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quinta-feira, 7 de março de 2019

Brasília até agora




Uma idade digo sempre altura de autonomia imagens legendadas oráculo locuções, protocolares os dias eram de verão, ia junto do rio Caiapó e nadar piá a tarde toda. Haja vista a ponte inacabada eoceno solta no ar que era o meu trampolim. Andava de armazém em armazém tentando vender de rua em rua as frutas do mato pinhão no inverno butiá no verão. Do capão da mata em multidão jenipapim maracujás-grandes caucho arcumã, carrapetas-verdadeiras...
- Minha estrada o rio Uaupés as escolas que passaram criar aparelhos de busca e espelhos e natação fontes papéis estações de trem pontes cidades dentro e fora do mundo. Me cheguei à ilha dos Lençóis enseadas mangues carregados de aves guarás caraúnas marés bairro Mãe Luiza embarcação a motor a vela indo e vindo mar banzeiro tauaçu praia de Piranji...
            Brasília está no nome e sobrenome do B. Fizeram umas canchas de areia e inauguraram um evento portátil volátil de vôlei de praia. Brasília acepção. Quando se canta o hino para abrir os apetites do cafezinho os aperitivos cauim mucura caxiri caiçuma aluás aos santos e santas do dia. Brasília dezenove horas tintinabulante O Guarani protofonia! De tal e qual vieram os povoadores candangos de Caraúbas e Bento Fernandes e Contendas do Sincorá e Ariranha e Macaíba... Certa vez eu estava em Brasília-DF quando sobreveio um redemoinho poeira cisco cartazes politicamente corretos e logo em seguida um anúncio de invasão de bois vaquejada rodeio boiadas. Vossa Excelência Brasília e mágica dos nossos dias. As pessoas que adquirem fortunas em Brasília podem voar podem nadar caminhar pular perfeitamente dormir e rolar. Brasília consorte. Nenhuma rua sequer e automóvel talvez na manhã de domingo feriado recesso prolongado parlamentar. Embora Brasília vocativo tenta outras denominações, chega esta até nossos dias e autossuficiente. Brasília marimba e canzá. Tempo alto de chuvas enxurradas na Capital Federal neste próximo fim do mês de fevereiro. A lua entidade realmente nova camafeu da noite e o lago brilhante e a ponte JK uma figura retórica intrínseca.
            - E eu vi ouvi histórias possíveis narrativas inexoráveis habitar. O sol com quilômetros de sol abundante e calculado domínio claríssimo do sol da história do nada do clássico do mundo do incrível e o sol a proverbial competência potência atômica.
            Minha avó para me agradar sapecava pinhão na chapa do fogão à lenha. Dizia ela: “Vai pra lá brincar que quando estiver pronto chamo ocê.” E eu ia sem esquecer sem tirar as ouças de lebre lá da cozinha. E se avó esquecesse? Então corria todo minuto lembrar. Até que os pinhões estivessem rapidamente assados cozidos estalados prontos para que eu os apreciar. Uma idade boa pedalar como andar de bicicleta o dia todo. Interessado aquietava talvez na varanda área tentando batê-los com martelo de madeira para estourar a casca e mastigar assim mesmo muito quentes, e tentava ensinar o cão da casa a comer também.
            - Nem era nada nem é nada mas as paragens do mundo sempre serão as mesmas e acontecem casos. E eu mesmo encontrei inventei quiquei joguei driblei bola de borracha batendo voltando na parede e ao redor do mundo. Hoje data é o nosso sol novo década dia.
            O sol dourava sempre bem vindo naquele mundo de verdade porque parecia e era realmente assim que trazia os frutos. Frutas e árvores e aves piravam de montão na época do sol do açude da cascata da trilha na mata. Eu era útil como um andorinha na aba da casa antiga. Manhãs bem cedo, as tardes depois das quinze ou dezesseis, o dia todo e semanas curtas, araticuns amarelos, imitação do cancã, macuco, gurundi, tieté... praia de Camurupim... praia de Areia Preta...
            Brasília asas centrais e as avenidas longas com árvores baixas retorcidas sempre verdes, cauchorana, casca-para-tudo, meruquiá, paricarana... Os subterrâneos templo hipogeu poderes de a a z. Aeroporto de Brasília-JK e seguro com inspeção rigorosa na bagagem segurança. Depois as lojas do shopping Guarapes. Brasília poligonal hexagonal. Na paz do carnaval as escolas de samba e blocos e cordões e maracatus e embaixadas vêm das satélites Samambaia e Ceilândia e Riacho Fundo e Brazlândia... Em 1978 inventaram de plantar muitos naranazeiros para gorjeios de xexéus-de-bananeira. Brasília 19 horas em ponto! O metrô descobriu o sítio de um cemitério muito antigo dos índios e camucins acangataras enduapes tamaranas cuidarus curabis... Pencas de caçadores de óvnis se perdem no chão largo chapado tabuleiros do cerrado em derredor. Brasília gabarito. Os aviões de caça fanhosos brabos tucanos decolam e pousam a força sucessivamente. Tem gente que vem do mundo inteiro atrás de notícias mulheres bonitas puçangas portal de passagem incisos casas de gota templos de pirâmide cristais para o mundo desconhecido do fundo do lago Paranoá. Parada de SdeS desfile continuam os oficiais o seu caminhar marchar sob a enorme auriverde drapejando ao sol. O presidente sobe a rampa espelho de água e os dragões de guarda. Depois ainda Brasília anda ao sol e muito popular por onde passa, mocó, seriema, preá, jacu, cassaco, asas-brancas... Ilimitada onímoda de todos os modos e modas e mudanças e tuxauas e carimbambas. Capital e mundial das águas jacubas jinjibirras jeribitas. Até porque quando vamos e voltamos missa catimbó pajelança macumba candomblé canjerê e quanto D gosta de fumaça. Quando Brasília foi consolidada e se falou se publicou muito se tocou muito no assunto se cantou muita canção e se discursou muito êxito. Coisa incomum embora tinamídea chacota moente retentiva com grandes novos monumentos ao dinheiro público em todo lugar todo espaço que se olha. Brasília oblação. Uns homens e umas mulheres vieram de Tanhaçu e Ielmo Marinho e Santa Adélia e aldeia dos piratapuia e tribo dos cubeo... e desfilam a pé ou de carro com gestos e bandeiras e palavras de ordem e progresso. Brasília e o Planalto e a esplanada dos ministérios alcançados na seca explosão luminosa cintilante coivara poeira de sol das 12h zênite. Na manhã seguinte em Brasília apareceram faixas com letreiros com palavras com frases pomposos mirabolantes. Ingurgitadas seções burocratas rumas de sessões. Os terreiros pacíficos ganham interpolar com isso sem esquinas encruzilhadas sombra quieta larga dos paricás.
            Acontecia seguido de um cão latir dentro do cercado atrás do portão. Subia em as árvores temendo que reco-recos as cigarras cega-regas pudessem lenga-lengas comer as azedinhas amarelas, as guabirobas maduras, as jabuticabas pretas, as pitangas douradas, as sete-capotes esverdeadas, as goiabas-do-mato roxas... e antes de mim sem medo de altura naquela altura do campeonato.
            - Eu olhei a rua de alto a baixo e bicicleta sem para-lamas sem para-barros. Na sequência fui procurando passar e repassar marcha lenta o museu municipal Acumé que anunciavam divulgavam repleto de ossadas dos dinossauros encontrados escavados demoradamente retirados mais ou menos identificados catalogados.
            Rivalizava com o sol pela manhã na colheita da macela da guaiuvira da manjerioba da jurubeba da macaúba-mirim... no campo no potreiro na tapera no alagado. Ainda ontem me pareceu lembrar os matos das araucárias pequiás angelins-rajados jerivás uricuris... que para lá me atirava espontâneo aventureiro contemporâneo.
            Brasília tem um público que chega a Brasília, desempoeirada, já pela manhã durante o café da manhã o primeiro café e eles comem bem e pedem ao garção solicitam advogam: Quem devo procurar, onde devo encontrar, quanto custa, D lhe pague. Brasília cumbuca. Todo mundo acha quê, e ninguém encontra o cofre federal do tesouro nacional embaixo do palácio da Alvorada do Jaburu do Itamaraty e repleto de ouro esmeraldas diamantes ametistas. Em Brasília livre que andam livres comuns os automóveis processionais e nem fazem motins ou atos propiciatórios acadêmicos. Somente as vergônteas ao vento respiram sapirangui, fechilhas, castanha-de-anta, pajéus, marias-pretas... Turma de gente em Brasília quer casar com os índios bororo aruaque bacairi aueti... Muita população é esquecida logo em Brasília e muitos são os esquecidos enquanto que outros de Brasília brasilienses nem serão lembrados. O seu coração bate 2.500.000 vezes, e contando. Brasília benemerente. Uma senhora foi com os três filhos universitários até a praça dos Três Poderes arborizada de carurus-de-espiga pupunharanas sapucaias camuás... e olhou caminhou de mãos às costas a mãe cabelo largo liso bem cuidado verde suave lindo especial e meio que indagou: Antigamente não mas hoje em dia por que que é fácil se perder em Brasília? E como sempre acontece nestes casos e acasos, tem gente que vem de longe do mundo conhecer Brasília e tem gente que nasce principalmente em Brasília e uns tipos que aparecem de galáxias e nem se desconfia. Brasília anuaí cauré. Cidadãos cidadãs idos de Vista Alegre do Alto, Tacaratu, Guamaré, Jardim de Piranhas, Águas de Chapecó... As pessoas ficam olhando em Brasília e rindo e abanando para ver se conhecem alguém seria tal pessoa, a hora favorável é de Brasília!, mas nem ficam com certeza uns têm os claros sintomas dos acutirembiús porém a maioria fica água na boca pedágio com uma foto munganga da Catedral de Brasília. E por ora.  
            Era D como uma árvore sucupira-amarela cangulo-de-fernando casaca-de-couro-da-lama jia benjoim teiú maracajá tapiucaba serra de São José... O sol nem tem carro elétrico mas quer chegar ao fim do espaço alterar no forte do Reis Magos calcular no arquipélago Maiaú. Então era o rio tal e qual Paranhana que passava entre as lajes rochas altas pedras pintadas itaquatiaras com seus habitantes piratantãs acaris-chicotes pirauacas jaús surubins pacupebas...
O mistério as perguntas curiosidades tradição cenestesias também nem não, enquanto a memória funciona como açude barragem usina de força.