do Sobrado. A intrépida onça-pintada
(raposeira, astuta ardilosa manhosa ágil empoderada feminina) levou um tiro na
altura da cabeça entre as orelhas entre os olhos rebrilhantes fosforescentes
incandescentes brilhantes faiscantes... e desmaiou.
D marcou um encontro com Ele mesmo e
num lugar espacial dentro do seu próprio universo: período fase milênio ano mês
dia hora. Chegou na hora combinada e se sentou na ponta principal da mesa na
única cadeira disponível. Colocou os óculos de grau abriu a pasta os trabalhos
arrumou a garganta, ‘ãh-raaaam!...’ e leu em alta voz, com eco tipo canto
gregoriano música sacra ou algo que tal: ‘O segundo mistério!’
#
Por que exportar soja milho ferro e
depois replantá-los buscá-los na geografia? Por que catalogar os peixes do rio
Pelotas para daí alguns meses pescá-los? Por que deixar as belas e viçosas
árvores (imburanas-de-cambão, muricis-pinimas, sapucaias-brancas, iauácanos) do
parque Marinha do Brasil para as aves migratórias chegarem de longe longos
percursos e relaxar e se alimentar? Por que batizar o parque da Gruta de parque
da Aventura, uma paleotoca abrigo subterrâneo pré-histórico? Por que enriquecer
louvar promover enlouquecer dimensionar paisagens para depois convidar turistas
do mundo inteiro inclusive de Sinimbu, Rio Pardo, Maracajá, Forquilhinha?
A galinha-do-mato fêmea abriu o
livro na página 70 e viu o tema matemático da matemática moderna. Viu com 2
pernas duas asas e um bico amarelo cor natural. 12 horas meio-dia em ponto ela
retornou pra casa familiar pedalando a bíci pneus balão. Porém, e aí, parou no
quiosque preferido e comprou e se deliciou com um megassorvete (3 conchinhas)
de açaí pequi pitanga genial. O atendente o moço da vendinha do toldo pegou a
grana e devolveu o que restou de troco. A ave penosa chegou no ninho em casa
com a matemática andante pedalante sentindo ainda o gostinho de guariroba nos
lábios.
D tem e teve ideias que já vamos
mostrar e pesar e demonstrar. O mar o oceano navega na marinha embarcado. A
praia de Jurerê com areia e ondas de água combinando. Outra praia Joaquina que já
surgiu e apareceu explosiva exportada excessiva exclusiva extensiva
experimentada. A beleza da praia Mole e a logística arquitetura paisagismo
ecologia gastronomia, e moças tal e qual aterrissaram no paraíso.
A casa própria da família se
comportava típica como outras quaisquer, e que respeitava os horários já
convencionados padrões elementares. E o horário de cada um compatível com sua
função familiar dentro do grupo. O pai Tácito Macuxi e a mãe Gaipara Cabamirim
se casaram num 8 de setembro mais ou menos atrás há 15 anos. Ele natural desta
cidade e ela de Itaguaçu-es. Logo vieram os filhos, Inajá, agora com 11 anos e
em seguidinha, Realejo, este com 10. Fazendo parte essencial da família, o
casal de cães desde tenra idade comprados faz há cinco anos e por completar
daqui um mês em maio. Assim toda manhã, dia de semana ou fim de semana, era um
movimento movimentado e de um agito intenso uma azáfama (no bom sentido da
palavra). Porquanto visto que punha todo mundo da casa já desde cedo cedinho
muito esperto desperto esperançoso convicto e da porta pra fora ao ar livre de
saída ativo atividades.
- Oi! Reza a lenda que vosso avô
fazia cavalgada todo dia, dia bom e sem chuva, e ver seus hectares e jeiras;
que vossa avó ia ver no jardim se alguma tinha novidade na hora uma flor ou
planta e imbés, arrudas-de-são-paulo, canas-de-passarinho, cardos-bostas, barbatimões
- lembrava contava a mãe Gaipara a Gaita. - E já aproveitava o nervoso natural
da hora minha mãe e ver ouvir os alados e tinguaçus e rendeiras e
canários-da-horta e batuíras-bicudas e gurundis e curicas-cuiús e taperás. Ambos
meus pais seus avós já davam alas e início e passagem as suas atividades
matinais cedinho.
Inajá pegou os destemidos intensos
cachorros e saíram para o giro passeio de rotina. E assim que amanheceu tomou o
café da manhã na cozinha, as crias comeram da ração balanceada da água a guia
no pescoço de cada um os dois ligados como numa parelha e para nem se separarem
se distanciarem entre si e também da condutora bípede.
- Oie! Sei que estão ansiosos
esperançosos e prevendo coisas sensacionais...
- Au-au-au!... “Uau!... Este o
destino sorte acaso me deparou alguém ou alguma coisa” - declarou suspiroso o
Totó, unguentos pelo corpo e essências utilizadas para perfumar hidratar o
corpo.
- Au-au-au!... “Simplesmentemente
vejo!” - completou e disse a Trempe.
O prédio tinha elevador, moravam no
terceiro piso e andar, mas preferiam sempre descer pelas escadas escadaria. E
já ali os bichinhos se empolgavam festivos línguas de fora e sonhando alto,
ululando regougando eructando arrotando cainhando rosnando ganindo,
‘gru-ooooh-peeee!...’ Gestos de cauda de orelhas de patas de pescoço
sacudidelas tremores arrepios de pelo, que o conjunto da obra era vasto, tudo já
traduzido para a língua humana coloquial comuns dos brasileiros(as):
- Au-au-au!... “Vamos logo que eu
quero ir depressa, gente!” - falava latia afobado o Totó e com certa erudição e
sequência no raciocínio.
- Au-au-au!... “Já agora mesmo já
podíamos estar já no parque e já-já, pessoal!” - dizia uivava afobada a cadela
Trempe e com certa ocasião.
O sol nem ladrava nem falava mas
subia festivo e fervia fervendo se espalhava pela imensidão do firmamento
redoma de vidro pela Terra pelos oceanos além-mar pélago e com toda certeza
abrilhantando a pele o pelo de todas as coisas existentes e ao ar livre. Todo o
planeta recebia o seu astro preferido simpaticão simpatizão. Batendo
amigavelmente naturalmente na cara dos fregueses(as). Pau pra toda obra e
diário. Resplandecendo nos cristais nas chapas de aço no concreto na pedra no
mármore e natural naturalmente naturalissimamente naturalíssimo. Puro sol
solar.
Céu grande, grande céu
Certas estrelas, estrelas certas
Tua sorte, sorte tua.
Dia aurífero sol de ouro céu de ouro
montanhas douradas eldorado horizonte de ouro ar em pó de ouro igrejas estátuas
em pão de ouro. Tomar tenência de, examinar prudentemente. Pois era isto que
era e existia existe. Calor basto encorpado cerrado.
- Opa!... Para mais nem para menos! Inda
bem que me lembrei nem esqueci dos meus cobres dinheiros patacas... que o
lanche nem espera, né, gente boa?! - falava Inajá por falar explicava por
explicar aos cães e amigos participantes da hora.
Ela se dava ao luxo o luxo de ter 2
celulares. Os mascotes sabiam muito bem com o que poderiam contar. O dia é o
sol e vice-versa, o sol a dança a rua as asas dos bem-te-vis-de-coroa-vermelha.
Conceder algo a, deferir. É batata!
As figuras iam para a escola iam ao
armazém iam aonde nesta hora sempre pela manhã? Quem sabe quem viu quem
palpita. Levavam muita bagagem muita coisa na bagagem levavam mochila nas
costas? Iam ao parque Barigui (este com o identificado lago existente ali e
despoluído purificado) e apressados interessadíssimos.
“Dois sequer se falam e nem se um
nem quer!” Este um provérbio adaptado de Inajá. Que ela ia pensando enquanto.
Ora os cães a puxavam com força.
O sol contando as horas as
construções sob o calor e o dia a dia pessoais. Veio o sol vem o sol e
transforma a jornada em céu azul e céu em avião e avião em casas casario e
casario em ruas avenidas e avenidas em autos e autos e pessoas empreendedoras.
Nem há nem havia nem haveria problema algum. Abster-nos-emos.
- O que é impressionante, hem?! -
Inajá se perguntava inquiria aos mascotes e ela mesma respondia nem esperava
respostas. - Que teu namorado te dê um sorriso.
A governadora Inajá ria para si de
si com os xerimbabos. Os cães que a acompanhavam, riam para eles mesmos para a
menina para tudo. Todos os três rindo e de maneira tranquila dosada comportada
comum. E cruzaram a sortuda rua Manuel Antônio de Almeida, e sempre de
preferência educadamente na faixa do pedestre na zebra na grade gradil. O
cordão de carros o cortejo desfile préstito engarrafamento e que seguia para o
centro da metrópole, lanternas traseiras piscando pisca-pisca. Dia espetacular
e andando, visão fusão conclusão confissão difusão profusão confusão e
transfiguração. Os trabalhadores ao seu destino, os autos motos caminhonetes
furgões frigoríficos, os gêneros humanos seres de relevo relevos altos e
baixos. Acrisolados no crisol das horas e outras coisas mais ou menos. Sol
perpendicular. Trânsito atucanado.
- Uma vez! Adágio de por quê? - se
perguntava a menina, e andando no meio do caminho para o campinho do parque. - Adágio
popular comum respeitado lembrando.
Dentro do céu côncavo cavado domo
longe alto azul... a eternidade quieta. Sol alto honesto elemento cheio de si
elementar. Subindo mapeando nas castas copas das árvores pupunhas-de-porco
batiputás jutaipebas torres antenas faróis igrejas góticas.
Havia alguma coisa que se pudesse
ver desde longe ali no capão de mato do parque? Adivinhar um monte de coisas:
socalco de penhasco, gruta algar caverna da santinha, restinga marachão do rio
que abastecia o lago, abelhas ipus fazendo ninho nidificando no chão, nimbuias
ou rãs-pimentas, aglomeração de imbus imbuzal. O nascimento de mais árvores, ou
de animais semisselvagens, ou a construção de uma nova passarela com indicações
e avisos aos frequentadores incautos. Seria o que sempre foi e é mais normal o
surgimento de um bando de periquitos-ricos ou periquitos-verdadeiros
(rabilongos com penas plumas plumagens verdes mais rêmiges e retrizes centrais
azuladas - fonte: ibge e ufpr e fgv) sobre tudo esbanjando gritaria revoadas
sobrevoando as araucárias. E depois os metalúrgicos marceneiros ferreiros
porteiros.
“Por ela, o melhor da festa é
esperá-la!” E emprestou mais um ditado, a guria.
Aceleraram o passo os passinhos os
pés as patas e já estavam no território do parque propriamente dito. Primavera
primeira e verdadeira prima das estações e dá a certeza a vontade da primeira
vez, veramente. Nem somente todos mas por completo a graça animada deslumbrante
deslumbrada agradecida contentíssima graciosa doce esplêndida popular radiosa.
Os animais domésticos (canitos canichos cãozitos) latiam longamente
festivamente em dose dupla redescobrindo redescobriam. Foi percebido.
O sol dorme com a lua, a lua nova
renovada sai e deixa o sol, o sol passa o dia na praia, a praia vem lamber o
mar, o mar espera a maré da lua cheia, a lua que pede do sol do sol. Aqui dali
ali. Vende-se biquínis toalhas chapéus protetores repelentes.
- Graça!... Me alegra saber e
comprovar que sua alma vai de vento em popa - comenda a menina, pensando nela
mesma e perfeitamente. Até logo!
Inajá os levava a toda parte e
queria demais que ficassem muito perto dela, gostava imenso. Notava-se um
prédio um casarão bastante sobejo ali já entrando para o mato o bosque. Parte
de um casario antigo, hoje tombado para servir um órgão público uma instituição
legal federal estadual municipal local. A teoria do acaso nem deparou a solução
do problema. Hoje é 16 de janeiro e dia de santo santa e mais o quê.
- Gente do céu! Por que as pessoas
são xaropes? - se questionava de supetão a Inajá, trunfa erriçada em coque. - Se
xarope é chá... então, deve ser bom e fazer bem. E a pessoa é boa e pratica o
bem. Tal hora que me acuda, né, cara pálida?!
Os dias são fatias de pão fatias de
melancia gomos de vitamina c cítrica laranja. O mês é a fruta o ano a árvore.
Com as devidas estações e previsíveis previsibilidades.
- Oitenta!... Estamos chegando ao
lago artificial, cambada! - declarou a menina, falava assim na proverbial
pachorra de dona miúda e mirim. - Saúde raça alegria!
Os olhos dela dos cães tinham
finalmente achado e admiravam o local. O lago no meio em volta o plantio de
árvores frondosas os caminhos e trilhas e guarantãs, tinteiras-dos-mangais, urucuranas-pardas,
caraiperanas, azeitonas-do-mato, guriris ou gururis. E diziam que o lago tinha
sido represado do riacho de mesmo nome conhecido do parque. Uma construção logo
se vê humana porém muito apropriada bonita incrível necessária. Quem nem queria
gostaria morar no parque? Território de capivaras.
- Au-au-au!... “Podemos nadar no
lago, né, gente boa?!” - preocupação da Trempe, cheia e lotada da chibança
fanfarrice e uma fugaz enfloração.
- Au-au-au!... “Eu vou primeiro, se
for possível!” - se escalou de pronto o Totó, mandu e ao mesmo tempo ar de
espertalhão capadócio cabotino.
- Digo blablablás!... Nem vi aviso e
placa desautorizando... Sabe que acho que pode! - declarou sim a guria de uma
índole e um caráter e um temperamento inato.
Antes de encher o lago, o vale era
campo de pesquisar da universidade local e nacional e até internacional. Os
paleontólogos do mundo inteiro (sinceros ambiciosos dinâmicos estudiosos
esnobes) vinham recolher fósseis de animais pré-históricos. Cavavam ali no lodo
na borra no sedimento no resíduo ancestral, com um apuro milimétrico meticuloso
e pretensioso. Suas escovinhas escovando. Eles insistiam buscar verificar
pesquisar analisar dentro dos períodos geológicos passados. E em meio dos barrancos
e profundezas, umas formas de vida já extintas já nem mais existentes. E os
exemplares mais inusitados e estranhos e desconhecidos jamais vistos pelo homem
nestes tempos modernos saltavam à vista. Bichos pesados (tiranos, déspotas) e
do tamanho de caminhões-pipas da altura de viadutos. Levavam dias para
desenterrar um osso de árvore petrificada parecido com um fêmur de gigante
mamute ou anta.
- Passa! Eu também tenho coisas a
descobrir e a dizer, ora, meus dogues! - a menina no seu jeito às vezes
insolente ou agastada amuada ou de carinhoso motejo troça gracejo. - Por que os
homens e mulheres nem sabem mais sobre os dinossauros? Os dinossauros foram
antigos no passado, mas são ainda sensação e cinematográficos.
Neste lugar e a história do lugar, dizem
e eu recoro aos cientistas. Visão até certo ponto privilegiada de drone. E
sempre escavaram e recolheram os exemplares uma vez a preguiça-gigante (cinco
metros de altura e 6 de comprimento) e tigre-dentes-de-sabre (pesando cerca de
350 kg) e mastodonte (parente quase perto do elefante e do mamute) e xenorinotério
(atrás há 4 quatro mil anos, para se ter uma ideia) e prionosuchus (eram
anfíbios e de 5 metros bem medidos e verificados) e cloudina (este sim incrível
porque um tipo de animal marinho de 3 três centímetros e revestido de
exoesqueleto - que quer dizer um esqueleto externo igual dos escorpiões baratas
centopeias lagostas - e que viveu tinha existido onde hoje é o cerrado e
centro-oeste do país; o mar que era virou sertão que é) e gliptodonte ou
tatu-gigante (me passaram que anotaram a placa e desde 2 milhões de anos atrás,
passados faz tempo, porém retornando para os nossos museus). Que me contaram,
nem recordo quem ou quero crer quê: fonte - ibge e fgv e ufpr e ufsc. Que eu
mesmo nem ponho minha mão na idade e era do fogo e sobre este tema, amém!
Assim os cientistas especializados
pesquisadores, lentos tranquilos leves serenos sérios, já faziam suas
conjecturas e tal. Pesquisavam almoçavam no local conversavam:
- Olhe isto! Com que roupa, D meu?! Sou
cientista, nem sou D!
- Sim, me lembro! E teve um tempo
que a gente colecionava miniaturas, é.
- Oba!... Um deles tinha muito corpo
muito pescoço e pesava 88 toneladas. Mas assim mesmo só encontraram um osso do
crânio ou da mandíbula. Valeu mesmo!
- Luxo, né?! Uma vez eu vi um livro
com dinossauros e... absolutamente! E eles eram muito maiores grandões imensos
gigantescos que as próprias árvores mais altas.
- Eles alguns deles comiam as árvores
pelas copas e nas alturas. Identifique!
- Os alados tipo do tamanho de uma
asa-delta. Assim com ninhos na montanha.
- Uns nobres e herbívoros. Outros
nobres e carnívoros. Estes carnívoros sempre nervosos inconstantes brabos
valentes brigadores nobres briguentos nervosos.
E os animais pré-históricos já faziam estrepolias
e traquinagens travessuras gaiatices grandes balbúrdias. Uns já andavam em
bando e brigavam muito. Outros eram solitários e levavam uma existência de
nômades, ora morando na floresta ora perto do mar ora na caatinga. Foram
pilhados encontrados descobertos ossos fossilizados na ilha dos Moisés em o rio
Utinga em a cidade de Sobradinho e Itaberaba (tupi, “pedra brilhante”) e
Remanso e Dom Inocêncio e Ibitiara (a história da localidade teve início em
fins do século XVIII, justamente quando os descobridores portugueses chegaram
pela primeira vez em busca do ouro e das pedras preciosas - fonte: ibge e pnud
e diário oficial da ba). Bichos pré-históricos de todos os tamanhos e cascas e
pelos e garras. Outros valdos valdevinos vadios vagabundos. Ancestrais dos
jacarés e com caráter nebuloso abrumador. Os insetos mixurucas e cheios das
intrigas fuás mexericos, zunzuns zunidos chios trilos. Dos proboscídeos à
classe dos artrópodes, fossilizados.
Que as aulas na universidade eram
concorridas e os professores e estudantes, todos pesquisadores de campo,
sonhavam e vibravam com o mundo perdido descoberto:
- Hem! Passavam por cima de todo mundo e
asonas abertas. Assustando fazendo sombra assustadora. Como uma nuvem. E mais
que tudo, berrando feito... bicho.
- Se eu tivesse vivido num mundo
assim... seria com sorte ou sem sorte... uma presa fácil. E viraria carne de
espetinho na primeira oportunidade e na esquina de casa.
- O dito já diz tudo, o digo confere
o que quero, o redito aumenta. Veja pra vê!
E para hoje agora neste tempo de laives
e virtual virtualidade remotos redes sociais, os normais as pessoas úteis e
comuns, tiram do lago alguns vocábulos verbo palavras expressões já extintos
extinguidos e nem mais ou menos usuais usados perdidos no tempo e no espaço
como soam soar tocar bater (e a pedidos) os tais e quais: sólio, solais,
tipógrafo, hebdomadário, ateneu, periódico, arcádia, protocolo, crisálida,
capuava, viático. Umas expressões foram e nem voltam nem voltaram voltarão e
baiadeira, negro-aça ou preto-aça, plumitivo. E aí fevereiro, antes de março!
- O que é impressionante? - pergunta
da Inajá aos 4 ventos e já respondendo por completo e ela mesma. - Impressiona
que as palavras acham as coisas aí ali acolá, é.
As palavras são as que estão aí, no
mercado. Recordando quem já dizia e ecoava a ênfase a emoção a clareza a
eufonia o ritmo e o equilíbrio da frase para que a frase continue dando frutos
dando relevo. As palavras criam nomeiam imortalizam. Ninguém as pode eliminar
deletar. Os vocábulos são os respiros. As palavras são os achados, os achados
com as palavras são. Por que o perene rio Aquidauana passa repassa compassa
parça banha Vera Cruz e Venâncio Aires e Feliz e Alto Feliz e Protásio Alves.
- Seguuuure, peão! Vamos buscar fósseis
e palavras no fundo do lago, vamos!
Quando expressões nem muito soltando as
tiras cheirando perdendo o vinco pedindo reparos: pitoresco, idílio, esmero,
coligir, rocegar, alcatifa, fuste, abjurar. Alguns termos poucos tirados com
correntes aneladas e puxados desde o alto por guindaste ou guincho e
helicóptero do corpo de bombeiros: canopi, sopitar, homeopatia, olopatia,
xáquima, falripas ou farripas, palangana ou malga. Uns tipos tirados no muque
no anzol desde a beira, outros(as) precisando de uma canoa e remos e com aquela
resalva, ‘me devolvam o que me roubaram!’ e com estes exemplos: xendengue,
desazo, interdito, procela, calabrote, capelina, feital. Ora, é tão legal! Mais
alguns tons com aquela dose de, ‘vamos conversar?!’ e que rescendiam ao muito
antigo e obsoleto: fouveiro, granjear, alvitre, debicar, pungir, reproche, lia
(borra ou sedimento ou resíduo), pleito, nemoroso, precinta, recacho. Então fica
parecendo uma mania ou idiotia. Pescaria boa sopa de letrinhas e que tem a ver
com as medidas e peso e tamanho e espécie endêmica de peixes: jaú, cascudo,
traíra, pintado, bagre, piranha-mapará, dourado, pacu, matrinxã, pirapiranga. Pesca
artesanal ou recreativa, pesque-pague ou pesque-devolva; pescar e
autorretratar, pesque e se autorretrate. Pescar vocábulos é... eloquente. É
também elegante. E se passa o dia pescando com muito lazer, entende?!
- Viva!... Acho melhor ir pra lá, e
agora já! - a menina também nem tinha muito sossego, vamos combinar?! - Que
decoração! Que verão, né?!
Aquele
dia, esse dia claro e enxuto, Inajá levava ainda na consciência que tinha sim
um trocado um dinheirinho para o quindim a pamonha o pinhão cozido ou o milho
verde a pipoca salgada ou doce o cubinho de abóbora ou de butiá o amendoim
torrado ou pé de moleque a rapadura o algodão-doce o cachorro-quente o churro
recheado com geleia de jabuticaba e sabor canela. E qual que seria? Ali
decidido na hora h e impulso.
- Glória a D, que é Ele por tudo e
sem dúvidas o gigante por dentro e por fora, no sol e na sombra, na terra no
céu no mar! - que a garotinha decorara de algum lugar.
O parque vale a pena mais nos dias
de semana e pela manhã. Fins de semana aumenta muito muita a demanda a procura
a povoação. A multidão vem até desde o outro lado da cidade e ou de cidades vizinhas
tais e quais como, Ocara e Redenção e Marilândia e São Roque do Canaã e João
Neiva e São Domingos do Norte e Gurjão. É uma situação à parte os ciclistas (ou
seriam os bicicletistas?), que também têm sua procura suas ciclovias e
bicicletários e que é uma baita forma de lazer. Levando sempre em conta que o
gramado que podia ser das capivaras e dos quero-queros e chororós-do-pantanal e
andorinhas-do-campo gavião-de-penacho pombas-rolas tuiuiús, tinham que esperar
a vez e quem sabe o dia todinho. Ah, o tempo das cigarras, ‘ih-réeeee!...’
- Aleluia, irmão! Que D é gigante
como uma árvore de baunilha! Que D voa como uma ave juriti! Que D corre como o
rio Piracicaba, e na cheia!
E uma trilha ou estradinha calçada
ou nem, de súbito umas casas estilo alemão ou italiano ou polonês para nem
perder o hábito, alguns quiosques com artesanato e comida típica ou licores ou
remédios caseiros tisanas beberagens obtidas por maceração ou infusão ou
decocção. E as árvores aqui ali exemplares locais e endêmicos como trazidas de
outros solos, poaia-do-campo e prateadinha e peroba-tabuada e pepino-do-mato e
pente-de-macaco e oricuri e chá-da-campanha e pau-de-cinzas e iaupês-jaçanãs.
- Tenho dias que acordo cedo... e
outros bem cedo cedinho... Ainda outros dias que desperto me apresento... nem
tão raros assim, nem acordo muito cedo, nem.
Os filhos devem tudo aos pais. E
isso nem é de hoje em dia. Os pais nascem primeiro que os filhos. E eles
projetam planejam ou nem a vinda dos filhos, prematura em tempo fora de tempo
raspa de tacho. Em compensação os filhos devem muito aos pais, devem tudo ou
quase tudo. Os filhos estão aí mas a ideia é um de cada vez e na escolha do
sexo. Há controvérsias e algo a propor discutir emendar concordar concluir voltar
ao ponto inicial de partida. Dizem os sábios vividos: “Ter filhos, tê-los ou
nem tê-los? Porém, como sabê-lo se nem tê-los?”
- Os melhores dias, e pra mim, são
os domingos de manhã - colocava a menina pra ela mesma ouvir ou quem sabe os
doguinhos ali presentes e sempre empolgados.
Sempre junto de uma escola vem do
lado de cá ou de lá uma igreja um templo um pagode. No caso uma igreja com
crucifixo bem mais no alto e à vista de todos apontando os quatro pontos do
mundo. Dentro os frequentadores do parque ou peregrinos, geralmente
descendentes da etnia, vêm interagir rezar com os santos. Santificados os
santos(as) meritórios meritosos e mérito e merecimento pelo sacrifício que
fizeram em vida. Uns santos bem comuns naquela religião ou região ou povo. Um
recinto acolhedor quieto sério fechado e eco que as pessoas devotas ecoam aos
céus. O altar oratório um crucifixo com terço escapulários fitas abençoadas
genuflexório bancos para reza oração (instar pedir solicitar insistir
insistentemente) olhos ao alto os vitrais coloridos contando as passagens mais
dramáticas olhos no chão humildade remorso e os próprios passos demorados sem
chamar a atenção em nada acender uma vela e a vela acesa esmola pro santo na
caixa correspondente um donativo à paróquia para a reforma da casa de D. Quando
muito quanto o santo(a) desconfia.
- Um dia desses eu vou ver um
milagre. E como vai ser? O que vai cair na prova? - lembrava a Inajá. - Como
chega e vem, milagre? Oquei!...
E olhe que é sempre típico deste
povo, do lado da casa de D, ladeando todo uma parte e até nos fundos do templo,
um jardim e seus canteiros caprichados. Alguém cuida disso e voluntariamente,
mudas de flores de plantas medicinais ou apenas folhagens ornamentais. As
escolhas são aleatórias muitas vezes porém bonitas e que levam em conta o clima
a terra a preocupação com a saúde, raízes-de-cobra lobeiras perpétuas-brancas
caninanas (estas trepadeiras de flores violáceas) caapongas avencas-da-terra. O
floricultor(a) de mãos verdes e espírito engenhoso franco expansivo generoso.
- Oi!... Por que D fez o mundo em
poucos 7 dias? Têm outras coisinhas que nem deram certo e estão aí, hem!... - a
Inajá duvidava pensativa com o dedo nos lábios.
E olhe de novo que é sempre um
jardim novo e renovado bem vigiado. Na primavera que o diga! Bem arranjado
engordurado na terra boa canteiros contidos nos seus devidos lugares tudo
explicado acomodado cômodo ajardinado responsável repousante. Podemos
acrescentar que seria algo como, acomodar emparelhar o ser com o parecer? Pois
chegavam chegando e canoros e asados os príncipes, mariquitas, arapaçus-beija-flores,
joões-do-pantanal, guiratingas, trinca-ferros-gongás, capitães-de-saíra,
sabiás-de-óculos, curiavos, bilreiras. E estes alados sempre ou quase sempre
com uns olhares ou voos à sorrelfa uns ares à socapa mais ou menos parvos
indiferentes vagais amanhados descompostos embotados refratários sorrateiros. O
ledo a alegria o risonho a ledice dos passarinhos e marrecas-do-pará,
corujinhas-do-campo, curruiruçus, saixês, verdelinhos, caras-sujas,
coleiros-brejais, sabiás-unas, estrelinhas-ametistas.
- Puxa vida! O que é impressionante?
- indagava a bela garotinha e já respondendo a ela mesma e na lata. - Nem me
enganar me perder no mundo aqui fora.
A praia os chamou, eles a família a
Inajá a menina os afilhados, solicitou a sua a nossa presença. Que praias e que
cidades me refiro e Soledade, Linha Nova, Juazeirinho, São João do Cariri, Boa
Vista, Croatá (é um município do ce e se localiza na microrregião da Ibiapaba,
mesorregião do nordeste cearense). Bem sei e me falta uma viagem à cidade de
Vale Real, para um bótimo currículo.
Chamaram-na aviadora.
Chamaram-lhe aviadora.
Chamaram-na de aviadora.
Chamaram-lhe de aviadora.
Doces de confeito confeitaria e
regalos e viu o regalar-se regalou-se, eis senão quando, a onça-pintada
(acanguçu canguçu jaguar jaguarapinima jaguaretê jaguaruçu - f: dh) surgiu identificada
acomodada assentada - como fazem os cães - sentada em meio de interjeições
multimilionárias, ‘diz de novo e outra vez, faz favor!’, ‘por fé e por
princípio!’, ‘oh, quase nada!’, ‘prepare!’, ‘como fazem os grandes animais?!’, ‘que
que me agrada!’, ‘sei lá, então!’, ‘aqui e agora!’, ‘quanto te devo?!’, ‘com-pa-re-ci-men-to!’,
‘é café pq!’, ‘que evolução!’, ‘viaja, viaje!’. As vozes o vozerio as
aclamações declarações falas falações eram muitas e ouvidas coaxos barridos
bramidos urros cuinchos ladrados palrados e que vinham às vezes de todos os lados das várzeas
mananciais encostas banhados matinhos periferia. Um casal humano incidental por
acaso aí passando passeando tirando fotos e originário de São José do
Hortêncio, cheio de razão emo e superioridades, telefonou aos órgãos
competentes públicos e de resgate e atendimento e acolhimento e salvamento.
Chegaram desde fora e cidades como Nova Lima, Itabirito, Bonfim, Rio Manso, São
Joaquim de Bicas, Sarzedo e vizinhas limítrofes conurbadas o corpo de bombeiros
(tempo lugar circunstância) a força aérea brasileira (bloco rancho pagode) o
instituto de estatística da ufsc (minaz intimidante ameaçador) dirigentes do
esporte clube bardo bárdico (perempto caduco extinto ultrapassado) a sociedade
sem fins lucrativos do bairro corbelha do talismã rua dos iauanauá (desvairado
diverso desigual) os mercenários contratados pela sociedade protetora dos
animais de grande porte (sovertendo subverter soterrando fazendo desaparecer).
A feroz fera feminina sensitiva de pelo camuflado manchas amarelas e pretas levou
um tiro, ‘que tiro foi esse?!’, bem na barriga ou abdome baixo-ventre bucho
panturra pança búzera e cerca pertinho dos mamilos das oito tetas... e
desmaiou.
Do que os países nem podem
prescindir desanimar arrefecer desalentar é de ouro. O sol, em chamas, investiu
contra ou com a praia o balneário a piscina. A se apresentar desfocada prefere
nem ir. Sempre com opinião de imagens ecoando. Precisa-se de bons silêncios
(sujeito indeterminado). Todas estas aves - todas de nível intelectual alado -
se deram ao trabalho de vir de Parari e de Santa Quitéria, migrando.
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