Ribaçã viu os fregueses novos amigos
embarcar no motorhome e partir. Com fragoroso barulho forte do motor, diga-se
de passagem. Encostada arrimada apoiada na ombreira da porta na soleira e
pensando estudando o tempo. Morava ali com a mãe e atendia nas horas incertas
quando nem estava na faculdade dando aulas de filosofia oriental. Se voltou
para dentro da sala, pegou uma brochura um livro bem amassado cartapácio, abriu
numa página qualquer e leu: ‘D existe em tudo; dia pleno de universal e
universalidade; assim mesmo que o T-P prefere o universo!’ Ficou meditando
nisso e calculando. Daqui pra uma semana dois anos uma década e assim todo o
tempo.
“Enquanto eu mesma e aqui e agora lhes
digo, até amanhã!”, ponderou consigo.
O dom das palavras; o dom das
árvores; o dom das aves; o dom dos versos heroicos sáficos hemistíquios ou meio
versos. Cidades que chegaram aqui quando isto tudo ainda era capão de mato e
João Pinheiro, Candiba, Presidente Olegário, Matina, Varjão de Minas, Guanambi (guanambienses,
tupi: ‘beija-flor’), Tiros (houve uma grande batalha intermitente entre
mineradores e militares com forte tiroteio, ficando o córrego conhecido como
Ribeirão dos Tiros. Antes de se tornar 1 município independente chegou a se
chamar Santo Antônio dos Tiros, em homenagem ao seu padroeiro - fontes: ufmg,
pnud, ipea). Na metade do nada elementar. Centros urbanos arquejantes ofegantes
e pequenos e médios e de longo prazo, futuros e vindouros e pósteros. A temperatura
subia subiu e já uns 28º, 14h e 25min, umidade acima dos 90%.
Na manhã seguinte, bem cedo mesmo e
aí pelas 5h, ela (crismada crisma, Ribaçã) saiu de casa e foi correr caminhar
na orla do rio Paquequer. Lua inverossímil. Muito ao pé de e cerca de casa e
junto da ciclovia Augusto de Lima Junior, aliás recentemente inaugurada
subsidiada concedida pela prefeitura com pompa e circunstância (com direito a
uma tarde desbaratada e ensolarada). Extraordinárias flores dos ipês-rosas. Veio
gente até da capital e televisão para registrar prestigiar o evento sem igual.
E festança missa campal com foguetório estrondos estridores estrépitos silvos; e
comes e bebes travados destravados embugados desbugados ingurgitares e
regurgitares coquetéis multicores; e bem apessoados exíguos precários bem
vestidos enfeitados com badulaques berloques pingentes penduricalhos. Isto ou
aquilo ali.
O perene rio seguia seu curso as aves
começando a despertar as árvores balançando conforme o sopro veloz do vento dos
ventos oés-sudoeste ou oés-noroeste. Em prejuízo em detrimento das pequenas
folhas e flores de ipês-tarumãs que caíam despregavam eram obrigadas a se
soltar dos ramos e caules. Céu deslumbrante, oi!...
Milagre é de graça? É rio com cachoeira.
É sorvete de caju. Milagre é resposta e estrada Padre Eustáquio juntando com
avenida Miguel Badra, em Suzano. Milagre é mistério e uvaia, paxiúba,
gavião-caramujeiro, guibá, Formosa do Oeste, Quarto Centenário (quarto
centenariense), Itupiranga. Milagre nasce no rio Tietê e torna-se curvo
recurva-se zumbre-se arqueia-se dobra-se verga-se. Milagre é mesmo isso tudo?
Milagre é milagre totalmente. É andar de bíci. Milagre vem com o leite da vaca.
Caminhou Rbçã para leste buscando a
cara a chapa do sol. Chegou na arapari-da-terra-firme e a abraçou e a estreitou
com o rosto colado no tronco na grossa casca. Bela árvore mocetona adida
adicionada acrescentada àquele solo desde a inauguração do parque. Sua já
conhecida amiga e se falavam, se falam ainda hoje todos os dias:
- Bom dia, amiga! Forte abraço e
respeito! Tenho que te dar uns beijos! - Ribaçã efetivamente emocionada e com
muito carinho meiguice a beijou - Teu gostinho de célula verde verdor viçosa
matéria tenra madeira de lei, hum!... pete-pete!, pete-pete!...
A árvore ouviu, óbvio, e também
retribuiu e se deixou abraçar tocar apalpar. Sentindo muito o calor da moça e
os beijos compenetrados amistosos amigáveis carinhosos matinais. Balançou as
folhas todas e mandou uma música pela vibração dos ramos e ajuda da brisa que
vinha soprava tímida ocasional da região sul do Estado. Brisa maneira
descendente ou afilhada dos certames debates litígios altercações entre o mar e
as marés, litoral imenso legal bonito do B. Versos livres obedientes aos ventos
às nuvens aos cabelos longos dela a mesma, espontânea espontaneidade
espontaneamente.
- Como vou compreender um dia tão
caro um dia tão luxuoso como este que se acende diante de nós outros, hem?! -
dialogando com a planta esta Ribaçã, pulcra bela formosa graciosa glabra - Sigo
meu curso você está aí e seguimos no mesmo planeta.
Parece com isso. Agora tudo é
esclarecido. Vamos ouvir a natureza as plantas as aves amanhecendo e tantos
habitantes e coleirinhos, coleiros-baianos, papa-arrozes-de-barriga-branca,
mineirinhos, tizios, bicos-grossos, polícias-inglesas, narcejas.
“Que fazer da alma sem poesia? A
alma é um pretexto para formar forjar a vida? A poesia é um pretexto para as
formas fórmulas regras esdrúxulas agudas graves?”
Desse parecer a moça e a pacienciosa
árvore se olharam de baixo para cima e de cima para baixo. Se conheciam e se
respeitavam, conviviam. Às vezes almoçavam juntas em algum restaurante
vegetariano na beira de um córrego riachinho, ‘blu-blu!...’
- Oi, é!... Assim eu fico mais feliz
energizada temperada bem tratada animada.
A moça foi andando e a planta respirou
fundo e ficou olhando a paisagem ao redor, cheia cheia de confiança e créditos
biodiversos e propriedades místicas medicinais afrodisíacas alucinógenas
analgésicas narcóticas tóxicas. Totalmente plena.
- Um passo dois passos três
quatro... e assim como são os números - ia andando trotando gingando a moça R,
que malgrado desagrado desprazer e apesar de o tempo ainda estreitar aos poucos
a odisseia de cada um e cada qual nesta parte do planeta, o tempo que resta é
essencial é sensacional é fantástico - Gosto de hablar comigo, é.
Numa curva do passeio a madrugadora
parou para amarrar o cadarço do tênis. Esperou mais um minuto e continuou. Tinha
outras amigas conhecidas(os) para agradar abraçar e se fortalecer se endurecer
se agigantar se equipar. E assim mesmo fez com a amiga e conhecidíssima
guarirobinha-do-campo ipê-peroba suinã. Ao pé de cada árvore ficava um pouco
contando as novidades ou ainda trocando uma ideia de rápido entendimento de
comum consumo. Lua despedaçada e natural. Dia começando a ferver.
- Desde pequena me chamam...
Ri-ba-çã! - comunicava audível e bom som.
Porque lógico. Porque a amizade sempre
precisa desses tempos de um com outro de uma com outra. Ninguém consegue
subsistir sozinho e alienado coisificado reificado e outros ficados sem solução
sem compartilhamento sem troca sem amigos(as). Há que se procurar e encontrar certezas
para abafar os erros contrabalançar dar o equilíbrio compensar, que as questões
sempre se tem que resolver ou que sempre e todavia nos encontram em
interrogações uma hora ou outra. O caso a dificuldade o busílis bisonho tímido
acanhado assustadiço revogado, perdem as forças e a validade no duelo com a
perseverança o desígnio o propósito a realização. O espírito incha e respira
inspira.
“A alma é encadeamento
transbordamento deslumbramento”. A poesia exige da métrica a redução do número
de sílabas a crase a elisão (como um bravo = co-mum-bra-vo) a ditongação (este
amor = es-tia-mor)” - fonte: glp¨dpc.
Dando continuidade ao passeio
matinal, hora nova e moderna, Ribaçã chegou e abraçou uma força do seu dia o
angelim-coco. E se olharam viram um e outra e que estava tudo nos conformes. Ninguém
ali mesmo usava relógio cebolão. O dia vinha abrindo chegando na maneira
própria da claridade clareando. E vinha com sol e porta-bandeira e
porta-garrafa e porta-baquetas e porta-guardanapos. Variando com as luzes.
- Vamos ter outro dia bom, compadre!
- afirmava convicta a bela moça atlética atleta - E quando digo bom quer dizer
cheio de sol e calor e mormaço e verão, uh!...
O angelim-coco concordou, entre
outras coisas, e fez várias vezes que sim mexendo a copa a ponta dos galhos e
ramos vibrando intensamente as folhas os brotos diante da brisa passageira.
Mais um minuto de abraços fortes de ambos os lados. A moça agarrando o caule e
conseguindo dar a volta com os braços, a planta se deixando acarinhar ficando
ali parada paradinha muito preparada para este momento intransferível
enamoradas. Sem ninguém pagar mais ou menos impostos taxas tarifas.
- Hum!... Te falei, te telefonei?
Que deus mais bem ótimo perfumado, uma!...
Ela a Ri e saiu correndo como sempre
exercitando o corpo são e mente sã. Porém e mas antes deixou mesmo uma carícia
no tronco liso forte madeira de lei.
- Carece. Cada uma e duas que vocês
me inventam! Como posso com tudo? Tenho muito que andar por minha cota de manhã
de início de dia, gente!
A lua genial e derretendo. A lua
refletia distorcia redirecionava aspirava refratava engolia brilhava agredia
voltava a uma luz de papel que absorvia o sol.
- Isto deve tá acontecendo também em
Caetité, Palmas de Monte Alto, Pindaí.
O método original do sol. Instalado
no céu como uma medalha olímpica. Organizado por que for. Fumegando sem
desperdícios. E ou num céu fundo oceânico azulado e ou céu baixo nublado. Sol
que embaralha corta dá as cartas e joga de mão.
- Eu reparo em qualquer coisa
detalhes porque devo e quero minha mente sã.
Rbç em o caminho do bem o caminho do
meio o caminho que se deve seguir. Ouvindo também os passarinhos já marcando
seu território e dizendo a sua graça e fazendo de tudo como num jogral casual
musical improvisando teatro e balança-rabo-de-máscara pintassilgo fim-fim
uirapuru-verdadeiro piranga pato-crioulo tesoureira.
- A mãe de João e de Inês viajou de
táxi tribo regime robô baú pequi véu asas...
Parou e se jogou acomodou se
estendeu na grama macia junto da beira do lago. Espetáculo terrestre que se
fosse na lua seria lunar. E todo ali assim um cupim cupinzama cupinzeiro
cupineiro itacurubá tapecuim tucuri ou termiteiro com vários povoados ou ninhal
ou ninhário (mora estabelecido no município de Palafreneiro Paladino, no Estado
do Paraná, cuja capital Curitiba já é patrimônio da humanidade e com a bênção
amparo apoio dos padroeiros São Paulo e Santa Catarina). Um mundo superveniente
subsequente e que promete. A boa terra do pinheiro-do-paraná.
- Su-ces-so!... O lago está aqui.
Este lago vem do riachinho morro abaixo. Desce entre plantas rasteiras e
árvores. Faz tempo. Isso faz o tempo. É bom barbaridade, tchê!
E o espelho d’água estava realmente
calmo liso refletindo o céu as plantas a mata ciliar o voo repentino do forte
gavião japucamimpium, acompanhado do seu pio feroz, ‘piiiiuuuum!...’ E
salsaparrilhas-do-rio acocoradas arriadas bem perto da beira e querendo mamar das
águas mornas e doces. Como tudo fora e era é criado criativo.
- Que coisa de cartão-postal, meu! -
desabafo da mulher ali sentada na grama um cotovelo no chão a cabeça a mil por
hora - Estou vendo isso e nem me belisco. Estou vendo isso e nem me salvo.
Estou ouvindo isso e nem me absolvo. Apenas meu D!
Cigarras pendentes de pau-de-cangalha
e enfiadas entre as gretas fendas da casca já desde cedo estridulando
absurdamente como numa autodestruição sem noção. Um inseto e pequeno e com
tanto peso diante do dia. No entroncamento a noite e o dia.
- Eu quero fazer uma poesia bucólica
descritiva e exaltando tudo o que vejo e sinto. É isso. Eu estou perto muito
perto de D - esta Ribaçã continuava falando alto e exaltando gesticulando
abrindo bem os braços. - Todo mundo fala, eu quero dizer!
- Comparando preços. Agora estou
respirando tudo isto. Ouço os passarinhos, fri-iuiiii!... cada vez mais
cantando o dia que vem cheio de respostas. O dia que vem com vem mas vem pra
favorecer muita coisa muita coisa!
- Levei um susto. D é seu coração
gigante: e aí está e é assim mesmo o porquê das coisas a razão dos
acontecimentos da paisagem existir. Ele sabe da sua criação e onde nos coloca a
cada momento. Domingos e feriados Ele nem trabalha, é.
- O quê!... Nem entendo nada mas
acho que é assim, obrigada!
‘D ajuda e muito mais quem cedo
madruga’. E ali na sua frente dela Ribaçã desfilavam os peixes que vinham
buscar sua comida prometida, jucundás-verdes cascudos bagres traíras sapipocas
lambaris e mesmo os tracajazinhos. Que o correr das horas já disputava em fuzuê
confusão rolo desordem e com a contracapa da recompensa da bondade empatia
respeito paciência. Como é que se sabe. Sabendo no milagre.
“A alma conversa a voz suspensa, por
exemplo. A poesia faz estrofes estâncias versos especiais em dísticos tercetos
quartetos quintilhas.”
Todos os dias dava a volta essa
mesma hora pelo parque e cumpria matematicamente e feliz a responsabilidade de
abraçar todo mundo que gostava dela, seja no inverno ou no verão, dia com ou
sem chuva, vento sul ou vento norte. E nem menos importante se acercar e
acolher ser acolhida pelo coqueiro-aracuri. Outro grande abraço e muita
confidência de ambos. Ela primeiro, como uma espiã:
- Ontem fui visitada por uns iutúbis.
E eles gostaram da minha loja. A mulher me jurou que estava esperando um bebê.
Vê se pode! Eu fiquei surpresa. Você nem ficaria surpreso com um rebento sangue
do teu sangue? Para que serve vir ao mundo?
- Que anjos e anjas! A vida é
simples, mas complicada. O que nasce já nasce feliz, mas que é um milagre lá
isso é! E vem ao mundo saindo de onde?
- Olá! Você já viu percebeu o
conceito ecológico da bioarquitetura? Pense bem!
Os poetas os poemas as poesias
atendem atentam para a diferença de sinérese (coroado, co-roa-do), e diérese
(saudade, sa-u-da-de)? É brincadeira de bobeira.
Vestuário vestida de abrigo, sinal
relevo da calcinha, relógio digital com pulseira na cor vermelha, rabo de
cavalo muito bom muito tope muito feminino despretensiosa.
- Quero voar gigante igual que nem
avião. Olhe bem. E aterrissar sobre a floresta o jardim sobrevoar sobre tudo.
Abraçar todo mundo. Até o fim dos tempos, é.
Pois o coqueiro-aracuri achou mesmo
uma maravilha as perguntas e a continuação das espécies, seja em que esfera
for. E isso ele podia demonstrar se agitando auxiliado pela brisa ali que vinha
sobretudo do laguinho e coisa e tal. E mesmo também ele vegetal vegetando firme
em terra boa e úmida entendia que o equilíbrio de tudo é essencial. E como
amparar o remoque zombaria caçoada troça motejo? Sem nada se irritar se zangar
e arrenegar renegar. E que interrogante e que dúvida. Somente recebendo e
passando adiante a modéstia otimismo resiliência aconchego afago. Nem parar
ouvir chacotas chanças escárnios zombarias. As visitas das borboletas
beija-flores-dourados abelhas moças-brancas para a honesta e necessária
polinização e transferência de genes dna. E quem nem gosta de festa. E quem nem
tem vaidade seletiva.
- Terramarear! Sempre digo que o
justo é de lei. A verdade é verdadeira até a tampa. Mas quem é a justiça? Quem
é a verdade neste reino multifacetado e autofágico.
- Isto! Se eu fosse D eu seria
pintora desenhista escultora historiadora etnógrafa.
- Tivesse eu asas... Se eu fosse um
veleiro uma embarcação um bergantim um iate estaria agora navegando oxirrino remando
aí na corrente do rio Purus.
- Você é o amor da minha vida, os
amores das minhas vidas e existências. Gosto do norte como gosto do sul. Gosto
do verde e dos verdes todos. Todos dizem isso.
- Olá!... Tenho duas coisas pra te
contar, hem! Começa que nem sei por onde iniciar. Sabe aquela estrela dentro da
constelação do Escorpião...
O périplo o círculo circuito completo
completado exercitada reconhecida, a guria Ribaçã chegou na pastelaria bem na
hora de abrir o comércio. Um caldo de cana com doce de abóbora, praticamente
vegetariana. Cliente assídua do seu Antônio Camurim Almaço e Donana da Pua
Almaço, um doce dois docinhos casal de proprietários da confeitaria ou padaria
Primeiro Fascículo. Que eles dizem primeiro já um mais importante o alimento. O
bom alimento pro corpo de o bem da saúde é o melhor tempero pra alma do
espírito da mente. Nem houve mesmo nada. Tudo por realizar.
- Você acredita em óvnis, minha
filha? Tem gente que jura, já vou te avisando - e agora dizia perguntava e ria
seus dentes todos a Donana, planilha segura formulário seguro pela mão e
acomodado no ângulo do quadril - Se os que viram juram batendo na boca com
sinal da cruz e olhando apontando as mãos para o céu, ah-rrrrê! ah-rrrrê!...
- Sim! Eu acho que tem, tia Donana -
interpretava a moça - Porém, também e até quem sabe vai saber, né?! Difícil ter
certeza. Eu gostaria que tivesse etês e seus efeitos especiais. Precisamos ter
irmãos no cosmo e aí no universo, entendo eu, entende?!
- Eu vi as ondas do mar. Vai ver que
os daqui querem ir lá e os de lá querem vir aqui... hum?! Vai saber e com toda
a razão, né?! - dizia e respirava fundo o pai Antônio, sobrancelhas dormentes
quase quase fechando igual os orientais (oriente, onde o dia de hoje já é
amanhã) - Eu vi as areias da praia da Joaquina remoçadas de moças.
- Outros. E assim na terra como no
céu e mais profundo, hem?! - sentenciou Donana, com umas faturas uns recibos a
resolver liquidar e a se perguntar coçar o couro cabeludo já com obrigação e
compromissos junto aos fornecedores e ou clientes.
- Dez vezes ao dia. As religiões
mudam um pouco a noção. Ou sem noção, nem sei. Os alienígenas se tornam e viram
anjos e anjas. As espaçonaves viram estrelas-cadentes estrelas-guias
estrelas-mensageiras e demais estrelas propícias viajantes. Coa natural aprovação
de D - comentou o seu Antônio, comerciante pasteleiro desde 1991 até a data de
hoje (ectlipse: supressão de fonema nasal final, coa ou com a).
- Oi! Os daqui vão pra lá sem
querer, os de lá estão retornando sem necessidade. É a tal e qual encarnação
reencarnação, indo e voltando retornando. Vai fraco e volta mais remoçado mais
preparado. Volta outro bicho ou vegetal. Volta e parte outra vez.
- Tá me dizendo que os
extraterrestres são os que reencarnam e voltam pra cá outra e mais outra vez?!,
dona Donana - interrogou, agora sim, a jovem Rib.
- Arca! Os que vão voltam por cima,
tipo assim, ó: vai planta e volta bicho; vai bicho e volta gente. Assim é a lei
da evolução moral.... ou carma... Será o carma?
- Sorte deles. E depois desse carma?
Tempo de licença-prêmio.
- Só D sabe! E nem desmente. É o que
eu sei. Entendo ou desentendo.
- Oi!... Juntamos as duas coisas na
moeda de dois lados e convivendo...
E depois de plantar hortas de
tomate? E depois de cortar segar ceifar o pasto para dar às vacas? E depois
após vender pastéis a vida toda? E empós advogar medicar policiar fiscalizar
durante tempo e aposentar? E depois de dar aula de filosofia oriental?
“A alma nem pesa nem leve nem carregada
atravancada. A poesia na palma da mão nas linhas das mãos e pobres ricas raras
preciosas.”
Chegando em casa a Riaã, e antes de
ir ao banho à ducha e mesmo ao trabalho na faculdade, procurou o diário o
caderno das efemérides a agenda e anotou o seguinte parecer ou recado (depois
de trocar assuntos notícias interpolações com os tios da pastelaria os temas
intercalados e fascinantes excitantes abertos de muito pano pra manga) com
vistas ao futuro o por vir ou por ler e reler:
“Ainda hoje fiz isso, agora mesmo
recém e pela mesma manhã azeviche já cedo: dia 5 do mês de junho do corrente
ano. Vi com meus olhos surpresos e contentes, eu toda contente e agradecida ao Papai
do céu, uma lesma atravessar o meu passeio. E ela era pura como um bichinho
anônimo e pequeno e útil. Aonde queria ir? Cruzava o meu caminho destino sobre
uma laje e deixando goma visgo pegajosa e gosmenta viscosa rastro esbranquiçado
remela catota. Juro que isso me impactou. Me impacta sempre, já tenho dito. E
que sorte tenho em presenciar esse exemplar da criação, a criatura cria do
Criador universal. Nossa! Que doido que é tudo isso tão isso muito isso e perto!
Pequeno molusco gastrópode terrestre e da subclasse dos pulmonados (fonte: dh),
sabia aonde? E tinha um par de anteninhas totalmente ligadas pegando as ondas
do rádio do raifai e etc. E continuou se arrastando independentemente de mim da
minha presença e por que para onde... nem sei essa parte, cara! Largava uma
estradinha de giz pegajosa e eu admirada presa à cena iludida transpassada de
amor por aquela criatura guaxa feita à imagem e semelhança do próprio T-P,
chefe morador da cúpula celeste e mais um pouco. E como ela chegou até ali e
por quê? Nossa, como eu nem queria terminar esse depoimento com uma pergunta
tão simples, meu! E dizer escrevendo o mais comum ainda. Quando vejo esse tipo
bichinho que vive nu sem saber. D existe em tudo; dia pleno de universal e
universalidade; assim mesmo que D prefere o universo!”
Milagre prefere com ritual. Milagre
é resposta e Rondon do Pará, Nova Ipixuna, Ubiratã, Novo Repartimento, Cabo
Frio, praia do Itamambuca, praia do Alto. Milagre é mistério e ucuuba-punã,
tiê-piranga, uacá, tatajuba-do-brejo, encontro, inhaíba, nhambuxororó,
palmito-amargoso, marreca-caneleira, tapicuru, marreca-ananaí. Milagre com
preâmbulo e ainda hoje. Milagre com nome e número. A moça foi à praia Mole
exibir seu corpo escultural bronzeado desenhado pela sedução. Milagre são
peixes que abastecem o mundo inteiro. Milagre com água de coco. A sacerdotisa
viaja de milagre.
Todas as manhãs são exageradas,
frise-se, e moça Ribaçã as registra na pele no interior do ser como faz o
passaredo as aves e papagaios-campeiros, chincoãs, joões-tenenéns,
pica-paus-de-cabeça-amarela. Como fazem na pele na casca das árvores os
arbustos chás-de-soldado e outros chás das tardes e inda (aférese: supressão da
sílaba ou fonema inicial, inda ou ainda) o chá-dançante chá de barriguinha chá de
garfo chá de bebê chá de cadeira chá de casca de vaca chá de vara de marmelo. Milésimos
segundos minutos 5 horas dia 19 do mês de outubro ano 2041 do século 21. Nem
chega o quê?
“A alma se desloca durante a viagem
vertical ascensão subindo para a nuvem, repare. A rima na poesia no poema,
generosamente, é disposta colocada abecedada em versos em as estrofes e
emparelhada alternada interpolada misturada silabada.”
- A alma nem é culpa minha. A alma nem é
culpa dela. A alma crê em D.
Pra que viajar e mudar de lugar?
Aqui mesmo é um pouso como outro qualquer. Aqui se passam todas as horas todas
as coisas e começo meio e fim do mundo.
- Agora assim nesta hora... Sim, D
me vê aqui. Olho pra dentro do pensamento Dele. Se Ele quisesse e quiser... meus
parabéns!
Hora inexoravelmente. Se você é dos
índios juberi, pratica e toca os instrumentos de sopro pireís. Se você vê a
lua... faça como os lunáticos: conte estrelas uma por uma. Se você for de praia
e for à praia das Conchas, faça o que os veranistas fazem: plante uma
bananeira. Se eu sou de oximoro faço música concreta, a fórceps. Quero entender
se se apaixonaria por ela. Hora ruminante. Hora redonda.
Ribçã se preparando para a corrida
matinal e com certas minúcias e requintes. Rabo de cavalo, ‘oquei!...’ abrigo
vestuário calças com calção sobre e blusa de manga comprida, ‘oquei!...’ meias
sem manga e tênis apropriado, ‘confere!...’ uma touca (no inverno) ou um boné
pode ser e cai bem. Muito ‘oquei!...’ A casa estava vinha de ser a ser um
casarão como um elefante gigante fantástico dorminhoco dormindo. Sótão, sem
porão. Uma cerquinha de ripas pontiagudas pintadas de verde separavam da rua.
Alguns quadros de deuses ou santos hinduístas
e budistas e jainistas, emoldurando as paredes ou porta-retratos sobre os
móveis mesinha de centro mesa do escritório. Suspiro. Procurava adquirir isso
no bazar e até mesmo para vender na lojinha... e mais estatuetas as chacrinhas
as flores incensos. Especialista nisso? Até onde a capacidade mental e ou
espiritual de um ocidental alcançava, isso sim. E de tempos, desde a faculdade
como aluna, quando conheceu alguém que nem merecia nem a merecia. Foi assim e
aí que nasceu esse amor platônico pelas religiões e ou filosofias espirituais
asiáticas, ambas e ou confundidas, que deságuam ainda hoje nela como um estilo
despojado vegetariano simples de ser relaxado. Arte de suspender objetos mais
pesados que o ar. Arte de colocar o sol no zênite no ângulo mais alto do
triângulo.
Largou correr ela Riçã em plena hora
mesmo matina cedo das 5h e 8min. Os galos cantando, ‘cocoriiiicóooo!...’ de
espaço em espaço e remendando um cordão estendido por toda a vizinhança e junto
com outros pássaros madrugadores. Pegou pela rua Visconde de Mauá, duas quadras
de casa, asfaltada e arborizada com passeio calçado inclusive ciclovia
sinalizada. De leste a oeste e trotando, ‘te-cle! te-cle!...’
Como mantra do dia foi lembrando e
conversando solilóquio: “D existe em tudo; dia pleno de luz e luminosidade; D assim
mesmo que prefere do sol!” Condicionando o físico o corpo e lembrando rezando
aludindo cantando referindo repetindo o refrão. Escoliar comentar interpretar o
que outros escoliastas já diziam já oravam e sábios profetas cientistas
filósofos milagreiros ilusionistas eremitas taumaturgos. Com a rua Nazaré e
logo a rua Santa Isabel. Hora existencial. Momento de abrir os braços.
De um espaço a outro passava
correndo por uma árvore e reverência reverentes veneráveis. Passavam alguns
carros e de vez em quando, faróis acesos, assustando as sombras da noite
demorada se demorando sem pressa. O casal de gambás procurando o esconderijo a
madrigueira. O som dos passos na pedra lisa da calçada, o ‘cha-pe! cha-pe!...’
dos movimentos esfregando o tecido, ‘fru-fru!...’ Cachorros latindo ao pé dos
portões dentro das residências prédios de 1 a 4 dormitórios. As estrelas no céu
já piscando dando linha na pipa se distanciando na claridade que vinha chegando
de mansinho. Exemplos de manhã cedinho, fidalgo planalto hidrelétrico
quintessência.
“A alma é mais forte que aço, e
recomenda. A poesia é encantamento recurso musical que agrada aos ouvidos à
mente à alma ao psicológico.”
Na faculdade durante e por vários
semestres já defendera algumas propostas de trabalho e teses e manuscritos. E
publicando publicado nas revistas de filosofia e especializadas, ‘Autos da
devassa da inconfidência mineira, revisitada’; ‘Barragem no rio Forqueta e o
sapinho-admirável-de-barriga-vermelha’; ‘O determinismo circular da História’; ‘O
futebol domingo de tarde com as mulheres’; ‘Anatomia de uma mente budista
ocidental’; ‘Os anos são degraus de subida ou descida?’ E uma pá de coisas de
mistura no universo dos diálogos e palestras e comparações e opressões pesares
alegrias temores esperanças suspeições conselhos. E um universo de conceitos
que servem pra tudo. E um mundo de ideias que servem pra todos. E uma biblioteca
que nem serve para nada mais que passatempo. Palavras de indução provocação e
misticismo místicas.
- Curioso... Isto é oquei! Isto é
forte! Isto é bobagem! Isto é da lei orgânica!
Nem parou mais de correr até chegar
no ponto marcado, uma araucária líder moradora centenária da praça Castro Alves
e ao pé da abadia beneditina. Um ponto e vírgula da corrida de hoje. E chegou
na árvore majestosa e a abraçou encostando o rosto a pele na casca rugosa
áspera na cortiça. Suspirando e pensando e dizendo:
- Quem quer que seja... Olha como
estou suada, meu D! E me diga dizendo...
Sim que o coração da jovem ainda
bagunçava do esforço. O tronco do colosso vegetal pinheiro-do-paraná parecia
firme e forte para suportar o peso do mundo a origem das espécies e mais ou
menos 70 anos. Suspendia o céu. E ficaram abraçados uma porção de tempo, assim,
e ambos respirando no mesmo ritmo até a moça acalmar.
“D existe em tudo; dia pleno de luz
e luminosidade; D assim mesmo que prefere o sol!”
Olhou o tope o auge dos galhos e umas
curicacas conversavam em voz alta, ‘cra-cra-cráaaa!...’ Uma falava e outra
escutava, outra falava e uma escutava; de repente as duas ao mesmo tempo e quem
sabe estavam se desentendendo ou injúrias insultadas ou pungentes. Dizem os
ditados do povo as previsões populares que quando as curicacas piam ou gracejam
muito e sem parar e fazem algazarra pela manhã é que vai sem demora chover, e
chove então muito, fecha o tempo a cerração e chove, ‘choooo-uu!...’
- Talvez estas aves sejam as amigas de
Igaporã e Sebastião Laranjeiras, só deve!
Agora a belezona força os braços no
tronco saudável e grosso da araucária. Fazendo força e pressão. Apoiando os
braços e como que empurrando a árvore. Nunca que quisesse empurrar de verdade,
mas para condicionar os braços os músculos dos braços das pernas e costas dorso.
E pegou o tronco com as duas mãos. E olhou lá pra cima. Que topete ela viu no
alto no topo no auge! As aves andando nos galhos parecendo entusiasmadas
excitadas, gloterando e ora zangadas ora rindo dançando ou gritando, ‘quei-quei-quei!...’
Vai ver que estavam de namoro, de partida, anunciando uma chuva daquelas
iminente imediata, planejando um périplo pelo país e perlongando a estrada da
soja ou br-163 (sai de Campo Novo do Parecis e passa por Vilhena e Porto Velho;
segue pelo rio Madeira até os portos de Itacoatiara e Santarém). Hora
metafísica.
- Coisas que eu admiro e nem posso
comprar: orquídea, água, paina, herói.
Desta vez a Ribaçã que pegou e
voltou pelo mesmo caminho que subira. E sem correria andando no passo comum dos
mortais sem pressa. Vendo a paisagem já conhecida e em câmera lenta. O dia mais
e mais claro. Os filhos-de-bem-te-vi no alto mais na copa das grandes árvores
da calçada. Que estas aves territoriais ainda procuravam parceiras e se
destacar na multidão. Olhando quem passava embaixo.
- Outras coisas admiráveis e limões,
lagoas, voos, saguões, gênios, molduras.
Compondo de memória resmungando o virtuoso
lema o mantra, ‘D existe em!...’, a moça fazia ainda assim o caminho de volta.
E tertúlias dos gaturamos nos ramos das árvores frutíferas, as araras-azuis nos
fios de tensão e telefone e fibra ótica esticados de poste em poste, pululavam
saltitantes majoritariamente irrequietas as corruíras. Sapo-martelo dentro de
alguma folhagem juá-listrado num jardim de casa praticando hai-cai campando se
vangloriando blasonando e nesta hora muito começando o período matutino. O sol
já ou ainda estendendo edificante (vinha sendo assim nos últimos milênios) as
porta-estandartes porta-jornais porta-cartões porta-gelo porta-joias
porta-leques. Esse cuidado que temos em ver as coisas cada uma no seu lugar e
orar.
“A alma descendente de gente boa e
respeitosa, como minhas avós. A poesia em alta e preparada como deve ser e
perfeita toante imperfeita.”
Quando muito çãbaRibaçã tinha seu tempo para
tudo. Um tempo de hesitação celibatária um temperamento que ia se moldando
conforme o ritmo do baile e por puro aprendizado e força de vontade. Visão
periférica no trânsito. Um passo dois passos engelhados amassados pregueados,
tinham que acontecer aparecer as pegadas o rastro ponderoso relevante
importante. Cabelos longos ligeiros com brilhos transitórios. E encontrou o
caminho de casa a porta aberta franqueada e já saudando a freguesia da
confeitaria Primeiro Fascículo de seu Antônio e Donana. Uma engrenagem
azeitada.
- Um açaí com banana, por favor! - jovem
R já se acomodando na mesinha gueridom tampo redondo e bom café desjejum da
manhã freguesa vegetariana.
- O açaí é bom para crescer e ter
dentes fortes. Quando você tiver filhos vai ver que é isso mesmo - explicava a
Donana - É uma dica de grátis.
- Sentido e alerta. E se crescem com
saúde e disposição serão inteligentes inteligentíssimos. E bem sucedidos
destacados cidadãos cidadãs - esclarecia por seu lado e turno o Antônio Almaço,
e muito falando sério convicto.
- Valor monetário. Se eu fosse
ministra da saúde eu decretava um edital ordem oficial ou coisa que o valha: ‘Que
todos comam açaí no café da manhã!’ E de minha parte, que tenham um bom dia! -
expôs a mesma Donana, mecha branca caindo na testa.
- Oi!... Açaí é um alimento muito
completo. Açaí é um alimento muito prático.
Veio imediato o pote cuia
cumbuquinha lotado de açaí e banana em rodelas desidratadas. Com uma colher a
moça ia transferindo. A boca molhada de roxo arroxeando os lábios a boca em
forma de arco do cupido. Os dentes também melados de sumo a língua deliciando e
tentando organizar a entrada das porções do creme. Triturando nos dentes, ‘treee-que!
treee-que!...’ os desafios guloseimas e apertando com o céu da boca os
pedacinhos pecinhas cozidos adocicados de banana. E mais uma colherada lotada e
outra opinião filosofando sobre tudo e nada:
- Jesus Cristo! Difícil e quase
impossível pra lá de importante, eu acho, esta história de acaso - discutia a
moça e em meio ao repasto, ‘minhom! minhom!...’
- Nem te conto, Ri! Se a gente
confrontar D com as superstições... acho que ganham as últimas - opinião
sincera do seu Antônio, suor escorrendo nas têmporas.
- As suspeitas me dão pouca
convicção e muita hilaridade - desabafou Donana.
- Mas se nem D existe... então,
estamos fazendo o que e aqui e agora?! Olá!...
- Findas as lições. Acho que nem
devemos parar pra pensar. É muito forte esta.
- Saúde e sorte. E a natureza e as
coisas de terra e mar e universo? Hein?! Toda esta dimensão? Nossa, né, gente!
Onde estamos e aportamos e viemos parar!
- Eu gostava de carnaval e adorava
no tempo que eu escolhia a escola de samba pra desfilar. Hoje eu prefiro sair
em retiro em refúgio aí na montanha. É outra história!
- Já estive em Sumaré. D faz bem com
a gente, nem acham?! Acontece muito.
- Ou nem faz nada. Dizem que agora
mesmo Ele dorme dia todo todos os dias...
Esperaram um pouco e precisaram de
fôlego. Que assunto tão cheio de pegadinhas e labiríntico e enigmático. Nasceu
o ovo da galinha ou a galinha do ovo, gente?! E nem adianta opinião nenhuma que
nada se sabe e nada vai mudar. Filósofos famigerados notáveis famígeros
célebres, e de muita antiguidade honesta, já divulgaram suas teses suas
sínteses resenhas tentando dialogando esses mesmos e intrincados envolventes
mistérios. O que conseguiram ainda está pendente. E, quem viu quem nem viu pode
contar e recontar, passaram com justiça à história geral como famanazes ótimos
sedutores de adolescentes lindas etéreas vaporosas sublimes. Quem conta aumenta
um porém todavia no entanto. Quem duvida aumenta um tantão também.
E no mais no possível no impossível,
como parar tudo? Pare que freguês quer descansar e dormir. Ora, bolas! Andar
solto e sem hora pela rua Tucumã em o bairro Jardim Europa. É uma delícia.
Gostar acariciar e crer acarinhar as árvores do bosque ou muirajubas, paineiras-do-campo,
canelas-de-folha-larga, guabirobaçus. Ainda hoje estacionar a aeronave
espaçonave no campo de Marte, em sp. Sonho antigo, gótico.
- Verifique. Como medir e calcular
tudo isso e sem vacilar se decepcionar, né?!
- A gente, senhores e senhoras!,
fazemos sempre o diferente e até o contrário do que sonhamos. Então me
respondam: por quê?! E por que pergunto por quê?!
- O sol a lua o mar... E nós e quem
somos nós pra sonharmos com desdém e vezo e zombaria? Nem falar, gente! Nem
pensar, meus caros! Nem duvidar, cidadãos!
- Porque falando sério, pessoal, nem
há tempo pra nada. É um dia atrás do outro. Um é dia o outro é noite e aí mais
um dia. Sem tirar nem pôr! Nem ter reter conter!
- Jamais pergunto nem indago, só
manifesto: será que vou morrer sonhando ir à serra da Concórdia, e estacionar
minha nave sobre uma plantação de cebolas cebolinhas.
Olhe e mire! Da lancheria até em
casa era um pulo de gente boa. E a jovem encontrou a própria casa o mesmo lar em
ordem. A mãe estava nos seus afazeres comuns e normais e domésticos e
corriqueiros e acostumados. No caso, em instantes, cortando cenouras em pedaços
mais ou menos. Veja adiante! Aguarde a salada.
A íntegra e capacitada Ribaçã
(muiraquitã de pedra verde com cara de sapo atado amarrado ao peito) foi até a
oficina e antes de tudo abriu a loja para atendimento imediato. Pegou de uma
esteira de pipiri ou piri e sentou em cima como uma flor de lótus, pose postura
praticante de ioga. Precisava e ia meditar como se medita no monastério debaixo
na sombra gramada de uma árvore florida. Lembrando do refrão do dia: “D existe
em tudo; dia pleno de luz e luminosidade; D assim mesmo que prefere o sol!” E
repetindo muito e ininterruptamente. Mexendo os lábios carnosos a boca em forma
de arco em coração, minimamente mimicamente mimosamente sensualmente.
E atraindo borboletas suaves bem
asadas flutuantes. Embora uns beija-flores sugando néctares das bromélias
penduradas em troncos de árvores maiores. E besouros azuis ou verdes irisados
zumbindo, ‘zuziiiiim! zuziiiiim!...’ As abelhas empregadas serviçais fâmulas
operárias criadas, buscando o açúcar do dia a dia para nutrição da rainha. Agora
mesmo, intermitentemente, a brisa com fundo sul e destino norte mexendo com
tudo e nos vaisvéns. Diversas abelhas aí dizendo, ‘biziiiim! biziiiim!...’
A terra está aí e com tudo que
existe de D. E onde havia mato começou umas histórias que nem podem faltar ou
deixar de mencionar e Matutina, Carmo do Paranaíba, Biquinhas, São Gotardo (o
governo de mg adota uma classificação regional diferente, no qual o Estado é
dividido em 10 regiões de planejamento. Esta cidade faz parte da região v: Alto
Paranaíba - com a chancela assinatura carimbo e selo desde a fonte: ibge, fgv,
unicamp), Ibiá, Rio Paranaíba, Medeiros, Iguaba Grande.
E isso tudo se passou num átimo, num
vasto espaço de sala de estar com vista e aroma de pomar. E temos os dons das
plantas: palmito-doce, paxiubamirim, abutua-grande, pereiro-amarelo,
jarrinha-arraia, guatambu, mamica-de-cadela. Que coisa sem ideia sem razão e
que coisa estranha gostar de árvores nascidas ali mesmo.
- Ora! Vou buscar meu dia e minha
estrelada noite... Vou ver do que se trata, é.
Quando se deixa de pensar e falar e
agir. E assim a bondade, que nem é pouca coisa, vem soprando no coração e fica.
A bondade doçura ilustração sabedoria tolerância. Parece muita coisa e é e nem
é. Então ter a paciência de mãos cheias. Chegar até a iluminação a verdade.
Aceitar que o caminho existe e precisa ser percorrido caminhado comprido
cumprido e durante diante dos dias todos que faltam. E aproveitar todos os
momentos para rir e rir de si mesmo em demasia, euquita. Vestido(a) para o
encontro com farpela farrapo andrajo trapo como se fosse uma gangorra
compensação o balanço balanceado de o sumo a substância a essência a matéria
imaterial espiritual.
“A alma joga com a gente como o mar
com a terra e o vento com o céu. A poesia conta a história da iluminação da
perfeição do sublime do exagero.”
Já umas 16h, o tempo passa o tempo
dispara na frente voa e quando se vê. O dia restante todo chuvoso. A loja das
chacrinhas abriu pela manhã e agora no período da tarde. Nenhum cliente. É o tempo
chuvoso. Veio o carteiro ou o homem da energia entregar o carnê o recibo a
fatura da conta de luz. Tilintou a porta uma única vez e mais ninguém. Como
seria com um par de gatos para chamar de seu?! Questões e ou exercícios físicos
ou ritmo social. Como seria com um cachorro pra filmar estripulias artes e
manhas. Como seria cuidar de miniplantas com físico de centenárias arqueadas.
- Nem vou mentir pra mim mesma,
porém... o tempo é santo sagrado. Nem vou me enganar com passatempos,
todavia... a sorte é santa ou consagrada.
Ribaçã acomodada na esteira em
posição ioga no centro da sala de visitas feita como loja. Pela janela
envidraçada via um tanto da rua de casas vizinhas de árvores de céu e tudo na
chuva. O mantra da hora do dia próprio apropriado do momento: “D existe em
tudo; dia pleno de chuvada e chuvarada; D assim mesmo que prefere a chuva!” Sempre
repetido reafirmado reiterado que é uma canção de ninar. E despertar a alma,
separar o pensamento das coisas concretas, afastar as tentações, se isentar das
transações desimportantes banais obrigatórias escritas na agenda coisas por
fazer hoje.
Cada dia tinha uma canção para falar
aos passarinhos às árvores ao rio às pessoas em geral. Nesse dia tinha a chuva
o som a imagem da chuva, mesmo sem poder interagir com a mesma. Volta e meia os
relâmpagos os chicotes de fogo riscando o céu e o som a trovoada ribombos
ribombando tremendo um pouco a terra. Longe fora afastada separada de desfrutar
disso. Ficava só observando guardada preservada e meditando. Despegada de
abraçar as plantas tocar as árvores ver os animais de cerca de perto e se
acercar deles e cutipuruí, pato-carúncula, tuietê, sabiá-da-campina, ponga,
caraúna.
- Também, pudera! Hoje nem vale. Me
atirar? Que esperança!
Olhos fechados e mergulho profundo.
Pensamento alto limpo penitente elevado puro. Mesmo um olhar pleno plenitude
plenário plataforma projetando para o todo do universo. Alto e longe longínquo
no horizonte universal. Apegada a todos os seres vivos, orando aos que viraram
pó. Do pó ao pó, como se diz e se entende. “D existe em tudo; dia pleno de
chuvada e chuvarada; D assim mesmo que prefere a chuva!” Olha aí um tico-tico
que veio buscar uma resposta... Somente delicadezas saltitantes.
- Oie!... Hei de ir amanhã. Tenho de
ir hoje mesmo, confere? Depois, suponho.
Vestida de abrigo segunda-pele
vestiário nada especial (aplicações de modalidades competitivas à estampa),
cabelo amarrado rabo de cavalo testeira esportiva respirável tecido leve
colorido com desenhos geométricos imitando astros estrelas ora olhos fechados
ora cantando o salmo o hino do dia. O aprendizado o esporte em curso. A
aprendiz interpretando a paciência, que é a principal das artes pessoais. A
calma a tranquilidade a serenidade, a paciência. E seja assim na terra como no
céu no céu. Somente imaginar o céu já é muito. Quem nem tem um céu azul dá um
jeito.
- Sim, dependo de D. E eu posso
precisar Dele. Rumbear ir rumar me dirigir a.
Abriu os olhos e queria se juntar à
chuva, por que nem?! Longas pestanas. De chofre se levantou e foi até a janela
de ampla vidraça transparente dando vista para a rua. Sim, tudo razoável e sem
se enfadar. Apoiou os cotovelos no gradil da sacada, mirando a chuva. Nem tinha
razão de se afastar de se perder das prendas domésticas. Nem podia negar
prender um botão colchetes vestidos enxoval fitas saias brincos e outras coisas
da terra. Sem jaça. Embora a conquista do céu fosse mais importante e sua luta
diária. Uma pequena anuência tácita ou tática para pagar as contas comutando
uma pena por outra, resiliências sociais. Chegar até lá na estratosfera, e no
caso de hoje, acima das nuvens da chuva e ou chuva mesmo. Que chique! Te digo!
- A chuva é boa e a água flui. Mala
mola mula milho. Gato pato mato matuto.
Chegar acima das nuvens, e as nuvens
como referência. Um estado que nem mais ou menos somos seres humanos. Deixamos
de ser e ter. Fruindo fruir fruição e desfrutar se utilizando dos benefícios do
ar rarefeito. Já se tornar sagrado e entrar num sistema ou modo divino
hieratizado. Um lugar de inteligência artificial 8G.
- Oh!... Sábado de manhã vou lá no
parque. O rio acode a represa à barragem.
Tudo explicado prescrito meditado elevado
antecipado, e o conveniente e o inconveniente. Boca original trivial e sorriso
frequente cândido tenro. Que o mundo pesa na balança e exercita as
compensações. Temos dito e redito que é um tira de cá para por pra lá, e
vice-versa. A latomia litania desdém enfado aspereza sórdido bandalheira para
premiar e apregoar em alto e bom som com imagens, a arte os artifícios aptidão
a habilidade. Olhar ver ouvir conjeturar. Patentear mostrar tornar evidente. “D
existe em...!” Caucionar afiançar garantir. A esperança renovada se renovando é
que sempre resgata no decurso do dia até o findar da noite e antes de dormir.
Imitando os bichos. Comendo algo leve e bom antes de dormir deitar.
“A alma pensa uma cor e é azul. A poesia
compensa compensação as coisas em sublimes em orações em elevações em nuvens em
suspiros.”
- Ah, hãaaa!... Isto que se chama
vespa enxu exu siçuíra. Levei um susto, credo!
- Epa! É a salvação do mundo; foi a
salvação do mundo - ela Rib, interpretando.
Quando baixa a noite e quando cai a
noite e ainda a noite chega expondo uma coleção engalanada de brasões
brasonário no firmamento. Aí vem o compromisso com o trabalho na faculdade e as
aulas de filosofia oriental. Também a hora do pesque e pague. Digamos que as
duas Ribaçã ou entram em conformidade em acordo ou em duelo em peleja polêmica
implicância impertinência escândalo polêmica. Que pega o carro esportivo e vai
até lá e para ir mais rapidamente mais cômoda. Efetivamente.
- O lugar nem lembro direito. Sem
muito aparato e burla enzampe logro ludíbrio - que a profe R nem era de burlar
iludir ludibriar enzampar.
No caminho na chegada no trampo,
propriamente dito, as pessoas se misturam misturadas com as coisas. E as
pessoas se misturam também com outras personalidades. Que de longe parece bom
ou normal, de perto aparece parece com aliciamento ilusão ceticismo sedução
envolvimentos multifacetados. Um montão rima rumas pilha de acontecimentos
interiores e exteriores. Ingurgitamento e devorar cru com velocidade
velozmente. Coisa séria todos são, eles e elas. Gente sempre faz de um montão.
- Sabes tu. Penso em férias e
Hortolândia os hortolandenses o ribeirão Jacuba. Passa o trem na estação da
cidade e as pessoas na tirando fotos e vídeos registrados.
A mesma Rç vai até o banheiro tomar
pé do visual. Que coisa o seu rosto no espelho e a verdade e a vida. Os olhos
que veem. Os cabelos soltos. A pele levemente rebocada e cariciosamente
acariciada autoacariciada. A boca com batom discreto ou menos chamativo, quase
quase religioso espiritual. Falta alguém? “D existe em tudo; dia pleno de
chuvada e chuvarada; D assim mesmo que prefere a chuva!” Sem esquecer a última
sentença, mais este dizer e esta fala a palavra. E que temos um D ilustre
ínclito egrégio celebrado T-P e no alto no céu ponto mais ao píncaro cume pico
fastígio.
- Como encaro meus próprios olhos
verdes - pensou alto ela mesma a Rb.
- Viva!... Penso numas coisas boas e
gostosas já com saudade saudades.
A professora Ribaçã vai para a turma
e nunca que é desconhecida ou predadora, caça ou caçadora. Mas se pode dizer
que é seletiva. E acompanha o eleitorado nisso. E observa de longe e vê de
perto. Escuta e fala e ri e troca algumas informações e ou reproches censuras
exprobrações. A cultura importa; o peso mais ou menos, idade de vez em quando,
a altura envergadura fascina. Como todos ou todas, pesa na sua balança o que é
chato chatérrimo ultraje afronta desacato ofensa vilania em troca de negociar
por confiança superação otimismo satisfação certeza. Proverei proveria provejo.
“A alma é passado futuro presente,
sagrada. A poesia fantasia sonha tanto o invisível e o visível já o concreto e
o abstrato.”
- Cedinho de repente de pronto,
considerando considero consideração. Pondero.
E pega e vai com as colegas docentes
até a área de recreio praça de alimentação. Caçadora furtiva à socapa é fruta
ou se serve é servida. De tocaia meio de espera de pouco caso demonstrado pouco
interesse inapetência. Aparecendo assomando surgindo como gata ou rata ou
cadela. E deambula pela área pela zona pelo espaço em volta e com olhos bem
abertos e orelhas de ouvidos escutando sempre na escuta. Se ela tem coisas em
comum com outras e outros... Fazendo onda incauta como passarinho borboleta
peixinho de aquário. É sedenta de parceiros ou parceiras jovens da idade tenros
apetitosas e isso é claro fica claro a cada passo a cada hora a cada momento...
Solteira quando muito e quando nada. Funda abre escarafuncha arquiteta uma área
um território uma toca para si para seu conforto e casa. Nadar ama nada na
praia e muito.
- Esse torpor ou tal e qual
perispírito que eu abomino abomino, meus bens e amores - dizia Correte, a
colega professora de paisagismo e já no intervalo das aulas.
- Oie! É porque nem acontece nada em
nossas histórias de vida, gente! - falou Lei Cochonilha, a profe de matemática
quântica - E olha que eu tento e olha que eu arrisco. Lamento às vezes. Esses
dias atrás, uma quinta-feira... ou foi na quarta...
- Eu também quando vou vou com tudo
- a mestra vice-diretora Epêntese, dona professora de geologia e instrutora de
copidesque - Cheguei mesmo a inventar uma viagem para o Paraná, porto de Paranaguá...
e quase quase deu certo. Faltou pouco e só uns detalhes... que nem quero
mencionar para nem entrar em polêmicas desnecessárias.
- Surpresa digo eu! Me vou e me
pergunto e o tempo todo e o tempo passa. O seguinte, por que devo relutar e
tergiversar e sucumbir ou desempacavirar... Sempre eu e mais eu e eu o
passatempo todo?, me pergunto - falando irada declarando a supervisora
Espadeira Suplício, que nas horas vagas ou nos fins de semana férias
vilegiaturas se vestia se transformava se precipitava radicalizava uma paraquedista.
- Capiau! Porém quando me vejo e já
estou mergulhada em devaneio... e ridícula gaguejante acanhada... Pra falar a
franca verdade... têm momentos e horas que eu... Bem, ser sincera até o fim do
romance ou saga... chego e me levam e dou pra qualquer um... O primeiro que
aparecer eu dou e tá acabado... - logo quem logo quem e antes que mais nada a
Picaparra, professora de direito trabalhista e que o desabafo provocou risos e
gargalhadas e vivas, ‘uau-huuu!...’ e aplausos de todas e o fim do bate-papo.
- Vamos levantar acampamento já
levantando, gente boa e boníssima! - dizia Tata Peregrina, a mestra de
literatura comparada e natural de Irará e nasceu em 9 de agosto de 1987, se
graduou na ufsc, escreveu e publicou em revistas especializadas os seguintes
títulos mais importantes e relevantes para a sua área de ciência: ‘O estilo
antigo e sublime das epopeias e já do ponto de vista contemporâneo ocidental’; ‘Sucessos
sociais de Machado de Assis, um escritor essencialmente carioca’; ‘Origem vida
e morte do indianismo nos nossos dias contemporaníssimos’; ‘A recuperação e o
ressarcimento a reparação a indenização valoração da cultura do escravizado no
br’; ‘Vale a pena e podemos comparar um J. Alencar com um G. Dias e somar a uma
C. Lispector, nos dias de hoje?’; ‘A gargalhada do palhaço cômico,
“krá-ká-ká-ráaaa!...” nem é a mesma do debochado gozador debochador,
“mei-róooo! ei-óooo!...”
Às vezes Ribaçã pensa como fêmea e
quer fazer família e procriar. Passar adiante no sangue e no fim das contas ser
cuidada por eles. Que toda a filosofia oriental está baseada nisso: o ir e vir,
sair e voltar, viajar ou retornar, desencarnar ou reencarnar. Mas também outras
200 vezes pensa apenas como mulher, e segundo plano b postergar. O bom que está
sempre esteve aí. O bom que é ficar tentando praticando seduzindo.
- Aceito. Sempre quis ser homem...
mas nem descarto ficar mulher todavia.
E quer se separar dos livros? Olha que talvez
seja necessário devido ao cúmulo acúmulo de teorias e palavras. Mas pode ser debalde
e à toa e perda de tempo. Caso que os cães passam ou repassam e a caravana fica
sobra resta num destampatório alarido destempero a descompostura. E olhamos de
imediato o copo meio a meio e talvez seja necessário, ufa!... relaxar um tempo.
E se justifica se justifiquem os prefácios prolegômenos introduções à
relatividade humana. E no calor aquecido da temperatura tirar sacar colher a
razão a certeza a verdade, que D dádiva. Provável probabilíssimo.
“A alma ligeira igual o vento e já
esbarrando soprando nas plantas nas coisas em tudo geral. A poesia que trás o
canto dos pássaros os voos das irerês nas estações.”
Laranjas maduras douradas feitas
colhidas em Monte Mor. Os dons das palavras: insólito raro incomum; proficiência,
competência, mestria, capacidade; prover-se abastecer-se. Relativo de
superioridade e bairro Barra da Tijuca praça Duó ou São Perpétuo. O tempo
explica tudo explica o perfume o aroma as cores as aves cantoras.
Assim mesmo deste jeito que chegam
arribam pousam nas suas terras. Assim que acontece o que se prevê, conversa vai
e vem, seja de dia ou de noite, manhã no outro dia que chega e conforme. E
assim acontecem as novidades. Talvez felicidade amanhecer e estar num outro
dia. Satisfação sim e com certeza. Muita convicção e certeza. E se sentir
elevada ou em elevação. Então ela estava em outro patamar de sentimentos de
ilusões de fantasias. Então existir é fácil. E ser... até quem sabe.
- Sim, pensar; nem pensar - ela Rçã,
tirando onda de filósofa.
- Olha! Provavelmente me imagino.
Imagino descer o rio São Francisco sentada na janela. O rio o barco o tempo,
todos têm seu propósito um propósito e até muitos.
Milagre é uma palavra obstinada com
bumba meu boi, louva-a-deus, joão-ninguém, micos-leões-dourados, prós e
contras, bem-me-queres, saca-rolhas, ponto e vírgula. Milagre é resposta e
praia dos Anjos, São Pedro da Aldeia, Araruama, Arraial do Cabo (cabista, lema:
‘onde o sol passa o inverno’). Milagre é mistério e maguaris, formigueiros-da-restinga,
pernilongos, pula-pulas, carões. Felicitações, desejar é milagre. Olhos cor da
safira do café da palha seca também repercutem nessa área ou zona de
interferência domínio influência do milagre. Todos os milagres são bem-vindos.
Milagre é bom é feliz e muito bem resolvido. Milagre pôr, ponho pões pomos
põem.
Saímos com a Ribaçã já disposta. E o
que temos pra hoje dia afastado de nuvens é o aguardar seguinte. Temos a ela
pegando a calçada da praça Perilo Teixeira e cruzando pela frente da catedral e
a travessa do Jarrete. Sempre correndo que atrás vem gente... Compulsada
forçada pela gama de ilusões que sonha todos os dias correntes, dormindo ou
acordada. Nem conta mais as pessoas os cães que encontra no caminho.
- Faz parte. Faço que me reconheçam.
Seria possível ouvir o rádio. É isso!...
Lá que longe... vai a praia de
Mundaú (em tupi, ‘lagoa grande’) e mais deste lado também grande a serra de
Uruburetama. Tudo muito legal e transmissão legado telúrico. E a corredora
matinal madrugadora prefere pegar mesmo o caminho do parque Anacé. É tão
bucólico e cheio de espécies preservadas de árvores pássaros animais mamíferos
anfíbios aracnídeos e outros insetos borboletas peixes no banhado alagado.
Depois de correr um tanto uns dois km, ela vai mais no passo e respirando
acomodada satisfeita tranquila sossegada. Nesta direção vai a rua Itamaracá e o
bairro da Água Rasa. Olha pra cima e as luzes anunciando o céu azul. O relevo é
bastante plano e de baixa altitude, com menos de 300 metros em relação ao mar.
Já o pulso meio que descompensando descompassando. Já a temperatura nos 20ºC e
em elevação.
- Bom dia!... Acordei com o sonho
nos olhos. Busco a verdade integral, é.
Os dons dos pássaros e cauré,
pica-pau-amarelo, mergulhão, patativa-do-sertão. O tom dos passarinhos e birro,
alma-de-gato, tchintchorrintcho, araponga, viuvinha.
Mais alongado o olhar e a
imaginação, por que nem?!, a gente vê com a vantagem de poder um dia chegar lá
e viajar, a gente percebe se informa tem a impressão de São Gonçalo do Amarante
e Umirim e Itapipoca (‘rocha arrebentada’, em tupi) e São Luís do Curu e
Paraipaba e Trairi (em tupi, ‘rio das traíras’) e Rio das Antas e Ibicaré. E
tão perto e aconchegante quando se quer! E acionar o gps, hum!...
- Exemplos. Vaca brincalhona, boi bonitão,
terneiro grandão, novilha grandona.
Ainda e mesmo na meia luz da manhã
acendendo o fogo as chamas. Abrir as portas e porta-toalhas, porta-rede,
porta-lenços, porta-chaves, porta-espaços, porta-lápis, porta-voz, porta-fólio,
porta-cocheira. O sol se ainda preguiçoso e sonolento, porém já dando ultimato
estendendo as mãos solicitando o dízimo. Seres ou tons ou formas teratológicas barbárie
energúmenos possessos celerados possuídos de mistério já saíam do anonimato do
escuro da sombra do nada. Sobrevivem os fortes os grandes os pequenos os
instruídos os espertos os rápidos e ou quase todos menos uns poucos.
- Aplausos, plaque! plaque!... No
jogo de xadrez na disputa de bola na peleia.
- Alguns anos pra trás... Olá!...
Achei que deveriam me premiar também.
A boa e nova Ribaçã notava e reconhecia
se aproximava e conferia as orquídeas chuva-de-ouro feijão-bravo xaxim
cipó-d’alho... o conjunto dos buranhém, e foi mesmo abraçar nem se conteve
paixão à primeira hora da manhã e era até bom dar uma parada o fôlego o
coração, ‘arreda! arreda!...’ se avizinhou e abraçou com tudo a centenária braúna.
Rodeou os braços e juntou o rosto na casca pele rugosa da árvore. Hora boa.
- Valeu e meus parabéns! - falou
volume alto sonora para a árvore, que tinha as orelhas as folhas bem lá
afastadas mais uns 2,5 metros do solo e abanando saudando.
A árvore se agitou no golpe de vento
fresco da manhã. Um dia a mais de outono e um ano como outro qualquer. O tempo
passa e a existência já num mudar de folhas pra flores. A copa quase quase
pegando os primeiros raios solares. Centenas milhares de formigas-carregadeiras
já pegando no trabalho subindo e descendo o tronco. E outros insetos
incidentais e aparecidos. Um trânsito ininterrupto da raiz ao auge apogeu copa.
O falcão-de-peito-vermelho de olho e lá
no último galho último andar olhar jaspeano penas eriçadas arrepiadas
encrespadas e garras esperando uma oportunidade. Assim presente e como
aparecido do nada, solteiro e por conta própria e sem sequazes, bico como arpão
jaticá próprio para fisgar. Um pouco marcando território gritando, ‘riiii-xiiii!...’
chirriando a língua perra emperrada e olhos vesgos um olhar de menoscabo
parcial deboche. Com o voo de altura de um guarda-florestal venta-furada
venta-rasgada ventana valentão. Rapina por completo e um ser ou nem ser finório
sagaz ladino. Portanto e enquanto só de planos só arejando as asas se aquecendo
aos primeiros sóis e mordiscando as penas as valorosas plumas mordicando
morsegando mossegando.
- Quem me dera! Ó natureza! Eu espero
por tudo por todos. Como vai como vão a ilha do Saí-Guaçu a praia da Barra do
Saí a praia da Barra do Saí-Mirim.
Mais um pouco de penitência
consentida e ela se encostou numa maria-preta das já dedicadas árvores maduras.
Pensou abraçar e abraçou a planta, recomendando aos 4 ventos: “D existe em
tudo; dia pleno de luz e luminosidade; D assim mesmo que prefere o sol!” A
família de jaós procurando no chão algo de comer, o casal de caburés encolhidos
de frio ali quietos no galho, rabo-de-espinho já procurando néctar nas flores
recém-nascidas, casal de patos-do-mato coçando as axilas sovacos um da outra.
Foi andando como se anda num caso
desses. Se tivesse celular presente daria direitinho várias fotos legais. Uma
cutia tão simpática e como come com as mãos ou patinhas igual uma pessoa erguida
sobre os pés. E gosto em ver novamente a jarrinha-pintalgada o pau-de-chapada e
foi abraçar a guariúba. Transferia seu calor e recebia uma certeza de energia
da planta da madeira que subia pelas raízes e entrava pelas folhas sinergia.
Uma ligação do chão com o alto, a terra e o céu o ar o sol. Pensando bem, é
tudo muito ótimo. E tanto e tanto que “D existe em tudo; dia pleno...!” E Ele
em pessoa envia aos destinatários já sabidos. Nada acontece sem sua presença
avassaladora.
- Me deseje olhar em derredor. Nem
seria a mata que me faria um bicho do mato. Suprassumo. Que todos saibam. Que D
me conserve pelo menos no espírito.
- Sã e salva, agora. Acho achei
acharia tudo lindo todos bons tantos mais.
Com a oportunidade singular de ver e
ouvir os pássaros o cancã piando para nem perder ou se perder do seu par, o
corruchião chegando nos braços galhos da gurigica, o tesourão apelando para os
familiares acompanhá-lo no voo de reconhecimento.
“A alma magnética com a terra os
astros o todo do céu. A poesia bem tratada bem vista bem enamorada bem versada
em prosa e verso.”
A moça Ribaçã está em pleno voo e dia
manhã de sol e cantando o mantra enquanto passa diante dos viçosos vareteiros
dos caruaracaás, e chegam sempre vibrantes urgentes os uirapurus-laranjas
peixes-fritos-pavoninos araçaris-castanhos... É tremenda a idade das coisas e
as mesmas coisas em diferentes idades aí mesmo que se conservam assim dando
trela. Falta se esconder faltam se esconderem na paisagem camuflar camuflados.
E elegantíssimos primariíssimos necessaríssimos altíssimos.
#
Uma noite de causos e de tu a tus à
beira de um fogo de chão e panela na trempe tripé. E nomearam o período da
escuridão rodeado de lua e estrelas de... noite. E naquele mesmo horário de
descanso e sossego depois da caminhada que designam de... dia - com a soma dos
60 minutos a cada hora de 24 (alguns casos chega a vinte e cinco, 25). E para
repartir os afazeres e tudo fazer mais cômodo sem correria as refeições em o
horário, começaram determinaram dividindo o dia em... manhã. O período após
empós depois vesperal vespertino ver a vésper disseram de... tarde e ou
tardezinha. Então, já deixando um cotidiano calendário na folhinha e numerado,
se convencionou considerar esses os tais e quais diurnos diurnais... (e de um
tanto ou pouco de tudo mais ou menos) manhã e tarde e noite. E recordados
narrados admirados, porém todavia entretanto um final tanto ou quanto alvar, já
do ponto de vista do descanso noturno. Por fim o resultado e a cartilha,
reaparecimento recidiva recorrência recaída reincidência.
Curiosidades das expressões dos
termos: vetusto, antigo, ancião, velho, milenar; domo e zimbório e cúpula;
caldeamento fusão mistura caldeação; vezeiro, vezado. A vida a existência
nomeada significada significante significado das palavras.
Palavra de hora, palavras da hora: barroca,
piçarra, areal pedregoso; sortista cartomante feiticeira; brincos, plumas
lantejoulas; creme esmalte xampu. Me valho do prestígio das palavras, me valho
do alcance da coragem. Olhou viu riu suspirou deu tchauzinho adeusinho. Aguarde
aguardamos um momento. Que dia!
Milagre, agora mesmo, é o mundo inteiro.
O meu milagre é meu. Milagre nem anda, voa. Milagre é resposta e mariquitas,
ipê-comum, rabos-brancos-rubros, muriri, chorós-bois, rabo-de-cutia,
casacas-de-couro-amarelo, orelha-de-onça. Milagre é mistério e praia do Forno,
praia do Pontal, São Jerônimo, Dom Feliciano (donfelicianense), Pântano Grande
(pantanense), Amaral Ferrador. Milagre é internet rápida. Milagre é à primeira
vista em a primeira tentativa. Ternura e milagre se ajustam nem competem, se
ajudam e proliferam. Milagre é fazer promover conteúdo.
Ocasionou então que quando a cigarra
Senão, inseto homóptero da família dos cicadídeos, morreu de morte morrida e
perdeu toda uma cegarrega... Quem veio ao velório? Foi veio o Se Não,
formiga-carregadeira macho, e com antenas vibrando antenadas. E para arrastá-la
de frete encomenda ao ninho ao formidável formigueiro. Comprada ou adquirida. Um
mundo este coletivo com cupim laborioso e subterrâneo gigantesco incomensurável
e barbaramente fortificado abrigo blindado. As formigas são os seres mais terra
terral terráqueas que fez D. E que Ele fez muitos e muito bem!
E até onde sei, até já sei, a
cigarra morreu abraçada à árvore cinquentenária braúna. Numa brecha ou fenda da
grossa casca ou cortiça. Alguns metros no tronco já acima do chão. E bondade
para quem diz, boa idade para quem tem!
E foi nessa hora nesse ponto que a
formiga m Se Não se aproximou e decidiu por conta carregá-la fretar a cigarra
levá-la embora. Sem papas na língua dura. Ajeitou ao ombro ou às costas no
lombo e desceu rumo do ninhal. Sem perguntas formig(d)áveis e sempre convicta
laboriosa determinada padrão operária. Sendo que esta nem precisava pedir. Nem
precisava de certificado ou carimbo nota fiscal.
“Agilize! Nada de mimimi e que eu
respondo. Pernas que te quero pedestres!”
A formiga máscula 6 perninhas Se Não,
‘upa! upa!...’, já estava no solo de areia e terra preta aceitando como sua a
trilha das suas companheiras associadas. Caminhando rápida com duas toneladas
em riba da coluna sem vértebras. Uma fila indiana ia e outra voltava carregada,
assim tal qual ela mesma. E era assustador o tráfego o engarrafamento. E muito
longe de casa, coisa de 55 metros, já pensou?! Sim, condições normais de
temperatura e pressão. Nem tempo ruim. Depois o resultado.
“Oi!... Este peso nem é nada, gente!
Eu gosto tanto de carregar que me chamo formiga-carregadeira ou saúva. Quando
volto já penso na vinda, ida e volta.”
Esta m Se Não no seu pacote
carnívoro presunto cadáver posta de carne e as amigas associadas nos pacotes
verdes fibras vegetais vegetarianos. Então era carga valiosa diferente
exclusiva. Seguindo o curso do rio formigueiro e vibrante formidável, seguindo
suas conhecidas adeptas sectárias partidárias e prosélitos, continuou no mesmo
passo artrópode. Que nem era de hoje. Trânsito barulho absurdo insosso
repetitivo. Que seu esquema era o mesmo de sempre e calculado. Que fazia, sim
senhor e senhora!, sua parte em prol da comuna. Sempre de comportamento cândido
e estratégico já com a conduta rígida estoica. Parte da comunidade burgo inserida
ali envolvida dentro e sem dúvidas. Nem precisa decidir, nem precisa conferir,
nem necessita admitir.
“Sensacional! Admito que é gênio
carregar e transportar. Eu prefiro tanto tanto!”
Depois de muito andar sem uma gota
de suor e sem cansaço, e nem lesionar os músculos de pernas sem cartilagens
cãibras, chegou ao ninho entrou pelo labirinto galerias túneis abaixo
superfície com búnqueres e depositou a carga no compartimento na câmara de
fungos (classe dos deuteromicetos) e mofos e cogumelos. Já todos os ótimos
alimentos orgânicos destinados à despensa real. Toda a horta do complexo
gigante formigueiro. Um imenso complexo bem complicado organizado labiríntico.
“Que alegria eu estou aqui!
Suspendendo cargas e produtos e mercadorias, opa!”
Para daí a nada, sem parada e volta e
meia e meia volta volver, retornar para buscar outro fardo. Desta vez um carregamento
vegetal. Formiga nem pensa em cansaço algo fastidioso maçante enfadonho. Que
sempre se precisa realizar o dia e aproveitar as obras obrar necessárias. Que
formiga nem sai do teatro da ação e palco e cena e cenário proscênio arena. As
formigas trabalham como animais de carga serviçais, pronto. Formiga, sinônimo
de trabalho labor. Formiga sem sindicato sem proteção trabalhista.
- Olhe bem. E observe com os teus
dois olhos que eu presunteiro já trouxe uma enorme e excelente cigarra. E cuja
carga muito me parabenizaram parabenizam - conversava recitava declarava em
outra ida apressada corrida, a formiga m Se Não.
- A mim me alcançaram e me deram a
transportar uma folha, pedaço de folha de braúna, e também pesando mais de
tonelada - conversou contando trocando ideia a formiga m Escanção, amigo ou
colega de ninhal. - Uma peça verde tenra fibrosa.
- E devemos aproveitar hoje cedo que
amanhã já é outro o esquema da diretoria dos adm - anunciou a formiga fêmea Estética,
já também da patota.
- Eu gosto muito quando precisamos
de açúcar e ir até a pastelaria e doceria Auspiciosa. Uma doçura e umas e
tantas! - comentou batendo muito as 2 antenas a formiga f Avoenga de Avito,
andeja muito simpática e muito carismática.
- Quando muito e quando chove, né,
insetos?!, ahahahah!... - declarava de bom humor a formiga Plágio, outra do
naipe das colegas duras na queda e sorriso de alicate.
- Já assim-assim que eu prefiro
comer no serviço, se é que me entendem e me perdoem, caros e caras colegas de
serviço atarefado atarefado - que confessou a jovem Apologia, que nas horas
longas das noites ou chuvaradas sem atividades gostava de sonhar se induzia ao
sonho com visitas à carrocinha de algodão-doce.
O sol reanimou à uma e 40. Decerto
com euforia renovada. Por certo muito ridículo. Pagando metade em ouro e o
resto inteirando com calor do verão. Pagamento à vista, e diante de todos. Sol
para todos e sobre humanos e insetos todo mundo e Palmital e o distrito Açungui
em Rio Branco do Sul. Nadando nadar na correnteza do céu.
E então chegaram, daí uns minutos e
menos de uma hora, de volta e retorno ao pé da velha braúna. E ninguém mais
lembrando da cigarra Senão e muito menos a sua carregadora, a formiga m Se Não.
Que esta já tinha outro pacote encomenda mercadoria para outra rodada. E sem
demora sem tomar fôlego duas vezes, Se Não já foi acelerando toda apressada
chinelando quase quase correndo para dar tempo de mais uma viagem mais um
carregamento ainda hoje ainda hoje. O coração no batimento, ‘tefe-tefe!...’
“Me viro bem, opa!... Os 6 pés pequenos,
as antenas pequenas, a garra pequena.”
No caminho entre o formigueiro e a fonte
de abastecimento, sempre acontecia algum desastre atentado ou coisa pior que
empanava a sorte de cada uma das formigas. É que entre a casa e a colheita,
digamos assim, aconteciam os predadores. Um perigo sempre à espreita. Esses
geralmente umas aves de rapina e gavião-preto, papa-capim-de-garganta-branca,
coleirinha-dupla, vira-folhas, papa-formigas, brejal. Uma corja e tanto delas.
Muito vis canalhas safardanas pulhas safadas. Um perigo total. Uma súcia uma
malta de malfeitores e assassinos em série. Muito sério e muito difícil. Passar
e sobreviver era a prova de fogo. Passar e sobreviver era a prova dos 7 erros.
“Tenho que ver todo o meu talento para
iludir esgueirar fugir escapar ao azar, é.”
Inseto e formiga Se Não, um dos
obreiros incansáveis da colônia atarefado atarefadíssimo. E o odor olor o mesmo
de todas as formigas e uniforme geral sinais químicos. Feromônio substância
biologicamente muito ativa ativada secretada especialmente por esses insetos.
Forte mão de obra e cada qual com seu ofício determinado e trabalhando trabalham
mesmo em equipe megaequipe. Umas aprendendo de outros com o exemplo. Mentoras
educadores de alto prestígio na sociedade. Identificadas agrícolas com a terra
roxa ou vermelha ou ocre ocra pardacenta tabatinga argila sedimentosa humosa
orgânica. Preceptores instrutores muito práticos e capacitados dentro da
comunidade. As mais jovens os adolescentes seguem os mais experientes e tudo
bem. Nada ninguém reclama. Ninguém merece reclamar exigir.
- Falo e digo mesmo. Relatório por
falta de dados? Hum!... Sou um ótimo trabalhador e nem reivindico nada de nada.
Próxima competição?
“Dou todo o meu talento na frete na
mochila no transporte que me toca, oi!...”
Estrelas que já vão longe no vácuo
do espaço. O pátio delas é vasto e fica ao sul do hemisfério. Longínquas
estrelas e pesquisadas observadas admiradas invejadas. Já num universo que se
crê redondo e enrolado em si mesmo. Que intriga o observador especializado o
admirador incidental e desde Iomerê, Caçador, Pinheiro Preto, Fraiburgo. E o
sonho é o mesmo gigantesco. Tanto o céu do homem como das formigas.
Curiosidades das plantas:
coroa-de-frade, cipó-ramo, guarumbé, coco-da-serra, pindobeira, brasilete,
eperu, catuaba-do-mato. Sem nadar que nada nada que fazer.
Acho que D pensou muito pensou bem
quando fez as árvores e as imaginou inventou criou inaugurou plantou. Os
atalhos deste mundo; jardim botânico Benjamim Maranhão, praça José Batista de
Melo, praça Ten Lucena. Uma foto. D bem sério.
#
De manhã é qualquer coisa. Cedo
manhã dia de sorte. Nem nada de bizarro singular estapafúrdio siderado. Resolver
sair de casa e ir lá fora andar ir ao parque Ibirapuera. E pedalar na ciclovia
com direito a trânsito comedido esportivo de segunda-feira numa cidade em pleno
domingo de manhã domingueira. A alameda Cabral e de frente e verso com a praça
Gen Osório. Se sabe o que significa. E que sorte mesmo!
Milagre converte a todo mundo. Milagre
que a terra pertence pertencia pertencerá aos aborígenes autóctones. Acidente
geográfico é turístico cartão-postal, milagre. Milagre é resposta e
Encruzilhada do Sul, Butiá, Chuvisca, Rio Pardo. Milagre é mistério e
tapaciriba-amarela, sururucujá, guiratinga, cipó-gato. Mesmo correndo já se vê
o milagre. Ônibus ou auto-ônibus articulado buscando a faculdade de engenharia
de sistemas na ufsc é um milagre, e considerável, convenhamos. Inteligência
artificial e metalinguagem e linguagem-objeto, hoje até amanhã, são milagres.
Milagre é ver para crer, quem diria! Se conta contamos os milagres nos dedos de
uma mão, confere!
Pois sendo assim a existência de
qualquer um e de qualquer que seja nesse mundo, a cigarrinha-verde Senão já
estava somente alma. Que deixou de cigarrear e estridular e rechinar ou mesmo
samplear. E se teve se pegou se viu assim mesmo e leve pluma suave como uma
alma limpa. Alma desligada do corpo e subindo aos céus das cigarras. Um uma
bicho-grilo da contracultura do contra? Razão raciocínio sistemático dubitativo
cartesiano? Quê?! Ou nada, que é difícil convencer alguém do contrário.
Será verdade? Este vem ou vai?
Compensa o ônibus pra Santa Helena? Qual? Quem era? O que se faz ou desfaz? Um
bom dia é um belo dia de sol em o verão? E os famosos nomes com sobrenome?
Seguirá seguirão a estrela-guia? E a saudade?
Espírito motor líder sem grasso sem fôlego
desalentado desanimado sem graxo desgraxoso seco descarnado desgrassento desfibrado
desidratado charque. E que todos nós vamos acompanhar ver e comprovar.
Silencioso e bom. Amigavelmente e sem pressa e de alma azul. Despida desapegada
de desejo e tudo. Vendo e sentindo mais que ouvindo. Por cima da carne seca. Limpinho
e cheiroso. Pra cima e avante!
Uma viagem e aventura que é e será
precisa, mesmo o ouvido estridente, porque o paraíso é audiovisual. Que se lê e
se decora ao todo como uma história cediça um mote arremedado dito máxima: ‘morrer
é preciso, viajar (existir) nem é preciso!’
A alma sóbria viva como água-viva, e
irresoluta sucumbida, sobe se alça até as nuvens. E volta das nuvens como na
chuva com a chuva cai e corre para o lago. E aí observando um calendário, ou
melhor, um catálogo de seres e entes e bichos. E volta a encarnar reencarnar
materializar-se num corpo lógico e específico. Evidente que retorna das
peripécias e em outro ser escolhido a dedo mais evoluído, se for o acaso.
Chuvosa. A alma volta com a chuva.
Talvez a própria chuva aguaceiro chuvarada enxurrada pancada tormenta de verão.
Campos chuvosos. Alma molhada.
Toda esta reciclagem nem dura mais
que... uma semana de 8 dias. É fácil, e remove a roda, rodagem, e retorna com o
carro andando. Após surtida ataque investida no bojo das nuvens de algodão. Todo
o processo e progresso se faz sem mangação sem cansaço sem taxas sem inscrição
sem jaça sem desconto e outros sem. Sobrevém um segundo dia segunda-feira
quando a chuva abissal para acomoda e se tem nova chance.
A alma é ligeira ou demorada demora?
Qualquer uma das opções importa e faz de conta. Alma e o tempo como o de hoje
mesmo. Alma moderna. Eu batizo almas.
O calor a energia se solta do corpo. E isto
é o começo que causa todo o futuro. Morrer é tão na moda e processo que nem
dura nada nem dói nada. Sem se vexar sem delito sem gastos somas reservas
pecúlio. E sobe sobe azula como um foguete silencioso invisível sopro
pensamento paixão ideia sonho ilusão. Uma transferência.
De dia de noite, uma vez a lua outra o
sol; nasce o sol e surge a lua. O universo confia a esse ponto. Mata chuvosa.
Dentro da nuvem da mais alta espécie
já na estratosfera, a alma aguardando ordens superiores para pouso aterrissagem
imediata. Que o apito a arbitragem já vêm já sem demora dos intermediários
arcanjos e outros surreais fantasmas. Passeia o espírito ali enquanto aguarda a
sorte sorrir novamente e outro compromisso na Terra. Corredores azuis? Como
dentro de um supermercado na fila do caixa. Como na estante na prateleira comparando
mercadorias sopesando-as avaliando a qualidade. Pegando embrulhos testando
caixas latas e conferindo o produto partes órgãos tassalhos peças conexões. Todas
com validade marca endereço e embarque para a lagoa dos Quadros ou laguna na
próxima chuvarada. Tutoria direção administração de algo ou alguém.
Evoluir é subir e cair de novo outra
e mais outra vez. A bichinha esta alma sobe solteira volta sozinha e procura
acasalamentos. Ascender e descer, verticais. Veteranos(as) andando às turras
brigas teimas turumbambas tempos-quentes nesses vaivens. E acontece
naturalmente. Mais cedo mais tarde que se imagina. Céu chuvoso.
Achou que nem voltaria? Muito
perseguida assistida debatida compelida? Vapor também é ser ou nem ser?
Exploradora de ambientes? Que burburinho foi este? Sabe andar dançar voar
nadar? Gosta desgosta ou nem gosta? Que destino é este ou aquele?
Primeiro o acaso o paradoxo, que passa
passando pela sinergia valentia do mundo, até chegar entre nós e eu sendo eu
mesmo em pessoa. Nunca breve pouco sem dúvida se saberá um dia e ao certo. Está
formado de mais de um elemento.
O hálito das palavras: epitalâmio;
preito respeito homenagem; cenáculo; alocução, falação, discurso, palestra. Vai
uma alma qualquer e volta outra bem nova renovada novinha em folha repaginada
passada a ferro barco de velas estufadas.
O fenômeno da condensação das almas
de vapor que vão acumulando em forma de gotas. E quando o peso excede
toneladas, caem se precipitam gotejam em forma de chuva chuvarada bátega manga-d’água
pé-d’água borrisco parajá salseiro xixixi toró molhe-molhe corda-d’água
criadeira e pinga-gotas goteiras bem próximas umas das outras. Até que acabe
falando e dê um berro um uivo um assobio um pio, ‘chuáaaa!...’
A bomba-d’água cai em toda parte e
alaga e o rio corre pra encher o lago a lagoa. Dentro do lago São Bernardo (em
Monte Alegre dos Campos e Bom Jesus e Rolante e Arroio Trinta e Tangará) como
se fosse um bazar de mil e uma tendas barracas quiosques oferecendo todos os produtos.
Uma oferta de mercadorias bebês para daí se criarem no esquema terramarear. E cada
um ou uma pegando seu caminho de escolha. Daí irradiar sua influência. Caem no
lago na água bem-vindas diretamente da chuva, e aí serão distribuídas como os
correios pelos endereços. Área chuvosa.
Uma explicação para os que passam
das nuvens das almofadas, ascendem guindam-se. Nem foram preteridos ou se
desavieram se desentenderam, pelo contrário. E vão céu acima longe dentro do
vácuo cosmos e tudo mais etéreo éter e sumidouro precipitados. Os que vão além das
nuvens já se preparam. Nem é defecção deserção abandono. Ainda ali buscam uma
ordem superior e meio que esperam aguardam.
Por D do céu e da terra, coração de
Nosso Senhor: ela veio de roupa esportiva abrigo verde-marinho e descalça ou pé
no chão; procurando a herança e nomeada a herdeira universal; consagrada
sagrada nas batalhas como heroína.
Alguns vapores param na lua em um
acampamento limbo com paliçada cerca de estacas pontudas e hibernam aí. Ficam
uns oito dias e descansam pra valer. Nem perdem o viço a jovialidade ou ficam
acinzentados acendrados cendrados, pelo contrário. Quando muito uma semana, vão
embora chispam pras estrelas. Estes já ficam sofisticados. Verdadeiros diamantes
eternos brilhantes importantes cutubas bem lapidados. E já nem voltam mais
jamais jamais. São etapas e cumpre cumpri-las.
Desde o alto olhar precipitação
vertigem, se vê muita paisagem panorama amplo verde aberto lento casas
aglomeradas levando embora estradas e rios. O sol modifica a distância das
estrelas. O mar venta em direção das praias mais famosas. Se vê do alto.
Chovidos, mergulhados no lago
pântano pantanoso ensopado - uns ficam aí nadando igual peixes ou aquáticos e
jaús e dourados e pintados e tucunarés e pirararas ou peixes-aranhas e
piroscas, outros sobem e agarram o matinho e angélicas-do-mato e angelicós e
madressilvas-verdadeiras e acácias-de-flores-vermelhas e embira-de-porco lianas
trepadeiras, outros mais alcançam a montanha em voo solo e
casaca-de-couro-de-crista-cinza e tucanuçu e cabeça-seca e pica-pau-ocráceo e
ariramba-verde. Assim os próximos lugares paradas e mais pra lá do que pra cá.
Muita gente e muito lugar.
Chuvosa. O comércio natural das
almas que vão e vêm, matérias-primas, acontece na chuva. Todas as horas todos
os dias, chuvosos. Proliferação chuvosa.
D e seu pensamento intricado
inefável indizível farmacológico ou mesmo tectônico. Agora uma ideia de D, que
mora em todos os lugares e nos 4 cantos. Em todos os rincões que menos se
espera ou apenas se prevê anteveem fortunas e Três Forquilhas, Riozinho,
Taquara, Três Coroas, São Francisco de Paula (este é o município mais chuvoso
do Estado do rgs, e com precipitações anuais acima de 2000 mm - fonte e dados
do inmet), Amarante, Inhambupe (do tupi, ‘no rio dos inhambus’), Alagoinhas, Aporá,
Barão de Grajaú, Imbé já na praia Santa Terezinha. D teve muitas criatividades.
E quando queremos ver D? E quando
epifania? No momento quero ver D: eu olho pra fora da janela da minha casa
exígua caverna. D já andou povoando mandando na chuva saindo da enxurrada do
lago as ipecacuanhas, raízes-do-joão-da-costa, mergulhão-pequeno
pomba-asa-branca juriti-pupu saci pica-pau-chocolate irara cachorro-do-mato
teiú mico-estrela jaguarundi. Lei de D que pesa na balança das compensações,
que aponta o dedo indicador. D na tevê. D diz quem nasce quem fica quem vai
quem domingo ou feriado quem bonita ou bonito. D que escolhe tá escolhido!
Esperamos agora que chova um dia
entre um sol e outro, intercalando os intervalos. Que caia depois do carnaval e
dure o regalo de 4 dias. Toda chuva cai legal entre um sol e outros destinos.
Em registro escrito na ata do tempo do clima, nada ninguém se opõe se obsta. Que
quem quer consegue. Quem foi feito acontece.
Sobem almas limpas alçam voos.
Chovem seres entes puritanos(as) parecidos com bichos, e quase todos alados. No
lago na represa nadam sururus coaxam uma guarnição como um conjunto de sapos e
rãs. Tem música no elevador no tobogã desliza e o vento ferve toca ocarina no
cata-vento feito de curuatá. Assim os sons encantos.
As lições nunca terminam, sim
determinam: fui ruivo gratuito, digno enigma obstruir, lindo samba renda, moça
laço açude, ex-aluna peço-lhe mãe de santo.
Quando se sobe inchamos a nuvem que
estufa fica enorme e toda pomposa empolada. Quando precipita e cai em toda
parte, corre pro lago e este enche alaga fica pântano se agiganta embasbaca
pasma muita alma regressando muita gente. Parece um sonho em câmera lenta. Uma
fantasia uma estampa de cores desde um bom ponto de vista. Parece com uma tarde
vaporosa nostalgia festiva ensolarada de verão. Parece o paraíso onde todos
nascemos todos nascem. Parece um lago ou lagoa simples.
As palavras coligidas no livro de
formato fólio in-fólio: arcediago; palato, palatino; serôdio, extemporâneo,
tardio; cabedais; voluptuário, voluptuoso, volúpia. Uma alma vazia preenchida
com o tempo. Uma alma revigorada no aguaceiro da chuva. E olhe, nem sabia que
existia! E penso, nem D saberia me dizer!
Estamos notando um falatório um ‘guerê-guerê!...’
de feira-livre desde a rua Carlos Gomes e mesmo em frente do museu Miguel
Jacques Trindade. Mas é no fundo do lago do açude (junto à roda nora engenho
hidráulico) e a mãe-d’água iara está contando com dengo matutando um por um
todos os reencontrados reencarnados. E são todos mesmo, ranúnculo-brasileiro
mangue-da-praia arco-de-pipa butiazeiro beija-flor-preto-e-branco quero-quero
tucano-de-bico-verde estrelinha-do-pará folha-dourada-da-praia. Um caso
acontecimento? Estaria na hora do avião do trem do metrô?
Chuvosa. A chuva atendeu ao pedido
das almas. Nuvens carregadas desmamam almas solteiras. Rua do Cenógrafo,
chuvosa. A chuva chuvarada música, ‘pe-ra-bam-bam!...’ no telhado. A nuvem
sacode em o bojo mamãe uma tempestade extratropical.
É um rancho de foliões todos
querendo entrar na fila e partir partir. E começam a ganhar consciência se
despojar do limo ludibriar a dúvida quando afloram sobem à superfície emergem.
E pegam a avenida Dom Pedro II, a estrada mais longa do mundo. Até os 4 pontos
cardeais e ao D dará. E a alma vai aonde acompanha o corpo sossega.
E quando se nasce e renasce aparece,
e pronto: psicologia, privilégio, sutil, meteorologia, protótipo, invólucro,
arquétipo, inigualável, divertir, criar novamente. Subindo emergindo do lago as
formas os corpos, depois da chuva, preenchidos de alma.
Milagre tem trio de pessoas: pai,
filho e espírito santo. Milagre é resposta e Adamantina (adamantinense, f: web)
e inquebrável, inflexível, indissolúvel; intrepidez, determinação, resiliência.
Milagre é mistério e rodovia sp-294 Comandante João Ribeiro de Barros, ribeirão
dos Ranchos, Lucélia, Flórida Paulista, Mariápolis. Milagre é o piau que nada o
rio de corre o barco que navega. Assim me contou o... Milagre.
A avoante foi planando flutuando voando
voo panorâmico num golpe só desde o lago São Bernardo até a barragem do Salto,
imediações nos limites de Jaquirana, Cambará do Sul, Itati, Praia Grande,
Maquiné. Uns 60 km por h. Outros viventes também incluídos já paravam ali ou
aqui acolá, anus-pretos bacuraus sanãs-carijós socozinhos japus
beneditos-de-testa-amarela catataus. Ela pomba achou melhor mais um pouco e
sempre pelo interior. Olhou uma clareira com muita pedrinha no chão e ficou. ‘Tá
bom!’, pensou. Por enquanto tava bom, conjeturou em conclusão.
- Anteontem, oi!..., sabe o quê?! -
piou a ribaçã Aríete, afogueada pela viagem.
E mais no mais trocando ideias consigo
mesma conferindo rastreando saqueando confiscando rapinando. Em ruflares pipios
saltitos arrulhos altos ou baixos e cautelosa obtendo auferindo colhendo as
ofertas oferendas e ali disponíveis solilóquio cantando:
- Erê!... Quem sabe tá bom até aqui
e por hoje chegamos, né?! - decretou a avoante ave pássaro, após deliberar decidir
em reflexão - E chegamos mesmo ao parque Barigui e tomamos conta o bando todo
da clareira, hum!...
“É, passarinho nem perde nada ao
redor. Sente tudo vê amplo voa na paisagem.
“Se alguém se perder, nem fará falta e
muito menos vamos nos dar conta disso. São tantas que somos incontáveis. Um
bando e realmente. Semelhantes em tudo parecidas iguais indistintas uma das
outras. Idênticas clones e feitas em série. Muito na nossa e sem amizades ou
relações que sejam próximas com pica-paus-do-campo ou
pica-paus-de-barriga-vermelha ou pica-paus-verde-barrado, que é para dar uns exemplos.
Somos coletivas comensais e corporativistas. Bonitas e lógicas.
“Às vezes esqueço dos predadores e tomo
cada pavor, meu!.
“Eu estou andando no chão e nem paro
pra conversar, embora converso e cato e como e engulo sem parar e ao mesmo
tempo. Posso me alimentar no chão ou no alto de um galho de guaximbé, sobrasil,
cambará-roxo, limão-do-mato. Prefiro? Prefiro o que a maioria prefere, ou seja,
me alimentar no chão no solo na terra. Tenho de convir e temos de convir que
essas terras agricultáveis, adjudicadas legalmente e dentro dos conformes e
normas jurídicas, são sortidas agregam e favorecem nossa sorte. Muitas terras
campos sem fim mas preferimos aterrissar onde que nos apetece e nos dá na gana
na telha.
“Sou cliente desta horta. Canso de
frequentá-la. Caso de aterrissar arribar aqui.
“A expectativa de sorte da ave
avoante rebaçã, eu no caso e cada um do grupo, é de 5 anos e em alguns casos 7.
É muito ou é pouco? O caso é que estamos na velha e conhecida balança e as tais
e quais compensações. Voar é um negócio de risco.
“Hoje foi um dia que quase perdi a
paciência. Quase bati com a porta na cara de alguém ou algo. Por pouco nem me
interessou saber o que acontece do outro lado do mundo. Por um nada de coisa
mínima nem me interessou abraçar o mundo inteiro.
“Só sei que existo e que sou eu
porque vejo um número enorme de outras aves aqui por perto. E nos esbarrando e
delatando detratando increpando censurando acusando. E disputamos o mesmo
alimento o mesmo verme o mesmo encômio gabo panegírico elogio a mesma isenção
de impostos. Pois então cada uma no seu quadradinho compatível com a curial das
normas. Vejo tudo de um ponto que me pertenço, se é que me explico. Dizem que
me acho, tipo me achando sobranceira melhor que outras e outros, mas são tão
somente obras e falas e intrigas dissidências dissabores conflitos desavenças
manobras da e com a oposição. Eu sou eu e foi mãe com pai que me fizeram assim.
E como e me alimento e engordo com obrigação de voar rápido.
“Luxo e luxos chique e chiques tem
D. Tamém, tanto aparato! Assim, por isso mesmo muitos detalhes. Por que finar
se temos que alimentar grande população?
“Sei agora mesmo que sou eu mesma e
nem uma dessas irmãs aí, porque sonho e o desejo é meu. O encanto arroubo
êxtase enlevo em de tudo das coisas é meu. Este grão sem pátina oxidação que salivei
e pesquei arpoei e está no papo é meu bem meu e eu o engoli ingeri para me
abastecer me nutrir. E pronto. E sem deturpação celeuma alvoroço torpeza. Eu
estou aqui e sei disso porque disputo luto o grão de cada dia. Às vezes recolho
e mereço recolher colher outras me frustro perco a parada. É a marcha do dia. Volto
a dizer que é ponto, pronto! E digo volto a afirmar que D existe!
“É um bater de asas que nem acaba
hoje. Uns movimentos aéreos em onda conjuntos coreográficos coreografados ou
atrapalhados. Raro uma sedição da tropa. É mais fácil ordenar organizar formar arregimentar
as umas adesões. Um piar chalrar palrar que já virou meme ou confusão ou
algazarra. E enquanto eu tiver fôlego e papo vou catando. E alucinadamente
porque nem se sabe ninguém sabe o dia de amanhã. Desdobramentos que a
revalidação de privilégios o bando pode conceder conceber acalentar ou nem. Como
se nem houvesse amanhã. Diria até que enquanto tiver o sol nem descasarei nem
descansaremos de, tuque! tuque!... bicar e degustar.
“Já tentei ir até o rio Jacuí e
pescar. Várias vezes me comprometi em realizar esta façanha. De prontidão na
laje só aguardando. Mas o rio Taquari é pesque e solte.”
Pousavam catavam bicavam colhiam e
de súbito, vai quê!, saíam largavam voo. Na região do pontal ou do triângulo,
aí por perto ou no mais em uma zona que abrange 500 km², a agricultura as
lavouras têm muitas sementes e grãos comestíveis espalhados pelo chão
desperdiçados. As aves em bando se fartam se esbaldam. Com abundância de
insetos pois que os agricultores nem os repelem com o uso de inseticidas
pesticidas produtos tóxicos químicas. Primam em produzir alimentos orgânicos e
bons pra saúde humana sem contraindicação ou contrarrazão. Maior parte dos dias
ensolarados.
Temos aí ainda assim o quê. Ótimo para
os pássaros campestres em bando igual que as pombas-de-erribação,
pombas-parurus, pombas-pararis, pombas-do-meio, juritis-carregadeiras,
cardinheiras, bairaris, rabaçãs. E cidades já conhecidas dos leitores e que sem
dúvidas podemos citar arrolar e Aramari, Sátiro Dias, Olindina, Crisópolis, Ouriçangas
(na área viviam índios da tribo dos paiaiá, kiriri. Chegam à região
colonizadores europeus com escravizados africanos. A partir desse momento então
passam a conviver povos diferentes, autóctones brancos e pretos - fontes: ibge,
dicionário ah, ufsc e outros relatos exclusivos e esmerados acurados primorosos
dos incidentes colhidos e traduzidos de pessoas anônimas), Lamarão, Biritinga.
E quanto valor tem uma roça lavoura com esta gente toda de avoantes pararés
pairaris, hem?!
- Tomara! Fiz uma promessa que este
verão quero vou cumprir. E reafirmo.
Os direitos inalienáveis das
palavras: aludir, referir; recensão, recenseamento, catálogo, lista;
licantropia; pasticho; pendor tendência propensão inclinação.
- Se eu for. As penas são leves e
plumas, as asas são largas e aladas.
Aves que preferem o descampado o
terreiro outras as copas das árvores e cada uma leva na alma desenhado o seu
propósito nesse mundo em a face da existência. Tantas aves tantas pessoas
tantas estrelas tantos peixes tantos grãos de areia.
Dentre
tantas em bando das avoantes, Aríete era parecida do jeito mais bonita que as
outras. Do tipo característico das pombas que gostam e nascem nasceram para o
campo aberto as lavouras os latifúndios de produção agrícola os grandes espaços
do sertão e expandindo. Sua juventude foi formada de inúmeras aventuras. E
viagens inesquecíveis. Tanto de dia com no relento ou sereno da noite. Queria
muito sonhava com se dedicar e fomentar as artes da música da composição
musical e ser uma virtuose. E se matriculou no conservatório instituto
estabelecimento de ensino Solau da Clarinada Renascentista, para aprender
música canto e suas técnicas ou teorias. Para conseguir vaga e matrícula fez
petição aos abonados parentes (que enriqueciam estes e por acaso, sem serem
cominados ameaçados com a lei, na rígida estratificação social da república em
efervescência) contraparentes amigos conhecidos de Parnarama e Lagoa do Mato e
Palmeirais e São Francisco do Maranhão - a cidade esta tem grande potencial
turístico e que podem ser destacados destacamos: Prainha do Rio Parnaíba, Morro
da Santa Cruz, Balneário Cachoeirinha, Balneário Adique, Morro da Arara.
Depois disso, Aríete se mandou se
bandeou para as montanhas ou mesmo a região da serra do Mar. Ali demonstrou
seus valores mais altos e nobres de bravura coragem perseverança resiliência
foco determinação. E aos 5 anos foi atleta olímpica, belo corpo aprumado,
batendo 2 dois recordes mundiais consecutivos de voo em distância. Um feito até
hoje que ninguém, nenhuma avoante ou pomba-do-sertão ou ribaçã, conseguiu
chegar perto. Excelente competidora e também sestrosa manhosa ronhosa. Sobre
isso uns professores de academia e de faculdade (fornidos nutridos e de vetustas
cãs) do país pelo país até escrever escreveram satisfatórias monografias
alusivas. Alguns dissentâneos divergentes discordantes entre si, mas o que
valeu foi o que os críticos nomearam: “O nascimento de uma estrela avoante,
Aríete!”
- O mesmo palco da fome e da vontade
de comer é o lugar da procriação - continua Aríete, no seu longo e desabafado
relato - Ganas de comer e ganas de fazer filhotes. Dormir quando a noite pegar
todos de supetão. Tenham sido guiados.
“Assim como eu cheguei aqui, há várias
que foram embora ou foram abatidas pelos predadores e caçadores esportivos.
Tanto faz como tanto fez. Nos assustamos e temos um pouco de tumulto mas já
retornamos ao ponto de encontro e de comer.
“Assim com relato. O bando é forte e
indissolúvel porque é grande e numeroso e ou tem ótimo montepio. Tenho e levo
comigo alguns temas ou assuntos que sou realmente mesmo tábua rasa. Antes
prefiro me fiar do meu instinto ou meu sexto sentido que dos guardas de plantão
escoltas estes de alçadas, anspeçadas furriéis alferes.
“Cavalos me escoiceiem! A norma
requer de 4 a 5 cinco dias de estudos leituras. Isso estudando ventos e
estrelas estações do ano e etc. Os mais velhos e já rodados podem ir na frente
e depois mandam buscar o resto do bando. E já se ri, já se sabe.
“Hoje eu já estou no plano intermediário
e posso ir com os anciões os sábios e muito confiante. Já sei analisar os
vestígios marcas sinais feitos no ar e interpelar os verões e invernos e marés cataclismos
catástrofes. E ainda entendo de áreas urbanas povoadas por gentes e estes sevos
cruéis malvados. Que todo cuidado é pouco para evitar as situações
contristantes mortificantes fatais. Conforme o acaso, hem!, é bucha.
“Muitos de nós, e eu me incluo nesta,
temos receio uma certa agorafobia de lugares povoados públicos por humanos tipo
escorralhos gentalhas ralés madraços mandriões pequepês azucrinadores. Sempre
estão de tocaias e desforras trapaças chicanas tramoias. E que nos insultam
vituperam boquirrotos com advertências desairosas de baixo calão chulas
palavrões. Ficam de atalaia e querem nos abater, peu!...
“Somos 100 atrás do milho na roça e
num átimo chegam mais mil cabeças e duas mil. Ficamos horas esquecidas na
recolha e alheias da segurança da precaução esquecidas(os) do mundo. Nos
alimentamos sem parar sem cessar e rapidamente velozmente instantaneamente. A
cada dia pode acabar a luz do sol acaba o sonho acaba a esperança mas a fome
nunca jamais. Fome com vontade de comer, e crônica congênita característica
típica da espécie. Nem dividimos ou dividiremos com ninguém, capivaras cutias
saracuras tachãs coleiros-do-brejo pica-paus-louros beneditos-de-testa-vermelha
chupins-do-brejo narcejas fruteiros corocoxós saíras-de-cabeça-amarela.
“Manhã clara amanhece com o bando em
polvorosa já buscando comer tudo o que vê diante de si. O mundo entra na ordem
do cada um por si e D por todos(as). E aparecem sementes grãos caroços fiapos
insetos e mesmo algumas pedrinhas brilhantes coquinhos e tudo que existe encontrado
e pode ser tragado sorvido passado no papo.
“Muito rico! Cantamos a balada
melopeia cantilena do ‘come-come!’ Uma ávida procura por gêneros de primeira
necessidade. A procura é maníaca e tanta que nem paramos para prosear. E a fala
os dizeres são a própria algazarra, bagunça, azáfama. O desjejum o café das 10h
o almoço o lanche da tarde nem têm intervalos comerciais. Dias de sol ou de
chuva nem nos interrompem. Dias incontáveis inumeráveis nem te conto.”
É muito bom esse passeio ida e vinda
com a alma. Se isso é vida. Eu mesmo fiz 4 vezes esse passeio. E te juro! E nem
só te juro como te recomendo.
Paciência infinita de D. A alma as
almas nem se perde no vento nem se dissolve no ar. E ainda tem o tempo e o
espaço. Acho achamos tão fenomenal e caro caríssimo. De repente as almas são
divisoras divisões de águas. De súbito elas atendem.
Igual comparado com hoje, tudo está
ótimo. Paisagem plantada de árvores e rio e sol novo nova manhã. Parece muito
parece largo e longe parece o triplo o quádruplo. Sim, uma paisagem de cor e
salteada. Colorida de novidades decorada na primavera. Lembra relembra muito
bem da vida existência e dos tempos permitidos, a mesma alma chama fogo de
chão. Por tudo isso nem faço nada. Por isso que nem faço nada.
Milagre ccc curtir comentar
compartilhar. Milagre é resposta e araçaris-pocas, capitães-castanhos,
suiriris, arapongas, choquinhas-de-peito-pintado, pica-paus-brancos. Milagre é
mistério e Divinópolis (divinopolitano), praça Dom Cristiano, parque da Ilha,
aeroporto Brigadeiro Antônio Cabral. Milagre está o presente do infinitivo
impessoal. Milagre no domingo de tarde gol nos últimos minutos da prorrogação
programação.
A menina tão galante a Inajá,
desfila pelo parque Barigui junto aos seus xerimbabos. Chega no pedaço de chão
onde estão se refestelando no milho no farelo as aves avoantes
guaçurobas-pequenas pombas-pariris cardigueiras pombas-parurus ribaçãs. E
fazendo ao que tudo indica e parece o desjejum ou café das 7h e 20min.
Inajá (esta tem alma sem divisórias
inconsútil inteiriça) chega chegando com os cachorros na guia controlados. O
bando de aves parece entretido com os grãos o alimento. Os cães querem se
interessar pela brincadeira das aves mas a menina nem concorda. Algumas delas
se vão mas dali um tempinho já voltam retornam afobadas e comilonas e gulosas e
glutonas. A refeição parece nem ter um fim. Um dia uma semana.
- Joia, meu! Nunca vi e nunca pensei
que iria ver tanto passarinho junto no mesmo lugar, gente! - exclamou admirada
a guria Inajá, controlando a ansiedade dos mascotes em querer brincar e correr
e se exercitar se divertir.
- Epa! Parece também tudo tão
confuso. Comem e arrulham piam cavaqueiam fazem as tropelias tudo de uma só vez
e ao mesmo tempo sem parar. Uaaaau!...
Assim olhando, quantas almas
parecidas e ao mesmo tempo únicas! E os cachorrinhos, o Totó a Trempe, queriam
porque queriam invadir o rega-bofes das avoantes rabaçãs pararés. Eles forçavam
a coleira, mas a garotinha resistia heroicamente travando com os pés firmes no
chão. A vertigem do dia cálido quente efervescente.
- Compensador. Parecem passarinhos
muito convencidos de sua importância. Ou nem tão aí para o resto da população pessoas
outros animais em volta. Só pensam em comer o grão disponível. E se afobam
tanto tanto por um grão de milho um manjar de quireras, nossa! E comem
afobadamente, como comem! Parece que comem bem!
E a mesma menina Inajá pegou e foi
andando. Obrigando os amiguinhos a acompanhá-la. Ela mais o casal a Trempe o
Totó. Pois a manhã ainda ensolarada e em meio. E a menina já pensava no copo
cheio de caldo de cana. E os mascotes, se pensavam em algo em alguém, estariam
imaginando que o mundo nem acabaria nunca e nem por sombra. Quanto fôlego para
gastar no jardim no campinho à beira do lago.
Tudo que nasceu agora e neste
instante... Tudo que trocou agora e nesta mesma hora... Tudo que acabou de
chegar... Tudo que se pega empacota pesa confere registra etiqueta
informatiza... Tudo que conjugamos, reavemos reaveis.
Até porque o mundo tudo acontece ao
mesmo tempo. E a balança nem para de oscilar. As tais e quais compensações do
útil ou menos útil, do lícito justo permitido ou temerário arriscado arrojado,
do afiançado testemunhado garantido ou putativo suposto inferido. Procedimentos
alguns e vários outros são sempre aventados enunciados relatados e outorgados
concedidos. Desde a primeira até a octogésima oitava viagem...
Se fez um silêncio provisório e estuante
escaldante fervente. O destino de alguns espíritos suporte e
seringueiras-tambaquis, embaúbas-do-brejo, abana-caudas, eriosemas, curicas,
papa-arrozes, borboletas-corujas, camatangas, chauás, tem-tens-de-estrela. Numes
divindades deidades iluminadores. Sacerdotes reverendos. Primórdios da crença
do credo. Prometer por prometer. Fundar templos e catequizar.
Nuvens buscam chover no oeste. Os
caminhos do alto e as nuvens com seus olhares aqui pra baixo. Nuvens embuçadas
disfarçadas rebuçadas. Querem restaurar um batistério e que seja sem manchas
laivos nódoas. Nuvens arrastando vento pelos cabelos. No contraponto, ventos
rudes ásperos destemperados empurrando disseminando desabridamente as nuvens contra
a serra da Mantiqueira. Nuvens precavidas namorando aqui embaixo os lagos as
lagoas os açudes as barragens. Nuvens imparciais. Nuvens decotadas. Nuvens
despenteadas pelo vento. Nuvens aéreas. Nuvens sérias. Nuvens abstratas. Nuvens
comboio. Nuvens de algodão e caríssimas.
E nuvens são capazes de muita coisa,
e nem são aptas a nada e coisa alguma.
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