domingo, 6 de julho de 2025

A glória II

 

                                                                      

 

            Parque Moscoso, Vitória. Quando sai a noite e inaugura o dia a dia, o trem passa repassa destemido. Quando vem o dia nasce a manhãzinha, o trem passa repassa turistando. Pérgula e caramanchão, plantas flores até a cintura.

Do oitão do hotel Igaci. A manhã aurora e crepúsculo a cidade o céu tudo a ver. E gostando de ver e rever amanhecer ir vendo vai vendo olhando longe alto soberbo.

- Reparo repare. Que o mar está sempre aí...

            Mate-amargo matear mateou até ver o dia apontar pontear sobre o mar. Em seguinte seguida, o café da manhã no refeitório da pousada. Pensava respirava ruminava mastigava degustava imaginava engolia digeria filosofava.

            As árvores, e quem mais?!, ao longe da rua Francisco Lobo da Costa e assim bracuís alecrins-do-campo guaricangas amarilhos e agrupadas figueiras-bravas alinhadas talás-verdadeiros caraípes guajiçaras hierarquizadas sapucaias marias-moles cacauranas e umas aves hesitantes uiriris tapicurus saíras-douradinhas gaturamos-reis sons cândidos pipiar pipilar marrecas-rãs mães-da-taoca pica-paus-barrados.

            - O tempo, hem?!... Deve ficar firme o dia todo, aposto.

            Um boné de time de futebol e a paciência nos olhos. Ia de visita a BH. Ali atentar com o semáforo, uma ponta de animais ou autos, animalada. De moto ‘berém-berém!...’ e capacete jaqueta de couro; a cavalo alazão ‘po-co-to-có!, po-co-to-có!...’ e chapéu amassado na testa com barbicacho.

            - Certo que sim! Se mede c’os passos pela troca de orelha os dentes.

            Zoada do vento em ventania. Prédios firmes espertos prontos neutros, rodeados de estacionamentos de carros e motos e bicicletas. Rua abespinhada exasperada e avenida Manoel Ribas e seguindo reto para leste a rua Capitão Antônio Pedri (bairro Mercês). Carros condutores conjunto da obra e açodados apurados acelerados ligeiros apressados turbinados. Sons de ‘pi-pi-biiiis!...’ E as seguras contingências eventualidades fatos imprevisíveis. Comoção, comoção!

Cavalgava ao lado dos carros e como se fosse um deles de lata e latão, ‘totocó!, totocóooo!...’ os passos quadrúpedes do pingo Vaga-Lume. Seguidos de perto observando observados pelo cão fiel preparado quadrúpede o Avião, ‘rau-rau-rau!...’

- Que trio incrível! Ao mesmo tempo incrível e trindade!

            O rio Itatinga o bosque São Cristóvão e a rua Cyro Martins. Já co’as casas dos condomínios outras ruas e avenidas mesmo uns latidos alaridos ‘brau-brau-braaaau!...’ avisando alertando provocando instigando.

            - Ei!... Bom dia, índio velho! Como te vai?!

            Caminhavam ladeavam ‘polocó!, polocó!...’ e nada de trote, os dois centauro nem olhavam para trás, para frente vez e outra os lados de banda de soslaio. Mão dominante a destra. O pulso firme preso segurando o rebenque a açoiteira. Também pra cima contemplando o tempo o céu se revirando. Ouvindo música com fone; as ruínas do Congo Soco. Aguardando aguardavam o dia completo cheio sair que logo ia estava quando muito surgindo surgir de dentro do oceano.

            - Tchau!... Volte sempre!

            Tudo ganhando forma e em geral geralmente brotando, ouro limpo.

            Na rua Raul Pompeia parou comprou por 10 reais um pacotinho uma caixa de rapaduras. Os automóveis braçudos bradando, ‘ru-ruu-ruuuu!...’ mais alto e os motoristas habituais. Senhores cilíndricos a um círculo circular circuito e cíclico.

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            Pedro Nolasco, Cariacica. Ao mesmo tempo ele viu tudo que precisava reconhecer. Ao mesmo tempo sentiu que existia e era ali que estava.

            - No vazio das horas navegam suspiram respiram cintilam flutuam espectros, guelém-guelém!... – destravou destacou dona Merluza Invite Pichorra (boné, calça comprida, camiseta, tênis), descendente da tribo tembé e patroa de glebas pátrias torrões leivas a perder de vista, com excesso calculado alto requinte apuro extremo mesureira também sempre ao dispor – Nem sei o porquê, mas te digo assim mesmo: ouço o trem vejo o trem e isso me apressa. Este horário é melhor? Sei o que tenho de fazer e faço meus afazeres, porém todo esse guelém-guelém!... me apressa. Meu jeito de ser, seu jeito de bater ferros. E invariavelmente... de repentemente... subitamente... verão quentinho... de pronto... O que me aparece? A fera máquina arrastando comboio!

            O trem é um bicho gentílico.

            - Acabei de comer a última broa de milho. Estou satisfeita – comemorava contava recontava a dona Iecuana Pompom Coradouro, moradora no distrito de Taiaçupeba em Mogi das Cruzes, roupas florais e bolsa de nylon marrom e lenço amarelo no pescoço e meias com sandálias de tiras de plástico – Por que será que tenho que aprender? Por que será que tenho de saber isso e aquilo? Desde a adolescência queria muito conhecer e andar no mato na selva na floresta pesquisar plantas cheirar flores conversar com os colibris. Depois, um dia... do nada... de súbito... como se fosse de repente... Quem me aparece? O lago Simão, em Bertioga!

            Porque o trem passa e por que contar a ficha técnica do livro, editorial comitê editorial assessoria editorial produção editorial supervisão de produção revisão diagramação capa resenha divulgação.

            - Alguns meses distante fora longe, e faz uma diferença.

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            Flexal. O rapaz cavaleiro embarcou no trem a cavalo. Noite estrelada, dava pra contar contá-las de tão claro de tantas. E cintilavam umas piscavam perto longe caíam subiam os astros as potências siderais cósmicas.

            O trem é 1 um bicho admirável.

            - Logo na entrada do rodeio... tá vendo?! – disponibilizou esta a senhora Ibiranhirá, natural de Novo Oriente de Minas, idônea apta capaz competente solerte.

            Encontrando o trem e desejando um mundaréu de obviedades, estrado tablado tabla palco picadeiro trampolim.

            Partes importantes do cavalo, cernelha (o pescoço encontra as costas) dorso (coluna vertebral) lombo garupa flanco (lado) e peito. Os membros são as mãos e os pés as patas.

            O trem chegou e já brotou do tempo.

            Cargueiro ou carro puxado por juntas de mulas (animal híbrido) e conduzido por carreteiros. Por sendas sendeiro vereda atalhos caminhos estreitos. Borda beira margem orla cairel de o rio Casqueiro. Oportunidade.

            - Durante minha missão, ainda... Sim, tenho dúvidas e virão as surpresas.

            Quando pega o dia o trem passa repassa reponta enxota guasqueia guasqueando animais em certa direção.

            Gado tambeiro doméstico manso. Animal guaxo guacho. Com um estilo que estava o seu estilo. Fôlego arfante e anda ao tranco trote curto devagar lento.

            - Que é de? Quede? – alterou seu tal e qual formando sândi modificando o som a escrita e contou o devaneio a jovem Uirapiana Rociado Mantença, residente em a rua Arapongas próxima à longa avenida Augusto José de Sousa (Alto Paraíso) – Eu pensei: “Minha roupa cosida descosida”. Ela, eu mesma, pensou repensou: “Cozinha cozinhar cozimento”. Eu decidi e fui até o majestoso laranjal, aclive íngreme encosta lomba lombada. No braço em arco uma cestinha de vime descascada, encher atopetar abarrotar. Muitos pés de frutos e os pomos maduros amarelos alaranjados. Sob o céu responsável do sol amarelo dourado ouro 18 quilates, brilhar rutilar fulgurar resplandecer. Ela, digo eu, esticou o braço e conheceu a primeira laranja na palma da mão a segunda fruta madura a terceira tentação adocicada, terno trilogia trindade trio. Aí foi que me surgiu... do nada... de repente... insólito... raro e raríssimo... O que foi que me apareceu? O beija-flor-brilho-de-fogo!

            Porque o trem passa e por que contar as casinhas, visse visses víssemos vísseis vissem...

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            Fundão. O vento soprava assim forte na esquina do tempo, ‘vá-vuuuu-váaaa!...’

            Quando entra o dia o trem passa repassa consumido tomado mermado reduzido.

            - E se fosse de sua lavra?

            Porque o trem passa e por que contar as coberturas, fantasia lenda história reconto sonho devaneio causo magia.

            O trem era estava ali um 1 bicho alienígena.

            - Sobre nós todos, nem é?! Logo logo as montanhas têm uma atração interessante inveterada arraigada – já dizia a moça Biju Teteia de Bigorna, se encolhendo de arrepios de frio na poltrona do trem que corria maneiro e ‘lenga-lenga!, lenga-lenga!...’ – Seguíamos o guia, um senhor seu Caçapa Murundum, e este caminhava na frente trilha erodida acima. A hora cedo com temperatura baixa demitida defenestrada marginalizada. Éramos oito lépidos e algum já dizia e repetia, ‘cerração no morro é chuva no couro’; outro lembrou, ‘cerração baixa é sol que racha’; uma terceira ‘muito tanto e sem quantia’; um rapaz de São José dos Ausentes, ‘fazer e desfazer de finanças feitas e desfeitas que ainda fizeram e desfizeram’. Pois as nuvens estavam atrapalhando em direto os raios do sol solares. A neblina naquele instante tapava nossas fotos exemplares autorretratos. E por que viéramos? E quais sortilégios? Chegamos na beira do precipício em meio às nuvens enoveladas fortes ventos empenados entortados desvairados. Nomeio a vista deslumbrante e suas cachoeiras, cachoeira da Pedra Branca e cachoeira dos Meteoros. Se ouvia a natura estalar, ‘fio-fio-fiuuuu!...’ e alegre e contente e jovial. Toda uma natureza genial. Num átimo... de chofre e sem aviso prévio... de repente... num passe de magia... num gesto divino e natural... abrindo descerrando as cortinas... e uau!... Que mais me aparece? O cânion do Funil!

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            Pedro Palácios, Ibiraçu. Ajeitando os avios de mate.

            O trem, descalabro maturrango trastalhão encarapitado tratante trastejão songamonga abetumado, dispersa lonjuras esbanjadas.

            - É batata!...

            Porque o trem passa e por que contar os enredos, dedicação agradecimentos prólogo sumário atos (I, II, III, IV...) capítulos (1, 2, 3, 4...) aos leitores posfácio anexo referências bibliográficas.

            - Sou apaixonada por quedas d’água, e tu?

            O trem chegou e já é trem e trem.

            - Entendo o que você quer dizer, tá ligado?! – comentava amparava a dona Araruta Dimanar Mufa, curiosamente moradora da rua Jorge Veridiano esquina com a rua Luciano Barbosa Carvalho, e muito safa trabalhou tantos anos em o serviço de cartório escrivã notária escrevente tabeliã copista secretária amanuense – E digo o seguinte e ainda mais a quem me ouve e me vê. A fábrica galpão logístico apitou 7h. As teorias do sol com a lua e vice-versa, vaticínios e estratagemas mágicos. Café da manhã com suco de uvaia e ou abacaxi. A ressaca a sede aplacadas. Alguma novidade novata? As visões as ideias tomando formas expectativas perspectivas. E abrindo várias frentes ou linhas de intervenção. Que uma dúvida eu tive e me perguntei em voz alta: ‘Onde fica a terra dos mimos?’ E fui abrir a janela da frente para a praça Tarsila do Amaral, e ver rever tudo que esperava confirmar àquela hora. Um dia de sol majestoso com o céu azul-metálico, parabéns! E do nada... de súbito e subitamente... quem diria?!... à vista a olho nu ao alcance da mão... O que me aparece? A praia de Araoca!

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            Aricanga. O trem estava era 1 bicho máquina positivo e vibrante.

            - Nem perde a vaza, quer saber!

            Porque o trem passa e por que contar as chaminés, autonomia curiosidade brilho velocidade teletransporte telepatia intuição.

            O bom laçador cerra cerrando sua armada, demonstra.

            - Prudente e prudentemente. A curiosidade só tende a aumentar, compreendo – falava a mulher Edícula Virola Marchetada, proprietária do sítio em Cambará do Sul região próxima ao arroio Campo Bom – E verifico obviedades naturais. Ninguém vê e ouve a chuva como eu, em quê?! Sinto e acredito que o tempo atrai artistas dos mais variados ofícios e estilos. Digo que vejo em a minha cidade um vento sul com o devido respeito. Justamente e penso em muitas coisas tais e quais como: canas-do-mato, chás-da-terra, juazeiros, carquejas-amargosas, muiratingas, cacaus-jacarés. Me conte uma anedota nova, oquei?! E tanta notícia boa me causa espanto e as ótimas vistas: o Soldados Sebold em Alfredo Wagner, cânion das Laranjeiras, cachoeira Paulista em Doutor Pedrinho, rio Tubarão. O sol incendiava as nuvensinhas? E fosse o que fosse... criaturas aladas, diurnal... coisa de repente... de susto e num impulso... pa-ra-men-ta-das... O me aparece surgindo alçando? O voo das marias-leques!

            Encontrando o trem e desejando 1 mundaréu de obviedades, brinde gratidão inhapa gratificação que se deve ao comprador.

            - Hum!... Como sei quem sou?

            O trem chegou e já despertou curiosidades.

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            Piraquê-Açu, João Neiva. O trem presta muita atenção ao campo. Nuvens imensas esborrachadas meditando. O acaso das circunstâncias. Beltrano descendente dos Beltranos de Joaíma (joaimense) ‘nós amamos e nós cuidamos’.

            - Mas qual nada e vazio – comentou o vendedor autorizado Jataí Pichel Garrão, bandana ornando a cabeça segurando o cabelo, gestos pianíssimos suaves calculados.

            O trem, eucaristia liturgia catequese, dispersa lonjuras misseiras.

            - É para ver a hora que quiser. Muito bem a hora do almoço. A hora do jantar, ou pouco depois, se instiga a contar histórias piadas concursos – já introduzia comentava o professor de capoeira Cipoíra Macota Macoteiro, morador ribeirinho junto ao rio Silveira – E nesse ínterim... Desenho escrevo inscrevo anoto calculo rabisco tudo em o guardanapo de papel. Medito e digo recomendo falo de mim de todos e mais além. Adoro sobremesas, pudim de leite condensado e quindim e compota de abacaxi e sagu com sorvete de açaí. Tinha e tenho comigo que nessas horas uma boa varanda excede. Nós os comensais nos portamos postamos sentamos nas espreguiçadeiras. Olhando lá fora e falando olhando batendo papo rindo. Em tempo hábil, falamos ouvimos contamos de palcos picadeiros palhaços saltimbancos malabaristas trapezistas equilibristas. O que veio? Súbito um clarão seguido de trovão... ‘bru-bra-bão!...’ raios zigue-zagues saltando faíscas. Altos estouros estourou, ‘tru-tum-tum!...’ abriu o céu de rachaduras. E de supetão... repentinamente... de sorte e sortilégio... despacho despachada... O que se me aparece? Uma chuva que D mandava!

            A pré-temporada já iniciou. Tropeiro (cargueiro de mulas), carreteiro caminhoneiro.

            - Soa honesto, entende?! O trem chegou e já alquimia – partia repartia o ginete bom cavaleiro Chiru Barista Carreiro, ofício exerce de tropeiro tropear tropeadas de Vacaria até Sorocaba, andarengo que viaja andarenguear.

            Cavalo douradilho de cenho cerrado e olhar olhos cismarentos, esnobe alarife velhaco esperto. Flete bom bem arreado arreios e com luxo. Um tipo urco também cavalo grande e forte. O pingo cascou se sacudiu a velhaquear redomão caborteiro recém-domado trapaceiro. Alevianar cavalo no piquete para torná-lo mais eficiente. Cavalos e tropeiros e a boiada. Cavalhada potreiro mangueira.

            Porque o trem passa e por que contar as indumentárias, irmandade chorrilho enxoval atilho acervo xiloteca resma maquinaria conciliábulo concílio.

            - Que é?! Nem que a antropologia é dando c’a cola na cerca.

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            Cavalinho. Se pode chegar a conclusões pertinentes. O trem, cultural religioso econômico físico político, dispensa lonjuras vespertinas. Considerações gerais, divagações teóricas, manobras estratégicas. Ao acaso das evocações.

            - Ótima segunda-feira! E parabéns!

            Porque o trem passa e por que contar os vagões, badalar espocar pissitar blaterar trissar zunzunar reboar tartamudear bramir chilrear gralhear coaxar.

            Fazenda estância de gado touros po. As lidas campeiras de gado de abate de corte e leiteiro. Mangueira curral potreiro. Pealar pealo derrubar o animal ou rês laçando as mãos ou patas dianteiras. Pastoreio pastorear, cuidar o gado no pasto. Várias inúmeras centenas de atividades se somam contribuem para o alavancamento desenvolvimento crescimento econômico do município. Aspectos físicos do município, área (hectare são 10.000m² ou cem ares) relevo solo (estrutura fundiária, terrenos ou agrário) subsolo vegetação clima hidrografia.

            - Já fico cabreira. E ao que tudo indica... – trocava ideias informações conversa fiada a manicure com alvará mocinha Marianeira Catira Cateretê, mora ali em Galinhos entre a rua Ilha do Luciano e a rua Walfredo Ribeiro – Sem chá de sumiço e sem chá de cansaço e com muito chá de tempo... Conhece o cânion da Ronda? Naquela aprazível manhã de palmeiras babunhas batendo tapas com o vento. Muitas gentes passavam de carros e ônibus e barcos e ferrovia. Entre a casa e a rua temos o jardim com caramanchão, cipó-de-coração. Saindo de casa para atingir a praça do Tabelionato e já se pega ainda se cruza o viaduto da Muvuca. Justo agora? O mundo é lotado de terra e céu. Vou pensando nisso. Vou explicar a minha opinião. Tudo muito bem organizado, matula alforje farnel. Onde mora o rio Lessa? A bem dizer, num prédio ao lado da rua principal Anita Malfatti do bairro Murucu conhecemos a biblioteca José J. Veiga. Prevalecia contavam sempre contam, e ponto pacífico ou investigação paralela, que o mar está ali por perto. Me acostumo com o mar? E estas referências nem fazem mais que obrigação aparecerem nos cartões-postais. E quando menos esperava... de repentemente... diametralmente... E quem quem quais me aparecem? A galinha-choca e galito e galinha-do-mato e (os originários) galibi-maruorno!

            O trem, sorridente e monstruoso, montou em a sua bandeira galhardete flâmula bandeirola.

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            Maria Ortiz, Colatina. Gastronomia: churrasco, arroz de carreteiro, pirão, feijão mexido e doce de batata-doce, paçoca de amendoim, doce de abóbora, cuscuz assado.

            Biriva biriba descendente de bandeirante, tropeiro de muar, colonizador pioneiro.

            Porque o trem passa e por que contar os pingentes, admiração aplauso reprovação interjeição alívio assentimento suspeita animação apelo afugentamento.

            - Minha visita foi breve e passageira e leve – comenta o passageiro do trem, seu Muxicão Mansão, trabalhador do fórum e testamenteiro e contador despachante em Poços de Caldas (poço-caldense) – Muita gente fala, mas olhe o quê. Uma multidão de gente circulando. Havia cheiro perfume aroma de flores do ipê-amarelo. O parque José Affonso Junqueira cerca da rua Professora Nicolina Bernardo. Alvoroço de aves e bicos-chatos-grandes, mutuns-etês, gurinhatãs, saíras-de-chapéu-preto, biguaúnas. E era estava raro incrível feliz. Ralas nuvens no céu. E vamos assim e foi assim e é assim ainda, íamos por este postal. Eu mesmo no perfeito gozo de minhas múltiplas muitas faculdades ótimas mentais. Displicente eu me dirigia e sigiloso? Meus legados e ou antepassados? E assim do nada... magia mágica... uma esfinge boa firme valiosa... de acaso e súbito... E quem me aparece? O imponente mirante Edileusa Lóz!

            Cavalo tordilho negro corpo redondo escarceador crina lisa machinhos cascos pinças talões quartos firmes fome abismal rabo cola cauda esfiapado paleta omoplata espádua avantajada (situada abaixo da cernelha e acima do braço) olhos expectantes trote manhoso atrevidão e comumentemente abombado esfalfado ofegante exausto.

            - Asas douradas de ouro 18 quilates – externou apontou a dama Itupava Cerro Escaramuça, dona de casa barreada e coberta de quincha guenza torta fora de prumo na querência do pampa, mulher estoica de uma introspecção admirável.

            Quando o dia amanhece o trem passa repassa manga d’água ou bomba-d’água e água-furtada e gota-d’água e brilho d’água e filete d’água e queda d’água.

            - Vou pôr um talento aí! Por se acaso, e se me dá na telha.

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            Itapina. Memórias certas incertas próximas. Descascando abacaxi. O trem, novembros preenchidos de viagens apetrechos de quitanda, dispersa lonjuras cúmplices.

            Encontrando o trem e desejando um 1 mundaréu de obviedades, providenciar aprovar imprimir registrar publicar divulgar.

            - Eu diria até que sem deixar rastros e vestígios – quem apareceu pra falar foi Sirene Trincha Panilha, moradora da beira do rio São Miguel acercada da ponte dos Macuxi – Aparentemente ninguém tem motivos de sobra pra nem apreciar sorvete de butiá. Sim, muito pelo contrário. Conheço muito Águas da Prata e Andradas e Bandeira do Sul. Reza a lenda que os quitutes eram mágicos e milagrosos. E que nem nunca paravam de vender. De que estou falando? Os donos do negócio prosperaram e já estão no patamar dos arquimilionários. É ou nem é exorbitante? E que nem parou de crescer. Mas como veio e do nada... de repente... nem mais que de repentemente... pingando ou quicando... rabeando... Quem me aparece apareceu? O cavalo azulego sob o céu azul-ferrete azul-fino azul-celeste azulino anilado azulíneo!

            Apear distantes longínquas definidas quilometragens e Castelo Branco, Costa e Silva, Emílio Médici, Ernesto Geisel, João Figueiredo.

            Porque o trem passa e por que contar os escaninhos, rabo-de-maré rabo-de-arara rabo-forcado rabo-de-cutia rabo-de-peixe rabo-de-espinho-de-barriga-preta.

            - Oi!... Chama crioula ou fogo de chão, né?! – comentou acrescentou a fulana dona Guaxindiba, moradora em a rua Rovílio Costa, gente de cepa estirpe linhagem.

            O trem era um bicho num dia comum.

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            Quilômetro 14 do Mutum, Baixo Guandu. O trem era um bicho em toda parte.

            - Que bacana! Sem palavras pra descrever essa missão. Oi!...

            Porque o trem passa e por que contar os inequívocos, aliás retrós obus fusível convés requisito mesada evasiva descortesia arnês manganês reveses.

            - É bom quando faz sol e é bom quando chove. Eu gosto do sol como gosto da chuva – comentava a avó Hélice Chanfrado Felpudo, com sítio no sopé da serra de São Domingos e loja de cosméticos frente a praça Doutor Duque da Rocha em a rua Joaquim Murtinho (Perdões-mg) – E digo mais da seguinte forma e conteúdo. Havia mais de tantos anos que o povo do bairro Pururuca consumia pamonha feitas a mão pela dona Cidreira Megafone, esta minha amiga desde infância. Sabe que nunca trabalhei em fábrica? Sou aposentada de repartição pública, que consegui por meio de concurso público. E olhe só. Agora sou empreendedora e ou pequena comerciante no ramo da moda e da beleza feminina. Tenho que idade? Se prefiro café ou suco de abacaxi? Portanto, meus caros! Mas porém e quando olhei melhor... do nada... absolutamente do nada nada... sem o sal da terra... Quem me aparece? Uma dupla vacante e jacente!

Assim, ali por fora, árvores de verde umas azuis amarelas brancas encarnadas e aves sobrevoando os tempos pássaros reticentes ao todo o som pesado do trem de ferro.

            - Conto pra ti! Representa sua espécie na altura da coirana-de-são-paulo, autêntica.

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            Mascarenhas. O tempo do tempo sem tempo. O trem chegou e já em o cenário. Estransilhar estafar cansar fatigar. Discussão consentida.

            - Contudo, à guisa de pastas, os papéis as agendas os cadernos os livros estavam todos arrumadinhos e em ordem cronológica – analisava declarava relatava o seu Puruí Faixa Chique, nascido em Caconde cacondense (serra dos Montes) e desde 2015 morador em Divinolândia divinolandense – Ao que parecia naquele momento... bem, a chuva talvez nem tardaria e de uma hora pra outra e da água pro vinho e de hoje pra amanhã. Olhei o chão esturricado e vi que tudo precisava de chuva. Observei o abastecimento de água da cidade e notei que havia muitas cisternas vazias. E árvores com as folhas soltas dispersas no chão seco. O solo destrambelhado. Um disparate. E quanto custava chover e cair canivetes? O vento empurra nuvens? Bem no meio desse raciocínio... eis quê!... de supetão... como ímpeto e impulso... ligeiro e solerte... O que ou quem me aparece? O trio tramela fechadura trinco!

            Porque o trem passa e por que contar os quebra-cabeças, zergulho tusto jimbra lã parrolo cominho borós chavo bago estilha pilcha unto brocha joão-da-cruz.

            - Ei!... Cheiro gosto prazer de café estão muito bem, né?!

            Quando entra triunfante o dia junto com sol, o trem este tipo tordilho passa repassa estransilhado estralando os cascos os ferros nas pedras paralelepípedos no asfalto nos trilhos na linha férrea.

            - Mas bah! Dizem o ditado e emendam a terra gaúcha que é ‘boa por definição, querência por paixão, pago por profissão e pátria por opção’!

            O trem, planta molhando a terra, dispersa lonjuras ambivalentes.

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            Aimorés. O trem era 1 bicho em detalhes significantes. Equivalente. O trem chegou e já amarronado. Inusitado. O misseiro fulano vinha originalmente de André da Rocha andriano-rochense (homenagem ao político Manoel André da Rocha 497 município do rgs ordinal feminino quadringentésima nonagésima sétima latitude sul longitude oeste altitude 700m). O trem, viajando o que tem de viajar, dispersa lonjuras tutelares.

            - Posso ir por tudo isso e além! Então!...

            Porque o trem passa e por que contar os remédios, marido-é-dia guravaca cocurutado maridedia maria-já-é-dia topetuda bem-te-vi-miúdo maria-besta.

            - Vocês esperavam por esta informação privilegiada? – indagava interrogava a dileta a ditosa consulente dona Lupa Turbina Caixa-Forte, comerciante com armazém de secos e molhados em o município de Caldas – Uma coisa é certa, as sombras queriam partir e ou nem ir fugindo por entre os dedos das horas na tardezinha. Eu mesma nem aguentava mais de curiosidade e dúvidas. Isso podia durar quanto tempo? Isso podia ser mais ou menos complicado ou se complicar. Eu sempre gosto de ver as plantas e araticuns-folhas-de-salgueiro, babosas-do-mato, marajás-do-igapó, araparis-vermelhos. Eu sempre de todo modo admiro os pássaros e bicos-de-brasa, monges, besourões-de-rabo-branco, caneleiros-pretos, bicudos-encarnados, sebinhos. São espécimes espécimens. Temporadas? E do nada nadica de nada... de repente... su-pe-tão... naturalmente... E quem me aparece? A farra sonora do bumba meu boi!

            Encontrando o trem e desejando um mundaréu de obviedades, bazofiar vanglória presunção presumir bazófia.

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            Resplendor. O trem está um bicho que é hoje o que era antes anteriormente. A região da campanha ou pampeana. Apego ao cavalo cavalar zaino estrela castanho-escuro é um animal velhaco velhaqueador corcoveador. É também de tranco trote curto devagar lentamente moderado. Inadiável.

            - Sim, aquela vitória podem creditar na minha conta – dizia resenhava o craque Laca, nascido em Botelhos e criado revelado pro mundo do futebol aos 11 anos em Campestre – E eu pouco estudei e muito já queria porque queria ser jogador de futebol. Dormia com a bola, quer saber. Nada de extraordinário? E o que vem agora? Pra mim ‘o jogo é jogado e o lambari pescado’. Sempre vai ser assim. A redondinha a gorduchinha é o mundo em rotação. Lá entre as malhas finas da teia de aranha. E o que vem depois? O que nasce com o dia? Do nada... de dentro da cartola mágica... de repente-mente... virado em suco... imitado em grito... Quem me aparece? O gooooool de letra!

            O trem, sotaqueador zombador mofador trocador, montou sua garrucha comblé combleia comblenha.

            - Opa, opa!... Quero gostaria prefiro saber mais sobre o museu Guimarães Rosa.

            Porque o trem passa e por que contar as voltas do colar, tenho sido tenho estado tenho tido tenho havido.

            - Sim e muito! Entendeu? Captou? Sintonizou? – interpretou o professor Plastrão, da cidade de Fronteira dos Vales, adelgaçado delgado emagrecido magro.

                                                                       #

            Crenaque. Curso d’água e arroio e sanga.

            - Ou então, né, gente!... Se o ‘rio fala e ruge é porque pedras ele rola’.

            O trem era um bicho despertar de cigarras.

            Zaino estrela, cavalo bem encilhado e amanonsiado amansado trocando orelha. Buscando campeando o gado pelo pasto pelas ruas sesmarias. E já impertinente no galope. Os cuscos do lado acompanhando. Cavalo justo escarceador brioso garboso.

            - Ainda eu! Estou com fome com sede com sono, tudo de uma vez.

            O trem, chama flamância labareda, montou seu porta-balcão portada porta-toalhas portátil portante portagem.

            - Né, galerinha?! Separar de, decantar, livrar e purificar. O que com que sempre me iludo – comentário pertinente do funcionário público Crinudo Patrulha Tronqueirão, residência na rua Villa Lobos junto do parque Aquarela Brasil, e que comentou recontou narrou o que segue - As 4 gurias pularam do trensurb na estação Sapucaia. As amiguinhas cruzaram a rua Manoel Serafim. Chegaram ao zoológico de Sapucaia do Sul. Compraram ingresso/entrada para ver o casal de girafas, Faneco e Fanega. No caminho visualizaram a ilhota com os macacos-aranhas, palhaços. Trocaram mensagens macaquices e ouviram alguns sons primatas, ‘ru-tru-rum!...’ As gurias se divertiam de montão e muito. Sentiram sede e assim foram a uma tenda de sorvetes gostos de frutas. Cada qual degustou seu bom bocado quando, ‘tro-troão-ão-ão!...’ se ouviram trovões de explosões vindo de onde e por quê. E o parque inteiro e todos se ouriçaram. Todos e todo mundo começou a correr sem nenhuma orientação. Pernas pernadas passos corrida ligeira. E para onde? As meninas se movimentaram aleatoriamente. O chão já tremia intermitentemente perdidamente. O chão ficou periclitante. Pisando em ovos? O chão o solo ficou feito borracha ou matéria plástica. Uma ventania veloz começou a uivar, ‘ruuuuiiii!...’ e vergou entortava tudo ou quase tudo pela frente, em luta à porfia em disputa em competição. O vento contra o mundo plantado fixo? As melhores amigas correram juntas alertas e se refugiaram numa casinha. Mulheres grávidas velhos e crianças primeiro. Chamem os bombeiros socorristas! Se abrigaram debaixo da mesa de refeições no refeitório. As paredes balançavam e parecia que alguém ou algo muito forte forçava por todos os lados: talvez um vulcão explodindo, talvez um colapso terrestre. As meninas tremiam e as paredes trepidavam perigosamente. Seria o quê? Estava para ser o fim ou o começo de uma nova era? As beldadezinhas se entreolharam e nem ousavam falar alto. O teto caiu ‘traautê-tê-têeee!...’ e veio abaixo com tudo e mais um pouco. Poeira para tapar a vista. As princesas se jogaram debaixo da cama de casal e ali permaneceram tiritando de frio. A porta veio abaixo estourou estilhaçou soçobrou. Do nada... e súbito... ainda do nada... repentino... sem modéstia... noves fora... E quem apareceu na moldura, quem? O valente canguçu!

            Porque o trem passa e por que contar os obeliscos, estado civil estado forte estado soberano estado vassalo estado gasoso estado de guerra estado de sítio.

            - Temos o dia livre pra sentar e degustar um sorvete 4 sabores, assim!

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            Conselheiro Pena. A praça Celso Delmonto e avencas-de-espiga indaguaçus mognos-brasileiros lírios-das-pedras e rua Patápio Silva e rua João Moura de o bairro Pinheiros. Boa e ótima junção de fatores, rebuliço agitação confusão desordem. Se perguntam se perguntaram responderam e ainda procuram ver se acham pistas. O trem chegou e já uma tarde de verão.

            - Quantas pessoas vêm no trem? – dúvida da garota Gateada Caçoísta Guaribar, residente à avenida Manuel Pereira Vieira, enrodilhada em si arrolhada encolhida.

            Quando sai esse dia o trem passa repassa açoita bate descamba desenrodilha desata desenrola a boleadeira arma de bolear retovada em couro.

            - A terra é generosa o mar é genioso o céu é o limiar – confessava decretava a dona Varejão Orvalho Bento, residente à rua Doutor Lívio de Freitas Silva esta paralela com a rua Professora Levina Gonçalves Muniz – E entoei os cânticos consagrados. Sempre ao pé da santinha. Como fabricaram os 4 elementos? O que faz aqui e ali e acolá o sol astro sistema solar? Abri os olhos, obrigada! Alegria coletiva e devoção oferendas adoração. E do nada... inusitado... de supetão... de milagre santo e santa... Quem me aparece? Meu D e meu J, é NS Aparecida!

            Porque o trem passa e por que contar os chafarizes, o mármore a cal o alude a clâmide o tégmen a mascote o lança-perfume a faringe o eclipse a ubá.

            - Certo. Todo o tempo existe, podemos ir.

                                                                       #

            Barra do Cuietê. O trem, carnaval festa baile, dispersa lonjuras avoengas.

            - Nem é?! A gastronomia é a comida de chapão.

            O trem é um bicho do redemoinho.

            - Outros parecia que nem podiam com os milagres – relatava depunha a mocinha estudante de medicina Esfinge Leitão Cabeceira, endereço em a avenida Israel Pinheiro junto à praça Joaquim Silva – Vocês todos são meus filhos! A brisa incendiou os devotos. Quem foi a santa Aparecida? Uma alta rajada de vento. A ventania foi aumentando significativamente. Velas orações e fé. Parecia que escutávamos bochicho de detrás das nuvens bem altas. Creio de olhos tapados, gente! Sou de falar, e falo muito mesmo, quando me perguntam. O céu é divino. E do nada... repentinamente... sutil e suavemente... magnificamente... embelezadamente... Quem me aparece aparece? A guardiã protetora mãe de todos os brasileiros e do Brasil!

            Porque o trem passa e por que contar os sucessos, tempo local tempo de serviço tempo absoluto tempo composto tempo das vacas gordas tempo universal.

            - Se identifique! Por que estamos aqui e agora? Isto é sério ou sonho?

            Galpão de serviço, e maneado maneador correia que prende o cavalo pelo pescoço. Lombilho peça dos arreios aperos de montar, selim sela. Pegou a rédea rebuliço entrevero esbarrada sentada trote e se mandou caiu fora entre o arvoredo e cabeças-de-preguiça comandaíbas favas-contra... E ainda em o pique no auge no pico negaceando esquivando gambeteando e catuabas catanduvas cutitiribás.

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            São Tomé do Rio Doce, Galileia. O trem chegou e já ufano. A rua Antônio Mariano Alberto de Oliveira os autos o trânsito lhe deixavam sempre ou quase sempre assim numa opressora sensação de perplexidade. O trem era um bicho meteórico. Solto o minuano, elementar.

            - Joia! Como quando agarrar um mistério.

            Porque o trem passa e por que contar as sementes, garganta/gutural bode/hircino aluno/discente água/hídrico braço/braquial açúcar/sacarino caça/venatório/cinegético.

            - Foi estava aquele rebu, vamos dizer assim. O rio Candeias explodia regurgitava excedia nos dias de inverno no norte – relatava narrava o senhor Pincel Ultrafino (morador cidadão eleitor em São Sebastião da Grama), camisa de manga comprida arregaçada até o cotovelo e caça comprida arregaçada até o joelho, pelo calor – Todos os motoristas, principalmente caminhoneiros, tensos diante da cheia do rio. E atravessar de balsa. E por que nem faziam logo a ponte? Enfim, um estado de ânimos desconsertados desconcentrados desencaminhados. Vacilar até quando? Umas almas pasmadas atônitas catatônicas em estado de choque. E de repente... milagrosamente... do nada... material... substantivo concreto... temperatura ambiente... E quem me aparece? O sol astro-rei e já abrindo as nuvens!

            O trem, exangue exaurido debilitado sem forças, dispersa lonjuras restingas.

            - Conforme. Assim, vamos visitar todos os parques e praças da cidade.

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            Tumiritinga. O trem chegou e já tordilho-vinagre. O trote entre o passo e o galope. Trote chasqueiro ligeiro apressado.

            - Oba!... Será que completa completaria o céu? Acho que sim.

            Porque o trem passa e por que contar as histórias, mar de rebentação mar adjacente mar de proa mar jurisdicional mar de água branca de mar a mar.

            - Vagos pensamentos vagais vagões – esboçava esboçou esforçou o provecto o mestre o conhecedor senhor Aramado Guasca do Relicário, acrescentando ainda esmero ardil astúcia manha sagacidade perspicácia.

            O trem era um bicho em detalhes significados significantes.

            - A bendição que nos acompanha, amigos! – completava acrescentava a senhorita Igara Meleira Criogênico (habitante residente dentro do rio Doce, mais precisamente ilha Vista Alegre e cerca da praia do Jaó), uma boca de lábios gordos grossos famosos de perder o fôlego (completariam os especialistas) – Digo sempre e me lembro até hoje o costume bem romântico. Tardezinha ou noitinha, etário etéreo étimo éter ético. A lua parecia aparecia aparece ou deveria despertar a qualquer passo a qualquer sopro a qualquer momento. Astros em órbita. Que espetáculo este céu! Está aí alguém que acredita em anjos? E sua luz metálica (depilada depenada depredada dilapidada) era estava ainda hoje boa e suave e macia. E sem aviso... do nada... sem improvisos... de nada e muito obrigada!... atrativa... Quem me aparece? A festa o baile música dança cores cocadas quentão fogos de artifício a alegria junina!

            Tubiano cavalo com manchas brancas em fundo de pelo escuro. Cavalo zaino sovina avaro forreta somítico. Chimarrão o gado selvagem bovino equino. Cabanha de gado fazenda de criação de animais reprodutores.

            - Ora, ora, aro!... O acaso desperta as curiosidades.

            Quando entra e sai o dia com sol, o trem passa repassa o pente em as madeixas negalhos cadeixos de cabelo.

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            Governador Valadares. Conduzindo animais por diante, repontar repontando. A tropa e tropeada. Invernada potreiro piquete. Ranchinho com torrões de barro ramada em quincha de palha.

            - Sem cerimônia. Como está o ambiente tecnológico? Espero que sim.

            O trem, atucanado aborrecido apoquentado arrenegado zangado, montou em suas vicissitudes e imprevisibilidades.

            - Nem obstante... tive que pedir guarida – contava relatava a mãe de dois filhos dona Idética Palácio Curu Ribanceira, rosto perfeito de fêmea fecunda emoldurado por cabelos castanho-escuros cacheados originalmente – Sim, o sol prosseguia sua nobre missão. Se o universo é uma gota onde estaria o infinito, hem? Tenho a segunda-feira livre, concordo. Que preços temos o tênis as meias a calça a camisa de futebol? Por exemplo, aqui cantam os bem-te-vis-de-coroa-vermelha. Quando dei por mim... do nada... super de repente... conforme um rio corrente... sem noção de debate... Quem se depara comigo e me aparece? Um prato repleto de tapioca e suco de caju!

            Encontrando o trem e desejando um mundaréu de obviedades, vórtice voragem movimento giratório em espiral espiralado turbilhão remoinho.

            - É. Uma boa noite é sempre a bem-vinda.

            Porque o trem passa e por que contar as avenidas, queira D ou D queira D-dará D-me-livre ver a D pelos pés estar bem com D santo D meu D do céu.

            - É só ir pra lá que tudo se encontrará – testemunhou a senhora Gambeta Filamento, nasceu noivou casou cidadã de Monte Formoso, voz timbrada som distinto.

            O trem chegou e já propício.

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            Pedra Corrida. O trem é 1 bicho em o esforço convencional. Esta quinta-feira dia dois (2) de junho de dois mil e vinte e cinco (2025). Adotar e caracterizar. Expedir a lei orgânica do município. De acordo com a lei da ancianidade. Homologar ratificar confirmar reconhecer promulgar e tornar público.

            - De quê? Ainda bem que todo dia temos um sol que nos desperta, emboralá!...

            Porque o trem passa e por que contar as gavetas, ouro 24 quilates ouro nativo ouro em pó ouro de lei ouro sobre azul ouro-fio ouro é o que ouro vale ouro verde.

            - D criou o céu a terra o mar e acabou ficando rico – assim falava e dizia e recomendava o pastor de almas o profeta Domo, morador e proprietário das terras altas da serra da Mantiqueira – Dias antes de viajar e conhecer o encontro das águas rio Negro e rio Solimões. Mas é preciso recompensar o viajante o turista. Dias depois de conhecer o Lençóis Maranhenses. Podemos ir lá agora? Em o dia mesmo conhecendo o Cristo Redentor no alto do Corcovado. Vale um laique, nem vale? Abro os olhos abra os olhos abrir as vistas sobre do alto e Co-pa-ca-ba-na. Aqui mesmo neste lugar ou outro qualquer, meus senhores?! De repente... de súbito... do meio do sertão e floresta da Tijuca... procurando pitangas na pitangueira... fotografando ao máximo... anotando o nome das plantas... Quem me aparece? Um bando musical os uirapurus-de-costa-azul!

            O trem, vontade grandiloquente, dispersa lonjuras de odes líricas.

            - E esta onomatopeia, parimpimpá!...

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            Periquito. O trem um bicho cosquilhoso cosquento. A barba afeitada. Viajando na maionese. Lecionando em banho-maria.

            - Oh, sinceramente! Todos nós rimos a bandeiras despregadas, rá-rá-rá-ráaaaa!...

            O trem, um boi sebruno cinzento que cometeu a rata fiasco gafe, montou apostila sebenta postila para estudar geografia.

            - Eu, eu mesmo, estava nos arredores periferia da cidade – relatava contava cantava o curador de artes Bilião Gonzo Bacairi, morador na avenida Suassuí em a ilha dos Araújos – A olaria fábrica de tijolos queimava a todo o vapor. Onde há fogo fumaça tem forno fornalha caldeira. O céu tem saída? O céu tem paredes? Temos professoras de canto de artes plásticas de esportes radicais. Vamos nos banhar na lagoa dos Patos? Algumas peças de artesanato iam pra outros Estados da federação e mesmo alguns exemplares ao estrangeiro. Eu pago almoço eu pago jantar eu pago café da manhã. E do nada... sempre o súbito repentino... de susto... cara a cara... espírito a espírito... com voz ou sussurrando... Quem me aparece? O céu limpo longe azul e sol a pino!

            Porque o trem passa e por que contar as dunas, brasilógrafo brasiliense brasília brasilandense brasileirice brasilaçu brasileense brasilificação brasilofilia.

            - Ei, pessoal! Até parece escolherem o termo o assunto o tema.

            O trem, premido apertado calcado comprimido, montou quantidade de notas noterio ou cédulas de papel-moeda.

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            Naque. O rio Pessegueiro afluente do rio da Prata, rgs. Espraiado rio espalhado piscina natural. No rio Turvo a cachoeira Branca, queda d’água cascata salto catadupa catarata. Estâncias e fazendas de gado. Limites vizinhos vicinais e Jequitinhonha, Felisburgo, Santa Helena de Minas, Águas Formosas. O rgs tem 497 municípios com 11,4 milhões de habitantes o quinto em população o sexto em tamanho com as cinco maiores cidades: Porto Alegre, Caxias do Sul, Canoas, Pelotas, Santa Maria.

            - Venha fé e esperança. Quanto mais quando muito e você dançará cantará.

            O trem, embaciado embaçado obscurecido, montou seu quebra-luz quebra-sol brise anteparo.

            - Sim, se fosse diferente nem teria acontecido – compartilhou disse narrou a dona de casa Alcaiata Ecolalia Iode, mãe de 2 filhos casal moradora na rua José Marquês Pedro cerca da praça Ademar Pinto.

            Porque o trem passa e por que contar os viadutos, até debaixo de água esquentar água ser aquela água tomar uma água de primeira água claro como água.

            - Demorei mas aqui estou e cheguei. Atraso me atrasei mas nem me esqueci – cumprimentava chegando e se declarando o professor de ecologia Cotão Guapeba Cenhoso, apreciador e morador das cercanias do parque natural municipal Emiliana Marques ou Dona Sinhá – Venho aqui sempre e praticamente é minha casa meu lar meu chão onde eu deito e rolo, quer saber. Este ambiente é que me sojiga sojuga subjuga, quer entender. Olho as palmeiras curuatingas com leques e cabeças verdes arredondadas. Será isso e aquilo a chave para entender o cosmos? Nem se pode brincar com coisas sorteadas. Os turistas gostam de ter sorte acaso. As fazendas plantações pastos mato fechado capões bosques lavouras de trigo milho e soja. O gado pastando no verde. E do nada... de onde e como e por quê... de repente... sorte... criatividade... incrível... maiúsculo... Quem me aparece? Um óvni disco voador alienígena!

            Gado alçado bravio selvagem desgarrado. Afamiliado ou aquerenciado acostumado a 1 lugar ou companhia. Brete corredor estreito pequeno curral. Caminho corredor entre campo cercado, passo lugar de passagem num riacho.

            - Pois te explico. Queria continuar com os meus quitutes, sabe?!...

            O trem um bicho verde-gaio.  

                                                                       #

            Frederico Selow, Perpétuo Socorro.

            - Chegamos, enfim chegamos ao terminal Rita Maria em a Florianópolis – informava relatava compartilhava a guria Pecapara Peçuelos, localizada moradora na rua Professora Maria do Carmo com a rua da Paz, cabelos pretos longos lisos suaves perfumados (sempre) - Fomos descarregar as bagagens no hotel Uirapequi. Pegamos o vlt até o bairro da Trindade. Pegamos o latão urbano até a lagoa da Conceição. Aí desembarcamos na parada final. Minha alma estava bem boa, obrigada! Assim fico séria? O resto do caminho foi a pé. Subindo a duna céu azul sem uma nuvem umas 11 horas um baita sol pra cada um. Eu já ia contando os passos e pegadas... Ufa, o calor a caminhada! Aí mesmo já começava tudo? No topo da duna branquinha... de surpresa... inédito para nós dois... descortinando se apresentando como num palco... radical... maior e azul... com todos os raios ultravioletas... Quem me nos aparece? O Atlântico!

O trem carregado, farol guia de luz fanal, desemboca na praça Coronel José Durski.

            - O trem é um bicho gaiato – destacou a moça Tablada Algibe, habitante em a rua Alceu de Freitas Wamosy, silhueta valente perfil encontrado fisionomia ufanista estampa ontológica pintura assoleada.

            Porque o trem passa e por que contar as esculturas, urubucaá jarrinha papo-de-galo cipó-mata-cobras melombe caçaú ambaiaembo mil-homens cipó-paratudo.

            - Minha avó. Vovó Amélia tinha agilidade para confeiteira, e recheios e doces biscoitos de chocolate pudins tortas massas-folhadas pães de ló quindins brigadeiros...

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            Ipaba. O trem chegou e já brega e glossário.

            - Pensar em, pensar sobre – falou pensativa a dona Profilática Jarrete, vizinha da praça Raimundo da Mota de Azevedo Correa, fisionomia comum e concentrada.

            O trem 1 um bicho sem frêmitos de sentimentos.

            - Há coisas que lembramos pra sempre e tudo mais – comentava comemorava lembrava a empresária da área gastronômica senhora Camba Fibrila Dozeno (vencedora dos ‘Debates Nacionais Gastronômicos de Inverno’ realizados todo mês de junho em Niterói-rj) – Às vezes ficamos outras ainda reficamos e mesmo namoramos. Umas piscadelas bitocas beliscões apertões por baixo. Me deixe pensar... e com calma. Numa dessas e outras ainda temos surpresas. Estamos abrindo para novos planos? Meu, que incrível! Procuramos indagamos bisbilhotamos enxerimos investigamos. Algo como de repente... do nada... coisa inusitada... em sonho... chocante... legal... E quem me aparece? O meu primeiro beijo adolescente amor à primeira vista na adolescência!

            Porque o trem passa e por que contar as janelas persianas, birita assina-ponto braseira restilo mamãe-sacode camulaia sorna pela-goela dindinha faz-xodó cumbeca.

            - O que fiz e refiz? Foi que dei muitas risadas, kjá-kjá-kjá-kjá!... E sim!

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            Intendente Câmara, Ipatinga.

            - Sai, meu! Num breve lance... e o gol transtornou a torcida em festa, é.

            O trem é 1 bicho luz felicidade.

            - O pico da Ibituruna realmente parecia perto, ilusão – comentava contava o senhor Garavato Aguaçal Coteleiro, toda vida morador na rua Milton Campos esta paralela à avenida Carlos Chagas em o gigantesco bairro Mel-de-Sapo – Nem medi esforços ou pesei reforços para chegar a tempo na estação. O dia já tinha uma aura muito agradável. Entre montanhas de dizer ‘amém!...’ Sol é calor e lua é enredo. Quer saber mais sobre a região de mg? A tardezinha e o sol se pondo, o desfecho. Guarajubas floridas carregadas de aromas e cores e pássaros os curiós-do-brejo. A que estilo e horas vem e virá a surpresa? O combinado estava chegando perto das horas marcadas. Viajar é algo que sonhamos dia e noite. Turismo de negócios? E de repente... causando... apitando de trás do morro... já se ouvia também o resfolegar... coisa pesada no espaço... fantástico... possuído... Quem me aparece? O trem maria-fumaça!

            Encontrando o trem e desejando 1 mundaréu de obviedades, cuia e guaiaca e cincerro e catre e ramerrão e contraponto.

            - Quê! Posso te perguntar por que nem me reconheceu aqui? Recorda?

            Porque o trem passa e por que contar as noites, superestrato superclasse supervenção supersistema superpule superplasticidade supererrogação superego.

            - Ei!... Como vai essa bizarria? – indagou a patroa Zurrapa Tenrura, habitante da região das Missões missioneira, num tom suave honesto correto aprazível.

                                                                       #

            Mário Carvalho, Timóteo. Lazeres, jogo de solo gaúcho e jogo do osso (coima, coimeiro) e carreiras e domingueiras. Deliberadamente.

            - Hem!... O que acham de comermos um peixe de água doce assado? – pediu consultou inquiriu o patrão senhor Velame Limado Sombrela, com residência em a rua Manoel Malaquias de Souza a par da avenida Monsenhor Rafael.

            Porque o trem passa e por que contar os benefícios, São João das Duas Pontes e Fernandópolis e Macedônia e São João de Iracema e Pedranópolis e Guarani d’Oeste e Meridiano e Estrela d’Oeste.

            - A gente comemora e nem se esquece, nem é isso? – relatava relativamente a dona Jureba Garnierita Paracuã, cozinheira de mão cheia no restaurante/churrascaria Ápice (junto à praça Gustavo Ferreira da Cruz) e desde que o mesmo foi inaugurado lá em 2028 – Sim, uma conquista e um apoio incondicional. Que legal! Música ao vivo com conjunto tradicionalista/nativista gaúcho, e como tem de ser. Imperdível é a costela na brasa ou fogo de chão. Alguma religião específica? Como se explica? E de festa... repentinamente... aplausos e risos e bolo de chocolate... sem exagero... do nada... brilhantemente... Quem é que me aparece? Um ‘feliz aniversário, mamãe!’

            O trem, pangaré xucro chucro bravio esquivo bagual arpista arisco assustadiço espantadiço, dispersa lonjuras gauchadas.

            - Justo o que penso pensamento. O trem é um bicho metamorfose – análise da domadora de potrilhinhos senhorita Tubiba Teatino Oveiro, moradora em o logradouro Eduardo Vasconcelos Pederneiras, ginete de gineteadas geneteando invernadas groterio grotas num tubiano fogoso original inquieto trote chasqueiro trote largo longo extenso.

                                                                       #

            Antônio Dias. Quando entra o dia o trem passa repassa ilustre conspícuo eminente.

            - Mesamigos e mesamores e minhasgentes! Esta velocidade lenga-lenga!... tem defesa – comentou emendou o seu Mulatinho Capaxó, vigiador cuidador protetor da cachoeira do Caxambu e cachoeira da Mongorreira.

            A revoada adereços penugem lanugem felpa felpo o bando de periquitos-de-encontros-amarelos alardeio alarde ostentação alardeadeiros sobre a mata e espinilhos esponjeiras espinhos-de-cristo umbuzeiros a taipa a tapera e sarandis-amarelos mio-mios cipós-regos a sanga a picada e jasmins-do-mato trapoerabas-vermelhas a ladeira o lançante inçado repleto de ervaçal unhas-de-gato raízes-do-joão-da-costa a coxilha macegas girassóis-do-campo o perau o desfiladeiro a canhada carobas-de-flor-verde cinco-chagas andás-açus.

            - Ótimo! Sempre tenho pressa pra sair pra chegar pra partir, entende?!

            Porque o trem passa e por que contar os solstícios, sala de visitas sala de estado sala dos milagres sala-e-dois-quartos sala dos passos perdidos sala secreta.

            - A chuva caía sem parar e leve garoa, mas deixei pra lá! – lembrava comemorava analisava o contador consultor especialista em escrituras certidões livros-caixa documentos plantas mapas cartas e etc, um senhor Tornilho Planiço Frágua, com sala comercial na esquina da rua Bonfim com a rua Antônio Roberto da Cruz – E me acheguei à corrente d’água para aprender a nadar. Lugar inundado de plantas e animais asados endêmicos e trinca-ferros-de-asa-verde, maracujás-brancos, maracanãs-do-buriti, anambés-roxos, ervas-preás, dragões-fedorentos, clavijas. O rio Capingui. A ruidosa cachoeira Sá Carvalho, chuá! chuáaaa!... Pronto e de calção, pulei na água. Mas pra quê! Me apinchei me atirei na água corrente diante de um pocinho como se fosse ao peso uma pedra, plufe!... E aos sapataços aos pataços às taponas desequilibrado como um cavalo xucro, plaque! plaque!... Caindo ou me contorcendo no escuro. Me senti como um gato com medo da água fria, blé-clé-cléeee!... e só a cabeça pra fora. Sem forças num beco num túnel num remoinho. Tentei nadar igual cachorrinho, plete! plete!... Já tomava uns goles de água e pensei que viraria comida de traíra lambari cascudo caparari charutinho... Por que nem bater as pernas os braços? Pensei em voltar. As mãos em garras e os pés puxando pra baixo. O que faço aqui? Abri os olhos rasos d’água... e vejo... de repente... uniforme... declarado... surgindo como uma esperança... abertamente... do nada... Quem é que me aparece? As raízes do barranco!

            Encontrando o trem e desejando um mundaréu de obviedades, arnês parte dos arreios no peito do cavalo sofrenaço esbarrada.

            - Já tenho ouvido, ‘somos porque gostamos, pegamos e nem largamos’.

            O trem chegou e já falava cotidiano.

                                                                       #

            Desembargador Drummond, Nova Era. Lá fora onde os olhos alcançam ou nem cogitam (refletem, meditam, projetam, preparam) o campo as reses os morros o rio a mata. O trem chegou e já vulcânico.

            - Comento. Conhece? As águas do rio Machadinho já terminando o dia – comemorava a dona Beldosa Portela, funcionária do museu Casa de Cláudio de Souza (Petrópolis), assaz bastante suficiente profissional.

            O trem, êmbolo com o bisel afiado chanfro chanfradura corte oblíquo em aresta, dispersa lonjuras aporreadas.

            - Sempre contemplo. E vigio a lua nas ruas – comemorava a senhora Boleada Cilhão, caxiense de Caxias do Sul bairro Petrópolis rua Francisco Getúlio Vargas esquina com rua Conselheiro Dantas, opinião abalizada honesta fluente límpida.

            O trem é 1 um bicho na tarde radiosa.

            - Minha mãe sempre me alerta: ‘Tire esta goma de mascar da boca pois você parece uma lhama, nhau!, nhau!, nhau!...’ Ela me diz – recorda relava comenta a mocinha jovem adolescente Guaíba Guaju Formeiro, rua Itália do bairro São Cristóvão (cortados pela br-470) – Sim e nem, o meu primeiro dia de aula. E como me lembro... Tenho dúvidas de lembranças. Que história é mais essa? Mas acho que me perguntava: Por quê? Porém isso no primeiro dia. Espera que vou me olhar direitinho! E na sala de aula que nos indicaram. Esperando a professora. Creio que foi assim. Quando a professora entrou todo mundo se levantou e ela disse: “Bom dia! Podem se sentar!” Um pouco só e o mundo parou. Aí, e de repente... do nada... da lousa... sem nunca mais parar... desenhado... casinhas... E o que me aparece? O tal e qual ‘abecedário e bê-á-bá!’

            Porque o trem passa e por que contar os noticiários, linha de navegação linha do sertão linha oblíqua linha espectral linha de montagem linha de flutuação.

            - Então. Pode se sentar aí. Você fala?

                                                                       #

            João Monlevade. O trem, sancionado concordado confirmado admitido aprovado, montou assinação implantação programação informação cooperação participação.

            - Um porém. Antes de viajar sempre lembro de cortar o cabelo.

            Porque o trem passa e por que contar as normalidades, prêmio retribuição valor galardão condecoração bônus favor benefício gratificação distinção presente remuneração colaboração recompensa pagamento agrado ágio vantagem debênture.

            - Pedi um carro de praça e fomos para o aeroporto regional Hugo Cantergiani e já pegando a avenida Salgado Filho – relatava em minúcias o pequeno empresário seu Dagora Nuga Parança, localizado com seu atacarejo na rua Rita da Silva apegada encompridada pela rua Francisco Anselmo Martins – Cheguei... o quê?, umas duas horas antes do embarque. E me distraindo com a internete. Caminhando pra cá pra lá, nervoso que era o meu primeiro voo. São Paulo num pulo logo aí e uma duração de hora e quinze, amem! Despachar as malas o chequim o controle e mais uma hora de espera. Sentindo falta de quê? A fila indiana, os documentos, a poltrona na janela. Quanta espera e já vou dormir? Tudo muito protocolar e as turbinas ligadas. A carreira pela pista, trá-trá-trá-tráaaa!... E levanta voo de asas fixas e duras e metálicas e brilhantes ao sol de maio 10h com 40min, 10 minutos atrasado. Subindo bem para o alto e já embicado para o céu uma curva desequilibrada meio de lado para o rumo norte. Vi lá embaixo umas caixinhas de fósforo. E o que tinha de altura até aí? De repente... a vista... súbito... igual que nunca vi... estendido... extensão... livre e absolvido... como um suave sonho... inusitado... Quem me aparece? Um tapete de brancas nuvens!

            O trem, tenteando tateando palpando, montou a sorte moira destino mera fado.

            - E dês desta manhã.

            Os piquetes fazem as lidas campeiras, laço pealo doma rédea gineteada. Os CTGs têm essa parte mais desenvolvida e ainda invernadas artísticas as danças.

            O trem, limite linha fronteira horizonte, dispersa lonjuras pândegas.

            - Hoje mesmo. E andei de loja em vitrine, numa boa. E as amostras autênticas e vibráteis vibratilidades – destacou animou o pedreiro Esculápio Festo, originalmente de Portão-rs, voz baixa em surdina som abafado.

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            Rio Piracicaba. Praça Alcides Maya, e viçosa verdejante ramada de mata-olhos sebastiões-de-arruda tuturubás timbós-taturuaias maúbas uma bulha ruídos ou gritarias corujões-orelhudos guaripés andorinhas-do-campo.

            - Isto é! Como te digo e como se diz, desde aqui.

            Encontrando o trem e desejando um mundaréu de obviedades, tabano mutuca tavão mosca.

            - A biblioteca Edy Lima, no colégio 11 de Agosto, fica no primeiro andar. Bem, e que pergunta me fiz e me encomendei? – conversava tecia apreciava a empresária Saná Majorante Sanco, habita o bairro Planalto em a rua João Francisco Machado – Demorei para me decidir subir ali entrar e conhecer o resinto. As profes me recomendavam: ‘Vá e retire um livro, guria!’ Me estimulavam: ‘Para aprender a falar tem que ler!’ Me contavam contos e ensinavam e instigavam: ‘Para aprender a ler e escrever e falar... tem que ler!’ Um livro é melhor que um gibi? Um livro é melhor que um filme? Um livro é melhor que um dia na piscina? Os caminhos das histórias. E de repente... do nada... escolhido ou encontrado ou achado... súbito... de inopino... subitamente... inofensivo... Q-quem me aparece? O Bugre do Chapéu de Anta!

            Porque o trem passa e por que contar as tradições, raio laser raio de ação raio principal raio de giração raio ordinário raio de curvatura raio geodésico raio visual.

            - Ei, gente boa! Como estão o trabalho o tempero o conteúdo? – perguntou a costureira senhora Mísula Inaiá Atlantoaxial, comércio loja de artigos femininos em a rua Virgílio Lima cerca próximo ao parque Areão ou Leonardo Diniz Dias.

                                                                       #

            Dois Irmãos, Barão de Cocais. O trem chegou e já um trem clássico. Contemplar probabilidades. Sorrir sorriso sorriu com afabilidade com ênfase. Ocasião providencial.

            A serra da Conceição e o sítio arqueológico Pedra Pintada.

            - Eu sei. O primeiro elemento milagrosamente criado foi o ar.

            Porque o trem passa e por que sei contar as virtudes, concentração lealdade coragem resiliência profundidade determinação comprometimento.

            - Nem eu esperava muito e pouca certeza. Mas tinha feito as provas no vestibular da ufsc, em mecânica analítica. Sempre com um pé atrás e a pulga coçando a orelha da esperança – colocava diagnosticava desabafava a jovem Mariaté Cipotá Castiça, coabita casa em o condomínio Abolição, entre a avenida José Feliciano Pinto Coelho da Cunha e a rua José Calixto Marques (nas imediações da praça da Lagoa) – Fui almoçar no clube esportivo Juncada, e por volta das 11h e 45min. Olhem que coisa mais positiva! Como quem espera e se prepara para alcançar todavia sem merecer. Peguei o jornal diário com a lista oficial. Eu estava tranquila? Sim, como uma caça rodeada de perdigueiros. Eu estava equilibrada?  Sim, como um palanque no banhado. Eu estava plena? Sim, como uma desmemoriada. E abri o jornal de amplas folhas na página indicada. Será que o mundo me observa? Então, e só então... de repente... no meio e entre os escombros... ordem alfabética... o coração, tum-tum-tum!... com ou sem cobrança... Quem me aparece? O meu nome prenome sobrenome, e totalmente!

            O trem, revogador anulador, montou moinho azenha tafona atafona.

            - É mais que tudo. E se nota aí, ‘batendo casco de cavalo, andando estrada afora rumo de’.

                                                                       #

            Belo Horizonte. O trem era um bicho palmilhando trilhas trilhos. Cara-volta, meia-volta, volta pra trás. Serra do Curral, Curral Del Rei.

            - Outrossim!... A cada trem fico mais sábio mais sólido mais tudo mais eu.

            O trem, relho tento tira de couro cru, montou amálgama mistura combinação fusão.

            - O que que eu faço. Sou guia espiritual nesta paróquia. E amém!

            Quando sai o dia entra a noite o trem passa repassa manoteia cordial cordialidade.

            - Foi debalde. Uns centos de réis. Um ou vinte léguas, metáfora de distância – comandou apontou o posteiro vaqueano e tapejara seu Macanudo Tapiti Cilhão, frequentador do parque Ildo Meneghetti, goeludo prognata e bombachudo.

            Porque o trem passa e por que contar os séculos, ano santo ano trópico ano galáctico ano emergente ano abundante ano bissexto ou bissêxtil ano natural ano secular ano astronômico ano anomalístico ano trópico ano útil ano equinocial ano a ano.

            - Nem sei se nasci em noite madrugada de lua e estrelas ou chuva torrencial. Mas sempre gostei de água rios lagoas praias piscinas cataratas balneários – arrolava listava desenrolava o barbeiro (cabelo barba bigode) o mestre Chinfre Retroo Mazanza, com loja barbearia em a estrada linha Moreira César (União da Serra) – Há essas coisas aí e que me apego, o rio Pulador o rio São Luiz o rio Uruguai. Aqui nem cabe caberia uma boa e moderna hidroelétrica? As águas podem despencar à vontade, cachoeira Ribeirão do Boi e cachoeira do Aníbal e cachoeira do Véu e cachoeira da Cambota. Tenho como descobrir tesouros de ouro? Eu viajo e escolho paraíso das águas termais, sem dúvidas. E caminhando pela trilha da mata o parque do Turvo, Derrubadas, ouvimos um barulhão estrondo, chuá!, chuáaaa!... de queda d’água. Contornamos umas pedronas vazamos por entre a vegetação e aí estava... de repentemente... de dentro do mundo... debaixo do céu azul-piscina... O que me aparece? O Salto Yucamã!

            O trem chegou e já partilha.

            - A fim de quê!

            O trem, quadrilha tropilha de 4 cavalos, dispersa lonjuras rubricadas.

                                                                       Fim

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