segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Agora é Verdade (juvenil)

 


 

            No primeiro tempo dos tempos superantigos (e anacrônicos), nem comportavam montanhas superexaltadas e nem canalizavam rios caudalosos e nem coexistiam deuses(as) aguerridos bravos e fortes. Havia visto que havia (e nos tempos idos de antanho antano), muitos deuses lendários voando ao léu montanhas sem chapéu pontes ligando lado algum a lugar nenhum. Depois em pós (e com a criação o invento do aeronauta Alberto Santos Dumont), muitos deuses elevados aportaram e viraram montanhas e montanhas em rios e rios em deuses paraquedistas. Quase hoje em dia esta hora mesmo (e época anda-corre-voa, terramarear), já persistem teimam competem porfiam deuses todo-poderosos morando em algumas cordilheiras tingidas de verde amarelo azul-anil. E serras cadeias de morros colinas (e nesta hora da manhã recomeçando), são ótimos penhascos alcantilados e ou caprichadas famílias de maciços como catedrais como pináculos auges picos torres promontórios autarquias.

            Seriam 8(20) horas da noite, seriam 5 horas da manhã. Bem antes de clarear o dia, bem antes de anoitecer. Quando o sol autoriza, quando o sol se esconde na nuvem; quando a lua governa, quando a lua se reparte em quatro.

            De repente - quantos tantos mil quilômetros daqui dali -, o sol solar amarelo pratica na prática um salto surge e descobre descortina evoca convoca o amanhecer. A natureza esta está como sempre exatamente exagerada superlativa, inhumapocas e azulonas e juruvas e vanaquiás e carapós e vaga-lumes e antas-sapateiras e apês e cordões-de-frade-pequeno e magnólias-do-brejo e... exageradamente diariamente como tipos espécies cientificamente descobertas comprovadas admiradas catalogadas classificadas copiadas...

            Uma ideia veio do rio Betim com o rio Maracujá mais o ribeirão Sabará ainda o córrego Cercadinho e a menina principalmente Lilás da localidade de Ponto Chique. Havia motivo? Sexta-feira nas 12 horas espetacular no zênite o sol amarelo e distante queimava forte verão firme. E simples bonita querida natural sorridente amigável assim sempre bem composta a garotinha. Calças novas empetecadas compradas na loja Dobadeira com quatro bolsos 2 bolsos embutidos 2 bolsos pendentes perpendicularmente. Saindo para uma semana de férias e mochila (bocó alforje maleta). Com todas as qualidades dobradas e bem arrumadas puras limpas esmeradas organizadas legais.

            - Eu nem vou dormir antes das vinte e duas horas, frequentemente. Eu começo e termino o café da manhã das 7 horas às 7 e 30 minutos, geralmente.

            Sempre que podia, Lilás olhava o céu e curtia. E saiu a caminhar, depois andar e andar... Estas horas ontem mesmo já estava em Aripuanã e o que estava fazendo, em que estava pensando, o que havia para decidir?

            - Um dia gostaria de ir à cidade de Axixá do Tocantins ou Candói ou Garruchos. Meu pai já morou em Acopiara. Minha mãe já estudou faculdade em Juína. Hoje eles moram muito bem em Quixelô município que por seu regalo é banhado pelo rio caudaloso transparente fluente Itacaiúnas.

            Numa sexta-feira dia 18 de junho de 2010 Lilás subiu a serra da Mantiqueira - a serra que chora. A menina ficou sabendo que no alto da montanha das Agulhas Negras, ali mesmo parque nacional do Itatiaia - pedra pontuda -, lá mesmo endereço, pousam e até pousaram, assim mesmo, discos voadores e mais aeronaves extraterrestres vindos se sabe lá de onde no universo cosmos infinito espaço sideral.

- Será que é por acá que entram os alienígenas etês no nosso planeta? - pensou alto e se perguntou a menina garota guriazinha, enquanto subia o monte palmilhava palmeava caminhava a pé escalaminhava.

Sentiu tanta curiosidade tanta leveza transe asas nas plantas dos pés tanta comichão nas palmas das mãos tanta fantasia na cabeça ideias revolucionárias irresolvidas, que decidiu ir até lá subir por aí para ver qual que era e em pessoa.

            - Hã-ram!... Vamos apreciar estas flores de copaibeira... Vamos admirar esses voos agradáveis bonitos leves de rabo-de-espinho...

            Saiu pé por pé de casa logo pela manhã e contente. O que fez o sol? Determinada cantando um hino uma canção somente pelo estribilho ou o refrão ou o verso mais decorado decorativo. Parecia que o tempo (o majestoso) queria chover e trovejava relampeava mandado-de-deus lá para os lados do sul preso à localidade zona região dos corajosos guerreiros combativos solícitos txicão. Pegou o ônibus de Camocim em a rua Aluísio Azevedo a praça piloto Euclydes Pinto Martins até certa altura do campeonato e foi indo mais e depois desembarcou mochila nas costas farnel merenda matula fardel. O casario que desfilava as construções ela olhava as paredes das casas as janelas paredes quase vazias sozinhas de uma cor onde as janelas tinham conseguiam um desenho ou figura ou aquarela fisicamente emparedadas na geometria de um quadro caixilho quadrado baguete esquadria. A manhã já ia muito subida, um coleirinha veio de onde e dizer, te-tchim! te-tchim!... As nuvens brancas policiando o céu azul as nuvens brancas amontoando tufos de algodão aqui e ali. Tudo levava a crer que era todo ano como sempre colheita de tecidos algodão e linho e seda e lã.

            - Eu escolhi andar de viagem viajante viajar e praia de Taíba, por exemplo.

A Lilás cruzou oceanos, planaltos, planícies, continentes, distrito de Americana do Norte em Tabaporã-MT, rios e rio Ribeirão Grande e rio Tetequera e rio Pedrinhas, seus olhos sorriram hipnotizados, mares, dunas, praias e montanhas, aldeia purupuru nação galibi-do-uaçá território canoê... Uma elevação razoável, uma árvore razoável, a tarde expandindo expansiva multicolorida de olhar significativo. Os dias corriam muito, os domingos eram mais céleres.

- Isso sempre melhora meu dia.

Sendo assim continuando assim, atravessou uma pequena grande floresta de verde escuro, pitombeiras, japiins cantando, cupuaçus, muricis, gogoias, taperebás, piris, pupunhas, maguaris em alerta alertando, bálsamos-de-tolu, olhos-do-diabo... observou calculou estranhou e nem compreendeu. Parecia que nem ia mais chover para tais e quais lados regiões. Faltava muito e uns diziam, rindo à socapa “é logo ali, cruzando a ponte sobre o rio Teles Pires ou São Manoel, ah ah ah!...” E seguia embora longas estradas de Paranatinga e Simplício Mendes e Iguatu e Planalto da Serra e Colniza... De bolsa sacola embornal óculos escuros sem maquiagem sem celular chegou lá na montanha ou pedra da Tartaruga à tardinha no inverno chegou atrasada. Lugar meio ambiente duro de frio mesquinho avaro ambicioso sovino muito congelado.

- Isso sempre melhora tal dia.

Ela se deparou encontro com a tranquila camponesa vetusta de nome Apeíba. Esta senhora piraquara tinha cabelos longos esbranquiçados e chapéu grande de palha e vestia se cobria com um cobertor sobretudo de campanha verde-azul xadrez. Estava sentada sobre uma pedra chata em posição de quem pratica ioga e medita. A dama esbelta magra enxuta certinha nem tinha companhia cachorro gata mascote cavalo ruão guardando dependendo esperando por ela. Lilás se aproximou mais ainda e fraseou, perguntou:

- Sei que a pergunta é óbvia e fácil e comum, porém... que seja: Você fala patoá paulistês baianês sul-mato-grossês manganês, etc.?

A garotinha aguardou um pouco e, sem resposta, continuou curiosa e em tom amigável elegante sincera plena justificável:

            - Ei, dona sábia e pajé! É por aqui que se chega ao lugar dos discos voadores, os tais óvnis? Eu gosto de cuidar estrelas. Embora nem saia à noite, frequentemente.

            Apeíba, friorenta e batendo o queixo e pingando pelo nariz, nada lhe respondeu. Se ouvia apenas vindo do fundo da boca da tal senhora um ruído de, tim! tim!... A mulher caipira continuou sentada, repensando, olhar distante, jeito apatetado e olhando qualquer coisa ou lugar lá longe no horizonte na linha traçada com lápis de grafite. Parecia estátua; durinha firme parada parada. A menina insistiu e reclamou, ousou:

            - Dona mulher senhora do campo celestial alto astral, você tá bem? Poderia me dizer se estou no caminho certo, hein?! É possível?

Pausa porque a menina esperou ser ouvida e respondida, por favor! Esperou mais um pouco no relógio digital de pulso... Depois de mais um tanto, e nada. Nada da tal mulher responder qualquer coisa. Só aquele ruído que aparecia lá do interior da garganta laringe faringe, tim! tim!...  Lilás foi outra vez insistir e reclamar, declarar:

- Ei!, aqui é da Terra. Será que chove? É por quê? Venho andando de longe em longe, Santo Antônio do Leste, Primavera do Leste, Cotriguaçu, Inácio Martins... rio Jaguaribe, e caminho muito sinuoso desobediente terra vermelha que gosta de despistar...

Nem adiantou nem atrasou ou antes pelo contrário. A aposentada profeta profetisa sacerdotisa nem se mexeu nem piscou nem sorriu nem tugiu e nem mugiu. Ficou com a boca respondendo no, tim! tim!... E continuou firme na mesma posição como se nada fosse com ela. Faces várias cores policromia rósea. E sempre olhando para aquele horizonte perdido riscado com caneta azul-clara. Será que a camponesa, cabeleira grande compacta, nem tinha o que dizer? Nem tinha o que dizer. Nem tinha o que fazer? Nem tinha o que fazer. Era o pé da cobra? Era o pé da cobra.

- Você está muito tímida. E você nem come o suficiente, praticamente.

Por que dava uma sensação de espaço aberto e silêncio no ambiente devagarzinho meio ambiente? Isso compensa? Bem, então, examinar e reexaminar: árvores satisfeitas, pedras satisfeitas; plantas indolentes, pedras compenetradas.

- Tá um pouco frio friozinho aqui no alto. E também estou cansada fatigada.

Foi nesse instante que surgiu, ou já estava por aí, a mula sem cabeça. Uma boa e esquisita mula sem cabeça. Mula sem cabeça largando labaredas pelo corte no pescoço. A estranha façanha do bicho, ali no potreirinho, atrás sempre de pasto e do de-comer, trocando passos, contando passos, mudando passos, firme nas quatro patas de cascos fazendo o tradicional barulho, pa-ta-co-pá! pa-ta-co-pá!... E que novidade, gente!

- Isto se chama assombração e fantasma e espírito esquisito. Inda mais que é quase noite praticamente noturno escurecendo.

            O mito da mula sem cabeça se encontrava a poucos metros, e pastava... o quê?! Sim, pastava a grama rala e seca do alto da montanha. E mastigava ruminava, nhame! nhame!... os vários sabores apetites de nozes-moscadas-do-brasil e caiuiaçus e tingongos-do-campo e canudos-de-purga e navalhas-de-macaco... vianda comida alimento. Levantava o toco do pescoço já pegando fogo e alçando erguendo lá para o alto do céu frio que vinha escurecendo. Ao mesmo tempo a criatura dava uma choradinha... o quê?! Sim, gania uivava e voltava a pastar. Pastava e batia os dentes mais ainda com o pescoço pegando fogo. A menina chegou próxima e falou para a estranha criatura exótica de gestos esotéricos, naquele instante mesmo:

            - Oi!, figurinha do outro mundo. Vi você pastar, ouvi você rechiar, você já pega fogo pelo corte no pescoço... Será que estou delirando? O que me explica a sua graça? Você já foi mascote de gente? Você viaja sozinha no mais?

            A lenda da mula sem cabeça - e aparentemente presente -, se virou para ela Lilás como se pudesse, embora mesmo ceifada da cabeça, ver a menina falar com a menina perguntar pra guria responder pra garota trocar uma ideia relinchar ulular ornejar... E apenas fez mais isso: engoliu a palha a erva e continuou a lamentar se lamentando pro céu que esse sim já quase anoitecia e esfriava mais. O vento também rondava os quatro cantos do terreno do sítio vindo de um ponto longe profundo do globo terráqueo.

            - Isso sempre melhora um dia.

            Lilás estava entre dois mundos pouco comuns e diferentes. Passeando visitando em cima do muro dos muros de um forte de uma fortaleza uma muralha, como quê. Sorte dela. Muita sorte de quem tem. Nem todos escolhem aventura e aventuras e vão aventurar aventurando. Nem é assim, pensa o quê! Narram a saga conglomerado de façanhas.

            - Isso sempre melhora o dia.

            A guria retornou para a sombra da profeta da empresária da cientista e que continuava na dela, absorta, absorvida, embevecida, enlevada, indiferente, tranquila embora presente. A menina encarou a freguesa a comadre bem nos olhos, bem dentro dos olhos, nas meninas dos olhos - e que eram azuis, tudo azul, talvez devido ao fato de ficar observando o azul do céu, o azul do horizonte, o azul do ar da montanha, o azul das asas das gralhas-azuis -, e lhe perguntou indagando investigando conferindo:

            - Puxa, dona ermitã dona sicrana! E vivendo aqui no alto da montanha gelada, passando frio e distanciamento da cidade das pessoas da gente da sociedade, sem o seu cômodo baldaquino... Me desculpe a urgência da pergunta. É que apareceu uma mula sem cabeça que pasta e muge e larga fogo pelo buraco do pescoço. Me preocupa. Que mastiga come engole o pasto e sempre se lamenta, tá entendendo?! Afinal, que lugar é esse, meu? Que criaturas estranhas, em?! É uma associação, um clube de futsal, um partido político? Tem a ver com curral redil aprisco? Por falar nisso, adoro cordilheiras lapas socairos abrigos grutas aos pés da montanha...

            A menina chegou mesmo a tocar a velhinha no ombro esquerdo. Nem e nada que definitivamente a camponesa estava em outra. A boca dela sonorizava um, tim! tim!... que parecia de gozação de chiste de piada. Vai ver que a dona nem tinha nada a dizer. Paciência. E silêncio é uma virtude nata. E paciência é uma sabedoria nativa.

            - Você está sempre por aqui? Você viaja vez em vez a outras paragens tipo Coronel Domingos Soares, quem sabe Socorro do Piauí? Conhece a mais alta montanha do mundo de Goiás? Já se interessou pelas olimpíadas ou jogos abertos ou torneios da juventude da cidade de São Miguel do Fidalgo, ou Pedro Laurentino, ou Reserva do Iguaçu?

E por falar em paciência, resolveu a menina se sentar também sobre uma pedra nem quente nem fria e meditar, relaxar, olhar para dentro de si, fingir olhar lá longe no horizonte do fio de barbante. Procurou a postura de iogue da flor de lótus haurir sorver o ar puro...

- Deixe comigo!

...aprumou o corpinho, solícita, cruzou as pernas e sentou em cima, descansou as mãos livres sobre os joelhos e olhou... olhou direto, reto, longe no horizonte. Uma grande paisagem já escurecendo obscurecendo. Um panorama bonito e bem acomodado digno da natureza. Um cartão-postal com montanhas serra picos alcantilados penhascos despenhadeiros vales canhadas boqueirões bando de papagaios-da-serra retornando pra casa pro aconchego do morro... De um ponto de vista, prestar atenção e assuntar e reparar bem, a montanha era soberba e rochas afiadas e cascatinhas buliçosas e vegetais baixos rasteiros e pássaros algazarra e bromélias e tarde ofertada oferecida em disputa com o oriente... Agora estrelas animadas sorridentes faceiras olhos cintilantes estimuladas espevitadas...

- Quantas janelas para abrir, meu!

A menina escolheu - ao acaso modicamente economicamente -, quase sem ver quase sem querer, um ratinho que ia passeando lá ao pé de umas rochas, num morro descoberto entre umas pedras com liquens e musgos... Fixou os olhos no bichinho e o seguiu, para cá e para lá, subindo e descendo, se enfiando ou correndo, enfim, todas as suas manobras e estripulias e artes. E o mocó acinzentado ou cor-de-burro-quando-foge parecia desorientado, procurava a refeição, trabalho esse que nem era fácil. Piscava uns olhinhos pretinhos de quem se emocionava e nem tinha lenço para assoar o nariz. E à tardinha o frio o vento gelado lufadas rajadas de vento lhe arrepiavam o pelo a cauda as orelhas todo o pelo do corpo. Era um roedor arrepiado, descascado, estressado, exilado, desgastado... Suas patinhas pisavam descalças o terreno seco e as pedras frias pontiagudas. Uma das patinhas já dolorida, talvez ferida por um espinho. Tinha uma cor de poeira e avermelhada, amarelada, acinzentada, sépia, fugitiva. Os bigodes de poucos e duros fios. Sua fala, crite! crite!... ou sua oração, chipe! chipe!... ou sua reza prece, mio! mio!... eram sempre cheias de recordações. Parecia mesmo perdido no seu mundinho de ratinho camundongo-do-mato. A cor dos olhinhos, olhinhos cheios de vontades descansadas, levavam um azul pobre, talvez um azul negativo, talvez um azul enferrujado, talvez um azul esquecido. O destino era cheio de roedor rato ratazana ou ratinho.

- Quem sabe teríamos um hotel aqui por perto? Eu tinha que prever isso.

            Quando escureceu de vez já passados uns 40 minutos e o céu azul ficou pontilhado de janelas estreladas fogueiras olhinhos de meninos pelancos maus piscando e quase nem se percebia os passeios do rato - via-se somente sua sombra, seu vulto pequeno, seu risco rasgado no solo - veio o gavião-de-anta, enorme e predador, e o levou embora raptou. E a águia harpia transportou o roedor para lá. O falcão-de-peito-vermelho enorme grampeou com as garras fortes o pequeno bichinho e o levou, voou, voaram.

            - Minha tia Bilha mais meu tio Bolero Tarimba, ambos com b e olha só que coincidência!, moram ultimamente em a na Foz do Jordão.

Lilás acompanhou o voo da ave carcará subindo até o alto no topo da montanha, rocha com gorro ou chapéu de pedra lisa, e numa fresta greta o pouso o ninho o esconderijo. Ali o magarefe gavião-real depositou a caça que a fêmea repartiu em duas partes, uma com o filhote que piava, creu! creu!... e outra para ela mesma, crou! crou!...

- Do tupi temos as palavras tatu Ibiúna araponga Iguaí sarapó Tapiraí... Do árabe temos os nomes oxalá alfaiate algodão... Do africano temos os termos vatapá acarajé maxixe marimbondo berimbau...

Somente a partir daí e desse episódio, então, que a menina se desconcentrou desparafusou relaxou. A noite avançava na escuridão e a hora ficou ao deus dará à deriva à matroca. Era noite adiantada nas horas, tique-taque!... Céu noturno grande largo vasto como um shopping uma loja um centro de compras com possíveis objetos de todo tipo corte e costura agulhas dedais fios carretéis tesouras... de luz própria iluminados naturalmente... A menina, assim, acordou do transe e se viu novamente no ambiente das cavernas na montanha e suspeitou e possibilitou:

- Então outras palavras cidades localidades municipalidades referências com p de paciência, Pancas, Pirapozinho, Pedrão, Pinhão, Piaçabuçu...

            Se erguendo de onde estava, onde estava?, a menina Lilás procurou saber da pensadora secretária madame ermitã. Ela andava aí e aqui e ali procurando grimpas secas ou ramos de pinheiro araucária, palhas, gravetos, sacaís ou sacangas, cavacos e paus para a fogueira o fogo de chão. A guriazinha colocou argumentou, um pouco passada frustrada, embora conformada:

            - Sabe! É chato ficar aqui tentando conversar com a filósofa com a beltrana com a profe e ela nem dar a mínima. É, tô passada contigo, professora. Tudo bem se tivesse feito uma desordem qualquer, mas isso nem aconteceu. Tá ouvindo, dona tapuia? Talvez nem goste de bate-papo, ou de visitas, ou visitas de estranhos. É isso?

            A cabocla índia nem deu ouvidos. A boca apenas respirava, tim! tim!... A senhora de idade nem tinha o que dizer? Fazia um montinho com a palha, os gravetos, grimpas, fios secos de barba-de-bode e folhas secas de orelha-de-burro e lasquinhas de bicuíbas-brancas... Depois riscou uma pedra com outra até saltar uma faísca. A fumaça e a luz subiram para o alto, para o espaço, para sempre, para longe, para nada. Do brilho da fogueira nasceram e se fizeram nuvens, e estrelas estalantes cintilantes azuladas distantes. Aproveitando o fogo, a dona Apeíba assou dois três punhados de pinhões como refeição manjar do jantar da ceia.

            - Eu mesma morei em Fazenda Rio Grande e lá fiquei um ano. Todos os dias nadava de braçada no rio do Cedro, sendo verão.

            Enquanto aguardavam assar os pinhões, sementes do pinheiro-do-paraná, a senhora pajé xamã comendadora olhava as estrelas claras cadentes - estrelas maternas de fiar franzir cortar costurar alinhavar - as nuvens a lua caminhante por entre as nuvens e mastigava mascava, tim! tim!... para as montanhas para o horizonte. O sítio ficou empolgado de aves noturnas, rasga-mortalha, urutau, coruja-orelhuda... o sítio com rochas e vales e montanhas desaparecendo no escuro. Quando o fogo baixou senhora Apeíba tirou os pinhões assados de dentro do brasedo brasil, brasília, brasilidade, brasilicéreo... Colocou uma porção à disposição da menina. Lilás foi comer, estava quente, ui! ui!... foi descascando devagar, devagarzinho, pegando aos bocadinhos, mastigando com receio, ufe! ufe!... engolindo a custo, soprando, abafando o calor das sementes nutritivas...

            - Sei que é uma pergunta fácil para ser respondida, porém... e que seja: Você fala mineirês, nordestês, rondonês, sergipês? Embora outra: Quantas pessoas são na sua família? Você calcula quando as primícias do pequizeiro?

            Num instante, feita a refeição do repasto noturno, Lilás sentiu o peso fatigado cansado do sono invadindo seu cérebro e o resto do seu corpo corpinho. Veio numa onda impossível de conter. Anestesiou tudo. E sonolenta sono-lenta... parecendo tudo desconectar... e desligar... e desinteressar... Do nada e de dentro da matéria noturna, uma ave anônima piou voou bateu asas batucou no mistério no escuro no anonimato...

            - A cabra bale as aves pipilam a jaguatirica bufa as folhas das árvores frufrutam os adultos ralham os jovens e as adolescentes moços e moças gritam respondem as crianças riem batem palmas e batem o pé ainda os quero-queros estridulam téu-téu! téu-téu!...

Olhando o teto obscuro escuro antigo de Deus com D maiúsculo provê atende fornece prevê antevê. Parece uma cidade no alto e tudo brilha. Brilhante joia diamante como o cais flutuante as paisagens as árvores as flores o casarão os jardins as feras aladas as janelas... cada estrela uma alegoria vibrante. O movimento no salão de festas é enorme e outras estrelas famosas comentadas lembradas, mitos anedotas lendas causos histórias adivinhas... Sem contar e já contando com os parentes amigos vizinhos convidados... E era um cachorro de feições comuns... E era o porto de Pecém em São Gonçalo do Amarante... E eram sobrepostas e girovagantes e cadentes e guias, bonitas atraentes admiráveis... Os santos e as santas - todo caso quem eram e por que faziam? - que fizeram o bem algum dia, foram mal interpretados e foram castigados e foram recompensados reanimados com um belo lugar no céu no celeste firmamento... e brilham e rebrilham e voltam a brilhar... E assim e isso se vê de longe e acontece e podem fazer tudo que quiserem sem que as pessoas saibam ou queiram ou imaginam...

- Minha segunda nossa segunda-feira é como nadar numa piscina semiolímpica, é.

A noite estava e ia adiantada emperiquitada. Do nada do nada apareceu a mula sem cabeça e pegando fogo no pescoço, e que se aproximou do fogo esfregando os cascos; veio também o boto vestindo chapéu meio de banda na cabeça, e aí escondendo o buraco no cocuruto, a viola nos braços já cantando uma canção que lamentava de frio de cansaço de desassossego; pois surgindo de dentro das labaredas num pulo mágico espetacular com rodopio no ar, o filho do vento o saci-pererê e espetacular... E mais outras coisinhas de nada, etc., mais ou menos, assim por diante. É possível, é possível!

- Há 1 pequeno D em o mais alto dos mundos de a colina, em?!

Se viam se ouviam se interpretavam sempre as mesmas árvores as mesmas pedras. Um vento frio bem veemente e natural da veemência. Se aproximava a hora da meia-noite. Escuridão se concretizava se solidificava e descia a ladeira da madrugada. Pouco mais o sol subiria o aclive da manhã com as saracuras-pretas grulhando os patos-corredores crocitando os bicudos-maquinés trilando a família harmoniosa da antacuré regougando e tartamudeando e blaterando... A menina Lilás ficou pensativa e perguntou logo em seguida e de si para si consigo, frequentemente:

            - Ou seja: é isso aí! E muito importante se fazer notar. Uma Augustinópolis já é grande no norte do Estado. Que novidade Paes Landim já é famosa no centro do Estado. E outra Mandirituba já é mais águas termais no sul do Estado.

            Noite toda foi assim de festa noturna camuflada. O fogo da fogueira estalando de nervoso de brilho de calor. A noite fria cada vez mais madrugada fria friagem orvalho sereno. A lua platinada alçada sobre a copa das árvores já subia e ainda se penteava e continuava passeando, embora sem olhar pros lados, e se penteando displicentemente. As estrelas contando até noventa e nove vírgula noventa e nove. Estrelas astros zanzando em boas condições, brincalhonas vitoriosos semáforos semáforas alegres solícitas, havia estrelas planetas de todo tipo formas alados satisfeitas satisfeitos.

            - E que tal Juquitiba por seis meses de férias escolares? Meus tios paternos são policiais da brigada militar na localidade. E recomendam ainda visitar a lagoa do Cauípe e desfrutar a praia de Cumbuco já para conhecer a Caucaia, extremamente.

            Sempre a menina acordou e pesada demorada já com perguntas respostas e explicações. Para as estrelas foi noite alta planejada especial de epifania. E de repente já surgiu no leste o sol, manhã azul profundo, ar parado, montanhas encasacadas de geada, quase albinas, duras de frio, serra feminina da Mantiqueira.

            - Eu sempre gosto de olhar as estrelas da noite. Há muitas entidades por aquelas alturas. E luzes raios brilhos que viajam de espaçonaves naves espaciais embarcações carros elétricos bicicletas...

E assim a senhora Apeíba estava fazia tempo já de pé, madrugara, madrugadora, fazia exercícios matinais, puxava umas pedras, erguia tocos lenhas e pedras, empurrava troncos de árvores e árvores inteiras, pulava pra cá pra lá, já corria em volta e em zigue-zague, ia e voltava, plantava bananeiras, se pendurava como um pêndulo, saltava acrobaticamente fazia micagens batia asas...

            - Brincadeira! Que devoção soleníssima é essa, meu?! Acordar de manhã é sempre bom tempo! - monologava a Lilás, encantada surpresa.

A senhora a dona e seus exercícios leves exercícios matinais pareciam golpes de dança, pulos de capoeira, mas era mesmo dança suave, lenta, leve, simples. Sincronismo sincronizada com a natureza das aves, arirambas, inhapupês, marias-lecre, periquitos-ricos, mandingueiros... dos outros bichos, dos ventos, das pedras, da montanha. Eram movimentos de braços e mãos, de pernas e pés, de sombras e figuras... Imitava ou queria imitar muito agilmente um bicho qualquer ou vários deles ao mesmo tempo... Desenhava no ar com os dedos com as mãos com os braços com as pernas uns riscos traços em linhas retas curvas diagonais aleatórias... A mente concentrada ultraelevada, a mente feliz descartável, os olhos vivos brilhantes, os pensamentos ganhando ideias novas tenras... Um passo para cá, outro para o lado e as mãos em concha, ou fechadas, ou ainda abertas, livres, desenhando estranhos desenhos no ar arabescos rasuras caricaturas enfeites... Uma madame esportista vereadora ativista ecologista empoderada e em vias de extinção primorosíssima excelentíssima generosíssima. Ao mesmo tempo que em volta tudo ia acontecendo como tinha de acontecer...

- Ei, comadre da Mantiqueira! - a Lilás tentava tentou e chama-que-te-chama, e nada. Você chegou aqui de ônibus de trem de paraquedas de carro de mágica?

            Lilás foi se juntar à velhinha da terceira idade. Como já entendia que a monja nem falava, somente ficava no, tim! tim!... (talvez nem tivesse nada a dizer?) a menina nem a cumprimentou nem a saudou nem se desculpou nem pediu licença. Cada qual na sua e por si só na conta e risco, amém! Preparando o corpo e o espírito pro dia pra jornada pra aventura diária. Repontando pensamentos para diante e as horas em frente. Foi um ensinamento, um aprendizado sem parecer que fosse. Apenas pelo exemplo. As duas fazendo aquele tipo de exercício matinal e estômagos vazios. A menina olhando a camponesa e fazendo igual pensando alto para as pedras basálticas vulcânicas:

            - Quem nunca fala nem tem razão nem a última palavra! Você vai pra casa hoje ou amanhã? Já tirou fotos do lugar da região do sítio do sertão? Aposto que já conhece ou ouviu falar de Araguatins e Itaguatins, hein?!

            Depois dos exercícios e habilidades, Apeíba seguiu uma trilha até encontrar um fio de água. Beberam a água azul que descia da montanha gelada Agulhas Negras. A cascata bordada com fios coloridos e os arco-íris ou olhos-de-boi era uma matraca que jamais parava cachoeira de falar fanfarrona gosto e capricho de cada uma de cada qual. As visitantes colecionaram colheram e comeram frutos silvestres, araticuns-do-morro, pitangas, sete-capotes, guabijus, araçás-felpudos, gavirovas, goiabas-do-mato, azedinhas... Colheram e comeram alguns talinhos tenros de ervas boas cheirosas medicinais, laranjeiras-bravas, brilhantinas-dos-telhados, zabumbas-brancas, manjeronas-do-campo... Colheram e comeram algumas folhinhas macias e preventivas profiláticas, bracuís, canjeranas, arumãs, chapéus-de-couro, unhas-de-gato... A menina se declarou, chamou, declamou para a montanha para a cordilheira e todos os peraus:

            - Linda montanha Agulhas Negras e pico Bico do Papagaio e serra da Mantiqueira, teto do mundo, maravilhosa, es-pe-táaaa-cu-lo!... A sua verdade é o silêncio, as pedras, as plantas adaptadas na altura, o topo do alto com o ar puro oxigênio rarefeito... Tão perto do céu azul e o celeste!... Meus olhos nem lhe alcançam em a sua apoteose... E meus parabéns, quer saber!

            A acadêmica profissional conselheira Apeíba rumou para oeste. Oeste é onde o sol cai e dorme. A separação foi inevitável e definitiva normal. A menina foi para leste. Leste é onde o sol nasce e aparece. Lilás nunca mais na história reencontraria a senhora a monja a professora e seu ensinamento elevado. E sem nunca, psiu!... ouvir palavra de sua boca, apenas somente, tim! tim!... Quem sabe a sábia filósofa diretora doutora educadora nem tivesse mesmo o que dizer o que ensinar o que recomendar o que declarar.

            - E eu vou pra lá... Se eu morro numa pequena rua de comércio de nome Lagar num bairro da zona noroeste Chiquena com a bem localizada e imexível cidade de Pentecoste banhada pelo rio Gameleira.

E se dividiram se alternaram com a vontade dos deuses dos capítulos das histórias.

            O sol crescia a olhos vistos. Um sábado bonito no comecinho. Poderia até chover no decorrer do período. A montanha que inicia a fonte o rio o caminho.

 

 

 

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

em a BR em Casa

 

           

 

            “Estamos agora e conferindo às 17:20 horas num posto de gasolina... recém-chegados - que por acaso e em todo caso nos patrocina e até deveria se for o caso - e tem de tudo que um caminhoneiro precisa tudo que um viajante precisa tudo que aventureiros como a gente como nós necessitamos, etc. São 17h e 35min. e hora local natural física lógica cidadã na localidade... me informaram aqui quando chegamos, e lhes perguntei, a cidade município de São João da Boa Vista... e o posto é o famoso e sempre muito recomendado solicitado o prestigiado abastecedora Quitaúna, gente! Aqui no posto temos água mineral de grátis e à vontade banheiro chuveiro internet muito boa... e já-já vamos fazer um jantarzinho para daí dormir, minha galera! (...) Bom dia! Mara-vi-lha! A gente dormiu aqui mesmo no estacionamento do posto... lugar legal... um pouco de barulho de caminhão pra cá pra lá mas isso faz parte... vocês podem ver que é um mundo de caminhão de todos os tamanhos, principalmente carregados... ou que carregam soja e milho e algodão, os bitrens... enfim, tem bruto com placa de Terra Roxa-SP, Cristalina-GO, Conquista-MG, Delta-MG, Santarém Novo-PA, tou vendo um de Rubineia-SP... Apreciem nossa vista... Agora vamos tomar um café e já-já a gente retorna para mais um instante do nosso vídeo. (...) Olha, pessoal!, a gente pensou tomar café no posto que estávamos agora a pouco... bem, aí decidimos ir mais adiante e tomar café numa outra cidade que fica aqui perto, na divisa... parece que é... fala aí Aline... você está contente, feliz, a estrada é isso tudo!... Um pedaço do gigante e que vamos conhecendo. Quais as comidinhas típicas de cada zona região rincão?

            - É isso tudo, sim, gente, gente boa! Bom dia! Que todos estejam bem nesta pandemia mundial, etc., e tudo mais. Agora mesmo nós estamos na MA-326 num lugar... serra, né?!... chama serra dos Cristais, se não me engano... foi a informação que tivemos nas minhas pesquisas virtuais... e estamos indo para São João de Pirabas no Pará... para-béns! Aproveitamos a deixa para mandarmos uns alôs! aos nossos amigos acompanhantes, o Eduardo Inácio morador em o Rio de Janeiro frente a praça General Tibúrcio na Urca, a família Valente lá da localidade de Queimadas-BA nos manda uma foto (pleníssimos!) das férias no rio Guriú, a Suzana natural de Montauri no bairro da Clivagem, a Tita e a Táti lá de Coronel Freitas... E daqui a pouco quando tivermos mais coisas boas bonitas baratas e que valem a pena para mostrar mostraremos, até! Então, até logo!

            “Olá, pessoal, que nos acompanha no canal! Não esqueçam de dar o joinha para nos apoiar e colaborar com o canal e isso muito nos ajuda... Estamos na estrada, acho acredito que seja a BR-116, entre os municípios de... perto de Corguinho com destino à cidade de Figueirão no Maranhão... É, pessoal! Uma das 27 unidades federativas do B. Vamos lá?! Vamos nessa!... Aqui o asfalto parece mais ou menos... por enquanto não vi animais na pista... o pavimento parece ótimo e recente bem sinalizado, etc., a paisagem é muito legal, pelo menos eu nunca tinha visto coisa igual, uma vegetação típica do centro-oeste e estou reconhecendo, assim de passagem, os carurus-amargos os cachimbos-de-macaco os palmitos-do-chão... e nos acompanhe, serra do Ajuá... Alguma coisa que queiram opinar ou enfim nos dizer, deixem nos comentários. Nem somos donos da verdade, longe disso... (...) Paramos agora mesmo num canteiro do jardim aqui da praça Batista Campos porque Aline quis tirar umas fotos, olhar de perto umas flores alguns arbustos umas árvores centenárias... Quem nos convidou para o jantar? E A-li-ne já declarou declamou desabafou confirmou:

            - Praça Guaiaúna linda inda e pôr do sol mais ainda inda! Quatro vezes elementos. Quatro vezes pontos cardeais. Quatro vezes estações do ano. Quatro vezes quadro na parede. Quatro vezes quadra de futsal. E o mar se interroga e se responde, de si para si, com os fenômenos das marés e ou outras quaisquer. Mandamos sempre um oi! e um abraço! e um beijo! para a Chiquinha nossa afilhada lá de Ilha Solteira o Aparício lá do bairro Campo dos Afonsos-RJ a Maiara que mora em Bebedouro o Célio que diz trabalhar como sentinela na fortaleza de Itaipu a Janaína natural de Orizona e...

            “Oi, pessoal! Como estão aí... Nós eu e Aline estamos aqui e andando na rua com o nosso motor que vocês conhecem, etc. Estamos porque estamos aqui para atravessar de balsa o rio Taquiri... como vocês podem ver... nos custou 100 reais o motorhome e mais 25 reais por pessoa total girou em torno de 150 reais... A travessia levará uma hora e tanto, acredito que, segundo andei verificando quase umas 2 horas... mas enfim, a travessia vai ser legal... nos acompanhem. Qualquer coisa interessante bonita agradável engraçada nós mostramos pra vocês, fui! Quer dizer alguma coisa mais, Aline?

            - Claro, não, nada, só que... as flores do jardim são aqui muito bonitas e... todos os canteiros com uma peculiaridade... aliás, o jardim foi planejado para ter flores o ano todo, desde que foi plantado flores de todas as estações... é o que diz um letreiro por aí. E uma curiosidade extra e muito interessante, pessoal que nos assiste, aqui neste local todo ano se comemora a festa do boi-de-zabumba... e dizem e muita gente comprovou que é sen-sa-ci-o-nal!... Quem vem pra cá não pode deixar de vir aqui conferir pessoalmente... Aproveito para mandar os meus abraços! ois! beijos! para as pessoas que nos escrevem nos mandam sugestões avisos recados como a amigona Leia de Águas de Lindoia ao pé do morro Pelado a Amanda de Manaíra o Zinho de Granja-CE a Mári que sempre nos escreve desde Aguaí a dona Lilás que tem um restaurante de comidas típicas maranhenses lá de Bequimão e...

            “De repente do nada, em pessoal!, já à 1ª vista tudo junto agrada no aspecto do lugar... estamos na cidade de... de... qual cidade mesmo, Aline? Acabamos de passar a ponte sobre o rio Piripucu...

            - Na cidade de Nioaque... olá, pessoal que nos assiste nos acompanha nos segue no canal, bom dia!... O céu continua azul a temperatura agradável e tudo parece bem e dentro do possível... Sempre aproveito minha fala para deixar nossos abraços! olás! beijos! a todos aqueles que gostam da gente que mandam mensagens agradáveis e de boa vibração... Então, vamos lá! Um beijo para minha comadre e com saudades a Diana que é moradora de Guapiara na rua Maria José Dupré, um oi! de admiração para o senhor Alemão - deve ser apelido - lá de São José de Princesa, um abraço apertado para a Ana Paula que trabalha no comércio e tem uma loja de roupas prontas unissex diante da praça Orlando Silva lá em Colina-SP, o Adocir dentista em Ponto Novo... 

            “É isso mesmo - antes de eu ser interrompido por estes altos e grandes e importantes informes da Aline com nossos camaradas amigos acompanhantes vocês todos - a cidade é mesmo Nioaque no MS, e vamos em frente! Estamos de frente com uma montanha na serra do Quebra-Cangalha e na pouca distância da capital do MS que é... Quem souber deixe nos comentários, fazendo um favor. Lá no infinito já identificamos o pico do Itaguaré... Parece que vai chover... amanhã... ou depois... quiçá hoje mesmo, não sabemos, quem sabe deixa nos comentários opina recomenda avisa... daqui um nada cruzaremos sobre a ponte imponente sobre o rio Jacarezinho...

            - Campo Grade a capital! E é fe-no-me-nal, gente! E mais alguma coisa a gente mostra pra vocês e muito com bastante. Por hora e vez um alô para a Eugênia de Suzanápolis que me mandou um cartão-postal da ilha da Moela onde ela foi veranear com a família o marido João os filhos Mateus e Maria Lúcia e mais um abraço para o Joel Heráldica morador de Paial e a vovó Mônica sempre mandando mensagens natural Bauru...

            “Continuamos aqui em Peri Mirim, está fazendo um calorão daqueles é verão não sei se lhes avisei... estamos em pleno verão e a temperatura recém já rondando os 38º ou 39º, mais ou menos... aqui dentro do motor temos ar condicionado e vamos boralá!... temos a energia aí das tais e quais placas solares células fotovoltaicas... Acabamos de visitar aí a pedra... a Laje do Coringa, como foi mostrado no canal... esperamos que tenham gostado... deixem os comentários as opiniões os elogios... se quiserem nos ajudar com algum nós aceitamos já sabem do número da conta o banco e já agradecendo a gentileza, pronto falei, ah ah ah!... Vamos... daqui um pouco pouquinho... passar em frente e quem sabe visitar... se for possível se for o caso... o aeroporto Campo de Marte, tão famoso e tão falado e tão comentado e tão pedido até por vocês mesmos que nos seguem... um lugar de tráfego da aviação geral compartilhado com aeronaves militares e civis teco-tecos helicópteros táxis aéreos jatinhos de executivos competições de aeromodelos... E vocês estão prontos para sair e pegar uma semana um mês um ano de praia no nordeste?

            “Tudo bem, pessoal?! Todos contentes alegres satisfeitos, ah ah ah!... seu time ganhou no fim de semana?! É isso, o meu também não... Estamos numa excursão aqui rumo das prainhas fluviais do rio Quitéria acá em... perto de Coronel Sapucaia... Estado do MS... e vamos visitar este recanto mais um recanto do nosso B e que fica perto da aldeia dos terena... venham venha junto conosco que você vai curtir, obrigado! e assim por diante... Os nossos amigos, a gente conheceu mais alguns viajantes como nós, são dois casais, ambos do sul, um casal o 8 e a 9 são de Canas-SP o 2 e a 3 são de Espírito Santo de Pinhal em SC e estão aí juntos estamos nessa e ao mesmo tempo com a gente conhecendo a região... muito bom e muito bem! Umas dunas maravilhosas areia fofa e é melhor vir pessoalmente, né, gente boa! Parece que o mangue ou a maré invadiu aqui tudo e... vai deixando areia e areia e areia cada vez e... enfim, a própria maré está acabando com o mangue e sufocando as árvores... E preferem água ou café?

            “Vou erguer o drone e mostrar o lugar desde um olhar do alto uns 30 metros... É realmente um lugar único muito bonito vocês vão ver... estamos todos encantados... é um lugar com muito potencial turístico... e as imagens a partir do drone poderão mostrar bem como é tudo e com uma vista privilegiada... tem um urubu-de-cabeça-vermelha brabo por aí e brigando com o artefato... espero que não aconteça nada, enfim... Estamos sobrevoando e mostrando a cachoeira do Barão, Barão de Guaicuí, Diamantina, MG. Olham só que coisa pra lá de beleza além de es-pe-táaa-cu-lo!, gente boa! Se você não pode viajar nem se preocupe, nós viajamos viajaremos por você! E onde vocês estão pretendendo ir?

            - Temos curiosidades temos os encantos e... Mara!... Umas plantas muito típicas aqui da região... preciso mostrar pra vocês... e borboletas e pássaros plumosos alados, jacuapetis, marrecas-pintadas, rasga-mortalha, guiramembés, quero-queros que se encontram e se acham em todos os lugares deste país... Vejam estas plantas aqui, gente! Deve ser uma jamacaru e se nem me engano... temos quina-cruzeiro, tauari-do-campo, alguns vários ituás... olha só o que encontrei, é rasto de taguicati também conhecido como queixada... uma bela coroanha florida e as abelhas polinizadoras nem perdem tempo... as arumãs... várias várias infinitas variedades de plantas e muitas endêmicas, arruda-de-campinas, mangue-do-brejo, manopé, moela-de-mutum... um trânsito absurdo de formigas em fila cerrada... se alguém conhece a espécie deixe nos comentários, por favor... vão em direção da árvore mais próxima e suculenta... qual seja? Deve ser uma macaúba ou macaubeira... Nem faz nada encontrei uns faveiros-do-mato e umas pindaíbas-d’água... E agora nessa hora é a vez de mandar nossos abraços apertos no coração notícias aos nossos amigos espalhados por este Brasilzão e mesmo para o exterior... vamos lá!, vai um beijo para a Carolina Isabel lá de Itanhangá-MT, aquela saudade do casal Ana Maria e José Francisco moradores nossos parceiros de antigas jornadas residentes em Brusque, outras lembranças para A. T. de Breves-PA, sem esquecer da Joelma moradora de Limoeiro do Ajuru e que tanto nos recebeu muito bem ali na resex Arioca Pruanã onde trabalha com sua família bonita... e mais os 5 mil inscritos no nosso canal e que devem se sentir também e muito bem abraçados beijados lembrados agradecidos...

            “Olá, pessoal da estrada estradeiros e estradeiras! Estamos totalmente, como estão vendo, em movimento rodando... e mostrando um pouco de tudo a estrada a rodovia e sempre num ponto qualquer desta a minha a sua a nossa de todos nós a União chamada também de B. Pela manhã o tempo chuvoso garoa e à tarde melhorou veio o sol ardente firme está sendo, né, gente! e esperamos que pro resto do dia... Estamos aterrissando em Pinheiro terra do ex-presidente José Sarney... todos já ouviram falar dele, e por aqui ele é considerado rei... rei imperador governador presidente manda prender manda soltar... logo ali na frente o porto de Cujupe e a ilha do Cajual... Ao longo deste trajeto todo malha viária que estamos percorrendo de motor com vocês e vocês conosco... A gente está vendo assim muitas cidades e esta semana já passamos, Ribeirão Branco, Catalão, Ipameri, Andradas... e de diferentes características... umas estranhas mesmo... umas cidades sobre pedras outras sobre areia, Itapira, Salinópolis, Bela Cruz... outras dentro de pântanos ou alagados e sobre serra... bem agitadas vivas acontecendo, Camocim com a bela praia da Barrinha... praia praias muito bonitas praia do Preá, por ex... então umas localidades são à beira-mar praia comunidade Caju-Una em Soure... outras mais para dentro na caatinga, parque de Jericoacoara... muitos parques com cataventos ou torres eólicas sobre dunas, o que foi Aline? Então, ela pegou me disse e muito plena:

            - Em realidade, sim! As flores por aqui são muito amarelas chamativas... precisam ver, gente! Aliás, já mostrei em muitas ocasiões e voltarei quando achar o que vocês tanto merecem. São amarelas como o sol como a areia como a praia de Juqueí... Há muita flor para alegrar, sim senhor! Se gostarem das minhas flores e plantas deixem nos comentários que isso muito me incentiva e me anima e me conforta e me envaidece... Insetos têm 3 pares de patas, 2 pares de asas, 1 par de antenas, 1 par de olhos compostos... Como diria o nosso amigo cantor amigo velho R. C. de todos que curtem a estrada e que o escutam no rádio na tevê em todo lugar parafraseando, ‘nós temos um milhão de amigos acompanhantes seguidores(as) colaboradores(as)...’ e lá vão os abraços as saudades de Marissa Talim natural de Nova Monte Verde e que passou um tempo com a gente uma semana à beira do rio Itararé pescando peixes dourados e pacupebas-do-sarã e matrinxãs e... um oi! também e muito bem para João Antônio de Nova Trento na rua Valdomiro Castilho de Lima, um beijo ainda para a Jacira filha de Ana Terra e Francisco pra família toda lá de Resende e o parque Itatiaia ao pé da montanha pico das Agulhas Negras, um feliz aniversário e muitos anos de sorte e viagens e saúde para a Fernanda Guanaré nossa amada colaboradora nativa de Juara bem em frente da praça a bela pracinha bem arborizada Marechal José Pessoa, a Aparecida professora de história da EEEM Manoel Vital de Oliveira na bela praia de Mundaú (mandou fotos imagens um vídeo) em Trairi no Estado do Ceará, Ana Lígia desde Motuca... E você? O que você tem feito?

            “É nóis na fita, galera! Bom dia! Boa tarde! Boa noite! Minha casa ou motor é sua casa! Eu não sei quando você está nos olhando... tem gente que vê a gente no café da  manhã outros à noite... Eu e Aline nós dois estamos aqui em plena praia de Jurerê, muita carnaúba carnaubal... impressionante... um sol, raras nuvens brancas e uma que outra... lado esquerdo onde estamos passando é plantação de soja, mostre aí Aline... e quem tem dinheiro compra fazenda a perder de vista... quem tem dinheiro vem de jatinho vem de helicóptero vai de lancha vai de hidroavião... Olha só que coisa legal, tchurma! Temos aqui por agora... um manso declive da estrada... e muitas propriedades rurais, muitos donos vivendo de pequenas propriedades rurais quase autossuficientes autossustentáveis... alguns animais caseiros domésticos pastando no quintal no sitiozinho, estrada SC-243... e por aí vamos nós... venham com a gente... ponte enorme estaiada sobre acredito rio... Que rio é este? Alguém sabe? Você sabe Aline? Quem souber deixa nos comentários... O tempo o clima o dia esses todos nem estavam muito bem ontem... aliás, um turbilhão de água cachão borbotão... mas e mesmo porém hoje de pronto neste momento, podamos instantes atrás uma cidade de Capim Grosso, estes agora mesmo estão muito melhores e até estamos indo sob um céu azulino azulinho... E antes que me esqueça: quando vocês sairão de férias? Quando vocês nos alcançarão?

            - Paramos aqui à margem da TO-045 no meio do mato floresta quase amazônica perto da ponte sobre o rio Piancó... já vimos uns amiguinhos sauás de galho em galho entre os ramos da jipoúba... uns outros serelepes saguis-de-coleira... rasto de timbu ou também conhecido nessa região como mucura... cada região do país tem seu nome, uns lugares são conhecido como gambás... e muitos pássaros de plumagens muito legais coloridas os papa-capins os nambus os coleiros-baianos as concrizes os mutuns-do-sudeste... e as ribaçãs dando o ar da graça e aos montes em bando... vamos mais perto para ver se gravo... caminhando para cá e com muito cuidado pra não encontrá cobra escorpião bicho peçonhento... lá do outro lado do rio vejo e escuto uma algazarra de arapapás-de-bico-comprido... guanandi pencado de azulões... Assim, amigos amigas, pedimos nos indiquem aos seus amigos e amigas para que nosso canal cresça e apareça. E desde já e sempre agradecemos a gentileza. Hoje desejamos enviamos os abraços e beijos e ois para Camila e Rogério na praia de Icaraí de Amontada (obrigado pelo convite da sua pousada Tuxá, que fazemos questão de divulgar para os seguidores e seguidoras), a Gabi Gabriela Biela lá de Cordilheira Alta agora mesmo nos manda nos deseja ‘fé amor e esperança’ e que agradecemos muito, de Adélia vem um convite para irmos visitá-la em Santa Rosa-RS, a Vivian Machado Leite moradora de Brasília nossa fã e sempre simpática nos seus recados e que agradecemos de todo o coração...

            “São umas 4h da tarde... dia 6 mês de setembro do ano de... estamos em 2020, minha gente! Palmilhando pela estrada BR-101 e já no município de Santo Antônio de Posse, é isto aí!, estamos pra chegar, acredito que faltem aí uns... ainda não vi nenhuma placa anunciando o tanto que faltam... mas faltam poucos para encontrarmos e entrarmos na cidade... passando em frente ao 8º batalhão ou corporação (deixem nos comentários) que já foi companhia de ordenança depois milícia após guarda nacional e agora exército... Então, até daqui a pouco. (...) É isso aí, voltamos! Vocês nos acompanham sempre atentos. Como podem ver já chegamos ao município de S.A.P. e vamos estacionar junto da praça Milton Trindade, aqui uma área de comércio muitas lojas prédios ultramodernos contrastando com casas antigas comércio movimentado de clientes fregueses fornecedores colaboradores... casario de outras eras do B colônia, ruas estreitas... esta rua se chama... conferindo... rua Antônio Raposo Tavares, o centro velho antigo memorável... quase todo tombado pelo IPHAN, quase tudo reformado ou remodelado ou restaurado, são os 3 rr... enfim, um lugar conforme feito pelo ser humano... esta a avenida Sanamaicã e estamos chegando na tal pracinha do Jogral... e muitos laguinhos com pedalinhos e espelhos-d’água chafarizes monumentos busto obelisco... E vamos sobrevoar dar uma olhada com o drone pra vocês sentirem como é que é este pedaço bonito da União também conhecido como o país do B. E vocês preferem com açúcar o café? É mais emocionante, comentem!, ir e vir de carro ou de barco, pegar estrada ou rio, aéreo ou terrestre ou aquático?

            “Convido todos vocês, emboralá! Paisagem seca seca tudo seco mesmo estalando... olha só que beleza, ou pelo menos bem diferente daquilo que a gente costuma ver lá no sul, né, gente! Isto é a caatinga cabra da peste! Muitos bichinhos domésticos andando soltos, cabritos, jegues, burros, cães... não são de ninguém e eles nascem e crescem e andam por aí sem que nada e alguém os incomodem. São acostumados com as pessoas e tudo mais com os carros com a estrada com a secura e ficam por aí procurando o de-comer. Se alguém quiser adotar um é só pegar e levar pra casa dar um nome... Passando de passagem diante da praça Dr. Gama, Patrimônio Silvares, Birigui. E muito sol, placas para energia solar, barracas que vendem frutas, sucos, excursões, informações turísticas... lugarejos que vivem do artesanato do turismo arqueológico da pequena agricultura e... será o que mais? Você sabe ou adivinha Aline? Se vocês que estão assistindo sabem mandem nos comentários. E qual a data de hoje? Que dia é hoje?

            - Paramos aqui à beira da estrada pra.. e ver de perto este ambiente tão falado e que a gente mal conhece, hein?, gente! Pura caatinga e muito sol mesmo uma lua pra cada um. O solo é de muita pedra pedregulho plantas pequenas, alvarado, saca-estrepe-da-mata, aroeira-mucuri, maúba-preta, arrebenta-boi... e os pássaros aves pra cá pra lá, reconheço o gralhão o formigueiro-de-cabeça-negra o choquinha-do-alagoas a saíra-amarela a rolinha-do-planalto o anacã... dizem que tem muito daqueles escorpiões-amarelos, um perigo para os incautos caminhantes... e eu mesma que ando de chinelas de dedo rasteirinhas... (...) Estamos recebendo aqui no motor a visita dos amigos seguidores caroneiros acompanhantes a família Domingos que são a Flávia e o Paulo mais o filhinho Ricardo de oito anos e a filhinha Ana Rita de seis aninhos todos naturais daqui perto Tabaporã e que muito nos honram. Já tiramos vários selfies... (...) E como sabem, aproveitamos para mandar recomendações abraços beijos para os amigos que nos escrevem desde os rincões do B. Então, vão os abraços para Sônia e Marilda e Joana Helena que nos acompanham desde Araçatuba, um beijo para a pequena Duda lá de Canelinha e que nos brindou com uma foto de belo pôr do sol no rio Candeias, mais um abraço para o Antônio N. F. natural de Oeiras do Pará, a Margarida moradora de Santa Ernestina...

            “Como estão hoje? Tudo bem? Melhor que ontem? Estamos rodando comprovadamente, como podem ver, meus amigos e amigas, por dentro da tal superpopulosa ou pelo menos bem-ditosa Laguna Carapã e a serra do Teixeira, o trânsito todo todo muito caprichado... e eu diria até tranquilo... lugar pra estacionar eu ainda nem achei, ah ah ah!... mas vamos encontrar... A gente poderia tirar umas imagens aéreas com o nosso artefato drone... talvez a gente vá até o shopping Comissionado... claro, não é, Aline? A Aline quer fazer umas comprinhas ou simplesmente dar uma olhada... Aqui  a avenida Corolário passando do lado da prefeitura e demais órgãos públicos o fórum a delegacia a escola estadual Laudelina de Campos Melo... ruas bem arborizadas... uma área com plantas nativas, acredito que mantida pela própria associação comercial e, até onde pude ver, muito grande enorme os hectares praça de lazer dos cidadãos... Como falei, estamos no rumo do shopping Comissionado e já-já voltamos, sim, voltaremos. (...) Estamos de súbito retorno e já retornando desde aqui na rua Bojar perto do nosso destino o shopping já referido... espero que as imagens estejam boas... um pouco de ambiente nublado neblina ou céu baixo... e já regressaremos com imagens do interior do templo da compra e venda do consumo da oferta e procura, gentem! É isso aí! Qual seu esporte passatempo favorito?

            - Vou mostrar pra vocês o interior do mercado Ver-o-Peso... uma estrutura toda em ferro, muito bonita... muitas barracas com tudo que se pode imaginar... aqui, vamos dar uma parada, picolé de açaí, picolé de tapioca, de pequi, de cupuaçu... a barraquinha da dona Jô Alegre que vende tudo sobre aromas e perfumes... “sim, minha filha, perfume e aroma pra tudo e pra todos os porquês, desde dor de corno até sorte pra acertar na loteria... você tem aqui o perfume pra encontrar o perdido achar o deixado reencontrar o desleixado topar com o procurado e assim por diante...” E continuamos com a ala dos artesanatos marajoaras... panos roupas vestimentas fatos indumentárias com traços e cores típicas da região influência sempre presente dos índios... Se você quiser você pode tirar uma foto com essa gente alegre e sempre disposta atenciosa. Aliás, você pode e deve já pagando somente 5 reais ou um dólar adiantados... Sem esquecer que mandamos nossos muitos abraços e agarradinhos para o pessoal que nos assiste desde Ipiranga do Norte como a Odete e o José Carlos, beijos à família Redentor lá de Bagre a Cris o Cabral a Maiane a Alice, recomendações saudações ao Hélio que nos segue desde Guariba, a Valéria Cecília nos saúda atenciosamente moradora de Japonvar...

            “Que você disse ou quer dizer, Aline?

            - Nada. Somente que estava pensando...

            Os sonhos que nos rodeiam norteiam alívios e isso nos faz mais na distância quase perenes perdigueiros peripatéticos. Sem se perder e em frente, o caminho a estrada traz numa mão a ida escalaminhada e na volta a outra vinda.

           

 

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Ao Léu das Aventuras

 

          

 

            Nem lembro direito por isso acho que devo de repente já começar indeterminando. Estava sossegado no meu canto ilha do Caju se bem me lembro ou nem me recordo e parado profissional oficial imagine o motivo conto quando Cecília e ela as duas uma em duas ou duas em uma apareceu apareceram... Por aquela porta entram na minha pauta quando na minha frente sorriram de um modo muito dado bipolar, e ternas e oferecidas. “Está 1 belo bom dia! aqui em a nação cadiuéu.” De pronto lhes acariciei a boca com o gosto de mil amores então que mais se abriram em expansões acostumadas e engraçadas. “O jabota tenta escalar a árvore até que aprende a desistir.” “Nós moramos na mesma rua Visconde de Taunay do bairro dos Tembé.” Me senti hipossuficiente dono capacitado da situação informação satisfação repartição contemplação constituição plantação transformação edificação...

            “Vamos começar relembrando de novo recordando repaginar...” “Sim, agora vai!” Uma manhã preguiçosa e choveu de chuvas inopino de chuá!... O mês de maio a estação entrando no inverno pela aba do outono. Naquela mesma manhã andamos ela Cecília e eu os nossos bichos do chão de estimação Pastoral e Brandão e Nigela, respectivamente, andando tanto muito, trotando tanto e nos perguntamos um instante “em que mês estamos?, “de que mês falamos?” A lembrança se alternando com as ideias. “O que você está pensando ou deixando pra lá de pensar?” Na esquina da rua dos Alfarrábios com a travessa do Aproche, e Cecília usa uns óculos de grau e conforme para cruzar o trânsito movimentado faixa preferencial descobrir as coisas pitorescas da região e principalmente as ofertas das lojas vitrines mostruários; e ela leva leve uma camiseta com estampas de aves do pantanal mato-grossense, catirumbava, beija-flor-cinza, bem-te-vi-barulhento, pipira-preta, sanhaço-rei, benedito, falcão-de-peito-vermelho... todas desenhadas e pintadas à mão e contornos adornos contornadas de fios de ouro e prata; eu mesmo ando de mão no bolso outra segurando a guia e a rua do Trópico as ruas a farmácia os botecos a banca de jornais na praça Guaicuru contando até 10 pensando alto “quantas pessoas vieram a este lugar e que eu conheço me falaram, o João migrante de Vargem Bonita, a Maria nativa de Calmon, a Ana Carolina lá de Jaciara, a Tatiana nascida em São Desidério perto do rio Arinos, a Alínea em a nação apurinã a Maiara saudosa de Paulino Neves... e desse no que desse, fosse no que fosse, hein?!” Nem silenciosos nem festivos, mas andávamos os seis e ela estava comigo Cecília estava comigo e eu estava no que posso me lembrar hoje em dia o que me aparece o que me anima. “Que história foi esta?” Andando vamos fomos subindo as escadas degraus escadaria de um templo que tomava toda uma praça adro os vitrais esplendidos as rosáceas umas cinco uma de cada cor rebrilhantes ao sol das 11h e do lado de fora um cochinho de água para os bichos animais do chão. “Quando é bicho do chão caminha, quando é bicho do ar canta ou guincha, quando é bicho do mar peixe.” “O que você quer quando pensa algo impossível?” Muitas pessoas que nem recordo direito fizeram ali o templo acharam o lugar aqui e em volta nasceu e foi surgindo e está a cidade perto do seu rio Juruena predileto servida das suas ruas plantada com suas plantas petúnias conambins pinhas-do-brejo lírios-verdes arumbavas chapéus-de-couro marianeiras...

            Lembrança rememorações que nem saem da mente. “Ninguém acha as coisas onde perdeu por acaso, ninguém perde por acaso onde achou, ninguém encontra ao acaso quando quer e seja o que for.” O rio Jiquiá cada vez mais cheio e reservado descendo na chuva e com o futuro. Fazia um tempo um ano um verão que nem via uma chuva dessas copiosa e talvez vinte minutos. De poucas palavras letras gestos e sinais. “Desde aquela hora que chove pouco.” “Desde aquele dia que chove no limite.” “Desde aquele mês que cai pluviométrica.” Porque sim que ela e Cecília gostavam de procurar ver ouvir camufladas nos papiris quando muito os alados livres galos-de-campina os esportivos de alto rendimento gravatazeiros os irrequietos agitadíssimos besourinhos-de-bico-vermelho as organizadas faceiras saudades-de-asa-cinza os arrojados intrépidos mergulhadores patos-mergulhões os endêmicos joões-gravetos... Me vem com lembranças boas plenas ela ou Cecília cabelos enormes sempre ajeitados e ela cabelos em franja finos diante dos olhos ou Cecília trança única até o meio da cintura e “por favor!, nem puxe meu cabelo”, uma ela deste meu lado ou a outra Cecília do meu lado de cá. “Que surpresa!” “Um jogo é um jogo.” “O sol é dourado a lua é prateada as estrelas são toque-toques.”

            Me lembro que há 50 e 75 e 120 anos, e estamos sempre no mês de fevereiro quase em março de 2020... Recém, outro sim, cedo vai começar a estação boa maravilhosa da chuva e das chuvaradas abundantes torrenciais aqui na serra do Cipó e tudo mais. O lugar é sempre preservado quase como no primeiro dia, borboleta azul-seda, papa-formiga, viuvinha, gralha-cancã, galo-do-mato, bigode, asa-de-sabre, perdiz... “Na volta passaremos na loja dos cachorros as rações os brinquedos as casinhas as coleiras...” Tem o vento tem o sol tem a natureza na Floresta Nacional do Caçador já no distrito de Taquara Verde e são 10h e 10 min. Descemos o rio Peixoto ou riacho como a corrente. “Me liga!” “Eu ligo!” Lá na frente já um outro rio Pirapama e suas cascatas verticais radicais extremas cachoeira do Potreiro represas hidroelétricas reservatórios cidades, Dom Aquino, Santa Rita do Trivelato, Itaiópolis, Matos Costa, Aguiar, Barreirinhas... Tenho visto uns pássaros típicos da região, obviamente, as noivinhas-brancas os sabiás-do-campo as marias-faceiras os pica-paus-do-campo os papagaios-moleiros e alguns tipos variedades de guainumbis... No outro plano e  patamar têm as árvores, cambarás-de-cheiro, buchos-de-boi, acuris, catingas-de-porco, pereiros-da-serra... vegetação de beleza campos rupestres os chapadões com sementes e frutas, mangabeira e mangaba, jabuticabeira e jabuticaba, pitombeira e pitomba, umbuzeiro e umbu, pitangueira e pitanga... para o regalo dos chupins-do-brejo dos joões-grandes dos tangarás-rajados dos acrobatas das narcejas das cobras corredeiras-lisas dos gorgulhos-dos-cereais dos aracnídeos escorpiões-brancos dos primatas guigós das queixadas... e mais um ambiente cheio de ridículos seres que somente encontraram parada por acá por ali e acolá, corujas-buraqueiras, cochichos, periquitos-reis, galitos, papagaios-poaieiros... cavam as paredes dos barrancos dos paredões mastigam argila fazem tocas e locas e ninhos. “A jabuti tenta escalar a escala até que necessita desistir.” O próprio capim-de-pernambuco está alto nesta zona do parna Pau Brasil onde os presentes autóctones nativos autênticos politizados ecológicos caxarari vez em vez vêm comparecem veranear pajelança em pajelança tirar um sarro acampar...

            Para um rio Preguiças em nome de um rio vazante e cheia nem hora nenhuma importa. Sempre as convido convidei-as mabaça para sentarem ao meu lado irmãs gêmeas os dois lados ilhargas e fomos conversando assuntos tranquilos bombordo boreste que por hoje agora mesmo nesta hora já esqueci. Ela cada vez mais oferecida e eu mais atrevido. Beijei ela na boca como sei beijar. Cecília cerrava os olhos sei lá de que maneira vã para nem ver. Peguei na mão de Cecília para confirmar minha proposta de entretenimento. “Eu vou comprar um novo carro, é.” “E se fôssemos passear uma tarde um dia um fim de semana em Santa Maria da Vitória ou Araioses?” “Demora muito será um curso virtual sobre empreendedorismo?” Ela trouxe a sombrinha na expectativa do ‘vai que chova ou faça sol’. “Sim, eu devo logo comprar um carro novo em folha.” Cecília prometeu se comprometeu de protetor solar repelente para mosquitos pernilongos ou borrachudos e moscas-porco-espinho e vespas enxuís...

            Eu estou chegando e estaciono em frente canal do Itajuru entre as maçarandubas e verônicas-do-igapó renque de palmeiras-barrigudas... no meio-fio pintado de branco a calçada juncada de folhas caídas amareladas. Ela quer me ver e verá ainda hoje. “Vou comprar uns trajes de praia biquínis topes cangas e hábitos.” Cecília abriu a porta fechou com chave por dentro. “Vou repetir este sorvete de pitangas.” A tríade tríplice com o plano estendido mapa sobre a mesa de jantar sala de estar mesinha de centro ar condicionado em 22°. “Eu quero sair hoje até a praia do Peró ou praia de Genipabu.” Ela nem foi pra cama cedo e acordou tarde. Cecília precisa de dinheiro um pouco para as despesas necessárias domésticas triviais perfumes desodorantes aromáticos e hábitos. O trio triblex tripleto triângulo sempre faz as compras no shopping Palmeta-Acanto da famosa rua Risca-de-União junto da praça Porto Rocha e da laguna de Araruama. “Quem conhece conhece!” “Tu você consegue conhece ouvir entender prestar atenção notar no que as pessoas humanas estão dizendo falando?” O ponto nervoso valor agregado as lojas o comércio o carnaval da cidade mais em conta para todas as alturas ou degraus de classes. Lugar agitado me fez lembrar o ir e vir ou vão e vêm das embarcações iates catamarãs praia do Foguete barcaças lanchas barcos de passeio fretado e hábitos. E ela conta a lenda da iara moça indígena de com seus longos cabelos pretos lisos e alvitres, Cecília conta o causo do boto no inseparável com seu chapéu de palhinha e hábitos, eu me recordo que ela coleciona relógios de pulso em diversas cores e tipos e feitios enfeitados hábitos e Cecília aprende rapidinho os melhores penteados para cada estação cada ocasião encachados arrepiados lisos frisados e hábitos. “Que horas são?” Se dissolve se dissipa enquanto caminhamos pela avenida dos Guararapes ora na calçada de pedras retalhadas até o quiosque de informações turísticas e ora na ciclovia até a sala vip do hotel Égide um cinco estrelas favorável digno de cartão-postal e hábitos. “O céu de Louveira e Itupeva é muito conforme e limpo de noites. Você verá poderá ver todas as estrelas astros galáxias satélites e hábitos.”

            “Qual o nome do seu cão de mumbavo?” Eu relembro por hora pra mim pelas duas moças as nossas imen-cidades, Nova Mutum, São Pedro da Cipa, Canudos, Bodoquena, Coremas, Santa Isabel... Que bom dizer e ela gosta de localidades próximas ou distantes, Irani, Lebon Régis, Morpará, Catolândia, Arujá... porém nunca morou por lá. Cecília já ouviu falar pelos veículos da mídia, Tapurah, Barra de Bugres, Colíder, Ibitiara, Biritiba Mirim... e irá por lá algum dia breve pouco distante nesta mesma encarnação. “Você quer morar lá em casa? Tem e há e existe um quarto e sala somente pra você personalizado individualizado.” Eu mesmo já reconheço lembro por nós por mim cidades bem-vindos bem-vindas, Carlinda, Carrapateira, Oliveira dos Brejinhos, Jaborá, São José da Lagoa Tapada... sendo que as ruas as avenidas principais centrais têm cheiros perfumes espalhados flores árvores prédios apartamentos jardins suspensos e o que nem é escusado dizer, massapês, cascudos, mamoneiras-miúdas, cactos-trepadores, guachamacas... e numa memória de um tempo se me recordo já aquém da Revolta Paulista e Comuna de Manaus datadas de 1924.

            “Como deve ser.” “Você sabe onde.” “Você sabe quando.” “Você sabe como.” “Você procura os porquês de tudo.” “Tipo assim igual tarde noite madrugada e dia claro.” O prédio famoso da rua Artur Índio do Brasil e recuperar requalificar restaurar adequar e hábitos. Casarão tombado do tempo colonial memorável (porão térreo 3 andares sótão terraço) e patrimônio histórico arqueológico artístico e turístico da cidade. “Na verdade que nem posso disfarçar, eu nunca usei chapéu, nem na praia.” “A jabuti tenta escalar a escada até que chega a desistir.” “Como uma amazona no seu cavalo ajaezado.”

            Uma lembrança me apareceu rememorador por hoje cedo rememoração. O sonho um momento sensacionalmente recordado e... emboralá! “Nem me recordo a última vez que li ouvi a palavra ‘preponderante’.” Assim íamos um duas total de três por um caminho engraçado estreito entre folhagens e plantas pedras tocando as pontas das folhas ramos ramagens brotos pétalas na sombra ora na sombra ora no céu azul descendo ouvindo o som o ruído da cascata o canto o sonoro dos pássaros, udus-de-coroa-azul, surucuás-de-barriga-vermelha, bicos-de-veludo, juruaçus, tachãs... e que mais ouvidos atentos observando atentos 1 copioso povo, saíras-sapucaias, curiós, graúnas, xexéus, aracuãs... Presto atenção ao tráfego o sentido a direção dos ônibus 1 copioso público na avenida escritor Goulart de Andrade as nuvens enormes uma cobertura de nuvens enormes uma capa de nimbos-cúmulos interrompendo o sol... “A gente nós que eu digo podemos temos direito a ir quem sabe escolheremos talvez comer uma pizza de queijo e mais no restaurante Epopeia.” Os prédios laicos altos físicos materiais nos últimos andares 1 copioso cenário com varandas janelas de correr cachorros leigos latindo crianças sem religião gritando rádios pentecostais no sertanejo universitário...

            “Pois o nome do meu cão é de xerimbabo Épico.” O grande ruído único dos automóveis carros veículos transportes aéreos nas avenidas mais próximas viadutos espaços, estrondos fragores estampidos estrépitos... nos parece que a cidade acorda manhã de segunda-feira despertando insopitavelmente impertérrita. Estamos procurando o suserano ou labirinto desvendar. “Assim entendido, ente: Vitória é uma ilha no Atlântico.” “Mesmo agora temos uma rua com marquês Marquês do Herval avenida com visconde 2º Visconde de Pelotas e uma praça com brigadeiro Brigadeiro Antônio de Sampaio.” “Pegaremos hoje mesmo o trem locomotiva de Tiradentes até Baianópolis. A ponte recém novidade nova sobre o rio Apa já é uma presença, em?” As respostas reações das plantas fisicamente nomeadas, magnólias-do-brejo, alfazemas-bravas, açucenas-do-mato, arapatis, congonhas-do-rio... Pedalando as bícis vadeando o córrego Páramo e ela e Cecília e eu as magrelas sinceramente na ciclovia rumo do aeroporto Salgado Filho o monumento do Laçador com máscara tapando as vias respiratórias...

            Não sei por que e que horas depois nos separamos tripartite tripartido. Fiquei desgarrado saudoso querendo revê-las sem falta ao mesmo tempo sem ter a coragem de procurá-las dar o abraço a torcer a torcer. “Você dirige carro?” Eu esperava ser procurado e muitas vezes. Quem me dera esperava assim ela também e Cecília idem. “Ontem fiquei sabendo que em Alto Paraguai havia anteontem minas de ouro e pedras preciosas e hoje nem mais nem nada, sabia?” Desse modo ficou irresolvido mas mil horas extraordinárias paradoxalmente passavam o tempo da minha expectativa e corrente rio a jusante a montante para o mar. “Eu nunca uso guarda-chuva na chuva.” A ave observa da pedra pico Agulha do Diabo e alça voo resoluta e alcança caçar faina em a água foz do rio Palmital, Itapoá, baía Babitonga, ilha São Francisco do Sul...

            Nem me recordo motivo por quê. Eu lembro que sozinho quando as encontrei Cecília e ela na praça General Olímpio da Silveira passeavam continuamos a passear todos guiados guiando cachorros cães ela com seu vira-mundo Pastoral eu com minha vira-lata Nigela mais Cecília com seu vira-casaca Brandão. “Estou devo estar seriamente pensando em nunca mais comer carne e virar vegetariana quiçá vegana. Dia desses eu fui ao restaurante me servi no bufete e escolhi uma mesa para sentar. Aí eu sentei e fiquei pensando e seriamente. Olhando o prato com a perna do frango me olhando e pra mim. E nem mais sabia nada do que fazer pejada em transe. Procurei fatigada alguém para desabafar e não vi ninguém mais ou menos preocupado(a) comigo.” Em bando em grupo um vermelho-telha outro preto-e-branco o terceiro tricolor vermelho-verde-amarelo os três mascotes. Embora nem penso muito em cães tanto assim quando estou com ela com Cecília. De manhã vamos à feira quando for à feira livre avenida Coronel Moraes Camisão e vamos comprar o necessário tudo que for preciso nem muito talvez metade, ingás, maracujás, goiabas-do-campo, araticuns-do-campo, pequis... Animais bons dóceis obviamente sedentos de passeio passear e sempre à procura de razão social de novas amizades de lixeiras de pneus caudas felizes praticamente felpudos correndo disparando latindo tão espertos moderadamente controláveis. Um padrão erguido em forma de prisma vertical obelisco Monumento aos Heróis da Laguna e Dourados, praça General Tibúrcio, praia Vermelha, e o mérito da medalha ‘Constância e Valor’. Os bichinhos canídeos bichos sempre estranhos e volta e meia escuto suas vozes ou resmungos elogios ou pensamentos soltos hábitos. Vagarosos a cada árvore tembetaru ou planta abutua-grande ou touceira de macega macegal, Pastoral olha Cecília ela admirada por Brandão e Nigela me vigia como que ninguém, já me cheiraram o suficiente param aguardamos indecisos línguas de fora água na boca babando frente da loja armarinho Palmeirim cruz florenciada na fachada moderna cochinho do lado de fora com água mineral oferta da casa em promoções tentadoras nacionais locais importadas sarjas tunicelas casulas bornais e bisacos gregas rocas e fusos com e demais produtos de corte e costura tricô crochê pontos laços fitas decorações.

            Finalmente talvez quem sabe “o dito e nem ditos estão porfiar nos indo e vindo palavras” se me vem à memória (foi durante entrementes o transcurso da coluna Miguel Costa-Prestes de 1924 a 1927, período e fato dentro do movimento tenentista?) no fim do expediente ao cabo enfim por fim sopitar quem sabe no limite do sono nos encontramos de novo eu ela Cecília. “Feliz aniversário por mais um ano e muita sorte saúde dinheiro!” E todo aquele abraço apertado voltou abraçou confraternizamos... Eu a querendo por dentro e por fora da minha sorte superstições e ela se deixando estrangular e beijar na boca engraçada cheia de toques cacoetes e Cecília ainda procurando me prender nas suas manias garras retráteis maleáveis me sufocar. “É que realmente era novo de novo moderno.” Eu sempre provido resoluto platinado (general almirante tenente-brigadeiro) e as desvanecidas desvanecidíssimas gurias.

            O tempo das distâncias até a Terra planeta dos terráqueos(as). “Quem quer lembrar e nos facultar os meios?” O templo do sol até os planetas até as constelações diante das órbitas desenhadas com esquadro, hectare alqueire acre are tarefa e as demais agrárias. Os ouros dos tesouros escondidos no fundo dos arrecifes corais atóis plataformas! Os ouros das viagens à serra do Espigão e Serranópolis de Minas e Riacho dos Machados! “Amanhã iremos e vamos à festa desfile parada de aniversário do B na avenida Padre Azevedo festiva enfeitada com bandeirinhas de papel verde-amarelas.” Os ouros dos cajus sazonados! Os ouros dos coriscos relâmpagos! “De mata em mata, palmeiras palmares de cor esmeraldina.” “De azinhaga em azinhaga, soroca sorocabuçu e toca da onça.” “De corrente em corrente, bátega aguaceiro pancada de chuva.”

            A essa época, me recordo e a pele arrepiada, na quadra seguinte a loja de ferragens ferramentas cordas cordame sogas martelos rolamentos ferrolhos gaxetas dobradiças grades gavetas de aço pintadas ou revestidas em verniz ou como se fosse e roldanas pesos escadas portáteis e o já conhecido e oferecido cochinho de água mineral do lado de fora da porta de correr automática com sensor de presença (dotada de alerta para evitar os impactos mecânicos acidentais) e que era grátis para cães e gatos e porcos bichos de estimação mascotes animais de criação se servirem beberem se refrescarem. “Aceitamos uns pequis para levar.” “Provamos manauê uma fatia do bolo de fubá de milho para encomendar.” E lembro que saímos do parque Peruaçu namorando a orla areia da praia dos Milagres e mais a mais um passo por vez os três os seis calçadão da rua larga arborizada recém-inaugurada José de Ataliba Nogueira com sentidos duas mãos movimentadíssimos. “O que era mais importante?” Relembro assim fácil como alguém que pode ser eu mesmo olhando as horas no celular ou no relógio digital de pulso. Imagens lembradas e apenas mais uma coisa quero destacar em lembrança ‘vamos ver!’: e nem esquecer os encantos do casario a praça o museu onde estava em exposição o famoso tal e qual grandão meteorito Bendegó o mercado público municipal e o movimento dos que iam e vinham os pró-labores prêmios bônus propinas salários promoções recompensas obséquios ordenados que recompensam todos os esforços da jornada e do dia a dia labuta serviço emprego. “Ainda nem compramos passagens para Belém que do Estado é a capital bem Pará.” Por leve alto que parecia o céu, as árvores o arvoredo as plantas em fila indiana plantavam verde vegetais, araticum-cortiça, erva-preá, caruatá, copaibeira, cedrorana, juá-amarelo... que lembram os seres alados sempre dispostos, gralhas-do-campo, tiribas, araçaris-bananas, mineirinhos, beija-flor-de-topete, xem-xens, soldadinhos... ainda mais ou menos quando por acaso chove chovia chovendo chuviscava. Agora todos os casos requerem pontes estaiadas ou treliças ou pênseis: os rios os vales os viadutos os cafundós os engarrafamentos as passarelas para pedestres a logística até o famoso pico do Urubu em Mogi das Cruzes... “Algumas pessoas interessantes, hein?!, no carnaval de inverno da S. E. R. Mangrulho.”

            Se me recordo onde foi reminiscências quase longínquas vagas incompletas a rua que desembocava cruzamos todo o bairro Sapuiá e é das mais longas da cidade com árvores centenárias, angicos-de-cortume, rabugens, palmeirinhas-de-petrópolis, jatuaúbas, farinhas-secas... E que sol havia que céu que universo que infinito universo dimensão distendido como uma tenda plástica soprada pelo vento quente. “A jabuti tenta escalar a calçada até que acontece desistir.” “Sei que você tem uma boa notícia e um ótimo pedido.” Ela e Cecília vão e vêm costumam ir e vir à faculdade juntas estudam comigo quase todos os dias nos encontramos ali aqui acolá ou no restaurante universitário. Eu de pasta debaixo do braço ela de óculos de grau arregalando os olhos castanhos Cecília camiseta com imagens efígies retratos dos alados mais bem desenhados em bico de pena lápis preto, periquito-rico, saí-guaçu, coruja-católica, chauã, cigarrinha-de-peito-branco, bicudinho-do-brejo... O sol os sóis pouco a pouco o bando de patos-arminhos as estrelas quase nada muito e muitas as constelações pouco a pouco cadentes grupo de patativas-boiadeiras vai e vem povoar as ruas saltadas das poças de água da chuva tombada do céu tombar tombou na cidade de Francisco Sá. “E bom que se diga antes de esquecer e que cada estrela cada luzinha no céu é uma galáxia, tá certo?!” Olho para cima centenas de vezes copiosas milhares de estrelas e números matemática para nem dizer milhões o infinito o por vir o espaço cosmos perdido. “Porque já entramos em terras dos amigos suruuarrá e de floresta da biodiversidade ecologicamente preservada autossustentável e assim por diante até o fim dos séculos, amém!” Ando sob as árvores sapucaias-brancas mais verdes subo os morros escalaminhadas escaladas trepa-pedras ou mesmo impérvios lugares e reparo que a cidade povoou do rio Tapajós que se fez costurando costurar Chiapetta e Nova Ramada e Santo Augusto e Porteirinha por mais circunvizinhanças de 18 ou 25 mil km Itaituba e Aveiro e Jacareacanga e Janaúba de modos que sempre nos dias do sol solar ensolarados.

            Tivemos tempo, se bem me lembro, outro sim. Eu pude olhar melhor para ela e acariciar seus cabelos negros ondulados principalmente nas pontas que caíam junto aos ombros. Imergi na água cristalina do castanho claro de Cecília e como na limpa lagoa do Portinho (em Luís Correia) que se vê os peixinhos apaiaris, piraputangas, caranguejos-do-rio, arapuçás... e as pedras do fundo e as algas balançando dançando no ritmo das ondas mexidas mecânicas marés. Mas originais distintas e demais. Tão galantes que o pulso bater sensação vinha de nenhum segredo muito a descobrir. “Maceió é a capital do sorriso o ano inteiro.” “Para mim a terça-feira é o dia da semana mais frutífero profícuo a melhor parte da semana predileta mimosa rara escolhida.”

            No embalo da memória a mnemônica nem por nada para sempre todavia. Uns 45 minutos andando e monumento ‘aos 18 do forte de Copacabana’ e pessoas e animais as ruas sob as fileiras cerradas das simarubas e ou frutas-de-manteiga, calçadas com piso tátil, quem falou a última frase pergunta?, e ela de rosto bonito em ângulos lisos certos precisos diferentes em certos sentidos com Cecília as bochechas pômulos rosto de beijos meigos fofos risonha, “beijos! beijos!...” e ambas fatacaz meigas singelas bons gênios. “Qual a sua memória mais distante e ou principal?” Embarcamos no metrô em a estação do Címbalo apegada bem junto da ponte Duarte Coelho nuvens poucas bem brancas se fazendo refazendo para o contraste com o céu azul e mais a correria com os cães todos curiosos sôfregos resfolegantes eu mesmo controlando Nigela puxando pela coleira e Cecília com Brandão deitado aos pés e ela com Pastoral no colo sendo que nem pensar um pequeno disponível cochinho com aquela água fresquinha mineral indispensável tão necessária. Fomos viajando mais adiante determinados furamos túnel um morro elevação eminência, “que horas serão?”, no escurinho barulhento e do chão móvel números passageiros cardinais. A paisagem em cavernas admiráveis plataformas estações Cambriano e Permiano e Siluriano ao total são umas 10 paradas se nem me equivoco e Devoniano e Carbonífero e Cretáceo e Eoceno ou nem me lembro todas às vezes parece que sim outras nem e outras o tempo falta até descermos alcançarmos em a Trilobita e o ditoso bairro do Tanoeiro (que lembra pra mim a era e pra muita gente uma vez tonéis pipas dornas barris) onde mesmo chegamos ao destino na praia dos Artistas aos pés do farol do Calcanhar. “O que você pretendia queria ser quando adolescente?” “Quando alguém procura nunca deve parar.” Um sábado conflagrado fervoroso de sol daquele jeito esplendido qualificado que brilha pra tirar fotos e filmes e que esquenta também a boa imaginação excitação privilégio e regalia e apanágio dos que sabem curtir e se soltar à beira-mar. Os cachorros se parecem com cães e se igualam aos donos com mascotes caninos proprietários amantes de cães. E nem preciso fazer esforço pra lembrar dia clássico de verão areia cheia de banhistas as ondas que vêm e vão iam e vinham idas e vindas fluxo e refluxo na lógica antiga do mar talássico, etc., estrugindo retumbando estrondando. Vamos passeando farejando cães seguros na guia pisando o chão fofo e engraçado encontrando nos sobrevinha gente de todas as classes idades crianças edificando arquiteturas em prédios e condomínios e fortes e castelos na areia... De chofre como se diz se me lembro bem era sábado e ela preferia a segunda-feira com Cecília apostando na quarta na quarta. “Por quê?” Se lembro bem e tenho de reconhecer, íamos invasores gastando assuntos conversando no caminho para o nada mulheres deitadas nas esteiras chapéus de palha trançada cada vez mais negras ou sob os guarda-sóis com seus óculos grandes escuros raios refratados rutilantes. “Olha que minha cor preferencial primeira-ministra diretora-presidenta pós-moderna supercampeã é a cor verde.” Sedentos de sol de sal de mar e praia vindos dos mais distantes de todos os rincões do país da cidade Guarantã do Norte, Augusto Pestana, Diamantino, ponte da Caxangá, ilha do Retiro, bairro Iputinga, pico do Cauê, nativos naturais oriundos da ‘política do café com leite’ ou na aba da ‘república velha’ e ou ‘primeira república’. E eu mesmo nem uso pente e ela usa uma correntinha de prata com medalha de santa Clara e Cecília um anel com pedra ametista baiana ou ametista topázio-rio-grande. Reconheço Roberta nativa de Peixoto Azevedo mais a Aline nascida em Nobres mais a Talita natural de Barreiros mais a Joana de origem em Romelândia que esta nem me cumprimenta a Patrícia nascida em Ajuricaba... E nós sempre andando enfrentando as multidões de banhistas naturalmente contentes por pisar a areia fina e branca cor de açúcar cristal macia, rumo da lagoa de Pitangui e logo ali. Na subidinha um conjunto de dunas móveis fascinantes incríveis estranhas lunares e ponto obrigatório para ver e rever o pôr do sol. “Um dos tantos milhares de pôr de sóis mais lindos do país e reconhecido até no exterior.” “Quando o aniversário de Cajueiro da Praia? Nem lembro, pra falar a verdade. Em maio ou será em março? Sendo que nem é uma cidade muito grande.” E como nenhum outro lugar do mundo, ali estavam o mar a praia o sol o dia aberto suco de caju picolé de mangaba água de coco pastel e suco de cana gelado. Ainda sem ver os navios ao largo na barra e minha lembrança quase se apaga “quanto sol, minha gente do céu!” e a luminosidade tipicidade do nordeste. O mar porfiando nas pedras pedregulho das insignificantes ilhas pequenas territórios de crustáceos. Me consolando e erguendo a memória egressa das profundidades esplendentes do oceano ali ao alcance da mão o mar Atlântico e continuamos nos misturando com o sucesso dos veranistas entre humanos interagindo progredindo com os terráqueos bípedes terráqueas. “O que você acha?” Se escuta se ouve tudo bramir um oceano e as pessoas e os animais cães aves pelágicas conforme silvos relinchos mugidos urros grasnares... Os navios modernos grandões transatlânticos que nascem em “qual o nome deste rio?” rio Miranda cerca de Porto Real do Colégio e rio Tejipió à beira São José da Coroa Grande e rio Encantilado que brota perto de Flor da Serra do Sul e rio Braço Norte junto de Nortelândia e rio Claro bordando Jardim e Caracol e Tavares... Um deus sol para cada um, “sim senhores e senhoras!” um sol sem sombras sem asas e toalhas de banho esteiras tubos de filtros solares e mais luz do astro-rei superior sendo que às vezes se ouvia aviões militares “será o KC-390?” Sinceramente reconheço muitas pessoas e me custa muitíssimo logo os Maia de em a bela Lucas do Rio Verde ou logo os Machado de em a bela Palma Sola ou já os Malacacheta de a bela Nova Guarita desde as alturas da serra do Cachimbo os Rampante moradores da bela Primeira Cruz os Magarefe de a bela Barroquinha esta por sua vez na serra das 3 Cruzes... Três leis regras universais tritongo convivem nem necessariamente excludentes ditas da sobrevivência assim determinadas pela mãe-natureza: e ela a beleza e Cecília a inteligência e eu o que falta ou sobra da força. As turmas famílias nadam dentro das pequenas formações de corais piscinas barreiras naturais circulares uma dádiva da misteriosa natureza que nos globaliza. E vitória do sol proêmio deslindador demiurgo, em si e por si, todo convertido numinoso logaritmo. “Eu iria possivelmente para Tutoia e Condor nas férias de meio de ano.” Que será por acaso e se pode comprovar. “Eu nem posso ler sua mente.” “O que você gostaria de comer no café da manhã? Tapioca com mel das famosas trabalhadeiras abelhas uruçus?”

            E me recordo que me animei e me aninhei junto de Cecília até quando ela assim precisou de mim e mais. Porque comprometidos que ela também Cecília estão conforme comigo. “Nós vamos fazer uma festa de arromba e convidar convidar todos os amigos vizinhos e parentes gente casais de Princesa Isabel e Chaval e Sério...” E se eu vim do sol pelo tempo rio Jordão até o mar sou também bem lembrado pleistoceno plioceno mioceno da pedra e da areia e da praia de Barra Grande...