“A
estação das flores
Cede
lugar ao verão;
Já
ouço os seus rumores.”
(Antônio
Eduardo Leitão Navarro Lins)
Helena e gosta disso. Há algumas
coisas que nem vou mais repetir. Há algumas coisas que nem vou mais refletir.
Há outras coisas que nem vou mais compartir. Há ainda coisas que nem vou mais relembrar.
Helena e sabe disso.
Temos coisas em comum bacanas e eu
vejo isso ela diz isso.
Tem muitas coisas pra negociar pra
escolher pra louvar pra cantar em prosa e verso. Muitos desafios e também
aventuras. Umas coisas são admiráveis e outras imprescindíveis. Umas coisas são
maravilhosas e mais até espetaculares.
Como eu gosto de passear com seus
cabelos ao vento! E o dia ensolarado, sempre no verão de 35ºC. E o mar logo aí
a praia de Jurerê. Uma rua bem movimentada a rua Muniz Barreto com o viaduto
Santiago Dantas. Se nem pego praia nem vou à praia da Joaquina, pronto, fico
desapaixonado das ideias e ou a questão na consciência.
Sei que pode ser nem haja dúvidas
sobre quem está bem ou melhor. E pode haver algo ou alga mais miraculoso? Pode
haver igual ditoso.
- Como vai a atual conjuntura
costura? – fui eu que lhe perguntei, tentando tapeá-la iludi-la empulhá-la
embrulhá-la descabelá-la.
- Nem sei. E como isso lhe parece? –
me falou ela respondendo, tentando me tungar lograr enganar gozar matricular
pregar despregar compilar participar pedalar.
Sendo assim, continuamos descendo a
avenida Carlos Castelo Branco e bem arborizada e jipoúbas e raízes-de-teiú e
arrudas-do-mato e aningaparas. Basicamente umas lojas e tendas e quitandas em a
competição emulação disputa discussão.
- Hoje em dia gostamos de
estrelas... verificar as estrelas cadentes, o céu noturno a lua nova a lua
minguante... Você concorda corda, meu bem?!
- Hoje em dia é muito realizável
factível exequível... assim, algumas coisas e outras nem tanto. Se é que me
entende, amorzinho emotivo!
- Oi!... Um certo e firme protagonismo
de D, nem é?!
- Ora!... É isso tudo e muito mais.
Que você me entendeu com louvores!
Tem um dia dois dias semanas e tudo
mais que gosto de contar os ossinhos de Helena. Seus caprichos eu gosto de
ouvir e debater e representar e atender. Eu gosto dela. Ela me faz bem. As suas
curvas são muito apetitosas e tudo mais. Aqui tem uns olhos aqui uma boca
outros peitinhos, e para que serve este umbiguinho?
- Você sabe quantas vezes eu te amo?
Me diga e nem me esconda nada.
- Sério! Eu te amo de vezes um milhão-ão-ão!...
Tantas vezes como uma lavoura um milharal. Tantas vezes que me debulho toda,
valeu?!
- Esse aspecto... ‘O teu pezinho bem
juntinho com o meu!...’
- Então, me diga uma coisa... Por
quem vamos nos amar e adorar?
- Nem é uma pergunta difícil, mas é
uma resposta fácil!
- Ah!... ‘Ah, se eu te pego!...’
Sim, vamos a essas pandorgas pipas
arraias que se veem no ar do céu...
Eu presto... eu presto atenção muito
no que eu digo muita.
Nem há por que julgar ao tomar
saborear ‘esleeeeme!...’ os sabores desse daquele sorvete e bem numa tarde de
verão às 19h em a praia de Co-pa-ca-ba-na.
- Mais de e menos de. Vamos caminhar
aí na calçada da praça Curuca – sugeri eu mesmo e já pegando na sua mão ombro
com ombro cara a cara de boca em boca.
- Haja vista, meu bem! Que temos
aqui, que perfumes aromas sipoúbas curiós transeuntes tunantes lero-leros
trololós.
- É D das espécies é D do mar é D
dos pássaros é D da água e a chuva.
- Oba!... O mais melhor mais forte
mais ótimo dos fenômenos já criados.
- E agora eu quero te pedir um beijo
muito longo e distante deste planeta.
- Sim, e digo mais. Eu ensino a
dançar a rodar a girar a pular carnaval, oi!...
Somente e só pouco resta além disso
a dizer, obrigado!
#
Tudo é circunstância. Uma pá de coisas
pra raciocinar. Talvez fosse isso.
Infletir a voz e dizer ao espelho:
- Oi!... Nos vemos ainda mesmo hoje
e durante!
Furta-passo, o passo do cavalo entre
o galope e o trote. Sim, eficaz rápido prático seguro correto. Parece bom e
cavalgada cavalar.
O horizonte de quem; infinito
infinidade infinitude e grande amplidão.
A praça da Alfândega com a avenida
Sepúlveda. O rio dos Patos com a cachoeira Salto Manduri a montanha Cabeça de
Peixe. O perfil da mata junto aos morros com o céu. A reserva de preservação
natural mata da Mercurial e pinhões-roxos, comigo-ninguém-pode, curuatingas,
guabirobas-felpudas.
De súbito e de revesgueio, o sol por
trás do mar um leste e de revés de modo oblíquo soslaio revestrés obliquamente
revesio esguelha. E moral ético justo.
Peruei pelos jardins as plantas as
flores muito florindo. E me perguntei:
- Como assim?! E estes curubixás
casulos de que tipo ou natureza?!
O dia e uma ampla sugestão de luz e
sol.
Estacionei o carro ali no parque da
universidade. Se nem me equivoco, na sombra pintada pontilhada entre as
árvores. E caminhei até me encontrar dentro da sala de aula. Praticamente
caminhei entre as árvores paus-d’arco-amarelos e as irapuãs ‘zu-zi-ziiii!...’
confusas dengosas incidentais obreiras. Fui pela calçada e subi dois quatro
lances de escadas. Umas pencas reuniões de alunos alunas movimento falação.
- Eta, eta o quê!... Pastel de
queijo e garapa caldo de cana, um clássico!
Cheguei na sala de aula e a vi bem
ali pela frente na passagem perto da porta atravancando o caminho dos eleitos
dos heróis dos poetas do futuro poeta urbano. Outros colegas de estudo e
matérias afins. Senti que precisava urgentemente lhe chamar a atenção me
envolver de alguma forma me atirar pra cima dela... Aliás, tive que lhe chamar
a atenção de qualquer maneira. Então fui e foi esbarrei um pouco de leve com o
braço direito... empurrei-a ‘uuuupa!...’ para o lado bem de propósito a fim de.
E a resposta uma resposta dela veio pronta ágil comovente automática modo avião
e era o que eu buscava o que eu queria e eu esperava:
- Ei! Qual que é, meu?!
Nem parei nem pensei duas vezes e
fui andando nem liguei pra ela nem a olhei continuei e na minha... assim,
desinteressado. Sentidos alertas olhos abertos ouvidos ligados e sem nem ligar
pra nada opaco distante mesmo muito desinteressado. Passei fui indo sem me
virar pra ela. Sem nem me tocar. Sem dar a mínima satisfação ou me dar conta de
algo ou alguém e etc. Nem me virei pra trás nem dei bola nem dei pelota. E tudo
dentro dos planos meus planejamentos objetivos. Muita ou pouca conclusão. E
esperava que ela viesse atrás e assim como veio e chegou:
- Olá! Você nem olha nem nada nem te
ligo por onde passa?
Me dignei parar olhar me voltei como
quem se lembra de algo ou alguém muito remoto muito distante e assim mesmo sem
querer. Parei e me voltei e lhe dei uma rápida olhada tipo ‘eu te conheço de
outro carnaval?!’ E pensei o que devia dizer e se é que lhe devia uma
satisfação. E aí, meu?! O que hablar? E se ela nem continuar me intimando se eu
nem falar nada como vai ser? Tudo podia acabar ali mesmo antes de começar. A
poucos centímetros um da outra. E eu e ela sozinhos pacíficos olhos nos olhos e
bem pertinho quase se beijando. Provocando o destino. Como se nos conhecêssemos
há muito e mas nem nos conhecíamos de nada nem nunca tínhamos nos falado, amém!
- Lindas deusas belas nem perguntam
nem respondem nem se comprometem... apenas existem e fazem milagres – foi o que
me surgiu de súbito e lhe respondi na lata.
Deixe ver o seu nome primeiro: Carolina
ou Iracema ou Ana Paula ou Helena. Em que livro em que circunstância em que
história ou lenda tinha ouvido lido esse nome próprio e bonito e maneiro e
ideal e ‘muito prazer em conhecê-la!’
E como debater uma conversa
razoável? Por onde começo e por quê? Ela quer saber ou apenas me reconhecer?
Por onde eu começo e continuo e otimizo?
- Quem é você? E por acaso eu lhe
conheço de algum sítio? – minha pergunta endereçada e com um olhar bem manso e
aleatório interessado morno calmo.
- Sim, já temos um motivo para
diálogo. E ocupamos lugar no espaço, é.
- Oi!... Você prefere sorvete de
pitanga ou sonho com café expresso?, pergunta.
- Olá!... Dentre as coisas que mais
gosto está um suco de abacaxi, oquei!
#
A nossa excursão ia por diversos
países da serra Gaúcha ou serra do Nordeste Gaúcho. Um ônibus lotado com a
turma da sétima série a do colégio Ariano Suassuna. E bem de manhãzinha o sol
se dispondo disposto um dia ótimo claro maneiro anfitrião.
- Que se desfrute muito. E que chova
ou faça sol.
Eu esperava alguma atitude de
Helena? Atitude algo alguma coisa uma iniciativa da minha parte de mim por mim
mas... E sim devia carecia me lembrar... Pra falar sério de verdade verdadeira,
eu nunca tinha tido a chance de pegar na mão dela. E que paciência, minha
gente!
- A e À e Há! E quando a paisagem
enquanto passa...
Naquela viagem naquela excursão
estudantil naquele dia bom e propício nesse dia aí eu fiquei maravilhado e
suspenso no ar. E de diversas maneiras e diversas vezes durante o trajeto.
Muitas maneiras muitas versões de alegria e contentamento e euforia e certeza e
esperança.
O mundo lá fora passava em ritmo de
paisagem a uns 80km por hora, ‘frum!, vruuuum!, vrum!...’ Eu olhava como quem
pesca como quem precisa como quem sonha. Lá embaixo o rio Cachoeira o rio as
pontes a paisagem miraculosa. A cachoeira do Salto São João e as cenas que me
despertavam despertaram me despertam registro registrar. O córrego Água Clara e
uma mata densa folheada a verde com árvores araucárias dispersas. Grandes km e
de Acopiara (tupi-guarani, ‘aquele que cultiva a terra ou lavrador’) até o
bairro Inocoop ou parque Cumbica, Guarulhos. Vamos combinar!
Nem comentei nada com ninguém e ia
pensando... Cheio de raciocínio e raciocinava pensava nem comentava nem ri nem
ria minha cara conforme. Respirando inspirando forte fôlego ‘ufe!, ufe!, ufe!..’
E pensando com as nuvens... som de
água quicando na calçada ‘chuáaaa!...’ peguei no sono e ‘tchibum!...’
De repente ela se sentou do meu
lado. Alguém que estava aí havia saído e ela veio ocupou a poltrona. E ficamos
curtindo a natureza através de a janela.
Cabelos penteados à maneira de...
seda. Brinco deste lado argolinha de prata igual... aliança. Os tênis tenista
com figurinhas à moda de... escudo.
Me lembro me recordo e nem posso me
esquecer... Nunca tinha sentido isso e nem vinha ao caso. Talvez nem quisesse
sentir nada e nem esperava por isso. Nem tinha noção nunca tinha sentido sem
noção. Nem havia por quê. Já era um acaso.
- Eu queria e quero recordar... este
passeio e pra sempre – me posicionei me manifestei e me dirigindo dirigi a ela
Helena.
- Vamos tirar tantas fotos e coisa e
tal que será difícil nem recordar, querido!
- Uma vez eu naveguei navegava barco
em o rio Truçu, já reparou?!
- As velas eram brancas ou vermelhas
ou lilases, posso ver para crer.
- De fato o mundo é cheio de
curiosidades. E meu coração ‘tuque-tuque!...’ Peguei pra mim que devo estudar consultar
e aprender uma cidade por dia.
- E apreciar experimentar saborear
todas as gastronomias. Isto está um prato que é um acepipe. Isto é um paladar
muito sublime.
- Sim, conhecer o mundo longe de
casa.
- Casar e ter filhos e viver pra
sempre eternamente igual que um rio Taquari.
Mapa do globo terrestre planisfério.
Planeza e planície algo plano qualidade plana. Tirar camoatim sem poncho é
tarefa difícil.
É tarde para perguntar?
- Há 1 hora, à uma hora, a uma
1h!...
Aliás, tem hotéis de luxo que
parecem e são mesmo do outro planeta. Sempre temos hotéis de cinco estrelas com
piscina tamanho família olímpica.
No meio da multidão e tímido ou
intimidado. Até hoje mas eu nem soube obter fazer diferente.
A rua Senhor dos Passos e a praça
Dom Sebastião. O lugar estava melhor que antes ou melhor que eu pensava.
Reclamação das fantasias revindicação reivindicação.
Esta é uma realidade por que sempre
alimentei. E o tempo é um desses acontecimentos que nem se pode mentir.
A uma certa hora da noite vindoura...
tão-só parte pedaço da lua... Uma atmosfera rústica mambira sonsa tansa
brincalhona. E prometendo para breve.
#
Estávamos eu e Helena aí mesmo
pendurados na janela da sala de estar na casa de uma amiga festa de aniversário
e um tanto de balbúrdia. Juntos perto nos atritando roçando ombro a ombro lado
a lado olhando pela abertura escotilha aberta. Olhando olhávamos lá pra fora ou
nem tanto, quem sabe pensando o que falar um pro outro. Aquele era um encontro foi
que eu gostei. E lhe referi relatei contei dirigi:
- Inda bem que estamos aqui... nesta
festa... hein?! O mundo é dom!
- Sim e tão-galante. Mas é aí que eu
queria ser uma rainha... e passear com meu cachorro Avião. Você acha isso
conveniente? Um parque com ponte pênsil no riacho...
- Claro, e te juro. Eu mesmo queria
ser o rei da cocada preta e branca. Em breve vou comprar um carro novo um carro
melhor um carro caro. Quer vir junto comigo?
- Oh, sim! Por certo que sim e
talvez visitar umas tribos indígenas ou os povos originais, como se diz. Tem
jeito de nos enamorarmos pra sempre.
- Brincadeiras à parte... É bom
viajar. Em boa medida.
- É bom ter as escolhas. Em boa
sintonia.
E me voltei para olhar a sala de
estar as pessoas dançando brincando falando gritando sambando... Uns comiam
doces outros sucos refris e cervejas. Outros dançavam muito bem. Ainda mais
alguns já se beijando se beijavam se tocando...
- Eu queria dançar com você... e
você topa?
Ela se voltou olhou pra mim mostrou
a língua vermelha linda apetitosa sedutora me gozando e disse, cheia de
imaginação:
- Um som que nos leva a flutuar,
entendo.
E nos abraçamos e nos estreitamos e
nos acossamos perseguimos caçamos. Nos estreitamos por 1 segundo 17 segundos 8
minutos. Mais que das outras vezes? Tanto e tal que seu cheiro ficou pela minha
boca. Seu calor era bom foi ótimo e gostoso.
- Olhe, benzinho!... O café da manhã
e juntinhos, uau!...
- Sim e muito. Que liberdade, meu doce
e minha direção!
A casa da amiga comum estava em
festa e repleta de convidados, espalhados aí por toda parte, etc. O jardim
tinha um caramanchão e fazia de entrada desde a rua Josué Guimarães. O pátio do
lado leste nem tinha nada um terrão de terra vermelha e areia. O quintal com um
parreiral ainda no verão desfolhado só no cabinho. O pomar mais atrás e
carregado com árvores frutíferas comuns domesticadas ou endêmicas selvagens
jabuticabeiras pitangueiras pequizeiros uvaieira... Do lado oeste a horta com
plantas medicinais e hortaliças legumes abóboras melancias melões... Um tanto
mais pra trás e mais aberto um campinho com 2 traves de gol e o potreiro com
duas vacas leiteiras e um cavalo petiço. Subindo o morro e bem no tope, o capão
a capoeira o matinho com as árvores típicas da região e janiparandibas caimitos
oiticorós carvões-vermelhos...
Quero queria ter tido tempo espaço
asas pra viajar voar navegar nadar.
De todo modo... a paisagem é boa de
se ver admirar mirar. Que parece se parece bem como tal e qual. E me oferece me
aparece descortinada ilustrada fantasiada. Me aparece panorâmica. Me parece
formosa e Pindorama.
Um dia oito dias meses alguns anos e
resolveram (quem foi?) tirar os matos desmatar abrir clareira para alojar os
prédios as casas. A cachoeira do Salto Sete, o córrego Tanquinho. Então, as
pedronas foram deslocadas desalojadas para dar lugar a paióis celeiros armazéns
chácara fábrica telheiros galpões garagens silos. De lá de cima do morrinho
veio abrindo um valo provocado pela erosão e a enxurrada já carregando arrastando
carreando uma porção de pedras pedregulho tocos pedaços de floresta.
Levei um tempo pra resolver e
caminhar andarilho. E pensar pensando calculando medindo pesando. E de-boa com
lembranças recordações saudades estudos.
#
Uma vez mais fomos visitar a
biblioteca central da universidade. Antes nos encontramos na parada do ônibus
ou na lancheria do bloco A de economia. Atravessamos a rua Diáfano e nos
encaminhamos... lado a lado, apertados nos empurrando como dois adolescentes
rindo ‘kjá-kjá-kjá!...’ Tive ganas de abraçá-la e sair rolando com ela aí na
grama verde entre as plantas canteiros. Cócegas de alegria!
- Cara, você tá muito fofa! Que
perfume gostoso, ei!...
- Sim e ma-ra-viiii-lha... É um
pouco de lavanda com doce de rosas, é.
- Meus parabéns! Todas as frutas.
- Todos os cantos, também. E
abraços!
Uma vez mais fomos consultar os
livros na biblioteca Cruz e Sousa e a literatura catarinense. Subimos de
elevador e passamos o portal característico e escolhemos uma mesa com posição e
vista para o pátio lá fora arborizado viçoso e cipós-guiras e manopés e braúnas
e sabugueirinhos-do-campo e rabos-de-raposa... o córrego Oiti e já rebrilhando
ao sol, os canteiros de flores e arbustos selecionados e um paisagismo
desenhado e artístico. Nos distraímos com a vista e enquanto trocávamos sim
trocamos umas conversas aleatórias e bem bom que se diga:
- A gente nós eu e você poderíamos
ir até a sorveteria e coisa e tal degustar sorvete de açaí, hem?!, hum!...
- Concordo querida. Pra falar sério,
nem tenho essa gana de estudar num dia num sol num calor como de hoje. Vamos
andar pelo bairro pela cidade?
- Ontem mesmo, e te conto... Uma vez
mais eu fui passear na praça Ferreira Gullar, e que eu já sabia eu sei que tem
um lanche muito gostoso e maneiro. E tem um cachorrão muito bom, prensado com
salsicha e milho e ervilha e batata-palha e queijo ralado, hum!... Que que é
isso, meu!
- Falando em queijo ou pastel de
queijo e caldo de cana, hum!... Olha, meu!...
- Deve ser o único da cidade e olhe
lá do Estado e ainda do país, su-ces-so!...
- Eu mesmo adoro refeições fora de
hora. Tipo almoçar às 16h quatro da tarde, é.
O dia amornando e nós ainda nos
olhando apenas desinteressados do estudo das consultas nos olhando de mansinho
nos olhos namorando com a mesa entre nós cotovelos cadernos lápis canetas
braços cruzados e olhos nos olhos frente a frente.
- Sim, que você está este doce
açucarada!
- Ora, você já chocolate em tabletes
ou bombons!
- Provavelmente vamos cantar juntos,
oi!...
- Somente sempre temos uma ao
outro... no universo, bacana!
Um dia o dia nunca demora mais que o
sol ou a chuva ou as estrelas. Quem tão pontual é o tempo. Tem muita gente que
mora em Sorocaba (tupi, ‘lugar da rasgadura’) e Araçoiaba da Serra e Salto de
Pirapora e beira margem ribeirinho do rio Cristalino...
Eu a olhei... eu mesmo, eu a olhei
bem dentro dos seus olhos brilhantes comoventes cintilantes lindos vi revi
revisei um olhar de gata semiperigosa semidomesticada semipreciosa
semiadormecida. E me senti herói ou superapaixonado.
Juro que eu senti com estes meus
olhos... dos olhos dela...
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