Eu sou a ave e sou o tempo. Eu sou
uma ave e me chamo, Tempo. E digo mais de montão, ‘gueteguê!, gueteguêeee!...’
O bico aberto dele o sorriso grandão.
O sol se mexe já se mexia e desde a
origem natural o berço o mar. E se agitava exercitava se fazia se mudava
alçava... Café da manhã maduros e pitangas, peras-do-campo, mangabas, muricis,
uxis, piquiás, sete-capotes, araticuns-do-mato...
Qual o prato favorito do
bem-te-vi-de-cabeça-rajada? Você sabe? E eu sei. Minha mãe me ensinou a voar.
Nem faz muito. Uns minutos atrás, há pouco. Como? Me empurrando literalmente da
árvore uma frondosa honesta ginjeira-da-terra.
Nada mais simples. Contudo, nada
mais conspícuo.
- A-ve-ri-guei, gueteguêeee!...
Admiro o modo trabalham como as formigas.
Começo a sexta-feira. Princípio da
manhã, início do dia, primeiros pios da jornada. Sim, eu pio típico deste modo
‘gueteguêeee!...’ Enquanto repito isso por alguns minutos antes de procurar
alimentos nas árvores no ar na terra na água... Já sei me cuidar sozinho mas
possivelmente posso me associar aos meus tios e tias parentes e andar aí
enquanto o verão for propício e arredores localmente em Itaguaí itaguaiense a
arena olímpica João Mambrini o museu histórico Napoleão Joele a lagoa dos
Cavalos... Em direção ou sentido atado buscando um 1 futuro magnífico
magnânimo.
- O-li-go-pó-li-os, gueteguêeee!...
Tudo está certo. Tudo tanto está irresistível.
Uma certa afasia e falta de certeza
falta do que dizer de razão ou pensamento meio que esgotado envolvido embretado.
Parece que vai chover chegam nuvens sopra o vento. Olho tudo em volta desde o
galho o poleiro no alto bem sobre o capão de mato no galho seco da árvore madura
o arapari-vermelho.
Em depois... e às tantas, me vem 1
uma ideia valente e contente:
- Co-o-nes-tar, gueteguêeee!... Mas
mais importante, a saúde do verão é ótima!
Alço voo bonito. A altura é média
intermediária. O lugar visto de cima como por olhos de pássaro, a praça 21 de
Abril a avenida Affonso Trigo... E é tão bonito como é maravilhoso. O lugar nem
tem problemas e sim figuras gradas elevadas graduadas... O rio Santana a
cachoeira dos Pretos, uma ducha gigante jato-d’água iluminando o sol. Vários
raios combinam também algumas cores.
Assim como lhe digo o que acontece,
me desloco maiormente pelo ar pelo espaço aéreo. No ar e já reparo que o tempo
é bem esquisito. Do contrário do outro modo senão quando de repente, vejamos:
- Sin-tag-ma, gueteguêeee!... Agora
me ocorre, as coisas indo tão certo e certas...
Conforme eu vou e voo, o tempo passa
ou repassa. Às vezes, nem isso, o tempo para e prospecta sobressai salienta
importa... Gosto muito sobrevoar Araquari e Licínio de Almeida (liciniense) e
Balneário Piçarras e Joanópolis (joanopolitano) e Vargem e o bairro Vila
Brasilândia a rua José Siqueira Brito esquina com logradouro Ivo Guida... O
tempo liso reto limpo efetivo. Nem posso ficar fora da realidade.
- Fe-li-zar-do, gueteguêeee!...
Estes dias que sonho e com as asas no céu.
Hoje de manhã, o sol, e tudo de
volta, renascer, basicamente. Explosão de luz e os zumbidos de abelhas
‘zu-ziiii, zu-zêeee!...’ Uns raios de sol nascente e talvez enviesados
elípticos reticentes bloqueados tangentes tangenciando... Outras irmãs aves em
voos desavisados e pousos convencionais quase quase protocolares, incidentais.
Se bem que adoro bicar milho de milhão milharal milhoal no café da manhã e
milho-arroz, milho-alho, milho-cozido-preto, milho-d’água, milho-de-cobra,
milho-pipoca, milho-tunicado, milho-torrado, milho-vestido...
- O-xi-gê-nio, gueteguêeee!... O
modo como admiro trabalham os jabutis.
Justamente de noite as coisas
desaceleram. Diminuem ou desaparecem nas sombras nos acasos ocasos
lusco-fuscos. De noite os sons crescem. Murmúrios sintéticos e ruídos acrílicos
vêm de baixo e surgem do nada as estrelas cintilantes. As perguntas as respostas
por reflexões deliberações e irretorquíveis irrespondíveis.
- Ba-ca-fu-zar, gueteguêeee!... Mais ou
menos equânime. Se bem quê!
Eu já estava independente da família
e cantava trilava chilreava toda manhã em busca em procura de uma fêmea cara-metade
meia laranja companhia companheira...
- Eu-fo-ni-a, gueteguêee!... De mais
a mais o inefável o indizível o que nem se pode nomear indescritível.
E pronto ela aparece encontrei aí na
árvore urucurana-roxa e solta solteira independente aparecida linda bonita penas
frescas... um sucesso. E logo logo de pronto formamos um casal inseparável compromisso
e nomeado, Tempo e Efabulativa. Os prolegômenos prévias introdutórias e tudo
mais foi bem foi bom resultou eterno seguro seguro. Seu nome ali estava e o seu
perfil muito sugestivo e cheio de imaginação fabuloso fabulosa fabular
fabulizar. Justamente em Porto Seguro e a praia de Curuípe, pra que se diga se
justifique se alinhe:
- Oi!... Eu me chamo Tempo... Venho
das bandas do rio João de Tiba...
- Olá!... E me chamo Efabulativa...
Já nasci feita e em Lidianópolis, às margens plácidas do mar e a praia de Coroa
Vermelha, bem-te-viiii!... – cantou ela interpretou a também da raça espécie
uma bem-te-vi-de-cabeça-rajada.
- Me amarro nesse teu jeito de ser
nessa alegria nessa espontaneidade bico sempre aberto fofa, gueteguêeee!... –
fui eu que lhe falei e em altos sons sonoros.
- Me identifico contigo e este teu
jeito de me olhar e me provocar – me disse ela a Efabulativa, uns olhos
brilhantes um sorriso sempre solerte sobranceira sobrepujante.
- E gosto deste teu modo de escalar
os galhos de se esconder entre a folhagem.
- Ããn!... Me fixo me fixei neste teu
jeito e modo irrequieto agitado desajeitado.
- Uma vez. Você já viu já nadou já
voou pela praia de Taípe ou Pitinga?
- Venha ver. Você percorreu
sobrevoou o rio Real ou o rio Camarajipe?
- Ora eu!... Quero te elogiar e te
asar e te abraçar. Recomendo e podemos conhecer juntos a estação ecológica do
Raso da Catarina, é uma!
- Quero te parabenizar e te asar e
te abraçar. Reconheci e podemos reconhecer juntos lado a lado o urbano de
Igaratá e Potengi e Bodocó e Faxinal, são quatro.
- Uau! Jovem e curumim eu tinha
tempo de sobra e bicava laranjinha-do-mato, melão-de-são-caetano, umbu, fruta
do mandacaru, goiaba-do-mato, araticum-apê...
- Jovem e cunhantaim eu tinha verões
de muitos e experimentava maracujá-da-caatinga, fruto do xique-xique,
pitangatuba, coquinho do jerivá, butiá, araticum-bravo...
Ela Efabulativa tem olhos
verdadeiros olhos esverdeados cor verde com azul misturados na dose certa as
penas fofas vaporosas última moda irisadas esbanjando cores dependendo da luz
solar raios incidentais. Suas asas se abrem abertas se fecham fechadas
aconchegantes. É muito querida e me chama assim, um modo todo seu:
- Querido! Oi, vem aqui perto,
bem-te-viiii!...
- Oito até oitenta e oito! Você que
é anja e iara, gueteguêeee!...
- Oba!... Eu esperei aguardei este
dia com todos os verões da estação...
- Opa!... O clima o vento o tempo
são determinantes em o nosso humor...
O ensolarado vinha vindo e chegando
e já rumávamos para o sul do sul do país. Que ela também tinha nascido aí e
conhecia os lugares. Seguíamos seguimos o rio Carandaí e as localidades
povoados que o tal banhava e Pindaí, Camanducaia, Barra Velha (barra-velhense,
‘porque aqui a vida é mais’), Luiz Alves, Santana do Cariri
(santanense-do-cariri), Altaneira, Cruzmaltina, Jardim Alegre, o distrito Cruz
das Posses o mesmo em Sertãozinho... Certa manhã de novembro certa tarde às
15h...
Os dois enamorados eu e ela loucos
voando alto voando rápidos para buscar um lugar somente nosso particular
exclusivo autêntico e sossegado para acasalar e procriar prolíferos prolíficos
aceitos casados pra gerar prole. Usávamos nossa prerrogativa privilégio
vantagem de pássaros e asar voar sobrevoar. Conversávamos conversar falavam
trocavam ideias confidenciavam os assuntos impressões dialogávamos:
- Ma-ra-vi-lha! Hoje parece feriado
no mundo inteiro e aqui junto com o verão, nem lhe parece? – perguntei pra
minha linda Efabulativa.
- Sen-sa-ci-o-nal!... Sim, parece
festa e festividades em todo lugar até onde alcança nossa sorte, hein?! Hum,
longo corrimão esta linha em o horizonte!
- Oquei! Podemos ir até a praia de
Cururupe e já em Ilhéus... São 5 mil km!
- Oi! Outra pedida é voar até o rio
Cachoeira e visitar a tribo dos acroá ou xacriabá... Seriam mais ou menos 4 mil
e 200 km!
- Jurubeba, gueteguêeee!... No mais,
nada nadar o céu anil.
- Juuna, bem-te-viiii!... Veja,
venho vendo e fazendo favor.
Aquele verão aquele dia que
chegamos, aterrissamos à beira do córrego Vidoca em São José dos Campos, precisamente
a praça Fausto Cardoso. Outras aves e espécies de montão recém-chegadas e
astutamente também aportaram aí pela redondeza entre as árvores e conhecidas de
identificar e os japués ou japiins (nascidos em Piracaia) e as irerês
(diretamente vindas de Rios Grandes, grande-rienses) e as batuíras-de-coleira
(originárias da região de Ivaiporã e Rio Branco do Ivaí e Rosário do Ivaí) e as
marias-pretas-ribeirinhas oriundas da comarca de São João do Itaperiú e as
araras-azuis naturais da ilha dos Martins e ilha das Ostras...
- Assumo e assumes, bem-te-viiii!...
como o modo trabalham admiro as bícis.
- Valho e vales, gueteguêeee!... trabalham
como o admiro modo os poliedros.
Para fazer o ninho eu e minha
consorte a Efabulativa gastamos alguns dias, talvez 3 três em o horário
comercial. Indo e voltando até o oco da pitombeira que dá frutos de pitomba.
Isso mesmo e perto do rio Samburá. Surpreendentemente colhemos tudo que
precisamos tudo que queríamos para o fofo do berço e gravetos delgados, fios
muito flexíveis de cobre ou aço, pelos de animais endêmicos, penas de galinha
ou pato ou ganso ou ema ou seriema, tiras de papel manilhinha, fiapos de
algodão, fiapos de lã... Sem muito mistério e aprendemos a urdir entrelaçar
tramar os achados aleatórios. Talvez bem simétrico ou algo alguma coisa pouco
de nada assimétrico dissimétrico...
Ao fim e ao cabo da labuta do
trabalho (sim, porque foi uma obra um suor muito prazeroso porém também
cansativo ou bem puxado), piamos cantamos palramos pissitamos tiramos fotos
fizemos vídeo autorretratos e mandamos aos familiares contraparentes em Caetité
em a beira do rio Jaguari e Ipira cerca do rio do Peixe.
- Praza, bem-te-viii!... Quero, de
minha parte e firmemente, elogiar e elogio a sua crista que é es-pe-ta-cu-lar.
E você é de verdade o meu querido!
- Prazendo, gueteguêeee!... Quero e
devo elogiar, e admiro muito muito, as tuas penas frescas fáceis fofas
coloridas felizes. E você é minha tudo e mais um pouco!
- Ora! Será seria este momento um
mundo arrivista ou ambicioso?, pergunto.
- Pudera! Pode ser poderia ser uma
era de procrastinar transferir adiar delongar postergar protrair?, interrogo.
- Desperta despertada despertar. Eu
a Efabulativa acho devo encontrar e achar que necessitamos deferir dar despacho
favorável condescender atender ao solicitado.
- Incluir incluído incluso. Eu o
Tempo encontro e acho devo piar que as coisas os fatos são às vezes
insopitáveis incontroláveis irreprimíveis.
- Oh!... Juntos e acoplar-se unir-se
e se integrar se ligar nos relacionarmos...
- Ei!... Consideração considerar considerará
reconsidero reconsiderar...
- Se tivermos filhotes sucedâneos e
em abundância devemos convidar os parentes os vizinhos os
beija-flores-vermelhos e curutiés-do-araguaia e gravatinhas...
- Se tivermos descendentes, meu
amor, e em profusão devemos avisar recomendar convidar as jandaias-verdadeiras
e tiribas-do-paranã e patos-de-crista...
- Eu penso e nós pensamos... Tirar
parênteses e digressão e umas férias de casal em a baía de Sepetiba e parque
Cunhambebe e ribeirão Eusébio...
- Vamos hoje e se fôssemos logo...
Descansar uns dias quem sabe uma semana ou um mês em Paracambi e Piraí e
Seropédica...
Agora estávamos em dois, eu e
Efabulativa. E ninguém me avisou a respeito do tempo. Tivemos que adivinhar e
arriscar. Ninguém nos mencionara nada a respeito do tempo. Estas e aquelas
reflexões exatas ótimas verdadeiras legítimas sofisticadas.
Onde estávamos? Aonde pretendíamos
ir e chegar? O que seria?
Foi um dia, fomos atraídos por um
prato fumegante de bolinhos de chuva. Nem havia incêndio na mata na capoeira no
capim. Nem tampouco chovia ou garoava. Bolinhos apetitosos pelo cheiro pelo
perfume e recentemente agorinha mesmo feitos e expostos aí no parapeito da
janela em a cozinha. Servidos de bandeja e recendiam:
- Que perfume irresistível de
bolinhos, hem?! – me alertou a Efabulativa.
- Isto me lembra lembro a infância e
me vem água na língua seca – testemunhei.
- Térmico e termômetro,
bem-te-viiii!... Até para a minha a nossa felicidade.
- Sismógrafo e sísmico, gueteguêeee!...
Sempre de boa-fé, senhora!
Andávamos voávamos aí em o bairro
Brandalhão, corríamos a alameda Aratu e junto da fábrica dos transelevadores
Fundição (ente item infenso oponente contrário à modernidade). Entre algumas
casas sítios chacrinhas becos terrenos baldios repletos de erva arbustos plantas
e quinas-de-cuiabá, girassóis-do-mato, cordões-de-são-francisco,
caapiás-miúdos... Um prédio vistoso elegante maneiro bem localizado vidros
fumês vizinhança privilegiada benemérita menemerências. Sim, havia tinha
continha 1 prato atrativo cheiroso oloroso de bolinhos de chuva se oferecendo
em a janela de correr.
- Frito ou frigido. Vamos ver se os
bolinhos dispensam comentários...
- Águo e águas. E os ingredientes e
os condimentos e a receita na prática...
- Oie, bem-te-viiii!... Que qué que
eu diga! Surpreendentemente.
- Inté, gueteguêeee!... Neste nesse
enlevo! Condescendentemente.
Rua de movimentos contínuos e
regulares e razoáveis e automotivos e pessoais de carros de motos de pessoas de
cães. Hiponímias de gatos para felinos. Hiperonímias de árvore para araucária.
D revela revelou relevante o decálogo. E sonoridades musicais. Aquela ave de
gosto peculiar e fogo-apagou, ‘cri-criiii!... jê-ju-iiii!...’
Paisagem bonita hipnotizante e Mangaratiba
o rio Juruena o museu Osório César. Em determinado dia e dado contexto. Sol
superior o supremo o melhor.
- Aboles! Antes de tudo eu queria
comprar um avião e navegar longe e calmo e tranquilo – senti que lhe deveria
dizer do meu sonho de muito antes.
- Assim, sim! E eu sei como deve ser
e como é bom. Voar nas asas da calma do sossego – complementou ela a
Efabulativa, olhos amarelinhos cor de sol e ouro quilates.
- Olá, gueteguêeee!... Antes e acima
de tudo, eu queria pretendo fazer uma faculdade de direito e advocacia.
- Olê, bem-te-viiii!... De todo
modo. Eu vejo futuro em administração de empresas ou design de interiores.
- Olha só. Seria bom conhecer o rio
Caraíva, a praia do Patacão...
- Veja ocê. Eu queria estar em
Ortiqueira ou Jacaraci ou Rio Claro...
Ela Efabulativa tocou quando tocou
com a ponta da asa da garra do bico o ombro dele. E eu o Tempo retribuí tocando
quando encostei com a asa o pescoço o dorso o omoplata dela.
- Rio, kjá-kjá-kjáaaa!... Te juro!
Queria muito voar até o litoral sobre sobrevoar e conhecer reconhecer a cidade
portuária de Santos mais um montão de ilhas adjacentes.
- Rio, ahahahah!... Bem que eu
gostaria cadeira de sol espreguiçadeira de tomar sol e o rio Buranhém banhando
as cidades de Ibiassucê, Urandi, Caculé...
Postos os ovos e foram 4. Logo os
filhotes rebentos e éramos 6. Semelhança semelhantes similitudinariedade. E um
por uma, atropeladamente (porém no momento certo e correto), foram empurrados
do ninho. Obrigados a bater asas, ‘plá-plá-plá!...’ Bateram asas, ficaram aí
uns minutos, ensaiaram ‘pio-pio-piiiio!...’ desapareceram.
Talvez os vitoriosos comemorem.
Talvez nem haja mais nenhuma outra chance. Talvez por que do acaso. Talvez os
vaticínios e a previsão adivinhação predição.
- Ouço e ouves, bem-te-viiii!... Então,
veja! As árvores têm dessas coisas, a natureza tem.
- Peço e pedes, gueteguêeee!... Vamos
cuidar bem disso! De 1 em um e caso a caso, a natura contém.
Famílias de patos-corredores se
exercitam exercitando nas areias douradas calmas sossegadas do rio Itapocu.
Fórum de aves reunião conferência debates congresso trilar favorito e
inhambuus, tuí-tuís, tanatós e tanataus, bicos-virados-da-caatinga,
araras-canindés... Pares casais de
suçuaparas suaçutingas pastam comem frutas da beira do capão perto do ribeirão
Borda da Mata e cambucás cambucis andirobas cajás pajurás abios... Nos pampas
nas coxilhas dos rio-grandenses-do-sul o rio Juqueri a ave símbolo o
quero-quero. As abelhas iraxins arancins iratins procuravam iam vão de flor em
flor.
Rechaçando a névoa, uma manhã como
espero. Naquela manhã luminosa e tudo bem. Esta manhã bem cedo e todos
interpretando o verão e pica-paus-louros, urus, tovacuçus, pompeus,
joões-de-pau, casacas-de-couro... O ouro flamante flamejante em estado bruto
raro vivo puro caro caríssimo. O próprio sol que o diga.
- Tampouco! Nem importa muito ou
quase nada. Nem tô preocupado. Vamos embora, gueteguêeee!... – comentei
convidei sugeri alertei antecipei.
- Altaneiramente. Sim, isso mesmo.
Nongentésimo nonagésimo nono 999º dia dos nossos dias, bem-te-viiii!... –
contava recordava decantava ela, calcular calculando nas pontas das asas dos
dedos decadáctilo.
Juro que sim. Nuvens de incertezas
interrogações dúvidas perplexidades tendências probabilidades. O inverno era
limite restrição fronteira caso sério limiar. Raras frutinhas no mato e
patauás, pinhões, teperebás, cacaus, umaris...
A bênção. Pegamos o casal eu o Tempo
ela a Efabulativa, e fomos embora. Nos mudamos de mudança mudar de ares. Para
mais ao sudeste do país. Rever reviver renascer outra fase outro ciclo. Clima
de folga e ao ar livre.
- Oh, admiração! D dá limites pra
gente como nós – me comprometi dizer.
- Ih, espanto! E isso é super. Super
isso e super aquilo – me confidenciou.
Sim, hoje mesmo, o mundo sabe o que
fazer. O mundo é novo novato e tem tamanho e tem forma e tem característica.
Tudo isso ou isto visto e alguma mais coisa assim mesmo. Eventualissimamente.
Desperta o dia novo o novo caso
diário aurora se inaugura. Um trecho interpolação e a rua Sá Ferreira do bairro
Co-pa-ca-ba-na. É outro o planeta é o mundo e a era se inicia e se reinicia. Ou
se reorganiza e recomeça. Justifica.
- Oi!... Quando ouço seu canto seu
bentevizar... Vejo e olho suas penas iluminadas higienizadas... miro seus olhos
brilhantes cintilantes... fico sem palavras por 2h... – explanei eu o Tempo,
com eterna sinceridade.
- Ah!... Quando vi quando olho suas
garras potentes, me vem a certeza a segurança a honestidade a esperteza da lei
divina. Quando notei percebo suas cores seu canto um gueteguezar seu ruflar de
asas, sinto que o mundo inteiro se move se movimenta para o futuro. Quando
observei olho nos seus lindos olhos, me vem o sossego a calma e fico sonhando
acordada por 2h – descolou a Efabulativa, voz sempre sonorosa melodiosa eloquente
prolongada suave harmoniosa como fino assobio.
- Ao raiar dos instantes,
gueteguêeee!... Devemos mudar de ares e plantar cana-de-açúcar e colher
abóboras mandiocas amendoins.
- Antes do meio-dia,
bem-te-viiii!... É isso, seremos plantadores de roça e horta e eito com
colheita de safra safreiros.
E assim linear linearmente vamos
nessa linha ou paralelo. E sem solução razoável, com solução razoável aceitável.
Com todas as outras opções óbvias.
Tido como tendo uma vista outra
visão o olhar mais amplo abrangente rigoroso.
Tal dia, D criava criou reclamava
demandava sugeria definia negociava baralhava barulhava alardeava instalava...
Àquela hora, D resultava funcionava apelidava relacionava projetava pateava...
De repente, D acolhia explicava observava comentava deliberava... Do nada, D
decantava fermentava destilava...
Minhas penas e de Efabulativa
estavam boas pra voar. Vamos sempre ao encontro do verão. E as asas leves que
até planos estamos planejando fazendo arquitetando bolando matutando para quando
retornarmos tornamos. O gostoso charmoso aconchegante verão o ar quente mais
quente chegar ou nós o encontrarmos. E noto as perspectivas as 3 dimensões o
mesmo claro/escuro sol/lua dia/noite.
- O gosto é muito, bem-te-viiii!...
O como trabalham modo admiro os livres-pensamentos os livres-pensadores os
livres-arbítrios...
- O gosto é exagerado,
gueteguêeee!... Modo o admiro trabalham como as livres-iniciativas as
livres-docentes as livre-natantes...
Só somente estamos esperando D
mandar para começar nova temporada. Vivemos resuscitamos entre as pedras
pedregulho. O universo é inteligente.
- Ora! Será que vai preciso um gps
para voltarmos ao sul do sul?! Mais outra oportunidade? – perguntei por
perguntar, e uma pontinha de dúvida.
- Hum!... Nós vamos por conta e
encontrar, que acha?! Os verões pela frente!
- Bom e melhor, gueteguêeee!... Vamos
reencontrar o quê?
- Alto e superior, bem-te-viiii!... Vamos
buscar o quê?
- Ganhar ganhado ganho,
quá-quá-quáaaa!... Teremos um lago um rio uma praça um sítio... Assim na terra
como na subida do morro do monte da montanha...
- Benzer benzido bento,
trá-lá-láaaa!... Realizaremos no caminho e um lugar bom e ótimo para um
ninho... Uma planta o oco da árvore braúna...
- Código de leis. Eu gosto tanto
tanto do futuro que tenho crer as esperanças...
- Miríade uma infinidade de
estrelas. Sensacional! E eu também espero reespero por tudo e muito mais...
Chegando o verão outro veraneio,
descemos ao sul e já no Paraná ave símbolo a gralha-azul. Pela costa as praias costeando
entre o mar e a mata atlântica. Nem preciso nem precisava dizer mais nada, uma
luz ostensiva preciosa útil inegável cativante.
Uma vez a gente foi e outra vez já estávamos
estamos de volta. Uma vez eu fui e outra vez eu volto. Parece que me adapto
muito bem a esses fenômenos ciclos.
- Quem me dera! Sei o que faço e nem
sei o que refaço, me sinto no espaço, bem-te-viiii!... – ela Efabulativa abria
as asas mágicas e abraçava o mundo o espaço.
- Oração do dia! É um cenário
inédito ou até inexistente. Eu admiro os ares quentes os ambientes suaves,
gueteguêeee!...
Algumas vilas e jardins e os bairros
e Teresópolis, Medianeira, Azenha, Santa Tereza, Glória, Santo Antônio... Os
parques as praças as alamedas a rua Gomes Freitas se alongando pela avenida
Baltazar de Oliveira Garcia.
Ainda sou o
bem-te-vi-de-cabeça-rajada o Tempo. Ainda na companhia calorosa da identificada
companheira companhia a Efabulativa. Quantos verões eu tenho, quantas
primaveras ela tem. Diferentes indiferenciados no meio da massa e conjuntura.
Hoje chove. Ontem choveu. Começou
anteontem a chover e sem parar. Todos esses dias fomos pra debaixo das árvores
entre as folhas largas da bananeira um cantinho aí mais ou menos seco. Sempre
esses dias muita água cortinas-d’água.
- Café pão doce de abóbora. Mais uns
dias e já é hora de ver um ninho e nidificar – correspondi e lembrei, o tempo
sempre me interessando muito.
- Leite queijo chocolate. E tudo é
promessa de contentamentos, bem-te-viiii!... – me diz e me respondeu Efabulativa,
menina e pessoa e emplumada singular.
- Se pode dizer. E tudo já está
comprometido com coisas boas, gueteguêeee!...
- És bonito e inteligente. Mais uns
dias e já é hora de contar os ovos e prever os rebentos – me olha com os seus
olhos voluptuosos e graciosos cheios dos horizontes.
O som do verão ou do sol numa numas
levadas ótimas e instigantes. Se sentia o cheiro das flores rebentando e
prevendo os frutos e bacabas, cupuaçus, buritis, jenipapos, macaúbas,
mamas-cadelas, bacuparis... E as quitandas geleias pudins bolos tortas compotas
ou doces em calda sorvetes sucos vitaminas...
Testes de propriedade. O sol por
todos os lados, a água por todos os lados, as aves por todos os lados e
mutuns-de-alagoas símbolo de Alagoas. O verão e seus altos altas calorosas
fornalhas fornos, vê se pode! Ah, se fosse vários verões atrás!
- Na prática, ahahah!... Ultimamente
nem estamos inventando nada vezes nada.
- Sim, pois é, e o caminho já está
identificado iluminado decidido... – firmei.
- Oi!... Embora tudo tão próximo,
bem-te-viiii!...
- Olá!... Em boa hora, claro
claríssimo, tudo tão fácil e cômodo e simples e comum, gueteguêeee!...
Ela a Efabulativa iluminada pelo
astro-rei o sol a moeda de ouro, o verão iluminado com ela, a anatomia digna
interessante atraente cabível deslumbrante. Corpo escultural longilíneo
presente dádiva futuro. E a princesa emplumada gosta de águas de árvores de
zoológicos de palmeirais, e isso de modo afetivo social sensual sexualmente.
Uma maravilha de namorada amante comprometida esposa amadora.
- Qual o quê, gente nova! Qual a
distância daqui mesmo até a lua os km daqui indo até o sol? – duvidei de mim
mesmo pergunto indaguei.
- Pois o quê, nossa gente! Que
jornada conseguimos conseguiremos seguintemente – compareceu comprometeu ela,
uns movimentos bater de asas suaves.
- Ora! Vamos fazer nosso ninho junto
ao rio Retiro ou lagoa Mirim?
- Opa! Quem sabe lá no oco da árvore
canela-branca-do-brejo e perto da casa no alto do prédio em o 18º. Toda sorte
gosto gostei apreciarei as varandas.
Agora e sempre ela mergulha na
piscina do clube na sanga imita curiosidades requintes ensaia danças bailados
gingas digita mensagens aos amigos no celular. E ela tem um sortimento de
ideias de nuvens de sol de chuva de peixes de árvores...
A memória dela a Efabulativa
lembranças dela mesma tem o que ensinar ou aprender a escola os passeios as
plantas as aventuras as praias os cafezais os laranjais...
- Outro sim, gueteguêeee!... E
nomearemos nossos pimpolhos filhotes.
- Bravo bravamente, bem-te-viiii!...
E lhes ensinaremos bons modos bons cantos cantigas. Indicaremos grandes
profissões ótimas carreiras profissionais, meu amo.
- Olho por olho, hein?! Vão irão
querer imitar nadar os peixes?
- Oquei!... Quem vê quem viu ou
verá, tentarão será remedar os humanos?
- Balir mugir coaxar,
kjá-kjá-kjá!... se acharão parecidos aos bem-te-vis-do-mato – analiso deduzo e
bem explicado replicado replicantemente replico.
- Tilintar espocar badalar,
quá-quá-quáaaa!... se buscarão iguais aos bem-te-vis-cabeças-de-estaca – e me olhou
olha com este mesmo olhar amoroso ditoso apetitoso.
E ela queria dizer e queria ouvir.
Tinha razões para querer. Sabia umas coisas e já aprendia outras. Repetiria
repete repetirá algumas coisas fórmulas e outras estrearia inauguraria. Quanta
coisa boa e adiante em diante e coincidências profecias premonições.
Interessada em novos alimentos comidas gastronomias e apetites.
- Maciço maçaroca paçoca,
bem-te-viiii!... Os polivalentes os politonais trabalham como o modo admiro.
- Almaço utensílio traje,
gueteguêeee!... Os indaiás-açus as cerejas-de-purga modo o admiro como
trabalham.
O verão o calor o sol, pra mim, é
tudo 1 lugar só e a mesma coisa. Tanto abafado quente iluminado. Tudo e tanto
sendo um estado bom. Tenho que prever estimar imaginar antecipar. Sobrevoando
as localidades comarcas e São Tomás de Aquino, Altinópolis, São Sebastião do
Paraíso, Pratápolis, Fortaleza de Minas, Guaporé...
- Ué!... Nem devemos, acho achando,
ir para a mesma cidade de antes do verão passado e reencontrar o mesmo lugar. É
melhor conhecer mudar de paisagem.
- Eia!... As praias me atraem
consideravelmente, mas as montanhas são sofisticadas por demais. Assim mesmo,
porém... – ela docemente e vestia uma bata ou manta de penas fofas brilhantes
mudando de cores conforme a luz natural.
- Que o quê! Devemos deveríamos
viajar em grupo grande bando galera...
- Jesus, Maria, José! Sim, e se
poderia nos poríamos empoderados. Mas cada 1 com uma e sua prole seus rebentos
seus filhotes pra tratar cuidar...
Nem havia a menor reincidência
coincidência paciência. Está estava sim a maior distância entre as bases as
partes entre um ponto e outro o ponto a ponto. E exortei exorto exortação
exortar. Meu olhar digno e ou a preceito.
Ela a Efabulativa, ela bem
conformada coordenada planejando planejamentos e conforme. Optou optava por um
olhar olhares instigantes melosos comemorativos. Fala falando falante cantante
intérprete e se ria ‘ajá-ajá-ajá!...’ com paladar fonética fonemas igualmente
exemplares. Faziam um casal terno amigável moderno amoroso afetuoso.
- De um modo ou de outro,
bem-te-viiii!... – diz Efabulativa, abrindo as asas para coçar aparar temperar
acomodar as penas destramar destrançar entrelaçar.
- Oi!... E te digo, gueteguêeee!...
Por mim por ti e os exemplos que curtimos e compartilhamos. Vamos aprimorando o
nosso talento.
- Piuíiii!, piuíiii!... Mais ou
menos que tudo isso.
- Espetáaaaculo!... Para além,
tchau!, beleza!, além de aventuras viagens...
Eu conheço o voo e sobrevoo a cidade
sobre a metrópole. Que se parece se parecem com Monte Santo de Minas, Jacuí,
Itamogi, Santo Antônio da Alegria, Capetinga, Patrocínio Paulista... O tempo
transcorria ou o relógio achava acha assim. E posso ouvir o seguinte, simples
simplificado óbvio primeiro bem antes:
- Bom dia! Vamos voar até aí aquela
árvore seca a peroba-rosa. Pra ver tudo ao redor... – apontou assinalou sugeriu
a Efabulativa, cabelos atônitos penas olorosas.
E voamos até lá, já chegados, nos balançando
na ponta do mesmo galho ressecado. Arquivo registro de sons vários, sonoteca. Reunião
dançante de outras etnias e curicacas-reais, neineis, marias-faceiras,
anus-brancos, araçaris-castanhos, joões-xiquexiques, tridis, noivinhas-brancas...
E tentar provocar menear voltear revoltear...
- Opa! Parece sempre que o vento
sopra assopra bom.
- Prefiro. Eu afirmo que mantenho o
equilíbrio, mesmo com este vento noroeste um pouco exagerado – comentou ela,
que é legal é genial é sem igual.
- Sus!... Eu aposto eu gosto de
ventos que anunciam vêm anunciando chuva, por exemplo – comentei sinalizei
declarei, olhos voltados para o céu deslumbrante.
- Olhe em volta... Que dia é hoje?
Que momento passamos nós dois...
- Ah!... Eu gosto tanto e tanto sim
das manhãs!, e você?
Música magnífica. Nem nunca depois
empós me saiu da cabeça da cachola. O mato bem servido de maduros ingás, barus
ou cumaruranas, cerejeiras-do-rio-grande, jatobás, cagaitas, tucumãs, uvaias ou
uaieiras ou ubaias... As belezas maquiadas maquiagens roupas vestuário
comportamento socialização; vai se vendo sentindo percebendo algumas olhadinhas
de esguelha. O beija-flor-de-orelha-violeta, símbolo do es. O sabiá-laranjeira,
ícone de sp. Padrões insígnias no peito sinais de dignidade de posto de classe
de comando de sorte de polêmica...
- Ave e salve, bem-te-viiii!... Astronauta
cosmonauta astronomias, admiro trabalham como o modo – instintos elétricos
agitados dela Efabulativa, olhar que nem se perde de nenhum ambiente.
- Sentido e céu, gueteguêeee!... Aeródromo
aeronáutica aéreos, modo o como trabalham admiro – degustando minha porção diária
de pitanga, frutinha predileta.
Verão verões amarelos tirados da
cartola dentro da magia. Verões dourados passados e outros verões postergados
futuros e ótimos e tributáveis. E falo comigo e ouço converso com outros e digo
e redigo com tudo ao mesmo tempo ou ao seu tempo:
- Francamente, gueteguêeee!... Eu
estou aqui. E por que estranhar o local? Nem estranho nada, oi!... – recoloco
com ênfase realce gravidade solenidade sobriedade...
- Puxa, bem-te-viiii!... Se eu bater
as asas por um instante, ou estalar os dedos as asas por acaso... – lembrou a
Efabulativa, insuperável em a crendice imaginação fantasia misticismo mística
cismarenta cismática...
Acordo acordamos 5h e 20min uma
madrugada suave. Ainda as estrelas radiantes diamantes inconfundíveis. Já
estamos no alto da imbuia-amarela. Pra logo pra hoje pra quem espera. Aberto
amplo claro o céu anunciando o sol o verão o calor...
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