domingo, 18 de fevereiro de 2024

Tambor-Mor

 

                                                          

           

            Um sol quente de fevereiro bronzeava todo mundo e também o mundo inteiro. Uma manhã azul e verde, gostosa saborosa apetitosa. Terminava arrebol um cre-pús-cu-lo! Combinando todos os nossos pensamentos e sonoras e movimentos. Impressionantes fosforescências. E nuvens leves esgarçadas transparentes e trajando a cote, cotidianamente diariamente. Eram horas de sair, ignição.

O astro escolhido do dia, que comanda o diário, fala com razão para toda gente e ilumina: “Ao tamanduá-mirim se deve ao menos 30 000 trinta mil insetos térmitas cupins formigas lava-pés por jornada.” É e está uma inscrição epigrama em bronze colocado monumento em a praça Debrum do Cairel, comunidade de Nova Roma do Sul,  suponho e aprovo: “Se teve ou tem o sonho de morar ali ou aqui, agora temos alguns dados concretos: a tentação de mudar de zona de conforto e conhecer o exótico o desconhecido pode chocar fortemente com a realidade”. O ruge-ruge das folhas e ramos de jarás, icicas, cambucás, cacaus-azuis, babunhas, carajurus, algarobeiras-pretas. A referida praça de toda uma vida, recatada modesta retirada escondida.

Veremos tudo, afeição pensamento lembrança. Sem medir ou esperar retribuição. Efusão expansão de sentimentos. Veremos tudo, o mundo o tempo a sorte. Os estos do mar e o vaivém, flutícolas. Veremos tudo, a beleza gentil e mimosa e garrida. Veremos tudo, ressumbrar ressumar revelar transparecer. Nem é verdade?!

O guasca atrevido, Jô Aljube Troca-Tintas, saía de casa neste exato momento hoje. Tipo assim já nove horas e o sol mandando ver mandando brasa escarlate pleno verão. Pegou o carro na garagem do prédio condomínio Pólipos de Crisólita. E rumo certo do trabalho do serviço na agência de turismo de sua propriedade cia ltda Reposteiro Diorama s. a. A esposa Ana e dois filhos (a guriazinha Táti Querena Carena, o piazinho Tato Pórfiro) já mais cedo se aprontaram e foram eles miúdos pra escola a creche Coração de Maria Escorço e ela pra labuta na fábrica de laticínios Tacaniça da Dorna, em o bairro Granadeiro. Assim a família, identificados e amigados com a rotina.

- Aproveitem as aulas e nem desobedeçam a profe, tá certo?! - sempre esta recomendação da mãe, gestos pudicos e graça inefável e sorriso enlevado de agradar.

- Sei me interessar pelas aulas de geografia e estudar os afluentes do rio Tocantins. Pode deixar! - resumia a Táti, fita precintada atada amarrada no pescoço.

- Quero lembrar de todos os 20 ou 40 times e seus respectivos Estados da federação. Pode confiar! - declarava o Tato, chibante altivo orgulhoso futebolista.

            Assim mesmo e ao natural lapuz rústico grosseiro, o Jô se mexia deslizando pela rua Joaquim Serra Sobrinho e aresta quina esquina com Salvador Furtado de Mendonça. Luz esplêndida. O sol hélio greco-latino, divino eterno e que comanda o dia desde cedo gotas de orvalho aljôfares, diz e com razão racional: “Plante e que se engendrem façam umas frutas!” E gotejado rorejado orvalhado em gênero classe família dos vegetais, tais e quais. O trilar de aves e águia-pescadora, marrecas-rãs, anuguaçus, gaitas, bem-te-vizinhos-ladrões, pica-paus-amarelos, tesouras-do-campo ou bandeiras-do-campo.

            Ali nos arrabaldes da cidade - avenida beira-mar norte Afonso Celso de Assis Figueiredo Júnior -, o Jô personagem protagonista deste episódio, olhou para o mar desde sua nave o auto esportivo e avistou as mesmas águas calmas bonançosas sopitadas emolientes brandas. As baleias-jubartes já chegadas e que vinham parir e amamentar suas crias nesta baía da Ilha Grande. Arquipélago e ilhas pequenas algumas, navios de carga repletos de mercadorias acondicionadas em caixas de aço e barcos a vela jangadas canoas iates de todo preço.

O condutor Jô, grande pensador e de largos horizontes, teve de parar o carro e ficar admirando o fenômeno mais natural e colossal e gigantesco dos últimos meses. E abrir os olhos aos bugalhos, franzir o sobrolho sobrancelhas. Documentado comentado nas redes sociais e aplicativos. Pequenos exíguos acanhados barcos de borracha e a motor dos cientistas da Universidade Trolha Vasqueira (UTV), rodeavam os soberanos desprecatados desprevenidos imprecatados cetáceos: provável mãezona e filhão. Esguichavam em jato de oito metros de tempo em tempo com o seguinte mergulho heroico exibindo a cauda embandeirada identificada. Horas de fazer o quilo, vamos dizer! Será que roncavam? Será que era conversa ou canto?

Nem escapou a perplexidade ao Jô, sujeito cultural e pronto para o coice o chasco e o gracejo mordaz. São os melhores específicos, ínclitos ilustres celebrados. São os melhores específicos, embair lograr iludir seduzir. Nem escapou a ele este encabrestamento, desgraça azar desdita vil mofina. São os melhores específicos, trêfego astuto trefo sagaz. É necessário que eu te diga, digo: é preciso o tempo.

            Vamos com Jô. Como ele conheceu e escolheu o emprego de guia na agência de turismo que agora lhe pertence com propriedade registrada em cartório. Sempre quis viajar e gostava desde tenra idade de geografia. Fez o curso de turismólogo, pra início de conversa. Como assim e tudo, começou de baixo pra cima e de menos a mais. Sazonado amarelecido no gosto impretérito de conhecer novos lugares. Até se tornar o dono da empresa especializada em excursões turísticas e esse estudioso de assuntos no ramo na arte no tema no que for. Sugiro um roteiro?

            - Vamos a um passeio já sonhado! E com muito gosto! - sempre completava Jô, depois de cada negócio e frente a frente com cada cliente.

            A que te dedicas? E lhe perguntavam frequentemente. Mostrava mapas e imagens ao vivo de cidades e lugares cheios de sol. Praias de areia lisa branca e mar azul céu anilado. Oásis paradisíacos sibaritas santuários da flora e fauna. Pontos turísticos célebres verdadeiras celebridades ícones. Orgulhosos mostruários de civilizações antigas milenárias e modernas avançadas. Todas as idades excursões ranchos grupos cobertos ou nem por pubescências lanugens penugens, as idades primeiras segundas terceiras. Símbolos e emblemas de caminhos de destinos jornadas imperdíveis. Sol sal sul e bem arrebicados cosméticos. Passeios de segunda a segunda de dia canícula de noite plenilúnio por serras socalcos plataformas por montanhas lançantes vertentes ladeiras parques cidades e Caravelas, Prado, Vereda, Teixeira de Freitas, Porto Seguro, aldeia pucobié-gavião. Terramarear! Daqui ao céu!

            - Nem ande tropeçando! Nem reproche ou reprove reprovação! - eram seus dizeres e lemas e frases soltas feitas para entusiasmar os fregueses(as).

            Como este Jô, agradecido da geografia, conheceu a sua esposa Ana Jaque Tira-Linhas e começaram a namorar. Foi uma escolha ou um acidente incidente do destino. Com estrondo estrompido estrépito e chuva no decorrer do dia. Ele a escolheu ou foi escolhido. Foi flechada à primeira abordagem ou um estudo a prazo? Veneração reverência. Vamos supor que foi uma procura uma escolha um estudo do próprio e fleumático estorvo aristocrático impassível e mesmo frio estafermo Jô. Achou descobriu a mina (no duplo sentido de ouro e menina) e resolveu pesquisar estudar analisar. E com afinco empenho levar seu tempo para adquirir conquistar agarrar o tesouro. Pachouchada ou investimento empreendimento. E tudo começou na faculdade de veterinária, que ambos frequentavam e eram colegas. Um acercar-se acercamento com zelo desvelo dedicação vigilância e continuidade. Ganhou 10 na nota da persistência. Como a rapina do gavião-relógio, à sorrelfa à socapa de sorrate sorrateiramente. Igual ao zorrilho jaguané, teima birra teiró. Idêntico ao camaleão-de-pedreira, liso achatado camuflado.

            Então, alguém ou D sabe!, foi o acaso que os meteu na mesma sala de aula. Assim mesmo lado a lado e ele olhou pra ela e ela já estava de olho nele. O primeiro encontro e o que dizer no primeiro encontro do primeiro do ano novo:

            - Eu queria estudar mesmo era a tal da hipiatria, conhece? - proseou ele, sempre metido em dobadoura pressa correria afobação.

            - Sempre quero fisiologia ou biofisiologia. Nem sei o que faço aqui - disse ela, lenço colorido trespassado nos ombros.

            - Acho que foi bom e valeu para nos conhecermos - respondeu ele.

            - Sim, e o destino sabe melhor que nós mesmos. Assim está escrito em algum lugar que nem sabemos ou por que tinha de ser - declarou ela, voz fagueira meiga carinhosa.

            Ambos tomaram atitudes ou gestos pensativos. Ambos espíritos atilados hábeis esmerados apurados. Cada qual do seu ponto de vista e origem e sexo e ideologia e teologia, etc. Assim trocaram mais meia dúzia de palavras ali e naquele momento. E ele neófito aprendiz iniciante principiante neste negócio de amor; e ela cândida inocente ditosa pura. Ambos obrigados a alcançar os haveres riquezas posses divícias. Na vontade e na moleza, no inverno ou no verão, na tertúlia passatempo divertimento ou no cacaréu beleléu escarcéu. E, oxalá!, nada de condescender consentir ceder no primeiro revés. E a partida estava empenhada comprometida. Dia ou menos dia e o mês de maio.

            E os dois se reconheceram no mesmo dia? E ele a reconheceu bastou vê-la. Ela era carioca. Toda carioca é fluminense. Frequentava a praia de Ipanema. E todo dia de domingo azul sol mar. E era assim a correta correção das linhas e a harmonia fácil dos contornos.

            - Compreendo quanto deve ser o ganho de uma admiração - disse ele a ela.

            Assim e então, vejamos esta como é a ascensão do astro ígneo do sistema solar. O astro mitrado finório astuto. Ondas marinhas verdes que se esfrolam se estrompam se rompem de encontro às pedras do cais no porto de Alforreca, em Niterói. Na rua Joaquim Nabuco de Araújo levantando os tais e quais turbilhões de poeira e papéis, forte vento Aracati. O vento estouvado imprudente e talvez agastado aborrecido. Metendo à bulha tumultuando provocando os outros todos elementos. E isso tudo junto e livre... deleita a vista e outros sentidos. Quando a natureza quer ela organiza e protagoniza. Quando a natureza quer ela cria constrói e destrói.

            Nem vejo a porta! Era pecha vício falha ou encômio elogio gabo? Era enxacoco ou xacoco? Era beócio ou ignorante? Era praia Alcobaça ou rio Itanhém? Era cabedal ou haveres? Era tarlatana ou bocassim? Era remoque caçoada zombaria ou ninharia inutilidade nuga? Era homúnculo ou mesquinho? É de arromba!

            Jô pegou a bíci e saiu. Estamos em março. O dia prometia altas temperaturas ato de queimar combustão e desde tenra manhã. Pegou a avenida da Terebintina frente do museu do Rico Marchante da Sinecura. Pelo acostamento e com cuidado, ali nem havia a tal e qual ciclovia. Mais adiante a rua José Cesário de Faria Alvim, os carros açodados ligeiros acelerados apurados. Pretendia, o travesso maganão, chegar e chegaria na colina na atalaia pináculo do morro Escaramuça. E aves em bando ali retalhavam o espaço aéreo com voos intermitentes intermináveis e rápidos e circulares e precipitados precisos. Solfejavam os tais e quais pássaros e joões-arredios, ferros-velhos, cais-cais, anus-corocas, bicos-roxos, juritis-azuis, saís-guaçus, canários-do-chão.

Sempre que ele podia procurava ver e sentir a força estranha daquelas pedras pedronas, blocos colunas placas verticais. Favoreciam transmitir uma energia do céu dos deuses. Que deuses e deusas divindades? Um fato. O morro a colina e seus espíritos de pedra dentro da força empedrada. Um cemitério de mártires um lugar de martírios. Uma breve jaculatória oração pedido e, “oh, meu S!”, aos espíritos indivíduos que governam e moram nos montes e peraus e rochedos. E tenho pra mim e comigo que é algo negócio decidido. É algo forte. É fogo da terra feito força.

            Chegando no alto saiu da trilha escabrosa e acidentada, própria para escaladas de bíci, e foi até aquelas umas rochas monolíticos estelas gigantes fazer sua doação. Entregar as oferendas os ex-votos e abraçar as rochas. Subiu por um talude uma rampa. Terra sáfara deserta cheia de pedras pedregulho penhasco. Uma dessas pedras grandes, em força de sino campânula campanuda, sempre lhe chamou mais a atenção e era sua favorita para enterrar o tesouro o doário. Já lhe deu o nome de Campanário, lugar dos sonoros sinos sons chamados em rufar e urrar e atroar. Foi abraçá-la com saudade e esperança. Abraçou com força e sentimento, rosto colado e olhos fechados.

            - Minha convicção perto da esperança - lembrou dizer ele, ideia pensamento persistente e merencório melancólico sorumbático sombrio.

            Em um altar em que muitos aborígenes mais e mais vinham adorar. Prometer para amanhã é fazer menos que hoje! Ali um escasso fio-d’água ribeiro rumorejante descia sim enrolado desenrolando serpejante entre pedras sim e musgos e outra vegetação alguns alegretes vasos de barro para plantas e jalapas-vermelhas, bisturis-do-mato, muirapixunas, coiranas-amarelas, pacaís, mancenilheiras. Mas as pedras estavam aí nas formas dos deuses e deusas. E essas estátuas comunicavam falavam as coisas altas profundas aos ouvidos dos humanos. Lugar tão bom e livre limpo escoimado. Se possível e sim se podia contemplar e entrever bispar avistar a orla do mar a praia de Copacabana.

            Andava pelo meio das pedras e cumprimentando Jô a todas e suas conhecidas. Sempre um abraço uma palavra, que podia ser um pedido de conselho. Concorrência influxo influência do deserto do sossego do silêncio e afastado do rebuliço da cidade. E escutava ditos e recomendações bendições favores dicas e outros pareceres. Talvez os índios silvícolas sabiam da força do lugar e davam nomes àqueles monólitos monumentos. E quem sabe precisavam peregrinar até aí assim como ele. Sentir receber vozes do além ou do aquém. Sempre é possível sempre é possível zombar. Sempre é possível escamotear encobrir. Sempre é possível apoio forção espeque escora auxílio.

            E a alma íntimo âmago estava precisando de um dilema, no primeiro dia do ano. E a garrida estava precisando de uma regalia, no primeiro dia do ano. E a galhofa e o deboche estavam precisando de chasquear e escarnecer, no primeiro dia do ano. E a festa estava precisando um carnaval folia brincadeira, no primeiro dia do ano. E a coquete faceira graciosa namoradeira estava precisando rir gargalhar riso risada cromática, no primeiro dia do ano. Que te digo?!

            Este Jô começou a perceber que nos dias de muito calor e muita luz, no verão em pleno reino do sol, a amada perseguida Ana Jaque nem comparecia às aulas da faculdade. Que que era o motivo? Nem demorou muito. Já entendeu. Eram as 20 praias do lugar. Umas dúvidas simples o assaltaram então depois dessa certeza e conclusão:

            - Onde? Em que praia? O dia todo? Tantas pra escolher!

            Quando os filhos tiveram certa idade, um de 4 e uma de 3, já foi e foram e lhes perguntaram os pais:

            - Que mascotes vamos ter? - perguntou a Ana, mãe amorosa terna participativa.

            - Vocês querem cachorro ou gato? - indagou o Jô, pai participativo terno carinhoso brincalhão.

            Eles os rebentos escolheram ambos os bichos. Ela a Táti escolheu gato e ele o Tato escolheu cachorro. Assim a família teve de buscá-los. E era bom trazer animais para os filhos porque estes podiam brincar aprender e a cuidar ter certas responsabilidades. Toda criança merece um amiguinho de estimação com quem possa conversar. Chamando sim pelo nome o fuão o fulano a sicrana a beltrana.

            Foram ao veterinário na loja veterinária Taçuíra, localizada local à rua Rodrigo Otávio de Langgaard Meneses com o bairro Pirueta Azoada. E pediram informações e demais tais e quais procedimentos e hábitos e sistemas e aritméticas e álgebras de conduta. Com rações e acepipes e petiscos e remédios e atendimentos as horas e os dias da semana. Os quantos e tantos melindres exagerados e impertinências nicas de cada raça ou espécie, tamanho e sexo. Os animais domésticos são protegidos por lei. Os animais domésticos têm direitos e seus donos deveres. A população dos mascotes cresce muito exponencialmente e em todo o mundo.

            - Temos cachorros grandes calmos e agitados, cães pequenos calmos e agitados - descrevia o atendente veterinário, senhor Falbalá Estojo Milho-d’Água.

            - Temos gatos com pedigree e outros os mesmos vira-latas - destacava o mesmo balconista veterinário, senhor Falbalá Estojo.

            - Temos os mascotes da fauna local, pelo pele casco pluma escama, e devidamente registrados e autorizados pelas autoridades competentes e as mixilas, as jacupemas, as cutias, os tracajás, os mandis-bandeiras, os bacuraus, as curicas-urubus - anunciava o atencioso veterinário, senhor Falbalá.

            - Temos xerimbabos altos e fortes e que podem carregar nas costas um certo peso ou seu dono(a) e assim os cavalos as vacas os bodes as cabras os porcos os camelos ou dromedários - discorria esperto o veterinário, Falbalá Milho-d’Água.

            Quando escolheram de comum acordo e todos opinando, ficaram com um cão vira-lata manchas marrom-claras com branco e rapaz sujeito idôneo apto capaz adequado. Uma gata pedrês ou carijó ou malhada ou salmilhada e moça sujeita sincera lhana franca afável. Durante o caminho de volta, entre a loja e casa, já debatiam os diversos palpites de nomes próprios. Pois nomear é dar uma identidade, e efetivamente colocar alguém no mundo.

            - Vou chamar minha gata de... Sanefa! Gostei do nome... Sanefa! - dizia repetia e reforçava a menina Táti.

            - Vou nomear meu cão de... Teiru! Gostei do apelido... Teiru! - falava repetia e teimava o menino Tato.

            No fim das contas e já dentro de casa sabiam o que pretendiam apelidar. Com cartazes e rascunhos e desenhos e vídeos já rasurados. Com testes de paternidade e maternidade. E cada bicho com seus brinquedos brincar e trebelhos trebelhar. Cada ente ou ser animal com seus côvados de limites de território e abrangência de atuação. Achavascados rústicos grosseiros, porém usurários agiotas onzenários. Comilões glutões galfarros. Horários pontuais junto com a família, comida adequada balanceada e cada qual com sua caixinha de areia localizada no pátio.

            - Au-au-au!... - latido tradicional de Teiru e já traduzido ao português brasileiro arrevesado: “Quero comer cinco vezes por dia e água mineral sempre ao alcance!”

            - Miau!... Miau!... - miado padrão de Sanefa e já traduzido ao português brasileiro atravessado: “Vocês sabem que quero e aceito e só durmo à noite após beber meu rico leite morno, tá certo?!”

            Em uma messe em que nem mais se poderá colher a safra. Veja o que lhes digo! Um dia já chamaram corimbo o cacho; tasquinhar o beliscar; serrazinar o cacetear; proêmio o exórdio; mosquear o vagabundear; crivo a joeira; atonia a inércia. As ondas do mar vagas parece que têm origem na lua fases.

            O rio Barueri-Mirim está impagável. Sapos-da-areia coaxam engazopam iludem mentem. Cardume de igangas consertam rápidos apressados atamancadamente atabalhoadamente o dique rasgado. Jaçanãs, rêmiges verde-amareladas, se barafustam adentram com ímpetos impetuosas pelo alagado caçando vermes bichas ruguinhas barrigudinhos sanguessugas girinos sambacaçotes rapa-colheres sapos-conchos. As marias-lecre, possuem exuberante penacho em forma de leque, já ali desse modo apoiadas apiadas ao esteio dos caramanchões naturais. As juruvas jiribas uritutus, aves coraciiformes da família dos momotídeos, quase sempre representando o estado de torpor abatimento delíquio desfalecimento.

            Seriam dez 10 horas passadas. No dia do casamento na festa em pleno clube Cápsula Especial e os convidados os presentes, ou melhor, os que compareceram. Jô convidou e compareceram uns 120, entre h e m. Ana convidou e compareceram 100, entre cervejeiros e cervejados(as). Sala varanda e pátio. Salão em cubículos separados por tabiques de vinháticos-do-campo, os tais e quais diferentes ambientes.

E havia como apareceram os distintos tipos, falas e conversas farelórios mais bemóis e sustenidos, uns personagens emblemáticos ou provectos jurisconsultos. E assim quanto ao mais e profissões forenses advogados bacharéis e verrinas e emprazadores desafiadores provocadores estelionatários rábulas e chicanas rabulices. Os pelotiqueiros mágicos ilusionistas trapaceiros arredios falazes fraudadores fraudulentos. Mestres de alto coturno de alta importância social e, com toda razão, irritadiços irritados arrufados amuados. Cidadãos cidadãs pilhados nas esparrelas. Risos e gargalhadas soltas, línguas delgadas bífidas protáteis cobras malacatifas, assim prontas para macetar zurzir açoitar vergastar chicotear golpear. Cotejos indecisões rodeios inclinações e demais muitas periclitantes deliberações de escolha. Sagitarianas librianos virginianas geminianos. E outras proclamas e pregões e exclamações.

            - Ei, querida!, fala por mim. Por que você nem deixa de torcer por esse time teu aí de três colores? Nossos filhos devem torcer pelo time meu e nem pelo time teu! - dizia iterava o Jô, no sentido de constranger constringir comprimir apertar estringir.

            - Vou lhes ensinar a aguentar o rojão e aguentar as pontas com o time meu e acompanhar de longe secando o time teu! - comentava colocava a Ana, no sentido de veleidade impulso desejo extravagância.

            Assim, ergueram sublevaram sobrelevaram a flâmula da branca harmonia. Num mastro acima do morro no tope no cume no auge e com vistas de 360º. Que luz luzida luzidia brilhante conhece a montanha e o caminho as quebradas do alto do morro Escaramuça. Subindo em escala escada espiral em zigue-zague. E parece hoje mesmo.

            Decorreu mais um mês. Um apagar da luz natural do sol um suave entardecer este crepúsculo lotava toda a atmosfera. A lua redonda fez valer sua fama e sinaliza: “Morcegos de impressão ou sensação, cacem insetos e comam frutas maduras aromáticas.” Os bacuraus ouvindo a disciplinada lua foram motejar gracejar chasquear. Agora os porcos chauvinistas xenófobos podem dizer: “Chove a cântaros!” Cavalo isabel de nome Abegão, azêmola e cor baça e celhas pestanas fortes, e alambicado pretensioso presumido, professor professoral professou: “Se eu disser alguma coisa você pode crer e acreditar!” Estes os papagaios-da-serra ou os charões sempre chalrando frivolidades futilidades ridicularias. Nesse ambiente cumpre estar sempre ligado!

            Era o ar do amanhecer ar bom a luz cobrindo a expansão expansiva. Uma opípara magnificente suntuosa diáfana limpidez. O resplendor celebrando celebrava a paisagem. Diante dos olhos se antolha antoja afigura todo o cenário prócero alto gigantesco do reino dourado governado pelo mesmo deus-sol e demais logísticas e harmoniosos profundos sistemas. Vou te dizer!

            Já montado no seu petiço Abegão, Jô rumava para o morro da Escaramuça. Levando na mochila o último pedaço da ex-esposa. Ia direto e reto sem perda de tempo pelo caminho esplendoroso para chegar o quanto antes ao topo e evitar o derretimento da peça e consequente derramamento de sangue. E assim a cavalgata cavalgada pegou a ponta do macadame da rua Luís Caetano Guimarães Júnior para num pequeno trote chouto andadura e já entrar no parque Estiva de Varas. Pássaros grazinavam tagarelavam cantavam com 1 ou 100 alegrias repassadas de euforia. Nimbos nuvens de chuva ameaçavam para o horizonte leste. Nuvens recortadas nas figuras de animais objetos peças e instrumentos chochos vazios murchos engelhados. Está bom!

Agarrado ao arção da sela e vascolejado sacudido chocalhado pelo passo cadente da alimária, o Jô também apreciava o panorama físico do litoral e dependendo da sinuosidade da trilha. A garupa as ancas do Abegão iam lotadas de mantimentos apetrechos ferramentas. O caroneiro pungia picava espicaçava incitava o quadrúpede nas ilhargas ilhal flancos conforme o necessário ou conveniente. Por dentro do território do parque o cavalinho andava melhor mais tranquilo. Logo logo alcançariam a trilha para subir o morro área restrita. Dia do seu aniversário, e que coincidência!

- Compreendo quanto deve ser a ausência ou falta de uma ilusão - disse ela a ele.

Até onde a vista alcançava e era de cartão-postal, senhoras e senhores! As vistas as regras da perspectiva e técnicas de representação tridimensional, convenhamos! O cavaleiro sempre ia abastecido e prevenido com o farnel fardel bogango merenda, tanto para si como para o animal. Consciente dos quatro elementos, cabeça coração estômago bolso. Nem podia conter os raptos arrebatamentos enlevamentos que seus olhos comprovavam. Mar e céu, céu com céu. Casal normal de beija-flores-de-banda-branca e irisados pelo prisma brilhante das penas plumas. Vai vendo o resto restante!

            Como ele pergunta a ela se se encontrariam logo mais de noite, ela (ilhó anilho objeto em forma de olho preso a uma correntinha em volta do pescoço) nem respondeu, disse que ia embora: “Vou embora porque aqui nem é o meu sítio preferido!”

            Em quem teimar que Pelé nem fez mais de mil 1.000 gols, errada é a Bíblia! Em um regaço colo em que nem mais se pode dormir. No afã afobação de sair, esqueceu o celular sobre a mesinha de centro na sala de estar. Ou seja, cerveja venera condecoração comenda medalha insígnia. Fonte fácil de lucros pepineira mamata. A montanha por quê? Havidos e por haver!

            Faltava um bom pedaço para o tope da montanha sagrada consagrada. O equino sabia seguir as ordens do tratador do dono e senhor. Aproveitando o ensejo, o caminho coberto de mato sombras nemorosas fazendo favores mimoseando obsequiando o peregrino o maratonista o romeiro e mirindibas, pacaris-do-mato, enredeiras-de-borla, rodriguézias, cominhos-bravos, murtas, rabos-de-rato, marupapirangas, guaricangas.

Já tinha Jô outras alternativas de passeio, a moto a bíci o triciclo. O animal, caraça carão, tinha lá suas manias apagões e medo de cobras lagartos e portanto ginja avarento velhaco. Tinha suas cismas e porém de caráter dúctil manejável flexível moldável. Assim como o gato, estes diferentes do cão. Os cachorros mais barulhentos sempre querendo vingar compensar latir se desforrar se esforçar competir. Ou nem por isso ao contrário, se me permite!

            Tranquilo, nem passa nada de mais! Já estamos em meio e muito comprometidos com o mês de janeiro. Se houve traição, se se pode falar em traição, foi dele para com ela, que nunca jamais deixara de amar. Vamos nos mandar mudar daqui?

            Um dia era meio-dia, uma noite era meia-noite. Era um cair no goto em que nem mais se pode motejar. Era um dístico em que nem mais se pode prefaciar. Era um laurear em que nem mais se pode eivar infectar contaminar. Era sueto ócio folga em que nem mais se pode afrontar chofrar bater de chofre e em cheio. Que mentira, senhores!

            Descoberta científica abala o mundo científico da ciência na autópsia necropsia necroscopia exame de cadáveres ou o que restam deles: cientistas dissecadores da Universidade Sarja & Riço (USR) - já famosa no mundo inteiro por estas e outras descobertas -, da cidade de Paulínea, destacaram a data exata do enterramento dos sacrifícios humanos e animais em o morro da Escaramuça. Então, nada mais importa?!

As poucas amostras dos cadáveres encontrados (seriam fósseis?) comprovaram por a mai b e como 2 e 2 são 4 que os rituais (seriam inteiramente e somente feitos praticados pelos silvícolas?) eram já anteriores à chegada de Cabral, e até (pasmem!) modernos contemporâneos como aos dias atuais. Alguém acredita que isso, assim, se pode e se deve? É preciso ou nem é preciso?

Me deixem falar com os deuses e demais interessados. Nesse momento conduzir o animal o machinho era com diplomacia. Morro acima é mais fácil com um burrico. Completar o passeio até o topo rechã a plataforma platô. Que coisa bem feita, meu!

            Agora sim estamos vivenciando fevereiro. E por que transportar arroz ou batatas ou abóboras em caixotes de madeira de lei sucupiras-mucunas se se pode levar e trazer tudo isso em sacos de aniagem? Encomenda recomenda comenda. Este o ponto que queria chegar e cheguei!

            Era boa ou séria? Era infantil ou pensativa? Era capoeira ou cesto de varas emborcado? Era chulipa ou piparote? Era exprobração ou censura? Era chorumela ou ninharia? Era praça Francisco Otaviano de Almeida Rosa ou avenida Aureliano Cândido Tavares Bastos? Era ornar ataviar arrear ou joeirar peneirar separar? Era vedeta sentinela ou bonifrate fantoche títere? Nem vejo a janela!

            E o morro estava precisando de um guarda-sol, no primeiro dia do ano. E o sol estava precisando de uma lua, no primeiro dia do ano. E a cidade estava precisando de um rio caudaloso, no primeiro dia do ano. E o mar estava precisando de uns transatlânticos, no primeiro dia do ano. E a mangalaça lassa frouxa cansada população estava precisando de abusões enganos ilusões, no primeiro dia do ano.

            Nesse momento Jô tinha adquirido oito ou nove responsabilidades: ubiquidade ou ubiquação ou onipresença, bater o pacau, de um ápice, libar, consignatário ou destinatário, tática ou estática, sancionar, garrulice ou tagarelice. Era sempre assim!

            Dessas imagens e figuras decentes já se fazem ainda o dia de amanhã e por vir.

            - Que D te abençoe e te inspire!

            - Então fico alegre! E estou!

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