sexta-feira, 19 de outubro de 2018

As Duas Gurias Iguais


            

            A primeira vez que vi as duas belezas minas estavam na sacada do apartamento olhando o fosso ou o céu de nuvens esgarçadas curicacas patos-selvagens facebook, pendentes. A mais nova de short de cor e camiseta com frase, a mais velha de pés descalços unhas pintadas e piercings na orelha direita, dependentes. A segunda falava qualquer coisa cheia de gestos enquanto a outra pouco ou nada ouvia perdida em outros pensamentos direções quadrantes hemisférios, penduradas. Era uma tarde de anil como ninguém como nenhum outro de sol calmo vista da praça Vera Cruz pavilhão nacional hasteado estendido e vento morno, dependuradas.
            A guria do lado, em questão:
            - Meu pensamento está conforme amaciado idolatrado bairro Itapuã.
            A guria mais para cá, em questão:
            - E eu ainda quero ser estar esta favinha-brava cada vez mais florida verde crescida.
            - Um nadar mandi-chorão de sol original porém modesto semelhante original e fonte.
            - Colocarei minha voz como um pássaro passarinho da manhã saíra-de-chapéu-preto na mata adjacente jerivás avencões alecrins-de-são-josé...
            - Até mesmo uma compensação natural mais ou menos compreensível.
            - Sim por isso vou comigo passear e a tarde promete sorvete de pitangas panorâmico.
            - Eu diria de onde vem sempre a chuva e a época do frio minuano de usar touca luvas cachecol galochas.
            - Devo me acostumar que nem fosse um jogo interessante e decidido no intervalo nos acréscimos em os bastidores.
            Quis eu lhes dizer adeus mas não me deram atenção atenção emoção. Segui minha caminhada minha sina meu rio minha calçada debaixo das árvores centenárias cambarás-de-capoeira, quinas-do-mato, carás-de-pedra, pixiricas... O tempo de verão dava para a humanidade inteira descansar sossegar Pana de Ubajara e sobrava a lua. Muito bonitas, muito.
            As duas moças eram vaidosas mas podiam passar tranquilamente e logo as 2 pelo buraco da agulha de mãos dadas ao mesmo tempo. Vamos pensar no infinito nos presentes nas dádivas nas oferendas. E se passaram bem observado um rápido voo de mês mês e meio. Então, o que foi? À primeira vista pareceu uma ideia fantasia leve breve e desgarrada pelo vento o mesmo.
            - Só se for por isso.
            - Mas é preciso ouvir o céu e a terra ao mesmo tempo.
            - Devo me retirar estrategicamente para a aldeia dos famosos caiapó-gorotire.
            - Eu tenho dito cem vezes cem vezes.
            - Se passaram as horas poucas e umas duas pizzas cercando os amigos.
            - Me explico mas parto sem demora em seguida justo para São Benedito.
            E há sempre existiram os bons e ótimos modernos pensamentos caso que as duas mais queriam viajar planejavam morar ou pelo menos conhecer. Um passeio de transatlântico luxuoso e pela costa do Maranhão. Mas nem somente o mar as atraía como também lugares continentais florestais serra do Mar montanhosos. Tinham as ilhas a melhor parte de praias brancas ilha dos Lençóis. O navio saindo do atracadouro cruza a baía sacoleja em alto mar. Escutar olha só! o ruído de ondas no casco o ruído das aves marinhas o sol logo as nuvens poucas altas estratosféricas. Porque duas gurias juntas sempre pensam o sucesso dos instintos mais suaves e a praia do Gravatá. Bonitos seus cabelos as pontas madeixas caracóis encachados supercílios muito grandes.
            - Soprava uma brisa nos meus olhos vento na cara olhando a ilha de Guajerutiua.
            - Tudo isso foi obra e valor e poder de um rápido instante de canto original.
            - Eu sempre quis fazer sempre esta mesma pergunta e faço agora.
            - Durante a noite a noite passada os meus pensamentos seguiram escalando e abrindo estrada fundando cidade até o dia chegar.
            - É a sorte do rio e corrente.
            - Vou deixar um e-mail feito de palavras e árvores e pássaros e lugares.
            Importante as duas moças se sentaram ali, que eu reparei. Elas abrangiam o ambiente em derredor com os olhares rápidos brilhantes, otimamente. Sentadas juntas num banco de madeira itajuba no quintal, conversando simplesmente. Uma contente olhava a outra satisfeita, bem bom. Às vezes mão no ombro e sorriso de companhia de companheiras, portanto. Sempre juntas como irmãs gêmeas, confirmadas.
            - É por força bem agradável o que vou te dizer e somando conjunto a mais conjunto b.
            - A aurora traz a natureza do sabiá-laranjeira desde as tenras horas cedo demais 5h e 12min da manhã quase apontando o horário do sol Atlântico.
            - Impressão duradoura madura e que me deixou recordações tatuagens.
            - Bem que te digo mas foi o que realmente aconteceu e dois pontos significativos.
            - O vento da matina e um pouco mais os meus finos cabelos castanhos a larga avenida Brasil em Passo Fundo no sentido leste.
            - Porque sinceramente nem comprei nada do que pretendia e isso procurando o dia todo escadas rolantes galerias e elevadores.
            - Sempre encontro os mesmos nos mesmos lugares e comendo os mesmos pastéis de queijo com caldo de cana ao abacaxi.
            - Joguei sexta-feira no clube Borborema diante de 400 a 500 pessoas e todas me olhando como se nunca tivessem me visto mais desenvolta mais ágil mais empoderada mais explosiva.
            - Nem me lembro de ter visto a lua este mês e meio aqui em Niterói.
            - Minha sensação o que foi me ficar serena e prazerosa.
            - Que continua no dia seguinte a remar com os bateleiros do batel pelo rio Jaguari na altura da reserva dos juberi.
            - Cheguei agora do aéreo e espacial pensando no tema começo da conversa.
            - Leio as palmas das minhas mãos e entendo tudo adivinho o conjunto da obra.
            - Assim como digo e o sonho pouco a pouco foi me passando e um filme de ficção sobre a montanha dos Três Estados altitude de quase três mil metros.
            Outra feita eu passava por lá quando reparei que a maior chorava largada e desconsolada e rosto alagado. Era ainda tarde de outro sábado de sol calmo e vento comportado cheiro agreste de campo penacho-de-capim. Elas estavam vestidas de escuro de alto a baixo, não-sei-quê. Choravam sentidas e sem graça não olhando nada em volta e nem me reparando. Enquanto eu passava quieto como um filósofo de mãos atrás quero-quero no banhado pensando e nos pés sandálias franciscanas de couro cru do tipo pescador. Esse tempo também dava para a humanidade toda frutinhas da azedinha-da-baía e a via láctea brilhar por séculos e séculos. Muito queridas, muito.
            Uma delas, indescritível simplicidade:
            - Soltos os meus cabelos madeixas e os solto negligentemente.
            A outra, intransferível singeleza:
            - Olhos de quebrantamento deslumbramento.
            - Vou descrever umas palavras cruzadas com z na intersecção.
            - Certas coisas podem me fascinar e aí eu concordo comigo.
            - Quero representar um personagem de mentira e voar por aí como as torres as ilhas as grandes árvores batiputás-bravos.
            - Daqui pra frente o rio Pardo vai ser com os peixes pirambebas sardinhas-de-gato jundiás dourados... e vou ser um trem e aportar em Cururupu em Artur Nogueira em Cosmópolis...
            A última vez que rodei girei por ali não vi ninguém, entende? A janela estava cerrada e o apartamento posto à venda, tá bom? Era por fim a rua Guaporé aquela numa tarde de sol calmo e vento moderado, certo? Eu sentia saudades das duas irmãs ombro a ombro, tá legal? Mas quem me consolava me chamava atenção, então? Caminhei como mais um dos tantos alienados anônimos títere inutilmente pensando na atração gravitacional física da eternidade, compreende?
            Tinha a primeira plano dela, digamos:
            - As curiosidades do futuro empolgam meu atual.
            Havia a segunda na expectativa dela, falamos:
            - Com plano objetivo no a mas guardando o b para qualquer coisa estepe sobressalente.
            - Quase que com os mesmos olhos de ontem de hoje ou uma primata saimiri.
            - Geralmente demonstrando os movimentos e que nem são poucos, guardadas as exceções.
            - Eu passeio com gosto de música na cabeça e dura horas a fio.
            - Capaz que funcione conjuntamente e eu com os pássaros as aves pombas-do-ar.
            Um dia de grenal, fazia aniversário de sete de setembro, de sol calmo, e vento nordeste, me dirigi ao cemitério ao silêncio ao místico. Estavam lá as duas irmãs inseparáveis lado a lado serenas, guarda-chuvas para protegê-las do sol forte, cheiro de flores desterradas pálidas, passarinhos incidentais as tais e quais maitacas-pardas, mas ambas aguardando proseando como naquela tarde inaugural. Agora eu as entendia, parcialmente.
A mais nova cintura, braços cruzados compenetrada:
- Eu e meu gosto de canções e doces de açaí, tá!
A mais antiga sobrancelhas, mão segurando o queixo concentrada:
- Olho que as abelhas duram uma quinzena duas quinzenas, quê!
            Elas nem se afastavam muito da janela do claro da luz da janela aberta. E permanentes o sol a lua bem todos feitos na imensidade. Iam e vinham os dias as noites os aviões comerciais o rio Paranapanema afastados já passavam tranquilos e quase nulos e felizmente. Elas riam como rir agradavelmente e se olhando. Comiam bolo de aniversário de chocolate enfeitado de frutas pratinhos de papel branco e garfinhos de plástico azul descartáveis. Muito lindas, muito.
            E as escolhas dos meus olhos.

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