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quinta-feira, 9 de abril de 2020

Estamos bem longe do tempo.


            

            Exercitamos vendo o mundo e a rua. Uma gama de coisas.
            Caminhamos descemos a perimetral norte ou a Marechal Hermes da Fonseca muito longa a pé cruzamos a ponte da Amizade e da Integração ou FHC o rio Tocantins dobramos a esquina no calçadão XV de Novembro tal e qual em frente ao impressionante teatro Guaíra. E emblemático. Assim então isso de viagens nos levará longe e me leva leve, Normandia, lago Caracaranã, ilha do Frade, praia do Juqueí, país waimiri-atroari... A escolha das ruas e seus históricos monumentos heroicos é isso de “sem os quais!...” nem podemos esquecer nem podemos começar. A avenida Aueti, que medimos de alto a baixo e com seus bancos armazéns escolas lava-jatos e lojas de roupas de grife, estava muito uniforme verde-amarela para receber a parada de 7 de Setembro.
            Já relacionando. É sempre um lugar que tem certo estilo em certa época e etapa do inverno ou do verão. Passarinhos fazem barulho nos quintalões cantam interpretam esvoaçam, velhinha, gaturamos, traz-farinha-aí, apacanins, carixo, tesouras-do-brejo... se apresentam se divertem e como a pomba-rola arrulha aos seus pombinhos. O rio Baraúna de ondas calmas lentas baixas quase secretas cheirosas de mato nativo e muito lentamente na areia. E num lugar próximo do centro histórico tem uma igreja ou templo com a praça Aracadaini com canteiros em posição de labirinto e que todos todos vão visitar e ver as estátuas homenageadas curiosidades o santuário com campanário janelas de vidros coloridos desenhados rebrilhantes em dias de sol. A praça mesmo irradia as ruas e avenidas a partir do Centro e com os nomes políticos personalidades daqui dali de mais além e aquém. Bairros animados de fábricas outros do comércio ainda os residenciais e que damos os parabéns. Andando em diante por aí à direita vendo compro troco financio negocio todos os produtos e mercadorias. Na alameda Matipu, acompanhada de árvores centenárias goiabeiras-bravas arapocas cacaus-jacarés saguarajis, uacangas..., há um passeio de charrete puxada por um cavalo branco sacudido às vezes teimoso. Nem pode haver uma sem o outro. Rua organizada colocada como para vender em revista vídeo guia turístico. O cavalo mangalarga paulista já pode ser branco vermelho marrom mesclado. O condutor pode ter em pessoa ou automaticamente pelo controle remoto. E um total de uma população local atenta animada curiosa laboriosa bípede falante ou quadrúpede buzinante e em trânsito todos os dias da semana.
            Os rios aceitam e superam por nós. O mar e seus atuais habitantes.
            Basta acontecem ser o rio Cauamé ou rio Gregório ou rio Uraricoera para estar sempre confiante traficantes tranquilo. E elementar. E sabe o caminho de cor e salteado o rio Jacaré-Pepira, Brotas, Matias Cardoso, Manga exatamente no bairro São José das Traíras, Selbach, território da tribo paumari do lago Manissuã... Temperatura densidade velocidade animais e situação vegetacional embarcações regatões gaiolas que carrega. E corre e espanta e espraia e vaza e cachoeira do Urubu-Rei, barrigudinhos, surubins, jaraquis, pirararas, saguirus... Sabe que é toda uma longa jornada de descida religião excursões. Aonde vamos a esta hora, hein?, açúcar. Por que é bom nadar nos balneários de Rio Preto da Eva ou Amajari? Porque é ótimo pegar uma praia em Ibitirama e Torrinha e Alegre e São José do Povo... Múltiplas formações geomorfológicas cachoeiras quedas-d’água igarapés igapós corredeiras saltos degraus em Presidente Figueiredo. Encontramos e concordamos em Uiramutã uma família de ribeirinhos caboclos que resolveu cultivar pirarucus e tracajás. Os rios determinam cidades homeopáticas onomatopaicas, Igarapé-Açu, Balsas, Colorado, Trairão, distrito de Noiva do Cordeiro em Belo Vale... Uma cooperativa Gregueu-Fuinha organizada credenciada maneja comercializa capivaras cutias pacas antas cuícas-lanosas jacarés-curuás...
            As cidades modelos que passamos estão. Uma igreja de torres e a praça na frente.
            Há tanta localidade antes durante depois da cidade! Por exemplo, andar navegar e voar terramarear. A partir da praça Guajá e labirintos dédalos de avenidas e ruas e becos e sendas... Andar também na bondade dos prédios dos viadutos das autarquias e seus mercados livres alguns dias da semana diretamente do produtor rural. Perambular sempre e bom, muito bom! Prédio tal e qual na planta baixa a loja de ferragens tal e cabeleireiro unissex tal e restaurante tal e qual. Cidade que foi a segunda em acolher o samba e a primeira a criar o museu do pagode e do carnaval. Cidade que contribuiu para o esforço brasileiro na II guerra mundial enviando dois pracinhas na FEB a cobra fumou! e oito na FAB senta a pua!, um recorde uma ousadia um marco. A localidade ostenta com orgulho o fato de ter o segundo hotel mais alto do país a igreja mais prenhe de estátuas de santos e santas do mundo e a terceira via pública avenida Brigadeiro Eduardo Gomes com mais árvores jacarandás-cabiúnas do Estado e recentemente seu centro histórico da época colonial e agora revitalizado foi considerado pela Unesco patrimônio universal da humanidade. Município com a segunda universidade mais antiga do hemisfério sul e a primeira na América Latina com a faculdade de letras a ensinar o coreano e o cambojano ou khmer. A cidade é a capital regional da preservação em ambiente natural do peixe-boi-da-amazônia também conhecido como manatim ou manati. Depois de muito buscar nos órgãos competentes estaduais federais a coletividade munícipe conseguiu estabelecer demarcar e proteger uma rica e enorme floresta de tucumãs nativos junto às nascentes do rio Parimé.
            Estamos no topo da cadeia alimentar. E, pronto, confortáveis no ar condicionado.
            Começamos. Realizamos um desejo um pedido pois estivemos em o arquipélago de Trindade e Martim Vaz mil e cem km no oceano Atlântico. Tudo colaborado colaborando porque o sítio para o qual trabalho atualmente me indicou para acompanhar registrar a marinha de guerra numa mais uma rotineira troca de guarda. Saímos de Niterói acerca do forte Imbuí no bairro Jurujuba em o bojo de uma nave em bela manhã do dia 12 de maio uma quinta-feira, oito meses e alguns dias atrás. A viagem leva longos três dias segundo o pessoal marinheiro e andando sempre numa velocidade de 22 km por hora e que eles costumam chamar e traduzir marinheiramente de nós. Ao meio-dia do segundo dia tivemos que abortar a travessia porque uma tempestade tormenta nos ameaçava pela proa e fatalmente nos alcançaria pegaria em pleno mar. Assim, voltamos para o porto de Vitória que estava mais perto no momento, refúgio seguro praia do Canto enquanto duraria a tempestade tropical. Um contratempo e uma frustração para mim, sem dúvidas. Teríamos que esperar uma semana ou mais quiçá para realizarmos o meu grande sonho desde a adolescência? Tivemos que aguardar o tempo permitir. 28 anos recém-talhados. E já voltaremos!
            O sol pinta apita as nuvens o sol a mata a cidade. Democrático útil e flutuante.
            Pois aí o grande astro bem muito bem imaginado inventado exposto colocado na vanguarda dos deuses e modelo de comportamento nas vitrines os terraços e as praias. Nem sabemos a idade mas deve rondar pelos 500 milhões de janeiros. Magnífico. Caminha na linha do equador estratégico equilibrista dirigível cruzando países cidades Bataguassu, Monte do Carmo, Tangará da Serra, São João da Baliza, praia Preta, território dos guanaré... e ao meio-dia junta os ponteiros em doze horas em ponto ausente de sombra. Volta e meia para de funcionar até deixar passar uma ou outra nuvem passageira ou mesmo carregada. Na tarde pega um vermelhão na pele, ainda sem asas e aéreo, formidável, fabricante de horas como uma verdadeira máquina antiga e a vapor. Quantas aventuras! Depois deixa para trás uma parte do todo e vai a outra banda do pico dos Pontões. Sobe a montanha e desce a montanha pela outra parte. Acompanha a corrente do rio Teles Pires e retarda na usina São Manoel para cruzar e descruzar a ponte Hélio Serejo e a vinte km dos limites da reserva dos autóctones sapará. Memorável. Ninguém esquece o pôr do sol no estuário do Guaíba e lugares fotografados filmados como Juvenília e Centro Novo do Maranhão e Inhangapi e Pacaraima e praça Mané Garrincha... A que lugar para onde, em quê. Já te digo!
            Coisas cousas e causas. Sem quê, nem para quê.
            E estamos de volta! Uma madrugada, às 4h e 40min, as estrelas pingando sortilégios e ouros em pó, as tuindás tocando kaiguetazus no topo das árvores altas, os uauás acendendo e apagando entre touceiras de sarabatucus, picaparas capitás jaós tuins-santos... desperdiçando pipilos e trinados, já fomos acordados para reiniciarmos a excursão viagem ao arquipélago perdido, aturiás, cricriós-seringueiros, joões-cipós, beija-flores-azuis-de-rabo-branco... destrançando piruetas pulos rodopios. Sopitados. Todos nós contentes e tomando do desjejum café suco de caju tapioca quentinha feita na hora já no salão principal do hotel quatro estrelas Tenharim. As pessoas faziam brincadeiras e olhavam o céu imenso amanhecendo para lá emboralá! das janelas corridas. A televisão sempre ligada em todas as partes do mundo vigiando ao vivo o nosso tesouro planetário e parque da Mata Seca, São João do Caru, Ibirubá, Rurópolis, Vilhena, cachoeira da Cortina, parque cascata do Urubuí... Aconteciam as notícias, porém e praticamente. E o mundo estava solto e povoado em certas partes e reserva kagwahiva, Porto Esperidião, Tasso Fragoso, Jeceaba, Paranã... E naquela hora esperada específica natural, havia as gentes que admiravam o mundo e até mais que outros. Depois embarcamos, porto de Vitória e baía de Vitória, o pessoal reconhecido personagens de anteontem, navegamos no rumo certo deixando o litoral parceis e para dentro do mar alto céu sol procelarídeos oceano Amazônia Azul. E o navio singrando sempre a superfície plana cor esverdeada do Atlântico. Voltaremos já!
            Segue o voo do pensamento asado. Eis senão quando.
            Examinemos em detalhes. Chegou a borboleta verde senhorita com sua família todos os parentes conterrâneos solicitantes pretendentes. E vizinhos próximos e os distantes também, de todos os extremos dos rincões e pagos: em duplas, em quadrilhas, em grupos, em bandos e na moral. A maioria veio de carro ônibus metrô e dos municípios limítrofes tais e quais Itirapina, Nova Colinas, Jauru, Sítio Novo, Anaurilândia... Uma manhã buscar sal no barro preto da lagoa e as borboletas falaram bate-papo disseram entre si:
            - Onde estamos para que viemos e avoamos?
            E as borboletas de asas desproporcionais se abraçaram e riram gostosamente festejaram dentro da área protegida bioma parque Cachoeira da Fumaça. E as borboletas verdes dengosas chamaram outras borboletas vermelhas azuis bicolores tricolores besouros joaninhas libélulas abelhas. No começo era sempre dezembro janeiro fevereiro e março. Olha por agora mesmo! Mais uma hora e daí foram para as árvores e rochas e rios da região. Fazer ninho na parte reversa da folha de feijão-cru, maria-preta-da-mata, ojé, sangue-de-cristo, goiabeira-serrana, aroeira-do-rio-grande... O que foi isso? Negócios de flebótomos asas-duras bererês mariguis tatuquiras...
            Eu devo ficar aqui. Eu preciso ir em boa hora agora.
            Desse modo assim que recomeçamos nossa empreitada marítima. E o mar jogando cartas dominó damas trilha xadrez... com proibição de tretas e apostas. Parecia um acontecimento do outro planeta x ou y. Confinados na cabine, isolados no convés. E eu estava me vendo e vendo os meus seguidores, pois sem acreditar realmente. Toda aquela armada para me navegar até a ilha mais afastada do país mesma latitude sul com relação a Vitória. E o mar tão diferente e mundo distante submerso. Em pleno oceano águas grossas ondas de até cinco metros às vezes espelhava rebrilhava, etc., com correntes firmes fortes poderosas. Sempre se assistia uma mãe baleia-corcunda ou baleia-cantora com seu filhote ao lado toneladas de bichos e saindo para amamentar passear tomar ar. Simulação de incêndio a bordo. Exercícios de tiro e invasão abordagem tomada do barco dos piratas.
            O carimbó e congada, o ritmo e dança, a mistura e resultado. O tambor, ratlaplã!... em a tua rua.
            Três dias de travessia é longe pacas! Dias de equilíbrio no mar maremoto mareado e céu diário noturno em pleno mar via mar nos pareceu longe longo e fio de horizonte. Os dias compridos e as noites altas. Contudo havia mar céu e vento no algodoal aéreo côncavo. Para cá e para lá apegado à amurada da embarcação de aço. Junto com o vaso a nave brincavam de futebol falavam muito alto. Muitas coisas longe se ouvia além da bola cair no mar, Castanhal, Colorado do Oeste, distrito de Luzimangues em Porto Nacional, Rorainópolis, cânion Monte Negro... E com certeza vou me esquecer nos esqueceremos de tudo o passado o futuro. A partir de explorar a ilha e suas pedras pedregulhos paredões e dutos naturais. Mas nem é difícil, pois é novo curioso e suculento. Alcançamos desembarcar!
            Vamos decidir alguma coisa. O azul sem limites.
            O navio tripulação enquanto a nave ficava ao lardo e rodeando a ilha porque nem havia porto nem tinha onde ancorar, nós fomos desembarcados no barquinho na lancha inflável. E com surpresa. E com arrebentação sobre as pedras. Mais uma chegada em terras desconhecidas e distantes. Deixa me ver no caminho da memória! Ilha tão escondida no oceano que virou mágica disputa diplomática estratégia militar da marinha. Uma ponta de uma extensa cadeia subaquática que liga ao continente ao país. Hino nacional tremulando no alto “ao som do mar e à luz do céu profundo...” A sensação aqui e em outro lugar. Acidente geográfico ou forma de relevo “contemplando o teu vulto sagrado...” O sol nasce e se põe sobre o mar. Que nem tem rio e quase chove e venta muito.
            É isso de novidade absoluta e completa total. Além aquém de quê?
            De repente na hora chego na beira precipício do paredão e olho lá pra baixo lá pra longe com horizonte linear invisível. O caminho entre as pedras e árvores baixas samambaias gigantes endêmicas pacíficas ao sol ao vento ao mar ao nada. A lua, almoçada de frutos do mar, após a janta, se despega platinada do Atlântico e rola anda navega sobre avança rumo do alto altar estelar. Era uma vez na sorte da cadeia alimentar. Por entre as pedras e escalando ziguezagueando escalaminhando. Como é que vim veranear aqui? O teto com placa solar, os alojamentos, o abrigo antiondas gigantes. Acho que sei, nem sei, que estou procurando. Parece que estou ornitólogo marinho botânico de espécies endêmicas raras esquisitas. Embora estão tentando reintroduzir as árvores que as cabras comeram alhures. Tenho tudo isto para ver. Por quê? Durante três dias, uma vez quase na praia das Cabritas as tardes iam amenas. O drone brigou com as aves territoriais marinhas. E voltou o pôr do sol aurora, que o mesmo do leste e do oeste. Havia tempos que as aves marinhas e os caranguejos tomaram conta das pedras. Pelos desertos inóspitos das subidas trilhas de pedras vulcânicas, pequenos monumentos de pedras empilhadas adornos ou superstições, o país das pedras. Eu passei aqui e minha contribuição ocular. Aqui é o mar que onda e baixa vai e vem rápido e lento maré e ressaca. Esquece!
            Muito espaço e para onde olhar. Adquiriu hoje comprou alguns livros agora mesmo.
            Vamos mandar ao espaço um balão meteorológico. Vamos medir as ondas marítimas climas temperaturas globais. Vamos coletar respostas das árvores colubrinas restinhos de mato pendurado quanto ao ar na atmosfera planetária. Que divertido! Trezentas quatrocentas medidas acima do nível do mar de montanha em direção ao céu. Quantas tais coisas como espécies de tartarugas-verdes e cações-lixas e meros... andam pelaí mergulhados no mundo fundo? A força da marinha e os pesquisadores da universidade anatomia cinesiologia fisiologia do exercício, para relaxar. E o que seria do que viria a ser já ou ainda do que teria sido. Um dia desses ontem anteontem, e isto me encanta, estava parado ali nas pedras me lembrando das ruas de Jerônimo Monteiro e Paial e Nova Esperança bairro de Manaus, a praia Barra do Saí, a praça do Centro Cívico Joaquim Nabuco em a Boa Vista, a cachoeira do Barata em a serra do Tepequém, o igarapé Urucurí afluente do Cotingo... Que pode ser tanto e que poderia ser mais, né?! Esta bióloga de Planalto Alegre a fulana, aquele oceanógrafo de Atílio Vivácqua o fulano-dos-grudes, aquelaoutra geóloga de Epitaciolândia fulana-dos-anzóis, aqueleainda espeleólogo de Mimoso do Sul o fulano-dos-anzóis-carapuça... As principais distrações do estado temporário aqui são a pesca artesanal e a escalaminhada até o morro do Desejado e morro da Fazendinha. Nem temos mais pressa para nada. Famílias de aves oceânicas chegam todos os dias plumagens e nem vão se é que vão mais embora. O sol recamando verdes azuis ondas menores em dourado...
            D estava aí, sim ou não, mas como. A ilha é boa coisa no meio dos mares azuis e tem de ser assim. Regula em idade com os continentes da África e do B. E tanta tão vistas ricas coisas. Respeitada estudada considerada como coisa íntima rica em fauna original em flora marinha. Ordem dada e missão cumprida!