- Pois é isto isso e aquilo. O que
vamos fazer hoje é bom e é por nossa conta.
- Note bem. O que vamos fazer
amanhã, é que é a jogada. Entende?!
- Hoje é sexta-feira e amanhã de
manhã começa o sábado. O sábado é bom. Sábado já é o começo do domingo. Domingo
de sol, então...
- Oie!... Vou levar o Tupi pra
passeá em a praça Tijupá. Ele só adora. É sempre assim. Quando muito quando
menos se espera, na volta retornando tipo 8h, estaremos ficaremos saboreando um
belo sorvete na sorveteria A Apetitosa. Está esteja convidada!
- Que dia é hoje? Vamos ver a
previsão do tempo... para amanhã. Oi!...
- Deve sair o sol e pleno pleno e
com sorriso deste tamanho, de orelha a orelha.
- Era uma vez, ih! ih! ih!... Boa
noite!
- O céu é alto altíssimo, eh! eh!
eh!... Bom dia!
- Ô de casa!... Que invenção você
acha mais importante no mundo, que já aconteceu que já inventaram? Pode ser
invenção antiga, claro. Ou que inventarão.
- Ocê tá falando sério? Vale
invenção feita por uma mulher?
- Sim, sim! Então diga uma coisa
muito boa inventada aí no mundo todo. E que sirva pro mundo todo em geral. Uma
invenção inventada e fabricada feita em série.
- Ué!... Eu acho as pirâmides,
obviamente.
- Mas aí a gente nunca que foi lá,
ainda. São no Egito e também no México...
- Minha irmã! Quem sabe um dia
visitaremos. Você pretende? Eu vou tentar.
- Vê bem. Eu acho que é o trem-bala,
zzuuuuummmm!... Faz o vento na hora.
- Amanhã ou depois pode ser o avião
a jato ou supersônico a estação espacial.
- Nobre amiga e vizinha e colega de
aula! Temos que pensar em algo muito bom e que seja muito melhor que tudo. Quem
sabe o chocolate... Sei lá, digo eu, o chocolate é natural e é da natureza de
D. É uma criação, nada a ver com invenção.
- Olá!... Um transatlântico um
submarino um automóvel, já são totalmente legais.
- Minha mãe é uma ótima criação e
meu pai, nem posso esquecê-los no churrasco.
- Povo, meu povo! Talvez caibam
aqui... Quem sabe todas as coisas e juntas incluídas... Tem gente que gosta de
cidades, outros da montanha.
- Mamãe nasceu em Ivolândia,
ivolandense (capital do pequi) e diz que aquela cidade é mesmo sem dúvidas uma
coisa muito boa e muito ótima. Pode ser, né?! Cidade que nasceu no início de a
praça da Matriz.
- É, é uma! Ninguém nega que é uma!
Ninguém teima em dizer duas de uma, djá-é! djá-é! djá-é!...
- As árvores marinheiros-de-folha-larga
distribuem flores que dão frutos, as aves vêm beliscá-las. Mas aí eu acho que D
deve ficar fora desta nossa escolha, ah-ah-ah!...
- Graças a Ele! Que D é onipresente
nesta história. D é onipotente desta conversa.
Depois do uatezápi duração de uns 45
minutos, as meninas Lilás e Rê (coas 10 estrelas cintilantes, ambas
recém-feitas), cansaram titubearam. Já cansavam e tinham que dormir, era tarde
e umas 23h e pouco. Praquele dia, já de noite, dito e feito. Talvez tivessem o
hábito costume de rezar antes de pegar no sono. Orar para convocar
telepaticamente os fantasmas leves bons e que são os anjos anjas.
A formiga e o fruto do
araticum-de-santa-catarina, de polpa doce. A bacaba, recomendada para os
atletas. O beribá, adocicado suave. O cacau, tem ferro e fósforo.
No dia seguinte, e como chegavam os dias
subsequentes!, a mesma coisa e assim por diante. Pura fixação. Pura curtição.
Pura lógica do passeio. O passeio aleatório.
Aprendia muito e esquecia praticamente
tudo. Entre tudo isso, longe e fora pra lá disso tudo, através disso, apesar
disso, e que nem tinha tem nada com isso.
A menina ela a Lilás, em volta das suas
10 piscinas rasas ou as dez floradas do ipê-rosa (dias perinatais
perinatalidade), se arrumou toda esplendendo na beleza e surgiu aí por fora de
casa em o mundo na rua Chocão-Carijó e aproveitando o mapa da cidade utópica.
Tinha uns afazeres pela rua Miguel Lemos e a rua Santa Clara de Co-pa-ca-ba-na.
A calçada em ondas de pedrinhas pequenas. Turistas de longes terras e muito
sensacional e Nilópolis, Amorinópolis, Arenópolis, Florianópolis, Petrópolis,
Nova Petrópolis.
Pode ser uma cidade dessas extensas e
longínquas Pompéu, dos pompeanos (que ocorre a extração da ardósia) sobre o
outro lado da serra do Mar e latitude longitude altitude clima população e o
caudaloso rio Paraopeba. Passeios diários de pessoas com seus bichos prediletos
andando pelas calçadas carros nas ruas praças superlotadas janelas espiando
tevê pedestres esperando nas esquinas o sinal de trânsito semáforo abrir. As
ondas da calçada pretas e brancas as ondas azuis do mar verde com renda branca
em a areia bronzeada.
Se todo mundo tem alma então a alma é
universal. A alma, assim, nem é pequena é mundial e abrange até mesmo o
metaverso. Alma igual água e serve sorvete pra tudo pra todos. O rio Itacaiúnas
já muito alma banha Marabá.
As lojas vendiam no atacado no varejo a
crédito em o débito, os camelôs à vista na calçada no meio da rua e outros
outras compravam a prazo em parcelas de até 10x. Torres esqueléticas de energia
ou auditoria audiência apontando suas antenas unânimes erguendo para a luz o
sol seus nortes verticais. Confeitarias enfeitadas de confeitos doces salgados
de sabores vitrines de poesia. Proprietários de lojas sortidas antiquários, rua
Fernando Mendes, o comércio fazendo faxina inventariando torrando os estoques
liquidando a moda inverno.
Passarinhos passando no ar passeando no
chão catando sementes procurando atentos ou pulando de galho em galho de tal em
tal árvore. Umas quantas tantas aves veementes.
A cidade estava em brinquedo um brinco e
arrumada uma uva para o carnaval. O desfile ia passar na concorrida avenida
Maria-Farinha até a praça do marechal Marimbá.
Tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo.
Lilás sustinha cor de que olhos? Que
altura e distância caíam desciam pelas costas seus cabelos lisos brilhantes
viçosos? Que altura envergadura tinha aos exatos 10 aniversários, em torno dos
10 testamentos? Preferia e gostava mais de português ou matemática? Das suas
melhores amigas, Rê e Esmeralda e Pérola, qual mais perto morava de sua casa?
Conversava mais com o celular ou com a bicicleta? Por que e todavia nem tinha
um mascote? Lilás nem aí e sua amiga Rê podia ter e tinha peixinhos de aquário?
- Quer ver a foto, eu mostro... Taqui,
olhe! Visualize e viralize.
- Tal e qual igual idêntica à do filme
com aquele ator... aquela atriz...
- Sim, eu sei e confirmo. Conforme iam
aparecendo os bichos ou demônios...
- Justo! Me lembro que minha avó materna
gostava de contar causos do tempo da sua avó e avô, né?! Eram aventuras com um
cachorro chamado Avião.
- Regalias, gente! É verdade e assino
embaixo e dou minha opinião: eram histórias com bichos do mato, confrontos com
espíritos marinhos e com vendavais que derrubavam enormes árvores
pinheiros-do-paraná.
- Minha avó materna contava que meu avô
tinha muitas terras. Eles a família tinham muitas glebas. Quando precisava de
um dinheiro pra comprar um cavalo, meu avô vendia uns hectares tipo seis ou
sete campos de futebol. E ainda com mata nativa e toca ou caverna de silvícola
coroado.
- Opa, surpresa! Estes dias a gente foi
na feira da rua Raia-Jamanta, e compramos um quilo de jabuticabas e mais uns
araticuns-cortiças e ainda umas amoras-do-mato.
- Eu acho jabuticabas as frutas
selvagens mais engraçadas, bastantes.
- Xis opa! Prefiro comer pastel de
queijo com garapa, é. Caldo de cana, hein?!
- Isto mesmo. E me mande vídeo com áudio
ou fotos. Quero pôr na web.
Depois de um bafão de vento seco
quente verão, desapareceu sumiu todo mundo. Ficou ainda assim a cidade
abandonada em ruínas como monumento grandioso e prédios ruas e ginásio e
aeroporto. E o fenômeno por acaso ninguém ou nada sabia explicar. Algumas
fábricas de calçados fecharam as portas. Alguns viadutos foram demolidos. A
velha ponte de madeira sobre o rio Carreiro foi destruída e uma outra moderna
está sendo feita pelo exército. Vários navios no porto de Santos ficaram a ver
navios. O museu dos frutos do mar Maria-Luísa foi desmantelado e nem se sabe
quando voltará a funcionar.
O tempo aí foi despertou andou
longe. Até que apareceu um pássaro que virou árvore a árvore em cavalo o cavalo
em pássaro o pássaro em guria alada divina.
Então a menina, umas 10 modalidades
de ginástica e contando, resolveu se divertir muito e voar até cansar até a
noite até onde quisesse até que estivesse o dia iluminado luminoso. Um dia
inteiro e foi pouco. Um dia sem ver as horas passando passar tiquetaquear,
“tique-taque! ti-que-ta-que!...” Lugares identificados nomeados sobre o rio
Caiapó e Caxias do Sul e Diorama e Israelândia e Jaupaci e Moiporá. Repito,
passou quase o dia voando ela em asas de ave alada tipo andorinha-coleira.
Quando se cansou esgotada mesmo
parou sentou num banco de madeira na praça do Lido, se ajeitou se espreguiçou,
“nhe-nhe-nhê!...” se acomodou e dormiu. Nem pensou duas vezes, adormeceu.
Adormeceu mentalmente cheia lotada de chove-nem-molha.
Choveu e choveu intempestivamente.
Os animais ficaram calados ressabiados olhando em silêncio. Parou de chover e
subiu ou veio um nevoeiro esbranquiçado e etc. As árvores toucadas de flores.
As aves reinterpretando o ambiente ciciando cantando solenes solenemente
solenidades.
A joaninha-vermelha e o fruto do
cajá, suculento de polpa apetitosa. O cupuaçu, vitaminas b1, b2, b3. O ingá,
rico em sais minerais. A mangaba, excelente pra compotas.
A Lilás menininha, à roda dos 10
lagos plácidos, sonhou e acordou bem na hora que ia fazer um gol antológico:
“Ah-aaaaa... goooool... kjá-kjá-kjá!...” Dormiu e acordou numa sorveteria com
sabores a sua inteira escolha bolas de pitanga de açaí de abacaxi de uva.
Dormiu e despertou voando alto mesmo sobre uma ilha com cidadezinha lá dentro e
foi logo procurando o aeroporto iluminado pois era noite. Pousou e foi logo pra
lancheria comer degustar que já estava faminta e ressabiada de fome. Escolheu
pagou se sentou e pegou a massa-folhada com as duas ambas as mãos trêmulas de dedos
esfomeados.
As estrelas funcionando ao relento e
na altura de uns 500 metros, mais ou menos. A lua se levanta, quase tarde e em
pleno expediente, sobe aos céus como se tivesse um horário combinado um esquema
previamente pré-estabelecido batendo ponto no trabalho.
Ao mesmo tempo tanta coisa
acontecendo.
Por que a menina Lilás pediria lá em
casa uma casinha de cachorro? Quando pela manhã a que horas desde o seu cômodo
a menina se vê se apronta se inaugura em face ao espelho? Que mania os rios
têm? Que difere diferença do estático ao extático? O sorvete é melhor degustar
de manhã ou à tarde, passeando como quem nem quer nada pela orla? O sol o dia
as horas sempre começam onde terminam?
- Sideral! Bem que mereço um sorvete
derretendo no calor.
- Claro e claríssimo, Lilás!
Merecemos como se merece qualquer coisa boa.
- Vou mandar uma foto, quer? Oi!...
- Assim também. Acolhida pelo
paraíso e perto de D, sabe?!
- Uma bola de açaí uma bola de
morango uma bola de caju uma bola de manga.
- Qual o quê! Com aqueles caramelos
e enfeites de bolo caindo por cima, hum!... Nem tenho dúvidas que você
conseguirá, neném! E justiça seja feita.
- Ai de mim! Mas eu vou você vai e
vamos nós. Convenceremos Pe e Es.
- Qua-qua-quá!... Podemos pedalar no
parque Marinha do Brasil.
- Oxalá! Também fazer compras no
camelódromo da praça do Avião ou Santos Dumont. Aí muitos produtos importados
diretamente das redondezas conurbado de SP e Criciúma e Cascavel e Santa Tereza
do Oeste e Tupãssi.
- Vamos mandar fotos pras irmãs Pe e
Es. Elas vêm com a gente, e certeza.
- Eh!... Elas adoram passear de
bíci. Sem limites.
- Nós todas adoramos pedalar e
degustar sorvete. De modo geral.
Quando Lilás acordou quando abriu os
olhos sonhadores foi para o café da manhã e olhou a árvore timbaúba balançar os
braços lá fora, depois da janela envidraçada. E foi visto o sol neste outro
dia. E logo o dia estalando de cores claridades se assoalhando trescalante de
sons exalante em cheiros perfumes de flores em toda paisagem panorama. E o sol e
tudo mais. Tomou café com gosto em êxtase até se saturar de doce de abacaxi em
calda de açúcar. Podia acompanhar o sol se esparramando desde o leste até o
azul do céu.
Pelaí a guriazinha se lembrou do rio
das Antas, que corria na beira da cidade das cidades de Colombo e Telêmaco
Borba e Paiçandu e Astorga e Contenda. Foi ver o rio correr corrente as
duzentas corredeiras. E buscou o caminho a rua Rodolfo Dantas, caminhando com
tênis azul e verde com manchas aqui e ali de terra roxa. E prazer, praz, prazia,
prazerá, prazeria, praza...
Tinha dias que dormia mais que
outros e alguns menos. Os dias que dormia mais sonhava menos, os dias que
dormia menos nem tinha tempo de dormir agitada com tantos sonhos topes por
idealizar. E alguns mundanos para comprar e vender mundanidades.
Na noite seguinte, uma das noites
seguintes e foram tantas, noite após noite as mesmas estrelas e quando nem
havia estrelas escutava a chuva repentina tamborilar na cobertura de telhas
pintadas de verniz isolante. Vento murmurando falando discreto discreteando de
passagem pelas pontas das abas da casa. O vento lembra o mar o mar lembra o
horizonte o horizonte lembra o vento o vento lembra a corujinha-do-mato.
Mil vezes a garotinha, sabendo das
10 festas famosas, começou a se antenar e perceber que podia fazer algumas
coisas além dela mesma e extravagantes ou ortodoxas. Pensou logo o que comer e
aonde ir durante as horas de folga de pausa. Ou se possível nadar numa piscina
semiolímpica. Ou se possível conhecer novos Estados outras localidades
turísticas viajar com dia semana e mês. Reservar antecipar mais em conta os
hotéis pela internet e especular o melhor menor preço com desconto nas
determinadas temporadas e pacotes promocionais. Aceitar convite de turistar por
Papagaios e Martinho Campos e Abaeté e Morada Nova de Minas. Parque de diversão
promovendo ótimos escorregadores aquáticos toboáguas e rodas-gigantes e nadar
fazer esnórquel esnorquear com peixes no rio Sucuri.
Mas até que enfim, quanto tempo e
espaço decorridos, ela realizou com muita espera e foi mesmo andar a cavalo
picaço. Andou na companhia do cavalo picaço bragado. Curtiu a tarde toda no
trote no galope no, “upa! upa!...” Terra dos bem-te-vis e bem-te-vis-rajados,
bem-te-vis-barulhentos, bem-te-vis-do-bico-largo, bem-te-vis-do-brejo,
bem-te-vizinhos. O mundo natural ao ar livre e funcionando impressionante igual
um relógio, como quando antes da invenção do relógio analógico digital.
Abstenho-me absténs-te abstém-se abstínhamo-nos abster-te-ás abster-se-ia se se
abstivesse se se abstiver...
Depois na noite em plena noite, dentro
da amizade na sossegada andadura cavalgada exemplar da alimária, foram ver uma
quermesse tradicional onde passava uma procissão de santo casamenteiro e em que
comunidade de pescadores. O cavalo de pelo manchas brancas fez cinco
exigências, cinco pedidos, 5 relinchos doutos doutamente, cinco coices no ar,
cinco “po-to-cós!...” cinco rabeadas de cauda rabo de cavalo e sacudindo as
crinas longas e bem tratadas pela quinta vez:
Acontecendo ao tempo mesmo tanta coisa.
Como iam como vão as coisas na vida na
existência simples da menina Lilás? Onde estava esta rua da Corta-Jaca quando
ainda nem havia a praça Lebré do Silhão? Por que o rio Novo é do ES e nem do MS
ou TO? Se premiada fosse com um amigo amiga mascote, que bicho Lilás
preferiria: gato cachorro peixe papagaio tracajá escaravelho louva-a-deus?
- Vou te sugerir um nome, amigo. E com
registro na secretaria do Estado, hein?!
- Oie!... Se é pro nosso bem, vá e lá.
Manda e lá, po-to-có! po-to-có!...
- Um nome simples e bom que ninguém
esquece. Convenhamos.
- Pois deixa eu ver... e ouvir. Ergo
minhas orelhonas. Um nome racional.
- Caveira, caverna, caveto.
- Nem sei... Estes apelidos me dão um
certo ressaibo amargo ranço sem sabor.
- Mão-de-onça, mão-de-faca,
mão-de-cáiser.
- Posso optar por outra remessa? Me soam
um tanto oponentes infensos oposição. Lembram mão-de-vaca mão-de-mono
mão-de-cabelo... Com certeza pega meio esquisito.
- Pé de moleque, pé-de-meia,
pé-de-parede.
- Exemplos. Outros tantos que abdico
abro mão me abstenho. E digo mais: nem gostei. E digo outra vez: nem sou bicho
do mato, po-to-có! po-to-có!...
- Tildado, tilito, tilhado.
- Hum!, hum!... duas vezes. Nem vamos
nos apressar açodar acelerar, porém...
- Garrido, garrano, garrão.
- Isto está certo! Olha, até que achou e
achei e achamos! É... Garoto!
- Como nem havia pensado este de prima,
meu?! Legal e es-pe-ta-cu-larrrrr!...
- Fechou, menina Lilás! E nada mais me
interessa.
- Ei!... Você já ouviu reviu falar já
leu sabe o centauro? Deve de ser seu parente distante aparentado meio cavalo e
meio homem, uma evolução ou devolução. É certo.
- É uma lenda criada no pampa, é. Eu
acho.
- Pudera, Garoto! Nem mais nem menos?
Quer trocar de assunto? Trocamos.
- Modesto, modesta. Ouço e escuto cada
uma, meu!, com estas minhas orelhas altas e grandes e giroscópicas e
parabólicas antenadas! Embora eu nem queira ser notado.
- Um cavalo sempre tem razão onde bate
as patas. Um cavalo relincha bem.
- Eu? Um cavalo fala pra cavalo,
iiii-éeeeh! iiii-éeee!.... Fala e diz pelos cascos. Fala pra chuchu. Parla
speak habla e fala pelos cotovelos e ou garrões. Eu, hem?!
- Você é mais novo 5 anos e já me
ultrapassou em tamanho. Isso nem vale, meu!
- Na carreira, menina! E mais, vamos
passear juntos. Tenho dó de mim trotando aí solito no mas. Nem sei relinchar
com meus botões. Já ouviu dizer, po-to-có! po-to-có?!...
- Demasiado, Garoto. E vamos nessa! Que
a peça é boa!
- Que é bom à beça, iiii-éeeeh!
iiii-éeeeh!...
Na véspera do aniversário - os 10 passos
pra frente ou em torno à praça da Alfândega - a menina Lilás recebeu um pacotão
de presentes do tio-padrinho o Rádio Relógio, parente dela e morador lá de
Londrina (capital do café). Abriu o embrulho, com ansiedade própria da idade e
da curiosidade, e descobriu 5 produtos odoríferos odorantes perfumes aromas
frascos de odores selecionados muito bem cheirosos essências finas fragrâncias
icônicas. Abriu a pacotama, olhou tudo com sorriso e risos de estontear, e
já-já no uatezápi agradeceu filmou fotografou registrou e compartilhou. De
imediato imediatamente logo-logo comunicou telefonou se apresentou ao vivo para
as melhores amigas Rê, Pérola, Esmeralda. E no bate-papo gostoso urgente com a
Rê, aí está sem papas na língua, de bate-pronto ou voleio volear voleando:
- Uaaaau!... Tenho perfume pra todas as
ocasiões. E frascos de todo tipo, uns até artesanais, para ornamentar meus
móveis cômoda cristaleira mesa de centro criado-mudo.
- Sinceramente, filha única!... Vamos
provar esses sabores e olores suaves agradáveis, nem é certo?!
- Hábito, habituada. Em muitas ocasiões
que estão por vir.
- Ulalá!... Nas festas de aniversário e
de fim de ano e em todas as comemorações.
- Minha alma infinita, hem! Uns perfumes
de plantas da Amazônia Legal...
- Como as amazonas guerreiras... Como as
índias xavante... E recomendamos!
- Escute e ouça esta. Que Plutão disse
pra Vênus?
- Deixe ver... hum!... Talvez tenha
dito: “Quer bailar comigo, benhe?!”
- Relaxa. Nem nada, meu! Apenas falou
latindo, “au-au-au!...” Kjá-kjá-kjá!...
- Oração da manhã. Sabe o que Saturno
falou com Marte?
- Falou e disse, adivinho: “Somente nós
na distância deste sistema solar!”
- Nem nunca. Falou o que disse: “Quer
casar comigo?” Compreende?!
- Kjá-kjá-kjá!... Ãh-rãaaaa!... Mas quer
saber mesmo, acho que nem é uma piada nova. Hum!... E você sabe ouviu dizer o
que o relógio disse pra hora? E pontualmente!
- Ué, agora?! Relógio de parede ou de
pulso ou de bolso, ora essa!...
- Ele disse e explicou: “Tique-taque e
tique-taque!” Nem é engraçado? Klá-klá-klá!... Mas foi o relógio gigante da
catedral metropolitana, tá ligada?!
- Entretanto. Esta acho que é nova e
inédita e exclusiva. Você sabe já lhe vieram dizer o que o jacaré-açu grunhiu
com a capivara? Esta piada é silvestre, tá enturmada?!
- Gente. Ele disse e com a bocara
aberta: “Você é bonita pacas!”
- Reconhecimento. E o que o pneu hablou
pro carro esportivo, sabe já?
- Talvez tenha dito: “Oh, meu! Se
correr, nem dirija; se dirigir, nem corra!”
- Nem nada. Ele nem disse nada, só sabe
rodar, kjá-kjá-kjá!... G de genial, né?!
Daí uns 8 dias uma segunda-feira de
maio a menina, as 10 voltas ao monumento predileto ou à roda dos dez
jacarandás-do-pará, foi almoçar na casa da tia Náti e mesmo moradora da rua
Edmundo Lins perto da praça Serzedelo Correia. E ali conviveu com primas e
primos e vizinhos e vizinhas dos primos, a mesma facha de idade decálogo com 10
preceitos. A tia faz comercializa quitutes suspiros bolachas biscoitos geleias
pastéis de abóbora e, como ninguém no mundo inteiro, um bolo de chocolate
marta-rocha acompanhado de suco de abacaxi ou café com leite. E também sem
esquecer cucas sonhos sandubas cachorros-quentes marmeladas chimias e, como
nunca imitado neste planeta competitivo, pudim caramelado apetitoso no pires de
porcelana decorado com motivos cariocas da gema. E com receita exclusiva
secreta, que ninguém descobriu até hoje, de um quindim de derreter na boca
conforme direção e competência vinda desde a tataravó. Uma quituteira de mão
cheia. Uma doceira de mão cheia. Uma chefa de mão cheia. Uma confeiteira de mão
cheia. E uma tia Náti que pega pelo estômago pela gulodice.
E para se ver livre de todas essas
tentações e guloseimas, que a pequena menina nem era boba nem nada, pulou a
janela aterrissou na bicicleta pneus-balão e disparou pedalou. Tinha a vaga
ideia de chegar em casa com o pão de ló e as rapaduras, intatos.
- Você conhece eu sei a minha tia
Náti. Ela faz altas iguarias e vende pra fora.
- Ocê já me falou dela, é. Alta cepa
linhagem, segundo dizem e já me disseram.
- Sabe, você precisa conhecer os
seus sabores es-pe-ta-cu-la-res! Fecha tudo!
- Os dias bons. São muito bons? Ela
faz pudim caramelado nadando no pires?!
- Oquei! Faz o que existe pra fazer.
Faz o que você quiser. O que você quer.
- Eu queria muito muito os quindins,
nesta hora. E que delícia, meu! Os quindins podem salvar minha vida e minha
existência e meu dia, podem! Uns 10 quindins.
- Aurora do dia! A Marissa e o Pedro
estão no paraíso das tentações e vivem bem. E eles têm bolo de chocolate todos
os dias, no café da manhã no café da tarde, etc.
- Por outro lado. Quem são estes
tais Pedro e Marissa? Uns sortudos...
- Ah, já nem falei?! São os meus
primos filhos da tia Náti. São privilegiados, é.
- Então tem tudo a ver, né?! Então
eles estão em casa, hem?! É, eu sei.
- Justiça seja feita. Acredite com
veemência e por favor! Eles me perguntaram se eu gosto de torta de chocolate,
pode?! E sabe o que eu respondi? Sabe o que eu lhes disse?
- Que adora, a-do-ra! Que prefere
ser torturada pela balança!
- Adivinhou. Isso mesmo. Isso tá
certo. Acertou de primeira. Porque é meu doce predileto e favorito. Vou te
mandar a foto. A tia Náti aceita pedidos e encomendas para bolo de casamento.
Aqueles mesmos de 4 ou 5 andares com estátuas dos casados no alto.
- Assim, das tortas mais individuais
às coletivas e festivas.
- E faz a festa e faz toda a
diferença. A gente pode até aproveitar vários doces e fazer um misto engenharia
combinações. Assim tipo, sagu e creme de chocolate com bolacha maria mais um
sorvete de açaí ou pitanga. Vários sabores e delícias num pratinho só e a
poucos centímetros do paladar. Que sorte, né?!
- Olha, abençoada! Vou te dizer o
seguinte... Anote aí: são crenças e propriedades místicas de cada qual e cada
uma.
- O quê? Fala e me diga quanta religião!
Me engana que eu gosto!
- Custe o que custar. Um pouco antes
e horas antes, meu!, choveu pra chuchu. Choveu canivetes. Choveu pra vida
inteira. De repente depois parou, parou. Mas parou assim, ó: as valetas limpas
desentupidas. Uma enxurrada de fazer cachoeiras. Mando vídeo.
- É, eu vi. Ouvi os trovões e vi os
raios relâmpagos coriscos. E ainda uma cachoeira da Várzea Bonita, os as
cecilienses de Santa Cecília do Sul.
- Sus!... Meu pai pensou em comprar
um barco, é. Um helicóptero militar.
- Barco a vela ou a motor? Com dois
motores ou oito velas grandes.
- Um bote inflável. E dois remos de
plástico nome Leme, marca registrada.
- Este um transporte nada comum,
convenhamos, mia filha do coração!
- Sem cerimônia. Domingo de manhã
vamos jogar bola? Já convidei a Pe e a Es.
- Queridas. Assim vamos todas, mas
falta a goleira, é. Quem vai no gol?
- Ninguém quer ir no gol, nem sei
por quê. Eu nem vou porque é muito sem graça.
- Pois é, se é tão fácil agarrar é
difícil alcançar a bola chutada. Estas coisas do esporte mais amado e seguido
do planeta, esporte pedestre jogado de pé em pé, hem?!
Por outro lado por enquanto, a guria
(dez veraneios no rio Telha) resolveu assistir tevê durante três dias e três
entradas começos de noite. E sem ir ao colégio sem ir ao banheiro sem dormir
sem fazer pipocas. Dormir nem dormia, cochilar já cochilava ali mesmo no sofá
perdida enredada entre as desalinhadas almofadas de linho bordadas com motivos
silvestres e capivaras e antas e lago e campo e plantas pomíferas inhabentos
oitis-do-mato muiraúnas e aves pássaros voando e noivinhas-brancas
inhambus-relógios lavadeiras praia da Sacristia o rio Croa a cidade de Água
Santa. Quem mora em Rondônia já está rondoniense ou rondoniano, São Domingos do
Sul gentílico são-dominguense, Sergipe é sergipano(a) ou sergipense, Brasília
igual a brasiliense ou candango(a), Boa Vista já um uma boa-vistense,
paricatubense em Paricatuba distrito de Iranduba.
A borboleta-da-restinga e o fruto do
maracujá, contém vitamina A. O pequi, muito bom para os músculos. A pera,
potência em potássio e cálcio. A melancia, muita água doce.
O sol estava alto e livre a manhã e
a tarde aceleradas altas com a brisa o vento inflado oscilante cheio túmido
honesto passageiro cantante, “zuuuu-mêeee!...” As palmeiras marias-rosas que
recebiam os passarinhos dentro da praça do Ferreirinha a rua Domício da Gama
bairro Chácaras de Inoã, Maricá dos maricaenses. A correria banal dos autos e
os ataques surtidas investidas das pompas-asas-brancas buscando grãos perdidos no
chão e o parreiral parreira empado apoiado sustentado por estacas de madeira,
um dia conveniente. Digo dizes diz dizemos dissemos dissera diríeis...
Tempo acontecendo ao mesmo tanta
coisa.
Quando Lilás chegou à praia de
Jaconé, ela mesma olhou o azul maneiro os dois lados divididos entre a deusa do
mar e o deus do céu? Que importava ir à escola colégio Barasana e todos os dias
e mesmo nos fins de semana e os feriados? Pensa andar de bíci amanhã de manhã
na ilha Cotunduba? Que tanto pensativo está D? Ir à escola em bicicleta de
carona no carro da amiga/vizinha Rê de ônibus escolar ou a pé? Quem vê primeiro
e à vista olho descoberto, o sol a Terra ou a Terra o sol? Que bicho é este
‘báratro’ investigado até pelos tomos e calhamaços do amansa-burro? Quem veio
primeiro na ordem e preferência da criação, a flor da pitinga ou o
beija-flor-safira?
- Te mando uma foto. Eu mesma vi e
revi uma flor de rosa roseira no jardim.
- Oie!... Na sua casa ou da vizinha
vizinhança?
- Talvez fosse mesmo. Ela veio ainda
raiz e foi replantada aqui no canteiro do nosso quintal e dentro de um vaso de
cerâmica fabricado em São João do Meriti. Tardô pra pegar.
- O amanhecer e anoitecer. Demorou
muito um tempo pra crescer? É muito difícil.
- É, as plantas são meio insensatas.
Mas a roseira esta foi é raiz de elite.
- Bom dia! Ela a flor acordou cedo,
então. Você foi a primeira pessoa em vê-la?
- Viva! Notei que a rosa estava
feliz. Uma rosa na roseira. Filha única como eu mesma. Sem mascotes como estou
agora. Assim, no mas. Despontando desde um botão.
- Concluída e contente. E é uma
maneira de ser, né?
- Especial. Sim, legal. A rosa
estava realmente feliz como a perdiz. E quase ouvi sua voz sonora se expressar
dizendo: “Eu nasci há 5 minutos e estou contente feliz, bem giz!”
- Óbvio. A natureza joga muito bem.
As flores começam no campo.
- Como quem estuda, né?! As cidades
necessitam das flores. Tenho uma prima bonita e linda de Ibirapuitã chamada
Rosa.
Um dia qualquer da semana de
setembro e a Lilás, as 10 matérias de aula aprovadas, foi pela casa dentro de
casa e investigando lugares e coisas e objetos e esconderijos e
particularidades escaninhos. Os pais estavam aí e nem foram acionados
consultados ou incomodados. Mamãe escriturária de autarquia estadual; papai
empregado de incorporadora empresa construtora construtiva. E a menina foi na
sua de ir como detetive e muito pé ante pé, as cortinas das janelas
semitransparentes deixavam ver pouco. Também estava em casa sem gato ou pato ou
cachorro. Investiga daqui e espia dali e em tantos lugares que já descobria
descobrindo. Descobria a roda, o carro de bois, os bois as vacas, a rua a
avenida, a praça Mauá o rio Ituim. Viu se reconheceu emoldurada em uma pequena
moldura o retrato de si mesma cara inteira sobre móvel, do lado de estatueta de
coruja olhuda olhos redondos, ela mesma olhando olhos sorrindo um riso pomposo
e abraçada a uma bola gigante de plástico vermelha com estrelinhas pequenas na
praia de Itaipu. De repente era o lago Pôr do Sol, Iporá dos iporaenses,
carnaval de 2040. E a rua Paritá, quando ia pela calçada no passeio as árvores
em fila indiana os mulungus as ingazeiras as iatás as dedaleiras-pretas as
utuapocas povoadas de maritacas estas aves chocarreando chalaceando truaneando
zombando. Vez em quando via pessoas ouvia automóveis carros verdes, sempre
andando, e contando os autos verdes como mania, carros de todas as espécies e
verdes de todos os tons. Achou a noite e suas estrelas de brilho raiado, a
praia do Recanto, vaga-lumes que mudavam de lugar rapidamente, cavalo de nome
Tempestade, o rio Ubatiba, uma família de tamanduás-bandeiras o pai e a mãe o
filhote agarrado nas costas. Mudando de cômodo, o corredor a rua Galinha-Morta,
uma árvore caraipé-verdadeiro ereta ornada para o natal feliz bem vestida de verde
e à vontade. No canto da sala de estar virou a esquina da rua Gonçalves Dias
com a avenida NS de Co-pa-ca-ba-na e o rio Mombuca e se achou diante de um
imenso espelho corpo inteiro. Telefonou imediatamente para a Rê e as irmãs
Pérola e Esmeralda - que as duas manas tinham ainda os deveres de escola por
fazer. Ela Lilás revelou interesse e solicitude:
- Dona Rê! Estou aqui e olhando o
nada, acredita?! Este segredo eu nem guardo mais. Isto tudo me puxa e me puxa!
Às vezes puxa como elástico esticando.
- Me mostra, sim, por favor! Me diz
o que existe. Fala sério, meu!
- Os tempos em separado são
fragmentados. E sabe da última?
- Nem sei, conta. Diga o que você
pretende. Diga o que quiser.
- Estou em dúvida se gosto mais de geografia
ou história, esta como fatos e eventos da humanidade.
- Devagar. Concordo com tua dúvida.
Eu também tenho dúvidas aos montes.
- Duvidas de quê? Me ajude a me
explicar, guria!
- A quem interessar possa. Minha mãe
quer que eu almoce salada e monte de coisas.
- Eu gosto somente de agrião e olhe
lá. Mas é difícil a vida do agrião, quase nem tem agrião pra dar e vender. Nem
existe agrião nos mercados desta cidade.
- Ei!... Você acredita que outro
dia... Um dia como igual outro qualquer...
- Olhe! Tirou tira tire uma foto e
me mande, seu!
Coisa acontecendo tanta ao mesmo
tempo.
Por que o mundo é dos insetos? São
Paulo capital vem antes de Rio de Janeiro capital? A lua é um espelho um prato
uma moeda? Qual a melhor cidade pra conviver? Gato gata xadrez, quer que te
conte outra vez? Você sabe dos presentes que ganhei recebi da tia-madrinha
Glória, e mora em Caseiros? Qual o melhor país para nascer?
Pela manhã - que sempre temos uma
manhã de sol de verão de sorte grande -, no rumo do colégio NS Aparecida,
encontrou o piá o colega Jô. Este tipo guri mochila nas costas e esperando no
portão na sombra de um araçá-de-são-paulo. A árvore carregada de frutos e
cheirosa espalhando perfumes e povoada de tico-ticos tevis bate-bicos
garrinchas pintassilgos os bons pássaros álacres animados empolgados dançantes
esvoaçantes agitados elétricos pedintes. O coleguinha chapinha figurinha menino
de destino oquei, interveio:
- E daí, menina Lilás?! Vamos jogar
bola hoje, hem?!
- Olá, Jô! Você aqui honestamente
nesta hora mesmo?! Vai pra aula de biologia?
- Sempre passo pelaí e vamos lá!
Vamos ter aula de educação física, entende?!
- Então, tá! E tá aqui quem
apareceu! Simboralá! Que dia de sol e tanto, é.
- Quem diria, meu! Antes nunca vi você
sem a bíci.
- A cutia, de noite e de dia! A
abelha e o abacaxi, fruta com vitamina C!
- Uma bela guria lilás! Nem me leva
a mal nem nada por este estilo, tá?!
- Oie!... Tinha macaco numa ilha.
Macacos prisioneiros na ilha, quer dizer...
- No zoológico? Macacos seviciados
torturados... Presos em a ilha...
- Macacos-aranhas cercados de água
por todos os lados, é. Eles pulavam lá entre eles mesmos. Às vezes falavam na
língua deles entre eles. Gritavam com as pessoas que iam lá pra vê-los
bisbilhotá-los. Se balançavam se penduravam gingavam fazendo das cordas as
vezes de cipó. Pareciam muito sem ter o que fazer, já viu?!
- Dias bonitos. Eu prefiro ver
elefante e girafa e rinoceronte, estavam lá?
- Tinha e tinha mesmo. Tem um moinho
antigo com enorme roda d’água de madeira. A água passa vem de uma calha canaleta
cai dentro de uns tipos de gavetas e o peso disso move a rodona. Antigamente
anteriormente moía trigo fazia farinha de trigo. Agora nem mói mais nada e
serve de maquete. Tenho as fotos e tudo.
Já uma mesma grande e madura
quinta-feira, seguiram para os lados do colégio e abraçando cada árvore
encontrada no caminho, etc., e foram muitas. Parando para notar reconhecer as
espécies de pássaros. Trocando informações sobre outros detalhes. Conferindo o
uatezápi a cada dois passos. Falando ao telefone com as colegas as amigas mais
próximas as coisas mais urgentes e que nem podiam esperar chegar na sala de
aula.
- Oi!... Aqui é dia, e nas
Filipinas? E no Estado de Brunei Darussalam?
- Repare! No Irã já se vão lá mais
de 8h. No Cazaquistão são já mais 11 horas.
Quando foi no fim de semana a
guriazinha, as 10 primeiras páginas do livro ditoso, subiu num pé de
sete-capote para comer sete-capotes maduros. Subir em árvore já era um ganho e
de muito valor. A árvore parecia uma pessoa cheia de braços por abraçar. Tanta
relação! Tanta presença de árvore! Tanta troca de favores! Tanta gravidade por
descobrir!
Ao olhar para o chão a menina Lilás, as
10 ilhas arquipélago do coração, viu passar uma senhora e já no passo manso
cuidadoso. Pulou lepidamente da árvore e correu alcançar a velhinha de cabelos
brancos. Tudo tão oportuno oportunidade e por si só.
A avó Amélia assobiava uma música
carnavalesca, que também lhe causava muita lembrança e muito riso e alegria e
gingado. E as duas amigas contatando contatadas, sentaram assim numa laje ali
disposta ao acaso do passeio perto de arbustos estes marmeleiros-do-campo
aiapanas caracás emotos petequeiras. Sentaram ali assim na sombra de um
caramanchão já recoberto. Ainda umas mesas expostas dispostas ao ar livre e uma
padaria ou confeitaria. Gostaram do momento e sentaram fazendo um pedido de
lanche de doce com suco de abacaxi, e a avó disse, falando de tu a tu com a
neta:
- Quer ouvir uma história ou uma
canção ou uma charada?
- Quero muito. Quero mesmo ouvir e
estarei prestando muita atenção. Ah, é?!
A dona Amélia avó octogenária, bem
contente com a menina Lilás - esta já nas 10 voltas ao mundo sem sair da casa
de casa -, ergueu as mãos ergueu a cabeça ergueu os olhos sursunverção
supraversão os olhos para cima movimento binocular. E olhou lá longe fundo para
dentro dela mesma sintonizou e partiu e começou. Iniciou no começo do mundo e
foi e continuou e comecinho com o princípio um fio fiozinho de água. As
primeiras primícias palavras num crescendo até o final. E que é a outra ponta
do relho do chicote do martelo do babado, inaugurando inaugurado nestes termos
e falas:
- Uma nuvem gigantesca chegou e
escureceu o céu universal. Assim mesmo, do nada e ao D dará. Se visualizou se
viu um flash ocasional. E um barulho surdo um ruído encalacrado cheio de
dívidas e no centro das coisas. Um raio seguido de som oco que se juntaram
saindo do centro das fábricas das ruas dos monumentos dos estádios de futebol e
ginásios e das construções das estações de metrô. Era uma detonação selecionada,
em primeiro lugar. Em primeiro lugar, era um selecionado rataplã. Em segundo
lugar, um reboar selecionado era. Tinha raio tinha cor azul tinha chocalhar
tinha ribombar de tempestade. Eia!...
“Depois um estardalhaço como se um
gigante de 50 metros de altura envergadura sujeito empírico estivesse treinando
chibatadas movimentando um chicote um relho de mil e oitocentos metros feito de
couro cru trançado. Estaria chicoteando o ar ou alguma coisa?, dúvida. Estaria
chicoteando o universo inteiro ou alguma criação criada?, dúvida.
“Aí, como se nem bastasse mais nada,
todos da cidade desmaiaram. Foi meio a contragosto. E homens e mulheres e
animais e peixes e aves e insetos rolaram no chão perdendo os sentidos. Pois
quando se desmaia, e que o mundo saiba, tudo passa a ter solução em branco e
preto caindo no algodão fofo aéreo esbarrando no vazio do nada...”