A primeira vez que vi as duas belezas
minas estavam na sacada do apartamento olhando o fosso ou o céu de nuvens
esgarçadas curicacas patos-selvagens facebook, pendentes. A mais nova de short de
cor e camiseta com frase, a mais velha de pés descalços unhas pintadas e piercings
na orelha direita, dependentes. A segunda falava qualquer coisa cheia de gestos
enquanto a outra pouco ou nada ouvia perdida em outros pensamentos direções quadrantes
hemisférios, penduradas. Era uma tarde de anil como ninguém como nenhum outro de
sol calmo vista da praça Vera Cruz pavilhão nacional hasteado estendido e vento
morno, dependuradas.
A guria do lado, em questão:
- Meu pensamento está conforme
amaciado idolatrado bairro Itapuã.
A guria mais para cá, em questão:
- E eu ainda quero ser estar esta favinha-brava
cada vez mais florida verde crescida.
- Um nadar mandi-chorão de sol
original porém modesto semelhante original e fonte.
- Colocarei minha voz como um
pássaro passarinho da manhã saíra-de-chapéu-preto na mata adjacente jerivás
avencões alecrins-de-são-josé...
- Até mesmo uma compensação natural
mais ou menos compreensível.
- Sim por isso vou comigo passear e
a tarde promete sorvete de pitangas panorâmico.
- Eu diria de onde vem sempre a chuva
e a época do frio minuano de usar touca luvas cachecol galochas.
- Devo me acostumar que nem fosse um
jogo interessante e decidido no intervalo nos acréscimos em os bastidores.
Quis eu lhes dizer adeus mas não me
deram atenção atenção emoção. Segui minha caminhada minha sina meu rio minha
calçada debaixo das árvores centenárias cambarás-de-capoeira, quinas-do-mato,
carás-de-pedra, pixiricas... O tempo de verão dava para a humanidade inteira descansar
sossegar Pana de Ubajara e sobrava a lua. Muito bonitas, muito.
As duas moças eram vaidosas mas podiam
passar tranquilamente e logo as 2 pelo buraco da agulha de mãos dadas ao mesmo
tempo. Vamos pensar no infinito nos presentes nas dádivas nas oferendas. E se
passaram bem observado um rápido voo de mês mês e meio. Então, o que foi? À
primeira vista pareceu uma ideia fantasia leve breve e desgarrada pelo vento o
mesmo.
- Só se for por isso.
- Mas é preciso ouvir o céu e a
terra ao mesmo tempo.
- Devo me retirar estrategicamente
para a aldeia dos famosos caiapó-gorotire.
- Eu tenho dito cem vezes cem vezes.
- Se passaram as horas poucas e umas
duas pizzas cercando os amigos.
- Me explico mas parto sem demora em
seguida justo para São Benedito.
E há sempre existiram os bons e
ótimos modernos pensamentos caso que as duas mais queriam viajar planejavam
morar ou pelo menos conhecer. Um passeio de transatlântico luxuoso e pela costa
do Maranhão. Mas nem somente o mar as atraía como também lugares continentais
florestais serra do Mar montanhosos. Tinham as ilhas a melhor parte de praias
brancas ilha dos Lençóis. O navio saindo do atracadouro cruza a baía sacoleja
em alto mar. Escutar olha só! o ruído de ondas no casco o ruído das aves
marinhas o sol logo as nuvens poucas altas estratosféricas. Porque duas gurias
juntas sempre pensam o sucesso dos instintos mais suaves e a praia do Gravatá.
Bonitos seus cabelos as pontas madeixas caracóis encachados supercílios muito
grandes.
- Soprava uma brisa nos meus olhos
vento na cara olhando a ilha de Guajerutiua.
- Tudo isso foi obra e valor e poder
de um rápido instante de canto original.
- Eu sempre quis fazer sempre esta
mesma pergunta e faço agora.
- Durante a noite a noite passada os
meus pensamentos seguiram escalando e abrindo estrada fundando cidade até o dia
chegar.
- É a sorte do rio e corrente.
- Vou deixar um e-mail feito de
palavras e árvores e pássaros e lugares.
Importante as duas moças se sentaram
ali, que eu reparei. Elas abrangiam o ambiente em derredor com os olhares
rápidos brilhantes, otimamente. Sentadas juntas num banco de madeira itajuba no
quintal, conversando simplesmente. Uma contente olhava a outra satisfeita, bem
bom. Às vezes mão no ombro e sorriso de companhia de companheiras, portanto.
Sempre juntas como irmãs gêmeas, confirmadas.
- É por força bem agradável o que
vou te dizer e somando conjunto a mais conjunto b.
- A aurora traz a natureza do
sabiá-laranjeira desde as tenras horas cedo demais 5h e 12min da manhã quase
apontando o horário do sol Atlântico.
- Impressão duradoura madura e que
me deixou recordações tatuagens.
- Bem que te digo mas foi o que
realmente aconteceu e dois pontos significativos.
- O vento da matina e um pouco mais
os meus finos cabelos castanhos a larga avenida Brasil em Passo Fundo no
sentido leste.
- Porque sinceramente nem comprei
nada do que pretendia e isso procurando o dia todo escadas rolantes galerias e
elevadores.
- Sempre encontro os mesmos nos mesmos
lugares e comendo os mesmos pastéis de queijo com caldo de cana ao abacaxi.
- Joguei sexta-feira no clube
Borborema diante de 400 a 500 pessoas e todas me olhando como se nunca tivessem
me visto mais desenvolta mais ágil mais empoderada mais explosiva.
- Nem me lembro de ter visto a lua
este mês e meio aqui em Niterói.
- Minha sensação o que foi me ficar
serena e prazerosa.
- Que continua no dia seguinte a
remar com os bateleiros do batel pelo rio Jaguari na altura da reserva dos
juberi.
- Cheguei agora do aéreo e espacial pensando
no tema começo da conversa.
- Leio as palmas das minhas mãos e entendo
tudo adivinho o conjunto da obra.
- Assim como digo e o sonho pouco a
pouco foi me passando e um filme de ficção sobre a montanha dos Três Estados
altitude de quase três mil metros.
Outra feita eu passava por lá quando
reparei que a maior chorava largada e desconsolada e rosto alagado. Era ainda
tarde de outro sábado de sol calmo e vento comportado cheiro agreste de campo
penacho-de-capim. Elas estavam vestidas de escuro de alto a baixo, não-sei-quê.
Choravam sentidas e sem graça não olhando nada em volta e nem me reparando.
Enquanto eu passava quieto como um filósofo de mãos atrás quero-quero no
banhado pensando e nos pés sandálias franciscanas de couro cru do tipo pescador.
Esse tempo também dava para a humanidade toda frutinhas da azedinha-da-baía e a
via láctea brilhar por séculos e séculos. Muito queridas, muito.
Uma delas, indescritível
simplicidade:
- Soltos os meus cabelos madeixas e os
solto negligentemente.
A outra, intransferível singeleza:
- Olhos de quebrantamento
deslumbramento.
- Vou descrever umas palavras
cruzadas com z na intersecção.
- Certas coisas podem me fascinar e
aí eu concordo comigo.
- Quero representar um personagem de
mentira e voar por aí como as torres as ilhas as grandes árvores
batiputás-bravos.
- Daqui pra frente o rio Pardo vai
ser com os peixes pirambebas sardinhas-de-gato jundiás dourados... e vou ser um
trem e aportar em Cururupu em Artur Nogueira em Cosmópolis...
A última vez que rodei girei por ali
não vi ninguém, entende? A janela estava cerrada e o apartamento posto à venda,
tá bom? Era por fim a rua Guaporé aquela numa tarde de sol calmo e vento moderado,
certo? Eu sentia saudades das duas irmãs ombro a ombro, tá legal? Mas quem me
consolava me chamava atenção, então? Caminhei como mais um dos tantos alienados
anônimos títere inutilmente pensando na atração gravitacional física da
eternidade, compreende?
Tinha a primeira plano dela, digamos:
- As curiosidades do futuro empolgam
meu atual.
Havia a segunda na expectativa dela,
falamos:
- Com plano objetivo no a mas
guardando o b para qualquer coisa estepe sobressalente.
- Quase que com os mesmos olhos de
ontem de hoje ou uma primata saimiri.
- Geralmente demonstrando os
movimentos e que nem são poucos, guardadas as exceções.
- Eu passeio com gosto de música na
cabeça e dura horas a fio.
- Capaz que funcione conjuntamente e
eu com os pássaros as aves pombas-do-ar.
Um dia de grenal, fazia aniversário de
sete de setembro, de sol calmo, e vento nordeste, me dirigi ao cemitério ao
silêncio ao místico. Estavam lá as duas irmãs inseparáveis lado a lado serenas,
guarda-chuvas para protegê-las do sol forte, cheiro de flores desterradas
pálidas, passarinhos incidentais as tais e quais maitacas-pardas, mas ambas aguardando
proseando como naquela tarde inaugural. Agora eu as entendia, parcialmente.
A mais nova cintura, braços cruzados compenetrada:
- Eu e meu gosto de canções e doces de açaí, tá!
A mais antiga sobrancelhas, mão segurando o queixo
concentrada:
- Olho que as abelhas duram uma quinzena duas quinzenas,
quê!
Elas nem se afastavam muito da
janela do claro da luz da janela aberta. E permanentes o sol a lua bem todos
feitos na imensidade. Iam e vinham os dias as noites os aviões comerciais o rio
Paranapanema afastados já passavam tranquilos e quase nulos e felizmente. Elas
riam como rir agradavelmente e se olhando. Comiam bolo de aniversário de
chocolate enfeitado de frutas pratinhos de papel branco e garfinhos de plástico
azul descartáveis. Muito lindas, muito.
E as escolhas dos meus olhos.