Convenhamos, era a altura do território
e área em torno da praça Barão Aquirás (bairro Vila Canero). Algumas aves aí
fazendo hora extra no apelo de chalrar aflautar trissar gorgolejar chiar
pistar... e inhambus-chororós e inhambus-chitãs e pararus-azuis e
safiras-de-garganta-azul e crejicas e bem-te-vis-cartola, ‘gue-te-guêeee!...’,
(ave - animal vertebrado ovíparo corpo coberto de penas membros anteriores
modificados em asas bico sem dentes, ex: ave-capuchinha, ave de arribação, ave
de rapina). São tantos sucessos promissores e auspícios prenúncios vaticínios
augúrios presságios.
Se deve dizer embora, e está em a hora,
que quem estava seguindo as minas era um quati fêmea. Vinha se esgueirando de
se esgueirar pelas touceiras e matinhos, entre os carros parados no meio-fio,
atravessando perigosamente pela zebra quando o tráfego parava no sinal, pulo em
pulo. Um quati f esta hora e aí em pleno asfalto em a rua Elvira Maria Vigna.
Quem diria! E por quê? Qual a explicação, meu?! E que as meninas nada sabiam
nem viam nem desconfiavam nem pescavam, ainda.
- Ora!... D é benevolente. D tem 700
anos, setingentésimo - meditava Lilás.
- kála-kála-kála-káaaala!... No fim
das contas... Por que a Terra tem este formato? Ih-ih-ih-ih!... - ria indagando
a belíssima novíssima alegre caríssima Pérola.
- Com-pi-lar!... E eu ganho um
presente de aniversário... tipo apetrechos para escaladas em montanhas rochosas
- testemunhava e noticiava a silabada Rê.
- Toque aqui, chapa!... Quisera eu
mesma e ir com vocês nóis todas, é - pensava comentava fabulava a Esmeralda,
esta uma menina pura limpa sem jaça caríssima.
- In-ter-lo-cu-tor!... Já é uma
tentação subir ou descer o cânion Braço Longo, imagino, imaginem, e quem sabe!
- jogava para o futuro a amorosa dengosa Rê.
- Oxalá!... Isto tudo fica pra lá de
Ascurra, terra ascurense - entendia aquiescia a indomável Lilás, que ainda
estava completando suas 10 etapas em flor florindo.
- Palavras de efeito!... E tanto faz
que tanto fez e desfez - determinava detectava a condolente e já brilhante
escassa útil Esmeralda, arquinho de metal na cabeça.
- Ouro!... Uma volta e mais no sol
as 4 luas e temos seremos, sem a terra estremecer, um complemento de primavera -
comemorava alerta atenta a Lilás.
O quati f continuava seguindo as
bicicleteiras ou ciclistas. Preferencialmente a menina Lilás. Por quê? Bem,
isso se explicará e veremos depois. Merece uma curtida com sorriso de giz? E já
merece uma foto em o aparelho inteligente (celular - telefone telemóvel e ex:
celuliforme, celulado). Sim, merecemos... ‘pli-cle!...’ Merece!
Em derredor (no espaço circundante,
em volta, à volta, em torno, à roda, em roda), o mundo era e continua do jeito
que se conhece há milhões de anos. E lambão, guloso, lambuzão. A Terra planeta
da nossa sorte, originalmente redonda (Terra - terceiro planeta do sistema
solar habitado pelo homem, ex: terraço, terrádego, terrário, terrâneo,
terracota). E lambarice gulodice, guloseima. Um pouco de terra e o restante de
mar (mar - vasta extensão de água salgada que ocupa a maior parte da superfície
terrestre, oceano, ex: marear, maré, mareógrafo, maresia, marejada, marola).
Jovem enxame colônia de abelhas mandaçaias-do-chão, à porfia ‘zu-zi-ziiii!...’
polinizadoras sensacionais. Estas preferem morar no oco de árvores. E nem
adianta dizer que nem que nada que jamais que coisa nenhuma ou alguma.
- Opa!... Comento com vocês minhas
caras amigas que tenho fãs e seguidores em todo o B e até na estranja -
alinhavou a Li, se espreguiçando abrindo bem os braços a boca e cuidando com
cuidado pra nem se desequilibrar e cair da bíci.
- Quá-quê-qui-quiiii!... Você
consegue andar pedalar sem usar das mãos... Eu acho de muito equilíbrio e
ciência - comentou a brilhosa Pérola, observando a Lilás.
- Oh!... Comece aprendendo a
controlar os nervos, depois aprende tentando, após aprende insistindo... -
ensinou a distinta amiga amigável Lilás.
- Ca-be-çor-ra!... Muito que
enfrentar a coragem e fazer por fazer - determinava determinada ágil capacitada
a Rê, sempre tendo que afrontar encarar arrostar.
Do contrário vejamos. Os bichos
divergem discutem discussão andam somem passeiam voam dissociam de nós bípedes
os humanos, efetivamente, e lagartixas-do-campo, batuíras-de-peito-tijolo (se
alimenta de insetos crustáceos moluscos material vegetal, migrante austral), balança-rabos-de-máscara
(ave ativa e vista avistada em pares grupos familiares), caminheiros-zumbidores
(vocaliza pios piados piadas ‘diiii!, diiii!...’ até emitir mentir um zumbido
‘ziiiiuuuu!, ziiiiuuuu!...’). Sempre destila passageiro em o ambiente matagal
já um córrego fio d’água riacho hilário hilariante permanente perene útil em a
sombra de a água doce.
- Pa-ró-di-a!... O sol bonito
ardente em brasa viva candente - e Rê olhava o céu.
- Oba!... Um dia desses fomos de
férias visitar Lavras do Sul e Santana da Boa Vista, de-boa! - explicava e
lembrava às amigas a sucinta discreta modesta Lilás.
- Quá-qué-qué-quéeee!... E você nos
conte uma lenda engraçada sensível inesquecível de lá daquelas bandas, vai! - pedia
ria convidava a acrisolada Pérola.
- Opa!... Assim pra início de
anedotas e causos... Bem, nós a gente foi numa cascata e lá tomamos banho de
cachoeira. Digo a verdade, uma piscina natural - orgulhava de dizer e relatar a
estupenda Lilás, também seus olhos castanhos iluminados.
- Bri-dão!... Quando a natureza fez
as quedas d’água, meu! - comentava trocava sentimentos interesses e imaginando
o surreal a dengosa suave terna Rê.
- Hoje mais que ontem!... Sempre
tenho fotos e recordações do Salto das Andorinhas... E que filme fotografado,
minha gente! - destacava lembrava e nem fazia por menos a máxima a nobre a pura
a escolhida Esmeralda, pestanas salientes bonitas.
- Já-lá-lá-láaaa!... Isso foi antes
depois durante os passeios por Indaial e Rodeio, hein!, mana? - indagava
vagamente recordando a linda e faceira e buscada nas profundas da enseada a
Pérola, irmã da sempre também riquíssima joia a Esmeralda.
- Van-guar-da!... Sim, e que merecem
mesmo as melhores e mais máximas fotos recordações - distendia ampliava cantava
decantava a digna digníssima Rê.
- Oito!... Isso me faz lembrar muito
bem de Marechal Floriano e os florianenses, cidade das orquídeas, cachoeira da
Bica - idolatrava turismo a suspirosa Lilás.
Em certo tempo e altura do bairro
residencial Fiduciário, tempo e espaço, as meninas se separaram, ‘plufes!...’ E
se dispersaram de vez, ‘plafes...’ Cada qual cada 1 foi prum lado e ‘plimes!...’
As árvores as aves no apelo de ulular, caquerejar, coricar, gargantear,
palrear, falar, trilar e como se diz numa situação dessas. Merecia antes uma
foto das 4 juntinhas? Merecia, ‘cli-fe!...’ Mereeeece-ce-ce!...
“Olá!... Agora pretendo chegar em
casa e ver e fazer o quê? Acho ótimo.”
“Oh!... Eu tenho que comer alguma
coisa logo agora? Sim, ao chegar em casa.”
Ia repensando refazendo desejos gulosos
a esperta e viva e natural dona de si esta a Lilás. Óbvio que passava isso e
aquilo na cabeça prodigiosa da guria, pensando adaptando repassando com seus
sonhos honestos oníricos e invisíveis:
- Ouro!... Que você acha, Rolarroda?
É uma, hem!, chegar em casa e achar assim do nada em a geladeira um... uma
fatia de... glu-be!, glube!... - a menina imaginava água na boca já um belo e
suculento pedaço de torta de chocolate e com recheio de chocolate coberto com
os enfeites os tabletes as barras os bombons os brigadeiros aroma sabor
chocolate e uma batida vitamina cheirosa copo copão copázio achocolatado.
- Olê!... Sim, você Rolarroda nem
diz nada porque talvez nem nunca sonhe com o mundo do cacau. Pense bem! -
divagava vagava vagando em ondas de sonho e chocolate esta menina nascida lilás
de nome Lilás, acabando de aniversariar 10 verões.
- Ré-té-té!, ré-té-téeee!... Eessttee
oo oolloorr ddee cchhooccoollaattee... hhuumm!... - assim os giros rolados
falas dos seus pensamentos aerodinâmicos a bíci.
Chegou chegaram sem demora em o
portãozinho de casa e a mina desembarcou desta magrela magricela Rolarroda.
Abriu o portão e foi entrando... Aqui mesmo ela parou com a sen-sa-ção... bem
sentida na pele... sim, que estava sendo observada e minuciosamente. Um momento
de arrepio e em câ-ma-ra len-ta... Era uma sensação que dava cócegas na parte da
nuca atrás da cabeça uma comichão um prurido também. E teve que se virar,
obrigatoriamente, e olhar meia-volta volver, obrigada mesmo, e verificar
comprovar destravar desbaratar destrançar desautorizar descontar...
- Oie!... Vamos lá! Que que estou
vendo, meu?! - a menina Lilás via e nem acreditava nos seus bonitos olhos
lindos purificados de sentimentos juvenis.
Pois o que viu? Do outro lado da
rua, na calçada, um quati f toda pimpona e olhando também devolvendo o olhar
pra ela guria e se olhavam trocando miradas.
- Oi!... Sim, é um quati ou uma
quati... E por que está aí atrás de mim... Será que me segue? Provavelmente.
Que legal! Que diferente! Que inédito! - Lilás já duvidava.
Mas aí a menina nem sabia o que
fazer. Pensou em ir até o bichinho e conversar. Seria isso possível, o quati f
queria falar com ela? Milhares de perguntas e respostas passaram na cabeça da
guriazinha. E então?! E por quê? Quem vai ou quem vem, quem fica? Solilóquios e
os ensimesmados alentos. Como vai você? Bom dia ou já é boa tarde?! Dar bom dia
ao quati parece quente ou frio? O dia está acontecendo...
“Olê!... Será que o bicho quer
convívio ou quer comida ou quer distância?”
“Obrigada!... Que este ser vivo me
admira, e eu o admiro.”
“Ouro!... Todavia parece ser um ser animalzinho
fofo e de fácil convívio.”
“Ou!... Sim, percebo que faz uns
sinaizinhos... uns miados, siiiiu!, siiiiu!...”
“Outra!... Reconheço que é quati
pois já vi em a televisão em a internete, é.”
Isto porque a história já havia
começado começou faz um tanto e nem acabava acabaria acaba aqui. Fazer
histórias segredos álibis invenções fantasias surpresas. Sempre se leva em
conta as comoções comemorações devoções emoções soluções.
“Oh!... As pessoas precisam de animais,
os bichos gostam de humanos. De fato.”
Que já sem demora merece sim um joinha
positivo... E o convite, reitero renovo repito refaço, para que se inscreva no
canal e toque o sininho ‘bli-bliiii!...’ Que o iutúbi gosta desse prestígio lá
no seu logaritmo e os números dos cálculos de potenciação e exponenciação
monetária monetização monetarização. Espalhe aí entre os seus conhecidos
parentes colegas amigos adversários. Nem se esqueça, senta o dedo no laique,
‘cle-queeee!...’ Dê esta força pro canal, assim você receberá todos os vídeos em
tempo e atualizados conforme vão saindo do forno. Sem mais enrolação enrolamento
enroladeira (rebobinadeira) enroladouro e tapeação e embromação e delongas.
Beleza!
“Oie!... Em que posso ajudar poderia
ajudar se preciso ajudarei este bichinho?”
A Lilás viu reviu as plantas e estas
observaram a menina. As árvores frutíferas do quintal continuavam a receber
quantidades bandos de aves famintas. Frutinhas silvestres e apetitosas e da
estação. Algumas aves davam 1 incerta aí em visita nem programada e já no apelo
de gargalhar gritar gazinar gaguear guinchar e andorinhas-do-campo,
andorinhas-serradoras, andorinhas-de-sobre-branco, andorinhas-pequenas-de-casa
já esvoaçavam sobrevoam sobrevoando o parque o alagado o pomar lanchando polpas
e capturando insetos (justamente e nas horas que acontecem os perfis
consumidores). Um enorme cajueiro dos bem espaçosos repleto de cajus. Era um
exemplar vegetal dos mais abraçados pela menina dona do pedaço esperta do
matinho.
- Oxalá!... Já e já vou aí e te
abraçar, meu pé de cajueiro meu amigo Matoso. Preciso muito conversar contigo,
e quando eu estiver disposta - prometia se comprometia a Lilás, que antes
precisava se desvencilhar da mochila tomar um banho trocar de roupa almoçar
(mais ou menos na ordem que a menina achava melhor).
Outras espécies muitas aves também
chegavam e partiam. Isso era sempre um acontecimento diário. As aves tinham a
liberdade de vir e ir e piar, ‘bi-ri-ti-ri-riiii!...’ Umas e outras mais ou
menos escandalosas sarapintados pintalgados e tauatós-pintados, acauãs, rendeiras,
tovacas e capoeiras-cachorras, gaturamos-bandeiras, peixes-fritos, bichoitas
(emite um som como um gargarejo grave, ‘go-go-goooo!...’), arredios-de-papo-manchado
(manchas amarelo-gualdo no papo, possui superciliar clara). Uma salada de
frutas para um bando de aves, inclusive muitas zombarias ‘tziiii! tziiii!...’
remoques ‘cri-cri-hem!...’ desdéns ‘gue-te-guiiii!...’ bizarrices
‘ci-ci-ciiiio!...’ Os tantos encontros desencontros apelos e sussurrar, rulhar,
bufar, arrulhar, pipiar... Os pares grupos bandos toda vez assim retouçando
traquinando saltando brincando saltitando...
- Ou!... Já tomei a decisão de subir
em árvore. Tenho minhas amigas cheias de galhos e folhas e frutas. E uma árvore
que pode fabricar frutas e sucos, entendo - era a ideia o pensamento a fala
ousada da diferente diferenciada menina tão-galante.
- Olá!... Vou contar as folhas
verdes e ficar rica milionária com tanto dinheiro - a menina desejava ir aonde
com tanto apetite com tanto cobre carvão cascalho arame?
“Oh!... Outra hora dessas vou contar
quantas árvores temos em o quintal, é!”
“Oito!... Tenho obrigação de
destacar as aves os bichos as abelhas as plantas.”
Esta decisão ou oportunidade da
Lilás durou quase um dia inteiro. Mas quase o resto da manhã de sábado. Vai que
um caracol passou como um foguete... modo de dizer, andou dois metros no seu
arrastar lento pegajoso lesmento lerdo vagaroso. Parente próximo da lesma? E
tão assim desfrutando do lugar... que parecia brincadeira.
- Oi!... Eu, hem?! E cada parceiro
moradora cada habitante que D fez, né?! - Lilás olhava em volta murmurava e
acreditava o tanto que o mundo era criativo e cheio de curiosidades e os curiosos
enxeridos observadores.
- Olê!... Que o mundo precisa de
tanto? Ou será que carece de algo mais? - eram poucas as perguntas mas a menina
queria respostas urgentes convincentes.
- Oito!... Vai ver e ouvir que em
Santa Rosa é assim também. Vai ver e conferir que é assim em Apiúna e Benedito
Novo e Ibirama e Fagundes Varela... - conclusão que chegou a prestigiosa Lilás,
muito aguardando o feriadão de Tiradentes (21 de abril em uma segunda-feira,
juntando com a Páscoa em 18 e sábado em 19 e domingo em 20).
“Ora!... Quando chove as árvores
preferem e ficam mais remoçadas, sim!”
“Opa!... Cada pouco cada nada de
repente já me aparecem mais viventes.”
Logo depois e já uma hora. Pouco menos
de meia hora. Durou 5 minutos e daí a garotinha resolveu entrar em casa. Deu
tchauzinho pro bichinho, abanando de leve com a mão, fechou o portão e entrou.
Mesmo porque para um quati f o portão nem é impedimento. São ótimos escaladores
e etc. E vivem correndo em galhos de árvores como se deslocando pelo chão
saltando pulando fazendo acrobacias espetaculares. Que fazem jus à fama. Que
fama? De arborícolas. E animais do mato e da mata.
- Olhe!... Que esta história nem acabe
aqui hoje assim, tá certo?! - a esperança da menina, em última instância, era
fazer amizade com a felpuda seguidora espiã o quati f.
- Oie!... Se um dia mais pra frente e
ainda nos veremos, inté! - declarou a mina estendendo um olhar gentil e
amigável um tchauzinho ao bicho dos olhos arregalados.
A modesta guriazinha e seu quati f peluda
elétrica ruminando sempre olhando o chão procurando interessada cem por cento
em comida manjares coisas de comer. E a pq fera resmungando ranzinza pra tudo,
‘zem-zem!... trope-trope!...’ e cheirando o que for ‘es-noooo-fe!
es-noooo-fe!...’ Passava um carro, por exemplo, e o quati feminino nem tirava o
olho do veículo. Encantada ela por tudo que se mexia se movia a sua volta. Será
que escolhia a casa o lar da menina para morar? De onde vinha pra chegar até
aí? Tinha outros parentes aderentes pais esposo prole? E ela mesma filha criatura
de D.
- Ora!... Acho talvez que preciso ir
até ela e hablar... - que que a menina estava imaginando conversar com alguém
que ainda nem conhecia de perto?, pergunto.
“Ouro!... O bichinho... me parece
estar um pouco duvidando de mim, será?”
“Oh!... Se eu fosse quati eu já me
aproximaria de gente como eu?, indago.”
“Oito!... Um quati pai ou mãe fofinho
come que tipos e bebe que líquidos?”
Outra coisa que agora se pode
perguntar: por que o quati f seguiu a menina Lilás e nem as outras gurias do
grupo? Desde quando se conheciam? Enfim, ótimos mistérios e perguntas sem
respostas. As perguntas são melhores que as respostas. E geralmente os enigmas
labirintos correrias aventuras vêm com muitas e tantas caretas, macaquices,
momices, gestos, trejeitos, esgares, caretices, pantomimas, caras e bocas.
- Olê!... Quem vê focinho nem vê emo
e as demais partes do corpo humano, é! - pensava e repensava e se fazia ouvir a
Lilás, uma menina que nem usa as tranças hoje neste dia que prometia esclarecia
que se destacava.
- Oba!... Aqui vem gente e animais
de tudo que é região do mundo e do gibi. Inclusive aparecem e desaparecem.
Originais do mundo e do submundo - comentava ela própria pra ela mesma e para
que o quati f pudesse ouvir.
- Outro!... Prometo um certo
conforto e uma ajuda na alimentação, sim! - a promessa da garotinha aos seus
xerimbabos ia até onde seu orçamento alcançava.
“Oi!... Na minha casa no meu pátio
há espaços sobrando pra todos os animais.”
“Oito!... Acho até que já um dia no
passado nem distante... fui um bicho qualquer. Talvez quadrúpede, talvez alado,
talvez aquático, talvez parente do quati f.”
“Oh!... No mais está tudo certo e
assim é só esperar os acontecimentos ao vivo.”
Quem sabe a tipo estava escolhendo a
menina Lilás pela cor da pele. E fez o seguinte. Foi segui-la. E como um
animalzinho se arvora seguidor perseguidor passo a passo de 1 guriazinha lilás
e descolada? E o bicho a pé pedestre. Assim, a ousadia!
- Ouro!... Acho que ainda tenho
minhas dúvidas, dona quati f seguidora dos meus pés - pois Lilás estava naquele
dilema impasse de entrar ou nem entrar em casa.
“Ou!... Vou agora mesmo pra dentro e
nem olho mais para trás? Com quê!”
“Opa!... Quem ama e adora os
animais, me sinto assim, nem precisa escolher.”
“Ótima!... Só gostaria e queria que
os bichos falassem... ou com legenda.”
“Oie!... Nos filmes animados os
bichos se parecem com humanos, é.”
A presepada das horas solares. O sol
entrava pelo ar estraçalhando. Olha que o sol ensolarado examinava tudo e mais
um pouco. Parecia olho de D. Muito caro e valioso em ouro gigante. Depois saía
pelo outro lado do planeta o oposto a janela dos fundos. Quase tão forte o
bastante como quando começara iniciara. Sol pertencido (sol - estrela de quinta
5ª grandeza que faz parte da galáxia Via Láctea e que é o centro do sistema
planetário do qual participa a Terra, ex: solão, solarização, solar).
“Oxalá!... O distante sol é parte da
Terra, assim mesmo foi decidido.”
“Obrigada!... Que vou ver... e lembrar...
daqui a pouco, daqui 10 segundos?!”
“Oba!... Todos trabalham de sol a
sol, todos vão à escola de sol a sol...”
Mais ainda e no mesmo dia, já pela
manhã, 10 minutos empós... e o quati fêmea reaparece com 1 filhote na boca
preso entre os dentes. E escala o pequeno muro que separa a calçada de a rua
Jupiá do jardim da casa. Quem viu quem ouviu, via ouvia.
Aí o quati f entra no quintal da casa
da guria Lilás. Aí o quati sobe na janela do quarto da menina. Aí com a boca
segurando o bebê, arranha ‘rooo-cle!...’ o vidro com o pé para despertar a mina.
A Lilás desperta, estava cochilando ou fazendo outra coisa no interior do
quarto de dormir, e atende o chamado. Aí um assombro de a dona da casa...
espanto nos olhos bem abertos e parados... Com surpresa e cabelos em pé a
guriazinha olha na janela e vê o bichinho querendo entrar e assim mesmo com a
cria entre os dentes a boca cheia sem poder falar resmungar miar piar.
- Olá!... Que que é, meu?! Parece
tudo me aparece tudo pela frente, cara! - a menina Lilás está bem surpresa
baratinada quase atônita barata-voa com a visita.
- Oba!... Se eu fosse adivinhar o
que me esperava nem aqui nem em outro lugar, meu! - foi a reação da mina diante
de tão inesperada aparição e com que compromisso.
- Oi!... Juro que esperava tudo
menos o que mais você tinha, cara quati! - que a Lilás estava muito intrigada e
passada com a mãe quati, isso sim!
- Oie!... Você me surpreende e já me
surpreendeu demais esta hora e etc - comentou a guria assim na lata com sua
nova amiga e quem sabe hóspede inquilina alugatária locatária pessoa ou bicho
que mora residente em imóvel alugado.
Enfim, compreendeu e reconheceu o
quati f e abriu a janela. O bichinho entra e deixa o filhote no chão do tapete no
carpete aos pés da guria. E sem mais aquela, de repente, sai salta pela janela
e vai embora se mandando se escafedendo. Mas pra quê, meu?! Dá uma olhadinha
piscadela e ‘záaaaapete!...’ se manda. Como se entregasse um presente uma
encomenda um órfão um afilhado.
- Obrigada!... Que que tá havendo,
ué?! - a menina nem entende o que fazer, mão na cabeça e o espanto de boca
aberta olhos bem abertos olhos esbugalhados...
- Ouro!... E o meu susto... como é
que fica... Tenho que fazer o que, gente! - comentava declamava a esplendida
rara boazinha estudiosa já aparecida uma Lilás.
A partir de então de agora a Lilás
nem sabe ou soube nem sabia nem saberia nem imaginava e por onde começar.
Pronto. Esta que é a verdade. Mãe solteira de quatizinho? Taí, um filhote de
quati no seu quarto de dormir. Era a realidade. Um filhote de quati pra cuidar.
Um filhote pra chamar de seu. Pensa em pedir conselhos à mãe ao pai... Será
possível? Será que o mundo vai começar ou terminar? O acaso parece bom. Essa
mania esta sorte esta qualidade só dela Lilás de atrair tantos bichos mascotes
de adotar afilhados estimados... já fazia parte do seu dna e do seu dia a dia.
Parece parecia que atrai atraía os tais e quais xerimbabos. E ontem hoje
amanhã.
- Ora!... Se você bobear já tenho um
nome pra ti... Afinal você é f ou m? É muita responsabilidade nas minhas
costas, pensa o quê?! - debatia com o filhotinho dorminhoco e felpudinho esta a
caridosa carinhosa garotinha protagonista.
- Olá!... Deve ser um regalo da mãe
quati pra mim, então! E cabe um agrado, birubiruuuu!... - definia a Lilás, se
curvando sobre o bichinho indefeso pequenino e pensando também em fazer um
cafuné umas cosquinhas na barriguinha do peludo.
“Opa!... Quando muito minhas horas
diárias vira-viraram um zoológico.”
- Oxalá!... E se precisar agora
mesmo já tenho um nome macho e outro fêmea, ou seja, quer saber já fica sabendo
- demonstrava a exuberante falante Lilás.
- Oquei!... Já sei. Vou chamá-lo...
Ator, vou chamá-la... Atriz - decidiu a mina, mesmo depois de rápida rapidamente
pensar pensativa e tirar conclusões da ideia.
“Oito!... Mas é possível cuidar
ensinar preparar estimar um bicho quati?”
Quatis são mamíferos diurnos (diz
uma fonte consultada). A família vem de longe e se chama procionídea (de língua
grega na origem). Descrevendo, peludos bem felpudos e com a cauda sempre alçada
erguida com desenhos pretos em forma de anéis. Muito simpáticos, focinhos
longos de nariz comprido. Gostam de comer principalmente frutas e tudo que diz
respeito a frutas tipo doces sorvetes batidas vitaminas sucos. Preferem a
floresta mas se for o caso podem adotar alguém um bicho ou uma pessoa para
protegê-los. Na prática é isso. São de preferir agir e conviver em grupos de
uns 10 ou 12 ou 15... mais ou menos. Sempre esperam isso dos humanos: comida,
alimento.
- Oh?!... Que que é, meu?! JC, me dá
uma ideia luminosa... - falou alto pra si a doce Lilás, sempre atenta simpática
aberta a novas práticas oferendas da sorte.
- Ou!... Juro que acordei hoje com
ideia de começar um encontro afetivo - pensava imaginava bolava a Lilás, 10
aninhos e intrépida arrojada corajosa solidária.
“Oxalá!... Eu preciso de bichos e
árvores e pessoas... É comum, acho.”
“Olê!... Quando eu tenho estas
ideias que me acontecem, digo!”
“Oito!... Sim, por que nem? Vamos
ver e com que ver e parecer e comprovar!”
E ficou olhando o filhotinho de
quati ali ali... E tentou acarinhá-lo com a ponta do dedo e fazendo
‘nhe-nhe-nhém!... E ficou admirando o bichinho todo enrolado em si mesmo e que apenas
emitia resmungos resmungando baixinho baixinho, ‘mi-ri-riii!...’ Isso merece
uma foto? Claro que merece! Cabem poses e ângulos. Merece.
- Oie!... Acho tenho certeza que a
mãe quati me trouxe o filhote pra cuidar... Mas como cuidar de quatizinho? Ele
come e bebe o que nesta idade? Ele tem nome? - a menina é daquelas beldades que
gostam de batizar todo número de xerimbabos.
“Oito!... Vou nomeá-lo, hum!... Na
minha dúvida que tenho... nem sei como chamar nomear um quati, é isso.”
“Oi!... Pode ser... Bolinha de
Pelos! Pode ser mais simples... Tufo ou Tufa!”
“Outra!... Será havia quatis em a
época antiga pré-histórica dos dinossauros?”
De súbito e sensacional, um tempo de
10 minutos, a janela já aberta, volta reaparece e outra vez a mãe quati e com
outro pequenino na boca. Faz o mesmo procedimento, pula, corre, e entra e
deposita e salta pra fora. Tudo muito ágil. Emite uns cochichos amistosos,
‘sepe!, seeeepe!...’ e saltita fora. Muito rápida. Lá vai ela pelo quintal e
quicando pulando... sempre com muita pressa e muito se cuidando precavida
contra possíveis ataques de predadores. Muito periclitante. Cada vinte metros
para e... olha em volta... con-fe-re... já prossegue e saltitando cabriolando aprontando
e para... olha em volta... con-fe-re... e se manda... Muito tanto e
sobremaneira!
- Olá!... Agora eu virei tia e babá
de quatizinhos... - pensou a Lilás, enternecida terna - Já daqui um pouco tenho
de contar pras amigas pros familiares e em geral...
“Ora!... Era um e já são dois...
Será que vai parar em o terceiro?”
“Olê!... Com certeza agora sim sem
dúvidas temos um casal... E é o Útil e a Agradável! Um perfeito casalzinho de
irmãzinhos.”
“Opa!... Quanto eu mais adoro, mais
e ainda assim me aparecem os mascotes.”
Dez minutos mais e de lá vem a mãe novamente
e mais uma vez de novo com o terceiro rebento. Ainda continua. E o deposita no
tapete e sai salta a janela de retorno provavelmente em busca de mais e mais. Quantos
mais? Ela salta lá no pátio... corre e anda... para fica firme... olha em
volta... faz careta, faz mimimi ‘miiii!, miiii!...’ e continua já em disparada
acelerada muito com necessidade de pressa. Busca a família inteira sem faltar
algum? Buscará todos os parentes próximos. E que ideia provável a provada e favorável
essa da mãe quati, hem?! Ainda por cima. Será que vamos ter enchente ou
incêndio ou hecatombe ou desmatamento desmantelamento em algum sítio? A mamãe
quati precavida. Ainda ontem prevendo e salvar a família? Pode ser.
- Oba!... Isso merece outra foto?
Merece, cli-caaaar!... - concorda a Lilás.
“Ou!... Sim, eu preciso estar aqui e
agora e acordada pra ver isso com os meus próprios olhos. E tudo faz sentido,
é. E tudo é justo e correto, é.”
“Opa!... Uma família inteira se mudando
pra minha casa... É gênio!”
Outros onze minutos e o quarto
filhote em a boca entra a mãe deixa o neném e parte em desabalada carreira,
saltando saltitando pelo pátio, rumo da rua e se foi. Corria... trotava...
saltitava... parava olhando ao redor no entorno... e decidia continuar em ótima
carreira correria velozmente. Sempre acelerada e fazendo caras e bocas
resmungando o mimimi ‘miiii!, miiii!...’ Parecia com certeza um outro sonho
outro grande acontecimento que só os grandes sonhos sonham em horas boas.
- Oi!... E olhe só que ninhada, meu!
- suspirou contando recontando a menina.
- Ouro!... De hoje pro futuro vou
ser tia de quatis e muito mais, é - que a Lilás já estava se achando feliz e
enamorada e muito cheia de sucesso com os bichos.
- Oh!... Tanto sucesso em a minha
casa... Vou abrir uma estação quati, então - e ficou olhando o sonho sair da
cabeça da mente e voar subir numa nuvem sutil.
“Ótimo!... Por que os bichos me
olham tanto? Eu nem sei e quero queria saber.”
Para resumir cem por cento a
história, quase meio-dia, a mãe quati finalmente parou descansou olhou toda a fauna
a turma e ficou ali. A última viagem já um na boca e mais o pai com outro entre
os dentes. Toda a família reunida e sem mais delongas. E lambendo as crias
cheios de práticas, finalmente. Mãe quati e pai quati com tia Lilás, muito
afeto pra todos os lados e com as crias filharada. E o mundo se resumia numa
família feliz giz diretriz de quatis na casa da comadre Lilás, e numerosa.
Tanto e quanto um show de mimos e resmungos e miados, ‘mi-ri-riiii!,
su-ri-riiii!, tu-ri-riiii!...’ Era muita gente pedindo comida ‘bo-ri-riiii!...’
e querer mamar, suponhamos.
- Obrigada!... Então é só olhar e
ver onde estamos e a quanto chegamos, né?! - destacou contente vibrante muito
envolvida até o pescoço a menina amiga de mascotes.
- Oito!... Pois agora acredito que
estamos em a família completa - contava e recontava a menina, já buscando o
celular para uma foto à posteridade.
- Ou!... Esta imagem vai percorrer o
mundo e viralizar. Para todas as minhas conhecidas melhores amigas - e a menina
aproveitou para diversas fotos com ângulos.
- Olê!... Querem finalmente um
apelido pra que eu possa chamá-los um dia? - a menina estava com ímpetos de
nomear os pais quatis, como boa madrinha da ninhada.
“Oxalá!... Quantos nomes eu preciso
e necessito e careço e ainda mais, hein?!”
Os tipos quatis vivem em grupos de
até 40 indivíduos. Daí são chamados de quatis-de-vara ou quatis-de-bando,
animais ferais. São onívoros e diurnos. Quati ou coati ou tamanduá palito.
Quando velhos os machos vivem sozinhos e daí são os quatimundé. Vivem no mato e
fazem ninhos em ocos de árvores e outros buracos de outros animais silvestres.
Habitam todos os biomas do B (Brasil - geônimo toponímico que os portugueses
colonizaram a partir de 1500 na América do Sul. Relativo a brasa ou cor da
madeira pau-brasil, ex: Brasilândia, Brasilândia do Sul, brasileirice,
brasiliana, brasilicéreo, brasilina, brasilográfico, brasino. Para quem já sabe
e quem nem sabe, os quatis são muito vistos e curtidos fotografados no parque
das Cataratas do Iguaçu (catarata - grande volume de água que se precipita e
com estrondo, em catadupa em quantidade catadupejar), em a cidade de Foz do
Iguaçu (fronteira com Paraguai). E mais do que sempre, merece um vídeo
completo, uma foto, autorretrato merecido merecimento. Imagem gravada. Uma foto
para o antes e o depois. Merece!
- Opa!... Tenho a impressão que vocês
querem morar aqui, né?! - sim, era óbvio que a ideia a mesma da mãe e do pai quatis
mais seus oito filhotes sonolentos preguiçosos pachorrentos era ficar ali se
instalar em a residência lar dos presumidos humanos e já bem protegidos de tudo.
- Chaaaau!... Aqui pensamos sim estaremos
todos sãos e salvos - confessava a mãe quati, uma pequena senhora de 3 anos de
idade e muito esperta estabanada agitada.
- Xuuuuá!... É muito surpreendente
como os humanos gostam de quatis, é - declarava o pai quati, sujeito sério
agitado elétrico excêntrico irrequieto farejador.
- Ora!... Então, logo logo batizo
todo mundo e é muito nome para uma família numerosa, está certo! - a menina já
ia pensando em como nomear toda aquela família de xerimbabos e ao mesmo tempo
saber distingui-los lembrar quem era quem.
“Ou!... Talvez sim necessitarei de
um caderninho uma agenda eletrônica para pôr as descrições de cada qual e cada
um. Até para nem esquecer e consultar quando se precisa, hem?! Cada quati tem
sua personalidade.”
“Olê!... Isso mesmo, ué! Cada membro
da família com suas características e seu nome já anotado e registrado em
cartório... oficialmente.”
- Oba!... Acho que devo nomeá-los e
tudo mais... que me sugerem? - que a menina estava preocupada em nomear mas
também nem querendo atrapalhar.
“Oh!... Cada qual e tal com seu
estilo... E isso requer um nome específico...”
- Oie!... Assim, pessoal! O pai vou
chamá-lo... Cotecá, a mãe vou nomeá-la... Cota-Parte. E assim eu os batizei,
oquei?! - que a Lilás queria muito conversar.
- Xuuuuá!... Então eu me chamo Cotecá!
E então me sinto bem - se manifestou o pai quati e até sorriu até ensaiou uns
passos de dança até pulou as acrobacias até se empinou erguendo com as mãos
empolgando os céus.
- Chaaaau!... Sim, é uma boa forma
de existir. Com nome de Cota-Parte eu nem mais nunca mais vou me perder aí -
comentava satisfeita e convencida a mãe.
- Oh!... Com nome vocês podem tirar
identidade e se matricular na escola, etc - incentivava lembrava favorecia a
estupenda menina, hoje com brincos de aros.
E a tropa dos quatis junto com a
família humana já convivendo bem sob o mesmo teto. E os avós destes xerimbabos
todos? E os parentes e contraparentes dos bichinhos? Também gostariam de morar
aí? Será que viraria a ilha dos quatis? Quatis de todas as espécies.
Massificação de quatis. Grande família de quatis. Quando tanto quati tudo bem e
natural naturalmente naturalidade.
“Oie!... Será que deve ser que estes
bichinhos gostam mais de sol ou de chuva?”
- Oito!... Esses ferinhas crescem
rápido e logo logo povoam e invadem toda a casa, hein?! - já pensava a menina,
imaginando prevendo muito quati na área.
“Ouro!... Vai acontecer muito quati
aqui mesmo em casa. Já sei e espero.”
“Oi!... Vou me especializar em
atendimento de quatis. Esperta em quatis.”
As nuvens chegando chegaram chegavam
correndo do vento sulista. Nuvens fracas magras pequenas quase desidratadas. E
trazidas carregadas na mochila do vento sul. Pois que aparecendo já apareciam
com cara esverdeada e idênticas a um farol um navio uma casa com janelas um
automóvel um lagarto teiú um cavalo uma anta, e assim mesmo como digo, foram
chegando mais nuvens, e já todas com cara roxa e semelhantes a uma árvore um
trem com 45 vagões uma cama de casal uma garrafa gigante um helicóptero uma
vaca... e em seguida mais algumas horas vento soprando constante e com cara
fuliginosa e as nuvens parecidas iguais que prédio de 16 andares obelisco
caminhão-tanque elefante navio jaguatirica... Quando foi de repente, um choque
elétrico no bojo no corpo ‘tuuu-im!...’, estourou tudo raios por todo canto do
céu pra baixo e fortes e potentes seguido de trovão ‘bruuuu-taaaa-moooon-teeees!...’
Que começou a chover e já muito precipitado acelerado, ‘chou-chou-choooou!...’
- Oito!... Será que chove por dentro
ou por fora do sonho? Será que é D? Será por quê? Será que vai chover também em
Mocajuba? Será que chove pra alimentar o rio Retiro? - questões de Lilás
indagando os pais.
- Quê!... Chove porque amanhã fará
sol. Chove porque o céu precisa limpar as estrelas e os astros - esclareceu
explanou explicou a mãe, cabelos curtos castanhos.
- Qual!... Temos muita água neste
planeta. É o planeta água - comentário bem conveniente ensinamento bem lembrado
do pai, já cofiando afagando alisando o bigode.
Menina Lilás nem corta cabelo. No
máximo ela vai à cabeleireira para dar um balanço ou retoque e aquele penteado
(penteado - que se penteou, que foi alisado desemaranhado, arranjo de cabelo,
arte de cortar o cabelo, ex: penteador, penteação, penteadeira). Praticamente
todo fim de semana aparece com uma novidade. E haja criatividade. Se existe uma
coisa que nem se pode menosprezar numa menina tão nova (suas 10 piscinas
olímpicas de águas cristalinas) tão-galante é o cabelo são as crinas. Qualquer
coisa com cabelo já é muito sério e de muita responsabilidade. Efetivamente.
- Opa!... Mas os meus cabeeeelos!...
- ela sempre cuidava melhor seus cabelos e que podiam uma hora ou outra estar
ou fazer uma trança duas tranças oito trancinhas.
“Obrigada!... Quero ver como fico
com um cabelo crespo e as pontas luminosas, é. Geralmente já quase sempre tenho
ótimas ideias nesse sentido, hem?!”
“Oh!... Sim, como a vida dos cabelos
é cheia de atenção nomeação participação consideração definição falação
recomendação declaração afetação toucação.”
“Oi!... Claro que recomendo cabelos
longos e enfeitados de flores tiara.”
Na manhã seguinte o sol fez o mesmo,
ou seja, sorriso grande sorriso luminoso uma curiosa satisfação satisfeito
sorriso de orelha a orelha confiança confiante. Sol criando o dia acendendo 24h
de ousadia ingredientes mistérios enigmas aventuras carreiras surpresas
suspenses e outros mais movimentos bem característicos.
Menina pedalando fazendo exercícios
automáticos porém com satisfação. Que instante e que cliques, ‘pli-que!...’
Estamos na rua Santana (via com sua personalidade exemplar e única e
característica inerente), visualizando o túnel Charitas-Cafubá, já bem cerca da
praça José Henrique Pereira. Era ou é o dia 17 de maio um ano após o
aniversário de 2055. E todos se viam pela enésima vez, menina rua praça e loja
de amostras de celulares. Outros tantos telefones móveis na vitrina da loja
Constância. A menina passava aí de repentemente muitas vezes na semana. E igual
que ontem, parou para namorar o novo novíssimo ultramoderno ultraprático
ultrapotente ultramultiuso super caro caríssimo celular já fazendo moda e
loucura de consumo, etc.
- Olá!... Que cheguei cheguei, né?!
- comentando a Lilás, e já parando a bíci.
E a guriazinha parou na calçada. E
os dois ali, o vidro entre eles, se olharam como nunca como sempre nos últimos
ultradias. Se olhando se correspondendo.
- Oxalá!... Como está meu amigo?! -
na verdade a Lilás estava namorando já se enamorara de um celular ali o último
tipo e na cor verde com riscas douradas.
- Oito!... Já sei! Vou nomeá-lo pra
que nem haja dúvidas de mim para contigo, valeu?! - que a menina já estava
pensando em comprar o precioso objeto de consumo.
- Oba!... Você é o dito conhecido
por denominado titulado... São, de esplendor e santidade - e como gostava de
ter e nomear, sempre com os pares e parelhas.
- Olê!... Vai ter companhia, nem se
preocupe - que a menina já tinha um
celular e aí mesmo no bolso mas queria um par um casal, que isso pode.
- Ouro!... Você São vai se dar muito
bem com a Sã... - pois que a menina botou na cabeça que ia casar os dois
celulares e pronto.
- Oie!... E temos sim um São com uma
Sã, os dois este casal religioso - que ela queria entrar na loja e já de
repente resolver o caso e comprar.
Era uma época uma vez na escola municipal
do ensino fundamental Padre Josué Bardin, situada na rua Paúva perto da praça
José Henrique Aderno do bairro Vila Jaguara. E merece uma foto com um vídeo?
Merece. A turma toda disposta? A turma toda em posição olhando pra cá assim
mesmo muito bem e xis! Que merece, merece.
- Se-mi-ó-ti-ca!... A rua da Alhada
ainda tem 1 comportamento adequado. Vocês nem acham es-tra-nho, hem?! - comentava
esta a menina Rê, olhos bons e melífluos.
- Oi!... Estranho estranha... como?
- estranhou a menina Lilás, e esta gostava imenso de pão de queijo com suco de
abacaxi ou café com leite no lanche da tarde.
- Às voltas com!... Esquisito em que
sentido, meu?! - registrava sua estranheza a Esmeralda, menina preciosa que
vale um tesouro para os amigos e familiares.
- Aclá-aclá-aclá-acláaaa!... Seria
sempre o caso de se conversar com ela, a rua - comentava risonha plena
calmamente sofisticadamente prestimosamente a Pérola.
- A-lo-cu-ção!... Isso mesmo. Vai
ver que vai querer virar avenida e a gente nem sabe e a gente tá pensando outra
coisa, né?! - este parecer luminoso real da Rê.
- Ouro!... Mas onde é que se viu rua
ou avenida ter lógica? É claro que é demasiado, né?! - foi tudo que a Lilás pôde
dizer diante de tamanho paradoxo.
- Re-ben-que!... Assim ela a rua e o
caminho parecem bem-educados, hum! - confessou de ideia própria a bela distinta
sucinta inconfundível Rê.
- Obrigada!... A rua tem todos os
direitos e deveres. Tem todos os dias da semana. E um dia de desfile passarela
de o carnaval, tá?! - conferia a decantada Lilás, a única menina que já
batizara a bíci uma magrela duas rodonas a Rolarroda.
- Prá-prá-prá-práaaa!... Daqui pra
lá já podemos mudar de assunto, me digam! - pediu sugeriu explicou lembrou a
reportada futura pedagoga a brilhante Pérola.
- Oh!... Seria possível que o rio
Graú já passa e banha a cidade de Taubaté, é? - indagação bem pronunciada da
Lilás, neste dia de muita necessidade de geografia.
- Confesso quê!... Sapal sapatilha
sapador sapateiro sapaté sapará - comentava por comentar a lapidada Esmeralda,
à maneira de destaque.
- Cha-cro-na!... Juriti-azul,
juritipiranga, juriti-pupu, juriti-roxa, juriti-vermelha - comandava levantava
voo batia asas resoando a Rê, à guisa de destaque.
- Ou!... Vargem Alta, Vargem Grande,
Vargem Grande do Sul, Vargem Bonita, Vargem Grande Paulista - recomendava
iluminava a Lilás, à feição de destaque.
- Li-li-li-lóooo!... Chá de sumiço,
chá-do-rio, chá-da-campanha, chá de panela, chá de garfo, chá-da-terra -
recolocava a admirável Pérola, à condição de destaque.
Recém a Lilás foi beber água que
pegou ali na geladeira. Bebeu, ‘glu-glo-pê-pêeee!...’ Agora foi ver o cabelo
solto e também toucá-lo e pensou se precisava repassar o batom, vamos ver...
Talvez quase. Repassou. Agora agorinha foi socializar com os dois tracajazinhos
(f e m) fazendo cosquinhas ‘riiii-gue!...’ nas respectivas carapacinhas. Se
jogou no chão e cara a cara com eles os mascotes e fez gracinhas e fez
rolamento e fez mostrando a língua e ‘bliu-bliu-bliiiiu!...’ e se rindo riu
alto ‘rá-rá-rá-ráaaa!...’
- Oh!... Querem passear lá fora na
grama, meus caros?! - a proposta da menina era sincera e era do agrado do
casalzinho - Ninguém vai mexer com vocês, sério!
- Uai!... Mas eu adoro uma grama
macia e verdinha e ensaiar alguns passos, hem!... - emitiu a tracajazinha f
batizada Jura.
- Ufa!... Mas eu e nós precisamos
tomar sol e até uma chuva, vai! E esses dias ainda vão e vêm chuvosos -
confessou grato o tracajazinho m batizado Juro.
- Ou!... Vocês preferem caminhar ao
sol em a sombra ou nadar? - que a menina queria saber e treinar seus amiguinhos
com todo cuidado e conforto e praticidade.
- Uai!... Muito me impacta e me
revigora e me anima andar andanças na chuva, e faz favor! - confessava a f
Jura, mastigando manducando e digerindo uma folha de alface muito verdinha
tenra colhida na hora borrifada de água da chuva.
- Ufa!... Sonhar eu sonho em voar,
né!, menina dos nossos olhos - dizia o m Juro, confessando um gosto um desejo
um sonho de sempre de toda a existência baixa.
- Oh!... Acaso costume têm os
pássaros porque voam, acaso direito têm os peixes porque nadam - comentou por
comentar a Lilás, a voz de conforto alívio doçura.
Os tracajás capiningas pitiús
terecaís, como se conhece os reconhecemos de reportagens, são umas pequenas
tartaruguinhas amazônicas de água doce. E nascem e vivem em beiras de rios rio
Mucatu rio Goiana e açudes e igarapés. As mães põem ovos na areia da praia dos
rios o rio José Pedro o rio Manhuaçu e os enterram até que os mesmos eclodem
como filhotes. E estes em tenra idade recém-nascidos andam até a água e nadam
mergulham e ali se desenvolvem. São assim parecidos da cor parda.
- Quê!... Acha fácil criar os pacatos
lerdos demorados tracajazinhos aqui em casa no pátio, querida? - era uma
espécie de consulta que a própria mãe fazia à filhinha Lilás.
- Qual!... Acha que é sopa ter e
manter e proteger um par de tartaruguinhas amazônicas em nosso lar residência,
belinha?! - era o dito e redito do pai junto à filha.
- Oxalá!... Eu mesma e
particularmente... Sim, sei disso, é muito bom ter amizade com estes dois
pitiús e mais os rebentos filhotinhos que acaso... - e a menina achava sim o
assunto muito bom e leve e novo e bom de se ver e ou resolver.
- Qual!... Se acaso a gente
merecesse e merece um zoológico em casa - o pai gostaria de ouvir falar todos
os bichos de todas as espécies, como nos livros nos filmes.
- Quê!... Um zoológico de convívio
humano e animal socializado honesto - a mãe já lembrava de uma floresta de um ambiente
um bioma já muito concorrido.
- Olê!... Acho melhor um zoológico
diverso com animais de todo o universo - sonhava muito queria muito desejava a
menina, dedo indicador na bochecha pensativa.
- Qual!... Assim tanto e quanto
ainda precisaríamos precisamente de altos investimentos em habitação comida
acolhimento mão de obra logística - responsabilizava o pai, mesmo com lenimento
consolo lenidade.
Os dois terecaís bem-amados rastejavam
lentamente aí e durante o dia todo. Curtos trajetos e sem muito horizonte de
perspectiva. Parecia difícil olhando de cima da altura de um humano,
convenhamos. Mas os bichinhos já nasceram assim e estavam adaptados
literalmente condicionados. Gostavam de mergulhar na piscininha emergir e pegar
sol sobre as pedras. Eles tinham que eram quelônios e pronto. E se abasteciam
de ração e pequenas folhas verdes ou mesmo algo encontrado aleatoriamente no
jardim e algodoeiros-da-praia (planta com estames longos hialinos brancos),
aguapés-de-baraço (erva rizomatosa, enraizada ou flutuante), taboas (erva
aquática lacustre ou paludosa), laranjeiras-do-banhado (vegetal de flores com
sépalas pubescentes, tricomas hirsutos, as pétalas glabras), patas-de-cavalo
(plantinha que ocorre na borda de banhados e campos e dunas). De noite se
recolhiam se escondiam numa pequena caverninha de pedra e um pouco de água
corrente da torneira e construído feito adrede a propósito para a dupla. Sorte sorteada
de tracajá era uma existência séria e concentrada, quase concreta.
- Ótimo!... A carapaça deles, então,
é muito pesada? - entendia a Lilás.
- Quê!... Depende, filha, aonde
querem ir e chegar - explicava a mãe.
- Qual!... A lógica faz com que
carreguem a própria casa o lar doce lar junto com eles sempre em casa - relatou
o pai, cidadão que trabalha como despachante aduaneiro.
- Olê!... Se eu fosse prever eu nem
entenderia nem entendo de tartarugas, é - confessava a Lilás, seu desconforto
diante dos xerimbabos muito sérios quietos lentos.
Quem sabe a noite. Quem observa a
noite. Quem sabe o céu pontoado de janelinhas acesas. E novamente
surpreendentemente a mesma sorte, apareceu levantou a lua nova moderna bem
pintada de prata. E um luar típico, digno de senhoras e senhores!, bem
enluarado e já ricocheteando entre as árvores os prédios o rio das Antas.
Justamente justo naquele momento instante passeava passeando rolava a roda o
prato.
Segura de si autêntica pelo modo
como subia escalando da terra ao céu. E rodava a roda monumental. Sempre
pegando altura elevação e fantasia ilusão sonho viagem.
A família de Lilás recebia muitas
visitas. Gente e bichos. Os parentes humanos vinham de todos os quadrantes e
geralmente em os fins de ano. As amigas de escola vinham frequentemente e até
lanchavam aí vez ou outra os sábados os domingos de tarde. As melhores amigas
tinham atrações na casa da Lilás. Os diversos xerimbabos mascotes bichos de
estimação eram muito bem queridos e confortados e paparicados. Os animais em épocas
do ano estação apreciavam comer araticum ou sete-capote ou butiá ou mangaba ou
juá. De repente mereciam uma foto. Todos mereciam e merecem. Merece. Depois as
gurias pegavam as bícis e saíam andanças para o parque da Cernelha (parque -
terreno relativamente extenso e cercado e arborizado destinado à recreação, ex:
parque do Caracol, parque Tanguá, parque Marapendi, parque da Redenção, parque
São Lourenço, parque Antropoceno). Rodavam com as magrelas pedalavam e mais pra
lá já paravam numa sorveteria, que a gulodice puxava puxava.
- Tá-tá-tá-táaaa!... Eu queria mesmo
cumprir aí uma missão secreta - comentava pensava alto ria a hilária famosa
bela inconfundível raríssima Pérola.
- Ora!... Sim, e perfeito. Uma
missão muito onerosa e especial e internacional - sonhava repensava exigia
comentava a Lilás, brincos pendentes das 2 mimosas orelhas.
- Deste modo!... E digo que é muito
sensacional e fundamental emoção a toda prova a prova dos 7 desafios -
imaginava comentava delirava a caríssima Esmeralda.
- Pa-ra-gem!... Um disfarce em cada
cidade ou país ou continente, é - filmava fotografava registrava anotava a bela
e distinta conterrânea Rê.
- Djá-djá-djá-djáaaa!... E história com
reviravoltas, ou seja, um herói outra heroína vários heróis e até o fim
finalmente - definia e ria risos a grande Pérola.
- Que-til-quê!... Os enigmas a serem
descobertos e decifrados e explicados e compensados - conferia a imaginosa
supersticiosa religiosa estudiosa Rê.
- Me julguem, hem?!... Um mapa do
tesouro das relíquias das magias, suponho - dilatava a conversa a capacitada e
joia cara caríssima a Esmeralda.
- Opa!... Sei que vou receber a
pergunta: Onde você se esconde, onde você se esconderia numa situação dessa
ordem? - contava a musical instrumental metálica Lilás.
- Sê-si-si-siiii!... Os mistérios do
santo da santa milagreiro se destinariam estariam rolando se misturariam se
perderiam aí pela praia do Recreio e avenida Gláucio Gil, é isso e será e pode
ser? - já a boa imaginação imagens da menina Pérola, imaginosa prestimosa brilhante
joia exótica e efetivamente efetiva efetivada.
- Di-to-lo-gi-a!... Eu apostaria em
livros antigos bíblicos sacros e escondidos em santuários igrejas templos e
demais conventos - repercutia a distinta Rê.
- Oito!... ‘A Decifração de 1 Um Enigma’
e pimba! - titulava nomeava a Lilás.
Assim ou assado e interessado, para
ótimo entendimento e para os entendidos que entendem de tudo, mais justamente
os esclarecimentos dos esclarecidos, vamos andamos cavalgamos para as tais
favas contadas. Que cada ponto aumenta o conto.
No quintal da família de Lilás tinha
um pinheiro araucária. Desses grandões e já com cem anos de estada na terra e
entre nós. No inverno dava pinhas e muito pinhão, debulhando esparramado pelo
chão. Pinhas apinhadas estróbilos abarrotados de sementes. Pinhão assado na
chapa do fogão a lenha cozido na panela sapecado entre as grimpas secas ramos
do próprio pinheiro (árvore típica do sul). Para abraçar a grande árvore
custava muito e seu tronco muito largo potente abrangente cascudo (árvore - vegetal
lenhoso de porte muito variável que apresenta um caule o tronco que emite
ramificações ramos galhos, ex: árvore-de-coral, arvoredo, árvore-do-papel,
arvorejar, arvoriforme, Arvorezinha-rs). Araucárias plantadas por aves
gralhas-azuis, reza a lenda.
Assim mesmo uma pessoa a menina nem
conseguia rodeá-lo totalmente. E era um colosso vegetal e rei do pedaço. Ponto
de parada ponto de vista para a maioria das aves na região onde ficavam a mirar
e cantar apregoar agloterar trucilar engabrichar assobiar grugurejar papear
taramelear. O canto as vozes começando e encerrando o dia.
- Opa!... É maior que a maioria das
plantas, e alcança as nuvens - calculava a Lilás, olhando pro alto em dia de
sol em dia nublado em noite estrelada.
- Qual!... Tem tanto porte e tantos
galhos que abraça o mundo, imagino - comentava o pai, olhando pra riba
encarando o dia aberto o dia fechado a lua nova.
- Quê!... Em de noite espalha as
brasas do céu estrelas - lembrava a mãe, se referindo as noites estreladas com
as constelações à mostra identificadas desenhadas.
- Ouro!... Já sei um nome todo pro
pinheiro araucária... E é... Truão! Pode? - quando a menina realiza um batismo
epônimo já fica criado outro xerimbabo.
- Qual!... Mas peraí, fia! Este truão
vem de quê? - interrogava o papai.
- Quê!... Parece... Me parece que truão
nem vem de trovoada? Se é que você quis puxar por esta ideia, filha! - lembrou
a dona mamãe.
- Ou!... As árvores que o rodeiam o
chamam assim, que que posso fazer, né?! - destacava a esperta pirilampo organizada
maiúscula a Lilás.
E a guria favorável pela presença de as
pinhas. Dali daqui por diante tudo foi pra frente e se destacou. E a menina
favorecida pela época dos pinhões. Chegava e convidava esclarecia em as manhãs
de inverno. Ia pra aula e distribuía pinhões de amostra. E falava das aves
incidentais que povoavam os altos braços galhada da árvore gigante e os
grimpeiros, as guaracavas-de-barriga-amarela (têm topete cor branca escondida),
os suiriris-pequenos (as asas são escuras com 2 faixas esbranquiçadas), os
joões-pobres (o bico e o tarso são negros e os olhos marrons), os cochichos
(seu trinado ‘tizi-tizi-tiziiii!...’), bate-bicos (a plumagem da fêmea nem difere
da dos machos). Levava pinhões pras colegas profes e gastava a boa vontade incentivando
o consumo. Ou então senão do contrário por que nem e vejamos até onde:
- Ora!... Todo dia no inverno, me
lembro... Bem, eu acordo e vou toda manhã recolher as sementes os pinhões dispersos
em o chão. Quando chego atrasada já os gambás os tatus as cutias (de noite e de
dia) nem deixam deixaram mais nada, raparam tudo - rezava a menina Lilás,
explicando para as visitas, estas que às vezes nem sabiam que pinhão saía
saltada da pinha e dava nativa em o pinheiro-do-paraná.
- Vá-vá-vá-váaaa!... Mas por que as
sementes pinhões vão aí e caem? Seria por sorte ou por acaso? - questionava se
rindo a valorosa insólita segura Pérola.
- A-pro-va-ção!... Mas por que caem
sem parar? Seria por que amadurecem ou por que cansam de ficar na pinha? -
duvidava a menina Rê, sobrancelhas largas fofas.
- Conte comigo!... Mas por que tanto
pinhão de uma vez só? Nem é perigo cair na cabeça do pessoal? - questionava a
guria Esmeralda, rica rigorosamente ricaça.
- Olê!... Acho que é o vento que
ajuda, pode ser. Acho que também cansam de ficar lá em cima e caem e se
debulham, é - definia definida definitivamente a Lilás.
- Dis-rup-ti-vo!... Quando eu quero
ser gi-gan-tes-ca... me olho e me vejo e me sinto um pinheiro f - e a Rê já
abria os braços para abarcar abraçar o mundo.
- Oh!... Tenho como verdade certo verdadeira
verificável que as pinhas começam no outono e terminam no rigoroso inverno. Que
é assim, pois é! - Lilás pensativa rememorando e dedo indicativo fura-bolos
selando cuidando dos lábios.
Era um pinheiro-do-paraná com alta
envergadura e atraía curicacas (nos dias que prognosticavam chuva,
‘fla-flau-flaaaau!...’), bando de periquitos-ricos (faziam um barulhão banzé,
‘grau-graaaau!...’ uma algazarra e que era sucesso no bairro todo),
gavião-carijó (assustava todos os bichos da área com seu grito,
‘ih-réeee!...’), andorinhas-de-casa (que pousavam aí para descansar dos voos
atrás de insetos e trissavam, ‘pri-pri-riiii!...’). E outras espécie de aves
que merecem o favor de olhar do alto de cima a paisagem o ambiente ao redor,
‘pi-pi-riu-riu-hiiii!...’ Pinheiro dominante na paisagem e que merecia abraços
dos seus adoradores das suas fãs resiliente adaptado resistente e receber
oferendas tirar fotos fazer vídeos. Que merecia e merece. Merece!
- Oi!... Por sorte ou acaso e uns dias
que se vê, e logo pela manhã, uns morcegos pendurados aí. Muito exótico. Acho e
sei que dormem aí em os galhos da araucária - relatava contando a Lilás,
esfregando as mãos e baforando soprando um vapor de frio.
- Puxa vida, meu!... Eu seria capaz de
subir lá em cima e tudo mais, será? - perguntava às colegas se perguntando ao
mesmo tempo a iluminada Esmeralda.
- Bi-vi-vi-viiii!... Deve ter alguém
herói ou heroína suficiente que pode subir aí e derrubar as pinhas, nem é?! -
duvidava se ria risadinhas a polida prateada Pérola.
- Sub-ma-ri-no!... E um adiantado para
raios em os dias de tempestades, hem?! - conferia dedicava esbanjava
compartilhava transbordava a belinha querida Rê.
- Oba!... E faça sol e faça chuva e de
dia e de noite ali aí está o destacado pinheiro a árvore imensa em a paisagem -
comentava alertava a menina cor lilás.
- Seco em o exceto!... Os famosos galhos
galhada com grimpas em forma de taças e ofertando oferendas aos altos céus -
discursava a preciosa reluzente Esmeralda.
-
Des-cen-di-men-to!... Árvores no futuro que atingem
centenárias são do hemisfério sul América do Sul sul do B - destacava a
estimada dedicada estudante a Rê.
Subindo todos e sem parar sem paradas
ida e volta. Há mais seres vivos viventes vivendo em a grande árvore pinheiro-brasileiro
que em muitos países do hemisfério norte, diz dizem comentam as estatísticas as
comparações os documentos os relatos os aranzéis e regulamentos. E neste dia de
hoje subia pelo tronco da araucária uma fila indiana de insetos (inseto -
classe dos artrópodes que possuem 3 pares de patas 2 pares de asas 1 par de
antenas 1 par de olhos compostos, ex: insetologia, insetólogo ou entomologista)
as formigas (formiga - inseto himenóptero da família dos formicídeos que formam
sociedades perenes compostas por rainhas e machos e operárias, ex:
formiga-cortadeira ou oncinha, formiga-de-mandioca ou içaúba ou picadeira ou
quenquém ou saúva, formigueira, Formigueiro-rs, Formiga-mg, formiga-lava-pés,
formigão, formiga-caiapó). Esses bichinhos buscariam buscavam o quê? Alcançariam
o céu as estrelas a lua? Gostam de lua de mel? Procurariam procurando D e o
paraíso?
E a menina Lilás viu as formosas
formidáveis formigas-brasas escalando subindo trepando a casca cascuda da
araucária. Que quem show! E ficou admirando admirada toda chocada na parada. E
as formigas subindo. Umas voltando. Que a menina teve uma ideia iluminada
luminosa brilhante magnífica e foi botar o dedo para interromper a fila olímpica
dos insetos. Mas pra quê! Com que ideia, guria!
- Oi!... Acho que vou interromper a
subida destas pequenas bichinhas, é - que a menina queria saber como se desfaz
uma fila de formigas e por quê.
- Olá!... Quanto tempo elas levam pra ir
até o topo e voltar, hem?! - que a Lilás se preocupava mesmo muito com a vida o
dia a dia das formigas.
- Oh!... Suponho que pensam elas que o
céu é o limite? Será que se enganam e caem nessa conversa? - a mina repensava
se a ilusão dos insetos formidáveis era correta.
- Ou!... Por que as formigas são tão
insetos são tão pequenas são tão brabas, meu?! - que a guriazinha tinha
questões a resolver com o tema das formigas.
“Olê!... Eu acho que ser uma formiga é
muito... e são tão pequenas!”
“Oito!... De quantos passos exercita uma
formiga... assim, diariamente?!
A Lilás tentou interromper a subida das
bichinhas. Depois foi tentar localizar o ninho das mesmas. E ficou no meio do
caminho entre um buraquinho no chão e o alto da copa do curi ou
pinheiro-de-são-paulo. E do centro da terra ao alto do céu.
- Oba!... Pra que tudo isso, gente! - a
admiração tão grande pelas pequenas e diminutas formigas insetos que só pensam
em trabalhar dia sim e outros também.
- Opa!... Eu se fosse formiga
descansaria nos fins de semana, é - era uma boa ideia que a garotinha gostaria
de lembrar recomendar para os insetos famosos.
- Ouro!... Assim mesmo igual aos humanos
são de várias espécies e de várias localidades ninhos formigueiros cidades -
muito interessada a Lilás, 10 corridas ao sol.
O sol é dos dias de o verão de a
primavera. O sol tem ouro quilates cores irisadas arco-íris (ouro - metal
dourado e elemento químico de número atômico 79, símbolo Au, ex: Ouro
Branco-mg, ouro 18 quilates, ouro em pó, Ouro Verde do Oeste-pr, ouro negro). O
sol canta, ‘ti-ri-ru-riiii!...’ e toca tambor, ‘tom-tom!, tum-tum!...’ no bumba
meu boi (grupo folclórico Matolão, em a rua da Guta-Percha esquina com a rua
Choldraboldra). O ambiente muito receptivo da praça Intervém. O inventário
faunístico dos dias ensolarados está bonito e especial e os mais gritantes as
mais apelativas como assim apitar taralhar gorjear remedar zinzilular amiudar
cacarejar e pula-pulas-assobiadores (é exclusivamente encontrado em capões de
mata), mariquitas (o período reprodutivo se dá entre os meses de agosto a
novembro), vestes-amarelas (o macho tem cabeça e uropígio e região inferior do
corpo em amarelo intenso, o bico e o loro são pretos), sargentos (distribuição
se limita à porção litorânea e extremo sul do rgs, vocalização pouco melódica
emitindo tímidos agudos, ‘oi-piiiis!, oi-piiiis!...’),
caminheiros-de-unha-curta (essencialmente insetívoros), tuques-piuns
(abundantes na primavera e verão). E mais alguma coisa e outra, tenho que dizer
ou desdizer, e já as novidades que vêm pra modificar a lógica impossível da
natureza.
O sol andava derivava assim quem sabe
ele saberia já entende e assim ocioso precisamente neste momento e apear
passear enlear cear atear lisonjear hastear granjear estrear idear. A nuvem as
nuvens a bruma o envolveu como numa capa de verão 40ºC. E tanto este sol estava
tanto que falou com a garotinha Lilás:
- A la mandatário!... Bom dia e dia bom,
menina Lilás! É pois que sim você mesma, cor exótica lilás? Te reconheço -
falou o sol espiando um raio dourado entre as nuvens meio que na névoa cerração
e procurando o campo amplo a Terra o planeta.
- Oito!... Mas é uma surpresa e tanto,
meu caro Estrelato! Sempre faz um bom tempo e um bonde de dia, né mesmo?! -
devolveu o cumprimento a guria Li.
- A la colaboração!... Sei que tenho
obrigação de esconder ouro e tesouros peças douradas e etc - passou a relatar o
único o principal o maioral dos céus e do éden.
- Oxalá!... E você o sol o maioral da
galáxia vai aonde este dia para onde te bandeias em estas horas parciais,
tchê!... - que a menina boa e simpática começou a cantar e encantar entoar uma
chamada hilária ao majestoso sol Estrelato.
- A la malhação!... O mundo aí da terra
a Terra foi sim se esqueceu de mim - foi assim falando esticando os raios uv e
toda sua força quente energética o astro-rei.
- Ou!... E como você sabe e tem certeza
se você nem desce até aqui, meu amigo?! - indagação muito apropriada pertinente
sensata da menina cor lilás.
- A la circunstância!... Nem tenho como
chegar aí pois que minha caminhada é no nada no escuro no vazio, entende?! -
justificava lembrando o sol do sistema solar.
- Obrigada!... Digo que você é dos
nossos e nem abrimos mão de você, muito meu parente e amigo de verões e praias
- comemorava comentando a prestativa Lilás.
- A la gabaritado!... Se te comprovo que
das 24h somente irradio 12h... hem?! - ele o sol dando a entender que tinha
metade do dia para reinar e governar e imperar.
- Olê!... Mesmo assim muito obrigada por
tudo pelo calor pelo verão pelas belas praias da ilha de Santa Catarina, valeu!
- se empolgou agora a mina tão-galante.
- A la benfeitorias!... Onde estão onde
ficam as gentes que têm precaução pra bronzear e rolar na areia fofa? - que
esta era uma alta interrogação ensolarada do sol.
- Oito!... Ninguém tem tudo e ninguém é
100 por cento, seu dourado - comunicou lembrou falou aclarou a menina,
adoradora da região dos lagos em rj.
- A la excelência!... Como está o valor
do ouro em barra, meu amor? - um pedido do sol e como desencardo de consciência,
seja em reais ou em dólar ou euro.
- Ouro!... Reconheço que estes valores
nem são de minha fé, emboralá!... - falou por fim desabafou a fascinante Li,
comentando sobre o valor dos dinheiros.
- A la hipótese!... Digo isso e repito
isso e aquilo porque, você imagina, todo o ouro do mundo vem de mim mesmo. Isto
digo agora e sempre, oquei?! - foi a sentença a declaração raçuda do sol, este
esplendor reinante desde o princípio do universo.
- Ou!... Sim, acho que sim. E você
brilha e aquece como uma estrela dourada. Tudo isso é fato - comentou relembrou
comemorou declarou a mina Lilás.
- A la cabimento!... Mas nossas
histórias continuam aí e aqui, conforme - comemorava o Estrelato, este ser de
outro planeta e este ente dono do nosso sistema.
- Oie!... Se existe uma coisa no mundo
que sou fã incondicional... é de você o sol, ahahah!... - declaração bem
festiva e até risonha se rindo alegre bem disposta a Li.
- A la processo!... Que bom que você
curte. Que bom que sou bom pra ti, mina Li - agradecia o seu Estrelato, sujeito
sempre bem visto nos verões por aqui área do B.
- Ora!... E por que a lua é redonda como
bola de prata como peça de queijo como prato de louça, hein?! - altas dúvidas
da estudante do ensino médio a Lilás.
O sol se pôs e o sol se punha lá longe
no horizonte oeste montanha de se esconder até de manhã. O sol passou o dia
andando no domo na esfera beirando a cúpula esferoide. Que bagagem, meu! E
noite alta madruga as estrelas distantes começam a perceber que cabe um
recomeço. Mas estas deidades são de lá muito longe mandando ondas de rádio
indecifráveis ou bem desenvolvidas. Um universo incontável e desconhecido e
flexível, reconhecemos desconhecemos. Parece sonho ou alta criação cheia de
mistérios e perguntas sem respostas. Que linhagem, meu! Tudo andando em roda
rotação girando ou só ilusão de ótica. Mas nem e mas sim! Vai saber, né?!
Uma hora de folga ela e a bíci mais o
celular f Sã (que sempre ia no bolso da bermuda e já viajando visualizando
metade pra fora que o bolso era pequeno para tão telefone). Assim, nem foi
surpresa Lilás chegar em casa e insistir na compra do celular m São (aquele
mesmo lá da vitrina). Que um era pouco e dois um casal suficiente.
- Olá!... Se meu salário é baixo então
vocês dois precisam me ajudar, né?! - interrogava a menina Lilás aos seus pais,
senhora e senhor de média idade e contando.
- Qual!... Se você já tem um celular e
dos bons, por que outro e a que preço?! - argumentava o papai que queria ver
lógica nisso naquilo e em tudo.
- Quê!... Você, filhinha, tem dois olhos
duas orelhas mas uma boca... Pra quem você quer falar pelos cotovelos, me diga
nem me esconda nada - dizia com razão a mãe.
- Olê!... Eu acho bom formar um casal
e... e eu também já prometi pra Sã que ela teria um esposo o São! - que a
menina queria o equilíbrio familiar celular, então.
- Qual!... Pra falar sinceramente... sem
rodeios... eu acho você muito preocupada com nada, fia! - colocou os pingos nos
ii o pai, sujeito que reserva o domingo para torcer muito muito pelo time de
coração o Internacional o Inter o Colorado de Poa.
- Quê!... Uma menina com dois ou mais
celulares vai ter que falar muito e demais. Uma hora vai dar bom dia ao quati à
quati à abelha ao zangão ao pinheiro-do-paraná... e assim por diante - definia
decidia explicava por a mai b a mamãe.
- Ou!... Que eu atendo as amigas com a
Sã e os amigos com o São. Esta é uma boa saída comunicativa, né?! - que a
menina já tinha seu plano de falar, tinha e tem.
Assim, que a história nem acaba aqui,
faltava a ela Lilás o dinheiro necessário e suficiente. E carecia e pronto? E
precisava mais grana e ponto? Sim, era prioridade para o bom negócio ter em
mãos no bolso os valores e o carvão e o metal e a adrenalina e o chapéu e o
lápis e o laço e a pandorga a pataca a luz o pilim o cacau o contado a gaita o
tacho níquel verba os ferros tutu legume cabedal as verdinhas... Sim, que o
dinheiro (dinheiro - meio de troca na forma de moedas ou cédulas e usado na
compra de bens e serviços já emitido e controlado pelo governo, ex:
dinheiro-papel, dinheirudo, dinheiro de plástico, dinheirento, dinheirama,
dinheiro em espécie, dinheiro vivo, dinheiro trocado, dinheiro à vista) era
tudo e muito e contava conta nessa hora do vamos ver.
Esclarecendo a situação pacientemente, a
menina preferia dois celulares mas tinha lá as suas boas ideias e concluía, e
cada qual com sua moeda de troca:
- Ora!... Quando eu penso na natureza,
eu vejo um par e um casal para sempre - é a imagem que Lilás tem do mundo e
também de justa razão razoável racional.
- Quê!... No seu aniversário ou no natal
ou fim de ano, os próximos, você vai completar sua coleção de celulares e pode
esperar - prometia a mãe, que mãe é mãe.
- Qual!... Sempre e com certeza levando
em conta as notas na escola no inglês na matemática no português na física
quântica e em geral - lembrava o pai, que pai é pai.
- Outra!... Um celular pra falar e outro
pra ouvir. Um aparelho celular pra dizer e outro para contradizer - e a Lilás
já pensava ouvia longe em negócio de comunicação.
Quando nem foi muito na manhã do dia de
semana na escola aula de antropossofia e ucronia, a profe Thainá Onomástica
Goma-Laca e perguntou indagou (dia - tempo que entre o instante do nascer do
sol e o do seu ocaso ou pôr ou sumiço; claridade com que o sol ilumina a Terra,
ex: dia a dia, dia sim e dia nem, dia lunar, dia cheio, dia do fico, dia
feriado, dia ferial, dia de Todos os Santos, dia de são Nunca, dia de são Nunca
à tarde, dia de anos, dia festival, dia artificial, diariamente). Esta
professora Thainá, muito estimada admirada pela galerinha e mesmo afeiçoada ao
seu eleitorado, gostava tinha a mania de perguntar inquirir perquirir e já perquirindo:
- Calma!... Que vocês querem ser
quando crescer, adultos e adultas? - a profe Thai tinha muito interesse nas
respostas que daí conseguia avaliar tirar o melhor de cada aluno a essência de
cada aluna e projetar o porvir dela mesma e da classe.
- Calma!... Eu quero preciso
necessito entender o que vocês procuram e nem encontram, minha turma! - abria o
jogo e se abria para os seus alunos a profe Th.
- Calma!... Um dia lá na frente lá
em o futuro... vou ver vocês distantes de mim e melhores - falava explicava o
que queria o que esperava da sua galera a Thainá.
A professora deu assim 1 minutinho
para a turma pensar. Um instante de tumulto, vamos concordar. Um instante de
repensar os conceitos, assim dizendo. Os estudantes se entreolhando entreolharam.
Os alunos comprometidos compenetrados, os alunos rolando nuvens no ar. Com mão
no queixo e dando tratos à bola. Olhando para fora da sala lá no céu lá longe
no horizonte da imaginação. Buscando uma nuvem volatilizada e com cara de balão
dirigível ou árvore ou abantesma ou troféu ou xícara...
- Calma!... Vamos às respostas,
minha gente! - voltou a professora TOG-L, olhos doces córneas reluzentes íris
mansas pupilas alagadas cor azulzinho fino.
- Ah!... Eu quero ser uma ave tipo
harpia e voar sobre a floresta - opinou o Tito.
- Oxalá!... Tenho que ter e terei...
um casal de capivaras que chamará já sei, a Sala e o Salão - desencantou a
Lilás, sorriso imaginativo achado no momento instante.
- Xô!... Quero e prefiro ser uma nave
espacial e viajar pelo espaço perdida no espaço sideral entre planetas e
estrelas e etc - voou alçando alto já na estratosfera a Rita, mina bela de
Minas Gerais e originária de Belo Horizonte BH Belô.
- Es-cru-tí-nio!... Gosto e quero
muito sorvete de açaí com mel de abelhas - era a Rê, já imaginando o quanto
seria bom tomar sorvete e picolé na praia do Retirinho.
- Lá-lá-lá-láaaa!... Quero ser uma
peixe e aprender a nadar desde criança, seja no rio no açude no mar ou na
barragem hidroelétrica. Acho muito bom mesmo e blu-blo-bloooo!... mergulhando -
declarou rindo acelerado agitada a riquíssima Pérola.
- Avante!... Uma soldado piloto
condutora de avião da força aérea e salvar a humanidade da extinção das
invasões dos ataques das guerras contra os alienígenas - ideia avançada da
Tina, menina tão-galante nobre seca sedenta por vídeos jogos.
- Bico calado!... Que eu sempre quis
ser uma nuvem e chover sobre tudo e todos, se é que me entendem! - ironia
irônica ironizou apoteótica apolítica valor agregado suave a guriazinha
Esmeralda, bem projetista ou projecionista.
- Ouro!... Que quero mesmo um casal
de capivaras e conversar com ele Salão e ela Sala. Posso conversar com ela e
ele? - que a guria Li estava nessa onda já estava.
- Grato!... Vejo e acho que os
pássaros gostam e adoram e apreciam andar na chuva voar na chuva e nem se
molham. A chuva é tudo de bom. É bom. Então eu queria passar o dia na chuva
como um passarinho, ué! - declaração aberta da Geo, que a tal quando mais jovem
ou mais adulta com certeza ia voar vai viajar de asa-delta.
O sol é sábio o dia é sábio as horas
são muito maneiras e sapientíssimas. Um 1 dia duração de 24h período
circadiano. E muita coisa acontece no mundo. O calendário gregoriano utiliza o
movimento da Terra em torno do sol para contar os 12 meses e os 365 dias. As
cidades crescem com o passar do tempo na órbita dos templos religiosos e com as
pessoas fazendo família. Todas as cidades têm igrejas salões de festa escolas
aeroportos rodoviárias e estradas e ruas e praças e mercados, forte Duque de
Caxias em a praça Almirante Júlio de Noronha no bairro do Leme (igreja - lugar onde
um grupo de pessoas se reúne com a mesma doutrina e ideias religiosas, ex:
Igreja Nova-al igreja-novense, igrejário, igreja ortodoxa, igreja matriz,
Igrejinha-rs igrejiense, igreja oriental; capela, igreja, catedral, santuário,
basílica). Vejam só os municípios vizinhos limítrofes de poucos km, São Sepé e
Fortim e Palhano e Caçapava do Sul (caçapavanos; lema, ‘Caçapava nem se entrega’;
tupi, ‘lugar de atravessar a mata’). Aconteceu acontece dessa desta forma
porque assim foi é descrito escrito. Quem conta histórias causos provoca um
terremoto no mundo paralelo. Que mundo paralelo é este ou aquele?
Que a menina Lilás olhava da janela envidraçada
fechada do quarto, olhava. Foi um dia de chuvas no decorrer do período da
tarde. A chuva caindo ‘chou-chou-chou!...’ tão óbvio, o raios amarelos
chicoteando o céu ‘faíscas!...’ obviamente, os trovões estrondos
‘bru-tu-tuuuu!...’ beldroegas na sequência, óbvio bem demais. E olhando lá pra fora
a minazinha guria, através da vidraça descortinada, viu um anuro pulando
saltitando ‘ple-fe!...’ e pra frente... O sapinho-de-barriga-vermelha (se
alimenta principalmente de pq artrópodes, ou seja, formigas e ácaros) muito na
dele e concentrado no seu mundo pula-pula... Um sapo com molas nos pés e isso
era novidade dentro das horas molhadas, meu! Um sapo saltador ‘ble-fe!...’ era
tudo que os olhos da garotinha nem esperavam ver (o que prova que a realidade é
diferente do nosso querer). Um sapo anfíbio ou uma sapa que D fez com emoção e sem
nem por quê. Quando muito, pelo estilo arrefecido de andar e pela roupagem e
pela cara e pela fala, o sapo era alienígena ou pré-histórico ainda antigo pra
lá de arcaico.
- Ora!... Que que o sapo está
fazendo aí na chuva, cara?! - exclamou Lilás, conversando alto consigo e
segurando o rosto a bochecha com o dedo indicador.
- Oi!... Sim, óbvio, está
procurando... Mas quer achar encontrar o quê? - mesma pergunta de sempre na
ideia da menina, como decifrar o acrobata anfíbio.
“Opa!... Se eu fosse sapo e nesta
hora, eu mesma pegaria um resfriado e gripe.”
“Oxalá!... O tipinho tem pernas mais
longas atrás. Caso sério: nem usa orelhas nem usa cauda nem pelos ou cabelos
e... dizem, nem possui dentes dentadura.”
O bichinho, ‘plô-blô!, plô-blôooo!...’
pulando saltando... de súbito para parando descansando... uma postura de
sapo... e retoma os pulos, ‘plô-quê!, plôooo-quêeee!...’ Estará com presa ou
menos ainda? E por que D inventaria o sapo e a saparia saltando com
desenvoltura, hem?! E olhe só, seria bom saltar, ‘plô-quê!, plôooo-quêeee!...’
na chuva em plena chuvarada aguaceiro como sapo pulando, ‘plô-blô!, plô-blôooo!...’
sem parar sensacionalmente?! E cada sapo no seu lugar um estilo pulando sem contar.
- Oie!... Será que vai aonde, o tal
e qual?! - debatia a guria, cruzando os braços.
“Olê!... Eu mesma se fosse sapinho...
uma sapa... ia ali num pulo e pronto.”
“Ou!... Coisa mais interessante.
Seria uma mãe sapa procurando comida para os filhotes sapinhos? Seria um sapo
voltando pra casa e pra debaixo da pedra.”
“Oito!... Sapos e sapas sabem nadar
mais que andar em terra. E isto é certo.”
“Obrigada!... Qualquer sapo...
qualquer bicho pequeno é sempre periclitante.”
E como pulava se exercitando no
mundo alagado chuvoso! O que estava pulando, se exibindo? Queria chegar ao
outro lado do gramadinho inundado... O que estava procurando e precisava
encontrar? Aonde ia aos pulos, ‘plô-tlê!, plôooo-tlê!...’ Tinha ideia de para
onde e tinha tem ideia de sapo ou sapa ‘plô-plô-tê!, plô-plô-têeee!...’
- Ouro!... O sapo casa com a sapa e
vice-versa. Ou será que a fêmea de sapo pode ser a rã? - a dúvida principal da
menina estava que sapa é a mesma rã.
- Oquei!... Esses dias quase
atropelei um sapo na calçada da rua... é. Mas foi sem querer... é. Nem eu nem a
Rolarroda podíamos adivinhar um sapo pela frente, né?!”
“Ora!... Já sei que sapos comem
insetos os mais variados tipos e formas. De repente eles esticam uma longa
língua pegajosa e... espléeeete!... capturam o inseto rápida e imediatamente,
léeee-pê-tê!... ou fléeee-pê-tê!...”
A menina conversava imaginava pensava sozinha
aí na janela observando detrás do vidro a respeito do sapo da aparição do
batráquio um legítimo anfíbio quem sabe um sapo-da-areia, ou um legítimo marido
esposa da rã-listrada (constrói tocas em áreas alagadas). Sapo olímpico
saltando obstáculos invisíveis. Que alegria ser sapo na chuva! A grossa chuva
tamborilando ‘pim-pêm-pêeee!...’ salpicando aqui ali por todo lugar e molhando
o campinho do quintal. Merecia merece uma foto para mostrar às melhores amigas?,
oi!... Descruzou os braços e pegou o celular, este inserido numa capinha de
couro fofinha lilás com fecho ecler fecho de correr zíper tipo estojo (para
evitar espatifar nas possíveis quedas). Merecia e merece com branco giz.
Merece!
- Oba!... Pode ser um sapo ou uma
sapa. Deve ser adulto e pai ou mãe de família - colocou imaginou a Lilás, mãozinha
segurando o pequeno queixo delicado macio.
- Olá!... Deve ser que os batráquios
têm receio de andar sozinhos - a guria já sabia por a mais b que esta ideia e
necessidade a aventura de buscar o diário alimento é muito arriscada perigosa
no dia a dia dos bichos e a lei do mais forte.
“Ótimo!... Se eu fosse sapa eu nem
saía assim sozinha na chuva... ou no sol.”
Procurou ela Lilás sentar na cadeira
FP e continuar observando a ideia de sapo a aventura do sapo ou sapa. Sentada
na cadeira feita fabricada artesanalmente de madeira e palha trançada, o preço
parecia o mesmo. Que, olhe!, será que o tempo ia ou nem ia pra frente? Tudo tão
automático no mundo da realidade quê... Daí a instantes a guriazinha deu a ele
o sapinho o apelido de Epa. Sem sobrenome ou... Epa de quê. E também ainda por
cima, os parabéns com palmas ‘plá-plá-quêeee!...’
- Oi!... Vai se chamar o seu nome é
Epa, e de hoje em diante. Nem posso perder sua amizade. Nem posso perder você
de vista... - declarou a figurinha Lilás, acondicionando os longos soltos
cabelos atrás para trás das orelhas flexíveis cartilagens.
- Olê!... Andar na chuva é um barato
que eu muito que gosto, é - declarava antecipava decidia debatia colocava a
menina, olhos tão mansos para olhar a chuva.
“Ouro!... Um dia menos dia nos
veremos outra oportunidade e noutra chuva...”
“Ou!... Esses anfíbios preferem a
água e nascem crescem no banhado, hum!”
“Oxalá!... Sim, tem pântano alagado
banhado por toda a parte e onde for.”
Falaria diretamente com ele o sapo?
Diria que já lhe deu um batismo? Abriria a janela com esta chuva molhando tudo?
Já tinha ideia de como agradar um sapo ou sapa? Já sabia pular imitando sapo? Isso
tudo era justo se pensar e levar em conta. Tinha precisava ir na internet ver
sobre a sorte de ser batráquio e a fama dos sapos.
“Olá!... Sapo casa com sapa e criam
sapinhos em dias de chuva, está!”
- Oito!... Observando o mundo o dia o
pátio debaixo de chuva, de dentro da chuva e sem guarda-chuva. Isso deve ser
muito massa! - considerou a menina Lilás, uma vez cartomante outra taróloga e
ainda astróloga mais numeróloga.
“Olê!... Quanto tempo leva um sapo pra
ir e cruzar este pátio sob a chuva?”
O sapo m ou o sapo f andava pulava,
‘plô-tê!, plôooo-tê!...’ se condicionando fisicamente na chuva tomando água da
chuva pegando a mesma chuva que D mandava. O sapo coaxava, ‘auchá!,
aucháaaa!...’ O sapo-da-praia era irmão mais velho parente próximo do
sapinho-guarda (rã de formato ovalado), rã-boiadeira (encontrada nos banhados
vocalizando, ‘rôu-rôu-ôooou!...’, entre as plantas aquáticas, macrófitas), rã-crioula
(pode predar insetos crustáceos anelídeos moluscos), rã-chorona (apresenta
glândulas na região dorsal e inguinal), rã-piadeira (distribuída pela área do
bioma pampa), rã-cachorro ‘láu-láu-láaaau!...’ (entre 24 e 29mm). O que é ótimo
e nem deixa de ser superinteressante, levando-se em conta os tantos charcos
para veranear.
“Ou!... Dizem porque come insetos e isso
foi um feito de D que os criou.”
“Oxalá!... Se sapa tivesse asas...
saberia voar... e seria uma sapa alada, sim!”
- Ouro!... A ideia do sapo deve ser se
divertir na chuva e nadar quando tudo alagar tomar banho aproveitando a época
das enchentes - olhava remoia as ideias mexia com os pensamentos a menina, mãos
nos bolsos da frente de a bermuda.
“Ora!... Que sapo sempre está sorrindo e
com calma, muita calma nesta hora.”
“Obrigada!... Gosto de ver sapo ou sapa
pular sapata, pló!, pló!, pló!, plóooo!”
Em janeiro de 2040, um dia depois do
caso do sapinho Epa em a grama na terra no espaço do quintal e sob a chuva
chuvarada alagando, a Lilás resolveu por livre e espontânea vontade... Sim,
resolveu por conta própria e livre arbítrio, mexer trocar os móveis de lugar.
Era seu dia de arrumação no quarto no cômodo. Era preciso por em ordem bem
ordenado o espaço de dormir, nem era? Então! Começando com deslocar transferir
realojar arrastar, ‘rá-ru-ruuuu!...’ e pra cá pra lá vamos ver ali como ficará.
“Olá!... Vou trocar de lugar esta
cadeira FP. E vou levá-la pra aí. Claro!”
- Ou!... É uma boa ideia que sempre
tenho e levo adiante. Estas peças reconheço e muito me interessam. Tenho tempo
e passo o tempo bom passatempo - pensava repensava comentava e fazia o que lhe
dava na telha a menina, se achando.
“Oie!... Ter móveis próximos é como
estar com parentes queridos.”
“Oi!... É o desafio encontrar apelidos
para estes meus móveis. E barbaridade!”
“Olá!... Esta cadeira já veio FP, e de
fábrica artesanal original e pronto.”
Atravessou o quarto arrastando a
cadeira ‘rôooo-rôu-ruuuu!...’ grande e de encosto favorável anatômico. De perto
junto da escrivaninha ou birô, onde podia sentar e estudar à vontade olhando a
tela do computa, levou a coisa pesadinha e foi depositá-la derrapando ‘riiii-rôu-rôooo!...’
rente da abertura da janela. Aí mesmo o posto ideal para olhar pra fora. E
ficou olhando a nova configuração rearranjo do objeto no espaço. E tentando
achar outro móvel pro lugar da cadeira, quem sabe o simples banquinho tripé.
Nem era um quarto ou cômodo grande nem perto de uma suíte, mas sim um espaço
maneiro e aconchegante cheio de móveis práticos necessários e na mania do
possível com a maioria da fauna os quadrúpedes. Feitos artesanalmente produtos
de madeira de floresta replantada empapados em verniz marrom amarronzado pardo
e algum ferro cromado (floresta - denso conjunto de árvores que cobre vasta
extensão de terra, mata; ex: florestação, florestal, florestar, florestoso,
Floresta do Araguaia-pa). Material madeira de reflorestamento descarte
descartada pela própria natureza, o que for.
“Oi!... E sim se eu tivesse mesmo
uma cadeira de balanço? Seria muito genial e balançado me balançando como minha
avó Amélia ou minha avó Augusta.”
- Oh!... Que vou adquirir uma mesinha
redonda e mais cadeiras - a menina planejava imaginava e tudo mais das suas próprias
ideias acomodadas.
“Oquei!... Parece que aprovo. Acho
que ficou bom. Parece que ficou melhor.”
- Ora!... Devo planejar esta mesinha de
canto com abajur... - olhando tudo conferindo fazendo lá e aqui os seus muxoxos
pensativa séria mãos nos bolsos de trás da bermuda alaranjada mãos na cintura o
cabelo caindo sobre os olhos mansos.
“Olá!... Móveis são objetos que nem
nasceram aí, confere!”
“Olê!... Preciso e quero povoar as
paredes. Quede cadê os quadros e cartazes?!”
- Olá!... Cadeira FP!... Tudo dez
mais oquei e ótimo? Que lugar maneiro, né?! - que a menina já se empolgava e
saia pulando hilária numa adrenalina.
- Oba!... Além de que olhar pra fora
é uma sorte e uma grande sorte, confere?! - e Lilás sentava na amiga com acento
de palha encosto maneiro já com muito gosto.
- Ou!... Vou encomendar um amigo pra
ocê, dona FP. E nem vai demorar muito que isso de esperar nem é comigo. E o
casal lado a lado na janela aqui do quarto, FP e... TU? Pode ser - prometia a
guriazinha acariciando os braços da cadeira preferida.
Os móveis que ela conseguia
movimentar ela já arrastava ‘rôooo-ru-ruuuu!...’ empurrava erguia controlava realocava
e transferia. Uma revolução no visual, no mínimo. Uma revolução audiovisual, é
mesmo. E trocou o criado-mudo (ou mesinha de cabeceira) de lugar. Passou o
móvel para o outro lado da cama, arrastando ‘ri-rôu-rôooou!...’ pegando puxando
pela aba do tampo. Olhou o caso feito e resolvido reconheceu seu valor e gostou,
espalhou o modesto pensamento:
“Ora!... Me diga se nem ficou melhor
e maior assim?! Quase, quase!...”
“Obrigada!... Móveis e em sua
maioria maiormente de madeira reutilizada.”
Precisava achar forças para ajeitar
arrumar remover o guarda-roupas. E a penteadeira com espelho de cristal, então!
Esta sim merecia todo o esforço. Essa sim merecia toda a atenção. E muita fé e
muita musculatura bruta. Uma foto? Merece!
“Oh!... Que aqui e agora vou
precisar de necessitar muita força de vontade...”
- Ouro!... E o quarto de dormir é meu
cantinho espacinho de aconchego - que a menina ia se achando valiosa importante
principal empertigada comovida.
“Ora!... Um guarda-roupas de solteirinha
somente 2 portas. Deve ser o básico.”
Aí olhou a cama de solteira. Era o
móvel mais imóvel que ela forçaria mover. Pesado só de olhar. E como resolver?
O que fazer? Que tal trocá-la de parede, hum?!... Um esforço empurrar para lá e
outro para cá e assim até que o objeto fique no lugar.
“Opa!... Será meu trabalho bem
trabalhoso. E se é pesado é queijo!”
- Oi!... Uma força que me esforço ao
máximo e crio muque - arregaçou as mangas finas da camisa de treinar abrigo
esportivo.
- Ou!... Tem lógica a cama encostada
na parede, hum?! - dedo afundando a bochecha, atitude pensativa calculando
prevendo ou tentando antever o resultado.
- Olê!... Vai daí uma ideia ou
outra, dona FP! - que a menina nem gostava de pensar solitária e bolar as
coisas toda hora imaginar e fazer refazer desfazer sozinha.
Se concentrou fechou a cara e fez força,
cara feia, e empurrou, ‘rôooo-ruuuu-rrrru!...’ E em várias tentativas várias
desistências várias motivações mais várias oscilações... até que conseguiu. E
olhou meio de soslaio meio de longinho meio de lado meio de frente meio que sim
meio que nem a sua obra feita e acabada e empurrada:
“Ora!... Se nem ficou ótimo,
uuuufa!... e o lugar mais espaçoso, né?!”
- Opa!... Temos que comprar mais
utensílios para o lar doce lar - se sentiu feliz com giz motriz e também se
autoabraçou com rompantes de muito alvoroço.
“Oba!... A cama parece outra o lugar
é outro e eu mesma estou em outro lugar.”
- Ouro!... Uns enfeites e decorações e
tapetes e babados e bibelôs e troféus e divindades sobre a prateleira em a
estante. Que tudo pode povoar e ficar a minha cara - a menina deidade comemorava
sorrindo satisfeita realizada discreteando.
- Oito!... Hoje em dia uma menina tem
que ter seu gosto valorizado e achado e distribuído pelo seu próprio quarto,
pronto falei! - declaração importante da mina.
“Oxalá!... Assim mesmo e emboralá!...
que seria bom mais uma janela, hem?!”
Achou tudo satisfatório e legal.
Ficou compensada e buscou o celular. Merecia uma foto? Merecia sim claro lógico
e ainda por cima ser mandada enviada imediatamente para as melhores amigas.
Merecia e mereceu, ‘pli-que!...’ Merece.
A Lilás tinha uma boa relação de
amizade e apego com seus pertences seus móveis e enfeites e apetrechos do
quarto. Pareciam estavam já muito próximos e amigos parentes. A cadeira FP, por
exemplo. Ela gostava tanto da sua cadeira que até ninguém podia ocupá-la. Era
mesmo de estimação e se falavam trocavam ideias e altos papos:
- Opa!... Veja bem, querida dona FP...
Você sim tem quatro pés e costas largas... - enquanto a guria falava a cadeira
escutava e com interesse atenta firme.
- Oh!... Atenção, carinha FP... Uma
coisa eu sei e comprovo: seu acento precisa de uma boa e fofa e moderna
almofada, tá limpo?! - e já ia ali no guarda-roupas buscar um pufe um
travesseiro uma almofada das bem fofas aconchegantes decorada.
- Oito!... Antes de mais nada, amiga
dona FP, preciso saber se você já se sente bem aí olhando o quintal? Nem está
melhor e mais panorâmico? - que a menina Lilás tinha seus sentidos ligados nas
coisas nos móveis nos utensílios e demais apetrechos.
- Dito dizendo!... É um luxo e uma
sorte grande olhar o pátio admirar as plantas e ver os dias de sol os dias de
chuva, etc - confessou a quadrúpede cadeira FP.
- Oh!... E claro está e já nem me
esqueço está de pé que vou e vamos escolher um amigo um marido pra tu. Pode
relaxar, cara dona de material madeira - que a menina nem esquecia que promessa
é dívida e cumpriria a palavra com a cadeira predileta.
- Dito dizendo!... Sim, pode ser e
muito me agradaria. Veja, tenho e levo e demoro muito tempo aqui sentada -
comentou comemorou a peça de sentar acomodar.
- Ora!... Devo prestar atenção e
olhar por tudo, gente! - que a Lilás sentia e precisava carecia que aquele
espaço fosse seu mundo mudado a sua imagem espelhada.
Se notava sim, reparando de perto,
que a cadeira de madeira e conhecida agora como FP, estava se sentindo mais à
vontade e pachola. Era uma amiga cadeira útil ainda material e veio vinda de longe,
comprada na loja Bicúspide/Bicorne e Cia, em a rua Francisco Iglésias no bairro
da Marrada. Bem longe daqui. Bem sofisticado acolá. O convívio aproximou os
tipos diferentes de pessoa e de móvel. Então, as duas amigas já se conheciam de
uns poucos meses um ano pra cá. O porte a altura a cor o peso da peça variava
conforme o cuidado o carinho da menina, que as duas geralmente se davam bem e
nada nada divergiam. Onde uma parava a outra sentava. Quando a garotinha
estudava a cadeira já sempre acompanhava sem interromper. A FP sempre preparada
esperando.
- Oh!... Já que ficamos tão de perto
tão justas e eu preciso de cadeira... - comentava buscando diálogo a menina e
manter uma conversa de entretenimento.
- Oba!... Preciso de você pra
estudar, meu! - reconhecia a Lilás, indo buscar a amiga e parente e melhor
companhia de junto da janela arrastando ‘rô-rôu-rôooou!...’ e a mesinha
redonda, esta fazendo as vezes de escrivaninha.
- Dito dizendo!... Fazer parte da
decoração é algo que me faz bem, é menina!”
A guria Lilás e a cadeira FP. Um
pouco já de existência ligadas. Olhando pela janela estudando dormindo
acordando sentando se embonecando. Uma precisava da outra pra poder sobreviver.
Quando a menina senta, a cadeira pensa e senta também. A menina é feita de
sen-sa-ções, a cadeira foi materializada de uma tora de bicuíba-cheirosa
(encontrada perdida soçobrada navegando ou à deriva ou encalhada, ‘blu-pêeee!...’
em o rio Pindaré). E uma cadeira demora pra nascer, e passa por muitos
processos, e vem de longe. E uma árvore cresce, cai no rio, vira artefato um
utensílio um instrumento um objeto de sentar em a mão do artesão (rio - curso
de água natural e corrente de uma parte mais elevada para uma parte mais baixa
e que deságua em outro rio ou lago ou mar, ex: rio perene, rio temporário, rio
obsequente, rio Piqueri, rio Juruena, rio Arinos, rio Sepotuba, rio Banabuiú).
Então a árvore é tratada como tronco caule tora e a madeira como matéria-prima
lenho e o móvel como artesanato utensílio necessário para o conforto lazer
aconchego doméstico.
- Olá!... Assim é e nem deixa de
ser. Você FP é minha amiga. Agora ocê e eu somos nóis somos amigas e nossa
amizade é longa duradoura pacífica enorme legal - e a menina abraçou a cadeira
num gesto magnífico de muita amizade sincera terna.
- Dito dizendo!... Nossos dias estão
aí e só começando - disse com emo a FP.
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