sábado, 12 de março de 2022

Um 1 Minuto

 


 

            Sinceramente viajar pra onde por quê?

            Com aeroplano.

            Suave leve pisando a estrada

            E espacial esbanjado indeterminado.

            &&

            Sinceramente desfrutar de quê?

            Frutas da estação.

            Pode acontecer que isso tenha número de registro

 Sorte e vitória.

            &&

            Sinceramente vou dizer o conseguinte:

            - Cada vez mais cordial com boa vontade

            E estou domesticado em casa.

            &&

            Sinceramente já reparei o subsequente:

            - Vira e mexe

            Ser e nem ser corporal e temporal.

            &&

            Ao instante é natural.

            Ao interesse é todo meu.

            Claro, concordando com o possível!

            &&

            A consistência do tempo.

            O poder nobre do permitido.

            A água potável da paciência.

 

domingo, 20 de fevereiro de 2022

Avião como ser mascote

 

           

 

            Uma pesquisa encomendada e de utilidade pública acadêmica científica amplificada, e é uma faculdade oficial séria de universidade sem suspeita porque da esfera intelectual federal e do Estado e orientada aplicada por doutores de dois nomes e três sobrenomes cujas famílias renomadas, já achou provou concluiu que os cães preferem a música clássica europeia antiga complexa tradicional às outras canções mais comuns e fáceis populares nacionais comunitárias brejeiras férteis ocasionais repentes improvisadas caipiras sertanejas. Bem, então é e tá certo, até aí alguém foi correndo procurar junto ao mercado Itupava em a esquina frente à praça Veiga Cabral adquirir comprar fósforos enquanto o restante da família ainda aguardava dormindo no sono dos justos. Mas que raça de cão - guia, adua, acoar - é essa essas e tão sinfônica preparada de peluda orelha em pé? Será a do fox paulistinha? Será de um fila? Quem sabe o pastor ou policial?  Nem é a de um vira-lata tridimensional qualquer, tô vendo e tô ligado!

            O cão adueiro balsar cachorrada, que nem tosse ou cospe meia-voz porque é nobre e fino e polido e educado, fica escutando sentado pose a sonata para teclados pratos tambores banjos e demais cordas bem esticadas. Se cai um samba ou um baião ou um axé ou um sertanejo de raiz, o cão uiva irritado e boceja e vai até a caixa de areia ou o poste fazer xixi e ou outros dejetos obscenos. Uns poucos assinalados privilegiados - desses obesos mascotes fidalgos -, bem ou mal afeitos a morder e vigiar e até avançar no chefe ou chefa e no dono ou dona, saem estudar no exterior com bolsa integral ou meia bolsa paga financiada por instituição educativa filantrópica multinacional. Vão e voam abanam a cola desde cima partem zarpam com roupas quentes cachecóis xadrezes idiomas traduções e óculos escuros para os frios ensolarados das neves altas.

            Também e ainda, todos concordam concordamos humanos e batemos palmas, o mundo está cheio desse pessoal canídeo os cães cachorros guaipecas guaipevas cuscos. Daí todos eles gostam da música clássica com orquestra bem ensaiada refinada com maestro(a) descabelado desvairado mal-humorado pretensioso fanático. Eu nunca tive um cão para provar nada disso, tá certo! Olho o povo em estrato e te digo que tipo e espécie de cão meus contemporâneos patrícios(as) merecem se parecem. Meus conterrâneos se divertem em demasia diariamente com seus filhos filhotes caninos na calçada à margem do rio Acaraú rio Cunani rio Turvo rio Carreiro... e bola de tênis mania indômita de agarrar pegar apanhar segurar abocanhar puxar capturar prender arrebatar... Já eu mesmo, coisa particular e exclusiva inédita, nem gosto de música de ouvir sentado sobre minha própria cauda ou rabo. Muito abichornante e chata a delicada música de se ouvir em silêncio concentrado sem mexer um músculo sem olhar pro lado sem tossir ou mugir olhando o nada pensando um mantra, hum!... Outra coisa séria, é que mesmo em casa doméstico eu nunca tive cachorro ou cadela. Meu avô teve um cão - zagal ou pegureiro, maticar - chamado Avião (parente próximo dos cachorros-do-mato) que o seguia olhar enviesado sem perder de vista para todo o lado concomitante e era um exemplar doce de pessoa da família mascote companheirismo de boa sorte felicidade sorte.

            Esse cão do meu avô foi o cão (em a presença de garbo e elegância que nunca ouviu falar de cachorro-quente) mais amigo amigável prazenteiro que conheci. Oito dias e noites de chuvarada chuva água da chuva e 8 dias de puro sol e nunca, mais nunca que obviamente, se comportou como o selvagem cruel brutal sangrento bárbaro violento feroz animal... O cão - armentário, barroar, cainça - mais amigo festivo que conheci. Entendia de 2 línguas ou idiomas e falava 1 e escrevia nada zero. Como bom cão, entendia tudo e falava nada. Nunca rosnou pra mim e até onde sei nem mesmo para as visitas inesperadas vendedores de frutas cobradores de impostos entregadores de gás. Nem sei se gostava das clássicas ou das tais e quais populares regionais gauchescas baiões maracatus frevos congadas festas juninas... Meu avô também nem percebi até onde gostava de música seja lá de que tipo fosse pintasse religiosas ou profanas carnavalescas de aniversariantes dobrados ou marchas militares. Só ouvia o rádio na hora da Voz do Brasil para saber o que o governo (independentemente do gov em plantão: cutitiribá, abacaterama, aroeira-do-rio-grande, uxirana, vassourinha, buçuí...) fazia ou queria fazer e construía ou prometia asfaltar, enquanto tomava seu chimarrão quentíssimo e amargo olhos no longe bombeando o horizonte. E nem se dava conta e permitia deixava o Avião na boa e feliz sossegado em paz dormindo dormitando ensimesmado debaixo da espreguiçadeira ou cadeira de balanço. Me dizia e com razão, eu ouvia: “Olha, guri, que a estrada vem aí e asfaltada e mais tarde ou mais cedo já passando por Durandé e Alto Jequitibá e Borá e Lutécia e Darcinópolis...”, fecha aspas.

            Todo e qualquer cão é um mundo em si mesmo e à parte santo androide eremita filósofo neoliberal subchefe antiaéreo anti-inflacionário coproprietário microssistema... Individual individualmente (o cão), mistério de calma simples, procura o mesmo comportamento todos os dias e estável constante contínuo regular firme consistente permanente invariável estabilizado seguro equilibrado efetivo... E também se afeiçoa procura procurar os mesmos objetos pessoas as mesmas comidas e mais idas e vindas. Age conforme e nas brincadeiras ou se acaso uma briguinha ele usa decididamente somente sempre uma força recíproca. Faz progressos por se acaso e anda por todos os lugares possíveis do planeta Terra nosso de cada dia e cachoeira do Firmino no rio Santa Clara em Ibitirama ou Iúna e comunidade Santa Luzia do Baré no lago Amanã com o rio Japurá em Maraã e Uarini e Fonte Boa e RDS Mamirauá e Camacã e Mascote e Potiraguá e Serra da Saudade e trilha ecológica Pedreira da Prata em Carmo...

            Até onde pesquisei e apurei e busquei pesquei informações, o cão (rabadão, cainhar, canzoada) nem tem pensamentos necessariamente retos direitos ou oblíquos. Certo momento instantes uma alma empedrada empedernida algo parecido com a rocha basáltica itaúna diabásio diorito e etc. Só faz festa com a cauda e olhando dentro dos olhos do freguês. No estágio de cão (dentro do compromisso peremptório encarnação e do vaivém...), a pessoa nem sente mais o estresse e tudo são lindas bonitas maravilhosas e amplitude variedade envergadura abrangência gama alcance liberalidade... Quando está preocupado carnívoro no encher o bucho, no seu jeito de comer rápido sem me olhar e sem olhar a nada, nem se pode falar com ele e ou chegar perto. Tentamos conversar durante a refeição, porém ele é difícil ou sonha com coisas diferentes estranhas pragmático guarda-noturno não fumante unha de fome conclusivo coronel debiloide... Comer sem prestar atenção no prato de entrada ou saída e sem talheres terminando antes dos outros esperando mais e famélico esfomeado convicto inspetor antiquado... Nem aprecia verduras legumes e come a sobremesa com ou sem tanto faz a gordura. Retira o café pacientemente com a pata afasta mas nem perde de vista a sopa. Osso duro de roer, o meu vizinho compadre!

            Um cão (cadela) nem lê catálogos jornais livros revistas gibis; o Avião nem lia livros de ficção novelas de aventura. O cão detesta visitas inesperadas inéditas inauditas; Avião se entediava com visitas interessadas interesseiras agradáveis. O cão basicamente nem tem muito tempo; o Avião tinha o tempo que queria o tempo do mundo. Um cão procura por comida o resto do dia e sempre cheirando o ambiente esperando mais; Avião nem ligava para essas coisas de fora de hora ou no horário habitual. Um cão escuta o tal de senhor e senhora hertz (hz) e fica todo agitado adepto averiguativo eloquente onomatopeico paranoico verborreico altruísta; o próprio Avião previa o futuro em ondas de rádio e sonoras e de luz. O Cão pernoita e vigia a acolhedora praça Monsenhor Ivo Sante Donim; Avião já tirava férias veraneava no rio Paquequer e cascata Conde D’Eu em Sumidouro. O cão ou cadela quer ser famoso(a) e rico(a); Avião queria ficar mais famoso que rico. Cão gosta de tudo que tem carne e ossos no meio misturados; o Avião gostava de bolo de chocolate (quente ou frio) feito pela minha avó, principalmente e em primeiro lugar. O cão vai e enterra um osso um joelho de porco; o Avião tinha mania de enterrar sapatos usados pelas pessoas gente da família familiares.

            Dormir nem dorme bem e em horas incertas, embora prefira cochilar relaxar. ‘Estar sempre alerta’ é o seu lema o mote motivo do cão de guarda sentinela. Importunado por cachorrinhos-de-nossa-senhora treme o pelo todo bate as orelhas e a cauda, e lá vez em quando sempre depois do banho perfumado. De olhos fechados eventualmente mas as orelhas sempre sensíveis ativadas ligadas sintonizadas antenadas. O cérebro lugar-comum sempre em rotação e abrangente amplo vasto geral extenso aberto global genérico lato...

            Claro que o cão - brandeiro, cuincar, canzoeira - é um mamífero estelar oriundo da constelação do Cão Maior ou Cão Menor. Desceu ao planeta para povoar e virar o melhor amigo do amigo melhor. Você sabe o que eu quero dizer! E na sua (cão) particular mania costume hábito (que acho que os cientistas ainda nem descobriram nada ou nem se deram conta) corre atrás dos automóveis que passam na rua Placidina de Araújo esta enfeitada quase cinquentenárias de bacabeiras e sananduvas e canelas-de-cheiro e ouricuris... Decerto por certo certamente que acha que esses bichos-máquinas nem devem invadir seu território. Aí na hora nem negocia e persegue e corre atrás. E os tais e quais fugitivos fogem velozes estrada afora passam roncando zunindo descargas espocando abertas atrozes. É a única explicação que sei que alcanço a única coisa que o tira do sério da modorra da mordomia da letargia da preguiça das férias sempre prolongadas.

            Caminha vigia ronda 4 patas pela área pelo pátio na varanda com a mesma roupa com que veio ao mundo. E aparentemente aparece parece que pouco sente o frio ou o calor. Segue ou observa os outros integrantes transeuntes da família e acompanha preferentemente o seu melhor tratador e por onde este for desde os passeios da manhã fim de tarde início do anoitecer pôr do sol ciclovia. É sempre assim durante alguns anos. Tempo permitido de cão e cachorro e domesticado.

            Nem está acostumado a vencer corridas competições olimpíadas. Chegar e ficar e obter. Parte da decoração ou paisagem da casa do sítio e familiar membro da família. Por isso mesmo nem é corredor de fundo de longas distâncias resistência maratonas revezamento 4 por 4. E uma excelente memória canina. Aliás, 1 memória que esgota o verbo: au-auar!...

            É o que ele decide fazer quase sem pensar. Perto e junto entre igual os humanos? Passeia passeou pela vizinhança e voltou volta. É possível até onde foi. Foi passear nem sei o porquê e ainda volta em tempo de  cheirar a localização dos familiares. Como um cão preocupado procurando. Visitou e comparou e a rua da Sega e rio Caciporé na serra Lombarda e Careiro da Várzea e Irupi e Lajinha e Borba e praça Otaviano de Melo em Autazes e praia do Goiabal em Calçoene... O cão nunca sai ao crepúsculo à noite e nem abandona o lar equilátero lar. Ladrar pode ladrar mas é muito raro. E por boa causa. Vai e volta passa pelos terrenos baldios próximos enluarados pesquisar coisas objetos ambientes sem dono. O que o intriga muito são os bichos que voam morcegos borboletas libélulas aviões pássaros e ararajubas (guarubas) - psitacídeos verde-e-amarelos -, tangarazinhos (estaladores), patativas-goladas (brejais), corocoxós (corotéus), saíras-sapucaias (sairaçus), tico-ticos (jesus-meu-deus), irerês (marrecas-apaís)...

            Hoje em dia (se o tempo o clima a temperatura o ambiente estiverem desacomodados meio ensaboados desequilibrados ou nem preferidos) se chover chuviscar, o cão vai passear na chuva na garoa margeando o rio Ibirapuitã quando possível ribeirinho beiradeiro. Nem gosta de nadar ou de água em demasia, porém pode nadar e sabe nadar e nada muito legal nada nadar cachorrinho muito bem e obrigado. E é preciso no pouco que tá a fim de nadar e a cauda como leme as orelhas acesas. Depois na continuidade se sacode espiralando espargindo borrifando salpicando aspergindo, e dissemina difunde espalha derrama e cheira a cachorro molhado.

            Acho hoje que esse amigo malhado branco e preto de meu avô o cão Avião - brazagal, ganizar, matilha - parente próximo, teria gostado de clássicas se a oportunidade de aprender a ouvir (ou seria escutar?) com outros ouvidos lhe tivesse sido oferecida ofertada chegasse até ele. Era bom para decifrar todos os sons até a décima parte do bel decibéis e os mais finos possíveis. Se tivesse nascido num berço de músicos acadêmicos e estudado na UFSC ou UNICAMP ou ITA perceberia muito mais atento condicionado e isso sim com certeza. Poderia até ter nascido e sido criado e educado mais talentosíssimo virtuosíssimo interprete ao piano de cauda ao violino à guitarra ao violão à sanfona ou gaita ou acordeão cítara de arco ao violoncelo à viola-de-cocho... E era o que foi sem dúvidas sem aspas sem asteriscos - como se fosse do jeito do mascote -, pacífico pacifista paciente apaziguado para todos os acordes ritmos trovoadas foguetórios carnavais bandas e paradas cívicas.

 

sábado, 5 de fevereiro de 2022

Leve isto em consideração suave leve

 

           

 

            Que será que o poeta anda fazendo planejando e passeando de bicicleta na fazenda numa hora igual ao sol em pleno dia ideal de domingo? Arapongas retinindo e outros pássaros aves aladas, chorões, coleiros-do-brejo, golinhos, caboclinhos-do-pantanal... palrando piando ruflando trilando e flauteando flautar membitarará membixuê membi membé memi mibu mumu...

            - Hoje eu nem sou ontem nem amanhã ou mais tarde além aquém, aliás.

Ele é o poeta eminente completo líder classificado proeminente: esquisito, tímido, caricato, escorregadio, linguarudo, camuflado, teimoso, intemerato, expansivo... As pessoas nem o consideram normal e só o cumprimentam pela manhã, “bom dia!” e olhe lá! Se comporta à toa como coaxa um sapo um santo de qualquer religião oriental pedindo esmola uma árvore sem espinho guaraçaí caingá graçaí groçaí uma sombra de quiosque no verão uma cor gris amana caliginoso uma pedra solta na rua Manoel Lopes de Carvalho Ramos um vento nordeste que sopra frases diversas comprometidas aleatórias polêmicas machadianas renomadas...

- Hoje é outro dia, quinta-feirona. Um dia a ser preenchido com poucas coisas por fazer e desfazer. Raros amigos e amigas amizades calor humano. Então, vou comer chocolate na loja Catira/Cateretê do shopping Amapá-Ingapeba. Mereço um regalo um presente para mim mesmo, e obrigado! É uma loja tradicional e ao mesmo tempo original nacional internacional multinacional universal. E nem devo comer muito, no entanto portanto. Sei certo que vou de carro e sei dirigir. Vou conduzir até lá. Uns poucos kms e uns poucos 20 minutos, 60 por h, via dupla e orla marítima.

Nem tem vaidade humana nem nostalgia ou saudade do passado com Alice ou Aline ou Ana Carolina... Nasceu num mês de setembro em Montividiu, logo cedo a família se mudou para Perolândia (aprendeu a nadar e nadou muito no rio Verdão rio Pacoti) e completou seus primeiros estudos na instituição pública EEEFM Caiapó pertencente ao município de Caiapônia. Madurou de corpo e mente e alma preferindo fazer faculdade de direito em Guimarânia. Teve várias oportunidades de emprego e de diversos ofícios e profissões passando por obreiro empregado colaborador em Catalão e Coromandel e Alfredo Marcondes e São João da Barra...

- É uma região cheia de empreendedorismos, sim!, e muito legal. Quantas coisas eu queria ser e logo ali e pra ontem, um peixe, astro, ave, rio, pedra, coró carapicu morotó... Cinquenta coisas eu queria ter e pra já pra ontem, uma obra-prima, uma filha, uma praça, uma avenida, uma biblioteca, livraria igreja museu fundação busto monumento condomínio parque aquático... Trem que pula, uai!...

Daqui onde nós estamos e sobrepisando observando o mundo, parece que o poeta exemplar está sobrenadando em supremacia humana e semântica tônica paráfrase lírico linguística onírico réplica tréplica léxico semiótica vernáculo adverbial maiêutica metáfora intrínseco oráculo sinonímica particípio amálgama... Nem procura os velhos amigos(as), nem os possui muito e tanto assim, nem os quer, nem precisa de ninguém. Prefere consumir muita verdura legumes gosta mais de frutas cítricas. Talvez esteja precisando de energia solar eólica hidráulica atômica e tudo ao mesmo tempo intensamente completamente brasileiramente. Acho mesmo que é mais pagão que supersticioso e crente cheio de crença e fé com a sorte o acaso natureba naturista naturopático naturoterapeuta...

- Vocês sabem que poeta nem perde palavra. Quando morava em Domingos Martins costumava ficar num banco ali bem perto de casa na praça Arthur Gerhardt ouvindo os vendedores ambulantes os passantes pedestres os pregadores os aposentados os jogadores de dominó damas carteado par ou ímpar... Aos sábados dia todo eu também corria percorria uma feira livre e venda troca negócios de roupas usadas sapatos blusas sacolas cintos redes de deitar esteiras para a praia relógios celulares...

            - Num escritório da famosa avenida ensolarada Monteiro Lobato. Onde trabalho agora atualmente conforme? E moro bem pertinho conformado e aproximadamente. Gosto preferencialmente das terças e nem sei o porquê, por quê?

            - Ele gosta de passear na grama entre as árvores. Onde levar meu cachorro e cão para passear? Tupi anda ao meu lado e me olha de relance me controla nem desiste e escolhe algumas árvores suas preferidas troncudas. Sempre pela manhã e está todavia um passeio comum normal necessário e etc. Ele Tupi já teve família. Eu ainda tenho. Justamente Tupi procura por amigos amigas cheirando todo o mundo atrás e debaixo da cauda. Chegando ao parque, ele corre desesperadamente e reconhece suas árvores favoritas aleatórias ou específicas quase sempre as mesmas e nem troca. A natureza de um animal, no caso o cachorro Tupi, é muito placa lugar-comum corre-corre bem-falante adjetiva sota-vento poli-hídrico morfologia radioamador autoestrada...

            Um dia o memorável poeta, por esses acasos da sorte que só D sabe faz e acontece, me emprestou seus caríssimos joias originais escritos. Aí ali estava eu lia e relia as revelações dos seus gostos sabores poderes preferências animais de estimação ocultismos orixás aleluias. O bicho rato de bibliotecas nem era leitor empedernido dos clássicos e coisa alguma do estilo, ora bolas! Mais ou menos, eu diria. Se aborrecia com ler poesias de outros versejadores, era mesmo um satírico crítico corrosivo sem papas na língua sem partido sem paciência sem vergonha. Gostava preferir de troçar dos políticos de plantão sem-vergonha, dos artistas bacanas e chiques, dos acadêmicos aposentados que moravam no exterior e ou às custas das Federais públicas. Uma mania peculiar de acompanhar os jogos de futebol e assistir às mesas redondas da tevê os pitacos apostas pílulas soltas e sem lei dos youtubers esportivos. E fanático por um time do Estado onde nasceu e morou boa parte da história pessoal. Além de ler os filósofos antigos pré isso e aquilo, e os chatos intragáveis linguistas modernos de faculdades renomadas ranqueadas. Relia isso tudo e até outras coisas como bulas de remédio cochilando batendo de propósito a mão nos beiços de babão. Surpreendentemente, eu rediria. Acintosamente, eu complementaria. Diversamente, eu ajuizaria. Abusivamente, eu completaria.

            - É necessário sempre refazê-los e repará-los e racionalizá-los. Que está acontecendo com meus versos livres? Em minha real opinião isto é muito caro e metro prefácio discurso sonoridade ritmo medida pronome cesura feminina...

            - Do mesmo ponto de vista que olho o mundo e minha querida metade da laranja, vejo uma montanha a cordilheira umas ondas gigantes que chamam serra do Mar. Penso pensamentos suaves de água pura limpa como uma nave boiando no espaço atmosférico e assim que voa nada navega sonha fantasia ilha de Maracá reserva biológica lago Piratuba rio Aporema rio Uraricoera...

            - O dia na ilha tem uma cômoda praia ou enseada de areia fofa águas cristalinas gente falando com pessoas e sorvetes de açaí muitos doces de açaí pamonha pequi pitanga jabuticaba araticum-do-mato araticum-de-jangada...

            - Que bagunça nas ideia e visões e desejos, meu! Converso comigo. Sim, estou confuso. Eu nem lembro. Isto de gostar de viajar é bem da minha idade tenra, Tartarugalzinho, Ferreira Gomes, Pracuúba, Pedra Branca do Amapari...

            Outra faceta escondida ou reservada camuflada. Entendia muito do romance, paixão, das estudantes de filosofia mulheres comuns ou deusas musas. Era capaz de dar metade da fortuna crítica por uma noite de rolo sem fim sem término nos braços agora da estagiária desejada terna macia praticamente incauta. Sabia dos gemidos e anseios da carne fraca saborosa igual como um galã de novela televisiva. E escrevia quilômetros de saborosos contos satisfeitos picantes enovelados recheados de causos. E descrevia namoros encontros na praia na piscina na floresta misturados aos autóctones verdadeiros donos da mata e onde mais condicional se nem com a presença da natureza intocável.

            - Parei mesmo sem demora instante atrás de trabalhar um afazer doméstico corriqueiro aqui a ver com hortifrutigranjeiria e corro ainda ao atelier ou escritório para fazer poema poesia versos. Longos inéditos exclusivos versos ou muitos quadrinhos de versos de 4 em 4 e todo espírito alma pele sensação.

            - Alice ou Aline é uma estagiária da biblioteca pública Olavo Bilac. É claro que eu já sei de tudo. Vou sair e o que vou vestir. Prefiro ser um ser puro como um puro ser e simples esportivo. Sou um poeta e admito que sou um poeta tropical urbano. Nem gosto do frio e sufixação sestro sintético metalinguagem ortografia analítico bibliófilo inspiração analógica reflexão invocação parábola evocação inventário metamorfose caligrafia... E prefiro tomar banho de rio Araguaia ou Tocantins. Agora mesmo, minha cara!

            Olhe em volta e veja o que sobrou restou permanece. De repente o tímido e inútil poeta se revela aparece no céu anil como um falcão-de-coleira falconiforme falconídeo um gavião-relógio gavionar gavionice. E melhor que nosso todos nós. Quem pensava que ali nem existe um ser prático? Bem e assim quebrou a cara mordeu a língua escorregou tropeçou no tapete da sala de estar, óbvio. Será nome de nova rua e num futuro próximo. E vai casar com a aluna mais inteligente, tirará pelo menos 2 filhos e passear todo domingo de sol no parque público esportivo recreativo comunitário da linha Amanaié. E nos esquecer peremptoriamente. É melhor um todavia. Porque ele merece voar e porque precisa navegar além-mar espaço sideral afora.

 

             

sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

Carbono e Incauto

 

           

 

            Estava lendo acompanhando direto direito, isto mesmo há médios instantes e passo a passo, e acabei de gostar destes versos versados e um pouco aleatórios insólitos sesquipedais: “Esta noite radiosa luminosa intensa e ou de fulgor sideral incomparável incontestável indubitável...” Embora isto e no afã da hora a qualquer hora, uma viagem que faço ou desfaço é necessária temporal permitida vigiada correta reta... Daqui para frente só a comporta dos infernos parataxe indexação picumã volapuque, e olhe lá! De repente nem existem porta nem janelas adufas. Sou isto e isso mesmo, carajá do norte ou xambioá. Fechado numa cela vazia e a 7 chaves. Uma viagem sempre fora por fora de um domingo e longe da praia da Costa, praia da Baleia, rio Corrente, São Desidério, Gurupá (à beira do maior rio do Pará), Santa Maria da Vitória, Boca do Acre, Araguapaz, Almeirim...

            Nem faz muito eu até acreditava nas coisas que lia que se lê e em debate resenha. Hoje nem com as pedras que chuto no caminho, minha amiga(o)! Nem torço pra mim por mim, vou torcer pra República Federativa do Brasil o Internacional o Praia Clube? Sabe, em?!, aquela aventura cheia de ignorante ação que acaba nos quintos e no fundo do poço e nos cafundós que o burro perdeu as botas (onde estão minhas meias?) e a porca torce a espiral do rabo? Isto mesmo e bem explicado, uma vez!

            Qual a data de hoje? Esses dias aí eu andei pastando os ossos do ofício. Olhos cheios de parecidas meninas garotas. E capim-trapoeraba capim-membeca capim-azul capim-frecha e os pastos eram feitos de mazorrão capivara anta boi terneiro cordeiro cabrito bode dromedário cavalo potro matungo...

            Se eu fosse do outro time seria mais feliz mais ajuizado mais inteligente mais honesto mais vitorioso mais consciente atualizado contemplado sortudo afortunado? Nem saberei nunca, mas desconfio que sim que sim. Neste caso - que eu explico e por favor! -, o outro time é outra jogada, pode empatar que ganha, faz um gol nos acréscimos, tira coelho da cartola, outra sina, outro patamar de perfeição e satisfação entrega...

            Acho que nessas horas muitos recorrem a D (índex complacente parapegma xarope gramática mamadeira...) para nem se jogar da ponte estaiada mais bonita do hemisfério sul. Acham que outro campeonato poderá ser melhor e bola pra frente e tocam o barco. Ora, se acreditasse também me jogaria! Divindade que é D (autografando nuvens e alegria extrema e gáudio e regozijo pândega júbilo...) nem escreveu nada nem torto nem direito, nem por linhas nem por rabiscos rasuras.

            E meu sonho antigo e de certo modo ancestral, quiçá avatar? A cada dia que se passa vejo o quanto fui tolo. Meu palácio de verão foi precariamente construído sobre terreno alagadiço, movediço, infectado, improdutivo, pantanoso, escorregadio... O hotel Janduí de frente com o rio Açuã e rio Vermelho e Porto de Moz e piscina olímpica oficial e jardins suspensos elevados e estátuas performáticas e instalado ocupa uma área ampla hectares imitando um parque federal natural de reserva biológica riquíssima em espécies da fauna flora jamacarus, balança-rabos-leitosos, lavadeiras-de-cabeça-branca, cuipeúnas, favas-de-impigem, lírios-das-pedras, jalapas-de-mato-grosso...

            Então, eu nem posso ler minha mente meu dna meu cantar meu voo. Acho bom nem ir à festa, ao baile bambelô dança de roda. O que fazer lá, minha senhora?! Programa programar discoteca seleção musical que atende a todos os gostos e modas e estilos e perfis e micaretas. Gosto de viajar (amplitude variedade abrangência gama extensão alcance leque liberalidade...) e aldeia apurinã e território jamamadi e nação cuicuro e morro do Penedo e rio Guarapari, Aruanã, Nova Crixás... Penso em lua de prata toda alta toda linda toda imponente toda noiva toda empoderada (mulher na idade média adulta) e poema canto carme verso presságio...

            Pronto, nem creio em D (sideral sidéreo celeste luzente brilhante es-pe-tá-cu-lo...) mas no D envernizado balandrau bambá bambaquerê... Este último sim está entre nós que o escuto está perto toda hora estorvando os prognósticos encurtando os processos usando dois pesos e duas medidas silepses laudos lipogramas alfândega dígrafos digramas monotongos... O termômetro da frustração fracasso, do pânico, do sílex, da impotência, da pandemia, da hecatombe, do tsunami, da irrupção vulcânica, da enxurrada... O espalhador o semeador gavião-rapina de indolência desídia empate ociosidade inércia terapia preguiça conformismo abandono adiamento protocolo...

            O conteúdo recheio contém sempre se repete tema assunto e busca o mesmo sistema a mesma razão. Bem pra todos todas e mais outras pessoas. Esta a força por que se repete este básico.

            A rotina e seu estar está no controle automático. O sistema controlar automaticamente sistematicamente remotamente. O clima as temperaturas os calorões estações serão cronometrados a cada mês e no fim do ano.

            Hora que embora! Quero ser advogado e depois engenheiro-residente engenheiro de som engenheiro de obras prontas... Chego no quiosque Cepilho da praia de Bacutia praia do Morro praia da Cerca... Porque assim com todo o mundo me olhando ou cisma palpite fiasco... E cumprimento o mar agradeço o desejo das ondas as ilhas as aves tuitiricas as plantas tucumãs-araras espelinas-verdadeiras sete-casacas azedinhas-da-baía mesa com cadeiras máscaras do maracatu sombra de músicas palco de mulheres em trajes típicos mínimos cavados arredondados... O brilho raios do sol descobre ouro da tarde e em o fulgor das nuvens lãs o cobre a prata. E para ser honesto deslinde lindar aclarar deslindar tornar inteligível, gosto dela muito demais bato na tecla e faz tempo.

            Passando aqui de ida e volta, progresso e regresso, progressivo e processo, desenho figuras tiro retratos pinto afrescos murais escrevo e-mails aprendo linguagens traços tramoias semiologia sinais signos leiloo mbaracás e refúgios limbos refugos torvelinhos acasos ocasos avessos apêndices... Terrenos que se cultiva cultivam cultivamos árvores frutíferas e vergéis jardins hortos...

            Que otário fui ao acreditar e ter apostado todas as fichas na realidade real. E também no sonho absurdo surreal. Porque um completa fortemente naturalmente o outro associados ligados conurbados acolherados casados... Vou andando outros dias outros meses com mais pessoas de cem delas e milhares de irmãos irmãs e cunhados(as) saídas entradas por portas e janelas, ermidas cubículos oratórios edículas nichos capelas...

            Depois de tudo pronto e ponto, só aguardo somente me espera apenasmente o enxame das estrelas ou do nada vácuo universal.

 

             

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Ela é muito mais famosa

 

            

 

            Dona Rosinha, viúva de dois mandatos consecutivos ou em sequência ininterruptos (o 1 era major-aviador e o 2 major-brigadeiro), é miudinha pequena como uma criança e cabelos cor de prata e pernas arqueadas e já carregou nas costas e nos ombros tímidos os oitentão com mais oitão anos. Deve ter a graça de D para ir tão longe assim. Está aí e aqui. E cheia de esperança. O sotaque tem nas entrelinhas um timbre nobre de Viçosa ou Pacajá ou Anapu ou Palhoça de a praia da Pinheira ou tribo awá... Já ainda confiante. Quicando de curiosa curiosidade.

- Eu gosto de cuidar da horta mais do que cozinhar, pois nem! Me contavam me contaram diversas vezes e com risos, que quando eu comecei a falar também ao mesmo tempo começava a andar e vice-versa.

            Às 7 horas e uma terça-feira de um tempo permitido da sorte, a senhora Rosinha abriu a porta para a rua Maku e foi saiu para a feira na praça Silviano Brandão. E diligente proativa melindrosa e esperta como obra-prima matéria-prima arquimilionária transcontinental pós-graduada logogrífica... Quase um dia qualquer fruição com movimento acelerado do trânsito e linguajar praticamente de baixo calão e assim usufruir desfrutar anúncios do aipim a mandioca a macaxeira maniva pão-da-américa uaipi... Depois se aproximava das flores o perfume aromáticas e se ri e vai e vem. Uma pausa para comer um pastel com caldo garapa de cana-de-açúcar incluindo uma pitadinha de limão ou abacaxi.

            - Que sabor de sorvete prefiro chocolate e sem dúvidas. Além disso e ademais, quando eu era criança bebê, minha avó me carregava na bolsa de tão mirada que eu era. Me confidenciou depois muito depois que eu nem dava trabalho nem chorava nem me mexia e me comportava como um dócil cachorrinho gatinha.

            Eu a conheço da vizinhança do entorno ao bairro Mambira e praia do Tomé. Nos mutirões de vacinação pandêmica (e só para se ter uma ideia um roteiro) foi o acontecimento da área da zona do lugar e o maior barato. Furou a fila com o consentimento geral solidário e de braço dado com a neta Beatriz. Chegou lá diante das enfermeiras e se demorou mais de 10 minutos. Apesar de treinada em casa, diante da seringa ficou nervosa amedrontada perdida e envergonhada - tudo ao mesmo tempo de uma só vez.

- Além do mais e ainda por cima, a partir da janela vem a Água a Terra redonda. Como viajam virtuais as últimas notícias vulcões ativos sondas espaciais foguete de propulsão nuclear satélites artificiais aeronaves no livre espaço sideral. O universo vasto elástico centenas de vezes tem luzes pérolas nuvens de Magalhães subterfúgios relógio cidades açúcar charada de palavras...

            O que todo mundo reparou e até ficou olhando com atenção foi sinceramente do seu tímido passinho. Parecia que duvidava inquiria caminhava de brincadeira. Sorria no olhar a todo lado e de braços com a neta caminhando, pim-pim!... igual jabuti-aperema. Ou como uma mínima e formidável formiguinha-cortadeira saúva quenquém. Levou aquela eternidade de máscara voz abafada até chegar diante do balcão. Perante o enfermeiro achou que devia lhe dar um beijo e quase conseguiu. Daí até a aplicação e de volta para o lar preferido lar muita gente lhe abanou muito. Foi o centro das atenções e se sentiu feliz e até emocionada, mereceu cumprimentos de todos, aplausos, brilhos nos olhos...

            - Eu gosto mais do meu viveiro de plantas medicinais que um criatório criadouro criadoiro de peixes tucunarés ou ostras, por ex.

            O médico lhe autorizara atividades ao ar livre e caminhadas. E ela, para continuar mais tempo, entrou para a turma do carteado da terceira idade. Faziam os encontros aos sábados à tarde amarelo-claro e eventualmente numa data comemorativa. Neste fim de ano próximo vindouro planejam fazer uma viagem a Foz do Iguaçu a usina de Itaipu o morro do Cambirela. Em condições normais de temperatura e pressão, já estudaram uns horários para a praia de Cima praia de Baixo praia do Meio praia de Fora em Palhoça.

            - Eu uso o forno a lenha no quintal para assar bolos, é.

            De manhã de tarde lusco-fusco claro-escuro, chega perto das suas árvores frutíferas das frutas maduras e olha pega admira cheira monitora conversa, hum!... Se vê ela mesma por dentro da planta cumburu e agarrando a terra macia e daí subindo até as folhas caule galhos flores frutos seiva verde... Sente a chuva na pele rio da Madre o vento o sol a lua os pássaros e suiriris-cavaleiros, peitoris, garças-vaqueiras, andorinhas-pequenas-de-casa, iraúnas, bentevizinhos-de-asa-ferrugínea... Nem acredita em alienígenas óvnis signos do zodíaco, porém outro dia viu a pegada pé de moleque sozinha de um rasto de saci. Assim mesmo e já que quase tudo é possível.

            - De ajuste de acordo com tal e qual dia estação, tenho minhas venetas e caretas e tretas... Mas depois após gosto de brincar e ser popular ser pontual fidalga extraclasse...

            Dona Rosinha nunca que conheceu as cascatas cataratas cachoeiras mais famosas do mundo. Estava querendo muito muitíssimo e o rio Maciambú a praia da Enseada de Brito. Iria longe sozinha, isto é, sem alguém da família. Um trajeto de avião e depois ônibus e junto com os amigos da terceira e pessoal de apoio e quase irmãos irmãs. Leu o roteiro 3 ou 4 vezes nesses últimos 15 dias, pegou telefones, escolheu a roupa, ficariam 5 dias fora. Ensaiou com o colorido e serelepe inteligente celular os diferentes ângulos de fotos e autorretratos. Achando, e levemente emocionada, que em casa iriam sentir sua falta.

            - Além de que inclusivamente, eu convivo bem com minhas árvores e em meio às plantas e arbustos araçás-guaçus majubas ananis cedros-batatas aroeiras-mucuris... e as que esbanjam flores as que nem economizam frutos e caapiás uruazeiros seringueiras-itaúbas tacacazeiros-da-várzea avencas-de-espiga... Eu gosto de cuidar do pomar mais que arrumar a cama, sabe comé?!

            Um Aracati vento desatado anemologia de fim de fevereiro começo de março aragem brisa viração lufada corrente sopro encanado... Redemoinhos remoinhos batem cangas nos canais do rio Imaruim e areia da praia Guarda do Embaú praia de Camburi praia do Aririú... Litoral de arrecifes piscinas naturais visual espantoso desconcertante vertiginoso flagrante exorbitante alarmante extasiante estarrecedor colossal retumbante arrebatador embasbacante devastador...

            - Hoje em dia parece que o sol me solicita e bem melhor assim. Peço que tenham esta calma e previsão premeditação promoção predisposição premiação... Eu gosto mais de sorvete de pitangas que suco de pequi, acentuo! De boa onda azul-marinho com a fé o tempo o nhenhenhém...

             

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

epifania para ocultar o tempo

 

          

 

            - Me pergunto perguntar nem ofende se a pergunta que sempre me faço pertinente tem uma resposta que mereço eu dente responder entre nós mesmos respondo.

            Gainambé, o terrível tridente e triforme, quando andava sobre a terra dia sim e outro também, todos sabem - Alcântaras e Groaíras e Irauçuba e parque da serra do Biombo... -, era muito cruel com seus inimigos adversários opositores contendores rivais oponentes... E bem pior virava o diabo cramulhano fute bodeguim quando de mau humor.

            - Eu nem sou dente-de-leite ou dente-seco ou dente de alho quando estou com dor de mim mesmo, mas gostaria de ser. Quando peno insuportável dor de ser e estar, sinto muito e tenho ganas de mastigar um ladrilho tijolo cozido lajota paralelepípedo. É uma coisa que o meu pior inimigo deveria sentir todos os dias e hora após hora. Tenho comigo que os meus piores adversários nem sentem tanta dor de dente dor em minha própria alma latejante quente insuperável, é.

            Uma manhã depois de um assalto agropecuário a uma vila nomeada Baré, Gainambé (o terrível tridenteado e trifaciado) - que caminhava como sempre à frente da equipe do elenco alcateia canzoada e que àquela hora mordia sua rapadura pé de moleque puxa-puxa paçoca cocada -, sentiu de súbito um raio de dor no dente partido rachado. Pulou como jumento selvagem bárbaro preso a um apertado cabresto. Jogou os arreios apetrechos longe e deu tiros de fuzil pro ar para todos os lados e salve-se quem quiser quem puder quem pudesse.

            - Vamos rir disso tudo! E vou plantar estas interessantes plantinhas gerânio-brasileiro capixim capitão-do-mato ambrósia-americana buçuís... E esperar o seu perfume a flor vermelha com branco (estro), e que pode ser assim. Dentro do tempo e semiologia. Junto com o tempo permitido e chove nem molha.

            Formam filas alas renques alinhados grupos desfile espetáculo quase anagramas e depois nem fazem malabarismos teatro gandaia piruetas declinações e ou estacionam mais parados que caranguejos. Fazem o que se propõem e sem arte sem cantar sem timbre específico sem estirpe e tão simples leigos laicos seculares prosaicos que definitivamente nem se espera muito deles. Já no fim do anúncio ou no seu intervalo guloso glutões, escovam varrem varredura o palco o cenário o chão limpam as garras unhas e descem a cortina o pano elidem a luz.

            - Quando era estudante na UFSC de ouvir pesquisar interpretar (molar canino incisivo siso) automaticamente sabia desenhar peixes pirâmides barcos a remo (o périplo, a circunavegação, a rotação, a translação) sol com nuvens cheias árvore frondosa lado a lado com cachoeira vaca malhada casa com janelas e porta galinha ciscando na horta...

            Caminhou o bando choldra caterva caminharam se alinharam os jagunços (dente é estrutura mineralizada que mastiga e ajuda na fala) mais sob o sol e nada da dor passar parar esquecer eliminar... O amaldiçoado pedaço de dente comprometido cariado parecia ser um vingador se vingar do tridimensional finório 3 dentes de ouro Gainambé. Era lá do fundo o caco covarde mesquinho e um bode velho mais parecido com caçamba quebrada, cratera, vulcão de dor, cânion da Encerra e ou Amola Faca...

            - Moramos habitamos e nos comportamos perto um do outro unidos num só ideal comprometimento. E somos irmãos irmãs parentes familiares amigos(as) para o que der e vier sempre. De brilho intenso nas boas horas e nas horas de riso fácil frouxo sistemático e principalmente na mesa com um bom farto jantar. Sempre a solidariedade a ajuda irmandade e empatados e um santo(a) para cada dia do mês no calendário Gregoriano. E levamos guardado uma boa memória individual e ou coletiva uma bandeira desfraldada signos emblemas adesivos inscrição...

            Gainambé, o horrível tridênteo e trifásico, enlouquecia preso àquela dor latejante inoportuna roteadora. Queria agora ali já um doutor de dentes urgente urgentíssimo e armado até os dentes (20 ou 28 ou 32, dependendo da fase). Mandou buscar onde fosse (Desterro do Melo, Tailândia, ilha do Miradouro em Xique-Xique, praça São Sebastião em Rodeiro, praça do Exército em Paraíba do Sul, praça Onofre Bilek em Breu Branco...), mas só amanhã na melhor das carreiras na melhor maratona na melhor das hipóteses ou próteses. Então até lá como conviver? Só matando e faca entre os dentes. Só se suicidando e bater os dentes. Só chutando o cachorro e arreganhado.

            - O consultório dentário clínica odontológica subindo a arborizada (faveiras floridas na estação) avenida Conselheiro João Capistrano Bandeira de Melo no oitavo andar do prédio Amêijoa. E nem vou mais pensar nisso agora. Que sinto muito a cabeça os pés as pernas as costas e tudo repercutindo em cadeia complô.

            - Nós os dentes acreditamos em muitas coisas que se diz aí por fora mundo afora campo afora nas planícies planaltos esplanadas CPIs encontros vocacionais... Acreditamos cremos que o sol é o deus que buscamos dia após dia Sistema Solar dentro da Via Láctea. E que este deus revive atrás (sempre no rastro no faro) da Terra do planeta água. E ainda este caminho este rumo de deus ou sol descobre a natureza se confunde com a flora e a fauna. D que movimenta as coisas o mundo a natureza em geral descomunal. Todos (nós dentes) por todos, por tudo; cai na rede é peixe!

            Os fura-bolos foras da lei fato leva ronda proletários seus partidários alinhados já naturalmente lhe tinham medo receio respeito (Gainambé, o desalmado carabineiro clavineiro clavinoteiro) 1 pé atrás, imagine-se com dor de dente. Todos pisavam em ovos e a pulga atrás da orelha. Até a namorada Anhuma, terrível tridenteada e triflora e tricolor. Que ninguém risse chegasse rindo e falasse alto engraçado cômico palhaço de circo, boca aberta escancarada.

            - Riso no meu almoço é o nosso preferido. Sou o sujeito que pega o pão e come destrói o arroz o feijão a sobremesa o de beber suco açaí. De segunda a sexta (o recheado o assado o picado enrolado grelhado) no sábado a pizza no domingo o churrasco com sal grosso à gaúcha. Trincar trinchar um tira-gosto petisco acepipe migas migalhas sopa de legumes sopa de letrinhas para abrir os trabalhos, bom apetite!

            - Me pareço familiar parecem pérolas polidas mastigáveis riso aperolado iluminados luminosos e que se oferecem nas conversas nos bate-papos. Justamente na mesa farta e tudo 1 pouco pratos bandejas travessas talheres... Luz ilumina limpa música linda para os olhos risadas como a lua acesa acendida ascendida. Que sorriso novo em folha! E este garimpo no rio Xopotó e rio Piranga e Itaguaçu da Bahia e Morpará... e nascentes fontes vertedouros, se compara ao ânimo disposição estado clima espírito tom humor modo temperamento atmosfera astral...

            Gainambé pensou em se amarrar a uma forte corrente cheia dos anéis e se jogar do 18º andar do prédio mais importante da cidade. O coração batia aceleradisíssimo aceleradamente e o pedaço de osso latia latia sem parar. De repente nem parava galopava como récua tropilha de 50 cavalos e todos puxando para um mesmo lado, etc. E eles se perguntam, rilhando: O que podemos fazer por você? Quem você quer encontrar? Quantas refeições você quer compartilhar por hoje? Já os cavalos sorriam com os dentes de cavalo. Porém que eles nem mentem. E temos sim, olhe aí!, um destaque para o céu da boca.

            - Na história do meu futuro, voltarei e reencarnarei regressarei reingressarei com um domingo de manhã e sol periquitos-estrelas trinta-réis-grandes saíras-lagartas praia da Joaquina... ‘Galopa ou sai da estrada’, esta é a questão o ponto assunto tema caso temática resultado aspecto discussão...

            O próprio sol a pino solar e de compromissos inteiramente mundiais, uma vez. Deixam dar uma olhada e cavalo como se conhece como passa de saúde a idade a personalidade mirando os dentes. Os jagunços pegaram a dor de dente e por contágio e por solidariedade por empatia por lealdade ao chefe ao mandachuva. Nem se importavam e nem ligavam a mínima. Tinham muito trabalho qualquer dia hoje ontem amanhã.

            - Nas férias gostamos de ficar em casa caseiros com perfume mentolado. Pra dizer a verdade, raros vão ao mercado e vão embora viajam visitam os parentes ou preferem acampar. Bravamente dirigem de dia de noite e estacionam junto da calçada das praças em frente aos bancos postos de gasolina e outras casas comerciais especialmente nos escritórios consultórios clínicas de monitoramento...

Mas será que nem havia um remédio uma pílula um produto qualquer? Arrancar o caco na marra no seco. Daria prêmio a quem inventasse a melhor maneira e suavemente. Uma que fosse. Amarrar o bicho e puxar de supetão? Com a ponta da adaga? Dar um tiro a queima-roupa? O bicho queria era doer despejando lava ira ódio fúria... Quem sabe preferisse em vez de doce o salgado, o quente em troca do frio, um punhado de terra-roxa colhido em Terra Roxa, trincar um caroço de pêssego, estrume de vaca manca, um caldo de galinha que nem faz mal a ninguém?

            - Espere e aguarde! No momento nem bebo água fria sorvete açaí e nem falar nem brincando. Seres brancos e intocáveis. Ninguém pode com a gente e simplesmente nos derrotar separar escandir medir metrificar mexer arrancar...

            D que se cuidasse se cuide, hein! E Gainambé, impossível tridentígero e trifauce, atiraria e atira no primeiro que rir e abre e ou abrisse a boca.

 

             

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Em a jogada de 1 jogo jogado

 

           

 

            Corixe Anacã nem seria extraordinária, ordinária, rebelde, nem louca, pouca coisa, nem destemperada, nada de indomável, imprevisível, instável anacoluto... Pelo contrário ou vice-versa, poderia ter nascido humilde e quieta e a voz infantil abortiva aborsivo e de mal com as notas do colégio e simpática e chorosa e falível e quase indesejável e desprestigiada... Portanto nem lhe cabia o papel de ser colocada num convento mosteiro seminário escola de freiras como antigamente como antanho se fazia com as meninas desobedientes bipolares ou fora de sintonia ou fora dos padrões ou passadas na idade de casar abortadeiras... Nem merecia mas porém todavia foi lá que acabou aportando aterrissando encalhando naufragando soçobrando residindo... Por sua livre e leve e superior e empoderada escolher escolha.

            Inquietamente, ela carregava de algum modo e tinha a fórmula o exemplo em casa de uma tentativa nesse sentido. Seu pai fora seminarista durante 4 anos e algumas semanas de retiro nos carnavais. Essa tentativa inacabada frustrada hiato do pai parecia lhe abrir uma porta ou uma janela ou uma escotilha e uma luz no fundo do túnel, como se resolvesse consertar o que iniciara mal ou mais ou menos ou periclitantemente. O que ao pai foi somente uma negaça ou falha de comunicação, para ela poderia ou deveria ser uma vocação uma missão ou uma enfermeira voluntária uma irmã voluntária uma religiosa sem fronteiras... Então desde cedo isso lhe foi marretando martelando a ideia a consciência na mente na alma no espírito no ser em o íntimo âmago... Até se temperar de vez, se plasmar, dar feição, até se consolidar materializar concretamente e obviamente.

            Corixe Semifusa gostava de ler e abraçar apertar no peito a Bíblia - um livro grosso velho testamento e que tem vários capítulos e uma série interminável de episódios histórias acontecimentos milagreiros exemplar legislativo... Se sacrificava nas tarefas mais espinhosas da casa dos pais do lar e determinada submissa transparente una cautelosa planetária... Aos domingos nem perdia por nada as missas os cultos os encontros dos jovens as festas dos padroeiros(as) fundador(a) defensores(as) da rua Hiapuá da praça José Guilherme Delgado do bairro Nina Rodrigues da sociedade beneficente Louvor e Humildade. Acatava seguia rezava orava tudo que as monjas definiam entendia tudo que o padre a madre diretora executiva falava, os rituais, a história de cada santo(a), a escritura o escrito a língua de trapo os 2 pesos e as duas medidas, o que era citado desse ou daquele profeta profetisa, o que vinha via satélite do pai da mãe do filho ou do espírito santo.

            Com 15 anos achou que estava mais que na hora de ser freira ou monja noviça. Mandaram aguardar os dezoito completinhos maioridade e ou término do ensino médio nona série. Nem precisou convencer a mãe Corixa já que o pai Corixo era seu maior incentivador e aliado. Acharam tudo uma decisão linda da parte dela Corixe Sicupira uma bênção uma festa uma dádiva um destino um milagre um envio... E assim lá foi a convicta para a distante cidade de Taboão da Serra ou Lima Duarte ou Bela Vista de Goiás ou Marialva ou Pedro Teixeira ou Itupiranga ou Guidoval... entreter transcender na clausura no convento na fortaleza no submarino atômico no retiro na contemplação...

            Nem sabia nada do mundo do tema do estratagema do setecentos que é seiscentos mais 100, e que somente via intuía entrevia assistia pela tevê. O choque real feroz então lhe custou noites de terror horror, lágrimas suor, desconforto desassossego, muito arrependimento remorso, muito pão com água e grunhir tamborilar mugir piar miar balir e garras riscando as paredes do casulo cápsula cabine quarto gruta recinto câmara... Tudo muito longo longínquo distante vazio gota a gota... Mas ao mesmo tempo nem se sabe que força interior que herança cobrança foi buscar. Eclipse solar e ou lunar, piedosamente com a tal e qual, encontrou se alimentou e dessa solidão invernada dessetada desflechada desfrechada e que ainda mais aumentou sua ira sua gana para daí se defender na fé na crença na esperança...

            Acostumada (enfim por fim e ao cabo contra ou a favor das tatuagens) com aquele mundo simples mágico ecológico e sem pecados sem desperdícios, Corixe Elipse se transladou se elevou se sublimou - ainda em vida, ainda em estado físico, ainda matéria de carne e osso e nervo - para um lugar único fantástico primário principal divino tudo sempre arborizado farfalhar e sapucaias maracujás-do-mato guembês favas-de-besouro saguarajis... gorjeada grasnada grugulhada ruflar e sanhaços-de-fogo caninanas uruçus tizios bugios-pretos maricatãs... e transfigurada inusitada em ser de luz de brilho intenso de sol de fogo de claro clarão.

            - Surpresa, gente! Benzi absolvi atravessei o azul do dia do verão - quando vim de lá - os frutos maduros os abacaxis doces os brincantes do maracatu as canções líricas as linguagens de gíria a roda-viva o aéreo dos aviões as marinas os cais despedindo navios transatlânticos a praça Vigário Maia a praia do Geladinho a praia do Tucunaré a cachoeira da Fábrica... e minha herança imóveis herdade propriedades patrimônio bens...

            - Já estou feliz! Cuido dos jardins da horta do pomar do borboletário (ovo lagarta pupa adulta) da memória do silêncio... E caminho entre fedegosos e jalapas-vermelhas e sabugueiros e catuabas e ervas-do-fogo e borboleteando e mariposeando e prestativa útil conformada confirmada solidária...

             - Por exemplo, senhores e senhoras! Eu espero o equilíbrio o tranquilo o dilema o passatempo a imagem na parede o segredo revelado o subscrito o rodapé...

            - Ora, por D! O calor a chuva os passarinhos são os meus domingos e feriados e aniversários e comemorações e praias e micaretas... As flores as abelhas e os coloridos das árvores as formas das nuvens são os meus natais anos novos viradas carnavais pintados e enfeitados e musicados... Os beija-flores as libélulas as orquídeas bromélias se fazem de as vezes o poliedro e poliedro côncavo 3 dimensões ângulos faces cubo pirâmide...

            - Quem é quem?! Eu escolho a melhor sombra a melhor alternativa: organizada, limpa, depurada, elegante, arrumada, ordenada, desobstruída... E cantando falando antecipatório para dentro complacente puro instante, proativa que antecipa precavida...

            - Que música será esta?! Pego a minha mão (na sua mão) e faço aparecer tudo e muito de repente: desejo anseio querer saudade vontade ânsia aspiração espera apetite...

            - Você estuda, você se arruma, você se ri, você se desdiz! Passeio cuidando de pegar sol o vento oeste banho de sol (desfalecimento desmaio delíquio perda ou falha dos sentidos) os nossos jardins tônico postônico pretônico biônico eletrônico supersônico... quando começa a chover e chover deliberadamente literalmente águas do mês de março.

            - Oi, moral e ética! Tenho muita coisa pra fazer e hoje mesmo. O passeio é curto e licença-prêmio. Eu curto de nadar no açude entre as pedras as plantas aquáticas e sem fé sem pé nem cabeça ao pé da letra... Cinco anos ou 5 temporadas para dar frutinhas a jabuticabeira. Vai estar ensolarado todo o dia.

            - Sabe, identifica?! Estou relendo o Livro a escritura e paro de ler, penso já existir. Quando o sol baixa diminuindo eu meço os raios de luz quase quase se apagando... E tudo vai pro outro universo se apagando acendendo pontos de luz olhos de gato estrelas astros acontecimentos domicílios e maravilhas admirações surpresas espantos perplexidades fascinações assombros encantos júbilos milagres...

            - As plantas limpam a terra e o ar e a água! Falta nada e tudo como se fosse muito. Corro ao ponto e planto replantio folhagens mudas coroços e sementes e biribaranas e sapupiras-da-várzea e curuiris e juruvás e balatas-rosadas...

            - Francamente e ora essa! E quanto mais olho mais voo. Se eu velejasse e navegasse e mentisse e sonegasse e pescasse em alto-mar os 4 horizontes as ilhas as desmedidas as profundezas subaquáticas...

            - Promoção e queima de estoque liquidação! Conto os meus cabelos os dentes a desnecessidade de espelho as ladainhas os versículos os mantras elutriação e vou somando trejeitos sestros vícios hábitos cacoetes manias...

            - Lembrar-me-ei! Meu computador meu celular quebrou nem quebraram nem tenho tablete algum. Sou caseira. Nem sei o que é isso de 5G e nunca tive antes. Ouço os carros motos o metrô os helicópteros... Quando nem saio de casa recinto lapa e sigilo profissional sigilo sacramental sigilo confessional... O que os outros estão fazendo? Minha cor favorita é o verde, e quaisquer verdes. Meu cabelo está longo e trançado sem estilo embaraçado. O que as pessoas de bem estão pensando remoendo? Os meus seres vivos anfíbios sapos rãs pererecas o anfiteatro parênteses lacuna delta vale fresta brecha corte fenda... Seção livre desimpedida secção parcela porção retirada de um inteiro.

            - Remoinho, redemoinho e perspectiva, perspetiva! Respondi resolvi passei em todos os exercícios testes obstáculos provas teológicas tecnológicas filológicas psicológicas fisiológicas... Há uma grande desconstrução destruição derrocada demolição em andamento bem em frente do nosso retiro moradia penitenciária e desse o outro lado literal da rua Dante Milano. Eu acho, pra mim e continuo pensando multilíngue, que é uma preciosa ideia e divertida engraçada recreativa cômica entretida distraída e mais divertida.

            - Oh, jornada jornada! À medida em que um rio Aquidauana avança ao mar. Muito bem bem-aventurada aventurar e exigente rigorosa complicada complexa demandante ambiciosa competitiva rígida desafiadora severa agressiva reivindicativa restritiva...

            - Pudera, em?! Ainda tem mais. Preciso me divertir e achar tudo engraçado ótimo e muito bem. Isto é algo que procuro aprender e o quanto antes.