Hoje sempre no começo da manhã
nascem a lua as estrelas o sol e os bichos comuns. Raramente são simples cantam
andam zumbem e voam até a cento por hora, é bom! entre as árvores. Tudo todos
no mesmo tempo no mesmo lugar, praticamente.
E nem conheço o santo a santa do
bairro da rua em frente de casa. Estarei, sim senhor! vou estar fora da cidade
muito na próxima semana. Já fiz minha mala reserva o suficiente e posso
carregá-la mochila nas costas. Quanto tempo quanto distante várias histórias quanto
tudo isso e aquilo, Maranguape, Luiz Alves, Pentecoste, Palmácia, Botuverá... Estrada
vou andar o caminho distância pra lá correndo corrente como um riacho.
A árvore manopé tem uns 200 anos de idade, confere. E
já cresce uma tal de indaiá-mirim. As incríveis embiras-de-folha-larga já estão
flores e aguardam os frutos as frutinhas. Tão naturais! Inefáveis
quinas-de-são-paulo. Versáteis coxas-de-frango. Sinceras algarobeiras-pretas.
Safos juás-listrados. Espevitadas sucupiraçus.
- É assim que trabalhamos - me diz
um mulungu.
Muitas crianças brincam na pracinha Murilo
Mendes neste o dia de domingo pela manhã. Brincam de pega-pega, de balanço, de
saltar trampolim e outras gritarias e correrias e berrarias. Passeiam as
pacas-de-rabo voam os japus-do-bico-encarnado os anambés-pretos as
pombas-de-espelho as mães-da-taoca as paturis os joões-botinas... Uma família urupá
de sete pois eles brincam juntos trocando brinquedos e competitividades falta
um para oito. Parecem todos integrados numa terra quente e promissora e animada.
E riem mais outras tantas vezes. São brincantes de brinquedos em as brincadeiras.
E o paraíso é equatorial tropical subtropical, compre agora!
Já estamos no outro dia preciso 8h e
8min e 8s a chuva começa e desliza a despejar:
- Chuá!... Chuá!...
Moro ainda perto do prédio Sururu e
conto os andares e pisos, isso sim! todos os dias úteis. Tenho feriados que até
nem sei como fazer muitas coisas muitas vezes. O arranha-céu parece tão
diferente, talvez. Seu terraço ajardinado com plantas transplantadas do morro
do Cachorro o algodão-do-brejo o boi-gordo o marolinho-do-campo a
coirana-de-minas... De manhã onda de espelhos de tarde desenho de sombra
circular giratória de noite árvore de brilhantes comemorativa. E os minutos
passando como relógio digital e programas de tevê e jogos de futebol. Está
rodeado por ótimo excelente grameal.
Nesse momento, vou atrás dos sonhos meus
e são jogar bola meninas bonitas assaltos a banco visitas à aldeia tenharim
praias espremidas entre dois morros nadar perto de cachoeira em Ewbank da
Câmara, viajar. Deixo em casa e vou para a capital, certo! Tem pessoal que
prefere o domingo prefiro a terça-feira dia de semana.
- É assim com pouco que me divirto -
me comunica a angélica-de-rama.
Neste instante uns meses que as
árvores olhos vistos crescem continuamente continuam. E do outro lado da rua da
Assembleia aquele mar intransferível oceano cobertor líquido, versatilidade. A
árvore é educativa verde alta folhuda quase aérea quase escada de ligação,
repare.
- Qualquer lugar dura pouco tempo,
pra gente.
A cidade acorda aérea com aviões
bimotores e helicópteros e andorinhas e colibris-rubis. A rua das Missões acorda
teatral e carnaval na buzina e os condutores de carros. O rio parece plausível
e sujeito à gravidade. O que é panorama? O que foi pachola? Onde capela capelão
de pequena igreja? Tem gente que puxa para etnologia? Em Piau é capital do doce
de leite? Os cações-do-salgado veraneiam em Papanduva?
Que as nuvens são barcos barcaças botes em navegação,
são casas que guardam lagos e lagoas e lagunas, são tubos ou quase naves
espaciais extraterrestres catedrais, são portas janelas sacadas salões de baile
salas de jogos e pontes.
- É assim que eu me divirto - me avisa uma
babosa-de-árvore.
No começo deste novembro me ofereceram um convite de
emprego num hotel para trabalhar no balneário Itapagipe e vou pra lá ainda
ontem. Vou também narrar como vou, diletantismo.
E realmente é uma floresta principal com raças largas,
capitaris, uafés, aroeiras-de-bugre, araçás-do-brejo, caçaús... Olhem as
árvores olhem o rio olhem os bichos olhem o jurutau, assim! Este dia ouço
sonata o que é sonata como sonata deixa de ser expectativa e nos desistir.
- Arredondada perto inexata deitada na rede na sombra dentro
da enseada a aquarela?
De repente tenho razões e visões e
previsões. Onde nasce o sol na ilha Grande e onde deita o sol em Brasília,
então. Em todo caso acontecem a praça os parques, confirme! os planetas a via
Láctea os satélites naturais e artificiais as torres de rádio e telefone. Saio
viajar porque mesmo assim são os dias e as noites. De súbito tenho razões e
aeronaves e teletransportes.
- Uma lua pra cada um e cada qual
levar pra casa, emboralá!
Estou em busca tranquilo e copiar 20
vezes a mesma frase: “Cabelos encachados orgulhosos que nem acabam mais”.
Pois agradável é agradável. O tempo
faz o café da manhã. Portabilidade atributo do que é portável. Há gente pra
chuchu e chove pra burro. Basta bater asas para avião.
- Hoje mesmo parece ser um dia
forte, também.
Agora manhã bem cedo levanto tomo
banho visto tomo café me olho no espelho ando oito a nove quadras mãos nos
bolsos chego à estação ferroviária Faranacaru quase desabitada esta hora aguardo
o trem das 7 e meia, compare! Os olhos sempre derramados os cabelos linda e a
boca de lábios grossos generosos aromatizados e festiva. Um sorriso infinito um
abraço infinito um beijo infinito um olhar também uns olhos infinitos.
Mais de 500 milhões de anos, é isso
mesmo! e bela terra grande terra florestas mares ou rios montanhas ou vales e
animais de todas as espécies.
- Desse modo tipo que carnavalizamos
- me noticia o marmeleiro-do-campo.
Aprendo a jogar bola chutando na
parede com a esquerda com a direita para mostrar habilidade com a esquerda
principalmente que ninguém tem com os dois pés. Chove chuva como pingos de
fartura limpa preciosa mas dinheiro que é bom nem cai do céu nem nasce.
- Estou percorrer o caminho com as árvores
e acompanhar as águas, conjunto.
Os espigões de apartamentos com
outras cavernas altas guardam plantão um e outro lado da avenida Cícero Dias,
ditado. E parecem duas mulheres bonitas vestidas com trajes típicos das baianas,
e cada turbante na cabeça. Dependem da hora do dia da noite são o fogo e a
água. De um ou outro temos muita visão panorâmica da cidade e a foz o rio que
desemboca delta no oceano Atlântico.
- É preciso deste jeito assim que
brincamos - me declara a oiticica.
Ela está uma pitanga tem uns aromas
e apetitosa como frutinhas doces folhas suaves, danças. Ninguém acredita mas eu
digo e juro e sublinho que estou na praia no verão e São Sebastião do Rio de
Janeiro rua Dona Mariana no Botafogo. Depois vem a festa e mais o depois da
festa. Seus olhos explicam e já sabem do céu das árvores dos automóveis dos
peixes das montanhas da baía, pacientemente. Um cabelo uns olhos compassados e
dignos e originais e lhanos. Todos os pássaros conjurar e aves musicais músicos
músicas gostam dela.
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