O começo aí de tudo está bem está sempre.
O mundo confeita padarias abertas 6h e 30min, café com leite pão bolo de
chocolate quindim tapioca sorvete de pitangas. A cidade existe as avenidas
movimentos o rio Doce puxa atrai córrego Figueirinha corga do Onça corgo Capim riachinho
do Tapinoã corguinho Caramancho... O tempo ideal inicia alerta acende conecta
apruma quando o tempo real reacende recomeça.
- Credes! Em vista da chuva ver a
chuva de chuá!... e é um show.
- Ateies! De canal troca o vento e
fala assovia muda cambia tudo.
Menina Lilás e bíci Felpa pedalavam
assim mesmo na soberba sorte da manhã, Governador Valadares valadarenses rua
Israel Pinheiro a praça Serra Lima rua Eduardo Carlos Pereira o estádio Mamudão
o distrito Chonin de Baixo. O dia cedo amanhecendo nublado e os raios relâmpagos
‘pside!, pside!...’ os fleches ‘blêeees!...’ faíscas ‘tlé-que!, tlé-que!...’ espocando
atroando estalando chicotes relhos de fogo ‘es-tcháaaa!...’
- Eu já sei. Eu já vi dias de chuva
chuvosos e sei o que é isso – comenta a Lilás.
- Oi!... Será hoje ou daqui a pouco.
Ouviremos mil descargas tensões elétricas – range grunhe derrapa os pneus a
bíci Felpa, proativa antecipatória prevenida.
- Uh!... Pode vir e cair uma rajada
de granizo, entende?!
- Altas voltagens! O céu carregado
de muita força de vontade e atitude.
- Serve bem. As torres as igrejas os
templos as estátuas possuem com eles o para-raio – detecta recomenda a
guriazinha, conduzindo a amiga pela ciclovia.
- Muito grata. E mesmo as grandes
árvores macucus-da-terra-firme amapás-doces molongos cariperanas... – debate a
bíci, conduzindo a amiga em a ciclofaixa.
Um lugar comum nem indiferente tipo
São José do Rio Pardo e Tapiratiba e Tambaú e Sorocaba e Gravataí e São Geraldo
da Piedade e Fernandes Tourinho com os postulantes às vagas de pedreiro motoboi
pizzarolo atendente de farmácia farmacêutico padeiro açougueiro torneiro
mecânico... Um dia exilado exílio apelidado irônico apodo apodadura alcunha. O
dia prensado achatado pensado entre o ontem e o amanhã, hoje.
- Quem, eu? O meu tempo livre
encaixa direitinho com a cidade e tudo – escolhe a Lilás, um gosto enorme
maiúsculo de dirigir andar pedalar no parque linear Exoaladi.
- Quem é esta? Eu também prefiro
escolho visualizar olhar as aves as plantas os animais as pacas cutias
jaguatiricas capivaras... – descreve a Felpa, veículo atraente.
A estrada Costa Gama a avenida Belém
Velho a praça Dalton Trevisan, áreas tranquilas residenciais comerciais
arborizadas bairro Bela Vista já próximo a outros bairros Teresópolis,
Cavalhada, Campo Novo, Moinhos de Vento, Menino Deus... Casas e lojas e
magazines vitrines esbanjando produtos artesanais. Confeitaria oferecendo sucos
e sorvetes. Uma mulher doceira vestida de touca branca guarda-pó bordado
atendia pra cá pra lá e detrás do reposteiro do balcão de madeira de lei.
- Ora e ora! Queria muito controlar
mandar na chuva, eu – comemora a Li.
- Tal e qual! Andar na chuva é um
privilégio, entendo – conta a Felpa.
- Aleluia! Passear na chuva se
molhar é um milagre e um mistério.
- Oxalá! Sim, excelente, e a chuva
que cai respeitando a pura gravidade.
Verão chuva época de carnaval. Centro
da cidade bem movimentado e comercial e os serviços. Milhares de pessoas
trabalhando labutando por um ordenado um salário assalariadas. Morrinha a chuva
fina chuva débil tímida chuvisco e prometendo entregar mais e contando despencar
mais. As silhuetas de estátuas na praça Apócrifo. Servidores colaboradores
laboriosos. Janelas e portas envidraçadas de vidros trabalhados pedras
paralelepípedos entremeados bordados camuflados organizados entre ervas
daninhas.
- Confere? Antes da chuva tenho um
pedido a fazer – lembra a menina.
- Quero saber. E também tenho um
pedido a postular – relembra a bíci.
- Qual o seu pedido. O meu é que nem
trouxe capa de chuva – está a mina muito elegante camiseta com paisagem
estampando cataratas do Iguaçu, bermuda, tênis.
- Bom o seu e bem o meu. O meu é que
nem tenho para-lama, é – está a bíci e bem ótima, as peças as partes originais
de fábrica e cromadas pintadas de verde-mar.
Embarafustaram as duas amigas pela
rua afora o beco do Patíbulo. De certo modo um tanto raro incomum insólito. O
bairro Chácara das Pedras, o arroio da Areia correndo macio quase quieto por
dentro da praça Geraldo Zaniratti. Estavam por dentro do que o ambiente oferece
oferecia. Sem dúvidas estupendo e estupefato. A calçada a fila indiana das
plantas arvoredo e coajerucus, imburis, imburanas, patiobas, buris-do-campo...
Todo um ambiente acomodado e familiar e coletivo e comunitário e faceiro.
- Hem, guria! Vamos tirar umas fotos
e registrar sem perder nada – condiz a Li.
- Xis!... Quero dizer que fico isto
e aquilo muito feliz triz giz – rediz a Felpa.
A matemática é a matemática dos
matemáticos materialistas demiurgos. Estas senhoras e senhores majestades nem
podem com o tempo e suas horas passageiras. O tempo parece existir, e existe
como ave curicaca-de-pescoço-branco peixe soguaguá planta meladinha-verdadeira
ilha dos Araújos rio Corrente Grande pico da Ibituruna... O tempo parece
história, e cresce como cidade Açucena, Mathias Lobato, Sardoá...
- Oie!... Aqui ali tinha uma fábrica
de roupas e funcionando, havia – comenta a menina, sempre mantendo as pedaladas
e de olho na rua na calçada rumo oeste.
- Já vi! Agora mesmo está abandonada
e é cenário de filmes e documentários – desconta a bíci, rodando sobre as
pedras o asfalto a grama a areia o saibro.
O teto do céu ali acolá por todo
lado onde se via muito acabrunhado sombrio chuvoso fechado prometendo água dia
aguado no decorrer do período e pra logo logo.
- Gente! Tudo vai dar certo –
promete a mina, olhar matreiro esquivo.
- De repente e nem mais que de
repentemente – cotiza divide reparte a bíci.
- Pois eu digo e repito: é sol ou
chuva, as alternativas.
- Digo e mantenho dito: chuva e sol
casamento do girassol em Mirassol.
Uma cidade empinada. Um lugar no
mundo esperando chuva para breve brevemente. Nuvens inquietas estufadas grandes
pesadas enormes e parecia que a promessa prometia chuva e aguaceiro; com ideias
da meteorologia. A temperatura o clima as previsões todos com a pele engelhada
pregueada encolhida encurtada enrugada.
- Já sei. Já sei de onde sai a chuva
e a vontade de chover! – exalta a guria.
- Duvido. Duvido que você saiba ou
pesquisou a respeito disso – provoca a bíci.
- Ká e dábliw e ípsylon. Sendo bem o
segredo secreto arcano enigmático que vem e vai do céu pra terra, mora! – disca
discute a Lilás, lábios pintados de rosa.
- En-gas-te caro caríssimo! Uma joia
com pedras preciosas e correntinha de ouro quilates – destaca difunde a Felpa,
correia bem azeitada engraxada sem grilos.
A menina Lilás colecionava moedas
pequenas embalagens de bala e símbolos carinhas emojis, etc. A bíci Felpa de
aço suportava o peso da carona em ouro. E se transformavam transubstanciavam
metamorfoseavam em uma só pessoa pedalando.
O bairro Petrópolis, a rua Neusa
Goulart Brizola a avenida coronel Lucas de Oliveira, a praça Breno Vignoli.
Ruas de alta qualidade seguras arborizadas e de ótima e muito boa
infraestrutura. A praça da Encol ou Carlos Simão Arnt o rio Tronqueiras. Homens
gargalhando ‘kjá-kjá-kjá!...’ sinos tocando ‘dim-dom-toooom!...’ buzinas
ensurdecedoras ‘béeee-bóooo!...’ campainhas triturando ‘tiu-tiu-tiiiiu!...’
- Opa! Lá no horizonte já é noite
anoitecendo quase azul-escuro – debate a Li.
- Tão tá! Se é pra vir chuva que
venha e com tudo – acorda a Felpa.
- Legal. Dizem que a chuva vem do
mar e desce no rio que deságua no mar...
- Muito bom. O mar devolve pro ar
que devolve pro rio que devolve pro mar...
- Que natureza! O rio das Antas
chega no estuário Guaíba que alaga a lagoa dos Patos que por sua vez desemboca
no mar oceano Atlântico. E fim de p-papo.
- Que magia! A chuva chove dentro do
arroio das Polacas que desce no rio Sabia que carrega o rio Carreiro e este
enche emenda com o rio das Antas.
- Puxa! O rio Suaçuí Grande banha
Nova Módica e Coroaci e Frei Inocêncio...
- Bravo! O rio Pirapora banha
Galileia e Santa Efigênia de Minas e Periquito...
Num dado momento o ambiente o céu
estalou ‘es-pláaaa!...’ em estrondo fogo ‘chis-páaaa!...’ ocasionando o tremor
‘bri-briiii!...’ da terra do chão do solo do piso dos alicerces. Quase um
terremoto de escala mundial exagerada. O que alarmou se alarmaram as aves
sobressaltou sobressaltaram-se os transeuntes humanos, tanto.
- Veja! Parece que D está pronto pra
chover e súbito – alardeia a guriazinha, a franja um pouco instável devido o
ventinho que já vinha chegando chegava soprando.
- Confirmo. Justo justamente D e
seus poderes divinos criativos – confessa a bíci, passeando rodando sobre as
pedras basalto as lajes emparelhadas da calçada.
De pronto uma chuva imediata uma
chuva memorável documentada comprovada alagada estudada e muito amiga dos
agricultores e pecuaristas e hortifrutigranjeiros.
- Minha cara! A chuva é nossa amiga,
nem acha Felpa? – distribui a garota.
- Sim, e pois nem. Porém cai em pé e
corre deitada – brinca a magrela.
- Quer ver? Eu amo e adoro a chuva
porque ela é obra e lei de D.
- Escute e ouça esta. Eu aprecio e
festejo a chuva pois ela é seca enxuta e deusa.
Aí mesmo e aí sim, sem mais aquela
ou nada pra fazer ou ainda nada a ver e sem delongas, D pensou que podia
chover. Decidiu que era hora e por que nem? E então aí local mandou chover. E
choveu chovia encharcou chovendo o que Ele mandou.
- Ora, meu! Se D quer Ele que manda,
nem é Felpa – comemora a guria.
- É isso mesmo. Quando D quer
ninguém segura – declara a figuraça.
- O poeta já dizia: ‘Uma coisa é uma
coisa e outra coisa é outra coisa’.
- O dito já correspondia: ‘O jogo é
jogado e o lambari é devolvido ao banhado’.
A garotinha olhava a chuva e a chuva
aproveitava a gravidade caindo e caía. Caía ali aqui e rolava. A guria admirava
a chuva e se perguntava o porquê e etc:
- Hem!... Mas por que temos que
aproveitar a chuva? E vem sempre do céu.
- Creio... Bem, eu creio que tudo
tem um porquê pedagógico – indica a bíci.
- Aleluia! Chove o bom pra encher
uma piscina olímpica e mais.
- Oh!... Este planeta Terra muito
aguado e inundado e oceânico, tá certo?!
Devemos se deve muito respeitar a
chuva. Respeitem a chuva! E quem fez a chuva ser o que ela é até hoje? Temos ou
nem temos receio de descobrir a verdade da chuva?! A chuva veio pra ficar. É um
fenômeno que se impõe. E assim como se impôs.
- Quer ver?! Eu gosto de mostrar a
língua pra chuva, uuuuh!... – indica a Li.
- Parabéns. Pois é divertido e
original, djá-djá-djá!... – ri a Felpa.
- Olhe bem. Chove que chove mais e
muito no território da Amazônia Legal.
- Confere e confirmo. Aí mesmo temos
os rios aéreos e flutuantes navegantes.
- Oie!... O rio que mais agradece
águas é o rio Amazonas, do mundo inteiro.
- Repare! As cidades que mais alagam
avisadas reconfirmadas são Jampruca e São Félix de Minas e Divino das
Laranjeiras, confirmadíssimas.
- Lembrar-me-ei. As originais
originárias índias amazônidas habitavam moravam guerreavam bem em a beira do
rio Miranda, bravas.
- Tenho-me lembrado. Já eram da
tribo dos antigos chuala-chavarana e tinham levavam pintado o cabelo prateado
platinado, gentis.
Prédios com andares mezaninos portas
janelas terraços ou mesmo calçada da fama. Bairro Vila Nova, zona sul. A praça
Berenice Baptista, a avenida Teixeira Mendes, a rua Monte Alverne. Sem pensar
em nada. Reparando o olhar e se vê pelos olhos das janelas, abertas ou
fechadas, que a casa é antiga é nova é moderna é habitada é relíquia. Umas
enormes mansões casas-grandes palacetes majestosos e rodeados de muros com
ervas floridas perfumosas atraentes displicentes verdoengas e ainda prédios
arranha-céus parados empedrados físicos bombados atarefados ociosos icônicos.
- Uaaaau!... Meus cabelos molhados e
tudo mais a vestimenta o calçado – confere a Lilás, cara sem maquilagem
maquiagem sorriso de satisfeita satisfação.
- Que que é! E pense bem, meu chapa!
– dedilha a Felpa, rodando pegando poças e água empoçada na beira da calçada
ladrilhada de pedrinhas portuguesas p/b.
Era tanta chuva que D só podia devia
estar presente e ali por perto dentro ou fora de algum lugar principal. Era
tanta água que nem as duas podiam parar pra almoçar. Tudo alagado como enchente
se formando. Por todos os lados que se olhasse. Era um lago uma lagoa um rio um
córrego que precisavam queriam muito inundar a cidade e até ilhá-la. Fazer um
balneário uma laguna ou estuário. Tanta água surgindo do nada de todo lugar que
parecia estava se vendo um novo dilúvio o arroio Dilúvio, este acompanhando a
avenida Ipiranga e banhando bairro Praia de Belas bairro da Azenha.
- Quê!... Parece tudo um mundo de
água e aguaceiro – debate a mina.
- Então! Será que devemos pedir um
barquinho? – faz boa ideia a magra.
- Credo! Deve ter um barquinho aí no
ancoradouro cerca a usina do Gasômetro.
- Gente nossa! Uma canoa ubá com
remo e leme confeccionada feita tudo a mão artesanalmente artesanal por grande artista
artesão.
- Se-gu-ro seguramente. Em terra com
os carros, no ar com os aviões, na água com os navios. Todos muitos destemidos
veículos transportadores e automóveis.
- Ato contínuo. E madeira de lei
madeira de ordem madeira de qualidade dura durável cor rosa rosinha rosada
parda amarelada.
Tanta água pra lavar tanta
quantidade de cidade, é. O bairro da Urca e a avenida João Luiz Alves a praça
Raul Guedes a pedra dos Cachorros. Depois o que sobrará? E aí empós rolará irá
aonde e sítio lugar onde parará a enxurrada? O mundo fazendo água.
Havia solução em pé ou dava pé?
Vinha correnteza de todos os lados e as ruas estavam tomadas. Chuva torrencial.
Cada rua um rio e se encontravam nas esquinas. Ruas de Viamão, a rua Marcelino
de Figueiredo a rua Julieta Pinto Cesar o distrito de Itapuã a praia das Pombas
e já na beira do lago ou estuário Guaíba (‘encontro das águas’, em tupi), corpo
hídrico completo complexo fundamental indispensável.
- Simples assim, querida! Vamos nos
adaptar ao banhado ao alagado – dispara a Lilás, muito molhada enxaguada igual
pinto molhado se divertindo na chuva.
- Sim e sinceramente, carinha! A
chuva a água este fenômeno é um elemento agradável e de fácil assimilação –
compreende a Felpa, bem lavada bem disposta.
- Chispa! Vamos beber toda a água da
chuva, que acha Felpinha?!
- Oie!... A ideia é boa e a água é
bem boa mesmo. E concordo, santinha!
- Ué! Por isso que nascem os rios e
correm desaguar noutro lugar, longe.
- Importa. Por isso que o mar nunca
afunda e sim se expande se dilata, é.
- Oba! Perfeitamente muito bom e
mais ótimo ainda.
- Sub-ma-ri-no! E aparece parece
aparentemente.
E a menina tão galante vinha
chegando ia em frente empurrando a bíci. Do nada e absolutamente de imediato de
repente caíram sentadas. Nisso mesmo foram carregadas levadas e já deitadas aos
trancos e barrancos pelo fluxo da água ‘chuáaaa!...’
- Que é isso, gente! Estamos sendo
sugadas tragadas amadas... – alerta a Li.
- Pois é. Acho que vamos sendo
dragadas pela enxurrada... – fala a Felpa.
Estavam sendo estavam tendo, elas
vivenciando, uma cena um momento de escorregar tipo um toboágua escorregador
aquático e por dentro do rio improvisado na sarjeta. O rumo? No sentido
sudoeste, talvez. No sentido fundo do poço, quem sabe.
- Uta!... Precisamos nos erguer nos
posicionar, Felpa! – berra a menina.
- Credo!... Necessitamos regressar
ao bom passeio, Li! – grita a bíci.
- Veja. Pode ser ou nem ser uma
tragédia ou algo trágico ou até cômico.
- Seguinte. Nem digo nada porque
isso nunca me aconteceu, sabe como é!
- Por favor! Só sei de uma coisa:
nem sei de nada, minha colega de passeio!
- Escute! Talvez a enxurrada aguaça esteja
só querendo brincar, então!
Moradoras do bairro Três Figueiras e
esperançosas de futuro. Rodavam giravam os 360º rodopiando como pião veloz e
uma velocidade alucinante. Foram sendo carregadas ou sugadas pelo despejo pelo
jorro do rio improvisado rio de água da
chuva. Iam sendo arrastadas de arrastão e escorregando deitadas levadas como
pedaços de coisas como coisas leves ‘cló-cló-cló!...’ Nem podiam se segurar em
lugar algum desequilibradas de cabeça pra baixo boiando ‘bló-bló-bló!...’ e
‘plu-plu-plu!...’
- Ora!... Pra onde esta corrente nos
levará e por quê? – exclama a Lilás.
- Tal e qual!... Tá estranho este
negócio e nem parece certo – comenta a Felpa.
Quando o rio fala é porque leva água. E ali
caía muita chuva chuvosa. E tudo transbordou transbordava que fazia sem dúvidas
uma boa e gorda enchente. Onde estava a rua agora o curso de água, onde
passavam carros agora só de barco ou bote inflável.
- Xi!... Foi que a cidade inundou e
está debaixo d’água, quer ver?! – desabafa a linda Lilás, sem poder ficar de pé
sem poder manter a posse de menina bípede.
- Ué!... Tá tudo até o tatu tudo
mesmo está debaixo da água, glu-be!, glu-be!... – manifesta a estupenda Felpa,
já desde sempre derrapando na água na lama na trama.
Barcos de papel jornal corriam pelas
valas das ruas pela sarjeta e buscando o fim do mundo. Tanto tudo muito rápido
e desorganizado aleatório corrido uma bagunça. Casas prédios pela metade e
outra metade já inundando inundada e vazando água.
- Estamos sendo levadas e pra onde,
meu D! – reclama a Lilás.
- Ah!... Devemos dever parar em um
poço bem cheio, né?! – declama a bíci.
- Hein!... De repente já vamos virar
sapos ou rãs anfíbios ou peixes, né?!
- Hum!... Vamos indo e no mais virar
decoração de aquário e, pló-pló-pló!...
- Qual delas?! Será que vou ser
estrela-do-mar ou água-viva, hem?!
- Uma onda, né?! Sempre pensei em
respirar como os peixes e botos e arraias.
Passaram passavam aos trancos e
escadas escadarias já levadas pela enxurrada. Em poucos minutos a cidade
inundou e pronto. A cidade já vivia a enchente e nem tinha mais como frear e
segurar e evitar. Já perdera já se perdeu o sossego e até ficava tudo todo
mundo assombrado assombração. Porém a cidade estava sendo ficando já era
multimilionária. Todavia mais, estava bombando de águas da chuva e
transbordando de águas saindo pelo ladrão. A água começou enchendo a garagem e
foi subindo.
- Qual o quê! Temos que nos agarrar
em algum bote subir no telhado de uma casa encontrar o corpo de bombeiros –
planeja a Lilás, já sem vau para se equilibrar.
- Que pena! Sempre gostei de água de
me lavar porém isso é inundação, meu!
- Duas coisas mais: tenho que
aprender a nadar de costas e borboleta, entende?!
- Sei disso. Vou pedalar rotar
rotação as rodas no mesmo impulso, assim sendo.
Mais pra frente, os cães desciam nas
águas lavadas barrentas levados sem apelação, embora latissem ‘rau-rau-rau!...’
Os gatos sofriam o mesmo esquema e desciam na enxurrada balançando as caudas
mexendo as orelhas miando ‘mi-mi-miaaaau!...’ E a maioria dos animais
irracionais pedestres descia ‘bló-bló-bló!...’ a enchente descia as ruas/rios
tomado pela voragem. E nem havia apelação pois a defesa civil ainda nem tivera
tempo ocasião de se apresentar para tentar salvar ou socorrer ou resgatar a
cidade os cidadãos.
A chuva grossa nem tinha tanta razão
assim. E discursava ‘chou-chou!...’ e contestava tudo ‘mos-mos-mão!...’ e
cantava ‘tchá!, tchá!...’ alto e em boa voz.
- Epa!... Temos que pensar boas
ideias e ter otimismo e ser otimistas – comenta a mina, admirada admirando vendo
passar tudo tão rápido pela frente a paisagem.
- Te digo! Se a chuva se a enchente
é de D... então Ele sabe o que faz – reza a bíci, vendo revendo passar súbito
pela frente as esquinas as praças as casas as lojas.
- Xi!... A enxurrada me leva nos
lava até um encontro com as águas, né?!
- Nem qué! O encontro das águas forma
lago lagoa estuário balneário, psiu!
Outras pessoas muito boas geniais
gabaritadas famosas ou amadoras tinham o mesmo sentido ou direção na enxurrada.
Ou seja, eram também tragadas tomadas pelo remoinho avassalador. E uns iam pro
leste outros pro oeste conforme a correnteza.
Havia estavam aí os tantos os muitos
apegos encontrados ao longo do banhado do pântano e ensaboados lavados com
sabão. Um distrito de Capão Redondo a malha ferroviária o parque Santo Dias a
rua Manoel José Pereira a calçada com piso tátil a rua Miguel Lopes. Os espaços
muito ricos com hortas e jardins e árvores frutíferas...
- Sim, senhora! Eu vou me deixar
levar, e você Felpa?!
- Assim mesmo! Que se pode fazer e
que que podemos fazer, hem, Li-Lás?!
Passavam agora mesmo bem em frente
de uma confeitaria já quase submersa. Tudo inundado e naquela hora a loja
boiava com toda a mercadoria em sobressalto. Tanta coisa boa e por comer já
navegando rua/rio afora abaixo. Nadavam e boiavam sem dar pé os quitutes os
doces as guloseimas as rapaduras as massas-folhadas os brigadeiros os bolinhos
de chuva os baurus os bolos de fubá os pudins as broas...
- Vê bem. Fico aqui pensando enquanto
navego... – deduz a Li. Como seria bom parar na confeitaria/padaria/lancheria e
desfrutar de um sorvete de açaí, né?!
- Uaaaau!... E os sucos e batidas e
torradas pão de queijo, nossa! – encena a bíci.
- Bom dia! Queremos quereríamos
apreciar uma boa talha de melancia, vai!
- Boa tarde! Degustaremos
degustaríamos saborear um milk-shake, vai!
Por ocasião da sorte ou acaso,
embarcaram numa câmara inflada de pneu de caminhão. Assim puderam navegar à
vontade. E desceram desciam uns 200m na valeta.
- Ué, né! Nem conseguimos um bote
com remos mas temos uma boia, hem?! – anima a guria, tentando relaxar esperando
qual que seria a nova surpresa do destino.
- Um dois três e... já! Pra baixo
todo santo ajuda e sempre mais rápido, vê?! – lembra a magrela, procurando se
acomodar e se segurando na câmera de ar.
Como referência um pouco fora da
rota, o morro do Pasmado. Mas no mais sempre escorregando escorrendo
acompanhando dispersando aglutinando espalhando apoiadas sobre a câmera do pneu
seguindo o deságue o fluxo do escoamento o ritmo do descarte da sabotagem. E
canais bueiros bocas de lobo. Drenagem sarjeta erosão baldeação. No aéreo no
alto as nuvens já sobrevoavam rios voavam rios de tanta água e umidade os rios
voadores nuvens em ondas chacoalhando o ambiente, cerração nebulosidade névoa
neblina umidade relativa do ar.
Na passagem em toboágua, vamos dizer
assim, elas viram de relance outras coisas outras pessoas outras comunidades
sendo afetadas pela enchente. E no horizonte desfilando a cidade de Mococa
‘casa de mocó’ mocoquense a rua Zequinha de Abreu a rua Julieta Lima Dias a
praça frei Inácio Stenico (bairro Vila Quintino). As silhuetas de um antigo
chafariz na famosa praça Diogo Garcia da Cruz. E mais carcaças ferros-velhos
móveis objetos alquebrados estruturas arcabouços fardos caixas-pregos
mesas-ninhos... sendo arrastados levados conduzidos esgoto abaixo e em espiral
redemoinho.
- Oie!... Seguro você nos seguramos
pelo guidão pela mão – conduz a menina, dando assim certo suporte certa
tranquilidade confiança a sua amiga. Estamos juntas!
- Oquei!... Tá sim um pouco
periclitante vacilante estonteante enjoativo balançante – responde a bíci,
enquanto a câmara do pneu descia arrastada empurrada.
Num determinado ponto numa hora
qualquer a rua/rio afunda e entra por um túnel profundo obscuro e ruidoso
‘glum-pe!, glum-pe!...’ Como um ralo gigante adutora tubulação. E tudo sendo
tragado sugado ‘vruuuu-pe!, vruuuu-pe!...’ Uma descida ao fundo do poço ao
fundo do submundo e sem volta. Já a caída sem qualquer recurso de volta. Será
pode ser que tudo desaguaria num dispositivo em o piscinão Jaboticabal, é?
- Ei!... Será o pé da cobra, meu?! –
questiona a menina, e preocupadíssima.
- Talvez com certeza um ralo sugando
ao fundo do mar ou da terra – diz a bíci.
- Uta, né! E vamos que vamos já sem
mala sem cuia sem endereço sem razão.
- Meu D! E é pra lá que toda esta
água aguaceiro vai parar e sem explicação.
E foram sem delongas levadas lavadas
encharcadas para o fundo do poço. Seria talvez quem sabe um rio subterrâneo.
Entrando pelo subsolo da metrópole. E tão rápido tão sem volta tão profundo tão
enjoado que era um sonho um pesadelo um minuto.
- Oito ou oitenta, bela! Agora que
eu quero ver aonde vai tudo isso, então – comenta reflete concorda discorda a
Lilás, super se agarrando à câmara de borracha.
- Te digo e repito. É assim que são
as coisas e que acontecem – destaca a Felpa.
O ralo super mega ia soprando
‘es-bruuuu!...’ com tudo com elas as duas com toda a água possível e impossível
sorvendo em barulhinho ‘es-fruuuu!...’ Um escoar de líquido mundo afora e
talvez do outro lado do mundo ‘es-pruuuu!...’ Talvez ainda do outro lado do
hemisfério ‘es-truuuu!...’ do outro lado do Equador do outro lado de quê.
- Enfim! E eu nem vejo a porta, meus
amores! – debate a Lilás.
- Demais! Absolutamente sem freios
nos pés nas mãos! – discursa a Felpa.
Uns fleches uns ensaios de paisagem
panorama ilusão de vista de ótica e et cetera ou de perto de longe no rolo
rolando pela correnteza e puxadas pela enchente, as duas a menina a bíci, iam
passando ou sendo puxadas conduzidas por lugares e oportunidades. Observando
pouco dava pra ver. E ficaram ficavam olhando ao redor conhecendo ou
reconhecendo enquanto eram levadas sugadas pela força das águas e morro abaixo
ladeira abaixo. Desfilando sobre as águas ainda avistavam localidades e
Guaranésia, Monte Santo de Minas, Cajuru, Casa Branca, Arceburgo, Cássia dos
Coqueiros... Fugindo descendo pelos canos do esgoto ou quem sabe talvez um rio
subterrâneo e profundo e longo longínquo muito bem logístico resultado da
logística.
- Minha amiga! De repente já
passamos por Alpercata e Marilac e Cotia e Itapecerica da Serra ‘pedra achatada
escorregadia’ – conta desenha a Li.
- Creio! Mesmo os lugares municípios
de Tumiritinga e Casca e Embu-Guaçu e São Lourenço da Serra e Embu das Artes...
– revê escreve a Felpa.
A força da onda a enxurrada as levou
para um outro mundo e paralelo. E um lugar da noite pro dia. E da tempestade do
aguaceiro pra bonança o dia firme céu azul.
No mais e em última moda último modo
caíram de uma altura dentro de um lago uma lagoa um estuário uma baía e
‘tchuáaaa!...’ Como se tivessem caído da cascata catarata queda-d’água
cachoeira... e dentro de uma represa.
- Ulaláaaa!... Que coisa maluca,
meu! – desabafa a Lilás, e subindo à tona na piscina olímpica com bordas
bordadas enfeitadas verdinhas viçosas vegetação.
- Ora, ora!... E eu que nem sabia
nadar... até que nado bem! – descalça a bíci.
- Sucesso! Por que viemos parar
aqui, gente?! – supera surpresa a menina.
- Digo e redigo. Por que viemos a
este lugar tão abaixo e fundo e fora dos esquemas e precipitadas expulsas – externa
interessada a Felpa, as rodas ainda girando.
As duas saíram da água morninha da
piscina do açude da sanga e para tomar consciência do lugar e fazer um
reconhecimento. E foram parar estavam efetivamente num lago numa lagoa calmo de
água doce limpa transparente translúcida e com aguapés floridos densos e iapunaqueuaupês
grandes forno-d’águas bem dispostos mururés viçosos e já tudo florescendo
esbanjando saúde.
- Que forte! Vou descolar uma foto
um vídeo e já-já no meu perfil e demais redes sociais – organiza a guria,
sacando do bolso de trás o celular e disparando.
- Que sorte! Isso mesmo, e descole
uma foto sorrindo e um vídeo divertido e que eu quero ver rever triver –
prepara a bicicleta, já se preparando em modos e poses.
O lago a lagoa todos tudo inundado
de sol o dia inteiro os meses o ano completo. Ao redor mato ciliar árvores
crescidas graúdas bem desenvolvidas e muirajubas, grapiapunhas-brancas,
coajinguvas, maúbas, oitibás, cambarás-de-meia-légua...
- Olhe tudo isso, meu! Se assemelha
a uma foto bem filmada, é – admira a Lilás, muito se contendo se segurando
olhos bem arregalados apaixonada pelo cenário.
- Incrível mesmo! É um conto de
ficção é um quadro plástico é uma aquarela – outorga a Felpa, apreciando um
panorama como de cinema como de descoberta.
- Uh-ruuuu!... Sim, é tanto quanto
um jardim de praça bem cuidado preparado.
- Legal, muito massa! Me recorda me
recordo lembra gravuras bem bonitas, né?!
Na natureza durante a natureza no
meio começo e recomeço mais pra lá horizonte da natureza; havia já estava muito
conflito conflagrado. E a natureza assim como a beleza natural nem negam espaço
e florescem com flores diversas espontâneas.
- Que bom! É toda uma natureza
exigente e ao mesmo tempo completa – afirma a menina, caminhando aqui e ali
cheirando flores amaciando cores testando folhas.
- Suavíssimo! As árvores as aves as
abelhas buscando néctar elaborando o mel voando sobrevoando por todos os
lugares, o perfume que envolve o ambiente – devolve a bíci, rodando pedalando
cheirando aí ao redor e deslumbrada empolgada enfeitiçada.
Que alegria que oportuno e nem
demorou muito, a Lilás mais a Felpa encontraram ali mesmo assim mesmo as amigas
de sempre as melhores a Rê a Pérola a Esmeralda. E que encontro realmente
compartilhado e feliz, como se diz dizendo:
- Oi!... Vocês aqui! Que massa! Que
absolutamente! – manifesta a Lilás.
- Sim e yes! Que grata surpresa! Que
aliança interminável! – edifica a Felpa.
- Olá!... É o que meus olhos veem e
eu estou acordada?! – destaca a Rê.
- Que que é, né! Uma alegria e
satisfação de encontro – enaltece a Esmeralda.
- Mas bah, tchê! É um sonho
realizado, uma surpresa ótima – justifica a Pérola.
E assim e depois dessas expansões as
5 meninas contando com a bíci se abraçaram com alegria e olhos brilhantes. Foi
um acaso mais um encontro muito bom e sensacional. Um lugar bonito com amizades
muito queridas e expansivas e divertidas.
- Oxente! Que este lugar nem existe
ou existe e ninguém já sabia – deixa a Rê.
- Propriamente! O lago a lagoa um e
outra lisos bem parecidos, meu! – concorda a Esmeralda, chegando perto da água
se agachando em a beira junto da prainha.
Dia disposto aberto homenageado
homenageando os pontos turísticos as belas vistas os alados beija-flores-de-garganta-verde
guainumbiapiratis borboletas-do-manacá (insetos volúveis) borboletas-corujas
(insetos lepidópteros). A mata o mato viçoso verdinho verde-esmeralda as
plantas capim-flecha muiraquatiaras guapebaçus vitibás.
- De onde vocês 2 vieram e por quê?
– questiona a Pérola.
- Oquei! Nós descemos pelo ralo e
fomos empurradas pela enxurrada, é – explica a Li, os cabelos ajeitados em rabo
de cavalo ou coque com grampos de aço.
A Lilás aponta os olhos aqui ali
acolá... e cheios de luz... já consegue vislumbrar visualizar ao redor e um
pouco mais longe o ambiente mais sossegado. Pássaros debicando frutinhas e
sabiás-unas, flautins, udus, águia-serrana, tiês-bicudos, corruíras...
- Oie!... Este lugar é mesmo um
paraíso muito fofo – declara a Li.
- Pois tá aí! E é mesmo e
magnificamente ideal onírico – completa a Pérola.
- Bravo e bravas! Perto disso e já é
um sonho sonhado – dita a Esmeralda.
- Autenticidade! Tenho certeza que
já sonhei que estava aqui, sim – debate a bíci, saindo ao redor dando um giro
pedalando por conta própria apreciando.
Ao redor das águas pacíficas
paradisíacas já umas plantações naturais endêmicas com jabuticabas murtinhas
goiabas-do-mato buritis-palitos araticuns-de-espinho araçás-do-brejo butiás guabirobas
uvaias pitangas-traíras guaimbés quatro-patacas...
- Eu, hem!... Estes dias eu estava
sonhando acordada e viajando voando aqui ali e se parecia com este lugar,
entendem – destaca a Rê, tocando flores folhagens ramos.
- É visto! Como se fosse um dia na
cascata um dia na sanga – conta a Pérola.
E o tempo transcorrendo nítido certo
quieto sem cuidados sem sobressaltos e aos pulinhos organizados. Insetos
apócritos formigas-cortadeiras marimbondos-cavalos vespas-caboclas cavapitãs abelhas-mulatas
libélulas borboletas-brancas (insetos ropalóceros) borboletas-rubis (insetos
dobradiças unidas) estaladeiras (insetos dobradiças de duas asas; panapaná)...
e outros aladinhos de cinturinha delgada e fina.
- Xi!... Eu logo vi que aqui é muito
macio o caminho a estrada a trilha – repara e explica a bíci Felpa, andando rodando
circulando bem no meio sobre a grama verde.
- É isso! Saímos da cidade grande
pro campo florido florescendo na floresta – deixa diz condiz a menina Lilás,
uns olhos curiosos observando tudo em derredor.
- Aleluia! Basta ver e verificar o
quanto tudo é lindo e bonito e agradável – confere a Rê, apontando mostrando
com gestos as mãos o olhar o sorriso.
- Olê! A natureza gosta de si mesma
e gosta de naturalizar – compara a Pérola.
Que elas todas estavam bem, sim,
estavam. E bebiam água mineral quando entendiam e pelo menos 1 litro por dia e
todos os dias ao dia diariamente.
- Olá!... Por todo o dia hoje o
ambiente é mesmo magnífico – destaca a Li.
- Puxa!... Um lugar sem dúvidas mais
cheio de territórios – pousa a Esmeralda.
A enseada abraçava o lago a lagoa e
toda a praia que vinha e ia com ondas finas pequenas mornas úteis iguais. Pela
borda as plantinhas samambaias orquídeas bromélias alcaçuzes-da-terra
juncos-bravos juquirizinhos... Mais sobre as águas os aguapés fornos-de-jaçanã
fornos-de-jacaré iaupês-jaçanãs mururus milhos-d’água rainhas-do-lago
açucenas-d’água...
- Opa!... E como vocês chegaram até
aqui, gente boa?! – indaga a Li, e ela olha e se detém olhando as amigas
esperando resposta e uma resposta com novidade com surpresa com novidade rara
com jovialidade eufórica.
- Oxalá! Chegamos de barquinho. E um
barquinho de papel jornal – dedica a Rê.
- Avante! Jornal diário manchetes urgentes
velas de pano sem remos e leme e o fluxo a força uma vontade da rua/rio –
comenta a Esmeralda, em nome das três amigas.
Estavam ali bem perto do lago a
lagoa esta aquele dedicados a recolher a água da chuva a água proveniente dos
rios afluentes rios grandes e importantes o rio Canoas o rio Jacuí o rio Tietê
o rio Trombetas o rio Solimões o rio Madeira o rio Guarapiranga... e que banham
ou onde se banham peixes animais vertebrados peixinhos e bagres-de-lagoa e
traíras e charutinhos e cascudos e jejus e peixes-cachorros...
- Oi!... O jeito o modo do meu
coração. É assim o que digo – explica a Rê.
- Uau!... Agora desta vez eu
descobri o sol o campo o rio as plantas as aves e tudo num lugar bem maneiro –
respira a Esmeralda, olhando ao redor e comentando.
- Significa tanto, é. Esta paisagem
merece o conhecimento que eu tenho dela e ela mesma fala comigo – conta a
garotinha Pérola, olhos brilhantes suaves ternos.
- Ma-ra-viiii-lha! Um lago uma lagoa
com peixes dentro e nadando divertidos mergulhados mergulhando emergindo –
confere a Felpa, se debruçando perto da água.
- Muito legal e chique, né?! Tudo é
tão nosso e dedicado. Está perfeito e foi feito perfeito e à perfeição. Quando
já estava criado e perfeito. E ainda está ótimo e perfeito – empolga a menina
Lilás, recebendo o vento leve a brisa nos cabelos as longas crinas.
Estava aquela mesma manhã calma de
sol formidável. O lago a lagoa calma espelhada água pura purificada. Uns rios
molhando a represa e outros saindo viajando.
- Muito oquei mesmo! Vocês chegaram
de canoa descendo o canal até desaguar neste paraíso do campo? – pergunta a
Lilás, molhando os pés na beira do lago ou lagoa.
- Certo e correto. Pois devemos
aproveitar os dias de férias, né?! – coloca a Pérola, sandálias na mão e molhando
os pezinhos até os joelhos na água morna.
- Oxalá! Uma hora e meia um dia e
outro uma vista boa vista – adquire a Rê.
E aí mesmo no lugar já-já as 4
meninas mais a bíci viram um dia claro e ótimo. À beira de um lago ou lagoa com um barco maiorzinho
esperando encalhado ali dando bobeira esperando por elas. Um barco com motor
com cabine e pronto pra navegar.
- Ei, gurias! Vamos navegar e quem é
que sabe manobrar o barco? – procura saber indaga a Lilás, sempre de olhos bem
abertos diante das atrações do paraíso.
- Modéstia à parte... Eu sei porque aprendi
com meus pais, é – afirma a Rê.
- Ótimo! Então já-já vamos embora,
ou seja, emboralá navegar – aclama a Pérola, muito empolgada e os cabelos
soltos longos ondeados voando espanando.
A embarcação tomou forma e se agitou
e saiu navegando fazendo ruído de motor à explosão movido a combustível fóssil.
Estavam no lago ou lagoa com plantas aquáticas ilhas flutuantes e sapos e preás
e patos-corredores e marrecões e picaparras e socós-bois e tovacas-campainhas e
biguás e garças-brancas... A região a área da tribo matsé o vale do Javari o
igarapé do Jaraua. Tinha expansão no superlativo e muito mais.
Quem sabe quem viu, D estava parado
no mesmo lugar e fazia muito tempo muitos anos e séculos. O tempo esticado ao
máximo. Nem chovia nem ventava forte nem fazia calor em demasia. E tudo
conforme como no verão dos dias quentes.
- Pormos. O sucesso do ambiente está
bem ao alcance de nossas mãos – comenta a Rê, estendendo os braços arrumando o
cabelo para trás das orelhas e etc.
- Oi! Puderam vir os peixes as aves
o dia todo as árvores as flores perfumosas... – enaltece a Pérola, comemorando
o lazer no ambiente com o prazer do momento.
O voo fácil os acauãs e pitiguaris e
tapaculos-ferreirinhos e arapongas e curicacas-reais e capitães-castanhos... a
decolagem certa ágil das corujas-orelhudas e bacurauzinhos-da-caatinga e pica-paus-de-banda-branca
e biguatingas e tizius... o pouso a aterrissagem consciente e ótima dos
papagaios-charões e inhambus-chororós e sururinas-da-serra e
coleirinhos-do-brejo e patativas e casacas-de-couro-da-lama...
- Hem!... Aqui parece e ainda é tudo
muito barato perto imenso melhor – lembra a menina Lilás, os olhos vasculhando
o mundo um mundo ao redor e contando.
- Oi! Podemos vir aqui e veranear e
curtir aqui neste lugar todas as nossas férias e os dias todos dos nossos
veraneios – exalta a Pérola, os braços abertos abraçando a brisa cheirosa
perfumada de passagem sobre o lago a lagoa vinda do campo do mato.
- Sim e mais! É tudo tão esperto e
acolhedor – dedica a Esmeralda.
- Oxalá! Tranquiliza um lugar sem
começo sem fins lucrativos, é – indica a Rê.
- Alô, alô!... Vamos fotografar
divulgar compartilhar e recomendar até mais.
Um lugar um lago uma lagoa que todo
rio aspira e vem descansar das longas logísticas andanças. Então é um paraíso
já criado e satisfeito sossegado. Tudo integrado de natureza excelente endêmica
florescida e muito verde e muito nadar e muito trilar.
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