“Por onde eu chego e como eu entro e
o que tenho perto, pra me localizar.”
Algo que as gentes ficaram sabendo
na ocasião na época e que se compartilha diante de você e das gerações. E de
certo modo, enfim, curtir comentar compartilhar. Sim, teve um senhor e
protagonista, então já uns 77 anos, que passou no vestibular para geografia na
universidade federal de Tramba-Las-Águas. Já sabe.
Enfim, foi estudar entre os jovens acadêmicos
e queria se reciclar se ocupar e achou que era uma boa. Querer se sentir jovem
por dentro, pelo menos. A esposa concordou mas as filhas, as duas já casadas,
discordaram veemente e completamente. E elas já mamães moravam em suas casas e
longe dos velhos pais e até mesmo em outras cidades. Opinaram contra e contra-argumentaram
mas nem puderam influenciar. Há quanto tempo isso nem acontecia?
Um dia este senhor septuagenário
apareceu em casa de volta da faculdade e de braço engessado na tipoia. Explicou
à esposa de toda a vida o que tinha acontecido, se lamentando se lamentaram. E
no dia seguinte, enfim... Bem, na semana seguinte decidiu que iria pra aula até
porque estudava e pronto. Nada a ver. Resistia insistia teimava. A persistência
é uma qualidade e uma megavirtude. A resiliência é outra qualidade e ele era e
estava resiliente. Tinha importância? Tinha importância.
Explicou pra galera seus colegas de
turma o que tinha acontecido e muitos ficaram solidários e até preocupados
assinando no gipso gipsita sulfato de cal. A maioria ficou apreensiva mas nem
todos, nada de unanimidade burra. E aí é que o senhor idoso terceira idade
começou a olhar em volta a se tocar e a refletir. De repente tomou semancol e
enfim. De repente lhe caiu a ficha o fichário inteiro. E raciocinou seriamente.
Nem me pergunte mas pensou interiormente: ‘o quê?, por quê?, para quê?’
Disse pra todo mundo o que tinha
ocorrido sem omitir nada e como realmente foi o caso como aconteceu o
atropelamento abalroamento. Havia muito que nem dirigia mais o próprio carro
por causa da visão dos reflexos já gastos lugar pra estacionar gasolina
lubrificação impostos direção hidráulica, enfim. Estava no ponto do ônibus, ali
mesmo perto na órbita da biblioteca central professora Adelina Tomedi, e sem
perceber a chegada do coletivo, e na ânsia de embarcar logo e pegar um bom
lugar, se distraiu e foi jogado ao chão. Sofreu um impacto forte e ficou na
calçada durante um tempo além do necessário ou correto para uma pessoa sadia
pessoa comum pessoa normal. Foi uma correria. Igual preocupação. Ainda os extremos
cuidados com o tio. Estava aqui aquém ou além? Podia se erguer sozinho? E já
perguntavam: ‘O senhor se machucou?’
Quando se ligou novamente quando
acordou, depois de oito segundos e já uma eternidade, uma multidão o rodeava e
com muita preocupação. Nem viu nenhum dos seus colegas ali, e isso foi a
providência divina livrando-o do vexame imediato. Mas mesmo assim precisou de
ajuda para se erguer. Sem responder a nenhuma pergunta e pouco a pouco, enfim,
os cansados reflexos. Um pouco devagar e lento.
Daí pra uns poucos dias mais o velho
tio começou, como se disse e se reitera, começou a olhar em volta e ver o
quanto estava sendo palhaço. Nem só palhaço como otário. Otário era pouco,
estava passando por idiota. Do idiota ao ridículo nem custaria nada. E depois
do ridículo um cordão aumenta o tolo o bobo o caduco, enfim. Era isso o que lhe
correspondia lhe respondiam. Queria o quê, afinal?
Pensou ele e já com seu espelho seus
botões: ‘Quer saber, vou parar com esta palhaçada de querer me meter me
enturmar entre estudantes jovens. E querer estudar novamente arrumar novos
amigos novos interesses... chega!’ Pensou dois segundos contou até dois, enfim,
e bateu o martelo: o coroa desistiu das aulas.
Frequentou a faculdade mais um ou
dois dias e desapareceu. Um dia outro dia qualquer encontrou por acaso na rua
no centro da cidade, como se costuma dizer sói acontecer, seus antigos jovens
colegas que lhe perguntaram: ‘Por que nem vem mais com a gente? Por que
desistiu se era tão legal? Por que nem respondeu no whatsapp? Que que houve,
chapa!’ Enfim e etc. Assim e diante da consciência alerta, o idoso decidiu responder
com franqueza e de pronto diretamente sem pestanejar e convicto sensato: ‘Cada
macaco no seu galho, gente boa! Nem sou da era digital ou virtual e coisa e
tal. E me deixo aposentado.’ E assim o velhote ficou com seu mundo já mais
sossegado e é isso. Como se sempre tivesse entendido e compreendido. E isso é
tudo, por fim. E tem tempo muito para algo e mais nada.
“Pra cá pra lá, eu sigo neste
sentido. Quem quer o sol? Tenho o sol. Quem quer a lua? Tenho a lua. Quem
procura a rua? Tenho a rua. Eu tenho porque quero e escolho.”
“O que eu quero da rua? Tudo e mais.
Que que a rua quer de mim? Nada ou talvez tudo e mais um pouco.”
À medida que uma rua ia e vinha invariável,
inevitável. Rua Placidina de Araújo chegando ou partindo à praça Silvério
Antônio de Araújo. Dia começando a cintilar. Cães impulsivos. Um dia cômodo
humilde acomodado. Prédio da prefeitura o palácio 11 de Agosto. Museu Domingos
Batistel. A igreja tem estilo arquitetônico eclético e mescla o gótico e o
romano, igreja matriz São João Batista (é o único santo que se celebra o seu
aniversário de nascimento) e santuário de NS Aparecida. Lá no aconchegante
platô do receptivo bairro São Cristóvão o prestigiado aeródromo ilmo Aloísio
Blume, inaugurado em 1963 e asfaltado recentemente. Ponte estaiada Lupicínio
Rodrigues, novinha em folha e há muito reivindicada, sobre o importante rio
Cachoeira.
O tempo e o pensamento provocam sentidos
e significados. Depois resultados: medições de cultura, manifestações sociais
sociabilidade.
Sim, a cidade tem limites e o
município tem vários distritos. Uma rua se completa se transforma se
autodetermina se especializa. Uma rua é infinita é ideal é atual. Uma rua está desenhada
domesticada pavimentada. Uma rua vai e realiza coopera saúda. Uma rua ambiciona
ambiciosa ávida de realizações. Nem são umas as questões de problemas
problemática, mas de temperamento.
“Assim é. Assim vou eu. Assim é a
rua. Assim tenho o meu tempo permitido.”
“A rua me pertence e nem tenho
roupa. A rua nem me pertence e tenho roupa.”
Ele passou à rua Figueiredo
Magalhães, perto a praça Vereador Rocha Leão, e pensou: ‘Esta é a rua que procuro’.
Foi mais adiante e se deparou com um galpão enorme longo enferrujado e pensou: ‘É
um armazém abandonado’. Entrou em a rua do Maxixe e - um cão abandonado também
entrava por outro lado lá na outra esquina -, se arrepiou por completo e
pensou: ‘Se eu pegar e sair por outra rua o cão vai me ver me seguir e me
seguirá’.
Ruas retas que as esquinas vão
dobrando para outras ruas e voltam retorno contornam ao mesmo lugar revoltando
quarteirão. Como um cão e seu rabo.
“Uma rua Narcisa Amália de Campos termina
onde começa o passeio. Começo meio e fim. É ininterrupta. Começa no mundo e nem
acaba cidade adentro.”
“Com a rua livre eu chego à padaria
ao templo. De um lado faz sentido o mundano terreno e o outro lado o espiritual
transcendente. Seriam os dois espirituais? Seriam os dois terrenos?”
“Desci da rua e fui beber um café na
padaria Aparecida da Cida a Cidinha.”
Rua de qualidade rica pobre
remediada, nem dobrava a esquina. Era uma rua achada comprometida objetiva.
Qualquer rua tem esqueleto arcabouço e alma e endereço e número e nome. Ruas
aparecem e sem respostas e sem perguntas. Ruas de paralelepípedos em
perspectiva, assim.
“Esta lua trajetória percorrida nem
pode ser ultrapassada, impreterivelmente.”
Fachadas das casas fixadas
enraizadas alicerçadas são assim. Satisfatório, aceitável? Com nuances nuanças
diferenças sutis tonalidades. Tão arquitetônicas tão respeitosas tão impessoais
tão artísticas tão pajeadas. E sinceramente nunca nunca havia olhado outras
cidades ou outro casario como fazia agora. Nem olharia mais que isso. Quer
dizer, com tanta atenção e surpresa. Formas dramáticas de monumentos.
Do lado e lado a lado da rua avenida
Voluntários da Pátria, em espaços certos medidos na calçada fila indiana,
cresciam crescem as plantas e sucupiras, borragens-bravas, ibirós, quinas-da-serra,
abutuas, macelas. Rua de duplo sentido direção largo bulevar. E perimetral
apaziguada compenetrada separada cuidada cooperada sofisticada ensombrada pelas
as aleias de atônitos coqueiros-carandaís caciques cocares coroados. Justamente
uma brisa suave pura renovadora crepitante afetuosa saborosa tranquila
bailarina bailava vinda da mata nebular nuvígena de altitude o Morro das
Torres.
Noturno no meio do capão capoeira
urros esturros da onça-parda selvagem. Tem um poder que nós nem podemos
entender. Uma fauna se esgueirando pelas veredas carreiros no espesso dos
arbustos macegas ervas touceiras e quatis, rendadinhos-do-xingu, sabiás-pocas,
pipiras, araçaris-do-pescoço-vermelho, cuícas, arapaçus, gambás.
“Estou aqui para criar a rua
amarfanhada. Ou a rua amarrotada está aqui para me criar? Acho que estou aqui
por mim mão fechada avaro e com a rua estreita sovina.”
As ruas existem com muitas
explicações. As pessoas e os autos que recebem ou nem recebem explicações. A
cidade tem um plano e faz as vias de acesso por onde. As pessoas se adaptam ou
nem isso. Monumentos dramáticos na forma.
Pegou a rua Voracidade dobrou a
esquina e a via Avidez e contornou a esquina na rua Sofreguidão alcançou a
esquina e desembocou na via Afobação. O quarteirão ansiedade. Os meandros
retorcidos o labirinto emaranhado da inteira cidade.
“As ruas são as minhas horas, meus
passeios, meus sossegos. As ruas são meus pensamentos, meus objetos mágicos,
minhas vitrines. As ruas são as minhas modas, os meus jogos de futebol, os meus
museus a céu aberto. Muito massa mesmo!”
“Estas ruas fazem relatórios e
exposições e relacionam coisas. Estas ruas permitem trânsito acelerado. Estas
ruas transmitem chiliques fricotes. Estas ruas inventam enganos intrujices
intrujões intrujonas. E sem comentários!”
Tem gente boa que constrói filosofia
com palavras; ele construía constrói filosofia com ruas pessoa a pé. Fabricava
ruas à revelia dos urbanistas engenheiros civis urbanidades, engenheiro de
obras urbanas prontas pré-moldadas. Já gostara tinha gostado tivesse gostado da
expressão pe-ri-pa-té-ti-co.
Resolveu deliberadamente... Alguém
vê rua e sabe que ela é feliz e refeliz e desfrutável todos os dias. Transmite
ruídos sons música dança passos esfarfalhados quebradiços estilhaçados e em
todos os momentos. Como uma perplexidade.
“Vou pagar ou cobrar? Vou saldar ou
receber?”
Um poeta antigo e a rua do Pórfiro.
De casa saía pra dar umas voltas e avisava fazia um pedido, às vezes aceito
acompanhado outras vezes nem nada sozinho. Poeta modo de dizer, um filósofo um
contemplador um monge budista um naturalista um pintor de paredes grafites paisagens
um esteta primitivo. Adorava andar e passar pelas ruas passear as ruas. Inovar
as ruas. Ruas únicas e irreplicáveis.
A rua tem esta certeza estável
estabelecida em si de que nunca chegará a ser rio. Perto do rio à beira-rio a
rua Sateré vê o rio Pulador e o olha com enlevo.
É isso mesmo que o sol precisa fazer
e é preciso todas as manhãs precisa ser feito. Quando acha que está aceso sai para
o céu o mundo todo. E soleva solevanta-se soergue-se ao ar e se levanta um
pouco a cada hora uns cem por hora. Dia radiante e tranquilo, árvores luminosas
iluminadas tranquilas, trânsito aumentado e diário, aves cães mascotes cívicos
e tranquilos, pessoas mais próximas do trabalho já estão mais humoradas
tranquilas. Formas sintomáticas de trânsito.
A praia é lugar que todos querem chegar.
A rua Capeba é o caminho até a praia. A enseada é o descanso do céu. A avenida
Atlântica é o desfile da rua à beira-mar.
“O despertador alarde 5h e 15min e
eu antevejo a rua. Essa via aparece vem de outro planeta distante na galáxia.
Emerge das águas do rio Capingui em a represa do Faxinal brincando com as
galinhas-d’água, marrecões, marrecas-cricris, ananaís, pintos-d’água-comuns,
codornas-pintadas. Ancorada na orla já foi resgatada de lá até aqui.”
“Vou caminhar em o calçadão, quer vir
comigo, Ju?!”
“Quer alguma coisa da rua? Nem
precisa de nada?”
“Bem, então até logo. Volto antes
das 11h. Vou levar Avião, ciente!”
Sim, isso mesmo de todas as ruas
olharem-no sempre curiosas ou alertas. O parque viveiro florestal junto com a
gruta NS de Lourdes. Área de preservação e reflorestamento sementeiro de
espécies nativas, cajás-mirins ambalós tipuanas canafístulas jequitibá-vermelho
paratudos. Formas vegetais da natureza.
“A rua Mbuí sempre precisa de gente
e inerente intrinsecamente faz parte de.”
“Olha que encontramos o vizinho seu
Tião Convés também acompanhado da sua mascote. Nos cumprimentamos. Avião foi
apresentado à cadelinha Rosina. Se cumprimentaram se sorriram se balançaram se
deram as patas. Foi hoje mesmo, esta ainda quinta-feira. Tudo muito rápido.”
As pessoas se escondem se afastam pelas
ruas. As ruas são dos automóveis. Quem vive nas ruas nem atravessa ruas. De uma
rua a outra rua se chega à lagoa de Iquipari. As ruas de São João da Barra e São
Francisco de Itabapoana e Campos dos Goytacases e Coronel Vivida e Araquari,
afortunadamente, carregam suas cidades nas costas. Caminhando esta via e
chegando naquele logradouro já se vê no horizonte baixo a lagoa do Taí e a
farra piquenique convescote das marrecas-toicinhos, açanãs, caraúnas,
martins-pescadores-verdes, tapicurus. Aí sim, né?!
Sim e nem. Estava aposentado e tinha
sossego tudo realizado para ir levando. Refeliz, como se diz. Tomava uns poucos
remédios, todos ainda simples e sob controle mais algumas pequenas poucas
precauções. Vacinava corretamente como recomendado pelos médicos. Fazia exames
gerais uma vez por ano. E caminhava todos os dias, faça chuva ou faça sol, com
frio ou calor, nas quatro estações e a preferência era pelas manhãs. Um pouco
de plano e logo escadas, subidas e descidas.
“Se eu já passeei andei viajei de
globo aeróstato aerostático?”
Saiu, conferindo o celular, já umas
8h e pico. O cachorro ia junto e todo contente sorridente rabo balançando muito
satisfeito. Desceram do terceiro andar e chegaram na portaria. Abriram a porta
para a rua e desceram na calçada da avenida Antártica. O cão dava dois passos e
olhava o dono. Por que o cão observa tão atentamente o dono?
“Se eu tenho alma, você interpreta a
minha rua?”
“Cada rua desarvorada é única, então
eu espero recapitular pôr fim a. Cada rua perturbada é única, então eu espero
talismã amuleto encantamento. Cada rua desorientada é única, então eu espero
sofisma ilusão logro malogro. Dada cada rua desabalada é única, então eu espero
rabo-de-raposa olho-de-cabra ibabiraba camapu coirana-amarela lanceta
paracuuba-doce.”
“A rua inúbil é o tempo que passa,
né?!”
“Quem nem lembra da primeira rua que
passou em frente de casa, hem?!”
“Ser bom ou nem isso ou ainda pelo
contrário, depende muito dos outros e da instabilidade da torcida.”
Tinha de ver certas coisas com
perplexidade. Algumas situações climáticas de chuva e sol. Até que um dia se
viu na rua Piquete e se virou para sim dentro de si e perplexo. Se virou par si
em plena rua e bem sim perplexo perplexidade.
Nem ia muito longe. Um ou dois
quarteirões. A sua rua Senador Dantas com a praça Félix Laranjeiras adornadas
das constantes árvores-do-sabão, sanhaços-frades ao ar livre e suas cantorias
verão umas imagens irreais; mera sorte. A tua rua Pedro Palácios cerca quase o
parque da Prainha e fila indiana das viçosas pereiras-do-campo, rabos-de-palha tanto
chilreando falando cantando e em libras como escrevendo; mero acaso. A pua rua
do Passeio com a praça Deodoro, garrinchas-choronas chateadas palrando mazelas;
mera trivialidade. A lua rua Clarice Lispector conjunto com a praça General
Tibúrcio florindo as cinquentenárias ibacabas, anuguaçus vestidos nos blusões
de lã com capuz; mera vulgaridade. Epifania revelação manifestação de o sol
astro dos astros deslizando no céu puro esmalte azul. Formas aromáticas de
passeio.
“Subo a ladeira senão ficarei em
desvantagem lá embaixo. Compreendo a praça Glosa/Glossário senão ninguém a
edificará. Escuto as aves senão cantarão ao léu. Desenho as plantas
parreiras-bravas caso contrário ninguém as notarão as anotarão.”
Os autos fugiam pelas ruas e de um
lugar para outro. As pessoas a pé saíam pelas calçadas e de um lugar para
outro. A rua Ciro dos Anjos interpreta o rio Chopim. Os cães soltos vadios
cheiravam seguiam rastos invisíveis e o que achavam pra perseguir.
“Estou na rua Tontilha do Pratázio,
que esta está ao meu alcance.”
“Visitas de outras comarcas nos
visitam hospedamos estacionam de viés na calçada e aparentemente negociantes
comerciantes de Itapejara d’Oeste, Verê, São João, Pato Branco, Francisco
Beltrão, Bom Sucesso do Sul.”
A rua nova as casas paradas perto
das árvores verdes. Os carros rolando e os atletas pedalando seus exercícios
matinais. Paciência com a via os prédios o arvoredo.
“Fascinante e comum normal
corriqueiro banal igual raso rasteiro diário.”
Já
era um hábito e plácido calmo feliz sossegado respirando olhando em volta
segurando o Avião pela guia. E decidiu entrar no parque da Redenção e aí na
frente do monumento ao Expedicionário. Mais sereno sábio olhar de filósofo
filosofando ou nem mesmo isso. O cão pegava parava demorava e cheirava uma
coisa mais outra.
Ultrapassou um quiosque de venda de
gulodices guloseimas. Foi sentar num banco. Foram sentar num banco junto de a
trilha que leva à enseada do Suá. E olhar o movimento. A cidade de seus 115 mil
habitantes, 56,87% mulheres. Era ideal. Ali admirando as árvores e saboeiro e
camaradinha e figueira-vermelha e macacaúba as espécies os alados e gente
caminhando pessoas apressadas indo passando voltando ouvir os pássaros
incidentais e corocoxós, coroas-de-fogo, quero-queros, tesoureiras.
Algumas aves já catavam algo pra comer e
ali mesmo no chão da calçada nos canteiros subindo e descendo das plantas.
Funcionários da prefeitura cuidando retocando os canteiros escardilhando
limpando o jardim com sachos escardilhos pequenas enxadas. Aves
gaviões-caripiras carcarás chupins almas-de-gato chapinhando andando correndo
pisando o saibro a areia atrás de insetos formigas incautas.
Localizada na área da encosta superior
do nordeste rio-grandense, Nova Prata já fora Prata e antes Capoeiras e no
começo no original São João Batista do Herval. Emancipada em 11-08-1924 de
Veranópolis (Alfredo Chaves, na época); Veranópolis emancipada de Lagoa
Vermelha e esta de Santo Antônio da Patrulha (um dos 4 primeiros municípios da
província de São Pedro, hoje Estado do RGS). Fonte: Jornal Popular. Estágios
formais em desmembramentos.
Tudo bonito ou simples sossegado
agitado nem muito agitado suave agradável tranquilo, a moça de olhar redondo
lhe dirigiu uma mirada. E esta olhada foi como sim se houvesse amanhã. Cabelos parecidos
pernas longas em calças compridas femininas retas de moletão tecido de algodão
macio quente leve flanelado felpudo suave. Igual lembrança recordada recortada de
outros carnavais.
“Arborícolas são tipos são bichos espécies
animais que habitam ou vivem nidificam em árvores lá dentro do mato.”
Na mata ciliar das bordas do rio
Retiro caprichavam começavam o dia os bem-te-vis-arapongas, rolinhas-roxas,
macacos-pregos, jaós, pula-pulas, tem-tens-de-dragona-vermelha, saripocas,
teiús, lava-pés, urucuriás, tatus-mulitas, cutias.
Uma rua protegida de asfalto
protetor capa protetora. A rua dorme nem adormece passa se pela de frio se
perla sua de suor. Sob o tamborilar ritmado da chuva, no calor sufocante da
canícula. Bom até muito bom.
“Esta minha rua é universal é bela é
bola é matemática pé ante pé sacola mola.”
A cidade em a serra Gaúcha, altitude
662m, sofreu uma inédita nevasca em 1965. Quem disse? Quem diz! Quem diria de novo
novamente e outra vez?! Quem verá!
“Quando eu era pequeno apreciava
sonhava ir turistar SP. Queria ser da capital paulista. Ouvia muito falar da
cidade tão grande e etc. Imaginava os seguintes: como é nascer e crescer dentro
de SP? Ficava me questionando com isso e como?, por quê?, quando? E onde morar
ficar em SP todo o dia e todas as horas e muito tempo? Assistia filmes e queria
ir pra SP. Acima de tudo trabalhar em SP, avenida Paulista.”
A praça da Bandeira com a bandeira
hasteada nos 11m de mastro. O grande mais que cinquentenário dominante
ipê-amarelo que enfeitam no natal e ano bom.
Um domingo ilibado para quem todos
os dias são feriados. A tarde pura estava quente e o sol dentro de si. O sol
pegando fogo se anunciando imensamente lá fora e a tarde muito quente. Tão
desnecessariamente enorme de quente. O mormaço entrando pela janela da sala de
estar. Se ouviam sons da rua tocando buzina rinchando pneus batendo latas
vendendo milho verde assado. Lá embaixo a rua Antártica e outras artérias o
labirinto as veias sempre disseminadas. Alguns morros lá longe cercando solenes
ou insolentes a cidade sem manchas dos neopratenses. Formas corriqueiras de
urbanismo.
Uma rua pequena nem tinha status de
rua era travessa e somente um obséquio de rua tinha nome de travessa do Forjado.
Em frente prima rica a avenida Iperana e por onde desfilam paradas militares e
ou escolares carnaval bancos templos joalherias perfumarias cafeterias hotéis lojas
chiques e mais renomados.
“Quando a rua faz um s uma curva ou
vem outra rua e que se cruzam uma esquina se dobra para um lado e já mais outra
rua segue e surge a mágica a magia vem praticamente um milagre.”
Por trás do morro a leste um rúbido
clarão um vermelhão como de um astro explodindo briguento rufião. Farfalhar
xuaxalhar das imbaúbas ao relento. Mundo feérico deslumbrante mágico mundo da
fantasia. Um dia santo para que todos os feriados sejam dias sossegados. Um dia
como outro qualquer e resumido epilogado compendiado. Dia domingo torrando ao
sol, esturricado ao calor de fevereiro.
Sede leve! Cada rua procura seu nome e
vive a sorte. Existe em cada canto e todos os cantos da cidade. Seu próprio
ângulo escolhido ou empurrado ou empunhado. Rua Tarobá com Engenheiro Rebouças.
Estrada e logradouro, fora a fora, avenida que vem do oeste correndo desde
Itapuca (tupi: pedra fendida) e vai até no rumo leste de Arvorezinha e Nova
Alvorada. Cada localidade com suas peculiaridades.
“Eu vejo o que D vê com V maiúsculo. Eu
penso o que Ele pensa com P maiúsculo. Vejo muito e de perto!”
Repare só! De onde vem o meio-dia de
onde vêm as abelhas as aves as flores? Nenhuma viração no céu atômico amplo
solar pálido magnífico. E para que tanto céu? As árvores nas ruas seguindo
bordando as margens no verão as plantas nos quintais plásticas são todas irmãs,
periclitantemente jovens adolescentes.
“Levantei na madrugada moritura. O
dia ainda demorava. Os galos também já-já cocoricariam. Fui até a janela da
sala para nem incomodar quem estava no quarto de dormir. Às vezes é ela Ju quem
acorda no meio da noite e eu que fico quieto fingindo sono. Se nem há outra rua
pra olhar, então, que seja esta. Poucos e raros autos. Uma ou duas nuvens
inchadas túrgidas infladas. Estrelas já apagadas vertiginosas cambaleantes
atordoadas tontas. Suspenso no ar universo e sem peso leveza com equilíbrio com
peso insustentável o planeta Vênus, estrela da manhã. O cachorro chegou perto
se encostou se enroscou nas minhas pernas me olhou em dúvidas. Lá pra longe e,
assim, ainda uma escuridão capciosa. Sei e adivinho o leito em curva do rio
Perequê, entrada de peixes.”
Veja que o velho vai à praia da
Azedinha e olha que o senhor idoso mira a ilha da Âncora. Ele vem e chega até a
areia. Braços mãos pensas ao longo do corpo. Os autos e seus condutores os
reflexos condicionados, vão e vêm empurrando o trânsito circulando. Se nota se enxerga
toda a enseada em meia-lua. Nem seria melhor deixar de vir, mesmo sozinho. Porque
a praia é muito agradável. A praia é bonita é fofa é livre. A areia aos
domingos é fervo, a areia nos domingos de manhã no verão é feliz. A praia é
certa porque as pessoas na areia também são certas. Pés descalços na areia
branca.
O destino é muito por vezes
enrolado, porém expressivo. Com força de vontade se consegue isso e aquilo e
praticamente tudo. Formas dramáticas de sucesso.
A praia o mar os banhistas dispostos
na areia mergulhando pegando ondas. As pessoas da praia são superiores às
outras em quaisquer lugares. A brisa lamurienta lamuriosa nascida das próprias
ondas intermitentes. E esta sorte revigora.
“Ainda olho você e vejo você desde
sempre. Vejo você agora e me vejo há muito mais tempo. Exatamente como eu era.
Vejo e revejo e reconheço seus olhos como sempre foram como sempre me olharam
desde o fundo da distância. Vejo tua alma diretamente na luz dos teus olhos
espelhos do meu ser enquanto ser.”
“A totalidade nem é o caminho mas a
rua. A totalidade nem fala de D mas de linguagem.”
“Eu tenho tua alma. Você nem quer a
minha rua?”
Acertou a rua Conivente dobrou a
esquina e a via Cúmplice e contornou a esquina na rua Complacente alcançou a
esquina e desembocou na via Transigente. O quarteirão condescendente.
Contiguidade vizinhança sequência da inteira cidade.
O mundo preenchido de figurinhas
figuras ou palavras-desenhos que descrevem os desfiles de carnaval. As pessoas
vão e voltam, vão a algum lugar, as flores florescem, os pássaros voam e cantam
e galo-de-campina-do-oeste tuim inambupixuna corrupião ou sofrê anu-branco ou
quiriru tangará sebinho corocoturu.
A rua nem chega ao fim. De que serve
de que adianta a rua chegar ao seu início? Ele nem chegava ao fim da rua. O
mundo nem acaba ou acabaria em uma ou duas ruas. Ele olhava os muros e atrás do
muro um pátio que nem se sabe nem saberia nem sabia. Apontavam algumas árvores
e o teto da garagem. Quase sempre uns latidos eletrônicos de cães ferozes.
“Quando vi estava dentro da rua. Nem
sei como a encontrei. Como foi que entrei. Como foi que a pensei.”
Quando viu estava subindo ou
descendo a rua Viana Moog. Crianças do colégio Tiradentes falando alto no
recreio gasguitas gasguiteando gasguitando e tralalá!
Olhou a rua onde entrara e a olhou
de esguelha. Estava avoado em devaneio. Algo desatento espiritual meditativo.
Lugar aumentativo sublime. Chão de paralelepípedos deixando indelével as marcas
do passeador inveterado.
Há nuvens pisando na casca de banana,
se estorvando se pejando se impedindo, e que parecem autos motos furgões caminhões.
Outras como jamantas de 5 ou 6 eixos. Outras semelham carroças puxadas tração
nos 4 bois duas juntas. A grande maioria das nuvens parecem realmente veículos de
motor a combustão interna combustíveis fósseis. Assim como carros de passeio
esportivos elétricos. Nuvens se comportando como herança de pai e mãe pra
filho(a). Formas diversas de veículos animados.
Interessante que nuvens caladas, hem?!
Almofadas cheias abarrotadas de complexos fortes rolando barranco acima.
Interessante que caladas meditando ociosas, nem pedem opinião de ninguém nem
quaisquer. Talvez nem se importem ou nem liguem o nome que os espertos
cientistas lhes dão com elas mesmas as suas próprias pessoas. E como é que
pode?! E como é que se sacodem? E como é que se sentem?
Até que de repente uns raios
relampearam e estas descargas elétricas as despejaram detonaram. Isso mesmo, e
sobre o mundo e todo o mundo o mundo de todos. Com a vontade e a energia de
aguaceiro. Firme na enxurrada e de xuá!, chuá!...
Selecionou a rua Acuidade dobrou a
esquina e a via Agudeza e contornou a esquina na rua Sutileza alcançou a
esquina e desembocou na via Finura. O quarteirão acuição. Inexorável inflexível
implacável da inteira cidade.
“As ruas nem são caminhos, são
labirintos. Aceito as ruas como estão e busco pensar em outras coisas. O
contraponto saindo de um barranco a outro em o viaduto.”
“Por que tenho de conhecer todas as
ruas da cidade? Há tantas cidades no mundo! Há mais cidade que ruas! Certeza
que há mais ruas que mundos.”
“Curioso que eu preciso da rua ao
mesmo tempo que ela me possui. Eu passeio e vejo a rua e ela me pergunta ou me procura
e me vê e me absorve.”
A rua ativa velha oficial magra
grande apagada silenciosa (o silêncio nem é bom nestes casos de vias urbanas)
imponente oca vazia esverdeada. Sobre todos estes nomes adjetivos a rua nem se
manifestou manifesta. Então está totalmente pensativa com o olhar perdido
sorriso levemente irônico. Patrimônio cultural da humanidade.
“A rua que anda e corre e assim
mesmo será uma boa uma bola uma boba!”
“Meu amor na cozinha fazendo salada
com diversos produtos hortifrutigranjeiros. Digno de um almoço para nós dois. Digo
o que é: coisa supimpa!”
Foi até a cozinha junto com a Ju, seu
amor de sempre, fazer salada para o repasto. Antes tinha ido à feira da rua da
Almenara (frente à associação dos postalistas e filatelistas ‘Olho de Boi’),
todos os dias da semana e aos sábados, comprar alface cebola batata-doce
abóbora cenoura agrião melancia melão mamão ovo de codorna-mineira. Pesos cores
qualidade, de forma que nada se sobressaísse sobressaia ou ganhe na quantidade.
Equitativo imparcial equidade equidoso justo. Os preços que sim reclamam clamam
rezingam protestam espinafram.
“Esta rua é arrebatamento e inefável
indizível inexprimível indescritível. E que garantias tenho terei que esta rua
é minha, ou mais minha que de outro(a)?”
“Esta rua tão conhecida desconhecida
estrangeira clandestina. Esta rua relanceando um olhar de relance e tão negligente
descuidada e incoercível. As ruas me levam me trazem.”
“Tão engraçado que a rua me faz com
vontade de nascer de novo!”
“O melhor de todos os passeios. Sigo
pela rua desbravada e encontro uma praça. Saio da rua e entro na praça
atravesso os canteiros de begônias-sempre-floridas e encontro outra rua
estrangeira.”
“Entro na rua Acalanto e encontro
pré-adolescentes pulando corda quicando sapata e girando saltando dançando
cantando.”
Se afastou foi indo para chegar no
mundo. Tanto céu de manhã como assim tanto céu pela tarde. Estiveram contentes,
esteve contente está contente estará contente. O melhor dia do mundo é o
domingo, verão de sol maduro. Os galos vizinhos cantando o ‘quiquiriqui!...’ ou
outra tradução versão do ‘cocoricó!...’ Chegou na praia da Armação, a qual já
repleta e sem meio metro para se pôr os pés. E há um poeta velho olhando tudo,
admirado bizolhando. Formas celestes de narrativa.
“A primavera vem até o setembro. Eu
sempre gostei das pri-ma-ve-ras. Desde os cabelos louras até os pés descalços.
Também flor na orelha flores do campo do jardim da estação. De prima das primas
primaveras das flores as flores das primeiras bonitas.”
“Estes dias eu e Ju fomos, algumas noites
noturnas, à escola de samba Freguesia do Sururu e ali dentro do bairro Brocado.
Ainda e também ontem à tarde e hoje pela manhã. Assim mesmo, para aprender a
coreografia o samba-enredo os passos da dança o samba no pé. E muita beleza
música percussão animação opa diversão pândega farra. E é e vai ser na avenida do
Salubérrimo, assim como no barracão um mundo à parte um outro mundo fragmentado
em alas divisões contando uma longa história. O que domina tudo percussão é o
tambor.”
Senhor que todos olham e sério honrado
digno austero nem pobre nem rico. Motivado por motivos a perder de vista. Nem
muito de motejos piadas vergonhas alheias nada fingido zanho. Perder perde,
sumir some, mudar pouco muda. Se perde se ganha e se empata, sempre tem isso
para si e fala e recomenda e aconselha. Sumir desaparecer nada além de uma
viagem no fim do ano e Santa Maria de Jetibá, Castelo, Afonso Cláudio, Santa
Leopoldina. Mudar de lugar pode até ser mudar de conversa mudar de canal zapear
um sofá pela rede de deitar e a espreguiçadeira cadeira de praia.
“Depois do almoço uma sesta com minha
rede de deitar na varanda. O Avião vem se largar esparramar ali perto no piso.
Aterrissa a cabeça sobre minhas chinelas de dedo. Que cachorro é este, meu?!
Acho mais, acho que ainda implica com minha preguiça desídia indolência. Olha
que olhei pra ele e lhe disse, sinceramente: ‘Você é engraçado, Avião!’ Aí ele
me olhou de rabo de olho me desolhou desviou o olhar e nem latiu nada.”
O cansado senhor está ali, decúbito
dorsal e digerindo e resfolegando como um gato velho, na sua tradicional sesta
pós-almoço. O cão nem arreda pé, e sempre esperando qualquer reação do seu
dono. Devem pegar no sono um rápido cochilo de 40 minutos. Mas raramente saem
de casa antes das 15h com 20min.
Enquanto lá fora no céu passam vagueiam
nuvens como carneiros carneirando vindas do mar logo ali angra enseada baía.
Nuvens cirros e cúmulos passeando de leste a oeste. Estariam se fazendo
refazendo ocupadas desocupadas, e por quê? E fazem e farão boa viagem até as
montanhas da serra da Mantiqueira. Turistando conhecendo reconhecendo
sobrevoando por Muquém de São Francisco, Barra, Ipê, Muitos Capões, Wanderley,
Campestre da Serra. Talvez achem o que esperam. Quem sabe nem encontrem o que
esperam. E que sorte delas se acharem o que esperam, caso achem.
“O desfile exemplar inédito da senhorita
incidental na calçada da fama passarela estrelada. Fica a magia fantasia
encantamento. Penso as crenças os valores aspirações.”
Nuvens elogiosas gozadoras galanteadoras
românticas gaiatas. Passageiras sobre Domingos Martins e todos(as) os
martinenses. E uma hora vão se precipitar, tiro porrada bomba, sobre a terra
sobre a estrada diante de Barreiras, Brejolândia, Sítio do Mato, Ibotirama,
Paratinga, Vargem Alta, Venda Nova do Imigrante. Assim como se fizeram se
criaram engordaram em alto-mar, se desintegrarão se espalharão se
autodestruirão ao longo da subida à floresta na Mata Atlântica.
Motivos nem faltam para contar a sorte
nas ruas. Morar na rua andar na rua almoçar jantar namorar curtir umas férias
feriadão. E ruas logradouros praças parques.
Comprou a rua Permutar dobrou a esquina
e a via Trocar e contornou a esquina na rua Mudar alcançou a esquina e desembocou
na via Cambiar. O quarteirão permutativo. Proximidade conexão nexo vínculo
coerência da inteira cidade.
“Faço um ritual bom exercício pra sentir
a rua Alto-Relevo, onde estou onde passo todo dia. A rua de canteiros floridos
palmeiras paxiúbas pessoas guiando autos pessoas passeando com ou sem mascotes.”
“Sim, acredito aceito, frequentemente as
ruas têm individualidades. Sim, creio confirmo, frequentemente as ruas nem têm
individualidades.”
“É muito manhã e os passarinhos estão
cantando a manhã o verão. Vou sair para meu passeio de todas as manhãs saudade
comum. Avião tenho o amigo fiel a dois passos seguindo na frente se adiantando.
Vou girar aí mesmo até a praia de Tucuns e olhando o mar as ondas quebrando
fazendo renda. Alcançar o âmbito da praia.”
O tio velho sai de casa frente do prédio
Cromo e avenida Antártica. É um conhecedor das ruas da cidade andador. Um dia
para cada rua ou mais. Agora na rua Corrico Boreste (esta via tem a pecha de
rua das barregãs ou concubinas rampeiras), peixaria Rolão Boreste, floricultura
Antúrio Boreste, bairro Quiriri Boreste. Talvez coincidência talvez presença da
família Boreste e desde muitos anos imigrantes migrantes oriundos destinados em
a área.
“O que sabemos um da outra, eu e Ju, nem
nunca nos separa e emboralá!”
“De manhã bem cedo nos comportamos como
2 de paus. O Avião sempre quer sair e quem ainda o acompanha sou eu aí pelas 6h
e 20min. Acontece isso e nos revezamos como colaboradores para fazer o almoço.
Ao meio-dia cada um faz sua sesta em lugar próprio diferente, eu na rede da
varanda ou na sala. De tardezinha saímos os três e isso quase frequentemente.
Vamos em trio trilegal até a praça da Alfândega.”
“Onde eu passo também ali justamente
passa a rua Urupema, mera caridade genuína. Onde eu passo também e ali
justamente para a rua Rio Rufino, mera simplicidade legítima. Onde eu passo
também e ali justamente caminha a rua Painel, mera vulgaridade pura. Por onde
eu passo também e ali justamente acontece a rua Bocaina do Sul, mera credencial
insólita.”
“Mas eu gosto de andar a pé pelas ruas.
Vamos eu e o cão em companhia.”
“A rua vai me dando paisagens. E
bondade. Adorando adoro e me fazendo deixar de pensar dispensar (des)pensar.”
Quis sair e nem sabia nem por onde. Oi!,
que ninguém some no ar. Que é que estava fazendo aí, ali? Sair dali sem deixar
nada rasto. E sem encontrar sem repartir sem perder nada. A rua Marília de
Dirceu copia o rio Iratim. Nada mais havia a fazer senão considerar realizar a
cidade como mistério espiral labirinto.
Nenhum comentário:
Postar um comentário