terça-feira, 28 de outubro de 2025

A glória VIII

 

                                                           

 

            Se eu imagino se tu imaginas se você pode imaginar todos imaginam bem um mundo assim e conforme variável girândola sequências de falas fatos coisas objetos.

            O mundo é isso aí mesmo é assim como digo redigo condigno. O mar marzão a areia a praia fortes fortalezas e o que se vê se sente se prestigia. Sortimento sortidos da despensa variedade tipos diversos multiverso.

            Aqui onde moro nem passa grande riozão grande. Nem estrada de ferro carril carris trilhos dormentes trens locomotivas. Nem os mares marés arquipélago ilhas atóis arrecifes corsários piratas marinheiros estivadores porto píer cais trapiche estaleiro atracadouro os barcos conveses chatas catamarrãs iates navios transatlânticos companhia de navegação marítima lacustre fluvial alfândega. Nem estradas federais br-470 br-101 br-116... calafetos alcatroados alcatrão para pavimentos asfálticos (materiais betuminosos que vedam protegem frestas frinchas junturas) e carretas caminhões-baús bitrens locomóveis a vapor ou motor a explosão rodovias rodeiras de carros veredas carreiros as enormes pontes estaiadas viadutos passarelas. Nem aeroportos internacionais aeródromos pistas de pouso de aviões teco-tecos comerciais militares.

            Aqui mesmo passam efetivamente uns rios incidentais rios iniciais uns córregos arroios. Uma via estadual Buarque de Macedo e estrada de chão britada pista única de paralelepípedos despreocupada desatenta desinteressada desorganizada. Um lugar isolado pacífico escondido esquecido praticamente sem história e historiadores.

            Gabriela e Marília Gabi e Ilha são já duas gurias hoje 15 verões amigas/colegas de aula/vizinhas de rua. Desde o primeiro dia da criação foi assim é e assim será.

            E uma é assim mesmo como digo e a outra assado como afirmo idem. Nunca ou por pouco se separam. Estão por perto uma da outra e na mesma onda. Elas pedalavam andam de bíci na ciclovia filólogo Benjamin Franklin de Ramiz Galvão em o parque das Ânforas e conversando conversam confabulam trocam ideias bate-papo, dizem:

            - Olhe lá, hem!... Já entendi pedalar aprendi a andar de bicicleta e nunca se esquece nunca mais vou esquecer sempre terei na memória pedais pedalada.

            - Considero considere. Depois da bicicleta o próximo passo a próxima etapa é a motocicleta ou triciclo ou quadriciclo quem sabe jet ski.

            - Oi!... Vamos parar aí na sombra da araucária e tirar um autorretrato ou selfie.

            - Oie!... Com um fundo de laguinho pesque/pague para compartilhar nas redes.

            - Reparo repare. Você se imagina existindo desfrutando um dia como hoje nesta data nesta época esta era, hein, amiga amizade?!

            - Onde estamos e andamos. Que curto comento compartilho e uma ripada, tá?!

            (Sim e nem ou talvez, uma está de fita verde amarada prendendo o cabelo. A outra de boné virado a pala anteparo a viseira para trás, em tom rebelde ou despretensioso ou alheado ou despojado).

            Coisa causa causo que se faz e desfaz esfera que vem e foge. E receitas que se esperam férias que feitas desfeitas refeitas perfeitas se sucedem. Paixa de paixão.

            Quinta-feira a duas colegas vizinhas amigonas amisíssimas felicíssimas viajando passeando perto da praia Bonita o forte Marechal Luz a praia do Itaguaçu. Passeio maneiro de quadriciclo e a emoção da dupla nas dunas subidas e descidas os montes de areia em rampas aclives declives... Cada suspiro ‘uaaaau!...’ cada grito ‘meeeeu... Ddddeeeeuuuussss!...’ pagava em juros recibo os sustos os receios os arrepios as sensações ‘sen-sa-ci-o-nal!...’ Tudo muito tão cheio de uma adrenalina e coragem e ousadia e correria e perspectiva. E cada movimento areia vento na cara e olhada uma olhava a outra e dizia, como se nem bastasse um ‘D nos acuda!...’:

            - Nossa!... Isto de andar de triciclo é melhor que na montanha-russa e carrossel.

            - Uaaaau!... É tão bom tão apetitoso tão legal tão conforme tão espetacular como deslizar no tobogã escorregador e rodar ampliar na roda-gigante, quer saber.

            - Isso me faz relembrar diversas memórias hilárias, confere?

            - E isto é. Coisas muito engraçadas e cheias de graça, kjá-kjá-kjá!...

            - Agora espera um pouco... aguarde apenas um minutinho...

            - O que, então?

            - Oba! Tenho que dizer e digo que ainda recordo tanto e muito...

            - Assim! Pois eu lembro e relembro as façanhas e fatos e acontecimentos...

            Essas duas lindas e dispostas. Os foguetes foguetório bandeirinhas de papel colorido atadas no barbante. A ponte recém-inaugurada br-116 em Governador Valadares. Sobre o rio Doce ligando o bairro São Paulo com o bairro Vila Isa. As tendas lonas de quentão e cocada e amendoim torrado na hora. As duas as mesmas e falantes:

            - Digo. O que permanece o que permanecer fazendo fazer ou deixar de fazer?

            - Também e óbvio. Me sinto assim como o rio Doce e sem volta pra trás sem ré e de saída na praia saída em o oceano, bló-bló-bluuuu!...

            - Galante. E se nem fosse assim tão natural e lógico e consistente...

            - Ou!... Mas eu volto na chuva na primeira tempestade tropical e subtropical.

            - Para qualquer coisa é melhor o verão a praia o passeio a viagem o recreio...

            - Impagável impagavelmente! Uma manhã de sol uma tarde de mormaço e cigarras zunindo zumbindo ziziando chiando, biiii-ziiii!, riiii-zuuuu!...

            As meninas inseparáveis desde sempre e amigáveis trocando ideias entre si. O mar a areia o sol todos juntos ao mesmo tempo e os fenômenos ressolhadores resfolegando suando ressolhar ressolana ressolhando respirando como animais históricos pré-históricos antidiluvianos. Ao mesmo tempo as beldades nesse tempo e neste horário debatendo como se decidissem o universo surreal irreal ou pelo menos o mundo ambiente local turístico ao redor e ao alcance da mão:

            - Nem sei se é bom ou muito legal revelar ou velar os mistérios, enfim.

            - Todos nós o mundo todo a gente as pessoas nós devemos os encantos encontros encantamentos e consequentes secretos segredos. Pronto, e falei.

            - E digo e repito, de repentemente obsessivamente, tanta coisa inventada!

            - Isso mesmo. E assim sem mais nem menos delongas, nem é?

            - Poder lembrar e contar, o dever de recontar. Nem lembrar ou relembro. Eu conto quantas vezes e cantos encantos contamos. Sempre contar o que está em silêncio.

            - Popularmente. O que acreditar do secreto, dos segredos, as espionagens.

            - Sempre o que posso pensar e daí chegar soltar divulgar e dizer, conforme.

            - Que o quê! Nada nem ninguém coisa alguma pode podem interromper.

            Passavam e caminhavam lado a lado comadres sob o caramanchão e as sombras os desenhos das coisas das formas no chão no piso na pedra basalto e ranúnculo-brasileiro, madressilva-verdadeira, aningaúbas, curuaí e guanandi mani anani oanandi... O sol no vestíbulo do dia, o dia cultivando granjeando o veraneio, o verão arrenegando o passeio desistindo do banco na sombra... Assim as irmãs o par meninas óculos escuros bronzeador fator 500 e as controvérsias displicências e vivências convivências:

            - Bravo. Como foram como são as coisas como serão as outras coisas o futuro.

            - Sim e talvez. E as coisas que estiveram que devem estar que deveriam ser e ter e acontecer. Mas também coisas que se procura que procurei e se por acaso casual.

            Sobe o céu sobe o sol o calor aspirante a general a oficial. Sobe o calor a temperatura alça voo vem faz e acontece. Mormaço se contorcendo se espreguiçando lombeira se lombeando. Como se tudo fosse nada nadar nadando contra as ondas.

            Mais adiante as garotas chegam chegavam a pé. Papeando pela beira da rua na calçada solar um sol pra cada uma. A avenida Celso Ramos esticando um casario cruzando pela rua Nereu Ramos a rua Hercílio Luz junto da barra do rio Saí-Mirim. Tudo acontecendo ao mesmo tempo como se fosse hoje e calculando dizendo diz:

            - O que é o que é, nem é meu pai nem irmão nem tio nem primo nem desconhecido nem estranho nem algum ou alguém qualquer?

            - O que é o que é, nem conheci em casa nem no quintal nem na varanda nem no chalé da vizinhança nem na chácara da vovó nem do outro lado da tua da rua da lua?

            - Nem é ribeirinho do rio Soturno nem de Faxinal do Soturno faxinalense.

            - Nem visto em Ivorá ou mesmo de Nova Palma ainda de Dona Francisca.

            Durante a primavera elas duas esperaram por isso. O rio Saí-Guaçu a bela encantos mil Itapoá itapoaense ‘a melhor direção é a que leva ao porto’. O tempo nem passava se demorava nos dias mansos e conformes. Mas o tempo sai muito lento. E o tempo sem tempo e nem vai muito pouco que vem. Na verdade dizer o quê:

            - Vai que todos os guris são altos baixos bonitos valentes otimistas talentosos...

            - E há guris piás que podem vir do oriente ocidente hemisfério sul e locais estaduais regionais nacionais internacionais universais.

            - Eu paro aguardo embarco em todas as estações do metrô do trem do ônibus.

            - Eu passo pela estação Lindeira, Bragado, Tucano-Boi, Garuva, Guaratuba, São Francisco do Sul, Lagoa Vermelha, Cápsula, Dom Pedro II, São João do Polêsine...

            - Onze horas. Nesse instante nesse ínterim e já tenho minhas comidas preferidas.

            - E lembro dos meus doces guloseimas sabores preferidos e sagu com geleia de laranja, bolachinhas com recheio de chocolate, bolo de chocolate regado com suco de abacaxi ou vitamina de morango, sorvete de casquinha sabores açaí-pitanga-pequi...

            Andando a cavalo os bichos cabeças baixas colas presas caudas atadas pisando o chão de terra vermelha a areia solta e ‘pa-to-to-có!, pa-to-to-có!...’ os aperos rebrilhando ao sol incandescente. Vez ou outra reclamam do calor e relincham ‘hi-éeee!...’ Um momento e outro parando paravam pra provar experimentar conferir o capim-dos-pampas capim-de-burro capim-canudinho da beira do caminho os tosos baixos o tremor do pescoço os sopros bufando ‘froooo-groooo!, proooo-broooo!...’

            Uma vez passando pateando a biblioteca Scharffenberg de Quadros e pela praça Oito 8 de Janeiro, as gurias tão galantes já pensavam em se reunir em casa e merendar:

            - E é aí que entra a minha vontade absurda de tchibum nadar correr voar...

            - Assim e de certo modo, eu mesma me decidi eu te digo decido e é a minha vontade encarar o vestibular para odontologia. Talvez que até lá eu decida por letras.

            - Pois é isso e mais um pouco, né?! Tudo pretexto e bem relevante irrelevante levante com paisagens abertas despreocupadas desproporcionais.

            - E com que roupa... Vestirei visto revisto revisarei as roupas de frio de calor de praia domingueira endomingada.

            - Antes durante e depois... Estudante moça empresária empreendedora empoderada namorada esposa mãe sogra avó bisavó.

            - E o endereço na rua dos Geóbios número tal apê qual e o bairro Tucanuçu. Com imaginação. Me imagino. Imagine-te.

            Que gentileza e que se diga logo. Da cabine de uma nave espacial e Américo de Campos américo-campista ou americampense ‘cidade vitoriosa de gente seleta e forte’. E faz parte o rio Cachoeira em Rio Azul rio-azulense ou Carlópolis ou Cosmorama.

            (Faça parte seja parte, uma delas a perfeita efêmera linda inalcançável simpática maliciosa. A outra já inalterável distante etérea encantada linda arrebatada).

            Levantou o sol vejam bem o astro tal e qual solão e já de manhazinha a tropear ou atropelar estrelas reticentes menores mais ou menos presas na galáxia como se fossem gado ou gato por lebre.

            Os matinhos as fontes solapadas os fios-d’água o capão verde tipo capim-flecha e canelas-de-velha e louro-anhuíba e tucaris e botão-de-ouro e copaúvas ou os primatas balaqueiros macacos trapezistas parauacu paraguaçu cuxiú...

            - Se eu estender o dedo no ar... assim... vou saber de que lado vem a chuva.

            - E isso se aprende na escola na prática nos livros nas histórias orais, seguro.

            As duas gurias superamigas sabiam já sabiam tudo e de todo. Juram juravam e concordavam que já ainda viram viveriam veriam o pôr do sol no estuário Guaíba:

            - O pôr do sol no rio Guaíba é muito bom literal diferente onipresente, e dizem muitos especialistas e confirmam muitas românticas.

            - Já sei, já sei! O pôr do sol no lago Guaíba, e já fotografaram e fizeram filme e etc, é legal e um dos mais recomendados divulgados passatempos.

            - É uma poça-d’água imensa e banha várias comarcas tipo Cerrito cerritenses, Pedro Osório, Candiota candiotenses, Pinheiro Machado, Encruzilhada do Sul...

            - É uma bacia-d’água imensa e recebe os caminhos fluviais tipo o rio Piquiri o rio Marrecas o rio Piratini o rio Ibicuí o rio Santa Maria o arroio Chuí...

            Elas as duas Gabi e Ilha nem se preparavam muito para nada, porém adivinhavam tudo e de dia e de noite, óbvio, de antemão. Quase tão bem como o vento a chuva as aves os animais quadrúpedes e rastejantes. E mesmo o vento batendo nas árvores nos ramos nas folhas verdinhas.

            Já Gabriela e Marília perto da hípica Estrelário e pra buscar exercitar andar e montar a cavalo cavalgar. Subia o sol bem cedo e a jornada parecia que se estenderia... dia aberto. Horas a fio. Encontraram o caminho no haras pela trilha de terra e areia e serragem. Aí mesmo os seres cavalgaduras aí pelo caminho os animais previstos as coisas que esperavam conheciam e que já identificavam:

            - Tururi e tororé!... Eu tenho pena de montar no meu cavalo, sabe?!

            - Oie!... Que eles nem merecem isso é certo e correto e direito, né?!

            Os dois 2 bichos eram já conhecidos das duas beldades, as dublas. A G sacudia as rédeas e ele andava conforme. A I batia os calcanhares sem rosetas ou esporas e ele andava conforme. O par de quadrúpedes estava tranquilo e relaxado, sacudindo as crinas batendo moscas com a cauda e de vez em vez relinchando ‘ih-éeee!...’ e os passos os cascos as ferraduras no ‘po-to-to-có!, po-to-to-có!...’

            - Oba! Vou dar nome ao meu cavalo, e é o Maturrão. Que acha achando?

            - Oi! Também gosto de tachar nomear cavalo, e é o Maturrango. E tenho fé.

            Andavam sem pressa de ir de partir de chegar de encontrar de estacionar de viajar. E sem querer saber o porquê que tal e qual ou mesmo meio sonolentas.

            - Tu achas que meu cavalinho é sestroso manhoso, hein?! Ou será mancarrão?

            - Tu vês que meu potrinho é ronhoso malandro, hem?! Ou será matungão?

            O rio Turvo corre corria ali e saltava em tal e tais paredões. O vento Minuano invernal zune zunia pelos Campos Neutrais em diante campo afora e Cerro Largo cerro-larguense, Mallet, Capão do Leão, Silveira Martins, Mato Queimado, Irati, Cândido de Abreu... O dia se transfigura revoluciona. Mesmo porque quem sabe o quê.

            Estavam os 4 por um lugar conhecido perseguido. Um ambiente reconhecido ou desconhecido soturno ou conhecido planejado talvez ou conhecido qualquer ou conhecido quem sabe sabendo. Ainda bem! Passaram sob um caramanchão por baixo debaixo sombrio que exibia os seguintes predicados tipo os bojos de luz ou luminárias de globo e platibanda taciturna e tambos e ferro-velho ferraria ferreiro ferragens...

            - Cavalo dado nem se olha os dentes. Isso é muito oportuno, minha cara!

            - Dar com os cavalos ou burros n’água. Isso ainda é formoso, minha irmã!

            - Que te digo!... Eu tenho cá e aqui comigo que nem sei se é impressão... ou sensação. Minha montaria me ouve me olha e me entende, sabe como é?!

            - Ora!... Concordo e digo mais. Cada vez que falamos ou tossimos ou espirramos ou comemos ou bebemos eles ficam de focinhos de olhos de orelhas arregalados.

            - Se concordam ou discordam batem estalam a cauda nas ancas, istáaaas!...

            - Outra. Tremem o pescoço e relincham com razão e emoção, ié-hiiii!...

            Passavam o mundo em revista e as duplas de amazonas e cavalgaduras, centauras. O mundo inteiro ali aí aqui acolá mais além pra quem. Funcionando ou mais ou menos estático. Como se eles assistissem a um filme filmado passando colorido na tela da paisagem. Um longa metragem atual ao ar livre a casa dos canos a loja de roupas prontas os bens de raiz a br-116 ou rodovia Edmundo Régis Bittencourt um armazém do cais ou tercena faxinal campo de pasto com arbustos os chasques mensageiros próprios o vizindário as vivendas vivandeiros vivalmas vivaldinos víveres viventes vivezas...

            - Uma. Vai que eles cavalos sentem com as correntes do ar o sopro dos ventos. E se fará sol ou chuva ou os dois dia sim dia nem e 24 x 7, né?

            - Vai que eles, e com nós uns centauros, sabem das orientações das estrelas das nuvens da migração das aves das coisas que caem ou que deixam de cair, será?

            Já foi dito e se repete que os cavalos cavalgaduras o Maturrão o Maturrango as alimárias batiam a cabeça para ‘sim’ e torcendo a tábua do pescoço para ‘talvez’.

            As caronas olham escutaram reparavam, 4 parados. Pra cá pro lado de cá e pra lá pro lado de lá, pro outro lado e o caminho desfilavam diante de a Campina do Simão, Guarapuava, Morro Redondo, Aceguá, Santa Margarida do Sul... O cruzamento da via férrea ferroviário ferrovia para olhe escute. As montarias param olharam escutavam.

            - Olha lá se nem é a serra de São João, né?! Montanha corcoveando corcovas.

            - E a cachoeira que se ouve dizer nem é o salto São Francisco, hem?!

            - Que uma vez ou outra lembro de Salvador das Missões e Ubiretama...

            - Veja! Que me recordo uma vez e outra de Guarani das Missões e Rolador...

            - A graudagem local compra o que tem de adquirir em magazines de Piratini ou Hulha Negra ou Boa Ventura de São Roque. Já estou vendendo como comprei.

            - Relíquias ricas. Os estancieiros regionais compram o necessário imprescindível em butiques de Santa Maria do Oeste ou Campina das Missões ou Pedras Altas.

            - O atendimento em São Gabriel é bom de recepção aceitação acolhimento.

            - Em a famosa Vila Nova do Sul é somente estar chegar sintonizar pegar pagar.

            Nem eram de parar descansar e de ir ou vir. Os cavalos olhavam a grama da beira da estrada do caminho da trilha. Tudo sempre de acordo limpo puro brabo bravo.

            (E a quê, pois uma montou no zaino se sentindo voadora alada em bolandas. A outra montou no tordilho se sentindo aérea trotando pelos ares suspensa adejando).

            O mundo existe existia compensava quando as duas estavam juntas e ao mesmo tempo. E isso era tão comum, nossa! Pareciam irmãs da mesma mãe do mesmo pai e do destino da lei de D. E sempre colocando aquele assunto diário em dia:

            - Opa!... Como vai ser ou como tem de ser, hein?! Consultar-te-ei!

            - Vai sair como tem de ser, acho e aceito e presumo. Te consultarei!

            - Oba!... Me sinto bem com perfume de lavanda, esta cor lilás.

            - Eu gosto de lavanda mas também de pitanga, este sabor silvestre.

            (Claro, uma gosta de colecionar frasquinhos de modelinhos as formas bem esquisitas diferentes inusitadas raras. A outra vai mais no sabor na origem na sintonia com as moças famosas que recomendam anunciam fazem propaganda na mídia).

            Um sábado à tardinha/noite casamento da amiga Ana Carolina a Carol mais o José João o jota-jota dia 16 de junho inverno muito de frio sem chuva 5ºC na sombra o ano da graça de 2044. Cerimônia na igreja matriz de Nova Prata na avenida Borges de Medeiros, 18h e 30min, padroeiro São João Batista e padroeira NS Aparecida.

            Um céu noturno de estrelas as múltiplas multíplices espécies e distâncias. Céu noturno estrelado estrelejante. Desde o caramanchão (esta construção povoada florida plantada de ervas-lancetas), a praça Ângelo Darolt, se via se olhava se sentia se cheirava se arrolava listagem e para-vento guarda-vento anteparo biombo. Permanentemente.

            Gabi e Ilha compareceram receberam os convites estavam acompanhadas com os respectivos fulano e sicrano os namorados. Já na altura da festa lá no salão do clube Anambé-Azul (mesmo localizado na rua Júlio de Castilhos e da Ladeira, Rio Pardo rio-pardense) e os comes e bebes a festa a expectativa do carnaval o baile a música lenta e tal e qual as graças gracejos brincadeiras as fotos os mimimis os téti a téti os tititis:

            - Tenho ideia de casar também e nem vou perder muito tempo, você sabe.

            - É o que tenho também em mente. É o que sobra pro futuro, creio sim.

            - Oie!... E Carol já terminou a faculdade de direito administrativo...

            - E Jota-Jota também faz um tempinho já acho que foi ano passado a advocacia...

            - Sim, espero que gostem do meu presente. Eu nem sabia o que presentear. Acabei dando 1.500 reais em efetivo em espécie papel-moeda. Sei que é sem graça porém mas nem sabia o quê, minha amiga.

            - Sim, sei o que é isso. Eu acabei comprando um enfeite de mesa um vaso artesanal tradicional cozido em forno de carvão e feito a mão pelas artesãs de Viçosa. É lindo é criativo é ótimo todavia mas quem sabe muito ornamental e enfim.

            - Na hora do carnaval eu vou pular até o dia acabar lá pela madruga, oquei!

            - Creio. Devo agradecer o mestre da festa porque vai ter um momento de música lenta e eu quero dançar agarradinha juntinha sos-se-ga-da-men-te viajantemente.

            - Ora!... Assim já estou preparada desde casa e vim com sapato baixo ou tênis.

            - Eu ainda ousei e ouso só um pouquinho mais, um saltinho básico e clássico.

            (Justo, uma preferia casar depois da faculdade e do emprego e da casa própria, estas coisas sólidas e práticas e honestas. A seguinte a outra amiga já estava meio que enamorada demais ou dividindo muito esta realidade de estudo e namoro, quem sabe mais perto das duas decisões e ao mesmo tempo tanto impulsiva e imediatamente).

            Todos, então as duas, esperando esperavam se organizavam com esperanças o verão as férias de fim de ano veraneio e já ainda aí em setembro e outubro. E assim qualquer coisa de anúncios vindo da migração das aves cantoras já anunciando. E com os dias contados contando os dias as semanas perambular já sonhando com a praia da Barrinha a casa/butique alugada na travessa Quinca Corrêa do bairro Camponesa seguindo o arroio Carahá uma formosa acomodada pacífica modorrenta pacata inusitada pacificada calorosa calorenta cidade de São Lourenço do Sul os lourencianos.

            - Ih é! Nem faltam nem faltaram ou faltarão... os motivos pelos quais, tal e qual.

            - Agregue a isso o parque 25 de Julho e o rio Ouro Verde. Simboralá, meu!

            (Melhor impossível, uma tinha a capacidade de gostar mais e intensamente do sol e se bronzear deitar-se ao sol uma eternidade umas horas inteiras e muito muito. A outra mais querendo preservar as poucas tatuagens os desenhos nos braços e preferindo a sombra os sucos os sorvetes de caju de pequi de melancia de jabuticaba).

            Sendo isso e mais aquilo e outras coisas outras fases outras pessoas outros lugares interessantes e outras gentes. Pássaros que acordam cedo ou cedinho o café e dividendos os urbanos ou do reflorestamento e às 3h ou às 5h e 30min vocalizando, os sabiás-laranjeiras sabiapocas sabiás-da-mata sabiás-barrancos sabiás-ferreiros...

Mas já se ouviu falar de Camaquã e Piranga e Santa Cruz do Sul e Vera Cruz... Correndo de brincar de pega-pega pique angapanga. Depois jogar vôlei mas tem de ser na varanda da casa pra possibilidade de quebrar uma lâmpada derrubar um vaso com flor de bromélia uma vidraça da sala de visitas uma cristaleira com espelho grande.

            - Oi!... Quer aproveitar meu fator 500, kjá-kjá-kjá!...

            - Acho bom que nem e mais ou menos. A sombra é líquida, ainda por cima.

            - Hum!... Me fale de sicrano, está bem e tudo certo?!

            - Sim, está bem ótimo e eu falo o que já você sabe, minha alma amiga. Vou aprender a andar de moto, é. Vou aprender a dançar congada ou umbigada, é.

            - Que massa, meu! Tenho também essas ideias na cabeça e ainda aprender a pilotar moto e depois carro e um 4x4 e etc.

            - Sim, e é tranquilo. É suave e é bacana. É maneiro e é agradabilíssimo.

            - Desde já imagino a velocidade a paisagem o vento na cara os cabelos voando assim no mais. Preservando a natureza os pés de juçara e a segurança dos deuses.

            - E os saltos e os solavancos e a adrenalina que eu nem te conto mas te explico.        

            (Oito!, que uma gosta de brincar de soltar ou empinar pandorga papagaio. A outra já aprendeu que o melhor da brincadeira é jogar bola ou esconde-esconde).

            As duas e de uma vez só e de uma vez por todas, já tentaram prever imaginar antever conceber interpretar esclarecer a existência inexistência de óvnis e ou extraterrestres. E desde os tempos imemoriais da infância da adolescência juventude... E sempre teimando que os tais etês existem existiram existirão ou estão aí aqui em todo lugar mesmo sem a gente saber sem a pessoa esclarecer. Mas vai quê! Porém vai saber!

            E o que mais as duas beldades pequenas bonitas podiam fazer? Viajar pelo espaço sideral era gênio. Mas também era promissor e futuro futurismo, diriam:

            - Bravo. O universo é imenso é nosso é de D, ponto final!

            - Quanto. Quem sabe um dia uma hora alguém algo calculará tanta estrela, é.

            - Tradução! Será que vou ter tempo de e suficiente necessariamente de...

            - Hein?! Que tempo você fala? Que tempo é esse?

            - Ora, meu! De chegar a Marte e anos-luz daqui.

            - Então sim. E o quanto antes melhor.

            - Pense bem. Tudo por planejar a partir de hoje em dia...

            - Sim, e a aeronave muito espacial muito ficção científica...

            - E a tripulação e os passageiros e o panorama rodeando a espaçonave e as estrelas e os planetas, tudo ao redor e o universo. Cara, que fantástico!

            - De repente de súbito nem mais que de repente... um cometa um meteorito uma estrela-cadente uma estrela-guia. Isso imaginado e já é ex-tra-or-di-ná-ri-o, colega!

            - Me influencio me influenciei impactada com aquele filme... o tal e qual...

            - É mesmo. Uma série um filme uma novela uma história em quadrinhos um livro com aventura e gravuras e desenhos e fotos com legendas...

            (Reportagem, uma viaja de barco de bote aluga um motor e desce navega o rio Iguaçu a barragem uhe de Chavantes a lagoa das Traíras a baía da Babitonga. A outra busca escalar fazer escalaminhadas ao pico do Jaraguá à serra do Cipó ao cânion do Itaimbezinho o rapel no buraco das Araras ou dolina dos Maracanãs).

            Vamos a ver, vamos indo e mais pra lá. Logo aí a rua Antônio Petrek e a casa da memória Roberto Antônio Marin e a praça dos Pioneiros. Pássaros se sobressaindo durante o dia e horas determinadas preferindo sobrevoar cantar pousar aterrissar no fio de luz no topo do poste de alta-tensão no galho seco e marianinha-amarela, sebinho, fim-fim, tchintchorrintcho, saíra-de-chapéu-preto, saíra-beija-flor, saí-açu-azul...

            Então e prontamente as meninas tinham intenções particulares afetivas emotivas. E visitar avós por motivo de aniversário de casamento primeiras núpcias enlace matrimonial e algo como festa bodas de ouro ou banquete bodas de diamante. Aceitaram o convite na hora e foram logo quem sabe quem viu quem usufruiu na tarde de sábado com o mês caloroso aconchegante de fevereiro.

            - Já entendi. Vamos, vem comigo ver minha avó meu avô e visitá-los!

            - Isso mesmo. Sem pestanejar sem titubear sem delongas. Eu adoro os teus avós, pensa o quê! Eu adoro tua avó quituteira doceira confeiteira, pensa o quê!

            - Eles mesmos estão de aniversário de casados longa data uns tantos anos juntos.

            - E querem e precisam nos contar as histórias os tantos causos e perrengues.

            As duas amigas pegaram as bícis e foram no aniversário dos avós. Eram as bodas de esmeralda de pérola de madeira de coral de cristal... Nem era tão longe nem tão perto que nem pudessem aproveitar o passeio e sair pedalando. O rio Piranga sempre cercado de verde a paisagem e passarinhos corruíras ‘tio-tio-tiiiios!...’, ‘fio-fio-fiiiios!...’

            Uma casa grande na periferia do bairro São Cristóvão a rua de dentro a ruela Juiponga. Construção de alvenaria material de tijolos coberta de telhas de barro cozido. A área do lado leste e do lado norte a cisterna algibe os vasos de folhagens plantas ornamentais avenca-branca, cipó-chumbo, capeba, rabo-de-raposa, juá-listrado, pata-de-lebre... As fotografias antigas na sala de estar. Os gavetões de relíquias flâmulas... As grandes recordações no saguão. Enormes pinturas quadros molduras na parede com os santos de devoção. Literalmente. Perenemente. Particularmente.

            Vovó fazia estalar a língua sob o céu da boca entre os dentes, vovô competia com seus muxoxos ou resmungos. Ambos tossiam quando queriam parar de pensar.

            E vô falava obsessivamente da br que ia passar por suas terras; vó distribuía ótimas receitas dos seus quitutes prodígios da sua criatividade culinária doces de abóbora geleia de laranja bolos pudim marzipã balas de caramelo com chocolate e outros doces bem doces e aerados. E diziam confirmavam as meninas, respectivamente:

            - Tenho em conta. É, vó e vô me confirmam sempre todo dia estas guloseimas.

            - Se te digo. Hoje em dia os avós tomam conta da gente, compreende?!

            Os dois aniversariantes senhora e senhor tomavam chimarrão na área. Eram bodas de brilhante bodas de estanho bodas de rubi bodas de porcelana... Ela esquentava a água, ele preparava a erva na cuia; ela servia sempre a primeira cuia para ele, ele aceitava e discorria o valor da erva-mate no mercado. E é o que se sabe se ficou sabendo. E os tempos que passavam e eles meio que recordando puxando lembrando.

            Depois quase um nada de tudo de nada tudenada algorrém alguma coisa e em seguida vó relembrava que podia fazer assim mesmo imediatamente um bolo para que as gurias levassem pra casa. E planejava algo bom e surpreendente uns sonhos uns biscoitos um creme de bergamota. E vô olhava lá fora os morros o bairro e a perder de vista... Convidavam para uma víspora a tômbola preencher as cartelinhas falar os números a loto a quina um jogo lúdico de sorte sorteio sorteado os dados lançados.

            No ar bom puro ambiente panorama agradável do lugar no vento no espaço no céu as andorinhas fazendo o verão e correndo com pressa. E pouco quase nada épico.

            - Se fosse o caso de ter mais gente podíamos brincar de várias coisas boas.

            - Uau!... Vamos ver o porão ou o sótão. Estão cheios de guardados e quebrados.

            - Se fosse época de uva o parreiral estaria pleno carregadíssimo de cachos de uva e o cheirinho espalhando no ar.

            - Ou!... Se fosse época de milho verde vovó cozinharia espigas de milho.

            - Podemos e devemos tratar as galinhas caipiras com quirera...

            - Hum!... Com mais gente brincaríamos de caçador ou mesmo de vôlei.

            (Pois sim, uma gostava de olhar o pinheiral do outro lado da rua Juiponga e saber que no inverno teriam muitos pinhões debulhados no chão. A outra sabia que no pequeno paiol guardavam pasto pra vaca a Vaquinha e tirar leite no café da manhã e forragem pro cavalo o Petiço animalzinho já aposentado dos passeios do vô).

            Depois do parque Gruta da Lagoa Azul e lá estava a praça Ábaco (tabuleiro dos abacistas) que as meninas mais ou menos frequentavam mais. E isso bem nos domingos de manhã. Era dia claro e feliz e verão ve-rão? Logo assim o chimarródromo frente à casa da memória Padre Bauer e já se enchia lotava de gente com ciclistas e biscates e feirantes e vendedores ambulantes camelôs e pastel com caldo de cana garapa...

            O sol, sem saber de ninguém mais importante que ele mesmo, subia no celeste. O sol solar nem queria saber disso isso isto aquilo e quiçá. Simplesmente honradamente grandemente se despachava no céu de poucas ou raras nuvens. Hoje em dia. Queria iluminar nomes famosos tipo Porto Firme portofirmense e Pelotas e Paula Cândido e Minas do Leão e Rosário Oeste e Cotiporã... O astro o sol nem se preocupava com nada aí e pouco sabia de tudo de todo. Quase nem olhava pra baixo pros lados...

            Já a mesma praça Ábaco descrevia um panorama amigável e convidativo e social e econômico e cultural e recreativo. A ramada o caramanchão no meio da área dos jardins estava carregado de pensamentos e enfeites e carreteiros, carroceiros, fretejadores, freteiros, mandaletes, mandaretes, despachantes, permutadores, guarda-livros, arrumadeiras, manejadores... Criativos palhaços fazendo o entretenimento das crianças dos jovens dos adultos dos velhos chapéu de palha picareta calças folgadas coloridas cheias de pompons balões bexigas de encher cama elástica tobogã roda-gigante mágicos de cartola e lenços multicores monstros do cinema algo assim nervosos algariados e mais centenas de prodígios teatro sobre estrado o palco entarimado.

            E pronto, as gurias sempre se rindo e pesquisando o lugar o ambiente entre as pessoas o tumulto os bochichos a confusão a muvuca. E rindo desfilando tomando sorvete nas espécies preferidas e açaí e morango e chocolate e pitanga... Uns perfis das duas gatinhas assim umas duas figuras silhuetas de pessoas delgadas bonitas. Com sorriso sempre nos lábios quase sempre sorrindo o riso fácil muito contentes se rindo trocando mensagens aos conhecidos confabulando dialogando confessando falando:

            - Eu adoro açaí, uau!... Será que isto basta e bastaria?

            - Entendi. Acrescento que além de açaí temos abacaxi baunilha caju butiá...

            - Opa!... Torta de chocolate com cobertura de chocolate e recheios de chocolate.

            - Uns oito ou nove quindins e uma porção de pudim com calda de caramelo caramelada caramelizada e goiaba com queijo a gelatina de limão ou maçã ou pêssego.

            - Eu, hem!... Um potinho com sagu e creme de chocolate com bolacha maria.

            - Oie!... Agora mesmo vitamina de abacate com banana e suco de bergamota e talha fatia de melancia e melão e mamão...

            - Tantas guloseimas frutas e doces cristalizados devem fazer bem ao cérebro.

            - Que chique! Eu particularmente me sinto feliz quando penso em frutas suculentas e doces em geral, sabores sem restrição.

            As árvores da pracinha, e aí no meio da cidade pacata, tinham de obrigadas obrigação obrigatoriamente de andar em fila ou em grupos de 10 ou 12 conforme o jardim o canteiro ou mesmo a rua adjacente. E a sombra as seguia conforme o horário e ou a posição do sol-rei. Algumas mesmo a maioria descabeladas pela brisa do momento. E ainda as aves hóspedes incidentais muito na manhã e à tardinha já cantando entoando pipiando piando chilreando e tizius ‘piruí-piiii-ruuuí!...’ e besourinhos-de-bico-vermelho ‘péti-péti-péeeeti!...’ e pichororés ‘miéeee!, miéeee!...’ grimpeiros ‘bi-bi-bi-éeee!...’  e comentando os últimos acontecimentos. De noite as luzes artificiais atraiam insetos mariposas borrachudos pernilongos vaga-lumes e aos montes enxames bandos comunidades irmandades confrarias batalhões revoadas...

            Já as duas coleguinhas de ontem hoje e sempre amanhã depois de amanhã e se esgueirando entre o povo a multidão o tumulto dos leilões das ofertas dos jogos o desfile. As barraquinhas o armazém onde se buscavam os quitutes. E se compra quentão e rapadura e cocada preta e cocada branca e quentão e pipoca de muitos tipos de sabores gostos. E as meninas ainda adquiriam o que preferiam o que queriam experimentar e provar e trocando opiniões favores e favoráveis favoritos e dando os palpites:

            - Olhe só! Todo ano em junho tem festa junina, é. É uma coisa inventada e que deu muito certo porque as pessoas gostam de festa festividades festivais.

            - Veja isso! E parece que nem conheço todo mundo. Me parece que vem gente de todo lugar e mais pra lá tipo assim como da rua João Siqueira Afonso e da Nova Mutum e Candelária e Presidente Bernardes e Cristal e Serranópolis do Iguaçu...

            - Ótimo. Aqui começa a maratona estadual toda vez e data 11 de agosto.

            - É início grito do carnaval com banda e batuque e passistas de fora, assim.

            O caramanchão, neste momento fazendo abrigo, e despeja sombras em figuras artísticas formas geométricas mostrando no chão de pedras basalto uns desenhos tipo estes e carroceria de caminhão, polvadeira em a espiral, boleia/cabine de auto empenado, rádio galena, produto hidratante... E o demais a mais trivial trivialidades. Contando os associados clientes fregueses frequentadores assíduos ferrenhos férreos.

            (Que é, uma das meninas preferia assim os estudos dividindo com o trabalho intercalando e a longo prazo. A outra já estava mais preferindo dando preferência gostava mais de estudar e viajar, com bolsa com sonho de estudar no exterior).

            O cosmos este tal espaço do universo um dia olha pra baixo. E assim mesmo como se diz, o mundo vê e olha e observa a montanha a serra a floresta o campo. Nem deixa de notar as invenções as intervenções as novidades tipo Itaipulândia e São Mateus do Sul e Medianeira medianeirense (protetora ou árbitra ou aliada que intercede intervém) e já a avenida Veranópolis cruzando com a avenida Rio Grande do Sul.

            Trabalham juntas ao mesmo tempo gurias na lanchonete O Gramofone lancheria da faculdade, que é pras despesas urgentes, e já a todo instante trocando figurinhas:

            - Hum e hum!... Estou em dúvida útil utilíssima... e nem sei se sigo fazendo psicologia ou que especialidade, vê se me entende, querida amiga!

            - Hã-rã!... Mas é normal esta vacilação, cara e querida! Os pensamentos mudam com o passar do tempo e mesmo sem querer.

            - Contudo e mesmo assim... E pode vir outra greve de professores de hoje pra amanhã. É o que sobra numa instituição pública e gratuita...

            - Já tenho muitos livros pra ler e vou atrasada imenso nisso. Quem sabe!

            (Hoje!, que uma fazia ótimos e excelentes recomendados sandubas. A outra era mais atilada para os sucos e vitaminas, com especialidade no misto caju/açaí).

            Por isso e aquilo que sempre apareciam na biblioteca pública professora Adelina C. Tomedi, já em companhia uma da outra juntas associadas sócias, e todos os dias no mesmo local tratando de coversar o que ficou pendente e ou pra trocar uma ideia:

            - Oito com oitenta e oito. Posso dizer sim, minha vizinha! Eu nem tô com pensamento em namoro, quer a real e a realeza e a realidade sustentável.

            - Sim, e digo mais. Estou ouvindo e às suas ordens, minha amiga de fé! Compartilho compartilhamos e vamos em frente que atrás vem gente, já diria o prego.

            (Talvez, e uma escolhia entre tantos e demoradamente bem escolhido verificado depois de uma hora e meia O Guarani. A outra ia juntinho os mesmos palpites e dúvidas e vacilos vacilando entre par e ímpar os recomendados O Ateneu e A Moreninha).

            Na casa da melhor amiga e no quarto se preparando para ir a algum lugar popular e concorrido e pode ser poderia podia ser o shopping Bengala/Passadiço ou à exposição de carros antigos na praça Caranguejola. E sempre apressadas com as ganas de sair caminhar ao ar livre, embora se arrumando diante do espelho e aquela troca de mensagens e arruma aqui e dali o mais prático pra cá e assim, com sua licença:

            - O meu cabelo podia ser melhor e eu concordaria com o mundo como está.

            - Hei!... Já estes meus cachos é que me deixam com um pé atrás toda vez.

            - É, sorria, você está sendo filmada. Que há câmaras por toda parte e até onde nem deveria, entende?!

            - Sim, e estamos expostos mesmo numa vitrine com ou sem decoração.

            (Já é assim, e uma tem mania parecida com a própria mamãe e que é pentear se pentear e se pentear demoradamente durante horas durante meses. A outra em vez prefere ou se define com pressa para por os grampinhos no cabelo no coque).

            A rua nova bem seca nomeada avenida do Calígrafo, sob o sol inclemente amarelo ouro quilates, já estava bem arborizada conduzida movimentada de carros e emprestando os chilreios ruídos chiados rumores barulhos sonidos alarmes apitos...

            De dia de tarde aí pelas 15h e pico e buscam as duas amigas inseparáveis sempre trocando palpites buscam uma sorveteria uma padaria confeitaria esta na rua Coelho Neto. Era tudo muito raro e delicioso. O sabor das escolhas escolhidas fazia mágica nos pensamentos. E para quê? Por quê? Pra degustar doces pra ver outras personas pra sentir o mundo, para ter o que dizer uma pra outra e imediatamente consentido:

            - Oi!... Eu agora mesmo me decidi e vou de sorvete ou picolé de chocolate.

            - Olá e ufa!... Que eu mesma estou na dúvida deliciosa entre torta nega-maluca bolo de fubá massa-folhada com creme de laranja sonho recheado com doce de goiaba.

            (Tal e qual, uma pretende apreciar de colherinha e guaraná este bem gelado. A outra ainda prefere pegar o pedaço a fatia de torta com guardanapo e garfinho a sede sedenta com suco de abacaxi/limão).

            As duas heroínas percorreram um trajeto de uns km e chegaram à beira do que é hoje dito e feito e nomeado conhecido como rio dos Patos o próprio rio São João na confluência formando um pouco do rio Ivaí, cerca do Salto Barão do Rio Branco, região da Guamiranga. Como vieram até aí? Passeando conversando pedalando as bícis. Pertinente e pertinência. Flores roxas em inusitadas plantinhas amores-do-campo.

            Ali mesmo cada planta subia o que podia. Cada ave nadava o que podia e folia. Cada carro veloz roncando corria andava o que anarquia. E os chiados as falas os cantares os miados os latidos os buzinaços ‘biiii-biiii-éeee!...’ E geringonças e galhofeiros na galhofa e gracejadores gracejando gracinhas. Tudo graças a D!

            As imbuias a árvore os galhos as folhas sacolejando bamboleando gingando. A mesma rua Toscana paralela com a rua Monte Grappa ligadas oportunamente com a rua Vêneto. Estas ruas a rua em si se afastava a estrada a br se distanciava e talvez chegava chegasse chegaria onde tinha de chegar tipo Vale Verde, Canguçu, Diamantino... E estes caminhos iam de um lado pro outro buscando saídas e entradas. Assim longe ou perto como se nem quisessem voltar e já partindo. Arredondavam o mundo em vaivém.

O círculo se fechava o tempo circulando os tais e quais tempos. Às vezes e somente às vezes passava este piquete de cavaleiros cavalarianos pilchados desde a estância rumo ao ctg. Buscar festa entretenimento corrida em cancha reta gineteadas freio de ouro concurso de prenda de gaita de laço de rédea e as habilidades campeiras.

            As minas uniformes prendadas estudiosas e pararam os biciclos e sentaram na grama com olhos para o rio a cachoeirinha a água caindo as pedras molhadas a mata ciliar e demais naturezas interessantes. Que riqueza! A conversa girava em torno das questões de sempre e aleatórias e ainda se ouvia o palpitar pulsar suspirar pipiar ‘gue-te-guêeee!...’ das aves incidentais e coleiro-do-brejo e coleiro-de-sapé e coleira-da-mata e coleira-virada, a impedância acústica e outros sons ambientes ambientais sorteados:

            - Eu te juro, guria! Eu mesma queria embarcar no barco que embarca no rio.

            - E eu te digo, mina! Eu também, e já te falo e confesso agorinha mesmo, sonho em mares nunca dantes navegados e um rio Aiari um rio Içana um rio Purus...

            - Quando tanto muito passaremos navegando banhando a cidade de Nobres nobrenses terra de ‘trabalho e progresso’ na principal rua Osvaldo de Campos...

            - No caminho uma tempestade durante o dia durante a noite e raios de chicote queimado os trovões sonoros pesados atravessados pastosos conectados arrastados...

            - Sim, e acho que o rio funciona bem. Tem seus dias de cheia assim como hoje.

            - Se o rio for bem nutrido e piscoso deve ter muito charutinho ou lambari.

            - E minha querida amiga cara... Os lugares do mundo. Esses dias me fascinam.

            - Ora o quê! Nem me fale. Quase nem consigo tempo de imaginar.

            - Já os nomes geográficos os nomes topônimos as baías as enseadas os cabos as penínsulas os arquipélagos semeados povoados de ilhas... Pensa longe e muito!

            - Confirmado confirmadíssimo. Nada mais ou menos que famosas comarcas e Alto Paraguai e Passo do Sobrado e Guaraciaba e Turuçu e São Miguel do Iguaçu...

            - Qual, meu! Coisas boas e que a verdade permanece palpitante atual.

            - Sim, outras realidades porém certezas alheias diferentes fáceis confortáveis.

            (Dizer se diz, uma colecionava fotos e vídeos de animais da mata atlântica. A outra preferia desenhar as árvores o rio Ocoy o lago a cachoeira a hidrelétrica).

            Estavam as mesmas as duas amigas inseparáveis em o pátio interno do colégio NS Aparecida e administrado gerenciado pelas religiosas freiras irmãs do Sagrado Coração de Jesus. Todos os alunos professores aí para receber as salas de aula e os pareceres recados direcionamentos deveres direitos. Cantaram o hino hasteando a bandeira. A direção falou discursou emendou comemorou distraiu palestrou brincou palmilhou regrou divertiu revisou e foi fez falar falou falaram um e uma após outra.

            Depois vieram falações de os convidados as autoridades os servidores os contratados os terceirizados acoitados abrigados homiziados colaboradores de diversos diferentes procedências e lugares e tais como Caçapava do Sul, Turvo turvense, São Sepé, Santa Rita do Trivelato, Pântano Grande, Cachoeira do Sul, Prudentópolis...

            As duas brilhantes gurias esperando cair a mala do céu? Ilha e Gabi eram e estavam Gabriela e Marília. Uma a um eram chamados para acolhimento da profe escolhida a dedo e de sala em sala. E ser aluno aluna nem era pouca coisa assim e no mas. Se se fosse saber prever e por ventura o que diriam quem diria. E o que dizer num momento desses assim tão prático e escolhido recolhido ao acaso, dito e redito:

            - Ora, ora! Bravo e bravata. Pouco se sabe e até nada nem se confirma.

            - Contando nos dedos. Quase nada nem ninguém tem certeza e afirma afirmação.

            - Então, deixa-se de saber quando se deixa de compreender. Isto é!

            - Sim, talvez sim e nem. O comercial o oficial o extraoficial o confidencial.

            - Porque o quê. Já se sabe de tudo e inventa-se o resto restante.

            - Parabéns! Vamos dizer dizendo o que se quer ouvir, contudo.

            O que estavam fazendo aí nem era nenhum mistério. O que estavam esperando aí nem era nenhum enigma. O que estavam espiando aí nem era nenhum suspense.

            Um caramanchão que ia de norte a sul do pátio interno já comportava vários produtos e florindo tais e quais os sestros, efígie, embarcadiços, capitânia, cerros e águas servidas sarjeta residuais turvas e postigo espreiteira... Esta obra de arte esta obra de paisagismo já contemplava ornava o bom gosto a imagem da entrada no jardim.

            Todos postos, todos dispostos, todas contentes, todas ligadas nas redes sociais. Diz disse dissera haveria de dizer havia dito a filha o filho do tropeiro arreeiro padeiro leiteiro açougueiro carpinteiro joalheiro pedreiro... E o desfile a procissão o préstito o corso o cortejo fazendo prevendo préstimo apréstamo serventia útil utilidade.

            Estavam mesmo no ano bissexto. E baita mesmo a gentama alunada sob o solaço a fronte a testa franzida pela claridade maiúscula. Suspiros sopros rumores. Sombreando os olhos a vista com a mão em pala pra enxergar contra o poderoso sol solar.

            Uma manhã perto do meio-dia e ver elas duas meninas de fino trato e já viam abanavam saudavam admiravam trocavam olhavam de volta. Um pouco antes das 10h horário de Brasília. Dia bom bonito ao gosto do freguês e mesmo tempo que contentes todos contentes inclusive as protagonistas as mocinhas:

            - Hum!... Que coisa de barbaridade acalorada galopante, eu confirmaria.

            - É e é mesmo. Tenho ganas de conversar muito e blá-clá-cláaaa!...

            - Sim, e digo confirmo que sim. Isto pode ser bom, e de certo modo.

            - Oquei e o que mais, minha cara? O dia a dia se inaugura agora mesmo.

            - Claro que vou dar uma explicação disso e pormenorizada, uau!...

            - É bem neste sentido, claríssimo! Dito isso e tanto mais, suponho.

            - Opa!... Mais ou menos. As horas alargam o dia os dias...

            - Acredito que acontece. E quanto é mais de menos? O que foi já voltou?

            - Sorte sorteada. Alguma coisa entre antonomásia e metonímia, barbaridades.

            - Es-pe-táaaa-cu-lo!... Tanto muito quanto assim, e confere.

            - Nem te digo nem volto a repetir, mina! Sucesso absoluto, indescritível.

            - Pois é isso e fabulou aqui e disse. Tchau e bênção!

            (Entenda, que uma era obediente respeitosa séria estudiosa concentrada caprichosa interessada bem humorada. A outra para semear plantar abria leivas sulcos na terra, sendo que arava bolcava volcava sulcava lavrava a terra roxa e humosa).

            Digo-o. Almas grandes leves suaves almas as duas almas certas honestas certificadas nomeadas Gabriela Gabi e Marília Ilha identificadas pelo imenso céu. Cabelo escorrido longo preto e que podia ser torcido em trança longa até o meio das costas; cabelo caracolado anéis de cabelo bucles caracóis de certo modo presos seguros por grampos tiara lacinho de tecido florido arquinho de prata prateado.

            Desfilavam as 2 melhores amigas e de carro esportivo pela avenida Raquel Jardim (escritora juiz-forana). Quase nada de trânsito nada de tráfego pesado os barulhos confusões. E isso e aquilo um tanto de sol solaço uma chuva controlada no fim da tarde chuva e enxurrada trazendo alvoroço alvoroto e às ordens de ordens superiores.

            As amigas contornavam agora mesmo a ponte sobre o arroio Ivaró e bem entre as ruas Geraldo França de Lima e Imperatriz Dona Maria Leopoldina. E já em direção ao shopping Cipó-Três-Quinas, uma Lavras do Sul lavrense, e deslumbrado verão sufocante abrasador hilariante. Outros carros na mesma direção ou contrária autos grandes pequenos hortifrutigranjeiros ricos convencionais caminhonetes fora de estrada motores vermelhos azuis pretos condecorados emplacados... Conversando as gurias e as demais ideias que vinham e iam e vinham durante o passeio moderado ajustado:

            - Nas férias de fim de ano planejaremos ir às praias de Tramandaí? Que quer?!

            - É isso o meu lado, minha amiga. Vamos ter que acertar com as partes também interessadas e o beltrano mais papai e mamãe e o doguinho Til...

            - Mas já se compra e agorinha no mas uns biquínis da hora da onda da moda...

            - Felicidade idade ida... Os óculos escuros da moda da onda da hora...

            - Por falar em hora h... E temos que aprender a dançar samba ou frevo ou maracatu os batuques batucadas, tá ligada?!

            - Oi!... Será que é possível ir a uma academia, ou escola de samba, ou gafieira? Suspeito ou sugiro que temos que fazer alguma coisa é já nos mexer agilizar.

            - Acho. Sem contar que meu ritmo de natação nem condiz com o desempenho no mar em alto-mar. Sinceramente, eu me defendo bem e cômoda na piscina do clube.

            - Sim e é isso aí. O mar encapelado as ondas surfando chacoalhando e etc.

            - Oie, gente! Eu digo eu te digo eu continuo eu já disse eu repito...

            - Bah, tchê! Claro que temos opções variadas e conforme o preço, senão vejamos as ofertas Capão da Canoa e Torres e Arroio do Sal e Balneário Pinhal e Quintão...

            No verão o sol ou o dia ou as aves estas mesmas e aqueles aparecem estavam aí e cada dia mais calor e verão veraneio talvez ventos ocasionais mais tranquilos brisas tranquilas aconchegantes sucesso prático mergulhos pranchas boias e sal sol sul.

            - Muito bem e ótimo. E conte tudo sobre o teu amado beltrano. Como estão os últimos acontecimentos e preparativos, se é que eu posso saber, amiga.

            - Confirmo. Sim, você pode saber vai saber e precisa me ajudar nessa lida. Estou sim namorando o beltrano e o que você acha ou deixa de achar, hein, irmãzinha?

            As duas estavam no carro e este rodando a rua Cecília Meireles. Ambas aí pelos 20 anos aninhos primaveras verões e tudo mais. As manias nem contam muito nesta idade. A maioria da turma já casada e ou fazendo faculdade. Uma idade que pode tudo e pensa que sabe tudo e mais um pouco. Nem são tão diferentes que outras pessoas da sorte. E os papos nem saíam da mesma esfera de interesse e ou assunto e ou temas:

            - Uma! Tenho fotos de quando eu era bebê e visitava minha tia em Bagé.

            - Que manero que maneira que sorte que lazer, amiga velha. Eu tenho fotos enquadradas tiradas à beira do arroio Santo Antônio. Que aventura tupiniquim, meu!

            - Então, assim meio que resolvido ou meio que decidido... o que vamos cumprir?

            - Já acho hoje entendo que é melhor devemos deixar pra depois e que aconteça o que tem de acontecer. Provavelmente vai acontecer e a sorte dirá, né?!

            Quando chegaram ao shopping Cipó-Três-Quinas e o povo estava eufórico e em pé de polêmica. Todos aí procurando cinema lojas de conveniência área de lazer pras crianças estacionamento, nem necessariamente nesta ordem. E o laguinho artificial rodeado de brinquedos e gritaria. Um matinho de plantas arbustos endêmicos árvores frutíferas silvestres e catingas-brancas, angelins-de-espinho, caroás, gravatás, caroatás... E o jardim florido atulhado de aves incidentais entupido superpovoado de pássaros famintos sedentos comendo grãos bebendo e cuidadosos e prevenidos e os pássaros-azuis, crejuás, suiruás... as bacacas, catingás... os patos-do-mato, patos-mergulhões, patos-corredores com a família a turma toda emplumados salientes ‘quá-quá-quáaaa!...’

            - Isso. Já vejo o dia de ter e comprar e adquirir meu próprio auto importado, é.

            - Um carro um iate um jatinho de 8 lugares com peças folhadas a ouro, oba!...

            - Ora! Mas aí e amanhã você vem junto me acompanhar e sem falta...

            - Eu te encontro nos encontraremos às 11h e em ponto na frente da tua casa.

            - São critérios. Francamente e pois sim. É que eu preciso de um apoio e uma mão e uma voz me dando força. Uma certeza ou outra certeza psicológica.

            - Perfeito. Será minha obrigação dar essa força psicológica, minha amiga.

            Antes de sair eram gatinhas que pensavam muito antes de ir a algum lugar, especialmente lugares públicos e concorridos. E o celular na mão a bolsa a tiracolo ou pendendo do ombro os dentes muito brancos perolados o cabelo tratado sedoso a maquiagem sem maiores exageros porém certinha sem suor os lábios pintados nas cores do dia da ocasião da festa da comemoração da comparação da obrigação da sensação.

            (Sempre em o alto, e pra uma o mundo é marinho celeste terrenal terreal terrenho areal fluvial pluvial. Para a outra já o mundo é diário e a pé de automóvel 4x4 trem-bala iate em cruzeiro em submarino no jatinho particular).