domingo, 1 de setembro de 2024

Poeta Sua Respirando

 

                                                          

            “Por onde eu chego e como eu entro e o que tenho perto, pra me localizar.”

            Algo que as gentes ficaram sabendo na ocasião na época e que se compartilha diante de você e das gerações. E de certo modo, enfim, curtir comentar compartilhar. Sim, teve um senhor e protagonista, então já uns 77 anos, que passou no vestibular para geografia na universidade federal de Tramba-Las-Águas. Já sabe.

Enfim, foi estudar entre os jovens acadêmicos e queria se reciclar se ocupar e achou que era uma boa. Querer se sentir jovem por dentro, pelo menos. A esposa concordou mas as filhas, as duas já casadas, discordaram veemente e completamente. E elas já mamães moravam em suas casas e longe dos velhos pais e até mesmo em outras cidades. Opinaram contra e contra-argumentaram mas nem puderam influenciar. Há quanto tempo isso nem acontecia?

Um dia este senhor septuagenário apareceu em casa de volta da faculdade e de braço engessado na tipoia. Explicou à esposa de toda a vida o que tinha acontecido, se lamentando se lamentaram. E no dia seguinte, enfim... Bem, na semana seguinte decidiu que iria pra aula até porque estudava e pronto. Nada a ver. Resistia insistia teimava. A persistência é uma qualidade e uma megavirtude. A resiliência é outra qualidade e ele era e estava resiliente. Tinha importância? Tinha importância.

            Explicou pra galera seus colegas de turma o que tinha acontecido e muitos ficaram solidários e até preocupados assinando no gipso gipsita sulfato de cal. A maioria ficou apreensiva mas nem todos, nada de unanimidade burra. E aí é que o senhor idoso terceira idade começou a olhar em volta a se tocar e a refletir. De repente tomou semancol e enfim. De repente lhe caiu a ficha o fichário inteiro. E raciocinou seriamente. Nem me pergunte mas pensou interiormente: ‘o quê?, por quê?, para quê?’

            Disse pra todo mundo o que tinha ocorrido sem omitir nada e como realmente foi o caso como aconteceu o atropelamento abalroamento. Havia muito que nem dirigia mais o próprio carro por causa da visão dos reflexos já gastos lugar pra estacionar gasolina lubrificação impostos direção hidráulica, enfim. Estava no ponto do ônibus, ali mesmo perto na órbita da biblioteca central professora Adelina Tomedi, e sem perceber a chegada do coletivo, e na ânsia de embarcar logo e pegar um bom lugar, se distraiu e foi jogado ao chão. Sofreu um impacto forte e ficou na calçada durante um tempo além do necessário ou correto para uma pessoa sadia pessoa comum pessoa normal. Foi uma correria. Igual preocupação. Ainda os extremos cuidados com o tio. Estava aqui aquém ou além? Podia se erguer sozinho? E já perguntavam: ‘O senhor se machucou?’

Quando se ligou novamente quando acordou, depois de oito segundos e já uma eternidade, uma multidão o rodeava e com muita preocupação. Nem viu nenhum dos seus colegas ali, e isso foi a providência divina livrando-o do vexame imediato. Mas mesmo assim precisou de ajuda para se erguer. Sem responder a nenhuma pergunta e pouco a pouco, enfim, os cansados reflexos. Um pouco devagar e lento.

            Daí pra uns poucos dias mais o velho tio começou, como se disse e se reitera, começou a olhar em volta e ver o quanto estava sendo palhaço. Nem só palhaço como otário. Otário era pouco, estava passando por idiota. Do idiota ao ridículo nem custaria nada. E depois do ridículo um cordão aumenta o tolo o bobo o caduco, enfim. Era isso o que lhe correspondia lhe respondiam. Queria o quê, afinal?

            Pensou ele e já com seu espelho seus botões: ‘Quer saber, vou parar com esta palhaçada de querer me meter me enturmar entre estudantes jovens. E querer estudar novamente arrumar novos amigos novos interesses... chega!’ Pensou dois segundos contou até dois, enfim, e bateu o martelo: o coroa desistiu das aulas.

            Frequentou a faculdade mais um ou dois dias e desapareceu. Um dia outro dia qualquer encontrou por acaso na rua no centro da cidade, como se costuma dizer sói acontecer, seus antigos jovens colegas que lhe perguntaram: ‘Por que nem vem mais com a gente? Por que desistiu se era tão legal? Por que nem respondeu no whatsapp? Que que houve, chapa!’ Enfim e etc. Assim e diante da consciência alerta, o idoso decidiu responder com franqueza e de pronto diretamente sem pestanejar e convicto sensato: ‘Cada macaco no seu galho, gente boa! Nem sou da era digital ou virtual e coisa e tal. E me deixo aposentado.’ E assim o velhote ficou com seu mundo já mais sossegado e é isso. Como se sempre tivesse entendido e compreendido. E isso é tudo, por fim. E tem tempo muito para algo e mais nada.

            “Pra cá pra lá, eu sigo neste sentido. Quem quer o sol? Tenho o sol. Quem quer a lua? Tenho a lua. Quem procura a rua? Tenho a rua. Eu tenho porque quero e escolho.”

            “O que eu quero da rua? Tudo e mais. Que que a rua quer de mim? Nada ou talvez tudo e mais um pouco.”

            À medida que uma rua ia e vinha invariável, inevitável. Rua Placidina de Araújo chegando ou partindo à praça Silvério Antônio de Araújo. Dia começando a cintilar. Cães impulsivos. Um dia cômodo humilde acomodado. Prédio da prefeitura o palácio 11 de Agosto. Museu Domingos Batistel. A igreja tem estilo arquitetônico eclético e mescla o gótico e o romano, igreja matriz São João Batista (é o único santo que se celebra o seu aniversário de nascimento) e santuário de NS Aparecida. Lá no aconchegante platô do receptivo bairro São Cristóvão o prestigiado aeródromo ilmo Aloísio Blume, inaugurado em 1963 e asfaltado recentemente. Ponte estaiada Lupicínio Rodrigues, novinha em folha e há muito reivindicada, sobre o importante rio Cachoeira.

O tempo e o pensamento provocam sentidos e significados. Depois resultados: medições de cultura, manifestações sociais sociabilidade.

            Sim, a cidade tem limites e o município tem vários distritos. Uma rua se completa se transforma se autodetermina se especializa. Uma rua é infinita é ideal é atual. Uma rua está desenhada domesticada pavimentada. Uma rua vai e realiza coopera saúda. Uma rua ambiciona ambiciosa ávida de realizações. Nem são umas as questões de problemas problemática, mas de temperamento.

            “Assim é. Assim vou eu. Assim é a rua. Assim tenho o meu tempo permitido.”

            “A rua me pertence e nem tenho roupa. A rua nem me pertence e tenho roupa.”

            Ele passou à rua Figueiredo Magalhães, perto a praça Vereador Rocha Leão, e pensou: ‘Esta é a rua que procuro’. Foi mais adiante e se deparou com um galpão enorme longo enferrujado e pensou: ‘É um armazém abandonado’. Entrou em a rua do Maxixe e - um cão abandonado também entrava por outro lado lá na outra esquina -, se arrepiou por completo e pensou: ‘Se eu pegar e sair por outra rua o cão vai me ver me seguir e me seguirá’.

            Ruas retas que as esquinas vão dobrando para outras ruas e voltam retorno contornam ao mesmo lugar revoltando quarteirão. Como um cão e seu rabo.

            “Uma rua Narcisa Amália de Campos termina onde começa o passeio. Começo meio e fim. É ininterrupta. Começa no mundo e nem acaba cidade adentro.”

            “Com a rua livre eu chego à padaria ao templo. De um lado faz sentido o mundano terreno e o outro lado o espiritual transcendente. Seriam os dois espirituais? Seriam os dois terrenos?”

            “Desci da rua e fui beber um café na padaria Aparecida da Cida a Cidinha.”

            Rua de qualidade rica pobre remediada, nem dobrava a esquina. Era uma rua achada comprometida objetiva. Qualquer rua tem esqueleto arcabouço e alma e endereço e número e nome. Ruas aparecem e sem respostas e sem perguntas. Ruas de paralelepípedos em perspectiva, assim.

            “Esta lua trajetória percorrida nem pode ser ultrapassada, impreterivelmente.”

            Fachadas das casas fixadas enraizadas alicerçadas são assim. Satisfatório, aceitável? Com nuances nuanças diferenças sutis tonalidades. Tão arquitetônicas tão respeitosas tão impessoais tão artísticas tão pajeadas. E sinceramente nunca nunca havia olhado outras cidades ou outro casario como fazia agora. Nem olharia mais que isso. Quer dizer, com tanta atenção e surpresa. Formas dramáticas de monumentos.

            Do lado e lado a lado da rua avenida Voluntários da Pátria, em espaços certos medidos na calçada fila indiana, cresciam crescem as plantas e sucupiras, borragens-bravas, ibirós, quinas-da-serra, abutuas, macelas. Rua de duplo sentido direção largo bulevar. E perimetral apaziguada compenetrada separada cuidada cooperada sofisticada ensombrada pelas as aleias de atônitos coqueiros-carandaís caciques cocares coroados. Justamente uma brisa suave pura renovadora crepitante afetuosa saborosa tranquila bailarina bailava vinda da mata nebular nuvígena de altitude o Morro das Torres.

            Noturno no meio do capão capoeira urros esturros da onça-parda selvagem. Tem um poder que nós nem podemos entender. Uma fauna se esgueirando pelas veredas carreiros no espesso dos arbustos macegas ervas touceiras e quatis, rendadinhos-do-xingu, sabiás-pocas, pipiras, araçaris-do-pescoço-vermelho, cuícas, arapaçus, gambás.

            “Estou aqui para criar a rua amarfanhada. Ou a rua amarrotada está aqui para me criar? Acho que estou aqui por mim mão fechada avaro e com a rua estreita sovina.”

            As ruas existem com muitas explicações. As pessoas e os autos que recebem ou nem recebem explicações. A cidade tem um plano e faz as vias de acesso por onde. As pessoas se adaptam ou nem isso. Monumentos dramáticos na forma.

            Pegou a rua Voracidade dobrou a esquina e a via Avidez e contornou a esquina na rua Sofreguidão alcançou a esquina e desembocou na via Afobação. O quarteirão ansiedade. Os meandros retorcidos o labirinto emaranhado da inteira cidade.

            “As ruas são as minhas horas, meus passeios, meus sossegos. As ruas são meus pensamentos, meus objetos mágicos, minhas vitrines. As ruas são as minhas modas, os meus jogos de futebol, os meus museus a céu aberto. Muito massa mesmo!”

            “Estas ruas fazem relatórios e exposições e relacionam coisas. Estas ruas permitem trânsito acelerado. Estas ruas transmitem chiliques fricotes. Estas ruas inventam enganos intrujices intrujões intrujonas. E sem comentários!”

            Tem gente boa que constrói filosofia com palavras; ele construía constrói filosofia com ruas pessoa a pé. Fabricava ruas à revelia dos urbanistas engenheiros civis urbanidades, engenheiro de obras urbanas prontas pré-moldadas. Já gostara tinha gostado tivesse gostado da expressão pe-ri-pa-té-ti-co.

            Resolveu deliberadamente... Alguém vê rua e sabe que ela é feliz e refeliz e desfrutável todos os dias. Transmite ruídos sons música dança passos esfarfalhados quebradiços estilhaçados e em todos os momentos. Como uma perplexidade.

            “Vou pagar ou cobrar? Vou saldar ou receber?”

            Um poeta antigo e a rua do Pórfiro. De casa saía pra dar umas voltas e avisava fazia um pedido, às vezes aceito acompanhado outras vezes nem nada sozinho. Poeta modo de dizer, um filósofo um contemplador um monge budista um naturalista um pintor de paredes grafites paisagens um esteta primitivo. Adorava andar e passar pelas ruas passear as ruas. Inovar as ruas. Ruas únicas e irreplicáveis.

            A rua tem esta certeza estável estabelecida em si de que nunca chegará a ser rio. Perto do rio à beira-rio a rua Sateré vê o rio Pulador e o olha com enlevo.

            É isso mesmo que o sol precisa fazer e é preciso todas as manhãs precisa ser feito. Quando acha que está aceso sai para o céu o mundo todo. E soleva solevanta-se soergue-se ao ar e se levanta um pouco a cada hora uns cem por hora. Dia radiante e tranquilo, árvores luminosas iluminadas tranquilas, trânsito aumentado e diário, aves cães mascotes cívicos e tranquilos, pessoas mais próximas do trabalho já estão mais humoradas tranquilas. Formas sintomáticas de trânsito.

            A praia é lugar que todos querem chegar. A rua Capeba é o caminho até a praia. A enseada é o descanso do céu. A avenida Atlântica é o desfile da rua à beira-mar.

            “O despertador alarde 5h e 15min e eu antevejo a rua. Essa via aparece vem de outro planeta distante na galáxia. Emerge das águas do rio Capingui em a represa do Faxinal brincando com as galinhas-d’água, marrecões, marrecas-cricris, ananaís, pintos-d’água-comuns, codornas-pintadas. Ancorada na orla já foi resgatada de lá até aqui.”

            “Vou caminhar em o calçadão, quer vir comigo, Ju?!”

            “Quer alguma coisa da rua? Nem precisa de nada?”

            “Bem, então até logo. Volto antes das 11h. Vou levar Avião, ciente!”

            Sim, isso mesmo de todas as ruas olharem-no sempre curiosas ou alertas. O parque viveiro florestal junto com a gruta NS de Lourdes. Área de preservação e reflorestamento sementeiro de espécies nativas, cajás-mirins ambalós tipuanas canafístulas jequitibá-vermelho paratudos. Formas vegetais da natureza.

            “A rua Mbuí sempre precisa de gente e inerente intrinsecamente faz parte de.”

            “Olha que encontramos o vizinho seu Tião Convés também acompanhado da sua mascote. Nos cumprimentamos. Avião foi apresentado à cadelinha Rosina. Se cumprimentaram se sorriram se balançaram se deram as patas. Foi hoje mesmo, esta ainda quinta-feira. Tudo muito rápido.”

            As pessoas se escondem se afastam pelas ruas. As ruas são dos automóveis. Quem vive nas ruas nem atravessa ruas. De uma rua a outra rua se chega à lagoa de Iquipari. As ruas de São João da Barra e São Francisco de Itabapoana e Campos dos Goytacases e Coronel Vivida e Araquari, afortunadamente, carregam suas cidades nas costas. Caminhando esta via e chegando naquele logradouro já se vê no horizonte baixo a lagoa do Taí e a farra piquenique convescote das marrecas-toicinhos, açanãs, caraúnas, martins-pescadores-verdes, tapicurus. Aí sim, né?!

            Sim e nem. Estava aposentado e tinha sossego tudo realizado para ir levando. Refeliz, como se diz. Tomava uns poucos remédios, todos ainda simples e sob controle mais algumas pequenas poucas precauções. Vacinava corretamente como recomendado pelos médicos. Fazia exames gerais uma vez por ano. E caminhava todos os dias, faça chuva ou faça sol, com frio ou calor, nas quatro estações e a preferência era pelas manhãs. Um pouco de plano e logo escadas, subidas e descidas.

            “Se eu já passeei andei viajei de globo aeróstato aerostático?”

            Saiu, conferindo o celular, já umas 8h e pico. O cachorro ia junto e todo contente sorridente rabo balançando muito satisfeito. Desceram do terceiro andar e chegaram na portaria. Abriram a porta para a rua e desceram na calçada da avenida Antártica. O cão dava dois passos e olhava o dono. Por que o cão observa tão atentamente o dono?

            “Se eu tenho alma, você interpreta a minha rua?”

            “Cada rua desarvorada é única, então eu espero recapitular pôr fim a. Cada rua perturbada é única, então eu espero talismã amuleto encantamento. Cada rua desorientada é única, então eu espero sofisma ilusão logro malogro. Dada cada rua desabalada é única, então eu espero rabo-de-raposa olho-de-cabra ibabiraba camapu coirana-amarela lanceta paracuuba-doce.”

            “A rua inúbil é o tempo que passa, né?!”

            “Quem nem lembra da primeira rua que passou em frente de casa, hem?!”

            “Ser bom ou nem isso ou ainda pelo contrário, depende muito dos outros e da instabilidade da torcida.”

            Tinha de ver certas coisas com perplexidade. Algumas situações climáticas de chuva e sol. Até que um dia se viu na rua Piquete e se virou para sim dentro de si e perplexo. Se virou par si em plena rua e bem sim perplexo perplexidade.

            Nem ia muito longe. Um ou dois quarteirões. A sua rua Senador Dantas com a praça Félix Laranjeiras adornadas das constantes árvores-do-sabão, sanhaços-frades ao ar livre e suas cantorias verão umas imagens irreais; mera sorte. A tua rua Pedro Palácios cerca quase o parque da Prainha e fila indiana das viçosas pereiras-do-campo, rabos-de-palha tanto chilreando falando cantando e em libras como escrevendo; mero acaso. A pua rua do Passeio com a praça Deodoro, garrinchas-choronas chateadas palrando mazelas; mera trivialidade. A lua rua Clarice Lispector conjunto com a praça General Tibúrcio florindo as cinquentenárias ibacabas, anuguaçus vestidos nos blusões de lã com capuz; mera vulgaridade. Epifania revelação manifestação de o sol astro dos astros deslizando no céu puro esmalte azul. Formas aromáticas de passeio.

            “Subo a ladeira senão ficarei em desvantagem lá embaixo. Compreendo a praça Glosa/Glossário senão ninguém a edificará. Escuto as aves senão cantarão ao léu. Desenho as plantas parreiras-bravas caso contrário ninguém as notarão as anotarão.”

            Os autos fugiam pelas ruas e de um lugar para outro. As pessoas a pé saíam pelas calçadas e de um lugar para outro. A rua Ciro dos Anjos interpreta o rio Chopim. Os cães soltos vadios cheiravam seguiam rastos invisíveis e o que achavam pra perseguir.

            “Estou na rua Tontilha do Pratázio, que esta está ao meu alcance.”

            “Visitas de outras comarcas nos visitam hospedamos estacionam de viés na calçada e aparentemente negociantes comerciantes de Itapejara d’Oeste, Verê, São João, Pato Branco, Francisco Beltrão, Bom Sucesso do Sul.”

            A rua nova as casas paradas perto das árvores verdes. Os carros rolando e os atletas pedalando seus exercícios matinais. Paciência com a via os prédios o arvoredo.

            “Fascinante e comum normal corriqueiro banal igual raso rasteiro diário.”

            Já era um hábito e plácido calmo feliz sossegado respirando olhando em volta segurando o Avião pela guia. E decidiu entrar no parque da Redenção e aí na frente do monumento ao Expedicionário. Mais sereno sábio olhar de filósofo filosofando ou nem mesmo isso. O cão pegava parava demorava e cheirava uma coisa mais outra.

            Ultrapassou um quiosque de venda de gulodices guloseimas. Foi sentar num banco. Foram sentar num banco junto de a trilha que leva à enseada do Suá. E olhar o movimento. A cidade de seus 115 mil habitantes, 56,87% mulheres. Era ideal. Ali admirando as árvores e saboeiro e camaradinha e figueira-vermelha e macacaúba as espécies os alados e gente caminhando pessoas apressadas indo passando voltando ouvir os pássaros incidentais e corocoxós, coroas-de-fogo, quero-queros, tesoureiras.

Algumas aves já catavam algo pra comer e ali mesmo no chão da calçada nos canteiros subindo e descendo das plantas. Funcionários da prefeitura cuidando retocando os canteiros escardilhando limpando o jardim com sachos escardilhos pequenas enxadas. Aves gaviões-caripiras carcarás chupins almas-de-gato chapinhando andando correndo pisando o saibro a areia atrás de insetos formigas incautas.

Localizada na área da encosta superior do nordeste rio-grandense, Nova Prata já fora Prata e antes Capoeiras e no começo no original São João Batista do Herval. Emancipada em 11-08-1924 de Veranópolis (Alfredo Chaves, na época); Veranópolis emancipada de Lagoa Vermelha e esta de Santo Antônio da Patrulha (um dos 4 primeiros municípios da província de São Pedro, hoje Estado do RGS). Fonte: Jornal Popular. Estágios formais em desmembramentos.

            Tudo bonito ou simples sossegado agitado nem muito agitado suave agradável tranquilo, a moça de olhar redondo lhe dirigiu uma mirada. E esta olhada foi como sim se houvesse amanhã. Cabelos parecidos pernas longas em calças compridas femininas retas de moletão tecido de algodão macio quente leve flanelado felpudo suave. Igual lembrança recordada recortada de outros carnavais.

            “Arborícolas são tipos são bichos espécies animais que habitam ou vivem nidificam em árvores lá dentro do mato.”

            Na mata ciliar das bordas do rio Retiro caprichavam começavam o dia os bem-te-vis-arapongas, rolinhas-roxas, macacos-pregos, jaós, pula-pulas, tem-tens-de-dragona-vermelha, saripocas, teiús, lava-pés, urucuriás, tatus-mulitas, cutias.

            Uma rua protegida de asfalto protetor capa protetora. A rua dorme nem adormece passa se pela de frio se perla sua de suor. Sob o tamborilar ritmado da chuva, no calor sufocante da canícula. Bom até muito bom.

            “Esta minha rua é universal é bela é bola é matemática pé ante pé sacola mola.”

            A cidade em a serra Gaúcha, altitude 662m, sofreu uma inédita nevasca em 1965. Quem disse? Quem diz! Quem diria de novo novamente e outra vez?! Quem verá!

            “Quando eu era pequeno apreciava sonhava ir turistar SP. Queria ser da capital paulista. Ouvia muito falar da cidade tão grande e etc. Imaginava os seguintes: como é nascer e crescer dentro de SP? Ficava me questionando com isso e como?, por quê?, quando? E onde morar ficar em SP todo o dia e todas as horas e muito tempo? Assistia filmes e queria ir pra SP. Acima de tudo trabalhar em SP, avenida Paulista.”

            A praça da Bandeira com a bandeira hasteada nos 11m de mastro. O grande mais que cinquentenário dominante ipê-amarelo que enfeitam no natal e ano bom.

            Um domingo ilibado para quem todos os dias são feriados. A tarde pura estava quente e o sol dentro de si. O sol pegando fogo se anunciando imensamente lá fora e a tarde muito quente. Tão desnecessariamente enorme de quente. O mormaço entrando pela janela da sala de estar. Se ouviam sons da rua tocando buzina rinchando pneus batendo latas vendendo milho verde assado. Lá embaixo a rua Antártica e outras artérias o labirinto as veias sempre disseminadas. Alguns morros lá longe cercando solenes ou insolentes a cidade sem manchas dos neopratenses. Formas corriqueiras de urbanismo.

            Uma rua pequena nem tinha status de rua era travessa e somente um obséquio de rua tinha nome de travessa do Forjado. Em frente prima rica a avenida Iperana e por onde desfilam paradas militares e ou escolares carnaval bancos templos joalherias perfumarias cafeterias hotéis lojas chiques e mais renomados.

            “Quando a rua faz um s uma curva ou vem outra rua e que se cruzam uma esquina se dobra para um lado e já mais outra rua segue e surge a mágica a magia vem praticamente um milagre.”

Por trás do morro a leste um rúbido clarão um vermelhão como de um astro explodindo briguento rufião. Farfalhar xuaxalhar das imbaúbas ao relento. Mundo feérico deslumbrante mágico mundo da fantasia. Um dia santo para que todos os feriados sejam dias sossegados. Um dia como outro qualquer e resumido epilogado compendiado. Dia domingo torrando ao sol, esturricado ao calor de fevereiro.

Sede leve! Cada rua procura seu nome e vive a sorte. Existe em cada canto e todos os cantos da cidade. Seu próprio ângulo escolhido ou empurrado ou empunhado. Rua Tarobá com Engenheiro Rebouças. Estrada e logradouro, fora a fora, avenida que vem do oeste correndo desde Itapuca (tupi: pedra fendida) e vai até no rumo leste de Arvorezinha e Nova Alvorada. Cada localidade com suas peculiaridades.

“Eu vejo o que D vê com V maiúsculo. Eu penso o que Ele pensa com P maiúsculo. Vejo muito e de perto!”

            Repare só! De onde vem o meio-dia de onde vêm as abelhas as aves as flores? Nenhuma viração no céu atômico amplo solar pálido magnífico. E para que tanto céu? As árvores nas ruas seguindo bordando as margens no verão as plantas nos quintais plásticas são todas irmãs, periclitantemente jovens adolescentes.

            “Levantei na madrugada moritura. O dia ainda demorava. Os galos também já-já cocoricariam. Fui até a janela da sala para nem incomodar quem estava no quarto de dormir. Às vezes é ela Ju quem acorda no meio da noite e eu que fico quieto fingindo sono. Se nem há outra rua pra olhar, então, que seja esta. Poucos e raros autos. Uma ou duas nuvens inchadas túrgidas infladas. Estrelas já apagadas vertiginosas cambaleantes atordoadas tontas. Suspenso no ar universo e sem peso leveza com equilíbrio com peso insustentável o planeta Vênus, estrela da manhã. O cachorro chegou perto se encostou se enroscou nas minhas pernas me olhou em dúvidas. Lá pra longe e, assim, ainda uma escuridão capciosa. Sei e adivinho o leito em curva do rio Perequê, entrada de peixes.”

            Veja que o velho vai à praia da Azedinha e olha que o senhor idoso mira a ilha da Âncora. Ele vem e chega até a areia. Braços mãos pensas ao longo do corpo. Os autos e seus condutores os reflexos condicionados, vão e vêm empurrando o trânsito circulando. Se nota se enxerga toda a enseada em meia-lua. Nem seria melhor deixar de vir, mesmo sozinho. Porque a praia é muito agradável. A praia é bonita é fofa é livre. A areia aos domingos é fervo, a areia nos domingos de manhã no verão é feliz. A praia é certa porque as pessoas na areia também são certas. Pés descalços na areia branca.

            O destino é muito por vezes enrolado, porém expressivo. Com força de vontade se consegue isso e aquilo e praticamente tudo. Formas dramáticas de sucesso.

            A praia o mar os banhistas dispostos na areia mergulhando pegando ondas. As pessoas da praia são superiores às outras em quaisquer lugares. A brisa lamurienta lamuriosa nascida das próprias ondas intermitentes. E esta sorte revigora.

            “Ainda olho você e vejo você desde sempre. Vejo você agora e me vejo há muito mais tempo. Exatamente como eu era. Vejo e revejo e reconheço seus olhos como sempre foram como sempre me olharam desde o fundo da distância. Vejo tua alma diretamente na luz dos teus olhos espelhos do meu ser enquanto ser.”

            “A totalidade nem é o caminho mas a rua. A totalidade nem fala de D mas de linguagem.”

            “Eu tenho tua alma. Você nem quer a minha rua?”

            Acertou a rua Conivente dobrou a esquina e a via Cúmplice e contornou a esquina na rua Complacente alcançou a esquina e desembocou na via Transigente. O quarteirão condescendente. Contiguidade vizinhança sequência da inteira cidade.

            O mundo preenchido de figurinhas figuras ou palavras-desenhos que descrevem os desfiles de carnaval. As pessoas vão e voltam, vão a algum lugar, as flores florescem, os pássaros voam e cantam e galo-de-campina-do-oeste tuim inambupixuna corrupião ou sofrê anu-branco ou quiriru tangará sebinho corocoturu.

            A rua nem chega ao fim. De que serve de que adianta a rua chegar ao seu início? Ele nem chegava ao fim da rua. O mundo nem acaba ou acabaria em uma ou duas ruas. Ele olhava os muros e atrás do muro um pátio que nem se sabe nem saberia nem sabia. Apontavam algumas árvores e o teto da garagem. Quase sempre uns latidos eletrônicos de cães ferozes.

            “Quando vi estava dentro da rua. Nem sei como a encontrei. Como foi que entrei. Como foi que a pensei.”

            Quando viu estava subindo ou descendo a rua Viana Moog. Crianças do colégio Tiradentes falando alto no recreio gasguitas gasguiteando gasguitando e tralalá!

            Olhou a rua onde entrara e a olhou de esguelha. Estava avoado em devaneio. Algo desatento espiritual meditativo. Lugar aumentativo sublime. Chão de paralelepípedos deixando indelével as marcas do passeador inveterado.

            Há nuvens pisando na casca de banana, se estorvando se pejando se impedindo, e que parecem autos motos furgões caminhões. Outras como jamantas de 5 ou 6 eixos. Outras semelham carroças puxadas tração nos 4 bois duas juntas. A grande maioria das nuvens parecem realmente veículos de motor a combustão interna combustíveis fósseis. Assim como carros de passeio esportivos elétricos. Nuvens se comportando como herança de pai e mãe pra filho(a). Formas diversas de veículos animados.

            Interessante que nuvens caladas, hem?! Almofadas cheias abarrotadas de complexos fortes rolando barranco acima. Interessante que caladas meditando ociosas, nem pedem opinião de ninguém nem quaisquer. Talvez nem se importem ou nem liguem o nome que os espertos cientistas lhes dão com elas mesmas as suas próprias pessoas. E como é que pode?! E como é que se sacodem? E como é que se sentem?    

            Até que de repente uns raios relampearam e estas descargas elétricas as despejaram detonaram. Isso mesmo, e sobre o mundo e todo o mundo o mundo de todos. Com a vontade e a energia de aguaceiro. Firme na enxurrada e de xuá!, chuá!...

            Selecionou a rua Acuidade dobrou a esquina e a via Agudeza e contornou a esquina na rua Sutileza alcançou a esquina e desembocou na via Finura. O quarteirão acuição. Inexorável inflexível implacável da inteira cidade.

            “As ruas nem são caminhos, são labirintos. Aceito as ruas como estão e busco pensar em outras coisas. O contraponto saindo de um barranco a outro em o viaduto.”

            “Por que tenho de conhecer todas as ruas da cidade? Há tantas cidades no mundo! Há mais cidade que ruas! Certeza que há mais ruas que mundos.”

            “Curioso que eu preciso da rua ao mesmo tempo que ela me possui. Eu passeio e vejo a rua e ela me pergunta ou me procura e me vê e me absorve.”

            A rua ativa velha oficial magra grande apagada silenciosa (o silêncio nem é bom nestes casos de vias urbanas) imponente oca vazia esverdeada. Sobre todos estes nomes adjetivos a rua nem se manifestou manifesta. Então está totalmente pensativa com o olhar perdido sorriso levemente irônico. Patrimônio cultural da humanidade.

            “A rua que anda e corre e assim mesmo será uma boa uma bola uma boba!”

            “Meu amor na cozinha fazendo salada com diversos produtos hortifrutigranjeiros. Digno de um almoço para nós dois. Digo o que é: coisa supimpa!”

Foi até a cozinha junto com a Ju, seu amor de sempre, fazer salada para o repasto. Antes tinha ido à feira da rua da Almenara (frente à associação dos postalistas e filatelistas ‘Olho de Boi’), todos os dias da semana e aos sábados, comprar alface cebola batata-doce abóbora cenoura agrião melancia melão mamão ovo de codorna-mineira. Pesos cores qualidade, de forma que nada se sobressaísse sobressaia ou ganhe na quantidade. Equitativo imparcial equidade equidoso justo. Os preços que sim reclamam clamam rezingam protestam espinafram.

“Esta rua é arrebatamento e inefável indizível inexprimível indescritível. E que garantias tenho terei que esta rua é minha, ou mais minha que de outro(a)?”

“Esta rua tão conhecida desconhecida estrangeira clandestina. Esta rua relanceando um olhar de relance e tão negligente descuidada e incoercível. As ruas me levam me trazem.”

“Tão engraçado que a rua me faz com vontade de nascer de novo!”

“O melhor de todos os passeios. Sigo pela rua desbravada e encontro uma praça. Saio da rua e entro na praça atravesso os canteiros de begônias-sempre-floridas e encontro outra rua estrangeira.”

“Entro na rua Acalanto e encontro pré-adolescentes pulando corda quicando sapata e girando saltando dançando cantando.”

Se afastou foi indo para chegar no mundo. Tanto céu de manhã como assim tanto céu pela tarde. Estiveram contentes, esteve contente está contente estará contente. O melhor dia do mundo é o domingo, verão de sol maduro. Os galos vizinhos cantando o ‘quiquiriqui!...’ ou outra tradução versão do ‘cocoricó!...’ Chegou na praia da Armação, a qual já repleta e sem meio metro para se pôr os pés. E há um poeta velho olhando tudo, admirado bizolhando. Formas celestes de narrativa.

“A primavera vem até o setembro. Eu sempre gostei das pri-ma-ve-ras. Desde os cabelos louras até os pés descalços. Também flor na orelha flores do campo do jardim da estação. De prima das primas primaveras das flores as flores das primeiras bonitas.”

“Estes dias eu e Ju fomos, algumas noites noturnas, à escola de samba Freguesia do Sururu e ali dentro do bairro Brocado. Ainda e também ontem à tarde e hoje pela manhã. Assim mesmo, para aprender a coreografia o samba-enredo os passos da dança o samba no pé. E muita beleza música percussão animação opa diversão pândega farra. E é e vai ser na avenida do Salubérrimo, assim como no barracão um mundo à parte um outro mundo fragmentado em alas divisões contando uma longa história. O que domina tudo percussão é o tambor.”

Senhor que todos olham e sério honrado digno austero nem pobre nem rico. Motivado por motivos a perder de vista. Nem muito de motejos piadas vergonhas alheias nada fingido zanho. Perder perde, sumir some, mudar pouco muda. Se perde se ganha e se empata, sempre tem isso para si e fala e recomenda e aconselha. Sumir desaparecer nada além de uma viagem no fim do ano e Santa Maria de Jetibá, Castelo, Afonso Cláudio, Santa Leopoldina. Mudar de lugar pode até ser mudar de conversa mudar de canal zapear um sofá pela rede de deitar e a espreguiçadeira cadeira de praia.

“Depois do almoço uma sesta com minha rede de deitar na varanda. O Avião vem se largar esparramar ali perto no piso. Aterrissa a cabeça sobre minhas chinelas de dedo. Que cachorro é este, meu?! Acho mais, acho que ainda implica com minha preguiça desídia indolência. Olha que olhei pra ele e lhe disse, sinceramente: ‘Você é engraçado, Avião!’ Aí ele me olhou de rabo de olho me desolhou desviou o olhar e nem latiu nada.”

O cansado senhor está ali, decúbito dorsal e digerindo e resfolegando como um gato velho, na sua tradicional sesta pós-almoço. O cão nem arreda pé, e sempre esperando qualquer reação do seu dono. Devem pegar no sono um rápido cochilo de 40 minutos. Mas raramente saem de casa antes das 15h com 20min.

Enquanto lá fora no céu passam vagueiam nuvens como carneiros carneirando vindas do mar logo ali angra enseada baía. Nuvens cirros e cúmulos passeando de leste a oeste. Estariam se fazendo refazendo ocupadas desocupadas, e por quê? E fazem e farão boa viagem até as montanhas da serra da Mantiqueira. Turistando conhecendo reconhecendo sobrevoando por Muquém de São Francisco, Barra, Ipê, Muitos Capões, Wanderley, Campestre da Serra. Talvez achem o que esperam. Quem sabe nem encontrem o que esperam. E que sorte delas se acharem o que esperam, caso achem.

“O desfile exemplar inédito da senhorita incidental na calçada da fama passarela estrelada. Fica a magia fantasia encantamento. Penso as crenças os valores aspirações.”

Nuvens elogiosas gozadoras galanteadoras românticas gaiatas. Passageiras sobre Domingos Martins e todos(as) os martinenses. E uma hora vão se precipitar, tiro porrada bomba, sobre a terra sobre a estrada diante de Barreiras, Brejolândia, Sítio do Mato, Ibotirama, Paratinga, Vargem Alta, Venda Nova do Imigrante. Assim como se fizeram se criaram engordaram em alto-mar, se desintegrarão se espalharão se autodestruirão ao longo da subida à floresta na Mata Atlântica.

Motivos nem faltam para contar a sorte nas ruas. Morar na rua andar na rua almoçar jantar namorar curtir umas férias feriadão. E ruas logradouros praças parques.

Comprou a rua Permutar dobrou a esquina e a via Trocar e contornou a esquina na rua Mudar alcançou a esquina e desembocou na via Cambiar. O quarteirão permutativo. Proximidade conexão nexo vínculo coerência da inteira cidade.

“Faço um ritual bom exercício pra sentir a rua Alto-Relevo, onde estou onde passo todo dia. A rua de canteiros floridos palmeiras paxiúbas pessoas guiando autos pessoas passeando com ou sem mascotes.”

“Sim, acredito aceito, frequentemente as ruas têm individualidades. Sim, creio confirmo, frequentemente as ruas nem têm individualidades.”

“É muito manhã e os passarinhos estão cantando a manhã o verão. Vou sair para meu passeio de todas as manhãs saudade comum. Avião tenho o amigo fiel a dois passos seguindo na frente se adiantando. Vou girar aí mesmo até a praia de Tucuns e olhando o mar as ondas quebrando fazendo renda. Alcançar o âmbito da praia.”

O tio velho sai de casa frente do prédio Cromo e avenida Antártica. É um conhecedor das ruas da cidade andador. Um dia para cada rua ou mais. Agora na rua Corrico Boreste (esta via tem a pecha de rua das barregãs ou concubinas rampeiras), peixaria Rolão Boreste, floricultura Antúrio Boreste, bairro Quiriri Boreste. Talvez coincidência talvez presença da família Boreste e desde muitos anos imigrantes migrantes oriundos destinados em a área.

“O que sabemos um da outra, eu e Ju, nem nunca nos separa e emboralá!”

“De manhã bem cedo nos comportamos como 2 de paus. O Avião sempre quer sair e quem ainda o acompanha sou eu aí pelas 6h e 20min. Acontece isso e nos revezamos como colaboradores para fazer o almoço. Ao meio-dia cada um faz sua sesta em lugar próprio diferente, eu na rede da varanda ou na sala. De tardezinha saímos os três e isso quase frequentemente. Vamos em trio trilegal até a praça da Alfândega.”

“Onde eu passo também ali justamente passa a rua Urupema, mera caridade genuína. Onde eu passo também e ali justamente para a rua Rio Rufino, mera simplicidade legítima. Onde eu passo também e ali justamente caminha a rua Painel, mera vulgaridade pura. Por onde eu passo também e ali justamente acontece a rua Bocaina do Sul, mera credencial insólita.”

“Mas eu gosto de andar a pé pelas ruas. Vamos eu e o cão em companhia.”

“A rua vai me dando paisagens. E bondade. Adorando adoro e me fazendo deixar de pensar dispensar (des)pensar.”

Quis sair e nem sabia nem por onde. Oi!, que ninguém some no ar. Que é que estava fazendo aí, ali? Sair dali sem deixar nada rasto. E sem encontrar sem repartir sem perder nada. A rua Marília de Dirceu copia o rio Iratim. Nada mais havia a fazer senão considerar realizar a cidade como mistério espiral labirinto.

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