- Arrã!... O que foi que você me
perguntou? Se eu sei... – cunhantaim terna veste roxo ou lilás, mora habita na
estrada da linha José Bonifácio em o bairro do Retiro e às margens plácidas da
br-470.
- Ora essa, meu!... Bem, eu mesma
queria saber onde estamos no mundo... planeta mineral e líquido...
translúcido... uaaaau!... – guriazinha suave veste bege ou castanho, mora no
bairro Sagrada Família em a rua Presidente João Goulart.
- Oxalá!... Já eu e da minha parte
onde começa o mundo e onde termina o planeta, será? – guriazinha dengosa veste
verde ou verdinho, endereço idem acima.
- Qual que é, meu!... Estudar pra
quê, por que estudar? Línguas e matemáticas, uma vez – garotinha caprichosa
veste azul ou celeste, endereço bairro São Cristóvão rua Itália quase esquina
com a rua Uruguai.
O sol levanta a partir das 5h e
15min, no verão. Sim, o sol brilha mais intensamente pela manhã que à tarde.
Pois é, a lua brilha mais à meia-noite que em a madrugada. O dia certo em a
medida chega aqui e pronto. Época de frutas da estação e melão-de-são-caetano,
pitangatuba, cambucá, pera-do-cerrado... Uma comitiva de confrades bólides
bólidos astros bolinhas de gude explodindo esburacando apedrejando rachando
liquidando rasgando triturando compartilhando curtindo idealizando
diagnosticando desmontando distribuindo encrisando voando mimetizando
encriptando epigrafando consignando injungindo partindo compartindo desgarrando
abilhando...
- Massa, meu! Estes dias há uns meses
eu estava lendo um livro e... – liga a mina Lilás, um tipo de guriazinha 10
cartazes 10 imagens 10 itens 10 dez primaveras.
- Que legal, gente! Estes dias há
umas semanas eu estava nadando na piscina do clube e quando... – conta a
Pérola, um tipo 10 matemática 10 inglês dez primaveras.
- Quá-quá-quá!... Estes dias desde
meses que eu rio quase pra tudo e todos, assim... – ri a Esmeralda, igual que a
irmã 10 História 10 dez português 9 primaveras.
- Boa sorte, né! Outros dias tempo
atrás eu apreciei aprender a cozinhar na chapa e... – degusta a Rê, os 10
quindins 10 chocolates 10 açaís 10 pudins dez 10 primaveras.
Nova Prata é assim mesmo, aparentemente
mesóclise. Aqui mesmo NP (gentílico nova-pratense, clima subtropical, altitude
820m em relação ao mar), cidade apenhascada rodeada de morros edificada no
chatão rodeada de montes materializada dentro de pedreiras. Sendo que a estrada
Buarque de Macedo atravessa a municipalidade de sul a norte de um lado e a
br-470 de norte a sul do outro lado. Em volta da praça da Bandeira os quiosques
barraquinhas lojinhas de sorvetes e picolés tipos piquiá e jaracatiá e
cajá-mirim ou taperebá e amora-brava e oiti e bacuri... Ao sul fazendo
fronteira com Pirassununga ao norte com Domingos Martins a sudeste com
Jaguariúna e Sumaré a leste Escada a oeste Brejetuba a nordeste Hortolândia. Sendo
ainda que o rio Carreiro cruza o município de norte para o sul de uma banda e o
rio da Prata de norte pro sul de outra banda, ambos tributários despejando no
rio das Antas.
E ainda no meio do bairro São
Cristóvão, entre o aeródromo e avenida Placidina de Araújo (atrás do capitel em
honra a SC), aí mesmo num terreno baldio capoeiraçu capoeirão, foi que caiu uma
espaçonave óvni disco voador intergaláctico. Diretamente do céu do céu
estratosférico. O sismógrafo que amplia registra detecta vibrações ‘tru-tró-tróooo!...’
da terra já-já riscou bicou espicaçou ‘li-li-liiii!...’ mesmo as cartas
cartazes folhetos do sistema meteorológico (este mesmo aí localizado no campus da
Faculdade Nacional de Arquitetura e Horticultura - Fanah -, em a cidade de Guaporé).
Agora sim e vejamos! Uma nave alienígena
e diferente com zumbido ‘zum-zuuuum!...’ nem decorada nem nomeada nem numerada
nem pintada. Agora vai! Uma peça nova novíssima interessante e exótica,
parecida com uma ostra fechada parecida com um fruto cambuci do cambucizeiro
igual uma urna. Até mesmo sem prospecto sem propaganda sem anúncio sem oferecer
vantagens ofertas créditos/débitos... Uma máquina estranha impressionante impressiva
impressionável impressível e que dava e deu uma imagem uma sombra um
‘uaaaau!...’ grito de poder poderosa arrogante se arrogando altas forças
grandes patrimônios e estruturas... enfim por fim finalmente.
De que galáxia de que planeta desta
ou de outra nebulosa veio originou este artefato novo novidade e esquisito?
Será que se pode entrar e conhecer seu interior sua sala de estar sua sala de
comando sua sala de televisão? Será que se pode bater e pedir licença pra
entrar e pisar seu interior seus quartos cômodos salas banheiro despensa? Pois
assim soltos no ar os etês extraterrestres, e estas coisas importadas do espaço
podem e devem ser muito periclitantes. Os contatos de terceiro 3º grau, por
puro acaso: “Oi, vocês aí, seus marcianos de Júpiter ou além! Com licença! Bom
dia!”
Nem mesmo nem sequer ou requerendo nem
suspirava a máquina voadora ou ex-voadora. E podia ter uns tais e quais no seu
bojo lá dentro no seu interior e âmago lá por dentro. Pois até seria melhor
saber prevenir e ter certeza absoluta, uma vez. Quem vinha com a nave quem a
pilotava quem a dirigia quem a comandava?
Todos do bairro SC e dos outros
bairros e do centro de NP correram aí para ver. Todos vieram ver (nem todos
contendo a euforia a alegria o entusiasmo a curiosidade) o objeto estranho
estrangeiro nem identificado ou mais ou menos identificado. Todos vieram ver
aplaudir comemorar o digno acontecimento e várias associações nem
governamentais (ong) e sindicatos dos artefatos aéreos (saa) e de artistas ou
artesãos ou intelectuais cientistas ou gênios da raça como membros da Aclanp,
por exemplo. Nave polida bizarra fechada sem qualquer abertura encalacrada. Os
turistas ficaram em hotéis ou em motorhomes os parentes em casas de familiares
os policiais brigadianos acampados sob a cobertura do posto de gasolina... e
assim por diante, amém!
- Isto é incrível! E gente do céu!
Parece uma concha bivalve fechada e gigante, né?! – falou um holista, visitante
de Timbiras, que estava aí somente de curioso pois era um representante especial
da linha de remédios marca ‘Estofo’ (de a farmacêutica Unívoco/Univocidade, fabricados
em a fábrica matriz de São Pedro de Alcântara).
- Isto é absoluto! Que que parece,
meu?! Nem faço ideia, e você?! – disse um anodizador, original de Centro do Guilherme,
que chegou aí bisbilhotando e cheirando farejando o ar um tanto queimado
esfumaçado pela chegada repentina da nave alienígena que se via que era de
outro planeta de outro sistema de outro patamar e além.
- Isto é infalível! Ala-e-larga! É
toda polida e de aço inoxidável ou outro metal puro bem forte, né?! – analisou um
operador de homalógrafo, com parentes aqui em NP e morador de Maranhãozinho, já
pensando e calculando o artefato na distância altitude velocidade resistência
durabilidade magnitude praticidade excentricidade extravagância.
- Isto é bárbaro! Pra arrasar, hem?!
Como se fosse uma pedra jogada desde o espaço um meteoro meteorito astrólito ou
coisa que aparenta que representa – sugeriu uma metalista, nascida e criada em
Governador Archer e atualmente residindo em Maracaçumé (com faculdade
defendendo tese em pesquisas e temas e assuntos e livros escritos nos lemas e
máximas da astrofísica e astrofobia).
A menina Lilás estava aí e
acompanhada de suas amiguinhas de sempre colegas de escola, todas e cada qual
com sua bíci magrela. Lugar e acontecimento totalmente público. Que coisa
extraordinária, pessoal! Que planos tinha o mundo para nos contar histórias, nem
é?! Que terapêutica, oi! Que tolerância para as coisas do acaso, hem?!
- Arrá!... Quando foi isso e por que
aconteceu? – perguntou imediatamente Lilás, uma jovenzinha 10 presenças e que
tinha um ar afável útil simpático elegante terno.
- Ei, olhem!... Pode ter sido uma
queda brutal descomunal atômica. Que se conta e se sabe e até onde eu imagino
que seja... – comentou a Rê, uma menininha 10 autoridades e que tinha o cuidado
de gostar de colecionar fotos de pontes/viadutos.
- Aleluia! Devemos nos aproximar e
tocar na espaçonave. Mas quem sabe pode ser radioativa contaminada de alguma
forma, né? – recomendou a Esmeralda, guriazinha 10 formalidades e que sempre
vinha com uma carinha faceta face brincalhona faceciosa chistosa.
- Opa!... E se eu fosse divina!
Também acho que nem devemos nos aproximar demais e muito. Deve ser mesmo
contagioso e encardido e pegajoso – esclareceu a Pérola, menininha 10
utilidades e que distribuía a todos os emojis cara de bergamota.
Muitos falavam e ao mesmo tempo.
Falavam e riam ‘kjá-kjá-kjá!...’ como se estivessem diante de um fenômeno
mundial inédito colossal... e era mesmo. Quando isto tinha acontecido e da
última vez? Muitas falas e conversas e diálogos, mais perguntas que respostas.
Perguntas vazias, respostas reticentes... As colocações os argumentos os
bate-papos eram interessados. Tudo girava em torno do acontecimento aparecido.
A nave ‘pimba!...’ já ressabiada. E as gentes achavam que resolvia transigir ou
persuadir? Coisas de agouro prognósticos do futuro ou momento de missão compromisso
ominoso ominosamente omisso confissão omissão.
- Hein! Que bem que o paraíso é
aqui, confere?! – discute a Esmeralda, celular na mão quando nem no bolso
detrás da bermuda.
- Com tal e qual! Vamos a uma foto
autorretrato com fundo na nave – detém a Pérola, irmã de Esmeralda, coleciona
muitos tipos interessantes de capinhas.
- Que figuraça, meu! Será que se
pode dar um rolê pelo espaço aberto do céu do céu, hem?! – decide a Rê, se
olhando na foto pra ver se estava bem chique.
- Es-pe-táaaa-cu-lo!! Parece parece
tudo um sonho mágico, e é mesmo – decola a Lilás, se abraçando e abraçando
empolgada as amiguinhas empolgadas.
A nossa cidade NP estava sendo
contemplada com um caso raro no mundo. Olhe só que aparato! As pessoas faziam
esticavam o ricto da boca aberta. E chegavam beltranos sicranas até de longe uma
logística tipo Angelina e Águas Mornas e Antônio Carlos e Leoberto Leal e André
da Rocha, já tirando fotos e vídeos. Se formou um estacionamento improvisado
ali mesmo no acostamento da rua Placidina de Araújo com a estrada Buarque de
Macedo, bem no entorno do capitel (em honra ao santo São Cristóvão, protetor
intercessor orientador espiritual do bairro).
Uma hora depois já chegavam oficiais
das forças armadas da aeronáutica do exército da marinha da polícia civil. E se
aproximaram olhando com binóculos e óculos especiais e roupas espaciais
coturnos de sola alta. Fizeram um cordão de isolamento e montaram uma base
militar para observação e segurança. Foram sentindo o clima o ar o ambiente e
caminhando passo a passo pé ante pé cautelosamente minuciosamente
milimetricamente militarmente. E sempre olhando onde pisavam e experimentando
com cuidado o terreno e se precavendo e trocando dicas e provérbios e
recomendações e alertas e conselhos e ordens. Observavam os pássaros para ver e
cheirar se o ar era respirável ou pestilento. Parecia ser uma nave nova de
metal originalmente extraterrestre. Ainda quieta e parada e fria do mesmo modo
que aí caiu ficou. Uma fascinação e ao mesmo tempo uma responsabilidade. Uma
fábula e ao mesmo tempo um desafio monumental. Um sucesso e ao mesmo tempo um
problema com rara solução.
- Ora, ora e cola! Vamos esperar que
a nave se abra por si só ou abriremos com alicate pé de cabra alavanca chave de
fenda, tá certo? – comandou o comandante do exército, formado na academia militar
das Agulhas Negras (aman) em Resende.
- Oito a oitenta e oito! Vamos ter
que bater na lata e ver se tem gente ou extraterrestre ou bicho ali no interior
do óvni, oquei?! – comandou o comandante da marinha, graduado formado na base
militar em Itanhaém.
- Uma boa pedida! Vamos ter que
aprender a língua universal que nem aprendemos como se fala ou se traduz, pois
é – comandou o comandante da aeronáutica, tenente graduado na base aérea de
Anápolis.
- Missão urgente! Vamos precisar de
armamentos de última geração e altas inteligências artificiais (ia), no entanto
– comandou o comandante da brigada militar com base em Lajeado.
A poucos metros da área de restrição
se formou um circo ou um parquinho com várias atrações vários eventos de lazer.
E com comes e bebes e música com alto-falantes ou amplificadores de som. E com
quermesse e barracas vendendo cachorro-quente e refrigerante, pinhão e quentão,
pipoca e suco de pupunha, rapadura e água de coco, balõezinhos de ar e
bandeirinhas de papel... E tendas com jogos lúdicos para adultos e crianças e
mascotes. E diagramas logísticos com gráficos bosquejos esquemas enigmas
charadas adivinhas...
O estabelecimento público educativo de
forma coletiva, nomeadamente EMEF Reinaldo Cherubini, instalou um painel
informativo com professores formadores e formados que podem dar formações explicações
e certas orientações a cerca de homógrafos heterográficos (cinto ou substantivo,
sinto ou verbo); homógrafos heterofônicos (torre ou substantivo, torre ou
verbo); homógrafos homográficos (cedo ou verbo, cedo ou advérbio). A ong Legado
(endereço na rua João Carlos Schmitt) também veio compareceu se apresentou ao
local junto ao óvni e olhou pensou calculou escreveu digitou fotografou falou
projetou desenhou uma esplendida plataforma de memória e pertencimento e
inspiração e caminhos e ações e encontros e conexões e celebrações e
reverências e preferências... E a prefeitura instalou ainda um escritório para
explicações informações tipo utopias fantasias distopias quimeras entropias
ideologias e etc.
- Uaaaau!... Nave espacial, eu vim
aqui pra ver você! – distraíam em coro os juvenis do Futebol Clube Avante ou FCA,
sede à rua dos Imigrantes (bairro SC).
- Olêeee!... Nave alienígena, eu
quero passear contigo! – distribuíam em coro os alunos da Escola Estadual Ensino
Médio 11 de Agosto (EEEM11A).
- Olá, olá!... Nave óvni, eu quero
te abraçar todinha! – disciplinavam em coro os membros do coral ‘As Vozes de
Ouro’, ali mesmo do bairro SC e o qg na rua Santo Pin.
- Braaaavo!... Nave de prata
prateada, eu quero te conhecer por dentro! – discutiam em coro o pessoal do
corpo de bombeiros voluntários de NP, com base de manobras aí em a esquina rua General
Flores da Cunha com Luiz Marafon.
O sol olhava as gentes as matérias
plásticas e estas olhavam o sol com o receio de insolação e derretimento e
ficar desidratadas. Então sim, o sol zurzia açoitava muito à vontade e tenso
estressado. Neste momento poucas raras nuvens e assim mesmo esparsas esgarçadas
e miúdas raras nuvens arrevesadas às avessas insociáveis. Sol em forte crisol
das horas e que vão subindo e matizando combinando misturando graduando cores. Nuvem
pequena pouca com forma de cavalo tropa de capivara figura de árvore frondosa
tipo de casa com chaminé perfil de automóvel trem maria-fumaça comboio livro
aberto carro de bois... Uma nuvem/lancha tipo barco figura de navio sustou no
porto celeste no cais do alto no píer do céu no atracadouro morada do Senhor. O
mar azul divino prepotente e francamente um ótimo provedor - e segundo se vê e se
diz e consta. Maravilha magnífica que é o sol solar deslizando no céu no céu, e
parabéns!
Tantos chegavam para ver a novidade
em primeira mão e a nave-mãe vinda de outro mundo outra galáxia outra história
outra conversa outra ocasião... Todo mundo descia desembarcava aí na rodoviária
e batia a poeira e ancorava aportava junto à rua Fernandes Vieira com a rua
Henrique Dias. Daí mesmo pegavam um auto de aplicativo um taxi um parente um
coletivo um micro-ônibus. Eram grupos pares enamorados aventureiros fotógrafos
independentes iutúbers e de outras tantas plataformas canais ou comarcas. Poucos
chegavam sem conversa sem que alguém viesse receber rir abraçar ajudar com as
malas gargalhar ‘djá-djá-djá!...’ Tantas pessoas como lugares e Adamantina
adamantinense ‘joia da nova alta paulista’ e Poá e Içara içarense e Araranguá e
Guapimirim guapimiriense ‘rio pequeno dos aguapés’ e Cachoeiras de Macacu e
Valparaíso e Major Gercino e Sacramento sacramentano e Caxias e Ferraz de
Vasconcelos ferrazense...
- Olá, tio Natalino! Fez boa viagem,
a viagem foi longa, tudo bem? – perguntou a Lilás, já se prontificando para
carregar pelo menos um pacote um embrulho.
- Ué! Que agradável este lugar e
depois de longa correria distinta viagem. Vejo e reparo o ribeirão Emborcada o
rio Aguapeí o rio Castelo... Hoje como ontem sempre são um tanto e quanto bem
calmos e comportados, hum! – analisou o tio, puxando uma mala pelo cabresto ou
guia sem deixar de olhar em volta ao redor pra todo lugar e cumprimentar
pessoas conhecidas nem tão reconhecidas até mesmo as desconhecidas.
- Uma coisa é uma coisa, outra coisa
é outra coisa. Seguinte. O ônibus balança mais que uma balança, hein, titio? –
a menina Lilás estava muito hilária e curiosa.
- Então! Na altura no degrau da serra
a coisa é muito legal e excitante. Dá até uma certa instabilidade uma surdez
uma pressão no ouvido – comemorou Natalino, morando atualmente em Ribeirão
Pires mas de família pratense neopratense aqui da ex-capital do basalto
ex-capital do reflorestamento ex-capital da poesia.
- Quem te viu e quem te vê! Faz um
tempo que já nem vejo uma represa um trem um avião e de perto tocando e pegando
na mão, tio – incluiu a menininha,
cabelo amarrado estilo rabo de cavalo e mascando um talinho verdinho de capim-trapoeraba.
- Sim e nem ou talvez. Se o dia é
ótimo, o rio o ribeirão o córrego flui tranquilo e o barco idem. Assim é –
comunicou o parente por parte de pai, saiu jovem de NP e foi fazer faculdade de
odonto odontologia em Petrópolis.
- Uma outra curiosidade. O tio quer
visitar a cascata da Usina, as águas termais? É uma boa é legal e eu recomendo
– convidou a Lilás, já gostando da visita do parente.
- Opa! Devo recordar de tudo que já
vi, devo rever muita coisa – lembrou Natalino, casou em Mauá e descasou dois anos
depois para ir morar sozinho no distrito de Capão Redondo junto à praça Tomás
Reid na rua comendador Antunes dos Santos.
- Digo mais, irmão do meu pai! Vamos
participar do festival do folclore e até dançar, se for preciso – vibrou a
guriazinha, sempre alerta pra essas coisas divertidas.
- Uau!... Quanto mais melhor e tanto
faz como tanto fez – destacou a visita, sopesando a maletinha de couro comprada
numa feira agropecuária lá em Suzano.
- Isto é! Já lembro o que ia
esquecendo. Temos uma nave imigrante de outro planeta aí mesmo no nosso quintal
cerca de 500m da nossa casa, titio – contou de supetão a menina e já se
familiarizando com o parente que visitava a família pratense uma vez a cada
década a cada século a cada reencarnação a cada pós-bandemia.
- Aitona! Tenho visto e revisto as
notícias nos sítios nos blogues nas revistas online e até mesmo mais em demasia
por demais demasiado, parente próxima – relatou o tio, hoje um prestigiado
comentarista de economia e um curioso por cultura geral e popular com um canal
no iutúbi saindo com laives todas as quintas-feiras e domingos.
- Rapais! Se o senhor titio já viu
uma nave alienígena e um etê de bem de perto? – comentou a guriazinha, sempre
tentando deixar o famoso parente bem informado.
- Nem me fale, minha joia rara e
sobrinha! Vai ser logo hoje então o dia mais importante pra mim pro meu canal
no iutúbi e redes sociais e para meus seguidores, te prometo! – comemorou o tio
Natal, contemplando tudo ao redor reconhecendo e a alma leve e a alma
contemplativa e a alma na palma da mão e a alma em calma.
O sol vinha vindo pelo espaço e já
fazia horas e já espalhava fogo. O astro-rei se arrancou do mar e se mandou emergiu
voou... E trabalha sobre o ribeirão dos Ranchos a cachoeira Alta e a rodovia
comandante João Ribeiro de Barros ou sp-294 e Mariápolis e Criciúma e colégio
estadual Júlio de Castilhos (rua Laurindo com avenida Piratini) e a praça João
Belém... O mesmo sol que faz o dia e acontece árvores os verdes as frutas
maduras e pitanga, camu-camu, melão-croá, maracujá-da-caatinga, quixaba,
cereja-do-mato, juá, sete-capotes... Estas certezas correm de boca em boca o
dia todo 12 horas.
No dia de aula e escola as super 4
amigas se encontram já na estrada do IEE Tiradentes, no Centro em a quina
avenida Cônego Peres com a avenida Luiz Marafon. Uma veio daí outras duas irmãs
de acolá e a quarta de lá. São principais amigas e parece que é uma amizade que
dura e já formou um grupo para sempre. Quadrangularmente.
- Um dois três! Meus sabores de bolo
são seriguela e bacaba e açaí, uuuum!... – degusta a Lilás, passando a língua
nos lábios e engolindo a água que empoçou na boca.
- Bom apetite! Minhas pizzas
preferidas sempre vêm acompanhadas de sucos os quais são guabiju e cacauí e
guaraná – apressa satisfeita a Esmeralda, jogando um beijo.
- Pê-pê-pê!... Me sinto feliz e quem
me diz com batidas e vitaminas as tais são grumixama e guabiroba e cambuíva-açu
– dosou a Rê, imaginando delícias deliciosas.
- Quanto mais e melhor! Adoro
sorvetes de sabores e as cores devem variar tipo muito são jabuticaba e caju e
mangaba – saboreia a Pérola, sonhando com tudo ótimo.
Depois do dia veio a noite. Após as
estrelas vieram as aves cantoras procurando água pra beber e sementes e ou
frutinhas pra comer, as várias são o abio fruto do abieiro ou abiíba o cambuí
fruto da murtinha a juçara a ameixa-da-mata a goiaba-serrana... O rio Cascalho
pode correr avolumar de encontro ao rio Casqueiro e os peixes os cascudos os
lambaris os charutinhos as traíras se alimentam de frutinhas que caem na
superfície tipo e os mais são muricis e jerivás e araçás e cagaitas e cambucás
e buritis e pitombas...
- Quem somos nós?! Sempre achei que
a lua fosse gelada estivesse congelada ou congelável congelativa – ironiza a
Lilás, sujeitinha idealista pacífica solícita e nas horas vagas gulosa
apetitosa de uvaia com cubos de abacaxi e leite condensado.
- Somos o que somos! E quer saber de
outra coisa?! – interpreta a Esmeralda, sorridente exuberante falante cantante
esperta perspicaz estudiosa organizada.
- Nós e os 4 elementos! D é o
universo anverso e o universo cabe em D e D é mais que o universo expansivo em
crescimento expansão – destaca a Pérola, e por que ela ficou olhando o que
tinha aí pra olhar admirando o mar de céu azul céu verde.
- Assim todas nós somos?! Você sabe
vocês sabiam que tem uma cidade e que se chama Morungaba? Estranha e delicada,
nem é?! – identifica a Rê, gosta adora aprecia frutas doces agridoces e doces
açucarados com recheio de chocolate e ou limão.
- Oi, meu! Me pergunto... O que é o
improvável? – criava a menina Esmeralda.
- Vai vendo! Por que existe e se
come chuchu, hoje em dia? – dialogava a Rê.
- Uai!... Se eu fosse do mar e se eu
fosse fruto do mar... – identificava a Pérola.
- Legal, né?! Quando conheceremos a
gruta dos Palhares? – procurava a Lilás.
No domingo o jogo do campeonato que
decidiria o certame e no campo neutro da Sociedade Esportiva Recreativa
Pantógrafo. Aí o campo o campinho encostado pela rua João de Deus Madureira a
praça do Roberto Carlos em o bairro Recanto. Quem gostaria? Qual nem gostaria
nem apreciaria? A disputa o duelo o confronto o afronte seria entre a Sociedade
Lazer Dicotiledônea versus a Sociedade Lúdica Monocotiledônea. Disputa acirrada
e um clássico amador da cidade de NovaP e região.
O jogo começou realmente depois das
16h e 34min, ou seja a cereja madura do bolo, 34min de diferença ao
anteriormente estipulado e combinado com as emissoras da mídia tevê rádio
internet. E por quê? Seria o quê? Exato exatamente, o juiz atrasou os árbitros
ficaram presos no trânsito no engarrafamento no trevo do Catuaí cruzamento da
br-376 e br-317. Resultado: o público em geral prejudicado e frustrado adiado no
seu prazer de ver e ouvir a bola rolando rolar ‘uh-oooou!...’
- Oba!... Eu sempre torço pro time
que está perdendo. No momento está empate – comentou e narrou a prendinha
Lilás, mastigando um puxa-puxa sabor caju/café.
- É isso. Eu gosto muito de futebol
na copa do mundo, e vocês? – comentou e narrou a Esmeralda, triturando ao mesmo
dois grãos de pipoca sabores doce e salgado.
- Mas bah, tchê! Sabem, gurias! Se
eu fosse jogadora preferiria jogar no gol de goleira. Acho mais cômodo e
sensacional – comentou e narrou a Rê, pernas cruzadas e braços cruzados
manducando goma sabor abacaxi com recheio de pequi.
- Ué!... Sendo o árbitro da
partida... concerne a respeito de... e no que toca a... tenho minhas dúvidas se
ele ou ela se diverte. O tempo passa e ele ou ela corre sem fazer um gol
sequer, hein?! – comentou e narrou a Pérola, consumindo um sorvete no potezinho
sabores cores amarelo/cupuaçu vermelho/pupunha alaranjado/guriri.
O sol meio que dourava o ribeirão
Estrela do Norte a cachoeira do Bom Jardim o distrito São Vicente. O distinto
rei astral queimava como se fosse verão pleno dia de verão sem nuvem no
horizonte e contando as horas. E a goiaba-do-mato a gomeira ambas as árvores
plantadas atrás do alambrado atrás da goleira do lado norte entre o alambrado e
o muro que cerca o campo de futebol. E os pássaros as aves pavões-do-mato paós
pavôs debicavam no chão de terra vermelha ou areia cor gelo ou grama verdinha.
E o narrador e o comentarista da rádio Levantina 96,8fm comentava e narrava
assim como se escuta ao pé do ouvido:
- ...a bola redonda vai girando rolando
de pé em pé ponta de chuteira, minha gente boa da rádio Levantina a rádio mais
oriental deste ocidente gaúcho de Nova Prata e etc., ...o zagueiro Solário com 2
na camiseta dá um chutão pra frente e aciona o seu centroavante Agnóstico 9 e
este mesmo passa a bola pro Cardigã 11 que lhe devolve na cara do gol... o 9
chuta com força e a bola faz um cê de caos e sai pela linha de fundo... uh-uuuu!...
meu caro comentarista esperto, meu amigão e colega Zíngaro, me diga me comente
me explique me exemplifique me detalhe o que houve e o que aconteceu em a sua
opinião, hein?! ...oh, meu caro analista... num oferecimento das baterias
Reacionária, as melhores do mercado nacional...
- ...bem dito bendito e explicando exemplificando
e além de explicar eu digo o que sei, meu amigão e colega Cigano... e é muito
simples e sugestivo, meu exemplar narrador dos mais brilhantes deste país... mas
porém e posso devo dar minha opinião minha ideia e dizer que ele Agnóstico 9 se
equivocou na hora no instante de botar o pé na bola e chutar... entendi e
entendem meus caros ouvintes?! Foi um chute sem contundência sem necessidade
sem direção sem notoriedade sem... e tenho dito e falado da minha parte... num
oferecimento das lojas magazine departamento de roupas e calçados A Cabriola, a
loja do salto acrobático... e do restaurante/churrascaria Estágio/Estagiário,
ali na rua Capoeiras com a rua Tiradentes do bairro Santa Cruz...
No fim do ano letivo lição ensino escolar,
e merecidas!, as 4 inseparáveis amigonas partiram saíram de férias. Antes planejaram
pesquisaram analisaram contaram os dinheiros, de comum acordo com os pais os
grandes os chefes, e ir chegar juntas em bando ao rio à praia em a cidade
balneário... E no cardápio em princípio sonharam navegar juntas em excursão o
rio Pirapama o riacho Utinga de Cima a represa Gurjaú... a praia de Gaibu a
praia de Itapuama a praia do Paiva... bucólicas cidades de Vinhedo e Valinhos e
Rancho Queimado e Foz do Iguaçu e Campinas em o parque Monsenhor Emílio José
Salim... Porém nem teve como e houve mil desculpas e desencontros separações de
estrutura de logística de interesses das mesmas respectivas famílias das
meninas e guriazinhas... assim quê... embora... quer dizer...
- Oi, opções!... Seguinte,
galerinha! Mudanças de planos e planejamentos – telefonou a Lilás, dizendo logo
vicissitudes e que a tropa a família dela iria para Cabo de Santo Agostinho
cabenses ‘aqui nasce o Brasil’ e a serra do Ramalho mais rio Cajabuçu e
cachoeira de Santa Luzia e cachoeira Fio de Ouro...
- Olá, considerações!... Aqui é da
Terra... Precisamos dizer, eu Pérola e minha irmã Esmeralda, que estamos de
mudança de planos e projetos e planejamentos, ou seja, mudamos de rotas de
acordo com nossos pais e ordens e conveniências con-ve-ni-ên-cias – transmitiu
a Pérola, que seguiriam pra Afonso Cláudio afonso-claudenses o distrito Vila
Pontões rio Guandu pousada/dormitório já na praça Aderbal Galvão da rua
Torquato Moreira Dutra com a rua Nelson Martins...
- Opa, substituições!... Assim são
as coisas e elas as coisas acontecem assim mesmo. E digo pra vocês que os
planos e os planejamentos nem sempre acompanham as ideias e os desejos e os
sonhos sonhados e os pensamentos... – avisou
pras melhores amigas a Rê, que segundo a família iriam passar uns dias bacanas em
Aguaí aguaianos ‘chocalho e guizo’ o rio Jaguari-Mirim o córrego Isoldina a
cordilheira do Empoçado com a pedra do Gato a pedra do Elefante a pedra da
Broa...
Na volta e retorno, 15 dias depois, resenharam
tudo e mais um pouco. O quarteto se juntou na casa de uma delas e já fazendo o
relato relatando. Distribuíram presentes encomendas lembrancinhas adendos e
demais apetrechos. Feitos e fatos todos muitos e bons normais ótimos muito
sensacionais e corretos. E imagens e fotos todas passadas repassadas
acompanhadas de risos ‘kjá-kjá-kjá!...’ E com ou sem maiores gritos
‘gri-raaau!...’ e uivos ‘uh-aaaau!...’ de euforia já foram dizendo desdizendo as
subvenções auxílios ou subversões quedas os versos e reversos os começos
inícios e preâmbulos:
- Minhas doces amigas! Nem nada ou
muito ou pouco tinha que fazer ou desfazer por prazer ou lazer – destacou a
Pérola, sempre um pouco nervosa na hora de decidir uma parada uma prova escolar
um tema de debate uma sonora em sala de aula.
- Sim, comadres de fé! Aprendemos a
brincar de ioiô e um tanto de xadrez, que choveu sempre e perfeitamente quase
todos os dias e horas e minutos – descontou a Esmeralda, que a generosidade e a
cumplicidade são suas melhores marcas e escolhas e correr e pedalar e estudar e
desfrutar de sorvetes cremosos e ou padaria com bolos de fubá e massas-folhadas
e pizzas doces ou salgadas.
- Até pouco tempo, minhas deusas! Em
qualquer lugar que eu ia lá estavam os jardins as flores as plantas bem pegadas
nos canteiros – domesticou a Lilás, sendo uma menina uma garotinha bem sincera
e hilária hilaridade sempre conveniente e querida.
- Há quanto tempo, hein, irmãs!
Passeei por tudo e arredores o clima tropical subquente úmido tipo brasileiro –
despertou a Rê, espírito divino honesto certo de muita honestidade e
salvo-conduto para o céu celeste metafísico azul-marinho.
- Fala sério, meu! Eu gosto, já
avisei a todos/todas, e gosto mesmo muito de estudar a Inconfidência Mineira.
Reparem – historiou a Lilás, tinha parentes morando há muito tempo em as
localidades de Camapuã e Água Clara e Selvíria.
- ‘Ouviram do Ipiranga...’ Tenho
sonhado sonhos e pretendo ser cantora e fazer sucesso no exterior
internacionalmente, é – dedicou a Esmeralda (irmã 1 ano mais que Pérola), tinha
tia e tio e primo e prima em Três Lagoas.
- Hoje 15 do 4 de 2088. Temos muito
que fazer por assim dizer e muito que ver e viajar, né?! – comemorou a Rê, já
falaram em casa que seus avós por parte de mãe tinham migrado vindo para NP
desde Inocência, ms, inocencienses inocentinos.
- Pois tão tá! Me falta me questiono
me desafio a voar de helicóptero. E já nas próximas férias, meu! – declarou a
Pérola, que seu papai fez faculdade de administração de empresas em Cassilândia
e a mamãe de psicologia em Paranaíba.
O tempo que está em todo lugar
‘tique-taque!...’ parece simples, porém nem é tão fácil. O tempo toma ar e
respira inspira sopra e toca aí em frente afora. As horas são mecanismos mecânicos
bem articulados pensados pra estes momentos instantes. O tempo precisa
necessita de algo e ou alguém para se valer do espaço. O tempo tem graça e
córrego Jatobá e rio da Onça, que banham Barrinha barrinhenses. Um caminho
começa com um destino. O tempo que se move entre horários entre uma hora e
outra entre um minuto e outro carece de espaço físico. Desde quando esperamos?
O tempo fala e confessa segredos absolutos. O tempo necessita de um ídolo de um
monumento.
- Olhem pra mim, gente! Hoje mesmo
eu tive saudade de morar um tempo um ano e meio dois anos... em Vargem Linda –
comenta a Pérola, que Vargem Linda (bonito nome de lugar) é distrito da cidade
mineira de São Domingos do Prata.
- Fic-ção! Ontem ou anteontem, pode
ser ou nem, vi um filme e se passava numa ilha toda cheia de pré-históricos...
a-ni-maaaal! – relata a Rê, que já pesquisou diversos temas das eras e idade da
pedra e paleolítico...
- Digo pra ti agora! O que me
derruba de preguiça e sono e sonho é viajar... seria navegar embarcação gaiola
pelo rio Amazonas... – planeja a Lilás, sempre gostou de água sempre adorou
praia e mar sempre pretende conhecer rios e lagos e lagunas.
- Tenho fé e tenho sorte! Gostaria
contar pra vocês que já estive no fundo do mar, é; adoraria narrar pra vocês
que já subi as mais altas montanhas... tipo pico da Neblina tipo monte Roraima
tipo pedra da Mina; quereria listar paradas que já percorri e mais que vou
percorrer a pé todas as praias e enseadas e pontais... e pretenderei – discursa
a Esmeralda, a alma vidrada nos transportes e nas viagens por viajar.
Existem 5 sóis no mundo e em o
universo inteiro. O primeiro sol é ele mesmo o próprio rei sol. Os astros que
acreditam em D, e já se entregam às mais patéticas rotações e translações para
fazer de novo rebrilhar os ouros os louros da aclimação. O sol forte que
confecciona frutas gulosas e são melancia-da-praia ou gogoia ou arrebenta-boi,
ameixa-amarela-da-caatinga, sapucaia, puçá, xique-xique, abacaxi-do-mato...
O vento inflexível, aliteração ‘vê verso
voo veloz velocidade velozmente’, tem este desafio pela frente. O vento hirto tem
espaço teso nas cidades retesadas que moram por volta de oitenta mil pessoas e
Santa Cruz das Palmeiras e Itarana e Aimorés e Vitória de Santo Antão e Monte
Mor e Itatiba... Quando muito quando nada, até porque o vento é um enigma e o
espaço largo percorrido uma dádiva do céu do céu.
- Caras e queridas! Vamos pedalar à
margem aí do rio Caí, hem?! – pede a Rê.
- Amadas e caras! Devemos aproveitar os
dias de sol – acerta a Esmeralda.
- Gente festiva! Penso em sorvete e ou
suco de umbu – eterniza a Pérola.
- Galera aprendiz! Quero aprender a
nadar nadadora nada – felicita a Lilás.
Todos quantos e elas mesmas as amigas
inseparáveis melhores amigas, auditiva visual tátil olfativa palatável as sensações,
reparando aí a estátua de pedra em plena praça Ary Coelho. Olhavam olhando sem
parar. Um belo feixe de raios luminosos solares dourados de ouro distribuía tudo
em derredor. E olhavam muito e fixamente. Faziam fotos. Esperavam que a própria
estátua se mexesse? Faziam cinema. Alimentavam os pássaros. Faziam
selfies/autorretratos e demais malabarismos acrobacias artes e ofícios. Era
tudo tão cristal tão oficial tão perto tão natural...
- De todo modo e maneira! É uma
estátua linda e equestre, um homem bípede montado num cavalo quadrúpede –
destacou a Lilás, deslocando os óculos escuros para o alto da testa e conforme
a luz ambiente e ou cambiante.
- De hoje pra ontem! E telepático. As
guerras eram feitas e disputadas com cavalos iguais a este os centauros –
comentou a Pérola, que um dia lá na frente com idade promissora ideal se
tornará uma nobre e digna anfitriã anfitrioa.
- De quando em quando! As revoluções
corriam pelo pampa e a troco de quê?, pergunto – indagou a Rê, que
provavelmente no futuro médio se tornará uma grande e delirante atriz de teatro
e multimídia iutúber.
- De menos a mais! Os jogos de turfe
são umas carreiras em cancha reta bem disputados, trô-tró-tró!...,
pa-ta-co-tó!..., prá-prá-prá!... – recomendou a Esmeralda, que logo mais um dia
se tornará realizará a paraninfa paraninfar.
As minas pedalaram pedalavam
tranquilas pela avenida Cônego Peres, uma recém aberta ciclovia e quase
deserta. Atravessando o bairro do Restolhado. E a via admirava o verão
pitoresco as cores naturais saindo das flores ornamentais o zuir das abelhas
sociais ‘bi-ziiii!...’ sete-portas jataís-amarelas ‘ti-zêeee!...’ as aves
palradoras falando alto arrulhando ‘psi-siê-siêeee!...’ As colegas 4 beldades
mirins giravam pedalavam e duas à frente, duas atrás, ‘tré-que!, tré-que!...’
- Hipótese! Gosto do vento e quando
o vento sopra torvelinho, é – confessa a Rê, uma bíci de aço inoxidável e nas
cores verde e cinza.
- Ué, meu! Que o mundo o nosso mundo
é sagaz e sagacidade, né?! – joga a Lilás, uma bicicleta maneira com prática cestinha
de arame ou tela na frente.
- Quê-rê-rêeee!... De um modo
emplumado e ou outro asado, hem?! – desloca a Esmeralda, sempre venerando seus
ídolos galhofeiros principais os joões-de-barro.
- Oxalá! Prefiro abraçar as árvores
empurrar as pedras mergulhar na sanguinha – detalha a Pérola, ainda no modo na
moda de colecionar folhas de plantas (como se fossem dinheiros papel-moeda).
O sol é o começo de tudo,
cordialmente. E o mar veio depois, símile análogo semelhante que se semelha.
Mais o vento as correntes, estas bem condescendentes. O tempo é o mais legal. Com
a Terra, ensolarada e cinematográfica, que esta intervém no dia a dia cotidiano
dos terráqueos. Plantas e árvores as notas florais únicas e cheias de
personalidade são juciris e jacarandás-mimosos carobaguaçus... e também as
frutas doces agridoces perfumes aromas e vão laranjinhas-do-mato e puruís e
frutos-do-mandacaru e mamas-cadelas e cajás-mangas e pajurás e butiás ou licuris...
Que tal o mundo que é tão folgado! Como o mundo é feliz e luxento! Como o mundo
é sonho!
- Espera um pouco! Conhece o truque
das palavras raras ou difíceis? – pergunta a Lilás, que a guriazinha
oficialmente só fazia perguntas curtas e cortantes e corteses.
- Faz horas! Se eu se você nem
conhecemos é que ele ou eles professores os adultos os grandes mandam procurar
investigar – destaca a Esmeralda, sujeita esbaforida ofegante respirando
conforme o deslocar no caminho de paralelepípedos.
- Auquê!... Querem os profes pôr uns
obstáculos armadilhas labirintos – amola a Rê, que até admira ela mesma
conversas cifradas enigmáticas misteriosas.
- Sim, é agora! Sou uma pesquisadora
virtual que usa calculadora no celular – convida a Pérola, ela indivíduo
individual ser essencial como entidade ontológica.
O sol passa passando por etapas
todas por que normalmente já passara numa oferta diária de jornada. O terceiro
sol é a lua. Para todos os efeitos, refletir a luz reverberar repercutir calor
raios solares claridades. Correndo pouco por vez e nem falando muito.
Extemporâneo e gingando derretendo cantando pulando de hora em hora despejando
minas de ouros moedas douradas caras. O sol é e sempre foi o primeiro dia.
- Oxalá e aleluia! Assim mesmo e
tudo surreal, né?! – animou a Rê, gostava de estudar física quântica ou
mecânica quântica ou energia microscópica os átomos os elétrons os fótons.
- Peraí e já constatando! E tem
gente que engasga com o ar. Minha avó materna engasgava com bolachinhas de
araruta – povoou a Lilás, menina sempre pronta a viajar e conhecer o rio
Capetinga o rio São Patrício e Jaboatão dos Guararapes e Venda Nova do
Imigrante e São João da Boa Vista e Pedreira e Laranja da Terra e Paraí...
- Upa e avante! Te digo, uma nave
espacial joga com um futuro promissor – descreve a Esmeralda, participante
assídua de palestra assembleia conferência simpósio e manifestação passeata
caminhata bedalata...
- Hã, hã, hã!... Será que posso usar
um computador, enquanto isso? – distingue a Pérola, uma tira de tecido
pregueada falbalá uma fita franzida adornando o pescoço.
Nova Prata é assim, psicologicamente
próclise. Ruas curiosas e enredadas a partir da igreja matriz encomendada a NS
Aparecida e a Santo Antônio e a São João Batista. Emancipada desde 11 de agosto
de 1924; distante da capital 180km. Tudo se movendo e acontecendo em o bairro
Vila Nova Bonsucesso a praça Luiz Henrique Xavier Acosta a rua Dom Duarte
Leopoldo e Silva paralela com a rua Felício Antônio Alves. Muitos cidadãos que
vão e outros que já retornam. Cidades conurbadas vizinhas emendadas e Vargem
Grande do Sul, Agudos do Sul, São Bento do Sul, Tijucas do Sul, Jaraguá do Sul,
Ametista do Sul, Campina Grande do Sul... E conforme as boas amigas próximas
(cf), de acordo escrevendo ou lendo e já falando dizendo contradizendo:
- Oi!... Meus avós andavam de
charrete puxada por cavalo, isso já uma era – distraiu a Lilás, um íntimo imo
que nunca saía do sério nem nunca se apoquentava caceteava aporrinhava e via
tudo legal numa boa fazendo vês de vitória com os dedos de ambas as mãos e
corações enormes com os braços arqueados em volta da cabeça.
- Então tá e isso aí! Um dia meu avô
Guanandi me levou dar uma volta na garupa, e eu era deste tamanho e me senti
bem – distribuiu a Esmeralda, sempre moderada ponderada examinando avaliando
tudo com calma e sossego e harmonia.
- Outrossim! Talvez no mesmo dia me
iniciou também neste andar a cavalo e que nem esqueço até hoje, né?!, irmã –
destacou a Pérola, o olhar sempre curioso esgazeado inquieto agitado anônimo talvez
em alguns casos até demasiado desmaiado.
- Uau!... Estes dias atrás vi uma
corporação um regimento de polícias montadas ali em uma reportagem nas ruas de
Blumenau. Que coisa maneira e diferente, né?!, meu – conferiu a guriazinha Rê,
sempre inventando criando arquitetando projetos e desde o início inicial indo
para o básico o legal o executivo o efetivo, enfim, todas as etapas que passam por
uma boa ideia e uma ótima decisão.
O dia a sorte estavam bem
iluminados. Sim, de vez em quando corria pra cá pra lá o vento sul ou
nordeste... bastava olhar o tempo o horizonte... as aves procurando alimento e
outras coisas... o fluir do córrego Amaro Antunes... Assim como se diz,
relativo e pertencente e favorável ao sucesso sucessivo sucedendo... E num
rompante de brisa arrepio bom e tranquilo e suave... O quinto sol é o
fogo-fátuo. Explicitamente.
A lua o sol, e os dois o par alto
astral, ficam de caras e bocas e se rindo um pro outro ‘hi-hi-hi!...’ O casal
muito animado e cheio de prosa ‘blá-blá-blá!...’ E aí mesmo agora passa o sol
ouvindo vendo cantando ‘lá-riiii!, lá-ráaaa!...’ num dia completo e ensolarado.
A lua, um diadema diáfano no alto da testa, como se fosse coreografada como uma
coreografia. E sol e lua, no civil e religioso e celestial, constantes
permanentes perduráveis. Sol amplo dia amplo manhã ampla amplitude. Lua descomunal
e tem se dado muito bem otimamente muito ultimamente. Como 2 dois dupla exercendo
proficientemente cada um a sua profissão. Mais e maior o ar livre o mar o
comércio o oxigênio o céu o rio Oriçanga o estatuto o horizonte o morro a luz...
- Vi, viste! Pode ser uma 1 hora ou
de um momento pro outro – satisfação satisfeita a Pérola, menina bondosa sem
falcatrua sem fraude sem embuste sem engodo.
- Apoiamos, tá! Você sabe você nem
sabe você talvez desconfie – surpresa surpreendida a Lilás, parente aparente
imanente aparentemente contraparente contente.
- Bom-serás! Um uma boa-praça é
parecido com quê? Após boa-praça vem mais alguém ou algo? Qual a diferença
entre estágio e estalido? Qual a lógica da facção? – impressiona impressionada
a Esmeralda, um dia nas lembranças e reminiscências.
- Can-de-la-bro! Você sabe os 12
meses. Você lembra dos 8 planetas do ss, rochosos e gasosos. Você decora as 22
estações do Trensurb – comparação comparativa a Rê, pessoa guriazinha luar
plena plenitude prateada falante extrovertida enluarada.
A notícia correu de boca em boca de
casa em casa de rio Preto a rio Santo Antônio a rio Paraguaçu e se alastrou
pela rua Itália e a rua do Oleiro e a rua Francisco Licks o bairro Três
Mártires o mirante da Vista Soberba a Pedra do Sino o rio Soberbo o rio
Garaí... Que notícia ou informe ou aviso ou nota? A mensagem chegou acabou
chegando a todos. E aos moradores de Souto Soares e Palmeiras e Sangão e Morro
da Fumaça e Seabra seabrenses e Itupeva e Moreno e Santa Maria de Jetibá e Leme
e Casa Branca... E todos os curiosos, sem exceção e sem pestanejar, correram
lá... lá aonde?
É que as meninas, as quatro sempre
parceiras e sempre juntas, decidiram subir na torre de telefonia. Foi a partir
das 7h e mais um pouco. Como assim?! Resolveram, nem se sabe por que
cargas-d’água, subir na torre de comunicação. E sim, que do alto dos 120m se vê
de tudo ao redor. Nem só o mesmo bairro como o bairro São João Bosco o bairro
Santa Cruz o bairro Basalto o bairro São Peregrino o bairro Coroados... Nem só
a rua cientista Warwick Estevam Kerr como ainda por cima o teatro Coronel
Raymundo o prédio imponente da sede da Sociedade Grêmio Pratense...
- Ma-ra-viiii-lha! Adivinhem.
Incrível como os cavalos e éguas andam todos a pé quadrúpedes, né?! – se
maravilhou a Lilás, olhando de cima sem receio de altura o riacho das Polacas o
rio Cochó e todos afluentes, vira e mexe e agita, do rio das Antas.
- Es-pe-ta-cu-laaaar! Reparem. Eu
pouco ou nada nada lembro do meu primeiro dia aprendendo a andar de bicicleta,
será?! – repensou espetacularmente a Pérola, os pezinhos soltos no ar e monograma
no bolsinho da camisa azulzinha bonitinha e esta desenhada com estampas de
flores típicas tipo a meladinha-verdadeira.
- Sen-sa-ci-o-naaaal! Reconheçam.
Vejo longe vejo hoje vejo o horário de ontem e do futuro vejo antecipado o
porvir por vir – visualizou sensacionalmente a Esmeralda, sem se agarrar com as
mãos e tirando fotos, menina feita de joia duradoura diamante inquebrável
inflexível indissolúvel impermeável indivisível e visível admirável.
- Mag-níiii-fi-co! Visualizem. Me
sinto com asas sem ter nascida para voar, é. Assim mesmo, bem perto das nuvens
e ver D – a magna magnificentíssima Rê, a alma solta a alma livre a alma tocada
levemente pelo vento a brisa e os olhos buscando linhas fáceis do ribeirão
Taipu o ribeirão Tucuruvi (estes fios-d’água muito povoados de plantas
aquáticas e aguapés e mururés e povoás baronesas uapes gigogas).
E se diz e se vê que Nova Prata é
assim, espacialmente. Limitando com Nova Bassano e Louveira e Ipojuca e
Conceição do Castelo e Moji-Guaçu e Mutum... E muito bem pouco de
concupiscentes cobiçosos pelas coisas e bens terrenos. A luxúria a lascívia
passa longe do território e voa muito por alto na sombra. Quem sabe um estilo
pratense de ser e minimalista minimalismo concisão estilo simples simplista
simplificado simplesmente. Um belo ponto de vista prisma prismático prísmeo.
Pouca gente poucos animais muitas plantas ou brocoiós caipiras capiaus jecas.
Terra área região gleba de marceneiros carpinteiros pedreiros que martelam o
martelo o serrote o formão o torquês a goiva a pua. Lugar paraíso de pioneiros
imigrantes migrantes de Bofete bofetenses ‘aparador de comida’ e Araçoiaba da
Serra araçoiabanos ‘manto de penas de guarás’ e Joaçaba joaçabenses ‘cruz
entrecruzamento’ e Santana de Parnaíba parnaibanos... Mas contudo situações
burocráticas sugerem entraves embaraços obstáculos entravamentos travejamentos
e outras coisas menos valorosas valiosas.
- Quê! Se eu nem tivesse receio de
altura... seria uma ave ou uma peixe, hein?! – declarou a Rê, ela revela as
distâncias por que passa uma atleta amadora idealista.
- A vovó viu a uva verde! Já sei o
que vou fazer quando crescer: vou viajar de avião e uma profissional viajante,
é – declaração de Esmeralda, lapidada como diamante e incorruptível determinada
intrépida resiliente altiva generosa empoderada.
- Textura! Sim, me corrija se eu
estiver certa! Eu trouxe uns salgadinhos pra gente passar o tempo passar o
espaço passar a fome e curtir o fundo do vale os mundos e fundos – declara a
Lilás, contando medindo pensando no vento sul que vinha e passava deixando
perfume de plantas flores primavera e ou verão dezembro...
- É! Nãh!... Sei! Kjá-kjá-kjá!... O
alto o futuro o céu e tudo isso todos estes me jogam na direção de D –
declarava a Pérola, ela bem simpática estudiosa inteligente prestativa e gosta apreciadora
sobremaneira de sobremesas estas sorvete quindim cocada pé de moleque sagu com
creme ou musse de chocolate mais bolachinhas maria.
O rio sabe o cronômetro de hoje
ontem amanhã. O rio é como um divino, e passa pelo mundo este lugar amplo sem
se dar por vencido. Adendo e que se acrescenta, o córrego Caldeira. O rio nem
tem susto de ninguém e caráter desabrido áspero rude. O rio aumenta nas chuvas
e diminui nas estiagens, mas nunca deixa pra amanhã o que é de hoje. Pouco
conhece ou reconhece. O rio vem sempre em primeiro lugar e insidioso pérfido
enganador traiçoeiro. O rio rápido ou de vagar conforme o atendimento ou
entendimento o lugar. O rio para na represa e enche o reservatório de
hidroelétrica.
A água tem aqui ali acolá sustentável
diapasão e banha escorrega por Balneário Rincão e Jaguaruna e Lucélia e Flórida
Paulista e Magé e Boninal... A corrente que vai que vem que sabe de si. O
riacho que nem dá satisfação e indicia mostra denuncia acusa. O rio Monjolinho
o rio Ponte Alta que banham que navegam por Indaiatuba e Paulínia e Piên
pienense ‘coração’ e Espírito Santo do Pinhal e Campo Alegre e Joinville e
Quitandinha e Guabiju e Itu ‘cachoeira’ e Vila Flores... A nuvem alada rasteira
voadora réptil que se aborrece que se aperreia que se desloca que sobrevoa. A
fonte que comanda e apita o começo do jogo jogado o lambari pesque/pague.
- Que sorte! Sonhei que estava
comendo doce de abóbora. Eu nem nunca provei doce de abóbora, querem saber –
filtrava a Pérola, massageando seu ego e superego.
- Que perícia! Quando eu sonho... eu
nem concluo o sonho. Será o pé da cobra? – cobrava a Rê, olhando conferindo as
unhas e uma de cada cor brilhante.
- Que bom! Se amanhã tenho prova de
matemática quântica e isso é muita surpresa pra mim e num dia só – colaborava a
Lilás, fazia aniversário no mês de junho.
- Que ternura! Queria morar beira do
mar ou talvez no alto da montanha, é – alcançava a Esmeralda, que aprendeu
recém a subir e descer e pousar em árvores.
Dois etês extraterrestres pularam em
terra pularam da nave saíram porta fora da espaçonave ou casulo. Lembravam pareciam,
assim de repente de supetão no susto, com o povo hirudíneo e semelhantes com as
sanguessugas e mesmo até fadigosos. E se dirigiram pra frente de toda a
multidão que os admitiam admiravam e curtiam nas redes sociais. Tentaram se
comunicar com mímica grunhidos ‘bôl-ból-ból!...’ roncos ‘ruque-ruque!...’ e fala
falação em português bem carregada de sotaque linguagem picotada. E mais ou
menos se decodificou interpretou deduziu assim:
- Brô-bró-pró!... Voceis querem...
vender... abutuas-da-terra? Com-compramos aos montes – falou tá falado mais ou
menos entendido explicado o número 1 deles.
A população curiosa terráquea humana
a plateia aí mesmo ficou admirada e nem sabia o que dizer o que responder.
Demorou oito dias pra alguém tomar coragem atitude e dizer algo ou alguma coisa
em resposta ou pelo menos dar as boas-vindas:
- Olá! Sejam bem-vindos e
bem-vindas, gente boa de outro planeta! Nós podemos atender de imediato e
arrumar muita abutua-da-terra, tá certo?! – respondeu em nome de todos o comandante
das forças especiais e militares o coronel Vórtice Voragem (soldado continência
e forte movimento giratório turbilhão remoinho nos pés).
A dupla de atores etês alienígena,
provavelmente um par um casal, se entreolhou trocou uma rápida conversa um diálogo
uns grunhidos ‘bôr-tró-tró!...’ uns roncos ‘dum-tum-tum!...’ e mesmo até parece
que ficaram satisfeitos - assim num primeiro momento num primeiro piscar de
olhos num inicial contato. Tinham perfis parecidos iguais aos dos humanos nós
terráqueos, ou seja, tronco cabeça membros superiores e inferiores.
Aparentemente eram meio que parecidos com a gente nós os bípedes humanos
terráqueos. Pareciam amáveis no trato cordiais embora com fala e gestos e
fisionomias esquisitas e nunca antes vista aqui na Terra, este nosso planeta
água.
- Brô-bró-pró!... Con-ve-ni-en-te...
As abutuas-da-terra... podem vir... dentro de... sacola bolsa de plástico...
podem vir... dentro de... potes potezinhos... – completou um dos etês o número
2, que era difícil distinguir quem era m ou f porque ambos os tipos eram
carecas e o abrigo/uniforme que usavam vestuário era tipo macacão folgado.
- Sim e yes!... Podemos acrescentar
além das abutuas-da-terra muita abutinha muitas parreiras-bravas muita butinha
muitos panis e outras tipo falsos-paratudos cipós-amargos cipós-cobras... meus
caros visitantes de outra galáxia – comentou o comandante Vórtice, armado
apenas com canivete multiuso com brasão do exército.
Os extraterrestres os dois aí presentes,
eram de uma cor total esverdeada. A altura envergadura de aproximadamente uns
1m e 68cm. Nada de pelos ou cabelos ao redor em torno de todo o corpo. A cabeça
enorme e desproporcional descomunal ao corpo, ou seja, um cabeção e tanto mais
dois olhos grandes 2 orelhas de abano enormes. Dando importante e raro, eram
bem magros magérrimos quase esqueléticos e se podia contar as costelas. Bocas
pequenas que sorriam pouco e mostravam vez ou outra uns dentinhos miúdos pontiagudos
e brancos como os de peixes piranhas. Sempre se parecendo boas-praças e muito
otimistas faceiros e interessados espertos atentos:
- Brô-bró-pró!... Voceis têm aí...
como posso dizer... algum combustível... um óleo... um lubrificante... um
etanol ou álcool? – tatibitate tartamudeando foi perguntando acanhado
embaraçado um dos alienígenas, este tal número 1, e que se via nitidamente o
esforço enorme para tentar se fazer entender e compreender.
- Com certeza! Pois temos, amigo!
Vocês querem cozinhar as abutuas-da-terra? Pois forneceremos os ingredientes
temperos condimentos e demais, podem deixar – ofereceu e destacou e aclarou o
comandante Vórtice, e que havia tomado a peito a hierarquia do contato nesta
relação inusitada com os extraterrestres tripulantes do óvni.
E sim os visitantes espaciais tinham
vindo de um planeta distante e de outra galáxia ainda mais ao leste da nossa
Via Láctea. Reparando bem, os etês tinham um rabo ou cauda idêntico o dos
macacos terráqueos-arborícolas. Um rabo preênsil preensor e que usam é
utilizado no equilíbrio, o que faz parecer confirmar e ou isso é correto afirmar
esclarecer, e que ainda também estes etês andam em árvores (ou descendem de
ancestrais que andavam andaram em árvores se deslocando aos saltos aos pulos
pelos galhos e cipós). Ao mesmo tempo, estes excursionistas de outra galáxia
outro sistema planetário, pareciam nem ter problemas com respirar o nosso ar
oxigênio e viver em nosso meio ambiente e assim por diante. Fundamentalmente.
- Oquei!... De onde vieram estes caras,
hein?! Já perguntaram pra eles? Vamos, perguntem aos mesmos, gente! – estabeleceu
um turista vindo de Sinop sinopense.
- Uai!... Onde nasceram e foram
criados, meu?! – a dúvida da maratonista nascida em Santa Carmem e moradora
mora atualmente em Sorriso sorrisiense.
- Oxente!... De onde chegaram? E já
sabem mais ou menos nossa língua, é – professora do ensino médio na localidade
de Cláudia claudiense.
- Qualé?!... Vieram pra ficar ou pra
passear ou pra bisbilhotar ou pra rezar? – observou o agricultor grande
pecuarista e hortifrutigranjeiro da cidade de Vera verense.
Todas as tardezinhas a multidão uma
galera se reunia aí perto em volta em torno da nave alienígena. Faziam
piquenique convescote tomavam chimarrão assavam um espeto de carne acendiam um fogo
de chão um baile riam desabaladamente ‘kjá-kjá-kjá!...’ muita música popular ou
tradicional ou gauchesca ‘lá-ráaaa!, lá-ráaaa!...’ Chegavam de distintos
lugares de outros rincões e vinham com mais distintos veículos de transporte
bicicleta moto auto seja terrestre aéreo fluvial lacustre.
Pra falar sério e a verdade, eles os
extraterrestres, nem saíam à noite. Nem se via movimento algum na nave exótica
em dias chuvosos ou mesmo de garoa. Talvez nem tivessem boa visão noturno e temor
de pegar um resfriado constipação.
- Ora, meu! Será que vão nos
convidar a conhecer o disco voador por dentro? – solicita um caminhoneiro,
natural de Sananduva e já percorreu e conhece o país todo.
- Três vezes na madeira! Tenho
receio que me abduzem, pois é – debate a senhora dona de casa e costureira pra
fora de mão-cheia, pratense de nascimento e moradora estrada linha Casemiro de
Abreu.
- Pro-tó-ti-po! Isso tudo e isso
nada... Tudo isso e tudo quanto... Já sei, o universo nem tem fim e
expandindo... – debate a profissional de psicologia, natural de Concórdia e
atualmente moradora no bairro Cidade Tiradentes em a avenida Água Fria e cerca
da praça Barro Branco.
- E nem qué?! Pois eu adoro essa
sensação sensacional de mundo sem fim de D e tudo mais perdido no espaço
sideral o cosmo, é – comemora a jovem de 20 aniversários, nascida em NP mora
com os pais ainda em o bairro Gramado e cursando (todos os dias de ônibus
fretado) faculdade de direito trabalhista em Passo Fundo.
Nova Prata é assim, cinematograficamente.
A cidade tem ocasiões de interior de capital e de extraordinária fora de série.
E tem a rua dos ipês-amarelos, a avenida dos jacarandás-cabiúnas, a praça das
cerejeiras-do-rio-grande... Os pássaros principalmente gostam de voar esvoaçar
sobrevoar volitar e bem-te-vizinhos-do-brejo, canários-da-terra-verdadeiro,
sabiás-de-barriga-vermelha, pica-paus-verde-barrado, tico-ticos-do-campo,
garrinchões-de-barriga-vermelha, tesouras-de-fronte-violeta, ferros-velhos, pombas-de-espelho,
pintassilgos-da-mata ... Nas minas de prata de NP jorram brotam correm o rio da
Prata o rio Retiro o rio Carreiro... NP já foi Prata já foi Capoeiras, ainda
nem tem hino mas já tem brasão de armas e bandeira. Ao mesmo tempo e com tempo
temos estamos tendo acontecimentos e o futuro o porvir. E tiver havido.
Uma manhã ensolarada e bem
manhãzinha a nave espacial alienígena já nem se encontrava mais aí. Os etês
haviam partido. No lugar no chão de grama pajonal restolhal solo coberto de
gramíneas o gramado queimado ou bem pisoteado. Foram embora dali e talvez para
outro lugar e quem sabe. E nunca mais voltaram e nunca mais foram vistos nas
glebas na região da serra Gaúcha, assim mesmo em Nova Prata. E nunca mais
apareceu outra, até hoje. Porque por fim das contas... e anedotas, eles se
foram satisfeitos. Porque ao fim e ao cabo... e lendas à parte, eles se foram
sem dizer adeus.
- Oi!... Seguiam um deus, assim como
nós seguimos o NS? – descontou o representante do exército nacional e general
bem graduado, baseado em Itaúba.
- Pois é! Foram bem tratados e
dentro do possível. Nem devem ter ido embora por ficarem zangados conosco, né?!
– falou tá falado o prefeito em exercício atual mandato, nascido aí mesmo no
bairro Jardim de São Brás.
- Upa!... Como uns semideuses, né?!
E uma nave pra lá de maravilhosa e estupenda e global – destacou o presidente
da câmara de vereadores, endereço na estrada Pinheiro Machado e natural do
bairro Gramadinho.
- Oito e oitenta! Já nem há mais dúvidas,
então: estamos sendo vigiados e desde o espaço sideral – analisou o morador da
estrada linha Senador Octaviano.
As 4 tão galantes foram até o açude
o córrego o riacho olhar o programa bucólico. Uma manhã de domingo um passeio
um lazer uma claridade um tempinho natural. E sentaram na borda da ponte do rio
Retiro, a br-470. Dois 2km abaixo a barragem da companhia hidráulica que
armazena água que abastece toda a cidade de NP. A mata ciliar quase nem dava
pra ver a água fluindo e guaraçaís e cabuçus e capins-rabos-de-boi e
imbuias-amarelas e ervas-preás e urariranas... Uma guriazinha e outra ria,
sequência de dentes à mostra, riam todas e o riso corria solto estridente ‘kjá-kjá-kjá!...’
e subia e igualava os céus em uníssono ‘ahahahah!...’ e ‘qui-qui-quiiii!...’
De repente e de imediato
imediatamente se deram conta do que se passava e da situação ao redor. O latido
dos guaipecas o trilo dos besouros o cacarejo do galo vizinho chamado Pão
‘cocoricóooo!...’ o pio piar do soldado-do-bico-preto ‘pri-ri-riiii!...’
- Ah é, é?! Eu morei um tempo com
família e tudo ali perto do hotel Mutá, rua Cinquentenário – distinguia a
Lilás, seus 10 perfis e já na idade estava na fase das perguntas e dos mascotes
e da agenda ou diário e do telefone celular.
- Um e uma o quê?! Pura verdade e os
relicários são caixinhas preciosas – sustentava a Rê, que tinha um cãozinho
chamado Tião vira-latas e que vivia pra esgaravatar esgaravatador esgaravatava
o jardim os canteiros do quintal e mais os vasos com plantinhas mudinhas da
área de serviço.
- Imagine o acaso! Nem há por que
conter e deter mensagens – despistava a Pérola, comprou pano pra manga desenhou
cortou alinhou alinhavou costurou coseu.
- Aperto-lhe a mão! Saí de casa umas
10h e fui até a loja das bícis em a rua do Basalto – confidenciava a Esmeralda,
a família natural nascida em Brotas de Macaúbas.
O sol rivaliza com as estrelas com a
lua. O sol diário ordinário, sol cujos negócios de lazer procuram os dias de
verão na praia. E cuja trajetória sempre dá resultado sempre dá certo sempre
vence e força inaudita. Até sempre, óbvio. E o sol chega a todos os cantos e
partes e Nova Araçá e Campo do Tenente e Rio Negro e Rio Negrinho e Tapurah e
parque Xixová-Japuí... O sol serrando cortando puxando fincando e parece tudo
leva a crer que é dono do tempo. A claridade condiz com a realidade em plena
pavimentada rua Santa Lúcia. O sol de luz arquejante estertorante bruxuleante.
Cambiante e combinado. Astro atômico comparado comparando o rio Dourado com o
rio Batalha em aí mesmo a boa destacada Balbinos balbinenses. E o segundo sol é
a rua.
Mais uns gatos felinos largados aí
dorminhocos preguiçosos e já ressonando ‘rôm-rór-róooor!...’ na praça Cônego
Edvino Puhl a rua São Pedro Canísio. Eles mesmos felpudos pequenos domésticos
sem imaginar como o planeta quadrado é a Terra. Gatos sonhando o mundo daqui
dali e Ibitiara e Teresópolis e Itaboraí e Barra do Mendes e Iraquara e Santa
Clara d’Oeste... A família familiar do gato e aí pegando sol sorrindo, mesmo
momentaneamente. Peludos pedindo que o mundo acabe em barranco. Gatos
domésticos selvagens ensimesmados pachorrentos bonachões guardiões.
A grande torre e se projetando na
sombra comprida até bem longe bem distante. Um esqueleto imenso projetando sombra
esquelética até o vale e etc. Um tipo de aço na paisagem entre a vegetação mais
alta que as árvores grandes impondo respeito.
E a altura que as meninas estavam
brincando! E por que estavam aí desfrutando livremente descontraidamente da
altura mais de 100m? Tão alto e perigosamente. Os grandes sabiam, elas avisaram
em casa, tinham licença pra arriscar tanto? Vai saber!
- Ué, meu! Você pularia de
paraquedas e daqui de cima, assim no mais?! – falava a Pérola, olhando pra
baixo e abrindo os braços como asas asando.
- Seguinte, queridas! Vamos ficar
aqui em cima esta noite e corujando? E olhar estrelas de bem mais perto e
contar cadentes bem melhor, hein?! – aprimorava a Esmeralda, lá no fundo fundão
do perau o perene sempre ali o córrego Lucas e o rio Sacre e a volumosa alta
barulhenta vaporosa cachoeira Salto Belo.
- Oxalá e contando! A altura nem me
é um problema. Para quem tem asas da imaginação, é claro – comemorava a Lilás,
que sempre quis ver a copa das árvores desde a perspectiva de um pássaro de um avião
de uma nuvem de uma deusa.
- Se eu tiver! Se eu fosse um
desenho animado um efeito especial... sim, eu poderia pular daqui e aterrissar
e mesmo assim sair andando tranquila e numa boa – sonhava a Rê, balançando os
pés soltos no ar e admirando lá no profundo o rio onde o rio Sepotuba alivia a
carga o peso numa cachoeira Salto das Nuvens.
- Oie!... Ali o prédio do colégio NS
Aparecida – comemorou a Lilás, que a paisagem os verdes da mata dos capões aqui
e ali lhe deixavam saudade de quê.
- Vejam só! As aves vêm até aqui pra
nos conhecer, é. Pra nos vigiar ou pra nos identificar – detalhou a Esmeralda,
os cabelos longos e soltos subindo e descendo com o vento os golpes de vento os
pés de vento o sopro da brisa as correntes de ar.
- Segura esta! Tá quase na hora do
pôr do sol e as andorinhas-do-campo andorinhões-de-coleira urubuzinhos vão
chegando nos abrigos nas abas das casas – percebeu a Rê, puxando pelo fôlego
respirando forte enchendo os pulmões com o ar puro novo e renovado que vinha de
longe desde o norte ou sudeste ou centro-oeste.
- Boa vista! Que a cascata do
Caracol é bem um tipo véu de noiva, nem é?! Sobra uma névoa vapor eleva um som
um profundo. Cachoeira queda-d’água linda bonita envolvente e de caso pensado –
conferiu a Pérola, mão no queixo pensando alto.
As 4 temerárias escalando e passando
de um grau a outro de um lance a outro. Chegavam chegam sempre vinham aves
grandes e pequenas tipo gavião-pombo-grande gaviãozinho gavião-caboclo
gavião-preto caracará falcão-de-peito-vermelho... E ver de perto as minas se
balançando se segurando fazendo passagens de um lado a outro da torre. Meninas testando
a ousadia dos 120m dos 360º e aventureiras e intrépidas.
A torre, esqueleto de aço e pintada
de vermelho e branco, parecia amanhecia entardecia anoitecia como uma nave
espacial um barco uma pirâmide uma torre de vigilância uma muralha. Uma
montanha um precipício um Pão de Açúcar um Cristo Redentor um grande rochedo um
ser apoplético. Sempre de olho na cidade NP.
- Praza e prazerá! O córrego das
Polacas descarrega seu andar ali mesmo no riacho Sabia, estão vendo? –
exemplifica a Pérola, menina valiosa cara caríssima.
- Que criatividade! Como e por que
as pessoas se acumulam se reúnem num lugar só e fazem cidade e povoam bairros
inteiros, hein?! – discorre a Rê, prendinha do ctg Os Terém-Teréns e endereço aí
na estrada linha Severino Ribeiro.
- Sim, é possível! Cidade de NP e
seus atuais 26 mil habitantes em 2026, é – lembra a Esmeralda, guriazinha com
cabelos bem longos otimamente lustrosos.
- Céus e que justiça! O padeiro faz
pão e vende o pão e vai pra casa e passa no cachorrão e compra um dogue ou um
ambúrguer, por exemplo – colore a Lilás, cunhantaim com sonhos da altura das
nuvens e na velocidade do foguete interplanetário.
Dali de cima da torre se via longe e
ao redor os pontos cardeais. Torre austera rígida pensada para olhar bem longe
no espaço em o ambiente. Tudo tão mágico pitoresco pintado de todas as cores. E
se via e se revia o risco do rio os implementos agrícolas trabalhando os talhões
de hortaliças o agro produtivo excelentes benfeitorias a agricultura mecanizada
e desenvolvida e tecnológica e 5g.
Mais aves mais outras aves gaviões
urubus bem-te-vis-do-bico-largo vieram prestigiar vigiar conhecer bisbilhotar xeretar
as meninas no alto da torre de comunicação. As gurias tinham perguntas e nem
tinham as respostas. Árvores verdes copadas. Decorando a paisagem lá no oeste
da cidade o palácio Barão de Guapi justamente na rua Cristóvão Leal e pertinho
da ponte Athaualpho Pinto dos Reis, esta sobre o famoso fabuloso rio Paraíba do
Sul. Telhados vermelhos. Ruas de asfalto. Riscos de caminhos de terra batida estradinhas
britadas e canais caminhos de água.
O vento começa desde já a procurar
abrigo atrás de outros morros. E o vento fica a cada minuto mais forte e
valente e ousado. O vento o sol o céu sem nuvens e o parque do Itatiaia ‘pedra
pontiaguda’ (em tupi-guarani). Todos estes bem exigentes e o vento com a
velocidade o sol com o calor a luz o céu com o espaço azul profundo reticente.
- Anrã!... Assim, ainda se joga ali,
e eu repito: é possível! – desloca aí a Lilás, quase sempre o hábito a sorte o
costume de prender o cabelo com elástico fazendo rabo de cavalo e leitora
frequentadora da biblioteca pública Frei Miguel pegando a avenida Rio Branco
depois seguindo a rua General Osório com a avenida Independência.
- Sim, apoio! A convenção? Onde mora
onde trabalha onde descansa esta tal e qual con-ven-ção, hem? – descola aí a
Esmeralda, sempre enaltecendo os seus longos cabelos para trás das orelhas e
dois raminhos mechas caindo pela testa abaixo.
- Ahn!... Pra lá de bom. O mundo
todo e todo mundo. Quem sabe o contrário, que nem me lembro a fórmula – apetece
aí a Pérola, perfilada para tirar umas fotos autorretratos e sorrindo com seu
melhor sorriso e beijando com seu melhor muxoxo.
- Contém! Sabem que dia é hoje?!
Quase nem me atrevo a dizer e quase nem me arrisco a dizer, porém devemos
pensar – decora aí a Rê, para o aniversário vai pedir uma festa e um presente
gigantesco, qual seja?, receber de brinde uma bicicleta 10 marchas freios nos
pedais e nas mãos e guarda-lama para andar na chuva no molhado sobre as
poças-d’água no brejo em o alagado.
O sol parte do mar ligou aciona as turbinas
motores hélices asas e voou voa... Psicossomático? As asas do tamanho
convencional e criando lugarejos tipo Governador Nunes Freire nunesfreirense e
Codó codoense e Presidente Médici e Peritoró e São João do Soter e Chapadinha e
Cândido Mendes e Tapejara e Terenos... O fascínio é está pura fascinação. Foi
aterrissar e pousar pra lá do oceano, um outro mar tranquilo. Uma estrela
possuída escaldante solar grande sol que desenvolve e supera frutas sazonais e
são jurubeba, cabaça, carnaúba, cabeludinha ou guapirijuba,
castanha-do-maranhão, chichá ou manduvi, bacuri... Os limites riscados banhados
pelo rio Araquá o rio Tucum o lago Limoeiro. E dia a dia revê esta passagem panorama
renova este voo. Um dia diário saboroso uníssono magnífico sulista. E aumenta
evolui. Mostra na cara no rosto circular no olhar de ouro as fantasias por que
passa e passara e passará. E planta replanta transplanta cajus bananas soja
tomates agrião melancias couves-flores trigo bergamotas melões alface cebola
milho repolhos...
E o sol e a lua dividem o céu. E a
lua e o sol espiam 24h em todas as direções. Há estrelas e todos os asseclas
adeptos correligionários sequazes que os confirmam.
- Oba, oba! Você conhece D como a
palma de a própria mão? – indagou a Lilás, três vezes por semana, pela manhã,
aulas extras de inglês e vôlei.
- Espera só, espera aí! Tenho que D
repara em todos. D nem tem essa de escolher e se dirige a todos – comentou a
Esmeralda, um dia da semana reserva pra ir até a biblioteca padre Arlindo
Marcon e trocar o livro apetitoso tão bem escolhido.
- Aleluia! D é simples D é 1 único D
é gênio – decidiu a Rê, tem uma tia um tio primas primos que moram na zona
norte no bairro do Guajaú e frente à praça Ferreira Bayma (já bem arborizada
arvoredo sombras verdes aconchegantes e aiúbas, gameleiras-de-veneno, boárias,
simarubas-do-brasil, flores-das-almas, piraguaias...).
- Então tá, então sim! D é uma
figura figuraça brincalhão divertido brilhante iluminado disposto grandiloquente
– ilustrou a Pérola, gosta muito de fanfarras e escuta muito fanfarradas
fanfarrices fanfarronadas fanfarronismos fanfarrias...
- Oi!... Temos que combinar as
férias na praia de Jurerê ou do Santinho ou da Armação... e Águas de São Pedro
e rio Espraiado... Estes lugares assim mesmo caprichados de D o Infinito –
comemora a Lilás, sabendo que nem pode se separar do seu mascote o
vira-latinhas Avião e que este curte sobremaneira demais a areia a água.
- Uaaaau!... Conheci presenciei
previ percebi D o Supremo, nem faz muito. Já contei agendei. Vou turistar pelos
recantos e pontos turísticos de Aldeias Altas e Turilândia e Coroatá... e o rio
Itapecuru o rio Camanducaia... – relaxa a Rê, na viagem de 15 dias andará a
cavalo de jet sky toboágua tirolesa escalaminhada quadriciclo...
- Vazão e vazante! D o Ídolo tem
todas as idades e mora no céu no céu – sustenta a Pérola, aprende 3 vezes por semana
violão em o sobrado Weber em a rua Felipe Müler e depois de cruzar cruzando a
pontezinha do riacho Água Fria.
- Abs-tra-to! Alguém tem que estar
aí, né?! D o Eterno prefere assim, um tanto ausente um pouco árvore um bicho um
peixe acarapixuna dentro do rio Tremenda na borda da cachoeira Senharé ou ainda
a pedra tipo itacuã o cipó-trindade a laranjeira-do-mato o mosquito anjo-bento
a seriema a ema e seus pintinhos/eminhos... – levita a Esmeralda, comemorando o
dia universal com dois quindins bem maduros divinos e nada mais que dois
quindões gulosos sobrenaturais especiais encomendados saborosos.
Nova Prata é assim, liquidamente
ênclise. Ainda tem a praça da Bandeira rente da avenida Presidente Vargas o
mirante Esgaravatana o farol do Levanta-Pé. Os pratenses neopratenses são
assim, na divisa com Protásio Alves o rio da Prata a cascatinha da Usina e as
águas quentes e termais. NP território desmembrado do município de Alfredo
Chaves (hoje Veranópolis) e área total 259,941km² com as coordenadas 28° 47’
02” sul e 51° 36’ 36” Oeste. Depois vem gente pessoal de fora e Porto Feliz e
Araçariguama e Elias Fausto e Salto e Lucas do Rio Verde do pampa da serra do
litoral da campanha do cerrado do semiárido e diz:
- Ahahahah!... Nem conheço nada
igual e tão bonito e tão ensolarado isolado no tempo – comenta uma profe santa-isabelense
Santa Isabel, da beira do rio das Almas.
- Ué!... Vai me dizer que vocês já
viviam antes ou durante a era da pedra basalto. E foi após ou mais tarde a era
dos grandes dinossauros – duvidou um geneticista rialmense Rialma, endereço na
avenida Pedro Felinto Rego.
- Nem qué?! Vocês têm bichos e aves
e répteis e insetos, e assim como árvores e flores e beija-flores e
abelhas-ouros e jataís... – realçou uma engenheira agrônoma nova-gloriana de Nova
Glória, cerca rente ao córrego da Plaina.
- Como assim?! E já filmaram aqui
frente às fachadas de casas tombadas esquinas ruas do centro histórico e cenas
do filme de ação baseado no livro de Mário Quintana ‘O tempo e o vento’ –
lembrou um entomólogo itapacino de Itapaci, ex-aluno matriculado no colégio da
polícia militar Geralda Andrade Martins.
Nova Prata e os passeios são
gratuitos. Os hotéis atendem bem e oferecem comidas típicas dos fundadores
pioneiros da localidade. Nem tem mais cinema nem tem teatro mas as caminhadas
pelo parque da Redenção e do parque Marinha do Brasil são ótimos e inesquecíveis
com vistas para o estuário Guaíba e o pôr do sol no Gasômetro. Ali o lazer pode
ser a pé de bicicleta ou barco catamarã. Se olha o céu o céu e nem nada de
nuvens pesadas intempéries vindas do lado que chove do lado do chovedouro.
Muitos sabores de flores e muitos
perfumes de frutas típicas e são bacuparis e pindaíbas ou biribás e tarumãs e
jenipapos... Frutas rústicas de sabores característicos comestíveis in natura
ricas em antioxidantes que podem ser preparadas como geleias vitaminas sorvetes
tortas... Sabores frutados ou ácidas ou agridoces refrescantes e notadamente
combatem os radicais livres e são abricós-de-macaco, macaúbas, cucuras ou
purumãs ou mapatis, inajás, tinguis ou timbós... E a lei da selva, se sabe e se
ouve e se diz, é que cada um saboreie sem pressa a sua porção escolhida
preferida apetitosa.
Hoje a sorte tem isso para dizer. Quando
começa o verão as flores das aitás os currículos dos iapos-falsos as cabeleiras
dos airimirins já colorem aquarelas o cenário o campo os morros o interior os
livros e cadernos e cadernetas. Os irrequietos cardeais-de-topete-vermelho
buscam insetos bichinhos em pleno ar ou em a terra fofa. Os temperamentais tietingas
pipiras prebixins sanhaçotingas... bando deles, inauguram as portas do dia e
sossegam na espreguiçadeira das 12h e selam as janelas da tardezinha. Os solares
bem-te-vis-cartola, voando alto voando baixo voando rasante, cortam distribuem
douram o sol o céu com as asas ‘gue-te-guêeee!...’ As incidentais tesourinhas
‘fiche-fiche-fiche!...’, pousadas no toco poste estaca palanque mourão na cerca
de arame farpado, que encerram o verão almas do sol aqui por estas bandas glebas
sangas capões macegais campinas sulistas de o sol sal sul.