Ato 1: pausar pausado
Nem sei quanto tempo. Me parece que
foi ontem. Desde que me entendo.
Uma 1 vez ele estava sozinho diante
do pomar nos fundos da casa dos avós. E acho que acordei cedo cedinho e fui ver
o que aparecia amanhecia no mundo exterior. Este pensamento me segue por onde
quer que eu vá. Este ambiente familiar também. Algumas bananeiras em pencas aos
cachos fila indiana com as bananas amadurecendo uniforme lado oeste pôr do sol iguais
iguaizinhas idênticas igualzinhas igualinhas.
Vinham muitos sons dali e de mais
além, se possível.
Um pomar com árvores frutíferas e
cheio pintado de sombras. De diversas frutas silvestres e ou domesticadas.
Sempre no tempo das frutas e de cada safra. E pássaros cantando ao amanhecer ao
entardecer, principalmente. Agitados comendo tarumãs-da-mata guabirobas araçás-guaçus
sete-capotes... Um mundo de espécies que eu via.
Quanta árvore capão de mato e
pássaros ele via ali quando visitava a chacrinha dos avós. Perto e do outro
lado da rua Itália, sim, um pinheiral pinhas bochas pinhões.
O mundo das árvores e pássaros
sempre no verão. De sol aberto sem nuvens desde bem cedo. Muita luz se
espalhando se infiltrando entre a folhagem. E sons que fugiam chegavam nas asas
e anas-velhas, pássaros-pretos-de-veste-amarela, marrecas-asas-brancas,
caboclinhos-de-barriga-vermelha, frifriós, pintassilgos-do-brejo.
A idade se baseava passava lenta e
em pequenos episódios de ida e volta ao quintal ao pomar. Subir em árvore e
butiás-do-campo butiazal butiazeiro.
Havia uma gangorra. Tinha realmente
uma gangorra? Isso nem lembro direito. Acho impossível. Acho que nem podia
faltar. Acho indefectível e duradouro.
Como uma figura desenhada pintada
retratada num quadro de artista plástico. Sim, a paisagem era mais ampla que a
moldura que os meus olhos podiam enquadrar. E minha mente imaginar e suas
ideias chulear chuleando ficar na expectativa e bisbilhotar.
- Pode rondar aí uma raposa-do-campo
com seus filhotes, é – alertava vô.
- Deve de ter um graxaim procurando
o que fazer, entende? – ensinava vó.
- Ora essa! Quais e quantos bichos
do mato? – eu com surpresa e curiosidade.
- Hum!... Talvez um certo tetéu,
quem sabe quem viu um urutau!
- Pois o quê! Os bravos zorrilhos os
ousados mãos-peladas os vigilantes gatos-do-mato... É pra se prevenir, guri!
- Então, vá lá!, eu trepo numa
árvore e pronto – me vi num desenho animado.
Vó e vô falavam desses bichos, às
vezes. Ditavam contavam de um tatupeba um bugio uma anta uns teiús. Vinham
perto da casa para buscar ovos de galinha caipira.
- Que apareceu um porco-do-mato uma
noite roncando aí, ró-que!, ró-que!...
- Sim, que achei fosse uma
onça-parda ou jaguatirica... E deu o que hablar.
Minha vó gostava de beija-flores. E
tinha um jardim bem na frente entrada da casa. Essas flores já conhecidas e
algumas plantas medicinais e bucha-dos-paulistas, cerejeira-do-rio-grande,
tinteira, sapirangui, capeba-do-norte, poejo, canela-branca...
Depois da sesta e aí pelas 4h, vô
preparava e tomava o mate ‘rô-rô-frooou!...’ Vó fazia um café ou chá
acompanhado de biscoitos bolo cuca bolachas chimia de uva geleia de abacaxi.
- Come uma merenda tome um café com
leite e pão de ló, guri! Nem vá aí muito longe em as aventuras – recomendava
pedia explicava minha vó.
- Tenha cuidado com a chaleira
fervente, guri! Nem chegue perto, quer saber – recomendava ensinava explicava meu
vô.
Nem lembro se na parte de trás na
varanda de trás da casa havia uma rede de deitar. Meus olhos eram para o pomar
e as aves que ali gorjeavam. Pode ser que a rede estivesse estendida entre duas
árvores fortes as canelas-braúnas. Mas também acho raro.
Tenho fixo na memória fixei aí 1 um
único dia bem especial. Bem cedinho e os pássaros cantando a matina e
socozinhos, maipurés, maitacas-do-sul, tipiós, pássaros-de-fandango, indaié, periquitos-ricos,
arapongas, cardeais-de-topete-vermelho... Nem adianta procurar outro dia, só
somente vejo revejo essa jornada.
No inverno atravessávamos a rua
Itália, era só atravessar e estávamos lá no pinheiral para catar pinhões
tombados das pinhas dos altos pinheiros-do-paraná. No inverno bem gelado frio
de menos graus. Sim, álgido glacial algente muito frio cerração nevoeiro. O
vento tocava cortando enrijecia os dedos. Uns dias soprava um vento sul chamado
Minuano. Correndo atiçado atiçando a serra Gaúcha a região nordeste.
- Tamo aê!... – acordar cedo e o dia
era pequeno para tanta coisa tanto que fazer.
Eu, lógico lúcido lúdico, criava
mundos e fundos. Naquele mesmo dia eu levava um boné de time de futebol.
Naquele mesmo dia eu preferia inventar mundos e óvnis e tribos em quantidade a
boche a rodo. Naquele mesmo dia e hora o mundo era pequeno e cabia na palma da
mão. Entre eu e o mundo entre nós corria corre o rio Pirapó. O rio se exercita
deslancha corre escorrega e banha o município e ver a praça 11 de Julho, do
lado cerca uma da outra, a praça do Arsenal.
- Olhe agora! – minha memória me
conta me canta me reconta encanta.
A fumaça do trem o galopeio ‘iupe!,
iupe!...’ galopante galope do cavalo de aço ‘guelengalenga!, guelengalenga!...’
correndo descabelado batendo ferros pelo albardão esquivando coxilhas e muito
estrompado esfalfado aporreado aporretado espancado pela pressa pela velocidade
da pressa.
Pensando bem, aquela paisagem
mística aquela bela vista era sem fim. Uma vista tão rara e tudo. Um panorama
profundo e iluminado e esquisito. Um planeta imenso mangagá enorme pra lá do
horizonte.
- Ei!... Olhe aqui e olhe ali!... –
muito entusiasmo e emoção.
Na sensação na psicologia na
dinâmica da atmosfera... o azul do céu e celeste. E por lá e por cima e mais
além já passeavam o gado os cavalos retouçando redoiçando redouçando saltando
correndo rolando os aviões entre as nuvens esgarçadas esparsas.
Mais do que nunca. Mais do que isso.
Mais do que a estratosfera.
Ele olhou bombeou descortinou a
cercania. Ressolana soalheira muito intensa. Vento brisa repontando tufos de
nuvens. Em repecho do altar celeste subida aclive ladeira azulada anil
rarefeita. A matéria-prima iluminada de todos os céus e céus.
- Olhe agora! – me diz a minha
memória onipresente.
De repente passa uma menina
tão-galante e traços como quê. Os cabelos vermelhos trançados numa única só
trança longa até a cintura. Sim, um vídeo uma foto viraliza viralizando, olho
pra ela ali mesmo e passando na minha paisagem bucólica.
A menina de longa trança longa
longuíssima.
Ato 2: pausagem e espaços
Chegamos cedo chegamos tarde
chegamos na hora chegamos chegando. Parei o carro no pátio de entrada junto ao jardim.
O cão Avião veio me receber latir cheirar fazer festa quando me reconheceu. E já
lhe apresentei Ana Paula, estava comigo.
Vô tomava chimarrão ali na área
sentado na cadeira petiça (que era pra poder alcançar a chaleira posta ali ao
lado no piso ladrilhado da varanda). O chima era muito quente, quentura calor
forte. Nem agora nem em criança me atrevia a tomar uma cuia. O bico da chaleira
de ferro soprava vapor e a tampa ‘plá-plá-plá!...’
E apresentei AP pra todo mundo,
nessa ordem de bem-vinda, o Avião o avô a avó a prima Sápida e seu marido
Coldrié Abarbado (faziam companhia aos velhos, gerenciavam a chacrinha
chacreiros chacareiros) e ainda sem filhos, emboralá!...
- E aí, guri! A menina trocou de
cabelo, é?! – que vô abriu os protocolos.
- Por quê?, e pergunto – lhe
perguntei e até surpreendi com a fala do vô.
- É que da outra vez que tu veio
aqui ela tinha cabelo loiro, se bem me recordo.
O que o velho era debochado ainda
nesta idade e eu ri e todo mundo riu, mesmo que AP tenha ficado assim meio
boiando na lorota. Loguinho ele mesmo consertou:
- Besteira, guria! Nem liga. Só tô
brincando contigo pra fazer humor. Nem me leve na defensiva, vai,
kjá-kjá-kjá!...
Daí a mais, vó convidou pra um chá
um café no interior da cozinha. Um biscoito com mel de abelha nativa
três-portas, colhido ali mesmo no pomar. Que curiosidade!
- Apenas isso e o quê! Como vão como
estão os estudos? Como está a faculdade... de que mesmo?
- Viste tu. Eu mesmo faço engenharia
de alimentos e AP está no terceiro semestre de design industrial...
- Vence e vencer, me convence. E
você, filha?! Pretende ter filhos logo logo?
- À medida que vamos indo e vendo...
Eu mesma pretendo ter um casal, Clarisse e Pedro. Que acha vó?
- Oxalá!... Se for logo se for pra
breve eu concordo, que quero ver.
A cadeira de pernas baixas a
chaleira de ferro e vô no amargo ‘fi-fê-frooou!...’ Este pelando de quente.
Olhei fiquei cuidando de lado de soslaio de revesgueio. Demorava cinco seis
sete minutos pra tomar uma cuia. Enchia e voltava ‘fê-fê-frooou!...’. Todos os
dias e sempre a partir das 4h até umas 19h, mais ou menos (quinze minutos para
mais ou para menos). Eu sempre achei importante acho achei engraçado, ela AP também
achou importante e graça.
- Vamos na paisagem, paixão! –
lembrei à namorada. Tenho o que lhe mostrar.
- Avante... A paisagem de quem e de quê?
E todo um cenário? – perguntou AP.
Eu e Ana Paula, aí mesmo frente à
paisagem. Fomos até ali no pomar atrás da casa da chácara da propriedade. E
mais além com a vista boa ponto de vista. Ela e eu debaixo das asas um da
outra, abraçados. Será lembrei na hora de Peri e Ceci?
- Oba!... Eu venho aqui nas
férias... Quero te mostrar estas coisas...
- Original. Agora e hoje mesmo, me deixe
subir em a árvore.
Que eu mesmo sempre achei que a
figura a paisagem a foto a imagem podia e pode ir além do quadro do filme do
desenho. Eu interpretava o quadro a tela como um recorte uma peça de
quebra-cabeça. A moldura nem continha tudo que o panorama podia realmente
mostrar e oferecer apresentar. A descrição a interpretação do olhar é sempre um
recorte um resumo um compilado um quadrado.
- Olhe agora! – lhe convidei
estimulei apresentei incentivei.
- Sim, e plausibilidade...
- Ora!... O verde o azul o som são
assim mesmo e acho que continuará bem assim. E deve ser assim. Aqui é tudo
reino animal e florestal.
- É até bem frequente... Se isso e
aquilo nem tivesse sido pensado criado acontecido, hein?! É isso, isso é!
- Você eu todos tudo... Você vê como
é sempre e mais um pouco!
- A natureza que a gente almeja e convive
e assiste...
- Etiologias. A bem da verdade...
- Em última análise... Tenho tido a
impressão quê.
- Entidade arcana secreta. Lugar
lugares do tempo.
- Assim, ‘Os Sertões’ de Euclides da
Cunha ainda é um grande sucesso literário literal literário-editorial.
- As árvores balançam, os pássaros
cantam e interpretam...
- Nessa direção, faz sentido, o morro do
Cavalo a praia de Pedras Altas... temos Palhoça.
Uns olhares pra frente longe. Um
olhar a 4 olhos múltiplo imenso abrangente. Um mundo de verde e
angelins-ararobas, guanandis, taquaras-trepadoras, xaxins, urucuranas-pardas, caacambuís,
limões-do-mato...
A persistência competência insistência
conferência frequência do homem-no-mundo. Imbuído impregnado de ficção
ficcionalizar.
Cheguei a lhe dizer essas coisas a
lhe dizer quaisquer coisas, e conversamos. Me falou me respondeu me perguntou,
assim mesmo. E sem tirarmos os olhos do paraíso territorial. A comunidade morro
da Formiga a rua Castelo Novo com a rua Camutanga. Eu conhecia até aqui mas
mais pra lá nem nada, só adivinhando. A praia do Ervino, a ilha do Capim. Quase
só ouvira falar e imensidões estirão estirada longas distâncias.
- Tem umas quedas-d’água mais pra
perto ao pé da montanha, hem! – comentei.
- Hum!... E já têm possuem os nomes
próprios? – comemorou a questão.
Um bando loquaz de
marrecas-piadeiras sobrevoavam a parte sul da paisagem. E para lá eu queria ir.
E para lá eu convidei AP. E para lá fomos, braços enganchados.
- Olhe agora! – eu disse, muito
empolgado e chibante altivo.
Um cavalo zaino em pelo pelame pelagem
castanho-escura sem arreios sela. E trotando no tranco trote como que saltando
obstáculos invisíveis. Se divertindo como gente e sujeito calaveira e tumbeiro
e gaudério e quera. E pastando bebendo a água da sanga. Olho pro animal e o
reconheço e lhe digo o nome apelido:
- É o pingo do meu vô. E seu nome
que demos e nomeado, Grifo!
- Parece nome bem significado.
Parece tipo dos bons e é bonito. Assim como atento alerta brioso de
temperamento – comentou comemorou idealizou ela a AP.
- Se bobear ele parece que voa,
hein?! Muito arteiro alarife finório espertalhão.
- E um oquei assim... sujeito
nervoso por natureza e algariado alterado exaltado. Alterei idealizei demasiado,
quem sabe?!
- Te contei! E de dar sota e basto,
sorte e ás, mais esperto que os outros.
- Concordo frontalmente. E que se
comporta com hábito costume usual consuetudinário, pô-pá-tá-tá!, pô-pá-tá-tá!...
Havia tanto tempo aí! Houve tanto
absenteísmo, então!
Agora mesmo de mãos dadas e olhando
ouvindo cheirando conferindo. Fomos em direção os fundos e mundos do quintal e
mais pra lá. Ninhos formigueiro esconderijos das formidáveis formigas
quenquéns-mineiras-de-duas-cores.
- Eh!... Põe o dedo pra vê se elas
interrompem a passada.
- Eta, eta!... Pois comem de tudo e
retalhos de vegetais...
O recurso dos minutos o curso das
horas emancipadas. Tantos e tudo.
- Olá!... Veja esta árvore que eu
quero abraçar – AP me chamou a atenção.
- Justamente. Uma jacareúba e cresce
devagar sem brusquidão e centenária...
O trem passava pouco aqueles anos
mas todo dia aí pelas 11h. E o bicho, nem tão rápido, trem de carga, lançava
sempre seu uivo ‘uuu-chiiii!...’ poderoso de alerta. Ia longe e longíssimo.
Carregado de minério de ferro desde Manhumirim (‘pequeno campo de chuva’) até Iranduba
(irandubense). Entre um ponto e outro de saída e chegada, conhecia passava e
repassava famosas atrações termais estâncias hidrominerais e Alto Jequitibá e
Martins Soares e Iúna e Reduto e Luisburgo. Adiante quase diante de nós, ali
mais no bairro Tarrafa, a gare da estação Gramatura.
- Talvez! Desde que me entendo é
assim e acho que isso nunca se alterará, sem que isso se altere – filosofei à
queima-roupa.
- Todavia, nem sei mais se se estuda
isso na História do B.
- Bravo! Nem sou infenso oponente ao
antigo.
- Me precatar. Cabe tudo no mundo e
sobra o universo.
- Que o quê! Alagoas possui ótimas
praias.
- Instruir. Uma coisa que nada
ninguém pode nos espanar é a naturalidade.
- Oi!... É fácil perceber por que
tanto mato e céu e mar. Coisas diferentes miscelânea mistura e variedade.
- Dossiê. É um clima temperatura
fenômeno sem os quais com os quais o céu o ar o espaço registram tais e quais.
- Deve ter sido esse tal tempo
passageiro a razão por que tomei tomo o céu de azul intenso. É, e pode ser. Me
convenço convencido.
- Bem, mas nem sejamos tão
articulistas cronistas colunistas editorialistas.
- Oh!... E concordo e digo mais, nem
tanto esmerados apurados aperfeiçoados.
- Bororé!, bororé!... E sendo mais pra
lá do que pra cá um aglomerado de juremas juremal.
- Credes em mim? Saiba seja mais e da
Terra!
- Arrinconada. Foi sorte que sorte acaso
por que escolher escolheu este dia.
Por que o trem rinchava
‘rengarengue!, rengarengue!...’ fazer fazia aquelas viagens? E bufava e
buzinava ‘bi-bi-uuuu-iiii!...’ às vezes perto às vezes longe. Sim, o trem cobra
de aço tinha sorte de atravessar o campo o cerro de Tarumã o lago do Catalão o
sítio arqueológico do Areal e as cidades de Quaraí (quaraiense, ‘rio das
garças’), Manoel Viana, Unistalda, Maçambará (maçambarense, ‘capim de pasto
onde acampam os tropeiros’), Pereira Barreto (pereira-barretense).
O trem ‘pi-pê-piiii!...’ acelerando
comendo pasto repasto passarinhando ideias pensando repensando. O trem
‘já-quá-quáaaa!...’ taura desembaraçado expansivo folgazão despreocupado
colosso. O trem ‘mé-mi-miiii!...’ bufando buscando soprando brasas faíscas
volcando pelo chão nos trilhos se virando se revirando. O trem
‘se-pê-péeee!...’ tomando alce descanso folga trégua e já estacionado pacífico
contemplativo pensativo e deleriado desmaiado desacordado sonâmbulo.
Adivinha quem apareceu?!
- Olhe agora, meu doce de gente! –
chamei a atenção de AP.
Um chavascal chavasqueiro e multidão
de aves se refestelando nessas árvores as borragens-do-campo, turubis,
arcos-de-pipa-miúdo, guabirobinhas... no arroio Salsal o morro das Caveiras o
cerro do Jarau e tajãs, maçaricos, narcejas, garças-pequenas,
guaravacas-de-barriga-amarela, urucuriás, carretões, arapaçus-de-bico-preto...
- Como chama esta planta na língua
tupi? – me perguntou a flor AP.
- Quem sabe uma algodãorana... – eu
arrisquei.
E portanto eu estava ela estava nós
dois, estávamos para o mundo já rodando andando girando. Porque eu estava
olhando. E parado o mundo e andando o mundo à toa. Planeta globo de múltiplas
facetas esconderijos secretos cavernas do outro mundo.
Voos altos mais ou menos pássaros
passavam cruzando de um lado ao outro. Veleidades vaidades presunções. Asas
voos gestos complacentes e cricriós, sairaçus, juritis-da-mata,
cardeais-amarelos, guarandis, birros, quero-queros, sabiás-laranjeiras...
Ela eu mesmo abraçou a árvore guaraiúva
e olhou admirou pra cima, já pensando em escalar subir aí.
Eu, camisa remangada, olhava a
paisagem olho a boa vista e tinha pouca certeza de tudo de nada. Ela olhava a
paisagem e viajava ao enigmático, isso sim. Relanceou o olhar pelo ambiente carnavalesco
e eu lhe dediquei dedicado:
- Sim, bem benzinho! Iremos até as
cascatas ou cachoeiras.
- Alô!... Já é bem-bom e uma
surpresa!
- Vó já me dizia e vó e vô já me
disseram me diz, e abrem as aspas: “Se nem me abalo, nem faço mossa, nem olho
para trás!”
- E assim vai ser. Fugacidade,
fugacíssimo!
Faltava mais de hora para a panela
no fogo a barriga vazia. Estavam assim, estender o braço a mão e pegar um
araticum-ponhê, butiá, pitanga, murici-pinima...
Um desenho ou foto ou pintura que só
a memória se fixa me fixa nas cores. Do humor da consciência dos sonhos nem
guardo a música de fundo. O rio São José dos Dourados alinhavando os limites
fluindo ‘chô-chô-chôooo!...’ A paisagem bucólica morava aí e muito plantada fincada,
exceto exceções os cachorros-do-mato-vinagre os jabutis as saracuras-do-brejo os
bicos-virados-miúdos as libélulas os gafanhotos...
E conhecemos fomos conhecer outras
cachoeiras ou cascatas. Nevoeiro e perlando pingando gotejando. Tururins sovis
peleando guapeando se pegando já escarranchados dentro por dentro das ramadas
galharia galhaça.
Árvores com gingado agitadas árvores
para trepar e buscar lá em cima as uvaias amarelas agridoces ásperas azedinhas.
A cachoeira do Lunanco, a queda-d’água do Bagual, a cascata do Churriado, o salto
Lonquear, a piscina natural da Bobina. Uma trilha coberta de ramos flores ervas
umbelas pálios umbrelas sobrecéus. Chegamos andando a pé descendo pela beira do
rio Mapuera e entre arbustos samambaias e até o regaço colo do lago Lucarna. O
Estado é o que é, governo povo território.
- Todo mundo já sabe disso tudo? –
perguntou AP, jogando os cabelos crespos.
- Oxalá!... Se se for pensar em
todos os prós e ótimos... Vamos pensar por alto.
- Moitar. O tempo passa e eu
continuo achando D em tudo.
- Então eu acho que está tudo igual justo
certo certíssimo certidão, oba!...
- Praz!... Devemos cear com vó e vô.
- Boa!... É o que eu tu faremos apreciamos
e nós vamos fazer refazer.
Ato 3: sem pausa
Chegamos sobre a hora encima do laço
quase praticamente na hora do almoço e quase meio-dia. As desculpas as mil
desculpas as crianças essas crianças e como se sabe como se entende. E de nossa
casa até a casa de vô era um eito é uns km uma distância. Uma casa boa e forte
e antiga com mansarda água-furtada. Parecia antes uma loja de antiguidades
antiquário belchior. Casarão com porão e sótão, acumulados esbanjados.
- Este verão vai ser muito quente,
né, gente?! – comentei com a prima Sápida e os demais o marido dela o vô.
- Pode chover muito como pode chover
pouco, é – comentário do Coldrié.
- Nem podemos descartar muita chuva
e muito calor, conforme – colaborou vô.
As férias de verão e tudo
trescalando ao redor sons cheiros cores luzes. Os fenômenos o tempo um tanto
quanto atemporal.
Nos assentamos fomos nos enturmando
papeando. As crianças com as crianças as minhas Alice e Matheus as da prima Tadeu
e Marcelle. Vô queria nos reconhecer. A vontade de contar contos e recontos e
contestar contestando os conteúdos:
- Que se vai fazer, né, pessoal?! Eu
já fui tanta coisa nessa mesma existência! Duvidam?! Quanto mais eu penso mais
eu acho achando.
O nosso casalzinho com o casalzinho
dos tios (chamávamos dizemos assim os tios a prima e o marido dela por causa
das nossas crianças), e foram brincar no pátio de trás junto do curralzinho. E
corriam uns de outras. As gurias os guris e misturados com os cães da casa o Buque
e a Zorra.
Eu e Aline ficamos aí com os tios o
avô. Um instante e já saía o almoço. O vô gostava de tomar seu mate amargo pela
manhã. Também depois da sesta e à meia-tarde, que nem podia esquecer do hábito.
E sentava ali na varanda, cadeira petiça antiga chaleira de ferro, e olhar a
paisagem o bairro crescendo aos poucos. Até onde a vista alcança alcançava. Até
onde a paciência alçava e persistia e persiste.
- Quem te viu, quem te vê – suspirou
comentou vô.
- Vamos e venhamos – disse a prima,
muito contente com tudo e sorrisos.
- Ora! Talvez, muitos talvezes,
talvezíssimos – meio que cavaqueou Coldrié.
- Podemos sim nos empolgarmos, mas
só um pouco – diagnosticou vô.
O ambiente familiar, o meio ambiente
propício, a temperatura o clima a emo. O céu muito cor azul anil. As árvores
vivendo a vida vegetal de sempre e amarilhos, guapebas, cambarás-de-capoeira,
guaxixins, angelicós... As aves interpretando comemorando cantando a estação os
sanhaços-frades. Complacentemente.
- Olhem! E já nos aparecem umas
nuvens bombadas... – susteve a prima.
- Oi!... Então daqui a pouco
ouviremos o vento soprar uivos ‘uí-uíiii!...’ O vento vem na vanguarda, sempre
– considerou vô, provecto adiantado experiente vivido.
- Espiem o céu se transformando e
com personalidade veneta capricho mania – encompridou alongou a minha Aline,
cabelos longos caídos divididos nos ombros.
- Caibam aqui. Pode vir de mangaços
chicotaços relhaços e outros aços, hein?! – lembrou sugeriu explanou a Sápida.
- Carchear carcheio. Um toró de
cantar na terra fofa e sedenta.
- Sim, e as aves os cães os animais
já sabem de tudo. E a natureza em geral de sobra demasiada excessiva, sobejo
mérito.
- Primeirão. Tipo rolos de fumaça ou
vapor se enrolando desenrolando enovelando se embaraçando desembaraçando –
comentário de Coldrié, dedicado virtuoso mestre competente administrador de
imóveis.
- A mãe gostava da horta. E colhia
laranjas aí no pomar. Mais adiante araçás-do-mato, pitangatubas, cambucis...
numa bacia branca esmaltada tipo ágata – lembrou lembrava puxava pela memória
vô, aferindo medindo cotejando afilando afinando.
- Justo e correto e honesto. O que
vem é chuva o que vem é chumbo grosso saraivada o que vem é temporal e
rodamoinho, vu-ruu-tu-tuuu!...
No horizonte o céu nublado os montes
quase vedados escondidos. Casas enquistadas na ladeira bangas casebres
choupanas canchas de tava e subindo com a rua Mata Bacelar e já em a esquina
com a Cândido Silveira de o bairro Auxiliadora. Um tempo fechado violáceo e
muito bem pensado elaborado discutido analisado nas altas esferas divinas do firmamento.
Durante antes bem antes depois, logo
em pós, de a janela por que entrou bater bateram rebateram e ‘plá-plá-quê!...’
Podia esfriar nessa época do ano nessa etapa da temporada? Alguns indícios processos
e ou vicissitudes insucessos reveses apontavam causas e consequências? Já
chovera em abundância constância? Antes tarde do que nunca, a manhã diferente
que depois que de tarde que à noitinha.
As nuvens chegaram aí sobre o lugar
esquecido ou lembrado, vai saber. A chuva veio junto veio com tudo sobre tudo e
mais grossa pesada batendo com força no chão esturricado sedento. A água rolou
rolando nas telhas caiu encheu as calhas dos beirais de chapas por todos os 4
lados e desceu descendo pelos condutores até a enxurrada.
Claraboia escureceu fechou o tempo.
O guarda-vento do chaminé já todo atrapalhado. O consolo da lareira balança balançou.
Vestimos capa de chuva impermeável gabardina japona casaco forrado e gola alta
capote com capuz tramado com tecido de lã ou algodão ou sintético.
Uns raios ‘já-chu-ás!...’ deram
aviso e a água ‘chô-chu-ou!...’ começou a cair e veio firme salseiro aguaceiro
salseirada chuva forte ‘tró-tru-tróooo!...’
A chuva continuava continuou
continuaria por mais uns minutos, e torrencial. Caía água dos céus parecendo
queria esfriar um pouco. As gotas rolando rolavam nos vidros fechados
embaciados da janela em a cozinha. Olhando se via se curtia a chuva lá por fora
sobre o mundo. Justamente o pequeno curral. Um vento ‘uí-uí-uéeee!...’ descabelado
descabelando estuporado espantoso espantado ‘noooos-as!...’ que causou causava
assombro ‘uaaaau!...’
A prima aproveitou oportunizou pra
servir um bolo com café ou limonada. Todos aí na sala de estar e mais o
vestíbulo sem saber exatamente o que fazer sujeitos tranchãs e nos tuteando
reuniãozinha informal:
- Que tempo maluco e mais um pouco,
hein?! – cantou a pedra Coldrié.
- Vamos assistir uma tevê enquanto
isso – decidiu a prima Sápida.
- Chuva de verão e olhe lá! – digo e
comentei. Vem e se vai rapidamente.
- Chuva é bom é boa e faz bem pra
todo mundo – sugeriu decidiu vô.
- Sim. O rio das Moças é que enche o
leito e flui com bonança – lembrou Aline.
O modesto curral, o paiol com empena
cumeeira em triângulo e trapeira aberta, um lado para as baias das vacas do
cavalo das cabras, outro lado os depósitos de materiais de descarte acumulados
tranqueiras sobras apetrechos de carreta de arreios (caronas lombilhos pelegos
mantas buçais ou cabrestos ou focinheiras peçuelos ou alforjes guascas ou
açoites ou correias enxergões ou baixeiros) carretos carretas automóveis chassis
(quebrados pifados escangalhados inutilizados) instrumentos de ferreiro ou
marceneiro ou carpinteiro ou pedreiro, ferramentas de horta lavoura...
Depois do almoço depois de ajudar na
lavação dos pratos depois da chuva, eu e Aline fomos procurar o pomar e mais
pra lá. No caminho encontramos as crianças e fomos em família farrancho éramos quatro,
comentando felizes se rindo, kjá-kjá-kjáaaa!... Apontando o caminho as
borboletas as plantas o bando de pombas-carijós canoras alegres se rindo,
‘ih-ahahaha!...’
- Vejam e olhem bem! Aí mesmo havia
uma estação de trem, conferem – e apontei mais pra lá e direção sentido sul
sulino sulista.
- Ontem houve uma estação e isso é
massa, meu chapa! – disse Aline com emo.
- Qual e o quê! Tudo arreglado
acordado ajustado combinado.
- Francamente, meu dote! E anda,
vai, vem, me abrace!
Sim, houvera uma estação. Hoje em
dia, se houver, mesmo aquele dia diariamente agora só passavam trens de carga batendo
bielas eixos êmbolos nos trilhos carris e uma ou outra vez. Animal de ferro um
tipo urutu uma serpente resfolegante sôfrega assoleada achambonada achamboada
deselegante e tênderes vagões locomotiva comboio correndo tironeando dando
tirões puxões achaques e apitos repiques desde a serra campanha litoral
fronteira periferias cidades.
O trem ‘pi-ru-riiii!...’ bicho pilungo
matungo enquilosado longo alongado levando carregado de trens madeiras manganês
pedras basalto pedregal terra forte terra rara apetrechos beliches. O trem
‘hi-uuuu-iiii!...’ animal pré-histórico turpilóquio grande fortalecido
força-tarefa intimorato valente destemido gavioneiro. O trem ‘tra-lá-lá-láaaa!...’
cargueiro passageiro atravessando túneis comarcas distrito de Ponte do Silva em
Manhuaçu (manhuaçuense, tupi ‘chuva grande’), Caputira, Matipó, Leme, Mogi
Guaçu (guaçuano, tupi, ‘grande rio das cobras’). O trem guaxo ou guacho chiru
acaboclado desabituado desafeito desavezado desacostumado ‘ru-ruu-ruuuu!...’ e
sempre fluindo refluindo buscando ponto de chegada ponto de partida estações. O
trem ‘si-ri-uí-uíiiii!...’ usando de artifícios mangueando iludindo e muito
taita destemido valentão puava fuá macanudo coronel cacique pajé general.
Contávamos aves ali em a tronqueira na
cerca de arame farpado. Eram oito 4 casais de rolinhas-do-planalto e nove com o
joão-botina.
- Jogai às loterias por todos
quantos! – solicitou Aline, espontânea e birrelativa.
- Assim na fé como diante da
natureza – participei espontâneo e comemorativo.
A família o clã foi até o rio e
esperou a embarcação. O arroio Garupá e já muito contínuo. Olharam olhavam
olhariam o rio e sua paciência sem idade. Umas outras pessoas curtindo a
esperança e quietas distantes longínquas negligentes. E uns mascotes cães gatos
esperançosos e ensimesmados alheios dúbios imperscrutáveis contidos. Uns
senhores umas senhoras uns pequenos uns mingos umas miúdas e superficiais
equilibrados cerimoniosas absortas hesitantes lentos frajolas.
- Quede a embarcação? – questionou
Alice. Quero ver barco navegar!
- Que seja um barco a remo um iate a
vela – comentou Matheus.
A chuva já ia longe, o vento atrás.
A tarde ia amarelando pelas beiradas do horizonte circular. O celeste
firmamento parecia uma bacia louçada azulejada. Um mundo de terra água mato céu
e pensamentos, nuvens tufos de ideias.
- Oxalá! Quer queiramos e nem isso –
comentei por concordância assentimento.
- E será um negócio um busílis, meu
caro?! – ela Aline me olhou me questionou.
- Pode ou nem pode. Efeito colateral
colateralidade.
- Oi!... Coisar, diriam os antigos.
- Vê bem! Explicando e
exemplificando uma boa barbaridade.
- Gente do bem! Nadar nadando nada
como um 1 dia depois do outro.
- É por essas e outras quê. E sim,
pois nem!
- Sempre. Manda a ordem dos fatores
lhe dizer e lhe digo quê.
- Olá!... E pormenores mais
pormaiores.
- As férias fazem bem, férias faz
bem.
- Contente. Então fica combinado
assim: viagem participativa.
Quando já chegava chegou o barco a
gaiola que nos levaria pra cidade. Ambiente ambiência clara higiênica
respeitável harmônica paisagística. Parâmetros variáveis. Soltem soltem soltaram
desataram as amarras os parâmetros medidas pesos da realidade dinâmica e ou
virtual. Transporte flutuante, porém equilibrado.
- O mundo parece soltinho soltinho,
hem!, meu doce – comentou Aline.
- Sim e concordo. Logo logo o tempo
trata tratante de cristear pealar iludir.
- Que léus! A produção de abóboras
cresceu uma disparada; hortas fartas.
- Lesto. A mãe de a natureza e ou a
terra. O essencial é plantar replantar colher recolher comer da terra em a
terra.
O começo é mais criativo, eu diria
proativo, que o meio e o próprio final. O começo com melindres pudores recatos
escrúpulos. O meio o cerne o recheio com disparates contrassensos ações ilógicas
desconchavos despautérios desafios despropósitos. O final finalidade com baile fuzuê
folia funçanata carnaval pândega.
As margens com árvores mangues e casas
umbrais soleiras algerozes de cimalhas saiméis abóbodas arcos de cantaria
atracadores e fustes colunas e cômoros combros dunas elevações do terreno
outeiros. Os martins-pescadores-da-mata sobre os galhos secos as pedras e espreitando
a pesca. A ilha do Pavão talvez tenha sido o excesso de vista as vistas boas.
- Oquei!... A viagem nos brinda com
cartões-postais – deslumbrada a Aline.
- Uma vez aqui assim é como em o
paraíso – procurei a poesia do ambiente.
- Meu D!... Este rio Sarapuí vai
costeando banhar a cidade e chega até o mar...
- Sim e conforme vem já vai enchendo
de alianças... E quando devagarzinho remanso de pesca piscoso e ou mais rápido
correnteza corredeira.
Sempre descendo a montanha e
acompanhado o rio Ipitinga, guapo valente ousado corajoso denodado bravo
intrépido avolumado agregativo agregador. E agora mesmo íamos procurar
procurando encontrar encontrando as localidades cidades e Sud Mennucci,
Itapura, Fernandópolis (fernandopolense), Papagaios (papagaiense), distrito de
Nhu-Porã em São Borja, Aguaí, Estiva Gerbi. Mente flutuante flutuando, na boa!
O tal lusco-fusco contando estrelas
grátis. Sôbola tarde à tardinha. Sobre a linha por cima do mato acima das copas
das árvores em cima do ribeirão Pádua Diniz. O matinho confundindo as árvores e
sinas-sinas, butuas-de-corvo, cipós-violetas, guamirins, salsas-do-brejo, tauaris,
caajuçaras... Já contando umas que outras estrelas da tarde e lua transparente.
Já riscando umas estrelas-cadentes e uma lua rua tua.
De montante para jusante vazante.
Das árvores nasciam os aromas, das aves chegavam as conversas os bate-bicos e
tangarás, viviós, pipiras-pretas, curiangos-comuns, canarinhos-da-terra,
tiês-do-mato-grosso, papa-capins-capuchinhos... Córrego Barreirão e aos
trambolhões boléus baques emboléus trancos e barrancos. Observei observava visualizávamos
a rota das nuvens voláteis virtuais inconformadas inconexas.
Veja bem, a rodovia Feliciano Salles
da Cunha ou sp-310. Naturalmente chegamos à cidade natal e as crianças queriam
apreciar pizza com distintos sabores e preços. E sucos mágicos de caju ou pequi.
E sorvetes macios de açaí ou pupunha.
A pé a trem a navio a carro a
automóvel. Muito bem, a praça da Bandeira ou Comendador Jorge Tanaka, a avenida
Coronel Jonas Alves de Melo com a rua Ary Dornelles Carneiro. O espaço o tempo
o ambiente cheiravam um tanto ou quanto a comício palestras reunião declaração
expressão coros manifestação concertos.
- Embrenhar-se. Além disso, convém
nos convém apreciar um show musical.
- Boa!... De repente as luzes a
festa o festival se acendem – replicou Aline.
À noite à mesa de restaurante à
vontade às 19 horas às vezes. Ampliando aprofundando expandindo horizonte
espaços. Pronto, o museu Casa de Getúlio Vargas, rua General Osório com a rua
General Serafim Dornelles Vargas. Em certas horas escolhida música faz todo o
sentido. Uma próspera avenida Antonino Vieira do Amaral e já nas imediações do
horto florestal Carmem de Oliveira Pinto, sen-sa-ci-o-nal! Programas gastronomias
comemorações celebração seleções paradas desfile arrematação leilões de prendas
teatro de marionetes.
- Vamos de metrô, hum?! E desde a
estação República... Que lhe parece? – sugestão acordo recorte capa de revista caprichada
murmúrio doce de Aline.
O metrô ‘zu-zi-zôooo!...’ entrando
saindo da toca e achicando diminuindo minguando em cada parada em cada estação
em cada intervalo. O metrô ‘ru-rê-ruuuum!...’ atento sereno solene linha prata
solar diamante rubi. O metrô ‘vi-vô-vuuuu!...’ caborteiro manhoso arisco atrevido
en-tre-ve-ra-do em os entreveros.
- Pudera! Diariamente chegam
aterrissam negócios os mais variados nesta cidade. Novos acordos, novos frutos,
novos pratos, novas gorjetas grujas gratificações.
- Quem é quem! Estamos a pouca distância
do shopping Taguari – lembrou Aline, nós ainda de braços enganchados passo a
passo compatíveis compendiosos.
- Oi!... Sim, hoje 20 de agosto de
um 2044. Espero com este dia diário.
- Moramos aqui. Os números contando
de carros azuis puros são os prediletos.
- Perto do altar. Prefiro pizza e
limonada. Esse gosto vem de longe e usança tradição prática costume memória
hábito vício.
- Nem nada encasquetado. O churrasco
é um banquete contemporaníssimo.
- Su-ces-so!... Juro que a praia de
Co-pa-ca-ba-na... é a famosinha do mar.
- Espaço campo e campanha. A
intenção é mostrar sempre enaltecer tudo que D naturalizou naturalizar.
- O conteúdo. Chegamos ao mundo encantado
imperdível dos doces e salgados.
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