Uma
pesquisa encomendada e de utilidade pública acadêmica científica amplificada, e
é uma faculdade oficial séria de universidade sem suspeita porque da esfera
intelectual federal e do Estado e orientada aplicada por doutores de dois nomes
e três sobrenomes cujas famílias renomadas, já achou provou concluiu que os
cães preferem a música clássica europeia antiga complexa tradicional às outras
canções mais comuns e fáceis populares nacionais comunitárias brejeiras férteis
ocasionais repentes improvisadas caipiras sertanejas. Bem, então é e tá certo, até
aí alguém foi correndo procurar junto ao mercado Itupava em a esquina frente à
praça Veiga Cabral adquirir comprar fósforos enquanto o restante da família ainda
aguardava dormindo no sono dos justos. Mas que raça de cão - guia, adua, acoar
- é essa essas e tão sinfônica preparada de peluda orelha em pé? Será a do fox
paulistinha? Será de um fila? Quem sabe o pastor ou policial? Nem é a de um vira-lata tridimensional
qualquer, tô vendo e tô ligado!
O cão
adueiro balsar cachorrada, que nem tosse ou cospe meia-voz porque é nobre e
fino e polido e educado, fica escutando sentado pose a sonata para teclados
pratos tambores banjos e demais cordas bem esticadas. Se cai um samba ou um
baião ou um axé ou um sertanejo de raiz, o cão uiva irritado e boceja e vai até
a caixa de areia ou o poste fazer xixi e ou outros dejetos obscenos. Uns poucos
assinalados privilegiados - desses obesos mascotes fidalgos -, bem ou mal
afeitos a morder e vigiar e até avançar no chefe ou chefa e no dono ou dona, saem
estudar no exterior com bolsa integral ou meia bolsa paga financiada por
instituição educativa filantrópica multinacional. Vão e voam abanam a cola desde
cima partem zarpam com roupas quentes cachecóis xadrezes idiomas traduções e
óculos escuros para os frios ensolarados das neves altas.
Também
e ainda, todos concordam concordamos humanos e batemos palmas, o mundo está
cheio desse pessoal canídeo os cães cachorros guaipecas guaipevas cuscos. Daí
todos eles gostam da música clássica com orquestra bem ensaiada refinada com
maestro(a) descabelado desvairado mal-humorado pretensioso fanático. Eu nunca
tive um cão para provar nada disso, tá certo! Olho o povo em estrato e te digo
que tipo e espécie de cão meus contemporâneos patrícios(as) merecem se parecem.
Meus conterrâneos se divertem em demasia diariamente com seus filhos filhotes
caninos na calçada à margem do rio Acaraú rio Cunani rio Turvo rio Carreiro...
e bola de tênis mania indômita de agarrar pegar apanhar segurar abocanhar puxar
capturar prender arrebatar... Já eu mesmo, coisa particular e exclusiva inédita,
nem gosto de música de ouvir sentado sobre minha própria cauda ou rabo. Muito
abichornante e chata a delicada música de se ouvir em silêncio concentrado sem
mexer um músculo sem olhar pro lado sem tossir ou mugir olhando o nada pensando
um mantra, hum!... Outra coisa séria, é que mesmo em casa doméstico eu nunca
tive cachorro ou cadela. Meu avô teve um cão - zagal ou pegureiro, maticar - chamado
Avião (parente próximo dos cachorros-do-mato) que o seguia olhar enviesado sem
perder de vista para todo o lado concomitante e era um exemplar doce de pessoa
da família mascote companheirismo de boa sorte felicidade sorte.
Esse
cão do meu avô foi o cão (em a presença de garbo e elegância que nunca ouviu
falar de cachorro-quente) mais amigo amigável prazenteiro que conheci. Oito
dias e noites de chuvarada chuva água da chuva e 8 dias de puro sol e nunca,
mais nunca que obviamente, se comportou como o selvagem cruel brutal sangrento
bárbaro violento feroz animal... O cão - armentário, barroar, cainça - mais
amigo festivo que conheci. Entendia de 2 línguas ou idiomas e falava 1 e
escrevia nada zero. Como bom cão, entendia tudo e falava nada. Nunca rosnou pra
mim e até onde sei nem mesmo para as visitas inesperadas vendedores de frutas
cobradores de impostos entregadores de gás. Nem sei se gostava das clássicas ou
das tais e quais populares regionais gauchescas baiões maracatus frevos
congadas festas juninas... Meu avô também nem percebi até onde gostava de
música seja lá de que tipo fosse pintasse religiosas ou profanas carnavalescas
de aniversariantes dobrados ou marchas militares. Só ouvia o rádio na hora da
Voz do Brasil para saber o que o governo (independentemente do gov em plantão:
cutitiribá, abacaterama, aroeira-do-rio-grande, uxirana, vassourinha, buçuí...)
fazia ou queria fazer e construía ou prometia asfaltar, enquanto tomava seu
chimarrão quentíssimo e amargo olhos no longe bombeando o horizonte. E nem se
dava conta e permitia deixava o Avião na boa e feliz sossegado em paz dormindo dormitando
ensimesmado debaixo da espreguiçadeira ou cadeira de balanço. Me dizia e com
razão, eu ouvia: “Olha, guri, que a estrada vem aí e asfaltada e mais tarde ou
mais cedo já passando por Durandé e Alto Jequitibá e Borá e Lutécia e
Darcinópolis...”, fecha aspas.
Todo
e qualquer cão é um mundo em si mesmo e à parte santo androide eremita filósofo
neoliberal subchefe antiaéreo anti-inflacionário coproprietário microssistema...
Individual individualmente (o cão), mistério de calma simples, procura o mesmo
comportamento todos os dias e estável constante contínuo regular firme
consistente permanente invariável estabilizado seguro equilibrado efetivo... E
também se afeiçoa procura procurar os mesmos objetos pessoas as mesmas comidas
e mais idas e vindas. Age conforme e nas brincadeiras ou se acaso uma briguinha
ele usa decididamente somente sempre uma força recíproca. Faz progressos por se
acaso e anda por todos os lugares possíveis do planeta Terra nosso de cada dia e
cachoeira do Firmino no rio Santa Clara em Ibitirama ou Iúna e comunidade Santa
Luzia do Baré no lago Amanã com o rio Japurá em Maraã e Uarini e Fonte Boa e
RDS Mamirauá e Camacã e Mascote e Potiraguá e Serra da Saudade e trilha
ecológica Pedreira da Prata em Carmo...
Até
onde pesquisei e apurei e busquei pesquei informações, o cão (rabadão, cainhar,
canzoada) nem tem pensamentos necessariamente retos direitos ou oblíquos. Certo
momento instantes uma alma empedrada empedernida algo parecido com a rocha
basáltica itaúna diabásio diorito e etc. Só faz festa com a cauda e olhando
dentro dos olhos do freguês. No estágio de cão (dentro do compromisso
peremptório encarnação e do vaivém...), a pessoa nem sente mais o estresse e
tudo são lindas bonitas maravilhosas e amplitude variedade envergadura
abrangência gama alcance liberalidade... Quando está preocupado carnívoro no
encher o bucho, no seu jeito de comer rápido sem me olhar e sem olhar a nada,
nem se pode falar com ele e ou chegar perto. Tentamos conversar durante a
refeição, porém ele é difícil ou sonha com coisas diferentes estranhas
pragmático guarda-noturno não fumante unha de fome conclusivo coronel debiloide...
Comer sem prestar atenção no prato de entrada ou saída e sem talheres
terminando antes dos outros esperando mais e famélico esfomeado convicto
inspetor antiquado... Nem aprecia verduras legumes e come a sobremesa com ou
sem tanto faz a gordura. Retira o café pacientemente com a pata afasta mas nem
perde de vista a sopa. Osso duro de roer, o meu vizinho compadre!
Um
cão (cadela) nem lê catálogos jornais livros revistas gibis; o Avião nem lia
livros de ficção novelas de aventura. O cão detesta visitas inesperadas
inéditas inauditas; Avião se entediava com visitas interessadas interesseiras
agradáveis. O cão basicamente nem tem muito tempo; o Avião tinha o tempo que
queria o tempo do mundo. Um cão procura por comida o resto do dia e sempre
cheirando o ambiente esperando mais; Avião nem ligava para essas coisas de fora
de hora ou no horário habitual. Um cão escuta o tal de senhor e senhora hertz
(hz) e fica todo agitado adepto averiguativo eloquente onomatopeico paranoico
verborreico altruísta; o próprio Avião previa o futuro em ondas de rádio e
sonoras e de luz. O Cão pernoita e vigia a acolhedora praça Monsenhor Ivo Sante
Donim; Avião já tirava férias veraneava no rio Paquequer e cascata Conde D’Eu
em Sumidouro. O cão ou cadela quer ser famoso(a) e rico(a); Avião queria ficar
mais famoso que rico. Cão gosta de tudo que tem carne e ossos no meio
misturados; o Avião gostava de bolo de chocolate (quente ou frio) feito pela
minha avó, principalmente e em primeiro lugar. O cão vai e enterra um osso um
joelho de porco; o Avião tinha mania de enterrar sapatos usados pelas pessoas
gente da família familiares.
Dormir
nem dorme bem e em horas incertas, embora prefira cochilar relaxar. ‘Estar
sempre alerta’ é o seu lema o mote motivo do cão de guarda sentinela.
Importunado por cachorrinhos-de-nossa-senhora treme o pelo todo bate as orelhas
e a cauda, e lá vez em quando sempre depois do banho perfumado. De olhos
fechados eventualmente mas as orelhas sempre sensíveis ativadas ligadas
sintonizadas antenadas. O cérebro lugar-comum sempre em rotação e abrangente
amplo vasto geral extenso aberto global genérico lato...
Claro
que o cão - brandeiro, cuincar, canzoeira - é um mamífero estelar oriundo da
constelação do Cão Maior ou Cão Menor. Desceu ao planeta para povoar e virar o
melhor amigo do amigo melhor. Você sabe o que eu quero dizer! E na sua (cão)
particular mania costume hábito (que acho que os cientistas ainda nem
descobriram nada ou nem se deram conta) corre atrás dos automóveis que passam
na rua Placidina de Araújo esta enfeitada quase cinquentenárias de bacabeiras e
sananduvas e canelas-de-cheiro e ouricuris... Decerto por certo certamente que
acha que esses bichos-máquinas nem devem invadir seu território. Aí na hora nem
negocia e persegue e corre atrás. E os tais e quais fugitivos fogem velozes
estrada afora passam roncando zunindo descargas espocando abertas atrozes. É a
única explicação que sei que alcanço a única coisa que o tira do sério da
modorra da mordomia da letargia da preguiça das férias sempre prolongadas.
Caminha
vigia ronda 4 patas pela área pelo pátio na varanda com a mesma roupa com que
veio ao mundo. E aparentemente aparece parece que pouco sente o frio ou o
calor. Segue ou observa os outros integrantes transeuntes da família e
acompanha preferentemente o seu melhor tratador e por onde este for desde os
passeios da manhã fim de tarde início do anoitecer pôr do sol ciclovia. É
sempre assim durante alguns anos. Tempo permitido de cão e cachorro e
domesticado.
Nem
está acostumado a vencer corridas competições olimpíadas. Chegar e ficar e
obter. Parte da decoração ou paisagem da casa do sítio e familiar membro da
família. Por isso mesmo nem é corredor de fundo de longas distâncias
resistência maratonas revezamento 4 por 4. E uma excelente memória canina.
Aliás, 1 memória que esgota o verbo: au-auar!...
É o
que ele decide fazer quase sem pensar. Perto e junto entre igual os humanos?
Passeia passeou pela vizinhança e voltou volta. É possível até onde foi. Foi
passear nem sei o porquê e ainda volta em tempo de cheirar a localização dos familiares. Como um
cão preocupado procurando. Visitou e comparou e a rua da Sega e rio Caciporé na
serra Lombarda e Careiro da Várzea e Irupi e Lajinha e Borba e praça Otaviano
de Melo em Autazes e praia do Goiabal em Calçoene... O cão nunca sai ao
crepúsculo à noite e nem abandona o lar equilátero lar. Ladrar pode ladrar mas
é muito raro. E por boa causa. Vai e volta passa pelos terrenos baldios
próximos enluarados pesquisar coisas objetos ambientes sem dono. O que o
intriga muito são os bichos que voam morcegos borboletas libélulas aviões
pássaros e ararajubas (guarubas) - psitacídeos verde-e-amarelos -,
tangarazinhos (estaladores), patativas-goladas (brejais), corocoxós (corotéus),
saíras-sapucaias (sairaçus), tico-ticos (jesus-meu-deus), irerês
(marrecas-apaís)...
Hoje
em dia (se o tempo o clima a temperatura o ambiente estiverem desacomodados
meio ensaboados desequilibrados ou nem preferidos) se chover chuviscar, o cão
vai passear na chuva na garoa margeando o rio Ibirapuitã quando possível
ribeirinho beiradeiro. Nem gosta de nadar ou de água em demasia, porém pode
nadar e sabe nadar e nada muito legal nada nadar cachorrinho muito bem e
obrigado. E é preciso no pouco que tá a fim de nadar e a cauda como leme as orelhas
acesas. Depois na continuidade se sacode espiralando espargindo borrifando
salpicando aspergindo, e dissemina difunde espalha derrama e cheira a cachorro
molhado.
Acho hoje
que esse amigo malhado branco e preto de meu avô o cão Avião - brazagal,
ganizar, matilha - parente próximo, teria gostado de clássicas se a
oportunidade de aprender a ouvir (ou seria escutar?) com outros ouvidos lhe
tivesse sido oferecida ofertada chegasse até ele. Era bom para decifrar todos
os sons até a décima parte do bel decibéis e os mais finos possíveis. Se
tivesse nascido num berço de músicos acadêmicos e estudado na UFSC ou UNICAMP
ou ITA perceberia muito mais atento condicionado e isso sim com certeza.
Poderia até ter nascido e sido criado e educado mais talentosíssimo virtuosíssimo
interprete ao piano de cauda ao violino à guitarra ao violão à sanfona ou gaita
ou acordeão cítara de arco ao violoncelo à viola-de-cocho... E era o que foi
sem dúvidas sem aspas sem asteriscos - como se fosse do jeito do mascote -, pacífico
pacifista paciente apaziguado para todos os acordes ritmos trovoadas
foguetórios carnavais bandas e paradas cívicas.
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