quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

Seres Pendentes de Nuvens - (4)

 

                       


 

                                               A terra é esta mesma, desfrute-a.

                                               O oceano está perto, balance-o.

                                               O céu esmeralda já se vê, espere-o.

                                               D deve agir ágil prontamente.

            Se De Ele houver por sorte desenvolver estas habilidades e mais estatuir estabelecer por meio de estatuto decreto lei regra princípio cânones até perceber a beleza e originalidade que é o cânion do Itaimbezinho ‘pedra afiada’ visto de cima numa manhã de sol de céu aberto. A meu lado, exarar lavrar registrar por escrito escrituras e são guirapongas peruinhos-do-campo ou sombrios pica-paus-do-campo macucos inhambuguaçus. E o sol a lua apetecidos lardear transpassar perfurar crivar filtrar, e cresceram todas tanto que viraram árvores e plantas ornamentais, calumbi cansanção fava-de-bolota rabo-de-tatu mangabeira (árvore da família das apocináceas).

            Sem mais outros sucessos... desbastar ajeitar riçar encaracolar encrespar os cabelos. Treinar se preparar para adquirir vezo hábito costume acostumar avezar em exercício. Como uma ave quer chegar asada e lesta preparada lépida expedita disposta. Alto da colina morro íngreme alcantilado teso e água mineral e água da chuva arquejar se esfalfar esbofar ofegar transpirar as horas em marcha. A fisionomia da rua do Molinete avenida da Acrópole os caminhos escancelados escancarados amplamente abertos e mais defesa e proteção antemural ligando um ponto com outro de passagem em trânsito e Santo Antônio do Palma (santo antoniense), Água Santa, David Canabarro, Gentil, Muliterno, Ciríaco. Olhar desassombrado, vamos dizer!

Assim as estradas rotas total esbatidas de luar solar lunar ensolaradas fogaças subterrâneas, varejadas fustigadas assoladas arrasadas, se comprimindo numas flexuras curvas dobras plicaturas pregas mais que outras ainda seladas baixadas entre 2 lombas paralelas de coxilhas ou elevações ou ondas. Mesmo lenta demorada ronceira pachorrenta vagarosa, desenhando desenhada diedro retângulo no espaço entre dois planos, emprazada para o encontro com a NSAparecida aprazada enfiteuticada.

            O dia era aparecido quando Gaipara a Gaita, pela enésima vez nas últimas semanas, botou acomodou afivelou a mochila nas costas. E a estrada via Dutra convidava e aberta. Os sons já conhecidos eram indiferentes alheios distantes desfigurados acostumados e nada a ver nem que anotar. O café da manhã com pão de queijo fruta café com leite sorvete de açaí com pequi. Logo então disposta, os primeiros passos tranquilos e claros. Pequenas nuvens espontâneas extravagantes incongruentes tentavam se posicionar dos lados lado a lado do sol. E falando para si mesma:

            “Upa lá!... Um dia de cada vez, é o que sempre digo e aprendo. Oquei!”

            “Sim, é isso ideal! Ordem disciplina prestar atenção anotar tudo e pouco show.”

            Muitos dias na estrada e ora sozinha (sozinha, só: palavras denotativas de limitação - fonte, ngb) ora se juntando com algum grupo, cada um na sua ou se ajudando do jeito que dá. Todos iam para o mesmo lugar mas quem sabe buscando respostas diferentes, ou nem sabendo o que buscar ou encontrar. Uns simplesmente iam porque precisavam caminhar e pagar algo que nem sabiam e lá na frente. Ainda os que estavam necessitados de milagre, seja para si ou outra pessoa próxima.

            “Já e já! Mas é tudo também tão assim muito profundo mesmo.”

            Uma grande multidão de carros caminhões motos trafegavam na estrada (exemplo supracitado, concordância nem gramatical mas ideológica - sujeito coletivo). Impressiona a quantidade de furgões que trafegam transitam na br. Grande número de peregrinos(as) caminha caminham desde cedo e idades variadas entre 35 e 75 estações do ano. E pertinácia perseverança obstinação tenacidade. A maioria dos caminhantes ali nesse ponto eram de João Lisboa e Pirapemas e Paraí e Rio dos Cedros.

            “Ora o quê! Quero que a Santa NS Aparecida me ajude a me entender e entender o mistério de mim mesma. Eu irei sim aonde ela estiver e me mandar chamar.”

Era o que Gaipara ou Gaita queria com sua romaria e por isso veio sozinha, sem marido sem filhos sem afilhados sem ninguém ou estado-maior. E relembrou ia recordando reeditando as conversas com Tácito o esposo:

            - Como é o sonho antes do sonho?! Existe isso?! - perguntava falava ao marido.

            - É, é um enigma enigmático! Arre! - dizia Tácito, sem muito o que concluir.

            - Epa, hum!... Me diz me explica o que acha dos fatos e atos! Oi!...

            - Ô de casa, meu! Se você precisa ir, você pega e vai. É isso, assim!

            - Uma imagem de uma miragem vale como mil palavras, entende?! Pra mim!

            - Quem me dera, quem me avisa. Atenção! Ainda falta indagar às estrelas.

            E Gaipara, a própria em nome e pessoa, comparava santos e santas para expor em casa no trabalho juntar onde estivesse e fosse e por tudo. Chegou a comparar igrejas e templos e mesquitas e sinagogas e pagodes e terreiros, nem necessariamente nesta ordem. E por motivos de comodidade cultura proximidade multiplicação, etc., decidiu por santas (que podiam entender melhor e naturalmente e obviamente as mães as mulheres as esposas as consortes). E dentre as santas escolheu a mais representativa e ao seu alcance, NS Aparecida. E fazia todo o sentido razão e importância. Como se já fosse íntima demais. E a psicologia psicológico anímico animicamente do místico misticismo divino sagrado. Quando segue o caminho que vai em frente.

            - Entendo isso. Quero percorrer a distância da romaria - decidiu e esclareceu ela.

            - Óbvio. Tu Vais precisar de apoio logístico acompanhamento - ofereceu Tácito.

            - Sei que posso fazer sozinha e é melhor assim. Eu preciso que seja assim. Tenho que ir andando e pensando. Penso e repenso melhor caminhando peripateticamente, né?!

            - Adjetivos adverbiados. Sério, tanta coisa pra pensar e remoer?

            - O tanto que você já sabe. E coisas mais aéreas que terrenas. E coisas mais universais que locais. E coisas a curto médio e longo prazo. E coisas tanto fais, vê?!

            Pouco e pouco iam se juntando se encontrando se enturmando as pessoas na estrada na jornada. Se encontravam caminhando e seguiam próximas conversando se distraindo contando o que queriam contar. Dependentes muito do dia do sol do calor da chuva do frio. Na mochila levavam alguns acessórios apetrechos de romeiros. Além de rezas e terços e imagens e correntinhas e santinhos, que podiam acionar ser lembrados beijados acariciados a qualquer hora que fosse preciso e necessário.

            “Cosmologia, ramo da astronomia que estuda a origem e evolução do universo.”

            “De-sa-ce-le-ra!... Coisas pra avocar chamar invocar telefonar teletransportar.”

            Quantos dias horas por dia e a que horas do dia. A alimentação a roupa adequada os tênis o protetor solar chapéu água e medicamentos de primeiros cuidados. Roupa para trocar capa guarda-chuva barraca. No acostamento, de distância em distância, ainda se podia contar com o apoio atendimento ajuda socorro de pessoas voluntárias prefeituras igrejas irmandades instituições grêmios entidades ongues brigada militar.

            E a romeira peregrina Gaipara iniciou a jornada longa desde Dois Lajeados. Calculando tantos km por dia, diminuindo o tempo de caminhada e aumentando o tempo de descanso para chegar inteira dia 12 dia da santa lá em Aparecida-sp. Vejais!

            “Ué e ou-ou-ou!... Uma coisa sou eu, outra coisa é o diário! Acertei?!”

            “Xi!... Nem calor nem distância será tema deste meu pensamento. Espero.”

            Algum momento alguma hora do dia algum dia já ouvia vozes e informes e dicas. Opiniões propostas conselhos do senhor dos alvitres, é. De repente achava que era a Santa que falava com ela. Ou era o delírio do cansaço. Parava e sentava e acariciava os pés. Na beira da estrada e os carros passavam e ela nem tinha ânimo de espairecer e olhar e contar. Tirou fotos na saída e agora cansou. Passava auto van caminhão carretas carregadas de tudo um montão. Certa altura via a linha do trem e cheio de comboio, estrondoso ingente retumbante forte pesado quilométrico bárbaro. No céu no céu um rastro de avião bimotor. Do mar as ondas os albratrozes-de-sobrancelha, albatrozes-de-nariz-amarelo, andorinhas-do-mar-pretas e transatlânticos apitando na entrada da barra.

            “Tá quente, tá frio! Nem uma nem outra foto prestaram prestou. Oquei!”

            “Foi no rio Paraíba do Sul que pescaram a Santa, e seus milagres. Amém!”

            “Credo. A dor no calcanhar que me acompanha desde lá no comecinho!”

Pensando ou falando, pondo as ideias em ordem. Desacostumada em ficar sozinha horas a fio e solteira, refletindo lembrando passagens da existência das existências. Pensando em si nos outros nas coisas na reencarnação. Quem sabe contando os carros azuis se distraía melhor? Anotar no caderninho os caminhões-cegonhas.

            “Nem só a estrada, mas também a praça está padecendo com a temperatura.”

            Era fácil pegar pregar no sono quando encontrava a pensão o alojamento o quarto do hotel e mesmo armando a barraca num lugar seguro perto do apoio ou no pátio do posto de gasolina. E já passara nesta etapa de primeira semana, anotado no diário, por algumas aldeias vilas bairros e localidades comunidades, Dois Irmãos e Picada Café e Presidente Lucena e Santa Maria do Herval e Sapiranga e Ivoti e Morro Reuter e Cunha. Cada cidade com sua história e sua igreja matriz de NS da Conceição.

            “Ruas afora! Sim, lobrigar entrever nas nuvens a imagem da Santa e santinha.”

Ficava longo o dia as horas custosas difícil chegar para tomar um banho e deitar. Sonhar nem conseguia. Levantar disposta mais ou menos e com os galos cantando, ‘co-ro-co-cóooo!...’ as primeiras buzinas, ‘pi-pi-uíiiii!...’ nos semáforos da esquina ruas General Carlos Teles com a Ticuna. O renque de palmeiras-piaçabas na praça Tapiri, entrada/saída sul da cidade. Se ouviam rumores e adejavam voavam e gazear gazeiar chilrear gazilar e anus-peixes, freirinhas, fura-barreiras, pitiguaris, guiratingas, falcão-de-coleira. Deixava para se lembrar de si mesma já na mesa diante do desjejum.

            “Oi!... Eu queria estar lá agora, e antes mesmo de chegar. Juro que queria!”

            “Sucesso! Um bando de baitacas surgiu do centro do céu e pousou ali, hem!”

            Dias e dias, dia agradável com direito a nublado e temperatura em torno dos 20ºC, brisa ou vento a favor. Boné ou quepe com aba caindo nos ombros adaptada protegendo o pescoço. Dia amado e sem distúrbios amarras e pisando macio fácil comodamente. Componente admitida subsumida pertencente dependente de algo ainda maior geral e mais competente onipresente onipotente. Dia interpretativo dia como outro qualquer dia indiferente comovente. Segurando a bengala o bastão, apertando o escapulário rezando o terço olhando a imagem no celular adorando beijando três vezes o santinho de bolso. Ia solta e receptiva e esvaziada vazia de si. Instando pela certeza. Sem vaidades comodidades. Sem nome ou profissão. Fiel entusiasmada e buscando certezas verdades convicções. Intrínsecos são os passos que fazem parte e movem o caminho a estrada e assim por diante. Pensando alto pensando baixo ou lendo algo de algum lugar de algum livro, um credo um creio um parafuso a menos.

            “Bom dia! Está um dia interessante. E tanto se a NSA convém me favorecer!”

            “Que o quê! A mãe a mulher a peregrina está precisando de repouso silêncio.”

            Respirando bem solta livre. Dona de si e do seu horário. Sem considerações ao senhor leiteiro padeiro verdureiro confeiteiro. Envolvida em si mesma. Doce com seu modo de ser e docilidade. Cordial consigo mesma e ordeira. Escapulário no pescoço.

            “Sus e vamos! Preciso de mais alguma coisa. Quero mais alguma coisa?”

            “Porque sim. Por que as pessoas precisam disso ou daquilo? Por que eu careço? Por que eu me queixo? Por que quero o que posso comprar?”

            Caminhos bifurcados trifurcados excludentes inclusivos paralelos divergentes parentes intransitáveis intransigentes perenes correspondentes incoerentes aparentes. Momentos extremos importantes perigosos, incomensurabilidade. Lambadas de vento poeirento no rosto suado. Veja bem que os elementos soltos no ar, agitação rebuliço bulha confusão reação. Assim, deselegância e desaire, formam um desencontro despiciendo e desprezado como inútil errôneo ou nada a ver, né!, meu?, desdenháveis.

            “Notei. O sol está vindo para cá, que ótimo! E logo logo eu chego lá.”

            Pessoas de outras plagas e placas distantes e distintas e eminentes, caminhavam lado a lado e mesmo apoiadas nos seus bastões cajados. E começaram seus primeiros passos lá em Conceição dos Ouros, Brasópolis, Gonçalves, Camanducaia, Consolação (sua população estimada para 2040 será de 6.400 habitantes, entre pessoas e bichos de estimação. A área do município é de 92,1 km², a densidade demográfica será de 18,68 ha/km²). Pessoas audazes tenazes que se falavam e interlocutores trocando conteúdos sobre o espinhoso que os espinhos do caminho eram são tantos bastos volumosos:

            - Uai, sô! O fim do mundo era para ter sido em 2004. Já era em 1999, adiaram.

            - Mas bha tchê, guria! Adiaram ou nem houve tempo. Eu já nem sei mais, é.

            - Estudem que recomendo. Os eclipses me deixam preocupado e até doido. Então você e eu pensamos: a lua escondendo o sol, hem?! E se der errado e o mundo trava e para mesmo aí, D do céu do mar e da terra! Pode ser que um mosquito...

            - O que dos céus! O que é possível e o outro é impossível. Tudo é possível!

            - Hum!... Sabiam vocês sabiam todos, eu nem sabia e pouco desconfiava, mas o tungstênio (elemento químico da tabela periódica) tem o símbolo w e o número atômico 74? Cara, fiquei me perguntando e estou aí até hoje! Vou ter quarenta e sete em agosto!

            - E para medir o resultado de uma força é o dinamômetro. Sem dificuldades!

            - Mas aí conheci NS Aparecida e minha vida mudou cambiou para sempre e muito melhor. Hoje tenho fé. Hoje tenho D por causa dela. Tenho D por toda parte, né?!

            - Opa! Cantar hinos dançar voar faz fazem a minha alegria. E que tu nem sabes!

            - Salve!... Venho de Lagoinha e iniciei inaugurei o primeiro dia cantando, é.

            - A gente anda aí passa na frente do comércio e constata. As pessoas param para beber. E o fazem no bar na loja na cantina na calçada em casa no estádio no sindicato, em todo lugar. É o que nós achamos concluímos como normal. É o que a maioria faz enquanto há trago gole copo líquido. Enquanto existirem bares, haverá controvérsia.

            - Oi!... Dar banho ao cachorro lavar a casinha de cachorro, e sempre é uma ocupação dominical. Quando faz sol, claro! Essencialmente se se trata de um cão peludo felpudo e razoavelmente amigão esportivo brincalhão que se mata por uma bolinha.

            E as ideias recursos decisões tomadas de decisões sempre pintavam na lembrança e justo justamente no meio do caminho sempre nas horas de avaliação e pesar os prós e contras os ônus e os bônus. Decidiu vir e veio. Tinha de experimentar. Quase sem saber por quê. E queria ver o resultado. Ensejo oportunidade ocasião favorável. Se ausentar e voltar em breve. Tinha de cumprir a missão investigar-se, esta promessa ou desejo ou necessidade. Tinha de investir em si e na sua fé. Sair do marasmo apatia prostração. Se misturar às gentes e afrontar arrostar encarar defrontar. Principiar do começo o meio e o fim. E continuar em busca à cata à procura, explanar esclarecer tornar fácil de entender e apaziguar achanar acalmar.

            “Um e dois! Que novidades a Santa pode me dar, hem?! E nem vou esquecer.”

            “É preciso ter uma chance dar essa oportunidade a mim mesma e realizar toda uma autoanálise corajosa profunda pegajosa desassombrada. Se é que me entendo, oie!”

            “E tenho força e força nas pernas! E tenho asas e asas nos pés nos ombros!”

            Alguns desconfortos outros embaraços mais ou menos empachos. A mutação do gene mc1r (melanocortina-1 receptor) e os seus lisos cabelos louros cendrados, sua pele branca, seus olhos claros e já procurava fugir aos feitos dos efeitos iridescentes raios uv. A sombra de árvores, arremangar as mangas da camisa, plantas sempre frondosas também cobertas de folhas. Algumas manchinhas de árvores replantadas à beira-estrada e babaçus, cajuzinhos, figueiras-brancas, andirobas, taquaris, coquinhos-babás. Correntes de riachos fios d’água espelhos d’água poços lagamares pegos com plantas aquáticas ou mata ciliar sombrosa e bacuris, perobas, tatajubas-amarelas, bugreiros, agrião-do-pará. Os vinháticos-do-campo são árvores grandes de folhas bipenadas e flores em espigas cilíndricas; sua madeira é boa de lei e era muito usada em marcenaria de extremo luxo por ser bela bonita durável e fácil de trabalhar - segundo fontes do dicionário ah e também da ufmg e mais a fundação gv ainda da secretaria do meio ambiente e reflorestamento de Córrego do Bom Jesus. Um grupo de voluntários religiosos atendia aí na estação de apoio. Jovens maduros senhores senhoras ninguém pediu os primeiros socorros. Os técnicos tentavam analisar. Trouxeram comida.

            “Lidadora campeadora. É um longo e fastidioso mistério. Um mistério elaborado com mil entradas e mil saídas. E quando muito e quando nada, né?, gente!...”

            “Outrossim! Talvez porque nem temos achado a solução aqui acerca próxima de nós. Ou nem a vemos nem ouvimos e já esteja bem debaixo do nosso nariz, é!”

            “Todavia quê! O que é de D e o que é de nós, os simples mortais involuntários.”

            Sonhava dia e noite encontrar a Santa Aparecida da sua devoção predileção. Santa cheia de graça de méritos encantos virtudes luzes. Encontrá-la e tratá-la de tu a tu. E já a viu várias vezes e assim assim, têti a têti. Falou se falaram foi ouvida.

            “Oquei!... Seria remédio pouco eficaz paliativo água e sal esse peregrinar orar ajoelhar olhar tocar a imagem? Mas é tudo tão longe da nossa compreensão do nosso entendimento da nossa razão! Por demais escuro obscuro obnubilado. Nossa!”

            “Singular, oh!... É melhor escolher e comprar, pagar e levar!”

            “Ou-ou-ou!... Se eu quero e aceito... logo tenho pra mim! E é suave.”

            Que esperar da primeira impressão. Algo sensação mais sutil arrepiante arrepiada, e fica com a nítida primeira visão do santuário. Logo depois de dobrar uma curva da estrada rodovia Presidente Dutra ou coloquialmente br-116 comumente sp-60 (ida e vinda democrática e livre aberta, duas linhas de faixas em reprodução justalinear lado a lado). Logo de perto na esquina das ruas Monteiro Lobato com a Oswaldo Cruz. Junto da praça do Artesão. Que as cidades por onde se passa são ainda e também santuários de retiros e balneários estações de repouso consultas ao incógnito sobrenatural preternatural e mezinheiros curandeiros pajés. E muito procuradas estâncias turísticas e Redenção da Serra e Carambeí e Natividade da Serra e Santo Antônio do Pinhal e Sapucaí-Mirim e Cachoeira de Minas. Para onde se passam férias feriados se compram bons queijos produtos lácteos e ou a ciência nefologia que estuda as nuvens além de observar passarinhar a fauna emplumada e paturis, corrupiões, pintassilgos, chocas-do-planalto, picapauzinhos-pintados, cambacicas, sabiás-laranjeiras, chocas-barradas, pitiguaris. Todos estes lugares todos os lugarejos são referências certas principais especiais e todo ano destacam comemoram 1 ou 2 ou até 3 e 4 festas típicas para valorizar promover os feitos os artesanatos os trabalhos locais. Que o caminho até a Santa é longo e conhecimentos. E trabalho vigília planejamento.

            “Logo empós! Uma boa caminhada e na eira da beira, hein?, amiga!”

            “Contudo, oquei! Vamos ver e confirmar! Quero ver com crer e mais certeza!”

            Sempre contando os km nas placas e indicações do caminho. E pessoas anônimas com o mesmo objetivo. E especulando com as mesmas intenções ou sonhos ou ilusões. Entaloada e ligeiramente cozida pela canícula. Falando para passar o tempo:

            - Ora e ora! Tinha acendido aceso. Eu só conto os caminhões-baús caminhões-pipas caminhões-cisternas caminhões-tanques caminhões-frigoríficos e todas as marcas todas as graduações. Por quê? Ora, por quê? Porque são mais onerosos dispendiosos mais bem arrematados mais bem pagos mais gastadores de combustível mais valentões sonantes e ainda por cima me parecem lagartos calangos ou tejubinas.

            - Uta!... Quando muito ou quando pouco, já eu vejo nuvens de gafanhotos súcias de desonestos tratantes e a caterva no substantivo coletivo dos desordeiros desordenados sem ordenação sem ordenado. E desmoralização descrédito ruína. Pronto, falei!

            - Arre!... Que meu tríceps sural da perna está se apresentando e se fazendo notar.

            - Alerta. Quê?! O melhor de tudo é a caminhada, gente pessoas carros e até animais domesticados acompanhantes mascotes. Muito bem, muito legal!

            Choveu choveu e em seguida esfriou durante muitas horas e períodos. A pensão servia jantar e uma cama confortável quarto individual o banheiro coletivo. Antes de deitar podia lavar uma roupa e estendê-la dependurá-la nos tarugos batoques das paredes numas cavilhas cravadas nos tirantes. Bem cedo pela manhã um café forte. E outra vez o trânsito o calor a longa jornada. E isso tanto constantemente forçava o temperamento dos romeiros(as) e as críticas diatribes discussões razões opiniões.

            “Outra. E convicta. Se te digo que até aqui encontramos pessoas destemidas impávidas impertérritas bravas, no bom sentido. De manhã à noite e mais, oquei!...

            O sufocante ir e vir dos veículos na estrada, o trânsito ininterrupto. De cidade em cidade era enternecedor os que aderiam à peregrinação os crentes envolvidos e Guarapuava os guarapuavanos ‘lugar do barulho dos lobos-guarás’, Campina do Simão, Turvo, Inácio Martins, Pinhão, Casca, Guabiju. Os que queriam apostar acreditar, os que sabiam e tinham certeza. Os digressivos as digressões. E também as falas sem aparente sentido, uma desconexão de resmungos, confusão de humores de raciocínios de certezas convicções. Os que podem os que se sacodem, intensos joviais fortes.

            - Olá!... Como vai? Bom dia! E você? Eu mesmo me sinto excepcional.

            - Sim! Devo e nem nego. Já nem sei definir o que procuro ou o que acho achei.

            - Acaroar, acarear. Só sei que preciso buscar mais e melhor. Sinto falta de algo em mim e nem sei se é psicológico ou lógico e ou físico. Vai ser cara a cara!

            - Oceano cheio ou mar vazio? Um passo atrás e dois pra frente? Será? Oi!...

            - Vou indo, vou sendo. E contando até 10 toda vez que me lembro de contar.

            - Gente do céu! Como se nada tivesse acontecido, ahahah!...

            Tinha espaço caminhada tempo, óbvio, entre ela Gaipara e a Santa Santinha. Um tempo mental infinito. O que se aproximavam o que Gaita sentia era a fé. Tinha esperança que algo de magnético pudesse acontecer e de verdade. Fé como razão da própria existência, por que de estar no mundo. E calcava pisava confirmava noções propósitos desígnios assim e exatamente justamente como fazem os pilões socadores grais amassadores almofarizes trituradores. E continuar papeando trocando ideias:

            “Ah e viva! Nem eu sei quanto macerar! Nem eu sei como definir!”

            E chegando chegando cada vez mais perto e a emoção arrepia os pelos na pele. E temos os que caminham na beira da estrada e vão, e os que voltam de ônibus de carro de moto de bicicleta a pé. Cada um fazendo como pode como lhe dá na veneta na telha como deve. Cada qual fazendo seu percurso seu contratado com a Santa e de acordo com o seu próprio ofício o acordado o comprometido o prometido prometido.

            - Isto tudo é muito paradoxo e parafuso! Isto tudo é muito fora da curva e labirinto! Isto tudo é muito fora deste mundo da casinha e da lua! - declarava o peregrino fulano natural de Pomerode, trocadilhista calemburista e levando na carteira identidade com nome data local de nascimento pais faculdade casamento filhos e netos.

            - Uaaaau!... Subida e descida, são aclives e declives! É o que temos para hoje! Eclusa e canais em degraus desníveis para os peixes do Senhor! - este moço servidor público beltrano original de Schroeder, que por enquanto tem o receio tímido de recitar poesias ou ler poesias em público um metrofóbico de metrofobia. Sei e me desculpem.

            - Já e já!... Em busca de conhecimento e olhar a Santa! Isso são sonhos, dona!

            - Sempre tem um e outra que vai nos dando uma justa refeição apoio. Confirme.

            - Ah, claro! Eu venho de Guaramirim e trago no bolso bilhetinhos pedidos escritos de próprio punho de familiares parentes vizinhos amigos. Veja...

            - Uma coisa. O grande favor que a Santa Aparecida me faz é me dar consolo. E me consolar. A consolação - confessava dona Tina Beaquéo, professora de geometria projetiva na universidade do Contestado, unidade do município de Cambuí.

            - Sim, igual de você e de muitos. Já fui já voltei já estive antes no santuário. E vou e venho todo ano e voltarei até que minhas pernas minhas costas nem me abandonem me acompanhem, amém! Nasci em Estiva e moro atualmente em Boquira.

            - Oie!... Nem sou dos que creem fortemente em milagres e soluções mágicas.

            - Ehu!... A Santa é uma das que mais atendem pela paz. Nenhum de nós a conhece pessoalmente e em particular. Mas suas obras aparecem comparecem...

            - Sim, por certo! Porém há charlatães que exploram a crendice popular, né?!

            - O que for, minha cara! Moro em Bauru e trabalho no fórum. É um serviço um expediente e são tarefas rotineiras com tanta burocracia. O que for, hem?!...

            Uma das ambulâncias que estava na estação de apoio foi levar o estropiado. Já devem ter passado mais de 80 ônibus de excursões. Na via que é só asfalto liso traçado sinalizado. Nem na estrada chovem as flores amarelas caem as pétalas rosas os regalos doces (verbo chover: no sentido figurado, quantidade). A fé mora longe do divino e faz um exercício imenso sofrido pra chegar lá e ver para crer. Continue, continue...

            - Olhe! A sorte de crente nem são flores e perfumes e suavidades - falou uma senhora sicrana, acomodando os cabelos atrás da orelha. - A estrada são km, hem!...

            - Arre! Hoje o que nem falta são as lembrancinhas. Conhecem já ouviram falar de Massaranduba? Foi lá que localidade nasceu o craque futebolista o Gavião-de-Penacho, tão ligados? Nasceu lá cresceu lá foi pra BH e convocado pra seleção, hein?!

            - Vê, nem deviam nem devia existir pessoas desmotivadas imotivadas.

            - Hum!... Alguns de nós vieram viemos de longe. Eu cheguei agora mesmo, sou de São Mateus do Maranhão. Conhece? Já ouviu? Por quê? Ponto turístico principal?

            Isso parece divino e se parece com D, pervicácia pervicaz pertinaz solidez resistência encarniçamento contumácia obstinação. Mas é Ele mesmo, gente!

            “Ora! Já estou na rota verdadeira da Santa. Prefiro assim. Faltam km tais...”

            “Á-gua! Já estou na estrada verdadeira... Sim, prefiro assim... Quanto falta?”

            “Olho pra trás! Já estou... me debatendo... Sim, prefiro ainda... Passo a passo...”

            “Chega mais! Já estou na rodovia... Sim, é lúcido que o... E contando...”

            Se ouviam as vozes potentes dos motores, ruídos, quilociclos. Durante e em caminho caminhando remoendo pensamentos imaginando sublimando sentimentos fixando a imagem divina, etc., e Gaipara falava com a Santa NSA:

            “Oquei, oquei! Perdão. A sua bondade é boa! Mais que boa, excelente!”

            “Xi, ó gente!... Seus olhos vejo reflexivos agaloados evidentes públicos. Olhar de luz santa como dia radiante resplandecente. Olhos luminosos brilhantes. Muito chique. E cintilam como diamantes raros lapidados multifacetados. O rosto loução as faces louçainhas espelhando os olhos. Olhar de sugerir suavidade.”

            “Olhe lá, vem aqui! Podemos ser amigas? É uma dúvida que eu carrego desde casa e comigo. Posso pedir? A senhora pode me atender? É uma dúvida tensa.”

            “Meus parentes e amigos amigas... A sua saúde nos favorece, e bem!”

            “Oi! Sou uma mulher que ainda nunca reneguei nem da crença nem da estrada.”

            “Hum... sabe?! Música dos espelhos vocálicos poesia e cria Senhora do poema.”

            Falava à Santa Aparecida de tudo e de nada. Perguntava mais que tudo. Acharia encontraria buscaria buscando encontrará achará as respostas. Falava da família e notícias do dia a dia. A par dos mistérios das dúvidas do vazio do tudo e nada. Ou seja, todas as perguntas de uma vez. Mancheia punhados manelo de incertezas variáveis improvisos improvisadas. O mistério repartido em mil perguntas sem respostas.

            “Kjá-kjá-kjá!... E para onde vai minha alma, quando for?!”

            “E se eu a tenho ou vou ter meu espírito vou levar o meu ser para sempre!”

            “Opa e oba!... A pergunta das perguntas: sou infinita depois de finita?”

            Seus gostos seus gestos o jeito como andava as palavras o modo como se expressava a linguagem e ou porventura o seu modo de ser atual. O seu jeito é normal? Ela Gaipara, era gente boa? Onde e como e por que precisava crescer? Cresceria?

            “Ufa, meu! Tudo tão aéreo etéreo ou terrestre pé no chão, às vezes, conforme!”

            “Hein?! Estas coisas nem são explicáveis! As outras coisas são inexplicáveis!”

            “Disfarce e rebuço. Ruas afora. Estas são possíveis e aquelas são impossíveis!”

            “Ora essa!... Como nada fizesse sentido. Como tudo precisasse ser.”

            Subida ao morro mirante do Cruzeiro e este rodeado de verdes árvores como em meio da mata um arvoredo e cuidado cuidadosamente paisagístico juncado recoberto recamado atapetado de folhas flores ramos secos e jatobás-do-campo jatobás-vermelhos jatobás-do-cerrado jatobás-de-casca-fina jatobás-capão jatobás-de-anta e cipós-bravos ananis umbuzeiros sumarés-das-pedras. Atumultuadamente. Plantas novas renovadas velhas cinquentenárias. Um pessoal uma multidão e assim mesmo como todos os dias e acontece. Peregrinos romeiras veranistas turistas como em simbiose com aves pousando aterrissando e saíra-militar, soldadinho, tem-farinha-aí, galinho-da-serra, pica-pau-ocrácio, bico-virado-da-caatinga, balança-rabo-de-chapéu-preto, choca-do-nordeste. Descendo subindo a ribanceira andando pelo teleférico sobre a cidade Aparecida e tão procurada pelos devotos supersticiosos curiosos profetas místicos bloguistas. Os fãs brevemente suavemente (encalidela encalir e entaloar) cozinhados assados no solar forte astro a pino escaldante um sol pra cada um. Gente abandonada encontrada separada curtindo férias turismo religioso. Quem nem chegou continuando a jornada chegará...

            - Benza-o D!... Caso o tempo esteja bom, né?! Já viu que vão quadrinizar a Santa?! - novidadeira novidade de um senhor fulano, residente em Boa Vista do Sul.

            - Quadrinhos gibis? Devem-se deve-se ler bons livros! - recomendava uma senhora fulana. - Todos nós começamos com revistinhas ilustradas e cheias de memes.

            - É verdade. Os pescadores a encontraram. Fomos nós que a encontramos, hem!

            - Há quem diga... A Santa é digna! É ela quem prende liga a terra ao céu! - discurso de senhora Maricélia do Bistrô e procedente de Goioxim, goioxinhense (‘água pequena’, para os caingangue. Lema, terra do sabiá. Fonte: portal do Paraná).

            - Vamos falar com Ela, pois Ela escuta escuta! E comecei em São Bento do Sul.

            - Otimismo. Salve!... Qual quando meu cachorrinho General se findou finito. Sou nascido em Maracás, maracaense, e moro atualmente estabelecido com loja de roupas prontas em Marcionílio Souza, divisa com Jequié. E vejam só e mais...

            “E um dia resgatei do banhado um jacaré-açu, já adulto, e o trouxe pra minha casa. Pensei em colocá-lo na piscina que temos ali no quintal. Algo provisório até reservarmos um lugar no zoológico da cidade e coisa e tal. O acaso me ajudou na decisão na escolha na ocasião no propósito. Pensei que fosse sim uma boa ideia e salvar o pobre bicho. Era ao ar livre e muito seguro, achei. Logo peguei o bicho e fiz todos os trâmites com a instituição pública responsável e o deixei lá em casa. Enfim, o quê!

            “Cheguei em casa e apresentei o réptil pra família. Um jacarezão cheio de dentes risonho olhos esverdeados semicerrados couro ancestral e etc. O pessoal ficou receoso mas aceitou minha escolha. Foi, me desculpo, uma obra atitude decisão impingida. Talvez precipitada e ou para me ufanar me jactar timbrar junto aos amigos e vizinhos.

            “Nisso chegou de supetão o meu cão General e todo esbaforido ligeiro correndo desde fora da rua Biribá. General (Gen.) veio de lá e a cem por hora, velocidade e ansiedade presteza rapidez. Focinho alto cheirando cauda também no ritmo veloz. Quando chegou perto, quando viu e se deparou com o monstro ali estirado no chão... Bem, o pobre cãozinho se deu conta de algo perigoso e coisa e tal. Vinha veio correndo esbaforido ansioso açodado furioso e deu com a visita inesperada... Assim, e demais!

            “Quando se acercou e na corrida, freou nas quatro patas e foi deslizando deslizando... Latindo num portuga meio arrevesado, ‘au-au-au!...’ Até parar mais ou menos a meio palmo da fera ali relaxada estendida o dito jacaré-de-papo-amarelo. General parou nos bigodes do terrível réptil. Caso bisonho tímido acanhado assustadiço.

            “E o meu cão General, amigão de muito tempo e gente de casa e pessoa da família, coitado... Foi um choque tremendo pro rapaz. Olhos arregalados pelos do corpo em pé arrepiado de ponta a ponta rabo entre as pernas... a poeira baixando da correria do susto da chegada chegando... General tombou de lado e caiu finado final e foi sem dúvidas do cagaço.” - esta palavra locução expressão tabuísmo tabuística (usada por ele o narrador contador fã peregrino de NSA, seu Túlio Luzerna) é considerada chula tabu grosseira palavrão grosseria e ofensiva demais em certos contextos etc., fonte: dh.

            Isso parece D, ralé rebute escória social e o rebotalho sobra refugo migalha pedaço remendo farelo retalho. Isso mais parece D, fixado radicado enraizado arraigado e muito manejando os braços gesticulando bracejando. Isso ainda mais parece D, tirar arrancar ablação avulsão arrebatar e ou mesmo prudente refletido tranquilo ponderado. Mas é Ele mesmo, gente!

            O que mais podia fazer Gaipara a Gaita que chegar perto reparar e admirar, olhá-la olhá-la? A Santa padroeira do país tupiniquim (tarefas serviços rotineiros de atendimento 24h público gratuito expediente do dia a dia) eminência proeminência excelência, e extratranscendente. Sem tocá-la sem tocar a Santa. Falar já caminhou falando vinha falando desde lá desde o começo. Agora nesta hora podia repetir, caso lembrasse se acaso entendesse, e outras coisas. Que a Santa lia pensamentos já se sabe se sabia sim se conhecia se reconhecia. Mas falar e pessoalmente presencialmente podia ser mais e melhor aceito. E soar melhor. E soa mais e melhor. Sinos do santuário ali de adrede colocados. O dia a hora, salve e salve!, era estava está propício.

            “Viva! Que Ela me vê eu sinto sei vejo. Este é um dia por que sempre esperei.”

            “Que é que tem eu perguntar. O que vou perguntar que já a Santa nem sabe?”

            “Tudo que digo vem de mim, nasce em mim, está por mim. Oi!...”

            “Qual de nós falará primeiro a língua dos pobres dos analfabetos dos párias?”

            E o caso das pessoas que vêm e chegam mais perto. E o caso das pessoas que vêm e olham pela primeira vez. E os casos das pessoas que falam e querem ouvir. Fanfarra de aves turbulentas joviais destemerosas intimoratas e polícia-inglesa-do-sul, casacas-de-couro, joão-xique-xique, pintassilgo-do-nordeste, tapicuru-de-cara-pelada. Os casos de superação de extrema predileção de muito clamor de muita reza pedidos.

            - O mais sensato. Quero sempre vê-la e de perto e mais vezes, minha Santa!

            - Que D manda. Você é a Santa mais bonita benta que já vi em pessoa, é!

            - Nem temos pressa, NS Aparecida! Nem temos ideia, Santa! É assim, sim!

            - Uaaaau!... Vou nascer de novo e outra vez e quantas Você me permitir!

            E acharam acham achou realmente mais bonita pessoalmente de perto ao vivo que nas fotos santinhos vídeos imagens estátuas lembrancinhas. Todos ali todas as pessoas vieram buscar amizade a Santa. Um milhão de fiéis se juntaram em procissão. E pareciam passarinhos beija-flores borboletas querendo a flor da árvore mais alta. Imagem consagrada no interior do santuário catedral basílica. Santa milagrosa milagreira pescada no rio com fartura de peixes. Como a glória maior de D. Como a dádiva inigualável de D. Como o milagre multidistribuído de D.

            “Ei e oxalá!... Já por demais o querer/desquerer em volta do meu poder, né?!”

            E cresceu tanto que virou catedral ou Sé gótica (onde fica o trono do bispo, uma igreja episcopal ou arquiepiscopal) com abside (arco abóbada cúpula, ala do edifício projetada para fora em forma semicilíndrica ou poliédrica); mais o deambulatório ou charola espaço circulando o coro e altar-mor; ainda o transepto que conforma na planta do prédio os braços em cruz adicionando as capelas radiantes ou absidíolos - fonte: dh.

            No centro da catedral tem um altar bem mais iluminado e detalhes aparatos luxos luzes ouros decorações. Muito brilho e tudo limado acepilhado polido brunido refletido espelhado irisado. Igreja sinodal da assembleia sínodo sinódico sinodático, comunhão união ligação e participação repartição partilha e missão obrigação encargo.

            “Nossa Senhora da Conceição Aparecida, simpática bonita autêntica sensível.”

            “Vamos e bravos, ahahah!... A Santa que trago na correntinha de ouro, supermãe supereminência supercampeã superalma superocupada superpositiva.”

            “Oie, gente! Me parece aqui tudo tão calmo e tranquilo e sossegado e pacífico.”

            “Longe se vai sem tremor e vibrar torcer cantar pular suar gritar comemorar.”

            “Qual que é das vezes, hein?!... Que ainda às vezes é vejo imaginação uma vendo estou antes acreditando porém visto tinha ora tanto.”

            “Como se nada tivesse sentido. Ora, hem?!... Como se nada fizesse acontecido.”

            [Se bem que eu nem a julgue indiferente à fé,] [admira-me] [vê-la assim tão comprovada.] (fontes: ngb, glp¨dpc)

            Período composto por subordinação:

- oração subordinada adverbial concessiva

Sujeito: eu

Predicado: nem a julgue indiferente à fé (verbo-nominal)

Verbo: julgue (transitivo direto)

Objeto direto: a

Predicativo do objeto: indiferente

Complemento nominal: à fé

Adjunto adverbial de negação: nem

Conectivo subordinativo: se bem que

- oração principal

Sujeito: vê-la assim tão comprovada

Predicado: admira-me (verbal)

Verbo: admira (transitivo direto)

Objeto direto: me

- oração subordinada substantiva subjetiva, reduzida de infinitivo

Sujeito: eu (oculto)

Predicado: vê-la assim tão comprovada (verbo-nominal)

Verbo: ver (transitivo direto)

Objeto direto: a

Predicativo do objeto: comprovada

Adjunto adverbial de modo: assim

Adjunto adverbial de intensidade: tão

Isso parece D, resignado estoico inflexível imóvel e sem nada de desalento desânimo frouxidão timidez pusilanimidade. Isso parece mais D, auxílio subsídio adminículo amparo ajuda socorro previdência. Isso parece demais a mais D, deter sopear sofrear conter os movimentos e ou aditamento adicionar adição. Mas é Ele mesmo, gente!

Pra mim é apenas um jogo. Nem me diz respeito. Nem me deve convencer. Deve me entreter e apenas. Nem me pertence. Nada se sabe do jogo. Nem me paga a pena.

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                                   Os deslumbrados desdobramentos deslumbrantes.

                                   Os deslumbres desdobrados deslumbrativos.

                                   Os desdobramentos deslumbres desdobráveis.

                                   Os desdobrados deslumbramentos desdobros.

            Se De Ele houver por sorte desenvolver estas habilidades e mais o regimento em batalhões a tropa geral grande número de combatentes soldados com o mesmo objetivo unidades de companhia subdivisões ou seções sugere um comando comandante-em-chefe comandante-geral muito bastante triunfante ovante vitorioso ovacionado. A seu pedido, esquadrões pelotões brigadas time em linhas de atacar enredadas/desenredadas patronas cheias abarrotadas grupo valente volante alas ágeis força forte fortalecida fortaleza fortificada com franco-atiradores em posições estratégicas entrincheirados. E o sol a lua apetecidos a batalha acometida ataque aríete e avançar/carregar e investir/combater sob vozerio vozes palpites carreira e correria trotes brados gritos imprecações muito tumulto desordem alarmas vibrações.

            E cresceu tanto que virou campanha de predador e presa com assaltos subitâneos e aventar prever adivinhar já os prestes travados ou prestes desfeitos mais ataques frouxos/firmes ou contínuos/descontínuos e situação culminante chegando ao mais alto nível mais alto grau mais alto ponto de ebulição fervura.

            A lua saiu correndo dinossauro por entre os dedos da mão escorreu noturna madruga, deixou de existir assombrar subir colar correr refletir. O céu sem estrelas cadentes sem (preposição com relação de falta) astros cruzando descruzando reincidindo em o firmamento curvilíneo côncavo e abóboda à moderna cúpula zimbório domo celeste. Eram dadas horas evidente mostrado demonstrado patenteado noturnas.

            Era uma vez História com H maiúsculo: pensar sentir agir identificação. Campinas se orgulha de ter o início da carreira de Carlos Gomes. O Guarani é um ensaio de povo e religião; e O Guarani é um livro de aprendizado e ensino e conclusão. “Daí o princípio colonial de só se concederem terras em sesmarias às pessoas que possuíam meios para realizar a exploração delas e fundar engenhos”, (fonte: Oliveira Viana). Inamolgável nem é amolgável que se pode amolgar abrandar abalar subjugar (f: dh). Em Ouro Preto há poucas capelas que se possam dizer verdadeiramente originais da época colonial. Do leito álveo desidratado do rio Pandeiros quase seco poços cacimbas cisternas esparsas vem a água turva encher o tanque (almácega, alverca) ajudado e muito, aos pinchos pulos cabriolas, pela roda da nora e seus engenhosos alcatruzes. Haverá deve haver razões históricas gigantescas para se restaurar o casario de Olinda.

E assim, cedo cedinho mesmo ali pelas 10h e 50min e depois da noite em transe que sobreviveram, os protagonistas em 5 acordam para o grande duelo futebolístico. Acordam tarde no mas, e meio apagados quase mudos muito preocupados e com fome... de título. Albor do dia e alvorada a passarada ou crepúsculo ruflado e sangues-de-boi, carrega-madeiras, xorrós, pica-paus-de-cabeça-amarela, sabiás-da-serra, sofrês, patos-de-crista, jaós ou zabelês. Cada qual com um céu! E como sabê-lo se nem vivê-lo?!

Dia de clássico é dia de (de: preposição com relação de posse ou pertença ou propriedade) clássico. A cidade para e até os cachorros de rua se escondem debaixo do sofá. A terra deixa de girar e as horas se demoram na expectativa de um gol da intermediária do meio do campo ou olímpico. O sol vem sem nuvens, embora entre o verde e o violeta como os pássaros azulões-de-cabeça-encarnada ou sanhaços-frades, e se sente se especula pelo ar que a coisa vai ser pesada disputada renhida. Clássico é clássico e assim por diante ou vice-versa! O resto ou mais são as plantas rasteiras.

Isso parece D, alcandorado posto no alto elevado exaltado sublimado e mesmo pra frente veloz estouraz estoiraz estrepitoso barulhento como todas as torcidas. Isso parece D, caudato e lídimo legítimo autêntico vindo prestigiar assistir contemplar de vários rincões e Serrana (serranenses, lema: ‘ex alto para o mais alto’), Altinópolis, Cravinhos, Luiz Antônio, Guatapará, Casemiro de Abreu. Mas é Ele mesmo, gente!

Outro palmar muito nítido evidente indiscutível, outro incombatível, outros abater expugnar, outro gozo, outro escafandro, outra jacuba, outro ciscalho, outra outro empena hasteal outão, outro caxerenguengue, outro sáurio, outros impérvio intransitável, outro talhante, outras aves pulular abundar sobejar formigar, outro estortegar, outro desnalgado, outro sismal, outra alpendrada, outro isócrono.

            Os cinco melhores amigos ali do bairro Imburi e já tinham planejado desde muito tempo que compareceriam presencialmente ao jogo de futebol mais importante do ano, quiçá dos últimos 5 anos. Eram torcedores do mesmo time e fanáticos até a raiz de todas as coisas com raízes. E nesses jogos nem se permitiam faltar ou se separar. Como os 5 dedos da mão ou do pé. Todos casados e com prole e também com xerimbabos cães ou gatos de estimação. Um futebolzinho nem faz mal a ninguém, que ninguém é de ferro ou só de aço. Um pretexto inclinação íntima uma recreação espiritual psicológica e lazer e tá dito e pronto. Cinco anos era muito. Cinco milênios de seca e escassez.

            Tácito, sozinho e preparado, foi até o quarto de dormir, no armário, no fundo de uma caixa, e buscou a fantasia do penta. Convicto persuadido convencido que só assim mesmo, de fantasia carnavalesca e superpenta, conseguiria torcer melhor. E vestiu a capa a vestimenta a casca a superpele de fanático grená. Respirou fundo, tudo pronto e:

            - É hoje, e nem passa de hoje! Hoje é o dia eterno em particular! E chega porque chega chegando de vergonha escândalo vexame derrapagem! Alvíssaras!!...

            Esses amigos pentavalentes, valência 5, quinquevalência, tinham nomes ou apelidos: Talamocelo (que no sério era o conhecido Tácito, às vezes lembrado como Tacitamente), Fibrocimento, Arquifonema, Tintinábulo, Filhodesanto. E já viu se nem vier o sonhado campeonato de 5 estrelas, respectivamente:

            - Oi!... Eu quero ser um peixe e viver no mar profundo, hein?!

            - Podem me chamar de pato ou marreco, entendem?! Meeeeeu D!

            - Hum!... Terei que mudar de Estado ou mesmo de país, tá legal?!

            - Viva-a-vá!... Seguirei e torcerei para um time de basquete ou handebol, boa?!

            - Qua-ra-qua-quáaaa!... Darei a volta ao mundo de bíci e sozinho, confere?!

Já fazia um tempo que se tratavam assim, vocábulos pentassílabos, porque o time a torcida queria porque queria porque precisava ser penta e parara no tetra há anos há séculos e nem ia pra frente e nem ganhava mais par ou ímpar, etc. E esta espera era tanta e tanta que já ia uma lenda e um costume um hábito umas quantas gozações memes anedotas epítetos qualificativos adjetivos alcunhas atributos. Imprimiram um selo comemorativo ou relacionado com ocultismo, um pentáculo, e que fizeram suvenires lembrancinhas camisetas bonés pulseiras botões o escambau. Há cinco anos que nem vinha o penta (quando seria o penta do adversário eterno rival).

            - A seca o sequeiro pedregoso falta de títulos triunfos parte rasinha de um rio!

            - Ergo minhas mãos aos 5 céus, gente! Os bastidores é o que nos toca!

            - Oquei e oquei! Hoje são vinte e cinco do mês 5, nem são?!

            - Um forte abraço. Oie!... Bem hajam os guerreiros jogadores do nosso time!

            - Re-ze-mos! Os gols parece que têm asas, isto é, parece que os troféus têm asas!

            E um deles, pentagonal Fibrocimento, era é estava incumbido de passar de automóvel diante da casa de cada um para recolher os parceiros e irem ao estádio. E no dia e mais ou menos a hora tudo se arranjou desenovelou desenrolou, como o hábito convinha. E todos aí mesmo juntos no carro e no rumo certo e esperado e pretendido.

            - Cinco títulos!!!!! - se saudaram uníssonos os 5 melhores amigos torcedores.

            Que o clássico era entre os arquirrivais arqui-inimigos arqui-inimizades arqui-irmandades arqui-hipérboles contra-harmônicos poli-insaturados ante-hipófises ante-históricos - de um lado os verdes (símbolo o inseto ortóptero, gafanho-crioulo) e da outra banda os grenás (símbolo no escudo o grilo-toupeira). Estes símbolos foram adotados por pura picardia logro deboche ou por imposição do adversário/rival/inimigo. A agremiação Esportiva Recreativa Periquito-Estrela (que vem daí o verde da plumagem ou vestimenta), com sede no bairro Carapina e desta cidade mesmo; e a famosa associação, a dos nossos protagonistas, o Clube Esportivo Crista-de-Mutum (este nome baseado numa planta trepadeira da família das leguminosas de flores alaranjadas ou grenás, dependendo da luminosidade ou do ponto de vista de cada qual) e a sede o estádio neste bairro Imburi. E nesse comenos ocasião oportunidade instante.

            Hajam vista os jornais diários. Haja vista os telejornais e fleches de última hora. Haja vista aos rádios celulares vídeos do iutúbi. As casas habitações parecia pareciam estremecerem estremecer. Por sua vez que possui entrelinhas entrelinhado.

            - Nosso clube tem patrimônio tem estádio próprio tem 50 mil associados e nem deve nada a ninguém, etc - diziam choravam cantavam os 5 grenás ao mesmo tempo.

            Ainda em trânsito, a avenida Marechal Henrique Beaurepaire-Rohan, perto quase lá chegando no palco do grande jogo da grande peleja peleia de logo mais. Via de duas mãos arborizada em renque fileira linha série bem disposta filas das duas margens e cumaruranas, taperebás-do-sertão, gameleiras-de-pinga, cortiças-brasileiras. Carro pequeno esportivo sardinhas em lata ali apertados para os cinco torcedores fantásticos. Se conheciam como a palma da mão e eram amigos desde muito e por afinidades ao clube. Rodando sem alarde em a rua Júlio Afrânio Peixoto, aproveitando o viaduto do Caxangá (em tupi, ‘mata extensa’), passando diante da sociedade carnavalesca do Jarê, o mega supermercado Bambúrrio, avenida Joaquim de Andrade Neves para adentrar tomar pegar a travessa Marimbu... Tinham sempre as mesmas pretensões sonhos esperanças de realizações esportivas. Heroísmo coragem valor bravura heroicos.

            - Gente boa! Eu juro que vamos vencer e de uma vez por todas! - era o Fibrocimento, bioengenheiro, falando e concentrado no volante no trânsito.

            - Oquei!... Vamos ser pentacampeões, finalmeeeeente!! - declarava o Filhodesanto, profissão físico-químico, sentado atrás numa das janelas laterais.

            - Opa, opa e estupendo! Comprei umas mudas de trevo-de-quatro-folhas, e importadas da Amazônia, e já plantei lá em casa. Pra desencantar o tetra, sabe como é?! - declarava sensacionalmente o morfologista e hidrobiologista Tintinábulo, mostrando umas fotos e ou vídeo no celular ciscando pra cima pra baixo.

            - So-la-van-co!... Hoje e nem passará de hoje, meus caros! Hoje ganharemos o citadino e no fim do ano é o estadual, escrevam gravem o que estou dizendo! - berrava empolgado maluco o Talamocelo (Tácito ou Tacitamente), de ofício psicofisiologista, com os punhos cerrados e batendo no encosto do acento da frente sentado junto à janela do lado oposto. - E isso inegociável incondicionalmente sem chances impossível.

            - Ou-ou-ou!... Sustento e o que for. Digo mais, meus parceiros de futebol! Sonhei que seremos finalmente penta e vai ser hoje! Nem passa de hoje, valeu?! - dizia o cinesioterapeuta Arquifonema, voz emocionada ou embargada ou carregada, sentado atrás no meio e espremido com os joelhos na altura do queixo.

            E todos devidamente fardados com camisetas do time grená, diferentes modelos ou épocas e ou patrocinadores. Cinco febres febris febricitantes febriculosos febricitados a ferver embrulhar rebuliçar estardalhar tremer. Formavam um polígono pentágono irregular, porém fiel ao time à cor ao manto sagrado ou tudo que representava a entidade nação para a qual torciam e distorciam e se emocionavam. E como calcular medir riscar, se fosse necessário seria mais perfeito e ótimo, o apótema dessa figura pentacêntrica? Sempre dispostos aqui acolá em qualquer lugar a gritar pular nadar voar brincar. E amar a D depois de todas as vitórias.

            - Somos soldados, ahahah!... do destemido indestrutível Crista-de-Mutum!

            - Puxa vida, meu! Vamos, acelera aí, que já passa das 11 horas! Oi!...

            - Um uatezape, aí!... Eu nem sou ele, vós nem sois eles, tu nem és ele!

            - Adivinhem, hem?!... Meus parentes vão vir de Cantanhede e Ciríaco!

            - Oie!... Quem vencer, verá! Quem está do nosso lado e etc.

            Outro rio Tocantins e ilha dos Botes, outra praia de Urussuquara, outra Nova Venécia, outra Nova Erechim, outra Filadélfia, outra Águas Frias, outro morro do Chapéu, outra praça Alípio Carvalho, outra cachoeira da Prata, outro rio Sereno.

            Decidiram os pentafilos, por que sim!, parar no bar Colarinho-Branco (estimado ordeiro respeitado concorrido procurado frequentado por torcedores grenás e nos dias comuns por profissionais liberais da zona) e que era do já conhecido amigo/torcedor do mesmíssimo clube o simpático brincalhão Euclides Gaudério (que já fora tabelião e dos bons, assim como seu pai seu avô e bisavô). Mamados e nutridos assim, por que nem?!, e antes de chegar ao palco do confronto. E já tomar umas cevas porque é bom e líquida e calibrar os nervos a ansiedade o nervosismo a instabilidade periclitante das emoções.

            - Feito isso... Caras e meus amigos, se vocês soubessem!... Já vão saber.

            - Chega de lições e leilões. Saber o quê, oh, chapa?! Desembuche!

            - Hein?!... Que a tevê exigiu condições de segurança pra filmar o jogo? É isso? Diz que teme pelos repórteres e cinegrafistas. Instaram insistiram solicitaram pediram por uma comissão e ou comando reforçado da brigada militar e que sei eu! Confere?

- Oquei e mais o quê?! Vai ter uma comissão e tal? E isso é novidade? Eles também vivem falando mal dos nossos craques, né, gente?! Olhem pra mim, gente!

            - Por mim pra mim nada me comove nem me incomoda. Eu vou presenciar presencialmente em pessoa ao vivo e a cores. Assim, que o resto que se coce, hum!...

            O jogo a partida de futebol, e um clássico da cidade e do Estado, é algo diferente de suma importância e até alta necessidade. Muitos fanáticos só pensavam nisso. Parava literalmente a capital e o resto do Estado acompanhava pela tevê. Acontecimento esportivo do principal esporte do povo e vai além deste mundo dos mortais. Fora do tempo e do espaço estadual. Sem noção de grandeza. Coisa dos deuses também interessados. Acima do bem do mal e uma pura e honesta idealidade. Se poderia dizer, um todo um tudo muito inusitado incoerente transcendente. Universal, gente macha!

            - Já se vê. E a pergunta de um milhão: como é que vai ser?! - respirou Filhodesanto, a força sem fraqueza dos pentâmeros.

            - Uai, meus amigos! Meus 2 bacuris vieram até mim e já me disseram, ainda ontem: ‘Papai, se nem trouxer o caneco... nem sei se vamos trocar de time, oquei?!’ É o que me disseram, e eu nem quero imaginar, gente nossa e gente boa! - descontou desabafou o apreensivo pai seu Tintinábulo, que é do vigor sem debilidade.

            - Duzentos e vinte milhões de espectadores, né?! Que nada, sinto que hoje a coisa tá diferente. Eu prometo e juro pra ocês! - sentenciou o apaixonado torcedor dos grenás um Talamocelo, que é da robustez sem prostração.

            - Sucintamente. O nosso arqueiro goleiro de seleção Gueledé, este nem deixa passar nada. Nem mesmo sinal de aifai. E lá na frente a dupla infernal, como dupla de música caipira, Zuzá e Zoró, farão a festa e golearão. Vão marcar pelo menos uns 2 gols cada um, é - previu o empolgado Arquifonema, dono de coragem sem timidez.

            - Oi!... Hoje mesmo vamos lavar a baia e a égua com direito a goleada, 5 x 0. Pode anotar - já gritava e batia na mesa o Fibrocimento, com valentia sem poltroneria.

            Sim, eram corteses com a vitória cortês. E mesmo 5 dias antes quando foram comprar os ingressos, estavam os cinco e por motivos óbvios, chegaram até a capelinha do clube para pedir favor para NS da Boa Vitória. Compraram os ingressos e foram para a gruta perto do estacionamento. Cada um fez sua oração em silêncio profundo, mostrou o ingresso carimbado com o número da cadeira o setor das arquibancadas o anel inferior mais perto do gramado, foi e beijou os pés da santa. Acenderam uma vela de 5 palmos, ergueram os braços as palmas das mãos aos céus do além. Eram perto de 15h e 55min.

            - Nossas vidas nossas sobrevivências nossas sortes nossas vitórias em suas mãos, oh!, Santa NS da Boa Vitória - mais ou menos o que todos disseram e almejaram.

            Saindo saíram do bar e já pegaram entraram no carro andaram em a avenida José Basílio da Gama e adentraram ao estacionamento do complexo esportivo recreativo. Foram daí e andando entre tantos torcedores, e comuns todos, no meio da multidão um pouco já alvoroçada provocativa excitada se persignando mais e mais eufórica com as horas passando os minutos em contagem regressiva. Era uma hora no cronômetro em ponto da tarde no dia do clássico. Curiosa curiosidade ansiosa de apaixonados e Nova Ramada (nova ramadenses), Chiapetta, Santo Augusto, Condor, Ijuí, Ajuricaba...

            - É hoje e é hoje mesmo, meus irmãos em CM! - gritavam tonitroavam já em uníssono um grupo de torcedores chegados recém da cidade de Mulungu do Morro.

Do outro lado do mesmo templo e estádio sagrado consagrado sacramentado, entravam os verdes a torcida contrária menor pífia desdenhada. Beira do campo o confinamento dos ônibus que vinham em excursão do país todo e mais além e São Joaquim da Barra, Guará, Boninal, São José da Bela Vista, Orlândia, Morro Agudo, Ipuã, Itupeva (em tupi, ‘cascata aplainada’), Cabreúva, Louveira (a fundação desta cidade ocorreu em 5 de maio de 1955, acontecendo num dia claro e festivo e propício). Se acercavam da cidade utilizando principalmente preferencialmente a rodovia Miguel Melhado Campos, ou sp-324. Tinham pulsado 55 minutos no coração dos torcedores.

            - A le puxa, tchê! Acho que vou comprar e beber mais um latão. Sim, isso mesmo. Vocês querem, vão nessa?! Lá dentro do resinto é mais caro a ceva...

            - Oquei e nada. Mais uma meia-hora e estaremos dentro do es-pe-tá-cu-lo! Pro mundo inteiro ver e vibrar! Vamos com essa! Vamos ganhaaaaar!

            - Por favor e olhe... Vamos fazer história, se D quiser e Ele há de querer. Pai é Pai e nem nos deixará na mão mais um ano inteiro, socoooorro!...

            - Oremos dizendo amém! Disseram na rádio Difusora, em tom de anedota e palhaçada, que o papa torce pro time dos verdes porque já foi cardeal. Entenderam?! Os verdes são periquitos, aves, pássaros, alados... kjákjákjákjá!...

            - Todavia em! Mas a NS da Boa Vitória é por nós! E é maior e mais forte e está lá em cima com o Todo-Poderoso, criador do céu da terra e do futebol aos domingos.

            Nem iam ao trabalho nem iam namorar nem iam de passeio veraneio numa estância hidromineral. Nem iam cartear ouvir música concerto um churrasco uma feijoada. Iam sim ver o time do coração ganhar o campeonato numa disputa difícil, sempre contra este rival empedernido e liso como cobra-coral, cabuloso azar azarento.

            - Urará! urará!... dessa vez é com a gente! É duelo de gigantes e temos mais garrafas vazias pra vender! - bradavam juntos vibravam a plenos pulmões e com eco, os torcedores do consulado CM de Morpará. - Urará! urará!... dessa vez o penta é nosso!

            E cresceu tanto que virou algara investida surtida no campo adversário território dos contrários. Por sua vez, facilitar facultar permitir já adiantava.

            Os pentadáctilos, 5 folíolos ou dedos da folha, torcedores do mesmo clube de futebol em esta cidade maravilhosa prestigiosa estupenda. O positivo polegar sempre ‘tudo certo!’; o fura-bolos apontador indicador era o da razão, mais ou menos nem sempre antes da emoção; o pai-de-todos era o indiscreto o famigerado um pouco ou um tanto debochado charlatão vagal - e como o dedo indica imperativamente - discrepância, dissensão, divergência, disputa; o seu vizinho com o dedo dos anéis o anel de noivado de casado de doutor anelar - com rubi pedra preciosa e da cor grená do time preferido; o mindinho por último e nem menos importante na organização do punho da garra da raça da fibra da madeira de lei da figa - este no caso em particular de unhas compridas para alcançar a cera do ouvido e os galetos ranhos dos salões das salas das fossas nasais. Dedos e palma palmo mão inteira manopla mão grande manápula manzorra e comando justo equilibrado bonachão civilizado digno bom caráter sem máculas sensacional.

            - Hoje vocês vão ver a verdade! - berravam torcedores oriundos de Ibipetum distrito da distante e elegante cidade de Ipupiara. - Oh!... Assim se fez e aqui se paga!

            - Arre e ufa!... Jogamos com propósito e sem lero-lero! - enalteciam e berravam os torcedores CM, estes sertanezinos vindos de Sertãozinho (lema, ‘fé e trabalho’).

            Como foi que os 5 irmãos de time de paixão futebolística os pentangulares quinqueangulares, digamos assim, escolheram o time que torcem atualmente? O personagem protagonista Tácito (conhecido no grupo como Talamocelo) sempre disse a verdade para quem quisesse ouvir: ‘Que tudo começara lá longe na adolescência bem tenra idade’. E veja o que ele narra em sonora linguagem direta e com suas próprias palavras de puro sentimento clubístico clubista clubismo ou escrita criptográfica:

            - Puxa vida, meu! Eu estava andando pelo centro centrão da cidade. Olhe eu aí assim! Era bem a avenida nossa esta mesma de hoje a principal a avenida Marechal Deodoro da Fonseca. E toque! toque!... os passinhos, no mas. Então foi quando reparei na entrada do cinco estrelas o hotel Continentes. Colunas na entrada, e pilastras pilares botaréus, com pedestais fustes (monolítico com caneluras) capitéis. Via-se entrar cigarras e formigas (insetos ricos em sais minerais) e em fila indiana. O nosso ainda hotel mais luxuoso requintado senhorial e que recebe as maiores autoridades celebridades gente famosa gabaritada e etc e tal qual. Às vezes com fogos e holofotes. Muitas bandeiras internacionais hasteadas caindo da fachada. E eu vi com esses olhos que nada me fará esquecer, um grupo de pessoas e em a verdade um time de futebol, entrando pela portaria principal e sendo muito bem recebido. Olhem eles assim mesmo, gente! E eram os nossos craques e membros da comissão técnica do nosso glorioso C. E. Crista-de-Mutum, CM. Estavam ali concentrados para um jogo importante no calendário futebolístico e quantos anos passados, né?! Um por um e dando tchauzinho eles iam entrando e sendo salamequizados por dois guardas na entrada no patente do portal. Com aquela e toda pompa e circunstância bem estudada. Os guardas fardados de libré bem postados bem chiques e esticadões como manda o figurino da formalidade. Bem escanhoados e firmes e graves e tesos e compostos e disciplinados e equilibrados. Logo logo se notava se viam os fardamentos bem justinhos bem passados novinhos jaquetas providas de botões e galões bem distintos distintivos e a total impassibilidade continência. Para cada jogador do nosso glorioso time, eles tinham a palavra de ‘bem-vindo!’ seguido de sorriso e já flexionando o tronco. Achei o máximo e disse pra minha mãe que me acompanhava do meu lado e eu a segurava pela mão: ‘Mamãe, um dia no futuro eu quero entrar ali pela porta da frente e pra concentrar junto com esses craques todos! Faço uma promessa a mim mesmo e a senhora é testemunha, oquei?! E nem me faça esquecer dessa minha promessa desse meu sonho, tá legal?!’ Foi o que jurei.

“Bem, como vocês perceberam percebem, nem pude ser jogador de futebol nem outro tipo de atleta profissional pedestre esportivo. Atleta ou atreta de fim de semana, no máximo. Uma pena uma galinha de penas um aviário, cocoricóooo!... Mas aquele encontro com os jogadores à média distância me marcou e eu virei fã número Um do time do clube e me associei já quando pude pagar o carnê boleto de sócio torcedor. Olhe que era eu aí, hem?! Desculpem fazer mistura de coisas miscelânea farragem e tal qual.

“Que esta é minha história que quando comecei a gostar do clube a seguir acompanhar o clube. Sem dúvidas. E digo mais uma coisinha: nunca capitulei nunca desisti de amar meu clube nunca transigi nunca cedi aos apelos da mídia nunca me divorciei. Já aguentei aguentamos muita piadinha anedotas trocadilhos diretas e indiretas e mesmo assim fiquei calado e ficamos bem quietinhos na nossa conjectura. Bola pra frente. Um dia a coisa se reverte, pensamos assim, e então tiraremos a barriga bariátrica da miséria. O mundo do jogo jogado dá voltas. O bom prevalece. Amém!!”

O sol entidade sobre tudo e mais um pouco. O sol tirando lascas no alto dos prédios ou morros e etc. E já muito febricitante fascinado e fascinante deslizando coleando tombando e se erguendo resvalando empinando girando derrapando tornejando encostas se insinuando pelos vitrais vidros fumê impactante impactando.

- Se tentou aumentar as contratações e altíssimos investimentos, eu aprovo.

- Ora e oquei!... No momento, se procura diminuir as rescisões.

- Uta!... Sim e se pretende alcançar resultados imediatos e a curto prazo.

- Ah, nem sopitar adormecer! São problemas esses que cabe a nós resolver.

- São problemas esses que compete ao comando dos dirigentes solucionar, é.

            Já entravam pelo portão principal (pentastilo, pórtico de 5 colunas ornadas) do estádio Airi Mezinho Catambá (homenagem a esse um empresário que doou as terras, e a obra toda foi erguida com ajuda de torcedores do clube que vivem aí espalhados mundo afora pelo B), também conhecido e mais vulgarmente pelo apelido popular de Tapiá. Este apelido vem do fato da praça Tapiá, bem na frente do complexo esportivo, ser arborizada obviamente de tapiás. Estas tapiás eram as mais vistas e mais em conta e mais numerosas, porém ainda havia e continua tendo um bosque um capão e jardim e canteiros bem cuidados de diversas outras espécies arbóreas arboral. E destacando se diferenciando, que os já conhecidos protagonistas pentapétulos apreciavam tirar fotos autorretratos sim e ou acompanhados da família. Fazendo cara morrendo de (preposição de relação de causa) fome de títulos de taças troféus vitórias triunfos. Sempre em conformidade e ao lado dos trifólios os comigo-ninguém-pode as aningaúbas os marolinhos-do-campo as sessenta-e-dois as guabirobas-de-são-paulo os paco-pacos as pacovas-sororocas as favas-de-rama... e quantas mais só eu sei. Os dois milhões de árvores plantadas estão altas e bonitas. Fazem ecologia e um cinco muito bonito na foto.

            - Vamos comemorar com churrasco gordo e cerveja trincada no gelo, né?!

            - Vamos ganhar e nos divertir com caipirinha de cachaça envelhecida, oquei!

            - Vamos levantar a taça de campeão e as elegantes tulipas de espumantes, é.

            - Vamos pirar de tanta festa carnaval e com vinhos a preços impagáveis, hum!

            - Vamos inaugurar o ano com título e festival do chope bebemorar, valeu!

E o jardim a praça frequentado incidentalmente por um povo bando de asas os emplumados passarinhos palrando piando arrulhando trissando os curiós-do-brejo ou avinhados parurus os papa-capins golas patativas as açanãs as coleirinhas-do-brejo os (indefectíveis) bem-te-vis-cabeças-de-estaca. Em determinados momentos horas do dia ou mesmo conforme a estação ou período do ano e o gavião-tinga as garças-brancas-grandes os gente-de-fora-já-chegou... e já se ouvia eles cantando entoando e os sabiás-pardos os cabeças-de-velho os tiês-sangues os joões-de-pau. Dependendo das plantas de suas flores ou frutos ou perfumes e as paturis os papagaios-galegos os chorrós-bois os curitiés. Todos os dias, na praça no bosque, ocorre um milhão desses voos. Todos os dias na praça Tapiá ocorre torcedores do mundo inteiro visitar recordar reverenciar idolatrar orar filmar. São fãs fanáticos que aterrissam aí e torcem por seu clube eterno.

Este aí em frente que temos o identificado Clube Esportivo Crista-de-Mutum (basicamente um clube de futebol, figura logotipo emblema-escudo CE-CM com o sortudo mascote grilo-toupeira) e que se paga mensal mensalmente mensalidade de R$50,00 reais por pessoa ou R$150,00 por família. Foi assim a parcela que se estabeleceu estabelecida devido o amor pelo time pela associação desportiva e recreativa. E os milhões de pessoas que assistem acompanham pela televisão e iutúbi. É uma febre que acomete seguidores curtidores torcedores do mundo todo e Lajedo do Tabocal e Itu e Candelária e Marabá e Ecoporanga e Nova Mutum e Antônio Dias.

            - Vamos e viemos! Quando entro no estádio... Olhem só, gente boa!, me arrepio e estou me arrepiando os pelos do braço e do corpo inteiro... Que sensação que D me deu! Gente, isto é muito bom! Isto só se vive aqui mesmo! - respirou firme um dos pentatlos, do conjunto de exercícios o predileto era a corrida longa com barreiras.

            - Que ideia e coisa e tal qual, né?! É uma catedral, uma usina atômica, um vulcão ativo dominical - concedeu o praticante esportivo de luta greco-romana.

            - Logo vos digo! Parecemos formigas num formigueiro. Eu adoro isso, ahahahahah!!... - cheio de alegria pra lá de feliz o praticante de salto em distância.

            - Cornetas me ouçam! Estaremos justamente por trás do nosso time. Bom e ótimo pra cornetar, se for o caso - confessou o arremessador de disco olímpico, e desde a adolescência praticante no colégio Máulieni do bairro residencial Marraco.

            - Peraí, meu! Oi!... Nós nem somos a turma do amendoim, tá ligado! Eu rejeito esse apelido debochado - contestou o praticante ocasional de lançamento de dardo.

            A bandinha do Escovém, num ponto estratégico da arquibancada, reduto que conseguiu descadeirar, tratava já de tocar bater esmurrar agredir sacudir os tambores os surdos as caixas os pandeiros reco-recos as percussões os instrumentos de sopro em geral. Banda com (preposição com relação de companhia) caixas acústicas e alto-falantes vários integrantes. E sem parar sem parar sem necessidade de parar e ensurdecedoramente retumbante retumbando. Lembrando e só reiterando pra nem esquecer, que a bandinha voluntária se reunia só nos jogos decisivos e os músicos vinham de diferentes e distantes consulados e países e pátrias dos aficionados afeiçoados ao clube CM, Bom Jardim da Serra e Urupema e Rio Rufino e Otacílio Costa e Braço do Trombudo e Iraquara (do tupi, ‘buraco cova oco cavidade escondido esconderijo do mel’) e Ponte Alta e Agrolândia e Petrolândia, com mais alguns e nem menos importantes. Ensaiando de minuto a minuto o hino nacional do clube, marchinhas de outros carnavais, arremedos paródias de sambas-canções já conhecidos, frases feitas, gritos de ordem, chamadas, alertas, admoestações ao rival. Carnavalescos bem-avindos bem-soantes bens-de-fala bem-falantes. Faltava (verbo) dar os últimos retoques (sujeito, oração subjetiva). Excitar causar prurido repruir.

            O céu estava estável aceitável padrão aceito igual igualitário regular e como que regulamentado pelos usuários ou admiradores. Em questão de minutos os combatentes guerreiros em campo. E seria ridículo atinar deduzir tentar prever ou perceber a lógica do acaso do jogo da esperança dos dados lançados dentro da caixinha de surpresas.

            - Esta arbitragem é lunática. Eu acho e minha opinião. Há dias... que aparecem de noite - destilava o Arquifonema, pentarca da pentarquia e portanto um pentárquico.

            - Xi de xícaras! Os astros é que os guiam, pois são os astros que os guiam.

            - A nem ser algumas beldades, ninguém veste minissaia nestas arquibancadas.

            - Oh!... A nem serem os antigos fanáticos, ninguém veste chapéu de palha aí.

            - Aposto, hem! Se trata de fenômeno que os apaixonados(as) sabem explicar.

            Aliás, o árbitro principal seria o senhor Iriribá Quejando Alvião, espigado e senhoril já se parecendo a um esculca sentinela vigia noturno, e cuja profissão de fato vinha a ser a de policial aposentado da polícia rodoviária federal. Auxiliado pelas bandeirinhas, dona Nomancia Buva Eventivo, bem elegante e esbelta, militar de carreira e na ativa no posto de primeiro-sargento (endereço em a praia do Sissial); e a senhora Cachucha Acervo Cristado, professora com mestrado em bioquímica na ufes (campus de Goiabeiras, localizado em Vitória). E para quem pensa e acha que estamos atrasados tecnologicamente defasados descompassados, temos o var. E sim, vai! No comando deste importante instrumento nos dias atuais, árbitro auxiliar, o senhor cariaciquense Janelo Plumbato Urtigão e que exerce a profissão de vitrinista na cidade de Cariacica onde vivem convivem habitam em torno aí por volta de 384 mil cidadãos cidadãs (que o nome Cariacica significa na toponímia indígena ‘chegada do homem branco’, de acordo segundo também os indigenistas ou estudiosos destas línguas autóctones os tais e quais dados e as fontes e colaboradores destas pesquisas: ibge, ifes). Ainda na sala de vídeo temos a árbitra, senhora Juruva Piraguaia Enxadão, profissão nutróloga ou nutrologista formada na ufes. O árbitro suplente e que trabalha na beira do gramado, erguendo e assinalando com as placas o tempo de jogo ou as trocas de jogadores, também da federação capixaba, é o senhor Corixo Haragano Curuaia (engenheiro empreiteiro dono de um tatuzão ou tuneladora, esta uma robusta máquina cavadora de túneis circulares). Que pronto está e se diz que o sexteto arbitral é natural do Estado do Espírito Santo. Todos árbitros da fifa e assinatura evidente credencial autenticada e aceita. Boa sorte a eles e a elas, estendido também a todos os  demais envolvidos e que fazem parte do procedimento diretivo disciplinar regulamentar do espetáculo. Até aqui e assim mesmo está feito o protocolo e é isto de acordo e estabelecido desse modo o prólogo a introdução o prefácio do confronto futebolístico que marcará o dia na história da cidade e do Estado e por que nem do país e do planeta. Co-me-ce-mos!!...

            - Zás!... Mas olha que tem o var ou tira-teimas, hem! E tudo a ver, ponto.

            - Ora, meu! Nem adianta fazer caso com o juiz. São todos compensadores, é.

            - Trataremos... Me excluem dessa explicação, meus amigos!

            - Oquei e é assim mesmo! Espero que tudo vá bem pra nosotros, tá legal?!

            - Desespero quando o negócio vai ao tapetão! Me incluem fora desta, oi!...

            Santo contra santa e quem tinha o divino o celeste o céu mais presente mais quente atuante jogador: NS da Boa Vitória, dos grenás; Santo Expedito, dos verdes. E cada um por eles e D pelos 2. As bênçãos do sagrado dos santos já envolvidos no mistério no conflito. Que todos os mortais apontam pro alto e esperam ser atendidos. Sem uma capitã ou capitão no céu nem dá pra começar. Lembramos e lembremo-nos.

            E chegou a hora o momento combinado pelos mandamentos celestes. Aperto de mãos inicial dos capitães dos times e os mesmos com a arbitragem. Formados em (preposição com relação de especialidade) o complexo corpo a corpo futebolístico contato físico. Tudo cordial, escolha do lado do campo, cordialidades de quem já se viu já se viram outras vezes. Tudo assim do jogo jogado e cheio das contradições. O insopitável incontrolável hiperbólico exagerado. Cada agremiação associação com seu estatuto e cláusulas regras anexos comentários capítulos adendos. E a delícia com a opressão e a pressão, dificuldade e consolação, alegria truncada, alucinação e realidade.

O juiz apitou trilou, ‘tri-uíiiii!...’ o apito e tudo foi ativado a mil por hora, velocidade máxima, começo iniciou de fato e de direito... Sem os times de lado a lado nem dá pra começar o começo o ponta pé da conversa. Declamadores oradores cantores proclamadores(as), a hora é agora o tempo é este. E dizem as boas línguas bem nutridas a plateia que grita sapateia transforma delira vocaliza blasfema opina determina:

- Ei!... Vamos pras cabeças! Nem passa de hoje, gente! - este bem-posto.

- Todos estamos preocupados, todos nós estamos preocupados! - bem-educado.

- No placar o telão está escrito ‘comeco’, sem cedilha! - o fã bem-aventurado.

- Sus!... A nossa torcida é maior grande mais que chega a ser supergigante! Ultra e elevada da história e mais que de 11 milhões! Muito grandíssima que de todo mundo e mais que mega que as outras torcidas e D por testemunha! - o senhor bem-disposto.

- Pode contar até 11! Sim e completo dizendo mais! Quase um milhão de aficionados se move nessas naquelas arquibancadas! - o torcedor bem-comportado.

Dia e hora aprazíveis. Parecia que o mundo parava de girar para ver a bola quicar voar e driblar cabecear chutar deslizar enrolar. E o mundo tinha que ver assistir a este espetáculo espetacular e supimpa. Se nem vissem... nem veriam nada que fosse necessário. E quem presencia ao vivo nem nunca esquecerá e por cem anos. Contando a história narrando seria épico uma rapsódia epopeia. Uma religião com seus fanáticos empedernidos dedos das mãos trançados. Já inventaram tudo que o futebol é e aparenta ser. Já disseram de tudo dentro e fora das 4 linhas. E cada gol ou drible é diferente do outro a seguir. Tudo é feliz tudo está bem e vai melhor embora no entanto todavia sempre há existem as agruras sabores agros ocres ácidos azedos, acidez azedumes.

E cresceu tanto que virou ordem decreto fórmula preceito fecundo, generoso, cauteloso, digno, extravagante, espelhado. O que for, velho! A boa praça 21 de Abril o sempre usado riacho Tabocas em o distrito Cruz das Posses. O que for! Raios de sol verticais e uníssonos, justo o calor lampejos emitidos, tresdobrando transverberando, canícula em estilo moda tipo forma delida desfeita aniquilada que se deliu, e nada de vento ou brisa ensurdecedora já acostumada costumeira das horas ardentes clássicas.

            Mutuns e Periquitos na arena da grande e decisiva peleja. As torcidas separadas nas coreias nas gerais, poleiros escochas; do lado leste os grenás, da banda oeste os verdes. Dois mares duas ondas duas marés duas olas, bímares bimarginados. Ambas com aquela empáfia de começo de confronto, impados empachados empanturrados de confiança na vitória certeza no triunfo. E uns diferentes cacoetes trejeitos de nervosismo e ansiedade: coçar a cabeça, segurar firme os cabelos ou o couro cabeludo e, quem nem tinha cabelo pra cuidar, retinha o boné o chapéu o gorro a boina a touca na cabeça no coco. Uns mais outros(as) telefonando mandando fotos recados memes mimos mimimis. Devidamente separados pela força de segurança contratada, custodiados resguardados desviados protegidos garantidos. Influídos/desinfluídos e engrunhidos entanguidos engelhados encolhidos engurujados. Cena e cenário empolgantes empolgados, abraços enlaces enlaçamentos amplexos. E assim mesmo acontecia com todos os principiar dos jogos muito esperados aguardados renhidos.

            - Eu digo. Mas vocês viram... aquilo, viram?! Sinalizem, oi!

            - Oquei!... Pois é! Como fez o que fez, gente nova?! Oh, gente do céu!

            - Re-no-va, meu D! Concluis com o quê, seu juiz? Com o pênalti, é claro!!

            - Que data, que dia! Recua, recua... nem perca esta bola, ora, meu!

            - Ah! Sintonize na rádio Indaiá fm, que eu já adoro de morrer o locutor/narrador e seus bordões e alardeadas despachadas gargalhadas, ra-ra-ram! ra-ra-ram!...

            A chapa estava queimando torrando fervendo, mesmo que o sol sobre tudo e inclemente. O jogo brilhante petulante pedestre. Como rivais, um time enfrentava o outro com ganas de massacrar amassar e fazer grunhir. Cada lance tinha seu sucesso ou insucesso. Ora uma torcida tripudiava tripúdio ora a outra exultava sapateava, dependendo dos dribles dos chutes a gol dos laterais dos escanteios das faltas próximas à grande área das chaleiras meias-luas lençóis. Sempre vaiar repudiar rejeitar repelir o que é do adversário, pé alto e mão na bola e rasteira e carrinho e puxão na camiseta e empurrão pelas costas. Escretes times já empíricos e autodemonstráveis. A bola bolinha bolão um tanto estrábica zanaga vesga zeré e demais chutes cabeceios torneadas.

E todo acontecido era motivo pra colocar as mãos em concha na boca e vaiar degradar, ‘uh-uuuuu!... ruindade!!’ ‘pé torto, ahahahah!!...’ ‘perna de paaaau!!’ “babaca!!’ ‘jogador bichado!!’ ‘vendiiiido!!’ ‘corre pra nem chegar, preguiçoso!!’ ‘deitaaado!!’ ‘varzeeeano!...’ ‘reclama com a mãaaae!’ Todo instante e a cada lance jogada davam outros mais motivos para soltar os ralhos, impropérios, calúnias, palavras robustas, palavrões, apóstrofes, epítetos. Sem deixar de saber e já sabendo que ao final um time vai ganhar e outro sairá perdedor cabisbaixo e derrotado. E iras deboches feiquenius atoardas boatos rumores bastidores notícias falsas. Ao cabo 1 torcida exultará e outra murchará com o rabinho entre as pernas. Coisas do futebol: como diria a voz da resenha e que é este esporte mundial mais amado do mundo do cosmos universal.

            - Pede pra saiiiir... seu picareeeta!... - berro dos torcedores em geral quando alguém, geralmente o adversário, cavava simulava uma falta e o árbitro ignorava.

            Outro tipo de ambiente, outras pessoas, outros valores, outro campo, outros jogos, outras cabeças, outros pedestres, outro mundo, outros pensamentos, outra gente, outras manias, outras gírias, outra moeda, outra raça, outras jogadas, outro escarificar arranhar, outro entenebrecer turbar, outros chiados rechiantes, outro atufar entulhar.

            E o narrador da Indaiá fm, Brado Barururu (nem escondia sua origem humilde e recontava as histórias ouvidas do seu avô paterno o senhor Zé da Azêmola, e que este fora um recoveiro transportava mercadorias com récua recovagem tropeiro de longos percursos indo de Vacaria até Sorocaba), esclarecia estudava assim a escalação das duas equipes escretes elencos e agremiações. E já começando pelos da casa os grenás: goleiro e capitão Gueledé Sarja, Nativo, Aninho, mais Gonçalouro, Videoquê, Tílburi, Tanatau, Pratel, Prazo-Dado e lá na frente muito mais atacantes, Zuzá e Zoró. Os do banco ou suplentes à disposição do treinador/professor/técnico seu Nem Chique-Nem Mique (paulista de Taubaté), os reservas Julavento, Parquete, Inhabento, Numbu, Cassino, Bujão, Esvurmar, Cabaz e Caroá. Do lado adversário ou como visitantes os verdes, com o goleiro Sapudo e os zagueiros Formeiro, Olharapo e Gabari, Euripo, Tananá (com a braçadeira de capita), Apurinã, Tucari, Caturra e lá na frente pescando os artilheiros Náutico e Hangar. Sem deixar de mencionar o comandante e cabeça técnica o senhor Mais Que Tudo (mato-grossense nascido em Acorizal), tendo ainda ao seu comando e disponíveis no banco, Pastiche e Guarupu e Desponte e Tiriba e Xocó e Habeas e Botijão e Bisnaga e Cabeça-de-Prego e Escama-Prego (estes irmãos de sangue).

Quanto à comunicação do jogo em si, o seu Brado tinha com ele na cabine e preferencialmente comumentemente o apoio ou comentários notórios especiais abalizados do seu Pacamã Abatinguara Boléu (uns diziam comentador, em tom de desprezo e crítica e menoscabo e jocosamente). O repórter de campo era o jovem estagiário Abadá Desluzido Euortesia Postigo, com grande futuro pela frente no ofício e na profissão. E no plantão lá nos estúdios desta rádio difusora Indaiá fm, a também locutora senhora Atalaia Tauoca Isóbata (voz doce e docinha açucarada suave leve cantante sem nunca jamais acerba ácida ou sem sabor salgada insossa), para as notícias e informações de urgência e última hora no que se refere ao esporte em geral aqui na cidade no Estado no país e no mundo e mais além dele se for o caso. E comunicavam soltando o verbo assim, já desde ontem olhando para (preposição com relação de direção) o cenário do espetáculo, e abrindo as aspas para os ouvidos do povo espalhado no mundão sem porteira sem nacionalidade com ou sem identidade para com as duas recreativas:

            “...hã!, e a pelota está quicando rolando... minha gente!... e vamos com ela assim enovelada... e agora é o Nativo que a domina... passa de um pé ao outro com chamego... e repentinamente aciona o Tanatau pela meia-esquerda...  que lindo que estopa!... mas daí a bola é desperdiçada em lateral para os verdes... e quem é que está comprando e quem está vendendo garrafas, meu caro Pacamã, me diga comente e nem nos esconda nada...” “...nem escondo nada e de jeito maneira, meu guru Brado, nosso brado de jornadas esportivas futebolísticas... aqui a rádio Indaiá fm, prefixo dial 198,2 e num oferecimento das lojas Sesquiáltera, série de lojas da capital que vendem tudo relacionado com música instrumentos musicais de primeira ordem e qualidaaaade!... e em se tratando do jogo meu insolúvel senhor Brado, estamos assim num banho-maria, nenhum dos times querendo ir pra cima do outro e acho que estão com receio um medinho de princípio, e falei tá dito!... num patrocínio efetivo da revendedora de produtos para construção, Antemuro/Barbacã, uma loja confiáaaavel...” “...exatamente e prosseguindo... e é o que também estou vendo, seu Pacamã... e quem desce agora pelo lado direito em direção ao ataque dos grenás é o lateral Tucari, e ele domina a bola, pensa e volta a gorduchinha para o zagueiro o sestro Caturra... este fica apertado por uma investida de Videoquê e dá um chutão pro campo contrário... num oferecimento da mineradora Alcance-Realce esse a... e no campo de ataque a preciosa está rolando entre os pés de Prazo-Dado e este passa para Nativo e este imediatamente quer fazer um lançamento... 40 metros até... sensacional!... Aninho mata a bola no peito... agora vai... será?!... Aninho cruza na grande área verde... passa por todo mundo vai sair em outro lateral... chega a tempo Formeiro que recua para o arqueiro Olharapo... que que tem até aqui, seu Pacamã?, estamos indo ou vindo?!...” “...pois o jogo definitivamente está amarrado com nó górdio e quem desata ou corta, hein?!, quem... somente o escritório contábil Irerê, cito à rua Pátulo em o bairro Emboaba... que eu já acho e nem tenho por que nem dizer logo, que os dois técnicos vão ter muito trabalho no intervalo do jogo em o vestiário... e o negócio é encontrar uma solução que me parece estar distante para ambas as equipes... num oferecimento de pneus Guaco-do-Quintal, pneumáticos novos recapeados reutilizados reciclados e muito mais baratos que na concorrência... e o nosso repórter no gramado, que tem a nos adiantar, vai daí, jovem Abadá...” “...e digo com convicção que os treinadores e suas comissões técnicas estão... eu diria, se bicando... pelo menos até agora só no papo de longa distância e meio sem muito ênfase é verdade, caros colegas e ouvintes... num oferecimento das prestigiosas lojas Sertão, o magazine da fa-míiiii-lia... e os supermercados Redouça cia limitada, tudo do bom e barato!...”

            Os protagonistas pentatônicos estavam sentindo, e cada um a seu modo particular e exclusivo e íntimo, o correr tenso do jogo. E convocando os poderes celestiais celestes obséquios da trindade das estrelas dos astros planetas as harmonias do céu. Ora debatendo argumentos ora soltando um uivo ora um chute na cadeira depois umas palavras de apreensão (superstições misticismo gestos símbolos místicos) ainda uns resmungos (acerca do ocultismo trevo de 4 folhas benefício e beneficiado) e mais umas frases de efeito retardado, tipo assim como quem quer dizer e nem sabe o quê:

            - Se araçazeiro desse pitangas seria pitangueira! - externava o Talamocelo (nosso conhecido Tácito), sujeito aprendiz de violeiro viola sertaneja e mais como passatempo das horas ociosas vagas sem ter o que mais fazer ócio.

            - Ovelha nem é pra mato! - já dizia o Tintinábulo, tocador de viola de braço (este instrumento de arco e cordas friccionáveis) e sem botar ela debaixo do braço.

            - Se? Se minha mãe fosse virgem eu ainda estaria balançando! - tirou o conhecido sujeito Filhodesanto, violeiro concertista da orquestra filarmônica Cochambrança do Cocama, afinando e tocando viola pomposa.

            - Eu já vi este filme! - ajustou e tirou da cachola o dileto torcedor grená o Fibrocimento, excelente e exímio tocador de viola de arame. - Que foi falso rebate, é!

            - Oie!... A chuva cai em pé e corre deitado ou corre deitada depois de cair no pé?! - bradou e todo esbravejador o seu beltrano Arquifonema, apaixonado por viola caipira e que toca legal toca otimamente bem e aprendeu tudo de ouvido oitiva.

            Menos de 100 policiais fazendo faziam a segurança do espetáculo, dentro e fora da arena. Um quinto dos torcedores passavam dos 70 anos. Um sétimo dos torcedores eram de menor idade. Um quarto do público era feminino. A pesquisa relacionou que 82% oitenta e dois por cento ou oitenta e duas por cento são mulheres que trabalhavam fora. Um percentual baixíssimo, 0,001%, entendia de vinhos eram comprovadamente enófilos. Mais ou menos um terço dos torcedores grenás ficaram atocaiados atrás e perto da goleira norte. Antes dos artilheiros iniciarem a jornada, quiçá goleada, os fiéis e fãs entoavam cantos já conhecidos e de longa data. E a bola rolando, gente minha gente!

            Outros tipos de fanáticos, outros outras coatos constrangidos coagidas, outras perguntas consultas, outros ditames, outros percucientes perspicazes, outras acaçapadas agachadas, outros outras aforrados disfarçadas, outro credo, outra via viatura.

            “...e eu estou olhando e vos falando... o estopim já vai aceso e faz tempo, meus ouvintes desta rádio Indaiá fm, a mais ouvida do Estado... num oferecimento da casa Tani, lojas das mais especialistas em cordas e cordames e sogas... e vale taça!, se infiltrando pelo meio-campo meia-cancha o Gonçalouro... e que toca com o pé direito e vai empurrando a pelota... ei!, peraí... ele dribla um dois três... enfileirando... chuta forte da entrada da grande área!... e a bola, uuuuuuh!... paaaaassa raspaaaando o traaaaaveeeessão!... minha nossa senhora da Conceição... que veneno! que venenoso!, esse é cobra... numa oferta das lojas de ferragens para jardins a barateira Chabuco... fala você meu atleta das palavras, Pacamã...” “...falarei direi hablarei, meu atleta da narração esportiva e o melhor deste e de todos os rincões... e digo que a partida está melhorando já neste finalzinho finalmente que resta de primeiro tempo... e para mim nem restaram senão vagos reflexos... num apoio sempre presente nas nossas transmissões do xarope de mel e agrião Tatucaua, Tatucaua é muito bom obrigado para aliviar a tosse a rouquidão a bronquite o catarro o rã-rã-rã-rã-ruuuu!... da garganta arranhada da garganta seca... e vai um abraço para os ouvintes as ouvintes de Santa Cruz do Rio Pardo e Ourinhos e mais Seabra e Presidente Vargas e Lafaiete Coutinho e Barrinha... sempre ligados nas nossas jornadas esportivas... com você e contigo, meu ótimo vozeirão amigão, Brado!...” “...e muito obrigado pela deixa... que a redondinha está indo de pé em pé por obrigação e daqui pra lá... agora com Pratel e Pratel perde a bola... de lá pra cá... foi só eu falar... conferindo, e quem deu de ladrão foi exatamente o lateral esquerdo verde, Tananá... e que passa de letra... de leeetraaaa!, ahahahah!... para o companheiro de time o Gabari, e este evolui para o ataque... está procurando para quem passar... laranja amarela canela cor de caramelo!... e procura que procura... este clássico é pago e sua transmissão é possível graças aos auspícios de os chocolates Muiá de a empresa Cota-Parte, onde seu quinhão sai ganhando... e lá cabeceia pra dentro da área o Euripo, que serviu pro Apurinã... este vai à linha de fundo pela direita e cruza... quem está na área?, o cabeceio de Hangar... para fooora, pra fooora!... infelizmente já desperdiçando um lance uma jogada i-na-cre-di-tá-vel!!!... do colega o lateral Apurinã... que coisa meu caro Pacamã... diga logo antes que eu fique atônito espantado e mais um pouco...” “...e digo sim e digo mais e digo que a jogada só nem foi um golaço por mero acaso e mera displicência do atacante Hangar, que devia deveria ter deixado para o Náutico, este que vinha embalado e de frente para o gol... num o-fe-re-ci-men-to... da farmácia Suiriri, a farmácia da Dona, com remédios e produtos de beleza dos melhores no mercado e marcas, agora mesmo lançando o produto Bucaré, produto que mede os tubos capilares capilarímetro, produto vindo da Amazônia Legal e que trata e fortalece seus cabelos seja homem ou mulher, tudo isso na farmácia da Dona... e vai contigo seu Brado...” “...e vem e vai que eu tenho lembrado e me veio à mente, e vou acrescentar a isso que você falou, hein?!, meu amigo Pacamã, a farmácia da Dona ainda tem para oferecer e à disposição disponível aos seus amados clientes a famosa e fácil de usar fórmula da ecgonina, esta para quando você precisa baixar a adrenalina, que é o caso desse jogo truncado pelejado atabalhoado... lá vai correndo com a gorduchinha a mais nem poder o Caturra... que passa acelerado para Olharapo... e pisa na bola com a direita e rola a pelota com a canhota... e vai e fica... e perde a bola para o grená Tílburi... que aciona o meia Tanatau... numa colaboração da lancheria Juati com doces e salgados e de atendimento a domicílio delívere com motos próprias e sempre prestativa nos atendendo a nós da rádio Indaiá fm com a máxima atenção e carinho, obrigado lancheria Juati... e já por ocasião e se for o caso e sem esquecer os nossos ouvintes assíduos de Camitar e Chavantes e Bernardino de Campos e Ipaussu e Souto Soares e, por último e nem menos que importa importantíssimo, os cidadãos e cidadãs de São Pedro do Turvo e Manoel Vitorino e Dumont... aquele abraço do Brado e do pessoal da rádio Indaiáaaa fm!...” “...e aquele abraço de 4 costado do Pacamã, seu criado, e fique conosco que aqui na Indaiá fm você é e está em primeiro lugar... num oferecimento da carniçaria e açougue J. J. Chabó, onde sua carne de churrasco é bem vista é bem tratada é bem cortada é bem vermelha de fresca... e aproveitem as ofertas de natal, meus clientes... e somando um abraço e quiçá um beijo respeitoso para as gentes de Alvinlândia e Óleo e mais ainda para os atentos ouvidos ouvintes do distrito de Areia Branca em Ubirajara... e vai que é tua, Braaaa-do!...” “...e com certeza, com justiça e com verdade verdadeira... vai nos informar de algo, seu Abadá?, e prossiga, meu colega afamado...” “...e o caso ou o quid da questão o ponto difícil é que o zagueiro verde, o Gabari, está sendo atendido aqui à beira do campo... foi num choque com o atacante Zuzá... tá recebendo na coxa direita o produto esprei milagroso do massagista Justafluvial... mas parece que nada de grave ou que inspire maiores cuidados... qualquer novidade eu explico melhor e com requintes de adjetivos e ou detalhes, meus simpáticos colegas... porque os gols as vitórias os troféus são degraus rumo subindo ao alto da glória!, num oferecimento dos cadernos Libretos, com fábricas grandes e modernas em Planaltino e Encruzilhada do Sul mais Pontal e Jaboticabal... nem o máximo nem o mínimo e a conta fecha!...”

            Nem só e somente de gols vive e sobrevive o futebol, esporte de bilhões. E sim mais de passes escanteios cobranças de falta e cruzamentos na área chutes de média e longa distância na trave alto longe rebotes dribles espetaculares geniais ataques defesas espalmadas gigantescas de goleiros voadores gingadas camas de gato e chapéus dribles da vaca meias-luas rolinho caneta pedaladas lençóis janelinhas e outros mais similares compostos fantasiosos ou comuns hilários constrangedores vexatórios. E os pisantes pés, pois que os pés são importantíssimos e fundamentais básicos. E pés 44 e de tudo e um tanto de todo jeito. Pé que nem vai faltar como ferramenta de trabalho (pé é oxítona paroxítona proparoxítona, ou monossílabo tônico?) e pé de pato, pé de moleque, pé de poeira, pé-de-garrafa, pé de alferes, pé de cabra, pé de chumbo pé de apoio pé de vento. Nem faltam pés para tanto jogo tanta correria tantos golaços ‘aço! aço!...’, ideara planeara executara finalizara delirara, de acordo com o regimento interno número 5:

            - Oi, meu! Faltam cinco minutinhos para o intervalo, sem os acréscimos. Vamos descer ao túnel e tirar água do joelho, hein?! Quero comprar também mais ração para os ossos, gente! - confabulou o mindinho, ainda acreditando piamente no time na equipe e que iriam levantar o troféu o caneco a taça a espinha dorsal o queixo.

            - Ah, é! Também concordo e vamos lá antes que a multidão montão acumulação faça o mesmo e em seguida na sequência - reparou o polegar ou positivo e reconhecendo intimamente quê: se se nem vence em casa diante de sua torcida nos seus domínios no seu próprio estádio, muito menos fora no estrangeiro ou campo adverso.

            - Hum... tá! Esticar as pernas faz bem e eu aprecio, senhores! - concordou fácil o seu vizinho, o quarto na fila indiana dum total de cinco os tais e quais 5 penta.

            - Uaaaaau!... Se hoje é o dia d nem sei. E que D faça o que achar melhor e quiser. Que eu tenha o que Ele quiser e me premiar - contou o indicativo ou fura-bolos, acertando com a ideia um ponto difícil e o cerne centro da questão o busílis.

            - Vê, né!... Já me convenci e estou convencido convicto de convicção que iremos sair em festa festejando fazendo passeata carreata um carnaval fora de época micareta, é. - era dito pelo pai de todos, sempre pensativo ou reflexivo ou caladão ou sossegadão.

            Outro releixo coleante, outra rota, outra presilha, outra bucólica, outras paliçada palanca, outros adustivo adurente, outro estalido, outro parapeito, outro duplamente bloqueado, outra hora por hora, outra peripécia, outros executar noviciar, outra tranqueira, outra outro toada toar, outro interlocutor, outro antagonista, outro diálogo, outra ironia, outras lhana lhaneza candura sinceridade, outro fruto avelado velho seco.

            “...e com o intervalo circulando aí e dando um tempinho no banheiro ou comprando um algo mais no barzinho... nós aqui na locução falação e nos comentários vamos seguindo com a ca-ra-va-na!... meu parceirão de jornada, seu Pacamã, é contigo mesmo...” “...e eu mato no peito e vou em frente vamos lá, num oferecimento do tônico Ácero, o tônico mais eficaz (sem antenas ou chifres) e que vocês encontram na farmácia da Dona, e tenho dito... pois quanto ao jogo em si, temos que acrescentar que está definitivamente... está pra lá de morno... está mesmo insofrível insuportável intragável intolerável e pronto, falei... como já dizia um velho amigo meu, e que D o tenha na santa paz do alto céu azul, o jogo está hor-rí-vel hor-ro-ro-so ter-rí-vel e por que nem hor-ror-rí-vel?!... e assim sou o tal sincerão meio ou tanto quanto indigesto... e é com você dona Atalaia e prossegue daí dos estúdios da Indaiá fm...” “...e prossigo as mais das vezes... e com o muito obrigada meus amigos de jornada esportiva... numa gentilíssima oferta do banco popular e poupador Descortino... e já aproveitando o momento de parada no jogo para enviar aquele abraço afetivo amigável para os nossos pacíficos ouvintes que repercutem nosso trabalho e dial... estou hablando do povo de Espírito Santo do Turvo e Cabrália Paulista e Lençóis e Domingos Martins e Vila Velha e Serra e Pitangueiras e Jardinópolis... o que também me faz lembrar um recado um parecer um adendo ao programa e que tem a ver com alta tecnologia empregada nos esportes em geral, ou seja, amigas e amigos do esporte de alto rendimento... a nova moda novidade novidadeira da tecnologia digital é que se pode se deve e podemos e estão podendo fazer uso dela para uma gestão integrada de informação... o que isto quer dizer e significa é que todas as áreas do conhecimento vão e estão agregando para um entendimento melhor de como recuperar atletas e fazê-los render mais e melhor... e assim, para os atletas que querem atingir a alta performance o ápice de suas carreiras o topo da pirâmide, o trabalhado será terá de ser planejado e executado de maneira mais inteligente e eficaz... sem desperdício de informação e de tempo: treinamento dedicação excelência foco resultado... e, ufa!, ...peço desculpas e por favor pelo discurso pedante, mas é para informar por completo que estamos aqui e para isto mesmo, hem?!... que achou do discurso o grande narrador das tardes domingueiras, prossiga, seu Brado?!...” “...e nem só concordo como assino embaixo tudo o que você disse e acho relevante... os atletas devem aprender por injunção imposição pressão exigência evidente e natural normal... acho sim, tenho certeza que nossos ouvintes entenderam o recado e gostaram da informação... num patrocínio das tintas Capicua, com incrível variedade de cores e excelente qualidade e alto rendimento em qualquer superfície... sem esquecer de mandar um abraço forte de quebrar costelas para os ouvintes as admiradoras de Águas de Santa Bárbara e Paulistânia e Agudos e Lucianópolis e Iramaia... e também em seguida, como sói acontecer, aos admiradores de Ibipeba e Bonito-ba e Vargem Grande (um município do Estado do ma e sua população neste 2049 beira os 56 511 habitantes - fonte: ibge)”

            O quarto árbitro seu Corixo, em a beira do gramado e segurando exibindo umas plaquetas luminosas tecnológicas, anunciava algumas modificações para ambas as equipes neste começo reinício de jogo e segundo tempo etapa complementar. Tanto os grenás (agremiação da casa) como os verdes, estavam imbuídos desse espírito de decisão e o tal ditado comum e popular, ‘ou vai ou racha!’ e outro, ‘é vencer ou vencer!’ ‘vamo que vamo!’ ‘D está do nosso lado!’ ‘é tudo ou nada!’ E que o fazer e refazer e desfazer e prazer, e o que se muda e transmuda e permuta e bermuda! Refilo corte fino.

            - Caros!... Vamos pra cima tiiiimeeee!... - berrou cinco vezes iguais e repetidas o Tintinábulo, beijando o santinho a imagem ilustrada de a Santa da Boa Vitória.

            - Amigos!... Nem podemos ficar no ‘ora veja!’ ou ‘se D quiser!’ e mais uma e outra vez, santa da minha sorte - se ouviu longe os gritos desabafo de Filhodesanto, se misturando às vozes vozerio vozeio e ritmos batuque que vinham da arquibancada.

            - Cambada!... Tomara que a gente abra logo uns dois gols logo no começo que é pra nem ficar roendo as unhas demasiado, né, galera?! - torcia mais que nunca que sempre, o nosso penta Arquifonema. - São nestes jogos que se revelam os heróis!...

            - Nutridos garbosos e sãos e salvos!... Que que vou dizer pros meus netinhos, seus tratantes - anunciava o Talamocelo, se dirigindo displicentemente e à distância aos jogadores do time lá embaixo no gramado correndo atrás da lua nova lua cheia.

            - Compadres!... São coisas do universo futebolístico, meus agregados torcedores deste time que nem há de nos deixar na mão e a ver navios - quase implorava e bem que gesticulava o fanático Fibrocimento, rádio de pilha (o radinho comum e básico que se vê em estádio de futebol ou com o celular mesmo) colado no ouvido.

            Isso parece D, aresta fisga frincha fenda rachadura ou nesga pedaço retalho de chão de mar de nuvem. Isso parece D, açular provocar excitar. Mas é Ele mesmo, gente!

            Outras cordas de sedenho crina, outra senda, outra ação delongada, outro ricochete, outro tropel, outra casamata, outra ordem precípite, outro mirante, outro meio a meio, outro desafogo, outro quadrante, outros joeirar sengar, outro ato, outra fronte.

            “...e me deixem ver!... o tempo vai e bem capaz e absorvendo deglutindo engolindo tragando os segundos os minutos... e a pelota está rolando de pé em pé ou de espingarda em espingarda... com o Desponte já lançando para o campo do ataque... e perto da grande área dos grenás ele fica preso na marcação, recua a bola até o meio de campo... quem pega a bexiga com carinho de papai é o meia Pastiche... e passa rapidinho para Guarupu... lá vão os verdes pela esquerda em profundidade... que coisa dramática, gente desatenta!... Pastiche cruza para o cabeceio de Tananá... mas antes a zaga grená, Aninho, ele mesmo, alivia para a lateral... lembrando que chegamos até você graças ao apoio do banco Descortino, que sempre tem ótimas dicas para o seu dinheiro render mais e melhor... proteja seu futuro e das pessoas que você ama aproveitando os financiamentos do banco Descortino, sempre uma agência perto pertinho de você... é preciso necessário estar preparado, banco Des-cor-ti-no!! ...e atenção, o passe é bom... vai, Pratel... epa!... é falta perto da grande área e é pe-ri-goooo-sa!... meu comentarista das multidões, seu Pacamã” “...e é mesmo perigosa, seu Brado... a falta é pró-grenás e foi cometida pelo zagueiro o infrator verde, o Guarupu, que acabou de entrar na partida vindo diretamente do banco de suplentes... com a colaboração, e esta bem precisa e melhor, da farmácia da Dona, onde o povo pode procurar o seu xampu o seu desodorante o seu creme de barbear a sua lâmina de barbear ou depilar... enfim, um cem número de produtos em oferta na farmácia da... Dona, meu narrador titular da Indaiá fm... vai nessa que a falta é mesmo rente da grande área com perigo de gol!” “...e antes que Videoquê bata a falta, você ouvinte... você mesmo... corra lá nas lojas Enleios & Cócegas, e tem uma loja em cada cidade deste Estado que amamos, e adquira a peça para seu carro ou moto ou caminhão, de quaisquer marcas de motores, te recomendo e quem fala assim é o degas!, e com preço... ó, daqui, sen-sa-ci-o-nal!... o arbitro seu Iriribá Quejando vai autorizar já e imediatamente... ei!, peraí... tá trocando de batedor de falta... agora quem vai pro chute é Parquete, outro que entrou recém e agorita no mas...” “...e dizem que esse nosso grande jogador Parquete veio lá do norte do Amazonas e da beira do rio Aiari... que devia comer sempre um bom peixe pescado na hora, né!...” “...e assim está esclarecido então com os esclarecimentos dos comentários esclarecedores claros de Pacamã... vamos à cobrança... o árbitro baixará o braço e apitará... Parquete autorizado devidamente liberado... correu pra bola... com a destra com a sinistra... que momeeeeento!... Parquete posicionado e atento... postura de pé direito à frente, mãos na cintura, olhando a goleira adversária a posição do goleiro Sapudo... uma distância boa e razoável de uns 30 a 35 metros... solamente aguardando o apitar do juiz... e além disso e aliás o árbitro sorrindo... e Parquete já imaginando o chute o golpe o petardo na gorduchinha... autorizaaaado!... lá vai Par-que-te!... chuta firme chuta ousado forte... um míssil um torpedo um bazucaço um canhonaço... uaaaauu!... abolapassaraspandootravessãaaao!!... inacreditável que essa bola nem tenha entrado... zuuuiiiiiimm!... uma pedra pedrada sibilando, zuuiiiim!... assoviando, zuuiiiiim!... esfuziante que esfuzioooouuuu, zu-zu-ziiiiimm!... e me conta essa me desconta outra... saindo pela tangente riscando a baliza adversária e pegando lá no fundo as placas ou painéis de led publicitárias... o Parquete está até agora com as mãos na cabeça atônito nem acreditando... e guardou seus impropérios, caso tenha lembrado de alguns, para a próxima investida a próxima oportunidade, im-pres-si-o-nan-te!... num oferecimento da fornecedora de internet Irmãos Camapu, que oferece um plano imperdível, 700 megas por apenas 200 reais mensais num contrato de 1 ano, instalação grátis, serviço de pronto atendimento e para seu lazer seu desfrute no conforto deleite do seu lar doce lar casa ou apartamento e condomínio e empresa... internet veloz de velocidade velocíssima... ligue agora ligue já para o número ou venha até nossa loja na avenida Placidina de Araújo, bairro Abafeira...” “...e lembrando nossos amigos e irmãs de Santa Leopoldina e Viana e Fundão e Aracruz mais os sempre amigaços ouvintes de Boa Vista das Missões e Ibiraçu e Barra do Mendes, que total todos nos acompanham pelas ondas da rádio Indaiá fm, esta abrangendo nem só toda a região sul do país mas além e aquém... e antes que você esqueça, corra lá no armazém do seu Calundu e faça o rancho pra sua casa sua família e verifique em loco a variedade a quantidade e os baixos preços e com descontos de 60 por cento... taí a dica do armazém do Calundu... e é com você dona do plantão, dona Atalaia!...” “...e é assim mesmo, seu Pacamã... sempre lembrando nossos fanáticos grenadinos grenadenses e ou mutuenses, que para ser sócio torcedor e colaborador do seu Clube Esportivo Crista-de-Mutum, você deve adquirir o boleto ou carne nas lojas autorizadas e pagar religiosamente mensalmente... e você que já é associado e gosta de colaborar com o seu clube do coração, nem deixe pra amanhã e já pague em dia, pois assim o clube também pode quitar suas dívidas e compromissos e contratar grandes jogadores e se manter ir se mantendo entre os melhores e mais jogueiros do país, obrigada!, em nome da diretoria grenadina... ainda lembrando que se distribuem prêmios brindes personalizados inhapas presentes kites sorteados bem bonitos entre os que adiantam sua parcela... e nem se esqueçam, quanto mais melhor!...”

            - Meus cinco troféus! Pouco a pouco, passo a passo e comendo devagarzinho pelas beiradas - já deixa dito o pai de todos, fazendo figa e o sinal da cruz abascanto apotropeico afastando de qualquer jeito os possíveis malefícios.

            - Minhas cinco sortes! Oito ou oitenta, total 88! - coloca com propriedade o mindinho, calculador multiplicador fanático grená e muito assaz bastante harto.

            - Meus cinco prêmios! Retroceder pra pegar impulso velocidade pro voo - debatia o polegar/positivo, que exclama suplica exorta e se agrava se entorta se tortura.

            - Minhas cinco taças! Pro fundo pra baixo e cavando - conversava o seu vizinho anelar, dos penta o mais complexo pois que vago nebuloso obtuso intocável vertiginoso.

            - Meus cinco títulos! Com um passo atrás e 2 ou 3 mais pra frente - pensamento racional do indicativo fura-bolos, sempre na ponta do lápis para render dinheiro numo parnau jimbo cheta pilim unto roço gadé parrolo baguines conques marco cobres.

            Outros tantos estudos, outro arraial, outra profecia, outros janeiro fevereiro, outro alvorecer, outra expedição, outro subúrbio, outra senha, outros mulher homem neném, outra acendalha, outro palco resplendor, outros topo tope, outro anfiteatro.

            “...e o nosso grená Aninho... nós torcemos descaradamente... cruza na área adversária... quem corta de cabeça é Tucari... a bola sobra aí pela meia-lua da área grande com Formeiro, que logo se livra dela e passa uma esticada estilingada... tenta passar ao ataque mas Tílburi entra rachando e joga a bola pra lateral... e uma e outra vez temos dito dizendo repetindo... e é bom adequado afirmar reafirmando... até por uma questão importante e humanitária e de utilidade pública, que a farmácia da Dona atende diariamente todos os dias de segunda a segunda e 25h por dia... corre lá, meu irmão minha irmã de paraíso na terra... e olhe aí, que o Apurinã tá querendo cavar um pênalti, meu!... essa nem brincando, né, cai-cai!... que bolaça do Inhabento para o Julavento, na cabeça da área grande... peraí, que que há e está havendo, meu garotinho... perdeu a pelota e assim sem pé nem cabeça... nem passou e nem chutou, meio-termo... nem posso crer, meu amigo Pacamã... me diga algo de bom e pra esquecer este mau petardo!...” “...e digo ademais e afirmo aos nossos ouvintes, e que se manifestam nas redes sociais e mais e mais nos mandam recados pelo chate e etc., essa gente boa de Santo Augusto e Condor e Barra Funda e São Pedro das Missões (que sua história está ligada às missões jesuíticas, né, gente!) e Coronel Bicaco e Muniz Ferreira e Linhares e Vila Valério... com apoio do hotel/fazenda de propriedade da família Ânfora Dípterix, onde o pernoite e o passeio a cavalo custam menos que você pensa... oi?!... quem fala?!... está chamando meu caro repórter de campo, fala e nem esconda nada, seu Abadá...” “...e jamé jamais deixaria de informar os nossos ouvintes... e o negócio é o seguinte, dois pontos... o caso casual é que o goleiro grená Gueledé pediu um minutinho para trocar as chuteiras... e parece alegar que as travas estão se rompendo, meus colegas e amigos e ouvintes da rádio Indaiá fm... num apoio incondicional da loja tradicionalista Ebúrneo... tudo da indumentária gaúcha e campeira você encontra lá... então, vai lá, se pilche, gaúcho e gaúcha de todas as glebas!!... mutcha categoria, meu!” “...e incrível boa meu chapa e colega Abadá... aqui a peleia já vai pros finalmente... daqui um nada estará pelada a coruja, meus caros e caras... será que teremos penalidades máximas para decidir o duelo de titãs? ...quem sabe e quem saberá! ...e Prazo-Dado acaba de dar um paninho no seu adversário Náutico... e este mesmo por vingança e despeito lhe aplica um carrinho pe-ri-go-sís-si-mo... que o juiz interrompe a jogada para dar uma falta... e olhe, pode sair um cartão aí... que que tu achas meu racional Pacamã...” “...e é claro que vai sair um vermelho ou pelo menos um amarelinho, que a falta foi por trás e perigosa... o fervo ferver sobe a níveis incontidos inconvenientes... e parece que vai até o var... pela repetição aqui no monitor da tevê... é, foi um golpe duro criminoso... vamos esperar... enquanto isso temos de mandar um abraço sem pestanejar sem perguntas mas com afeto carinho mimos e de repente até rola uns beijos respeitosos... para os seguidores(as) de Novo Barreiro (e seus 8 mil e quatrocentos habitantes, contando) e Sarandi e São José das Missões e Santa Bárbara do Sul e Dois Irmãos das Missões e sem esquecer os ouvintes assíduos de Laje e Dom Macedo Costa e Matões do Norte e Coroatá... sempre com o prestígio dos materiais de escritório Angapanga-Bicuibaçu, marca prestigiosa de louvor e de alta qualidade e durabilidade que você encontra em todas as lojas especializadas do ramo... e taí, nem falei... vermelhou pro lado do seu Náutico e os verdes vão sentir sua falta... nem é, seu Brado...” “...e decerto que é, meu colega Pacamã... e nem podia ser diferente... a gente viu e reviu na tela e o pessoal da arquibancada viu no telão, que foi falta pra cartão vermelho e está bem dado... e que o jogador vai fazer falta no decorrer da partida, ah!, isso vai... vai mesmo... e mais ainda o que só você viu, meu jovem Abadá, diga aí!...” “...e eu vi que o treinador dos verdes, seu Mais Que Tudo, ficou uma arara com o árbitro, e claro alegando que foi roubado... e aquilo tudo que vem depois do primeiro palavrão... enfim...” “...e para cima por sobre o todo... do difícil que é apitar um clássico com tamanha rivalidade... o jogo prossegue e seguem com os verdes no ataque... bola pra cá e a pelota pra lá... Parquete dribla espetacularmente seu oponente o Hangar... e avança adentrando pela grande área a dentro... minha nossa, minha nossa!... chuta com raiva... e cococoririricóooo!... goooooloooo!... olha a maaaassa pulando nas arquibancaaaadas... o povo grená está delirando pulando pisoteando agitando... nem acreditando... cococoririricóooo!... goooooloooo!... o gol do tíiiiituuuuulooooo!... o gol do campeonato!... o gol da vida!... o tento da vitória!... o gol da eternidade grená!... e meus parabéns congratulações felicitações!... olha olha quem foi!... e quem deu o ar da graça!... ele, Par-queeeee-te!!... sempre ele!... o deus dos grenadinos!... e que esperavam por isso desde muito tempo!... diga mais, seu Pacamã... que eu mesmo estou su-fo-can-do sufocado!...” “...já te digo e redigo que foi o gol... e já nos acréscimos e nem há mais tempo hábil para os verdes empatarem... e assim espero... um gol para selar um título muito aguardado, ex-tra-or-di-ná-ri-o!!... a emoção tomou conta de todos nós e do planeta inteiro, embora sem intimidade... vai e diga o que você viu ali embaixo, Abadá...” “...e eu vi que os suplentes a comissão técnica os dirigentes... e todo mundo que deve estar aí que está aí e os que nem deveriam... invadiram o campo para abraçar comemorar com a rapaziada com o artilheiro o craque Parquete!... minha mãezinha que está em casa, meu, nem a-cre-di-to!... considero Parquete craque, considero-o craque... enxurrada enchente de torcedores descendo/subindo loucura pelas arquibancadas... e D é greeeee-náaaaa!”

            - Agora é possível!... Greeeee!... greeeee!... greeeee... náaaaa!...

            - Mais pra lá que pra cá!... Nem batas nos animais, nem lhes bata, eu peço!...

            - Oi!... Mais tranquilo que sempre! Dependo de D, e dependo dEle!...

            - É assim o panorama dos camarotes e cadeiras! É assim o panorama da terra e do mar! Quer mesmo saber?! Gosto de festas, eis as festas de que mais gosto!...

            - A pelota me obedece, e ela obedece a mim! É ótimo e continua sendo ótimo!

            O que for, velho! Desejos intensos anelos aspirações. Um espantoso espantado estridular bradar inquirir gritar piar. Algo que ocorre de repente repentinamente crebro amiudado amiudadamente frequente com frequência. O que for!

            D apelida e convoca pra oração, isto durante um certo número período de horas, e cessa a boa densa labuta os trabalhos obras a natureza toda e diz com estas palavras: inanidade inane inutilidade futilidade. Mas teve que se deter um instante e reconsiderar: trasgo travesso traquinas. Também criticou e desdisse: refegar enrugar encarquilhar.

            O autor do gol decisivo o gol da vitória e do título tão sonhado, e veio o penta finalmente e por fim, foi o herói Parquete. Um semideus divino indígete santo mortal divinizado fenômeno cracaço de bola. Do que o garoto mais gostava era jogar futebol! O ídolo do momento passará por alta e merecida idolatria. Será colocado no panteão dos campeões eternos e sua foto na galeria de troféus do Clube Esportivo Crista-de-Mutum. Seu herói heroico o gênio da bola mais os heróis da conquista jamais e mais jamais jamé serão esquecidos pelos torcedores grenás e especialmente pelos penta os cinco dedos (e que unidos formam um punho punhado de garra e gana e raça e figa) mais fanáticos do clube do time. Um primor! Que emo incontrolável! Que emo intratável!

            Outro moto próprio, outro propalar, outra guarnição, outro morcegar, outro desfecho, outra escaiola, outro torvelinho, outra cimalha, outra véspera, outro cerro, outro âmbito, outro estilhaço, outras charneira dobradiça, outras antinomia contradição.

E em seguida de imediato logo após depois do final da partida, os penta saíram flutuando... soprados alevantados inflados inflamados pelo gol da vitória... Assistir ao time ser campeão e discutir a qualidade fazer resenha... E arribar e voar como pássaros e bem altos do chão, nas nuvens ou nuvens são, nuvarões... Asados sublimados!

            - Examinar averiguar esquadrinhar! Este é o melhor lugar, ar ar ar ar ar!...

            - Ressarcir indenizar compensar! Eu digo que é o melhor dos muuuundoooos!...

            - Escabujar espernear debater-se! A melhor sen-sa-ção do planeeeeeta!...

            - E tudo isto aquilo impressiona impressionante! Coruscar cintilar reluzir!

            - Vergar derrear dobrar-se! E eu me amo! E eu amo todo muuuundo!...

            Um 2 três 4 cinco... e partia começava recomeço neste instante sem cessar progressivamente sucessivamente ininterruptamente o mundo o mundo inteiro. A ideia inicial e partindo. O verbo inaugural e inaugurado inaugurando... E o mundo se fez e se faz, se identifica. E sim iniciava inicia agora neste instante momento marcante marcado e marcando assinalando aquele aqui importante dia e hora. Quando basta uma faísca pequena para detonar tudo. Quando a estrela apontou, passava passando já das 18h!

Que todo mundo começa na existência e tem seu aniversário. Rico (termo regente) em vantagens (termos regidos, complemento nominal). Convenhamos em que o valor desses gols é importante. Um dia de nascimento e o dia uma data igual para todos. Claro, se referindo ao dia que segue prossegue em sequência ao jogo jogado jogão jogaço e à vitória o triunfo a taça. Se inicia um novo ciclo e sensacional.

Se De Ele houver por sorte desenvolver estas habilidades e mais açoitar zimbrar golpear fustigar zurzir e desaire puntura vergasta verdasca vergalho, então adornará legitimará endossará coonestará o rio Samburá o rio Marerike a cachoeira da Jararaca a praia do Oitizeiro a praia Brejo Velho as localidades de Boa Esperança, Conceição da Barra, São Gabriel da Palha, São Mateus (mateenses) com lema: ‘trabalhar o presente, construir o futuro’. A meu alcance, nivelado achanado aplainado, percorrerei percorreremos toda cidade todos os lugares e muito de observar examinar perlustrar. E o sol a lua apetecidos limiar da porta coice da porta soleira coiceira, dominarão as mungubeiras e arcumãs e timbós-boticários e mututis que por sua vez desejam antojam ensejo as jacuaçus e guiramombucus e jacucacas e uiratatás ou saurás e guirapereás.

                                               E as horas que veem o dia,

                                               Derivou sossegado tranquilo

                                               Ensolarado quente dilatado solar,

                                               Por sua vez inexatas tropicais.

                                                                       #

 

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