sábado, 30 de agosto de 2025

A glória IV

 

                                                          

 

            Ato 1: pausar pausado

            Nem sei quanto tempo. Me parece que foi ontem. Desde que me entendo.

            Uma 1 vez ele estava sozinho diante do pomar nos fundos da casa dos avós. E acho que acordei cedo cedinho e fui ver o que aparecia amanhecia no mundo exterior. Este pensamento me segue por onde quer que eu vá. Este ambiente familiar também. Algumas bananeiras em pencas aos cachos fila indiana com as bananas amadurecendo uniforme lado oeste pôr do sol iguais iguaizinhas idênticas igualzinhas igualinhas.

            Vinham muitos sons dali e de mais além, se possível.

            Um pomar com árvores frutíferas e cheio pintado de sombras. De diversas frutas silvestres e ou domesticadas. Sempre no tempo das frutas e de cada safra. E pássaros cantando ao amanhecer ao entardecer, principalmente. Agitados comendo tarumãs-da-mata guabirobas araçás-guaçus sete-capotes... Um mundo de espécies que eu via.

            Quanta árvore capão de mato e pássaros ele via ali quando visitava a chacrinha dos avós. Perto e do outro lado da rua Itália, sim, um pinheiral pinhas bochas pinhões.

            O mundo das árvores e pássaros sempre no verão. De sol aberto sem nuvens desde bem cedo. Muita luz se espalhando se infiltrando entre a folhagem. E sons que fugiam chegavam nas asas e anas-velhas, pássaros-pretos-de-veste-amarela, marrecas-asas-brancas, caboclinhos-de-barriga-vermelha, frifriós, pintassilgos-do-brejo.

            A idade se baseava passava lenta e em pequenos episódios de ida e volta ao quintal ao pomar. Subir em árvore e butiás-do-campo butiazal butiazeiro.

            Havia uma gangorra. Tinha realmente uma gangorra? Isso nem lembro direito. Acho impossível. Acho que nem podia faltar. Acho indefectível e duradouro.

            Como uma figura desenhada pintada retratada num quadro de artista plástico. Sim, a paisagem era mais ampla que a moldura que os meus olhos podiam enquadrar. E minha mente imaginar e suas ideias chulear chuleando ficar na expectativa e bisbilhotar.

            - Pode rondar aí uma raposa-do-campo com seus filhotes, é – alertava vô.

            - Deve de ter um graxaim procurando o que fazer, entende? – ensinava vó.

            - Ora essa! Quais e quantos bichos do mato? – eu com surpresa e curiosidade.

            - Hum!... Talvez um certo tetéu, quem sabe quem viu um urutau!

            - Pois o quê! Os bravos zorrilhos os ousados mãos-peladas os vigilantes gatos-do-mato... É pra se prevenir, guri!

            - Então, vá lá!, eu trepo numa árvore e pronto – me vi num desenho animado.

            Vó e vô falavam desses bichos, às vezes. Ditavam contavam de um tatupeba um bugio uma anta uns teiús. Vinham perto da casa para buscar ovos de galinha caipira.

            - Que apareceu um porco-do-mato uma noite roncando aí, ró-que!, ró-que!...

            - Sim, que achei fosse uma onça-parda ou jaguatirica... E deu o que hablar.

            Minha vó gostava de beija-flores. E tinha um jardim bem na frente entrada da casa. Essas flores já conhecidas e algumas plantas medicinais e bucha-dos-paulistas, cerejeira-do-rio-grande, tinteira, sapirangui, capeba-do-norte, poejo, canela-branca...

            Depois da sesta e aí pelas 4h, vô preparava e tomava o mate ‘rô-rô-frooou!...’ Vó fazia um café ou chá acompanhado de biscoitos bolo cuca bolachas chimia de uva geleia de abacaxi.

            - Come uma merenda tome um café com leite e pão de ló, guri! Nem vá aí muito longe em as aventuras – recomendava pedia explicava minha vó.

            - Tenha cuidado com a chaleira fervente, guri! Nem chegue perto, quer saber – recomendava ensinava explicava meu vô.

            Nem lembro se na parte de trás na varanda de trás da casa havia uma rede de deitar. Meus olhos eram para o pomar e as aves que ali gorjeavam. Pode ser que a rede estivesse estendida entre duas árvores fortes as canelas-braúnas. Mas também acho raro.

            Tenho fixo na memória fixei aí 1 um único dia bem especial. Bem cedinho e os pássaros cantando a matina e socozinhos, maipurés, maitacas-do-sul, tipiós, pássaros-de-fandango, indaié, periquitos-ricos, arapongas, cardeais-de-topete-vermelho... Nem adianta procurar outro dia, só somente vejo revejo essa jornada.

            No inverno atravessávamos a rua Itália, era só atravessar e estávamos lá no pinheiral para catar pinhões tombados das pinhas dos altos pinheiros-do-paraná. No inverno bem gelado frio de menos graus. Sim, álgido glacial algente muito frio cerração nevoeiro. O vento tocava cortando enrijecia os dedos. Uns dias soprava um vento sul chamado Minuano. Correndo atiçado atiçando a serra Gaúcha a região nordeste.

            - Tamo aê!... – acordar cedo e o dia era pequeno para tanta coisa tanto que fazer.

            Eu, lógico lúcido lúdico, criava mundos e fundos. Naquele mesmo dia eu levava um boné de time de futebol. Naquele mesmo dia eu preferia inventar mundos e óvnis e tribos em quantidade a boche a rodo. Naquele mesmo dia e hora o mundo era pequeno e cabia na palma da mão. Entre eu e o mundo entre nós corria corre o rio Pirapó. O rio se exercita deslancha corre escorrega e banha o município e ver a praça 11 de Julho, do lado cerca uma da outra, a praça do Arsenal.

            - Olhe agora! – minha memória me conta me canta me reconta encanta.

            A fumaça do trem o galopeio ‘iupe!, iupe!...’ galopante galope do cavalo de aço ‘guelengalenga!, guelengalenga!...’ correndo descabelado batendo ferros pelo albardão esquivando coxilhas e muito estrompado esfalfado aporreado aporretado espancado pela pressa pela velocidade da pressa.

            Pensando bem, aquela paisagem mística aquela bela vista era sem fim. Uma vista tão rara e tudo. Um panorama profundo e iluminado e esquisito. Um planeta imenso mangagá enorme pra lá do horizonte.

            - Ei!... Olhe aqui e olhe ali!... – muito entusiasmo e emoção.

            Na sensação na psicologia na dinâmica da atmosfera... o azul do céu e celeste. E por lá e por cima e mais além já passeavam o gado os cavalos retouçando redoiçando redouçando saltando correndo rolando os aviões entre as nuvens esgarçadas esparsas.

            Mais do que nunca. Mais do que isso. Mais do que a estratosfera.

            Ele olhou bombeou descortinou a cercania. Ressolana soalheira muito intensa. Vento brisa repontando tufos de nuvens. Em repecho do altar celeste subida aclive ladeira azulada anil rarefeita. A matéria-prima iluminada de todos os céus e céus.

            - Olhe agora! – me diz a minha memória onipresente.

            De repente passa uma menina tão-galante e traços como quê. Os cabelos vermelhos trançados numa única só trança longa até a cintura. Sim, um vídeo uma foto viraliza viralizando, olho pra ela ali mesmo e passando na minha paisagem bucólica.

            A menina de longa trança longa longuíssima.

 

            Ato 2: pausagem e espaços

            Chegamos cedo chegamos tarde chegamos na hora chegamos chegando. Parei o carro no pátio de entrada junto ao jardim. O cão Avião veio me receber latir cheirar fazer festa quando me reconheceu. E já lhe apresentei Ana Paula, estava comigo.

            Vô tomava chimarrão ali na área sentado na cadeira petiça (que era pra poder alcançar a chaleira posta ali ao lado no piso ladrilhado da varanda). O chima era muito quente, quentura calor forte. Nem agora nem em criança me atrevia a tomar uma cuia. O bico da chaleira de ferro soprava vapor e a tampa ‘plá-plá-plá!...’

            E apresentei AP pra todo mundo, nessa ordem de bem-vinda, o Avião o avô a avó a prima Sápida e seu marido Coldrié Abarbado (faziam companhia aos velhos, gerenciavam a chacrinha chacreiros chacareiros) e ainda sem filhos, emboralá!...

            - E aí, guri! A menina trocou de cabelo, é?! – que vô abriu os protocolos.

            - Por quê?, e pergunto – lhe perguntei e até surpreendi com a fala do vô.

            - É que da outra vez que tu veio aqui ela tinha cabelo loiro, se bem me recordo.

            O que o velho era debochado ainda nesta idade e eu ri e todo mundo riu, mesmo que AP tenha ficado assim meio boiando na lorota. Loguinho ele mesmo consertou:

            - Besteira, guria! Nem liga. Só tô brincando contigo pra fazer humor. Nem me leve na defensiva, vai, kjá-kjá-kjá!...

            Daí a mais, vó convidou pra um chá um café no interior da cozinha. Um biscoito com mel de abelha nativa três-portas, colhido ali mesmo no pomar. Que curiosidade!

            - Apenas isso e o quê! Como vão como estão os estudos? Como está a faculdade... de que mesmo?

            - Viste tu. Eu mesmo faço engenharia de alimentos e AP está no terceiro semestre de design industrial...

            - Vence e vencer, me convence. E você, filha?! Pretende ter filhos logo logo?

            - À medida que vamos indo e vendo... Eu mesma pretendo ter um casal, Clarisse e Pedro. Que acha vó?

            - Oxalá!... Se for logo se for pra breve eu concordo, que quero ver.

            A cadeira de pernas baixas a chaleira de ferro e vô no amargo ‘fi-fê-frooou!...’ Este pelando de quente. Olhei fiquei cuidando de lado de soslaio de revesgueio. Demorava cinco seis sete minutos pra tomar uma cuia. Enchia e voltava ‘fê-fê-frooou!...’. Todos os dias e sempre a partir das 4h até umas 19h, mais ou menos (quinze minutos para mais ou para menos). Eu sempre achei importante acho achei engraçado, ela AP também achou importante e graça.

            - Vamos na paisagem, paixão! – lembrei à namorada. Tenho o que lhe mostrar.

            - Avante... A paisagem de quem e de quê? E todo um cenário? – perguntou AP.

            Eu e Ana Paula, aí mesmo frente à paisagem. Fomos até ali no pomar atrás da casa da chácara da propriedade. E mais além com a vista boa ponto de vista. Ela e eu debaixo das asas um da outra, abraçados. Será lembrei na hora de Peri e Ceci?

            - Oba!... Eu venho aqui nas férias... Quero te mostrar estas coisas...

            - Original. Agora e hoje mesmo, me deixe subir em a árvore.

            Que eu mesmo sempre achei que a figura a paisagem a foto a imagem podia e pode ir além do quadro do filme do desenho. Eu interpretava o quadro a tela como um recorte uma peça de quebra-cabeça. A moldura nem continha tudo que o panorama podia realmente mostrar e oferecer apresentar. A descrição a interpretação do olhar é sempre um recorte um resumo um compilado um quadrado.

            - Olhe agora! – lhe convidei estimulei apresentei incentivei.

            - Sim, e plausibilidade...

            - Ora!... O verde o azul o som são assim mesmo e acho que continuará bem assim. E deve ser assim. Aqui é tudo reino animal e florestal.

            - É até bem frequente... Se isso e aquilo nem tivesse sido pensado criado acontecido, hein?! É isso, isso é!

            - Você eu todos tudo... Você vê como é sempre e mais um pouco!

            - A natureza que a gente almeja e convive e assiste...

            - Etiologias. A bem da verdade...

            - Em última análise... Tenho tido a impressão quê.

            - Entidade arcana secreta. Lugar lugares do tempo.

- Assim, ‘Os Sertões’ de Euclides da Cunha ainda é um grande sucesso literário literal literário-editorial.

- As árvores balançam, os pássaros cantam e interpretam...

- Nessa direção, faz sentido, o morro do Cavalo a praia de Pedras Altas... temos Palhoça.

            Uns olhares pra frente longe. Um olhar a 4 olhos múltiplo imenso abrangente. Um mundo de verde e angelins-ararobas, guanandis, taquaras-trepadoras, xaxins, urucuranas-pardas, caacambuís, limões-do-mato...

            A persistência competência insistência conferência frequência do homem-no-mundo. Imbuído impregnado de ficção ficcionalizar.

            Cheguei a lhe dizer essas coisas a lhe dizer quaisquer coisas, e conversamos. Me falou me respondeu me perguntou, assim mesmo. E sem tirarmos os olhos do paraíso territorial. A comunidade morro da Formiga a rua Castelo Novo com a rua Camutanga. Eu conhecia até aqui mas mais pra lá nem nada, só adivinhando. A praia do Ervino, a ilha do Capim. Quase só ouvira falar e imensidões estirão estirada longas distâncias.

            - Tem umas quedas-d’água mais pra perto ao pé da montanha, hem! – comentei.

            - Hum!... E já têm possuem os nomes próprios? – comemorou a questão.

            Um bando loquaz de marrecas-piadeiras sobrevoavam a parte sul da paisagem. E para lá eu queria ir. E para lá eu convidei AP. E para lá fomos, braços enganchados.

            - Olhe agora! – eu disse, muito empolgado e chibante altivo.

            Um cavalo zaino em pelo pelame pelagem castanho-escura sem arreios sela. E trotando no tranco trote como que saltando obstáculos invisíveis. Se divertindo como gente e sujeito calaveira e tumbeiro e gaudério e quera. E pastando bebendo a água da sanga. Olho pro animal e o reconheço e lhe digo o nome apelido:

            - É o pingo do meu vô. E seu nome que demos e nomeado, Grifo!

            - Parece nome bem significado. Parece tipo dos bons e é bonito. Assim como atento alerta brioso de temperamento – comentou comemorou idealizou ela a AP.

            - Se bobear ele parece que voa, hein?! Muito arteiro alarife finório espertalhão.

            - E um oquei assim... sujeito nervoso por natureza e algariado alterado exaltado. Alterei idealizei demasiado, quem sabe?!

            - Te contei! E de dar sota e basto, sorte e ás, mais esperto que os outros.

            - Concordo frontalmente. E que se comporta com hábito costume usual consuetudinário, pô-pá-tá-tá!, pô-pá-tá-tá!...

            Havia tanto tempo aí! Houve tanto absenteísmo, então!

            Agora mesmo de mãos dadas e olhando ouvindo cheirando conferindo. Fomos em direção os fundos e mundos do quintal e mais pra lá. Ninhos formigueiro esconderijos das formidáveis formigas quenquéns-mineiras-de-duas-cores.

            - Eh!... Põe o dedo pra vê se elas interrompem a passada.

            - Eta, eta!... Pois comem de tudo e retalhos de vegetais...

            O recurso dos minutos o curso das horas emancipadas. Tantos e tudo.

            - Olá!... Veja esta árvore que eu quero abraçar – AP me chamou a atenção.

            - Justamente. Uma jacareúba e cresce devagar sem brusquidão e centenária...

            O trem passava pouco aqueles anos mas todo dia aí pelas 11h. E o bicho, nem tão rápido, trem de carga, lançava sempre seu uivo ‘uuu-chiiii!...’ poderoso de alerta. Ia longe e longíssimo. Carregado de minério de ferro desde Manhumirim (‘pequeno campo de chuva’) até Iranduba (irandubense). Entre um ponto e outro de saída e chegada, conhecia passava e repassava famosas atrações termais estâncias hidrominerais e Alto Jequitibá e Martins Soares e Iúna e Reduto e Luisburgo. Adiante quase diante de nós, ali mais no bairro Tarrafa, a gare da estação Gramatura.

            - Talvez! Desde que me entendo é assim e acho que isso nunca se alterará, sem que isso se altere – filosofei à queima-roupa.

            - Todavia, nem sei mais se se estuda isso na História do B.

            - Bravo! Nem sou infenso oponente ao antigo.

            - Me precatar. Cabe tudo no mundo e sobra o universo.

            - Que o quê! Alagoas possui ótimas praias.

            - Instruir. Uma coisa que nada ninguém pode nos espanar é a naturalidade.

            - Oi!... É fácil perceber por que tanto mato e céu e mar. Coisas diferentes miscelânea mistura e variedade.

            - Dossiê. É um clima temperatura fenômeno sem os quais com os quais o céu o ar o espaço registram tais e quais.

            - Deve ter sido esse tal tempo passageiro a razão por que tomei tomo o céu de azul intenso. É, e pode ser. Me convenço convencido.

            - Bem, mas nem sejamos tão articulistas cronistas colunistas editorialistas.

- Oh!... E concordo e digo mais, nem tanto esmerados apurados aperfeiçoados.

- Bororé!, bororé!... E sendo mais pra lá do que pra cá um aglomerado de juremas juremal.

- Credes em mim? Saiba seja mais e da Terra!

- Arrinconada. Foi sorte que sorte acaso por que escolher escolheu este dia.

            Por que o trem rinchava ‘rengarengue!, rengarengue!...’ fazer fazia aquelas viagens? E bufava e buzinava ‘bi-bi-uuuu-iiii!...’ às vezes perto às vezes longe. Sim, o trem cobra de aço tinha sorte de atravessar o campo o cerro de Tarumã o lago do Catalão o sítio arqueológico do Areal e as cidades de Quaraí (quaraiense, ‘rio das garças’), Manoel Viana, Unistalda, Maçambará (maçambarense, ‘capim de pasto onde acampam os tropeiros’), Pereira Barreto (pereira-barretense).

            O trem ‘pi-pê-piiii!...’ acelerando comendo pasto repasto passarinhando ideias pensando repensando. O trem ‘já-quá-quáaaa!...’ taura desembaraçado expansivo folgazão despreocupado colosso. O trem ‘mé-mi-miiii!...’ bufando buscando soprando brasas faíscas volcando pelo chão nos trilhos se virando se revirando. O trem ‘se-pê-péeee!...’ tomando alce descanso folga trégua e já estacionado pacífico contemplativo pensativo e deleriado desmaiado desacordado sonâmbulo.

            Adivinha quem apareceu?!

            - Olhe agora, meu doce de gente! – chamei a atenção de AP.

            Um chavascal chavasqueiro e multidão de aves se refestelando nessas árvores as borragens-do-campo, turubis, arcos-de-pipa-miúdo, guabirobinhas... no arroio Salsal o morro das Caveiras o cerro do Jarau e tajãs, maçaricos, narcejas, garças-pequenas, guaravacas-de-barriga-amarela, urucuriás, carretões, arapaçus-de-bico-preto...

            - Como chama esta planta na língua tupi? – me perguntou a flor AP.

            - Quem sabe uma algodãorana... – eu arrisquei.

            E portanto eu estava ela estava nós dois, estávamos para o mundo já rodando andando girando. Porque eu estava olhando. E parado o mundo e andando o mundo à toa. Planeta globo de múltiplas facetas esconderijos secretos cavernas do outro mundo.

            Voos altos mais ou menos pássaros passavam cruzando de um lado ao outro. Veleidades vaidades presunções. Asas voos gestos complacentes e cricriós, sairaçus, juritis-da-mata, cardeais-amarelos, guarandis, birros, quero-queros, sabiás-laranjeiras...

            Ela eu mesmo abraçou a árvore guaraiúva e olhou admirou pra cima, já pensando em escalar subir aí.

            Eu, camisa remangada, olhava a paisagem olho a boa vista e tinha pouca certeza de tudo de nada. Ela olhava a paisagem e viajava ao enigmático, isso sim. Relanceou o olhar pelo ambiente carnavalesco e eu lhe dediquei dedicado:

            - Sim, bem benzinho! Iremos até as cascatas ou cachoeiras.

            - Alô!... Já é bem-bom e uma surpresa!

            - Vó já me dizia e vó e vô já me disseram me diz, e abrem as aspas: “Se nem me abalo, nem faço mossa, nem olho para trás!”

            - E assim vai ser. Fugacidade, fugacíssimo!

            Faltava mais de hora para a panela no fogo a barriga vazia. Estavam assim, estender o braço a mão e pegar um araticum-ponhê, butiá, pitanga, murici-pinima...

            Um desenho ou foto ou pintura que só a memória se fixa me fixa nas cores. Do humor da consciência dos sonhos nem guardo a música de fundo. O rio São José dos Dourados alinhavando os limites fluindo ‘chô-chô-chôooo!...’ A paisagem bucólica morava aí e muito plantada fincada, exceto exceções os cachorros-do-mato-vinagre os jabutis as saracuras-do-brejo os bicos-virados-miúdos as libélulas os gafanhotos...

            E conhecemos fomos conhecer outras cachoeiras ou cascatas. Nevoeiro e perlando pingando gotejando. Tururins sovis peleando guapeando se pegando já escarranchados dentro por dentro das ramadas galharia galhaça.

            Árvores com gingado agitadas árvores para trepar e buscar lá em cima as uvaias amarelas agridoces ásperas azedinhas. A cachoeira do Lunanco, a queda-d’água do Bagual, a cascata do Churriado, o salto Lonquear, a piscina natural da Bobina. Uma trilha coberta de ramos flores ervas umbelas pálios umbrelas sobrecéus. Chegamos andando a pé descendo pela beira do rio Mapuera e entre arbustos samambaias e até o regaço colo do lago Lucarna. O Estado é o que é, governo povo território.

            - Todo mundo já sabe disso tudo? – perguntou AP, jogando os cabelos crespos.

            - Oxalá!... Se se for pensar em todos os prós e ótimos... Vamos pensar por alto.

            - Moitar. O tempo passa e eu continuo achando D em tudo.

            - Então eu acho que está tudo igual justo certo certíssimo certidão, oba!...

            - Praz!... Devemos cear com vó e vô.

            - Boa!... É o que eu tu faremos apreciamos e nós vamos fazer refazer.

 

            Ato 3: sem pausa

            Chegamos sobre a hora encima do laço quase praticamente na hora do almoço e quase meio-dia. As desculpas as mil desculpas as crianças essas crianças e como se sabe como se entende. E de nossa casa até a casa de vô era um eito é uns km uma distância. Uma casa boa e forte e antiga com mansarda água-furtada. Parecia antes uma loja de antiguidades antiquário belchior. Casarão com porão e sótão, acumulados esbanjados.

            - Este verão vai ser muito quente, né, gente?! – comentei com a prima Sápida e os demais o marido dela o vô.

            - Pode chover muito como pode chover pouco, é – comentário do Coldrié.

            - Nem podemos descartar muita chuva e muito calor, conforme – colaborou vô.

            As férias de verão e tudo trescalando ao redor sons cheiros cores luzes. Os fenômenos o tempo um tanto quanto atemporal.

            Nos assentamos fomos nos enturmando papeando. As crianças com as crianças as minhas Alice e Matheus as da prima Tadeu e Marcelle. Vô queria nos reconhecer. A vontade de contar contos e recontos e contestar contestando os conteúdos:

            - Que se vai fazer, né, pessoal?! Eu já fui tanta coisa nessa mesma existência! Duvidam?! Quanto mais eu penso mais eu acho achando.

            O nosso casalzinho com o casalzinho dos tios (chamávamos dizemos assim os tios a prima e o marido dela por causa das nossas crianças), e foram brincar no pátio de trás junto do curralzinho. E corriam uns de outras. As gurias os guris e misturados com os cães da casa o Buque e a Zorra.

            Eu e Aline ficamos aí com os tios o avô. Um instante e já saía o almoço. O vô gostava de tomar seu mate amargo pela manhã. Também depois da sesta e à meia-tarde, que nem podia esquecer do hábito. E sentava ali na varanda, cadeira petiça antiga chaleira de ferro, e olhar a paisagem o bairro crescendo aos poucos. Até onde a vista alcança alcançava. Até onde a paciência alçava e persistia e persiste.

            - Quem te viu, quem te vê – suspirou comentou vô.

            - Vamos e venhamos – disse a prima, muito contente com tudo e sorrisos.

            - Ora! Talvez, muitos talvezes, talvezíssimos – meio que cavaqueou Coldrié.

            - Podemos sim nos empolgarmos, mas só um pouco – diagnosticou vô.

            O ambiente familiar, o meio ambiente propício, a temperatura o clima a emo. O céu muito cor azul anil. As árvores vivendo a vida vegetal de sempre e amarilhos, guapebas, cambarás-de-capoeira, guaxixins, angelicós... As aves interpretando comemorando cantando a estação os sanhaços-frades. Complacentemente.

            - Olhem! E já nos aparecem umas nuvens bombadas... – susteve a prima.

            - Oi!... Então daqui a pouco ouviremos o vento soprar uivos ‘uí-uíiii!...’ O vento vem na vanguarda, sempre – considerou vô, provecto adiantado experiente vivido.

            - Espiem o céu se transformando e com personalidade veneta capricho mania – encompridou alongou a minha Aline, cabelos longos caídos divididos nos ombros.

            - Caibam aqui. Pode vir de mangaços chicotaços relhaços e outros aços, hein?! – lembrou sugeriu explanou a Sápida.

            - Carchear carcheio. Um toró de cantar na terra fofa e sedenta.

            - Sim, e as aves os cães os animais já sabem de tudo. E a natureza em geral de sobra demasiada excessiva, sobejo mérito.

            - Primeirão. Tipo rolos de fumaça ou vapor se enrolando desenrolando enovelando se embaraçando desembaraçando – comentário de Coldrié, dedicado virtuoso mestre competente administrador de imóveis.

            - A mãe gostava da horta. E colhia laranjas aí no pomar. Mais adiante araçás-do-mato, pitangatubas, cambucis... numa bacia branca esmaltada tipo ágata – lembrou lembrava puxava pela memória vô, aferindo medindo cotejando afilando afinando.

            - Justo e correto e honesto. O que vem é chuva o que vem é chumbo grosso saraivada o que vem é temporal e rodamoinho, vu-ruu-tu-tuuu!...

            No horizonte o céu nublado os montes quase vedados escondidos. Casas enquistadas na ladeira bangas casebres choupanas canchas de tava e subindo com a rua Mata Bacelar e já em a esquina com a Cândido Silveira de o bairro Auxiliadora. Um tempo fechado violáceo e muito bem pensado elaborado discutido analisado nas altas esferas divinas do firmamento.

            Durante antes bem antes depois, logo em pós, de a janela por que entrou bater bateram rebateram e ‘plá-plá-quê!...’ Podia esfriar nessa época do ano nessa etapa da temporada? Alguns indícios processos e ou vicissitudes insucessos reveses apontavam causas e consequências? Já chovera em abundância constância? Antes tarde do que nunca, a manhã diferente que depois que de tarde que à noitinha.

            As nuvens chegaram aí sobre o lugar esquecido ou lembrado, vai saber. A chuva veio junto veio com tudo sobre tudo e mais grossa pesada batendo com força no chão esturricado sedento. A água rolou rolando nas telhas caiu encheu as calhas dos beirais de chapas por todos os 4 lados e desceu descendo pelos condutores até a enxurrada.

            Claraboia escureceu fechou o tempo. O guarda-vento do chaminé já todo atrapalhado. O consolo da lareira balança balançou. Vestimos capa de chuva impermeável gabardina japona casaco forrado e gola alta capote com capuz tramado com tecido de lã ou algodão ou sintético.

            Uns raios ‘já-chu-ás!...’ deram aviso e a água ‘chô-chu-ou!...’ começou a cair e veio firme salseiro aguaceiro salseirada chuva forte ‘tró-tru-tróooo!...’

            A chuva continuava continuou continuaria por mais uns minutos, e torrencial. Caía água dos céus parecendo queria esfriar um pouco. As gotas rolando rolavam nos vidros fechados embaciados da janela em a cozinha. Olhando se via se curtia a chuva lá por fora sobre o mundo. Justamente o pequeno curral. Um vento ‘uí-uí-uéeee!...’ descabelado descabelando estuporado espantoso espantado ‘noooos-as!...’ que causou causava assombro ‘uaaaau!...’

            A prima aproveitou oportunizou pra servir um bolo com café ou limonada. Todos aí na sala de estar e mais o vestíbulo sem saber exatamente o que fazer sujeitos tranchãs e nos tuteando reuniãozinha informal:

            - Que tempo maluco e mais um pouco, hein?! – cantou a pedra Coldrié.

            - Vamos assistir uma tevê enquanto isso – decidiu a prima Sápida.

            - Chuva de verão e olhe lá! – digo e comentei. Vem e se vai rapidamente.

            - Chuva é bom é boa e faz bem pra todo mundo – sugeriu decidiu vô.

            - Sim. O rio das Moças é que enche o leito e flui com bonança – lembrou Aline.

            O modesto curral, o paiol com empena cumeeira em triângulo e trapeira aberta, um lado para as baias das vacas do cavalo das cabras, outro lado os depósitos de materiais de descarte acumulados tranqueiras sobras apetrechos de carreta de arreios (caronas lombilhos pelegos mantas buçais ou cabrestos ou focinheiras peçuelos ou alforjes guascas ou açoites ou correias enxergões ou baixeiros) carretos carretas automóveis chassis (quebrados pifados escangalhados inutilizados) instrumentos de ferreiro ou marceneiro ou carpinteiro ou pedreiro, ferramentas de horta lavoura...

            Depois do almoço depois de ajudar na lavação dos pratos depois da chuva, eu e Aline fomos procurar o pomar e mais pra lá. No caminho encontramos as crianças e fomos em família farrancho éramos quatro, comentando felizes se rindo, kjá-kjá-kjáaaa!... Apontando o caminho as borboletas as plantas o bando de pombas-carijós canoras alegres se rindo, ‘ih-ahahaha!...’

            - Vejam e olhem bem! Aí mesmo havia uma estação de trem, conferem – e apontei mais pra lá e direção sentido sul sulino sulista.

            - Ontem houve uma estação e isso é massa, meu chapa! – disse Aline com emo.

            - Qual e o quê! Tudo arreglado acordado ajustado combinado.

            - Francamente, meu dote! E anda, vai, vem, me abrace!

            Sim, houvera uma estação. Hoje em dia, se houver, mesmo aquele dia diariamente agora só passavam trens de carga batendo bielas eixos êmbolos nos trilhos carris e uma ou outra vez. Animal de ferro um tipo urutu uma serpente resfolegante sôfrega assoleada achambonada achamboada deselegante e tênderes vagões locomotiva comboio correndo tironeando dando tirões puxões achaques e apitos repiques desde a serra campanha litoral fronteira periferias cidades.

            O trem ‘pi-ru-riiii!...’ bicho pilungo matungo enquilosado longo alongado levando carregado de trens madeiras manganês pedras basalto pedregal terra forte terra rara apetrechos beliches. O trem ‘hi-uuuu-iiii!...’ animal pré-histórico turpilóquio grande fortalecido força-tarefa intimorato valente destemido gavioneiro. O trem ‘tra-lá-lá-láaaa!...’ cargueiro passageiro atravessando túneis comarcas distrito de Ponte do Silva em Manhuaçu (manhuaçuense, tupi ‘chuva grande’), Caputira, Matipó, Leme, Mogi Guaçu (guaçuano, tupi, ‘grande rio das cobras’). O trem guaxo ou guacho chiru acaboclado desabituado desafeito desavezado desacostumado ‘ru-ruu-ruuuu!...’ e sempre fluindo refluindo buscando ponto de chegada ponto de partida estações. O trem ‘si-ri-uí-uíiiii!...’ usando de artifícios mangueando iludindo e muito taita destemido valentão puava fuá macanudo coronel cacique pajé general.

            Contávamos aves ali em a tronqueira na cerca de arame farpado. Eram oito 4 casais de rolinhas-do-planalto e nove com o joão-botina.

            - Jogai às loterias por todos quantos! – solicitou Aline, espontânea e birrelativa.

            - Assim na fé como diante da natureza – participei espontâneo e comemorativo.

            A família o clã foi até o rio e esperou a embarcação. O arroio Garupá e já muito contínuo. Olharam olhavam olhariam o rio e sua paciência sem idade. Umas outras pessoas curtindo a esperança e quietas distantes longínquas negligentes. E uns mascotes cães gatos esperançosos e ensimesmados alheios dúbios imperscrutáveis contidos. Uns senhores umas senhoras uns pequenos uns mingos umas miúdas e superficiais equilibrados cerimoniosas absortas hesitantes lentos frajolas.

            - Quede a embarcação? – questionou Alice. Quero ver barco navegar!

            - Que seja um barco a remo um iate a vela – comentou Matheus.

            A chuva já ia longe, o vento atrás. A tarde ia amarelando pelas beiradas do horizonte circular. O celeste firmamento parecia uma bacia louçada azulejada. Um mundo de terra água mato céu e pensamentos, nuvens tufos de ideias.

            - Oxalá! Quer queiramos e nem isso – comentei por concordância assentimento.

            - E será um negócio um busílis, meu caro?! – ela Aline me olhou me questionou.

            - Pode ou nem pode. Efeito colateral colateralidade.

            - Oi!... Coisar, diriam os antigos.

            - Vê bem! Explicando e exemplificando uma boa barbaridade.

            - Gente do bem! Nadar nadando nada como um 1 dia depois do outro.

            - É por essas e outras quê. E sim, pois nem!

            - Sempre. Manda a ordem dos fatores lhe dizer e lhe digo quê.

            - Olá!... E pormenores mais pormaiores.

            - As férias fazem bem, férias faz bem.

            - Contente. Então fica combinado assim: viagem participativa.

            Quando já chegava chegou o barco a gaiola que nos levaria pra cidade. Ambiente ambiência clara higiênica respeitável harmônica paisagística. Parâmetros variáveis. Soltem soltem soltaram desataram as amarras os parâmetros medidas pesos da realidade dinâmica e ou virtual. Transporte flutuante, porém equilibrado.

            - O mundo parece soltinho soltinho, hem!, meu doce – comentou Aline.

            - Sim e concordo. Logo logo o tempo trata tratante de cristear pealar iludir.

            - Que léus! A produção de abóboras cresceu uma disparada; hortas fartas.

            - Lesto. A mãe de a natureza e ou a terra. O essencial é plantar replantar colher recolher comer da terra em a terra.

            O começo é mais criativo, eu diria proativo, que o meio e o próprio final. O começo com melindres pudores recatos escrúpulos. O meio o cerne o recheio com disparates contrassensos ações ilógicas desconchavos despautérios desafios despropósitos. O final finalidade com baile fuzuê folia funçanata carnaval pândega.

            As margens com árvores mangues e casas umbrais soleiras algerozes de cimalhas saiméis abóbodas arcos de cantaria atracadores e fustes colunas e cômoros combros dunas elevações do terreno outeiros. Os martins-pescadores-da-mata sobre os galhos secos as pedras e espreitando a pesca. A ilha do Pavão talvez tenha sido o excesso de vista as vistas boas.

            - Oquei!... A viagem nos brinda com cartões-postais – deslumbrada a Aline.

            - Uma vez aqui assim é como em o paraíso – procurei a poesia do ambiente.

            - Meu D!... Este rio Sarapuí vai costeando banhar a cidade e chega até o mar...

            - Sim e conforme vem já vai enchendo de alianças... E quando devagarzinho remanso de pesca piscoso e ou mais rápido correnteza corredeira.

            Sempre descendo a montanha e acompanhado o rio Ipitinga, guapo valente ousado corajoso denodado bravo intrépido avolumado agregativo agregador. E agora mesmo íamos procurar procurando encontrar encontrando as localidades cidades e Sud Mennucci, Itapura, Fernandópolis (fernandopolense), Papagaios (papagaiense), distrito de Nhu-Porã em São Borja, Aguaí, Estiva Gerbi. Mente flutuante flutuando, na boa!

            O tal lusco-fusco contando estrelas grátis. Sôbola tarde à tardinha. Sobre a linha por cima do mato acima das copas das árvores em cima do ribeirão Pádua Diniz. O matinho confundindo as árvores e sinas-sinas, butuas-de-corvo, cipós-violetas, guamirins, salsas-do-brejo, tauaris, caajuçaras... Já contando umas que outras estrelas da tarde e lua transparente. Já riscando umas estrelas-cadentes e uma lua rua tua.

            De montante para jusante vazante. Das árvores nasciam os aromas, das aves chegavam as conversas os bate-bicos e tangarás, viviós, pipiras-pretas, curiangos-comuns, canarinhos-da-terra, tiês-do-mato-grosso, papa-capins-capuchinhos... Córrego Barreirão e aos trambolhões boléus baques emboléus trancos e barrancos. Observei observava visualizávamos a rota das nuvens voláteis virtuais inconformadas inconexas.

            Veja bem, a rodovia Feliciano Salles da Cunha ou sp-310. Naturalmente chegamos à cidade natal e as crianças queriam apreciar pizza com distintos sabores e preços. E sucos mágicos de caju ou pequi. E sorvetes macios de açaí ou pupunha.

            A pé a trem a navio a carro a automóvel. Muito bem, a praça da Bandeira ou Comendador Jorge Tanaka, a avenida Coronel Jonas Alves de Melo com a rua Ary Dornelles Carneiro. O espaço o tempo o ambiente cheiravam um tanto ou quanto a comício palestras reunião declaração expressão coros manifestação concertos.

            - Embrenhar-se. Além disso, convém nos convém apreciar um show musical.

            - Boa!... De repente as luzes a festa o festival se acendem – replicou Aline.

            À noite à mesa de restaurante à vontade às 19 horas às vezes. Ampliando aprofundando expandindo horizonte espaços. Pronto, o museu Casa de Getúlio Vargas, rua General Osório com a rua General Serafim Dornelles Vargas. Em certas horas escolhida música faz todo o sentido. Uma próspera avenida Antonino Vieira do Amaral e já nas imediações do horto florestal Carmem de Oliveira Pinto, sen-sa-ci-o-nal! Programas gastronomias comemorações celebração seleções paradas desfile arrematação leilões de prendas teatro de marionetes.

            - Vamos de metrô, hum?! E desde a estação República... Que lhe parece? – sugestão acordo recorte capa de revista caprichada murmúrio doce de Aline.

            O metrô ‘zu-zi-zôooo!...’ entrando saindo da toca e achicando diminuindo minguando em cada parada em cada estação em cada intervalo. O metrô ‘ru-rê-ruuuum!...’ atento sereno solene linha prata solar diamante rubi. O metrô ‘vi-vô-vuuuu!...’ caborteiro manhoso arisco atrevido en-tre-ve-ra-do em os entreveros.

            - Pudera! Diariamente chegam aterrissam negócios os mais variados nesta cidade. Novos acordos, novos frutos, novos pratos, novas gorjetas grujas gratificações.

            - Quem é quem! Estamos a pouca distância do shopping Taguari – lembrou Aline, nós ainda de braços enganchados passo a passo compatíveis compendiosos.

            - Oi!... Sim, hoje 20 de agosto de um 2044. Espero com este dia diário.

            - Moramos aqui. Os números contando de carros azuis puros são os prediletos.

            - Perto do altar. Prefiro pizza e limonada. Esse gosto vem de longe e usança tradição prática costume memória hábito vício.

            - Nem nada encasquetado. O churrasco é um banquete contemporaníssimo.

            - Su-ces-so!... Juro que a praia de Co-pa-ca-ba-na... é a famosinha do mar.

            - Espaço campo e campanha. A intenção é mostrar sempre enaltecer tudo que D naturalizou naturalizar.

            - O conteúdo. Chegamos ao mundo encantado imperdível dos doces e salgados.