quinta-feira, 18 de setembro de 2025

A Glória V

 

                                                                      

 

            Eu sou a ave e sou o tempo. Eu sou uma ave e me chamo, Tempo. E digo mais de montão, ‘gueteguê!, gueteguêeee!...’ O bico aberto dele o sorriso grandão.

            O sol se mexe já se mexia e desde a origem natural o berço o mar. E se agitava exercitava se fazia se mudava alçava... Café da manhã maduros e pitangas, peras-do-campo, mangabas, muricis, uxis, piquiás, sete-capotes, araticuns-do-mato...

            Qual o prato favorito do bem-te-vi-de-cabeça-rajada? Você sabe? E eu sei. Minha mãe me ensinou a voar. Nem faz muito. Uns minutos atrás, há pouco. Como? Me empurrando literalmente da árvore uma frondosa honesta ginjeira-da-terra.

            Nada mais simples. Contudo, nada mais conspícuo.

            - A-ve-ri-guei, gueteguêeee!... Admiro o modo trabalham como as formigas.

            Começo a sexta-feira. Princípio da manhã, início do dia, primeiros pios da jornada. Sim, eu pio típico deste modo ‘gueteguêeee!...’ Enquanto repito isso por alguns minutos antes de procurar alimentos nas árvores no ar na terra na água... Já sei me cuidar sozinho mas possivelmente posso me associar aos meus tios e tias parentes e andar aí enquanto o verão for propício e arredores localmente em Itaguaí itaguaiense a arena olímpica João Mambrini o museu histórico Napoleão Joele a lagoa dos Cavalos... Em direção ou sentido atado buscando um 1 futuro magnífico magnânimo.

            - O-li-go-pó-li-os, gueteguêeee!... Tudo está certo. Tudo tanto está irresistível.

            Uma certa afasia e falta de certeza falta do que dizer de razão ou pensamento meio que esgotado envolvido embretado. Parece que vai chover chegam nuvens sopra o vento. Olho tudo em volta desde o galho o poleiro no alto bem sobre o capão de mato no galho seco da árvore madura o arapari-vermelho.

            Em depois... e às tantas, me vem 1 uma ideia valente e contente:

            - Co-o-nes-tar, gueteguêeee!... Mas mais importante, a saúde do verão é ótima!

            Alço voo bonito. A altura é média intermediária. O lugar visto de cima como por olhos de pássaro, a praça 21 de Abril a avenida Affonso Trigo... E é tão bonito como é maravilhoso. O lugar nem tem problemas e sim figuras gradas elevadas graduadas... O rio Santana a cachoeira dos Pretos, uma ducha gigante jato-d’água iluminando o sol. Vários raios combinam também algumas cores.

            Assim como lhe digo o que acontece, me desloco maiormente pelo ar pelo espaço aéreo. No ar e já reparo que o tempo é bem esquisito. Do contrário do outro modo senão quando de repente, vejamos:

            - Sin-tag-ma, gueteguêeee!... Agora me ocorre, as coisas indo tão certo e certas...

            Conforme eu vou e voo, o tempo passa ou repassa. Às vezes, nem isso, o tempo para e prospecta sobressai salienta importa... Gosto muito sobrevoar Araquari e Licínio de Almeida (liciniense) e Balneário Piçarras e Joanópolis (joanopolitano) e Vargem e o bairro Vila Brasilândia a rua José Siqueira Brito esquina com logradouro Ivo Guida... O tempo liso reto limpo efetivo. Nem posso ficar fora da realidade.

            - Fe-li-zar-do, gueteguêeee!... Estes dias que sonho e com as asas no céu.

            Hoje de manhã, o sol, e tudo de volta, renascer, basicamente. Explosão de luz e os zumbidos de abelhas ‘zu-ziiii, zu-zêeee!...’ Uns raios de sol nascente e talvez enviesados elípticos reticentes bloqueados tangentes tangenciando... Outras irmãs aves em voos desavisados e pousos convencionais quase quase protocolares, incidentais. Se bem que adoro bicar milho de milhão milharal milhoal no café da manhã e milho-arroz, milho-alho, milho-cozido-preto, milho-d’água, milho-de-cobra, milho-pipoca, milho-tunicado, milho-torrado, milho-vestido...

            - O-xi-gê-nio, gueteguêeee!... O modo como admiro trabalham os jabutis.

            Justamente de noite as coisas desaceleram. Diminuem ou desaparecem nas sombras nos acasos ocasos lusco-fuscos. De noite os sons crescem. Murmúrios sintéticos e ruídos acrílicos vêm de baixo e surgem do nada as estrelas cintilantes. As perguntas as respostas por reflexões deliberações e irretorquíveis irrespondíveis.

- Ba-ca-fu-zar, gueteguêeee!... Mais ou menos equânime. Se bem quê!

            Eu já estava independente da família e cantava trilava chilreava toda manhã em busca em procura de uma fêmea cara-metade meia laranja companhia companheira...

            - Eu-fo-ni-a, gueteguêee!... De mais a mais o inefável o indizível o que nem se pode nomear indescritível.

E pronto ela aparece encontrei aí na árvore urucurana-roxa e solta solteira independente aparecida linda bonita penas frescas... um sucesso. E logo logo de pronto formamos um casal inseparável compromisso e nomeado, Tempo e Efabulativa. Os prolegômenos prévias introdutórias e tudo mais foi bem foi bom resultou eterno seguro seguro. Seu nome ali estava e o seu perfil muito sugestivo e cheio de imaginação fabuloso fabulosa fabular fabulizar. Justamente em Porto Seguro e a praia de Curuípe, pra que se diga se justifique se alinhe:

            - Oi!... Eu me chamo Tempo... Venho das bandas do rio João de Tiba...

            - Olá!... E me chamo Efabulativa... Já nasci feita e em Lidianópolis, às margens plácidas do mar e a praia de Coroa Vermelha, bem-te-viiii!... – cantou ela interpretou a também da raça espécie uma bem-te-vi-de-cabeça-rajada.

            - Me amarro nesse teu jeito de ser nessa alegria nessa espontaneidade bico sempre aberto fofa, gueteguêeee!... – fui eu que lhe falei e em altos sons sonoros.

            - Me identifico contigo e este teu jeito de me olhar e me provocar – me disse ela a Efabulativa, uns olhos brilhantes um sorriso sempre solerte sobranceira sobrepujante.

            - E gosto deste teu modo de escalar os galhos de se esconder entre a folhagem.

            - Ããn!... Me fixo me fixei neste teu jeito e modo irrequieto agitado desajeitado.

            - Uma vez. Você já viu já nadou já voou pela praia de Taípe ou Pitinga?

            - Venha ver. Você percorreu sobrevoou o rio Real ou o rio Camarajipe?

            - Ora eu!... Quero te elogiar e te asar e te abraçar. Recomendo e podemos conhecer juntos a estação ecológica do Raso da Catarina, é uma!

            - Quero te parabenizar e te asar e te abraçar. Reconheci e podemos reconhecer juntos lado a lado o urbano de Igaratá e Potengi e Bodocó e Faxinal, são quatro.

            - Uau! Jovem e curumim eu tinha tempo de sobra e bicava laranjinha-do-mato, melão-de-são-caetano, umbu, fruta do mandacaru, goiaba-do-mato, araticum-apê...

            - Jovem e cunhantaim eu tinha verões de muitos e experimentava maracujá-da-caatinga, fruto do xique-xique, pitangatuba, coquinho do jerivá, butiá, araticum-bravo...

            Ela Efabulativa tem olhos verdadeiros olhos esverdeados cor verde com azul misturados na dose certa as penas fofas vaporosas última moda irisadas esbanjando cores dependendo da luz solar raios incidentais. Suas asas se abrem abertas se fecham fechadas aconchegantes. É muito querida e me chama assim, um modo todo seu:

            - Querido! Oi, vem aqui perto, bem-te-viiii!...

            - Oito até oitenta e oito! Você que é anja e iara, gueteguêeee!...

            - Oba!... Eu esperei aguardei este dia com todos os verões da estação...

            - Opa!... O clima o vento o tempo são determinantes em o nosso humor...

            O ensolarado vinha vindo e chegando e já rumávamos para o sul do sul do país. Que ela também tinha nascido aí e conhecia os lugares. Seguíamos seguimos o rio Carandaí e as localidades povoados que o tal banhava e Pindaí, Camanducaia, Barra Velha (barra-velhense, ‘porque aqui a vida é mais’), Luiz Alves, Santana do Cariri (santanense-do-cariri), Altaneira, Cruzmaltina, Jardim Alegre, o distrito Cruz das Posses o mesmo em Sertãozinho... Certa manhã de novembro certa tarde às 15h...

            Os dois enamorados eu e ela loucos voando alto voando rápidos para buscar um lugar somente nosso particular exclusivo autêntico e sossegado para acasalar e procriar prolíferos prolíficos aceitos casados pra gerar prole. Usávamos nossa prerrogativa privilégio vantagem de pássaros e asar voar sobrevoar. Conversávamos conversar falavam trocavam ideias confidenciavam os assuntos impressões dialogávamos:

            - Ma-ra-vi-lha! Hoje parece feriado no mundo inteiro e aqui junto com o verão, nem lhe parece? – perguntei pra minha linda Efabulativa.

            - Sen-sa-ci-o-nal!... Sim, parece festa e festividades em todo lugar até onde alcança nossa sorte, hein?! Hum, longo corrimão esta linha em o horizonte!

            - Oquei! Podemos ir até a praia de Cururupe e já em Ilhéus... São 5 mil km!

            - Oi! Outra pedida é voar até o rio Cachoeira e visitar a tribo dos acroá ou xacriabá... Seriam mais ou menos 4 mil e 200 km!

            - Jurubeba, gueteguêeee!... No mais, nada nadar o céu anil.

            - Juuna, bem-te-viiii!... Veja, venho vendo e fazendo favor.

            Aquele verão aquele dia que chegamos, aterrissamos à beira do córrego Vidoca em São José dos Campos, precisamente a praça Fausto Cardoso. Outras aves e espécies de montão recém-chegadas e astutamente também aportaram aí pela redondeza entre as árvores e conhecidas de identificar e os japués ou japiins (nascidos em Piracaia) e as irerês (diretamente vindas de Rios Grandes, grande-rienses) e as batuíras-de-coleira (originárias da região de Ivaiporã e Rio Branco do Ivaí e Rosário do Ivaí) e as marias-pretas-ribeirinhas oriundas da comarca de São João do Itaperiú e as araras-azuis naturais da ilha dos Martins e ilha das Ostras...

            - Assumo e assumes, bem-te-viiii!... como o modo trabalham admiro as bícis.

            - Valho e vales, gueteguêeee!... trabalham como o admiro modo os poliedros.

            Para fazer o ninho eu e minha consorte a Efabulativa gastamos alguns dias, talvez 3 três em o horário comercial. Indo e voltando até o oco da pitombeira que dá frutos de pitomba. Isso mesmo e perto do rio Samburá. Surpreendentemente colhemos tudo que precisamos tudo que queríamos para o fofo do berço e gravetos delgados, fios muito flexíveis de cobre ou aço, pelos de animais endêmicos, penas de galinha ou pato ou ganso ou ema ou seriema, tiras de papel manilhinha, fiapos de algodão, fiapos de lã... Sem muito mistério e aprendemos a urdir entrelaçar tramar os achados aleatórios. Talvez bem simétrico ou algo alguma coisa pouco de nada assimétrico dissimétrico...

            Ao fim e ao cabo da labuta do trabalho (sim, porque foi uma obra um suor muito prazeroso porém também cansativo ou bem puxado), piamos cantamos palramos pissitamos tiramos fotos fizemos vídeo autorretratos e mandamos aos familiares contraparentes em Caetité em a beira do rio Jaguari e Ipira cerca do rio do Peixe.

            - Praza, bem-te-viii!... Quero, de minha parte e firmemente, elogiar e elogio a sua crista que é es-pe-ta-cu-lar. E você é de verdade o meu querido!

            - Prazendo, gueteguêeee!... Quero e devo elogiar, e admiro muito muito, as tuas penas frescas fáceis fofas coloridas felizes. E você é minha tudo e mais um pouco!

            - Ora! Será seria este momento um mundo arrivista ou ambicioso?, pergunto.

            - Pudera! Pode ser poderia ser uma era de procrastinar transferir adiar delongar postergar protrair?, interrogo.

            - Desperta despertada despertar. Eu a Efabulativa acho devo encontrar e achar que necessitamos deferir dar despacho favorável condescender atender ao solicitado.

            - Incluir incluído incluso. Eu o Tempo encontro e acho devo piar que as coisas os fatos são às vezes insopitáveis incontroláveis irreprimíveis.

            - Oh!... Juntos e acoplar-se unir-se e se integrar se ligar nos relacionarmos...

            - Ei!... Consideração considerar considerará reconsidero reconsiderar...

            - Se tivermos filhotes sucedâneos e em abundância devemos convidar os parentes os vizinhos os beija-flores-vermelhos e curutiés-do-araguaia e gravatinhas...

            - Se tivermos descendentes, meu amor, e em profusão devemos avisar recomendar convidar as jandaias-verdadeiras e tiribas-do-paranã e patos-de-crista...

            - Eu penso e nós pensamos... Tirar parênteses e digressão e umas férias de casal em a baía de Sepetiba e parque Cunhambebe e ribeirão Eusébio...

            - Vamos hoje e se fôssemos logo... Descansar uns dias quem sabe uma semana ou um mês em Paracambi e Piraí e Seropédica...

            Agora estávamos em dois, eu e Efabulativa. E ninguém me avisou a respeito do tempo. Tivemos que adivinhar e arriscar. Ninguém nos mencionara nada a respeito do tempo. Estas e aquelas reflexões exatas ótimas verdadeiras legítimas sofisticadas.

            Onde estávamos? Aonde pretendíamos ir e chegar? O que seria?

            Foi um dia, fomos atraídos por um prato fumegante de bolinhos de chuva. Nem havia incêndio na mata na capoeira no capim. Nem tampouco chovia ou garoava. Bolinhos apetitosos pelo cheiro pelo perfume e recentemente agorinha mesmo feitos e expostos aí no parapeito da janela em a cozinha. Servidos de bandeja e recendiam:

            - Que perfume irresistível de bolinhos, hem?! – me alertou a Efabulativa.

            - Isto me lembra lembro a infância e me vem água na língua seca – testemunhei.

            - Térmico e termômetro, bem-te-viiii!... Até para a minha a nossa felicidade.

            - Sismógrafo e sísmico, gueteguêeee!... Sempre de boa-fé, senhora!

            Andávamos voávamos aí em o bairro Brandalhão, corríamos a alameda Aratu e junto da fábrica dos transelevadores Fundição (ente item infenso oponente contrário à modernidade). Entre algumas casas sítios chacrinhas becos terrenos baldios repletos de erva arbustos plantas e quinas-de-cuiabá, girassóis-do-mato, cordões-de-são-francisco, caapiás-miúdos... Um prédio vistoso elegante maneiro bem localizado vidros fumês vizinhança privilegiada benemérita menemerências. Sim, havia tinha continha 1 prato atrativo cheiroso oloroso de bolinhos de chuva se oferecendo em a janela de correr.

            - Frito ou frigido. Vamos ver se os bolinhos dispensam comentários...

            - Águo e águas. E os ingredientes e os condimentos e a receita na prática...

            - Oie, bem-te-viiii!... Que qué que eu diga! Surpreendentemente.

            - Inté, gueteguêeee!... Neste nesse enlevo! Condescendentemente.

            Rua de movimentos contínuos e regulares e razoáveis e automotivos e pessoais de carros de motos de pessoas de cães. Hiponímias de gatos para felinos. Hiperonímias de árvore para araucária. D revela revelou relevante o decálogo. E sonoridades musicais. Aquela ave de gosto peculiar e fogo-apagou, ‘cri-criiii!... jê-ju-iiii!...’

            Paisagem bonita hipnotizante e Mangaratiba o rio Juruena o museu Osório César. Em determinado dia e dado contexto. Sol superior o supremo o melhor.

            - Aboles! Antes de tudo eu queria comprar um avião e navegar longe e calmo e tranquilo – senti que lhe deveria dizer do meu sonho de muito antes.

            - Assim, sim! E eu sei como deve ser e como é bom. Voar nas asas da calma do sossego – complementou ela a Efabulativa, olhos amarelinhos cor de sol e ouro quilates.

            - Olá, gueteguêeee!... Antes e acima de tudo, eu queria pretendo fazer uma faculdade de direito e advocacia.

            - Olê, bem-te-viiii!... De todo modo. Eu vejo futuro em administração de empresas ou design de interiores.

            - Olha só. Seria bom conhecer o rio Caraíva, a praia do Patacão...

            - Veja ocê. Eu queria estar em Ortiqueira ou Jacaraci ou Rio Claro...

            Ela Efabulativa tocou quando tocou com a ponta da asa da garra do bico o ombro dele. E eu o Tempo retribuí tocando quando encostei com a asa o pescoço o dorso o omoplata dela.

            - Rio, kjá-kjá-kjáaaa!... Te juro! Queria muito voar até o litoral sobre sobrevoar e conhecer reconhecer a cidade portuária de Santos mais um montão de ilhas adjacentes.

            - Rio, ahahahah!... Bem que eu gostaria cadeira de sol espreguiçadeira de tomar sol e o rio Buranhém banhando as cidades de Ibiassucê, Urandi, Caculé...

            Postos os ovos e foram 4. Logo os filhotes rebentos e éramos 6. Semelhança semelhantes similitudinariedade. E um por uma, atropeladamente (porém no momento certo e correto), foram empurrados do ninho. Obrigados a bater asas, ‘plá-plá-plá!...’ Bateram asas, ficaram aí uns minutos, ensaiaram ‘pio-pio-piiiio!...’ desapareceram.

            Talvez os vitoriosos comemorem. Talvez nem haja mais nenhuma outra chance. Talvez por que do acaso. Talvez os vaticínios e a previsão adivinhação predição.

            - Ouço e ouves, bem-te-viiii!... Então, veja! As árvores têm dessas coisas, a natureza tem.

            - Peço e pedes, gueteguêeee!... Vamos cuidar bem disso! De 1 em um e caso a caso, a natura contém.

            Famílias de patos-corredores se exercitam exercitando nas areias douradas calmas sossegadas do rio Itapocu. Fórum de aves reunião conferência debates congresso trilar favorito e inhambuus, tuí-tuís, tanatós e tanataus, bicos-virados-da-caatinga, araras-canindés...  Pares casais de suçuaparas suaçutingas pastam comem frutas da beira do capão perto do ribeirão Borda da Mata e cambucás cambucis andirobas cajás pajurás abios... Nos pampas nas coxilhas dos rio-grandenses-do-sul o rio Juqueri a ave símbolo o quero-quero. As abelhas iraxins arancins iratins procuravam iam vão de flor em flor.

            Rechaçando a névoa, uma manhã como espero. Naquela manhã luminosa e tudo bem. Esta manhã bem cedo e todos interpretando o verão e pica-paus-louros, urus, tovacuçus, pompeus, joões-de-pau, casacas-de-couro... O ouro flamante flamejante em estado bruto raro vivo puro caro caríssimo. O próprio sol que o diga.

            - Tampouco! Nem importa muito ou quase nada. Nem tô preocupado. Vamos embora, gueteguêeee!... – comentei convidei sugeri alertei antecipei.

            - Altaneiramente. Sim, isso mesmo. Nongentésimo nonagésimo nono 999º dia dos nossos dias, bem-te-viiii!... – contava recordava decantava ela, calcular calculando nas pontas das asas dos dedos decadáctilo.

            Juro que sim. Nuvens de incertezas interrogações dúvidas perplexidades tendências probabilidades. O inverno era limite restrição fronteira caso sério limiar. Raras frutinhas no mato e patauás, pinhões, teperebás, cacaus, umaris...

            A bênção. Pegamos o casal eu o Tempo ela a Efabulativa, e fomos embora. Nos mudamos de mudança mudar de ares. Para mais ao sudeste do país. Rever reviver renascer outra fase outro ciclo. Clima de folga e ao ar livre.

            - Oh, admiração! D dá limites pra gente como nós – me comprometi dizer.

            - Ih, espanto! E isso é super. Super isso e super aquilo – me confidenciou.

            Sim, hoje mesmo, o mundo sabe o que fazer. O mundo é novo novato e tem tamanho e tem forma e tem característica. Tudo isso ou isto visto e alguma mais coisa assim mesmo. Eventualissimamente.

            Desperta o dia novo o novo caso diário aurora se inaugura. Um trecho interpolação e a rua Sá Ferreira do bairro Co-pa-ca-ba-na. É outro o planeta é o mundo e a era se inicia e se reinicia. Ou se reorganiza e recomeça. Justifica.

            - Oi!... Quando ouço seu canto seu bentevizar... Vejo e olho suas penas iluminadas higienizadas... miro seus olhos brilhantes cintilantes... fico sem palavras por 2h... – explanei eu o Tempo, com eterna sinceridade.

            - Ah!... Quando vi quando olho suas garras potentes, me vem a certeza a segurança a honestidade a esperteza da lei divina. Quando notei percebo suas cores seu canto um gueteguezar seu ruflar de asas, sinto que o mundo inteiro se move se movimenta para o futuro. Quando observei olho nos seus lindos olhos, me vem o sossego a calma e fico sonhando acordada por 2h – descolou a Efabulativa, voz sempre sonorosa melodiosa eloquente prolongada suave harmoniosa como fino assobio.

            - Ao raiar dos instantes, gueteguêeee!... Devemos mudar de ares e plantar cana-de-açúcar e colher abóboras mandiocas amendoins.

            - Antes do meio-dia, bem-te-viiii!... É isso, seremos plantadores de roça e horta e eito com colheita de safra safreiros.

            E assim linear linearmente vamos nessa linha ou paralelo. E sem solução razoável, com solução razoável aceitável. Com todas as outras opções óbvias.

            Tido como tendo uma vista outra visão o olhar mais amplo abrangente rigoroso.

            Tal dia, D criava criou reclamava demandava sugeria definia negociava baralhava barulhava alardeava instalava... Àquela hora, D resultava funcionava apelidava relacionava projetava pateava... De repente, D acolhia explicava observava comentava deliberava... Do nada, D decantava fermentava destilava...

            Minhas penas e de Efabulativa estavam boas pra voar. Vamos sempre ao encontro do verão. E as asas leves que até planos estamos planejando fazendo arquitetando bolando matutando para quando retornarmos tornamos. O gostoso charmoso aconchegante verão o ar quente mais quente chegar ou nós o encontrarmos. E noto as perspectivas as 3 dimensões o mesmo claro/escuro sol/lua dia/noite.

            - O gosto é muito, bem-te-viiii!... O como trabalham modo admiro os livres-pensamentos os livres-pensadores os livres-arbítrios...

            - O gosto é exagerado, gueteguêeee!... Modo o admiro trabalham como as livres-iniciativas as livres-docentes as livre-natantes...

            Só somente estamos esperando D mandar para começar nova temporada. Vivemos resuscitamos entre as pedras pedregulho. O universo é inteligente.

            - Ora! Será que vai preciso um gps para voltarmos ao sul do sul?! Mais outra oportunidade? – perguntei por perguntar, e uma pontinha de dúvida.

            - Hum!... Nós vamos por conta e encontrar, que acha?! Os verões pela frente!

            - Bom e melhor, gueteguêeee!... Vamos reencontrar o quê?

            - Alto e superior, bem-te-viiii!... Vamos buscar o quê?

            - Ganhar ganhado ganho, quá-quá-quáaaa!... Teremos um lago um rio uma praça um sítio... Assim na terra como na subida do morro do monte da montanha...

            - Benzer benzido bento, trá-lá-láaaa!... Realizaremos no caminho e um lugar bom e ótimo para um ninho... Uma planta o oco da árvore braúna...

            - Código de leis. Eu gosto tanto tanto do futuro que tenho crer as esperanças...

            - Miríade uma infinidade de estrelas. Sensacional! E eu também espero reespero por tudo e muito mais...

            Chegando o verão outro veraneio, descemos ao sul e já no Paraná ave símbolo a gralha-azul. Pela costa as praias costeando entre o mar e a mata atlântica. Nem preciso nem precisava dizer mais nada, uma luz ostensiva preciosa útil inegável cativante.

            Uma vez a gente foi e outra vez já estávamos estamos de volta. Uma vez eu fui e outra vez eu volto. Parece que me adapto muito bem a esses fenômenos ciclos.

            - Quem me dera! Sei o que faço e nem sei o que refaço, me sinto no espaço, bem-te-viiii!... – ela Efabulativa abria as asas mágicas e abraçava o mundo o espaço.

            - Oração do dia! É um cenário inédito ou até inexistente. Eu admiro os ares quentes os ambientes suaves, gueteguêeee!...

            Algumas vilas e jardins e os bairros e Teresópolis, Medianeira, Azenha, Santa Tereza, Glória, Santo Antônio... Os parques as praças as alamedas a rua Gomes Freitas se alongando pela avenida Baltazar de Oliveira Garcia.

            Ainda sou o bem-te-vi-de-cabeça-rajada o Tempo. Ainda na companhia calorosa da identificada companheira companhia a Efabulativa. Quantos verões eu tenho, quantas primaveras ela tem. Diferentes indiferenciados no meio da massa e conjuntura.

            Hoje chove. Ontem choveu. Começou anteontem a chover e sem parar. Todos esses dias fomos pra debaixo das árvores entre as folhas largas da bananeira um cantinho aí mais ou menos seco. Sempre esses dias muita água cortinas-d’água.

            - Café pão doce de abóbora. Mais uns dias e já é hora de ver um ninho e nidificar – correspondi e lembrei, o tempo sempre me interessando muito.

            - Leite queijo chocolate. E tudo é promessa de contentamentos, bem-te-viiii!... – me diz e me respondeu Efabulativa, menina e pessoa e emplumada singular.

            - Se pode dizer. E tudo já está comprometido com coisas boas, gueteguêeee!...

            - És bonito e inteligente. Mais uns dias e já é hora de contar os ovos e prever os rebentos – me olha com os seus olhos voluptuosos e graciosos cheios dos horizontes.

            O som do verão ou do sol numa numas levadas ótimas e instigantes. Se sentia o cheiro das flores rebentando e prevendo os frutos e bacabas, cupuaçus, buritis, jenipapos, macaúbas, mamas-cadelas, bacuparis... E as quitandas geleias pudins bolos tortas compotas ou doces em calda sorvetes sucos vitaminas...

            Testes de propriedade. O sol por todos os lados, a água por todos os lados, as aves por todos os lados e mutuns-de-alagoas símbolo de Alagoas. O verão e seus altos altas calorosas fornalhas fornos, vê se pode! Ah, se fosse vários verões atrás!

            - Na prática, ahahah!... Ultimamente nem estamos inventando nada vezes nada.

            - Sim, pois é, e o caminho já está identificado iluminado decidido... – firmei.

            - Oi!... Embora tudo tão próximo, bem-te-viiii!...

            - Olá!... Em boa hora, claro claríssimo, tudo tão fácil e cômodo e simples e comum, gueteguêeee!...

            Ela a Efabulativa iluminada pelo astro-rei o sol a moeda de ouro, o verão iluminado com ela, a anatomia digna interessante atraente cabível deslumbrante. Corpo escultural longilíneo presente dádiva futuro. E a princesa emplumada gosta de águas de árvores de zoológicos de palmeirais, e isso de modo afetivo social sensual sexualmente. Uma maravilha de namorada amante comprometida esposa amadora.

            - Qual o quê, gente nova! Qual a distância daqui mesmo até a lua os km daqui indo até o sol? – duvidei de mim mesmo pergunto indaguei.

            - Pois o quê, nossa gente! Que jornada conseguimos conseguiremos seguintemente – compareceu comprometeu ela, uns movimentos bater de asas suaves.

            - Ora! Vamos fazer nosso ninho junto ao rio Retiro ou lagoa Mirim?

            - Opa! Quem sabe lá no oco da árvore canela-branca-do-brejo e perto da casa no alto do prédio em o 18º. Toda sorte gosto gostei apreciarei as varandas.

            Agora e sempre ela mergulha na piscina do clube na sanga imita curiosidades requintes ensaia danças bailados gingas digita mensagens aos amigos no celular. E ela tem um sortimento de ideias de nuvens de sol de chuva de peixes de árvores...

            A memória dela a Efabulativa lembranças dela mesma tem o que ensinar ou aprender a escola os passeios as plantas as aventuras as praias os cafezais os laranjais...

            - Outro sim, gueteguêeee!... E nomearemos nossos pimpolhos filhotes.

            - Bravo bravamente, bem-te-viiii!... E lhes ensinaremos bons modos bons cantos cantigas. Indicaremos grandes profissões ótimas carreiras profissionais, meu amo.

            - Olho por olho, hein?! Vão irão querer imitar nadar os peixes?

            - Oquei!... Quem vê quem viu ou verá, tentarão será remedar os humanos?

            - Balir mugir coaxar, kjá-kjá-kjá!... se acharão parecidos aos bem-te-vis-do-mato – analiso deduzo e bem explicado replicado replicantemente replico.

            - Tilintar espocar badalar, quá-quá-quáaaa!... se buscarão iguais aos bem-te-vis-cabeças-de-estaca – e me olhou olha com este mesmo olhar amoroso ditoso apetitoso.

            E ela queria dizer e queria ouvir. Tinha razões para querer. Sabia umas coisas e já aprendia outras. Repetiria repete repetirá algumas coisas fórmulas e outras estrearia inauguraria. Quanta coisa boa e adiante em diante e coincidências profecias premonições. Interessada em novos alimentos comidas gastronomias e apetites.

            - Maciço maçaroca paçoca, bem-te-viiii!... Os polivalentes os politonais trabalham como o modo admiro.

            - Almaço utensílio traje, gueteguêeee!... Os indaiás-açus as cerejas-de-purga modo o admiro como trabalham.

            O verão o calor o sol, pra mim, é tudo 1 lugar só e a mesma coisa. Tanto abafado quente iluminado. Tudo e tanto sendo um estado bom. Tenho que prever estimar imaginar antecipar. Sobrevoando as localidades comarcas e São Tomás de Aquino, Altinópolis, São Sebastião do Paraíso, Pratápolis, Fortaleza de Minas, Guaporé...

            - Ué!... Nem devemos, acho achando, ir para a mesma cidade de antes do verão passado e reencontrar o mesmo lugar. É melhor conhecer mudar de paisagem.

            - Eia!... As praias me atraem consideravelmente, mas as montanhas são sofisticadas por demais. Assim mesmo, porém... – ela docemente e vestia uma bata ou manta de penas fofas brilhantes mudando de cores conforme a luz natural.

            - Que o quê! Devemos deveríamos viajar em grupo grande bando galera...

            - Jesus, Maria, José! Sim, e se poderia nos poríamos empoderados. Mas cada 1 com uma e sua prole seus rebentos seus filhotes pra tratar cuidar...

            Nem havia a menor reincidência coincidência paciência. Está estava sim a maior distância entre as bases as partes entre um ponto e outro o ponto a ponto. E exortei exorto exortação exortar. Meu olhar digno e ou a preceito.

            Ela a Efabulativa, ela bem conformada coordenada planejando planejamentos e conforme. Optou optava por um olhar olhares instigantes melosos comemorativos. Fala falando falante cantante intérprete e se ria ‘ajá-ajá-ajá!...’ com paladar fonética fonemas igualmente exemplares. Faziam um casal terno amigável moderno amoroso afetuoso.

            - De um modo ou de outro, bem-te-viiii!... – diz Efabulativa, abrindo as asas para coçar aparar temperar acomodar as penas destramar destrançar entrelaçar.

            - Oi!... E te digo, gueteguêeee!... Por mim por ti e os exemplos que curtimos e compartilhamos. Vamos aprimorando o nosso talento.

            - Piuíiii!, piuíiii!... Mais ou menos que tudo isso.

            - Espetáaaaculo!... Para além, tchau!, beleza!, além de aventuras viagens...

            Eu conheço o voo e sobrevoo a cidade sobre a metrópole. Que se parece se parecem com Monte Santo de Minas, Jacuí, Itamogi, Santo Antônio da Alegria, Capetinga, Patrocínio Paulista... O tempo transcorria ou o relógio achava acha assim. E posso ouvir o seguinte, simples simplificado óbvio primeiro bem antes:

            - Bom dia! Vamos voar até aí aquela árvore seca a peroba-rosa. Pra ver tudo ao redor... – apontou assinalou sugeriu a Efabulativa, cabelos atônitos penas olorosas.

            E voamos até lá, já chegados, nos balançando na ponta do mesmo galho ressecado. Arquivo registro de sons vários, sonoteca. Reunião dançante de outras etnias e curicacas-reais, neineis, marias-faceiras, anus-brancos, araçaris-castanhos, joões-xiquexiques, tridis, noivinhas-brancas... E tentar provocar menear voltear revoltear...

            - Opa! Parece sempre que o vento sopra assopra bom.

            - Prefiro. Eu afirmo que mantenho o equilíbrio, mesmo com este vento noroeste um pouco exagerado – comentou ela, que é legal é genial é sem igual.

            - Sus!... Eu aposto eu gosto de ventos que anunciam vêm anunciando chuva, por exemplo – comentei sinalizei declarei, olhos voltados para o céu deslumbrante.

            - Olhe em volta... Que dia é hoje? Que momento passamos nós dois...

            - Ah!... Eu gosto tanto e tanto sim das manhãs!, e você?

            Música magnífica. Nem nunca depois empós me saiu da cabeça da cachola. O mato bem servido de maduros ingás, barus ou cumaruranas, cerejeiras-do-rio-grande, jatobás, cagaitas, tucumãs, uvaias ou uaieiras ou ubaias... As belezas maquiadas maquiagens roupas vestuário comportamento socialização; vai se vendo sentindo percebendo algumas olhadinhas de esguelha. O beija-flor-de-orelha-violeta, símbolo do es. O sabiá-laranjeira, ícone de sp. Padrões insígnias no peito sinais de dignidade de posto de classe de comando de sorte de polêmica...

            - Ave e salve, bem-te-viiii!... Astronauta cosmonauta astronomias, admiro trabalham como o modo – instintos elétricos agitados dela Efabulativa, olhar que nem se perde de nenhum ambiente.

            - Sentido e céu, gueteguêeee!... Aeródromo aeronáutica aéreos, modo o como trabalham admiro – degustando minha porção diária de pitanga, frutinha predileta.

            Verão verões amarelos tirados da cartola dentro da magia. Verões dourados passados e outros verões postergados futuros e ótimos e tributáveis. E falo comigo e ouço converso com outros e digo e redigo com tudo ao mesmo tempo ou ao seu tempo:

            - Francamente, gueteguêeee!... Eu estou aqui. E por que estranhar o local? Nem estranho nada, oi!... – recoloco com ênfase realce gravidade solenidade sobriedade...

            - Puxa, bem-te-viiii!... Se eu bater as asas por um instante, ou estalar os dedos as asas por acaso... – lembrou a Efabulativa, insuperável em a crendice imaginação fantasia misticismo mística cismarenta cismática...

            Acordo acordamos 5h e 20min uma madrugada suave. Ainda as estrelas radiantes diamantes inconfundíveis. Já estamos no alto da imbuia-amarela. Pra logo pra hoje pra quem espera. Aberto amplo claro o céu anunciando o sol o verão o calor...

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