quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Lilás e Ano Bom (juvenil)


    

            A menina Lilás, muito tão galante formosa maravilha, pedalava andava de bíci pela rua Tupiniquim quando, desastre, caiu, baque!... batendo a moringa. No instante imediato nem viu nada, nem disse que não e nem que sim, ficou cega, tonta, flutuou entre copas de árvores, flutuou entre nuvens, e ouviu somente o ciciar dos marimbondos, chite! chite!... rodar na volta, zu-zuiiim!... No quê, e finalmente, morreu.
            Fatalmente mais pra lá que pra cá e enterrada entre raízes de taiobas e senes e mangaritos, sua alma de fantasma pálido, palidez de papel branco, branco como vapor de nuvem branca, se desprendeu do corpo, evaporou levitou e foi parar na lua cheia, na lua satélite, na platinada, lua redonda.
E a alma ficou por lá sete e oito dias e sempre hibernando dentro duma cratera escura e fria e deserta e assombrada. Tentando decifrar a charada do número pi. Procurando o começo do universo. Igual tevê fora do ar. Tentando traduzir os porquês.
Não, sim que interessante; sim, não que interessante.
Depois disso e tempo, embarcou de volta para a Terra num cometa de vassoura. Cruzou o espaço e, na montanha Pedra do Baú em São Bento do Sapucaí, desceu, aterrissou, tombou, pousou e se acomodou. A menina renasceu no dia primeiro de janeiro daquele ano ótimo novo bom ano e ano redondo de 2020.
            Nesse dia naquela mesma tarde se apresentaram doze visitantes parentes padrinhos tripulantes que eram a abelha iraí o peixe piapara o jasmim-do-mato pareciam os doze meses do ano o colibri-rubi o lagarto anijuaganga a vespa-de-rodeio a maitaca e como na foto de time de futebol seis em pé e seis agachados o tapira a planta sambaíba o macaco-de-bando o caeté-vermelho o lobo-guará e o gavião-couã sendo que uns vieram do oriente outros do ocidente. E chegaram de tão distante para conhecê-la e adorá-la e presenteá-la e servi-la e conhecê-la.
As casas nas cidades do mundo inteiro daqui da rua Raimundo Correia até a praia Pitinga e a ilha de Itamaracá foram enfeitadas com ramos de árvores flores engraçadas bandeirinhas de papel de seda de variadas cores e balõezinhos de encher de todas as cores e barraquinhas de feira de todos os tipos de doces e sucos e mangabas e abacaxis e gabirobas e pitombas e pitangas e guabijus... Se fez feriado, festa, carnaval, procissão, manifestação, ceia, luau, baile, forró, maracatu, boi de mamão...
Os visitantes contraparentes camaradas bem chegados fãs de carteirinha depositaram junto ao berço da bebê Lilás preciosidades como merengues, chocolates em barra, pamonhas, beijus, bolachas recheadas, guaranás dietéticos, castanhas-do-pará, pés de moleque, rapaduras, goiabas-do-mato colhidas na hora, puxa-puxas... E tudo bonito e acondicionado como um presépio de shopping center.
            Uma das madrinhas talvez a mais milionária, de nome Sambaíba, e boa contribuinte, respirou fundo olhou a menininha recostada na almofada, e falou, fotografou:
            - Talecoisa! Anuncio que aqueles que amam as coisas do céu obterão uma excelente recompensa.
            A menina Lilás da cor lilás, muito mirradinha e do tamanho de um coquinho de palmeira iatá, olhos tenros e saborosos, e sempre prodigiosa, aproveitou que tudo era para ela e caiu esfomeada no guaraná, nos canapés, sorvetes, quindins, brigadeiros, amendoins, nos acarajés, nos mandolates, jenipapos e tudo mais.
            Apareceu um visionário e sábio e esperto, de nome Lobo-Guará, para comentar e poetar:
            - No quê. A estrela cadente, que a trouxe, deusa, é um cavalo maior de todos, pelos fosforescentes, crina azulada, patas de ouro veloz.
            O inteligente profeta Lobo-Guará fez uma pausa, contou nos dedos até dez e continuou:
            - Uh! Você, nossa enviada, o segurou bem para não ser precipitada no espaço; esporeou o corcel ionizado.
            Já o terceiro dentre eles, de nome Tapira, nem se conteve, rechonchudo mais que todos, declarou e declamou e contou e dedilhou:
            - Eôh! Vieram estrelas, estrelas; caíram nas ruas, nas salas; e ninguém pôde contá-las!
            Agora a menina Lilás recebia outros presentes, os de brincar, desmontar, sacolejar, pipitim! lilitim!... e nem chorava, nem ronronava.
O Piapara, o cara estudado e viajado e que vivia muito bem mergulhado no caudaloso rio Aracoiaba, falou borbulhou trovou outra oportunidade:
            - Arrá! Você, nossa salvadora, ganhou um cometa e veio. A sua chegada nessa estrela de cristal, milagrosa e vespertina, fez a vida mais bonita.
            Após a novidade nem estar mais em a moda, os doze padrinhos e feiticeiras foram embora. Pegaram cada qual o seu caminho e retornaram pro norte pro sul. Desses tantos amigos e amigas que estiveram, e se foram, elas e eles interpretavam sonhos, acariciavam astros, eram adivinhos e grandes caçadores de cometas. Em vez de pescarem no mar no rio no lago na laguna, olhavam pro céu. Diziam que essa estrela de cauda caudata era sinal de boa coisa.
            Os doze profetas comerciantes do oeste do leste seguiram para suas casas lá longe, Poxoréo, Rondonópolis, praça Mauá, cada qual para sua morada de natural, Getulina, Sabará, reserva da nação carijó, rio Uatumã, sempre tranquilos e festivos e bonachões prometendo voltar voltar, ilha do Rodeadouro, forte Tamandaré da Lage e mesmo a aldeia dos aicamã.
Lilás era deixada crescer. Era isso, pois não?! Sim, era sempre assim. E outros quetais. Tudo como antes. E era muito divertido. Muito simples.
E olha o sol atômico no céu da manhã sem nuvem! Nem era lá, e aqui, um dia qualquer. E olhando assim, meuê-meuê, o astro de quinhentos milhões de anos parecia abrir um portal de ouro. Pensando bem, cada dia era um sucesso. Cada dia respira fundo.
            Um piscar de olhos e o tempo passou dez anos e um dia. Tudo calmo, a paz era eterna. O destino tal e qual.
A menina Lilás passeava pelo campo nem tão longe do Planalto Central, cabelos longos e grossos e típicos, olhos grandes e esverdeados, sempre olhando tudo ao redor, sempre decorando o nome das plantinhas e dos bichos que voavam nadando a uirapiana a mãe-do-sol o canindé a patativa... Era a terra de Goiás ou Mato Grosso, terras do sem fim de campo e mato, tudo tudo nos tons verdes o mucujê a murtinha o vinhático-do-campo a criciúma o papo-de-peru-do-miúdo a sumaré-das-pedras... tudo calor e chuva perto da noite, e tralalava assim:
            - Estou, estou, andando estou, olêeee!... é o campo de planos e chapadas e planícies, olêeee!... e que calôoo, olêeee!...
            Chegou perto de uma árvore no caminho e jogou:
            - E aí seu Recital?!
            O pé de árvore nem entendeu e devolveu pois já na dúvida:
            - Meu nome nem é esse e nem é Recital. Pode me chamar de Guaraperé, tá ligada?!
            A menina estava aí, enfim, saída da casca, independente da estrela crinuda que a trouxera do centro da lua. A primeira estrela apareceu, a segunda estrela também surgiu, a terceira estrela realmente pintou, a quarta brilhou, a quinta nasceu, a sexta estrela existiu no céu do entardecer. O céu se encheu das constelações desenhadas que alguns chamam de zodíaco.
            Aí a Lilás apontou o dedo e exigiu, discotecou:
            - E aí Recital! Como é o do zodiacal?
            A estrela apontada se converteu em diamante eterno raro lá no fundo do universo e respondeu de pronto, um pouco sentida, um pouco oferecida, um pouco elevada:
            - Meu nome? Meu prenome? Meu sobrenome? Hein?! Tá viajando, guria! Eu sou a Antares e na bandeira do B sou o Piauí. Entendeu?!
            O dia estava acordado com sol e mais vento soprando do sul. O sol ia no caminho de subida, por enquanto. Nem fazia frio nem calor, mais ou menos. Se ouvia se olhava o rio Retiro e a água corria velozmente. Sol bem bom de se curtir e até agradável. O ar de repente quente e esquentando mais quando o ambiente também parecia bem mais amarelo.
            Deus geral e comum. Pegadas soltas de animais livres. Canto de timbres metálicos de pássaros, saíras, papos-brancos, juízes-do-mato, bigodes, jubacangas... E cidades com múltiplos propósitos e conhecimentos, São Bonifácio, Telha, Ibateguara, Águas Mornas, Quipapá...
Lilás passeava tranquila, tudo que nem sabia o nome para ela era Recital, quando de repente, no quê, nem mais que de repente, surgiu, e bem a sua frente, uma preguiça-gigante e pré-histórica. Lilás quase caiu de susto, se segurou como pôde e se desviou pro lado. A fera foi atrás foi no encalço foi na persiga. A menina chateada, muito grilada, aborrecida, contrariada, imperdível, parou, se voltou e disse, assim, corajosamente, estupendamente, na lata, nas fuças:
            - Tô passada, tá certo! Hem!, sua Recital! Que história é essa de me pegar no pé, de me seguir? Será que nem posso brincar, ficar na minha e sossegar? Qual é, meu!
            -Tá falando comigo?
            - E tem outra inoportuna Recital em acá?
            - Tô com fome, nem como há um século, aí pensei que...
            - Que eu seria o seu almoço! Tá pateta, é? Tá doida, é? Caiu e bateu a cabeça quando era pequena? Por que nem vai comer plantinhas piri do alagado, um ex?
- Mas eu nem sei preparar saladas verdes e tenras! Eu nem sei comer pasto do banhado! Eu não sei pratos de verdura! Eu nem sei sucos ou batidas!
- Então, vá comprar sorvete de pupunha de maracujá-suspiro de açaí, etc., e assim por diante!
            Ouvindo isso, no quê, a preguiça-terrícola ficou uma arara, resfolegou, frerrrrr!... e partiu para cima de Lilás tentando agarrá-la com suas unhas enooormes e dentes caninos pontiagudos. A menina se safou escorregou baixando entortando montanha abaixo. E, então, começou uma grande ocasião de perseguição.
            Ali por perto da montanha Cambirela, em Palhoça, havia uma extensa, nem sei se existe ainda, uma enorme roça de mandiocas um mandiocal. Uma plantação longe larga e pontilhada aqui e ali de árvores da mata espalhadas tipo alecrim-do-campo mais pra lá um tento-das-campinas pra cá uma figueira-de-folha-branca e assim uma larga variedade delas. Mais predominava a roça mesmo de mandiocas e o verde do mandiocal. A cena se passava em frente por ali mesmo. Perto inclusive da cachoeira das Andorinhas.
            - Nem vou perder tempo com isso! - reclamou a menina.
Em certo momento a fera quase alcançou a guria mas, graças a um bom drible, a menina conseguiu, mais uma vez, enganar ludibriar e fugir. Melhor que isso, pois com o drible bem dado, a preguiça-gigante resvalou e caiu sentada na macega, sem fôlego.
            - Ai! ui! ói!... acho que vou morrer... cansei. Tô muito fora de forma... pra  essas carreiras, ai! ui! ói!... Olhe como disparou meu coração... ponha a mão aqui, sinta... Nem tô mais na idade, ai! ui! ói!... Como chama mesmo sua graça?
            A menina arredondou, pronto, os olhos para a preguiça-gigante e disparou o falar indignada:
            - Nem tente me conversar! Nem caio na sua!
            - Cansei de verdade... Vamos, ai! ui! ói!... fazer as pazes.
            - Não, nem confio em preguiça-gigante faminta.
            - Nossa! Que sufoco. Pra falar a verdade, ai! ui! ói!... nem tô nem com fome. Faz um pouco acabei de almoçar um pratão de salada de comandás e jambus e araçaís e folhas de bolaina. Custaria tudo 1 real à hora.
            - Então, por que insiste nessa palhaçada?
            - Sei lá. Acho que é força do hábito, um costume, ai! ui! ói!… que adquiri ainda pequena lá na serra da Capivara. Fui educada assim...
- Que comportamento abominável, horrível, desprezível!
            - Não, nem sou tão má assim. Vocês é que correm de mim, ai! ui!... e como gosto de manter minha fama... Até que sou mais vegetariana...
            Bem, no quê, a menina Lilás resolveu dar um voto de confiança à preguiça-gigante. Aceitou serem amigas.
            - Tô confiando em você! Vê lá se...
            - Fique fria. Quando prometo, tá prometido. Palavra, ai! ui!... de Embiara, a preguiça-gigante!
            - Sou a Lilás, prazer!
            Apertaram as mãos, sorriram, trocaram beijos, tepe! tepe! tepe!... e abraços. A menina indagou:
            - Você vive o tempo todo nesse mundo do cerrado goiano, nesse calor irregular, nesse bafão, nesse vento caloroso de forno aceso, é?
            - Já me acostumei. Vivo aqui desde altas eras. Quase que pertenço a esse lugar. E você?
            - Sou natural do sul, dos pampas, das praias, das serras, das coxilhas, dos alagados, nasci lá, vivi um tempo e morri...
            - Morreu? Mas...
            - Calma, eu explico, amiga Embiara. Depois de morrer, meu corpo descansou na terra e minha alma evaporou para a lua. Ali, numa cratera lunar, numa cratera com cara de cone invertido, me recriei rapidinho. Psicologicamente aprendi aritmética geometria trigonometria física nuclear astronomia engenharia bumerangue ioga... E voltei, voltei de carona numa cauda de cometa, uma estrela peregrina, que pousou de raspão neste pico da Pedra do Baú. Foi ali pela beira do ano novo. Renasci no primeiro dia novo do ano, entende?! Compreendeu?!
            - Que barato! Que sorte! Que aventura!
            - Foi uma loucura o meu renascimento. Vieram até doze madrinhas padrinhos, lá de bem longe, do sudeste do nordeste sul-americano.
            - Que chique! Você deve ser muito importante e uma das principais. Quem sabe a melhor a primeira. Quem sabe a protagonista.
            - Me encheram de vários e variados presentes e doces e guloseimas. Todos úteis, legais, engraçados e gostosos.
            - Massa!... Escuta. Você pretende continuar por aqui, pelo cerrado e Planalto Central?
            - Não, vou voltar pro meu sul sal sol. É lá que é meu lugar. Quero correr pelos campos, florestas, restingas e praias do meu rincão natural. Embora embora o frio o minuano a geada, e quem sabe uma neve.
            - Hum!... entendo.
            - Sabe, lá nem temos esse calor-calor. Há mais opções de temperatura, mais pinheiros-do-paraná na paisagem, tantas cidades de estilos variados, tantos morros e morrinhos que chamam de coxilhas, bastante grenal nos domingos de tarde, tantas pessoas tomando chimarrão na praça no parque - desabafou a menina Lilás.
            - Tem razão. Aqui é um campo muito desabitado de que quem nem se acostuma...
            - E de você? Cadê sua família? Você é daqui ou de Amapá do Maranhão de Sergipe?
            - Vivo particularmente sozinha e só e desacompanhada. Sou única nesse lugar. Meus parentes todos vivem em Lagoa Santa e Itajá mais arredores. Aliás, foi por isso que corri atrás de você. Você acabava de invadir o meu território meu ambiente sagrado meu lugar de culto.
- Sua possessiva compulsiva obsessiva!
            - Sei, e depois as preguiças-gigantes pré-históricas, de modo geral, têm um temperamento nervoso e antigo e arqueológico. Acho que nem nascemos pra conviver socialmente com humanos e bichos e etês. As preguiças-gigantes são muito grandes enormes e gigantes. As preguiças-terrícolas como eu, são muito imprevisíveis insociáveis. As preguiças-gigantes são muito dominadoras e indomáveis. Nós somos muito famintas e quase quase em extinção. Nem sei mais o que fazer.
            - Nem sei o que dizer. Talvez fosse bom consultar um psicólogo, um naturalista, um ecologista, um meteorologista.
            - Você acha? Você joga vídeo game?
            - Bem, mas por enquanto deixe pra lá. Vamos pensar no dia de hoje. Veja. Por acaso você, nessas suas andanças, nunca topou com um senhor chamado Anhanguera? É um cara já velhinho, às vezes nem tão bom, outras nem tão feliz... usa barba longa, se veste todo de pelo vermelho... anda se disfarçando de tudo que é bicho ou planta... já virou bugio já foi tatu-bola já se fantasiou interpretou um craveiro-do-campo pulou carnaval imitando um agrião-do-pará voa alto como um tanatau...
            - O tal velhinho que, dizem, torce pro colorado e que chamam de diabo velho? - perguntou a Embiara.
            - Sim, sim, esse mesmo. Gostaria muito de conhecê-lo e entrevistá-lo.
            - A última vez que o vi... bem, foi há três anos, quando tentei roubar uma comida da despensa lá dele.
            - O quê?! De novo?! Tá vendo! Por isso que nem tem amigos confiáveis. Você anda na calada da noite e pé ante pé, né, meu?!
            - É, foi mal. Anhanguera, se me lembro, ficou uma onça-vermelha e de brabo.
            - Que coisa.
            - No fim das contas a comida nem deu pro cheiro e pro meu apetite.
            - Pelo menos. Mas... mas será que você poderia fazer o favor de me levar até a casa do vovô? Nem precisa entrar, se você não quiser.
            - Tranquilo! Tudo por uma boa amizade junto de ti perto de ti e te vendo sorrir.
            Descendo descendentes do rio maior descendo no barco onde a corrente de água pertencida faz luz espelhos na superfície líquida e tal. Janelas abertas cortinas bandeira vento para o barco a vela. Ninguém ninguém ninguém (três vezes) tinha carro novo pra vender no interior do país. O rio é bom e faz parte desse lugar e avança morro abaixo. Como um rio deve sempre ser. Como a luz. E caminha. A praia com jacarés capivaras tuiuiús, saracuras... junto dos arbustos da montanha. E o barco pedala.
            Os  dois perderam um tempo entre o dia 18 e o dia 28 com as noites também. Para a direita do rio Ganhamoroba ficava uma localidade chamada Ceres, e para a esquerda outra nomeada desde sempre de Rubiataba. Mas nem entraram. No quê, encontraram um índio panhame na calçada da rua Tuibaé:
            - E aí, Recital! Vai chover logo ou já imediatamente agora mesmo?
            O índio panhame tentou negociar:
            - Carataí Panhame tem cestos chapéus esteiras de fibra de ouricuri para vender. Vai comprar? Vai levar uma? É bom e barato e quase de graça. Pra ocês faço desconto de 60 por cento. Uma pechincha! Uma ninharia!
            A caverna ou gruta ou loca, onde morava Anhanguera, ficava um ponto distante do lugar que se encontravam. Depois do mato das guariúbas, pra lá um pouco da região dominada pelos índios paiaiá. E desde a criação do mundo corria o rio Pomomba crescia a montanha do Jabre e cantavam esses e outros passarinhos que se precisava ouvir pelo menos uma vez a juriti a camisa-de-meia o uirapuru o tietê os sebinhos...
            O sol da tarde de verão mergulha de luz e estupendo. Chegam sempre uns sons que pintam e desenham e colorem. Os rios originais com barcos e navegações. E vamos navegando por aí mesmo. E se sabe se vê que o sol é engraçado mesmo, a lua, a chuva, as abelhas, as paisagens também são muito enlaçadas. Tudo insiste em fazer tudo muito remoçado de verdade. Uma hora ou outra a chuva cai das folhas das árvores pingando respingando e enchendo de enxurrada os lagos e lagoas banhados e arroios e poços.  
Para passar o tempo iam conversando e cantando. E nem se extraviavam do caminho. A menina dizia assim, no quê, decodificou:
            - Estou, estou, andando estou, olêeee!... com uma preguiça-gigante maior, olêeee!... no cerrado de Mato Grosso, olêeee!... canhada abaixo, olêeee!... cascata perpendicular, olêeee!... por aqui, por ali, olêeee!...
            Chegada uma tal hora passaram perto de um clube um enxame de bocas-de-barro abelhas de muito mel, e Lilás puxou papo, bate-papo:
            - E aí, Recital! Muito mel legal no dial?
            Uma delas abelha típica boca-de-barro ficou olhando pensando, respondeu zunindo:
            - Que Recital, menina?! Tá surtando? Veio pra comprar ou barganhar?
            Uma quinta-feira com nem tantas nuvens no céu, cruzaram a nado o rio São Francisco altura da ilha Massangano e descansaram dois tempos a seguir debaixo de um pé de batiputá. Bem, parecia ser. A Lilás foi tirar as dúvidas e ela mesma proferiu:
            - E então, seu Recital! Como te chamas verde em ramas e folhas novas?
            A árvore sombrosa e amiga olhou balançou no vento gostou sacudiu as folhas verdes e falou balançando os galhos ramos hastes brotos botões de flor:
            - Sabe, seria bom me chamar Recital, coisa e tal, gostei, é.
            Depois de horas, chegaram. O tareco de vidro e ferro na porta tocou, blim-blom!... e Anhanguera em pessoa as atendeu. A menina e o velhinho bravo se abraçaram, se beijaram, tepe! tepe! tepe!... como se fossem neta e avô.
            - Que maravilha, seu Anhanguera! Quis tanto conhecê-lo!
            - Igualmente, minha florzinha de barbasco. Que o céu seja lavado de chuva, e por dentro e por fora.
            Mas em relação à Embiara preguiça-gigante, Anhanguera nem teve o mesmo desprendimento e acolhimento e sentimento e momento. O velhinho vaidoso vestido de típico tradicional saiote de penas arazoia a olhou com reservas. Lilás explicou a situação tentou botar panos quentes, argumentou:
            - Olha, seu Anhanguera. Eu que insisti para que a Embiara me acompanhasse. Aliás, ela quer lhe pedir desculpas pelo que andou fazendo no passado.  Nem é, Embiara? Fale!
            - Exatamente, seu Anhanguera. Me arrependo de tudo que fiz, principalmente ter tentado roubar seu prato favorito de pequis. Sabe, eu mudei, estou mudando, a Lilás vem seguidamente me orientando me ensinando me polindo.
            - Bem, deixe pra lá. Vocês querem entrar? Entrem! Temos sobremesa de caju com a castanha bem torradinha - foi convidando o convencido barbudinho.
            A casa do Anhanguera era uma lapa normal e limpa e escura sem luz elétrica sem confortos modernos e outros entretenimentos urbanos. Nem tinha nada de enfeite que ele nem pensava nisso. Umas esteiras tipo tupé para se recostar e olhe lá. Uma fogueirinha ali para esquentar um pouco o interior da gruta. Umas pedras grandes escovadas conforme para sentar se acomodar.
Lilás e a preguiça-gigante ficaram um bom tempo comendo a tal sobremesa. E olhavam as paredes e ouviam o velhinho falar suas aventuras pra lá do outro mundo do outro tempo etc. Também nem mexeram em quase nada que nem havia nada para fuçar. A menina colocou:
            - Seu Anhanguera, sei que é cedo, também um pouco de indelicadeza da minha parte, mas... será que poderia lhe fazer um pedido-pedido?
            - Sei. Que foi, florzinha de taiuiá-de-cipó?
            - Bem, por lá, pelo sul inteiro, pra eu dizer a verdade, nem temos muito esse espírito mágico de nos transformar em bicho ou árvore, quando necessário. As noites andam em baixa, muito futebol e pouca mágica. Será que o senhor, com suas feitiçarias e boas pajelanças, nem poderia me auxiliar? Gostaria de transformar os dias e noites pacatos em dias e noites divertidíssimos.
            - Hum!, legal. Gostei de ver. Que bom que você se interessa por isso. Vou lhe ajudar, e com fantasias novas.
            Anhanguera foi lá num outro cômodo do buraco, se demorou um instante, se demorou dois momentos, pareceu entrar por passagens secretas, fendas secretas, escadas secretas, paredes com ouvidos, corredores secretos, armários secretos, sótãos secretos, pedras secretas, chão de alçapão, poço profundo, e na volta trouxe um vidrão com resina supersecreta e ultrassecreta e megamágica que logo explicou, declarando:
            - Veja. Nesse frasco liso se encontra um ótimo e estonteante espírito carnavalesco. Pode levá-lo, é totalmente eficiente. Use-o como perfume e bastará.
            - Ah, obrigada! E é da minha cor, lilás.
            - Eu mesmo o fiz. Sabia que você um dia viria buscá-lo. Nem tem erro, é pra alegrar todo o ambiente a sua volta.
            - Mas como adivinhou que eu viria, seu Anhanguera? Alguém avisou? Os entes apitaram coisas pra lá de secretas e confidenciais?
            - Os astros, minha flor da purga-de-pastor, os astros. Você voltou na estrela que um dia fora a estrela guia. Estava escrito até nos olhos da avezinha maria-é-dia. Estava escrito nas penas irisadas bonitas do tuipara-estrelinha. Essa poção foi sacralizada por todos os sábios e astrolátios e pajés do mundo. Estava previsto. Estava escrito de dourado nas estrelas e nem só nas estrelas como nas asas dos tiatãs. Até nas folhas tenras verdes da fechilha, nas escamas do rápido tambaqui. E em todo lugar que se olhasse.
            - Nem sei o que dizer... sem palavras... vou emo... pi-pi-pi!...
            Após, depois e mais tarde, a visitação se consumou e acabou e Lilás e Embiara se despediram do velhinho Anhanguera o tuntunqué, e abraços, promessas, fotos, beijos... e saudades antecipadas.
            E isso que nem que era bom; e isso que sim que era ruim.
            As duas amigas caminharam, andando devagarzinho, e já iam bem distantes da loca de Anhanguera. As duas melhores um bom tempo conversando, chegaram a um ponto, pararam. Lilás resolveu se despedir também da companheira maior:
            - Bem, Recital, devo ir. Hoje é meu dia de partir e repartir.
            - Mas já? Puxa, logo agora que estava me acostumando com uma amiga!
            - Você fará amizades com outras pessoas, bichos, etês, objetos, sonhos...
            Então. Uma foi para este lado, a outra para o outro. A saudade já apertava o coração de ambas e uma e outra. Ainda se voltaram, olharam, abanaram, riram...
            E Lilás foi descendo um morrinho, pegando uma estrada, jornada. Ali os lugares de Trancoso e Cedro de São João e Arraial dAjuda perto de Porto Seguro. Mais lá uma Colônia Leopoldina e a lagoa de Marapendi. Era tudo assim e outras coisas mais. Mato e arvoredo das tais árvores predominantes as aimarás na serra dos Aimorés. Lilás procurava nem pensar na separação dos amigos das amigas, e entoando, descolada:
            - Estou, estou, caminhando estou, olêeee!... nem posso parar, nem quero congelar, olêeee!... voltando pro meu ninho, olêeee!... é lá que é o meu lugar, olêeee!...
            O barco é mais lento que o trem. O trem é mais seco que o aeróstato. O aeroplano é mais caro que o auto. E o drone é um avião não tripulado.
            Já um sol acordou mais cedo e em mais um mês e março em meio da semana 12 o dia quinta-feira 2003 o ano.
            E tudo estava ficando cada vez mais aconchegante. No quê. Tudo tão bonito como uma tarde ouvindo histórias da avó na varanda da casa da vovó. Verão comum, ainda bem! Ou de-boa passear de bíci no porto de Suape, na praça Tapirapé. Ou ainda como subir em jabuticabeira carregada de jabuticabas para colher... ja-bu-ti-ca-bas.
            Por isto isso aquilo e nem muito mais.

domingo, 24 de novembro de 2019

Ainda há o que vencer


           
           
            O sol espia a janela da frente e o que está para dizer. Caminha mágico candidato vê fácil sintoniza que o universo já sabe. Pois a jornada acontece nasce também e mecanicamente lentamente praticamente. Sendo que às 8h na sombra já acontece bem límpida a temperatura 22°C. Aparece indo sabendo o astro de tudo do nada ao todo e por onde anda e por onde deve andar. E assim por diante!
            A história de beltranos pássaros já inspirada na revolução de sicranos passarinhos que se basearam em as teorias de fulanas aves. E nada!
            E como isso pode e deve ser explicado e definido é diferente e particular. Ainda bem!
            Quem aconteceu primeiro no tempo no espaço, e ambos casal os dois dupla juntos parelhos abraçados, e sol e lua chegou primeiro também nem importa. E tem que ser. Já cedo havia convicção dos tais e quais diurnos de calor e ou chuva. Até pagando o mesmo ordenado. Quando as estalactites encontram se pecham com as estalagmites surgem se formam as colunas. Outra vez!
            Os pássaros desceram em tobogã arco-íris para povoar provar a terra e muitos outros lugares escolhas, Fraiburgo, Lebon Régis, Duas Barras, São Roberto, largo dos Guimarães... Nem precisava. Eles vieram das estrelas, dos sóis, das nuvens, via láctea, dos planetas sem nome, das nebulosas, das diferentes luas satélites. Nem precisavam. Encontraram na terra o motivo para se reunirem em assembleias agremiações congressos passeatas sindicatos ninhais times festejos do terecô em Codó... O arco-da-chuva um dia foi perdendo as cores, esquecendo, desbotou, desperdiçou tudo, secou e foi recolhido. Mas nem precisava. Os pássaros nem puderam voltar, ficaram presos na terra, nem quiseram nem necessitaram revoltar. Aí, posto que agora mesmo, com o meio ambiente... Pois nada!
            Temos dois sóis; um que voluntariamente se joga e outro que fabrica, um que se autodenomina e outro que convence. Veja só!
            Quando como o sol é elemento constante poderoso resistente driblador e de altas temperaturas bastante elevadas, o clarividente iluminado. Desde quando desde sempre e sujeito e precioso. Amanhecer em Heliodora ou Natércia ou Amparo pão na chapa café com leite bolo de fubá bolachas-d’água-e-sal broa de trigo doce de quindim. Seja lá ou aqui como for. E o ouro pouco a pouco está vai se refinando retificando reedificando. Nasce em Lupionópolis cresce em Rio Branco do Sul trabalha em Frei Rogério namora em Pinhalzinho mora em Cafeara. Desde antes uma vez até nunca acabar uma calma que captura. Durando e desde certos tempos, continua andando e convencido a continuar. Distinto até demais. Moeda sorteada cara brilhante que acredita em si sobre si acompanhado de si mesmo. Em nome dos das demais!
            Asas de todos os matizes, pipiras, marias-viuvinhas, foguetinhos, saixês... aves que voavam preguiçosas caíram no mar e aprenderam a nadar como peixes e de todos os tamanhos velocidades cores. Então se sabe, há muitos peixes descendentes de aladas cansadas preguiçosas singulares embaraçadas sedentas de voar. Como tirá-las tirá-los do transe? E à orça aproximadamente!
            Temos aqui mesmo duas cores de caju, impreterivelmente; uma mais verde de fruta, outra mais madura de amarelo. Que bonitas!
            - A sujeita quem dissimulou a songamonga por conta própria.
            - Por conta própria o sujeito quem dissimulou o songamonga.
            Uns outros alados mais pesados gabaritados começaram a caminhar andar pela terra pico do Itajuru e se fizeram humanoides vermelhos, amarelos, pretos, brancos e miscigenados emboabas. Desses, uns números cálculos quantos nem evoluíram tanto e acabaram sequer aprendendo a falar desenhar atuar rir contar comer com talheres e guardanapo. Embora continuem a habitar a epigrafar a expor a definir a demonstrar a exemplificar a instar a concluir. De manhã cedo e como bichos domésticos domados domesticados torcedores automáticos estimados vão ao serviço percorrem as ruas a avenida principal Marquês do Herval o zoológico Almirante Alexandrino a EEEF Francisca Júlia da Silva o horto Magalhães de Azeredo a plateia do teatro Ernesto Nazareth a periferia de Vinhedo... E partem no carro no barco no trem no caminhão em helicóptero no jatinho alugado. Ocupam manobram dialogam as porcelanas cristais troféus diplomas numismática retratos quadros os aplausos. Para quê?!
            O deus solar ensolarado semelhante a uma espaçonave cheiro acolhedor voou correu agarrou nave espacial tornou subiu chegou abriu tratou imaginou pegou e preferiu falar do por vir do horizonte do cenário do panorama... Contou os relógios pulseiras anéis botões cintos colares e fez pensar sorrir rir interpretar. Sendo esta sua casa real organizou catalogou protegeu religou. Que quase quase talvez nem ocupa espaço no etéreo espaço espaço celeste. Totalmente distinto!
            E cada parte do dia, desde muito estabelecido na constituinte sob o rigor dos constituintes partidários, vai e volta e longos períodos de aclimatação em ambos os lados. Aparecendo no dia seguinte com os bolsos cheios de dinheiro barganhado lucrado. Também tudo que se sabe e sempre se quis. Ou se pensava que queria e fosse certo necessário justo. Igual a tomar banho comer nas refeições escovar os dentes trocar de roupas escolher uma cor preferida. E é exato com o dia a dia que o ouro é buscado e recolhido sendo procurado. Às vezes são dias e noites longos de braços compridos pescoço pés mãos discursos sonhos dedos dos pés das mãos compridas. Sendo que tudo depende profundo do sistema uma engrenagem um conglomerado de contingências titulares ou na reserva. O sol e a lua são 24h diferentes em muitas coisas. Pra ver se animam!
            Por alto os passarinhos que continuam a ser os tais e quais colibris, orocas, ribaçãs, almas-de-gato, picuipebas, maracanãs-nobres, anambeúnas... Se distraem tanto que nem trocam de penas plumas caudas pernas endêmicos bicos cantos firulas endereços parceiras. Uns voam na costa do mar de Monte Alegre do Sul ou São Raimundo do Doca Bezerra e dos rios ciliares galerias restingas gamboas junto de Peritoró ou Serra Negra, outros dentro do mato capão e nem poucos nas cidades urbanas densamente povoadas Nova Friburgo ou Aldeias Altas parque recreativo Alberto Nepomuceno praça Luís Murat alameda Elias Lobo... Divididos entre grafiteiros e pichadores ou bicicleta e pedalinho ou ônibus e metrô. Verdade que sim!
            A tarde de sol estava muito poderosa alinhavada e com muito calor. Onde já se viram coisas assim? Parecia que a chuva para os lados de Jenipapo dos Vieiras e vale do rio Mearim custaria já uns 500 mil reais à hora. Com ou sem guias autorizados loquazes autóctones. E assim pelo estilo!
            - Foram para o convém!
            - Sou parte da saga impressão!
            Esses alados, proclamando e anunciando, bandos de centos, vocalizando e declarando, mais espécies locais, exclamando e declamando, em boa medida em boa onda compartilhando espaço experiências socializando na mesma integração informal. Todas as aladas como as árvores e folhas imbuzal extenso aglomerado de imbus abiorana-guta caranaí-do-mato tauaris babaçus marajás-da-vargem... e sons tocando instrumentos com as brisas. Entre outros itens marcas logotipos debêntures cabedais ou posses materiais. Berçários de rios ribanceiras e fontes os mananciais. Seguro que sim!
            Temos dois lados do rio Itapecuru; um leste com a cidade portuária de Jesuânia, outro oeste com o município entreposto comercial Lambari. Pois vai ver!
            Quando ir, como chegar lá, o que fazer lá, onde ir? Milênios sempre depois, burburinhos caçoadas piadas beliscões murmurinhos. Se liga assim!
            Há umas variedades próprias apropriadas, em hoje em dia e mais diante, de naves aviões para sobrevoos de reconhecimento pesquisa espionagem namoros todos da estação do verão da nação da primavera do bairro Estácio e de Valinhos e de Barra do Corda... Há grande variedade no tamanho cores trabalhos incluindo mesclas listras mamelucos. Há também e ainda variações próprias de temperamento personalidade origem necessidades trabalhos. Se nem casarem a tempo produzirão uma nuvem ou uma falta de flores que logo logo prejudicará o andamento o desenvolvimento das abelhas e beija-flores coletores de pólen néctar polinizadores. Esses aviões furacões gaviões só pensam no show aéreo esquadrilha da fumaça antítese contraste oposto contrapartida. E treinam muito nos aeródromos particulares anteontem pré-históricos vice-secretários. Portanto e já avisando os incautos, bem casados casadas podem sustentar o poder de pechincha por até 150 a 200 anos ou até mais de idade. Além do mais!
            - E o sol pede de quê?
            - A lua recolhe pra onde?
            Se percebe então aí sobre tudo um céu que se convencionou chamar de céu celeste. No mesmo lugar no mesmo instante onde passam as andorinhas os ventos as nuvens as miragens os pensamentos das tribos macurape, aracadaini, boimé... que sucedem e estão dormindo ou acordando discos voadores asteroides bandos de papagaios-poaieiros. E é o que se vê. E também os que passam mais longe e até. Agora mesmo!
            No astral, e para além da estratosfera, já aparecem seres de todos os quadrantes que se transformam em  divinos extraterrestres. Os platinados nem têm um corpo possível a olho nu, nem são isso nem aquilo, são mesmo nada bem invisíveis metamorfoses improváveis indetectáveis simulacros. Podem se movimentar para todos os lados, apesar de preferirem o céu noturno sem chuva o anonimato a transparência a velocidade da luz. Capazes de processar várias informações simultaneamente. Têm os sacis os santos os juruparis e os deuses deusas, conforme a graduação de tempo e de recompensas e de procedências e de linhagens e de consistências, e de braços abertos familiares. De repente nem se acredita!
            Domingo animado pois o sol alinhado acordou brilhante e cedo e circular. Passaram todos passam os passageiros pelos tantos portais arqueados na velha cidade de Castro. A rua Lúcio de Mendonça e o parque de Campo de Santana estão inchados cheios e repletos de turistas mochileiros carros de praça vendedores de tudo que se possa imaginar, meias, calças, bermudas, mangas bufantes, óculos sem cristais, poás, godês, evasês, cintos, chapéus, camisas de times de futebol... O que fazer e aonde ir por Carambeí e ainda Teixeiras ou mesmo em a pitoresca São Miguel do Anta. E vamos!
            Uma fantasia que parece ter vindo de outra parte de outra galáxia de outra dimensão de outra taça em cristal de perna longa e pé redondo. Nem tão longe. De outra magnífica estrela. Nem tão longe. Uma estrela se parece com um labirinto, uma estrela se parece com uma espiral, uma estrela se parece com um redemoinho, se parece com um desenho de tapete de praça de jardim de mandala. Nem tão simples. O que é afinal o desenvolvimento criativo? Por aqui, por aqui!
            Por sua vez o tesouro alaranjado pintou o universo de uma vez e de manhã. Nem sei de onde provém fica bem o sol e quantos filhos tem. Variações sobre o mesmo tema sempre os dias. O soberano e sua vizinha a lua prima imperatriz comadre coruja-das-torres paciência epifania. A lua, porém ela mesma, sempre será assim. A tarde corre para a tua rua Mariz e Barros escaparates vendedores de lembranças, mesmismo. E já se paga!
            Os últimos ou os primeiros no topo da evolução são os entes entidades que possuem absolutos poderes de mando e decisão e previsão. Os primeiros serão os últimos e mais tarde. Estes olham o universo com tédio, compromisso, sem desejos, sem histórias, provedores, sem mistérios e ou dúvidas. Os outros comuns são os algarismos e vários dígitos. Aqueles nem se empenham muito no serviço oficina ateliê escritório e sabem fazer por telepatia matemática geologia ecologia antropologia. Nem morrem jamais são para sempre como os diamantes seus contemporâneos conterrâneos consortes. Só exercitam milagres e de vez em quando, na hora que menos se espera, no dia que menos se percebe, numa bela fonte entre as pedras. Agora, espera!
            - Onde você muito, teatro?
            - Donde tu mesa, dúbio?
Os povos-asados estão aparentemente estabilizados conscientizados governados identificados. O que se passa? Hoje é mesmo assim e os dias boatos e fatos. E o que vai continua restará ao vento à água ao fogo ao metrônomo e às histórias. Por que os alados? Porque voam de lado a lado do mundo pelaí em Amparo da Serra ainda Pedra do Anta... Nem pobres nem fracos nem oprimidos, nem ricos nem fortes nem orgulhosos. Nem e logo nenhum!
            Edição dedicada à mais moderna temporada da fantasia curiosidade ideia anedota história crônica recordação dos retratos contos quadros recolhidos recados. Até o fim do mês vou descobrir saber entender desbaratar o que é rede de 3 e rede de 2. Balanço pendurado no alto do galho de simaruba mandar demandar por cordas remandar desmandar e com assento de madeira. Assim mesmo é!
            A terra existe como tal e qual resiliência. E tem hino e tem bandeira e tem festividades na praça Saenz Peña. Sem mais especular espetacular apenas sem mais nada que valha a pena e vai contando nos dedos as casas os autos os prédios as pérgulas os veículos as ruas a serra do Brigadeiro o farfalhar das folhas das plantas e descrições de cadeia produtiva tacipitingas candirus-açus jerivá poaia-do-brasil orabutãs ipeca-branca saguis-leãozinhos perobas-poca... e você já sabe: Ouviram do Ipiranga!
            Assim sim flexionam a terra como o céu: projetos paralelos. Espelhado (a)!
           

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Aprendendo e estudando geologia


           

            Porém, Gabriela, e elipse, a gente nem se desconhecia. Talvez sim nós nem nos conhecíamos mais gordos magros vegetarianos colorados conterrâneos opostos pacíficos pedestres colegiais e que mais. Eu estava um arquiteto esperançoso de tesouros ocultos na natureza, sucesso, famas, viagens, profissões, finanças e perpetuidade universal do jogador de futebol atacante craque artilheiro. Você uma engenheira que tomava banho de sol na varanda de casa para amadurecer a pele, pintava o cabelo mechas de cabelo vermelho ou azul, lia revistas de alto astral, assistia tevê aos sábados de manhã no canal dos documentários animais exóticos, pedalava na sombra do parque Marinha do Brasil, saía com amigas no shopping Hostau Caparari, buscava consumir o telefone mais publicitário, perdia a timidez aula depois de aula o receio de andar de tirolesa atravessar na descida o cânion desfiladeiro aeróbata de leste a oeste... e essas coisas.
            - Você faz o seu quarto todos os dias?
            - Já limpou arrumou o seu quarto?
            - Quando é a vez do seu quarto de dormir, pois em?!
            - Sim, como se formam os animais arrecifes?
            - A importância do meu cômodo particular e próprio e exclusivo e mundo à parte.
            - Nem, desculpe! Me passei!
            - Estou indo emboralá! para Rio das Ostras num albergue hostal pousada estau casa para hóspedes, e nas férias de julho.
            - As últimas cores do dia lampejos raios do dia folhado a ouro rio Moju.
            Eu mesmo fiquei pensando durante alguns dias e depois decidi pronto e então fui embora viajar, São José dos Campos, Ubatuba, Joanópolis, Gentil, tribo cumanaxó... Cevei um mate e me botei a preparar tudo que lembrava e era preciso e podia carregar. Certamente estava o que eu queria com certeza. Os vários pormenores da empreitada jornada aventura e seus alguns detalhes e derivados necessários aritméticos estratégicos organizativos recreativos documentos vacinas. Nutri peguei minha mochila pilha de tijolos peçuelos ascese pesados na cacunda e segui pela estrada rodoviária. Chovia tempestuoso dia sim dia não lagoeiro maceió. O rio Acará e turbulento aproveitava o embalo contornando a enorme montanha de rochas vulcânicas. No caminho soldados agricultores operários peregrinos romeiros condutores de veículos automotores vira-latas...
            Então, outro sim, o destino nos encontrou colocou e nos aproximou como dois e dois quatro. Nem foi querida à primeira piscadela Gabi Gabriela? Foram se dissolvendo as horas e que você nem disse nada, sempre desperta, apenas me cuidando espionava toda esportiva jocosa heroína secreta. E simples e nem fácil. Eu disse balela falei coisa ex-vice-presidente: "Que bom prato comeria com esta moçoila! Que carinho! Me encanta! Que contrato!". Somente isso bastava, eu achei lá na hora. E a partir de então comecei te secar com estes meus doces olhos famigerados famélicos; e Gabriela você me mirava com graça e sorrisos de flor de água de calor de verão de praia do Farol. E tu a mesma a infinito mereceu o infinito e abraços beijada selfies todos os dias. E seria assim por diante o caminho a escalaminhada a estrada o sendeiro e dali pra frente e todas as horas diante de nós e de nós.
            - Que idade tinha em 2001?
            - Altanaria cintilante sol capacidade de voar alto luzente um sol astro adequado.
            - Conheceu o festival já em Santo Antônio do Palma.
            - Pessoa do positivo afirmativo e pessoal sociológica antropológica.
Ponte de concreto alfândega aduana com passagens para autos e pedestres. Virtude religiosa através por sua vez do exercício sacrifício físico. As plantas tais e quais estavam por toda parte, contra-ervas-bastardas, pazeús, mata-cavalos, coqueiros-pindobas, purgas-de-pastor, juncos-bravos... vegetação ciliar hidrófilas por onde transitava o rio Macaé e pana de Jurubatiba e pico Selado em São Francisco Xavier... Num todo harmonioso e resolvido, o que mais, hein?!
            - Você janta todos os dias às 7, me diz?
            - Que ela realmente quer?
            - Então foi que morou lá Carapebus até 2013?
            - Onde você residência agora?
            - Politicamente falando fica com cara diferente estranha partido quando vê ouve sente o jurupari por perto.
            - Gosto sempre de pensar bom senso que tenho razão e verdades.
            Arrumei minhas coisas com os básicos de mantimentos víveres apetrechos um mapa da serra da Mantiqueira uma barraca um saco de dormir. O sol sempre traz uma imperatriz viagem. Astro esperança de sorte de uns 500 a 600 milhões de anos, ainda. E pronto, em meio dia o tempo começou a andar andar por um caminho alternativo que passa por dentro da reserva dos xoclengue e lugares sagrados rio Fazenda rezas orações oferendas cultos locais de refúgio altares esculpidos em pedra. Andei por dezesseis quilômetros pela estradinha até a beira de um córrego encachoeirado e rio Cairari. E mesmo lugar de todas as grandes manifestações as grandes festas danças cantos coros e beber muito cauim cogumelo santo-daime. Olhei para o alto das montanhas escarpa e era tudo tão estranho magnífico distante do meu mundo comum e organizado empanado digital ideológico globalizado. Posto de adoração templo de observação oferendas meditação comunicação celebração cerimônias imagens simbólicas. Passavam das 3h da tarde beleza viagem enigmas e o sol radiava firme e forte e conforme e acentuado. Uma tendinha com casal de atendentes descendentes dos bonari e que vendiam de tudo água lanches velas bebidas imagens de santo fósforos isqueiros lugar para pernoitar fitinhas do Senhor do Bonfim chapéus feitos de erva douradinha-do-campo trançadas...
            - Você foi à praia da Enseada o mês de janeiro.
            - Natural de São Luiz do Paraitinga e conhece Piracaia, estou certo?!
            - Você é das que dormem fácil esses tempos de crises econômicas e institucionais?
            - Estou satisfeito confiante por trabalhar colegas no escritório arejado de frente para a avenida Jaraqui.
            - Eu já sabia que gostava de tomates nem só no sanduíche como no almoço.
            - Comprou um terreno do lado da casa dos parentes da noiva, o que é bom!
            Abrimos o jogo da nossa intimação adoração avassaladora constitucional amazônica do direito internacional garantido e caprichoso. Todos entenderam. Nem pedimos esforços para ficarmos juntos e compartilhar e namorar e idear hotel boutique. Agora, nos beijamos em todo lugar nos decoramos por completo jogamos na linha do ataque confundimos todos a todos desde as pessoas jurídicas até as civis e militares passando pelos animais de estimação. Logo como hoje mesmo de manhã, janela aberta, nos amamos e nos eternizamos assustando as aves da praça da Bandeira. Pois então, eu mesmo aprendia idiomas asiáticos, me concentrava em hologramas, pintava quadros de natureza colorida criativa original natural, adepto das religiões que adoram as fontes de águas frescas na sombra mãos postas juntas corpo inclinado pra frente calma silêncio paciência zelo. Eu me exercitava no clube na pista na ciclovia no campo de futebol e na esteira em dias de chuva, deixei os livros os jornais dominicais os e-mails os jargões do futebol e os bailes os amigos de fim de tarde jornada. Por merecermos cama mesa banho e as viagens no campo na serra falésias na praia da Daniela.
            - Conhecemos algum lugar melhor do que este, uma vez?!
            - A grande vantagem de morarmos próximos na distância de uma vista de olhos.
            - O que faço aqui antes da 10h?
            - Vai conhecer no fim de semana a família da namorada e se apresentar com carro novo modelo esportivo?
            - É duro difícil porém queijo.
            - Meu horário de almoço será sempre pouco antes da 12h.
            Andando e acompanhando as minas de ouro as montanhas de ferro chocolate níquel e sorvete de abacaxi doces quitandas. Em alguns pontos os atalhos eram difíceis íngremes. Bolsinha pochete pendurada em diagonal cruzando de um lado a outro na frente da barriga óculos escuros capa amarela impermeável. O rio Buquira que escorre por entre altas pedras matacãos de cacau frutas cítricas plantações de café santuários de autóctones e por demais os ninhais de aves grandes urus martins-pescadores-verdes tuiuiús colhereiros bando de aves faladeiras engraçadas jurebas grupo de macacos-aranhas. Descoberta escavação meio ambiente transporte estorvo beneficiamento exportação ecossistema. Impressões magníficas de viajante descolado. Montanhas ditas enormes impressionantes fortes também primavera verão felicidade de estar. A região com sua estupenda topografia datada e digna de 200 milhões de anos atrás. Árvores majestosas altas e barulho estardalhaço de galhos folhas agitadas pelo vento carpinteiro. Há ainda hoje alguns pontos de sítios arqueológicos e que cabem bem uma visita com tempo e paciência e guia autorizado. Acordei ainda cedo escuro neblina e as seis horas levantaram já às 5 e 30.
            - Diga alguma coisa que comece com Gabriela!
            - Enfim conseguiu falar o que vinha pensando desde ontem.
            - Nos reunimos em Trajano de Moraes com todos os chefes influentes políticos da redondeza zona região, pra você ver!
            - Compra é praxe e de costume uma roupa nova toda semana.
            - Ontem óbvio que você trocou muitas figurinhas de álbum, então?!
            Depois veio uma precaução necessária e natural e associada com as antenas parabólicas estáticas-interferências ondas de rádio. Você Gabriela arregalou os olhos, me reparou com desdém, trocou de fechadura, jogou perfumes caros pela janela e me falou estranhando e cuspindo marimbondos, se trancou em casa e no banheiro, pediu um tempo e me condenou a pagar caro as últimas prestações do carro vermelho do último ano passado. Estávamos (distância, quanto, tarde, planeta, direta, outros, arco, calendário, dias, alguém) longe absurdo longe de chegar ao nosso rio Jupuuba milagroso. Eu telefonei para os amigos da cervejada e um copo dois copos e te conto total umas garrafas de 200 ml, fugi das luzes das cruzes do dia, comprei um carro esportivo utilitário fora de estrada azul-marinho, troquei cabeçadas com as paredes, pontapés com as cadeiras, programei viagens para breve e longe curto médio e longo prazos e vale e planalto e mar...
            - Onde anda o aparelho de controle remoto e que você conhece?
            - A idade que teus pais tinham quando você percebeu?
            - Quem é sua melhor formiga e sua desportiva barata?
            - Por que um apartamento de cobertura 8 quartos vidros fumês garagem para 4 carros e de frente pra lagoa Rodrigo de Freitas?
            - O tempo curto balanceado expresso local incidental soldado artesanal cantor e que gosta de água aquário lagoa de água da chuva.
            - Aqui mesmo ninguém consome aprecia salada de legumes no café da manhã.
            Fomos e trouxemos e viemos e deixamos e voltamos e o barco ficou melhor, lembremos, e maior e tão forte forte como uma ferrovia e trem veloz cruzando a paisagem de cartão-postal. E rimos até hoje das palhaçadas, faxinamos a casa toda, compramos plantas árvores bromélias orquídeas para o jardim o quintal o pátio os vasos da varanda da sacada da área separamos o inço replantamos os corredores internos com arbustos caparrosas, cumanãs... Nos tornamos mais tesudos na cama no quarto no chuveiro no chão da sala de estar entre estas 4 paredes íntimas e bem pagas. Nem usamos mais camisinhas faz alguns anos e a família só aumenta, tá vendo?! Comemos sanduíches de repolho abóbora pepino agrião aipim... e os díspares, sucos de açaí pequi caju... etc e que mais?!, abolimos as carnes e derivados de animais salvando os indefesos desprevenidos bichos de serem sacrificados em nome da gastronomia humana predatória.
            E pé ante pé pra frente pra trás e 6:10 já estava de pé. As ruas das cidades e muito concorridas e desde cedo e muita gente nas ruas e becos e travessas. Todos os dias já eram quentes e sonoros e longos e feriados e melodia e espetáculos e monumentos aos ancestrais heróis pátrios. O sol apareceu do lado do céu sem nuvens e já apreciando a vista da cidade colonial barroca patrimônio universal banhada pelo rio Uatumã. Gosto gostei muito das trilhas os verdes visualização e os montes misturados com montanhas de pedra viva e com cidades igrejas agrícolas administrativas religiosas sociais militares balneárias termais patrimônio da humanidade desde a década de 70. Saciado de montanhas e dias ensolarados tempo bom fevereiro propriedades públicas reservas da biosfera ótimas e necessárias para preservar o típico patrimônio natural endêmico abieiros-da-mata icicas gonçalos-do-campo anabis jurubebas-de-espinhos, juquirizinhos...
            - Sempre se bebe muito guaraná no inverno e época de concursos.
            - Preste atenção na montanha que vos ensina estar mais perto.
            - O médio jarro de vidro verde estilizado arabescos com água até o meio e flores da coirama-da-baía está sobre a mesa de jantar.
            - A terráquea é fácil, que talvez seja a lua no céu.  
            Vou por assim dizer e você me segue, em?! Veio um filhote broto outro bebê e assim de nenês, gutche! gutche!... Nos casamos em novembro e com alegria, primavera, verão, nossos pais, parentes, convidados e durante quinze dias a praia do Coqueiral. E nos abraçamos muito o tempo todo juntos. Que coisa! Se acrescenta que Gabriela sarada magra ela dentro dos limites (e que limites!) muito empoderada e lenhadora e ginasta e você e atlética e voleibolista. E nos olhos como dois e dois quatro. Quase nos transformamos em uma só alma de paz como você sempre me diz de paz calma suave doce contente fácil e humanos que gostam de animais e acampar junto dos bosques e mananciais.
Depois de certo tempo me pensei me acostumei e dormi olhei pra dentro me recostei dormir profundamente. Buscando sempre o melhor de mim de minha Gabriela bela tão galante. Portal trapézio dois lados paralelos quadrilátero janela do sol primeiros raios de sol. E mais além disso, por certo absoluto!


domingo, 8 de setembro de 2019

A Moça e a Linda


            

            A guria poemas tão bela bonita bicho-grilo, e histórica e literal e absolutamente, que o povo conhecedor dos versos que lhe desejaram dedicados chama somou o chafariz ao seu nome. Bem no meio da paróquia comarca cidade municipalidade de Ouro Preto e do largo da praça Tiradentes barroca e rococó e neoclássica e cartão-postal. Todos sabem dos livros na escola da dona da bica do tanque e tanto que passa já como caso muito comum e corriqueiro. A poesia feliz e terna e suave e aconchegante que a criou está colada identificada ao nome do monumento baliza, para todos os momentos enamorados idílicos íntimos. Por exemplo!
            - Que bom que todos precisam do sol, que bom. Que sol que todos carecem do bom, que sol. Que todos precisam de todos, que lua que bom.
            Mas o menino vem beber água da fonte largando a bicicleta no chão, perguntando: “Quem ficou a dona desta fonte límpida risonha como na pedra-sabão? Alguém desceu pousou nivelou precisamente e utilizando frutífera espontânea da bússola da âncora?” E a menina, hiperinteressada em sorvete de açaí e longa trança largada nas costas, acrescenta, mãos em concha, suspira: “Era tão espetacular legitimadora assim a dona desta fonte transparentemente refrescante murmurante. Habitava cascata atrapalhada com os vestidos saias córrego na montanha alta distante e gravitacional.” E como todos sabem a história da dona lindíssima vestidíssima riquíssima, ficam inspirados felizes acariciados raros, um querendo em namorada e outra se comparar se medir, dar changui, deste modo conforme. Fantástico mesmo!
            Tal qual o lugar, segundo os poemas deixados para recontar a história, do conflito principal entre o sol e a lua, a água e o riacho, a pedra e os diamantes. A morena ficava na janela, coque periquito na cabeça, a partir da tardezinha solar de janeiro e fevereiro. E representante representada e tão representativa. O aguadeiro caminhava na frente puxando o animal de carga baixas pegadas de carbono e de casa até a sanga e do poço pra casa passando no meio da Vila Rica e pelas ruas e pontes feitas em arco de pedra lascada pé de moleque. O sol bumerangue ameno puxava muares resignados e a lua dominó aparecia entre as cortinas de renda e crivo e seda importadas da Corte da Pérsia da China da Índia. O que passa!
            - Significa apreciar o dilema das águas quando as águas ululantes. A lua calibrada moderada contida valorosa. De modo geral e quer respostas prontas formas fixas preços fixos. Faz parte do amadurecimento sazonal e envolvida atenciosa utópica progressista.
            O Brasil, o carnaval o comício a manifestação a apresentação mambembe tudo vai marcado diante do chafariz. O nome da dona fica constante e alegre e florida e querida. Os sinos tocando como uns relógios exponencial para todas as coisas e idades e até latejando sobre as costas das montanhas. A alegria, a bebedeira, as brigas, o entrudo, os repentes, os namoros beijados nascem em torno da fonte da dona que lhe deu nome e sobrenome e renome e legenda. De Vila Rica de Nossa Senhora do Pilar de Ouro Preto capital colonial provincial para mais além aquém governo grande. Ouvir os carros de bois estalando nas pedras da calça Lavras Novas rodas altas Glaura lentos desfiles Santo Antônio do Salto de hora em hora Cachoeira do Campo dias após dias procissões novenas. É isso!
            - O rio é água o mar o lago a glória e a água a chuva o guaraná em pó. Água livre aberta corrente que mente escapa aberta aceita. Agrada sobremaneira àqueles cheios de sede e banho e nadar. Depois emboralá! o rio continua e nem lembrará disso daquilo nem ligará pra isso aquilo pouco se importa ou se lhe dará.
            O voo da ave muito suave confortável planejado silencioso adivinho sobrevoo. A estrada de casa até o topo da colina escalaminhada aclive o ápice. Agora a porta as janelas estão de par em par sempre pintadas de azul-claro. Por aqui por ali o pasto o campo as ervas presuntos-com-ovos as árvores quinas-de-cuiabá... O astro compro um auto engano fora de série última linha elétrico politicamente correto ecologicamente correto. A satélite e a boa-fé da maré que trás que leva e vaivém energia limpa. A área revitalizada da praça da guria da poesia com rima sofisticada campestre arcadista pastoril silvestre. E, por puro paradoxo, longe da terra desterrada oriente médio crescente e ex-vice-reinado. Nem é?!
            - Que pode despertar pensamentos positivos afirmativos. Há traduções tradições literais contextuais livres e embora desculpáveis elogiosas comentadas, recomendadas. E gostariam de lhe seguir mas isso nem é tudo ou mesmo dura para sempre. Como quanto quando sabemos.
            Senhorita longos cabelos pretos como a noite sobre os ombros tiara que gostava de comer sobremesa salgada na mesa da sala de estar no verão horas relaxantes. Personalidade adiantada de amplo conhecimento lateral. Ela ainda precisava ir até lá um hoje ou um amanhã. Seu irmão era bacharel e funcionário público no museu da Inconfidência. Lista de coisas para fazer em amanhã. Sempre na beca mulher-objeto maciez na pele efeito prolongado e sem sal entre feminista e feminina e delicadeza de maneiras com chapéu de pano e leque e sombrinha babada para os apoios. Tal o quê!
            O Brasil, nos dias de sol vêm turistas com suas máquinas de fotografar colorido e selfies o repuxo branco e preto de antigamente colônia com imagem esculpida em mármore tridimensional. É o sol pujante. Marcam a data da construção, 300 anos para trás e mais. Há pujança nisto. Que horas abrem a loja de lembranças recordação de? Bebem a água da dona e, carregam em garrafinhas plásticas portáteis cômodas biodegradáveis, se benzem de crença em bênçãos e até como se santa fosse. Que horas abre o restaurante típico comida mineira caipira vaca atolada torresminho caninha de alambique? É claro!
            E ela estudou muito este papel principal protagonista desafiador vigente e adiante no seu tempo. Declamou o seu bel-prazer com voz clara e braço estendido abraçando o porvir com todo o seu confiante regozijo por vir. O mundo começou às 7h e meia. Os animais iam para o pasto subindo os morros ao redor do povoado pedregal. Depois reiniciaria às 8h em ponto com café da manhã já tomado com docinho de quindim e xícara pintada paisagem porcelana de Macau. O sol metrossexual a lua holograma irmã já pegavam o jeito da coisa toda a escalada pedregulho do dia. O pastor sentado na pedra panorâmica responsabilidade de algo olhando a paisagem pedreira o belo horizonte de natureza muito cândida e rebanho e passaredo andorinhas trissando perdizinhas-do-campo nidificando. Tudo no lugar o mundo lajedo andando redondo douradinha-verdadeira taturana-gatinho e sem nada saber por quê. Porque sim!
            - Mas são rios de sonhos aos mil multiplicados centos. Isso sim passa repassa como assim e nem passa despercebido responsabilidades por gestores analistas comentaristas sociólogos sexólogos redes sociais, panaceia, ambientalistas e ativistas, uaaau!...
            O Brasil, e a nascente sempre esteve assim aí musicando, e como o poeta apaixonado escuta atende, com a voz divina da amada presa na mente no ouvido, a inspiração ao ar livre possível. Um sussurro de entidade iara rainha das águas murmúrios se desprendem e que vêm do alto da montanha rolando, das nuvens, dos céus, dos serros, das cavernas de ferro e ouro em pepitas. Inundando todos os enamorados as fantasias as imaginações as construções o casario e a Inconfidência Mineira. Estacionam os autos estimas e novos em folha oriundos de lugares remotos imaginosos Cacimbinhas, Aguiar, Rosário do Catete, Figueirópolis... Avião cisterna, tuins, xexéus-de-bananeira, sabiás-cavalos, tesoureiras, cantos-de-macaco... Com frequência maior também no verão do festival carnaval das ladeiras com motivos locais nacionais indígenas panati e até metropolitanos. Nem falei?!
            - Como todos dizem e eu digo também: “Querem gostar de todos, querem beijar a todos, querem sonhar muito juntinhos, querem fantasiar a todos, precisam necessitam subir e descer as intermináveis escadarias de lajes paralelepípedos ladrilhos em granito basalto irmandades pedras nuas e cruas. Num todo harmonioso artesanal resolvido artístico consagrado.” Como no dia que foram feitos pelos pedreiros artistas. Como nem poderia deixar de ser.
            Tão bela deslumbrante e romântica tolerante estruturas fisiológicas que musa inspiração vibração nem tinha preço nem tem tempo. Ela estudou no liceu e para ser advogada dos escravos quilombolas fugidos com ouro em pó nos cabelos. Os passarinhos vêm de longe, dos campanários, do alto do céu voando para ali beber e tomar banho e se refestelar de montão. E falava árabe com o caixeiro viajante espanhol com o ferreiro latim com o pároco italiano com o marceneiro tupi-guarani com os xerente. Que sempre trabalhou às sextas-feiras até o período da tarde no expediente do pomar do quintal dos jardins da casa abastada com eira beira tribeira patrimônio da humanidade desde antanho do clã da família. Sobre que pensava e agia, ela mesma! Barcos a vela caravelas ou nuvem passaram singrando sua face de ar de rio e mar e sorriso celestial. Passear a cavalo até a sanga e sentar na grama quase deitar na sombra mastigando uma haste de tenra graminha-de-campinas. Muito bem!
            - É possível sim é possível controlar o sol a lua o tempo a terra. Andando caminhando correndo e para cima e para baixo. As nuvens e suas benesses principalmente de maio a setembro. E assim mês após mês, semana após semana, dia após dia... as estações e as festas séquitos de santo santa na igreja de São Francisco de Paula na capela de Bom Jesus da Pedra Fria.
            O Brasil, um dia na sala no quarto na varanda alpendre ela lendo a carta o troféu e com 3 estrofes e uns versos cada muito bem alinhadas rimas precisas perfeitas na moda. Era o grande intervalo da tarde entre o lanche com café bolinhos enfeitados de confeitos suco de abacaxi e o sarau cantado declamado com violão à noite. Cheiro doce de cana cortada na hora o gado descansando na sombra do ipê-amarelo o ruído novo em folha das cigarras suicidando o sol de rachar de ralhar de malhar e monjolo. O mascote da casa vinha pedir arrego aproximava pedir pão e água atenção vinha de balançar a cauda brincar no pátio. E quando ela se viu no espelho já estava pensativa cogitando estava carregada de emoção sensações estava ficando rodeada de sons cores pretextos oníricos e outras reflexões. Muito perto com tudo. E vestida para sair emblemática investigada persuasiva visitar amigas sobrinhas tias avós fazer compras metáforas. Olhar para o futuro. Qual seja!
            - E tudo caiu do céu pelo espírito santo espírito santo espírito santo (3 vezes!) e pronto. Ainda bem por ainda vem por ainda veem. Uma canção contada composição na escola nas noites de conto nas conversas com cadeiras na calçada. Malabarista que atira coisas ao ar perguntas sem respostas. Saudação em algazarras celeuma de papagaios-serranos e caminhos entre as montanhas que se parecem com ondas do oceano onde o mar é uma imaginação um reconto uma projeção de férias de praia de veranear. E logo!
            - Você deve e pode cerrar a janela, por favor!



             

domingo, 11 de agosto de 2019

Posso ver agora


           

            - A loja de materiais esportivos a que me refiro na esquina à direita segunda porta envidraçada casarão antigo avarandado tombado pelo Iphan.
            Ela me recolheu um grão de areia na praia da Daniela. E hipérbole cheia de matérias matemática geografia simpatia quente doce arrojada perfeitamente visível e me convidou para além das locuções. E me olhou de cima pra baixo, e de cima a baixo e de baixo a cima. Fez um sorriso um beijo e disso eu me lembro um gesto um jeito uns sinais acenos e muito cordial. O dia era bom e muito bastante de acordo com tudo. Então, litografia nem mais esqueceu minha presença pessoal em pessoa personagem.
            O sol esperou mais duas horas, posso dizer.
            - Absolutamente lá em casa a minha família adoram viagens de férias em o fim de ano começo do verão.
            Pois a lua platinada rica enrolada em si mesma. De noite parece a lua. Sem eclipse sem asas sem matéria plástica acompanhada de séquito o organismo esplêndido. A lua aparece assim uma montanha de 1 milhão de idades geológica. Muito carismática e via rodagem autopista. Nadando como um disco ou uma bola ou uma máxima de moeda. Comandada treinada motivada para a elevada rotina da madrugada.
            Dívidas algumas pertinentes e outras nem tanto.
            Se deparar com uma fisionomia feminina enigma é como a primeira quimera desse mundo e a redenção. Adorando a imagem remissão se enamora tudo que pertence a este rosto a face os olhos o sorriso a cor o futuro e toda a paisagem em volta. E mais ainda é comemorar tudo que ela diz e se ri, suas bonitas e compostura. Penteado tipo clássico páginas viradas de livro de histórias. O tesouro invisível e um pouco de pressa a primeira que admirei com meus próprios olhos desde o dia de todas as santas.
            - Há 3 casas geminadas jardim na frente no alto do morro da colina, em cada uma tonalidade chamativa.
            Eia!, uma linguagem fluente luminosa nem gosta de discordar flutuante diapasão otimista ótima voz colorida e completa. De um lado pro outro durante o universo. Estrela garimpada lapidada e polida: alquimia. Eu vejo que passeia pela sala e até a janela para a rua Visconde de Ouro Preto os carros o parque a lanchonete os papagaios-moleiros, e do mesmo aspecto.
            Sim, claro, eu atuei muito bem, obrigado!
            Então, o nosso merecimento rendimento entra no céu no espaço intocado azul cor paisagem. Nem medimos aventuras para sermos recém bem recompensados bem recebidos bem-vistos bem-vindos. E envolvemos as lendas também nessa sorte trupe loteria Catu, Luis Alves, Piçarras, ilha Itapacis, museu Eusébio de Queirós. O surpreendente dos olhos e que ela espanto têm ligação direta com o metafísico indescritível debêntures aforismos. O mundo, depois do café da manhã com salada de frutas da região, é todo claro tudo de sol avenida Visconde de Sepetiba inuiracicas persicárias-do-brasil jandaias pariris tatupoiú cadeira de abrir praia de Itajubá.
            - Quanto você plantou de onze-horas?
            Eu pego uma hora de uma semana de 7 e me observo contemporaníssimo.
            Conformada no luar a lua melindrosa magnética paradigma. A lua as estrelas e cooperativa, no universo. O silêncio está completo. Subindo o fundo universal como um balão ensaiado em cena no palco. Ou o que quer que me joga me puxa para o fundo da lagoa da iara da mãe-do-ouro. Plantão de vaso cascalho terra água e um pouco de açúcar e sal, planta plantada. Virtude de satélite qualidade que se compara se conforma lado a lado de par com o correto.
            Um cargo pra lá de vitalício tarimba e uns negócios bem-sucedidos de pai pra filho bem-te-vis-verdadeiros sinergia e D a partir do ano zero rota cruzeiro marítimo. E foi o inventor da montanha. Fazer desfazer refazer. Liderança e gestão. Quando o seu público particular é formado, como já dizia o santo São Francisco, por bichos de toda espécie árvores que nem contam nem cantam nem perguntam nem riem, simaruba, coqueirinhos, xiquexique-do-sertão, galinhas-d’água. Às vezes parece que desaparece nas águas de um rio. E perguntem por quê. A cavalo na cadeira. Tem sempre sua preferência pelo cereal o trigo o pão que amadurece no campo na planície. Tende a ser o mágico dos mestres dos peixes. Idealizador dos desenhos e das cores. Embora acorde cedo, janta tarde, e a começar destes números, pana de Itatiaia, Belmonte, Herveiras, Santa Helena, Saldanha Marinho. Um jogo de todos juntos, corporativo. Os projetos em andamento promoverão proverão mais um milhão e meio de dias. Quebrar o paradigma ou até vários deles. Senhor senhoras e donas de renda crivo e bordado. E o futuro parece ser com cara aparências de indivíduos normais semelhantes embora autônomos. Fez perfez refez. O mar chegou desde sempre do Atlântico e sem barco ou aeronave: total: nadando de braçada. É capaz de entender de tudo de todos por todos os tempos e o rio Tietê predileto da cidade de São Domingos. No seu melhor estágio técnico físico e psicológico. E retornou pelo tobogã da nuvem com este galardão alvitre, e sim: rua do Senado, capim-rabo-de-raposa, Barra Velha, Pojuca. Inventor das cachoeiras cataratas véus de noiva caldos de cana água de coco verde. Um genial imaterial que conseguiu prestigiou tudo que quis que quer, decidiu o dia e a noite. Tão perto e tão distante e tão assim como no princípio do mundo cosmos caleidoscópio - que acabo de dizer.
            Sim, claro, eu passeei muito bem, obrigado!
            - Nem compro para pagar no cartão a juros módicos e ou desconto em folha.
            Concordamos compreendemos os dois esquecer o mundo, acreditamos na sorte de principiantes, nos interessamos um pela mão da outra. Se sentimos tanta esperança aguardo, que mais D nem pode fazer de milagres e por vir? Olhando dela o melhor, e a cintura, os cabelos, a razão fácil, casa assobradada, a ginástica localizada, a corrida no parque Marquês de Itanhaém, dieta balanceada, alentada, capitã da seleção de vôlei do colégio Piratini. Esquecemos os rios como aí estão para confiar nos nossos próprios olhos enfeitiçados, e dos olhos dela. Quem sabe talvez a melhor presença a levar cabelo platinado na escola ou cabelo geado ou cabelo em corda ou cabelo encachado e o penteado rabo de cavalo: situada tão galante com o clima diário.
            - O novo dia é cheio de elementos fenômenos auríferos - o que no caso conduz bem simples e conhecido.
            Sim, claro, eu reconheço muito bem, obrigado!
            Um pouco de lua e carnaval, 23h e 32min. A lua bonita bela lustrosa ensaiada alegórica um tanto pensamento distante e feliz. A lua nova que gosta de música rápida. Válida para sempre e voa desloca algo alguma mais natural. A lua cheia que tem sedução evolução divulgação na tribo boimé. Subindo diante dos espelhos autorreflexos sorridentes, e os planejamento motivação disciplina superação meta.
            Dúvidas umas pertinentes e outras nem tanto.
            Trocamos o céu pela terra porque aqui encontramos a princesa maravilhosa. Caminhando na praça Quintino Bocaiúva sob as árvores jacarandás-do-campo-coberto sobre as nuvens sobre as águas na altura dos prédios mais altos espetados arranha-céus, caminhos diante das horas da tarde da terra. Que nem precisa ser muito enfeitada agrinaldada, basta ter dos meus olhos as verdades os verdes que duram. E nem cores que pintam como pintam os nossos olhos que a olham. Nada chega perto ou se aproxima. Acho muito talentosa elegante condescendente animada, comprou um carro conversível, conhece Condado e Gramado Xavier e Sinimbu. Que também vence o tempo que nem acaba. Assim fruta mais doce colhida no quintal. Os olhos dela e que movem as horas, os séculos, o sol, a paisagem, o chilrar, o sorvete de açaí, o passeio de bicicleta na orla. Ponto de vista, prisma.
            Vou deixar de perguntar e estou pensando nisto agora, embora. Agora mesmo.