Uma vez no país do Continente de São
Pedro do Rio Grande do Sul... Longe lá um pouco pra cá de onde o mundo já
tombara uma vez... O vento ajeitando o tempo para debaixo do braço...
Lilás abriu a mão e na palma da mão
estava escrito que seu vovô parecia migrar. No mesmo dia foi revê-lo no
hospital. Ele estava deitado na cama, fraco, leve, puro e azul profundo como
uma borboleta verde. Faltava pouco para que a Dona Migração viesse buscá-lo. E
nessa espera a menina adormeceu. Sentada na cadeira das visitas, adormeceu.
Se via lá fora, pela janela aberta,
janela aberta, uma nuvem branca presa ao teto do primeiro andar do céu
azul-claro. Essa uma nuvem chamando outras nuvens. Muitas foram chegando e se
agrupando, se associando, se ligando, se juntando, se festejando.
Uma duas horas depois, as nuvens ouviram a hora bater
no relógio da torre da igreja São João Batista. A partir daí, pegaram um tom
escuro, cinzento, preto, negro, azul-profundo. Pouca altura, bem pesadas,
parecendo montanhas, parecendo trem maria-fumaça. Uma nuvem mais velha, mais
pesada, mais encorpada, mais elétrica, começou a fungar a tossir e todas
fungaram, tremeram, choraram. E principiou a chover.
O mundo começou a se sacudir,
dançar, saracotear, gingar, se agitar como se tivesse vontade de crescer ainda
mais. As coisas do mundo se balançando para um lado e para outro lado, um
terremoto, um vaivém, uns despencamentos, e uns altos e baixos.
A janela do quarto do hospital se
tremia toda. Nenhum pássaro arriscava o céu. Nenhuma buzina na rua. O vento
minuano tocando gaita, gaita e violão.
Chuva grande, espichada,
desacordada, desacostumada, despencada, despachada, continuada, desfiada,
despedida, carregada, encharcada, descortinada, encachoeirada, chiada de chuás.
Tarde da noite, noite lavada e calma
e perene, passos pesados nas escadarias nos corredores do hospital. Meio que
acordaram a menina.
De repente, a porta do quarto estalou e se abriu
deixando entrar um ar frio, um ar esfumaçado, um ar azulado, um ar teatral. Era
a Dona Migração em pessoa, em bicho.
E ela parecia uma onça das pretas. Pela forma do
corpo, era uma onça-preta. Uns olhos amarelos e cegos, totalmente misteriosa,
totalmente irresistível, talvez uma morta-viva, talvez uma robô, talvez um ser
de outro planeta, talvez uma múmia desnorteada, talvez um jurupari muito
medonho ou sei lá o quê.
Lilás, boca aberta e olhos atônitos e suspensa no ar
toda em expectativa, conseguiu indagar:
- Você quem que é a enigmática, a
obscura, a misteriosa Dona Migração?
- Vim buscar seu avô para o
azul-profundo. É normal, fique fria.
- Pra onde? Que lugar? É hoje?
- Para o mundo dos descansados,
despreocupados. Um lugar de ar azul-profundo para descansar. Ambiente sem
ruídos, sem tempestades, sem estática, sem dúvidas, sem salários.
Nesse instante, então, a Migração
pegou vovô pela mão e o ergueu da cama. Somente a alma do avô se ergueu, leve como
fumaça de nuvem branca, mais leve que paina, mais leve que pluma de beija-flor,
mais leve que asa de borboleta amarela; o corpo ficou, o pesado ficou ali
sobrando na cama. Vovô falou:
- Estou às ordens, Dona Migração. Já
não era sem tempo.
- Mas e o seu corpo, vovô? Vai
deixá-lo ali todo petrificado, paralisado, hipnotizado, embalsamado, congelado,
engessado? - falou Lilás.
- O corpo fica. Só levo a alma.
Acho.
- Isso mesmo. Tem razão. Lá para o
lugar do azul-profundo só vai a alma mesmo - confirmou e disse a onça-preta, a
Migração.
Lilás não queria aceitar. Não se
conformava. Queria negociar. Não entendia nada. Queria debater. Procurou ganhar
tempo. Era curiosa. Não queria ser enganada. Falou a menina mesma:
- Quero ir junto.
- Não pode, acho. Você está viva,
sua alma ainda não saiu. Você é uma netinha tenra. Não é o seu tempo, entende?
- tentou explicar o avô, a alma-avô.
Então, a menina pediu à Migração
para acompanhar o seu vovô. A onça-preta, muito paciente, muito séria, muito
entendida e bondosa, muito antiga, muito fera, concordou:
- Tudo bem. Pode acompanhar seu avô
até certa altura do campeonato. Depois terá que voltar.
- Valeu!
Na hora seguinte, ou no minuto
seguinte, saíram os três do quarto e pegaram o elevador para o subterrâneo.
Silêncio no submundo. Menos o ruído
dos passos das almas na terra úmida. Menos os ruídos dos pingos em conta-gotas
que vazavam do teto dos túneis bueiros poços buracos cavernas lapas.
A cidade ficou para cima e para trás. Os ruídos do
mundo de cima, do mundo dos vivos, todos os sons e cores e luzes e etc,
sumiram. Como se uma porta de ferro se fechasse, plam!...
A menina ficou muito tempo tateando sem ver até se
acostumar com o breu puro e profundo. Se ouvia uma música orquestrada, suave e
lenta, tipo de piano e violino e violoncelo e flauta-doce e oboé, som
azul-profundo e calmo e leve, som ambiente profundo e subterrâneo e
catedrático. Fazia um pouco de frio, era sempre escuridão, não havia lua
estrelas grilos vaga-lumes caburés morcegos jacuruxis guaiamuns.
Iam a pé, de pé no chão, meio que flutuando,
caminhando no escuro, por túneis intermináveis que formavam labirinto. Caminho
sinuoso, em direção ao sei lá. A onça-preta ia na frente cheirando o caminho,
se orientando como um cão de guarda, parando e voltando a cabeça para trás,
resfolegando como todo bicho, olhos cegos amarelos, enorme de grande. Lilás
perguntou:
- Por que não vamos por uma estrada
melhor e não pegamos um táxi, um trem, um barco a motor, um avião... é longe?
- A eternidade não tem pressa -
disse a Dona Migração.
A Migração tinha fama de chegar
sempre na hora h, exata, exatamente. Ela tinha fama de não olhar para os lados,
direta, diretamente. Ela tinha fama de não precisar de emoções ou sentimentos,
dura, duríssima.
Passaram por um rio subterrâneo e
anônimo e amador, meio quieto, meio fino, bem respeitoso.
A onça-preta parecia saber tudo
sobre tudo, tudo de memória, os corredores subterrâneos na palma das quatro
patas. A escuridão estava total e completa e até pegajosa.
A Migração seguia na frente, parava e esperava,
continuava, balançava a cauda como se falasse, sabia o caminho na ponta da
língua, língua dois palmos pra fora. Vovô puxou assunto:
- Sabe, Lilás, me sinto mais leve,
livre e solto. Que sensação de alívio. Nunca mais a dor nas pernas, a dor nas
costas, olhos cansados de ler o jornal, a falta do que fazer.
- O senhor tá feliz, vovô?
- Feliz, renovado, contente e pronto
para a eternidade do azul-profundo. Mal posso esperar. Quer dizer, já não estou
mais nem esperando ou esperançoso, acho.
A Dona Migração entrou na conversa,
destampou:
- Pode ser que avô volte um dia.
Depende do julgamento. Depende do julgado e do julgamento e do julgador.
- Como assim? - perguntou Lilás.
- É, como? Explique - pediu também
vovô.
-
É o seguinte - explicou a Migração. As almas carregadas de defeitos terão que
pagar por seus erros ou tropeços. Estas voltam ao mundo dos vivos em outro
corpo, de outra forma, de outra espécie, até quitarem o que devem. Podem voltar
no corpo de um muriqui, ou de uma formiga-vermelha, ou de uma borboleta-branca,
ou de um pé de cambuí, ou de uma pedra solta ali pela rua qualquer. As almas
que nada devem viverão no paraíso azul mais profundo e nunca mais retornarão
para caminhar aqui pela terra. Portanto, dependerá tudo do peso. Qual o peso do
seu coração, vovô?
- Vovô, o senhor deve alguma coisa?
Tem o coração pesado demais? Tem o coração de chumbo? - perguntou a menina
Lilás.
- Não sei. Acho que devo, mas não
sei quanto. Devo barbaridade, acho. Muitas faltas e erros e pesos, porém não
muito graves. Acho.
- No dia do julgamento vamos ver -
disse a Migração.
Seguiram noite afora, por dentro do
oco da terra, pelo subterrâneo, pela sombra, pelo caminho das minhocas. O túnel
chegava a outro túnel, um túnel e muitos túneis, um processo de caminhos de
túneis, um labirinto encanado.
A guria sempre teimosa, se lembrou:
- Alma de gente vale mais que alma
de graxaim, que alma de curicaca, que alma de coqueiro catolé?
- Tanto faz alma com alma. Tamanho e
espécie não são mistérios - respondeu a onça-preta.
Vovô parou e ficou escutando. Parou
só um segundo para escutar, orelha para o alto do teto do túnel, e escutou e
perguntou de curioso:
- Será que está chovendo lá em cima?
Passavam debaixo de uma cidade qualquer.
Talvez a cidade de São José do Norte, ou Camanducaia, ou Sombrio. Os alicerces
da cidade apontavam no teto do túnel. O esgoto escorria por ali e fazia ruído
de água pesada. E estava um friozinho.
Depois de umas seis horas, o trio
cansou. Resolveram parar num bar de beira de túnel. Sentaram numa mesa redonda,
de fórmica, com três cadeiras em volta. Olharam o cardápio, fizeram os pedidos:
vovô queria um sortido de aipins mandiocas macaxeiras e mais raízes de
capim-colônia; Lilás preferiu batatas-fritas e raízes de capim-grama; a
Migração, raízes e raízes de capim-dos-pampas, capim-de-burro e mais amendoins
ou aráquis.
O garçom demorou um século para trazer todos os
pedidos. Lilás olhava em volta, via pouco, visão limitada, os olhos arregalados
tentando ver e decorar o esquisito ambiente. Falou o vovô:
- Sabe, Dona Migração, antes de
conhecê-la eu pensava que você fosse a pior coisa do mundo.
- E agora, o que você acha, vô? Não
precisa responder, se não quiser.
- Bem, acho que... - e vovô pensava
que sabia, mas não soube mais nada.
Voltaram à poeira de chão batido do
velho túnel. Túnel com túnel e túneis. Um caminho pela noite sem fim. Vinham do
sul e rumavam em busca do norte. Noite nem quente nem fria, ou mais para fria.
Do alto, umas goteiras sempre que pingavam e em toda parte, ruído de teque!
teque!...
- Sabe - disse a menina -, eu não
entendia que os bichos e as árvores e as pedras também possuem alma.
A onça-preta falou bem e
distribuído:
- A alma sempre continua. Pode ir ao
céu e voltar. Pode ir ao céu e não voltar. A alma é eterna. A alma vem de Deus.
A alma vai e volta ao infinito quantas vezes for necessário. O corpo é casa, é
dormitório da alma. O corpo funciona pelo contrário, o corpo é pesado, é
matéria e fica preso na terra e vira pó. No que virou pó alimenta cipó-timbó.
- Interessante - disse a menina.
Vovô, qual tipo de criatura o senhor prefere, caso tiver que voltar aqui pra
terra?
- Prefiro e até preciso voltar como
uma árvore. Talvez reencarnar numa árvore umbu, ou um arbusto tipo araçá, uma
planta tipo fruta-de-guariba, e verdejar e florir e frutificar e fazer boa
sombra e viver na sombra e descansar ali em pé uns cento e oitenta e cinco
anos. Acho também que gostaria de voltar como uma ave da beira do rio, um
manguari, um flautim, um chicolerê, um gritador. Acho ainda legal voltar como
uma abelha ou zagão, no meio do enxame, um zangão tipo guarupu, viver no oco de
um jequitibá, lamber as flores da goiabeira-serrana.
Tempo mais tarde chegaram à beira do
lago subterrâneo Surubiú. A água era escura, calma, nenhum bagre tracajá
sapo-martelo jia, somente pedras e mais pedras cardume de pedras, país das
pedras época de pedras. Pegaram um bote ali mesmo pronto para isso mesmo. E a
onça-preta de olho cego amarelo remou com os convidados até a outra margem.
- Onde fica o Rio das Mortes? - a
pergunta da menina.
Já na outra margem, chegaram numa
praia de areias brancas. No túnel avenida Presidente Vargas, nos fundos
alicerces da cidade fantasma, umas raízes de casas e de prédios abandonados.
Muitas almas migratórias chegando ou passeando ali. Muitos mortos-vivos se
distraindo olhando cegos para os lados para trás para o alto para os próprios
pés para as mãos vazias. Nada de iluminação de postes e de vitrines. Nem sinais
de trânsito nem buzinas nem carros nem bicicletas nem papéis voando. Muitos
fantasmas chegando de todos os lugares do Estado do país do planeta e andando
em multidão, cegos, pé no chão, guiados cada qual por sua particular Dona
Migração.
- Que profundezas de cidade é essa,
agora? - indagou Lilás.
- Aqui é o tal lugar onde as almas
são julgadas, discutidas e embaladas. Tá vendo aquele alicerce de enorme
edifício? O prédio todo azul-escuro por fora e por dentro? É o Instituto de
Peso e Medida da Alma - IPMA. Pois é ali que são pesados os corações. Depois,
então, umas almas voltarão, outras continuarão rumo do infinito, rumo do azul
cada vez mais claro, assim do fundo do poço rumo para o alto do sétimo céu.
Vovô sentiu aquele friozinho na
barriga, vontade de perguntar. Estava pensativo, silencioso, ansioso. Vovô
indagou:
- Como será esse julgamento? Como
será minha defesa? Quem será meu advogado ou promotor?
- Num prato da balança ficarão as
coisas bem feitas que se fez durante a vida, no outro prato as mal feitas dessa
mesma existência. Ganha o lado que pesar mais. Se as coisas bem feitas forem em
grande número, a recompensa será subir cada vez mais e melhor. Você, então,
entrará no mundo do azul mais claro e para perto do eterno e subindo. Se pesar
mais o lado ruim, então, você voltará num corpo qualquer, voltará para a terra,
tentará de novo, terá outra chance, etc, será um pé de beri, um pé de sucupira
em Capoeiras, uma boa e frondosa árvore tipo amajouva, uma pomba-rola catando
sementes no campinho para a cidade de São João Del Rei, uma pedra sem escolha
ali da beira da estrada que liga Vacaria a Lagoa Vermelha, um mosquito
borrachudo da beira do rio das Ostras.
- Então, é agora que o trigo e o
joio vão se separar. É agora que a onça vai beber água - concluiu e disse o avô.
O avô olhou em roda de si. Como se
despedindo de um mundo para entrar em outro. E falou, decidido mesmo:
- É mais melhor ir logo de uma vez e
pra já agora mesmo.
A Migração os levou até as fundações
do prédio da pesagem do coração. E ali vovô entrou na fila. Fila de dobrar
esquina de passar quarteirão. Havia toda sorte de almas. Havia alma de pedra
basáltica, alma de açoita-cavalo, alma de amendoeirana, alma de picão, alma de
onze-horas, alma de capivara, alma de gente alta ou gente baixa ou gente de
outros os continentes e ainda muitas e outras almas. E todas esperavam
pacientemente para serem julgadas. Umas mais alegres que outras? Todas se
envaidecendo da sorte, esfregando as mãos, contando causos, até.
Umas almas, de mãos às costas ou mãos nos bolsos ou
braços cruzados, caminhavam para cá e para lá olhando sem ver e conversando com
outras almas; e outras almas mais ou menos atentas, faziam que liam jornais,
faziam que telefonavam, contavam nos dedos; outras almas eram mais
extrovertidas, contavam e queriam saber sobre os velhos tempos idos e vividos;
outras almas falavam de negócios pendentes e coisas que deixaram para a última
hora; outras almas narravam do desastre de carro ou do tiroteio no meio da
avenida Pinheiro Machado lá em Mugi das Cruzes.
Lilás chamou muita atenção porque
afinal estava viva, encarnada, de corpo presente, tenra, cheirosa, trescalando
cor da pele. Tinha chegado ali não só com a alma, mas também com o corpo, em
carne e osso, tateável, tangível, versátil, nutrida, lisa, rebrilhante.
Muitas dessas almas já nesse outro mundo, solicitaram
a ela que levasse recados para os parentes e amigos: apesar dos atrasos estavam
bem, haviam chegado, o lugar do julgamento era tranquilo, outras coisas. A
menina disse que daria os recados.
- Eu tenho que ir - falou a Dona
Migração. O dever me chama. Tenho outros convites pra fazer e conduzir até
aqui. Inté.
- Valeu. Você é gente fina - disse o
vô.
A Migração, bicho onça-preta de olho
cego amarelo, pegou o tunelzinho calçado de paralelepípedos e foi embora. Lilás
e seu vovô ficaram na fila esperando a vez. Vovô falou:
- Boa gente essa Dona Migração, não,
Lilás?
- Achei ela um pouco surrealista, é.
- E você, minha menina, não quer
voltar? Tá na hora, seus pais podem ficar preocupados.
- Vou esperar mais um instante.
Quero saber do seu julgamento. Quero saber se o senhor vai ao azul do alto mais
alto ou retorna para a terra. Quero saber, sei lá, se o senhor vai para cima ou
retornará como uma canela-de-ema, um passarinho araponguinha-de-asa-branca, uma
castanheira-do-pará, um januaíra, uma amora-do-mato, um besouro-verde
pingadinho de preto.
- Que nada, florzinha. Isso vai
demorar. Talvez demore dias, semana. Sabe, tive muitos erros e desacertos e
tropeços. Dizem que a burocracia...
A espera cansou Lilás e a fila
também não andava, se demorava. Essa guria de nome civil Lilás. Lilás de L. Se
ouve ele, letra 11 décima primeira do alfabeto, consoante líquida. Acabou
pegando no sono ali mesmo, no meio-fio, junto do vovô, encolhida na perna do vovô,
segurando a mão do avô.
A menina Lilás só foi acordar quando a moça de branco
abriu a janela e uma luz forte chocou seus olhos. Os olhos da menininha também,
os mesmos, azuis os dois. Preguiçosa, bocejando, reparou que estava no quarto
do hospital, no meio de ruídos de carros chegando lá de baixo da rua, a cidade
se revendo no dia a dia, jerivás e jacarandás-cabiúnas andando em fila indiana
em ambas as calçadas, etc.
A enfermeira se aproximou do leito de vovô e teve um
gesto e um trejeito e uma reação. Houve, então, um caminhar apressado, uma
pressa, funcionários entrando e saindo e voltando.
O doente não vivia mais, se dividira. Parte do vovô
sumira. Para onde.
São essas coisas.