sexta-feira, 21 de maio de 2021

Como Está O Éter Hoje Em Dia

 

           

 

            Foram eram 12 valentes índios charrua sendo oito deles já adultos e com seus nomes próprios definidos autorizados identificados tratados. Todos solteiros solteiríssimos precisando de matrimônio parceira amigável progenitora saudável. Andavam como que ridicularizados pelos irmãos irmãs todos casados encaminhados em a tribo. Por isso pensaram bem e resolveram coletivamente cooperativamente tomar essa atitude decisão arriscada radical perigosa intrépida corajosa extrema e praticamente heroica: invadir a taba dos reconhecidos adversários tememinó e roubar algumas cunhantãs mulheres fêmeas virgens.

            Pegaram 4 canoas pirogas de remos, se dividiram em grupos distintos esforçados, e desceram o rio Urupá. Nem falavam muito no princípio. Que iam quase calados e pensando baixinho pensativos introspectivos. Olhavam o mato ciliar as margens as muçunungas igarapés com respeito e uma certa dúvida. O rio a água descia ora azul ora cristalina ora verde esverdeada fazendo festa piscosa piraputangas pirapetingas piabanhas pirapitingas tarapitingas trapitingas... A luz da manhã 5:30h era rara suave cauíra macia invisível veloz agradável universal. A mata com suas árvores e arbustos e plantas e ervas e gramíneas... Mata fechada densa compacta quiçaça tramada e perdida nas sombras enigmáticas. Uma enorme e máxima classificação com variedade de espécies, turubis, capitães-do-campo, jueranas, gameleiras, timbós-urucus, juciris, ariris... Com o cumprimento, oxalá!, das flores coloridas e seus perfumes atrações insetos abelhas tataíras mariposas-espelhos, agriões-do-pará, azulzinhas, maracujás-roxos, espinheiras-santas, candombás, marurus... Várias variadas aves em diferentes atividades procurando alimento nidificando fazendo casinha buscando parceira companheira alertando as visitas ou intrusos catando gravetos juntando barro para a casinha de pau a pique ou adobe caso dos joões-de-barro borralharas-pintadas cricriós sabiás-do-campo neineis pombas-trocais suiriris chopins-do-brejo... Cada 4 horas paravam para comer o que encontravam na mata umas frutas que viam no barranco, bacabas, buritis, cerejas-do-rio-grande, mangabas, pupunhas, araçás-bois, jabuticabatubas...

            - Eu nem tenho com nada nenhuma não - disse Cabatatu, índio com os tembetás de osso adornando os lábios as orelhas o nariz.

            - Um marupiara como eu tem sorte na pesca na caça. Quase nada todo-nada tudo-nada.

            - Mais abaixo temos que contornar a cachoeira da Mariquinha - lembrou Tarumaí, já comendo uns cajuzinhos-do-cerrado suculentos maduros amarelos apetitosos (muito procurados e consumidos devido ao sabor peculiar e esquisito).

            - Eu mesmo nem conheço ninguém da aldeia dos temidos tememinó. Valentes pacas!

            - Isto que vamos fazer nem é errado ou imoral.

            - Nossos pais e avós já praticaram já fizeram mais vezes outras oportunidades. Pois eles já fizeram - completou o índio guerreiro Tembetaru, descansando debaixo do pé de pequiá-amarelo.

            - Nem é segredo para ninguém. Nem é secreto para nós nem pra eles os tememinó.

            - Em verdade verdadeira é uma gincana uma festa festiva tradicional.

            - É e chega a ser uma lei uma ordem imposta pela natureza.

            - Uma disputa e um jogo jogado. O jogo se ganha ou se perde.

            - Mas por que tem de ser tudo na calada da noite no escuro? - indagação do valoroso índio Guarantã, sujeito disposto e dos mais fortões.

            - Por causa que sim.

            - As mais bonitas mais interessantes mais jovens estão no centro da oca, vão se lembrando! Qualquer decepção depois após nem tem mais volta, tá certo?! É um alerta!

            - Você deve pegar o que você puder carregar, nem mais nem menos. Ou seja, nem mais que uma. Uma já está bom para começar.

            - Sim. E já está na hora de nos mexermos. Tá na hora de irmos na vazante a jusante.

            - Agora ou nunca! - gritou empolgado o índio Guaracava, identificado.

            - Então vamos que já é tarde. E o tempo trabalha 24/7.

            - Eles os tais e quais tememinó, quando podem e quando menos esperamos, chegam e roubam e capturam e sequestram nossas irmãs e primas. Isso nem pode ficar assim sem revanche.

            - Que eu capture uma cunhantã tememinó das bem queridas e graciosas e simpáticas.

            - Nem se aborreça por isso nem tema por isso, primo Tatucaba.

            - É que nem sei se vou ter sorte grande na escolha. Pare e pense... É mesmo uma loteria, nem é mesmo? - disse o irmão índio Jerivá.

            - Hoje vai completar o dia mais feliz da minha boa aventura. Meus filhos futuros dependem desse dia feliz. Uma escolha às escuras.

            - Eu preciso ir lá hoje mesmo sem tardar agora. Sou índio e preciso de índia pra sobreviver.

            - O que vocês acham? É uma boa sorte? - inquiriu Pitangaçu.

            - Sim, vai dar tudo certo como dois e dois igual a três e quatro e cinco...

            - É sim uma boa ideia e aquele negócio todo, etc., e assim por diante.

            - Pois que existem e convivem muitos índios sem índias e muitas índias sem índios. O que nem é normal nem apreciável nem agradável nem gratificante.

            Até atacar atingir essa região a chuva vem num vento mais ou menos forte desde o oceano Atlântico. Ritmo forte e muito seguido constante. E da terra úmida molhada nasce uma floresta tropical cheia de luxo luxuriante comunicativa esfuziante. Aparece surge uma enorme grande diversidade de vegetação particular endêmica catalogada, jaracatiá, canafístula, guatambu, capim-arroz, filodendro, camarinha, caúna-amargosa... E rios permanentes e cachoeiras e corredeiras e piscinas naturais. Lugar que se vê também montanhas rochosas de mais de 1 bilhão de anos. Ambiente que já esteve o mar. Foi mar foi deserto voltou a ser mar e agora hoje é serra da Ouricana (para os íntimos). Árvores de tamanho médio para cima as que mais se destacam na paisagem. Acompanhando o rio Engenho Velho a mata ciliar é bem variada e diversa e nacional, taiuiás-do-mato, mandacarus, chocalhos-de-cascavel, mirindibas-doces, umburanas, marias-rosas, cumandás, palmeirinhas-azuis... Depois de um tanto remando rio Parimé abaixo, pararam na margem esquerda desembarcaram diante da cascatinha 7 de Setembro. Muito peso muito trabalho para contornar a cachoeira suportando as canoinhas e remos nos ombros nas costas. Ao norte a nação dos cumanaxó, algo mais ao sul a pátria dos acarapi, donos do rio Parimé os silvícolas cauixana, junto da serra do Galho os bororo, bem lá pelo nordeste distantes mais de 200 km o território dos mariaté, sudeste os bravos canoeiros malali...

Os viajantes quase nem levavam apetrechos de guerra, poucas flechas e arcos e sarabatanas e machadinhas de pedra, para nem atrapalhar o passo a correria a empreitada o serviço. O rio Gonçalves Dias puro simples nítido limpo diário oxigenado despencava apurado da serra do Mar. Se via um horizonte recortado de morros e pedras de outras eras distantes campos rupestres. Do alto escorrem nascem córregos nascentes fios d’águas que acabam por encher os rios. Ninguém sabe dizer por que tudo isso acontece. Ninguém sabe imaginar por que tudo isso se mexe. É todo um mundo suspeito e de fôlego. Habitada a terra por surpresas aventuras aves, chocões-carijós, caburés, gravatazeiros, tem-tens-de-estrela, canários-da-terra, tuins, cabeças-encarnadas, pipiras-pretas, gralhas-do-campo, caneleiros-pretos... Um lugar um sítio necessário e ou que presta serviço aos viventes e ou semoventes. Portanto pararam e ali mesmo um vale encaixado no meio das plantas e samambaiaçus e bromélias um poço para tomar banho e um rápido lanchinho de frutinhas e frutos ao alcance da mão, pajurás, abius, inajás, camu-camus, araticuns-mirins, umbus, bacuriparis, mamas-de-cachorra, cumbarus, guabirobas, jabuticabas-amarelas...

            - Passear é bonito!... Passear é sensacional!...

            - Eu sei tudo sobre caçadas e animais de couro e ou pelo, eu sei das épocas da boa pesca, eu entendo de colher o mel das abelhas-jataís ou similares... Porém nem sei nada sobre as belas cunhantãs. As cunhantãs são de outro horizonte, outro planeta, outra galáxia, outra religião.

            - Eu já visitei o museu Solar do Barão em Jundiaí, eu desfrutei da praia de Meireles e praia de Aramanai e praia do Maracanã...

- Eu derrubei os mais altos dos jequitibás e das acapuranas e dos alecrins...

- Quando converso os guerê-guerês eu mesmo confesso que voei nas asas dos taperuçus-velhos e gralhas-picaças e pombas-galegas e sanhaços-de-fogo...

- Que nem eu até duvideodó! Eu fui de visita na cidade de São José da Tapera e Pão de Açúcar e Monteirópolis e Senador Rui Palmeira e Pedro Velho...

- Mas o mais importante e que conta e que faz toda a diferença neste momento é gostar das cunhantãs novinhas em folha - declarou abertamente o índio Turueí.

            - Todos nós gostamos de cunhantãs. E quanto mais melhor.

            - De noite e de dia igual à cutia ao guigó ao biguá ao saí-azul...

            - Gosto e aprecio cunhantã por fora. E como é por dentro? Alguém aqui adivinha? - altas dúvidas do índio Xiquexique.

            - É um mistério como a noite escura noturna.

            - É um labirinto como a floresta - sentenciou o índio Casaca-de-Couro.

            - É lisa escorregadia como pedra musgosa do fundo da gruta.

            - Com tudo isso e como tudo isso é uma fascinação! - concluiu o Corrupião.

            - Quem perder de capturar sua cunhantã ou nem alcançar êxito, vai se esconder no alto da montanha mais inóspita. Bem longe distante de nós e o mais possível.

            - A natureza pede cunhantãs novas jovens novatas macias pele doce.

            - Porém somos amigos e estamos juntos nessa pra combater o mesmo delicioso combate - sempre a afirmação de Cabatatu.

            - Somos amigos e estamos aqui pra conquistar o mundo e as pedras preciosas.

            - Eu vou, todos vão. Se eu sou, todos somos. Eu vou tu vais vamos todos.

            - Qual a surpresa, Guaracava? - falou o índio Turueí.

            - Se um está cansado, todos descansam. Se todos param, um ou o outro para também.

            - Estou pensando num nome bonito e maneiro pra minha futura linda cunhantã esposa, é.

            - Que nome chamar? - perguntou Jerivá.

            - E se ela tiver nome e teimar com ele mesmo até o fim...

            - Vou chamar a minha cunhantã de Tiriba. Um belo e nobre nome próprio.

            - Eu mesmo acho bonito e elegante um nome tipo, Astromélia ou Malva-Rosa...

            - Já eu mesmo nem faço ideia... Se é que vou procurar.

            - Esta mesma nem é uma decisão fácil e rápida e urgente. Temos que ficar pensando um bocado - declarou Casaca-de-Couro.

            - Tenho três opções e escolhas ou dúvidas: Begônia, Maracujá-Ametista, Verbena. Todos nomes ótimos e selvagens e palatáveis - recolocou o Pitangaçu.

            O rio corre em sentido pendente oeste para leste. Em meio à floresta diferente e tudo muito encantado e espetacular. Cadeia de montanhas, cordilheira do Espinhaço. Mosaico de vegetação, dia de sol, repleto de morros erodidos e vãos e buracos que surgiram do encontro das placas tectônicas há milhões de anos. Inscrições rupestres indecifráveis. Se ouve escuta frufrutar a floresta como um todo e respirando, perobas-rosas, brejeiras, marias-pretas, ariris, xaxins-bravos, campânulas, açucenas, vassourinhas, paus-de-chanca... A vocalização pipilar do acauã, por ex. Todos desempenhando seu papel e ninguém melhor que o outro. Um mundo selvagem inexplorado longe da civilização urbana digital. Nesse rio Campo Belo chegam uma rede outros rios e riachos e córregos. Nos barrancos trilhas e trilhos pegadas dos bichos da mata, capivaras, porcos-do-mato, antas, iraras, jaguatiricas, quatis, onças d’água, graxains, lobos-guarás... O rio apresenta aqui ali umas pedras pedregulho no fundo do leito corredeiras e fica arriscado pensar em navegar de canoa. São ligeiros de tirar o fôlego. Mais as águas cristalinas espumantes turbulentas.

E os índios charrua cansaram mais outra vez. Após três horas de remos e perigos e esforços, aportaram num gramadinho confortável agradável convidativo campestre paradisíaco. Sempre se servindo dos alimentos selvagens que a própria floresta vai fornecendo oferece com as estações do ano bem definidas se empapuçando embugando empanturrando, cupuaçus, umaris, mama-cadelas, barus, uvaias, pitangatubas, pinhões, cambucis, sete-capotes... Cada hora que passava tinha um povo plumoso que voava ruflava aí e cantava retinia as harmonias os ritmos os estilos e em diferentes alturas de distintas árvores, arirambas-da-mata-virgem, guaxes, andorinhas-do-barranco, tietingas, saíras-de-chapéu-preto, besourinhos-de-bico-vermelho, sanhaços-cinzas, soldados, martins-pescadores-pequenos, joão-de-pau...

            - Por via das dúvidas...

            - É simples porém nem é fácil - índio Guarantã que desabafou.

            - E se fosse pagar o dote o enxoval? Nem seria mais em conta? Mais tranquilo e sossegado? - perguntou o índio Tatucaba.

            - Vai ser caro demais. E ainda é.

            - Incrível mas é verdade.

            - Nem há dinheiro que pague uma linda e bela cunhantã - sinalizou o índio Xiquexique.

            - Pois é da lei da floresta que o certo é capturá-las no braço. Recomenda-se. Como se diz: “O jogo é jogado e o surubim é pescado”.

            - E elas merecem todo o respeito toda a atenção toda a competição, com certeza.

            - Nem é bom fumar que pega bafo, entende?! É um conselho que ouvi dos sábios experientes mais velhos - ensinou o jovem guerreiro Corrupião.

            - Nem beber que bebum pinguço deixa bafo e faz fiasco - emendou o índio Tarumaí.

            - É um exame de provas e temos de passar com muito bom ótimo: Aprovado! Com louvor!

            - Está dito, né! Ninguém vai rodar no exame ou ficar para segunda época. A continuidade da prole é que recomenda. O serviço tem de ser feito.

            - Hum!... Será que elas estão esperando por nós por quem? - pensou alto o índio Tembetaru.

            - Acho que sim. Tenho a impressão que sim.

            - Acho que sim e que nem - disse o esperto Guarantã.

            - Acho que nem - este o Turueí.

            - De repente imaginam, nem sei. Nessa idade elas criam um bocado. Acho que inventam alguém chegando numa canoa ou voando igual uma ave um pássaro martim-pescador-pintado, ex.

            - Provável que pensem de alguma maneira ou em alguma coisa. O mundo fictício. O mundo alado. O mundo além distante do comum.

            - Chorarão sem poder se despedir dos seus pais e parentes e irmãos? - seguiu duvidando o índio Tembetaru. Acho que nem vai dar tempo.

            - Vão ter que perder a memória, e rapidamente.

            - Algumas sempre choram na despedida. E outras vão se alegrar. E outras vão se achar bem escolhidas. E mais outras bem afortunadas.

- Soa difícil, porém as índias cunhantãs jovens são mesmo muito sentimentais e românticas e sensitivas. Assim mesmo - juntou o índio Tarumaí.

            Chegaram na boca da noite e com estrelas já apontando estalando na barra do céu. Do mato escondidos observavam a aldeia dos tememinó. Que sucesso! Aguardavam pelo melhor momento. Todos ali tensos armados com rede de pesca muçurana embira e pintados para a guerra. A história sendo feita e pra contar recontar mais tarde.

Saíram da cena principal as estrelas consteladas e em seguida perambulando veio a lua vestida de véu de noiva. De lá de dentro das palhoças sobrava, volta e meia, um e outro grito de criança ulular uivar de vira-lata arrulho de pomba-rola chirriar de coruja-buraqueira grulhar de pato-do-mato chalrar de papagaio-campeiro tinir de apito ruflar de asas piar de gaturamos guinchar de macacos-de-bando farfalhar do capim-rabo-de-raposa sufixos em ‘ismo’ coaxar de rãs chocalhar de chocalhos... Os tememinó nem queriam nem precisavam desconfiar de nada nadinha, nem procuravam nem encontravam confiar em algo ou alguém, nem imaginavam surpresas nem esperavam por novidades modernices...

            - Que será que elas procuram? Que elas querem isso e aquilo é certo.

            - Que será que elas esperam? Que elas sempre esperam mais é certo como matemático.

            - Acreditam no acaso - renovou o Corrupião. E com muita superstição.

            - Elas as cunhantãs estimadas gostam extremamente de presentes dádivas ofertas.

            - Presentes... Que tipo de presente? Pode ser bijuteria?

            - Joias e braceletes e pingentes e chocalhos para os tornozelos, óculos escuros, chocolates, roupas e vestidos e cangas para saída de praia... - interpretou o índio Jerivá.

            - É isso. Algum objeto pra usar no dia a dia. Doce ou salgado bom de comer.

            - Um mascote novo filhotinho - na voz de Guaracava.

            - Filhote de tucano-de-bico-verde, trinca-ferro, beija-flor-rubi, tiê-de-topete...

            - Um exemplar de tartaruga-da-amazônia, cubiú, mocó... - narrou o índio Tatucaba.

            - E melhor que tudo isso: que você seja amigo íntimo dela. E pra sempre. E fiel.

            - Que sua mãe a sogra dela, seja leve.

            - Então, tá! Vai ser uma aventura e tanto - se empolgou Xiquexique.

            - A mais difícil e recomendável.

            - A mais falada e cantada em prosa e verso.

            - A mais importante e que vai cair na história - declarou o índio Casaca-de-Couro.

            - E tudo num dia apenas somente - determinou Cabatatu.

            - Logo logo vou abraçar minha cunhantã, é. Sou um sujeito de sorte - bateu no peito pulsante de aço robusto o índio charrua Pitangaçu.

            Insuspeitas horas quando tudo já estava quieto, os 12 índios charrua (um para cada mês do ano) moveram-se em direção a uma abertura no cercado caiçara paliçada que rodeava a taba visitada dos tememinó. Hora que muitos bichos noturnos estranhos saem de suas tocas e buracos e esconderijos e cavernas igual os bacuraus os gambás os tatus-galinhas os morcegos os tamanduás-mirins os sapos-folhas os caititus as onças-pardas...

Com uma ordem de um deles que foi na frente seguido pelos outros... Uma fogueira iluminava guiava o centro do terreiro. Um punhado de cães nervosos já vieram ladrar latir ganir rosnar cainhar acoar... Sem demora, em milésimos de um segundo, os 12 pertencidos se atracaram por dentro da tenda das mulheres solteiras e cada um pegou a que primeiro viu pela frente ou chegou tateou em suas mãos. Com o alarido os guerreiros tememinó acordaram já sabendo que algo sério e grave estava acontecendo. Os invasores agiram rapidamente, em um segundo, arrastando as meninas para o meio do mato. Quatro dos invasores, os mais capazes e bravos e destemidos, ficaram lutando distraindo os tememinó por mais uns 5 minutinhos. O restante do grupo, e com as mulheres índias meio que arrastadas e bem seguras nos braços, foi correndo na frente e com vantagem. Em breve o entrevero se desembaraçava perdia o foco e todos em bando compacto fugiam subindo o rio Inhaí remando sem parar fortemente, e se deram bem. E o mundo conspirou a favor da natureza. E a natureza acontecia das suas.

            A volta subida montante contrapelo ao revés, manhã ainda leve e iniciante familiar já em meio ao rio Floriano, foi trabalhosa apurada e na base da afobação. Remando apressado contra a corrente e como Tupã deixava. Aves ensaiando voos e manobras performáticas, cauintãs, papagaios-chauás, japacanins, balança-rabos-canela, bentevizinhos-do-brejo, periquitos-reis, gavião-carrapateiro, surucuás-de-cauda-preta... Ali aqui o rio se espalha criativo rápido ou calmo e em alguns lugares específicos faz uns alagados banhados pântanos com muita propriedade e criação de peixes e pássaros e mamíferos e répteis e aracnídeos e insetos...

E manhã pequena cedo eles voltando elas se despedindo da sua terra natal aldeia natal. As muitas águas que alimentam este rio poderoso e cheio de nutrientes descem sim do entorno junto das montanhas e suas pedras porosas inventando lapílis e tufas calcárias mais outros tipos de formações rochosas desde a serra do Cipó. E espécies de vegetais que somam em centenas no ambiente casto da mata fechada bosque variado com gravatás cactos árvores retorcidas, cumatis, umbuzeiros, licuris, palmitos-juçaras, angicos, embaúbas-prateadas, carnes-de-vaca, cedros, casadinhos, quinas-da-serra...

Pegaram a empreitada mais puxada e lá depois de 4 horas descansaram num remanso de piscina natural na volta do rio. Borboletas várias catando sal no barro preto e ou na serapilheira. O rio piscoso (curimbatás, traíras, cascudos, bagres, charutinhos, lambaris, muçuns...) surgia de tantas nascentes incontáveis cortando pedras calmamente durante anos a fio. E com os tempos abriu vales e cânions enseadas quedas d’água. O lugar tipo assim a um anfiteatro de aparência antiga cavernosa cheia de histórias geológicas. Área da mata ainda bem conservada e reserva da biodiversidade, avencas, selaginelas, poejos-do-campo, acuris, tucaiás, morangos-silvestres, mimosas, lírios-azuis, cravos-do-campo, grafistilis, cauaboris-roxos...

As índias namoradas cunhantãs tememinó ainda separadas dos maridos índios charrua. Uns na sombra do grande tucuribá e umas na sombra da grande figueira-mata-pau. Se olhavam conforme deixavam as horas passar tiquetaquear. Se alimentavam ambos do que havia pela mata pelas plantas ao alcance da mão bebendo água da fonte, cúbios, muricis, maracujás-açus, cagaitas, pequis, ameixas-da-terra, cambucás, grumixamas, pitangas, amoras-do-mato...

            - Acho que nem bem nos ouvem daqui...

            - Eu ganhei de presente este espelho, em?! E olhem que me prometeu que terei já pronto umas tatuagens da tribo dele - falava a cunhantã tememinó já também charrua Tibuquina. Me prometeu e chegando lá na minha casa nova terá de cumprir.

            - Também vou exigir e acho legal.

            - Ainda estamos todas meio que encabuladas envergonhadas vexadas recém-casadas...

            - Eu gosto de ir a novos lugares. É bom pra autoestima.

            - Se for o caso e valer a pena...

            - Eles têm que nos querer como somos.

            - Já eu preferia ficar em casa e na minha, sozinha particular. Quer dizer, na nossa aldeia. É difícil enfrentar o desconhecido. Nossa aldeia nossa oca nossos pais e mães e avós e irmãos...

            - Será que nossos irmãos virão nos resgatar? - dúvida da índia Juruva.

            - Talvez esta noite ou mais tardar amanhã.

            - Vai saber, né!

            - Passado de hoje a noite já é tarde, entendeu?!

            - Meu mascote sauá Jurobão vai sentir saudades de mim, entendo.

            - Vocês já trocaram ideias com seu maridos? Eu ainda estou amarrada na minha tonteira.

            - O que dizer? O que perguntar? Até onde chegar?

            - O que responder? - indagou a Saíra-Amarela.

            - Comece perguntando seu nome... O que prefere comer e beber... Se gosta de dormir na rede ou na esteira ou no jirau... Quando que hora do dia prefere o peixe bem moqueado...

            - Eu só nem quero trabalhar muito igual escrava sem direitos faça chuva ou faça sol.

            - Eu nem quero ter muitos filhos. Vou ficar devendo neste ponto - relatou a Valeriana.

            - Eu nem quero trabalhar na roça arrancando raízes manivas tubérculos batatas-de-caboclo manjeronas-do-campo... - explicou a índia Estévia.

            - Minha mãe já tinha me avisado que este rapto ocorreria dia ou outro. E foi hoje está sendo agora nesta hora - desabafa Budileia.

            - Estou satisfeita assim. Melhor que podia me acontecer. Eu juro!

            - Me sinto emocionada derretida pronta para outra etapa do meu acontecer.

            - Está tudo programado pelo tempo. Eu acho - concluiu a tememinó Saíra-Sete-Cores.

            - Sim e eu também. Já pensou se eu fosse esquecida deixada para trás posta de lado? Eu já estaria em depressão e falando sozinha e andando perambulando solitária.

            - Isto tudo é sorte e é destino e é rio...

            - Eu passo muito tempo olhando o rio o número imenso das estrelas a revoada das aves o canto dos passarinhos, araçari-banana, catirumbava, beija-flor-preto, sabiá-barranco...

            - Eu também olho e aprecio tudo que aparece e que vai e vêm, pica-pau-anão-barrado, ferro-velho, maria-preta-de-garganta-vermelha, andorinha-do-rio...

            - A gente serve serviçal pra tudo e qualquer coisa e todos os negócios e todas as horas.

            - Então, tá!

            - Nem é só um casamento, é um caminho sem retorno.

            - Vou ajudar meu marido no que puder. Vou fazer a melhor farinha torrada da aldeia charrua. Minha sogra nem terá do que se queixar - falou e disse a índia Maitaca-Verde.

            - Eu também. Vou fazer comidas diferentes todos os dias.

            - O que que teu namorado te disse? Ele já gosta de cafuné e ou catar piolhos?

            - Nem quero ser criticada e apontada como uma inútil. Nem tenho tendência sedentária.

            - Nem vou mais ficar sozinha e perdida e sem filhos e sem fazer nada. Vou cantar como um entufado e voar como um tufinho-verde.

            - Prefiro fazer minha própria refeição: minha quiçamã meu pescado de pirajubas...

            - Eles os charrua devem plantar abóbora milho mandioca amendoim...

            - Nossa! E quanta novidade num dia como hoje, hein?!

            - Hoje é o melhor dos dias!

            - É verdade.

            - Acho que isso tudo nem é tão razoável assim.

            - Você acha que nem é correto?

            - Nem nunca saí de casa antes - testemunhou a cunhantã Drosera.

            - A paisagem está mudando e vai mudando e mudará ainda mais. Agora mesmo passou um bando de maracanãs-pequenas rumo da serra da Mantiqueira.

            - Temos coisas muitas para fazer hoje e amanhã e depois de amanhã...

            - Toda cunhantã é futura cunhã - emendou a índia cunhantã Sempre-Viva.

            - Quando eu era cunhantaim eu queria ser cunhantã. Agora quero ser cunhã.

            - Este é o ponto! Assim é o processo! Nossos parabéns!

            - Sempre me pergunto: Por que eles sempre eles sim e nós nunca e nós nem? Custa ser o contrário? - questão da tememinó Pé de Ouro. Um curumim já nasce com algo mais e as bênçãos dos deuses e mãe-natureza.

            - Vai que é mais cômodo assim! Vai que é melhor assim! Vai que é assim que tem de ser!

            - Vai que custa muito mudar as coisas! Vai que é pegar ou largar!

            - O dialeto charrua é um pouco complicado, vamos dizer assim.

            - Já vão plantar em nós o futuro promissor da tribo deles...

            - De agora em diante vai ser nossa língua e idioma dos nossos curumins e cunhantains.

            - Este mesmo sol que nasce no leste e deita no oeste - afirma a índia Arnica.

            - É para lá que vamos e seremos. E justamente.

            Dias depois na taba charrua e ao pé do fogo de chão, os heróis da façanha riam orgulhosos ao lado das suas sestrosas cunhãs roubadas. E justamente e sempre recontando o feito a aventura a fábula os sucessos épicos. As esposas prestativas preparavam peixe dourado na brasa e cauim cauí caoí e muito desde sempre risonhas engraçadas faceiras. Uma ou duas palavras e rindo todos juntos ao mesmo tempo carnavalescos. Assim a aldeia dos charrua crescia mais depressa e majestosa. Talvez no futuro vão ter que se ver novamente com os tememinó. Enquanto isso o risco calculado já valia a pena.

 

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Na Conta do Chá

 

          

 

            Tenho uma preferência uma estrela um pensamento magnânimo como igual imediato uma folha seca de planta ao relento ao vento... Depois, com um sopro de paciência e ou imprudência e ou impertinência e ou clemência, nem sei de nada desconfio e procuro. Já desisti de ser e ter e fazer muitas coisas. Nem tenho roupa com que roupa para esses dias assim. Quer e querer, querer e poder daí vão a outros 500 milhões. Por que a alma o espírito, mais do mesmo!, tem de reconhecer o corpo já em o além...

            De passeio a viagem foi por sobre tudo um pouco acima de tudo, logo agora!, o voo as nuvens acolchoadas em branco com bordas douradas no fundo bem abaixo os retalhões geométricos desenhados coloridos de plantações e os riscos serpenteantes dos rios e estradas caminhos... As plenas asas abertas horizontais platinadas livre-pensador procurador-geral bem-aventurado multifacetado na capa das principais revistas dos alados plumosos mais topes sabiás-da-restinga araras-hiacintas caracarás pipiras-bicos-de-prata andorinhas-do-campo suiriris...

            - Quanto tempo pensa em ficar conosco, senhor mestre? O cavalheiro já conhece a cidade já visitou antes o teatro Celina Alves Neves a praça Tubal Vilela a avenida Rondon Pacheco a praia do Ermitão o colégio Aurelino Leal?... Temos excelentes restaurantes bares vida noturna ótima gastronomia acolhimento recomendo o grande salão de eventos estrada Icuí-Guajará... O clima é megatérmico úmido temperatura elevada em torno de 27ºC. Regulares chuvas. Pequena amplitude térmica que atrai contribui fascina os veranistas turistas internacionais nacionais locais...

            - Nem me pergunte exatamente a função a posição a movimentação. Porém alguns dias durante o festival da canção nativa e ou exposição agropecuária e ou micareta e ou feira da indústria e comércio... Voei mais horas que um pássaro endêmico camaxirra umas aves migratórias asas-de-telha jacaçus anambés-raios-de-sol pombas-carijós arribaçãs saíras-de-papo-preto...

            - Eu posso ver seu passaporte identidade e comprovante proteína C-reativa (PCR) teste de imunização vacinação... Nosso hotel Ucuuba desenvolve um novo moderno eficaz sistema de comunicação com seus clientes fregueses hóspedes frequentadores colaboradores fornecedores servidores admiradores...

            Por isso eu nem desgarrava desunhava das histórias e tudo que caía nas mãos eu conferia e interpretava resenhava com os amigos(as). Daí em diante depois após procurei ser jogador de futebol deus da torcida craque do campeonato ícone do clube referência para as categorias de base... Nas olimpíadas deixo o artilheiro para ser qualquer medalhista do atletismo da natação do tênis de mesa do vôlei de praia da vela da maratona da esgrima do salto em distância do arremesso de dardo... Então volto a querer inventar um herói uma utopia um ideal e ser fenomenal um monstro bestial uma fera um cobra...

            - Tá bom, tá bem! O caro cavalheiro tem uma vista do mar uma visão privilegiada do centro da ampla praça Antônio Olavo Pereira, aliás esta muito bem restaurada reformada ampliada revitalizada já recentemente com verba governamental federal...

            - Estes tempos querem muito é ter dinheiro e poder, né!

- Temos sim temos mesmo um quarto ótimo disponível no décimo oitavo andar. Nem pode ser melhor, e o intrépido cavalheiro vai me dar razão. Tanto faz o nascente como o poente...

- Já me hospedei aqui e adoro aprecio andar passear pela noite pela praça em frente pela orla conferindo lojas magazines empórios galerias e vitrines...

- Estamos estaremos para fazer o melhor e servir, hum!...

            - Oh, é muito bom! Já estou entusiasmado. E estou mais redondo tonto que as horas do relógio ou a rotação o ciclo do planeta. Voar pelo país que faz muita distância é es-pe-ta-cu-lar!

            - O camareiro levará carregará conduzirá suas malas e bagagem aos aposentos, distinto senhor! Boa estadia e bom descanso e bom retiro e boa noite boa tarde bom dia! Qualquer coisa é só me procurar me chamar me comunicar me contatar aqui no balcão da recepção. O café da manhã é das 6h às 10:30h. E até logo daqui a pouco, ótimo professor!

            Meia hora depois telefono para Camila e do outro lado desta mesma cidade de Arealva ou Schroeder ou Limoeiro de Anadia ou Ipameri... Um rádio cantando se ouvia no fundo um ruído de fotocopiadora ou televisão carros motos numa rua Barão de Guaraciaba e distantes, uma claque. Nas fontes históricas consultadas e procuradas desta identificada cidade de Piracaia ou Itambacuri ou Grossos ou Sabáudia... nem foi possível encontrar os discursos eclesiásticos da sua condição de freguesia nem mesmo os instrumentos legais de sua consideração como distrito. Muita coisa se disse e se diz e diremos digo eu já te digo:

            - Estou aqui e agora, linda flor! Então, bela! Vamos sair este fim de semana e aloprar? D sabe pra onde, ah ah ah!... Nem te preocupes com dinheiro carvão cascalho urtiga arame gimbo pataca bagaço, eu tenho um monte um banco. E vamos com calma, benhe! E vamos com o que temos de melhor de sobra, fruta madura! E vamos com o que podemos carregar, querida deidade!

            - Ora, vejamos! E daí, bem?! Chegou quando? E tudo bem? Ajustou o fuso horário? A semana inteira nem vai chover e fará muito sol e calor. Eu sou de aquário e você é de peixes. Meus pais nasceram em Confresa e seus pais são originários vieram desde Aroazes. Eu sou deísta e você é agnóstico. Eu torço sou do CSE e você admira torce pro CSA.

            - Você sabe que estou fazendo um curso de filosofia da história... Gosto de estudar intrigas palacianas ciclos e ciclo do algodão ciclo da borracha ciclo do ouro ciclo da cana-de-açúcar... Sempre estudo muito as datas os porém os períodos as eras os clãs as oligarquias as repúblicas... Mas esse semestre passado já concluo que estudei demais e ao longo de. Você me conhece. Você já me viu. Você sabe como eu sou e funciono.

            - Há muitos parques de lazer áreas verdes na minha cidade parque Henrique Lage parque Villa-Lobos parque Tanguá parque Getúlio Vargas ou dos Macaquinhos...

            - O que você tá me dizendo...

            - A verdade.

            Olho as gentes que se preparam se agitam como bilhões de formigas e escolhem uma rota qualquer a seguir a seu gosto a seu juízo a seu talante a seu livre arbítrio. Nem se sabe o que nos faz escolher esta rota roteiro itinerário daqui ou essa daí e ou aquela outra. Por hoje estou estacionado neste ponto relativo nesta paciência nesta reticência... Por hoje eu nem compreendo os meus pares os meus semelhantes os outros tantos mosquitos bípedes abelhas zumbidoras caramujos caracóis lesmas besouros... Um pouco mais e viro sim um grão de areia na praia de Boa Vista na praia Mole na praia do Cassino na praia do Forte...

            - Podemos ir a algum lugar, garota de Ipanema?! Ouvi algo alguma anedota sobre referente à ilha de Sassunema o museu parque Seringal a ilha do Governador... Parecem as boas o bastante.

            - Nem tenho ideia, gafanhoto! Hoje mesmo estava pensando e dialogando comigo mesma diante do espelho plano corpo inteiro... Você tem carro ou alugamos algum. Vamos também à cidade de Marituba e ou Governador Dix-Sept Rosado e ou Garruchos...

            - Você tem tempo? Tempo livre, que eu digo? Um bom passatempo, minha sopinha!

            - Aonde você quer ir e chegar, subchefe?! Olhe, escute... Escolhe... Temos ainda Santa Isabel do Pará e Jambeiro e Rolândia...

            - Uma comida típica, por ex. Antes ou depois das 21h.

            - Estou tentando estudar um programa tal e qual via internete. É duro, mas é queijo!

            - Minha prima Emília é mestra e professora e estudiosa nesse assunto nisso aí. Ela cansa de dar aula à distância via blogue sítio virtualmente.

            - Podemos sim ir dançar no clube recreativo Miriti, podemos. Tem uma enorme piscina ao ar livre mato com churrasqueiras quadras de tênis futebol sete trilhas escalaminhadas pesca e pague...

Mas ontem repassado me lembro desejei ter sido piloto de avião de caça furtivo da FAB. Lembrando da infância quando assistia os índios da floresta pintando o corpo a viseira ou máscara com jenipapo e urucum se alimentando de bichos da madeira e queria morar na Amazônia um ribeirinho subir no coqueiro para buscar açaí. O artilheiro volta preferencialmente a querer jogar intermitentemente a cada copa do mundo. E o de medalhista medalha dourada a cada olimpíada e jogos olímpicos olimpíadas. Se nem me atrapalho, já interpretei na escola um andarilho e esmoler ou monge pelas ruas tumultuadas povoadas frequentadas da grande cidade do formigueiro. E dormir no banco do calçadão XV de Novembro na praça Tiradentes na aba do museu do Amanhã durante o viaduto Santa Ifigênia... E fazer amizade com os vira-latas. E beber água da chuva.

- Oi! Você trabalha aqui neste prédio azul-marinho?

- Oh, sim! Eu presumo aqui ou a partir daqui. Além disso, ou por isso mesmo, eu vou à academia de ginástica Demiurgo e todos os dias após as 18:30h até as 21h e 30min. E almoço fora. E compro lanche pra viagem.

- Você estuda turco na faculdade? Foi isto que eu ouvi? Você é boa de idiomas e línguas.

- O caso é que eu mudei e troquei pra mandarim, é. Mais de mil figurinhas ideogramas.

- Que a profissão do teu pai? Seria marceneiro, eu tentando adivinhar?

- Pescador. Pescador artesanal no rio Jacuí, delta do Jacuí.

- E você nem segue a profissão ou ofício da família dos tios dos avós?

- Nem, porque prefiro nadar no rio a pescá-lo.

Júlia e eu temos coisas em comum e outras mais ou menos talvez nem sempre. Ela tem um irmão e uma irmã. A família tem casa na praia dos Carneiros. Ela Júlia tem um cão chamado Fidalgo. Diga a verdade, ah ah ah!... E outra coisa: ela nem tem olhos castanhos. E a gente faz e refaz o que pode. Volta e meia nos abandonamos nas espreguiçadeiras do terraço.

- Eu tenho umas opções e nem sei se você topa ou nem tipo a fortaleza o cais o mercado público a feira de artesanato da rua Joaquim de Magalhães Barata o sambódromo da avenida Carlos Chagas o shopping Conta-Fios com seus jardins suspensos e verticais... Tenho comigo que caminharemos muito. Subiremos e desceremos ladeiras e escadarias. Remaremos lentamente pelos canais do rio Maguari rio Pinheiros rio Ipiranga...

- Podemos também almoçar lá ou ali. Mais um pouco e desfrutaremos da beirada do rio Uriboquinha e a mata ciliar composta de exemplares cambarás-brancos brilhantinas-brasileiras andirobeiras virolas ananis anambis nanis oanandis... Pedalando durante toda a ciclovia passando o complexo cívico até a praça José Lins do Rego área dos seguidores do babaçuê e amantes do time de futebol Esporte Clube Aimoré e dos foliões do bloco do Galo da Meia-Noite...

- É uma! É um tema! É um assunto! É um palpite! E mesmo muita coisa por fazer e a ser perfeita. Outra delas é me apegar a você, bom coração doméstico! E exponencialmente. Fisicamente e mentalmente e animicamente, em mente, mente...

- Tenho muitos(as) amigos(as) em Benevides e Ananindeua e Poté e Upanema...

            No outro dia cheio de 28 de março já nos vimos com supetão de repentemente nos encontramos nos beijamos na estação da Luz do metrô. Mais rápido que um, oi! E foi ótimo porque o seguinte, te digo:

            - Vem que me faz bem um abraço e um beijo caloroso. Um pra encontrar dois pra cumprimentar três pra casar...

            - Você cheirosa como quê. Você amorosa. Você tenra. Você terna.

            - O que você gosta no café da manhã. Pensei muito em nós ali no café da manhã do hotel Jequirioba hoje agora cedo. Acordei e fui pensando com café pão quentinho manteiga queijo alguma fruta iogurte suco de caju... Precisamos naturalmente almoçar juntos jantar tomar café da manhã levantar tarde outra vez...

             Nem tinha muitos cães pelas ruas. Nem tinha visto nenhum, falando de verdade. Porém os cães latem, se for o caso. Cidade com alguns cães pelas ruas sarjeta é indício bom sinal de saúde.

            - Já te digo. Eu costumo andar e até correr no parque da Redenção. Depois, em casa e à vontade, leio histórias em quadrinhos. Pinto miniaturas de portas portais que fotografo pela cidade.

            - Nem saio muito de casa. Mas passeio sim pelo passeio público, geralmente no entardecer dos domingos, que eu faço e recomendo com ênfase incisivamente.

            - Eu pego um ônibus para o campus. E a universidade é do outro lado da cidade de Unistalda ou São Miguel do Iguaçu ou Veríssimo... Quando chove é que chego um pouco atrasada. As aulas começam às 8h em ponto. Amplas janelas envidraçadas de correr com vistas para o espaço verde lá fora distante ipês-amarelos jacarandás-caviúnas chapéus-de-frade pitangueiras...

            - Este palácio de Cristal em Petrópolis que apenas estamos passando de visita conhecendo tirando fotos impressões... Tá vendo? Diante. Este palácio em meio ao parque do Sabiá é meu, porém alugo para o governo estadual e municipal. Contando bem, um palacete de oitenta janelas. Estufas para orquídeas e bromélias e no país da maior biodiversidade.

            Estamos agora na praia da Joaquina praia do Ouvidor praia do Madeiro praia Brava da Almada... A primeira vez que vi o mar era assim lençol azul distendido... O sol a areia branca as dunas brancas o céu azul a água clara e esverdeada azulada as pessoas queimadas balançando gingando dançando com as ondas... Ninguém trabalha aqui ali. Poucos trabalham, bem sincero. Fomos toda manhã, toda tarde entardecer. Até umas 18h. Quando o sol se põe no meio do oceano.

            - Nós morávamos na mesma rua Aníbal Machado. Você mora onde agora mesmo?

            - É a rua Cassiano Ricardo. Com novela de época adaptada à tevê comercial. É também uma rua moderna renovada com calçada com acessibilidades e ciclovia bem sinalizada sinalização horizontal e vertical.

            - Tem muitos amigos comadres?

            - Somente os interessados beltranas na minha aleatória fortuna... crítica.

            - Continuamos aqui ali ou vamos para minha casa? Em casa tenho pizza na geladeira, que eu sei você gosta e adora. Pizzas divididas pra você pra mim. Pizza com refri.

            - Hum!... Sua ordem convite pedido direção conselho oferecimento... No intervalo podemos assistir um jogo na tevê por assinatura.

            Achamos melhor um quiosque com tudo pronto pedimos e provamos, conversamos. Então até as 22h. E uma ducha e uma cama nas nuvens e tudo mais. E já no outro dia juntos para todo o sempre. Os belos olhos dela. Olhos nos olhos meus.

            - Gosta Salto de Pirapora? Sim! Gosta de Monte Alegre dos Campos? Evidentemente! Gosta de Guaramirim? Demais! Gosta Duartina? Muuuito!

            - Então, bate aqui! Cinco!...

sábado, 24 de abril de 2021

Ocêis Tão Bão

 

          

 

            Me abordaram me pararam em plena rua Beato José Lourenço e perguntando (disseram que era uma enquete para a rádio emissora jornalística local) já queriam saber me pedindo opinião perguntando sobre o natal o ano novo as profecias do milênio do século o porquê a conspiração do universo dos astros o aniversário da independência nacional brasileira o nome das estrelas de primeira grandeza o Cristo Protetor de Encantado a cara lavada de D... Tais quais se aproximam os jogos olímpicos e paraolímpicos. Os preceitos conceitos exercícios de exames e concursos praça Helena Jefferson de Souza em São Lourenço eubiose eubiótica misticismo iogacara esoterismo teosofia espiritualismo ocultismo...

            Para viajar é continuar viajando e viagens: criar copiar recontar, pôr retirar transformar. Longos curtos médios espaços de tempo e épocas fases períodos humanos geológicos solares lunares marinhos... Geologicamente falando, o substrato se compõe de xistos e quartzitos e gnaisses e migmatitos do pré-cambriano indiviso; conglomerados e arenitos e grauvacas e argilitos do eocambriano; arenitos e calcários do paleozoico. Só vai longe! Eu mesmo me presenteio me ofereço com ao menos uma viagem de barco durante o ano o rio Carás o rio Batateiras o rio Retiro o rio Taquari... Outra questão, e que seja, nas nuvens o céu e na terra geoparque Chapada do Araripe a cachoeira de Missão Velha o açude Thomás Osterne a praia do Gonzaga... O que vamos fazer e ver no sítio cultural e paisagístico Roberto Burle Marx: admirar namorar conversar apreciar correr caminhar e guariúbas jabuticabeiras cacaus-selvagens algarobeiras-pretas tatajubas pereiros-da-serra, airis, cujumariranas... Hoje no momento já no presente agora e imediatamente.

Eu nem sei responder de repente a essas perguntas e indagações e curiosidades. E aqui na Terra vão divulgados os testes os vestibulares os inquéritos os desafios os debates... Pensei um pouco, pensei até 10, fui lá fora e voltei, tratei meu cachorro Galhardo com ração comprada na feira, provei um gole gustativo sorvi do meu presenteado vinho branco licoroso doce 720ml, andei a cavalo no hotel fazenda Iocroma... Perguntei pedi que esperassem pensar um bocadinho, uns segundos, comi uma bolacha com suco de caju, um instantezinho, li um anúncio de dentifrício com paisagem natural batizada de São Roque ou Vargem Grande Paulista, planejei ergui inaugurei o viaduto Raimundo de Farias Brito, recomecei estudar mandarim, recomendo pagamento em dinheiro boleto cartão de crédito transferência bancária... Poderia mentir mas nem era o caso e nem vinha ao acaso. Nas cidades vizinhas era o mesmo duelo combate a mesma dúvida a mesma preocupação a mesma solicitude difícil emergente impressionante, Puxinanã, Alhandra, São João do Cariri, Matinhos, Barra de Santa Rosa, Umari... Poderia dizer da coisa a realidade verdadeira latente, que também nem estava em questão e nem faria a diferença. Mentir ou contar a definição das causas e suas consequências nem me causam pesos medidas cócegas, quer saber!

Acabei dizendo que nunca tive ano novo solar lunar mais ou menos e as profecias enroladas ou descrentes assim ou assado e as geometrias triangulares quadradas desenhadas e ou pintadas. Que nem tenho saudade nenhuma de natal nenhum que nem me recordo de nenhum ano novo inaugurando ou cambiando utopias que as previsões nem passaram de um desejo de ver o time ganhar um campeonato nacional local internacional. E estaremos viajando para onde no momento deste vídeo ir ao ar entrar no ar... Por mencionar alguns algumas obrigações desobrigas, muito agraciado e agradecido!

Diferentemente do que me disseram e eu mesmo esperava, por que nem?, os prêmios e presentes e ofertas e dádivas estavam lá de surpresa me esperando empacotados embrulhados encaixotados uma bola oficial uma bicicleta uma viagem pelo baixo rio das amazonas um carro 2.0 hidráulico novo novinho em folha trescalando... E meu dia seguinte foi desembrulhar desempacotar desencaixotar jogar bola pedalar no parque modelar Branca Bilhar orientar a viagem as escalas os hotéis reservar as passagens passear com o novo cachorro na praça Acroá na rua Tresidela fazer um teste de direção... Que dia que presente que brinde remando no açude Orós ou Presidente JKO nadando na represa do Passo Real andando na beira da praia mãos dadas pedalando à beira-mar lado a lado juntos parelhos casal e o tempo todo e possível e pós-graduados e ricos emergentes novos... Obrigado pelo computador! Obrigado pelo beijo! Obrigado pela sorte! Obrigado pela canção! Obrigado pelos meus parabéns!

A cidade de Caririaçu ou Quipapá ou Ibateguara o que vemos é muito mais durante a tarde e muito além, vamos dizer. A vegetação ocorrente natural na região (babaçu, bauaçu, auaçu, coco-naiá) é o carrasco a floresta caducifólia espinhosa a floresta subcaducifólia tropical pluvial a floresta subperenifólia tropical plúvio-nebular e a floresta subcaducifólia tropical xeromorfa. Minha irmã Laura faz os temas de casa por ela por mim. Os vizinhos de leste foram (agraciados mimoseados com) esta manhã à praia da Armação à praia de Pipa à praia da Ferrugem à praia do Éden... O cachorro Galhardo dorme espreguiçado no capacho cuidando da entrada e saída. Irmã minha o telefone atende e é pra ela mesma falando continua...

O passatempo dos familiares namorada amigos era descobrir adivinhar o quanto a prenda o presente me importava me importou me importa me implicará. Subir e descer os rios amazônicos que são muitos e bem volumosos impressionantes piscosos a velocidade o desempenho do carro os raios do sol compensados filtrados pelos bons óculos escuros o tempo redescoberto com as praias do ES do CE da BA de SC 38 Canoa Quebrada 40 Jericoacoara 36 Jurerê 39 Pinheira 45 Porto de Galinhas 2 Cabo Frio 3 Brasília 7 Recife 2 São Paulo 10 Curitiba 3 Natal 2 Teresina... Umas 8h, ariramba-pequena e ipequi, eu e ela já estávamos sobrevoando aterrissando em Zé Doca. O sol estava brilhando de todo em plena tarde a semana toda na praia da Jureia. Diante das 19h, juriti-pupu e bem-te-vi-do-chão, eu ela nós estávamos retornando revoando de volta pra Posse.

            Outro dia por acaso presenciei a festa que certa família fazia porque a caçula passara no vestibular da UFSC e UFPel e UFSM. Achei engraçado exagero e nem precisavam fazer essa comemoração familiar toda grandiloquente. Mas é comum fazer e fazem. Sempre com pompa e circunstância -  que nem é fácil, diga-se de passagem. Querem dar as boas-vindas agradecer agradar parabenizar e compram bolo e torta de chocolate e põem música de carnaval marchinhas balões de encher bandeirinhas de papel mandam vir pizzas prediletas sorvete de açaí sorvete de cupuaçu sorvete de coco... Depois porque (vamos lá, quem sabe!) se é que adivinham se a pobre alma quererá mesmo seguir a tal vocação e carreira. E mais: talvez mesmo ela a estudante nem goste de estudar e nem chegue a se formar e nem queira tornar transformar a tal profissão em uma missão. Enfim, toda a cena toda a coisa me pareceu descabida, sem conteúdo, forçada, sem sentido, fora de moda, sem noção. O irmão mais velho, por exemplo, estava com cara de desgosto como se o tivessem arrancado da cama no melhor dos sonhos e somente pra empurrar o carro. O pai se via nitidamente que nunca fizera aquilo antes nem queria tomar parte depois. E a música de festa axé frevo maracatu pancadão eletrônico assustando fazendo pânico no cachorro. A caçula premiada festejada regalada esta sim toda prosa e poses para as fotos e beijinhos e vês e trejeitos congelados e outros estilos para o conteúdo das redes sociais. A mãe mais ou menos e com esforço extra supra sobre-humano brigadeiros feitos em casa cocadas brancas e pretas pudim de leite condensado caramelado e com os motivados motivadores jocosos sorrisos risos risadas risadinhas e gargalhadas.

Aliás, e minha distinta própria destacada complexa opinião, isso também se dá comigo em relação aos aniversários e que podem ser os meus e ou os dos outros. Então vejamos, emboralá!

            Enquanto esperávamos a torta em camadas de chocolate e amendoim e coco ralado, eu assistia tevê no episódio seguinte capítulo tal. Eu trocava remotamente de canal no menu da tela e a mãe nossa recebia o bolo que acabava de chegar via motobói. Quanto faz o meu aniversário a data? A festa estava pronta pra acontecer a mesa já aguardando os convidados(as), quando começou estrondosamente a chover. Uns apareceram de carro de praça outros de carro próprio outros de ônibus outros de a pé e guarda-chuva, porque choveu a tarde toda cantilena choveu a cântaros. Qual datado meu aniversário? A mãe era a chefa a coordenadora a presidente a dona a gerente a diretora mandava prender mandava soltar. Quando todos foram embora, a chuva resfriou o ar baixando a temperatura, eu olhei o resto a sobra o restante de festa. E admirei a terra arrasada a terra sem lei a terra de ninguém. Os garotos as meninas dançaram conversaram namoraram comeram beberam riram sem parar trocaram beijos e telefones e outros meios sociais em voga. A noite estava apenas começando hidratada quando a chuva parou. Ela Juçara estava mastigando um sanduba quando a vi pela 1ª vez; quando percebi que era ela a procurada a ídola; quando me dei conta que tinha, e nem me equivocar nem equivocado, de ser mesma elazinha tal e qual. “Eu mesma estava assim comendo um pastel de queijo com guaraná sem açúcar quando você, de supetão, me apareceu bem de frente e me chamou cara a cara...” Quando mais esperava e eles elas apareceram e me sortearam: “Aqui temos umas passagens ida e volta 5 dias para Foz do Iguaçu e pantanal mato-grossense!” “Aqui um dinheiro extra que você faz o que bem entender porém nem gaste tudo num dia tudo num único lugar!” “Aqui um pequeno adiantamento para você ir guardando e deixar para no futuro fazer uma faculdade bilíngue particular burguesa!” “Aqui tu tens uma caneta de ouro e prata para assinar coisas importantes!” “Aqui uma grana para comprar um baita carro e aquele mesmo que você tanto quer todo terreno!” “Aqui ali ou no exterior um emprego um cargo prometo bem remunerado que é e vai ser ótimo para seu currículo seu desenvolvimento aprendizado já depois da faculdade!”

            Como presente presenteado de aniversário alguns anos cumpridos até o presente me presentearam com desejos prêmios escolhas presentes passados futuros, Biblioteca Poeta Álvaro Bomílcar da Cunha, centro cultural casa Severino Cabral, teatro Raul Prhiston... A galeria de artes Félix Araújo possui e inclui no seu famoso e fabuloso acervo desenhos pinturas afrescos azulejos portugueses esculturas gravuras colagens litografias e outros exemplares outros métodos de diferentes momentos e cenários brasileiros. Nos seus cofres e armários hermeticamente fechados a cadeado a chave guardam artigos de jornais revistas e fotografias discos mapas móveis bonecos ferramentas artefatos sendo todos organizados para contar direitinho a história do município do bairro da rua do clube do clã do personagem...

            Cheguei chegando a Belém (cidade capital dos brasileiros(as) do Pará paraenses e que faz parte do compartimento da Borborema) ontem mesmo véspera do meu feliz aniversário. Desejo meu cumprido e presente da família junto com os amigos. Todos sabem chegar aqui assim a esta cidade mais super ultra hiperpovoada, porém ninguém ou poucos sabem sair. E do hotel Carapotó tenho olhar tem vista e panorama sobre a praia de Iracema o mar Atlântico sempre ali a serra do Baturité e pedra do Bacamarte a aldeia dos aricapu a praça do Redentor ou praça do Gaúcho... A cidade possui 1 importante sistema rodoferroviário que possibilita sua integração com os principais centros da região e demais municípios do Estado, Remígio, Riachão do Bacamarte, Itatira, Canhotinho... Nem vejo a hora de acordar amanhã e desfrutar de tudo um pouco, largo Clementino Procópio, parque Evaldo Cruz, aldeia da nação xocó, rio Salgado, passeio de trem maria-fumaça... e demais cartões-postais bilhetes-postais postais atrações pontos de vista. Escuto o trânsito agitado pesado monótono da avenida Álvaro de Barros Lins e isso dia e noite todas as horas a semana toda principalmente no verão neste veranico abrasador. O prato preferido é a massa com molho de tomate a tapioca o carreteiro a batata frita, mas eu preferi comer uma pizza à moda da casa e pura e simples incrementada com abóbora doce. O churrasco é corrido bem assado porém muito bom a carne macia bem passada e a cerveja gelada trincando véu de noiva. Entretanto tudo muito bom. Mês de maio em fora e mais além. Hoje vou escolher uma rua no mapa da cidade e percorrê-la a pé olhando o casario parando aqui e ali para descansar beber uma água ou uma garapa com pão frito na chapa. E uma cidade de suma importância e também antiga do Estado, sendo a 11ª mais populosa a 3ª mais desenvolvida per capita o 5º maior pib.

            Sábado pela manhã e aí pelas 10h nem poupo vou poupar esforços recursos para peregrinar aos lugares conhecidos turísticos recomendados santos a casa museu dos 3 Pandeiros, o parque das Pedras em Pocinhos, aldeia dos carara junto e à beira do rio Jacuípe... A cidade é antiga do tempo do B colônia e cosmopolita e está sempre lotada e vendendo de tudo nas feiras ao ar livre. “Veja que esta é uma biblioteca fundada pelo senhor professor Abelardo Rodrigues!” “Veja que este é o açude Bodocongó!” “Veja que esta é a escola fundamental Doutor José Rebouças Macambira!” Andar passear pela rua do Ouvidor (prever decidir ofertar descontar vender) e ver muita gente muita coisa que dá nostalgia de outras almas de outras vivências de outras espécies de outras eras de outras passagens pelo planeta Terra de outras bodegas confeitarias e comércios de outros contos outras crônicas de Machado de Assis, de Raul Pompeia, de Joaquim Manoel de Macedo, de Valentim Magalhães, de Olavo Bilac, de Marquês de Maricá... Entrar num templo consagrado melhora é melhorar o máximo de existência de tempo permitido. Tenho algumas semanas para tantos pontos turísticos fortalezas ladeiras chafarizes presépios capelas mausoléus ruas estreitas e sinuosas largo do mosteiro de São Bento pedra da Gávea morro Dois Irmãos rua Visconde de Pirajá (nesta época florescendo exibindo alas desfiles os ipês-comuns os mavevés os jacarandás-bico-de-pato...) a praia do Arpoador morro Cara de Cão e outros promontórios... “E bem-vindos à cidade de Espera Feliz!” “Obrigado por visitar Sem Peixe!” “Volte sempre ao município de Moreilândia!” “Nem se esqueça de Aral Moreira!” “Chega mais à Theobroma!” “Você está conhecendo Armazém!” “Aconteça em Brejinho de Nazaré!...”

            A vila o arraial nem possui rio de proporção significativa tipo para construção de uma hidroelétrica importante megaestrutura, convenhamos. Porém podemos citar promover divulgar os perenes e insistentes rio Itatinga rio Quilombo rio Jacoca rio Granjeiro rio Sabia... entre os mais conhecidos e assíduos. A flora é bastante saudada apresentada de legumináceas cactáceas palmáceas bromeliáceas. A flora é bem comemorada aplaudida replantada de marmeleiros-do-campo, sombreiros, mata-fomes, algarobos, castanholas, carurus-bravos, dedaleiras-pretas... A região que abrange os municípios (Areial, Santa Cruz do Capibaribe, Fagundes, Montadas, Campina Grande do Sul, Palmácia, São Sebastião de Lagoa de Roça...) tem cinco festejadas unidades litoestratigráficas de acordo e já concordado com seu tempo geológico: cenozoico, neoproterozoico, mesoproterozoico, paleoproterozoico, arqueano. Nada justifica lembrar as datas comemorativas os festivais, porém nem convém esquecer e deixar de lado ou por menos.

            Já fora construído e fundado triunfado com parada militar o arraial povoado para a festa do São João, o maior do mundo atualmente, que é mesmo uma pequena cidade cinematográfica ou vila com tudo em miniatura a prefeitura a câmara municipal o fórum o cartório o pelourinho o coreto o busto de Tomé Cabral dos Santos a chefatura a agência bancária o posto dos correios as lojinhas (multiplicadas constantes recalcitrantes) que vendem artesanato da arte figurativa e utilitário-decorativa o corpo de bombeiros a creche... O local público urbano, bem amplo e arejado e colorido, foi restaurado estruturado ampliado reinaugurado e reaberto ao povo em geral. “O centro de eventos Ondina Silveira Ferreira pode abrigar sua festa e do tamanho que você necessitar!” A própria secretaria de esportes educação escolar juventude ciência e tecnologia é a imediata responsável por planejar e efetivar atividades e projetos pedagógicos desportivos e culturais. No palco se apresentam uma fortuna de músicas e músicos bandas conjuntos bacamarteiros bandas de pífanos forró tradicional ou pé de serra pastoril quadrilhas drilhas cantadores de viola emboladores de coco diferentes grupos de congada... E como se costuma usar demonstrar em todos os lugares de ótimos marcantes eventos, e nos festivais e festas juninas comemorações homenagens aniversários que se prezem, se destacam brilhantemente os fogos de artifício buscapés rojões bombas bombinhas vulcões pistolões foguetes traques de massa estrelinhas girândulas...

             Nem é uma causa política, pois que é um comentário nacional.