sexta-feira, 19 de outubro de 2018

As Duas Gurias Iguais


            

            A primeira vez que vi as duas belezas minas estavam na sacada do apartamento olhando o fosso ou o céu de nuvens esgarçadas curicacas patos-selvagens facebook, pendentes. A mais nova de short de cor e camiseta com frase, a mais velha de pés descalços unhas pintadas e piercings na orelha direita, dependentes. A segunda falava qualquer coisa cheia de gestos enquanto a outra pouco ou nada ouvia perdida em outros pensamentos direções quadrantes hemisférios, penduradas. Era uma tarde de anil como ninguém como nenhum outro de sol calmo vista da praça Vera Cruz pavilhão nacional hasteado estendido e vento morno, dependuradas.
            A guria do lado, em questão:
            - Meu pensamento está conforme amaciado idolatrado bairro Itapuã.
            A guria mais para cá, em questão:
            - E eu ainda quero ser estar esta favinha-brava cada vez mais florida verde crescida.
            - Um nadar mandi-chorão de sol original porém modesto semelhante original e fonte.
            - Colocarei minha voz como um pássaro passarinho da manhã saíra-de-chapéu-preto na mata adjacente jerivás avencões alecrins-de-são-josé...
            - Até mesmo uma compensação natural mais ou menos compreensível.
            - Sim por isso vou comigo passear e a tarde promete sorvete de pitangas panorâmico.
            - Eu diria de onde vem sempre a chuva e a época do frio minuano de usar touca luvas cachecol galochas.
            - Devo me acostumar que nem fosse um jogo interessante e decidido no intervalo nos acréscimos em os bastidores.
            Quis eu lhes dizer adeus mas não me deram atenção atenção emoção. Segui minha caminhada minha sina meu rio minha calçada debaixo das árvores centenárias cambarás-de-capoeira, quinas-do-mato, carás-de-pedra, pixiricas... O tempo de verão dava para a humanidade inteira descansar sossegar Pana de Ubajara e sobrava a lua. Muito bonitas, muito.
            As duas moças eram vaidosas mas podiam passar tranquilamente e logo as 2 pelo buraco da agulha de mãos dadas ao mesmo tempo. Vamos pensar no infinito nos presentes nas dádivas nas oferendas. E se passaram bem observado um rápido voo de mês mês e meio. Então, o que foi? À primeira vista pareceu uma ideia fantasia leve breve e desgarrada pelo vento o mesmo.
            - Só se for por isso.
            - Mas é preciso ouvir o céu e a terra ao mesmo tempo.
            - Devo me retirar estrategicamente para a aldeia dos famosos caiapó-gorotire.
            - Eu tenho dito cem vezes cem vezes.
            - Se passaram as horas poucas e umas duas pizzas cercando os amigos.
            - Me explico mas parto sem demora em seguida justo para São Benedito.
            E há sempre existiram os bons e ótimos modernos pensamentos caso que as duas mais queriam viajar planejavam morar ou pelo menos conhecer. Um passeio de transatlântico luxuoso e pela costa do Maranhão. Mas nem somente o mar as atraía como também lugares continentais florestais serra do Mar montanhosos. Tinham as ilhas a melhor parte de praias brancas ilha dos Lençóis. O navio saindo do atracadouro cruza a baía sacoleja em alto mar. Escutar olha só! o ruído de ondas no casco o ruído das aves marinhas o sol logo as nuvens poucas altas estratosféricas. Porque duas gurias juntas sempre pensam o sucesso dos instintos mais suaves e a praia do Gravatá. Bonitos seus cabelos as pontas madeixas caracóis encachados supercílios muito grandes.
            - Soprava uma brisa nos meus olhos vento na cara olhando a ilha de Guajerutiua.
            - Tudo isso foi obra e valor e poder de um rápido instante de canto original.
            - Eu sempre quis fazer sempre esta mesma pergunta e faço agora.
            - Durante a noite a noite passada os meus pensamentos seguiram escalando e abrindo estrada fundando cidade até o dia chegar.
            - É a sorte do rio e corrente.
            - Vou deixar um e-mail feito de palavras e árvores e pássaros e lugares.
            Importante as duas moças se sentaram ali, que eu reparei. Elas abrangiam o ambiente em derredor com os olhares rápidos brilhantes, otimamente. Sentadas juntas num banco de madeira itajuba no quintal, conversando simplesmente. Uma contente olhava a outra satisfeita, bem bom. Às vezes mão no ombro e sorriso de companhia de companheiras, portanto. Sempre juntas como irmãs gêmeas, confirmadas.
            - É por força bem agradável o que vou te dizer e somando conjunto a mais conjunto b.
            - A aurora traz a natureza do sabiá-laranjeira desde as tenras horas cedo demais 5h e 12min da manhã quase apontando o horário do sol Atlântico.
            - Impressão duradoura madura e que me deixou recordações tatuagens.
            - Bem que te digo mas foi o que realmente aconteceu e dois pontos significativos.
            - O vento da matina e um pouco mais os meus finos cabelos castanhos a larga avenida Brasil em Passo Fundo no sentido leste.
            - Porque sinceramente nem comprei nada do que pretendia e isso procurando o dia todo escadas rolantes galerias e elevadores.
            - Sempre encontro os mesmos nos mesmos lugares e comendo os mesmos pastéis de queijo com caldo de cana ao abacaxi.
            - Joguei sexta-feira no clube Borborema diante de 400 a 500 pessoas e todas me olhando como se nunca tivessem me visto mais desenvolta mais ágil mais empoderada mais explosiva.
            - Nem me lembro de ter visto a lua este mês e meio aqui em Niterói.
            - Minha sensação o que foi me ficar serena e prazerosa.
            - Que continua no dia seguinte a remar com os bateleiros do batel pelo rio Jaguari na altura da reserva dos juberi.
            - Cheguei agora do aéreo e espacial pensando no tema começo da conversa.
            - Leio as palmas das minhas mãos e entendo tudo adivinho o conjunto da obra.
            - Assim como digo e o sonho pouco a pouco foi me passando e um filme de ficção sobre a montanha dos Três Estados altitude de quase três mil metros.
            Outra feita eu passava por lá quando reparei que a maior chorava largada e desconsolada e rosto alagado. Era ainda tarde de outro sábado de sol calmo e vento comportado cheiro agreste de campo penacho-de-capim. Elas estavam vestidas de escuro de alto a baixo, não-sei-quê. Choravam sentidas e sem graça não olhando nada em volta e nem me reparando. Enquanto eu passava quieto como um filósofo de mãos atrás quero-quero no banhado pensando e nos pés sandálias franciscanas de couro cru do tipo pescador. Esse tempo também dava para a humanidade toda frutinhas da azedinha-da-baía e a via láctea brilhar por séculos e séculos. Muito queridas, muito.
            Uma delas, indescritível simplicidade:
            - Soltos os meus cabelos madeixas e os solto negligentemente.
            A outra, intransferível singeleza:
            - Olhos de quebrantamento deslumbramento.
            - Vou descrever umas palavras cruzadas com z na intersecção.
            - Certas coisas podem me fascinar e aí eu concordo comigo.
            - Quero representar um personagem de mentira e voar por aí como as torres as ilhas as grandes árvores batiputás-bravos.
            - Daqui pra frente o rio Pardo vai ser com os peixes pirambebas sardinhas-de-gato jundiás dourados... e vou ser um trem e aportar em Cururupu em Artur Nogueira em Cosmópolis...
            A última vez que rodei girei por ali não vi ninguém, entende? A janela estava cerrada e o apartamento posto à venda, tá bom? Era por fim a rua Guaporé aquela numa tarde de sol calmo e vento moderado, certo? Eu sentia saudades das duas irmãs ombro a ombro, tá legal? Mas quem me consolava me chamava atenção, então? Caminhei como mais um dos tantos alienados anônimos títere inutilmente pensando na atração gravitacional física da eternidade, compreende?
            Tinha a primeira plano dela, digamos:
            - As curiosidades do futuro empolgam meu atual.
            Havia a segunda na expectativa dela, falamos:
            - Com plano objetivo no a mas guardando o b para qualquer coisa estepe sobressalente.
            - Quase que com os mesmos olhos de ontem de hoje ou uma primata saimiri.
            - Geralmente demonstrando os movimentos e que nem são poucos, guardadas as exceções.
            - Eu passeio com gosto de música na cabeça e dura horas a fio.
            - Capaz que funcione conjuntamente e eu com os pássaros as aves pombas-do-ar.
            Um dia de grenal, fazia aniversário de sete de setembro, de sol calmo, e vento nordeste, me dirigi ao cemitério ao silêncio ao místico. Estavam lá as duas irmãs inseparáveis lado a lado serenas, guarda-chuvas para protegê-las do sol forte, cheiro de flores desterradas pálidas, passarinhos incidentais as tais e quais maitacas-pardas, mas ambas aguardando proseando como naquela tarde inaugural. Agora eu as entendia, parcialmente.
A mais nova cintura, braços cruzados compenetrada:
- Eu e meu gosto de canções e doces de açaí, tá!
A mais antiga sobrancelhas, mão segurando o queixo concentrada:
- Olho que as abelhas duram uma quinzena duas quinzenas, quê!
            Elas nem se afastavam muito da janela do claro da luz da janela aberta. E permanentes o sol a lua bem todos feitos na imensidade. Iam e vinham os dias as noites os aviões comerciais o rio Paranapanema afastados já passavam tranquilos e quase nulos e felizmente. Elas riam como rir agradavelmente e se olhando. Comiam bolo de aniversário de chocolate enfeitado de frutas pratinhos de papel branco e garfinhos de plástico azul descartáveis. Muito lindas, muito.
            E as escolhas dos meus olhos.

domingo, 23 de setembro de 2018

Alô, Ana Paula! Boa tarde!


            


            O que você vem amanhecendo? Como conseguir, hein?

            Olhe pra fora, guria!
            Num gesto abrangente de capital cidade universal global, hoje o que me inspira sempre adiante por vir é o dia de antes anterior decorrido de ontem. Acho que isso é bem assim onde estou está bem assim e claro. Te pergunto e olhe e veja a delícia das estrelas dos astros do zodíaco Sirius a luz síncrotron. Altos prédios terrenos arborizados casas guarnecidas de catuabas, marmeleiros-do-campo, saracuras-do-mangue, imburis... áreas espaços e outras condições especiais crédito exclusivo para os sócios do por exemplo Clube Esportivo Cratéu um dos melhores concorridíssimo se não o melhor dos maiores. Eu te vejo nos veremos em setembro?, me diga me e-mail.
            “No pátio quintal do casarão típico do meu avô clássico nós brincávamos de caçador disputa com bola inventada por ela pela minha prima também clássica. Ela habitava todas aquelas brincadeiras domésticas, e nem sei de onde. Era linda e alegre e hábil e a minha prima. Naquela época naquele território neutro ela nem tinha os mil olhos brilhantes interessados, cabelos cacheados, seios de botão, curvas para dentro e pernas compridas. Somente um espírito de inventar que mudava movia nossos afazeres e diferentes outros jogos os tais e quais que gostávamos sem parar sem cessar.”
            Então, você identifica você sabe você vê que estou em a São Paulo e terra da garoa a metrópole brasileira a cosmopolita cidade. O hotel na avenida Seridó esquina com a outra avenida a Potiguar, você já viu?, volta e meia por aí o centro nervoso dos negócios latino-americanos, e com piscina infinita no terraço pra cima relaxar dos quarenta pisos. A floresta de prédios de pedra apartamentos com sacada e rios e riachos onde cruzam navegam e correm motos gaiolas aviões e carros assustados ruidosos urgentes intempestivos. Vou correndo buscar uma vista aérea de helicóptero de ave gavião-caboclo coisas acima dos demais, concorda? Desde o dia de ontem os acontecimentos vão disparando etc. E por ora, nada de segunda-feira prefiro a terça.
            “Quando girávamos de cirandando e nós todos queríamos a sua mão. Estava uma prima doce generosa e disposta, sorriso pronto, cantando e futuro avançado. Ela escolhia quem saía, quem ficava; prendia e mandava soltar; dona da bola queria as regras todas para ela como queria senão botava o jogo debaixo do braço e se ia embora. Eu mesmo ficava sempre perto do ladinho. Os outros reclamavam, então ela mudava para agradar para melhor. Riscava no chão os quadradinhos da brincadeira e contando cantando as nuvens a escada até o céu. No começo ela ganhava todas as paradas, depois mais tarde eu comecei a empatar. Pulávamos como saci, mas com graça só ela e por quê. De esconder então eram outras artimanhas pula-pula esconde-esconde agarra-agarra pega-pega. Sempre de dia e mais vezes à noite que havia escuros para a gente conforme se esconder. Ela tinha um pé atrás e às vezes dependendo do seu próprio humor. E eu nem sabia onde mais tocá-la a atriz para me sentir ainda mais o giz.”
            Olhe agora, guria!
            Por que esta cidade chama de a São Paulo você sabe? e ilha de todos de gentes os continentes e contingentes mais ricos que indigentes. E parece uma ilha como ilha do Mar Virado como ilha do Arvoredo ilha Grande... Entre as 10 melhores para se comer churrasco gaúcho. As ruas iluminadas as estrelas no céu os pássaros noturnos curiangos-comuns piando no escuro do mato os outros bichos a floresta onde se escondem entre os vegetais vindecaá, são-joão, malva-rosa, manjerona-do-campo... mais o viaduto Santa Teresa e a São Paulo é natureza poderosa como um país porém sem mar. Também te considero muito, viu!, rio Acará.
            Vou andando que tenho mais ou menos muito mais para ver e ouvir. Digo este verão de 2018 onde a atmosfera se completa com a entidade superior fundamental que envolve o mundo e as pessoas gostam de comprar digo gastar. Aproveito e transpiro fico sabendo nem vou me lembrar de tudo de todos. Sigo certo no compasso por aqui por ali furta-passo do meu cavalo baio apelidado você conhece Candiru. E era uma vez uma cidade que ficou pensativa porém locomotiva da nação tupiniquim. Daqui onde estamos mais podemos ouvir a serra do Cabugi e tudo um total em torno ao redor. Qual a primeira coisa que se aprende em a SP?
            E uma notícia eu tenho então clara e consertada e eu sei como a palma de minha mão, ou seja, me despedir e me voltar para a cidade grande Piratininga do convívio e a prima estaria pensando em mim? Daí me olho no espelho da manhã refletido me vejo e nem tô me regenerando que hoje começa meu regime principal necessário para emagrecer. Devo já te lembrar me lembro que o teu cheque voltou, é. A porta e nem a janela e eu digo que a passagem está aberta ou entreaberta e você acha que a conjuntura pode estar meio copo sem água.
            Sigo a rua Senhor dos Passos e logo o prédio da antiga igreja de São Bento fica na colina Ceará-Mirim num alto de frente pela avenida Othoniel Menezes e por outro lado descendo quem vai pela esquerda uma ladeira íngreme antiga taba indígena dos coroado hoje a rua asfaltada Barão Homem de Melo. Ao redor como sempre e natural uma paisagem de concreto e um magazine chamado Tapiri e um chafariz com estátuas de bronze imitando pessoas e ou bichos da fauna e flora silvestres endêmicas. Já falei que nem uma megalópole se parece bairro a bairro muito com Camocim, Taipu, São Gotardo, Itaguaí, Breves... essas cidades que ainda nós outros já compartilhamos viajando e aprendendo. Há que se reparar nos aspectos ambientais as fontes dos rios as nascentes os brejos os terraços arborizados. E porém então fomos ver arqueologia no museu Parnamirim de arte marajoara camotins sítio em rua Barão de Tefé bem localizado de pizzarias desfile de mangabeiras e autossuficiente em automóveis estacionados e mais com a parada obrigatória na estação da Luz mastro torre espetada da Bandeira Nacional e ver de perto a exposição a galeria de quadros de aquarelas do Modernismo movimento de 22.
            Olhe de novo, guria!
            Você sabe você conhece você é meu bem que quem mora no Estado de São Paulo é paulista, quem mora na capital é paulistano, quem torce por São Paulo FC é são paulino, quem mora e se criou na avenida Paulista é... rico milionária bilionário contemporaníssima. Também te considero muito, viu!, estufada mala com rolimã.
            Nem sei como te dizer nem me vem mas esta SP é uma supercidade senhora de si e que perde as coisas por exemplo e esses dias eu até encontrei jogada na linha de fundo uma balança de pesar utilidades. E hoje em dia quem precisa de balança de precisão de dois braços crucificados? Quem nem precisa até que acha, que foi o meu caso por acaso. Uma das 10 maiores no fluxo de veículos elétricos. Quem tem e nem precisa joga fora fora. Vai que alguém necessita mais que eu e nem acha, né?!
            Uma vez mais me levou ela a Igarapé-Açu e Acari e a Jacarepaguá olha esse nome e longe e eu fiquei parado admirando o nome do lugar e depois de duas horas seguimos passear havia sempre outras coisas um montão que se ver ela mostrou nem se tem tempo pra todas com mais ou totais grandezas bonitezas cada uma na sua hora na minha na tua sonhei agorinha mesmo com teus cabelos do jeito que você mesma organiza facilita o seu penteado o meu sistema presidencial.
            Uns e outros são os arranha-céus se encontrando com as nuvens, quando for o caso. Pela direita quem sobe a rua Auta de Souza se vê uma praça Pedro Velho ou Cívica. Por tudo caminhando o grande povo em busca das funções gratificadas que nasceu cresceu adotou por aqui no verão e na seca e na fartura e no natal véspera de ano novo. De onde de onde uma ou outras igreja templos e que vão se tornando santas santo com mais e mais o passar do tempo das eras a praia mais famosa a praia das Barreiras as praias por perto cercando de São Roque em Maxaranguape. O mercado público mangaba caju guabiroba pupunha bom saudável e das surpresas. Garoa garota assim mesmo breve leve o seu lema seu ser como a alma de cada dia das suas mãos e braços e seus pés e pernas.
            Toda olhos, guria!
            Nem tenho dúvidas e fomos nos proteger do sol beber um chope no bar e sua boca me embriagava de caipirinha e mais quê! as saladas de cores as carnes salgadas assadas adequadamente e depois digo mais sobre isso sim porque Pauliceia ficou mais linda.
            E uma multidão preocupada nem se sabem por que e que rema que rema procura e quase quase fala. Eu ali no meio do fervo o único anônimo privado pessoal indivisível egocêntrico. Qual a segunda coisa que a SP cidade município nos ensina, você sabe guria? As plantas ananás-de-cerca, macacapurangas, tucumãzeiros, iricuranas... correndo ao lado das pistas apressadas rua Mostardeiro e também por que nem? algumas aves outras que tais os tieteís, pombas-galegas, canários-da-terra, aritauás e até os quero-queros nidificando no capim-da-colônia.
            Muitas variadas coisas e os mais aparentes são os jogos intermináveis de futebol todos os anos acontecem muitos distintos campeonatos. E já falei? que antes dos bandeirantes povoavam essas bandas os autóctones aricapu. Tudo certo e apressado como 2 e 2 igual a 4 entretanto vamos primeiro no Templo de Salomão ou na Catedral da Sé. Aprenda comércio terceira língua poder das frutas arquitetura urbana relações públicas que nem dorme em bocejos de, zazzizzuuu!...
            Todavia benéfico delicioso religioso e esportes agradáveis afoitos dormir e comer pizzas. E bem é conversar nos bares depois das 19 horas. Se fala de tudo mas o prazer básico fundamental é o futebol e o jogo só acaba quando o árbitro apita. E no fim da tarde e aos sábados e domingos é a vez de ir ao parque rua Jerônimo Coelho porque é olhar o céu de calor surpreendente. Se chover é melhor ainda no entardecer e vamos de manhã bem cedo as alamedas entre outras folhas catucaém, algodão-do-brejo, vinhático-rajado... E na época de carnaval o sambódromo e samba e bumba meu boi e congo e furdunço e forró e quadrilha caipira com maria-chiquinha e chapéu de palha desfiado. Nesse caso isso tudo as taxas os valores por que nem e já deveria ter sido vendido e exportado explorado pela mídia sensacionalista.
            Tem pessoal que vem que chega que vai que passa e é porque todos se metem com ela capital. Todos falam e contam notícias e eu fico por dentro. Uns e outros descem de Melgaço, Boa Saúde, Caicó, Luiz Alves, Pitimbu, Itajubá e planalto da Borborema em geral. Acho que já somos amigos e ela me considera e já somos amigos e ela me abençoou eu expirei e ela disse “D te conserva!”. A cidade é sempre a mesma mas pode ser decantada em várias direções ou situações multinacional.
            É tudo bonito e as andorinhas vão corrigindo de aba em aba e procurar o que fazer nadando se assentando desafiando as linhas de transmissão de tensão de energia rapidamente desde o quinquagésimo terceiro último andar do prédio Aparaí do edifício Copan da torre Tiborna voos intrépidos arriscados arrojados precisa ver. Também te considero muito, viu!, Currais Novos.
            Nesse verão lá fora dentro da capital do bate-estaca dos negócios dos shows comícios de repente começa a relampear pros lados de lá e logo o fragor ronco de tambores trovões e com meia hora o vento por aqui chamado banzeiro cinco minutos a chuva os tais e quais sobressaltos a chuva-de-caroço e eu ando e vou andar como gosto de chuva em chuva de guarda-chuva assim como quem diz: nem como coisa. A água bebendo os transtornos da cidade grande movimentado aeroporto de Congonhas. A praça Princesa Isabel monumentos e plantas cajuranas, molongós, cravinas-do-campo, chuvas-de-ouro... e como nunca se pensou, você falou alguma coisa? 
            Continue olhando, guria!
            Você sabe qual o lugar mais inospitaleiro de a São Paulo, né? É o famoso Butantã. O que vem a ser Tamanduateí? Simplesmente um tamanduá-verdadeiro ou tamanduá-bandeira que você já viu ali em tal e qual reserva dos índios miriti-tapuia perto do rio Anabiju. E o que você entende por Ibirapuera? O lugar das águas paradas ou venenosas ou impróprias para o consumo humano. E a tradução de Anhangabaú? São as árvores velhas. E aquela película famosíssima história que virou lenda que virou livro que já foi peça no teatro que narraram em quadrinhos causo contado ao pé do fogo que todos você já viram foi aqui em São Paulo te conto véspera do dia de São João que Pedro viu Antônia pela primeira vez e foi um momento temporal ambos amáveis pessoal para sempre.
            Assim eu passeio vou no esporte e inegavelmente ela tem um bom papo e converso com ela de metrô e no subsolo. Com ela você vê! e por recordação da prima falamos também de você. Ela adivinha meus pensamentos igual a você e que já nem são muitos e poucos nem muito originais. Ela adivinha minhas intenções. Fomos ao zoológico e depois muito debaixo do bosque junto do forte dos Reis Magos delícia de sombras os oitizeiros, ingazeiros, ubaieiras, mangues-bravos, maçarandubas... saudados pelo vento que aqui querem clamar cambueiro sempre os matos em grupos de vinte ou trinta os tons de verdes capões matas todos os verdes e gorjeios em a beira do rio Paraim que cujo significado desconheço. Mas sem buscas.
            - Vamos dar um pulo no zoológico e ver o criatório de piquiras, poraquês, curimatãs?
            Ela me pergunta muito seguidamente e mais à tardinha depois do sol:
            - Que é que você quer comer, meu bendito?
            Eu com ela como os turistas são entende? então eu estou um turista andando de canoa ônibus articulado remando no parque com lago Macuricanã acomodados na montaria e mupicando no jacumã e diante de verdes nas margens, cajazeiras, sorveiras, sapotaias, patiobas... desde o rio Pinheiros passando a avenida Marechal Dutra olha lá o açude de Gargalheiras! e até o rio Tietê. Também te considero muito, viu!, Macaíba.
            E ela olhou de novo para mim.
            Acabei admirando como uma vez mais: uma cidade como se vê!
           
            Então até a vista querida e logo me favoreça nas suas orações daí diante da imagem peregrina de NS de Nazaré juntando seus os nossos pedidos com D o de lá de cima e tudo mais nós dois e todos incluídos.

Saia da toca para aproveitar o tempo permitido, guria!

Tô te falando! Vem pra cá, Ana Paula!

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

A Natural Verdade Verdadeira Esta e Simples


                 
        Todavia Boimé arremeteu e quis estudar estrelas planetas asteroides galáxias formas geométricas Via Láctea constelações fenômenos astronômicos e principalmente entendê-los, decorar seus nomes desenhos mitos corografias e, olhando-os nos olhos, identificá-los para sorte do seu futuro seu futuro.
           (digo que o mundo está de mão nas mãos destas de outras plantas árvores arbustos, amendoim-rasteiro, andirobeiras, laranjeira-do-mato, cajueiros... dali do parque Marinha do Brasil o bairro Capemba, maricauas, craveiros-do-campo... e cada dia cada hora cada mês cada semana aparecem, corocoxós, muçuns, tempos-quentes, piracatingas... ou ainda aumentam, conforme)
E logo logo identificou abrir um negócio Boimé uma loja de pouco capital porém sem patrão numa rua movimentada ponto de comércio nas proximidades da praça central rua Conselheiro Crispiniano. Pronto, nem pôde realizar seu intento porque jamais esbarrou com mapas cadernos figuras arquiteturas artefatos livros relíquias óvnis que lhe contassem lhe contassem. Assim o seu rio se fez escorrer por outro lado por entre os dedos das mãos à margem e ver navios. Se pensa alguém achou que tudo isso era fome e sede de sucesso.
(tá certo!, orgânico, porém, tchau!, então, contemporâneo, ótimo!, harmônico, valeu!, isto mesmo o usufruto)
O espetáculo quando chegar chegou. Visto que existia numa noite clara. O mundo nem continuaria. Alguma coisa daqui chamou de longe dali. Quando viu e o mar ficou jorrar com força e velocidade escachoar cachoar acachoar suas próprias luas e arrebentando nas pedras nas falésias.
(presentes há os inúmeros já insetos abelhas besouros borboletas e mesmo os pássaros asas-de-sabre anambés-azuis andorinhões-foguetes coleiros... espalhados ali rio Cocal aqui rio dos Sinos mais pra lá rio Farinha. Talvez somando isso com aquilo e também bem assim)
            Então, só quê!, uma manhã - por que nem naquela mesma tarde mais de tardinha? - acordaram com a notícia despertados com a condecoração e Boimé de que uma estrela pequena cadente peregrina silenciosa sem freios e algo bem sinótica embrulhada vinha abrindo espaço e tempo um prêmio ao deles encontro ao deles alcance. Deles e delas e de todos aqueles incluídos de um por um juntos de uma vez. Seria um abraço mortal imortal filial paternal maternal, bum!... Essa estrela sem endereço fixo estava no caminho deles no endereço delas e eles as gentes elas as pessoas na rota dela todos irmanados e humanidade. Era só esperar algum tempinho, e rapidamente. O nome da estrela o santo do dia, hien?! E D divinamente multifário virou moda em todos os lugares quentes e frios altos e baixos. E agora e na hora?!
            (faz um dia mágico e ela Pana tranquilidade abraça a árvore abraça vamos dizer por exemplo a cauchorana. Um dia de sol ou chuva de noite uma hora duas horas libertas confortáveis melhor liberais confiáveis. Todo dia perto da noite chove e o que é justo)
            O melhor pra correr, e segundo os jornais os sítios os plantões de tv e rádio de minuto a minuto especialistas do sensacional, era nem acreditar no difícil evento ou esperar um milagre ou receber de braços abertos abertos. De duas e três, uma. Como a bola pelo alto e dominar no peito. Fingir que fosse lá tudo coisa de loucos fantasiosos, um teatro, um filme que esquecemos de trocar de canal, algum por uma comida pesada antes de dormir. Nem, nem podia ser. Nem mesmo sequer era começo-início de milênio, meu!, longe disso.
            (espera aguarda o mundo recrescer volta mais verde e devagar é lento. Na subida daquele outro morro tem mais pindaíbas-pretas vassouras flores-da-imperatriz senes ingás-de-flor-amarela... e mais umas vinte ou trinta milhares reencarnações no meio ambiente florestal plantas espontâneas)
            Acontecia com o mundo e se aproximando. Uma pedra uma lasca intergaláctica no final de carreira. Terça-feira hora minuto hora-extra estava previsto tudo o dia o mês o ano o século. E alguma catapulta impossível e feroz motivada no acaso de vai lá se saber! qualquer sistema estelar planetário dentro ou fora do universo um espírito empedernido. E certa estranha ideia ideias determinada exagerada insatisfeita. E as conjugações dos signos misteriosos e nem lidos por aí no espaço celeste, etc. Tal coisa chegando estrovenga pombo sem asas era impossível mas já visível admirável.
            (a Pana cunhantã vem dirigindo levemente na lagoa Juparanã seu ubá escavado em tronco de cana-ubá. Olha as margens muito interessada coletando, cheira o ar, consulta os sons totais gerais, sabe que o nome de cada planta, oiticicas, perobas-de-goiás, vinhático-rajado, araribá-amarela... interpreta motivada o voo das aves sustenido e em busca pesquisar buscando)
Seria o fato de uma coisa de uma nave de um objeto útil decidido sem sombra com uma mancha crescente inútil e da proa até a popa. E o submundo que a todos carregue escorregue! Passando por aqui e ali e assim coçando chateando nem desistindo e na pechada. Oito nove quilômetros de norte a sul e quatro cinco de leste a oeste. Data de validade número da placa código de barra carimbo do ministério do governo. Pesando pouco mais de 800 toneladas e rápida e esplendente. Custo e benefício uns poucos 13 bilhões de reais à vista. Trocar trocava trocando de cor a cada passo. E isso mesmo de predadora e feroz até o fundo da alma da palma. Nem parecia com olhos com boca com nariz com personalidade própria. De pedra de porcelana de ferro de ouro de osso duro de roer. Era para ser aquela estrela um disco voador alienígena e sem tripulação. Mesmo possível nem estar ali.
            (os pássaros sentem por certo uma paz lunar às 4h de demarcar território. E muitos deles senão quando de repente todos muito leves eis que chamando a companheira para acordar para as abluções. O par casal de birros-brancos tem espaço compatível uma espinho-de-cruz tão somente para eles, pois nem)
            Então os mortais se cercaram de discussões, cortejos, taiobas, confissões, piabas, procissões, cravos-do-mato, triângulos e comprimidos para nem dormir. Eram os humanos correndo como as baratas, se entocando como minhocas, se esgueirando como os ratos e voando como mariposas-espelho. Uns buscaram reunir a família, distribuir presentes e lucros, gastar os últimos da poupança, abraçar os bichos de estimação, regar as plantas dos vasos, esquecer perguntas e as respostas. Se abrigar nos templos nas locas nos túneis nos abrigos antiaéreos, voltar às cavernas. Cavaram a terra como tatus-bolas. E procuraram nas gavetas nos bares muito nos bares nos lugares nos altos arranha-céus nas minas das montanhas entre as raízes das árvores boieiras, capitães-do-mato, amendoeiranas... E pilotar o carro para fora da cidade o barco o avião bimotor o cavalo o trem-bala o parapente. E os que foram trabalhar confundidos e preocupados com os descontos dos dias do salário no salário nas férias de inverno.
            (e a poderosa Pana cruza os braços e se abraça também com sorriso jubiloso quente e tudo mais. Alguma coisa é acontecer e esperar ela Pana presente por que sim. Dia ou dias que chove com uma espécie de unção e o rio ri de orelha a orelha, dias ou dia que fazem derramam desenham sóis e as cores seleções coleções)
            Segundo cientistas e olheiros do céu, a estrela era maior multiplicada pela veloz que a terra mil ingente e até trinta mil vezes. Nem lhes deixava nenhuma chance. Seriam queimados como palha seca antes mesmo do impacto do choque do tombo da queda. E se fosse de refilão? O maior engoliria o menor. O final dos tempos do mundo o apagar da luz e num piscar de olhos de olhos de repente. E se fossem mandar alguém com bandeira branca para negociar? Um solavanco terráqueo e um súbito furacão lateral varrendo a fluxo e varejando tudo.
            (as árvores sempre estão contentes com o rio e vice-versa. A chuva é sempre boa para as plantas ervas-preás, biribás, cobiós-do-pará, cerejeiras-do-paraná... para os rios rio da Prata rio Andirá cachoeira do Fojo... continua tudo a memória do mundo nem esquece nem desaparece, urraca, galinha-do-mato, ariramba-verde...)
            Dito e feito. Teve gente que nem quis saber quis ver e nem dormia. Nem olhem agora! Outros subiram o morro para colher os derradeiros consumir pastar o capim-bobó a peroba-tabuada a guaxima o assa-peixe... Ainda os que desceram ao Itaimbezinho. Pensamos no pensador que tinha pressa e no economista que tinha esquecido as chaves no banheiro e na astróloga com lentes de contato dental na esotérica que hipnotizava as pedras roladas do morro da serra do Cipó. Nem poucos pegaram a estrada para o alto astral e o escambau caixa-pregos ou cafundó. As multidões se irritaram.
            (antes de tudo investigador vem a formiga as formigas-de-novato. Vem na frente ela batedor e já escalaram o pico do Itapeva emboralá! entre as ramas de um olho-de-boi)
Chegou a estrela soberana pulsante baseada na rocha fria ou quente e de muito longe soberba cada vez mais próxima. E nem houve mais noite alguma. Um confronto direto e reto no osso com osso dente a dente. A luz era uma imensa bola de fogo cruzando a pequena área sem cobertura da lua. Gastaria poucos instantes daqui até ali um meteorito um palito de fósforo. O calor aumentado de segundo a segundo tecnicamente nociva tóxica atomicamente. Sem previsão o campeonato a partida acabou foi interrompida antes dos quarenta e cinco do primeiro tempo. Estavam para gastar mais ou menos mais uns dez ou doze impulsos pulsos cardíacos. Empós de nada mais nada menos que um tapete uma alfombra uma quadra calcinada uma alcatifa um gramado e dormir dormir.
(e passeiam na ilha de Itamaracá as capivaras e famílias os quatis e suas proles os macacos-aranhas e familiares os peixes-bois e parentes consanguíneos ao largo e os beija-flores-safira com contraparentes colaterais)
Ela aquela feminina já estava, ela quem?, cabelos longos de gelo ou fogo aventureira pelo céu voando e já a sentiam escurecendo os olhos aquecendo os olhos. Faminta sedenta passageira e difícil. Parecia uma bola das de raquete ou um bonde de luz alta. Assaz uma bastante encruzilhada muito. Quando às vezes mês hora minuto e suando.
(de noite de dia cadentes guias e de dia nem se pode perceber mas estão lá as mesmas ou outras novas recém e cravejadas de brilhantes diamantes)
Nem era uma estrela de sete ou cinco títulos mundiais, vamos antecipar. Era maciçamente... o raio que o parta. O alto pegou fogo um estrondo e tudo começou a fritar a tremer desinteirar a transbordar desintegrar. Estava um grande capítulo da última página do último ato. Sem uma palavra e aquém de quê.
(nesta honesta árvore gigante jatobá sempre no rumo do sol seis sete andares. E os bugios comem folhas doces e frutos maduros e uma colmeia de outros centenas de seres diferentes. Moradores patriotas habitantes cidadãos. De noite certas seguras noites a lua parece eclodir dali mesmo de entre os ramos e folhas e tronco. No domingo o sol novo em folha sem nuvens aparece e desaparece mais perto. Todos colhem e comem e bebem da árvore sem deixar a árvore. Uns caminham outros caminham e voam e já a árvore abre os braços tocada dos ventos)
Na tarde por menos que ia anoitecendo... ela quem estrela ou meteorito ambas as asas abertas estava para chegar sem qualquer oferta de preço e derrubar e ficar assim ali aqui por meia hora uma semana uma geração pelo tempo inteiro permanecer e ficar com tudo. De peça em peça de prédio em prédio de cidade em metrópole. Havia estava era tinha um mal-entendido qualquer e pelas redes sociais... mas com incertezas. Então já conhecia o planeta e vinha visitar de bala perdida no apagar das luzes e fantasiosa alegórica.
(e todos vão para a beira-rio por sorte por natureza os bichos é um direito natural e para debaixo das árvores. As aves passarinhos diferentes nos andares correspondentes. E chegam mais matriarcas na frente as cutias dentro da noite dentro do dia acuti acuchi aguti acouti)
Uma vez poucos outra vez poucos anos passados em um mundo conhecido de todos os avós perto habitado onde viventes faziam várias refeições por dia um povo outro povo diversos povos e línguas bilhões de bípedes e mais alguma natureza... bem ali aconteceu aconteceu o que eles todos gente como além acreditavam buscavam cavavam pediam pagavam comissões mas nem sonhavam.
(ventos fortes com chuva na época das chuvas com mais água menos água. Mas sempre chove no verão ou no inverno e em todas as estações. Uns rios longos que vêm buscar água em toda a extensão do continente. Chove no litoral nas ilhas e em muitos outros lugares os Pontões Capixabas, praia Bacia das Turcas... Depois tem o sol a lua e nem chove mais por outros alguns dias. Os rios são perenes piscosos de margens carregadas de árvores. E as aves e os bichos vêm buscar a sombra das plantas e as frutas dos frutos das frutas)
Todos concordaram que era uma candidata escolhida a dedo de D dentre tantas na chuva cósmica. Duas horas para dobrar os cílios riscar as sobrancelhas acentuar as olheiras. Visual lacrador. Mais uma hora e meia depois para arrumar o cabelo pintar a coma a juba grande com duas cores diferentes da moda últimas novidades nos desfiles de Sampa e Fortal e Rio e Floripa e Belô.
(tudo conforme recomeçar e bem e imitando. A paisagem à vista o rio o mato olhar de cima olhar de pássaro e abraça a manhã. Umas múltiplas cores quantas quietas devagar junto dos gritos das aves onomatopeias. Ali mesmo do outro lado entre aquelas árvores de frutas amarelas em menos de meio quilômetro. E aquela colina parece uma mesa. E aquele rio parece multiplicado pelas cascatas cachoeiras cataratas)
            Então, quando, por enquanto, assim, Boimé e avós se abraçaram por certo que se perguntaram brindaram e ali expostos aos desígnios verbais das verbas às radiações interestelares aos bombardeios cósmicos às precipitações radioativas ao raio que cai uma vez só e no mesmo lugar total de 19h e 8min...
            - Pss fzr m prgnt?
             

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Chegue pra Lá


            

            D está nem é invisível virtualmente na parte Dele e eu andando roendo o osso na minha, tá certo! Olhem pra isto! Ali por acaso ou nada corre um córrego rio Acará, todos veem, assim fica o mato, árvore-de-coral, pombinha, apanha-saia, mimosa, quiabento... depois a rua Teotônio Vilela o sol outras coisas e antes de tudo a Ana Paula, inefável, de carro 80 km/h pra faculdade de fotografia documental e editorial.
Nem estou contente com o meu ir e vir me levantar e dormir. Outra ideia de dia descobri que D é uma hipótese hipótese. Nem tenho como desmentir ou me ausentar ou me matricular. E tem gente que pensa que é por si só uma montanha pedra Peito de Pomba. E tem indivíduo que sonha que é cachorra-da-palmeira ou jubatã ou pomba-parari ou lambari-prata. Cada um na sua vez. E tem comadre que nem tá nem aí. E descendem pessoas que colecionam horas de voo e viajar.
Com mais dia para os de menos dias: Justamente ela, linha reta e pessoalmente, foi no apartamento do namorado discutir um por que você montou no meu cavalo urco por acaso eu lhe dei ordem e autorização qual confiança almocreve açoutar açoitar bater com o açoite, aliás. Aí ela, tembetás adornando os lábios, pegou a arma na bolsa e matou o namorado com cinco tiros à queima-roupa. O cabra foi pego nos cinco pontos tingido em cinco postos vitais e claro abraçou a própria sombra nem resistiu.
Embora seria melhor uma coirana-amarela e ou capim-grama e ou camundongo-do-mato e ou marreca-pardinha... Tou certo! A pergunta é menos que as respostas. Olhem pra isto! O seu cabelo anda com ventos na pandorga alcançar os teus cabelos na nuvem nos olhos nos cabelos lisos e ondulados tão somente nas pontas.
- Quando vi o rio Inhomirim você disse eu vi Magé, saudades-de-asa-cinza, Nova Iguaçu, papos-de-peru, Paulo Lopes, chão de tatuquiras, dinízias, martins-pescadores-da-mata, Marco, os lendários apaniecra-canela ensaiando onfuás e danças rituais em torno da fogueira...
Uns batem no peito escorregam na cancha driblam fazem gol dizendo que têm o privilégio de falar com Ele e dialogar, e programam proclamam isso aos 4 ventos quatro cantos quatro naipes cinco continentes, etc. Fazem disso uma profissão de fé ofício oficial. Olhem pra isto! Um dia depois os grandes cabelos as asas dos olhos um mês o pedalar de bicicleta na calçada da rua Coruripe da casa cachos cabelos sergipanos depois passou outro mês do parque Serra do Tabuleiro.
Com mais dia para os de menos dias: De repente Mono o cachorro do ex-namorado começou a latir ganir muito forte ameaçador feroz impertinente dentes à mostra os gestos bruscos do cão. E ela pegou atirou no animal e o vermelho espiralado e o cheiro doce aéreo nos lábios carnosos. Errou o primeiro tiro que o bicho era manhoso mas os outros dois foram suficientes acertou os dois e depois de ter chegado bem o suficiente de perto.
            Agora se estes 7 estão certos que D, então, que Ele exista e os proteja, porque merecem o caminho a luz e o mês todinho de janeiro em Canoa Quebrada, Feliz Deserto, Vigia, Barra do Sana em Macaé, forte do Castelo... Mesmo sendo uns puxa-sacos de tempo integral e dna de 4 costados.
            - E você diz quarta-feira e presente fica quarta-feira com hora marcada no shopping Porto Estrela pizza de queijo com à serrana.
            Com mais dia para os de menos dias: Já saindo do apartamento do ex-tudo ela, peralta e tatuada beija-flor na virilha, viu o vizinho sorrateiro ali se mandando para o elevador desconfiou por acaso talvez tenha ouvido e chamado a polícia, aliás e etc. Sendo que também nem deu tempo de alcançá-lo e ela, habilidade nos vinte e seis anos, se precipitou escadas abaixo desde o sétimo andar na corrida coincidentemente sem saltos altos e aos pulos que era desde garota uma boa desportista esportista praticamente atleta do triatlo.
E vejo com estes olhos desmesurados que alguns dos mortais mortais recebem mais benesses benefícios beneplácitos benfeitorias e jetons bônus, mais namoradas lindas e carrões, jatinhos e embarcações, nomeações de herança, viagens ao exterior, estudos de alta diplomacia, paro aqui. Tudo bem que outros estejam como eu no mesmo barco na mesma canoa na mesma peça na mesma pesca, até porque assim esses devem também estar pensando o que eu digo. Olhem pra isto! Mais diáfana Ana Paula e, lenda que espera que continuar, assim mesmo assiste Nova Prata, quindim, Juazeirinho, doce de caju, Bela Cruz, pão de queijo, Santo Amaro da Imperatriz, sapupiras-do-igapó, Penedo, violão aprender a tocar violão nas tardes das às 17h e 30min duas vezes por semana de preferência sem chover sem gear.
            Com mais dia para os de menos dias: Embaixo de repente no saguão ela, abstêmia e sem o que ponderar, chegou atrasada esbaforida reduzida e já estavam lhe aguardando apreensivos uns homens e tais e quais. Ela nem deu recurso para diálogo discussão alguma e sua arma funcionou atirando no vizinho assombrado na recepcionista apalermada no boy desassossegado no segurança eventual que este já havia acionado a polícia. Ela teve que conter o gasto das balas quer dizer e pelo menos uma em cada cabeça e sentença sendo rápida certeira prática pedra automática todos cada um na sua vez e sem exceção por ordem de chamada. 
            O Brasil já foi escolhido por D e ainda assim pelos estrangeiros alienígenas boleiros turistas marqueteiros estudantes intercambistas que D é brasileiro. Agora somente está faltando acertar firmar comparecer com a grande maioria multidão dos tupiniquins. Olhem pra isto! Hoje agora agora mesmo sorrindo, empatia, os olhos contentes e riso rabo de saia, cobre a boca à força de emoção que lhe pulsa a partir obviamente do espírito, como os rios as árvores a repetição idêntica dos sons os braços abertos com o advento dos discos voadores na Chapada Diamantina e ilha de Colares.
            - O vento que move incondicional o mundo porém mas é incrível.
            Até acho comigo que D aprende com a gente os templos ecumênicos e é melhor Ele ficar mesmo neutro ou escondido ou sossegado ou natural. Olhem pra isto! E antes de Ana Paula, diáfora, e depois vieram os rios os agacis o rio descobre o porquê de contar e recolher os peixes, bagres-de-água-doce, piaus, os tucunarés, matrinxãs... as praias, os ipês-de-flor-amarela, gaturamos-bandeiras, os papa-cacaus, tauatós-pintados... e ela se fará com o título episódio A Nova História da Lenda Ana Paula. Tá certo!
            Com mais dia para os de menos dias: Assim, solícita e humana quase maternal, ela correu para o carro ali estacionado na calçada da rua Cavacué frente do prédio coincidindo com viu os policiais finalmente chegando. Sem perda de tempo pegando os dois de supetão o fator surpresa já foi atirando exemplar saraiva sobre e sem errar entre os olhos onde nem os coletes careciam. E ela mesma caprichosamente ligeira e se mandou no próprio carro arrancando deixando cheiro de borracha queimada dentes apertados até mais ou menos uns 80 km/h sorriso de massa urbanisticamente pelas quatro pistas de ida da avenida Saguaraji e se mandar.
            Vamos a SP pelo caminho do tatuapé e, emboralá!, é maravilha, milagres, Gurjão, cipós-de-paina, papa-arrozes-de-crista-negra, estrelas-do-norte, Jijoca de Jericoacoara, colubrinas, Trajano de Moraes, almecegueiras-de-minas... A troco de quê?! Esquecer e uma palavra fácil de lembrar. Olhem pra isto! Um dia destes veio você, merecidamente estrelas dos olhos, veio o tempo o dia quente chover e ou interromper a onda as ondas a praia do Refúgio e na outra manhã você mesma nem emprego nem carro novo o horizonte a terra o céu o mar.



quarta-feira, 20 de junho de 2018

E Assim Eu Digo


            

            Cheguei esperei na janela parado olhando o tempo o clima a visão das coisas e titubeando, etc. Olhei três vezes o relógio 7:06 de pulso e 7:16 digital e 7:27 do dia 9 do mês 6 do ano da graça de 2018. E prometia que nada ia acontecer ou desaconselhar. A chuva caía e rolava com gosto e parecia coisa pensada madura séria, e coisa artística é a chuva. Chuva e sol patrimônios noite e dia da humanidade. O sol é foguista até o dia da criação. E nem nada a ver da minha parte, está claro.
            Esqueci rapidamente o carro serelepe no guarda-chuva inefável.
            O manuscrito compreender analisar interpretar, ainda achado... “Meu caro querido ex e sempre amigo... e nem dá mais para segurar esse porém rojão da filial contornar até a sucursal fingir de matriz, etc... se vou embora... é assim ou assado como outra coisa qualquer e inócua... então, t-chau!
            E até a próxima se D quiser e reencarnação ajustar, etc.
Assinada,
...a árvore que planta cresce.”
            Fiquei vendo vendendo as feéricas estrelas, pensando bem.
            Mas um dia desses acordei e fui merendar com meus fantasmas, figuras imortais do meu passado, e tal e qual passado pretérito perfeito, etc. Às vezes me dão saudades, outras quiçá e na maior parte são só figuras mesmo de aquário, de álbum, de painel. Para falar toda a verdade sinto mais saudades de mim dos lugares Jussari rio Fundão montanha 2002m do Itambé das tardes de domingo no balneário Retiro que desses aí. Eu preferiria almoçar fora refeição num lugar arejado barulhento, fazer o quê, mas eles preferiram a ceia noturna o jantar mais chegado, música ao vivo. Uma prima outras primas a prima de miçangas no braço no tornozelo quantas primas melhor e eu puder. São desenhos na parede amarelecidos formas esquisitas manchas da memória de mapas cadernos antigos rascunhos esboços ensaios esquissos linhas apagadas livros embasbacados roupas que nem se usam mais poeira poeirada polvadeira danças zé-pereiras que todavia nem se dançam conforme.
            Fiquei olhando a rua Capixingui como quem olha um terreno lavrado plantado crescer caju e abio e amendoim e araticum-do-pará e outros.
            Entrei pela cozinha sem anunciar sem bater, antigo casarão dos meus avós muito antigos, anoitecia na lenta. Um lampião a querosene preso pendurado à parede. Nem rádio. Uma coisa que também é sonho é viagem é aventura são duas ou três. O cheiro de bife e polenta na chapa do fogão a lenha pão caseiro marmelada de uva doce de abóbora queijo derretido bem tostadinho crocante sopa de arroz e café e fumaça. A boca do fogão iluminava a sua parte a lenha crepitava cada um no seu canto quase na sombra se mexendo o menos possível e sossegado.
            Comprei duas malas enchi e fui correndo para o aeroporto mais ao sul.
            Encontrei avó óculos de armação opala e fala mansa sonolenta meias bordadas e sandálias franciscanas de pescador nos pés. Comia no canto do fogão a lenha um café com bolachinhas maria. Quebrava a bolacha na xícara e com a colherinha papava aspirando. Ela costumava tomar café preto adorava de colherinha, demorava, chupava o líquido toda hora com ruído, compenetrada. Avô tomava chimarrão e olhava através da janela envidraçada o oiticoró carregado de gaturamos. Ou o verão. A área a cadeira de balanço o cheiro de flores do mato o vento o horizonte dos morros lá longe uma bombada e o olhar na distância rua Francisco Venâncio Filho bairro Sarabanda afora e ou adentro. A estrada a faixa a RS a BR que vai passar um dia quem sabe mas quando o governo quiser lá do alto do seu pedestal. O cão Avião, distinto e ilustre e preclaro e insigne e nobre e respeitável e eminente, dormia fingido entre os pés língua de fora nas chinelas pretas de couro cru fechadas na frente. Avó trazia a chaleira de água ferventemente quente apitando fumegando sentava na cadeira fixa tampa se debatendo sua preferida rente. Avô comia as refeições de carne de gado e bife mal passado de palmo sem osso sem acompanhamentos acompanhantes.
            Eu olhei o sol que depois da tarde em dezembro há milhões de anos luzes e os maracanãs-nobres gritaria pulando da ilha Grande no Atlântico para o continente serra do Mar mato da mata atlântica.
            Depois veio a prima Aráquis, que eu adorava, que eu vira nua uma vez na sua casa tomando banho, que eu erguia as aleluias para o céu, pela porta aberta sem querer e casual e visual. Não tinha pelos e uns dois botões tenros que tentou esconder. No mesmo dia nos tornamos muito amigos e ela acabou narrando tudo pra mãe dela minha tia-madrinha que me deu de presente de aniversário um dicionário Aurélio. Queria sempre me ensinar brincadeiras que aprendia na escola bandeiras dos países e que eu nem sabia, uma vez. Prima irresistível prisma a tanto mais de 100 quilômetros por hora. Queria sempre desenhar e pintar margaridas, nuvens com cara de caravela, casas de chaminé fumegante, ema e filhotes, jangadas na baía de Todos-os-Santos, capororocas do banhado, losangos quadriláteros, saguis-caratingas, sóis que riam ou espetavam o cabelo amarelo. Queria sempre me chamar a atenção por qualquer coisa e ralhava. Coisas conspícuas. E a boca mais bonita e bípede e bicolor e bimotor e trilegal.
            A minha vizinha da esquerda não fala com gato cão mãe-de-anhã capitão-de-saíra embaúba-de-vinho e da janela cultiva lá fora mesma hora antes de sair todos os dias para a fábrica uma família de jacuruxis, por quê.
            Sempre e quem sabe tinha que ter ou até a estrada que fosse de terra batida e mais muito mais de ida que de volta, aliás, nem tinha retorno só partidas turismos turístico, etc. A paisagem sem ser a mesma as árvores se revezando se alternando revezar. Panorama repertório da janela do trem e que se desdobra em lugares simultâneos instantâneos passageiros e tem rio Reis Magos e quando se passa Muribeca e Escada e Igaraçu do Tietê e outra ponte. A visão de estrada fugindo entrando saindo e trilhas e travessias. Quem pular na fogueira da festa tropical como o macaquinho saá. A estrada tem nome as ruas o rio Moxotó as cidades as serras a montanha. E por onde se passa rua Coelho Neto. E ora eu corro de trem ou metrô ou avião, ora são o carro o trem o ônibus que disparam. O bom o simples e o aberto ao sol se renovam a cada pouco a cada curva a cada lombada e macio como uma aterrissagem de disco voador. E se tem sol ou chuva e tudo é bom e noite ou minas melhor ainda. A bonita, bonita, sapato agulha, sorriso largo, pernas aeróbicas, aromática e praticamente um alento e tanto. Quando prefiro por princípio entrar pelas ruas das cidades Pomerode andar ir e voltar dentro da teia da rede da trama íntima da municipalidade da Ilha de Itamaracá. Exageradamente e como galinhas os automóveis seguem o leito a vala comum rumo de casa. Já na estrada tem outras coisas e objetos e feiras livres, por exemplo. Cada coisa estranha que se chama de aventura. Nos mudamos para a rua Henrique Martins bairro Puava, simboralá! e como a minha alma a minha palma de todos de nós. E cada passagem com seu passageiro sua paisagem e está bem assim.
            Meu cão Guita bicho de estimação engordou 6 quilos e não quer passear de coleira e diz que nem prefere e justo cabeça torta me olhando um olhar humano late acoa ladra porém entende o português brasileiro.
            A prima tinha carnes olhos boca sorriso risos cabelos principalmente também sabia tudo. Eu já sabia que ela sabia assobiá como o sabiá-laranja. Eu sei que ela já sabia tudo de vestir e pentear e assistir novela e passear no shopping. Eu gostava da prima como continuo gostando também gosto das águas das árvores das ruas das praças igualmente do parque Goiapaba-Açu das tartaruguinhas pitiús-aiaçás nascidas e criadas e protegidas junto às praias e águas doces do rio Negro. Nós gostávamos preferencialmente de uma árvore cedrorana e até subíamos nela de manhã de tarde e procurávamos alcançar os tarumãs, azedinhas, jabuticabas, pitangas... Tinha praça com acampamento aueicoma tinham canteiros do jardim tinha estátua tinha árvore casca-preciosa ornada com enfeites de fim de ano. Prima em atitude diferente, habitante deste lugar, acha tudo e não esconde nada, obedece a tudo o sol a lua a chuva e mora na praia nas manhãs nos fins de ano areia branca e tudo e o mar vento garapa roupas leves flor de maracujá-branco no cabelo. A estátua tinha posição de soldado embora nem fosse marinheiro nem general e ficava ouvindo os frequentadores escutando sempre em silêncio estadual seja no dia do carnaval ou qualquer outro festival charangas farândolas zabumbas comícios. Existia um alagado uma lagoinhazinha procurando ninho de quero-quero procurando traíra sapo rã ovo de saracuraçu pisando no molhado no barro procurando flor de gravatá cravo-do-mato procurando ainda. Quando a prima tinha 8, 9 anos eu tinha 8, 9 anos de idade. Parecia que ela tinha 12, 13 anos de idade e eu uns 6, 7 se tanto. Era de cabelos longos e fofos e ondulados e eu tinha prima para o resto da vinda. Porém nem todas as primas são iguais e transparentes. Ela era sem dúvida desigual e airosa. Feira de frutas sumo de polpas coloridas e água na boca e sem escolher o ano mas aí por novembro dezembro. Fomos na praia de Candeias e Jaboatão dos Guararapes e ela sabia fazer casas ruas quintais e sumir água do poço no mar. Depois lembrar olhamos o mar com espanto demoradamente o mar o navio o céu o vento mareiro a nuvem gaivotas pandorgas o sol o navio as cores se pareciam e em si misturadas.
            O verão traz do mato umas frutinhas que quase ninguém conhece mangaba pitomba cajá araçá guabiroba e assobios e pios de inhambu jacutinga mutum seriema.
            Vieram. Um tio contemplativo que queria ser monge budista vegano mas ficou muito mulherengo língua comprida saci-pererê e babando. E outra prima que não gostava de brincar mas escutar núbil as tias falando de tudo um pouco de maridos modas filhos compras namorados vestidos baladas e lia minha palma no original um caminhar andar rebolar cabrocha atualizado para os dias contemporâneos e uma alma intransferível. Um primo que saíamos juntos para as matinês do cinema das festas dos carnavais no clube Ibura para as conquistas das gurias das paróquias e capelas e povoados e sítios e balneários e cabarés. Meu tio que matava boi com uma arma branca especial facada sorrateira até o cabo. Minha tia muito forte, acomodada, sempre sentada respiração ofegante riso comprido solto alto atriz. Ninguém até hoje consegue imitar a água imitando a chuva a água o rio Itacanoeira a cor verde a prima a atmosfera da primavera o raciocínio preciso dos cavapitãs vespas. Dois quadros na parede que já não se pareciam com avó e avô e cada um no seu quadrado moldurar dourado. Um time de futebol com tios uniforme completinho, se diga de passagem!, e primos e parentes e aderentes próximos. Uma festa de casamento na capela dos Três Mártires um sábado estrada da linha General Osório uma manhã uma festa do sol dos jerivás das espelinas dos anambés-brancos-de-bochecha-parda um casal de tios tirando fotos antigas com risos e deboches dubla de violeiros duelando. Os olhos elétricos de chope colarinho batatas fritas conversa jogada fora e fuzarca folia farra bagunça bruaá. O dia a manhã a tarde da festa jogo de bocha e soneca na sombra do jatobá. Minha primeira foto conhecida salva do naufrágio do incêndio dos achados e perdidos das mudanças numa festa de padroeiro São João Batista com corrida de cancha reta gineteadas e mais torneio de futebol na manhã e tarde de céu e puro e cristalino e neopratense.
            Aparece uma árvore curuiri uma nuvem paralelogramo uma casa de singular colecionador uma ideia geralmente e seus representantes no congresso reclamar pedir dissertar sugerir objetar censurar.
            Um dia na hora tal local igual cheguei e pensei: será Aráquis que uma vez um dia um futuro fará uma obra-prima e de arte para o mundo uma invenção com o nome numa praça numa rua numa escola? A prima caminha até o espelho e para na imagem refletida. Imaginou o sol na estrada com paisagem à vista, etc. Fazer turismo em Amazônia Legal, tá certo assim!? Ela mesma natural em desenho animado. E muito olhava para o horizonte dos olhos azuis. Onde desembarca lugar o trem o barco e até o avião? O seu mundo de expansão. Falar bastante dos rios da direita do rio Tocantins, então! E o sol perguntou se desejava mais alguma coisa, enquanto isso.
            Olha onde o trilhozinho acostumado uma formiga caminha, outras formidáveis formigueiro vão atrás determinar, lugar que dá perninhas apressadas de formigas, onde uma formiga antenas ligadas volta e meia tenaz aparece.
            Ao se despedir ensolarado alotador proverbial no murmurante carro de bois, gavião-puva flor-de-carnaval sapota jurema-da-pedra maria-mole, o sol se lembrou lembrar de algumas coisas, falsa-erva-mate aipo-chimarrão bucha-dos-paulistas capitiú, e deixar deixou estrelas prometeu no dia seguinte variar invariável os seus golpes mas nem tanto. A lua mora na noite que quiser. O sol longe as estrelas fixas arrebóis. A lua salta da copa do araribá-branco. O rio Pajeú hidráulico. E quando eu conheci o mar tinha onda duna praia mina vendedor de chapéus e vento nordeste. Depois a minha prima na rua avenida Caxangá e de bicicleta. Saiu aquele dia concedível e entrou aquela noite inexplicável inalcançável.
            Depois do diálogo pronto sem compromissos ele ficou arbusto ingá-de-fogo foi na entrada e saída de uma loja de sapatos bolsas e camisas e ela aconteceu erva maria-gomes.
           


terça-feira, 29 de maio de 2018

Como Encontrar Um Tesouro


            
           
            Viajar o mundo todo e achando cada coisa: E uma noite de lua e estrelas e corujinha-orelhuda e vaga-lumes e grilos e sapos, e para mim. Voz musical cantante simplesmente nuvem e também perita. O sol toda a preguiça silenciosa levantou para receber a manhã parecida. Uns seus pontos turísticos brilhantes no rosto na testa no cabelo principalmente nos olhos no olhar. Esguia e seios impulsivos e a tarde de luz dourada singular.
            - Ela tal olhava longe lá longe talvez sossegada demais, a que horas?, talvez nuvem, abelhamirim, saíra-guaçu, Nonoai, Itapoá, apurinã, uliia, alfazema-brava, etc. Começava já a estreitar a casa.
            Esquecer o tempo o dístico a arquitetura: Arte de obra de arte nova, eficiente, fora de série, suficiente, carinhosa, querida, e dos cabelos lisos longos sem joias pretos brilhantes. Uma experiência excelente. Colorida e humanidade. Olhar magnético e diferente. Cantarolava em flagrante intimidade amizade religiosidade com o bem-estar. Riso angular. Feições proporcionais e reservadas. Jeito de ser pessoal e sorriso de esquina peculiar e a tatuagem de flor de alecrim-de-são-josé no antibraço esquerdo lado de dentro.
            - A guria se chama e já se nomeava cidadã tal e qual Guajiçara. Ela chegou a casa à tardinha.
            Deuses deusas ou mistérios ou templos: A brisa nos olhos nos cabelos na cara a temperatura a paisagem das coisas a velocidade livre trissar das andorinhas. Carta ofício relatório minuta nota mensagens aviso convite. E a 8 de novembro ela voou para Guaxupé ou Novo Cabrais ou Santa Clara do Sul em o Continente de São Pedro do Rio Grande do Sul, isso mesmo. Um sol forte com raras e oportunas nuvens e aviões comerciais convencionais. Praça Tubal Vilela, sambaíbas, perobinhas-do-campo, xurus, pica-paus-fura-laranjas, canelas-braúnas, em Uberlândia, Uberaba, Triângulo Mineiro. Como o trem puxado vinham juntas como a cauda as perguntas as respostas como quê.
            - A Guajiçara passeava com a bíci pedalava com habilidade porque sim com elegância da qual se tiravam dois espelhos retrovisores com fitinhas de tecido coloridos amarradas aos suportes. Aleia de frutíferos buritiranas e congonhas-amarelas e magnólias-do-mato na rua 13 de Maio e sufragar votar eleger. Confiava nas árvores nem pensava displicente mas acreditava em tudo.
            Uns casos de sorte coincidências acaso: Já cruzou perto de casa a rua Bartolomeu Bueno da Silva para apreciar pão de sonho e café solúvel aroma em a padaria Puri manhã breve bem cedo festiva 7h e 22min, andando. Viajar na janela de filme de trem maria-fumaça e tais e quais os ingaxixis os junquinhos a Candelária a Itaiópolis os pirarrã os bizogues os itapemas, e adivinho intérprete artista. A noite estava estrelada o dia claro nem chuva em vista prevista fez calor amanheceu ela foi caminhou e solta simples aberta decidida e durante a rua Ilmo. Sr. Dr. Manuel de Oliveira Lima até a loja Jamamadi na montra e os pássaros incidentais cantavam com gosto chora-chuva-de-cara-branca arredio pomba-rola saurá... e sem compromissos.
            - Vou ser uma craque do vôlei das telenovelas quiçá das passarelas! - consigo mesma pensando nos que nem acreditavam no seu potencial na sua vontade de ser que sempre achavam que ia desistir e outras coisas chatas nervosas.
            Paciência e resiliência e deparar os discos voadores e ensaiar a magia: O olhar sempre macio quente verde musical infinito. Formava no cabelo penteado uma espécie de aritmética ou artimanha ou redondel. Nem viu a uva-do-rio-apa, passavam as nuvens altas, as paisagens sacudiam os verdes, um perfume sabores de sucos, um carro velocidade constante na rua Itapiru bairro Guarani em Novo Hamburgo, etc., as pessoas já assistiam tevê na terça-feira, um cavalo tobiano pedalando a bíci pedalar, a lua novinha em folha volta e meia aprovada dentre as copas das árvores juncos-bravos e disse:
            - Mmãe!
            - Hum!... Que é que foi ou será?
            - Por que a Mmãe ganhou flores e frutos e o buquê com um vaso de vidro azul azulado trabalhado e tudo?
            - Porque é dia das mães, é.
            - Eu queria ser mãe como quase todo o mundo e cada uma cada tal e qual, então!
            As figuras de legenda de quem e era uma idade na região do sertão da Farinha Podre: O vento acontecia com assobios e mais, e relâmpagos, e raios, e o trovão. Quando de passagem por Soledade e São Vendelino e Barueri e reserva avá-guarani e as cidades ficaram cobertas de nuvens e pesadas e carregadas de eletricidade. Os aborígenes naturais livres tapuias se compraziam dançar o sairé. Um raio repartiu os destroços os pedaços tumulto em pânico da atmosfera. O dia pediu água até a manhã seguinte, ainda choveu satisfatoriamente.
            - Largou... largou! - dizia decidida firme de si para si convicta e para as coisas que fizera que deixara para trás, mas onde como com quem por quê?, e nem queria ter mais pensamento nem saudade pertencer, etc.
            Nem vê que já outro dia um rio uma cidade diferentes uma vizinha nova: Agora nem mais ou menos dúvidas. Ela olhou para a paisagem em si. Domingo o dia todo pra onde ir a domingo. Parecia tudo dominado aforismo apotegma preceito máxima ditado. O sol da manhã contava as ruas a rua Cândido Portinari as árvores o barbatimões-de-folha-miúda madressilvas-verdadeiras as casas os automóveis os adultos com seus filhotes e ou mascotes.
            - E nem... me... pertence, pronto!! - seu pensamento calado, bem pausadamente convencida bem pensada, quando algo ou alguma coisa a superava no que nem podia ter ou ser ou conquistar ou merecer enfim que era de outra de outros e nem estava ao seu alcance, e se resignar.
            Olhar quatro vezes a paisagem possível e no entanto agora: Hoje mesmo seguimos viagem para Presidente Olegário e Carmo do Cajuru e Jacarecanga bairro de Fortaleza. É preciso fazer alguma coisa como se os astros fizessem marimbondos-tatus, sáurios, pacapiás, rua 3 de Novembro, itacibas, guacos, e contemporizar ladear ceder.
            - No surreal ao meu alcance tudo e prático e presente! - pensava acalentava adorava contemplava consigo onde somente a fantasia a lua as espaçonaves os rios a praia da Alegria os junqueiros-de-bico-reto.
            A montanha bichos de pedra por nuvens e ventos quadrantes: Evidentemente o sorriso mais brilhante esportivo divertir comemorativo. Olhos próximos cintilantes de luz dos olhos bonitos de se ver. Como ela a borboleta a ave a folha, nem podia perder o tempo. O lugar passava o rio tinha uma cidade estava ao largo o rio. Se conseguisse voar de canteiro em canteiro. Incrível mas o mundo era outro quando tudo estava já esquisito. As cores dos aromas das folhas das árvores da paisagem das beldroegas-grandes chapéus-de-couro sangues-de-cristo... O céu isso mesmo coerente. Voos e aos pulos, meditados. Àquela hora todos já tomados banhos todos estavam acordados. Era expectativa. E voava alada passarinho som se fazia superalada por si mesma e gostava do que via e inspirava, etc. Já brilhando havia 1h pouco mais e de existência. Às vezes o vento. Voo silêncio. Nem tinha família, ainda. Andava andava pelo ar e o céu de olho no sol amarelo. Algumas plantas selvagens pássaros besouros libélulas triângulos quadrados geométricos. Tudo ao mesmo tempo em toda parte, e consentido. Também os olhos pulavam. Simplesmente pintar as asas de verde um verde. E outros insetos bichos pessoas os transeuntes. Se conseguisse voar de costas acompanhada no dia seguinte suave na chuva um domingo. Subiu desceu ziguezagueou circulou. E navegando o mar era o barco a tripulante a passageira a bandeira plaplanante. E era o mundo inteiro e ela mesma, seguinte. Já ultrapassava das 15h e nem tinha comido nada nem ninguém. Um milagre e quede D perito milagreiro.
            - Eu sou uma profissional sideral da arte astrônoma rutilante luzente cintilante! - para nem cair nas besteiras tentações nas facilidades ou das nuvens, já batendo no peito em ideia fixa missão, certa do seu valor futuro mensageiro, e cometer umas asneiras e ir pelo caminho mais louco ou curto ou controverso.
            E regressar para contar a bem da aventura: Certa feita eu era um jabuti e saí certa vontade para aventurar o mundo, azular. Fazia sol e era engraçado. Eu vi o trem o trem passou por mim a mil, etc. O parque do Itatiaia. De noite passava as horas ervas aguapés aningas-da-água juquiris-mansos flutuantes coaxando coxando fêmeas, e cantar. Tudo próximo e qualquer coisa. As estradas cortando a geografia em Poços de Caldas e Paranhos e Lago da Pedra e tribo aueti e rua Conde de Afonso Celso, meditado seguro amadurecido abacaxi. Esse o rio tal aquela a planta fulano passarinho comadre mamífera e até os montes bichos de pedra tinham nome, justamente.