Parque Moscoso, Vitória. Quando sai
a noite e inaugura o dia a dia, o trem passa repassa destemido. Quando vem o
dia nasce a manhãzinha, o trem passa repassa turistando. Pérgula e caramanchão,
plantas flores até a cintura.
Do oitão do hotel Igaci. A manhã aurora
e crepúsculo a cidade o céu tudo a ver. E gostando de ver e rever amanhecer ir
vendo vai vendo olhando longe alto soberbo.
- Reparo repare. Que o mar está sempre
aí...
Mate-amargo matear mateou até ver o
dia apontar pontear sobre o mar. Em seguinte seguida, o café da manhã no
refeitório da pousada. Pensava respirava ruminava mastigava degustava imaginava
engolia digeria filosofava.
As árvores, e quem mais?!, ao longe
da rua Francisco Lobo da Costa e assim bracuís alecrins-do-campo guaricangas
amarilhos e agrupadas figueiras-bravas alinhadas talás-verdadeiros caraípes
guajiçaras hierarquizadas sapucaias marias-moles cacauranas e umas aves
hesitantes uiriris tapicurus saíras-douradinhas gaturamos-reis sons cândidos
pipiar pipilar marrecas-rãs mães-da-taoca pica-paus-barrados.
- O tempo, hem?!... Deve ficar firme
o dia todo, aposto.
Um boné de time de futebol e a
paciência nos olhos. Ia de visita a BH. Ali atentar com o semáforo, uma ponta
de animais ou autos, animalada. De moto ‘berém-berém!...’ e capacete jaqueta de
couro; a cavalo alazão ‘po-co-to-có!, po-co-to-có!...’ e chapéu amassado na
testa com barbicacho.
- Certo que sim! Se mede c’os passos
pela troca de orelha os dentes.
Zoada do vento em ventania. Prédios
firmes espertos prontos neutros, rodeados de estacionamentos de carros e motos
e bicicletas. Rua abespinhada exasperada e avenida Manoel Ribas e seguindo reto
para leste a rua Capitão Antônio Pedri (bairro Mercês). Carros condutores
conjunto da obra e açodados apurados acelerados ligeiros apressados turbinados.
Sons de ‘pi-pi-biiiis!...’ E as seguras contingências eventualidades fatos
imprevisíveis. Comoção, comoção!
Cavalgava ao lado dos carros e como se
fosse um deles de lata e latão, ‘totocó!, totocóooo!...’ os passos quadrúpedes do
pingo Vaga-Lume. Seguidos de perto observando observados pelo cão fiel
preparado quadrúpede o Avião, ‘rau-rau-rau!...’
- Que trio incrível! Ao mesmo tempo
incrível e trindade!
O rio Itatinga o bosque São
Cristóvão e a rua Cyro Martins. Já co’as casas dos condomínios outras ruas e
avenidas mesmo uns latidos alaridos ‘brau-brau-braaaau!...’ avisando alertando
provocando instigando.
- Ei!... Bom dia, índio velho! Como
te vai?!
Caminhavam ladeavam ‘polocó!, polocó!...’
e nada de trote, os dois centauro nem olhavam para trás, para frente vez e
outra os lados de banda de soslaio. Mão dominante a destra. O pulso firme preso
segurando o rebenque a açoiteira. Também pra cima contemplando o tempo o céu se
revirando. Ouvindo música com fone; as ruínas do Congo Soco. Aguardando
aguardavam o dia completo cheio sair que logo ia estava quando muito surgindo
surgir de dentro do oceano.
- Tchau!... Volte sempre!
Tudo ganhando forma e em geral
geralmente brotando, ouro limpo.
Na rua Raul Pompeia parou comprou
por 10 reais um pacotinho uma caixa de rapaduras. Os automóveis braçudos
bradando, ‘ru-ruu-ruuuu!...’ mais alto e os motoristas habituais. Senhores cilíndricos
a um círculo circular circuito e cíclico.
#
Pedro Nolasco, Cariacica. Ao mesmo
tempo ele viu tudo que precisava reconhecer. Ao mesmo tempo sentiu que existia
e era ali que estava.
- No vazio das horas navegam
suspiram respiram cintilam flutuam espectros, guelém-guelém!... – destravou
destacou dona Merluza Invite Pichorra (boné, calça comprida, camiseta, tênis),
descendente da tribo tembé e patroa de glebas pátrias torrões leivas a perder
de vista, com excesso calculado alto requinte apuro extremo mesureira também
sempre ao dispor – Nem sei o porquê, mas te digo assim mesmo: ouço o trem vejo
o trem e isso me apressa. Este horário é melhor? Sei o que tenho de fazer e
faço meus afazeres, porém todo esse guelém-guelém!... me apressa. Meu jeito de
ser, seu jeito de bater ferros. E invariavelmente... de repentemente...
subitamente... verão quentinho... de pronto... O que me aparece? A fera máquina
arrastando comboio!
O trem é um bicho gentílico.
- Acabei de comer a última broa de
milho. Estou satisfeita – comemorava contava recontava a dona Iecuana Pompom
Coradouro, moradora no distrito de Taiaçupeba em Mogi das Cruzes, roupas
florais e bolsa de nylon marrom e lenço amarelo no pescoço e meias com
sandálias de tiras de plástico – Por que será que tenho que aprender? Por que
será que tenho de saber isso e aquilo? Desde a adolescência queria muito
conhecer e andar no mato na selva na floresta pesquisar plantas cheirar flores
conversar com os colibris. Depois, um dia... do nada... de súbito... como se
fosse de repente... Quem me aparece? O lago Simão, em Bertioga!
Porque o trem passa e por que contar
a ficha técnica do livro, editorial comitê editorial assessoria editorial
produção editorial supervisão de produção revisão diagramação capa resenha divulgação.
- Alguns meses distante fora longe,
e faz uma diferença.
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Flexal. O rapaz cavaleiro embarcou
no trem a cavalo. Noite estrelada, dava pra contar contá-las de tão claro de
tantas. E cintilavam umas piscavam perto longe caíam subiam os astros as
potências siderais cósmicas.
O trem é 1 um bicho admirável.
- Logo na entrada do rodeio... tá
vendo?! – disponibilizou esta a senhora Ibiranhirá, natural de Novo Oriente de
Minas, idônea apta capaz competente solerte.
Encontrando o trem e desejando um
mundaréu de obviedades, estrado tablado tabla palco picadeiro trampolim.
Partes importantes do cavalo,
cernelha (o pescoço encontra as costas) dorso (coluna vertebral) lombo garupa
flanco (lado) e peito. Os membros são as mãos e os pés as patas.
O trem chegou e já brotou do tempo.
Cargueiro ou carro puxado por juntas
de mulas (animal híbrido) e conduzido por carreteiros. Por sendas sendeiro
vereda atalhos caminhos estreitos. Borda beira margem orla cairel de o rio
Casqueiro. Oportunidade.
- Durante minha missão, ainda...
Sim, tenho dúvidas e virão as surpresas.
Quando pega o dia o trem passa
repassa reponta enxota guasqueia guasqueando animais em certa direção.
Gado tambeiro doméstico manso.
Animal guaxo guacho. Com um estilo que estava o seu estilo. Fôlego arfante e
anda ao tranco trote curto devagar lento.
- Que é de? Quede? – alterou seu tal
e qual formando sândi modificando o som a escrita e contou o devaneio a jovem
Uirapiana Rociado Mantença, residente em a rua Arapongas próxima à longa avenida
Augusto José de Sousa (Alto Paraíso) – Eu pensei: “Minha roupa cosida
descosida”. Ela, eu mesma, pensou repensou: “Cozinha cozinhar cozimento”. Eu
decidi e fui até o majestoso laranjal, aclive íngreme encosta lomba lombada. No
braço em arco uma cestinha de vime descascada, encher atopetar abarrotar.
Muitos pés de frutos e os pomos maduros amarelos alaranjados. Sob o céu
responsável do sol amarelo dourado ouro 18 quilates, brilhar rutilar fulgurar
resplandecer. Ela, digo eu, esticou o braço e conheceu a primeira laranja na
palma da mão a segunda fruta madura a terceira tentação adocicada, terno
trilogia trindade trio. Aí foi que me surgiu... do nada... de repente...
insólito... raro e raríssimo... O que foi que me apareceu? O
beija-flor-brilho-de-fogo!
Porque o trem passa e por que contar
as casinhas, visse visses víssemos vísseis vissem...
#
Fundão. O vento soprava assim forte
na esquina do tempo, ‘vá-vuuuu-váaaa!...’
Quando entra o dia o trem passa
repassa consumido tomado mermado reduzido.
- E se fosse de sua lavra?
Porque o trem passa e por que contar
as coberturas, fantasia lenda história reconto sonho devaneio causo magia.
O trem era estava ali um 1 bicho
alienígena.
- Sobre nós todos, nem é?! Logo logo
as montanhas têm uma atração interessante inveterada arraigada – já dizia a
moça Biju Teteia de Bigorna, se encolhendo de arrepios de frio na poltrona do
trem que corria maneiro e ‘lenga-lenga!, lenga-lenga!...’ – Seguíamos o guia,
um senhor seu Caçapa Murundum, e este caminhava na frente trilha erodida acima.
A hora cedo com temperatura baixa demitida defenestrada marginalizada. Éramos
oito lépidos e algum já dizia e repetia, ‘cerração no morro é chuva no couro’;
outro lembrou, ‘cerração baixa é sol que racha’; uma terceira ‘muito tanto e
sem quantia’; um rapaz de São José dos Ausentes, ‘fazer e desfazer de finanças
feitas e desfeitas que ainda fizeram e desfizeram’. Pois as nuvens estavam
atrapalhando em direto os raios do sol solares. A neblina naquele instante
tapava nossas fotos exemplares autorretratos. E por que viéramos? E quais
sortilégios? Chegamos na beira do precipício em meio às nuvens enoveladas
fortes ventos empenados entortados desvairados. Nomeio a vista deslumbrante e
suas cachoeiras, cachoeira da Pedra Branca e cachoeira dos Meteoros. Se ouvia a
natura estalar, ‘fio-fio-fiuuuu!...’ e alegre e contente e jovial. Toda uma
natureza genial. Num átimo... de chofre e sem aviso prévio... de repente... num
passe de magia... num gesto divino e natural... abrindo descerrando as
cortinas... e uau!... Que mais me aparece? O cânion do Funil!
#
Pedro Palácios, Ibiraçu. Ajeitando
os avios de mate.
O trem, descalabro maturrango
trastalhão encarapitado tratante trastejão songamonga abetumado, dispersa
lonjuras esbanjadas.
- É batata!...
Porque o trem passa e por que contar
os enredos, dedicação agradecimentos prólogo sumário atos (I, II, III, IV...)
capítulos (1, 2, 3, 4...) aos leitores posfácio anexo referências
bibliográficas.
- Sou apaixonada por quedas d’água,
e tu?
O trem chegou e já é trem e trem.
- Entendo o que você quer dizer, tá
ligado?! – comentava amparava a dona Araruta Dimanar Mufa, curiosamente
moradora da rua Jorge Veridiano esquina com a rua Luciano Barbosa Carvalho, e
muito safa trabalhou tantos anos em o serviço de cartório escrivã notária
escrevente tabeliã copista secretária amanuense – E digo o seguinte e ainda
mais a quem me ouve e me vê. A fábrica galpão logístico apitou 7h. As teorias
do sol com a lua e vice-versa, vaticínios e estratagemas mágicos. Café da manhã
com suco de uvaia e ou abacaxi. A ressaca a sede aplacadas. Alguma novidade
novata? As visões as ideias tomando formas expectativas perspectivas. E abrindo
várias frentes ou linhas de intervenção. Que uma dúvida eu tive e me perguntei
em voz alta: ‘Onde fica a terra dos mimos?’ E fui abrir a janela da frente para
a praça Tarsila do Amaral, e ver rever tudo que esperava confirmar àquela hora.
Um dia de sol majestoso com o céu azul-metálico, parabéns! E do nada... de
súbito e subitamente... quem diria?!... à vista a olho nu ao alcance da mão... O
que me aparece? A praia de Araoca!
#
Aricanga. O trem estava era 1 bicho
máquina positivo e vibrante.
- Nem perde a vaza, quer saber!
Porque o trem passa e por que contar
as chaminés, autonomia curiosidade brilho velocidade teletransporte telepatia
intuição.
O bom laçador cerra cerrando sua
armada, demonstra.
- Prudente e prudentemente. A
curiosidade só tende a aumentar, compreendo – falava a mulher Edícula Virola
Marchetada, proprietária do sítio em Cambará do Sul região próxima ao arroio Campo
Bom – E verifico obviedades naturais. Ninguém vê e ouve a chuva como eu, em
quê?! Sinto e acredito que o tempo atrai artistas dos mais variados ofícios e
estilos. Digo que vejo em a minha cidade um vento sul com o devido respeito.
Justamente e penso em muitas coisas tais e quais como: canas-do-mato,
chás-da-terra, juazeiros, carquejas-amargosas, muiratingas, cacaus-jacarés. Me
conte uma anedota nova, oquei?! E tanta notícia boa me causa espanto e as
ótimas vistas: o Soldados Sebold em Alfredo Wagner, cânion das Laranjeiras,
cachoeira Paulista em Doutor Pedrinho, rio Tubarão. O sol incendiava as
nuvensinhas? E fosse o que fosse... criaturas aladas, diurnal... coisa de
repente... de susto e num impulso... pa-ra-men-ta-das... O me aparece surgindo
alçando? O voo das marias-leques!
Encontrando o trem e desejando 1
mundaréu de obviedades, brinde gratidão inhapa gratificação que se deve ao
comprador.
- Hum!... Como sei quem sou?
O trem chegou e já despertou
curiosidades.
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Piraquê-Açu, João Neiva. O trem
presta muita atenção ao campo. Nuvens imensas esborrachadas meditando. O acaso
das circunstâncias. Beltrano descendente dos Beltranos de Joaíma (joaimense)
‘nós amamos e nós cuidamos’.
- Mas qual nada e vazio – comentou o
vendedor autorizado Jataí Pichel Garrão, bandana ornando a cabeça segurando o
cabelo, gestos pianíssimos suaves calculados.
O trem, eucaristia liturgia
catequese, dispersa lonjuras misseiras.
- É para ver a hora que quiser.
Muito bem a hora do almoço. A hora do jantar, ou pouco depois, se instiga a
contar histórias piadas concursos – já introduzia comentava o professor de
capoeira Cipoíra Macota Macoteiro, morador ribeirinho junto ao rio Silveira – E
nesse ínterim... Desenho escrevo inscrevo anoto calculo rabisco tudo em o
guardanapo de papel. Medito e digo recomendo falo de mim de todos e mais além.
Adoro sobremesas, pudim de leite condensado e quindim e compota de abacaxi e
sagu com sorvete de açaí. Tinha e tenho comigo que nessas horas uma boa varanda
excede. Nós os comensais nos portamos postamos sentamos nas espreguiçadeiras.
Olhando lá fora e falando olhando batendo papo rindo. Em tempo hábil, falamos
ouvimos contamos de palcos picadeiros palhaços saltimbancos malabaristas
trapezistas equilibristas. O que veio? Súbito um clarão seguido de trovão...
‘bru-bra-bão!...’ raios zigue-zagues saltando faíscas. Altos estouros estourou,
‘tru-tum-tum!...’ abriu o céu de rachaduras. E de supetão... repentinamente...
de sorte e sortilégio... despacho despachada... O que se me aparece? Uma chuva
que D mandava!
A pré-temporada já iniciou. Tropeiro
(cargueiro de mulas), carreteiro caminhoneiro.
- Soa honesto, entende?! O trem
chegou e já alquimia – partia repartia o ginete bom cavaleiro Chiru Barista Carreiro,
ofício exerce de tropeiro tropear tropeadas de Vacaria até Sorocaba, andarengo
que viaja andarenguear.
Cavalo douradilho de cenho cerrado e
olhar olhos cismarentos, esnobe alarife velhaco esperto. Flete bom bem arreado
arreios e com luxo. Um tipo urco também cavalo grande e forte. O pingo cascou
se sacudiu a velhaquear redomão caborteiro recém-domado trapaceiro. Alevianar
cavalo no piquete para torná-lo mais eficiente. Cavalos e tropeiros e a boiada.
Cavalhada potreiro mangueira.
Porque o trem passa e por que contar
as indumentárias, irmandade chorrilho enxoval atilho acervo xiloteca resma
maquinaria conciliábulo concílio.
- Que é?! Nem que a antropologia é
dando c’a cola na cerca.
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Cavalinho. Se pode chegar a
conclusões pertinentes. O trem, cultural religioso econômico físico político,
dispensa lonjuras vespertinas. Considerações gerais, divagações teóricas,
manobras estratégicas. Ao acaso das evocações.
- Ótima segunda-feira! E parabéns!
Porque o trem passa e por que contar
os vagões, badalar espocar pissitar blaterar trissar zunzunar reboar
tartamudear bramir chilrear gralhear coaxar.
Fazenda estância de gado touros po.
As lidas campeiras de gado de abate de corte e leiteiro. Mangueira curral
potreiro. Pealar pealo derrubar o animal ou rês laçando as mãos ou patas
dianteiras. Pastoreio pastorear, cuidar o gado no pasto. Várias inúmeras
centenas de atividades se somam contribuem para o alavancamento desenvolvimento
crescimento econômico do município. Aspectos físicos do município, área
(hectare são 10.000m² ou cem ares) relevo solo (estrutura fundiária, terrenos
ou agrário) subsolo vegetação clima hidrografia.
- Já fico cabreira. E ao que tudo
indica... – trocava ideias informações conversa fiada a manicure com alvará mocinha
Marianeira Catira Cateretê, mora ali em Galinhos entre a rua Ilha do Luciano e
a rua Walfredo Ribeiro – Sem chá de sumiço e sem chá de cansaço e com muito chá
de tempo... Conhece o cânion da Ronda? Naquela aprazível manhã de palmeiras
babunhas batendo tapas com o vento. Muitas gentes passavam de carros e ônibus e
barcos e ferrovia. Entre a casa e a rua temos o jardim com caramanchão,
cipó-de-coração. Saindo de casa para atingir a praça do Tabelionato e já se
pega ainda se cruza o viaduto da Muvuca. Justo agora? O mundo é lotado de terra
e céu. Vou pensando nisso. Vou explicar a minha opinião. Tudo muito bem
organizado, matula alforje farnel. Onde mora o rio Lessa? A bem dizer, num
prédio ao lado da rua principal Anita Malfatti do bairro Murucu conhecemos a
biblioteca José J. Veiga. Prevalecia contavam sempre contam, e ponto pacífico
ou investigação paralela, que o mar está ali por perto. Me acostumo com o mar? E
estas referências nem fazem mais que obrigação aparecerem nos cartões-postais.
E quando menos esperava... de repentemente... diametralmente... E quem quem quais
me aparecem? A galinha-choca e galito e galinha-do-mato e (os originários) galibi-maruorno!
O trem, sorridente e monstruoso,
montou em a sua bandeira galhardete flâmula bandeirola.
#
Maria Ortiz, Colatina. Gastronomia:
churrasco, arroz de carreteiro, pirão, feijão mexido e doce de batata-doce,
paçoca de amendoim, doce de abóbora, cuscuz assado.
Biriva biriba descendente de
bandeirante, tropeiro de muar, colonizador pioneiro.
Porque o trem passa e por que contar
os pingentes, admiração aplauso reprovação interjeição alívio assentimento
suspeita animação apelo afugentamento.
- Minha visita foi breve e
passageira e leve – comenta o passageiro do trem, seu Muxicão Mansão,
trabalhador do fórum e testamenteiro e contador despachante em Poços de Caldas (poço-caldense)
– Muita gente fala, mas olhe o quê. Uma multidão de gente circulando. Havia
cheiro perfume aroma de flores do ipê-amarelo. O parque José Affonso Junqueira
cerca da rua Professora Nicolina Bernardo. Alvoroço de aves e
bicos-chatos-grandes, mutuns-etês, gurinhatãs, saíras-de-chapéu-preto,
biguaúnas. E era estava raro incrível feliz. Ralas nuvens no céu. E vamos assim
e foi assim e é assim ainda, íamos por este postal. Eu mesmo no perfeito gozo
de minhas múltiplas muitas faculdades ótimas mentais. Displicente eu me dirigia
e sigiloso? Meus legados e ou antepassados? E assim do nada... magia mágica...
uma esfinge boa firme valiosa... de acaso e súbito... E quem me aparece? O imponente
mirante Edileusa Lóz!
Cavalo tordilho negro corpo redondo escarceador
crina lisa machinhos cascos pinças talões quartos firmes fome abismal rabo cola
cauda esfiapado paleta omoplata espádua avantajada (situada abaixo da cernelha
e acima do braço) olhos expectantes trote manhoso atrevidão e comumentemente
abombado esfalfado ofegante exausto.
- Asas douradas de ouro 18 quilates –
externou apontou a dama Itupava Cerro Escaramuça, dona de casa barreada e
coberta de quincha guenza torta fora de prumo na querência do pampa, mulher estoica
de uma introspecção admirável.
Quando o dia amanhece o trem passa
repassa manga d’água ou bomba-d’água e água-furtada e gota-d’água e brilho
d’água e filete d’água e queda d’água.
- Vou pôr um talento aí! Por se acaso,
e se me dá na telha.
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Itapina. Memórias certas incertas
próximas. Descascando abacaxi. O trem, novembros preenchidos de viagens
apetrechos de quitanda, dispersa lonjuras cúmplices.
Encontrando o trem e desejando um 1
mundaréu de obviedades, providenciar aprovar imprimir registrar publicar
divulgar.
- Eu diria até que sem deixar
rastros e vestígios – quem apareceu pra falar foi Sirene Trincha Panilha,
moradora da beira do rio São Miguel acercada da ponte dos Macuxi –
Aparentemente ninguém tem motivos de sobra pra nem apreciar sorvete de butiá.
Sim, muito pelo contrário. Conheço muito Águas da Prata e Andradas e Bandeira
do Sul. Reza a lenda que os quitutes eram mágicos e milagrosos. E que nem nunca
paravam de vender. De que estou falando? Os donos do negócio prosperaram e já
estão no patamar dos arquimilionários. É ou nem é exorbitante? E que nem parou
de crescer. Mas como veio e do nada... de repente... nem mais que de
repentemente... pingando ou quicando... rabeando... Quem me aparece apareceu? O
cavalo azulego sob o céu azul-ferrete azul-fino azul-celeste azulino anilado
azulíneo!
Apear distantes longínquas definidas
quilometragens e Castelo Branco, Costa e Silva, Emílio Médici, Ernesto Geisel,
João Figueiredo.
Porque o trem passa e por que contar
os escaninhos, rabo-de-maré rabo-de-arara rabo-forcado rabo-de-cutia
rabo-de-peixe rabo-de-espinho-de-barriga-preta.
- Oi!... Chama crioula ou fogo de
chão, né?! – comentou acrescentou a fulana dona Guaxindiba, moradora em a rua
Rovílio Costa, gente de cepa estirpe linhagem.
O trem era um bicho num dia comum.
#
Quilômetro 14 do Mutum, Baixo
Guandu. O trem era um bicho em toda parte.
- Que bacana! Sem palavras pra
descrever essa missão. Oi!...
Porque o trem passa e por que contar
os inequívocos, aliás retrós obus fusível convés requisito mesada evasiva
descortesia arnês manganês reveses.
- É bom quando faz sol e é bom
quando chove. Eu gosto do sol como gosto da chuva – comentava a avó Hélice Chanfrado
Felpudo, com sítio no sopé da serra de São Domingos e loja de cosméticos frente
a praça Doutor Duque da Rocha em a rua Joaquim Murtinho (Perdões-mg) – E digo
mais da seguinte forma e conteúdo. Havia mais de tantos anos que o povo do
bairro Pururuca consumia pamonha feitas a mão pela dona Cidreira Megafone, esta
minha amiga desde infância. Sabe que nunca trabalhei em fábrica? Sou aposentada
de repartição pública, que consegui por meio de concurso público. E olhe só.
Agora sou empreendedora e ou pequena comerciante no ramo da moda e da beleza
feminina. Tenho que idade? Se prefiro café ou suco de abacaxi? Portanto, meus
caros! Mas porém e quando olhei melhor... do nada... absolutamente do nada
nada... sem o sal da terra... Quem me aparece? Uma dupla vacante e jacente!
Assim, ali por fora, árvores de verde
umas azuis amarelas brancas encarnadas e aves sobrevoando os tempos pássaros
reticentes ao todo o som pesado do trem de ferro.
- Conto pra ti! Representa sua
espécie na altura da coirana-de-são-paulo, autêntica.
#
Mascarenhas. O tempo do tempo sem
tempo. O trem chegou e já em o cenário. Estransilhar estafar cansar fatigar. Discussão
consentida.
- Contudo, à guisa de pastas, os
papéis as agendas os cadernos os livros estavam todos arrumadinhos e em ordem
cronológica – analisava declarava relatava o seu Puruí Faixa Chique, nascido em
Caconde cacondense (serra dos Montes) e desde 2015 morador em Divinolândia divinolandense
– Ao que parecia naquele momento... bem, a chuva talvez nem tardaria e de uma
hora pra outra e da água pro vinho e de hoje pra amanhã. Olhei o chão
esturricado e vi que tudo precisava de chuva. Observei o abastecimento de água
da cidade e notei que havia muitas cisternas vazias. E árvores com as folhas
soltas dispersas no chão seco. O solo destrambelhado. Um disparate. E quanto
custava chover e cair canivetes? O vento empurra nuvens? Bem no meio desse
raciocínio... eis quê!... de supetão... como ímpeto e impulso... ligeiro e
solerte... O que ou quem me aparece? O trio tramela fechadura trinco!
Porque o trem passa e por que contar
os quebra-cabeças, zergulho tusto jimbra lã parrolo cominho borós chavo bago
estilha pilcha unto brocha joão-da-cruz.
- Ei!... Cheiro gosto prazer de café
estão muito bem, né?!
Quando entra triunfante o dia junto
com sol, o trem este tipo tordilho passa repassa estransilhado estralando os
cascos os ferros nas pedras paralelepípedos no asfalto nos trilhos na linha
férrea.
- Mas bah! Dizem o ditado e emendam a
terra gaúcha que é ‘boa por definição, querência por paixão, pago por profissão
e pátria por opção’!
O trem, planta molhando a terra,
dispersa lonjuras ambivalentes.
#
Aimorés. O trem era 1 bicho em
detalhes significantes. Equivalente. O trem chegou e já amarronado. Inusitado.
O misseiro fulano vinha originalmente de André da Rocha andriano-rochense
(homenagem ao político Manoel André da Rocha 497 município do rgs ordinal
feminino quadringentésima nonagésima sétima latitude sul longitude oeste altitude
700m). O trem, viajando o que tem de viajar, dispersa lonjuras tutelares.
- Posso ir por tudo isso e além!
Então!...
Porque o trem passa e por que contar
os remédios, marido-é-dia guravaca cocurutado maridedia maria-já-é-dia topetuda
bem-te-vi-miúdo maria-besta.
- Vocês esperavam por esta
informação privilegiada? – indagava interrogava a dileta a ditosa consulente
dona Lupa Turbina Caixa-Forte, comerciante com armazém de secos e molhados em o
município de Caldas – Uma coisa é certa, as sombras queriam partir e ou nem ir
fugindo por entre os dedos das horas na tardezinha. Eu mesma nem aguentava mais
de curiosidade e dúvidas. Isso podia durar quanto tempo? Isso podia ser mais ou
menos complicado ou se complicar. Eu sempre gosto de ver as plantas e
araticuns-folhas-de-salgueiro, babosas-do-mato, marajás-do-igapó,
araparis-vermelhos. Eu sempre de todo modo admiro os pássaros e bicos-de-brasa,
monges, besourões-de-rabo-branco, caneleiros-pretos, bicudos-encarnados,
sebinhos. São espécimes espécimens. Temporadas? E do nada nadica de nada... de
repente... su-pe-tão... naturalmente... E quem me aparece? A farra sonora do
bumba meu boi!
Encontrando o trem e desejando um
mundaréu de obviedades, bazofiar vanglória presunção presumir bazófia.
#
Resplendor. O trem está um bicho que
é hoje o que era antes anteriormente. A região da campanha ou pampeana. Apego ao
cavalo cavalar zaino estrela castanho-escuro é um animal velhaco velhaqueador
corcoveador. É também de tranco trote curto devagar lentamente moderado.
Inadiável.
- Sim, aquela vitória podem creditar
na minha conta – dizia resenhava o craque Laca, nascido em Botelhos e criado
revelado pro mundo do futebol aos 11 anos em Campestre – E eu pouco estudei e
muito já queria porque queria ser jogador de futebol. Dormia com a bola, quer
saber. Nada de extraordinário? E o que vem agora? Pra mim ‘o jogo é jogado e o
lambari pescado’. Sempre vai ser assim. A redondinha a gorduchinha é o mundo em
rotação. Lá entre as malhas finas da teia de aranha. E o que vem depois? O que
nasce com o dia? Do nada... de dentro da cartola mágica... de repente-mente... virado
em suco... imitado em grito... Quem me aparece? O gooooool de letra!
O trem, sotaqueador zombador mofador
trocador, montou sua garrucha comblé combleia comblenha.
- Opa, opa!... Quero gostaria
prefiro saber mais sobre o museu Guimarães Rosa.
Porque o trem passa e por que contar
as voltas do colar, tenho sido tenho estado tenho tido tenho havido.
- Sim e muito! Entendeu? Captou?
Sintonizou? – interpretou o professor Plastrão, da cidade de Fronteira dos
Vales, adelgaçado delgado emagrecido magro.
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Crenaque. Curso d’água e arroio e
sanga.
- Ou então, né, gente!... Se o ‘rio
fala e ruge é porque pedras ele rola’.
O trem era um bicho despertar de
cigarras.
Zaino estrela, cavalo bem encilhado
e amanonsiado amansado trocando orelha. Buscando campeando o gado pelo pasto
pelas ruas sesmarias. E já impertinente no galope. Os cuscos do lado acompanhando.
Cavalo justo escarceador brioso garboso.
- Ainda eu! Estou com fome com sede
com sono, tudo de uma vez.
O trem, chama flamância labareda,
montou seu porta-balcão portada porta-toalhas portátil portante portagem.
- Né, galerinha?! Separar de, decantar,
livrar e purificar. O que com que sempre me iludo – comentário pertinente do
funcionário público Crinudo Patrulha Tronqueirão, residência na rua Villa Lobos
junto do parque Aquarela Brasil, e que comentou recontou narrou o que segue -
As 4 gurias pularam do trensurb na estação Sapucaia. As amiguinhas cruzaram a
rua Manoel Serafim. Chegaram ao zoológico de Sapucaia do Sul. Compraram
ingresso/entrada para ver o casal de girafas, Faneco e Fanega. No caminho
visualizaram a ilhota com os macacos-aranhas, palhaços. Trocaram mensagens
macaquices e ouviram alguns sons primatas, ‘ru-tru-rum!...’ As gurias se
divertiam de montão e muito. Sentiram sede e assim foram a uma tenda de
sorvetes gostos de frutas. Cada qual degustou seu bom bocado quando, ‘tro-troão-ão-ão!...’
se ouviram trovões de explosões vindo de onde e por quê. E o parque inteiro e
todos se ouriçaram. Todos e todo mundo começou a correr sem nenhuma orientação.
Pernas pernadas passos corrida ligeira. E para onde? As meninas se movimentaram
aleatoriamente. O chão já tremia intermitentemente perdidamente. O chão ficou
periclitante. Pisando em ovos? O chão o solo ficou feito borracha ou matéria
plástica. Uma ventania veloz começou a uivar, ‘ruuuuiiii!...’ e vergou entortava
tudo ou quase tudo pela frente, em luta à porfia em disputa em competição. O
vento contra o mundo plantado fixo? As melhores amigas correram juntas alertas
e se refugiaram numa casinha. Mulheres grávidas velhos e crianças primeiro. Chamem
os bombeiros socorristas! Se abrigaram debaixo da mesa de refeições no
refeitório. As paredes balançavam e parecia que alguém ou algo muito forte
forçava por todos os lados: talvez um vulcão explodindo, talvez um colapso
terrestre. As meninas tremiam e as paredes trepidavam perigosamente. Seria o
quê? Estava para ser o fim ou o começo de uma nova era? As beldadezinhas se
entreolharam e nem ousavam falar alto. O teto caiu ‘traautê-tê-têeee!...’ e
veio abaixo com tudo e mais um pouco. Poeira para tapar a vista. As princesas
se jogaram debaixo da cama de casal e ali permaneceram tiritando de frio. A
porta veio abaixo estourou estilhaçou soçobrou. Do nada... e súbito... ainda do
nada... repentino... sem modéstia... noves fora... E quem apareceu na moldura,
quem? O valente canguçu!
Porque o trem passa e por que contar
os obeliscos, estado civil estado forte estado soberano estado vassalo estado
gasoso estado de guerra estado de sítio.
- Temos o dia livre pra sentar e
degustar um sorvete 4 sabores, assim!
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Conselheiro Pena. A praça Celso
Delmonto e avencas-de-espiga indaguaçus mognos-brasileiros lírios-das-pedras e
rua Patápio Silva e rua João Moura de o bairro Pinheiros. Boa e ótima junção de
fatores, rebuliço agitação confusão desordem. Se perguntam se perguntaram
responderam e ainda procuram ver se acham pistas. O trem chegou e já uma tarde
de verão.
- Quantas pessoas vêm no trem? –
dúvida da garota Gateada Caçoísta Guaribar, residente à avenida Manuel Pereira
Vieira, enrodilhada em si arrolhada encolhida.
Quando sai esse dia o trem passa
repassa açoita bate descamba desenrodilha desata desenrola a boleadeira arma de
bolear retovada em couro.
- A terra é generosa o mar é genioso
o céu é o limiar – confessava decretava a dona Varejão Orvalho Bento, residente
à rua Doutor Lívio de Freitas Silva esta paralela com a rua Professora Levina
Gonçalves Muniz – E entoei os cânticos consagrados. Sempre ao pé da santinha. Como
fabricaram os 4 elementos? O que faz aqui e ali e acolá o sol astro sistema
solar? Abri os olhos, obrigada! Alegria coletiva e devoção oferendas adoração.
E do nada... inusitado... de supetão... de milagre santo e santa... Quem me
aparece? Meu D e meu J, é NS Aparecida!
Porque o trem passa e por que contar
os chafarizes, o mármore a cal o alude a clâmide o tégmen a mascote o
lança-perfume a faringe o eclipse a ubá.
- Certo. Todo o tempo existe,
podemos ir.
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Barra do Cuietê. O trem, carnaval
festa baile, dispersa lonjuras avoengas.
- Nem é?! A gastronomia é a comida
de chapão.
O trem é um bicho do redemoinho.
- Outros parecia que nem podiam com
os milagres – relatava depunha a mocinha estudante de medicina Esfinge Leitão
Cabeceira, endereço em a avenida Israel Pinheiro junto à praça Joaquim Silva –
Vocês todos são meus filhos! A brisa incendiou os devotos. Quem foi a santa Aparecida?
Uma alta rajada de vento. A ventania foi aumentando significativamente. Velas
orações e fé. Parecia que escutávamos bochicho de detrás das nuvens bem altas. Creio
de olhos tapados, gente! Sou de falar, e falo muito mesmo, quando me perguntam.
O céu é divino. E do nada... repentinamente... sutil e suavemente... magnificamente...
embelezadamente... Quem me aparece aparece? A guardiã protetora mãe de todos os
brasileiros e do Brasil!
Porque o trem passa e por que contar
os sucessos, tempo local tempo de serviço tempo absoluto tempo composto tempo
das vacas gordas tempo universal.
- Se identifique! Por que estamos
aqui e agora? Isto é sério ou sonho?
Galpão de serviço, e maneado
maneador correia que prende o cavalo pelo pescoço. Lombilho peça dos arreios
aperos de montar, selim sela. Pegou a rédea rebuliço entrevero esbarrada
sentada trote e se mandou caiu fora entre o arvoredo e cabeças-de-preguiça
comandaíbas favas-contra... E ainda em o pique no auge no pico negaceando
esquivando gambeteando e catuabas catanduvas cutitiribás.
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São Tomé do Rio Doce, Galileia. O
trem chegou e já ufano. A rua Antônio Mariano Alberto de Oliveira os autos o
trânsito lhe deixavam sempre ou quase sempre assim numa opressora sensação de
perplexidade. O trem era um bicho meteórico. Solto o minuano, elementar.
- Joia! Como quando agarrar um
mistério.
Porque o trem passa e por que contar
as sementes, garganta/gutural bode/hircino aluno/discente água/hídrico
braço/braquial açúcar/sacarino caça/venatório/cinegético.
- Foi estava aquele rebu, vamos
dizer assim. O rio Candeias explodia regurgitava excedia nos dias de inverno no
norte – relatava narrava o senhor Pincel Ultrafino (morador cidadão eleitor em
São Sebastião da Grama), camisa de manga comprida arregaçada até o cotovelo e
caça comprida arregaçada até o joelho, pelo calor – Todos os motoristas,
principalmente caminhoneiros, tensos diante da cheia do rio. E atravessar de
balsa. E por que nem faziam logo a ponte? Enfim, um estado de ânimos
desconsertados desconcentrados desencaminhados. Vacilar até quando? Umas almas
pasmadas atônitas catatônicas em estado de choque. E de repente...
milagrosamente... do nada... material... substantivo concreto... temperatura
ambiente... E quem me aparece? O sol astro-rei e já abrindo as nuvens!
O trem, exangue exaurido debilitado
sem forças, dispersa lonjuras restingas.
- Conforme. Assim, vamos visitar
todos os parques e praças da cidade.
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Tumiritinga. O trem chegou e já
tordilho-vinagre. O trote entre o passo e o galope. Trote chasqueiro ligeiro
apressado.
- Oba!... Será que completa
completaria o céu? Acho que sim.
Porque o trem passa e por que contar
as histórias, mar de rebentação mar adjacente mar de proa mar jurisdicional mar
de água branca de mar a mar.
- Vagos pensamentos vagais vagões –
esboçava esboçou esforçou o provecto o mestre o conhecedor senhor Aramado
Guasca do Relicário, acrescentando ainda esmero ardil astúcia manha sagacidade
perspicácia.
O trem era um bicho em detalhes
significados significantes.
- A bendição que nos acompanha,
amigos! – completava acrescentava a senhorita Igara Meleira Criogênico
(habitante residente dentro do rio Doce, mais precisamente ilha Vista Alegre e cerca
da praia do Jaó), uma boca de lábios gordos grossos famosos de perder o fôlego (completariam
os especialistas) – Digo sempre e me lembro até hoje o costume bem romântico. Tardezinha
ou noitinha, etário etéreo étimo éter ético. A lua parecia aparecia aparece ou
deveria despertar a qualquer passo a qualquer sopro a qualquer momento. Astros
em órbita. Que espetáculo este céu! Está aí alguém que acredita em anjos? E sua
luz metálica (depilada depenada depredada dilapidada) era estava ainda hoje boa
e suave e macia. E sem aviso... do nada... sem improvisos... de nada e muito
obrigada!... atrativa... Quem me aparece? A festa o baile música dança cores
cocadas quentão fogos de artifício a alegria junina!
Tubiano cavalo com manchas brancas
em fundo de pelo escuro. Cavalo zaino sovina avaro forreta somítico. Chimarrão
o gado selvagem bovino equino. Cabanha de gado fazenda de criação de animais
reprodutores.
- Ora, ora, aro!... O acaso desperta
as curiosidades.
Quando entra e sai o dia com sol, o
trem passa repassa o pente em as madeixas negalhos cadeixos de cabelo.
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Governador Valadares. Conduzindo
animais por diante, repontar repontando. A tropa e tropeada. Invernada potreiro
piquete. Ranchinho com torrões de barro ramada em quincha de palha.
- Sem cerimônia. Como está o
ambiente tecnológico? Espero que sim.
O trem, atucanado aborrecido
apoquentado arrenegado zangado, montou em suas vicissitudes e
imprevisibilidades.
- Nem obstante... tive que pedir guarida
– contava relatava a mãe de dois filhos dona Idética Palácio Curu Ribanceira,
rosto perfeito de fêmea fecunda emoldurado por cabelos castanho-escuros
cacheados originalmente – Sim, o sol prosseguia sua nobre missão. Se o universo
é uma gota onde estaria o infinito, hem? Tenho a segunda-feira livre, concordo.
Que preços temos o tênis as meias a calça a camisa de futebol? Por exemplo,
aqui cantam os bem-te-vis-de-coroa-vermelha. Quando dei por mim... do nada...
super de repente... conforme um rio corrente... sem noção de debate... Quem se
depara comigo e me aparece? Um prato repleto de tapioca e suco de caju!
Encontrando o trem e desejando um
mundaréu de obviedades, vórtice voragem movimento giratório em espiral
espiralado turbilhão remoinho.
- É. Uma boa noite é sempre a
bem-vinda.
Porque o trem passa e por que contar
as avenidas, queira D ou D queira D-dará D-me-livre ver a D pelos pés estar bem
com D santo D meu D do céu.
- É só ir pra lá que tudo se
encontrará – testemunhou a senhora Gambeta Filamento, nasceu noivou casou
cidadã de Monte Formoso, voz timbrada som distinto.
O trem chegou e já propício.
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Pedra Corrida. O trem é 1 bicho em o
esforço convencional. Esta quinta-feira dia dois (2) de junho de dois mil e
vinte e cinco (2025). Adotar e caracterizar. Expedir a lei orgânica do
município. De acordo com a lei da ancianidade. Homologar ratificar confirmar
reconhecer promulgar e tornar público.
- De quê? Ainda bem que todo dia
temos um sol que nos desperta, emboralá!...
Porque o trem passa e por que contar
as gavetas, ouro 24 quilates ouro nativo ouro em pó ouro de lei ouro sobre azul
ouro-fio ouro é o que ouro vale ouro verde.
- D criou o céu a terra o mar e
acabou ficando rico – assim falava e dizia e recomendava o pastor de almas o
profeta Domo, morador e proprietário das terras altas da serra da Mantiqueira –
Dias antes de viajar e conhecer o encontro das águas rio Negro e rio Solimões. Mas
é preciso recompensar o viajante o turista. Dias depois de conhecer o Lençóis Maranhenses.
Podemos ir lá agora? Em o dia mesmo conhecendo o Cristo Redentor no alto do
Corcovado. Vale um laique, nem vale? Abro os olhos abra os olhos abrir as
vistas sobre do alto e Co-pa-ca-ba-na. Aqui mesmo neste lugar ou outro
qualquer, meus senhores?! De repente... de súbito... do meio do sertão e
floresta da Tijuca... procurando pitangas na pitangueira... fotografando ao
máximo... anotando o nome das plantas... Quem me aparece? Um bando musical os
uirapurus-de-costa-azul!
O trem, vontade grandiloquente,
dispersa lonjuras de odes líricas.
- E esta onomatopeia, parimpimpá!...
#
Periquito. O trem um bicho
cosquilhoso cosquento. A barba afeitada. Viajando na maionese. Lecionando em
banho-maria.
- Oh, sinceramente! Todos nós rimos
a bandeiras despregadas, rá-rá-rá-ráaaaa!...
O trem, um boi sebruno cinzento que
cometeu a rata fiasco gafe, montou apostila sebenta postila para estudar
geografia.
- Eu, eu mesmo, estava nos arredores
periferia da cidade – relatava contava cantava o curador de artes Bilião Gonzo
Bacairi, morador na avenida Suassuí em a ilha dos Araújos – A olaria fábrica de
tijolos queimava a todo o vapor. Onde há fogo fumaça tem forno fornalha
caldeira. O céu tem saída? O céu tem paredes? Temos professoras de canto de
artes plásticas de esportes radicais. Vamos nos banhar na lagoa dos Patos? Algumas
peças de artesanato iam pra outros Estados da federação e mesmo alguns
exemplares ao estrangeiro. Eu pago almoço eu pago jantar eu pago café da manhã.
E do nada... sempre o súbito repentino... de susto... cara a cara... espírito a
espírito... com voz ou sussurrando... Quem me aparece? O céu limpo longe azul e
sol a pino!
Porque o trem passa e por que contar
as dunas, brasilógrafo brasiliense brasília brasilandense brasileirice
brasilaçu brasileense brasilificação brasilofilia.
- Ei, pessoal! Até parece escolherem
o termo o assunto o tema.
O trem, premido apertado calcado
comprimido, montou quantidade de notas noterio ou cédulas de papel-moeda.
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Naque. O rio Pessegueiro afluente do
rio da Prata, rgs. Espraiado rio espalhado piscina natural. No rio Turvo a
cachoeira Branca, queda d’água cascata salto catadupa catarata. Estâncias e
fazendas de gado. Limites vizinhos vicinais e Jequitinhonha, Felisburgo, Santa
Helena de Minas, Águas Formosas. O rgs tem 497 municípios com 11,4 milhões de
habitantes o quinto em população o sexto em tamanho com as cinco maiores
cidades: Porto Alegre, Caxias do Sul, Canoas, Pelotas, Santa Maria.
- Venha fé e esperança. Quanto mais
quando muito e você dançará cantará.
O trem, embaciado embaçado
obscurecido, montou seu quebra-luz quebra-sol brise anteparo.
- Sim, se fosse diferente nem teria
acontecido – compartilhou disse narrou a dona de casa Alcaiata Ecolalia Iode,
mãe de 2 filhos casal moradora na rua José Marquês Pedro cerca da praça Ademar
Pinto.
Porque o trem passa e por que contar
os viadutos, até debaixo de água esquentar água ser aquela água tomar uma água
de primeira água claro como água.
- Demorei mas aqui estou e cheguei.
Atraso me atrasei mas nem me esqueci – cumprimentava chegando e se declarando o
professor de ecologia Cotão Guapeba Cenhoso, apreciador e morador das cercanias
do parque natural municipal Emiliana Marques ou Dona Sinhá – Venho aqui sempre
e praticamente é minha casa meu lar meu chão onde eu deito e rolo, quer saber.
Este ambiente é que me sojiga sojuga subjuga, quer entender. Olho as palmeiras
curuatingas com leques e cabeças verdes arredondadas. Será isso e aquilo a
chave para entender o cosmos? Nem se pode brincar com coisas sorteadas. Os
turistas gostam de ter sorte acaso. As fazendas plantações pastos mato fechado
capões bosques lavouras de trigo milho e soja. O gado pastando no verde. E do
nada... de onde e como e por quê... de repente... sorte... criatividade...
incrível... maiúsculo... Quem me aparece? Um óvni disco voador alienígena!
Gado alçado bravio selvagem
desgarrado. Afamiliado ou aquerenciado acostumado a 1 lugar ou companhia. Brete
corredor estreito pequeno curral. Caminho corredor entre campo cercado, passo
lugar de passagem num riacho.
- Pois te explico. Queria continuar
com os meus quitutes, sabe?!...
O trem um bicho verde-gaio.
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Frederico Selow, Perpétuo Socorro.
- Chegamos, enfim chegamos ao
terminal Rita Maria em a Florianópolis – informava relatava compartilhava a guria
Pecapara Peçuelos, localizada moradora na rua Professora Maria do Carmo com a
rua da Paz, cabelos pretos longos lisos suaves perfumados (sempre) - Fomos
descarregar as bagagens no hotel Uirapequi. Pegamos o vlt até o bairro da
Trindade. Pegamos o latão urbano até a lagoa da Conceição. Aí desembarcamos na
parada final. Minha alma estava bem boa, obrigada! Assim fico séria? O resto do
caminho foi a pé. Subindo a duna céu azul sem uma nuvem umas 11 horas um baita
sol pra cada um. Eu já ia contando os passos e pegadas... Ufa, o calor a
caminhada! Aí mesmo já começava tudo? No topo da duna branquinha... de
surpresa... inédito para nós dois... descortinando se apresentando como num
palco... radical... maior e azul... com todos os raios ultravioletas... Quem me
nos aparece? O Atlântico!
O trem carregado, farol guia de luz
fanal, desemboca na praça Coronel José Durski.
- O trem é um bicho gaiato –
destacou a moça Tablada Algibe, habitante em a rua Alceu de Freitas Wamosy,
silhueta valente perfil encontrado fisionomia ufanista estampa ontológica
pintura assoleada.
Porque o trem passa e por que contar
as esculturas, urubucaá jarrinha papo-de-galo cipó-mata-cobras melombe caçaú
ambaiaembo mil-homens cipó-paratudo.
- Minha avó. Vovó Amélia tinha
agilidade para confeiteira, e recheios e doces biscoitos de chocolate pudins
tortas massas-folhadas pães de ló quindins brigadeiros...
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Ipaba. O trem chegou e já brega e
glossário.
- Pensar em, pensar sobre – falou
pensativa a dona Profilática Jarrete, vizinha da praça Raimundo da Mota de
Azevedo Correa, fisionomia comum e concentrada.
O trem 1 um bicho sem frêmitos de
sentimentos.
- Há coisas que lembramos pra sempre
e tudo mais – comentava comemorava lembrava a empresária da área gastronômica
senhora Camba Fibrila Dozeno (vencedora dos ‘Debates Nacionais Gastronômicos de
Inverno’ realizados todo mês de junho em Niterói-rj) – Às vezes ficamos outras
ainda reficamos e mesmo namoramos. Umas piscadelas bitocas beliscões apertões
por baixo. Me deixe pensar... e com calma. Numa dessas e outras ainda temos
surpresas. Estamos abrindo para novos planos? Meu, que incrível! Procuramos
indagamos bisbilhotamos enxerimos investigamos. Algo como de repente... do
nada... coisa inusitada... em sonho... chocante... legal... E quem me aparece?
O meu primeiro beijo adolescente amor à primeira vista na adolescência!
Porque o trem passa e por que contar
as janelas persianas, birita assina-ponto braseira restilo mamãe-sacode
camulaia sorna pela-goela dindinha faz-xodó cumbeca.
- O que fiz e refiz? Foi que dei
muitas risadas, kjá-kjá-kjá-kjá!... E sim!
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Intendente Câmara, Ipatinga.
- Sai, meu! Num breve lance... e o
gol transtornou a torcida em festa, é.
O trem é 1 bicho luz felicidade.
- O pico da Ibituruna realmente
parecia perto, ilusão – comentava contava o senhor Garavato Aguaçal Coteleiro,
toda vida morador na rua Milton Campos esta paralela à avenida Carlos Chagas em
o gigantesco bairro Mel-de-Sapo – Nem medi esforços ou pesei reforços para
chegar a tempo na estação. O dia já tinha uma aura muito agradável. Entre
montanhas de dizer ‘amém!...’ Sol é calor e lua é enredo. Quer saber mais sobre
a região de mg? A tardezinha e o sol se pondo, o desfecho. Guarajubas floridas
carregadas de aromas e cores e pássaros os curiós-do-brejo. A que estilo e horas
vem e virá a surpresa? O combinado estava chegando perto das horas marcadas. Viajar
é algo que sonhamos dia e noite. Turismo de negócios? E de repente...
causando... apitando de trás do morro... já se ouvia também o resfolegar... coisa
pesada no espaço... fantástico... possuído... Quem me aparece? O trem
maria-fumaça!
Encontrando o trem e desejando 1
mundaréu de obviedades, cuia e guaiaca e cincerro e catre e ramerrão e
contraponto.
- Quê! Posso te perguntar por que
nem me reconheceu aqui? Recorda?
Porque o trem passa e por que contar
as noites, superestrato superclasse supervenção supersistema superpule
superplasticidade supererrogação superego.
- Ei!... Como vai essa bizarria? –
indagou a patroa Zurrapa Tenrura, habitante da região das Missões missioneira,
num tom suave honesto correto aprazível.
#
Mário Carvalho, Timóteo. Lazeres,
jogo de solo gaúcho e jogo do osso (coima, coimeiro) e carreiras e
domingueiras. Deliberadamente.
- Hem!... O que acham de comermos um
peixe de água doce assado? – pediu consultou inquiriu o patrão senhor Velame
Limado Sombrela, com residência em a rua Manoel Malaquias de Souza a par da
avenida Monsenhor Rafael.
Porque o trem passa e por que contar
os benefícios, São João das Duas Pontes e Fernandópolis e Macedônia e São João
de Iracema e Pedranópolis e Guarani d’Oeste e Meridiano e Estrela d’Oeste.
- A gente comemora e nem se esquece,
nem é isso? – relatava relativamente a dona Jureba Garnierita Paracuã, cozinheira
de mão cheia no restaurante/churrascaria Ápice (junto à praça Gustavo Ferreira
da Cruz) e desde que o mesmo foi inaugurado lá em 2028 – Sim, uma conquista e
um apoio incondicional. Que legal! Música ao vivo com conjunto
tradicionalista/nativista gaúcho, e como tem de ser. Imperdível é a costela na
brasa ou fogo de chão. Alguma religião específica? Como se explica? E de
festa... repentinamente... aplausos e risos e bolo de chocolate... sem
exagero... do nada... brilhantemente... Quem é que me aparece? Um ‘feliz
aniversário, mamãe!’
O trem, pangaré xucro chucro bravio
esquivo bagual arpista arisco assustadiço espantadiço, dispersa lonjuras
gauchadas.
- Justo o que penso pensamento. O
trem é um bicho metamorfose – análise da domadora de potrilhinhos senhorita Tubiba
Teatino Oveiro, moradora em o logradouro Eduardo Vasconcelos Pederneiras,
ginete de gineteadas geneteando invernadas groterio grotas num tubiano fogoso
original inquieto trote chasqueiro trote largo longo extenso.
#
Antônio Dias. Quando entra o dia o
trem passa repassa ilustre conspícuo eminente.
- Mesamigos e mesamores e
minhasgentes! Esta velocidade lenga-lenga!... tem defesa – comentou emendou o
seu Mulatinho Capaxó, vigiador cuidador protetor da cachoeira do Caxambu e
cachoeira da Mongorreira.
A revoada adereços penugem lanugem
felpa felpo o bando de periquitos-de-encontros-amarelos alardeio alarde
ostentação alardeadeiros sobre a mata e espinilhos esponjeiras
espinhos-de-cristo umbuzeiros a taipa a tapera e sarandis-amarelos mio-mios
cipós-regos a sanga a picada e jasmins-do-mato trapoerabas-vermelhas a ladeira
o lançante inçado repleto de ervaçal unhas-de-gato raízes-do-joão-da-costa a
coxilha macegas girassóis-do-campo o perau o desfiladeiro a canhada
carobas-de-flor-verde cinco-chagas andás-açus.
- Ótimo! Sempre tenho pressa pra
sair pra chegar pra partir, entende?!
Porque o trem passa e por que contar
os solstícios, sala de visitas sala de estado sala dos milagres
sala-e-dois-quartos sala dos passos perdidos sala secreta.
- A chuva caía sem parar e leve garoa, mas
deixei pra lá! – lembrava comemorava analisava o contador consultor
especialista em escrituras certidões livros-caixa documentos plantas mapas
cartas e etc, um senhor Tornilho Planiço Frágua, com sala comercial na esquina
da rua Bonfim com a rua Antônio Roberto da Cruz – E me acheguei à corrente
d’água para aprender a nadar. Lugar inundado de plantas e animais asados
endêmicos e trinca-ferros-de-asa-verde, maracujás-brancos, maracanãs-do-buriti,
anambés-roxos, ervas-preás, dragões-fedorentos, clavijas. O rio Capingui. A ruidosa
cachoeira Sá Carvalho, chuá! chuáaaa!... Pronto e de calção, pulei na água. Mas
pra quê! Me apinchei me atirei na água corrente diante de um pocinho como se
fosse ao peso uma pedra, plufe!... E aos sapataços aos pataços às taponas
desequilibrado como um cavalo xucro, plaque! plaque!... Caindo ou me
contorcendo no escuro. Me senti como um gato com medo da água fria,
blé-clé-cléeee!... e só a cabeça pra fora. Sem forças num beco num túnel num
remoinho. Tentei nadar igual cachorrinho, plete! plete!... Já tomava uns goles
de água e pensei que viraria comida de traíra lambari cascudo caparari
charutinho... Por que nem bater as pernas os braços? Pensei em voltar. As mãos
em garras e os pés puxando pra baixo. O que faço aqui? Abri os olhos rasos
d’água... e vejo... de repente... uniforme... declarado... surgindo como uma
esperança... abertamente... do nada... Quem é que me aparece? As raízes do
barranco!
Encontrando o trem e desejando um
mundaréu de obviedades, arnês parte dos arreios no peito do cavalo sofrenaço
esbarrada.
- Já tenho ouvido, ‘somos porque
gostamos, pegamos e nem largamos’.
O trem chegou e já falava cotidiano.
#
Desembargador Drummond, Nova Era. Lá
fora onde os olhos alcançam ou nem cogitam (refletem, meditam, projetam,
preparam) o campo as reses os morros o rio a mata. O trem chegou e já
vulcânico.
- Comento. Conhece? As águas do rio
Machadinho já terminando o dia – comemorava a dona Beldosa Portela, funcionária
do museu Casa de Cláudio de Souza (Petrópolis), assaz bastante suficiente
profissional.
O trem, êmbolo com o bisel afiado
chanfro chanfradura corte oblíquo em aresta, dispersa lonjuras aporreadas.
- Sempre contemplo. E vigio a lua
nas ruas – comemorava a senhora Boleada Cilhão, caxiense de Caxias do Sul
bairro Petrópolis rua Francisco Getúlio Vargas esquina com rua Conselheiro
Dantas, opinião abalizada honesta fluente límpida.
O trem é 1 um bicho na tarde
radiosa.
- Minha mãe sempre me alerta: ‘Tire
esta goma de mascar da boca pois você parece uma lhama, nhau!, nhau!, nhau!...’
Ela me diz – recorda relava comenta a mocinha jovem adolescente Guaíba Guaju Formeiro,
rua Itália do bairro São Cristóvão (cortados pela br-470) – Sim e nem, o meu
primeiro dia de aula. E como me lembro... Tenho dúvidas de lembranças. Que
história é mais essa? Mas acho que me perguntava: Por quê? Porém isso no
primeiro dia. Espera que vou me olhar direitinho! E na sala de aula que nos
indicaram. Esperando a professora. Creio que foi assim. Quando a professora
entrou todo mundo se levantou e ela disse: “Bom dia! Podem se sentar!” Um pouco
só e o mundo parou. Aí, e de repente... do nada... da lousa... sem nunca mais
parar... desenhado... casinhas... E o que me aparece? O tal e qual ‘abecedário
e bê-á-bá!’
Porque o trem passa e por que contar
os noticiários, linha de navegação linha do sertão linha oblíqua linha
espectral linha de montagem linha de flutuação.
- Então. Pode se sentar aí. Você
fala?
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João Monlevade. O trem, sancionado
concordado confirmado admitido aprovado, montou assinação implantação
programação informação cooperação participação.
- Um porém. Antes de viajar sempre
lembro de cortar o cabelo.
Porque o trem passa e por que contar
as normalidades, prêmio retribuição valor galardão condecoração bônus favor
benefício gratificação distinção presente remuneração colaboração recompensa
pagamento agrado ágio vantagem debênture.
- Pedi um carro de praça e fomos
para o aeroporto regional Hugo Cantergiani e já pegando a avenida Salgado Filho
– relatava em minúcias o pequeno empresário seu Dagora Nuga Parança, localizado
com seu atacarejo na rua Rita da Silva apegada encompridada pela rua Francisco
Anselmo Martins – Cheguei... o quê?, umas duas horas antes do embarque. E me
distraindo com a internete. Caminhando pra cá pra lá, nervoso que era o meu
primeiro voo. São Paulo num pulo logo aí e uma duração de hora e quinze, amem! Despachar
as malas o chequim o controle e mais uma hora de espera. Sentindo falta de quê?
A fila indiana, os documentos, a poltrona na janela. Quanta espera e já vou
dormir? Tudo muito protocolar e as turbinas ligadas. A carreira pela pista,
trá-trá-trá-tráaaa!... E levanta voo de asas fixas e duras e metálicas e
brilhantes ao sol de maio 10h com 40min, 10 minutos atrasado. Subindo bem para
o alto e já embicado para o céu uma curva desequilibrada meio de lado para o
rumo norte. Vi lá embaixo umas caixinhas de fósforo. E o que tinha de altura
até aí? De repente... a vista... súbito... igual que nunca vi... estendido...
extensão... livre e absolvido... como um suave sonho... inusitado... Quem me
aparece? Um tapete de brancas nuvens!
O trem, tenteando tateando palpando,
montou a sorte moira destino mera fado.
- E dês desta manhã.
Os piquetes fazem as lidas
campeiras, laço pealo doma rédea gineteada. Os CTGs têm essa parte mais
desenvolvida e ainda invernadas artísticas as danças.
O trem, limite linha fronteira
horizonte, dispersa lonjuras pândegas.
- Hoje mesmo. E andei de loja em
vitrine, numa boa. E as amostras autênticas e vibráteis vibratilidades –
destacou animou o pedreiro Esculápio Festo, originalmente de Portão-rs, voz
baixa em surdina som abafado.
#
Rio Piracicaba. Praça Alcides Maya, e
viçosa verdejante ramada de mata-olhos sebastiões-de-arruda tuturubás timbós-taturuaias
maúbas uma bulha ruídos ou gritarias corujões-orelhudos guaripés
andorinhas-do-campo.
- Isto é! Como te digo e como se
diz, desde aqui.
Encontrando o trem e desejando um
mundaréu de obviedades, tabano mutuca tavão mosca.
- A biblioteca Edy Lima, no colégio
11 de Agosto, fica no primeiro andar. Bem, e que pergunta me fiz e me
encomendei? – conversava tecia apreciava a empresária Saná Majorante Sanco,
habita o bairro Planalto em a rua João Francisco Machado – Demorei para me
decidir subir ali entrar e conhecer o resinto. As profes me recomendavam: ‘Vá e
retire um livro, guria!’ Me estimulavam: ‘Para aprender a falar tem que ler!’
Me contavam contos e ensinavam e instigavam: ‘Para aprender a ler e escrever e
falar... tem que ler!’ Um livro é melhor que um gibi? Um livro é melhor que um
filme? Um livro é melhor que um dia na piscina? Os caminhos das histórias. E de
repente... do nada... escolhido ou encontrado ou achado... súbito... de
inopino... subitamente... inofensivo... Q-quem me aparece? O Bugre do Chapéu de
Anta!
Porque o trem passa e por que contar
as tradições, raio laser raio de ação raio principal raio de giração raio
ordinário raio de curvatura raio geodésico raio visual.
- Ei, gente boa! Como estão o
trabalho o tempero o conteúdo? – perguntou a costureira senhora Mísula Inaiá
Atlantoaxial, comércio loja de artigos femininos em a rua Virgílio Lima cerca
próximo ao parque Areão ou Leonardo Diniz Dias.
#
Dois Irmãos, Barão de Cocais. O trem
chegou e já um trem clássico. Contemplar probabilidades. Sorrir sorriso sorriu
com afabilidade com ênfase. Ocasião providencial.
A serra da Conceição e o sítio
arqueológico Pedra Pintada.
- Eu sei. O primeiro elemento milagrosamente
criado foi o ar.
Porque o trem passa e por que sei
contar as virtudes, concentração lealdade coragem resiliência profundidade
determinação comprometimento.
- Nem eu esperava muito e pouca
certeza. Mas tinha feito as provas no vestibular da ufsc, em mecânica
analítica. Sempre com um pé atrás e a pulga coçando a orelha da esperança –
colocava diagnosticava desabafava a jovem Mariaté Cipotá Castiça, coabita casa
em o condomínio Abolição, entre a avenida José Feliciano Pinto Coelho da Cunha
e a rua José Calixto Marques (nas imediações da praça da Lagoa) – Fui almoçar
no clube esportivo Juncada, e por volta das 11h e 45min. Olhem que coisa mais
positiva! Como quem espera e se prepara para alcançar todavia sem merecer.
Peguei o jornal diário com a lista oficial. Eu estava tranquila? Sim, como uma
caça rodeada de perdigueiros. Eu estava equilibrada? Sim, como um palanque no banhado. Eu estava
plena? Sim, como uma desmemoriada. E abri o jornal de amplas folhas na página
indicada. Será que o mundo me observa? Então, e só então... de repente... no
meio e entre os escombros... ordem alfabética... o coração, tum-tum-tum!... com
ou sem cobrança... Quem me aparece? O meu nome prenome sobrenome, e totalmente!
O trem, revogador anulador, montou
moinho azenha tafona atafona.
- É mais que tudo. E se nota aí,
‘batendo casco de cavalo, andando estrada afora rumo de’.
#
Belo Horizonte. O trem era um bicho
palmilhando trilhas trilhos. Cara-volta, meia-volta, volta pra trás. Serra do
Curral, Curral Del Rei.
- Outrossim!... A cada trem fico
mais sábio mais sólido mais tudo mais eu.
O trem, relho tento tira de couro
cru, montou amálgama mistura combinação fusão.
- O que que eu faço. Sou guia
espiritual nesta paróquia. E amém!
Quando sai o dia entra a noite o
trem passa repassa manoteia cordial cordialidade.
- Foi debalde. Uns centos de réis.
Um ou vinte léguas, metáfora de distância – comandou apontou o posteiro vaqueano
e tapejara seu Macanudo Tapiti Cilhão, frequentador do parque Ildo Meneghetti, goeludo
prognata e bombachudo.
Porque o trem passa e por que contar
os séculos, ano santo ano trópico ano galáctico ano emergente ano abundante ano
bissexto ou bissêxtil ano natural ano secular ano astronômico ano anomalístico
ano trópico ano útil ano equinocial ano a ano.
- Nem sei se nasci em noite
madrugada de lua e estrelas ou chuva torrencial. Mas sempre gostei de água rios
lagoas praias piscinas cataratas balneários – arrolava listava desenrolava o
barbeiro (cabelo barba bigode) o mestre Chinfre Retroo Mazanza, com loja
barbearia em a estrada linha Moreira César (União da Serra) – Há essas coisas
aí e que me apego, o rio Pulador o rio São Luiz o rio Uruguai. Aqui nem cabe
caberia uma boa e moderna hidroelétrica? As águas podem despencar à vontade,
cachoeira Ribeirão do Boi e cachoeira do Aníbal e cachoeira do Véu e cachoeira
da Cambota. Tenho como descobrir tesouros de ouro? Eu viajo e escolho paraíso
das águas termais, sem dúvidas. E caminhando pela trilha da mata o parque do
Turvo, Derrubadas, ouvimos um barulhão estrondo, chuá!, chuáaaa!... de queda
d’água. Contornamos umas pedronas vazamos por entre a vegetação e aí estava...
de repentemente... de dentro do mundo... debaixo do céu azul-piscina... O que
me aparece? O Salto Yucamã!
O trem chegou e já partilha.
- A fim de quê!
O trem, quadrilha tropilha de 4
cavalos, dispersa lonjuras rubricadas.
Fim
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