quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

Seres Pendentes de Nuvens - (2)

 

 


                                                                      

            D (cachopo de quartzito, recife, abrolho, escolho, istmo, colchete ou parênteses retos, tempo siluriano, cristal de feldspato, silhar, diáclase, metamorfismo) já é um ser entidade impressionante estupendo portentoso coberto de flora e fauna. E um grande vasto vastíssimo campo estirado adstrito ligado sujeito ao largo ao longe ao longo das gerações. Sem pressa, D é rechã altiplano platô e dédalo emaranhado labirinto. Assim, sobranceiro dominante superior acima sobrepujante assoberbado. D é denudação desnudação desnudamento. Especial.

            A família o casal os 2 filhos os 2 cachorros mascotes, estão aí apegados aos lugares visitados e milhas de milhares imbuídos impregnados embebidos. Estes os viajantes contumazes e alienígenas. Gostam de conhecer o B cheio de rincões e sertões. E saíram de Manaus numa tarde sexta-feira do mês de maio. Vararam o país em procura de uma cidade... ‘aconchegante’, segundo o dizer deles mesmos. E pediram aqui e ali onde nasce o sol, onde se punha o sol, onde estava o sol naquela hora mesma e exata:

            - O sol tá em Mariana-mg - informou um funcionário da agência de turismo.

            - Ora, quem diria! - falou a mãe Gaipara. - Pois é pra lá imediatamente que iremos. Sem demora que vamos e são horas, gente! Simboralá, família!!

            D (Pará de Minas, Quirinópolis, Igaratinga, São Luiz do Norte, Goianésia, Jaraguá em o vale do São Patrício, Votorantim, Itaúna ou ‘pedra negra’ e formando o que na gramática do tupi - da fonte ‘topônimos tupi-guarani’ - é conhecido como uma composição atributiva e ‘ita’ é pedra e ‘un’ é preto ou negro e sendo que o ‘a’ é o sufixo substantivador). D (desenterrando cômoros combros outeiros elevações de terreno montanhas de ferro bauxita manganês prata diamante) nem surpreende de nada e foi assim no princípio dos tempos e das eras e dos séculos. D e Ele mesmo se balançou atravessou correndo pela rua torta Cacho-de-Mosquitos, e sem escarificar sem alterar nunca sem exsolver dissolver exalar nada, centralizou seu mistério seu humor no vácuo vasto vazio voragem do universo. Normal.

            E pegaram as estradas br-101 e 116 e 470 e 230... Chegaram em Mariana e nem entraram em a cidade porque o sol já estava longe no horizonte belo e atrás da montanha e serra do Cipó. Parecia que o fenômeno ia se dirigindo para Ouro Preto, o sol amarelo ouro altos quilates das minas. Acompanhando o rio Margarida. E rumaram pra lá assim que acharam a br-153. E quando apontaram na curva do município, o sol tinha desaparecido de Ouro Preto. Então, já viu, né! Assim, nem entraram em Ouro Preto (cidade surpreendente e autêntica), uma antiga e rica vila de ouro e garimpo mineiro de antigamente e patrimônio da humanidade desde 1982. Facultativos tunantes que andam à tuna, denegando negando e desbragados desregrados e caborteiros velhacos.

            - Que vamos fazer à frente, mãe? - perguntou o pai Tácito Macuxi.

            - Ora, meu bem! Vamos seguir nosso plano turístico à risca. Nosso destino agora só pode ser o Maranhão, os Lençóis Maranhenses.

            - É pra já! É na prática do agora mesmo!

            - Sem mais delongas e pegar a br-010 ou Belém-Brasília, uai! Tchau, gente de minas e estudantes! Tchau e quem espera sempre esperança!

            - Outras cidades ficam para a próxima, Itambé do Mato Dentro e Jaboticatubas e Nova União e Bom Jesus do Amparo e João Monlevade e Santa Maria de Itabira...

            - Voltaremos no verão que vem e com mais tempo com outras ganas. E voltaremos! Sem esquecer o relevo ondulado da serra dos Alves e o distrito de Ipoema em Itabira, São Gonçalo do Rio Abaixo, Bela Vista de Minas, Nova Era, Itanhaém.

            - Passaremos o rio Passaqual, em o limite linde de Uauá e Rianápolis.

            - E só de um longe ponto de vista avistaremos Rialma e Nova Glória e Itiúba.

            Certa manhã hora algum dia. Precedido dos raios ultravioletas o mormaço era suportável fornalha combustão, a areia soltando com o vento rasteiro, as pessoas se sentindo desconfortáveis. Vento bom caro obediente e às vezes bardoso. Informal.

Esta minha lei é mala bocó bolsa sacola embornal. Esta minha manhã é relvado fantoche escumadeira tirador labrete adorno labial de osso panela de ferro-gusa. Propelidas pelo bafão lufadas de vento, nuvens tufadas em cúmulos figuram seres tipos animais da fauna local in situ in loco capivara anta cutia graxaim bugio jabuti quati.

            Dessa vez pegaram o trem em Belo Horizonte e chegaram ali em São Luís na manhã de sábado para domingo. Em família povoada. Amanhecendo entrando na cidade e, ‘guelém! guelém!...’ os ferros todos da locomotiva de passageiros e carga uma porção de vagões uns 55 ou 56 um longo comboio. E foram mesmo tantas pontes quilômetros rodeando morros furando montanhas pelos túneis e precipícios vales. Parecia que a história nunca ia chegar. Demorou? Outras vilas no meio do caminho e Ibiaçá, Sertão, Itariri, Coxilha (antes dos imigrantes europeus chegarem, ali nesta localidade, passavam os tropeiros vindos da Argentina e região das missões que transportavam gado bovino para SP), Ipiranga do Sul, Estação, Calumbi, Tapejara (em guarani quer dizer “senhor dos caminhos”). Foi um pouco demorado e agora chegavam em cima da hora, praticamente. O sol ainda beneficiava o ambiente, entre os rasgos das nuvens fiéis.

            - Que passatempo tivemos ou estamos! - disse a mãe. - Que sorte sortida!

            - Uma sorte grande faz verão. Temos muita sorte e em família com cada qual a sua própria - arriscou falar o pai. - Temos muito tempo para visitar tudo isto aqui. O Maranhão com o Pará, olha!, quase quase já foi outra nação e outro B2.

            - Opa!... No geral e no conjunto da obra é uma sorte gigantesca e Sorte maiúscula, entende o que quero dizer?!

            - Uma viagem e com aventura deleitosíssima!

            - Muito é muito bom mesmo! Libertação liberação da alma e catarse.

            - Pouco é o gostinho de “quero mais”!

            Família andando junta e sem brigas é isso. E consciência reta, espírito alto, inteligência aguda. E estas mais doces e ou salgadas palavras ditas ao longo das horas, no deslanchar dos minutos, na insensatez dos segundos:

            - Hem! Vamos de imediato ao deserto de Barreirinhas...

            - Quero passear de búgui! - lembrou o Tácito, gestor de negócios administrador.

            - Nem sabia que meu país tinha um deserto tão hospitaleiro sucesso tão ótimo para passar as férias tão cheio de atrações, tobogãs bugres camelos ou dromedários esqui-bunda - juntou a Gaipara ou Gaita, tranquila quieta séria extremamente atenta.

            - Quê! Um deserto paradisíaco pra chamar de nosso de meu e andar descalço.

            - Oi!... Sensacional! Um deserto pra andar descalço e à deriva.

            - Areal de areia fina branca que nem se sabe como chegou até aqui, mas chegou. Chegou e ficou e deu no que deu: misturadas as dunas com as lagoas de água da chuva.

            Chegando na cidade turística e procurada, eles se hospedaram numa casa-pousada conhecida como cafofo da Dona Guropé. Tinha piscina e jardim e o solo todo de areia branca uma delícia para caminhar à vontade simples. Algumas árvores endêmicas pequenas finas com ou sem frutinhas da estação e carqueja-amargosa jurubeba-de-espinho sambaibinha camboatã-da-capoeira, tapiá-mirim, poejo. As plantas tinham futuro (sujeito simples, um núcleo). Revoavam os cardeais-do-pantanal e sempre de mil sons e ruídos aos bandos aos casais, cardeais-amarelos cardeais-do-sul cardeais-do-nordeste cardeais-do-banhado cardeais-da-amazônia cardeais-de-topete-vermelho. Que importava ou importa que o convívio com humanos seres espertos resultasse inútil ou precário ou periclitante? As aves e as plantas tinham fé (sujeito composto).

            - Te vejo mais tarde! Ainda hoje!

            A mãe Gaipara pegou e foi dar uma volta pela pequena vila de pescadores (que viviam basicamente e ou maiormente do turismo) povoado bairro Hidrófilo e olhar conferir os quiosques e tendas e lojinhas que vendiam rendas de bilros feitas por senhoras de terceira idade moradoras íncolas de a localidade da região. E andou pelos meandros e labirintos de casinhas bem cuidadas pintadas de agora. Muitas moradias de gente que abandonou São Paulo e veio pra essas bandas. Aventurar uma transplantação, metamorfose? Nem somente da terra de a garoa mas outros rincões e glebas longínquas mais ou menos equidistantes e Niterói, Santarém, Castelo dos Sonhos distrito de Altamira, Queluz, Lavrinhas, Nova Bassano, Silveiras, Coqueiros do Sul, Piracaia.

            “Os jacarandás-cabiúnas florescem agora mesmo em novembro” - vendo reparando pensando lembrou Gaipara (oração com sujeito e predicado verbo-nominal).

            E dona Gaipara, atado na cabeça o lenço de seda florido verde com riscos amarelos, parou numa pequena casa com um jardim pequeno e uma porta que abria para a freguesia uma loja de ourives. Passou pelo portãozinho já aberto e mais uns passos e estava no ateliê/oficina. Do lado de cá, no mesmo pequeno espaço de jardim, um cômodo adequado uma casinha pequenina singular para a família de corujas mochos-carijós (um cuidado dos donos da propriedade). Tilintou a porta dando recado que o futuro cliente chegava. Uma sala organizada em seções (seção: divisão, repartição; cessão: ato de ceder; sessão: tempo de uma reunião ou espetáculo - palavras homófonas heterográficas) para expor comodamente e melhor os diferentes tipos de objetos artísticos. A visitante esperou uns segundos e já aparecia apareceu um senhor de idade avançada aposentado (ecologista ambientalista; mesologia, biologia) óculos cabelos brancos ralos e vestido coberto indumentado trajado à paisana.

            - Bom dia! Este é seu criado Ínclito! - cumprimentou o vendedor proprietário dono do acanhado estabelecimento. - Pois sim, madame! Quer conhecer minha coleção de pendentes e etc, né?!

            - Bom dia! Gaipara, e um prazer conhecê-lo. Passava ali na ruazinha e vi sua loja e pensei entrar... peguei e entrei. São bonitas essas bijuterias, meu nobre senhor...

            - A gente vive disso e faz um esforço para agradar servir aos fregueses, é.

            D (prelúdio preliminar prenúncio) segue tão só as vagas conjecturas. D (aneroide sílica aerólito faúlha fagulha centelha) abrange de um pronto de um lance a paisagem o conjunto da obra.  D (confusão pasmosa e repleto de frinchas fendas arregoado fendido) é uma sugestão que empolga, uma luz que rebrilha ofusca irradia e mais e fortemente. D (fisionomia viso aspecto aparência) é um horizonte invariável raro que se recolhe e tolhe e estorva ao mesmo tempo que se agiganta agro campo alastra. Bizarrice.

            O homem lojista foi apontando os mostradores balcão e as gavetas envidraçadas transparentes, puxou algumas para pegar umas peças e coisa e tal. Parecia com paciência e acostumado com clientes perguntadores e que nem levam nada. Seu olhar sua calma denunciavam longe distante do mau humor rabugice rabugem dos comuns vendedores(as) sedentos por vendas e lucros. O que mais ele disse e falou e se ouviu dizer, uma boa e suave voz empostada de locutor de rádio de anúncios comerciais. Palavras bem articuladas bem pronunciadas e sem equívocos ou mimimis:

            - São peças feitas por mim mesmo e artesanalmente e aqui na loja-atelier.

            - Ora, seu Ìnclito! E parecem muito trabalhadas e devem ter dado muito trabalho em confeccioná-las, sim?! Isto é delicado. Requer muita paciência e relaxamento?

            - Depende da peça. Esta mesma aqui levei um mês trabalhando nela 7 horas por dia. É assim mesmo. Eu gosto.

            - Nossa! Então deve custar uma grana pra recompensar tanto esforço, né?!

            - Sim, nem me custaram mais ou menos... ahahahah!... - falou se rindo o Ínclito (frase exclamativa afirmativa).

            - Que bons lucros e tempo e saúde o favoreçam, senhor! - aplaudiu a Gaipara (frase optativa). - Eu acho que vai dar certo. Eu até acho que já está dando certo.

            O senhor Ínclito, comerciante notável e celebrado também nas butiques de Cuiabá e Porto Velho e Campo Grande (banhada pelo rio Iguatemi) e Charrua, pegou outra joia ou bijuteria e mostrou bem para os olhos da possível cliente Gaipara. Havia quadros nas paredes (oração sem sujeito e verbo impessoal na 3ª pessoa do singular). E mais estas palavras doces requintadas e amigáveis de quem quer agradar e vender uma obra de arte uma obra-prima uma obra memorável uma criação legado de coleção:

            - Estes pendentes ou brincos, que andam e devem andar sempre juntos e um em cada orelha, eu faria por R$70.000 mil reais. Acho que paga mais ou menos o trabalho o tempo de serviço os dias em horas de dedicada atenção queima de pestanas a desidratação o meu tempo e passatempo longe dos netos. E o material comprado adquirido importado de São José do Jacuri, junto ao açude Cocorobó.

            - E é uma obra digna dos melhores joalheiros do reino ou império, seu Ínclito! E para figurar nas melhores e mais badaladas joalherias do planeta, tipo em Belém e Aracati e Inhambupe e Porto Alegre e Jeremoabo e Ibiúna...

            Seu Ínclito, sujeito bonachão e egrégio ilustre famigerado, aceitou o bom conceito que a dona Gaipara lhe passava de bom coração e coração verdadeiro. Nem podia haver pessoas seres mais distintos. E se ouviu mais estas palavras relacionadas com o comércio em questão e na ocasião, elegantemente:

            - Tenho mandado alguns exemplares para butiques chiques ricas de Brasília e Fortaleza e Vitória e Caxias do Sul e Pontão e Recreio. Tenho planos de colocá-las no mercado europeu, também. O asiático é muito promissor. As ambições que me movem no dia a dia e os sonhos de ver minhas obras no exterior são a energia e alegria e felicidade totais. É o que me move e me fascina, espetacularmente! Já pensou eu embarcado num possante 4 x 4 e pelo ruço! - desafiou o Ínclito (esta frase declarativa).

            - Antes de ir embora vou passar aqui e levar uma lembrança sua, pode crê!

            - Estarei esperando. Os turistas estão aumentando neste momento do ano e é já um alívio e esperança de bons negócios. Eu agradeço a preferência e a confiança.

            - Preciso de um colar bonito impactante rico para festas, é. Nem só para festas, mas no dia a dia. Em conferências simpósios manifestações. Uma fonte de brilho cores intensas prisma irradiante desmedido e intáctil intangível impalpável.

- A joia é um símbolo de solidez! - encurtou Ínclito (predicado do sujeito: estabelece um atributo um estado um modo de ser do sujeito). - Princípio do sol atômico, ponto de vista prisma que alarga a luz em direções e refrange refrata.

- Sólido como a própria terra onde se pisa.

            - Um conjunto com colar brincos pulseira causará sen-sa-ção, sensacional!

            E havia e há outras coisas também e ainda mais e bem interessantes pra fazer em o mundo. E a visitante saiu da loja prometendo mais uma vez voltar e comprar e foi visitando aí comércios e lojas de todo tipo. Diversos quiosques vendendo comida típica pamonha pé de moleque pastel de queijo com caldo de cana e assim por diante mocotó cuscuz tropeiro barreado vaca-atolada feijoada. Tinham muitas almas na fila à indiana. Famílias numerosas de autóctones silvícolas índios panhame e iranxe, vendendo (preços com desconto e promoção e liquidação e ofertas de ponta de estoque) seus artesanatos de palha e barro cozido (desenhados pintados riscados com motivos típicos tradicionais inspirações ancestrais das tribos nas aldeias) feitos pelas próprias comunidades o povo nas localidades a 8km e 18km de distância do evento (segundo os informes os anúncios nas paredes cartazes telas vídeos dentro em roda fora das ocas). As esculturas de aves na madeira eram encantadoras (oração com sujeito e predicado nominal). Gente natural artistas espalhafatosos faceiros brincalhões alegres em indumentária típica simples.

            “Eu te bendigo! Nem só queria comprar tudo que vejo como abraçar todas essas pessoas que encontro conheço passo a conhecer e admirar, é”, sempre ela a mãe.

            D (vegetação virente que verdeja viridente arbustiva arbúsculos) à mercê da nossa humana proverbial frase teoria crença e que ao mesmo tempo nos achata: ‘Ele está em tudo, terramarear!’ E é lícito prever prognosticar. Impressionante impressionadoramente esta a tiragem, sempre movimentos de ar quente e frio subindo descendo ascendentes descendentes - se é que entendemos! D (deste ponto em diante) inflete inclina encurva como o rio São João (leito de acuruís) e ribeirão Bagaço e ribeirão Calambau, águas acachoadas cachoadas borbulhantes, ‘blu-blo-bleeee!...’

            Na volta a Gaita foi pensando o que teriam para o jantar ali mesmo na pensão. Seria de jantar fora? Pedir uma pizza à moda local e maranhense? Muitas coisas pela ideia. Umas ideais outras nem tanto esdrúxulas. As lagartixas corriam (predicação verbal completa com verbo correr, intransitivo). E no dia imediato seguinte primeiras horas iriam ao deserto dos Lençóis Maranhenses, propriamente dito e confirmado e programado acertado acordado. Era no mês de fevereiro, leve suave macio.

            “Olha só, gente! Que linda bonita está a flor-de-babado!” Valorizou a pesquisadora mãe Gaipara (predicativo precede o sujeito e o verbo).

Tanta coisa digna de registro e nota e lembrete. Inédito e digno de foto, uma ave pernalta e ali mesmo pelo chão começou a seguir a Gaipara. Aí mesmo pelas areias. E seguir seus passos suas pegadas cheirando o terrão o solo onde a mulher pisava. E isso do nada, surgindo ali do nada. Terreno empedrado gretado recrestado árido estival.

- Ah!, sim, já ia esquecendo. Oi! A canícula esteriliza meu raciocínio indutivo, é.

E Gaipara olhou melhor e parou tirou uma foto. Meio delicadamente mansamente sem espantar a ave o bicho emplumado. Veio outra ave e era um casal de saracuras-lisas. E a ave fêmea exclamava para o macho:

            - Choveu torrencialmente - constatação da companheira emplumada.

            - Chovi rapidamente durante a noite - foi a resposta do companheiro alado.

            Gaipara trazia as mãos sempre nervosas (predicação verbal com verbo trazer, transitivo direto). Ansiava pela tardinha que vinha pintando pincelando (predicação verbal com verbo ansiar, transitivo indireto). Acarretando ocasionando consequências.

            “Nem só de humanos e cachorros vive esta região, hum!...”

            As ruas sensacionais sempre permanentemente eram e são de areia branca e pura fina. O mundo todo. E quase tudo é essa areia de ampulheta e o vento de vez em quando jogando na cara. E casas rodeadas de cerquinhas baixas de ripas em ponta ou em tela de arame. Árvores baixas floridas acomodadas ao clima à temperatura e candeia-de-caju brinco-de-princesa marmelada-de-cachorro vassoura-das-feiticeiras chapéu-de-couro e plantas ornamentais folhagens endêmicas ou adaptadas e pé-de-galinha ou capim-branco dama-da-noite ou cardo-ananá e ervas-santas perfumosas medicinais e mão-de-branco mão-de-gato mão-de-onça, perto e à beira dos tanques as aveludadas briófitas.

            “Quando quer parar, que venha morar aqui!” Motivo que Gaipara exclama é porque nem a ouvem nem a escutam (é = exclama: verbos vicários - fonte, ngb).

Uma moradia que outra, nem importa, expondo seus pequenos nichos edículas com seu santo(a) de devoção e as oferendas flores decoração. Praticamente um altar em cada casa. Apicultura caixinhas com aviso escrito e proteção cercada para evitar animais domésticos contra as abelhas mandaçaias-do-chão e estas inocentes nem serem perturbadas maltratadas. Numa altura a ruazinha se bifurcava bífida bipartida e aquela rua Manufatora, rumo da praia de Caburé, e esta rua do Puri continua para os lados da pensão. O tiziu ave é um grande interprete (frase de período simples e oração absoluta). Artérias veias carreiros estradinhas correntes de circulação. E o grasnar de aves marinhas piscívoras competindo na praia. A natureza oferecia o quadro a nossa a sua amiga passeadora (oração com sujeito e predicado verbal). Raios de luz irisados urentes e fustigados e procedentes vindos provindos promanados do sol.

“Agora mesmo eu deixo de ser uma pessoa comum para ser... uma alma leve levitando levitada. Bem, pelo menos nem estou vendo!”

Sentimento da Gaipara diante da beleza do mundo. Que se trata de um acaso que a ciência nem sabe explicar. As batalhas (sujeito) consagraram-na (verbo e objeto) empoderada (predicativo do objeto). E seus arquivos e ou memórias.

            Passam os dias e semanas o clima é do tipo tropical e quente e úmido. O verão longo com aromas de flores vermelhas amarelas brancas. A temperatura máxima que chega aos 40ºC à sombra. Assim a manhã a tarde e pouca coisa muda na noite. Aves marinhas de um lado e de outro os pássaros do continente se exercitando pelas capoeiras entre a ramada molho de ramos esgalhos os galhos retorcidos radículas, azulão bicudo sibite tico-tico-rei-vermelho corrupião trinca-ferro bigodinho galo-de-campina. O sol forte ubíquo onipresente cautério universal e todo dia. Nuvens em atropelo bagunça e tombos trombadas. Vai que de repente e por pura sorte chove meia hora, né?!

            Agora que se instalou o verão, atiram areia na cara na pessoa nos cães. Passeia o nambu e sua comitiva nhambu inambu inhambu inamu. Nem pode haver bola amarela quicando que nem queiram os cães ir buscar abocanhar (conjunção subordinativa com circunstância consecutiva). O sol caindo decaindo se aquerenciando. Nuvens convergentes e abroqueladas broqueladas broqueis escudos de deuses em guerra os elementos. Uma uarirama saltou para a calçada e se aproximou (sujeito oculto ou elíptico). Disputa renhida por espaço as nuvens. O que nem mata, engorda.

E pedras demarcando ambientes corredores entradinhas diante do portão e a porta da casa, dividindo canteiros marcando a areia da terra boa com flores plantas hortaliças eufórbias ervas arbustos céreos, uns retalhos de terra e quadrados retângulos triângulos trevos. Vozes entreouvidas que saíam das casas e chegavam na ruazinha e aos poucos transeuntes, “boa tarde!” “oi, como está?!” “eu já sabia!” “o sol é nosso divino salvador!” “uma bênção, senhora!” Uma mãe instando insistindo com uma criança menino, esta no “bué!...” rebelde sem causa. Ruas para pedestres e bicicletas onde nem deve circular carros e motos. Animais vadios burros cães gatos desocupados sem dono ou com vários donos(as). Heras subindo trepando estacas pré-determinadas ou cercas de pedras muros paredes, samambaias, capins-gordos, amoreiras-do-brasil, jalapas-do-campo, ipecacuanhas. Um sol alaranjado caindo de maduro provando provocando deiscências, já comendo sua melancia vermelha tenra coração saborosa, tentava se esquivar descendo entre os babaçus icozeiros mututis (árvores ablaqueadas desprendidas desenlaçadas de folhas decíduas) lá pros lados de o Estado do Amapá e arquipélago de Marajó e Astolfo Dutra, Cataguases, Guidoval, Itamarati de Minas, Rodeiro, Dona Euzébia, Guiricema, Jarinu, Santo Antônio de Pádua, gruta de Patamuté, Barbacena na serra do Tugúrio onde nasce o rio Pomba. Sol abrangente adurente adustivo abrasante lua funda desafogada estrelas remotas fulgurantes. E quem sabe! Quem imagina! Quem liberta!

“Quando o sol vai embora... eu penso. Comprarei um tesouro, desde que seja autenticado certificado”, pensativa a Gaita. (Conjunção subordinativa condicional, ex: desde que, se, caso, contanto que, a menos que, dado que, sem que).

Esta minha alimária cavalo é de atar manear amarrar com maneia correia de couro ou corda. Histórias discrepantes que se passam se passaram na beira do rio, caminhando na cidade ruas praças à noite com chuva forte ou céu de amostra. Exibir atributos na praia. Anotar endereço na rua das Guavirovas e bairro Bela Vista.

“Me lembro. Quem nem se lembraria.”

D (estróbilo cisalha fácula e filamento luminoso fisiógrafo fisiognomonista) demora a poucos km daqui. D (resumo sumário feixe) é lei natural imanente que ignoramos ignota inabordável ou nem recordamos. D (fastígio cume pico píncaro) bate no teto em dezembro, este Senhor! D (ruína destruição assolação excídio) solicita em lugares desertos e ou que vão e vêm áridos estéreis amolentados amolecidos riçados encrespados esgarçados entre lajes e areias chão poento e pardacento inóspitos. D (serra do Acari, serra Anastácio) se desvenda ou se deixa adivinhar.

            No dia seguinte a mãe o pai os filhos os inseparáveis xerimbabos da família o grupo familiar todo no rumo das dunas mais esperadas aguardadas do planeta e Lençóis Maranhenses, estes propriamente ditos confirmados fotocopiados. Que dizem e segundo a lenda toda a areia veio desde a foz do rio Parnaíba (ou Velho Monge) e seus também perenes influentes afluentes (rio Correntes, rio Pirapemas, riacho de Gameleira, rio Peritoró, rio Codozinho, riacho dos Cocos, rio Duas Antas, riacho Mocambo, rio Preguiça). E isso durante milênios (notícia alvissareira) e a areia carregada pelo vento pelos tornados pelas tempestades extratropicais os furacões os tufões ventanias. Ou favor ou obra ou prepotência ou exagero de um deus deusa antigo.

E quem estuda e vê no mapa também pode comprovar que o trajeto da poeira areia da foz da esquina do rio Parnaíba até a localidade dos Lençóis Maranhenses vai sim e continua alguns km e muito incrivelmente quase surreal e extraordinário. Igual a um fenômeno que nem se pode crer e como a natureza fez isso até hoje polvilha empoeira vem fazendo. E Maranhão teve sim a dita fortuna ventura sorte favorável.

            Chegou a família chegaram bem cedo na agência de turismo que os levaria guiaria conduziria ao parque dos LM. Primeiro percurso de miniônibus micro-ônibus até as dunas, até o povoado a vila cerca das dunas. E o deslumbre diante do deserto mais conhecido mais espetacular mais fantástico do país foi de abrir os olhos cair o queixo:

            - Oh!... Que outro mundo, hein, meus amados?! - expressão da dona Gaipara.

            - Ah!... E que deserto! Deixa eu pegar esta areia escaldante, deixa! - entusiasmado o pai Tácito Macuxi, enternecido.

            - Ei!... Gigantesco e avassalador! Uh!... Uma potência, um milagre!

            - Ué!... Lugar para ser comparado aos mais espetaculares do planeta, sem dúvidas! Quem me dera! E obrigado!

            - Hã-hã!... (interjeição de assentimento, concordância) E com a licença devida, oi!, família - um dos guias e bugreiro ou bugueiro (um grupo um consórcio uma união uma companhia cooperativa associação de moradores locais), se aproximou da família e foi convidando interferindo se apresentando se imiscuindo.

            - Bom dia! Pois o quê?! - indagou o pai, esclarecido correto universal.

            - Olha, gente boa do sul do meu país varonil! Podemos ir todos no meu veículo, que acham? Cabem todos, pessoas e cães. O melhor condutor com a melhor família!

            - Quanto você faz e cobra como quando onde por quê? - inquiriu a mãe e aberta receptiva, crédula, esperançosa. - Troca de serviço com lazer, mutuar permutar cambiar.

            - Temos uma promoção para a família que é de R$500,00 reais, com direito a uma hora e meia de passeio e muita adrenalina e emoções sensação de perigo. O trajeto prevê parada em três piscinas naturais com direito a banho mergulho e esqui-bunda.

            - Mas nem sei... é muito caro, nem? Quinhentos contos, por uma hora!

            - Olha, gente boa do sudeste do nosso país extenso e imenso! O preço é justo e meio que padrão, ou seja, nem vão encontrar por menos. Eu garanto! É de amigão!

            - Bem, se nem tem tu vai tu mesmo! Se correr o bicho pega! - relaxou o pai.

            - E estamos a passeio - disse a mãe. - Nada de regatear. Se ficar o bicho come!

            E subiram no búgui se acomodaram riram muito de felicidade e abandono e aventura e risco da sorte. Muitas interjeições de animação saudação agradecimento advertência alegria apelo. E assim durante o trajeto e pelo caminho e na sequência exclamações e “oxalá!” “fiau!” “cruzes!” “atenção!” “alerta!” “francamente!” “tomara!” “bravo!” “obrigado!” “perdão, perdão!” “ai de mim!” “pacoootes!” “masmoooorra!...” Que o sol (deve de ser um deus novo) prometia um calor muito intenso forte direto a pino zênite. Fogo entre as dobras das dunas colinas morros barrancos de areia fina.

A mãe levava um chapéu de palha comprado agora mesmo, a única coberta protegida na cabeça. Os demais seguiram a recomendação do agente, protetor solar fator 70+ mais e que cuida e hidrata a pele sob a luz solar ou artificial. Vestidos revestidos indúvia envoltório com as bermudas e camisas leves roupa feita com tt tecnologia têxtil nem amassa nem amarrota nem esquenta nem desbota com o tempo nem transpira antissuor e antiodor. Joias ou bijuterias acessórios aí ficava escolha do cliente.

            - Meu nome é Róni Beinhã, mas todos me conhecem me chamam Muxiba. E meu búgui... que na verdade é uma moça muito elegante e simpática e aventureira, se chama Gracíssima. Todos apresentados.

            - Pode deixar que nem olvidaremos, moço Muxiba - disse e falou o Tácito.

- Então. Se segurem na barra de ferro que lá vai o galope o solavanco o pinote. Simboralá sem delongas e demoras, hu-huuuu!!...

Toda a família gostou e aplaudiu bateu palmas no compasso, ‘pla-que!...’ E as gentes dão bastantes mais apelidos a ele Róni, se ele quiser prestar atenção e ouvidos: muxiba magro magérrimo franzino varapau sem carnes transparente fantasma papel.

            De pronto soltaram pelo declive de areia e já estavam nas dunas propriamente ditas e sem estrada e sem trilho e sem trilhas ao deus-dará. Cada bugreiro(a) fazia mais ou menos um trajeto definido e programado porém com desvios aleatórios, tendo ou nem emoção adrenalina. O veículo o carrinho dos tantos cavalos acelerava os corações (frase com sujeito agente). Sempre conforme o acordo com o cliente e freguês, é claro.

            - Segurem em a mão de D!... ahahahah!... e vai!... Segurem!... e nem olhem para trás!... ahahahah!... Mas seguuuura... peão!... - o motora endoidecido já botando incêndio incendiando na aventura.

            Já subiam a lomba correndo forte acelerando e todos gritando fazendo zoeira. Na rampa íngreme, o motor do bicho parava podia parar... e aí?! O motor do carrinho, contrariado e inconformado e sobrecarregado, parou sem forças na subida do barranco e... em ponto-morto sucumbiu de ré refluir e apagou apagado desligado entregando os pontos (com espasmos soluços trancos acessos convulsões tosses gaguejos, ‘ofe! ofe!...’), os clientes em pânico atônitos incomodados inconformados se entreolhando, ‘qual que é, meu irmão!...’ ‘hei-ei-ei!...’ ‘paaaare eeeesta poooorra, seu safado!...’ ‘me sooooltem!...’ ‘seu pereeeeba!...’ ‘cruz-creeeedo!...’ ‘alôoooo!...’ ‘vêeee beeeem!...’ ‘qual o quêeee!...’ ‘Jeeeesuuuus!...’ e riam com medinho nervoso e ataques de ódio e ira raiva e desaforos, já sabendo que pagando mais caro era tudo emoção adrenalina.

            - Minha alma está solu-çan-do!...

            - Meu coração quer saltar... pela boca!

            - Me vem à mente a palavra, socooorrooo!...

            - Me vem à cachola a palavra, acuuudaaa!...

            A família se abraçava e solidária. Vamos falar a verdade. Altos anos já avelhentados e longevos, embora nem pensando nisso exatamente (embora: esta uma conjunção subordinativa de circunstância concessiva). Vamos calcular a seriedade do momento. Quem tinha cabelo já estava despenteado despenado. E gritos e impropérios e urros para desopilar a mente. O quadriciclo (veículo com roda sem calota) avançava e corria como (conjunção subordinativa de circunstância comparativa) torpedo traste pelo areal do parque. O motorista/guia, muito convicto e a fim de convencer prestar grande serviço de primeira e inolvidável, já incutia inspirava infundia suscitava a sensação do perigo medo pavor.

            E durante o percurso muitos sussurros e uivos, ‘hu-iiii!...’ muitos suspiros e imprecações, ‘uaaaau!...’ tantos palavrões de baixo calão como tem o vocabulário o dicionário das ruas e linguajar rude e vulgar e comum, etc. Cada monte de areia cada duna mais ou menos inclinada, lá vinha a emoção com muito nervoso e adrenalina (a mãe com uma mão segurava na barra fixa da grade e a outra, mas com as pontas das unhas pintadas, prendia a aba do chapéu de palha e que ameaçava ficar pelo caminho) com muito horror terror, ‘noooossa!...’ ‘valeeeeu, motora!...’ ‘passa de noooovo!...’ ‘t’esconjuro!...’ ‘oba!...’ ‘bis!...’ ‘caramba, meu!’ ‘queeeem meeee deeeera!...’ ‘mãaaae!...’ Assim já tão interessante como uma roda-gigante uma montanha-russa um trem-fantasma um carro de corrida nas curvas pistas em esse do autódromo de Brasília/Nelson Piquet de Tarumã de Interlagos de Jacarepaguá de Santa Cruz do Sul de Chapecó de Guaporé de Mugi das Cruzes de Nova Santa Rita. Um entra e sai de búguis (seres máquinas filados afilados aproados ao vento quente) e uns mais de vaivens nas passagens de dunas deixando rastros de rodagens marcas de pneus pneumáticos ranhuras barras sulcos. Levantando poeira e comendo pó temperatura alta vento seco ressecado ressequido exsicante. Explodindo o barulho da descarga do motor alterado.

            - Só mais uma palavra, e em caixa alta... IN-CRÍIII-VEL!...

            - Só mais um berro, e em manchete... SO-BEEEER-BO!...

            E os cães se apegavam ferrenhamente aos donos(as) salvadores. Os filhos se abraçando um com mãe e outra com pai. A mãe segurando os filhos. O pai segurando a mãe. E a sorte se trancou na mão divina (frase com sujeito agente e paciente).

            E pararam uns 15 minutinhos para fotos e um mergulho, tipo de batismo ou algo assim. Eis a primeira piscina natural da história: bem azulzinha em contraste com as dunas, água da chuva limpinha e transparente, piscina enorme entre dunas, o sol firme escaldante por testemunha, o paraíso recomendado, um lugar lunar exótico, o lado mais bonito da terra feito de areia e água precipitada. E as pessoas de boca aberta em, ‘aaaaaaaah!...’ ‘que que é isso, caaaara!...’ ‘Uuuuta!...’ ‘céeeeus!...’ ‘arreda!...’ ‘ave!...’ ‘valha-me D!...’ ‘ora eeeessa!...’ ‘oi, gente boa, lá em Santa Teresinha de Goiás nem tem disso!...’ ‘e nem Guarinos, ainda!...’ Um sucesso maranhense e nacional e mundial. Pessoas que conhecem pessoalmente se emocionam até as lágrimas, daqui dali e de fora exterior do Vietnã da Índia da Turquia da Tunísia do Laos da Malásia da Indonésia.

            - Por que toda esta beleza veio até aqui? Nem tem explicação, nem tem!

            - Quem?! Como nem tem?! É e deve ser um deus(a) pertencido!

            Todos os que estavam ali chegaram assim e nem acreditaram. Pararam na beira da piscina e se extasiaram sufocados de paixão. Era lindo e bonito e maravilhoso demais demais, ‘hulalaaaau!...’ E tiravam as fotos e vídeos sem pedir licença. E tiravam o chapéu, elegantemente. E se ajoelhavam para sentir o instante surreal impagável inimaginável. E rolavam para pegar apalpar tocar na areia muito limpa branca farinha de trigo. E agradeciam diretamente a D, olhando falando com o céu. Maravilhoso espetacular fantástico encantador. Pegavam com a mão e faziam assim as vezes de ampulheta segurando apertado a areia, é. Umas crianças brincando de rolar duna abaixo, e senhores e senhoras adultos. Todos eufóricos e voltando à infância. Sem igual.

            - Eu viajo ao céu do além! - dizia uma séria senhora de São Martinho da Serra, e mãos no peito sobre o coração (oração com sujeito expresso explícito enunciado).

            - Quero morar aqui! - preferiu proferiu o pai Tácito.

- Amanhecer anoitecer durante os meus dias! - concordou a mãe Gaipara.

- Cenário deslumbrante - concluiu um nova-crixaense, Nova Crixás.

            Se formaram umas tantas bacias gamelas açudes. Zilhões mil undeciliões de dunas de areia corcoveando como o mar em formato de onda e uma piscina mesmo de água boa do lado do lado, entremeando. Nadava-se agradavelmente bem nos reservatórios (sujeito indeterminado). Aparentemente se chamam “Lençóis...” por isso mesmo, roupas brancas estendidas ao vento, peças branquíssimas de roupa pegando sol. Mesmo cardume de pequenos peixinhos minipeixes, vinham brincar com os pés dos banhistas. Um parque de atrações para crianças de todas as idades. Devia de ser de um deus ou deusa parecida. Um gênio criador e seu estro poético. Insuperável.

            - Quero contar os grãos de areia fina pó de pedra ou de concha!

            - Quanto tempo pra D fazer isto! E por que acumular aqui mesmo, gente?!

            - Isto já era assim aqui antes dos dinossauros... - sentenciou a mãe Gaipara.

            - Me lembro, kkkkkkk!... - disse uma boa senhora origem em Uirapuru.

            - Respeitem a paz do deserto, meus amigos amigas! - pedia e mandava um homem já entrado nos oitenta, senhor responsável e recompensado com netos e netas de montão natural do Rio de Janeiro na estrada do Sumaré (frase imperativa).

            - Tenho que rezar e orar - se comoveu a moça natural de Campinas do Sul, e já iniciando recortando um rápido sinal da cruz católica na frente.

            Construíram-se piscinas (sujeito paciente). E formas importantes foram aparecendo. Por quê? Nem se sabe a razão do mundo. Nem podemos desvendar os enigmas que existem. Para que tudo isso? Aonde vamos chegar?! A água toda quieta e reservada e anônima, morando aí entre dunas brancas de areia fina, barragens ou canais ou vasos ou bacias, entrâncias e reentrâncias, e as pessoas em volta em mergulhos pra cima pra baixo. Paraíso lunar na terra e feito mão de obra pelos extraterrestres com planejamento ciência alienígena e para usufruto dos interestelares. Paraíso.

            Os tantos e mais empolgados andavam descalços como no começo em criança e rolando dando cambalhotas estrelinhas piruetas saltos-mortais. Fazendo das suas e correndo adoidado pulando na descida dos barrancos plantando bananeiras. Girando o corpo regirando giragirando quase tonteando. Apostavam corrida carreira duna abaixo e ‘tchibuuum!...’ na água sempre morna 25ºC, em média em média. Relíquia.

            - Deixa eu te levantar um pouco, deixa! - insistiu o pai e abraçando a mãe.

            - Te peço que me deixe descansar em paz, me deixa! - suspirou a mãe diante de um pai empolgado escandaloso profundamente ridículo excitado.

            Se acocoravam admirando olhando a areia bem de perto, como os cientistas como os admiradores como os colecionadores como quem nunca tinha visto. Tateavam o chão deserto e procurando nem sabiam o quê. Investigando na mente uns adjetivos qualificativos apreciativos decorativos e um sentido pra tudo aquilo ali assim à disposição. Elevavam os olhos, estes deslumbrados quentes brancos cegos de intensa luz aos céus a D ao sol dos brilhos incandescentes ultravioletas e etc. Parabenizavam os guias os maranhenses os brasileiros os terráqueos, e os que acreditavam pois tinham fé. E vento abafado exausto bochorno magrém estação seca calor sufocante sem umidade sem nebulosidade. Vento solto amontoando os montes as curiosas dunas.

            - Ora!... Tanto futuro que há de vir, venturo! - uma turista de Pirapetinga.

            - Grato!... Fato futuro de fato! - dizia um turista de Bom Jesus dos Perdões.

            - Apoiado!... Acontecerá vindouro! Por aqueles dias! - já dizia a mãe Gaipara.

            - Psiu!... O futuro a ciência que estudará o passado deste lugar lunar, então!

            Algumas pessoas de outras partes do globo hemisférios vinham até aí conhecer por conhecer. Outras por prazer de desfrutar do belo da beleza da magia do antípoda. Ainda alguns atravessavam os territórios, por terramarear, para realizar um desejo um sonho sonhado um sonho idealizado quiçá uma quimera. E estes todos multidão mais de um milhão choravam na emoção da entrada e olhos marejados cheios d’água fungando pestanejando fazendo o pelo sinal juntando as mãos em zen e depois abrindo os braços medindo abraçando os céus, ao chegar e ao partir. Procuravam registrar o momento com a família o bem mais amado mais querido os filhos os animais prediletos, autorretratos.

            - Acontece de eu estranhar o mundo. Me sinto alheio ao mundo. Tão bonito!

            - Quando se realiza um sonho desde a infância... parece que tudo já se resumiu, hein?! E ficamos cheios de esperança! - recordava o pai Tácito.

            Deitavam de comprido e mexiam os braços as pernas tipo robôs ou bonecos de posto de combustível, desengonçados malucos amalucados. Rindo às gargalhadas, ‘kjákjákjákjá!...’ ‘hiaaaaa!...’ ‘ahahahah!...’ ‘ri-qui-quiiiii!...’ ‘so-iiiih!...’ ‘q-re-q-q!...’

            - Nem quero nem posso nem devo dizer nada nem nunca a ninguém. Fico aqui mesmo e me esqueço nesta areia reverberante, é. Aleluia, meu amigos!...

            - Os paraísos pagam pelos grotões e cafundós. Os paraísos são divinos e de D.

            - Os jardins paradisíacos terrestres são iguais os celestes.

            - Já os nacionais nem devem nada aos internacionais ou celestiais.

            Ali nem é o turista que procura o que fazer, mas o lugar que clama cosigo próprio e chama a atenção para si mesmo e para seu modo motivo de aparição epífano epifania. É também um ponto um posto um porto que imita a origem a criação a passagem do mundo pelo tempo vindo milagrosamente no verbo no sopro da divindade.

            - Tenho uma dúvida - pondera avalia examina aprecia o pai Tácito. - Por que este deserto aqui e nesta hora? Interrogação marcante, é. Acho também que alguém, todo-poderoso, consolidou um sonho sonhado. Então, temos uma dádiva!

            - Tenho uma oscilação - afiliada à teoria psicológica da gestáltica gestaltista, mãe Gaipara. - Por que um deserto com tipo banheiras de água doce da chuva?

            - De maneira que, sins e nens, vou levar embora um punhado de areia.

            - Vou esconder no bolso na bolsa na mala e carregar para onde eu for, é.

            - Coisa certa e eleita: D esteve aqui! - arrematou moradora de Pilar de Goiás.

            D o Solipsista deixou nos Lençóis Maranhenses toda a sua fortuna toda a sua multiplicação de múltipla munição artilharia conjunto de artefatos. Totalmente e a partir daqui foi que usou a sua descarga de criação, particular exclusiva solipsismo. E inventando e multiplicando e verbalizando, sufragando elegendo votando. E assim compondo preenchendo os dias os céus a terra os mares. Daqui erguendo materializando tornando real a ficção das suas imaginações, espórtula cesta de donativos esmolas pendendo do braço. Aqui neste rincão, cabeça coberta e solidéu, jogou xadrez e moveu as peças brinquedos baseado na sua força mental espiritual psicológica ou emocional. D em nome de D, o mais justo o mais criativo o mais perfeito o mais de tudo. D de um milagre ou acontecimento que humilha irrita os outros nós os mortais. D o nome Dele.

            - D começou ou terminou? - Tácito tinha essa pretensão de saber ou perguntar.

            - Quando se gosta de alguém, pronto!, se fica - foi a resposta da mãe, Gaita.

            - D a cada dia diário. Ele mesmo o tópico o assunto o tema o ponto principal.

            - Oquei! E seu estado de Estrela. No lugar certo origem da concepção...

            - Nem foi aqui ou daqui pra lá, que viveu Iracema a virgem dos lábios de mel...

            - Orameu!... Acho também que Caramuru (moreia, na língua dos tupinambá) e Moema e Paraguaçu... Porque antes se escreviam poemas épicos na areia.

            - Porque antes do mundo... fazer algo assim era gênio! - poetizou a moça de verde bermuda verde-clara camisa verde-escura olhos glaucos esverdeados ou azulados sandálias na mão celular na mão e registrando amiga das aves natural de Mozarlândia.

            Vai por mim, e quando D quis parar... e já parando... olhou pro lado e se viu no meio dos desertos do inaudito e Ele mesmo nem entendeu o que de fato estabeleceu. Moveu-se de um lado pro outro e justamente pensativo, inambulação deambulação, quando Lhe ocorreu constituir estabelecer o paraíso na terra. Um ponto final e máximo. Uma saída triunfante. Um lugar de consolo. Um lugar que sobra e assombra. Marca sinal traço ranhura pincelada final de mestre, os Lençóis Maranhenses. E abafou!

            - Elezão Ele mesmo se espatifou! Vai nessa, meu! - comadre de Nova América.

            - D fez do deserto uma resposta útil e plausível, se é que me entendem?

            - Acho mesmo também que D morou aqui por volta de... uns cem mil anos, 100.000 - declarou convicta, a mãe Gaipara. - Pelo menos ao menos, hem!...

            - Oi!... Sobrevoando revoando alto dando rasantes flutuando pousando andado descalço voando alçando voo como nuvem como pássaro gigante como ave pernalta, guará-vermelho guarapiranga - entendeu o Tácito, pai honesto honrado correto bom.

            - E se D pode é porque Ele quer - falou Gaipara, bela forte extraordinária serena. - E se D fez é porque tem direito e plenos poderes sobre. Se D tem fé, quem duvida.

            - Viva! Acho que o impossível é possível, então.

            Claro que o lugar é esquisito. Remoinhos guiados agitados pelo vento um vento quatro listas cantos costados. Uns neófitos homiziados esquipáticos inconhos esses notórios lendários os sacis-pererês, peraltas serelepes soltos saltando pulando de alegria bagunçando. E de repente na beira da água num plano de mergulho, já desacelerados mais ou menos de vagar vagarosos vagareza e voando baixo aterrissando. Vento leste imitando ventos do oceano e potencial eólico moinhos de vento e rosa dos ventos.

            - E isso é o quê, pessoal? - pergunta da nativa de Itamarati de Minas.

            - Já estamos falando de D, ou de tudo - alguém turista de Franco da Rocha.

            - Quando eu olho este lugar... eu penso em milagres originais divinos.

            - De repente eu vejo... o jardim de Alá! Apoteose!

            - Do nada eu invento um sol e uma praia gigante com dunas e águas doces...

            Com as unhas as garras e os dentes presos cravados aos dias do calendário, pois arrancando as horas quentes preguiçosas do final da tarde tardezinha, lá ia o sol caindo singrando de duna em duna no horizonte e descabelado e diário aberto registrando. Alguns perceberam quando o sol já era se ia e se foi. Nem mais ria brincava implicava com ninguém. Surpreso arrasado desmontado destruído. Cevando um mate. A Terra mesmo ela já dentro de uma bolha de ar puro e renovado oxigênio para os seres vivos.

            Enquanto isso tudo acontece e já aconteceu diversas vezes, é bom é justo é honesto que se comemore os aniversários de diversas entidades de distintas procedências. A certeza toda total definitiva categórica absolutamente:

a)      Aqui ninguém tem assombração ou superstição.    

b)      Os mapas aprendendo geografia brasileira e topônimos indígenas.

c)      A onça-pintada investigando varrendo passando pente fino na beira do rio.

d)      Na grande feira de mascates se vende de um tudo.

e)      O interprete do mais rico do mundo, bem-te-vi-de-coroa.

f)        Homenagem de 15 de novembro na praça Tiradentes.

g) No carnaval da avenida Nações Unidas, Bauru, passa boi e passa boiada, desfilam rei rainha princesa príncipe nobres lacaios e animais domésticos socializados.

            h) A feira de hortifrutigranjeiros na rua Dom Pedro II do bairro Cagoã, e todos os dias da semana - menos domingos -, vende bananas laranjas melancias abóboras alfaces agriões repolhos chuchus e principalmente garapa com pastel de queijo (esta fazendo fila de quase uma 1 hora).

            i) A casa-grande da família de posses ricaça poderosa, virou embaixada da Tunísia durante 30 anos e depois templo maçônico e a seguir câmara municipal e hoje em dia centro cultural e museu do audiovisual padre Roberto Landell de Moura.

            j) Fecharam de vez o reservatório da barragem. A água veio chegando e ficando para encher. O tempo passou uma semana e realmente encheu até a tampa. As turbinas foram ligadas e a energia começou a ser gerada. Semearam peixes da Amazônia, notadamente os tambaquis pirarucus tucunarés camboatás.

            l) Como vai e como fica a avenida Flores da Cunha, Nova Prata, com a floração dos ipês-roxos e ipês-amarelos - e ambos os lados, candura candidez cândida.

            m) Criaram com cerimônia mostruário inauguração missa campal convenção banquete solenidade - por iniciativa da secretaria municipal de cultura -, a semana do folclore no mês de julho, a semana do livro com a feira do livro poeta Mário Quintana na praça da Bandeira em o mês de aniversário do município 11 de agosto, o dia de sexta-feira (sextou) de tardezinha como a hora e vez da serenata seresteiros pelas ruas estreitas do centro e revitalizando o casario repintado de cores chamativas diferentes destacadas com portas e janelas de madeira trabalhada a mão artesanais.

            n) Revolução Federalista no sul do país. Guerra civil de 1893 a 1895. Entre os republicanos ximangos legalistas pica-paus lenços brancos (distintivos) a mando de Júlio Prates de Castilhos; federalistas maragatos papagaios lenços vermelhos a mando de Gaspar da Silveira Martins.

            D (extra-humano ultra-humano ultranatural ultrazodiacal ultrassônico ultrassecreto ultraterritorial) saindo do nada com as correntes aéreas desequilibradas variadas. D (cesalpínias heliotrópios ciperáceas lecídeas magônias eritrinas tilândsias quipás espartos-pequenos carrapichos-da-praia e cactos epífitas) avivantado em vegetais plantas da beira do rio que retêm a terra que esta podia desmoronar desagregar assorear. D (de acordo consoante o dizer expressivo dos mortais finitos) se multiplica em canudos-de-pito, catingueiras, umaris, macambiras, bromélias das folhas modificadas espatas brácteas.  

            Truques da mente. Esquecer as derrotas faltas perdas e danos. Esquecer as desculpas escondidas nas superstições ou amuletos ou figas. Olhar pra frente como cavalo de hipódromo, isso sim. Falquejar aplainar a madeira.

            Esta minha façanha é fulgurar relampear relampejar luzir. Esta minha dieta balanceada é mosteiro ou convento, trator pé de carneiro, joana-guenza ou jacundá-açu, ervadura ou curare, abnegação ou afoiteza. Esta minha ferramenta é torquês tenaz talhadeira enxada foice machado. Avião a jato giza risca rabisca o céu azul-ferrete.

            A primeira vez é descuido, a segunda é coincidência, a terceira já é burrice. Chanfrar biselar cortar em ângulo nos cantos. Organização apresto preparativo. E dar uma límpida risada e com gosto, ‘kjá-kjá-kjá!...’

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            A família de pai e mãe casal (unidade dividida unida e ambivalência) duas partes de filhos e mascotes gênios os animais de criação, procuraram pelos lugares mais badalados e mais tradicionais e sensacionais do nosso turismo território nacional. Era pegar ou largar! E andaram mesmo por diferentes localidades, referências históricas religiosas naturais e festivas culturais econômicas. E assim foi que foram por passagens rápidas em Barão do Monte Alto e ainda Ervália e mais Miraí seguindo Eugenópolis escala em Laranjal e Vieiras. Cidade de Franca, bairro Jardim Veneza, avenida Alonso y Alonso. Parque Dom Osório. Desviando ou derivando o rumo abundante aqui e ali. 

            - Onde foi que você achou isso?!

            - O que foi, foi, e se foi... já era!

            D (folhas ensiformes, cladódios caules túmidos com funções de folhas, vilosidades vilosas cerdosas cabeludas folhas cobertas de pelos) liga reúne aduna todas as características em um somente ramo da botânica. D (tronco caule estonado sem tono descascado, plantinhas com raízes adligantes, brotos centrais estípites estipes) ostenta estadeia anuncia vangloria-se bravateia gaba-se de suas digitais aos vegetais. D (vestuário inconsútil sarja sem emendas única peça de lã algodão seda) sobrevoa navega flutua ao sabor do balsedo plantas aquáticas ilha flutuante em o rio Crixás-Açu. D (capoeira restolho sobra resíduo de roça extinta tiguera, capins e ervas e gramíneas que andam de rasto reptantes rasteiras, trilha estreita arrastador caminho do gado) reflorescente reflorestador refloresta com baraúnas, caraíbas, umburanas, alecrins-do-mato, caavuranas, marizeiras, cajueiros fazendo cajus, quixabeiras que tiram quixabas.

            A menina Inajá se encantava por demais demais se paralisava mesmo hipnotizada por coisas e certas diversidades nuances que via entrevia que ouvia. Curiosa curiosidade à flor da pele e sem escalas. Amava montanhas as matas as rochas, adorava árvores de todos os tamanhos e abraçá-las, queria muito ser uma ave e voar pela paisagem cantar quando se sentisse bem e inumbu-relógio inambuxintã inambuxororó inumbuquiá inumbu-sujo inumbupixuna inambuaçu. Alma agora mesmo sem peso sem pena uma pluma e de medida desmedida elástica. Ela Inajá nem sabia o que queria ser, nem sabia o que passou o que foi. Jovenzinha tremenda ideal disposta destemida.

            - As aves iluminam o ar! Algumas olharam viram quando o sol chegou!

            Porém o que a deixava muito feliz e contente e alegre eram as praias de mar de rio. E antes de chegarem e no caminho para a praia da Galheta em Florianópolis, passaram por oito ou nove incríveis paradas obrigatórias em um circuito turístico mineiro quê: “Mire e aprecie!” e Miradouro, Palma, Patrocínio do Muriaé, Rosário da Limeira, Santana de Cataguases, Poxoréu, São Sebastião da Vargem Alegre. Um pouco pra cima daí, pararam numa ponte (distinção donaire galhardia garbo) do rio Glória e sacar tirar umas fotos. Pela vez primeira riu o riso da alegria gargalhada, ‘kjá-kjá-kjá!...’ Diante a baia da Guanabara ao fundo na linha de visão e a ladeira do Livramento o bairro da Gamboa. Aqui mesmo na sombra e presente a montanha em corcova já tinha nome a serra do Corvo Branco. E uma porção estrambótica de outras coisas.

            O sol já acende com tudo causticante calor insolação e reflete refrata reverbera ilumina rebrilha ofusca cintila fulgura irradia dardeja esbraseia e incendeia aquece acalenta fere fulmina abate atomiza. O vento inventa refrega com ele mesmo ou o mar e luta confronta mais opugna ataca combate. O meio ambiente poliedro entre os elementos escarifica cava algares concavidades furnas grutas luras tocas covis túneis cânions. Assim mesmo e por sorte nuvens sombreiam embruscam assombram e colidem entre elas tumultuosamente tumultuariamente se entrechocam umas nas outras desencadeando rapidamente chicotes de raios e depois logo em seguida bátegas pancadas de chuva aguaceiros.

            Mas as nuvens estavam cheias pendentes do céu e rotundas redondas esféricas bolas de sabão. Será? Muito cheias refertas plenas volumosas. Então? Significativas convincentes frisantes. Ao quê? Pras bandas de Rondonópolis, Juscimeira, Pedra Preta, São José do Povo, Itiquira e correndo com o rio Vermelho o rio dos Bois. Conforme.

            - Chegaremos à praia ainda hoje, meu pai minha mãe ou vice-versa?! - lembrou a menina Inajá, oito anos e pedalando contando empilhando datas na sua agenda.

            - Já entramos na mesma estamos na br-101 e é pra já, minha bela minha fera felina gatinha! - reconheceu o pai Tácito, com mimos e brincadeiras de ‘bilu-bilu!...’

            - E com direito ao café da manhã no hotel, hum!... Maripá Grande Hotel, tá certo?! - completou a mãe Gaipara, sorriso terno cálido emocionante.

            - Um hotel com solários terraços e sacadas envidraçadas? Tô vendo! Que legal!

            - O bom de acampar na praia, o bom do hotel, o bom da casa doce lar...

            Daí em diante desandaram pela estrada e as horas iam passando debaixo das rodas do carro tipo família e os km contadinhos no bolso na bolsa nos dedos das mãos na memória. O automóvel comia o asfalto e a paisagem trocava com panoramas de beira de mangues morros túneis vilas distritos bairros moitas e touceiras condomínios de luxo fábricas de cadeiras empresas de abastecimento de água caminhões pesados tratores de colher soja ceifadeiras metalúrgicas torcendo ferros e aços e alumínios loja de plantas ornamentais mudas raízes sementes cercas tronqueiras palanques palancas estacas compáscuos cancha reta cavalariças. Devagarzinhamente nas proximidades dos pardais de imposto de multa de pedágio (cardápio de preços e cartel de eixos e menu de veículos) reduzindo controlando a velocidade este ímpeto. E meio-dia o sol enlouquecido de vez. Linha equinocial inclinação da eclíptica sugerindo eclipses.

            - Oi! Preciso ver meu cabelo em verde, hem!, mãe?

            - Uatchê?!... Cabelo verde quando você for de-maior ou mais idade, tá limpo?!

            A menina Inajá se olhou no celular (termo integrante da oração, objeto direto: se). Depois pensou na teoria proposta pela mãe e a aquiescência anuência do pai. Olhou o irmão que nem estava aí com o caso. Olhou pra fora pelo vidro as árvores a paisagem passando velozmente e sem parar sem necessidade... Plantas cravadas ao longe ao longo da paisagem subindo e descendo coxilhas morros cerros serra da Mantiqueira. Estava um céu sem dono. As árvores foram umedecidas pela garoa (agente da passiva: pela chuva). Do sopé às cumeadas, as plantas mostram patenteiam o mesmo verde cenário.

            - A coisa de que mais gosto é viajar... - mina dócil obediente confiável segura.

            O sol (famoso senhor estimulador catalisador divulgador das artes e ofícios) levantou pulou se levanta da cama encilhou a potra agateada de nome Tiburciana, e montou boleou a perna no dia claríssimo como clara de ovo. Galos cantando hinos, ‘cocoricóooo!...’ Astro atencioso para com todos (complemento nominal: para com todos). As árvores que plantaram floresceram e braços-de-mono, sabugueiros, pitumbas, sucupiras, canjeranas. Cães vagabundando mosqueando latiam, ‘cau-cau-cau!...’ numa frustração evidente à toa e manifesta. A harmonia a beleza o equilíbrio. Recordação do passado; recordar o passado. Vibrar gritar cantar incentivar. Fazia um dia que ria a luz.

- A mim o que me deu foi sorte! - insistia o pai Tácito (objeto indireto pleonástico: a mim, me).

Parada estratégica planejada. De um lado da estrada a pousada em o hotel Epígrafe (beira da rodovia federal br-163), do outro o morro subindo suavemente plantado de árvores cultivado de frutíferas bacabal coajinguvas onde amanhecem territoriais os sabiás-laranjas bem-te-vis-arapongas (nos conhecidos praticados gêneros de discurso, deliberativo e judicial e epidíctico ou demonstrativo) beija-flores-de-garganta-verde quero-queros tuimaitacas ou cuiú-cuiús ou periquitos-reais marias-cavaleiras suiriris-cinzentos arirambas-de-cauda-ruiva jacupembas cuitelões. E todos muitos muito cantando sem controle sem trela sem chances.

            O pai conhecendo o ambiente do pouso do hotel. Um caramanchão com a devida trepadeira florindo, umas flores vermelhas. Aqui concreto ali madeira no verniz. Ascensor elevador para se acaso e escadas, na escolha. Assinou o canal e ligou a tevê e procurou o menu (período composto com orações coordenadas). Contar-nos-iam.

            - Isso nem lhe convém!

            - O que pai? - filha, humilde quieta encabulada.

            - Trocar a cor do cabelo, fia! - Tácito, calmo bom-senso sereno desajeitado.

            D (gnóstico místico montanista heresiarca herege êxodo geral) em que pese aos grandes verões nem se incompatibiliza com a aventura ao ar livre. D (hereditariedade atavismo) corre no rio Tadarimã rio Guiratinga caminha na sericoia planta no guibá viceja no capim-rabo-de-raposa bichana sussurra nas favelas, estes arbustos flexuosos entressachados de bromélias. D (amaritude amargura amargo amargar amaro) repele desune dispersa e coíbe impede tolhe o nervoso o nervosismo da caterva malta súcia hoste chusma quadrilha matilha leva legião chorrilho assembleia horda corja.

            Outro dia nascido e esperado. Faltavam quantos dias para chegar na praia prometida ou desejada ou querida? Procuraram no mapa no gps atrás de cada serra depois de cada curva ou baixada. Serra do Japi. Muita coisa por curtir e acelerando, câmbio automático. Rodovia Dom Gabriel Paulino Bueno Couto e o parque Comendador Antônio Carbonari. As pontes do continente à ilha da magia. Coisa incrível, o interior de uma ilha. Ilha dos Valadares, ilha do Curral, ilha da Cotinga. Processos isotérmicos assinalando assinalados por modificações de volume ou pressão sob a temperatura. Ilhas sempre esperam curtição. Praias insulares lindas, bem-vindas!

            - Todo mundo quer morar nesta ilha de Floripa, é - dizia o Tácito, olhando com calma dirigindo com calma o trânsito lento zebras semáforos lombadas quebra-molas.

            - Eu mesma demorei pra achar uma casa pra nós todos e confortável e à beira-mar e dentro do orçamento e etc - completou a Gaipara, mãe formosa amada abençoada.

            - É um lugar cheio de areia e por todos os lados. Isso é legal! - interveio declarou exigente a Inajá, olhos pensamento mente procurando tesouros milagres achados sortes.

            - Há dias que prefiro e quero viajar de trem. Outras vezes de avião, mais cômodo. Mas eu ainda mais gosto de barco ou navio que demora mais e é mais seguro. Pela Baía Norte, nossa!, seria a glória. Embora de avião sobrevoando se vê tudo e num só panorama, é - dizia a Gaipara, portando uns óculos escuros e enormes.

            A cidade de Florianópolis é boa e tem razão quem diz. Na estação de verão enche de veranistas turistas e se diverte muito comemora carnavaliza. A cidade sim é conhecida e já fez alguns craques de futebol e em outros esportes. De mais a mais e de hoje nem passa, ondas os surfistas conseguem-nas pelo seu próprio labutar (objeto direto pleonástico enfático redundante: ondas, nas). O panorama empolga empolgante.

            Cedo de manhã como nunca e feliz como costuma ser, a menina 8 idades Inajá rumou cheia de felicidade para a areia da praia da Galheta. Logo do outro lado da estrada sc-406 de a ilha da magia. E ouvia já o balbucio do mar o Atlântico (conteúdo discriminado declarado silencioso e quase sigiloso), resvalando ali o charco. Junto acompanhada do pai e este sua atenção redobrada pajeando vigiando, que a menina parecia mais ou menos meio atirada e felicíssima. E fustigados pela curiosidade.

            - Já vi e admirei as baleias-jubartes baleias-cantoras mais além dos arrecifes, é!

            - Oi!... Esta praia tem conchas e caranguejos e siris, meu pai?! Quem te viu!

            - Toda praia tem seus bichinhos de praia, né, bem! Só prestar atenção onde pisa!

            - Olha mira admira!... Olha repara que tem e há uns siris correndo muito acelerado de lado de costas fazendo mágicas - quase surtava a Inajá, ela estava disposta.

            Realmente os siris ou caranguejos estavam aí e aclarando o dia. O bando aclamava o dia (voz ativa). O dia era aclamado pelo bando (voz passiva). Magnitude de natureza natural. Astro sol adurente abrasador condutor de trator.

            E a praia era comum e com os parênteses de pedra fazendo a enseada. E areia com conchinhas para colecionar que a menina adorava e ficou enfeitiçada obsecada. Tinha com ela trazido uns brinquedos trebelhos apetrechos de lidar lúdicos, etc. Em volta os montes das rochas delimitando o tamanho pequeno da enseada os tantos 3 a 4 km. Morros ou dunas brancas pegadas de plantas rasteiras rastejando sobre a areia e árvores verdes capoeiral e balançando ao vento sem parar sem parada dia e noite. De tudo o som magnífico o azul temperamental do mar até onde a vista alcançava e fazia uma curva na terra no planeta caindo no abismo no horizonte belo cenário. Algumas aqui e ali nuvens como se fossem lençóis brancos esgarçados apostando carreira com outras almofadas de algodão. E um sol, ‘que minha, gente!’ Um sol tipo meio-dia dilatando disparando o gráfico diagrama esquema e subindo se elevando esquentando já em antes das 10h. Nuvenzinhas nuvens desiguais porém justas almofadas fofas bem localizadas bem recortadas bem despachadas. E nuvens-peixes nuvens-automóveis nuvens-polvos nuvens-aviões nuvens-barcos nuvens-gaivotas.

            - Sabe nadar, menina bonita tão galante? - pediu o homem da guarita o guarda-vidas. - Se nem souber use boias nos braços, tá legal?!

            - Só preciso melhorar e me aperfeiçoar. Já sei, já sei! - respondeu Inajá.

            - Então você fica no raso, tá limpo?! Eu fico de olho em usted, valeu?! - aconselhou o nadador profissional, rapaz justo positivo bom prestativo autodidata.

            - Eu sei nadar, moço. Só preciso ganhar confiança. Já-já eu aprendo, vai nessa!

            - Aposto que sim e digo mais, pequena! - definiu o moço, de fiança e crença.

            Pronto que a menina Inajá estava ajustada ao ambiente da praia e com a atenção voltada redobrada para o que fazer e de graça graciosa. Olhou o chão de areia e captou a mensagem. Beijou as mãos à conchinha (objeto indireto: à conchinha). Ia mesmo procurar algo para cavar um buraco e ver se vertia água do mar e salgada com ou sem peixes marinhos cavalos-marinhos estrelas-do-mar baleias-corcundas e tubarões-lixas e peixes-espadas e peixes-palhaços meros águas-vivas tesouros de piratas navios encalhados naufragados caravelas de velas e mastro da gávea jangadas com vela verde vermelha amarela bandeira nacional. Um sucesso lindo efêmero transitório explosão.

            O sol flutuante e percorrendo seu caminho de ouro e polinizando os ares e atmosfera de sua predileção: ‘Rogue a D por nós!’ Outras crianças brincando de bilosca bolinha de gude bolita de vidro, brincando as modalidades de pique-salve ou pique-cola, brincando de queimado que era acertar com a bola eliminar o brincante adversário. Ora!, que as horas desciam ladeira subiam aclives contornavam cercavam rodeavam as rótulas na direção no sentido horário e com afago carícia blandícia carinho ternura blandimento. Os ponteiros com atraso de alguns tique-taques. Os números digitais com iluminuras. Surpresa impactante. A gênese e origem e início dos seres as espécies.

            - Opa! Tudo bem, mina? - o pai se aproximou da filha Inajá e para ver e dar a presença. - Quer um sorvete um picolé um pé de moleque um milho verde, moleca?

            - Tudo azul, chefe! - resposta da guria. - Manda vê um sorvete de pequi. Legal!

            De repente e lá no céu, uma nuvem carregada uma nuvem mais grossa que as outras e demais uma nuvem muito negra fuliginosa e inchada afofada gorda de chuva. De súbito de supetão um trovão acompanhado de raio no meio do mar das águas. E se armou uma tempestade estratosférica incomensurável. O tempo se agitou agitação em tribuzana trabuzana. E escureceu de repente (de repente: adjunto adverbial com circunstância de modo). Tudo levava a crer os prognósticos horrendos e inclusive já incutia perigo terror. E um conflito alvoroço zunga zungu entre ventos e nuvens parecendo que o céu ia reinar digladiar-se e vir abaixo. Uns riscos estropiados de fogo chicote chicoteando fogo fuligem picumã faíscas. Os raios eram tão rápidos que fascinavam encantavam a menina, paralisada travada na beleza. Contagem regressiva.

Banhistas examinaram as nuvens (oração coordenada) e comprovaram (oração coordenada principal) que nas suas bochechas fofas havia muita água (oração subordinada - período misto). O céu reinava por si mesmo e por si. De cima pra baixo e imperativo convicto insistente prepotente. Céu firmamento e demônios brigando acelerado urgente e dúbios ambíguos imprecisos indefinidos vagos vacilantes.

            - Me encanta! - exclamou a mãe Gaita, leve equilibrada segura.

            - Vai chover lá longe, é - relatou aludiu ao fato o velho pai Tácito.

            - E quando chega até aqui, gente?! - reclamou a Inajá, corpo airoso e olhos vivos radiantes cálidos ansiosos. - Preciso registrar e com som ao vivo de súbito.

            - Tomara que nem cheguem... Acho que nem chegarão, é - rezava o pai, assistindo ao jogo das nuvens pesadas e ou demônios em valente atrito.

            - Por que os raios estouram assim? E logo instantâneos saem em zigue-zagues, impressionante! - a Inajá olhava para o céu com olhos de nunca ter visto nem ter experiência de algo parecido.

            - Tão próximos de nós o céu o mar a terra, aterradores.

            O país do B cuja história reconheço do quinto ano ao último capítulo. Dom Pedro II, imperador do B durante 40 anos, foi um monarca sábio conhecedor inteligente astuto. Alguns Estados da federação, isto é, mt e ms e go e ro, nem são banhados pelo oceano. ‘No fundo do mato virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente’ (ma). A grande rodovia longa br-101 corre bem paralelamente ao litoral. Colheita de trigo, farinha de trigo; plantio de árvores, beleza das matas; empréstimo de dinheiro, empréstimo de banco; sentimentalismo extremo, pieguice piegas.

            D (heterogênio desuniforme díspar heteróclito inomogêneo) está hoje somente apenas em paz delineado de uma maneira geral mas completíssima. D (‘a gênese adstrita às influências que mutuam’, ec; a origem ligada às vicissitudes que trocam mutuamente) lei ou regra ou fórmula abstrata e irredutível do preto branco ameríndio que jogam fundem entrelaçam misturam, mulato mameluco curiboca pardo cafuzo. D (espécie de mamífero deciduado, coração com 4 câmaras, e decídua decíduo) lembra sim o começo no planeta dos macacos quando tudo era mato e a matéria-prima o barro. D (urdidura trama entrecho enredo urdume) existe para acreditar esperar almejar sem limites e surpreende nos aspectos peculiares mágicos endêmicos carnavalescos.

            Um dia novo fixo datado outro dia, Inajá aguça os ouvidos solicitando tudo ao redor. Deitada na cama de solteiro do hotel e solteira, menina, esperançosa, crente, deslumbrada, sonhadora, científica, investigadora, inspetora. Os olhos se abrem maravilhosos maravilhados, o quarto as paredes brancas as cortinas pesadas cinzentas um quadro em cada parede um deles ornamento chamou a atenção as figuras pintadas frutas natureza morta uma talha de melancia laranja pera cestinha de alça cheia com o açaí cru tirado na hora. A janela de abrir ver pegar sair. Subindo a temperatura.

            - Segunda-feira e o corpo nem sabe...

Um barulho ou arrulho vindo de fora? Seria o som do sol arrastando seu carro de ouro em fogo... O sol aviando a chama e apresta fornece providencia a festa começar amanhecer matinada. Assovios melodiosos. O dia afora se expandindo em horas em manhã em homens e mulheres (com ou sem seus mascotes na guia) correndo se exercitando na areia da praia da Galheta. Ondas golpes de mar nas pedras nas rochas. A vila vizinha do mar das montanhas a comunidade encaroçada de prédios casas protuberâncias protuberante escamosa cheia de escamas.

            - Vou saltar da cama... três dois um e... já!! - nem só pensou como falou e fez.

            Inajá foi até a porta de correr abriu o trinco e a escancarou. Saiu na pequena sacada e tipo plataforma trampolim vista para a rua Raimundo Nina Rodrigues. Olhando agora mesmo a orla e tudo mais que rodeava a praia. Pessoas e seus animais de criação correndo em maratona, o normal o comum o de sempre. O sol convidava a sair... ‘Saia pra fora e nem fique na toca encafurnado encafuado, meu!’ Marmanjos batendo bola pelada na quadra cercada fechada de tela cancha de areia. Meninos e meninas de esqueite e patinete e bicicleta e carrinho de rolimã na calçada no asfalto.

            - Que coisas boas aprecio de fazer! - falou pra si mesma Inajá. - E hoje mesmo!

            A guriazinha pegou vontade de percorrer e correr toda a extensão de areia, de uma ponta a outra, das pedras de uma ponta até as pedras da outra e que marcam o tamanho formato de meia lua da praia da Galheta. O mar aberto agitado em bandeira vermelha ondas escorregando se atirando de peixinho na areia. Mais pra lá perto do cais de pedra ou madeira píer, os golpes saltos pechadas assaltos das ondas batendo nas pedras na mureta tipo baluarte espargindo salpicando borrifando aspergindo. Já se posicionam os pescadores ambulantes artesanais incidentais e buscando um almoço.

            As aves marinhas, leves tontas bailarinas cheias de asas endinheiradas, seguiam as correntes de ar esvoaçando medindo o céu em palmos metro a metro. Pois que a guria se colocava no lugar dessas aves. E vendo os surfistas pegar ondas marotas. Água do mar (do mar, adjunto adnominal), ter receio do mar (complemento nominal), gostar do mar (objeto indireto), sair do mar (adjunto adverbial). De tubarões de baleias de barcos a motor, de tudo a menina tinha atenção (de tudo: aposto - fontes: ngb, glp¨dpc). O som se declara, a onda se torna enrolada cambalhota irresistível potente rápida legítima. Vamos convir conviremos que a hora do céu puríssimo limpíssimo imaculadíssimo.

            - Sim que é um vento salgado como já diziam, hum!... - a jovenzinha Inajá agarrada sem saída ali na grade da sacada, fitando olhando admirando cheirando escutando. - E vou sair agora mesmo. Tenho dito e tchau!...

            De volta e precisando se recompor, já Inajá ela tinha essa mania de perfeição no tocante ao cabelo o penteado. E ficou ali diante do espelho uns minutos antes de descer para tomar café. Os longos cabelos que ainda nem havia cortado uma vez sequer na toda sua existência de menina vaidosa. E toda noite um cuidado longo e atento e paciente, pentear lavar acariciar recolher esfregar bater enxaguar espremer torcer quarar estender secar passar mostrar cuidar para que as pessoas e os xerimbabos nem puxem ou mastiguem ou amarrotem ou estraguem ou comparem ou desfiem e ou enxovalhem manchem sujem. Seus modos de comportamento e ou existenciais eram sem dúvidas com a trança uma única ou duas; raras opções para o coque o cupim (ou murundu) o solto bem soltinho escorrido. Este último impressionava mais a galera, e dava mais trabalho controlar os fãs. O que ela mais gostava e era seu habitual, então e definitivo, era a trança única longa longuíssima com três laços intercalados e apertados atados amarrados (que usava no colégio frequentemente e a maioria das vezes). Gostava de se embelezar enfeitar e tinha os porquês de tanto carinho. E era seu prazer da idade do sexo do gênero se embonecar emperiquitar empetecar. Qualidade atualidade zen.

            - Tenha compaixão de nós, ó guria do cabelo escorrido! - gritavam ovacionavam admiravam os seus fãs em todo lugar em todo mundo deletreavam soletravam nas redes sociais iutube blogues (ó guria do cabelo escorrido: vocativo com interjeição de apelo).

            - Detesto que puxem meu cabelo, ora! - ela Inajá sempre dizia escrevia com ênfase, olhos grandes bonitos negros doces lindos mansos agradáveis pacientes. - Sempre a maioria os meninos e vai que uma ou outra menina, ora!

            - Mas o que você quer, Inajá?! Você quer seu cabelo somente para si? É demais e em demasia, querida! - contra-argumentavam os fãs e opinavam do mundo ao redor.

            - Nem estou preparada para este tanto de assédio, hum!... Tenho o direito de ser eu mesma sem que me molestem e amolem!

A família já a esperava para sair à praia. O dia prometia maravilhas. O clima estava muito a gosto e janeiro. Todos confirmados. E era pra já! ‘Serenai, verdes mares’, alguém lembrou a frase de ja (verdes mares, vocativo: expressão à parte e nem pertencente à estrutura da oração). Novos na paisagem os tons. Fôssemos guiados.

            - Meu cabelo é rebelde, sim! E eu nem sei mais o que faço ou desfaço ou arrumo ou desarrumo, uma vez! Nem sei mais o que ele mais ou menos gosta, é! - pensava discutia com sua própria juba crina penteando a Inajá.

            - O ônus e o bônus de uma princesa, minha fia! - ponderou a mãe, ponderada.

            Depois destas explicações da própria Inajá, o grupo todo família, os cães excitados como sempre como nunca na frente. Eles esperaram que o carro passasse (que o carro passasse: oração subordinada em o período composto). Desceram a pé da avenida Antônio Frederico Ozanan e foram pela areia em procura de lugar melhor e apropriado para estacarem baixarem o acampamento. Paisagem estava encantadora, e era sempre encantadora. O sol começava tudo de novo. Vento viração bafagem lufadas.

            - Ãrram!... Aqui está bom? Espero que sim! - Perguntou e decidiu uma mãe Gaipara a Gaita, turismóloga (atuando em várias áreas do turismo e entretenimento) com alvará de publicitária compondo assim um conjunto de muita comprovada competência e uma mão na roda para a família viajante.

            - Mar oceano praticamente calmo imoto imóvel pacífico Atlântico - conferia o pai Tácito, corógrafo geógrafo especialista em topografia, apto e inapto e ainda altivo desempenado tirocínio capacidade de discernimento.

            A tropa, então de acordo, concordou e estacionou num ponto da praia. O grupo todo bem queimado peles queimadas de muito sol e sal. A poucos metros do mar e menos ainda das ondas que vinham sorrateiras deslizar e lamber os pés. As gaivotas amanheciam sempre ruidosas, o que nem as impediam de encantar os praieiros (aposto, pronome substantivo: o). Aves rapineiras buscando apoio alimentício.

            - Bichos adotados fazem fuzuê, hein, gente?! - menina Inajá afirmando ou indagando se referindo aos mascotes. - Se divertem de montão. E correm um atrás da outra e vice-versa. Que diversão! Que divertido!

            - Pois sim! E cabimento cabido que cabe admissível válido - segundo a mãe.

            Nuvens passando bem alto, óbvio. Nuvens chegando se esfumando e esfumarando esfumaradas já no horizonte em curva descendente. Então, nuvens partindo para a África e alto-mar. Nuvens desnorteadas fora de si cutucadas chuchadas pelo vento sudoeste ou seu similar parecido. A brisa estava agradabilíssima, e era sempre agradabilíssima. Bandeira verde significando mar apropriado para banho, ‘bom banho!’ Aviso do diretor, casa de instrução, aulas de educação banhista (adjuntos adnominais que exprimem respectivamente: agente, fim, especialidade - termos acessórios da oração). Crustáceos braquiuros conquistavam de chofre o chão de areia. Vendedores ambulantes em máximas aforismos sentenças ditados de improviso em ofencivas ‘cocada branca ou preta!’, ‘milho verde assado passado na manteiga!’, ‘suco de açaí puro e original do Pará!’, ‘cadeira preguiça a 10 reais’, ‘vai um chapéu de palha aí?!...’, ‘sorvete picolé vários sabores pagos no cartão no pix no querecódji!...’ Sendo que os horizontes e se dilatam. Nuvens desenhadas desenhos debuxos figuras rascunhos de bichos ou coisas ou objetos cavalo cacho de uva foguete palmeira serpentina...

            - Por que nem tá mais aqui quem falou, pessoal?! - pedia explicação e na hora, a guria Inajá. - Eu quase sempre ouço ou escuto isso!

            - Olha a guria! Ela me fala bem, fala corretamente, hum!... - elogiou o pai.

            - E tem nome termo título e apelido! - aumentou a mãe.

            - Sempre vestida de branco e azul - reparou o Realejo, dócil dinâmico esperto.

            Vozes constantes esganiçadas ou cantos ou pios ou chamados das aves marinhas sempre ali e famintas. Pareciam pertencer a um ataque sistemático e aéreo na guerra da Cisplatina e cinematográfica. Sobrevoos rápidos rapto ou roubo e fuga imediata. Umas pousavam outras nem precisavam fazer isso, pairando batendo as asas se sustentando no ar. Bichinhas por demais traquinas arrelientas covardes pusilânimes, de muitos tamanhos e formas e voos e nas cores ou falta de cor sempre em branco e preto, provocando aborrecimento e precaução temor perrengues. Aladas nem se entendiam nem se correspondiam (orações coordenadas independentes sindéticas aditivas, adição). Os cachorros detestavam essa vida de caçar ou serem caçados pelas naves e aeronaves emplumadas. As tais chegavam pelo alto e bicavam na testa do incauto da distraída. Aeronaves à toa espúrias ilegítimas caindo artefatos objetos restos orgânicos dejetos.

            - Quem é mais do que é, por favor?! - Inajá, provocando o pensamento alheio.

            - Acho que vi um drone aí, hem?! - observou o Realejo, musculatura regular.

            Agora a menina se fixou num grupo de adolescentes uns oitenta metros de distância e ainda na calçada perto da estrada da praia. Estavam ali aprontando alguma coisa e boa coisa, por certo. Foi perto conferir e puxando o irmão arrastando os cachorros. O mar regurgitava banhistas mergulhadores alegres e eufóricos e felizes. As ondas enrolavam banhistas surfistas e atraindo seduzindo aliciando aliciação.

            - Vamos lá ver que boa coisa deve de ser, gente! - era mesmo Inajá, olhar agudo olhos penetrantes compridos intrometidos lúcidos lúdicos.

            - Prefiro andar de jetesqui, né?! Muito muita mais velocidades!

            O grupo de 5 meninos e 2 meninas, pandorgueiros do condomínio em frente, estavam construindo fabricando alguns papagaios de papel. E eram muitas vozes e gestos e movimentos ao mesmo tempo. Várias montagens ao mesmo tempo, fabricando. Então, voariam em breve uma dúzia deles pelos ares. Os apetrechos selecionados escolhidos, varetas finas de madeira cola tesoura carretéis de linha nylon. O corpo quadrado do bicho papagaio ou mesmo triangular arredondado figuras geométricas retângulo pentágono losango hexágono. Para dar um leme um peso uma margem de manobras a rabiola rabilinha rabo de papagaio de papel. Uns chamam papagaio outros pandorga pipa raia arraia cafifa alabamba e que empinado depois de empinado flutua no ar como coisa impressionante e bonita e agradável de brincar manobrar equilibrar. Festa alegria charadas piadas brincadeiras artes e artimanhas. Conforme o golpes de vento.

            O mar é obeso estoico firme rígido, porém às vezes se torna elástico (orações coordenadas sindética adversativa, oposição, ressalva). Nem parece o mesmo personagem inventado criando no começo do mundo, uma segunda para terça-feira.

            Esta minha viajem é parque Edmundo Zanoni, Itaboraí (tupi: ‘rio das pedras brilhantes’), Nazaré Paulista, Sananduva, rio Baquirivu-Guaçu, Tupinambá um distrito de Lagoa Vermelha, Tejupá, Santo Antônio de Laverger. Tribo issé, rio Jundiaí, serra da Pedra Vermelha. Esta minha fala é intervir, interver, entrever. Lembrássemos-nos.

            D (combalido truncado exaurido enfezado raquítico catalisador dinamizador) reata as linhas o sentido a direção os caminhos esparsos improvisados do mundo e do nosso paladar onírico. D (separado cindido dividido e vindo indo contravindo) comete infração na transferência de poderes das cortes sortes desditas loterias artes e ofícios.

            A fé e ou a superstição agem como atiçadores de consciência. Agem no psicológico como solicitadores de milagres. Quando nem conseguimos o que queremos o que esperamos almejamos a frustração é ainda maior. Como uma derrota dos deuses.

                                                                       #

            O sol estava cansado fraco entorpecido, pois suava demasiado. A lua surgiu, contou até dez (oração coordenada assindética). Nem aparece no zodíaco, mas o sol e a lua são interdependentes e inter-relacionados. Habitualmente o sol amanhece anoitece (direitos adquiridos pelo costume hábito consuetudinário usual e pagando arras).

            D (rio Pequeri, rio Ventura Luiz, rio Bananeiras) viaja viagem de longa distância longa duração périplo desde longe desde a serra de Ibiapaba. D (cabido, conjunto de clérigos) ama e entende de pontes viadutos elevados passarelas acessibilidades para pedestres e ciclistas. D ( transforma muda as sílabas tônicas em sístoles diástoles) caldeia fortalece revigora as experiências em caráter características. D (colma cobre tapa tolda o teto telhado de colmos fibras vegetais) ama adora desfazer delir dissolver demolir montanhas rochosas em aviões trens em a estação Joaquim Murtinho ônibus caminhões carros motores casas prédios megaconstruções civis e militares.

            O menino Realejo, filho de quem era e só podia ser do pai Tácito da mãe Gaipara a Gaita (simbiose consortismo) e tendo uma irmã da mesma idade 8 Inajá e ainda que ajudar a cuidar de dois cãezinhos os mascotes casalzinho de estimação afilhados o Totó e a Trempe. Assim explicados e ditos, vamos à razão de tudo. Que o menino já sonhava com ser jogador de futebol e triunfar nos gramados do imenso B, série A. Topo da tabela e milionário. Que isso sim era sério!

            - Confesso e digo mais. O meu drible predileto perfeito preferido é a pedalada. Me vejo pedalando pelos campos e gramados, estádios. Fico imaginando tudo direitinho e durmo com a bola do lado do travesseiro, dia e noite. Pronto, falei e confessei!

            Realejo o menino da família desde tenra idade sempre teve também muita predileção por aventuras e viagens. Assim mesmo era e é toda a família e nada se podia fazer ou desfazer. Ponto final. Ponto de acordo. Ponto de apoio. Ponto pacífico.

            - Oi! Imaginou? Gosto tanto muito e acho graça. Tantos rios para navegar...

            E os seus gostos se dividiam também em preferir jogar vídeo game os jogos eletrônicos, etc., batalhas navais interestelares galácticas combates disputas duelos rixas guerras nucleares tóxicas epidemias pandemias. Mas também nem parava sossegado quando estava diante de bichos de zoológico num parque de diversões com brinquedos gigantes colossais ou mesmo num desfile de modelos antigos de carro ou caminhão ou avião ou navio. Pirado parado na fusologia e tecnologia de foguetes mísseis ogivas. Preferia também viajar de barco no rio Arinos e rio Taquari e rio Sepotuba e rio das Mortes e rio Jangada e rio Aguapeí. E ponto, Ijuí (tupi: “rio das águas claras”) e cascata da Usina Velha. E pronto, fazer turismo no trem maria-fumaça abraçando o circuito completo e Cachoeiro de Itapemirim, Vargem Alta, Presidente Kennedy, Atílio Vivácqua, Marataízes, Piúma, Rio Novo do Sul, Gália, Caseiros. E sonhava em ser caminhoneiro e conhecer todas as br deste país, cruzar recruzar o B e morar 15 dias em cada cidade que são agora mesmo mais de cinco mil. E assim já mesmo adiantado de antemão dizia e agora nesta hora diz e sentencia, também sorrindo de si para si:

            - Então, gente! Houve existiram muitas pessoas no meu batismo ou alvorecer?

            Sendo assim, a família andou procurando motivos de sobra para fazer férias e turismo. Andou experimentando as pousadas e pensões e hotéis de Miracema, São José de Ubá, Ibiaçá, Cambuci e também a gastronomia as praças as ruas de Aperibé, Itaocara, Cantagalo, com os aeroportos aeródromos cascatas estações hidrominerais festas do milho cupuaçu da uva do vinho da cachaça do pinhão em Recreio, Augusto Pestana, Pirapitinga e o comércio da feira livre em a avenida do Cursino de Vila Saúde ou comparando o monumento a Estácio de Sá e cerca (bem localizado, a propósito) já na avenida Infante Dom Henrique e do shopping central Onomástica.

            - Até aí! Sempre tem uma aventura a mais pelo imenso rio Amazonas, né?!

            E o menino Realejo tinha sim seu instinto de sobrevivência já bem desenvolvido aguçado, senão vejamos, dando ensejo dando linha:

            - Oxalá! O que é isto e isso e aquilo, minha família de gente boa?!

            O Tácito respondia na lata. Todos queriam responder e os mumbavos ficavam olhando muito cauda vibrando língua pra fora respirando sofregamente. O pai no sermão na prédica no discurso e bons argumentos alvitres propostas conselhos. O pensamento dele se arriscando se arriscou aqui fora, se se pode dar assim igual nome ou cor ou tratamento ou apelido a uma onda sopro vindo do interior da cachola da cabeça:

            - Em minhas peregrinas peregrinações inteligentes, meu filho filhote filhinho, eu andei por essas terras e aldeias e vilas e comunidades e localidades. Um dia te conto o resto restante das anedotas causos ditos boatos e mesmo os diz que diz. O que sucede é que são as pororocas do grande rio Amazonas contra se batendo lutando debatendo e ombro a ombro com o oceano o mar Atlântico; de repente pedaço do rio fica salgado ou fração do mar fica doce. E ninguém pode negar. E todo mundo quer compartilhar.

            - Vem gente do mundo inteiro de outros países e até do exterior - brincou de dizer desdizendo tuteando tutear expressões idiomáticas a mãe Gaipara, a Gaita. - Surfistas gostam dessas ondas longas e duradouras, é. São curtidas muito.

            - E é para sempre todos os dias do ano? Ou só no inverno no verão no fim do ano véspera de ano novo? - questionou a menina Inajá, cabelo longo liso escorrido.

            - Pois aí você me pegou no contrapé. Nem sei, deveras - respondeu pensativo o pai Tácito. - Mas a época das chuvas nem vão de maio a outubro, no norte? Hoje, hein?!

            - Assim sendo e... Eu quero ser surfista e então preciso de uma prancha de surfista, tá legal?! - reinou e abafou o menino mano Realejo, desperto e comunicativo.

            - Então tá decidido! - grita o pai Tácito, batendo o martelo muito empolgado. - Vamos pra Garopaba, Imbituba, Paulo Lopes, Balneário Camboriú! Que mais?!

            - Minha vez! As praias mais fáceis do sul do sol do sal, assim - acrescentou a mãe, intuspecção com introspecção no exame de consciência. - E olhe a praia do Vigia a praia do Siriú, que estas eu gostei imensamente muito e sempre renovo os convites. Temos amigos por lá. Praia do Rosa praia da Ferrugem e suas casas modelo de luxo sofisticação aconchego fáceis de alugar na baixa temporada. Temos conhecidos por lá.

            - E é uma escolha pra descansar e curtir a paz. - emendou o Tácito, expressões do rosto radiantes interrogativas explicativas fisionomia e braços ombros pernas.

Sim e mais e já estendendo. Casas bem formadas planejadas com requintes de varanda alpendre (embora separadas da rua por muro de hera ornamental e som gravado de cão bravo) e metais reluzentes pedras basálticas bem polidas uns mármores jardins cheios dos esquemas e caminhos e voltas e labirintos preparados para passeio dia e noite flores na estação árvores de sombra e frutíferas (araçás-congonhas, araticuns-cortiça, arabutãs, araçaís-do-campo, araticuns-folhas-de-salgueiro, araçás-de-comer, araticuns-do-morro) espaços determinados reservados para a terceira idade para festas salão de baile casamentos aniversários e jogos músicas musicais festivais jantares garagem para autos e iates e aviões de pequeno porte hidroaviões. Brisa mansa e quente todo ano.

            - Que também tenho coisas boas tenho pra contar e seguir dizendo - lembra o pai. - Dunas grandes largas esticadas preservadas felizes elevadas na subida e na descida escorregadias deslizando em tobogã e pinguelas passadiços e uma natureza se rindo risonha. Primavera, dias bonitos radiantes de sol. Verão, noites cálidas quentes intensas.

            - Oi! Recomendo e pedindo peço uma tábua prancha com os dizeres mais malucos que eu conheço... deixa eu pensar e já te digo, hum!... - respirava fundo o menino sonhador o Realejo. - Ora, tenho que ter ideias ideais em cada crista de onda!

            - Oleolá!... Quem vai buscar ondas já volta surfando, uma vez!

            Este rio Ribeirão do Pavão se consola com árvores mata ciliar capões. Dentro dele navegando junto os peixes de rio e água doce. Sobre a pele lisa a embarcação e lotada de turistas do mundo inteiro e de arredores. Uma sérvia de Belgrado se emociona com o rio a curva do rio tipo de vegetação pássaros e tudo estudado na adolescência. O rio desfilando como modelo para as plantas as aves. É natureza forte, portanto deve viver muito (oração coordenada sindética conclusiva, dedução, consequência).

            - Olhe só! A flora mais favorecida embebida na felicidade vivaz!

            O sol (estado febril febre pirexia) derramando tempo de sol e luz e brilhos e calor o dia todo. Sem cansar as cores movimentos climas formas animais aves catando bicho no meio do banhado do alagado saracura-do-banhado saracura-do-mangue saracura-matraca sanã-carijó saracura-sanã saracura-do-mato saracura-três-potes. A natureza e seus bastidores profundezas comércio. O mundo sistemático pragmático formal do maior para o menor dos tipos das espécies.

            - Puxa e opa!... Eu nunca tinha pensado nisso. As aves a música as melodias as harmonias acordes os cantos os zumbidos. Vendo como se nem visse.

            - Bando de periquitos-tapuias os tiribas já insurretos insurgentes amotinados.

            As árvores descansam no parque na praça no mato. É assim. A correria dos madrugadores ávidos por exercícios. As aves ainda no banho matinal. As capivaras e antas e pacas no lago artificial. Olhando os maratonistas. Em volta a cidade envolvida no seu labirinto de ruas e calculando negócios economias finanças porcentagens. A estrela do norte está cansada, pois boceja com gosto (orações coordenadas sindéticas explicativas, motivo, razão). E flertar já fazia parte.

            D (impérvio intransitável) um ser alienígena com uma casca caparazão carapaça para dissimular os instintos variados uma mente mentalidade que conhece reconhece mas sem propostas definidas definitivas concretas oportunas. D (auspício augúrio vaticínio presságio) variação definitiva de coisas que vicissitudes acontecem. D (panfleto peça de propaganda panfletagem) idêntico o sol o rio a montanha, ou seja, revive renasce ressurge recria reinventa todas as vezes quantas forem necessárias.

            Rumo certo, e no dia aprazado se foram se largaram a família pras montanhas à serra do Lagarto, rio Caceribu, rio Bonito (rios que usam caparas e curvas), Ortigueira, Atibaia (tupi, ‘morro dependurado’), Faxinal, Tamarana, Mauá da Serra e os mauaenses da serra. No mesmo instante a um tempo e mesmo momento movimento distância de nada um da outra sol e manhã se cruzaram após os morros os picos os cumes enevoados coisa e tal. E sem prever antever outra coisa outro modo nada ou coisa alguma coisa com coisa somente o presente esplendoroso. O carro ora acelerava, ora reduzia; o motor ora gritava, ora escutava (orações coordenadas sindéticas alternativas, exclusão).

            - Aqui! O sol se levanta cedo pra apagar as sombras da noite. Oi!...

            - Parque de Itapetinga e arredores, Mairiporã e Francisco Morato e Esmeralda.

            - Se houver tempestade tropical, me chame me telefone me comunique...

            No caminho deram com a passagem para a usina nuclear Almirante Álvaro Alberto, em Angra dos Reis. Região montanhosa (altimetrias hipsometrias e as medições das altitudes) que concentra um dos melhores pib per capita do B. Atraindo capitais e investimentos em infra e hotéis aeroporto internacional e moradias e serviços. Povoado em demasia superpopular superpovoados. Porém todos (pronome indefinido vago genérico impreciso) correndo atrás do que antes tinham sonhado desejado esperado. Aves brabas mansas tranquilas afobadas intérpretes, consumidoras de banana.

            - Esta região é atraente, convenhamos! - falava a Gaipara, senhora cheia de vivacidade graciosidade flexibilidade comunicabilidade. - Comparando cotejando com outras áreas do país, é claro. E o nome da cidade é nobre e ajuda.

            - Pra morar é um lugar aprazível e confortável e aconchegante, sem dúvidas - respondia Tácito, que já fora interessado aplicado estudante otorrinolaringologista.

            Chegaram fim de  tarde e se hospedaram no hotel/fazenda A Botoeira. Saíram da estrada asfaltada (na distância percorrida com o auto, hodômetro) e pegaram uma estradinha cascalhada britada costelas de vaca catabi terreno bem irregular entre boa vegetação de mata. Plantas folhas verdes folhagens exercitando com a luz os exercícios da fotossíntese. Numa curva qualquer, cocurutos buracos valas, deram de cara com uma casa-grande e outras construções barracões puxadinhos e o campo o potreiro morros barrancos árvores espalhadas e garaúnas ou braúnas, jomirins, ipês-perobas, juncos-de-cobra, plantações verdes de canas-de-açúcar. Perfume de chá e gosto e sabor.

            - Eta! Mas que dia!, principalmente - a menina, séria murcha cansada fingida.

            - Vamos ser fazendeiros por alguns dias, né, gente?! - satisfeita a mãe Gaipara, ela a vaporosa cabelos soltos soltinhos desta vez. - Fé que é programa de família.

            - Hum!... Teremos fazenda e cavalos, gente?! - ansiosamente o Realejo.

            - Quando tiver meu próprio avião a jato...

            Foram recebidos na porteira pelo encarregado e mais uma matilha de cães de todo tipo tamanho e brabeza, cachorros e cadelas cheios de rancor perjúrio inveja ou admiração. O empregado servidor colaborador do haras advertia repreendia os bichos e informava os visitantes. Palavras de acolhimento aconchego e aproximação.

            - Sejam por demais bem-vindos, gente boa! De agora até o dia que estiverem preferirem. Podem contar comigo, Matambre, um seu criado! - realmente um senhor pilchado no costume na tradição e um pelo-duro chapéu de palha de trigo trançada e barbicacho peliça xadrez branca e preta forrada de peles de carneiro bombachas lenço no pescoço botas sanfonadas esporas de prata relho feito de tiras de couro cru trançadas em cabo de ramo da corticeira-do-campo. Sempre no sorriso franco e maduro.

            Mais uns metros de carro e já estavam na porta do hotel barra fazenda A Botoeira, propriedade propriamente dita. Foram recebidos pela empresária dona Ana Brasa-Viva. Os hóspedes escolheram o bangalô 16, e foram alojados. Um pouco rústico simples, mas porém todavia entretanto nem faltava nada o básico o necessário. Um espaço coberto de zinco onde no interior cabia um fogo de chão com a chaleira no tripé de ferro fundido e caixa de erva-mate cuia bomba de prata com bocal de ouro.

            - Ora! Chegamos e aqui estamos - dona Gaipara, satisfeita com as acomodações. - Mais algumas coisinhas e horinhas e estaremos no berço, minha gente! Alôooo!...

            -  Pra começo de conversa... galera, vamos descansar no berço. Oquei?!...

            - Upa! O último a deitar come salada no almoço. Fui clara, hem?!...

            Já ou ainda o descambar do sol, e estugando o passo nas horas vetustas antigas velhas cansadas, raiando um olhar de esguelha nada e nada sobre os peraus e picos caindo escorregando pelos esporões contrafortes flancos das montanhas. Já cerrando as cortinas, e suas safenas e bambolins. Já encurtando seus raios de ouro suas garras úngulas unhas cascos. Se escusando tolerando perdoando se desculpando com os altos os elevados alcandorados alcândaras da serra da Copaoba. Deixando o mato os bichos tudo e o rio coleando colear serpejar rumorejante murmurar no escuro. Um contrassenso porque no outro dia estará de volta e no mesmo local e começando do mesmo modo, etc., no mesmo tom. Um paradoxo porque dia seguinte e raios pelos eriçados, meio que resmoneando resmungão e cabeceando sono cochilando toscanejando, estará de retorno e parecendo completo pleno decisivo peremptório definitivo divino inalcançável. Sol projetando ouro entre as nuvens, e buscava taça pira para os derradeiros minutos.

A lua toda prosa bela como uma rua a sua a tua. E cheia de curiosidades, saltou sobre os morros e árvores. Vinha de dentro do mar escamoteando surrupiando e já sorrateira. Vinha embrulhada em névoa ou cerração pegada de nuvens rasgadas. Grandona tumultuada exagerada e num princípio até de certo modo acelerado. Com início aí pelas às 19h e 30min. Preparada para estacionar em algum ponto e vender renda de bilros obras estupendas artesanais e outras roupas em metro amostras grátis peças de morim seda cambraia. E subindo como globo esférico balão de ensaio balão de gás balão de oxigênio balão-sonda. Esfera de prata e vender platina braceletes pulseiras anéis brincos argolas de pingentes. Insurgente que se rebela se revolta. Euforia lunar.

            - “Vejo a lua no céu!” Tem um livro com este nome, bonito - suspirou Gaipara.

            - Uma lua prateada, eu confirmo - o pai Tácito, circunspecto honestíssimo. - E ela mesma, eu firmo embaixo, vendendo seus trapos e panos em azinhavrados enferrujados níqueis vinténs óbolos centavos cobres tostões.

            - Eu já vi a lua também de dia, gente! Ela estava pálida e transparente - apareceu o jovenzinho Realejo. - Parecendo um fantasma uma aparição meia desgastada pela luz do sol e etc. Se notava e se via muito bem as profundas crateras e tal e qual.

            - Por que a lua é redonda? - despertou a Inajá, indicando o satélite com um dedo.

            - A lua é redonda porque nem é quadrada!

            - E se fosse quadrada enquadraria na parede da sala de estar!

            - Uma mãe e avultando maior mais que o imenso mais que uma superprodução.

            Deixando a lua para outros dias outras oportunidades, foram ao jantar e recomendado escolhido pela proprietária a mesma dona Ana. Esta senhora assim madura nos anos e idade experiências recolhida em si pessoa um ar cauteloso cordata um sorriso brando leve adequado uma fala boa baixa ocasional umas expressões aprovadoras meticulosas bonachonas. Uma senhora sorteada em filhos e netos(as).

            - Recomendo nossa pizza Mineirinha. Esta assada no forno a lenha e com sabores cheiros condimentos da região - completou a senhora toda prontidão e acolhimento. - Nacionalidades com destaques aos sotaques regionais, compreendem?!

            Quando a lua se perdeu entre nuvens densas e madrugada, logo relampeou. Choveu com o céu riscando chicotes incendiados. A mata pegou banho na madrugada. A fazenda a mata o campo pegaram banho quase até de manhã. Choveu mesmo durante a noite. E hipóteses maquinações estratégias. A mata se banhou orgulhosamente e ipês-mandiocas, bracuís, ubás-de-facho, pindaíbas-vermelhas, campsiandras, milhãs-de-pendão, rabos-de-raposa, catauaris. Tudo denso profundo completo compacto complexo ortodoxo. Tudo quanto variado variedade variantes os aspectos impressionadores.

            A tempestade que surgiu (aqui mesmo já abramos já abrindo e mostrando um parêntese parentização parentesiar), e poucos ouviram ou viram, surgiu gigante gigantesca estupenda quebrando tudo invertida num remoinho ensurdecedor acalorado resfriando com igual desigualdade de um ciclone extratropical. Que durou o cataclismo no máximo 20 minutos. Convulsão achamboada imperfeita grosseira e desastrada.

            D (acaroação acercamento aproximação acaroamento) surge surgiu surgirá sempre sol inclemente bem definido completo sem complexos. D (araxá planalto chapadão ilha do Aracapá rio Aldeia rio dos Duques rio Tanguá) cultiva destemido estrênuo corajoso seu arroz orizicultura orizicultor alimentando amenizando a fome de meio mundo. D (Marilândia do Sul, Orocó dos orocoenses, Santa Fé do Sul com a praça Salles Filho, Macururé, Belém de São Francisco, Curaçá) proteiforme pouco a pouco segue as predileções tradições cominações costumes supertições vícios virtudes qualidades preferências e outras abundantes tantas características morais. D (adicto dependente devotado escravizado dedicado submisso e perene perpétuo perenal) deixa esta originalidade bela díspar demonstrada em os verdes das matas subtropicais do B.

            No primeiro dia de manhã e acontecendo. Escutando auscultando investigando. O sol admirou gostou bocejou e decidiu levantar desfraldar a bandeira. Jogou a indumentária a capa noturna esvurmou as cobertas cobertores e surgiu apareceu. O verde mais verde e renovado lavado. E dia claro vai o que fazer outro dia. Já enriquecendo depressa e eufórico. E horas iguais comparadas medidas pesadas contadas calculadas. Sem escrúpulos. Um divino representante e astro-rei onipotente deus onipresente ou ubíquo. Nervoso ansioso irrequieto. Decampar levantar acampamento e pôr o bloco na rua. Um solar universal patriarcal, claramente. Euforia solar.

            Os amigos hóspedes a família despertou e foi para a estrebaria ou curral ver os cavalos e coisa e tal. Muito na expectativa da coisa nova diferente inédita.

            - Primeiro aprender a andar a cavalo - pedia o pai Tácito.

            - Plausível - disse a mãe, bonita encantadora irresistível aromatizada.

            - Tem cavalo manso mansinho mesmo, seu moço - Realejo preocupado se dirigindo ao encarregado dos animais. - Sou amigo dos animais, é.

            - Você escolhe, meu chapa - respondeu o senhor empregado Paulo Regeira Glissando. - Temos cavalos baguais e já treinados e de corrida e mansos e pangarés e potros e potrancas e petiços e pôneis. Pode você mesmo embarcar como ser alçado embarcado. Já encilhado no cabresto freio de boca buçal sentar na sela com pelego.

            - Deixem que seu Paulo explique tudo, filhos - recomendou a mãe.

            Os cavalos foram apresentados. O cavalo rincha porque é nervoso (porque é nervoso: oração subordinada). As pessoas possíveis cavaleiros amazonas aos cavalos e éguas. Todos os dois lados de olhos arregalados presos à novidade, esperando o que ia dar como ia sair. Nem se escondeu nada nem se inventou nada diferente. E avante.

            E o mesmo Realejo ouvia e escutava atento ansioso com muita atenção, ponto por ponto. Já resmungou perguntando coisas importantes:

            - Moço! Você acha que o cavalo vai me obedecer? Eu adoro animais.

            - Escolhe um e vamos ver, hein?! - disse o tratador/colaborador da fazenda.

            Eram uns sete cavalos e sete éguas. Algumas raças e diferentes pelos. Se Podia dizer que cada um uma era melhor no desempenho dessa ou daquela função ou trabalho ou lazer, etc. O empregado/servidor do negócio foi traduzindo mais ou menos conforme a sua escolha aleatória diante dele e apontando rebulindo rebobinando e tocando o disco outra vez explicando e colocando os pontos nos is:

            - Pois temos diversos, e se for o caso podemos ver e vejamos. Um pouco de origem e raça são os pampas temos os campeiros ainda os mangalargas os marajoaras os pantaneiros, sendo os pôneis os piquiras e os purucas. Ainda aí nas estrebarias cocheiras nos pastos recolhemos alguns aposentados cansados fatigados os muares burros mulas jegues. Por acaso esses exemplares e distintos cavalos e éguas. Procuramos formar sempre um casal, que assim juntos vivem melhor. Equinos são criaturas potenciais.

            - Você já ouviu falar no cavalo de Dom Pedro I? Na potranca Açuruá?

            A indumentária carrega as rédeas baixeiros caronas badanas selas e estribos barrigueiras peitorais rabichos pelegos cinchas... e o que mais. As manobras levam em conta o trote passo galope girote pirueta salto. Umas escaramuças seriam o empinar assoprar corcovear arrancar travar refunfar. O cavalo aprende em troca de comida.

            - O que um cavalo equino gosta de comer, preferencialmente?

            A família andava de baia em baia os cubículos observando faceira e tomando coragem para interagir com os animais. Estes bichos espiando por sobre a meia-porta e olhos arregalados relinchando uma que outra vez batendo os cascos cabeceando esperando cenouras espiga de milho carinho entre as orelhas, etc., espinha dorsal curvada carcaça acostumada com o peso da carga. Os quadrúpedes se curvarão se lhes derem alimento (oração subordinada desenvolvida sindética - conectivo: se). Todo cavalo é igual mas cada um tem sua personalidade e preferências e gostos e sonhos.

            - Eles os cavalos nem vão se importar se a gente anda com eles, seu moço? - o Realejo pedindo informação tomando coragem tomando nota diante das alimárias. - Eu mesmo acho que é uma negociação, e que negociação!

            - Estão muito acostumados com gente. E muito a fim de passear, pode crer - declarou o empregado/encarregado do curral, um deles dos tantos colaboradores.

            - Qual a gente escolhe? Ou é o cavalo quem decide? - outra dúvida interessante do nosso Realejo. - Eles têm seus nomes e como são chamados, pessoalmente?

            - Isto mesmo e te digo. Cada um com seu pelo e apelido. Vamos ver e conferir?

            - A história registrou muitos cavalos famosos de famílias ilustres nobres, família imperial brasileira. Se ouviu dizer se reconhece a badalada parelha, o garanhão Charão e a égua Mocoa. A princesa Isabel e o conde d’Eu passeavam assim por Petrópolis.

            - Pessoas famosas cavalos famosos em passeios muito falados e legendados.

            E o instrutor/trabalhador dos estábulos da fazenda foi apontando e nomeando de porta em porta os cavalos e potrancas. O encarregado ia reconhecendo e os visitantes clientes iam conhecendo um por uma e parelha por parelha casal e par. E pedia que confiassem (que confiassem: oração subordinada substantiva objetiva direta):

            - Ótimo! Peço a confiança. Pois aqui estamos e partindo. Baia número um, os bragados (com as manchas brancas na barriga ou virilha) que nomeamos Soberbo e sua dama de companhia, Soberba. Cocheira dois 2, estes gateados brasinos (sujeitos baios e cabos negros ou pernas pretas e corpos claros) e demos o nome de Gatarrão ele e ela a Catioa. Vamos treinar e aprender com esses dois pares este casal, por hoje - decidiu o amigo administrador/guia/cocheiro.

            - Parecem prontos e bons de passeio - reparou destrinchou remediou o Realejo.

            - São sujeitos e conjuntos de boa índole e até uma índole empoderada, oquei?!

            Todos os cavaleiros amazonas vestiram umas botas ou botinas apropriadas. Muita concentração nessa hora. Nem embaraço empacho obstáculo. Os bichos grandões são animais irracionais e imprevisíveis irrequietos. São acostumados com gente mas vai quê. Montar com pé no estribo, ‘upa!’, como se sobe no ônibus. Põe o pé predileto e se lança a outra perna boleia a perna sobre as ancas do bicho, e num... ‘uuupa!...’ artístico.

            - Abram bem os olhos, pessoal aprendiz - sempre falando recomendando o velho senhor dos cavalos e ali presente. - Nem deixem que o cavalinho sinta que está com medo ou incerteza. Agora o bicho é você, assim tipo tu e ele ou tu e ela; centauro. Vista pegue as esporas a tala o chicote açoite rabo de tatu que o bicho respeita e presta atenção. Respeite e trate de se fazer respeitar. Agrade e trate de ser obedecido.

            - Pois espere, nem se apure ou me apure...

            Ficaram e fizeram pelo pátio os exercícios práticos para ir pegando o jeito dos animais e vice-versa. Até se sentirem bem uns com os outros. Depois se tornariam amigos e com tapinhas no pescoço na tábua do pescoção, uma vez. Confiança mútua.

            - Eu posso falar com ele, moço? - pedia o Realejo permissão ao cocheiro para hablar com o cavalo. - Posso dar o bom-dia ao cavalo? Posso dar o tchau ao cavalo?

            - Se a Soberba assim quiser, hahahahaaa!... ouvir e responder - disse meio debochado mais outro dos tantos tratadores, de pseudônimo Ajuruetê (nas horas vagas exímio tocador percursionista de xilofone, peça e instrumento quase quase diferente).

            - Pois é mesmo... ela? Que falta grave, meu! - conferiu o Realejo.

            - Oi! Cavalos nem são só para andar, mas para trocar experiências. Relaxou?

            Mais alguns exercícios e andadas pra cá pra lá. O chão de areia trazida do riacho pisava macio para os animais. Os cães da casa os mascotes dos hóspedes brincavam correndo ao redor de cá pra lá e muito empolgados. Parecia tudo bem. Uma mesmo família de gatos felídeos sempre passeando entre todos os outros embora atentos ligados espertos. Nem brigas nem dúvidas nem reproches. Os cavalos pareciam concordar com as idas e vindas, arreamento arreio encilhados buçal (cabeçada focinheira fiador cedeira) freios nos dentes mandíbula focinho focinhudos nariz resfolegando como de costume crina bem escovada lisa corrida e cauda cola tocando espantando uma ou outra mosca-varejeira ocasional inoportuna. Era esta a verdade que ninguém duvidava (que ninguém duvidava: oração subordinada substantiva adjetiva). Ir fores fordes fôramos fôreis.

            - Sim, à tarde teremos mais umas instruções particulares, tá legal?! - sentenciou o empregado do curral e cuidador de cavalos. - Estejam aqui aí já pelas 15h. Inté!

            D (charola andor padiola maca) está e continuará bem. D (banido exilado ablegado desterrado isolado) começa o dia pontualmente pontual os dias com o sol mas daí em diante e logo pela manhã raios fortes tudo é com Ele o Degas o Cara o Quera. D (ilha de Santo Aleixo, Abaré, Rodelas, Cumbe, Santa Maria da Boa Vista, Cabrobó) tece com as tapuiranas as mesmas redes de descanso em a aldeia dos procá. D (rua João Ribeiro de Andrade Fernandes esquina com a rua Cacique Zorobaté) desenvolve pro mundo afora seu desejo intenso anelo anelação anélito aspiração inspiração. D (maninho estéril nada prolífico nem fecundo) desce um rio Passaúna salteando cometendo um diagrama no caminho índole varonil arrojado pra despejar no mar ou seu próprio bolso.

            Outros hóspedes andavam aí com os cavalos passeando fazendo as trilhas guiados pelos tratadores e conversando os assuntos pertinentes impertinentes, pra cima pra baixo e etc. Saíram quando amanhecia (quando amanhecia: oração subordinada substantiva adverbial). Palmilharam picadas carreiros entre o arvoredo. Retornavam agora já para o almoço. E como vários iam aparecendo sendo vistos e revistos também foram apresentados os cavalos e éguas. Quem eram de onde e por quê, quando como talvez, comprados adquiridos achados trocados. Conferidos nos dentes, principalmente.

            - Se for o caso de procriarem, nossa! - vibrava e torcia o veterinário/tratador, entusiasmado com a possibilidade de nascimentos de potrinhos(as) nos seus estábulos. - Uma ma-ra-vi-lha!! Esta a ideia por trás da esperança! Sonho desejo e trabalho labuta! Gosto tanto de animais que acho que em outra encarnação fui um deles, no mínimo.

            - Ora! Um potrinho é tudo - já dizia dona Gaipara. - Parece tão brincalhão!

            - Pois sim! Ficam tentando tropeçando trambecando como tontos.

            Então, indo e voltando do campo da cavalgada, vinham os outros cavalos sendo cavalgados montados pelos hóspedes retardatários. Um alazão (tipo alaranjado) de olhos grandes e atentos, o nome Painel que por acaso sua namorada alazã se chamava Alcova. O colorado-pinhão (com um vermelho mais forte) e porte alto vigor saúde e nomeado Almanaque com a consorte idêntica, dividindo a baia como é costume na fazenda a esposa Joia. O  casal libuno ou lobuno (cor predominante coloração de cinza-escura) e uns belos comilões de ração suplementos complementos legumes frutas milho tubérculos raízes abóboras melancias abacates maçãs, chamados quando atendiam pelos nomes respectivamente de Cartão e Carta. Todos animais muito garbosos imperiais imponentes destacados. Altos preços nos mercados de leilões. Seus ossos almejam que durmam e que relaxem (que durmam, que relaxem: orações subordinadas coordenadas objetivas diretas).

            - Onde vocês compram esses ótimos supimpas exemplares, gente?! - pergunta do pai Tácito. - Parecem a mim muito caros. Me parecem muito alienígenas.

            - Basicamente e tranquilamente cada par vem de um lugar localidade diferente específica e longe. Então me acompanhem - foi narrando o empregado/zelador já com o estigmônimo de Cem-Virtudes. - Estes malacaras (manchas na cabeça e corpo vermelho) foram adquiridos negociados em Campo Belo do Sul, sendo ele o Mérito e ela a Chácara. Já o casal de oveiros (grandes manchas vermelhas brancas pretas) vieram de Capão Alto e atendem quando chamamos ele Barão e ela Baronesa. Nós os acondicionamos muito bem e eles gostam da gente gostam daqui se acostumam.

            - Sendo o que mais me comove... olha só gente!... - externava a mãe Gaipara. - O que mais me atrai nesses animais é a do-mes-ti-ci-da-de. Logo eles interagem e aceitam o ser humano por perto. Tão fortes e tão dóceis! Zero pinotes saltos pulos!

            - E todo dia troca o hóspede ou montador. Impressionante - declarou o pai Tácito. - Parece que se adaptam muito bem se acostumam de pronto rápido com os diferentes cavaleiros cavalgantes amazonas.

            - Sim, é isso e está correto! - continuou o cavalariço. - Assim vai a cavalhada a manada a tropilha. E estes dois o casal de zainos (marrons escuros escuros), o potro Ambaló e a égua Oveva, foram negociados a um cavalariano de Vacaria e lá pelos idos de março de 2040 porém já descontando o possível engano que nem sou muito bom de datas. Temos os modelos Tino e Tina, ruanos (vermelhos com crinas e colas brancas), diretamente transladados desde os pagos de Bom Jesus. Sem mencionar e já destacando da localidade de Muitos Capões os rosilhos (prateados com pintas vermelhas) ele como Fogacho e ela Labareda. E olhem só, gente! Mais uma e mais essa! Esta égua Labareda é descendente direta filha do famoso alazão e corredor de carreiras no hipódromo da Gávea, o famigerado Alibambar. Já ouviram falar, hum?!... Marcou época muita.

            - Deus! Verdade seja dita e anotada, são verdadeiros monstros de animais - pai Tácito declaradamente empolgado com os bichos amestrados as cavalgaduras as bestas de montar montarias. - E de perto são espetaculares e quase quase surreais. Fazem tanto sucesso como um jogador de futebol. Zero coices mordidas patadas, né?!

            - Parecem mesmo uns heróis, é! - sintonizou a Gaipara. - Animal nobre, heroico.

            - Viva! Se fosse por mim, já queria andar antes de hoje - lembrou o Realejo.

            - Ah!... Estão aí por nós alojados prestadores de serviço criadagem e ainda nos esperando na cavalariça por algum motivo - pensou alto o Tácito. - Como se fossem escravos dóceis submissos, eu diria. Será que precisam do ser humano pra algo e alguma coisa? Zero falcatrueiros(as) falcatruas fraudes embustes, óbvio.

            Todos ali presentes e os humanos e os cavalos equinos. Uns e outros sempre se olhando se cheirando. Às vezes se amoitando se calando se ausentando. Exemplos: o pingo Garranchento, bem aperado ajaezado alinhado e bonito ligeiro brioso; o recém-domado redomão poldro Capoeira e por isso ainda estigmatizado cheio de sustos e assombros. A potra Embaraçada, que foi laçada desde o potreiro tresmalhada desgarrada espalhada e muito temperamental instável.

Ele o encarregado/tratador tinha um roteiro. Pediu que tivessem pressa (oração principal e subordinada: pediu, oração principal que nem depende sintaticamente da oração complementar - que tivessem pressa). Recomeçou a explicação explanação e nem queria perder o tema impulso elã motivação:

            - Com a devida e preciosa licença vênia, continuamos a apresentação. Os tobianos (comumentemente pelos brancos e vermelhos), naturais originais ele Basilicão do rincão de Monte Alegre dos Campos e ela Báscula do município de Campo Limpo Paulista. Temos ainda o casal tordilho (brancos com patas escuras) ele chama Vislumbre e ela nomeada Jaci, recentemente acabaram de ser domados e um mês atrás ainda baguais, e procedentes de Campestre da Serra. Um luxo, uns luxuosos!

            - Perfeitos, obras-primas da mãe natureza - muito admirado o Tácito. - Esculturas pinturas de arte, pinacoteca. Olhando-os como animais, claro!

            - E belos lindos raros como que joias raras e caras - ampliou a Gaipara. - Olhando-os como seres como animais, claro! Nem podemos esquecer disso.

            - Eu mesmo nem troco um cavalo por um auto. Exuberantes e umas lendas de músculos e robustos bonitos lisos. Com personalidade. Sem problemas sem carapatos-de-cavalo sem cicatrizes sem anomalias sem defeitos sem mazelas. E lustros brilhantes rebrilhantes rutilantes aos raios dourados do sol - empolgou o zelador/guardador de cavalos e atendendo pelo criptônimo de Topitá (sujeito compadre incrédulo dubitativo opinião dúbia cético e sempre com os olhos na paisagem pensativo fumante inveterado remoendo grandes e abundantes lembranças de sua terra natal muito apegado saudoso a localidade de Jaguapitã, e dizem do tupi significar ‘onça-vermelha’).

            - E manter esses animais peças espetaculares! - exagerava o pai Tácito. - Se gasta uma pequena fortuna. Os cuidados que se deve de ter. E abraços beijos sonhos.

            - São tratados e respeitados como gente, hem! - declara o Topitá. - Bem calçados com ferraduras e guiados na rédea no cabresto, porém nada nada de extremos tipo relhos açoites chicotes esporas pontapés. Mais atenção e carinho possível e menos estresse. Um cavalo é um mito, deus de mitologia. E afagos carinhos comemorações.

            - Pois se deve esquecer aqueles procedimentos retrógrados marcas de ferro a ferro e fogo os relhos e açoites as esporas rosetas acicates e mais todo um acervo uma acumulação horrível - comemorou a mãe Gaita, comiseração compaixão miseração.

            - Estamos de acordo e em dia com o tratamento adequado e feliz e correto - disse e confirmou o servidor/tratador/orientador, seu Topitá.

            - Então é bacana demais da conta, seu! - empolgou o Tácito.

            D (ser encourado e único e eminente é obeso atufado cheio atulhado entulhado dilatado gordote corpulento anafado nédio) que descansa as pernas sobre espendas da sela escanchado joelhos encolhidos mãos segurando a brida pés firmes nos estribos de ouro raiado irisado e seguro relaxado aconchegado treinado sobre o lombilho retovo retovado, em tal caso a nuvem novelo assento selim selote cadeira de balanço - peça útil com encosto para as costas e braços para apoiar os antebraços. D (palavra remorada adiada delongada retardada) faz as contas das estações e prefere mais e melhor o verão em ilha Coroa do Avião museu de história brasileira Teodoro Fernandes Sampaio cidade de Chorrochó, dos chorrochoenses, ‘rio que jorra correntoso ruidoso’ em tupi. D (canto dolente para guiar o gado aboio aboiar e toar toada entoação entonação) junta no logrador matemático mmc e mdc e considera mancornar questionar calcular o mínimo múltiplo comum e o máximo divisor comum.

            Foi o dia e voltou outro novo em folha, dorso luzidio. Atrelar e desatrelar. Isso acontece. A aurora espiava, o sol descambava atrás do morro. Respeitando o tempo o clima os acontecimentos. Máquina vulcânica extrusora extrusão expulsão. Tanto e mais municípios 5.569 do país. Nuvens rudimentares, de desenho esquisito, e proporções.

            Sol divino estrela e até pra lá de mais 5 milhões de anos. Teremos os terráqueos heliocêntricos heliodinâmicos heliófilos. Astro severo valente destemido ousado. Pouco ou nada de solavancos tranqueiras tronqueiradas gado mumbica tambeiro abombado ofegante indomável. Obrigado, sol! Parabéns!

            Esta minha razão é entumecida intumescida inchada engrossada e de encher. Esta minha ideia é severa indignada sarcástica patética. Esta minha faculdade é escamotear encobrir agir sorrateiramente.

            O sol, famoso e esperado e preciso e necessário, vinha chegando. Bolinha de fogo nuclear. Se via e se admirava o soberbo horizonte em círculo. Abóboda infinita. Apontavam os primeiros raios para a geologia da terra do local. Começo pelas pontas altas fragas fraguedo penhascos penedias. O sol arriscando a vida entre as escarpadas pontas de montanhas. E a luz vinha mesmo se alastrando e querendo mostrar tudo e nem somente o alcantil promontório, mas o vale descendo as fraldas das colinas até o rio. Parecia que a coisa melhorava (oração subordinada substantiva subjetiva - fonte: ngb). Dentro da canhada um hotel/fazenda A Botoeira, cuja sede as construções todas cercavam um paralelogramo geométrico perfeito. Quanto ao coração, sobe e acelera.

            Eu sei por que o sol já veio e assim. Já pensei que fosse tão bom assim. Veja que horas são (o. s. s. objetiva direta). Se ignora desde onde como quando se deu o fato. Quando inaugurou este sistema. Um escudo de bronze ou ouro pegando fogo no céu azul. Mantendo um bom controle aceitável da jornada. Era tudo que queria.

            Esta manhã outro dia segunda-feira, acordar cedo cedinho!, então, o dia e hora do passeio efetivo fazendo a trilha pelas terras da propriedade. De madruga tinha chovido uma quantidade significativa o tempo embruscado fechado, região pluvial maiormente nessa época final de verão início de outono. Temperatura e pressão introvertidas fechadas esquisitas. Corruptelas e atos efeitos processos de corromper corrupções dos ventos com as nuvens ou etc. Quando falta a luz é bucha!

Parou de cair água ali quase quase no raiar com anúncios de aves em profusão e arapaçus-de-bico-preto, araquãs, almas-de-caçador, curicacas, supis, gavião-caburé, apitãs, corruiruçus, araçaris-castanhos, limpa-folhas-ocráceos, pica-paus-brancos, tricolinos-de-chifre (aves penipotentes estas paludícolas da família dos tiranídeos). O dia começou lento sonâmbulo convencional lobrigando entrevendo a custo e depois com falações adágios ditos rifões. E sempre foi reagindo se agitando e inclusive já sublimando. Sons opacos abafados rijos amortecidos distantes distanciados. Razoável ponderado intuitivo sensato condescendente. E festa festividade fervilhar alvoroço.

            O sol saiu esbaforido e arremessou seu escudo de ouro magnífico, e limpo de nuvens no azul celeste, aí em diante boas horas das 7 e 20. Todo um caminho a percorrer e pela frente fluente. A tendência comum natural era esquentar a chapa flamar flambar queimar. E abraçando as plantas favoritas e favorecidas e arrudas-do-mato, mentruzes ou mastruços, cagaiteiras, bacuparis, guajaraís, cravos-do-campo. Astro dos astros e girando abrindo olhando vendo duvidando conferindo retirando arando leivas no último andar do celeste parque. Pequena bola de ouro caramelado amassado. Todo beija-flor-do-mato procura flores e veloz velocíssimo e diserto eloquente facundo.

            A família eleita desceu aos estábulos cocheiras estrebaria curral para enfim fazer o esperado aguardado e treinado passeio a cavalo. Cavalgar ou cavalear os grandes animais de estimação da fazenda/estância A Botoeira. Foram recebidos por um dos homens tratadores/zeladores capataz/peão excelente personagem, o Cem-Virtudes:

            - Olá, pessoal do cedo! Tudo em riba?! Depois de uma noite bem dormida!...

            - Oi! Ansiosa para andar passear com os cavalos - respondeu Gaipara a Gaita.

            - Ah!, oh!... Audacioso para trotar galopar de parceria com os cavalos - disse Tácito, isento isenção distinto conceituado e ou às vezes em certas ocasiões situações um fulano malicioso azevieiro ladino (substantivos, o quê?!... abstratos).

            - Espero que meu cavalo me reconheça de ontem pra hoje, hem! - explicava suplicando no íntimo os suplicamentos em sua baita expectativa o Realejo.

            - Primeiro que montar quero abraçar - comentou a Inajá, terna fofa querida.

            Saíram de uma vez por todas e montados escanchados. O guia/instrutor (que aproveitou pra lembrar de fazer o sinal da cruz católico se persignar com os dedos polegar positivo e indicador e pai de todos já levá-los aos lábios, supersticioso que ele só) e a família toda menos os afilhados cães que acompanhavam a pé apezinho no mas e contentes de aventuras ansiosos de acontecimentos. A cavalaria no trote de passagem e passaram passando umas passagens azinhagas sebes taipas entre casinhas do hotel/fazenda áreas cercadas redutos reduções plantios hortas e foram embora pra fora.

            - O calor o sol o mormaço aumenta com o passar rápido das horas, ora!

            - Um primeiro dia inaugural parece mais que um bem-estar, né?!

            - A distinta distinguida presente natureza e à disposição, estadeando ostentando exibindo orgulhosamente - já discorria abertamente comemorativo o Cem-Virtudes.

            Pararam no caminho e esperaram um pouco para ver o panorama. Procuraram guardar e fotografar. Olhando a paisagem que se descortinava. Os cavalões o conjunto cavalar se preocupou com algum capim por se acaso ali perto ao alcance de um bocado ou caso nem isso um olhar à toa um olhar animal olhar de boi olhar de peixe.

            - Entre esse mato fechado corre o pequeno rio Forquilha. Nem podemos ver que porque está tapado de vegetação plantas ciliares - orientava o explicativo guia/tratador.

            - Digo. Já merece o nome de parque e reserva de preservação, hem?!

            - Tomara. E flora e fauna de amostra pra sempre, tesouros.

            E de longe nem se podia identificar (uns 800 metros), mas tínhamos diversas espécies e tipos e formas tamanhos de plantas se destacando na região e até endêmicas tipo o alho-silvestre, timbó-manso, erva-chumbo, canoé, siriúba (siriubal ou árvores dos siris), sereibatinga, flor-do-campo, estrela-do-norte, mangue-branco, mangue-amarelo. Assim mesmo os capões localizados descontínuos pedaços de mato esparsos e conforme os espaços preferidos para o capim dos animais o pasto o potreiro render mais ou na beira do rio os cafundós grotões. Uma colcha de retalhos que nem desmerecia a paisagem. Panorama aberto estonteante paisagem esplendida. Naquele dia de sol...

            - Opa! Quem manda nisso tudo, gente! - nem era uma pergunta da dona Gaipara.

            - É aquele alto Ele que troveja e relampeia e faz chover quando quer, certo?!

            - D me acuda! Valha-me D! Vivo viva e deixe viver! Quem me dera!

            D atento. Gaipara tinha consigo intimamente a sensação que estava sendo vigiada. Tinha a sensação de que alguém a observava (o. s. s. completiva nominal). Havia ali junto perto, unidos ligados ajoujados próximos envolvidos, mil e tantos mais de mil seres procurando dando conta do seu dia a dia diário. E D por todos.

Com aves belas deslumbrantes festivas sempre cantando e mantendo em ordem o próprio território se acautelando contra predadores invasores espiões, anambés-de-cauda-branca e alegrinhos-do-leste e tuins e ajurucatingas e agamis e abre-asas-de-capoeira e acauãs e carrapateiros. Existindo ali passageiros pássaros alados piando galhofando gracejando rindo debochando e enfim na risota predileta e nata e aprendida adquirida desde sempre familiar típica. Umas aves sabiam imitar outros ruídos ou vários cantares de outros pássaros ou outros bichos e os petrins os nei-neis as araras-canindés as guaracavas-de-barriga-amarela os maracanãs-pequenos os graveiros as aracuãs.

            - Embora. Isto visto de cima e de longe ou de perto tem cor e som e imagem de paraíso - declarou o guia/pesquisador local, Cem-Virtudes (que estudava virtualmente a ciência da micropaleontologia, especialidade que trata dos fósseis microscópicos. Trabalho precioso meticuloso caprichado cuidadoso valorizado).

            - Nem só endosso como comprovo e aprovo o que você disse, seu moço - concluiu e declarou a Gaipara. - É como no jardim que sonhamos e esperamos.

            - Oquei! Eu acho que faltam os dinossauros - era a vez do Realejo.

            - Agora eu vi vantagem nesse carinha, gente! - foi o Cem-Virtudes. - E temos alguns animais silvestres já vistos e fotografados aí como o tatu-bola, gambá, cuíca-lanosa ou também conhecida como mucuraxixica e o porco-espinho, cobras e lagartos.

            - Vocês da fazenda também trabalham com abelhas enxames apicultura, hem?! - lembrou o Tácito. - Vi umas casinhas ou caixas de abelhas aí em alguma parte, então.

            - Sim, temos umas colmeias irapuás mamangabas abelhamirins abelhas-mulatas para o uso da casa dos hóspedes/visitantes - esclareceu o guia, afável astuto sereno.

            A cavalgada prosseguiu, evidentemente, cavalgação cavalgamento e calma e apreciando o que D tinha a oferecer tinha plantado e já incluído. Área de mata ciliar e de provável alagamento na várzea a vazante. Os hóspedes iam aprendendo e sintonizando com os animais. Já e já seriam boas amazonas e espertos cavaleiros cavaleirosos. Aprendendo o passo do animal e corpo tronco ereto teso.

            - Enhonhém!, enhonhém!... Sim, mas tem outra coisa!

            - Pois sim! E exato. A grandeza nobreza magnitude magnanimidade.

            - A meu ver, um antropismo antropia e ações modificações do h na natureza. Pronto, falei! - fala desenxabida variante autocrata transvoada do Tácito (‘a meu ver...’, nem se usa artigo em expressões com pronomes possessivos - fonte: dh).

            Certa altura mesmo encontraram uma mata mais apegada à trilha, formando uma espécie de dossel cobertura, e resolveram desmontar descansar alongar as pernas. Procuraram uma sombra de árvore e sentaram ali para trocar umas ideias, porque sim! Os cavalos largados à vontade embora acostumados com as rédeas. O banal o trivial o comum dos insetos bichos voando assim e assado pelo entorno, vespas enxuís e besouros e aranhas e mosquitos-borrachudos e centopeias e lacraias. No encalço destes chegavam algumas aves rasteiras e pássaros do alto caçando, os macucos as perdizes e perdigões os inhambus as seriemas e arengando de repente os arapapás os socós-de-bico-largo os papa-moscas-cinza os beija-flores-safira os pica-paus-de-banda-branca. Ali mesmo no meio ambiente sombroso e ou ensolarado diversificado escuro/claro um tanto úmido da mata das árvores tudo perto cerrado junto aos exemplares que aparecem com a condição restringida reduzida do acaso eventual fortuito algumas poucas raras marcescentes murchas secas cheias de luz em demasia sofrendo a pletora hemeralopia cegueira diurna, muirapixunas muirapuamas muirajubas muirajuçaras-verdadeiras muiracatiaras muirapaxiúbas muirapinimas-verdadeiras.

            - Por que os cavalos são assim? - se ouviu o fulano Realejo. - Eu pergunto por que nem sei, sabe?! Eles temem sair sozinhos na rua e estrada? Sempre acompanhando.

             A indagação do guri assim súbita intempestiva e imprevista, principalmente. E quem o responderia? Ficaram pensando porque a pergunta era boa e honesta e difícil. Pergunta banal trivial comum vulgar porém completa cabal inteira plena, vamos convir, hein?! E agora mesmo faltava retorquir contrapor retrucar contra, etc. Até acabar. Pensa e pesa na balança da cachola e pondera, meu! Nem nunca vai achar. Se tu tiveres!        

            - Acho que nem entendo como os cavalos funcionam, é - encarou o pai Tácito. - São de tropa tropilha e às vezes se juntam se abandam se amatulam, o coletivo.

            - Upa! O cavalo cavalar e cavaleiro amazona cavalariano cavalhada cavalear.

            Enquanto isso os próprios cavalos preocupados com o pasto ou nem, ficavam aí batendo patas pateando sapateando, ‘po-to-có!, po-to-có!...’ Um que outra e uma que outro às vezes relinchava uma resposta intraduzível, ‘ih-éeeee!...’, sacudia as crinas, chicoteava com a cauda, contorcendo o pescoço a tábua do pescoço. Quiçá pedindo comando ir andando ir embora dali e bufando, ‘tofe! tofe!...’ Tropeçando chutando torrões leivas sulcos cupins pedras aparas cavacos secos acendalhas das folhas caídas.

            - Nem sei se eles têm queixas ou se realmente podem se queixar - dizia o compadre/guia. De mim sei que nem tem o que reclamar. Eu os trato muito a pão de ló e tudo na hora indicada sem látego azorrague sem pancadas ou gritos berros clamores brados. E por favor, nada incruento cruel sanguinolento assustador. Longe uma enormidade de agrilhoar grilhões algemas correntes amarras sogas cordas laços armadilhas. Nem colocamos cunhamos marcas anacrônicas arcaicas, tão entendendo?!

            - Acho que são enigmáticos, estes enormes exemplares - decidiu abrir seu pensar a menina Inajá. - Acho estranho eles todos ter estas quatro pernas e patas e cascos.

            - Oi!... Parecem do desenho animado ou efeito especial - disse Realejo.

            - Ah, bom e bem dia! O método como vêm sendo tratados cuidados vigiados acompanhados - prosseguiu o guia/tratador beltrano apelidado Gamenho - é de como se fossem gente doméstico colaboradores/prestadores de serviço do hotel. E empregados servidores com direito a fim de semana feriado férias. Recebem promoções bônus por comportamento e aposentadoria depois de 10 anos de serviço batente labuta. O macho e a fêmea casados podem e devem ter família filhotes potrinhos potrinhas e ficar aí pajeando curtindo adulando os rebentos. E choupana cabana choça ou estrebaria limpa e arrumada todo dia e na mesma hora da manhã. Temos alvará certificado diploma e o que mais os poderes públicos querem e exigem e solicitam. E mais armário envidraçado acondicionado refrigerado com remédios e suplementos alimentares, quer saber tudo?!

            - Olha, extraordinariamente! - a mãe Gaipara, até um certo ponto já emotiva. - Sim, alguma coisa inteligente dentro deles. Adoram muito abóbora jerimum moranga.

            - Um filhote nasce igual ao pai à mãe e se parecendo no pelo no jeito. Iguais e idênticos aos pais corujas e já tentando imitar. Seguindo a mãe, preferencialmente e sem falta assiduamente, por onde andar e aonde ela for. Imitam o que os adultos comem.

            - Nem tenho certeza ou sim ou nada, porém se querem que diga alguma coisa digo que altamente me surpreende estes animais estes e outros cavalos - diz o pai Tácito. - Sensacional, ora ora! O ser humano já se parece com seus bichos de estimação.

            - Sim, senhor e senhora os nossos hóspedes - prosseguia o tratador. - Nem são de sair de casa da fazenda e da baia raramente. Muito muito menos ir a uma festa. São mesmo retraídos anônimos, praticamente. Avessos distantes das farras travessuras carnavais brigas duelos forrobodós. Por isso são raros ou nem têm os remorsos devaneios depressões. Preferem grande número de vezes preferencialmente ficar na tenda no curral e comer tranquilamente a ração posta diária necessária predileta. E dormir o dia inteiro ou dia sim e outro nem, passear com as pessoas cavalgar.

            - Eles devem conversar assim assado entre eles, né, meu?! - dúvida do Realejo.

            - Às vezes se consegue traduzir, outras meio dificultoso - o narrador Gamenho. - Quando moços e potros e potrancas eles elas podem até namorar e a fazenda faz muito gosto e até incentiva. Ficam aí e ali por perto se conhecendo melhor. Fazem par parelha volúpias luxúrias e se casam acasalam. É assim pra todo mundo, nem é?! Os galanteios delicadezas galanterias galantarias poesias e mesmo elegias poemas líricos idílios.

            - Ora essa! Sabem pouco? Se contentam - apareceu o pai Tácito.

            - Ah! São as criações criaturas formas de D - completava Gamenho. - E de boas maneiras cordatos e volúveis. Pouco tiram para os arrufos amuos zangas. Nem acusam censuram imputam. São acanhados e nem fumam viciam. Gostam de água corrente e comem o prato nutritivo do dia sinceros compenetrados benevolentes. De repente se metem pensativos e em si mesmos. É o jeito de ser sossegado manso volta-caras.

            - Puxa!... O mais alto padrão estereótipo preconcebido modelo do cavalo é de um deus deusa andando à flor da terra, me contaram - externou Gaipara a Gaita.

            - Sim, e tudo isso conta ao final das contas - contava o senhor zelador e guia de hóspedes na fazenda A Botoeira. - A maioria tem medo ou receio de sapo e batráquios em geral. É por nem conhecer esses bichinhos tão pequenos e saltadores e disformes. Dificilmente conseguem percebê-los e onde ou como coaxam.

            - Claro! Talvez para os quadrúpedes os coaxos os saltos aludem fazem alusão vagamente ao choro e ou seres enterrados submersos, é uma! - sugeriu Tácito.

            - Credo!... Um cavalo é como um touro, um touro é como um macaco, um macaco é como uma anta, uma anta é como uma harpia - desentocou esta o piá Realejo.

            Céu liso bonito azul-ferrete. Cantos trinos ditados pela criatividade das aves. Paz serenidade beatitude paciência benevolência. Guamirins guajarás-brancos guaviroveiras periquiteiras branquilhos camboatãs-de-folha-grande gervões-cheirosos macegas inço capoeira. Pululavam formicídeos pelos troncos as itaocas formigas-correição.

            D (destacado folgazão destalado famanaz bala e onça especado escorado) completa o dia junto com a tardinha para pegar uma onda na praia do Leme. D (abusão superstição esconjuro feitiço pajelança) cria animismo crença primitiva em todas as coisas que vê e toca e inventa. D (estancieiro/fazendeiro de rancho/choupana) festeja comemora o fim de ano com fogos de artifício e sem xabu chabu jebu. D (estípete estipe tronco caule de ouricuri ouricurizeiro e bulbo mangará de bromélia) estuda a viabilidade de ajudar colaborar adiantar colocar o h em Marte, ainda este século.

            E segue seguinte seguimos sobresseguindo o vento e que é para lá que vamos igual que estamos indo. Segue o tempo cronômetro a pressão atmosférica barômetro com o vento na popa. Pegar o veículo andando pongar e em movimento.

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