segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Andando pelo tabuleiro de xadrez

 

            

 

            Que maravilha das ma-ra-vi-lho-sas e que espetáaaculo!... É difícil traduzir certas seduzir algumas abduzir palavras eloquências retórica. Sim, já estava um dia aprazível e nós decidimos ir andando os dois lado a lado juntos. No alto comigo alfa os olhos atentos dela amiga. A que horas foi ou nem foi isto. Imagem aérea do parque Mãe Bonifácia, avenida Historiador Rubens de Mendonça, Canarana, Sapezal, território dos autóctones paiaguá...

Uma certa pessoa que conheço bem acorda reconheço desperta 7h madruga e daí para a escola estadual de ensino médio Teodoro Fernandes Sampaio umas horas três quatro horas em peleia assintomática teima com a matemática a física a gramática nacional... entre outras espécies ameaçadas de coisas extinção inação, salve! salve!... (Sou antigo e pessoas igual a mim nesta idade comigo se nem passar passam dos 60 voando, finalizam.) Emboralá!, que o critério criterioso me espreita. Sujeito comum suspeito sem maiores mistérios méritos alguém que gosta muito de tapioca acompanhada com doce de abóbora ou pizza de queijo mais suco de abacaxi ou caju e sorvete de tucumã ou pitanga ou cupuaçu ou araçá ou buriti... A gente tem verdadeira predileção por sorvete de açaí e outros tantos sabores imperdíveis alcançáveis degustáveis. Nem tem graça!

            Uma gata Ágata selvagem ou doméstica vai tão bem é tão importante domesticável assim para o dia a dia, duas três gatinhas são absolutamente indispensáveis necessárias para a saúde mental e o bem-estar e o bem-me-quer e o bel-prazer. Se fosse assim sempre... eu calcularia os grãos de areia da praia do Santinho eu contaria com as estrelas eu estudaria os peixes do rio Cumbuca pacus pintados dourados piraputangas... E fosse o que fosse, de dia de noite de verão, deus ex machina, no meio da festa junina da micareta do carnaval de Olinda, Lauro de Freitas, Irecê, Saubara, praça 2 de Julho, maculelê...

            Andando pela tabuada de xadrez...

            Voei de ubu até Bahia distrito de Santana do Acaraú, provavelmente janeiro de 2012, transportes aéreo rodoviário ferroviário aquático superfície subterrâneo telegráfico teleférico vertical inclinado horizontal... Ela e os olhos dela redondos vieram me buscar me receber (isso numa quinta-feira de manhã) no aeroporto dos Machineri que é o 4º do B em movimento de malas postais, o 6º de passageiros, o 8º de aeronaves de carga. Filha da tribo tuxá (do tronco linguístico macro-jê) da serra do Ramalho e o rio dos Frades e biomas variados do cerrado caatinga mata atlântica pantanal... E tudo assim aí estendido no chão pelo sertão afora e adentro. Fazia esta vez uma eternidade que nem nos víamos. Me apresentou se apresentou em forma elegante a paisagem a praça Luiz Acosta o morro Pai Inácio a ilha de Comandatuba a capela da beata Lindalva a rua com pasmatório Frei Itaparica... Então era idêntico à primeira vez o entusiasmo o incêndio a novidade a certeza os elogios encômios enaltecimentos. Almoçamos merendamos na tenda com a típica baiana do acarajé abará vatapá caruru moqueca e nós dois juntinhos bem de perto cara a cara abençoados e com elevado magnetismo nos nossos olhos semicerrados aguados acariciados venerados venerandos, pátria amada, BR!...

            Quando desembarquei dos olhos de Ana Maria quem estava me aguardando me procurando e por mim ansiosa apetitosa desinibida a Mariana, e me alugou me ajuntou me definiu me reduziu: “Oi, garotão cabal!” Sempre tenho dito quê. Quanto os olhos extraterrestres me surpreenderam ela me convidou (teve o condão) para o casamento da minha prima. E nem sempre eu procuro fugir e ir embora. Muita coisa pela frente pelo caminho, senhoras e senhores!...

            A folha em branco me em paz me espera sempre espera aguardo paciência calma equilíbrio. Enquanto voa leve, leve voa, eu recém-nascido tenho 15 anos e eu agora tenho 35 mais. Carrego o clima e o relevo de um sol branco ao sol. Alma demorada perene antrópica recidiva transigente reincidente ou mente espírito. Olhando a tarde com olhos brancos de folha verde em branco. No meio desse tempo viajei pelo rio Iaco. É igual um rio Miranda no verão na seca na areia branca. O rio de Contas (aritmética) e as formas altimétricas de planícies planaltos depressões e chapadas chapadões tabuleiros, patamares e unidades geomorfológicas.

            São seis ou sete pares de olhos variadíssimos que falam riem olham escutam conversam trocam alguns olhares significativos atmosfera de quando em quando aeroporto Raimundo Nina Rodrigues a praia de Iracema o forte de São Marcelo a praça Visconde de Cairu... E elas fazem muito caso de mim este mesmo que vos fala. E olhos de frutas doces de noite de dia de céu de transparência... E provável que nunca nem jamais (3 vezes!) chovesse. Uma delas tinha a beleza dos olhos da serra da Bocaina. Uma é linda como ave irisada douradinha ou velhinha ou azulona ou codorna-mineira leve que bebe néctar das flores. Uma tão vegetal tão viçosa tão hortifrutigranjeira como miloca ou aitá ou matataúba. Uma seguinte também muito preciosa solar como ocasionalmente frequentemente geralmente. E continua...

            A 15 km de 1 voo de pássaro soldadinho ou sanhaço-de-coqueiro ou coração-de-boi ou lavadeira-de-cabeça-branca ou arapaçu... Eu estava a 120 mil quilômetros do meu lugar de conforto ainda nem encontrado e achado e descoberto. Mas com que me distraía esse tempo todo senão com o rumo a estrada o caminho o rio Verde Grande a viagem em si... Uma das entre tantas uma das competências da gata menina é imitar e imita muito bem a uma abelha, assim: ziziar!... zinir!...

            Quem é aquela guria novinha, o que prefere ganhar no aniversário, o que está fazendo até tão tarde acordado, o que vai fazer em Mato Grosso-PB, por que nem ligou antes ou depois de, aonde vai com quanta pressa, você gosta de voar e de qualquer jeito? Estou alimentando as aves na praça Generoso Ponce, trabalhei até tarde, prefiro dormir a ir ao cinema, o carro é seminovo total de 2019, a garota é minha prima Mônica original de São José do Norte (município área 19ª maior dentre as cidades do litoral conforme o IBGE, sendo praticamente metade território emerso ou seco e outro tanto águas interiores ou molhado) e veio passar as férias acá, a academia me faz bem e me motiva, vou visitar minha avó em São João da Fronteira cerca com Tianguá - conurbação de um entroncamento ferroviário-rodo-aéreo-fluvial.

O velho ser humano comum dos mortais viu alguém no espelho plano plano e começou a balir. Blaterou furiosamente equilibradamente pessoalmente pausadamente insistentemente peremptoriamente. Qual delas sequências de vicissitudes lhe saiu melhor ou menos pior peta? Diga e comente nos comentários, nos ajude a fazer este painel este canal este perfil. Hoje é estranho dizer isso assim de mim mesmo enfiado vexado e relembrar quiçá uma moção depois de um caso de concussão (porém, e pra nós no interno, coisa ou algo quetilquê cutiliquê). Nem se namora mais ou menos com esta e ou aquela magrinha. Quando quanto como se fica ou se vai embora na hora sem pedir licença e se esquece. Portanto porquanto, somente em histórias raras que acontecem do nada, que se interessa se preciso for e vai ficando ficantes.

            De manhã de tarde de noite nos banhos nas melhores famílias e nos sonhos. No intervalo das viagens conheci esta cidade do Estado e dela me enamorei Formosa do Rio Preto, moradora da rua Bahia perto da Casa Modernista, baiana típica do acarajé turbante colares brincos sorriso pulseiras saia armada blusa branca rendada pano da Costa no ombro religião cabula... Foi a escolhida a realizada a adorada e a amada, para dizer de algumas maneiras formas. Conheci muitas pessoas mas as que ficaram ficam são todas algumas sempre gurias entre elas essas estas aquelas. Quanto tempo olhando andando esta cidade o museu Henriqueta Catharino, ilha Madre de Deus, praia de Caípe, região dos paumari... Quanto olhar desta guria faceira de tranças em corda e instar. Olhos aconchegantes suaves ternos igual como as ondas cremosas de areia branca nos Lençóis Maranhenses. Por isso mesmo é preciso saber escolher. E quem é capaz de fazer isso.

            É como um largo lento rio Coxipó e brilhando esmerilhado sob o sol pleno. Confunde deslumbra o navegante o navegador o navegado rio riacho córrego ribeirão. (O território no mapa engordando a olhos vistos: 1494 - tratado de Tordesilhas, 1750 - tratado de Madri, 1777 - tratado de Santo Ildefonso). Uma lâmina língua de aço nova em folha. Uma surucucu preguiçosa, sonolenta, funesta, atrás da moita beldroegas pronta para dar o bote o laço a arapuca o pixé a ventrecha. Nem nada de som trilha sonora, cheiro, rastro, etc. Espero sentado para nem cansar. Como aceitar a maneira por que me deram o recado.

            Andando pela tábua de xadrez...

            Visitei comarcas regiões eleitorais formas ortogonais municípios, Salinas da Margarida, Wagner, Rodelas, Cícero Dantas, Piatã e cidades o Estado - este 1 das 27 ufb o mais populoso e o mais povoado. E na cidade as repartições as instituições e aí as lojas de departamentos as salas de aula cômodos quartos o museu Barão de Melgaço. E os ofícios os trabalhos as profissões. O jogo de bola o jogo de política o jogo da loteria esportiva. No jogo há os que aplaudem e os que torcem contra. Na política os reis rainhas soldados desertores generais heróis correligionários embaixadores mercenários e de tudo mais um pouco: (sicrano(a), beltrano(a), fulano(a) - fabos. Nas artes e ciências as utopias e quimeras e ideologias. De súbito pararam parou tudo para ver o jogo da Seleção. Outros para o almoço e a sobremesa furrundu rapadura bolo de arroz... Ambos ambas também acompanhados pela dança a ginga o ritmo musical envolvente do lundu da chula...

            Nem sei se procurava se preocupava uns olhos por uns olhares que nem sabia esquecer uns olhos doces que me seguiam que os seguia. É o que eu sempre olhei. É o que todos olham. É o que eu merecia. É o que acontece a todos. É o que eu sempre padeço. E fico aqui olho a janela sem nada nas mãos nos pés nas asas e respeitoso por que iluminasse a manhã. Nem tem graça!

            Somando o tempo todo toda pelo prisma que olho e admiro as coisas, apenas recordo os olhos dela. Aline Aline é mais inteligente que eu já conheci, a guria a hora as circunstâncias. Parece que são minhas filhas aos quinze primaveras, lindas visíveis imperdíveis. E os olhos dela e os olhos destas confesso que me seguem. E olhei para elas mesmo às vezes espantado atônito estouvado. E mesmo nem olhando diretamente para mim para os lados, semelhante modo e modo esse, eram modelos convencidas presumidas. Pelo menos estavam modelos magníficas rainhas. Pulcras belas beleza formosas formosura apólices.

            Vejo com estes olhos, via o barco que subia lentamente (esta era minha opinião) o rio Camarajipe, descia lentamente o rio Paraíba do Sul. O Estado a que me reporto é ainda integrante da federação brasileira (ou ufb) e autônomo sob os limites democráticos da constituição federal desde 1988 e com três poderes próprios já sabidos independentes executivo legislativo judiciário.  Nós mesmos vínhamos e eu era de Ipiaú e ela era natural original de Brumado. Então, com pressa de chegar a algum lugar muita, pegamos um avião e pousamos em a terra território da nação tumbalalá. Sei disso hoje e ainda agora neste momento reconheço aceito que ela elas veem sem olhar. Planejam articulam oposição nem nunca estão com a situação acomodadas contentes passeatas carreatas desfiles largo e praça Pascoal M. Cabral avenida Joaquim M. M. Cardozo até atulhar entulhar a Esplanada dos Ministérios. E lançam reconhecem protocolos manifestos edital de citação plebiscito referendo sufrágio universal.

            Como a moça de branco brincando no gramado verde do parque Sete Passagens em Miguel Calmon. Onde está agora? A paz solta livre alada na rua João de Deus Nascimento em dia de comemorar o verão o passeio a bicicleta a piscina a praia. É o dia tão preciso no seu mundo no seu dia... Outras moças chegariam e chegaram logo partindo em brancas nuvens. Elas são muitas, chegam e olham com uns olhares olhos brancos e vazios, verdes oblíquos, negros misteriosos, castanhos meio cerrados... Prevalece na região o clima tropical-úmido de monção e elevada temperatura média anual com alta pluviosidade. Olhos meninas dos meus olhos delas bem vestidas pintalegretes identificadas. Dançando palco proscênio com chocalhos aiapás indígenas requefifes adornos enfeites complicados belos. Dançando uma letra: “Alá lá ô ô ô!... mas que calô ô ô ô!... atravessamos o deserto do Saara... o sol estava quente... queimou a nossa cara, Alá lá ô ô ô!...”

            A situação cômoda nem sempre fora assim. Então, nem sempre era assim. E no dia seguinte acordava me levantava indignado invectivo galhardo requestador soez. Me era difícil voltar à calma à tranquilidade sancionar e aos 7 sacramentos. Se fazia sol pleno verão ela nem vinha por causa do calor excessivo. E a gente nem se encontrava. Se chovia baixava a temperatura drasticamente e fazia frio, eu nem a encontrava. Chovia ventava fazia um frio terrível demasiado e ela nem aparecia. Como duvidar de mim? Com que glosa com que meio de transporte saio de casa chego em casa.

            Três coisas que as pessoas deste país nem esquecem jamais: novela de tevê, música caipira, futebol. Claro que em vez de novela se pode dizer ainda filme seriado, também. Evidente que na música caipira a gente diz todos os ritmos e tons que vem do interior e cada região tem o seu som predominante popular. Óbvio ululante que futebol cada um tem seu time e cada time seus troféus e relevância e pratarias e latarias e funilarias e ucharia. Mas principalmente culturalmente que me refiro à linguagem desses três elementos fenômenos nacionais na mente incrustados. E o clima que predomina é o tropical sazonal com estações chuvosa e quente mais outra fria e seca.

            Quase nem saio à noite, me guardo para saber as notícias e pensar e salvar o mundo. De manhãzinha pego minhas amiguinhas pelos olhos olhares pela mão pelo estômago e vamos passear Cabaceiras do Paraguaçu forte do Barbalho reserva galibi-do-uaçá bucolicamente até a Chapada Diamantina lagos lagoas de água azul (por causa do modo como a luz do sol incide na água) transparente e covas cavernas grutas povoadas de peixinhos endêmicos joaninhas ou mixornes turistas tirolesas gruta da preguiça-terrícola ainda as cidades-satélites ou regiões administrativas Ceilândia e Samambaia e Taguatinga e Planaltina e Gama e Guará... Escolhi Aline por enquanto escalaminhada na serra do Monte Cristo. Naturalmente é linda comigo bonita consigo.

             Ela também me olhava e dengosa. Um beijo começa numa festa ou feira livre da rua Hélio Prates e termina com estas memórias esta eloquência. A atração dos olhos magnéticos e cheios de mar mergulhados no oceano, blo-blo-blo!... Eu também a olhava. Que os olhos revelam o todo e o nada. Assim são sempre os mesmos correspondentes. O parque do Abaeté em Itapuã o bairro o distrito a zona o setor pinheirinhos-de-sala gloxínias catingas-de-formiga coqueiros-iris caxins cipós-cruzes-verdadeiros... e seguem crescendo. Bacia do rio São Bartolomeu parte do cráton amazônico e que este é dominado por amplos aquíferos fraturados recobertos por solos e rochas alteradas variáveis fisicamente. Olá, todas as amigas!

            Sempre me disseram e eu acredito que o seguinte: “O pires de leite guardado na geladeira vai é para tratar das gatinhas mimosas”, literal. E eu acredito nisto e de perto, majestade! Esses dias eu vi com estes olhos, eu estava assistindo assisti uma família incrível acrobata cinco indivíduos componentes. Eles subiram folgadamente uma árvore ingazeiro ali a mais alta e se jogaram lá de cima, um a um(a). Espetaculares fantásticos como no circo no cinema na arena. Se jogaram da árvore uns 15 ou 20m de fundura. Tomaram impulsos no galho balançando como se fosse trampolim e voaram braços abertos parábolas até o chão. E caindo ali diante de todos nós os simples espectadores. Caíram de pé ou deitados ou já rolando dando risadas satisfeitos recebendo aplausos assobios e pedidos de fotos. Mas como assim, meu?! Pareciam seres espaciais alienígenas no parque e serra de Ricardo Franco, mas nem eram diferentes nem eram etês nem eram alados. Nem tinham asas nem eram de borracha nem pertenciam a outro mundo. Com certeza autossômicos tinham seus truques gente de teatro mambembe e os tais e quais efeitos especiais. Primeiro o pai depois a mãe o filho primogênito a irmã e o caçula: “Más báh tchê, guri!...” Impulso voo peixinho no espaço e aterrissagem perfeita perfeitamente sem um escorregão sem nenhum arranhão nem contratempo.

            Andando pela tábula de xadrez...

            Pronto, olhei para ela com outros olhos e macios olhos. E ela me pareceu jovem demais leve nuvem árvore poaia-do-campo vegetação arroz-do-campo regiões localidades territórios dunas da Bolandeira baía de Aratu rio do Cobre estação ecológica de Taiamã festivais do siriri e cururu cururueiros ritmos rasqueado lambadão xerém-do-sertão... E ninguém nada te troca te substitui! A brisa vinda do mar e que deixa tudo agradável aprazível a temperatura mesmo no verão mais forte ou nos dias mais quentes. E de repente tudo está ótimo e tudo está hipnotizado para sempre. A frequência a probabilidade o grau a intensidade. Nem compreendi muito bem direito, ou pareço compreender muito bem legal perfeito. Conjeturo que posso me iludir e metade por metade. É simples porém nem é fácil. Ou coisa que o valha!

            No meio da palestra da conversa do jantar ceata ela me pediu em casamento. Que espetáaaculo! Deixe nos comentários se isso nem é tentador sensacional. Assim nos demos nos pegamos nas mãos e nervosos. Então, quase nos casamos e planejamos filhotes férias na serra do Sobradinho no rio Casca... Porém chegaram mais algumas amigas e em boa hora. “Vamos visitar Rosário Oeste no domingo?”, ela ainda me convidou. E eu me espantei como da vez ali de cima. Nem disse mais nada e ela menos. Estou certo no entanto que pelo menos uma vez por dia e dia após dia seguintes só de pensar me arrepia a pele sobe o pelo do braço e tudo volta a cerveja o jantar o bar-restaurante Paio-Canada colocado justamente na rua Miguel Sutil de Oliveira os ensaios dos blocos carnavalescos a feira de carros usados e seminovos... E depois do silêncio constrangedor ou necessário: “Você me ama?” “Você tem alma?” “Vamos lá comprar um carro novo em folha?” “Vamos conhecer Acorizal ou Juína ou Barro Alto ou a nação enclave encrave território dos caxarari?” Ainda veio outra pausa e um silêncio mais prolongado de uns cinco minutos, após concluirmos mais outra ceva, e de repente: “Sabe me definir explicar eugenia, elegia, tasquinhar?” “Em que palácio ou palacete fica ou ficava o tal e qual sainete cheio valorizado pela graça?” “Quem merece ouvir os pês, pelintra patife pérfido?” O sonho parecia continuar e querer continuar... e a corrida foi uma maratona. Estúrdio, pois sim?! O vento na areia, o verde da mata, os motejos chasqueadas dos saguis-amarelos e família mico, o azul do riacho rio Piquiri, a paz inimaginável cooperativa arrufada das marrecas-ananaís, o centro geodésico da A do S, viola de cocho e suas cordas prima contra corda do meio canotio e resposta, a pitumba arbusto endêmico da araponguinha avezinha territorialista, o vácuo oco vazio translúcido endeusado transparente do infinito...

            Há quem vê quem diga e olha por esta: “As gatas felinas lembram lamber os vidros vasilhames potes de compota por fora e admiram por dentro.” E seus olhos se comportam e olhos com apogeu gentileza natureza admiração imaginação. Mas mais, por favor! Olhos cheios de graça indiretos indispensáveis preciosas jaspes, safiras, turquesas, espinelas... Se lembrou nem se esqueceu a Aline de olhar meu nome de namorado no seu antebraço direito e acomodar acolchoar almofadar a cabeça o sonho a nuvem que passa...

            Por ora, sim! Deixei passar 4 meses 2 semanas 3 dias 5 horas achamos juntos e convidei novamente Aline para um parêntese pra uns planos do futuro e Brasília DF unidade federativa da união Plano Piloto território autônomo nem Estado nem cidade com eleitos governador vice-governador deputados distritais federais senadores. Eu sempre acreditei nos olhos dela: como frutas macias como novidades como coisas normais deste mundo sertanejo raiz romântico universitário. Tenho muita certeza dos olhos dela e de Gabi e Tai e Mári e Bia e Fabi e Cléo... E contemplação pra daqui até um outro tempo quilates... A índole de uma de outra dessa desta aquela. Procuro colecionar olhos simpáticos olhos enigmáticos olhos notáveis olhos dignos. Tal e qual como digo, e prometo. Oxalá! Os olhos da artista imaginativos imaginosos deliciosos inspirados entusiásticos entusiasmados e puros. E olha para mim e para si mesma. O céu os céus dentro delas. O que você vai ser quando resolver eu te apoio, Aline!

            Como sabem e veem, andei muito e andei a pé, Lajedinho, Dias d’Ávila, taba gerém, pedra do Machado, serra das Almas, Campos de Júlio, praça Antônio Filipe Camarão, rio Jiquiriçá e comarcas paróquias freguesias... Uma vez pela calçada ciclovias ciclorrotas ciclofaixas vitrines até entrar me tocar entrar me decidir por uma joalheria loja de joalheiro. A cidade coordenadas geográficas são os tais de latitude sul os tais de longitude oeste. Contemplar vitrinas ricaças rutilantes caras. Uma casa de olhos brilhantes forjados há milhões de anos. A casa das coroas colares pulseiras broches mais impressionantes relíquias preciosas limpas raras (almas que são evidentes inalteráveis cobiçadas formosas) olhos rubis esmeraldas diamantes opalas cristais ametistas turmalinas... Todas as pedras preciosas olhares de gatas são pacíficas atlânticas águas-marinhas mágicas poderosas misteriosas empoderadas e belas. Igual comparável compatível aos minerais às joias polidas lapidadas em trigonais triangulares pirâmides.

            O que será que estou fazendo refazendo sem Aline. Acho que nem sei. Será que estou na minha própria casa cama mesa e banho. Acho que nem sei. Talvez eu esteja pensando já em mudar para outra cidade ou região. Acho que é uma ideia sim.

            Andando pela tabuleta de xadrez...

             

 

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Contagem ...3 2 1 Regressiva

 

           

 

            Era aquela vez que o menino o guri queria ser cão ou lobo-guará (nota de 200 reais) ou cachorro-do-mato-vinagre. E ninguém tinha à mão, e em parte alguma da ideia da imaginação do livro sagrado do rio, a explicação desse desejo-inspiração. Ninguém tinha nada com isso e aquilo aquele outro. Nem o cachorro vira-lata sabia por que queria ser cão ou cachorro-d’água. Mas teimava em sê-lo. Selo sela cela seletivo selecionado seleção. Sabia que queria ser cachorro ou cusco - menos cachorro-quente e ou cachorro-magro (tipo de formiga).

            A timbrada mamãe progenitora, imediatamente no mesmo instante antes que acontecesse o inevitável e prevenindo o irremediável, lhe perguntou ralhando mãos nas cadeiras e emocionada com ênfase e ascendência:

- Aí é que tá! Mas que besteira é essa e aquela e aquele outro, Arnaldinho?! Cachorro é um bicho cheio de pulgas piolhos carrapatos moscas varejeiras bernes e anda de quatro patas farejando tudo e quaisquer! Cachorro é um canídeo comedor de osso ou ração pra cachorro! Cachorro é um ser doméstico que balança o rabo quando vê o dono(a)! Cachorro nem é gente, no máximo o melhor amigo do homem! Quando crescer se desenvolver e maior você vai ser médico cardiologista ou mesmo engenheiro civil ou ainda técnico da informação e esmerilhador, estou certa disso!

O garotinho baratinado e sonhador teimava nervoso e convicto e taxativo, eloquente:

- Nem essa e aquela e aquilo lá, tá! Eu quero ser cachorro com orelhas grandes cauda abanando e dentes afiados pontiagudos, pronto cainhei, au au au!... e nem me amole!

- E confesso - continuou o piá moleque todo cheio de si e conversas - que gosto muito de praia e rios e mar e piscinas naturais ou artificiais. Confesso que quero morar pertinho da lagoa do Araçá, em a península de Maraú, na ilha de São Simão. Preciso passear às pelas galés de Maragogi. Quero pescar peixes com arco e flechas no rio Real igual o cacique Serigy.

O bichinho queria ser legendário e ou lendário. Parecia ter estofa laia classe. Ele queria ver longe e um horizonte perdido longe distante entre o céu e as montanhas, o céu e o mar, o céu e os arranha-céus. E gostava de chocolate... crocante em barra... croque!... Durante os fins de semana visitava o mercado público São José (onde havia e pertencia o lavabo mais antigo do país) e adorava ver as disputas políticas conflitos na praça Nélida Piñon entre os lisos (conservadores) versus os cabeludos (liberais). No cais José Estelita, entrando ou saindo barcos abarrotados toneladas-quilômetros de mármore madeira barrilha sal-gema clínquer petróleo cana-de-açúcar cosmético vassoura máquina pesada... (e entre uma compra e outra numa barraquinha ou tendinha ou quiosque e um dois três pratos típicos uma duas três bebidas sucos da região) assistia o teatro de bonecos do Mamulengo a apresentação das bonecas de Calunga a exibição desfile dos bonecos gigantes de Olinda. Na avenida Eusébio de Queirós, a mais comprida e larga da cidade, o desfile de 7 de Setembro com parada militar grupos escolares e grêmios esportivos e clubes recreativos e associações beneficentes assistencialistas. Parava um instante em o reabastecimento lambia desfrutava na sorveteria Arcaz... açaí com mel natural de abelhas mamangabas... hum!...

- Quanto custa? - apontou o focinho úmido.

- Quanto é? - apontou a pata ou a mão direita da frente.

- É produto natural, naturalmente? - indagou para desencargo de consciência, água na boca.

- Me vê outrossim uma porção de abacaxi outra de pitanga mais além de cupuaçu...

- Total R$10,50! Mais alguma coisa? - colocou a atendente de guarda-pó ou jardineira.

Então e de acordo, o menino saiu por aí dizendo a todo mundo que estava aguardando algum dia desses ser cachorro ou guapeva. Disse para os vizinhos e colegas, seus amigos(as) de folia e farra e jogos de bola na escola colégio estadual Aurelino Leal (CEAL), e estes correram avisar suas mães e tias e avós que Arnaldinho queria trabalhar de cachorro ou cão quando crescesse ou o mais rápido possível ou o mais tardar semana que vem. No clube Esportivo Recreativo Ânfora, o Arnaldinho falou e espalhou disse pra todo mundo aos sócios em geral que queria ser cachorro ou guaipeca. Uns riram às gargalhadas, ah ah ah!... algumas deram azo à imaginação outros ficaram sérios pensativos analisando o que poderia ser uma transformação metamorfose em cachorro ou lobisomem (lenda ou crença ou pena) uivante uivador, uive! uive!... As meninas pediram para que ele latisse o tradicional, au-au-au!... Arnaldinho ficou vermelho azul amarelo branco - nem sabia latir em português ou traduzido para o brasileiro. Nem podia negar nada às meninas e garotas e gurias tão galantes galanteador. Nem sabia ladrar acoar na frente dos outros e quanto mais de alguns estranhos. Outra coleguinha de turma Terê lhe explicou que era entendida em cachorro ou cadela de estimação animal dócil e caseiro, que existiam vários tipos de cachorro espalhados pelo mundo e regiões e mais com suas profissões ofícios, que a tia dela Teresa moradora de General Maynard tinha um cachorro ou cão chamado Bidê, que o Bidê gostava de brincar correr na areia e um dia se perdeu na praia de Mosqueiro, que o Bidê nem tinha medo receio de nada somente de trovoadas e fogos de artifício e sons detonações do escapamento escape de motos...

- Hei de viajar um monte uma montanha uma cordilheira. Havemos - desabafou o cão.

- Tenho de andar de trem de passageiros. O trem maria-fumaça passa pelo vale do rio Cotinguiba, to-tem! to-tem!... a gruta do Capim Branco, Pirambu, cânion do Xingó, Neópolis... - contou o cachorro de suas visitas programadas idolatradas previstas.

Já eram umas oito ou nove da manhã, desde cedo cedinho na rua em procura do café da manhã, o cachorro sentiu frio um ar resfriado um arrepio pelo corpo arrepio no pelo. E olhou para o tempo o clima para o topo dos prédios os mais altos (bairro Jaraguá na avenida da Paz diante do museu Théo Brandão de antropologia e tradição). Sair na chuva ele podia e devia, porém nem era preciso e podia ficar com cheiro mais. Pluviosidade média anual de 1800mm na cidade, com maior intensidade de chuvas entre maio e julho. Instinto privilegiado canino e ele já sabia sentia, declarou:

- Vai chover - disse de si para si e comparativo.

- Quando muito pra já - novamente conferindo investigando o céu os céus.

- E de repente supetão e de chuá!... - convencido e pensativo e convicto.

- Até onde nem sei - agora sim, definitivo peremptório pra concluir mesmo.

Numas férias de meio de ano em junho, o Arnaldinho foi visitar (fazia tempo que nem visitava) sua avó que morava no parque Francisco Brennand o bairro do Recife na cidade de Recife cheio de diques e pontes e canais e igupás, ilhas e penínsulas e alagados e manguezais, planície aluvional ou fluviomarinha, pura beleza e beleza natural. A avó do menino se espantou com a atitude a ousadia e o sonho peralta do neto estiloso. E o porquê disso, perguntou:

- Que história é essa aquela aqui e ali de cachorro bravo, hein?! Você morde ou quer morder, é?! Foi esta a educação que lhe dei, em?! Da noite pro dia, oi?! Por que e causa de que você sabe farejar e vigiar uma casa uma propriedade noturnamente?! Que mais?! Me diga!

- Porque é mais fácil ser cão ou cachorro que ser gente ou pessoa, vovó! Cachorro nem precisa estudar nem precisa tomar banho todo dia nem precisa dormir cedo e levantar cedo... É mais conveniente ser cachorro que gente ou outro bicho qualquer... Na verdade verdadeira, vó, eu queria ser um cachorro que soubesse subir trepar escalar em árvores em prédios em muralhas em paredões de pedra... Eu também adoraria morar no alto das árvores cerejeiras-do-paraná e olhar o mundo... Depois do que eu adoro primeiramente pontes estaiadas a ponte do Guaíba a ponte do Abunã a ponte construtor João Alves entre Aracaju e Barra dos Coqueiros...

Ele costumava pedalar até o parque nacional de Ubajara na ciclovia identificada pintada de vermelho interditada aos veículos. O cão ia ao parque da cidade? Preferia andar de porta em porta antes que estudar a física a química a biologia. Arnaldinho gostava de outros animais? Nem sabia responder. A lei estadual 12.678/12 de 6 de agosto de 2012 instituiu o sistema estadual de unidades de conservação da natureza (SEUC). Para se ter uma ideia e como exemplo, em 2019 o Estado possuía 160 unidades de conservação estaduais (UCE): 80 de proteção integral (PI); 62 refúgios da vida silvestre (RVS); 10 parques estaduais (PE); 6 estações ecológicas (ESEC); 2 monumentos naturais (MONA). Então havia muitos parques e retiros e praças e pontos de vista no caminho na rota na trilha na história do cusquinho.

- Amanhã - começava dizendo o cão ele mesmo e a si sozinho, agora guiando a bíci morro abaixo quando a velocidade é controlada é preciso controlar.

- Amanhã é - já fazendo uma curva fechada em a ciclovia e com atenção redobrada.

- Amanhã é tempo - no plano planalto cômodo da pista e já pedalando comodamente cadenciado sem forçar as pernas.

- Amanhã é tempo suficiente - nessa altura da ciclovia o cão já podia aproveitar melhor a paisagem o meio ambiente ouvir os pássaros estes arapaçus-do-bico-preto titicuãs guaxes... e contar as árvores estas tentos-das-campinas avencões cabos-verdes capins-andacaás... e pedalar à vontade.

O guaipeca costumava pegar o ônibus, embora lotado entupido lata de sardinhas, e ir à praia entre elas dentre as quais e tais a praia de Burgalhau a praia de Muro Alto a praia do Gunga a praia de Aruana... Queria morar em Estrela de Alagoas ou Conceição das Alagoas ou Marajá do Sena ou Araripina, porém conforme a época a estação do ano conforme a lua a bola a onda a moda. Aguardava na parada do acostamento da rua frei João de Santa Ângela. Qual diferença entre o interior e o litoral, os chapadões e as montanhas? O cachorro achava tanto faz como fez e fará. Gostava de um pouco de cada clima e região, então visitava o interior Paulo Ramos ou Pindaré-Mirim ou Graça ou Manari. Colinas e morros argilosos, solos ricos, topografia ondulada, planícies aluviais, solos renovados por cheias periódicas, depressões mamelonares, várzeas, deltas. Trânsito pesado na avenida Clara Camarão logo diante do edifício da municipalidade. Táxis de cor vermelha placa identificando acima do capô e adesivos nas latarias. Depois optava pelas cidades com frente pro mar e praias largas, Marechal Deodoro ou Lago da Pedra ou Reriutaba ou aldeia tal qual dos jeripancó. Subindo o viaduto Pontes de Miranda e na esquina com a Barão de Traipu trocar de bairro aproveitar passar de uma ave bairro Suiriri até uma ravina bairro Sorocabuçu. Nesse dia calorento que todos resolveram ir à praia, o cachorro se deparou com um espelho de vitrine ali no centro de compras Herberto Sales. De repente se viu diante de alguém que nem podia fugir ou fingir ou iludir ou simplesmente ganir. Diante de si e frente a frente cara a cara focinho a focinho, literal.

- Escuta!... - falou alto o cachorro.

- Eu gosto de sorvete no verão... chocolate no inverno... suco de abacaxi em todas as horas com especial atenção na manhã - disse o cusco.

- Você sabe onde fica o forte São João Batista do Brum? - indagou o cão.

- É descendo a avenida Adelmar Tavares Cavalcanti no sentido norte. Funciona de terça a domingo - recomendou o guaipeca.

- 1 aventura do século 21: viajar! - concluiu o vira-lata.

- Que mais?! - ainda declarou o Arnaldinho.

Um dia desses ou daqueles e quem sabe quem viu, Arnaldinho o guaipé saiu de casa e foi por aí pelo mundo afora e adentro e na superfície. Virou senhor virou etê virou x virou comando camarada alienígena compadre sicrano... Em viagem de conhecimento pegando estrada fazendo instintivamente seu próprio roteiro itinerário, uma trilha no parque estadual Dois Irmãos (PEDI), aldeia da tribo uitoto, Guaraciaba do Norte, Vicência, Japaratinga, rua Joaquim Moreira Cardozo do centro antigo tombado pelo Iphan onde habitava uma casa com culinária local e de sabores cores odores aromas bolo de rolo cartola beiju bolo de milho pamonha mungunzá doce bolo de fubá canjica, praça Olímpio Campos onde aconteciam eventualmente acontecem os eventos apresentações culturais teatro de rua cordel bandas populares quadrilhas juninas... Parou na entrada na porta no acesso na bilheteria e ficou olhando, já sem convicção de entrar de vez. O comerciante proprietário empreendedor empresário viu reconheceu e perguntou:

- Más bá tchê guri! Alguma coisa necessariamente, amigo velho gaudério e companheiro?

- Pra falar a verdade eu queria algum fiapo de picanha churrasco, tá ligado?! Pode ser de hoje e no sal grosso, sem problemas! Se nem tiver uma paleta assada e gorda pode me favorecer uns 100 reais, tá certo?! Nem sou muito de luxos e chiques e sobremesas!

O negociante do comércio gastronômico continuou olhando pro Arnaldinho e pensando com seus botões do uniforme branco. Um minuto e veio com estes argumentos alimentícios:

- Se eu te favorecer um osso suculento, você pega come e desaparece? E nem volta daqui meia hora buscar outro? E nem volta amanhã mal acostumado, por ventura?

- Tá feito o trato. Aceito.

Arnaldinho aguarda o coletivo o latão na parada dos ônibus numa altura da rua Presidente Augustinho da Silva Neves. Quem anda de ônibus neste país? Também inclusive outras pessoas e alguns conversando (comentavam reputavam distorciam aviltavam os artigos dos deístas contra os dos agnósticos) e outros ouviam música ou rádio ou aula de idioma. A localização da região metropolitana da cidade sempre entre os paralelos de latitude sul e os meridianos de longitude oeste. O cão fatigado deitou na calçada ali, entre os pés das pessoas faustosas, e já a condução atrasava em 5min e 10min e 15min. Por que os cães saem da sua zona de conforto? Para se ter ideia e nem fique e restem dúvidas, em 2020 o Estado tinha e possuía 80 unidades de uso sustentável distribuídas da seguinte maneira bem catalogadas mapeadas: 36 áreas de proteção ambiental (APA); 26 reservas particulares do patrimônio natural (RPPN); 16 reservas de floresta urbana (RFU); 2 áreas de relevante interesse ecológico (ARIE).

- O meu destino é errante - dizia convicto e relaxado um senhor de bigodes e costeletas brancas, ali mesmo aguardando o transporte. Já foi um pouco e está sendo e mais além, né!

- Sim. É como levados pela corrente de um rio tipo o rio Capiá ou o rio Pirapama... - colaborou um senhor careca ou corte zero coberto pelo boné do time de coração.

- Igual às folhas às flores aos frutos às frutas das árvores carobas-brancas ou cajueiros-bravos-do-campo ou tamaquaris ou caranás... e que vão e vêm - a vez de colocar plausível sua pitada de opinião um senhor de guarda-chuva, prevenido que vale por dois.

- Nem criamos nada. Uma ou outra anedota sarabanda pra dar risadas, pode ser. D sabe o que faz com todos com os cupins-cabeção as formigas-cobras os enxus as siçuíras os marimbondos-de-bunda-amarela... - agora mesmo resaltando o senhor empreendedor empresário profissional do setor de roupas e calçados e afins com uma lojinha em frente à praça Xukuru-Kariri.

- Olhem reparem este cão jovem solteiro zãibo e jogado atirado no chão na poeira no cisco e que nem pode nos entender compreender uma só palavra, o coitadinho. Quem tem cachorro e nem tem filho, gosta de cães e filhos. Quem tem filho e cachorro os tem porque os filhos e cães se gostam - afirmou declarou quase declamou o senhor acompanhado da esposa casal e pareciam se dar especialmente bem sempre abraçadinhos juntinhos fofinhos um com a outra, ele levemente maior que ela e ela mais elegante que ele.

Ademais um cão a pé nem chama a atenção. Por quê? Uma cidade boa (e há muitas por toda parte aqui e ali acolá) respeita seus animais vadios e soltos e vagabundos. Por quê? Uma cidade má (e há algumas por toda parte ali lá mais além) come seus cachorros seus gatos seus ratos e faz os tais espetinhos nas entradas dos estádios de futebol. Por quê? Um cão farejando lata de lixo nem incomoda muita gente. Incontinente se fosse uma anta ou uma família de capivaras incomodaria muito mais. Por quê? Um cachorro ou cusquinho de carona num automóvel nem chama a atenção. Por quê? O cão está acompanhando o seu dono(a) e ninguém tem nada com isso e aquilo ou aquele outro. Por quê? O cão cachorro no máximo põe a cabeça a cerviz pra fora da janela e pega um vento na cara e se diverte com a língua de fora as orelhas abanando balançando. Mas um cão guaipeca dirigindo um trator um avião uma máquina qualquer é no mínimo surreal e ninguém em sã consciência aceita tal coisa. Por quê? Nem todo cão é treinado pra dirigir um caminhão uma caminhoneta uma motocicleta uma bicicleta um quadriciclo. Por quê? Com toda certeza se pensa se sabe que o canídeo (suas orelhas o caracterizam) nem tem carteira de habilitação permissão para conduzir automóveis. Pois que a pé ou de carona ou guiando seu próprio carro novo em folha, Arnaldinho chegou ao paraíso na terra. Cidade preocupada com a mobilidade urbana e a acessibilidade. Por quê? Já chegou em Fernando de Noronha, morro Dois Irmãos, baía dos Porcos, praia da Cacimba. Nada de bairro verticalizado maiormente majoritariamente bairros térreos. Cidade pequena aglomeração urbana e município área territorial. Olhou em volta e desabafou sozinho simples assim:

- A 1ª aventura do século 21: viajar!

- Que beleza cristalina e pura, meu!

- Trabalhadores trabalhadoras banhistas civis seculares eclesiásticos...

- Meninas e moças donas com grinalda de flores naturais adornando entre os cabelos...

- Se fosse eu de D, em?!

Uma semana depois do próprio aniversário uma terça-feira de verão em fevereiro, o cão recebeu uma mensagem de texto pelo celular:

“Venha à festa de fim de ano na praça Juliano Moreira que assim nos conhecemos melhor. ela. ” De assinatura nada mais que este pronome ‘ela’ em letras menores.

E cão cachorro ficou logo muito olhando o céu e fantasiando e esperançoso criando bolhas e nuvens e mil e uma aventuras, sugerindo:

- O barco a vela a jangada de vela de cor anda veleja pela baía de Todos-os-Santos...

- Seguramos as mãos fomos dançar ao ar livre na ilha Coqueiro Só e rindo muito...

- Há mais o que fazer viajar rio Poxim estudar e ninguém tem pressa...

- Por exemplo a praça São Francisco em São Cristóvão e festas e danças para homenagear São João São Pedro Santo Antônio juninas reisados caboclinhos cacumbis taieiras sambas de parelha são gonçalos...

Aventurando e andando na lua, praticamente, um cachorro vê e ouve o que os outros mortais nem se dão conta. Quem mortais? O que foi que ele viu na paisagem e investiu pela praia de areia branca aspirou correu fez coisas comuns espantou assustou saracuras-da-praia... E tem duas vozes, uma para latir e outra para traduzir:

- Au-au-au!... Admiro que ainda coexistam tudo isso e aquilo aquele outro. Admiro a praia o mar o sol o conjunto habitacional Paumelenho e todos os outros personagens aqui presentes. Aliás, um sol brilhante e muito bem disfarçado de bom ou ótimo porém rebrilhante!

- Au-au-au!... Aqui sentado na areia fina, de frente pras marolas ondas maresia, ouvindo as ondas as gaivotas os atobás-mascarados as crianças rolando a bola de plástico mais baldinho e pazinha de plásticos...

Um cachorro simples assim prefere publicar nas redes sociais nos diversos canais. Um cão, quem diria animal irracional temperamental fiel, prefere ir de carro de barco de parapente de dirigível de bicicleta. Pilotando o próprio helicóptero? Um cão nem é paciente e tranquilo. Um cachorro comum esquece até os melhores amigos. Tanto que foi acompanhar o bloco (reformado modernizado ampliado) do Galo da Madrugada, manhã afora. Multidão empacotando compactando a ponte Duarte Coelho entre os bairros Boa Vista e Santo Antônio. Ritmos acelerados fortes borbulhantes efervescentes frevo (pcih) cavalo-marinho coco de embolada cavalhada maracatu nação e maracatu rural. Definiu tudo numa esperança numa certeza numa alegria numa frase com 6 palavras 6 espaços e 44 caracteres:

- Provavelmente hoje mesmo encontre minha preferida!

Andando displicentemente pela bonita praia da Lagoinha em Bombinhas resolveu parar na sombra de uma peroba-tabuada para beber uma água gelada água de coco caldo de cana suco de cacau. Se acomodou ali na areia clara e milenar acomodado língua de fora sentado na cauda e apenas observando a paisagem o panorama o movimento das pessoas no vaivém constante relaxado assintomático. Ninguém lhe dirigia a palavra porque nem era o caso. Um cão na praia nem chama atenção. Depois de meia hora sem nada de acaso acontecer, eis que surgiu uma menina sozinha e procurando o que fazer. Ela o descobriu e ele a encarou amigavelmente boca aberta calorento. Sorriram um para a outra. Criança e animal, normal. E começaram um diálogo iniciando com ela:

- Por que você nem está nadando e pegando uma onda com a prancha, em?!

- É. É uma, né?! Eu poderia se eu quisesse.

- E você nem sabe nadar?

- Somente sei nadar cachorrinho e acho que serve, uma vez.

- Você nem é aquele cachorro do comercial de pneu? Parece.

Na linha finíssima do infinito entre o céu azul e o mar verde, passava lentamente um petroleiro e parecia dos grandes banheira e além-fronteiras já em alto-mar. Talvez chegando de São Miguel dos Campos para Olho d’Água das Flores. Exercitando natação as baleias-mirins baleias-pamonhas baleotes e ou filhotes bebês recém-nascidos(as). Nem sobrava mais que uma nuvem no firmamento. O cão primeiro se adiantando no negócio:

- Onde você passou o natal? Você nem é de Rosário do Catete?

- Viajando no más. Conhecendo os caminhos.

- Por onde andou e aonde foi? Já viu o morro do Gritador em D. Pedro II?

- Aventurando no mais. Era a ilhota da Coroa do Avião. Toda verde de cajazeiras. Um dia você também deve chegar e conhecer por lá.

- Qual sua comida preferida e predileta? Eu prefiro tapioca co carne seca e queijo ralado.

- Com quem você mora? Meus pais se separaram ano passado em 2020, ano da pandemia.

- Você prefere avião ou ônibus? De noite ou de dia?

- Outra hora te mostro o cartão-postal, riquíssimo, do monumento dos Arcos da Orla de Atalaia. Muitas fotos selfies com a galera a turma os colegas os irmãos(ãs) do colégio militar.

Depois o sol foi esquentando ainda mais cada vez mais incendiando. O oceano logo ali e indo e voltando como sempre sem parar ininterruptamente sacolejante precisava ver. A menina foi fazer cavou um buraco na areia cor areia. O cachorro ou guaipeva foi conferir e se intrometer:

- O que você pensa que tá fazendo, hein, tipo?! Quer encontrar um tesouro de pirata lá detrás antigamente do B Colônia?

- Um buraco, ora essa e aquela! Nem mais nem menos!

- E por que, posso saber?! Quer encontrar o caminho para as índias? Quer descobrir petróleo ou gás natural?

- Para brincar de D.

- Como assim, brincar de D?

- Simples como simplesmente. Eu faço um buraco e pego a água do mar vou pegando. Quando encher o buraco ou esvaziar o mar eu me canso eu paro e vou embora. Só isto e isso e aquilo. Entendeu?

O ofegante cachorrinho Arnaldinho pensou um pouco e prosperou na ideia:

- Eu posso tentar a façanha? Isso parece coisa muito boa: imitar D.

- Claro que sim. Recomendo. E D fez o mar-oceano no 1º dia. E D é possível.

Os meses mais quentes são dezembro a março e com a temperatura média de 27°C, sendo que a média das máximas são 30°C e a das mínimas 23°C. À noite a temperatura pode cair para 20°C. Aí os bípedes os próprios quadrúpedes, saem a passear margeando o rio do Sal avenida Inácio Joaquim Barbosa contornando a praça Fausto Cardoso, sentido sul ou norte, dependendo. O ciclismo é foi e ainda vai ser o meio de transporte para as classes mais baixas e menos favorecidas.

Quando cresceu um pouco mais, Arnaldinho pensou que podia também ser um bom jogador de futebol. Apenas com detalhe por menor um probleminha porém bagatela. Como um cachorro podia ser craque de futebol no mundo do futebol humano, em?! Era difícil e ele tinha de se reinventar se adaptar fazer das tripas coração.

Assim pensando e sonhando, chegou a um clube de futsal Sociedade Futsalense Tonante (SOFUTO) muito famoso no Estado e cheio de torcida e sala de taças e troféus e títulos de campeonatos. Entrada toda interessante de caramanchão e latada amparando a batatarana a azedinha-de-corumbá, belezas de plantas. As pessoas e alguns cães passavam ali por debaixo na sombra no fresco no perfume no aroma no sabor no visual aconchegante. Bateu à porta na portaria na recepção e foi atendido imediatamente prestativamente:

- Pois sim?! Vossa Mercê deseja? - perguntou o recepcionista guia cicerone.

- Eu queria ser um jogador de futsal e dos bons, tá certo?! Aqui é o lugar da minha primeira chance, tou certo! - exaltou o cão visitante.

O diretor do clube, exalando trescalando bondade e serenidade e lealdade, olhou para Arnaldinho com simpatia admiração interesse. Aventou, sorriso transparente cordial temperado:

- Mas... Mas eu nunca vi um cachorro jogar futsal e quanto mais ser craque gênio fenômeno!

- Ora, meu! Sempre tem uma na história pela primeira vez, né?! Eu só preciso de uma chance! Confia em mim! - latiu o cão, pelo arrepiado orelhas em pé cauda agitada.

Sexta-feira passada, oh! que espanto, Arnaldinho pegou o avião comercial de uma empresa aérea aí em Abreu e Lima até Vitória de Santo Antão. Ali nesta localidade legal e aprazível foi fazer um rolê pela rua principal mais importante avenida Manoel de Oliveira Lima, o mercado público Sebiubu, o instituto científico-cultural Jorge de Lima que apoia o ensino a pesquisa e a extensão, a praça Visconde de Sinimbu... Andando a pé pela calçada sem incomodar ninguém pegando de leste a oeste entre pessoas e cidadãos cidadãs nada mais e nada menos. A maior minoria dos cães domésticos canzoada eram grandes grandões cachorrões canzarrões. Até porque para existir viver em apartamento sempre é preciso ser e estar compatível com o meio com o lugar ou a falta de.

- O brasileiro pré-histórico já andou pelo PI - o cão lembrou as aulas de História.

- O sertão era mar - antigo refrão de canção de cantiga que o cachorro canta volta e meia.

- O B era apenas uma árvore - Arnaldinho já tem decorado de onde veio o nome do país.

Como um autômato maquinalmente à procura como um robô o cão farejou indagou andou (em as nuvens ou em o mar ou em a terra) compenetrado pela rua Ciro dos Anjos e meio alheio ao trânsito de veículos. O cachorro como um cão contou as árvores vegetação passou foi passando assim foi plantando replantando ervas flores arbustos, jupiedis, tinamalus, favas-contras, cervejas-de-pobre... Isso durou um tempo.

- A leve brisa agita sim os ramos da sucuuba - constatou o cão, olhando os canteiros o jardim da praça General Valadão.

- Estes vindecaás chegaram quando ontem anteontem via aérea de RR? - o cachorro chegou perto e farejou as ervas tenras viçosas verdinhas.

Mas o Arnaldinho ia pela avenida Rosalvo Ribeiro quando notou a entrada do parque Dona Lindu e resolveu encurtar caminho atalhar cruzar. O lugar ótimo e otimista cheio de árvores e animais, braço-de-mono, saíra-pintor, samambaia-da-amazônia, anu-de-enchente, unhas-de-gato, joão-teneném, caapomonga, marreca-pintada, pacurina... e monumentos Torre do Zeppelin esculturas de José Corbiniano Lins espalhadas pelos canteiros gramados e outros enfeites públicos chamou sua atenção e começou a tirar fotos com o celular registrar...

- Somos gratos a D pelo que temos e fazemos!

- Poupemos a água doce! Que o mangue é o melhor dos mundos!

- As palavras algumas das mais fortes do mundo: hipertônico superprodução suprassumo!

- Quatro é o dobro de 2 sendo que um e uma igual a 3!

De repente nem fez três dias, Arnaldinho olhou da janela do seu quarto uma árvore tapaiúna carregada de passarinhos em festa sebinhos saíras-sapucaias saís-guaçus... Uns iam e outros voltavam até alcançar as árvores escolhidas, angelimpinima conami cacho-vermelho arco-de-pipa-miúdo... Os que vinham traziam as asas abertas de sol; os que iam pareciam anjos ou anjas mágicos(as) monges monjas. Mas era um trânsito de ir e vir, se dissolver ou reencarnar.      

            Fato acontecido e (sagrado sacramentado jurado) no mesmo dia Arnaldinho conheceu a Beatriz e esqueceu tudo. Olhou pra ela e ela já olhava pra ele um tempão. Que mais a fazer? Já se mostrou esquecido que queria ser cachorro guapeca ou que pediu à mamãe para lhe comprar um par de asas tipo asa-delta asas de pássaro de rapina e dos grandes. Um tempo que passou. O caso acontecido que Arnaldo contemplou Beatriz e perguntou por perguntar:

            - Posso carregar você nas minhas costas? Upa!...

            Ela Beatriz riu e aceitou e continuou prestando atenção na brincadeira. Arnaldo ficou contente com ele mesmo com a aventura com a explicação de cachorro. Caso que nem pensou mais duas vezes. A praia do Carro Quebrado. O cânion do rio Poti. Tiraram fotos acrobáticas diante do letreiro-monumento ‘Eu coração Satuba’, ‘Eu coração Messias’, ‘Eu coração Paripueira’. Os folguedos do ano inteiro de todos os tempos caboclinho chegança coco alagoano reisado guerreiro...

            - Eu te vi em algum lugar, eu bem te vi! - disse ele ou ela.

            - Já te conhecia e já te conheço há muito tempo! - conversou ela ou ele.

            A partir daqui assim vai além supera esta história mega-sena diz, que giz com tanta importância atriz bissetriz matriz imperatriz e outras em iz.

 

quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Muito Obrigado e Parabém, viu!

 

           

 

            Cada vez que conto isso aquilo mais além, as pessoas as árvores os bichos ou se derretem ou se encolhem ou se riem ou se perguntam ou se associam ou se salvam ou se entreolham... A variedade é boa a variação entusiasma e é infinita sobre o mesmo tema. Justamente o meu ontem agora futuro.

            Às vezes nem via Tânia. Então, esperava um pouco “peraí, ah ah ah!...”, e surgia uma aldeia caiouá a ilha de Boipeba e museus teatros espaços culturais fecundos diversos o conservatório de música Alberto Nepomuceno a praça Portugal no bairro Aldeota a Fonte Judite a península de Pernambuco a avenida Farias Brito onde se instalaram os maiores e melhores e mais luxuosos hotéis. Nunca lhe perguntei por que mas quando chovia dia ventoso Tânia, que era doce doce doce (três vezes), nem aparecia na aula ver as classes.

            Isabel, que nome nobre magnífico, me confessava: “Preferiria ter nascido homem, hum!” Pois nem me deu bola e nem cumpriu a ameaça proclamada declarada declamada. Casou jovem 23 anos e já lá se vão e vêm no vaivém 3 filhos em escadinha. Nem gosta de futebol, nem gosta de novelas. Acho que gosta, se for o caso. O marido, carcinicultor muito empenhado, gosta de um time aí e desgosta de novelas. Acho que também gosta, no caso.

            Para falar sério eu nunca voltei a ser amigo das minhas ex. Eu aqui e elas lá andando... Quando muito me perguntei: “Foi em sua homenagem o teatro Santa Isabel?” Os filhos a partir de Isabel (nome soberbo soberano este), assim como de resto toda a família nas férias suetos, corriam pela terra firme mas preferiam a água doce salgada a praia de Meireles a praia das Fontes a praia de Águas Belas a praia de Requenguela... O nome do primeiro filho Primórdio (fora o princípio e a origem) foi ela quem escolheu e também a profissão do pequeno do miúdo: oftalmologista. Este rebento tinha o cabelo de ouro. O segundo uma filha Alcatifa (fora como que numa alfombra ou tapete bordada) foi o marido o pai e também a sua arte e ofício lá dela ainda pequenina: psiquiatra. Tinha esta o cabelo em cobre. O terceiro um filho Batel (tipo de embarcação estranha por estes lados de dentro e de água doce estuário) nomeado pelos padrinhos com a profissão de navegante: bateleiro. Com o cabelo que tinha de bronze. E quando puderam compraram um sítio que já puseram o nome de Epigrama na localidade do distrito de Cabido uma cidade de Barra do Piraí. E este pedaço de terra propriedade particular tinha piscina artificial com açude pesca e pague montanha para escalaminhadas rochedo penedo fraga calhau grande pedra. Logo logo a filhota a do meio gostou de números e foi aprender matemática pretendendo já e já comprar vender trocar para todos os dias e semanas mês após mês abrir comércio: ferro, água mineral, calcário, argila, magnésio, granito, sal marinho, grafita, gipsita, urânio bruto... Logo e já o caçula nem gostou dos dias de preceito normas e regras e foi estudar teclado, pelo menos até os 22 anos. O primogênito (que fora ungido no pátio onde ergueram logo após a estátua de São Francisco lá em Canindé) se mudou para uma cidade do litoral e grande cidade municipalidade segundo destino mais procurado pelos brasileiros e a cidade primeira no gosto dos turistas estrangeiros e cidade sendo a terceira na rede de hotéis cinco estrelas. Cidade jovem aglomeração humana que é a sede da petroleira nacional ou a empresa mais importante do hemisfério sul, a cidade mais perto do continente da África apenas uns 6.758km, a cidade natal do craque da seleção em a atualidade, cidade da micareta mais comentada nas rede sociais com os insuperáveis 1 milhão de seguidores, cidade que nasceu na disputa saudável do forró pé-de-serra x forró eletrônico, e entre outras atrações.

            As cidades de tais e quais aglomerações gentílicas, Alto Santo e Pinheiral e Itaúba e Icapuí e Lagoa do Ouro... ficaram muito tempo aplaudindo de pé a glória de ter Aline como modelo internacional presente nas melhores passarelas do mundo da moda. Eu a conheci quando era capitã da seleção baiana de vôlei e empoderada requisitada candidata a mulher mais linda do hemisfério sul. Certo dia peguei Aline pela mão e fomos passear pela beira-mar praia de Flecheiras praia de Redonda praia de Morro Branco... Ela me pegou pela mão, chapéu trançado de palha da carnaúba, e fomos pela orla e me ensinando as construções o casario o centro cultural Bom Jardim a estação Parangaba do metrô a usina solar fotovoltaica Tauá a reserva da Serra Negra... E ela ia me contando também que sonhara sonhava me contava que sonhava com em ser uma astronauta ao mesmo tempo que ser a primeira mulher a pisar efetivamente na lua no lado obscuro da lua satélite natural da Terra. E como disse isso com olhar sonhador e como disse isso muito linda e como disse isso muito simpática! Confesso que fiquei sem entender muita coisa. Aline ainda me disse e completou, jogando uma das tranças lá para trás:

            - Nem nasci para ser menos que a mais famosa das mulheres. Nem mais ou menos que a melhor delas. Ainda bem!

            - Diga alguma coisa, meu! - completou, vendo que eu nem falava estupefato.

            Talvez este fenômeno encontre explicações das semelhanças entre elas ou dessemelhanças entre algumas a curiosidade entre tantas a originalidade por estas essas e aquelas. Posso dizer que vai por conta e risco da minha liberdade de expressão. Aquela tem um cabelo que somente e só ela tem; sicrana tem um olhar e um sorriso que rejuvenesce qualquer um; a maneira de dizer dessa aqui de se valer da palavra e tão genial que apenasmente ela aprendeu; a paraense solta o cabelo quando quer prender alguém e prende; vai ver e na realidade essa lá já nasceu sabendo como se vestir e tudo que usa lhe cai bem; a capixaba tem uma maneira o tom um som de rir que nem cansa e até é musical;

            Adoro Amanda porque ela tem amor aos gatos aos cachorros aos soldadinhos-do-araripe aos anacãs às queima-queimas aos camaçaris às cebolas-de-calango aos fetos-brancos às carobas-de-flor-verde às plantas aos animais em geral bem como aos adereços aos adornos aos enfeites aos ornamentos, e de tudo ao mesmo tempo um pouco. Com 22 anos cumpridos recentemente, uma graça uma chance de mais, se preocupa com temas relevantes e de interesse da comunidade mundial, bonita, prontinha para acabar o ano na faculdade de direito, original e prematura, e a formatura com festa memorável. Sim e isso mesmo, já inventando bordando jogando o quê, para quê, para quem, por quê, e os porquês.

            Um dia descendo o rio ou riacho Coaçu riacho do Navio e dentro do geoparque Araripe, vento bochorno, parei de tardezinha numa cidade tal e qual uma Fortaleza de Minas uma Piraí uma Ibimirim. Olhei em volta e já gostei. Entrei na cidade e fui almoçar, nunca me esqueço, num restaurante de nome Anacé. Por que Anacé? Veio me atender uma guria tão galante de nome Opa e que me deixou fiquei boquiaberto. Nunca ouvira um nome assim: Opa. “Ouvi mal? Ouvi bem? E por que Opa?”, eu me falei. E com o nome eu disse tudo, disse que a amava à primeira vista. Trocamos telefone trocamos mais algumas palavras peguei-lhe a mão e ficamos amigos ficamos para nos telefonar e trocar recados. Essas coisas nem se pode fugir. Visitamos subimos aquele morro todo até a Pedra do Telégrafo no bairro de Guaratiba, excursionamos interessados curiosos no museu do Eclipse em Sobral, passeamos no dia seguinte na praia do Titanzinho, o pôr do sol e vênus a deusa Afrodite boieira estrela da tarde estrela matutina e começou a chover no Chapadão da Zagaia ocorrência frequente de chuvas orográficas de vertentes sotavento e barlavento com vegetação típica do carrasco...

            Amei mesma coisa que adorei a Kátia ao mesmo tempo que a Tatiana no instante também da Helena e sua irmã gêmea sósia menecma Fernanda Fê Nanda. Cheguei umas 16h antes 15h depois 17h ainda 18h e 30min. Uma era charmosa e engraçada; a outra simples e cheirosa; a seguinte despachada e empreendedora; mais a índia dos lábios de mel. Por que nem ter a soma em vez da divisão diminuição? Quase sempre resulta em subtração: porque quem escolhe é escolhido, porque quem procura é procurado, porque quem encanta é encantado, porque um dia nem é uma semana. E pedi aos céus, sete céus: por que nem me fez em quadro e um mais dois igual a três quiçá quadrado que pudesse perceber para um quarteto?! E os dias cada minuto nem paravam de voar aves nadar peixes percorrer as nuvens as ondas as correntes quentes. Cada hectare é um 1 campo de futebol!

            Surge assim e sem aquela sem gala pompa e circunstância, e dentre todas as irmãs e primas, uma que absolutamente única linda criatura fascinante perene vertiginosa. Alguém se pergunta: “Como D quis assim e justo com ela?” E Camila era uma sorte sorteada uma aposta grande. Nova em folha e confiante no futuro que D dá. Fosse o que fosse custasse o que custasse nem lhe custaria nada andar sobre a terra sobre as águas diante do céu. Podia ser o que quisesse e ter o que solicitasse. Podia em sério conquistar Fernando de Noronha o arquipélago distrito estadual de Pernambuco. Polímata polígrafa conhecedora lente. Bastava pedir e seria atriz modelo interprete de axé empresária do setor culinário deputada federal jogadora da seleção de handebol epigrama fábula epígrafe éthos tenharim lundu periantã panamu das Dunas de Sabiaguaba beijupirá utuapoca soroca axioma movimento armorial ou manguebeat xangô do nordeste beija-flor-de-banda-branca alma-de-gato e etc.

            A natureza necessária e perfeita e os mistérios impensáveis transcendentais têm assim a sua Camila escolhida eleita excelente. O largo sorriso os dentes o rir à moda das bandeiras despregadas lhe dão Câmi ou Mila ou Milinha os superpoderes e a feminidade. Sendo assim mesmo, o tempo vai e vem e a eternidade de mãos atadas para com ela. Nem lhe passa o tempo. Nem por ela e nem ela por ele. Potência elétrica. Nada nada lhe faz a mínima. Nada nunca lhe faltará. E variável porém importante como a praia dos Carneiros os indaiás-mirins os ingás-do-mato os cajás-mangas os guegues os patos-de-crista as curiatãs as garças-pardas...

            Então, uma manhã carregada de estandartes lábaros bandeiras barraquinhas de coco gelado e cocadas pretas e brancas, Camila apareceu toda ungida lá na hípica que queria porque queria aprender montar andar a cavalo potranca. Nem só ela mas muitas delas Camilas. (Segundo o censo demográfico de 2010 realizado pelo IBGE - última contagem oficial -, a população do Estado era de 800 mil, sendo o oitavo Estado mais populoso do B, representando 8,8% da população brasileira. Destes dados, 388 mil eram menores e 412 adultas. Ainda segundo o mesmo censo, 280 mil viviam na zona rural e 520 na zona urbana. A maior concentração estava no aglomerado urbano da grande capital, que obviamente por possuir 8 municípios, é a décima oitava mais populosa do B e a segunda mais populosa da região nordeste.) E me tocou a mim dado a mim esse atendimento pessoal com Camila. Me disse toda delicada e do seu jeito que o B iria conhecê-la e também o mundo europeu asiático da moda: “Quero aprender tudo e desde o começo. Nem tenho medo do difícil que sei que é. Os desafios são importantes! Preciso aprender a pular obstáculos. Pode ser este mesmo alazão ou esta égua pampa.” Na hora eu pensei que era muito rica filha de alguém e de posses e assim pelo estilo. Mas nem. Eu estava enganado. Ela era assim toda positiva e empoderada porque já sabia desde o nascimento e por instinto e por caráter próprio que seria uma beldade internacional esbanjando sucesso fascinação. Ela Camila nascera sabendo que seria espetacular, uma das melhores do mundo, atriz e desejada. Pensei e repensei comigo: “Eu de mim só posso tocar-lhe os pés e olhe lá!” Criatura assim mesmo tem uma trajetória olímpica e meteórica. “E o que eu vim fazer aqui no meio do seu caminho? Tenho o poder o dever o direito de titicá-la retiticá-la ou cutucá-la recutucá-la?”, eu pensei e reparei. E as aulas de equitação eram contadas em barras de ouro em diamantes em esmeraldas em esperanças em panoramas tipo mirante do Soberbo em Guapimirim. Camila veio a primeira semana sem faltar um dia sem se atrasar uma hora igual o relógio da praça Baltazar da Silveira. Na segunda semana faltou três dias do total de cinco. Numa terceira semana já nem veio mais. Mês seguinte estava em São Paulo na mira de uma famosa grife e agência de propaganda muito conceituada. Depois disso a escalada o topo o auge o zênite o apogeu? Apenasmente pelos periódicos impressos pela tevê intervalos comerciais e nos melhores anúncios de roupa cerveja alimentos eletrodomésticos perfume e lançamento de carro novo.

            Gosto de lembrar de Camila como se fosse a melhor vitória na copa do mundo. Todos me cumprimentando sem eu saber causa de quê. O mundo que entende tudo parece às vezes nem entender de nada! Quando as imagens na memória andam jantam dormem acordam tomam café da manhã é porque nosso almoço será inteiro e em circunstâncias especiais. E Camila é uma delas: nome que é bonita de usar. Imagem que tem um antes e um depois, espetaculares.

            Uma por outra mais, Roberta nem era ambiciosa vaidosa fátua. Era expansiva e sociável. Para se ter uma ideia, era eleitora contumaz patriota cuidadosa e votava em todas. Escolhia seu candidato(a) e depois cobrava, por exemplo. Votava em quem achava melhor na pessoa fora o partido a ideologia. (Natural de Rio Bananal do Estado do ES, e segundo dados do programa das nações unidas para o desenvolvimento - PNUD -, o índice de desenvolvimento humano - IDH.M - é considerado alto.) Depois jovialmente sempre contra o governo. Por isso nunca tinha esses e outros tipos essas e outras espécies de ambições reles vulgares sem valor soezes nadirais nadir. Tinha suas ideias políticas sociais porém genéricas básicas simples democráticas à orça e a longo prazo. Falava muito pilheriava e ria muito quando precisava. Me perguntou rapidamente, olhos garços ou verde-azulados, o que era: “Qual que é, meu?!”

            Nem sempre as coisas se dão como se espera e Teresa foi tudo pra mim um período. Teresa renunciou a mim principalmente e a tudo à herança à riqueza ao conforto ao melhor bem-estar e foi viajar. E foi conhecer outros mundos e fundos: “O que poderá dar errado?”, de acordo com sua própria dúvida imediata. Por exemplo, o B tem três coisas que os outros nem tem: 1ª) o melhor futebol do mundo, e o único reconhecido pela camiseta que faz as vezes de bandeira ou embaixada ou consulado; 2ª) muitas festas e festividades e religiosidades, por todo ano o ano inteiro de norte a sul de leste a oeste; 3ª) é um país enorme e com uma diversidades incrível, ou vários países biomas ecossistemas dentro de um - B 5,7% da Terra ou 8.514.877km² e 5º no placar do tamanho. Concluo dizendo que Teresa me escapou por entre os dedos das mãos e foi embora, arribou avoou decolou descolou. Juro que nem cairei mais nesse conto, que aprendi e que já assimilei.

            Maria Carolina a Carol depois Karoll também estudou os astros e o céu noturno. Uma época isso era moda na visão de muitas pessoas preocupadas com o milênio milenaristas: eclipse solar quando ou onde a lua se interpõe diante da Terra sobre o sol, alinhamento de júpiter e saturno, constelações contempladas refulgentes cheias de luzes joias distâncias órbitas trajetórias... Então as pessoas criaram manias ritos receios e ficaram o tempo todo falando nisso palestrando e com livros importantes no prelo. E compravam aparelhos cada vez mais potentes e sofisticados inalcançáveis. Frequentavam o laboratório e observatório astronômico de Tejucupapo (o 2º do hemisfério sul) distrito dileto de Goiana. Um belo dia de noite quente prateada melíflua estrelas cadentes guias, chapeirão ou bioco floreado enrolado na cabeça e protegendo os longos cabelos lisos soltos, me confirmou me confessou desabafou já curvada derreada em meio às nebulosas espiraladas aos mistérios e quebra-cabeças:

            - Todos os astros estrelas meteoros etc., tiveram a mesma origem e começo. Nenhuma exceção. Sim, foi a famosa explosão. Porém ninguém sabe me detalhar o porquê e a razão. A detonação que todos sabem e ninguém me explica, uma vez.

            Penso e revejo e lembro as gurias do jeito que as sentia que as deixei. Nossa, meu! E eu batalhava batalhava lutava para chegar lá. Qual delas, e como, e quando? Estava uma vez certa vez aguardando por Juçara em a sala de estar e admirando tudo ali por dentro me distraindo com os quadros nas paredes os móveis estilo moderno contemporâneo funcionais altar para a tevê destaque para o guarda-louças com porcelanas originais de Aracati; antes também olhei o apartamento o prédio por fora o pátio as quadras esportivas e de lazer a piscina na sombra de algumas ocas cobertas de palha o estacionamento grande diante da lagoa da Precabura - cujo manguezal abriga moluscos crustáceos peixes répteis aves mamíferos; muito antes dias atrás me deslumbrava a cidade cheia de encantos mil os lugares já conhecidos de ouvir falar de ler de procurar os cartões-postais que o mundo também conhecia (o meio ambiente da cidade tem características semelhantes as de outras metrópoles do litoral do B. O clima é quente com temperatura anual média de 26°C. A vegetação predominante é o mangue e a restinga. Seu relevo é de planície litorânea e de tabuleiros pré-litorâneos. E olhe só! De acordo com estudos genéticos de 2017, a composição genética da população do município é 50,8% europeia, 38,9 africana e 10,3 ameríndia. Diante das informações da Funai, o Estado possui cerca de 35 mil índios nos dias de hoje); bem anteriormente ainda na minha cidade natal pensando em viajar em conhecer meio mundo e o mundo inteiro e já planejando aventuras convites visitas companhias encontrar pessoas compartilhar meação de passeios viagens descobertas nomes possíveis aventar juntar a Juçara a Naiame a Ana Paula a Salva a Patrícia a Kika...

            Nunca me esqueço de Ana Júlia. Era única e deve ser ainda e conforme. Era única e a meus olhos e ouvidos ria falava contava tudo que podia num segundo instantânea. E também queria saber mais isso e aquilo detalhes e ria mais falava gesticulava trejeitos desenhava no ar com as mãos nem sabia parar quase nem parava. Estava na semana de um março, ou de um fevereiro na terça-feira.

            Com 18 anos a Ana Júlia já começava a pensar em outro patamar e progressões. E aí chegar à faculdade de administração em negócios internacionais (com inglês e mandarim, no mínimo). E declarou certa feita:

            - Vou fazer 19 anos e preciso casar com o pai dos meus filhos. O melhor pai que eu puder lhes dar. Sujeito cem por cento que eu ame e que os possa criar muito bem.

Quando me reconheceu e nos vimos ela já tinha certeza que eu era parte um grão de areia do todo o tijolinho que faltava na sua construção. Depois pensaria se fosse o caso de procriar e quantos rebentos. Todas as coisas e muitas coisas ao mesmo tempo. Era um jogo um enigma a ser desmontado. Nem podia perder uma peça sequer. E mais começar umas relações no geral para ir se decidindo se acostumando pegando o jeito se preparando testando selecionar.

Pois a organizada Ana Júlia nem queria ser a rainha da bateria mas pretendia tudo calculado nos mínimos lances. Tudo na cabeça e bem pensado ordenado. Faculdade e namorado ao mesmo tempo. Depois de formados empregos e um apartamento no centro financeiro importante com dois carros avenida Boimé defronte ao parque da Coruja em Tramandaí. Cinco anos mais e tudo pago e um filho. Com mais três anos o filho ganharia uma irmã. A melhor escola para os filhos com dois idiomas. Nessa altura do campeonato olharia para trás e se sentiria realizada e imperatriz. E assim por diante dali pra frente desfrutando as saudades, sempre de férias na lagoa Opaia todo ano no natal e virada.

Ana Júlia nem pensou em ser rainha da bateria ou jogadora de futsal. Mas logo que entrou para a faculdade arrumou, na prática e de verdade, uma vaga concursada numa escola e foi lecionar matemática na EEEF historiador Gustavo da Cunha Barroso. O sucesso a riqueza a prosperidade da cidade se distribuía pelos setores primário secundário terciário. Que a mesma cidade a acolhia ela ali conurbação. Nos sábados de manhã o mercado público municipal no bairro do Mazombo e concatedral de São Pedro dos Clérigos e os frutos do mar pargos-vermelhos caranguejos camarões siris lagostas... a quarta-feira de tarde na feira livre da rua Guaxenduba cerca do sítio do Pai Adão terreiro Ilê Obá Ogunté as alfaces as berinjelas as batatas os tomates as morangas os queijos os pastéis com garapa as flores as rendas de bilros as cangas saídas de praia as mudas de plantinhas em vasos...

E para concluir da minha parte a respeito de Ana J., devo dizer que nunca mais a vi. A cidade se me lembro ou me esqueci ou para confundir mais talvez Irauçuba ou Pirambu ou Morada Nova ou Cláudia ou São Luís do Curu ou Glória do Goitá... É isso e o que vou dizer lá em casa?! Se o camarada for cristão apela para as 4 virtudes cardiais: fortaleza prudência justiça e temperança. Fortaleza é a mais concreta das demais. Temperança tem a continuidade da moderação e da sobriedade. A prudência já é um pouco mais velha e nem gosta de muita caçoada chalaça chufa troça. A justiça é como pão de queijo, melhor comer quentinho crocante aos bocadinhos acompanhado de suco de abacaxi. E os deuses e deusas, que são muitos e misteriosos(as), desapareceram com minha metade e a levaram atrás de si.

Então. Eu morrei no bairro Cepa rua Adolfo Herbster onde realmente nasci filho de calceteiro e professora de latim; Ângela nasceu no bairro Fausto rua José dos Reis Carvalho; a cidade a mesma de sempre e nunca esquecida de Barbalha, cujas principais atrações turísticas são ainda hoje a praia da Baleia e o parque de Ubajara e o sítio Furna do Estrago. (A instalação do mesmo município aconteceu em 10 de janeiro do ano da graça de 1737, data esta considerada oficial da fundação. A categoria de cidade foi conferida em 20 de maio, decreto de 20 de abril e carta de 18 de fevereiro de 1839, por meio da qual recebeu também a denominação atual tal e qual.) E me perguntei certa altura: “Que é esta Ângela?” Respondi pra mim mesmo e na lata: “Nem sei!”

Estudei do fundamental até o médio na escola municipal Mário Quintana situada na rua Calabaça do mesmíssimo bairro; ela na EEEF Cruz e Sousa do mesmo bairro e no ensino médio no colégio João Clímaco Bezerra este do bairro In-Fólio; a cidade a mesma perene perpétua e que ainda tem áreas de proteção ambiental quando umas 5 são federais 2 estaduais 8 municipais 3 particulares ou privadas. Além evidentemente das praças uma por uma arborizadas amplas com respectiva academia pública e internet gratuita.

Fui fazer faculdade de História (com H maiúsculo) na UFSC (cuja atração maior é seu templo ecumênico logo em frente da reitoria) bairro da Trindade, ano da graça de 2012, com residência mais ou menos fixa ruas incertas pelo bairro Tapeba; Ângela idem e ibidem, com casa ou apartamento na rua Calafate do bairro do Fac-Símile; a cidade de Florianópolis, que todos conhecem pelas suas praias mágicas e o melhor exemplo é a praia Mole (praia de nudismo parcial). São diversas as atrações eventos acontecimentos programas que a cidade da magia promove proporciona anualmente congressos palestras conferências seminários exposições shows festividades encontros; todo ano tinha uma greve de professores e ou funcionários por melhores salários saía ou entrava governo de esquerda direita centro centrão. Nos fins de semana, invariavelmente no bar Rabo-de-Maré, longos recitativos bate-papos informais conversas discursos comícios bugiadas arrufos música danças micaretas comes e bebes santo daime fumo alucinógenos em pó em cápsulas comprimidos e festas estupefatas. A indústria era assim e os setores vários os trabalhadores(as) vários (pessoas que sabem) variados e por setores e por etapas e por tribos e por faculdades. Num sorteio uma sorte é sorteada!

Ângela foi a chave de ouro e até aí. Praia de Pernambuco-sp as férias excursão aldeia dos aticum-umã parque do Catimbau recreio passeio folga repouso descanso. Ângela anja arcanja, doce moderna cristalina. Ângela tinha voo impulso de ave boa linda suave acrobata. Apreciei tudo na figura no começo no fim no meio no cabelo no andar nos trejeitos na inspiração. Nem queria o que ela pretendia, porém procurava o que eu entendia. Oito semanas despois nem estávamos casados, com que normal todos casavam já. E para dizer de alguma maneira, em!